“O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar” – Clarice Lispector
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Eu não entendo muito (quase nada) de esquemas e táticas, mas tem gente que parece entender bem menos do que eu… e acha que qualquer vitória é sinônimo de raça e comprometimento de todos, que todo jogador é “monstro” quando ganhamos um jogo, e que qualquer derrota é o inverso… jogadores “vagabundos”, “lixos”, sem vontade de vencer, fazendo corpo mole, querendo mandar técnico embora… Isso acontece também, é verdade, mas esquema tático ruim, escalações e substituições pavorosas,  jogadores fora de suas posições, jogador em má fase que não vai pro banco, deficiência técnica de alguns atletas, árbitros fazendo resultado… são sempre os motivos mais comuns. E não é preciso muito esforço pra se enxergar isso. 
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Cuca, em 2017, armava mal o time inúmeras vezes, escalava e substituía sem priorizar o melhor rendimento da equipe, e sim colocando em campo somente os jogadores que seu ego permitia, e excluindo outros que seu ego, por algum motivo, não tolerava.  A bola que o sujeito poderia ou não jogar,  não parecia ser a prioridade. Muita gente em má fase nunca ia para o banco, e muita gente com mais bala na agulha continuava assistindo o jogo sentado no banco de reservas. Isso, e o chuveirinho incessante e irritante, mais alguns “erros” do apito, nos custaram muitos pontos e  eliminações.
Valentim assumiu, mudou algumas peças – Keno, jogado pras traças lá no banco, virou titular e fez toda a diferença nas 3 vitórias seguidas que o Palmeiras conquistou; Borja, voltando a ter chances no time, também nos ajudou a vencer – a moçada colocou a bola no chão e o futebol reapareceu, a ofensividade também. Valentim mudou apenas dois jogadores e, com praticamente o mesmo time do técnico anterior, fez diferente.
O Palmeiras então, com essas três vitórias e com as derrotas do líder, voltou a brigar pelo título. E o que aconteceu? Foi GARFADO nos dois jogos seguintes diante do Cru, no Allianz, e contra o Lava Jato, no Itaquerão. Ainda que parecesse nos ter faltado sangue no zóio, no derby, foi só  PELA OBRA DO APITO, que o Palmeiras não conquistou mais duas vitórias e assumiu a liderança da competição – esquecer isso é ser conivente com a trapaça e com os trapaceiros que, talvez, possam estar por trás desses “erros” do apito. 
Culparmos nossos jogadores pelo resultado que não veio nas partidas em que tivemos que jogar contra 16, é jogarmos contra nós mesmos – Daronco, o juiz do derby, pra se ter uma ideia, vai ser julgado por ter jogado a regra no lixo e não ter dado o segundo amarelo para Gabriel,  não ter expulsado o jogador, que voltou a campo sem autorização – um árbitro, experiente (árbitro FIFA desde 2015), desconhece a regra? Um árbitro Fifa “esquecer a regra”, “esquecer” que SÓ ELE poderia autorizar a entrada do jogador e passar a responsabilidade para o bandeira – que também sabe que não poderia autorizar a entrada – foi muito significativo, não é mesmo? E isso é um erro de direito, bem mais grave que o erro de fato do gol impedido que foi validado, por exemplo. Mas, depois que o ‘serviço’ está feito, eles nos dão um “enganation” com um julgamento que certamente não dará em nada.
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E eu até entendo que o Palmeiras tenha desanimado depois dessa “apitada” dupla e descarada que sofreu. Entendo que, depois de ser tirado, no apito, da briga pelo título,  pela armação de sabe-se lá quem, o Palmeiras desse uma “brochada” na partida seguinte diante do Vitória, lá na Bahia, e nem podia ser muito diferente. Era previsível esse desânimo, mas, ainda que todo mundo estivesse desanimado pelas garfadas de Heber e Daronco,  dava pra termos  nos saído bem melhor nessa partida…
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Valentim armou  mal o time, não escalou os jogadores que poderiam fazê-lo render mais, nem mesmo quando fez as substituições (colocou em campo, como primeira substituição, um garoto da base, de 18 anos, que nunca tinha jogado  com o principal antes, deixando um Guerra no banco, um Felipe Melo, um Thiago Santos) não trocou algumas peças que não vinham funcionando bem (e ainda tirou o Keno)… e, apático, jogando mal, o Palmeiras perdeu o jogo (nos afanaram um gol legítimo nessa partida também, mas não foi por isso que perdemos). 
E então, com parte da torcida surtando – e esquecendo que, das seis partidas sob o comando de Valentim, o Palmeiras tinha ido mal em apenas uma delas -, caçando todas as bruxas, e fazendo lista de dispensas que incluíam até Dudu e Prass (pode?), fomos enfrentar o Flamengo no último domingo,  no Allianz Parque (temos todo o direito de reclamar,  era pra ter sido bem melhor o nosso ano; temos todo o direito de protestar pelo “presente de grego” que nos deram, mas sem gerarmos uma crise monstruosa para o clube que ganhou o BRA 2016 e, apesar de todos os vacilos e tropeços no ano, ainda ocupa as primeiras posições do campeonato 2017)…


E bastou o Valentim voltar a escalar melhor o time (eu ainda gostaria que Guerra fosse titular), bastou ele colocar o  Michel Bastos (outro esquecido)  na lateral esquerda, onde vínhamos tendo problemas; bastou ele dar uma reforçada no meio escalando Felipe Melo e deixando a defesa mais protegida;  bastou apenas alguns ajustes para a bola não ficar voltando para nossa área o tempo todo, de qualquer jeito, e pegando nossos zagueiros de “calças curtas”, que a coisa funcionou. Com o time menos vulnerável
, dando menos espaços, os jogadores ficaram mais tranquilos, renderam mais (ou erraram menos), o futebol  melhorou de novo  – não foi uma ‘Brastemp’, mas foi bem melhor -, fomos mais ofensivos, objetivos e, com dois gols de Deyverson, ganhamos por 2 x 0 – poderia até ter sido por um placar maior. Vitória tranquila, sem sustos e, mais importante, uma vitória no estilo Palmeiras… sem a ajuda do apito.

Então… quando o técnico acerta o “desenho na prancheta”, e quando a arbitragem não parece incumbida de fazer o resultado de um jogo,  o futebol melhora e aparece… e isso é tão óbvio, não é mesmo?

“Ainnn, mas o X não tá comprometido… Ainnn, mas o Y ganha não sei quanto… Ainnn, mas o W foi na balada e pegou umas p#tas 2 dias antes do jogo… Ainnn, mas  o Z pintou o cabelo…” 

Sexta-feira 13 é fichinha para quem já viu a “assombração” na quinta-feira…

Comecei a escrever essa postagem para falar do jogo de ontem, do péssimo resultado, e logo veio a notícia de que Cuca não era mais o técnico do Palmeiras.

Uma pena… pena que as coisas não tenham saído como tínhamos imaginado há uns meses… pena que,  ao contrário da campanha vitoriosa no Brasileiro de 2016, pela qual eu agradeço muito o Cuca – fazia um tempão que não conquistávamos esse título -, não tenha dado certo a sua volta e o trabalho não tenha vingado agora, mesmo com um elenco que qualquer técnico tupiniquim gostaria de ter. Desclassificação na Copa do Brasil, desclassificação na Libertadores – nas oitavas ainda -, adeus à disputa do Brasileiro… e cada hora com uma desculpa, um “culpado”… menos o esquema tático, as escalações e substituições.

