1961 – Final da Libertadores – Jogadores do Peñarol agridem jogadores do Palmeiras (não encontrei  imagens disponíveis)…

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1990 – Copa Competência – Peñarol e Nacional protagonizam uma luta campal…

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1993 – Supercopa – Peñarol (derrotado, claro) quebra o pau com o Grêmio, agride policiais e jogadores do time brasileiro…

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1999 – Semifinal da Copa Mercosul – Eliminado pelo Flamengo, em Montevidéu, o Peñarol partiu pra cima dos brasileiros assim que a partida foi encerrada, e os jogadores do Flamengo foram agredidos até chegarem ao túnel de acesso para os vestiários.

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2000 – Torneio Clausura – Mais uma covarde, e corriqueira, batalha campal de uruguaios… e adivinha se o  Peñarol não estava nela?

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2009 – Amistoso com o Newell Old Boys,  e mais violência e covardia… ainda bem que era amistoso, não é mesmo?
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2011 – Final da Libertadores – Derrotado pelo Santos, o Peñarol, covarde e despeitado, querendo impedir a volta olímpica do time brasileiro, promoveu a maior pancadaria depois que o jogo acabou (teve agressão durante a partida também). E, pra variar, os covardões, cheios de querer bater em todo mundo, apanharam um bocado.

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2016 – Campeonato Uruguaio – Peñarol x Nacional – Mais pancadaria…

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2017 – Amistoso com o Atlético-PR … Muy ‘amistoso’ esse Peñarol, não?

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2017 – Copa Libertadores – Fase de Grupos – Derrotado  em Montevidéu pelo Palmeiras, e praticamente eliminado da competição, o Peñarol partiu para o que sabe fazer de melhor… e não é mais futebol o que ele sabe melhor. Mais uma vez, os covardes, racistas e despeitados uruguaios,  que não praticam um bom futebol há muito tempo, que não se garantem na bola, e que sempre mostram não ter hombridade e civilidade suficientes para aceitar uma derrota… partiram para a briga, chamaram nossos jogadores de “macacos”, agrediram Willian com um soco na cara, antes de o juiz apitar o final de jogo, e, após o apito, cercaram Felipe Melo, correram atrás dele querendo agredi-lo, cercaram Prass e o agrediram… Deram um vexame duplo. Tomaram uma virada espetacular quando venciam por 2 x 0 (com um gol irregular) e pipocaram na briga que arrumaram… e, como sempre, covardes e sujos e desleais que são, justificaram a sua incompetência e selvageria culpando o adversário, que não se cansaram de chamar de “macaco”…

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O vídeo abaixo tem todas as imagens e não deixa nenhuma dúvida sobre quem começou, sobre quem queria a violência… e por qual motivo Felipe Melo deu um direto na cara do uruguaio – o sujeito corria atrás dele para agredi-lo.

E a culpa dessa violência toda que vimos acima, a culpa da ignorância e covardia uruguaia,  que acontece desde que a Libertadores começou a ser disputada, que acontece sempre e em qualquer campeonato, há mais de 50 anos, é do… Felipe Melo.

Faz tempo que o Pitbull joga  futebol, hein?

Desde que começaram os rumores de que o Palmeiras queria contratar  Felipe Melo, a imprensinha, formadora de opinião – que adora esculhambar a reputação de alguns parmeras – entrou em polvorosa e tratou de espinafrar o jogador e fazê-lo parecer um Godzilla repaginado.  Depois que ele foi apresentado então… só se fala nele.

E é um tal de “Felipe Melo é violento” pra cá, “Felipe Melo é violento pra lá”… não falam outra coisa (até o violento do Zé Elias  se achou no direito de chamá-lo de violento – quem não te viu jogar que te compre, Zé).

Quem ouve/lê  os profissionais de imprensa, mesmo estando acostumado a ver as muitas e constantes botinadas e agressões por aqui – de um Fagner, de um Leandro Donizete, um Rodrigo, Diego Souza, Luís Fabiano, Gil, Ricardo Oliveira (são tantos… sempre),  por exemplo –  fica imaginando que o “malvadão” do Felipe Melo vai entrar em campo com uma metralhadora numa mão,  e uma granada – sem o pino – na outra, e acabar com os adversários. E sabemos muito bem que não é nada disso, não é mesmo? Ele é um jogador viril, que joga duro sim, eu sei,  mas em nada é diferente dos muitos que temos visto jogando aqui  e com os quais a imprensinha não se importa, não se “horroriza” e também nunca quer classificar como “violentos” – Fagner, por exemplo, é muito pior, é extremamente violento , nunca toma cartão, e é só “raçudo”.

Aqui – dependendo do time do sujeito, claro – as faltas mais duras, desleais – até mesmo algumas agressões – são sempre sem querer, ou porque o jogador chegou atrasado no lance, tropeçou na própria perna… Se um pisa no pescoço do outro, é porque o outro colocou o pescoço no caminho do um…  se dá uma cotovelada, foi o outro jogador que  “se chocou com o cotovelo do outro” (tenho até print de uma notícia platinada assim)… Estourar joelho, dar soco e cotovelada na cara, mandar jogador para o hospital e deixá-lo meses parado, sem perspectiva de volta aos gramados (como Fagner fez com Ederson-Fla, num lance em que o juiz, tão camarada, nem falta marcou), morder (só foi agressão quando o Suárez fez isso), pisar na mão, rachar a cabeça e tirar sangue de alguém com uma cotovelada… só se for sem querer, ninguém aqui faz de propósito.

Aqui, o jogador “tem apenas muita vontade de ganhar”, “não usou força desproporcional”, “tem espírito de decisão”, “sabe jogar Libertadores”. “Não existem faltas duras, desleais e nem agressões aqui (por isso, a imprensinha está fazendo esse escarcéu e difamando tanto a nova contratação do Palmeiras)… não existem jogadores violentos aqui… “não tem jogadores que já levaram 15/17/19/20 vermelhos na carreira”… “não tem jogadores que levam dois vermelhos num mesmo campeonato”… “os árbitros marcam e punem todas as faltas duras e desleais, severa e igualmente”,  e “a imprensa esportiva não perdoa os jogadores desleais, agressores, sejam de qual time eles forem, e faz marcação cerrada nos mais exagerados, que são execrados pelos jornalistas nos portais, mídias sociais e programas esportivos”…

E quem me falou tudo isso foi o Coelho Branco… do País das Maravilhas.
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Já deu pra perceber como é a coisa por aqui, né Felipe Melo? A imprensinha já te mostrou as “armas” também. Tente se adequar à “inocência” e ao “fair-play” do futebol brasileiro – ao dois pesos e duas medidas, tão canalha, da imprensinha também -, sem contaminar os jogadores, tão “leais”, e com “tanto espírito desportivo” que atuam aqui no Brasil, tá?

E fica esperto, porque, alguns veículos de comunicação, alguns “torcedores (rivais) profissionais de imprensa” – que adorariam ter você no time deles – jogam sujo. E, como você é jogador do Palmeiras e não do time deles, vão pintar você com as cores mais violentas possíveis, vão te dar uma péssima reputação, que não dão a outros aqui. O que eles querem mesmo, é que os árbitros, ao contrário da benevolência (vistas grossas mesmo) que costumam ter aqui com alguns atletas violentíssimos, vejam você como o grande vilão, te persigam e punam, até pela mais insignificante falta, com o rigor que não costumam usar com os “Fagners”, “Rodrigos”, “Diegos”, “Ricardos”, “Alfacios”, “Márcios”, “Luíses”…
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Bem-vindo ao Palmeiras, Felipe Melo! Bem-vindo ao mundo dos jogadores perseguidos pela imprensinha canalha.

E é assim desde 1914…

Sábado à noite… quase 30 mil pessoas no Pacaembu… Palmeiras x Grêmio  – o time grande, do técnico “isso” “aquilo” (ultrapassado?); do mimimi “Barcos vendido” pra lá, mimimi “Barcos vendido” pra cá… um time do G4…

Uma festa linda, em verde-e-branco… Uma balada de sábado à noite só para palestrinos…

Fiquei pasma ao ouvir a torcida gritar: “Não é mole não, o Felipão afundou a Seleção”. Gritei também; virou adversário é assim mesmo.

