Eu sempre soube que muitos dos motivos ainda viriam à tona…
Claro que não podemos tomar por verdades absolutas tudo o que vem da impren$inha, mas quando elas vão de encontro ao que pudemos observar por conta própria, há que se pensar… A jornalista Milly Lacombe, publicou um texto sobre o ambiente do Palmeiras e vou tentar resumir aqui os pontos principais:
Logo após a derrota no Engenhão, os jogadores cabisbaixos, encontraram Osmar Feitosa (Prep.Físico) chorando: “Eles estão no auge do preparo físico, estão tinindo, e você olha em campo eles não andam. Por que meu Deus?” O nosso elenco, considerado o melhor do campeonato, não mostrava motivação e isso, nós torcedores, estávamos vendo já há algumas rodadas. Mas uma fonte ligada à diretoria diz: “A palestra do Muricy dá sono”, “Muricy não é cara de motivação, é treineiro”. E, claro, na reta final, nossos rapazes precisavam de motivação. A gente via que não havia tesão algum. Depois dos fracassos, das agressões e covardia praticadas pela torcida organizada, os jogadores estavam, psicologicamente, destruídos, desorientados, amedrontados. E a tal fonte, concluiu: “Tinha jogador com medo de ir ao banheiro em aeroporto, com medo de apanhar. Chegaram ao Engenhão, para o jogo que valia o título, cercados de proteção, entraram agachados, como se fosse uma guerra. Quem agüenta isso e continua motivado?”. Que vergonha!! Depois ainda querem dizer que a torcida não deu tiro no pé… E a diferença que vimos, dos tempos de Jorginho, deve mesmo ter sido a tal motivação. Por que não deixaram que Jorginho desse as preleções?
E a fonte disse mais:” Quando o Luxemburgo tá a fim de trabalhar, a preleção dele faz o cara entrar em campo mordendo a grama. Ele sabe que o psicológico ganha jogo, que decide”. Muricy não acredita nisso, acredita em trabalho. “Mais ou menos como era o Felipão, mas o Felipão sabia que precisava motivar os caras no vestiário, então ele trazia um padre do Rio Grande do Sul, que era amigo dele e bom nisso, ou chamava o Zé Roberto (Guimarães, treinador da seleção feminina de Vôlei).” E nós, acusando jogadores disso e daquilo, quando também estávamos vendo que faltava a tal pegada, faltava motivação.
Muricy tem o jeitão dele. Não se envolve afetivamente com os jogadores, com seus problemas, não fica no mesmo andar do elenco, nas concentrações, não brinca com eles durante os voôs. Já era assim quando foi campeão no time anterior. Só que tinha lá, outras pessoas para ajudarem os atletas com seus problemas, pessoas que ofereciam o ombro amigo… E o que funcionou lá, não funciona no Palmeiras.
Diz o texto que os problemas surgiram com a demissão de Luxemburgo sem que Belluzzo consultasse Cipullo,um dos responsáveis pela eleição de Belluzzo à presidência do Palmeiras. Aconselhado por um grupo de cinco amigos em quem confia (entre eles José Serra e Fabio Raiola, diretor financeiro do clube), Belluzzo se decidiu e demitiu Luxemburgo. O Palmeiras, nessa ocasião, ocupava a quarta colocação (7 pontos à frente dosbambis e 2 do Flamengo) na tabela.Raiola (amigo de Muricy) fez contato com o treinador para trazê-lo ao Palmeiras. Cipullo permanecia alheio à negociação. Jorginho assumiu e manteve a estrutura anterior de Luxemburgo (que comanda “tudo” e tinha Toninho Cecílio como ponte para “escutar” o grupo. E, sem perder o controle do grupo,Jorginho colocou o Palmeiras na 2ª colocação (5 vitórias, 1 empate e 1derrota) 10 pontos à frente dos bambis e a 8 do Flamengo. Mas, com a chegada de Muricy, Toninho começoua perder espaço e o trabalho de aproximação do grupo (e seus problemas) com a diretoria deixou de existir. Como Cipullo (ê vaidade!)continuava alheio às principais decisões e Muricy não se metia nisso, a diretoria perdeu completamente o contato com o grupo. E, para piorar, Marcos entrou em rota de colisão com Toninho e o grupo, psicologicamente abandonado, rachou em grupos: o de Marcos, o de Diego e o de Vagner Love.