Não ia dar para ficarmos nessa lenga-lenga de panelinha, e de futebol que chega mas não morde ninguém – nem um Bahia, uma Chape -, em 2018 também, né?

Cuca é mais um técnico que faz um trabalho muito bom aqui, ganha um título, vira unanimidade com a torcida – isso não é fácil -, e depois, sei lá porque, desconecta os neurônios e desanda a fazer bobagens…

Alguns torcedores o defendem, encontram mil argumentos para justificar o seu trabalho, o time mal treinado, time que tem mais posse de bola, mas  não leva muito perigo à área adversária, não assusta o adversário, as escalações equivocadas, as substituições que apenas mudam peças e não a forma de o time jogar… outros, a maioria, já estavam empapuçados de ver o Verdão jogando assim, de ver o técnico deixar de lado o melhor rendimento, a possibilidade de um melhor futebol em razão de favorecer alguns jogadores enquanto outros são preteridos, e mal recebem chances no time.

Mas não adianta ficarmos nos indispondo uns com os outros, tentando convencer as demais pessoas sobre o “Cuca que fez um trabalho péssimo em 2017”, ou o “coitadinho do técnico que não pôde trabalhar no ambiente ruim”, ou o técnico que “foi vítima dos jogadores malvados”, “que não montou o elenco”, “que fazia panelinha e favorecia alguns jogadores enquanto sacaneava outros”…

Ele não saiu por causa do que eu ou você  achamos dele, por causa do que eu ou você percebemos ou deixamos de perceber nele, por causa das minhas “certezas” ou das suas… saiu porque, mesmo depois das desclassificações na Copa do Brasil e na Libertadores (nas oitavas), depois do brasileirão perdido, e com bastante tempo tempo parta treinar o time, o trabalho dele não mudou nada, e continuou na casa dos 50% de aproveitamento. E ele mesmo disse quando voltou que, para ser campeão, seria preciso um rendimento de 70% ou mais.

Ontem, quando vimos a escalação já ficamos meio desconfiados… Guerra, no banco, de novo?  Se a gente sabe que Moisés renderia mais com um meia ao seu lado – ele ainda não voltou a jogar o seu melhor futebol -, o técnico não sabe?  E se não gosta do Guerra (é o que parece) temos outros meias no elenco, mas eles nunca são lembrados.

Empatar com o Bahia, em casa, depois de estar vencendo por 2 x 0, foi um resultado bem ruim. Tomar sufoco de um time que está lá embaixo na tabela, que não tem um elenco dos sonhos, tampouco um técnico considerado “top” (essa palavrinha é u ó) é pra desencantar qualquer cristão. Ainda mais depois de um começo de jogo eletrizante…

Com 1 minuto de jogo, o Palmeiras balançava a rede baiana. Nem a gente esperava um gol tão cedo… Dudu roubou uma bola, Bruno Henrique enfiou para o Deyverson, ele cruzou, Moisés ajeitou/desviou e o BGod entrou rasgando e meteu pro gol. E foram uns 20 minutos nesse pique, com o fio desencapado, com Dudu jogando na ponta, como deve ser, e Verdão marcando forte… me fez lembrar até aquele time de 2016, do mesmo Cuca, que marcava gol logo no início e depois se garantia, jogando com bola e sem ela, marcando demais…

Teve uma jogada ensaiada tão linda, tão perigosa, com Egídio, Moisés e Willian… tava tudo parecendo certinho, mas não fizemos como em 2016…  a marcação foi afrouxando um pouco, o fio não parecia mais desencapado, e fomos deixando o Bahia chegar… e o Prass começou a aparecer… a ser importante.

Mas, aos 39′, foi o Palmeiras quem fez o segundo gol… Uffa. Jogada trabalhada… Bruno Henrique, Deyverson, Tche Tche, Willian e a finalização de Bruno Henrique. Mas ficamos desatentos e no último minuto tomamos um gol do Bahia. Bola levantada em nossa área, a zaga vacilou, ninguém de verde subiu, e o jogador do Bahia cabeceou pro gol.

Na segunda etapa, antes mesmo dos 10 minutos de jogo, depois de Deyverson tentar uma jogada individual e errar,  depois de Deyverson cair na área num lance que parecia pênalti, mas não tinha sido nada (ele é quem pisou no pé do adversário e caiu), parte da torcida começou a pedir “Borja, Borja, Borja”…  não demorou quase nada e Cuca chamou Borja pro jogo.

O tempo ia passando, o Palmeiras não estava muito bem, mas ia segurando a vitória… E, para minha surpresa, e a de muitos torcedores, Cuca chamou Felipe Melo pro jogo (fiquei encantada com Cuca, é desse Cuca que a gente gosta). Grande parte da torcida comemorou, aplaudiu. Eu fui uma delas. Não quero nem saber se ele e o técnico se gostam, se brigam, isso é problema deles, quero que jogue quem é bom de bola, e Felipe Melo é. Tem números melhores que Bruno Henrique, por exemplo.

O Palmeiras ia pro ataque, mas não dava muito certo… e corria perigo, porque o Bahia vinha apara cima. Ai se não fosse o Prass…

Cuca fez então a última (última mesmo) e fatídica substituição… Quando todos queríamos o Guerra, mas sabíamos quem ele colocaria em campo, ele chamou o Guedes (acertamos todos).

E, por falta de sorte, por trapalhada, as duas coisas… sei lá… um minuto depois de Guedes entrar no jogo, em jogada de ataque do Bahia, o juiz assinalou pênalti de Guedes em Mendoza. Na hora achei que não tinha sido nada, e quando revi as imagens não consegui me convencer de que foi pênalti.

Guedes tropeça no pé de Mendonza e cai,  longe do adversário, por sinal… e aí, depois de dar mais dois passos, o Mendonza desaba no gramado. O juiz, nem pisca e marca o pênalti…

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Prass até acertou o canto, mas o jogador do Bahia cobrou muito bem e empatou a partida. E não conseguimos mudar esse resultado, o jogo acabou assim.

Tenha sido pênalti ou não, não dava para nos contentarmos com a partida feita pelo Palmeiras, não dava para tomarmos um sufoco do Bahia… E nem podemos chamar de acidente de percurso o resultado, não é mesmo? Já acumulamos outros resultados bem ruins e descabidos nesse brasileiro; a derrota por 2 x 0 para a Chape – que voltava de excursão -, em pleno Allianz Parque, é um exemplo.

E, certamente por causa da turbulência originada por esse resultado, no dia de hoje, Cuca deixou o Palmeiras.Foi uma pena que não tenha dado certo… Nossas expectativas foram imensas com a volta dele…

Desejo sorte ao Cuca em seus novos caminhos. Agradeço a ele pelo Cucabol de 2016, que nos levou à conquista do campeonato brasileiro – nosso eneacampeonato, que reafirma o Palmeiras como o maior campeão do Brasil -, agradeço a ele pela mística da calça vinho, pelas alegrias, pela emoção imensa de voltar a conquistar um campeonato brasileiro depois de um tempão, pelas lágrimas de alegria, pela página linda que ele ajudou o Palmeiras a escrever, mas a vida segue… Neste ano, não estávamos muito felizes com o Palmeiras atual e o nosso técnico também não parecia andar muito entusiasmado. Quem sabe, numa outra vez, em uma outra volta, as coisas funcionem melhor.