O jogo mal tinha começado, e vimos João Pedro descer pela direita e cruzar pra área, o Mago fazer um corta-luz sensacional (nem a Eletropaulo corta luz tão bem quanto ele), e Cristaldo, na cara do gol, chutar por cima. Deus do céu! levantou a bancada toda! Era Dia de Palmeiras mesmo!

Na TV (eu vi depois), o comentarista (Mr. Magoo, é você?) nem viu que foi Cristaldo quem chutou, e meteu o pau no Henrique – ele só se daria conta do engano 15 minutos depois.

E então, a nossa festiva e alegre torcida começou a ver a partida tomar uns rumos estranhos… Felipão, com a sua tática ultrapassada, colocara o time em campo para quebrar os palmeirenses, Valdivia principalmente. E a arbitragem lhe concedia alvará.

E se tivesse dependido da arbitragem, o Grêmio teria vencido – isso é muito sério, e tem acontecido muitas vezes com o Palmeiras ao longo deste campeonato.

Sandro Meira Ricci deixou o Grêmio abusar da violência. Demorou para expulsar Barcos, deixou de expulsar o violento Fellipe Bastos, deixou de expulsar (por que não?) Pará, que agrediu Cristaldo, deixou de assinalar o braço na bola, dentro da área, de Geromel… e, no comecinho da segunda etapa inventou uma penalidade para o Grêmio. Jogou pouco o juiz, né? E ao final da partida, pasme, os jogadores do Grêmio e até a imprensinha, sairiam falando que o Palmeiras tinha sido beneficiado… só se foi pelos gols de Mouche e João Pedro.

Vejamos…

Com 8′, Fellipe Bastos atingiu Valdivia, por trás, na cara do juiz, e nada de cartão. E já era a segunda pegada desleal que ele dava no Mago. O juiz só advertiu o jogador (imagina se fosse o contrário?). Trinta segundos depois, o mesmo Fellipe Bastos faria uma outra falta, dura, dessa vez, em Victor Luís. E só então o juiz lhe deu amarelo. Graças a Sandro Meira Ricci, o jogador do Grêmio já estava no lucro, assim como o seu time. O narrador ria e dizia: “ele não perde a viagem”, “já gastou todas as fichas com o Sandro Meira Ricci”; o comentarista, de pronto, disse que “o cartão foi merecido”. E não tinha como não ser, né? Duas faltas desleais, no intervalo de 30 segundos…

A torcida via o Palmeiras buscar o gol, jogar melhor no meio campo, mas o Grêmio queria bater, e o juiz deixava. Jogada do Palmeiras  na entrada da área, Henrique foi obstruído por Pará, e Sandro Meira Ricci nada marcou; “Mr. Magoo”, o comentarista, disse que não foi nada. Vai vendo… e tínhamos só 10′ de jogo…

Lúcio e Barcos se estranham,  batem boca, e os dois levam cartão amarelo.

Jogo pegado, o Palmeiras melhor, a torcida fazendo um barulho danado, jogando com o time…

Cristaldo foi agredido por Pará, e o juizão… nada! Na TV diriam que foi enrosca-enrosca (toma vergonha, imprensinha!)… veja na imagem abaixo, como o Pará se esticou todo, pra “se enroscar” no Cristaldo. Poderia um palmeirense se “enroscar” assim com um adversário, sem ser expulso? No Pacaembu a torcida ia à loucura com a arbitragem tão favorável ao Grêmio.

Pará-agressão

Mas, se você ler as notícias, nem saberá que Pará agrediu Cristaldo.

Pará-erra-o-drible

Valdivia, caçado em campo, apanhava de tudo quanto era jeito, Outros palmeirenses também sofriam faltas duras. Felipão ainda não aprendeu que isso não funciona mais…

O Verdão fazia boas jogadas… Valdivia com Cristaldo; Wesley arriscando de longe e a bola passando pertinho… João Pedro cruzando com perfeição e Cristaldo quase guardando de cabeça… A torcida, apesar de furiosa com Sandro Meira Ricci, que liberara as pancadas gremistas, gostava do Palmeiras que via, e não parava de cantar. Lindo demais!

Fellipe Bastos continuava batendo impunemente. Deu uma pegada criminosa em Valdivia (chutou a canela direita do Mago e deu uma joelhada na coxa esquerda, tirando o jogador do chão) e o juiz só marcou a falta. Já era a quarta dele  no Mago. “Mr. Magoo” diria que o juiz não expulsou Fellipe Bastos nesse lance, porque ele exagerara no amarelo dado anteriormente ao jogador do Grêmio. Como assim, Mr. Magoo, você não tinha dito que o cartão foi merecido? Exagero é um jogador tão violento ficar em campo. A imprensinha sendo condescendente com a pancadaria do Grêmio, aliviando pro brucutu Fellipe Bastos, e legitimando a péssima arbitragem de Sandro Meira Ricci, que deixava o Fellipe Bastos bater à vontade, mas já tinha amarelado Valdivia por reclamar das botinadas.

Fellipe-Bastos-chuta-Valdivia

 

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Em meio à pancadaria, o Palmeiras jogava futebol. Victor Luís cobrou falta… e a bola tirou tinta da trave! O gol palestrino era questão de tempo…

Felipão, vendo que Fellipe Bastos exagerava na violência, e que talvez a cumplicidade do árbitro não durasse pra sempre, acabou tirando o “açougueiro” de campo aos 28’… do primeiro tempo!!! Até Felipão achava que ele estava merecendo ser expulso, menos a arbitragem, o narrador e o “Mr. Magoo”.

E se não tem tu, vai tu mesmo… Saiu o açougueiro, ficou o mecânico. Ramiro acertou Valdivia, por trás, pra estourar seu tornozelo (e o juizão vendo tudo e fazendo nada) – desse jeito, o Mago vai ter que trazer um fisioterapeuta de Júpiter, porque só o de Cuba não vai dar conta.

Ramiro-agride-Valdivia

É criminoso o que fazem com Valdivia em campo, e mais criminoso ainda é ter comentaristas que justificam às caçadas ao Mago, as agressões, dizendo que ele se joga, que provoca. Provoca como, com a beleza do seu futebol? Fosse hoje, diriam que Garrincha deveria entrar na porrada? Que era folgado, que provocava? Neymar merece ser quebrado em campo? O futebol arte de Valdivia, parado na botinada, e com o consentimento dos árbitros; o futebol arte indignando os “profissionais” de imprensa… Mas não é aqui o País do Futebol? E ter talento é crime agora? Se o talentoso jogar no Palmeiras, é crime sim. E inafiançável!

Barcos, que já tinha amarelo, fez uma falta feia em Tobio, e o juiz, que tinha que ter expulsado o milongueiro nesse lance, deixou passar – os árbitros nunca são “tolerantes ” assim com os palmeirenses. Por que será? Na transmissão da TV, sem criticar a deslealdade de Barcos, “Mr. Magoo” diria apenas que “era duelo de argentinos”. E, por isso, um dos argentinos pode quebrar o outro?

Barcos-entrada-desleal-em-Tobio

E a torcida, enfurecida, gritando “Ei, juiz, vai ….”, constatava que o “modus operandi” da arbitragem contribuía para o Palmeiras ser minado nas suas forças e para o adversário se encher de gás – essa dinâmica tem se repetido em quase todas as partidas do Verdão. A gente quase morria de raiva na bancada. Na TV, “Mr. Magoo”,  afirmou que Barcos deixou o pé, e depois disse que ele atingiu meio sem querer. Quem deixa o pé, deixa porque quer deixar, né?

Logo em seguida, num ataque do Palmeiras, Geromel deu um carrinho em Victor Luís, na linha de fundo, e a bola foi interceptada pelo seu braço. O juiz não marcou nada. O “poste” de linha de fundo nada viu (quando é para desmarcar penalidades do Palmeiras eles veem até o que não viram); O comentarista disse que não foi nada, que para dar carrinho o jogador tem que por a mão no chão mesmo (Mas parou a bola, né?).

Geromel-para-a-bola-no-braço1

No último minuto, Henrique, de cabeça achou o ângulo, mas o goleiro conseguiu espalmar.