Como se não fossem suficientes os problemas, o Grupo Família Palestra, tendência política dentro do clube, ligada a Paulo Serdan (Mancha Verde) e a Sérgio Pellegrino (conselheiro), começou a usar a torcida organizada para desestruturar o grupo (em que momento apareceram as acusações, não é?), afastar Cipullo, Toninho Cecílio e Cia. e ganhar força política, para ficar com o comando da base palmeirense e fazer de Palaia o homem forte do futebol profissional. Com o Palmeiras, mesmo, quem é que está preocupado? Belluzzo, já zonzo, com tanta apunhalada “amiga” autorizou que Raiola frequentasse os vestiários, talvez numa tentativa desesperada de reintegrar o elenco.
Aí, a oposição que até agora estava quieta, apareceu! Armada de números, tentando pintar um quadro de fracasso da atual administração (Piraci já está enviando e-mails para os sócios), custos + gastos – resultados (o Palmeiras ainda paga, mensalmente, R$500 mil a Luxemburgo, pela rescisão, mais os R$400 mil de Muricy.
Raiola quer tirar Cipullo do cargo. Se Cipullo sair, a Traffic já deixou bem claro que sai, também. Toninho, hj é chamado de traíra pelo grupo, que avalia que ele era uma pessoa na época de Luxemburgo e passou a ser outra com Muricy. Muricy, assustado, essa semana se reune com Belluzzo e Cipullo para definir o futuro.Cipullo não quer a cabeça de Muricy, que avalia como excelente treinador, mas exige voltar a ter o comando do futebol. A Família Palestra (família????) não quer Cipullo e faz o que pode para desmoralizá-lo. Para dar o comando a Cipullo, Belluzzo terá que desagradar o grupo de amigos que o aconselha, que envolve Raiola(ligado à Serdan, presidente de honra da Mancha). Mustafá Contursi, apoiado por Della Mônica, deve reaparecer. Tudo indica que a oposição pretende não aprovar o balanço do clube e, assim, abrir margem para um impeachment.
E jogue-se bola com um barulho desses…
Informações retiradas do Site Terra, de texto escrito por Milly Lacombe.
Pois é amigos, podemos filtrar e peneirar essas informações e chegaremos à conclusão de que a maioria delas (senão todas) são verdadeiras. Eu já disse anteriormente que o Palmeiras dorme com o inimigo. Muitos, dos que se dizem grandes palmeirenses, preocupados com o futuro do Palmeiras, querem mais é se dar bem. Alguns, lá dentro, querem o poder. Outros, ainda aqui fora,querem apenas chegar até lá. Fazer parte. MAS COM O PALMEIRAS, MESMO, POUQUÍSSIMOS ESTÃO PREOCUPADOS!! E são essas pessoas que manipulam a opinião do torcedor palestrino, que continua acreditando nos mesmos papinhos de sempre: jogador na balada, técnico isso, técnico aquilo. Já tivemos cada técnico ruim aqui. Já tivemos jogador que diziam cheirava cocaína. E, curiosamente, nenhum foi vítima de agressão… Os caminhos para o entendimento dessa bagunça toda são meio tortuosos, mas deixam bem claros os motivos, não é mesmo? E, tudo isso, em meio à podreira que assola os bastidores do futebol Brasileiro, com seus esquema de apito, tribunal, times vendidos entregando resultados… Difiícil, né?
Que cada um tire a sua própria conclusão…