Hoje, dissemos “Tchau” para o Cuca e “Oi” para o Valentim… É ele quem assumirá o Palmeiras no restante do campeonato…

Desejo muito sucesso para nosso novo técnico. Que sejam 11 vitórias até o final do ano.  E, quem sabe, seja ele mesmo quem comandará o time em 2018.

Nós estamos aqui, e no Allianz, para torcer e vibrar com ele e com o time, para apoiá-los, como fizemos com Cuca e com todos os outros que comandaram o Palmeiras antes dele. E é assim que tem que ser.

BOA SORTE, SÃO VALENTIM! E MÃOS À OBRA!

 

Quando surgiram os rumores sobre o Palmeiras ter interesse em contratar Felipe Melo,  eu sabia que ele era um bom jogador, experiente, mas como não acompanhava seus jogos na Internazionale, fiquei meio indiferente à suposta contratação. No entanto, por causa de um episódio ocorrido há alguns anos, eu já tinha alguma simpatia por ele. Numa ocasião em que ele foi atacado/desrespeitado pelo ‘apresentador’ Neto – como o ‘apresentador’ faz muitas vezes, achando que estar à frente de um programa esportivo é o mesmo que ter permissão para desrespeitar pessoas, clubes – eu, por acaso, li a resposta do Felipe Melo pra ele… e adorei.

E começaram os recadinhos – indiretos – dele no twitter, no Instagram, fotos e frases que sugeriam que ele estaria vindo para as Perdizes sim… e começamos a nos divertir com ele, a esperar por ele…

E o Pitbull chegou… falando grosso, falando forte, prometendo respeitar o clube que ia “colocar comida na mesa de sua família”, prometendo honrar a camisa do Palmeiras sempre, mesmo que isso significasse “dar tapa na cara de uruguaio” na Libertadores. Claro que isso foi um exagero por parte dele, foi uma declaração desnecessária e imprudente, mas também foi apenas maneira de dizer; dada a fama de valentes e brigões dos uruguaios, seria o suprassumo da dificuldade ter coragem de dar um tapa na cara de um deles. Felipe Melo queria demonstrar assim que seria capaz de qualquer coisa para defender as cores do seu novo clube. Era só isso.

A imprensinha – ressentida porque ele preferira o Palmeiras a um certo clube carioca, e já o espinafrando desde então – aproveitou, deu a conotação que quis à declaração, fez de tudo para a declaração chegar com as piores cores no Uruguai, e ele  entrou no olho do furacão – às vezes, ele se complica sozinho mesmo. É intenso, exagerado, difícil, fala o que vem na cabeça e se esquece das outras interpretações que suas declarações podem ter e das consequências que elas podem trazer. E todo mundo sabe o final da história… ele acabou dando porrada em uruguaio mesmo… merecidamente, aliás – o Peñarol é useiro e vezeiro em querer bater nos adversários quando é derrotado, e fez o de sempre com o Palmeiras. E, além da surra na bola, da virada espetacular do Verdão, um jogador deles – que corria atrás de Felipe Melo para agredi-lo -, levou uma porrada, de verdade, com ‘ousadura e responsabilidade’.

Ainda que Felipe Melo extrapole em algumas declarações, ainda que para alguns (pra mim) ele pareça inconsequente e meio desajustado às vezes – há quem diga que ele é só marketeiro -, ainda que  seja uma bomba prestes a explodir, ele ganhou a torcida.

Mas o Pitbull não ganhou a torcida só por isso. Ganhou a torcida jogando bem, sendo considerado  em muitas partidas um dos melhores em campo… sendo raçudo, sempre querendo vencer, e honrando a camisa. Mesmo com a nossa desclassificação no Paulistão, os números dele foram interessantes… o melhor desarme do time, o jogador palmeirense que mais fez lançamentos certos, 92,1% de aproveitamento nos passes…

                                   

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E, ao contrário do que a imprensa tanto alardeara desde que ele optara pelo Palmeiras, o “Tiranossauro Rex”, “vilão”, “desleal”, não era tão vilão e tão faltoso como diziam, não era desleal, como garantiram que ele seria. Esses números foram publicados em Abril/2017:

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Em Maio, ele era o jogador com maior número de desarmes no time do Palmeiras…

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(Esses números são injustos com Thiago Santos – ele desarma mais que chuveiro no inverno -, porque ele ficava no banco de reservas muitas vezes, assim como são injustos com Felipe Melo os números de Setembro, uma vez que o Pitbull está sem jogar há um bom tempo)

As notícias também diziam que Felipe Melo treinava sério, era um dos últimos a sair dos treinos, que era um atleta muito profissional e, por isso, por ter jogado 12 anos na Europa, por ter defendido a seleção e continuar se esforçando nos treinos como se fosse alguém em começo de carreira, servia de exemplo para os mais jovens e menos experientes do elenco.

Na volta de Cuca ao comando do Verdão, Pitbull foi para o banco… Primeiro, foi contra a Chape, na segunda rodada do Brasileiro, mas, na ocasião, Cuca tinha resolvido levar um time todo alternativo para Chapecó (não deu certo o time alternativo e perdemos o jogo). Depois, contra o Galo, no Allianz, com o time todo titular, o Pitbull ficou no banco (não fizemos uma boa partida, e empatamos em 0 x 0).

Confesso que não entendi o critério adotado pelo nosso técnico, ainda mais quando ele alegou que Felipe Melo era lento (sim, ele é mais lento mesmo) e Thiago Santos  sabia sair jogando melhor – isso não corresponde à realidade, TS desarma muito, mas não é tão eficiente na saída de bola quanto Felipe Melo. Gosto muito dos dois, mas Felipe Melo vinha bem no time, fazia boas partidas, e eu não entendia porque ele tinha sido sacado – do campeonato e não de algumas partidas -, sem mais nem menos (em 2016, Thiago Santos também virou banco tão logo Cuca assumiu o Palmeiras).

A torcida chiava com o banco para FM, a imprensa especulava… e veio uma declaração do Cuca mais ou menos assim: “Ele (Felipe Melo) é um funcionário do Palmeiras, quando for necessário, será utilizado”.

Eu achei que as entrelinhas dessa declaração seca, sem nenhuma gentileza, não pareciam muito legais, achei que faltou o costumeiro “ele é um grande jogador, ajuda o time, é importante, mas em algumas oportunidades, por questões táticas, vou montar a equipe diferente”… aquelas coisas que todo técnico diz por cuidado, para não melindrar um jogador mais experiente e não perder o grupo.  Achei , começava a se formar uma bola de neve aí… achei que era a senha para o jogador, costumeiramente falastrão, falar alguma bobagem…

Mas, depois de uns dias, parecia que Felipe Melo aceitava o banco de boa… Prass disse em uma entrevista que o comportamento do Pitbull, mesmo na reserva, era bastante profissional; Keno também disse o mesmo…

Felipe Melo se lesionou e, quando voltou, foi poupado em algumas partidas importantes (contra COR, FLA)… Estava na cara que o técnico não o queria no time. E estava na cara também que isso ia ter desdobramentos ruins.