No futebol, o Grêmio, do G4, não dava nem pro cheiro mas a arbitragem o ajudava demais. Nosso coração jogava com o Verdão e tentava ficar imune à raiva que o árbitro nos fazia sentir.

No começo da segunda etapa, o Palmeiras veio pra cima, e o Grêmio tratava de se defender . Mas, aos 8′, o juiz, o mesmo que nada vira no toque de Geromel, achou uma bola no braço de Valdivia e marcou pênalti.

mão-na-bola-Grêmio

pênalti-inventado-Sandro-Meira-Rici

O comentarista disse que era pênalti claro, que “Valdivia foi imprudente”, “subiu com braços abertos, o que ele vai fazer com braços abertos?” (Será que o comentarista consegue saltar, pegar impulsão para sair do chão sem abrir os braços, sem usá-los para impulso e equilíbrio? Percebe a diferença do comentário que inocentou Geromel, e do que incrimina Valdivia?) Comentário venenosinho… Barcos, que nem deveria estar mais em campo, desde quando atingira Tobio, cobrou a penalidade e abriu o placar, e acho que só não foi comemorar com o juiz porque ficaria chato.

Em desvantagem, o Palmeiras, mesmo jogando mais que o Grêmio, teria que superar a violência do time do sul e a arbitragem, pra lá de tendenciosa, se não quisesse sair derrotado.

Juninho mandou a bola na área, mas o zagueiro mandou pela linha de fundo; escanteio cobrado por Victor Luís, e Valdivia quase faz de cabeça…

Barcos deu uma pegada desleal em Cristaldo (Cristaldo anda apanhando bastante também), na lateral do campo, e foi tardia e merecidamente expulso. O melhor de tudo foi vê-lo saindo de campo, sendo devidamente “homenageado” pela parmerada toda: Ei, Barcos, vai …..!!! Tchuuuuupa, Tamoxunto!

Barcos-pegada-Cristaldo

Barcos-expulso

 

Aos 20′, Dorival sacou Juninho para a entrada de Mouche…

Aos 22′, Mouche incendiava o Pacaembu… Na cobrança de falta, o Mago (que partida fazia El Capitán) levantou a bola na área, Henrique tocou, e o predestinado Mouche, encobrindo todo mundo, guardou!! Tchuuupa, juiz!

Que emoção, meu Deus! A torcida, enlouquecida de alegria, via o Mouche, mais enlouquecido ainda, sumir no abraço dos seus companheiros. Na bancada. todo mundo se abraçava também. Poucas coisas na vida são tão redentoras quanto gritar um gol do seu time. Eu não conseguia conter a emoção, as lágrimas, deliciosas, vinham comemorar o gol também.

O Pacaembu inteiro – até o Grêmio – sabia que o Palmeiras ia buscar a vitória, o Pacaembu inteiro sentia que, comandado por Valdivia, protegido por Prass, e no empenho do time todo, o Palmeiras que víamos ali, tinha a alma daquele nosso Palmeiras, tão amado e conhecido, e com o qual tanto sonhamos nesses tempos difíceis.

Seis minutos depois do gol, um passe “daqueles” do Mago, encontrou Mouche na área, e ele quase fez o segundo…

E se o Pacaembu ‘ardia em chamas’ desde os 22′, o garoto João Pedro faria o estádio explodir aos 29’… nossa criança, de 17 aninhos, e futebol de 27, pegou uma sobra fora da área, dominou, avançou com a bola, driblou o adversário e, ainda de fora da área, meteu a bola na rede do Grêmio, no cantinho do goleiro, e decidiu a partida. GOD BLESS THE CHILDREN!!

Pode acabar juiz, pode roubar (mais) também se quiser, hoje, ninguém tira esses três pontos do meu time!

O Palmeiras comandava a partida, tocava a bola…

Valdivia desceu pela esquerda, cruzou fechado, e o goleiro precisou de dois tempos pra defender… Valdivia dominou a bola na linha de fundo, parecia segurar o jogo, mas  entrou na área e encheu o pé, a bola desviou no zagueiro e quase sai o terceiro. Dá-lhe, Mago!!

O tal Ramiro (o cara-de-pau sairia reclamando do juiz ao final do jogo), que já tinha dado uma pegada desleal em Valdivia, levou um chute no vácuo e desceu o sarrafo nele, e só então, quando deveria estar recebendo o segundo amarelo, foi que levou o primeiro. O estádio (quase) inteiro gritava: Eô, Eô, o Valdivia é um terror!! E o Mago foi ovacionado, de novo, quando deu lugar à Bernardo.

E então, o juiz (desistiu) encerrou a partida. Uma partidaça do Palmeiras. Uma partida (mais uma) em que ele teve que vencer o time adversário e o time do apito e das bandeiras…

A torcida, com sorrisos enormes, aplaudia o Palmeiras, comemorava feliz, saía cantando. E o Imortal… ah, esse estava mortinho da Silva…

VALEU, PALMEIRAS!

violência
vi.o.lên.cia
sf (lat violentia1. Qualidade de violento.
2. Qualidade do que atua com força ou grande impulso; força, ímpeto, impetuosidade. 3. Ação violenta. 4. Opressão, tirania. 5. Intensidade. 6. Veemência. 7. Irascibilidade. 8. Qualquer força empregada contra a vontade, liberdade ou resistência de pessoa ou coisa.  Dir. Constrangimento, físico ou moral, exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a submeter-se à vontade de outrem; coação.  10. usar a agressividade de forma intencional e excessiva para ameaçar ou cometer algum ato que resulte em acidente, morte ou trauma psicológico.

Incitar: v.t.d e v.bit. Incentivar alguém a fazer alguma coisa; impelir, instigar, encorajar.

O leitor que não me acompanha no Twitter e Facebook, e que não leu alguns tweets que me foram dirigidos por um profissional de imprensa, não deve estar entendendo muito bem esse início de postagem, mas eu explico.

Recebi alguns tweets de um repórter que trabalha no SporTV. Repórter, a quem nunca me dirigi no Twitter, no Facebook, ou em qualquer lugar que fosse, mas que foi citado por mim num tweet e numa das minhas postagens do blog:

http://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2014/03/04/e-press-nao-desiste/

Esse profissional, pasme, atribuiu ao meu blog e a alguns outros, que ele classificou como iguais ao meu, a existência da violência no futebol!?!  Pode uma coisa dessa?

Se, por um lado, essa afirmação é digna de risos,  porque todo mundo sabe (até a minha cachorra sabe) que a violência no futebol é bem mais antiga do que a existência de qualquer blog, que ela se origina por vários outros motivos e não pelo que alguém escreve/lê num blog sobre o esporte favorito dos brasileiros, e que um profissional de imprensa esportiva TEM que saber isso; por outro lado, ela é uma acusação muito séria e irresponsável, além de ser uma inverdade e uma baita falta de argumentos, não é mesmo?

E, diante dessa descabida e pública afirmação; diante dos e-mails, mensagens inbox, mensagens via Whatsapp, DMs, e até alguns telefonemas que recebi depois, com mensagens de apoio ao blog, com perguntas sobre o que estava acontecendo (nem todo mundo entendeu a história) e com a indignação de algumas pessoas com o que me fora dirigido; diante do fato de o profissional se referir ao blog, mas não vir aqui dizer o que pensa dele, como seria o correto; e porque foi o blog e suas postagens que foram citados e responsabilizados pelo futebol violento (Chesus!); por todos esses motivos, vou contar aqui o que aconteceu. E, como é de praxe, no mesmo estilo “Clorofila way of writing”, documentando tudo, sem inventar nada.

No sábado passado, enquanto fazia panquecas americanas pro café da tarde, recebi esses dois tweets:

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Oiiiiii??? Não fui informada pelo repórter, que caiu de paraquedas na minha timeline, sobre o quê, exatamente, ele falava. Os tweets dele vinham atrelados a um tweet que eu havia escrito, com um questionamento aos meus seguidores, que estavam reclamando um bocado por causa uma mesma pergunta ‘mandrake’, que ele, repórter, teria feito a dois jogadores do Palmeiras. E eu queria saber do que se tratava (copiei e colei os demais tweets aqui, mas é claro que tenho os prints) .