Não sei como e nem porque a diretoria não foi capaz de antever e evitar… técnico experiente, badalado, e atleta experiente, contratação badalada da temporada, em rota de colisão (os dois deveriam ter sido “chamados na chincha” para darem um jeito de conviver e trabalhar em proveito do clube)…

E não deu outra, tão logo a imprensa (toda ela) publicou que Cuca reunira o grupo para dizer que Felipe Melo não estava em seus planos, não se encaixava em seu esquema (chato para um jogador ser ‘dispensado’, via imprensa, seja ele quem for; não é legal que essas informações vazem. Mattos disse que Cuca não fez isso, mas ninguém do Palmeiras desmentiu quando a notícia foi publicada em vários portais, com imagens, inclusive). E tão logo a notícia ganhou os veículos de comunicação, não demorou muito e surgiu a reação: um áudio de Felipe Melo atacando Cuca.

Deram a corda para Felipe Melo se enforcar, e ele se enforcou totalmente. E quem não sabia que algo do tipo acabaria acontecendo, né? Mas foi deplorável ele ter feito esse áudio e o soltado por aí como quem não queria nada; foi horroroso ele ter dito publicamente o que disse do treinador – goste do treinador ou não, tenha o Cuca fritado ele ou não (eu achei que fritou), tem que respeitar a chefia -, se ele é funcionário do clube, e o clube escolheu o Cuca para ser o “comandante”, ele, e qualquer outro funcionário, tem que respeitá-lo.  E, tivesse FM razão ou não de estar na bronca, desrespeitar o treinador e a pessoa por trás do treinador, ainda mais publicamente, está totalmente relacionado com desrespeitar o Palmeiras, desrespeitar os companheiros. Errou muito, e feio, o Felipe Melo… e, claro, perdeu completamente a razão. E nem poderia ser diferente.

Foi um escândalo. O nome do Palmeiras, de maneira bastante negativa, ganhou todas as manchetes… Felipe Melo assumiu a autoria do áudio, alegou que tinha bebido (e isso não é justificativa)… e então, depois da eliminação para o Cruzeiro, as notícias de um “Pitbulll desagregador” apareceram, as notícias de um “elenco que pediu à diretoria o afastamento do jogador” ganharam as mídias sociais, as notícias de “jogadores que perderam a liderança no elenco por causa dele e que, por isso, não andavam jogando bem” surgiram,  uma tentativa de agressão ao Egídio e ao Dudu (e eu soube que isso não era verdade) foi noticiada… e o jogador foi afastado, colocado para treinar separado do elenco…

E ponto final.

Ponto final? Ah, tá…

A gente achando que a coisa ia engrenar… mas o Palmeiras (mesmo sem Felipe Melo no time e com ele afastado do elenco)  conseguiu a proeza de, jogando muito menos do que gostaríamos que ele jogasse, ser eliminado também na Libertadores pelo fraco Barcelona-Guayaquil, e no Allianz. Não bastasse isso, o time somava 8 derrotas no Brasileirão, já tinha perdido a invencibilidade em sua casa, e praticamente dava adeus à disputa do título (matematicamente as chances existem, mas com 14 pontos atrás do líder, é muito improvável virar esse jogo), e tudo no prazo de um mês… com o agravante de, em pleno Allianz Parque, e logo após a eliminação na Libertadores, perder para a Chapecoense – que voltava de excursão(!!) pela Europa e Ásia (demos uma sacolada no SPFW depois, pra compensar os desgostos).

Felipe Melo, por sua vez, se valendo de direitos trabalhistas, acionou o Palmeiras na justiça…

Uma turbulência imensa e um prejuízo ao Palmeiras, que poderiam e deveriam ter sido evitados (eu acho). E nós ficávamos com a impressão que a coisa não ia ter fim… mas, e sempre tem um mas, depois de todos esses reveses, depois de todo mundo ter que fazer um ‘mea culpa’ a respeito do ano perdido, sabemos lá por quais caminhos, diretoria, técnico e jogador se acertaram, ou se propuseram a se tolerar (quem pode saber?)… e Felipe Melo foi reintegrado ao elenco.

E, na segunda-feira, na coletiva pós reintegração, Felipe Melo, mesmo com uma postura arrogante, reconheceu que errou e disse que isso serviu de aprendizado, admitiu que se retratou com todos, disse que falou para o técnico que não pensa aquelas coisas dele de verdade, ou seja, se desculpou (do jeito torto dele, mas o fez), e voltou a treinar. Cuca, por sua vez, já tinha dito antes que não quer prejudicar o Palmeiras , não quer prejudicar ninguém.

Eu achei bom que ele tenha voltado. Primeiro, pelo Palmeiras, que ia ter problemas legais e financeiros com as consequências desse afastamento. Segundo, pelo futebol do time mesmo. Apesar de faltar humildade a FM nas entrevistas (agora é hora de ele baixar um pouco a bola fora das quatro linhas), são os números que ele tinha quando estava jogando, o comprometimento e a raça que tinha em campo, que interessam. Apesar de todos os pesares e apesares, não penso que ele seja um jogador dispensável do nosso elenco. Ele é um bom jogador, tem qualidade, é inteligente, e isso vem antes do “ser bonzinho”… Bonzinho, humilde, que “não tem boca pra nada”, é o ‘Caramujo’, mas  nenhum palmeirense quer ele no time, não é?

No entanto, espero que Felipe Melo saiba medir bem as palavras daqui pra frente, saiba ser mesmo um exemplo para os mais jovens, saiba ser uma pessoa mais fácil de se lidar fora de campo,  mais generosa com as demais. Ele vai precisar se policiar em relação às suas atitudes, e se relacionar com o técnico (e com o elenco) da melhor maneira possível – e o técnico com ele.

Se essa volta vai ser boa ou ruim, não sabemos… só o tempo dirá. Vai depender muito da boa vontade e empenho dos dois lados nessa história, vai depender do pulso firme dos dirigentes. Se Felipe Melo vai voltar a ser relacionado, também é outra incógnita.

E não espero outra coisa de Cuca e de Felipe Melo que não seja atitude de homens, como essa que tiveram agora ao acertarem a reintegração mesmo tendo que passar por cima de tantas coisas; não espero outra coisa que não seja o trabalho sério, profissional e em proveito do Palmeiras, tendo como prioridade só o Palmeiras. Palmeiras, que é o único motivo de os dois estarem ali, trabalhando juntos. No futuro, eles não estarão mais aqui, no entanto, tudo de bom que fizerem, que conquistarem no clube, ficarão com o Palmeiras , e com eles também, pra sempre.

Tomara que o tempo suavize as cicatrizes, tomara que o Palmeiras retome o rumo do qual não deveria ter se desviado… tomara que o Pitbull tenha crescido e aprendido mesmo com o que aconteceu, tomara o Cuca acerte o esquema de jogo, tomara amanhã seja muito melhor pra nós todos do que foi nesses últimos meses… tomara o Palmeiras possa estar em paz.

Ao trabalho, Verdão! Nosso ano ainda não acabou… e terminar o campeonato no G4 é ponto de honra pra todos nós.