E o André Hernan (sei lá como escreve) do SporTV fez a mesma pergunta para dois jogadores do Palmeiras?

Não havia nada demais nesse tweet…  então, como ele citava o blog, que “detona os outros”, concluí que a reclamação fosse pela postagem que eu havia feito umas semanas antes, e que trazia críticas à maneira como ele conduzira uma entrevista com o jogador Valdivia, após a partida contra o São Bernardo.

Não me agrada ficar ‘batendo boca’ no Twitter – penso que um profissional de imprensa deveria gostar disso menos ainda -, tenho milhares de seguidores – e ele também tem -, e penso que eles não precisam acompanhar esse tipo de coisa, mas, diante do que me foi dito e atribuído, diante da confusão que ele fazia entre “reclamar da falta de profissionalismo de alguém” e “detonar esse alguém”, eu tive que responder:

@andrehernan Se vc tivesse bom-senso, o mínimo que faria seria se questionar sobre as reclamações que algumas pessoas fazem do seu trabalho.

@andrehernan E não, não sou jornalista. Mas, como torcedora, esclarecida, que sou, sempre vou apontar o dolo ao Palmeiras onde eu o encontrar.

@TaniaClorofila Vc ja repensou algum post que fez (pelo jeito faz sempre) detonando alguém?

@andrehernan Repenso sim. Por isso, procuro me valer de imagens, fatos anteriores, que sustentem aquilo que penso sobre um assunto.

@andrehernan Como fiz quando o seu amigo cavou uma suspensão para um jogador do Palmeiras, sem ter feito o mesmo para o do time dele.

@andrehernan Essa sua afirmação é bastante inconsequente, viu moço jornalista??

@TaniaClorofila Se vc é uma torcedora esclarecida, repense seus tweets e posts detonando quem está trabalhando.

@andrehernan Moço, por acaso, eu lhe dirigi algum tweet? Não me lembro de tê-lo feito.

Abaixo, o suprasumo da incoerência, a pessoa que me dirigiu tweets reclamando das críticas à sua conduta profissional, que foram feitas no blog, me respondia assim:

@TaniaClorofila Não quer ver criticas? então assista a TV do Palmeiras… a chance de vc se chatear é zero.

Ele poderia fazer o mesmo com o blog e com os meus tweets, não é verdade? Não quer ler críticas ao seu trabalho, que vá ler blogs sobre horticultura, jardinagem…

@andrehernan Se vc não quer receber críticas, esqueça o futebol, com seus milhões de torcedores e vai entrevistar as bordadeiras no Ceará.

@TaniaClorofila Crítica é uma coisa… Clubismo é outra. Por um futebol sem ódio.Boa tarde pra senhora!

@andrehernan Vou desenhar pra vc… Eu sou t-o-r-c-e-d-o-r-a!! Posso ser clubista o qto eu quiser. Os jornalistas é q não podem!

@andrehernan Quem dá ao Palmeiras o mesmo tratamento que dá a outros clubes tem todo o meu respeito e consideração. Tenha uma boa tarde.

@TaniaClorofila Então… sugiro vc soletrar, desenhar a palavra Respeito!! Boa tarde para a senhora.

Como você pode observar, leitor, ele não apresentou nenhum argumento que indique que a(s) minha(s) postagem(s) incite(m) os leitores à violência; tampouco apresentou alguma prova de que seja por causa de blogs como o meu que o futebol é violento (é duro ele provar isso, hein?). Ao falar de clubismo e fanatismo, ao falar em ódio (??) ele apenas demonstrou incapacidade de argumentação, pois apelou a chavões que, sem argumentos, não têm valor algum.

E se for assim, o que dizer da própria imprensa, o canal PremiereFC (SporTV), por exemplo, que fez matéria em sua página do FB, para ‘comemorar’ o dia em que um clube, ‘por acaso’ o Palmeiras, levou uma goleada de um time pequeno? E ainda trazia a chamada: “Lembra do vexame do Verdão? Então, curte aí!”. Clubismo? Maaaagina! Não é preciso esforço algum para imaginarmos para que time time provavelmente torce o estagiário que fez essa “beleza” de postagem, não é mesmo? E imagine a raiva que isso causou na torcida palmeirense, que é uma das  maiores assinantes do Premiere? Foi tão sem propósito e desrespeitosa a postagem, que eles acabaram retirando-a do site e se retratando com o clube e com a torcida.

O fato é que a internet, com a participação do público, acabou com aquela conhecida e desagradável via de mão única, onde o cara com microfone na mão podia fazer e acontecer, podia te dar a informação do jeito que ele quisesse, e, muitas vezes, com meias verdades, ou com verdades um tanto quanto distorcidas, cheias de veneno. E blogs como o meu passaram a mostrar ao público a falta de profissionalismo de algumas pessoas em alguns momentos; pessoas que deveriam estar no esporte para trabalhar e não para distorcer fatos, provocar jogadores nas entrevistas, jogar a torcida contra eles, criar situações polêmicas para ganhar audiência, e até usar de inverdades – o próprio Palmeiras já desmentiu alguns veículos de comunicação, e mais de uma vez.

O Palmeiras vence uma partida, um jogador se destaca, e o repórter, que o entrevista na saída de campo e, depois, na saída do vestiário, não tem mais nada a lhe perguntar, a não ser sobre um terceiro cartão amarelo tomado. Recebe uma resposta irônica e aborrecida e continua  insistindo na mesma questão. Do jogo mesmo, dos gols, da excelente partida que  time e jogador haviam feito, daquilo que o torcedor quer ouvir, o repórter não tem nada a perguntar.

O Palmeiras ganha do Vilhena, e um repórter vai perguntar para um jogador DO PALMEIRAS se é um jogo para esquecer? Recebe uma resposta meio azeda e, não satisfeito com a resposta, faz a mesma pergunta para um outro atleta palestrino, recebendo outra resposta meio azeda. Como assim? Os jogadores, que obviamente não gostaram da perguntinha mandrake, não são torcedores e nem blogueiros ‘clubistas e fanáticos’, são profissionais, e um deles, por acaso, é só campeão mundial de futebol, com larga experiência no futebol profissional europeu. Quem será que foi o torcedor nessa história?

Talvez  o repórter tenha achado que a partida era para esquecer, é um direito dele achar o que ele quiser, mas, o que ele acha, não interessa aos jogadores e tampouco aos torcedores. Uma vitória,  desde que não seja construída no apito, será sempre soberana a qualquer problema ou dificuldade que a equipe tenha encontrado dentro de campo. Ainda mais, uma  vitória que leva o time à uma próxima fase de um campeonato.

E eu pergunto: onde estava o repórter após o jogo contra o Ituano, para perguntar ao Kardec sobre as agressões que ele sofrera em campo? Onde estava o profissional, para perguntar ao árbitro porque ele não expulsou o desleal  e botinudo jogador Alemão, que agredira Kardec duas vezes? Onde estava o repórter para pedir a esse mesmo Alemão, que falasse sobre as agressões que ele cometera na partida? Para ir atrás dele na saída do vestiário e pedir que contasse detalhes das duas joelhadas desferidas em Kardec, que tiraram o melhor atacante do campeonato do jogo da semifinal, ainda no primeiro tempo, prejudicando consideravelmente o Palmeiras na disputa pela vaga? Onde estava o repórter para lembrar que esse mesmo Ituano, fugindo do descenso em 2013, e com a mesma prática de botinadas, quebrou o goleiro do Palmeiras e o tirou da partida? Onde estava o repórter para trazer a você a informação de que Valdivia saíra machucado da partida diante do Bragantino, quando ele foi deslealmente caçado?  O próprio jogador é quem teve que publicar uma foto do seu tornozelo vermelho e bastante inchado, para mostrar à torcida o que a imprensa ‘não viu’, o que repórter nenhum lhe perguntou na saída do vestiário. Onde estava o profissional para dizer o quanto o Palmeiras fora prejudicado sem seus dois melhores jogadores, e sem que um único adversário tivesse sido punido por tê-los tirado da semifinal?

Mas foi atribuída a mim uma parte da culpa  pelo futebol violento – a outra parte é culpa dos blogs iguais ao meu -,  sim, a mim, uma vez que o blog não tem alma, não pensa, a não ser através de sua redatora, que lhe empresta as suas ideias e conceitos a respeito de determinados assuntos, que lhe empresta a sua “voz”.

Triste isso, né? O jornalista, não possui argumentos; eu, a blogueira “fanática” e “clubista”, que, segundo ele, é uma das responsáveis pelo futebol violento, fundamento e documento tudo o que publico aqui. Acho que isso é respeito (que ele diz que não conheço) com o Palmeiras, com os meus leitores, comigo mesma, e, principalmente, com as pessoas citadas nas postagens, uma vez que não critico a conduta profissional de quem quer que seja, por criticar, não faço críticas por fanatismo e nem clubismo, e é isso que me dá credibilidade. Credibilidade, que faz com que algumas pessoas se incomodem comigo e com a seriedade das coisas que escrevo.

Imagino que deveria ser assim também, ou muito mais cuidadoso ainda o trabalho da imprensa: se preocupar com a credibilidade, respeitar quem a lê/ouve/assiste, respeitar as personagens que servem de notícia, sem distorcer fatos,  sem provocar, irritar, apimentar, sem agigantar os problemas de um e minimizar os de outros, sem minimizar as pequenas conquistas de um e ampliar as de outros… sem fazer o papel de torcedor, e apenas levar a informação ao torcedor do jeito que ela é, da maneira que aconteceu.

Mas o que temos visto é o contrário disso. Um dia, é o cara que telefonou para o tribunal para sugerir punição a um jogador do Palmeiras, mas não fez o mesmo com o jogador do time dele… outro dia, é a página do FB de um canal de TV que desrespeita o time e da torcida do Palmeiras… tem dias em que é o repórter preocupadíssimo com o cartão amarelo recebido por um jogador palmeirense, ou provocando jogadores ao final de uma partida…

Parece aquele ‘rodízio de faltas’, em que cada hora é um que ‘bate’. A continuar assim, vamos  ficar curiosos para saber se existe um “técnico” orientando esse time…

O Blog da Clorofila vai continuar apontando a falta de profissionalismo sempre que ela se fizer notar, vai continuar cobrando da imprensa que o Palmeiras receba o mesmo tratamento que ela dá aos outros clubes, e isso nada tem a ver com ódio, com violência. E quem não gostar disso, que passe a ter uma conduta estritamente profissional.

NÃO TEM JEITO, “PRESS”, ESTAMOS DE OLHO, E VAMOS CONTINUAR ASSIM!

Saí de casa a caminho do jogo, ansiosa, feliz pelo Palmeiras estar na briga pelo título, e, no trajeto, me deparei com um mendigo, dos muitos que dormem nas calçadas do meu caminho habitual.

Em todas as vezes que o vi, ele me chamou atenção. Tem uma certa boa aparência, está sempre usando roupas que parecem limpas, calçando tênis… mas o que me fez prestar atenção nele, mesmo, foram algumas camisas do Palmeiras (tem mais de uma) com as quais ele está quase sempre vestido.

Quando me viu passar, pela primeira vez falou alguma coisa comigo; parei, já mais à frente, me voltei pra ele e disse: Hã? E ele, que estava sentado no chão, levantou os braços pra cima, me deu um sorriso, levou as duas mãos ao peito e me disse:

Palmeiras, o meu amor! É hoje… Palmeiras!

Me deixou com um nó na garganta… só consegui sorrir e balbuciar: É Palmeiras!

Sinais…

Eu, que sabia que o Palmeiras não ia perder, e temia apenas o nosso grande inimigo de sempre, a arbitragem (e ela bem que tentou), tive então certeza da vitória.

Chegando ao Pacaembu, enquanto nos dirigíamos para o portão, caminhar não me parecia suficiente, a minha vontade era a de correr lá pra dentro.

Quando o jogo começou, o estádio estava cheio (mais de 25 mil pessoas), e o Palmeiras, estava do jeito que a gente queria: Valdivia, Bruno César, Leandro, “Lã” Kardec e Wesley… para desespero dos carniceiros jogadores do Bragantino.

E não deu outra, ou melhor, não deu “outro”, o Palmeiras foi o senhor da partida (teve 69% de posse de bola, pra você ter uma ideia). O Verdão atacava, controlava o jogo, e o Bragantino, na retranca, sem competência para praticar futebol, distribuía pancadas, abusava das faltas, muitas vezes violentas – time pequeno e covarde é assim mesmo – com bastante conivência do árbitro.

Com menos de 3 minutos de jogo, Valdivia – que foi deslealmente caçado durante toda a partida – como sempre acontece -, foi agredido com uma cotovelada, e o juiz  deixou passar e nem amarelo deu para o agressor. (Na final da Copa do Brasil, o Mago foi agredido com um pontapé por um jogador do Coritiba, e o juiz também deixou passar). Um absurdo um árbitro estar em campo para coibir a violência e deixar passar agressões, permitir que um jogador seja pisado, chutado, leve cotovelada. “Legal” o árbitro, Flávio Guerra, né? Depois que o colocaram na geladeira por ter assinalado 3 penalidades, LEGÍTIMAS, para o Palmeiras, diante dos bambis, em 2008, ele agora me dá a impressão de ter aprendido o jeito “certo” de apitar jogos do Verdão, sem ir parar no freezer outra vez. Olha a agressão, para expulsão, sofrida pelo Mago, que o juiz deixou sem punição:

AgressãoAoMago

Será que Valdivia poderia fazer algo parecido e continuar em campo?

Ao final do jogo, o tornozelo do Mago, o jogador “desleal” (ele desleal??), “que deveria ter sido expulso” (por apanhar tanto??), segundo o pessoal do Bragantino,  ficaria assim:

Foto: Olha o tornozelo do Mago como ficou de tanta botinada que ele levou!!!!!!

Mas, mesmo com violência dos adversários, mesmo com agressão já no início do jogo, os primeiros 25 minutos do Palmeiras foram dentro da área do Bragantino, que não conseguia sair do seu campo de defesa, e já fazia cera em qualquer lance, tentando ganhar tempo.

Bruno César cobrou falta, a bola passou pertinho… Bruno César cruzou,  o “Lã” mandou na rede pelo lado de fora… Wesley mandou uma bola perigosa na área, o zagueiro afastou o perigo… Tava chegando!

O Pacaembu se inflamava, chamava o gol. A torcida cantava, jogando com o time, fazia barulho, reclamava muito das faltas violentas do Bragantino e da conivência do árbitro que parecia não vê-las… A tática do adversário (será que foi o técnico quem preparou essa estratégia?) era dar chutão lá pra frente e tentar cavar faltas, escanteios, laterais, tentar desestabilizar os nossos jogadores… qualquer coisa para ganhar tempo e, quem sabe, cavar a expulsão de algum palmeirense, quem sabe, levar o jogo para as penalidades,

A nossa ansiedade para ver a rede dos linguiceiros balançar era enorme. Aos 20′, Bruno César chutou de fora da área e o goleiro espalmou; na cobrança de escanteio, Wesley levantou na pequena área, o zagueiro se atrapalhou todo tentando tirar a bola, e ela sobrou… pro “Lã” Kardec lindo!!! E se sobra pra ele, é rede!  Linha atacante de raça!

O Pacaembu explodiu no gol do artilheiro do Paulistão! Era o Palmeiras mais pertinho da semifinal do campeonato. Que alegria, meu Deus! Faz cera agora, Bragantino!

O Bragantino não nos assustava, a não ser pela violência com que atingia nossos jogadores. Valdivia, que jogava um futebol maravilhoso, apanhava mais que Judas em Sábado de Aleluia (e depois não querem que ele reclame). E nenhum jogador  do Bragantino era expulso!! Nossos atletas apanhavam com bola, sem bola… O árbitro era péssimo, ignorava as faltas que sofríamos e deixava o jogo seguir. Só parava o jogo quando a falta era cometida por alguém de verde… numa oportunidade, deu cartão amarelo para o jogador palmeirense errado, o que nos levava a pensar que se não viu nem o jogador, como poderia ter visto a falta?A torcida ficava revoltada.