 

 

Uma vez que a situação esquisita que rolou no Palmeiras, e que culminou com a saída de Felipe Melo do elenco, está estabelecida, que as decisões já foram tomadas, não adianta muito a gente ficar falando sobre ela. Cada um de nós, baseado em suas percepções, em suas próprias conclusões, vai se posicionar, escolher um lado – isso é do ser humano -, cada um de nós vai acreditar no que quiser acreditar, no que for mais confortável, mais aceitável…

Da minha parte, vou separar o técnico do meu time da pessoa que eu agora, baseada em várias coisas que venho observando, e em outras que tomei conhecimento, imagino que ele seja, e que me faz ter que tomar um Dramin para encarar…

Desconstruir uma imagem não é fácil (depois que descobri que o Papai Noel não existia, encaro qualquer coisa), mas pra mim, o que importa é o Palmeiras, e se o técnico fizer meu time jogar bola, se fizer o meu time vencer, ser campeão, com quaisquer jogadores que sejam, vou ficar feliz da vida, realizada, porque é isso o que me interessa. É só isso que me interessa.

A vida segue. E não se fala mais nisso.

 

1961 – Final da Libertadores – Jogadores do Peñarol agridem jogadores do Palmeiras (não encontrei  imagens disponíveis)…

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1990 – Copa Competência – Peñarol e Nacional protagonizam uma luta campal…

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1993 – Supercopa – Peñarol (derrotado, claro) quebra o pau com o Grêmio, agride policiais e jogadores do time brasileiro…

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1999 – Semifinal da Copa Mercosul – Eliminado pelo Flamengo, em Montevidéu, o Peñarol partiu pra cima dos brasileiros assim que a partida foi encerrada, e os jogadores do Flamengo foram agredidos até chegarem ao túnel de acesso para os vestiários.

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2000 – Torneio Clausura – Mais uma covarde, e corriqueira, batalha campal de uruguaios… e adivinha se o  Peñarol não estava nela?

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2009 – Amistoso com o Newell Old Boys,  e mais violência e covardia… ainda bem que era amistoso, não é mesmo?
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2011 – Final da Libertadores – Derrotado pelo Santos, o Peñarol, covarde e despeitado, querendo impedir a volta olímpica do time brasileiro, promoveu a maior pancadaria depois que o jogo acabou (teve agressão durante a partida também). E, pra variar, os covardões, cheios de querer bater em todo mundo, apanharam um bocado.

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2016 – Campeonato Uruguaio – Peñarol x Nacional – Mais pancadaria…

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2017 – Amistoso com o Atlético-PR … Muy ‘amistoso’ esse Peñarol, não?

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2017 – Copa Libertadores – Fase de Grupos – Derrotado  em Montevidéu pelo Palmeiras, e praticamente eliminado da competição, o Peñarol partiu para o que sabe fazer de melhor… e não é mais futebol o que ele sabe melhor. Mais uma vez, os covardes, racistas e despeitados uruguaios,  que não praticam um bom futebol há muito tempo, que não se garantem na bola, e que sempre mostram não ter hombridade e civilidade suficientes para aceitar uma derrota… partiram para a briga, chamaram nossos jogadores de “macacos”, agrediram Willian com um soco na cara, antes de o juiz apitar o final de jogo, e, após o apito, cercaram Felipe Melo, correram atrás dele querendo agredi-lo, cercaram Prass e o agrediram… Deram um vexame duplo. Tomaram uma virada espetacular quando venciam por 2 x 0 (com um gol irregular) e pipocaram na briga que arrumaram… e, como sempre, covardes e sujos e desleais que são, justificaram a sua incompetência e selvageria culpando o adversário, que não se cansaram de chamar de “macaco”…

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O vídeo abaixo tem todas as imagens e não deixa nenhuma dúvida sobre quem começou, sobre quem queria a violência… e por qual motivo Felipe Melo deu um direto na cara do uruguaio – o sujeito corria atrás dele para agredi-lo.

E a culpa dessa violência toda que vimos acima, a culpa da ignorância e covardia uruguaia,  que acontece desde que a Libertadores começou a ser disputada, que acontece sempre e em qualquer campeonato, há mais de 50 anos, é do… Felipe Melo.

Faz tempo que o Pitbull joga  futebol, hein?

“Pau que bate em Chico… bate em Francisco também.”

Tem uns torcedores (torcedores jornalistas também) que são uns bobocas mesmo , e devem ser assim, bobocas, em todos os setores da vida…

‘Retardado’ Oliveira, enquanto achava que ia ser campeão da CB (e não só nessa ocasião), provocava os torcedores do Palmeiras, provocava jogadores (pisou no Prass, foi gritar na orelha do Dudu), tirava sarro de todo mundo, era um deboche só, e a sardinhada achava lindo (a press idem)… O Palmeiras foi o campeão do torneio, e fez máscara do ‘Retardado’ – pra zoar mesmo, para dar o troco (isso é do futebol, tem a ver com rivalidade, e sempre existiu) – e, então, ficou todo mundo de mimimi, inclusive, ele…

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………………..Imagem relacionada

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Romarinho, depois de um gol, no Pacaembu,  foi até a grade, em frente à torcida organizada do Palmeiras, para comemorar… com a mão nos testículos, no gesto característico de provocação (ali, naquele momento,  foi uma irresponsabilidade a provocação, pois ela poderia ter desencadeado até mesmo uma tragédia)… e ninguém condenou o moço por isso… Numa outra ocasião, jogando fora do país, fez um vídeo para provocar o Palmeiras e os palmeirenses, de novo, e o time Lava-jato até usou a provocação em seu site…
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Edilson Capetinha, também num derby, ficou fazendo embaixadinhas com a bola no pescoço, provocando a torcida e desrespeitando os jogadores do Palmeiras… e, com exceção dos palmeirenses, todo mundo achou lindo, teve até quem tenha chamado aquilo de “futebol arte”…
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Jogadores do Corinthians, no treino, após uma vitória sobre o Palmeiras (uma ocasião em que Valdivia saiu lesionado), se divertiram imitando o chute no vácuo (inventado pelo Mago) e o momento da sua lesão… Apesar de,  no meu entender, isso ser apenas um demonstrativo da pequenez, como profissionais e como seres humanos, dos jogadores “lava-jato”, ninguém achou nada errado nisso, nenhum jornaleiro de ‘programicho’ esportivo desceu a lenha neles… e ficou tudo na conta do “isso é do futebol”

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As provocações são muitas, dos profissionais de imprensa também… Para fazer graça, ou até mesmo por rivalidade, falam e escrevem cada coisa, fazem gozação com clubes, técnicos e jogadores… e está tudo certo, “é do futebol”

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“Agora sim” é ótimo, né?

………………..Será que só o Palmeiras usa o tal “GPS”, e só ele o utiliza sob esse mesmo suporte?

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Quem não lembra, ou não ouviu falar, de Viola, imitando um porco em provocação aos palmeirenses, num derby de final de campeonato (no jogo seguinte, de paura, estava vomitando no vestiário antes mesmo do jogo começar, antes de levar 4 x 0 no lombo)… e ninguém achou condenável o que ele fez, pelo contrário, acharam tão divertida a provocação, “isso é do futebol”

Vampeta, Sheik, Romário,  Diego Souza, Leo, Lucas Lima, Felipe (que disse: “ganhar roubado é mais gostoso”, depois de o Flamengo ser campeão graças a um gol escandalosamente impedido) … a lista é enorme, e as provocações são sempre “coisa do futebol” (e são mesmo, a reação dos provocados também é ), menos quando quem provoca  joga no Palmeiras (Valdivia, Dudu, Felipe Melo…),  aí a implicância/perseguição da imprensinha transforma a  coisa em crime inafiançável, com direito à pública” execução, em cadeira elétrica”, do provocador…

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E não foi diferente depois do último domingo… Antes do jogo entre Palmeiras e Santos, no Aquário,  Lucas Lima – que é muito falastrão e adora provocar antes da hora (e depois tem que engolir  o sapo) disse que ia rir da cara do Felipe Melo…  As sardinhas torcedoras, por sua vez, provocaram o Pitbull o jogo todo, e desde antes do jogo – até mesmo durante a execução do hino, quando dirigiram um monte de impropérios para vários jogadores do Palmeiras, inclusive, Felipe Melo -, e estava tudo bacaninha, era tudo coisa do futebol… E então, o Palmeiras virou o jogo, saiu com a vitória, e o Pitbull, claaaaaaaaro, devolveu a provocação (e foi sábio em fazê-lo depois de o Palmeiras ter vencido, quando era ele quem “estava por cima da carne seca”, ou seria da sardinha seca?). E começou o mimimi…

Afinal, eles não gostam de provocar ninguém, não é mesmo?