O Palmeiras continuou comandando as ações, mesmo tendo tirado um pouco o pé do acelerador.  Nas modestas tentativas do Bragantino a defesa verde, comandada por Lúcio, estava esperta, Prass atento…e a primeira etapa acabou com 1 x 0 mesmo.

No segundo tempo, o Bragantino pareceu colocar o time pra cima do Palmeiras, na tentativa de buscar o empate – resultado que era tudo o que ele queria desde o início  – mas a defesa esmeraldina não dava chance. E, pra falar a verdade, os adversários não levavam perigo.

Valdivia, que tomava sarrafada a cada vez que tentava um de seus mágicos dribles, fez uma falta normal e recebeu amarelo. Lembra que ele foi agredido no começo do jogo e nem amarelo seu agressor levou? Então… Um desaforo esse livro de regras inventado para o Palmeiras! O juiz parecia avaliar a gravidade da infração dependendo de quem fosse o  jogador infrator ou de qual fosse o time dele…

Mas não tinha jeito, o Palmeiras sobrava no jogo mesmo apanhando, mesmo com o juiz facilitando a vida do adversário… Wesley, Valdivia, Bruno César, Leandro e “Lã” Kardec estavam impossíveis, Juninho jogava um absurdo! Wendel era um guerreiro. A defesa estava como no hino… ninguém passava! Coisa linda esse ‘Parmera’!

Valdivia fez jogada individual, invadiu a área e chutou, mas o goleiro fez a defesa. No rebote, Kardec encheu o pé e, de novo, o goleiro salvou. O grito de gol parou na garganta…

O Verdão metia artilharia pesada pra cima do Bragantino; Marcelo Oliveira chutou de longe, o goleiro conseguiu espalmar… no rebote, Kardec mandou pra fora…

Faltava a pá de cal nos “açougueiros” …

17′, … a bola passou de pé em pé… Valdivia se livrou de uma falta, ficou com a bola, tocou pra Juninho, que mandou pra área; Leandro foi na bola, atrapalhou o goleiro, a bola sobrou pra Kardec, que tocou para Wesley mandar pro gooooooooooooool! ESTÁVAMOS NA SEMIFINAL!! Que festa da Que Canta e Vibra!

Enquanto enlouqueciámos na bancada, e o ‘Fred Flintstone’ na lateral do campo, uma cena linda se desenrolava à nossa frente. Depois do gol, Kardec e Wesley se abraçaram, e os outros jogadores foram chegando para aumentar o tamanho do abraço… e ficaram ali, comemorando abraçados, parceiros em campo e fora dele…

Abraço

Meu coração não aguentou a alegria do gol, a imagem dos jogadores, e minha razão se rendeu à emoção. A torcida cantava… “Eu sempre te amarei…”,  arrepiante! Eu não conseguia cantar e nem parar de chorar… Meu Palmeiras classificado, meu Palmeiras em paz (apesar de tanto fogo-amigo), a torcida feliz, meu Palmeiras a caminho do título…

Não consegui ver mais nada direito depois desse gol, meu coração se antecipava, e já sonhava com o próximo jogo… mas, mesmo com olhos no futuro, vi Leandro soltar a bomba e o goleiro espalmar… vi entrar Eguren, Patrick… vi o Mago fazer magias ao lado do “Lã”… ouvi a torcida homenagear Valdivia durante a partida… ouvi os gritos de “Olé… vi entrar o Vinícius… ouvi o juiz apitar o final de jogo… ouvi os aplausos da torcida, vi os jogadores comemorando, vi o Kleina feliz, vi meu Palmeiras, imponente, classificado… eu continuava antevendo um domingo futuro, num outro Pacaembu lotado, sonhando com um gol do Mago, outro do “Lã” Kardec, um do Juninho… com defesas precisas do Prass… com o Palmeiras na final…

E O DOMINGO FUTURO, COM O QUAL EU TANTO SONHAVA,  É HOJE!!!

AVANTI, PALMEIRAS,  SCOPPIA CHE LA VITTORIA È NOSTRA!!

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Depois dos últimos acontecimentos, quando torcedores do Corinthians invadiram o CT alvinegro, ameaçaram jogadores,  agrediram o jogador Guerrero e uma funcionária do clube, roubaram celulares e danificaram carros de alguns atletas, no estacionamento, Palmeiras e Corinthians, numa iniciativa inédita, se juntaram para uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, no Salão Nobre do Pacaembu, visando promover a paz às vésperas do dérbi, que será realizado no estádio municipal, neste domingo, pelo Paulistão.

Mário Gobbi e Paulo Nobre, presidentes de Corinthians e Palmeiras, trocaram elogios :

Estamos aqui reunidos com a única mensagem de dizer que Palmeiras e Corinthians são apenas, e nada mais do que apenas, adversários durante 90 minutos da partida. Atitudes como a de hoje contribuem com certeza para a diminuição da violência – disse Mário Gobbi, elogiando, na sequência, Paulo Nobre como “uma das boas novidades do meio do futebol, com ideias novas”.

Somos amigos, adversários, mas não inimigos. Em campo, vou fazer de tudo para ver meu time ganhar. Depois, nada impede que eu saia com o Mário Gobbi para comermos uma pizza – emendou Paulo Nobre.

Odiar o torcedor adversário é insano – completou.

Muito legal tudo isso, e os clubes deveriam se unir para combater a violência de parte das suas torcidas. Ser torcedor não é isso. É apoiar e jogar com o seu time, nos bons e, principalmente, nos maus momentos.

Acontece que o presidente corintiano, que por acaso também é delegado (licenciado) de polícia, não parece estar (não pode??) muito (nada) interessado na punição de seus torcedores organizados (isso sim contribuiria para a diminuição da violência), pelos atos de violência, terrorismo e desordem:

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O presidente do rival do Palmeiras,  esteve no Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo, que investiga a invasão), viu fotos de suspeitos e disse não ter identificado nenhum dos invasores do CT (em outra oportunidade ele afirmou que não houve invasão!?! Foi invasão ou não foi?), negou também que o clube dê benefícios para as organizadas (vamos fingir que acreditamos…).

– Dentro das organizadas tem muita gente boa, que vai torcer e não tem nada a ver com meia dúzia que não sabe se comportar (meia dúzia que, mesmo com a PM no CT, não foi presa e nem ao menos colocada pra fora, para preservar a segurança e a integridade de atletas e funcionários do clube). Eles fazem uma festa muito bonita. E continuamos abertos ao diálogo.  Não cabe ao Corinthians finalizar isso (Cuma, seu delegado licenciado? O interesse maior não é do seu clube? As iniciativas não devem partir dele?). O limite é o diálogo. Eles têm a gestão deles, nós não nos metemos lá, assim como eles não têm que interferir nos atos de gestão do clube (não interferem, mas o Pato foi vazado rapidinho, né?).

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O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez (aquele mesmo que era o braço direito do Kia, que usava o Corinthians para lavar dinheiro de crimes da máfia russa; aquele que, quando estava na CBF, declarou que queria que o Palmeiras caísse para a segunda divisão – ‘coincidentemente’ o time foi prejudicado inúmeras vezes pelas arbitragens e rebaixado naquele mesmo ano), aparentemente ironizou a coletiva dos dirigentes de Palmeiras e Corinthians. Em seu perfil no Twitter, o ex-dirigente (seria o Gobbi o “Haddad” deles?) riu da declaração de Paulo Nobre, mandatário do Palmeiras, que sugeriu uma pizza com Mário Gobbi, atual presidente alvinegro, após o clássico do próximo domingo.

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Abre o olho, presidente Paulo Nobre! Essas cobras não tem a mesma índole, boa vontade e seriedade que você. Você quer mesmo combater a violência, mas o outro lado está fazendo teatrinho. Como diz um amigo meu, “boa vontade, harmonia e cordialidade não podem existir somente de um lado ou quando alguém está fragilizado” (eles ficam bonzinhos apenas quando estão por baixo). Essa boa-vontade entre  rivais não pode caminhar numa via de mão única.

Conceitos como esses devem prevalecer sempre e não apenas para atender interesses de uma única parte, quando é conveniente apenas para a parte “mais esperta” (o adjetivo, na verdade, não seria “esperta”). As declarações do ex-presidente gambá (ex??), nas redes sociais, mostram a verdadeira face do outro lado”, o sentimento de “amizade” que impera por lá.

Os palmeirenses não esquecem a total falta de cordialidade em 2011, na disputa das semifinais do Paulistão, com árbitro escolhido para o jogo, cujo nome já tinha sido divulgado antes mesmo do sorteio (baita mutreta) e que depois operou o Palmeiras em campo, expulsou nosso técnico e o jogador Danilo, conduzindo a partida para a disputa de pênaltis.

Não houve cordialidade também, e nem respeito ao Palmeiras, em 2012, ano em que fomos derrubados para a série B, ou nas vezes em que o Palmeiras enfrentou vários problemas com parte da nossa torcida. O Palmeiras, seus atletas e torcedores, em muitas situações, eram alvos de ironia e escárnio, por parte da imprensa gambá, dos diretores corintianos e até mesmo de alguns jogadores alvinegros, quando a fase lhes era favorável, ao contrário do que acontece agora. Em nenhum momento, nem mesmo quando Fernando Prass teve a cabeça rachada por um copo, atirado por torcedores, no aeroporto da Argentina, se articulou uma greve ou qualquer tipo de movimento para defender a integridade dos profissionais palmeirenses, para defender o Palmeiras. Não houve um ato sequer de solidariedade. Nem mesmo quando, depois desse lamentável episódio, o presidente Paulo Nobre rompeu com as organizadas e solicitou o apoio e trabalho conjunto dos demais clubes para se combater a violência desses torcedores.

Agora, quando estão sendo picados pelas cobras que criaram, e que fazem questão de continuar criando (vide a declaração do Gobbi), quando eles estão mergulhados até o pescoço em problemas criados por eles mesmos, quando se negam a tomar medidas fortes, e necessárias, para resolver esses problemas, eles querem que se faça greve? E são simpáticos a participarem de ações de amizade?

Ah, presidente Paulo Nobre, eu não acredito nesses caras, não! E acho que você também não deveria acreditar… Não sei se você conhece a fábula do escorpião e do sapo, mas vou te contar:

Um certo dia, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava à beira do rio. Como não sabia nadar, e se afogaria caso tentasse chegar ao outro lado, pediu uma carona ao sapo para chegar à outra margem. Desconfiado, o sapo respondeu: “Ora, escorpião, só se eu fosse tolo demais! Você é traiçoeiro, vai me picar, me envenenar e eu vou morrer.”

Mas o escorpião insistiu, com o argumento lógico de que se picasse o sapo ambos morreriam: “Imagina se eu faria uma coisa dessas com você, sapo! Só se eu fosse burro. Se eu te picar e você morrer, morro também. Estamos juntos nisso”. Com promessas de que poderia ficar tranquilo, o sapo, que por ser correto, imaginava que o escorpião também o seria, concordou,  Acomodou o escorpião em suas costas e começou a nadar.

E o escorpião se comportava maravilhosamente bem. Só que, ao final da travessia, quando já tinha conseguido o seu objetivo de atravessar o rio e os dois se aproximavam da margem, o escorpião cravou o seu ferrão mortal no sapo e saltou ileso em terra firme.

Atingido pelo veneno mortal e já começando a afundar, o sapo desesperado quis saber o porquê de tamanha crueldade, porquê  o escorpião tinha a necessidade de matá-lo. E o escorpião respondeu friamente:

– Porque essa é a minha natureza!

E é assim que a coisa funciona. Eles são do jeito que são e se valem de qualquer expediente, principalmente, dos árbitros “sorteados”, para levarem vantagem – conhecemos isso tão bem.

Respeito e esportividade fazem parte da maneira como o Palmeiras tem se conduzido ao longo desses cem anos de existência, mas, presidente Paulo Nobre, todo cuidado é pouco para que não façamos o papel do sapo da fábula, né?

O jogo de amanhã vai ter influência no restante do ano para os dois clubes. O vencedor vai ganhar força, vai se encher de moral e confiança, o perdedor vai ganhar muitos problemas, enfraquecer, e ter que conviver com mais pressão e desconfiança, principalmente, se ele for o time que já está com a corda no pescoço. Todo cuidado é sempre pouco.

Que fora de campo, essa partida seja vista apenas como uma competição esportiva, que os torcedores dos dois clubes deixem a disputa para quem entrar nas quatro linhas, mas, que o Palmeiras tome muito cuidado com a arbitragem e, dentro de campo, respeitando as regras do jogo, que nossos jogadores saibam que é guerra, sim, é final de Copa do Mundo, sim. 

É HORA DO DERBY, PALMEIRAS!! PRA CIMA DELES!!!
  
E TEM QUE TER RAIVA DESSA PORRA DE CU RINTIA!

Enquanto se discutia de quem (MP ou PM) era a responsabilidade pela segurança do estádio em Joinville, e deixavam em segundo plano a prisão dos animais, – erroneamente chamados de torcedores -, que protagonizaram uma selvageria no jogo entre o Atl-PR e Vasco, deixando 3 torcedores gravemente feridos, o futebol brasileiro, já tão esculhambado e descredibilizado, às vésperas da Copa do Mundo, ganhou as páginas do planeta. Da pior maneira possível…

A BOLA, Portugal: ‘Violenta batalha entre torcedores no Atlético-PR x Vasco’

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DAYLY MAIL, Inglaterra: ‘Torcedor é levado de helicóptero após  violência irromper no Brasil, apenas 2 dias após o sorteio da Copa… mas o confronto é então REINICIADO’

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EL PAÍS, Espanha: ‘Vários torcedores em estado grave após os confrontos durante a partida entre Atlético-PR e Vasco da Gama, quando faltam seis meses para começar o Mundial

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LA  GAZZETTA DELLO SPORT, Itália: ‘Brasil, Atlético Paranaense-Vasco: Rixa muito grande e disparos da polícia, três torcedores em estado grave’ 

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THE GUARDIAN, Inglaterra: ‘Torcedor gravemente ferido após violência interromper partida do campeonato brasileiro’

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L’EQUIPE, França: ‘Violência sem precedentes em Joinville’

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MARCA, Espanha: ‘Violência brutal no Atlético Paranaense-Vasco’

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RECORD, Portugal: ‘Graves confrontos entre torcedores no Atlético Paranaense-Vasco. Imagens arrepiantes no país do Mundial 2014’

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OLÉ, Argentina – ‘Selvageria Mundial’ (em referência à proximidade da Copa do Mundo)

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Se você tiver estômago (eu não tive pra mais que 20 segundos), acompanhe as imagens desses bandidos, COVARDES, no vídeo abaixo. As imagens são muito fortes, difíceis de se  acompanhar.

Horrível, né? Fico aqui pensando… o que passa na cabeça de uma mãe, ao ver que o filho que ela trouxe ao mundo, e amamentou, cuidou, deu carinho… em quem ela pensa o tempo todo, até mesmo antes de pensar em si mesma, se transformou num animal, excessivamente covarde, que, em grupo, chuta a cabeça de uma pessoa que está caída no chão, e continua chutando quando ela já está desacordada, que a ataca com um pedaço de pau, só porque ela torce pra outro time (isso não inocenta os outros que, se não estivessem apanhando, estariam batendo).

Não foi a primeira vez que vimos isso acontecer, já vimos muitos torcedores serem assassinados por torcedores rivais; algumas vezes, até mesmo sem ter havido um confronto. E, lamentavelmente, na maioria das vezes, eles ficaram impunes. E a mesma impunidade que vai matando o Brasil, é a que vai matando o futebol…

Não faz muito tempo, vimos um torcedor boliviano ser assassinado, sem que tivesse havido briga ou qualquer hostilidade. O garotinho estava na arquibancada, torcendo pro time dele, e foi atingido por um sinalizador, disparado, de propósito, por torcedores rivais, em direção da sua torcida. Vimos também os envolvidos (fizeram até cabaninha pra esconder o lançamento do sinalizador), que acabaram presos depois, serem “pintados” de mártires aqui no Brasil; vimos uma grande emissora de televisão levar ao ar programas que dariam consistência à imagem de vítimas, presas injustamente, que fora criada para os infratores; vimos políticos viajarem para a Bolívia, na tentativa de libertá-los; vimos um ex-presidente da república usar a sua influência com a mesma intenção… vimos arranjarem um “di menor” para assumir a culpa pelo assassinato; vimos o “di menor” receber dinheiro, bolsa de estudo, como se fosse uma recompensa… Foi uma vergonha!