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ENTÃO, NÉ?  SE NÃO SABE BRINCAR, NÃO DESCE PRO PLAY!!

 

 

 

” A vida pode ser, de fato, escuridão se não houver vontade, mas a vontade é cega se não houver sabedoria, a sabedoria é vã se não houver trabalho e o trabalho é vazio se não houver amor.” – Khalil Gibran

Houve um tempo em que até um “Carlinhos Bala” se recusava a jogar no Palmeiras… um pai de um “Cristiano Ronaldo boliviano” qualquer, não queria que o filho – que ninguém sabe onde anda e o que faz – jogasse no Verdão… Houve um tempo em que não tínhamos bala na agulha e a maioria dos jogadores que contratávamos era de regular pra ruim… o time foi rebaixado, o clube faliu, não tinha receitas,  estava desmoralizado…

Então, veio  Paulo Nobre… Sonhando grande, mas com pés no chão, cheio de ideias, de objetivos – que ele traçou e seguiu com muita inteligência e determinação e, segundo dizem alguns, com uma boa dose de teimosia -, trazendo profissionalismo, transparência… com postura de presidente, discurso de presidente, com mentalidade nova e, sobretudo, com sabedoria, bastante coragem e muito amor ao Palmeiras…

Sofreu, penou… a coisa era pior do que parecia… e ele ajudou do jeito que podia e do jeito que o Palmeiras precisava naquele momento. Mas ele sabia que tinha que reforçar os alicerces primeiro. E, enquanto fazia o que ele – um muito bem sucedido homem de negócios – sabia ser necessário, enquanto colocava as finanças em ordem, criava novas receitas, mantinha os salários em dia, mesmo sem patrocínio (ele se recusava a aceitar qualquer valor que não fosse o que o Palmeiras merecia, e só apareciam empresas oferecendo merrecas), recebeu muitas pedradas… e quanta gente repetia: “Ainn, o Palmeiras não é banco para se preocupar em estar no azul”“Ainn, o Cu rintia compra mesmo sem ter dinheiro; o Flamengo tem uma dívida imensa e não deixa de contratar”… O tempo acabaria mostrando quem tinha razão…

O presidente errou também, claro – nenhum outro teria 100% de acertos -, lhe faltou flexibilidade muitas vezes, , foi cabeça dura em outras, faltou também alguma delicadeza (não só se desfez do meu ídolo, e ídolo de milhões de torcedores, como o fez de maneira injusta e meio cruel), talvez, no trato com algumas pessoas,  tenha lhe faltado alguma perspicácia também, mas, dentro do que traçara ao Palmeiras, dentro dos seus propósitos (ele me falou a respeito deles) de fazer o que fosse melhor ao clube, mesmo que o seu coração torcedor lhe doesse; dentro do objetivo  de reestruturar o Palmeiras para que, ganhar títulos, fosse uma condição natural e não um milagre esporádico, ele foi perfeito.

Mudou tudo lá dentro, cuidou de cada detalhe, não esqueceu nem mesmo de fazer com que os jogadores passassem a se apresentar nos programas esportivos devidamente trajados de Palmeiras. Blindou o time, dando segurança e tranquilidade para o Depto de Futebol trabalhar; emprestou milhões ao Palmeiras, sem nos cobrar as famigeradas taxas que costumam ser cobradas pelos bancos, e num momento em que os bancos nos esfolariam vivos se fizéssemos empréstimos (que levaríamos uma vida para pagar); comprou alguns jogadores com o seu próprio dinheiro e, quando foram vendidos, deixou o lucro ao Palmeiras; reclamou, publicamente, das tramoias do apito, saindo em defesa do Verdão;  nos deu um Centro de Excelência, maravilhoso, moderno, de presente… e mais do que tudo, comprou e venceu a “briga” com a WTorre, que pensava em se apropriar de nossas cadeiras no Allianz. Paulo Nobre literalmente ressuscitou o Palmeiras, o colocou de pé. Foi buscá-lo no fundo do poço e o colocou lá no alto. Nenhum outro fez tanto, e nenhum outro pegou o Palmeiras no estado em que PN o encontrou.

Hoje, tudo quanto é jogador fica louquinho para jogar no Palmeiras… hoje, os jogadores escolhem o Palmeiras… nós contratamos quem queremos, pagamos salários em dia, brigamos com o, monetariamente poderoso, mercado chinês… e ganhamos. Hoje tudo é alegria, é esperança, é acreditar em títulos com os quais antes nem podíamos sonhar.

Ainnn, mas o Palmeiras não é banco… Não é mesmo. É um clube muito bem administrado, com finanças muito bem cuidadas, que passou a ter novas e boas fontes de receita, que passou a ter dinheiro, credibilidade, sossego (ele tinha fechado todas as brechas por onde a rataiada fazia a festa). E foi por causa disso que o futebol do Palmeiras ressurgiu, a força do nosso time voltou, os bons jogadores, os títulos e o orgulho da torcida também voltaram.

Paulo Nobre, que nos deixou um maravilhoso legado, terminou o seu mandato em 2016, indicou o seu vice-presidente, Maurício Galiotte,  à sucessão, o ajudou a se eleger,  e Maurício, que tomou posse em 15 Dezembro, de 2016, comandará o clube no biênio 2017/2018.

A temporada 2017 está começando, já fizemos uma partida pelo Paulistão e obtivemos a nossa primeira vitória… O comandante é Eduardo Baptista, nosso time – se é que o Mattos (a melhor contratação de Paulo Nobre) não vai trazer mais ninguém – agora está montado. A contratação de Borja, há dois dias, parece ter fechado a conta. Para essa temporada, oito novos e muito bons jogadores se juntaram ao time campeão brasileiro de 2016:

Borja – Miguel Ángel Borja Hernández, colombiano, ex-Atlético Nacional-COL, 24 anos, atacante, campeão da Copa Sul-americana/2015, Super Liga da Colômbia/2015, Copa Libertadores da América/2016, Copa Colômbia/2016, eleito pelo El País como melhor jogador da América do Sul no ano passado.

Guerra – Alejandro Abraham Guerra Morales, venezuelano, ex-Atlético Nacional-COL, 31 anos, meia, campeão venezuelano 2003–04, 2005–06, 2006–07, 20080-09 e 2009–10, campeão da Copa Venezuela/2009,  Copa da Colômbia/2016, Copa Libertadores da América/2016; foi eleito o melhor jogador da competição e o terceiro melhor jogador da América do Sul(o segundo foi Gabriel Jesus).

Felipe Melo – Felipe Melo de Carvalhoex-Internazionale de Milão, 33 anos, joga como volante e zagueiro,  com títulos conquistados pelo Flamengo, Cruzeiro, Galatassaray (Turquia), Campeão da Copa das Confederações-2009 com a Seleção Brasileira, titular na Copa do Mundo 2010, eleito o melhor meio-campista do campeonato italiano de futebol de 2008-09.

Michel Bastos – Michel Fernandes Bastos, ex-São Paulo, 33 anos, atua como meia, ponta ou lateral-esquerdo, conquistou a Copa da França 2011/12 e Super Copa da França/2012, defendeu a seleção brasileira em 2009, foi titular na Copa do Mundo 2010, recebeu o Troféu de Prata no campeonato brasileiro 2005, como  lateral-esquerdo, foi o melhor volante da “Ligue1” (FRA)-2008/09, foi o melhor jogador do São Paulo no Campeonato Paulista de 2015.

Willian Bigode – Willian Gomes de Siqueiraex-Cruzeiro, 30 anos, atacante, foi Campeão Brasileiro 2011 e da Libertadores 2012, pelo Corinthians, Campeão Brasileiro 2013 e 2014 e Campeão Mineiro 2014 pelo Cruzeiro, recebeu o Troféu Mesa Redonda como Revelação do Brasileiro 2011.

Keno – Marcos da Silva França, ex-Santa Cruz, 27 anos, atacante, conquistou o Campeonato Baiano da Segunda Divisão com Botafogo da BA;  pelo Santa Cruz foi campeão da Copa Chico Science 2016, Copa do Nordeste 2016, campeão pernambucano 2016. Fez parte da seleção do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, quando foi eleito a Revelação da Copa.

Raphael Veiga – Raphael Cavalcante Veiga, ex-Coritiba, 21 anos, meia, atua como profissional há apenas um ano.

Hyoran – Hyoran Cauê Dalmoro, ex-Chapecoense, 23 anos, meia, conquistou o Campeonato Catarinense-2016 e a Copa Sul-americana 2016.

O Palmeiras está pronto para a nova temporada. Tem mais do que um time excelente, tem um elenco excelente. Nosso time reserva é seguramente melhor do que qualquer outro time aqui no Brasil.

Se vamos ganhar os títulos que 2017 coloca em disputa, não podemos saber, essas coisas se resolvem em campo, mas, temos certeza, vamos brigar por eles… e com totais condições de conquistá-los.

PODE COMEÇAR, 2017! AGORA SIM ESTAMOS PRONTOS!

 

Desde que começaram os rumores de que o Palmeiras queria contratar  Felipe Melo, a imprensinha, formadora de opinião – que adora esculhambar a reputação de alguns parmeras – entrou em polvorosa e tratou de espinafrar o jogador e fazê-lo parecer um Godzilla repaginado.  Depois que ele foi apresentado então… só se fala nele.

E é um tal de “Felipe Melo é violento” pra cá, “Felipe Melo é violento pra lá”… não falam outra coisa (até o violento do Zé Elias  se achou no direito de chamá-lo de violento – quem não te viu jogar que te compre, Zé).

Quem ouve/lê  os profissionais de imprensa, mesmo estando acostumado a ver as muitas e constantes botinadas e agressões por aqui – de um Fagner, de um Leandro Donizete, um Rodrigo, Diego Souza, Luís Fabiano, Gil, Ricardo Oliveira (são tantos… sempre),  por exemplo –  fica imaginando que o “malvadão” do Felipe Melo vai entrar em campo com uma metralhadora numa mão,  e uma granada – sem o pino – na outra, e acabar com os adversários. E sabemos muito bem que não é nada disso, não é mesmo? Ele é um jogador viril, que joga duro sim, eu sei,  mas em nada é diferente dos muitos que temos visto jogando aqui  e com os quais a imprensinha não se importa, não se “horroriza” e também nunca quer classificar como “violentos” – Fagner, por exemplo, é muito pior, é extremamente violento , nunca toma cartão, e é só “raçudo”.

Aqui – dependendo do time do sujeito, claro – as faltas mais duras, desleais – até mesmo algumas agressões – são sempre sem querer, ou porque o jogador chegou atrasado no lance, tropeçou na própria perna… Se um pisa no pescoço do outro, é porque o outro colocou o pescoço no caminho do um…  se dá uma cotovelada, foi o outro jogador que  “se chocou com o cotovelo do outro” (tenho até print de uma notícia platinada assim)… Estourar joelho, dar soco e cotovelada na cara, mandar jogador para o hospital e deixá-lo meses parado, sem perspectiva de volta aos gramados (como Fagner fez com Ederson-Fla, num lance em que o juiz, tão camarada, nem falta marcou), morder (só foi agressão quando o Suárez fez isso), pisar na mão, rachar a cabeça e tirar sangue de alguém com uma cotovelada… só se for sem querer, ninguém aqui faz de propósito.

Aqui, o jogador “tem apenas muita vontade de ganhar”, “não usou força desproporcional”, “tem espírito de decisão”, “sabe jogar Libertadores”. “Não existem faltas duras, desleais e nem agressões aqui (por isso, a imprensinha está fazendo esse escarcéu e difamando tanto a nova contratação do Palmeiras)… não existem jogadores violentos aqui… “não tem jogadores que já levaram 15/17/19/20 vermelhos na carreira”… “não tem jogadores que levam dois vermelhos num mesmo campeonato”… “os árbitros marcam e punem todas as faltas duras e desleais, severa e igualmente”,  e “a imprensa esportiva não perdoa os jogadores desleais, agressores, sejam de qual time eles forem, e faz marcação cerrada nos mais exagerados, que são execrados pelos jornalistas nos portais, mídias sociais e programas esportivos”…

E quem me falou tudo isso foi o Coelho Branco… do País das Maravilhas.
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Já deu pra perceber como é a coisa por aqui, né Felipe Melo? A imprensinha já te mostrou as “armas” também. Tente se adequar à “inocência” e ao “fair-play” do futebol brasileiro – ao dois pesos e duas medidas, tão canalha, da imprensinha também -, sem contaminar os jogadores, tão “leais”, e com “tanto espírito desportivo” que atuam aqui no Brasil, tá?

E fica esperto, porque, alguns veículos de comunicação, alguns “torcedores (rivais) profissionais de imprensa” – que adorariam ter você no time deles – jogam sujo. E, como você é jogador do Palmeiras e não do time deles, vão pintar você com as cores mais violentas possíveis, vão te dar uma péssima reputação, que não dão a outros aqui. O que eles querem mesmo, é que os árbitros, ao contrário da benevolência (vistas grossas mesmo) que costumam ter aqui com alguns atletas violentíssimos, vejam você como o grande vilão, te persigam e punam, até pela mais insignificante falta, com o rigor que não costumam usar com os “Fagners”, “Rodrigos”, “Diegos”, “Ricardos”, “Alfacios”, “Márcios”, “Luíses”…
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Bem-vindo ao Palmeiras, Felipe Melo! Bem-vindo ao mundo dos jogadores perseguidos pela imprensinha canalha.