Tempos depois, vimos alguns desses mesmos “inocentes” (já libertados, e até festejados na TV) se envolverem em novos episódios de violência em estádio, de roubos…

Já vimos de tudo! Os casos são inúmeros, e já houve mortos e feridos de todas as torcidas, agredidos por gente (gente?) de todas as torcidas, inclusive, a nossa. E tanto agredidos quanto agressores, integrantes das chamadas ‘organizadas’ (nem todos os organizados são bandidos, mas boa parte é conivente), entram na briga com a mesma finalidade… agredir, agredir, agredir… e muitas vezes, matar…  Se a brutalidade e a crueldade são imensas, a covardia é maior ainda. E isso nada tem a ver com amor ao time, isso nada tem a ver com ser torcedor. Esses, que se comportam como animais (que me desculpem os verdadeiros animais) precisam ser banidos dos estádios, de uma vez por todas. É muito grave o que anda acontecendo.

E agora, vem a presidente da república, dizer que está chocada e quer a Delegacia do Torcedor. Ora, vá carpir um lote, minha filha! Como se isso fosse a solução pra violência, ou como se a falta de uma delegacia especial fosse a razão dessa violência toda.

O problema é a impunidade, nega! Essa infecção generalizada que toma conta do Brasil. A mesma que deixa em regime semi-aberto, os seus amigos condenados por corrupção. E você nunca quis a Delegacia do Deputado, do Senador, do Governador, Prefeito, Vereador… do Presidente.

Mas, agora, o que tá pegando é a repercussão das terríveis imagens pelo mundo, justo quando estamos às vésperas de 2014, não é mesmo? É por isso que a “politicaiada” está preocupada.

Tá ruim a imagem do Brasil lá fora, imagem do país que vai sediar a próxima Copa do Mundo. Já não bastam estádios caindo, atraso na entrega das arenas, superfaturamento, obras de mobilidade que não vão sair do papel, arrastões no entorno do estádio que será palco da abertura da Copa (um deles com SEIS MIL pessoas)… e ainda tem a violência das torcidas (um problema do país e não só do futebol).. tão comum no Brasil, tão permitida em nosso futebol,  e financiada pelas diretorias dos clubes, que dão dinheiro para organizadas que abrigam esses marginais. Ronaldo vai ter que melhorar bem as desculpas esfarrapadas que anda dando por aí…

E aí a gente se pergunta: Como alguém, em sã consciência, pôde pensar em realizar uma Copa do Mundo num país com tantos problemas sociais? Como alguém pôde pensar em torrar bilhões do dinheiro público, numa farra imensa de estádios superfaturados (alguns deles, virarão “elefantes brancos” depois da Copa), quando a população recebe quase nada de volta, do absurdo que paga em impostos? Como puderam ser tão gananciosos, sabendo que aqui falta tanta coisa?

Irresponsabilidade… impunidade… violência… não combinam com Copa do Mundo, nem com turistas, vindo dos mais diferentes cantos do Globo, apenas para se divertirem…

Mas eles virão, isso é certo. E que Deus tome conta deles! Que eles tragam terços, figas, água-benta, Bíblias, incensos, guia do santo, patuás, amuletos, Torás, ou o que quer que imaginem possa ajudá-los a se proteger… Tomara eu esteja enganada, mas, com esse descaso todo, o bicho vai pegar por aqui.

A Sociedade Esportiva Palmeiras, por meio do presidente Paulo Nobre, aceita todas as manifestações de protesto pacífico e democrático, mas repudia qualquer atitude agressiva de torcedores contra seus profissionais, dirigentes, funcionários e o patrimônio.

Essa nova gestão, que chega com o intuito de trabalhar muito para recolocar o clube na rota das grandes conquistas, entende o direito do torcedor em vaiar e criticar, mas abomina totalmente a violência física, intimidações e ameaças contra seus profissionais.

Agência Palmeiras

Esse espaço é normalmente utilizado para falar do Palmeiras mas, não poderia deixar de comentar a barbárie ocorrida ontem, no Morumbi, na partida  entre Corínthians e São Paulo. Seria apenas uma vergonha, não fossem tantos os feridos. A diretoria do time do Jd. Leonor, arrogante e incompetente; sem um pingo de decência, joga a culpa na parcela mínima de torcedores corintianos que havia no estádio. Marco Aurélio Cunha diz que isso se deve à má conduta dos cidadãos. Chega a ser desonesto. Ora, mas não é a polícia quem deve proteger o cidadão e dispersar os torcedores em caso de tumulto? Não é o dono do estádio quem deve se responsabilizar pelas segurança e pelo que acontece em sua “praça de esportes”? Não foi assim no caso do gás lá no Palestra? Mesmo o laudo apontando o autor da “façanha” para dentro dos vestíários bambis, não foi o Palmeiras o clube punido? E agora vai ficar por isso mesmo? Assim como ficou o caso dos ingressos para o show da Madonna? Prá eles tem sempre uma desculpa?

Se os torcedores que estavam saindo do estádio (que pretende ser uma das sedes da Copa do Mundo!), foram atingidos por uma bomba (vinda do estacionamento e que ninguém sabe quem atirou), tava mais do que na cara que não eram eles quem deveriam ser “contidos”. Deveriam sim ser protegidos.  Tá na cara que não foi torcedor do Corínthians quem jogou a bomba, né? Sendo assim, só resta uma alternativa…

E como é que pode, um torcedor (não importa para que time ele torce) ir a um estádio, assistir ao seu time de coração e sair de maca? Sair com fratura exposta então, é obsceno! Onde estão os responsáveis? É muito fácil jogar a culpa nos torcedores. Isso é o que mais acontece. Há muito tempo que as maiores situações de violência entre torcedores de times rivais, ou entre polícia e torcedores, acontece no Morumbi. E são os propietários do mesmo Morumbi, quem vivem tendo chiliques quando têm que jogar na casa de um adversário. Arrumam mil e um motivos para não jogar no Palestra Itália, por exemplo. Alegam que lá não têm segurança. Os únicos problemas que eles tiveram no Palestra Itália, foram os que eles mesmos “arquitetaram”, como a pilha que atingiu o goleiro farsante e um vídeo ocasional tratou de desmentir. O mesmo aconteceu no caso do gás, onde os diretores do time do Jd. Leonor bradavam aos quatro ventos que queriam punições, rebaixamento, que isso era atitude de time de várzea… Bastou o laudo “colocar” o autor dentro dos vestiários bambis, que o assunto morreu; a diretoria bambi “esqueceu”, o Tribunal deixou prá lá, a impren$inha mudou de foco… E eu pergunto: e se não houvesse o vídeo ocasional desmentindo o goleiro farsante? E se não houvesse o laudo pericial?

Mas agora é diferente. Muito diferente. Tem gente ferida, que não tem nenhuma culpa do bate-boca e do clima-de-guerra ocasionado pelos presidentes dos dois clubes. Esqueceram que além de  torcedores, são agora dirigentes de seus clubes de coração e teriam que agir de maneira a evitar rivalidades exarcebadas. Todo mundo sabia do “clima” que havia entre as duas torcidas, mas o São Paulo, nem assim ofereceu condições de segurança aos torcedores. Some-se a isso o despreparo e abuso da polícia, a “pilha” que a impren$inha colocou a semana toda,  e o que se teve no Morumbi foram agressões, bombas, desmaios, correria, gente pisoteada, pedradas, ambulâncias…e  o saldo de 40 feridos. E tudo isso aconteceu dentro do Morumbi e também nos seus arredores. Vamos aguardar as medidas que serão tomadas e as punições para os responsáveis, se é que haverá alguma punição. Esse é o país que vai sediar a Copa do Mundo e esse estádio sem a menor estrutura e condição de abrigar os jogos, quer ser uma da sedes…

SE A FIFA NÃO ABRIR O OLHO…