E é assim desde 1914…

Desde os últimos meses de 2016, as especulações sobre contratações apontam nomes e mais nomes que estão chegando e saindo dos clubes. Claro que a maioria delas é só ‘adivinhation’ mesmo – em 2015, Dudu era do “lava-jato”… . em 2016, o Santos já tinha tudo acertado com o Guerra…

E em relação ao Palmeiras, que é o clube com mais ‘bala na agulha’ atualmente, a imprensa especula (inventa?) e já enche de defeitos os mais badalados prováveis futuros jogadores a vestir a verde mais campeã do país.

Como estão fazendo com Felipe Melo, por exemplo. Dizem que Palmeiras, São Paulo e Flamengo disputam a contratação do jogador da Internazionale de Milão (Felipe Melo já disse em seu perfil no Twitter que não houve contato algum do Flamengo). E praticamente afirmam que ele virá para o Palmeiras – lá na Itália dizzem que o destino do atleta deve ser mesmo o Brasil.

Eu não sei se Felipe Melo virá para o Palmeiras, como afirmam os especuladores de plantão, não sei nem se o Palmeiras tem mesmo interesse nele – nem estou preocupada com isso -,  mas estou começando a achar que as especulações são verdadeiras, só pelas tintas escuras com que querem pintar o jogador – se ele estivesse indo para qualquer outro clube que não o Palmeiras, certamente as tintas com as quais o pintariam seriam as mais claras e  brilhantes possíveis – lembram do Jonas, o “Schweinsteiger do Sertão”? Então…

“Ainnn, mas o Felipe Melo é muito violento”, diz um monte de gente (até mesmo ex-jogadores violentosestão dizendo isso). É muita hipocrisia dessa press… Parece até que o Palmeiras está/estaria contratando “Godzilla” Mas será que é do jeito que estão pintando?

Felipe Melo jogou no Brasil por três clubes diferentes, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo, no período de 2001 a 2004, em campeonatos brasileiros, atuou em 76 partidas e recebeu 17 cartões amarelos (média 0,22)  e dois vermelhos (0,02).

GRE (2004)…………….19 jogos…….7 Amarelos…….2 vermelhos

CRU (2003)…………….31 jogos…….7 amarelos…….0 vermelho

FLA (2001/02/03)…..26 jogos…….3 amarelos…….0 vermelho

Nada demais, não é mesmo? Muita gente, que agora o acha tão violento, fazia pior quando jogava…

Mas esses são números do Brasil, e no Brasil, dependendo do clube onde o jogador atuar, as arbitragens deixam o sujeito ser violento à vontade, agredir à vontade – está aí o Fagner, que não me deixa mentir; agride um monte de adversários, mas não recebe todos os cartões vermelhos – nem amarelos – que merece.

Vejamos, então, como Felipe Melo se saiu, em relação à disciplina, atuando em Ligas europeias, onde os árbitros costumam ser bem mais rigorosos.

De 2004 à 2016,  foram 317 jogos  /  105 amarelos (média 0,33)  /  13 vermelhos (média 0,04)

Período…….Clube…………………….Jogos……..Amarelos………..Vermelhos

2004/05 –    Mallorca———————- 8 —————–1……………………..0
2005/06 –    Racing Santander—— 33 —————11……………………..1
2006/07 –    Racing Santander—— 15 —————–5……………………..1
2007/08 –    Almería———————- 34 —————13……………………..0
2008/09 –    Fiorentina—————— 29 —————-13…………………….2
2009/10 –    Juventus——————- 29 ……………..11…………………….2
2010/11 –    Juventus——————- 29 ——————6…………………….1
2011/12 –    Galatasaray————– 36 —————–13…………………….0
2012/13 –    Galatasaray————– 26 ——————-6…………………….2
2013/14 –    Galatasaray————– 30 ——————-8…………………….2
2014/15 –    Galatasaray————– 20 —————–11…………………….0
2015/16 –    Galatasaray————– 02 ——————-0…………………….0
2015/16 –    Internazionale———- 26 ——————-7…………………….2  ( http://www.inter.it/en/squadra/G0970 )

15 vermelhos, na disputa de campeonatos nacionais, de 16 anos de carreira (em algumas temporadas passou zerado). Em competições da UEFA, foram 50 jogos e 18 amarelos. Com a selenike, foram 22 jogos, 6 amarelos e 2 expulsões.

Eu sei que Felipe Melo entra duro nas jogadas, com disposição, muitas vezes com muito mais disposição do que deveria, mas só porque ele pode acabar sendo jogador do Palmeiras, a imprensinha está fazendo o Felipe Melo parecer o Godzilla vindo da Europa, fica contando seus cartões amarelos e vermelhos como se ele fosse o grande homem mau do futebol mundial, e esquece de contar os de outros atletas.

Na Europa, por exemplo, Pepe, o brasileiro naturalizado português, já foi expulso 15 vezes…

Sérgio Ramos, do Real Madrid, já foi expulso 19 vezes…

Aqui no Brasil, Kleber, o “Gladiador”, já foi expulso 13 vezes na carreira…

Diego Souza, já recebeu 17 vermelhos na carreira (fora os que o juiz deixou de dar, como aquela pisada, com os dois pés, no Thiago Santos, no BRA 2016, por exemplo)…

Luiz Fabiano, pretendido agora pelo Santos (e ninguém fala que ele é violento), já foi expulso 20 vezes na carreira…

E o que dizer do brasileiro Fernandinho, do Manchester City , que foi expulso 3 vezes em seis jogos?

E temos ainda aqueles que são violentos pela própria natureza, e que nem sempre, e nem todos, são advertidos com cartões – Leandro Donizete é um desses casos, Fagner é outro. Em 2015, os mais violentos do Brasileirão, segundo votação de jogadores das séries A e B do campeonato, foram:

1º – Leandro Donizete/Atl-MG –  com 17, 4% dos votos
2º – Willians/CRU – 10,1% (Cometeu 74 faltas, recebeu 14 amarelos e 2 vermelhos)
3º – Rodrigo/VAS  – 10,1% (recebeu 12 amarelos e 2 vermelhos)
4º – Jonas/FLA – 9,2% (recebeu 8 amarelos e 2 vermelhos)
5º – Guiñazu/VAS – 5,5% (recebeu 9 amarelos e 1 vermelho)

Em 2016, foram eleitos como os mais violentos:

1º  Leandro Donizete/ATL-MG com 33,05% dos votos (“bicampeão” em violência. Foi contratado pelo Santos agora e ninguém associou o “violento” ao seu nome)
2º – Fagner/COR 11,01% (imagina se ele fosse punido todas as vezes em que agride um adversário?)
3º – Rodrigo/VAS  7,62%
4º – Edílson/GRE  4,23%
5º – Joel Carli/BOT 4,23%

Ainnnn, mas o Felipe Melo é violento…, afirmou um monte de gente, afirmou Zé Elias, em um programa de TV.

É mesmo, Zé Elias? Me conte como era no seu tempo…

 

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Como eu disse lá no começo da postagem, não sei se o Felipe Melo virá para o Palmeiras, não estou preocupada com isso (gosto muito dos volantes que temos aqui), e também não sei nem se o Palmeiras quer mesmo o jogador… mas, pelo tanto que essa possível contratação já está incomodando os torcedores rivais de imprensa, porque estão fazendo parecer que é Godzilla quem está chegando ao Palestra… estou achando que vai ser uma boa se ele vier, viu?

Pode chegar, Felipe Melo!! A gente põe mais água no feijão. 😉