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Uma agitação esse nosso Palmeiras…

Na noite de ontem, foi anunciada a saída de Eduardo Baptista – que ele seja feliz e tenha sorte onde for…

Na noite de hoje, depois de um dia de muito frisson e especulação na torcida, na imprensa… Cuca já está de volta!

Sim, amigo palestrino, pode comemorar. Nosso técnico favorito, que nos deu uma alegria tamanho gigante há alguns meses, voltou! Que a sua luz brilhe de novo e ele faça nosso Palmeiras campeão outra vez!

ÔÔÔ, O CUCABOL VOLTOU!!

 

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Antes do jogo, imaginando que os nossos adversários transformariam a partida em uma guerra campal (que intuição a minha), eu achava que qualquer pontinho que o Palmeiras pudesse trazer lá do Uruguai seria lucro … e ele trouxe TRÊS!!

Que jogo! Com duas etapas totalmente distintas…

Tive que assistir ao jogo no note, e o link travava, tinha delay de quase dois minutos… um sofrimento para um espírito ávido por ver o Palmeiras em mais uma partida importante.

À princípio, achei bom (mais ou menos bom) irmos com três zagueiros,  não sermos tão ofensivos (o Peñarol, em sua casa, teria que ir pra cima), no entanto, mesmo tendo assistido muito mal à partida, não tive como não perceber que a coisa não ia, o Palmeiras não rendia, não atacava, não tinha posse de bola, tinha problemas com a marcação, Borja estava isolado… que aquilo que o Eduardo parecia ter imaginado não dera certo… e que Willian tinha que estar no time.

Pra piorar, logo aos 12′, o Peñarol abriu o placar com um gol irregular. Mina foi muito visivelmente puxado na área, impedido de disputar a bola. Que raiva. Um jogo difícil, na casa do adversário, o Palmeiras, desfalcado de Dudu, defendendo a primeira colocação no grupo, buscando a classificação, e a arbitragem valida um gol irregular ignorando uma falta tão fácil de ser vista.

Mas o Palmeiras não estava nada bem na partida, não dava mostras que ia em busca do empate, não criava nada, não se acertava na marcação, não conseguia trocar três passes direito…

E então,  aos 39′, tomamos o segundo gol, que o link travado nem me deixou ver, e nem queria ver mesmo – um amigo me  enviara uma reclamação no messenger e, então, concluí que eles tinham marcado o segundo, e cadê coragem pra confirmar?  Que desgraça… Sem a visão ‘full time’ do que acontecia em campo, e numa aflição enorme, com o coração acelerado, eu só podia torcer, e conversar com o meu outro Amigo, o lá de cima…

O primeiro tempo terminou 0 x 2… e então, na volta para a segunda etapa, Eduardo Baptista, com duas substituições certeiras, mudou tudo… e consertou o que não estava dando certo antes. Fez surgir o Alviverde Imponente. O sol palestrino, que, daquele momento em diante, passaria a brilhar no Uruguai, iria aquecer nosso sangue, nosso coração e nossa alma…

O Palmeiras voltou com Tche Tche e Willian nos lugares de Egídio e Vítor Hugo. Tirando um zagueiro e colocando um atacante, EB dava mostras que queria o Palmeiras consertando o estrago do primeiro tempo. Michel Bastos acabaria indo, e indo muito bem, para a lateral esquerda, Tche Tche iria jogar ao lado de Felipe Mello (como joga bem nosso Pitbull) e Willian, certamente  – e era o que eu esperava – ia ser Willian, o bom e iluminado jogador de sempre. Vaaaamos, Palmeiras!

Meu link ainda estava mostrando uma falta para o Peñarol quando fui avisada do gol do Palmeiras… de Willian! Quando vi o lance quase caí dura… que golaço, que categoria do Bigode! Depois do cruzamento de Jean, da tentativa de Borja pelo alto, Willian pegou a bola que sobrava pra ele, dominou, DEU UM CHAPÉU NO ZAGUEIRO e, de voleio, mandou pro fundo das redes. É muita “ousadura”! 1 x 2, e tínhamos só 3 minutos de jogo no segundo tempo… Pra cima deles, Palmeiras, vamos buscar !

Eduardo Baptista reposicionara o time e o futebol começara a fluir… o Alviverde Imponente, que não tinha aparecido no primeiro tempo, chegou para a segunda etapa com tudo. O Peñarol não conseguia acompanhar a subida de produção do Verdão, não tinha como segurar os toques mais rápidos, as chegadas na área, os belos passes trocados entre nossos velozes jogadores… a marcação do Palmeiras voltava a ser eficiente. A intensidade do Verdão determinava o ritmo da segunda metade de jogo. Meu coração já estava de sobreaviso esperando o segundo gol, e quase que o gol saiu pelos pés de Guedes, que perdeu uma chance incrível aos 12′, depois de um cruzamento de Jean.

Mas não demoraria nada… O Palmeiras tinha voltado com tudo mesmo…

Cinco minutinhos depois do gol de Willian, aos 17′, Jean cruzou de longe… a bola, perfeita de Jean, encontrou Mina lá na área, entre dois zagueiros… nosso zagueiro artilheiro, esperto, subiu mais e mandou pro fundo da rede. O Palmeiras empatava a partida! E Mina certamente estaria dançando pra comemorar. Graças a Deus! Eu chorava de alegria e emoção… e tinha que esperar quase dois minutos para ver nosso gol, para ver a dança do Mina… Não tinha importância. Nada tinha mais importância agora… o Palmeiras estava jogando do jeito que a gente gosta, do jeito que ele sabe e pode jogar.

E eu, que antes do jogo me contentava com um empate, agora queria a virada… E acreditava muito nela… o amigo que me mantinha informada também acreditava. Meu coração estava totalmente descontrolado… Eu assistia ao jogo sabendo que aquilo que eu via em campo já tinha acontecido quase dois minutos antes, e sabendo também que, se ninguém me avisara de nada, é porque nada relevante acontecera… mas eu torcia mesmo assim.

Tínhamos tempo de sobra para virar… “Deus, por favor”…

O jogo chegara aos 27’… o celular me avisou que tinha uma mensagem no whatsapp… meu coração deu um salto… será que era gol do Palmeiras? Uma outra mensagem chegava no messenger… era, sim, gol do Palmeiras! Willian!! Meu Deus! Como assim? Já viramos? Fizemos 3 gols em 24 minutos? Sim… Saímos do inferno e entramos no paraíso! Tche Tchezinho tocou para Guerra e ele chutou forte, de fora da área; o goleiro espalmou para o lado, Jean estava lá (que partidaça do Jean!), pegou o rebote, viu Willian LIVRE DE MARCAÇÃO NA ÁREA, e cruzou nos pés do Bigode mais iluminado de todos… ele só teve o trabalho e a competência de mandar pro fundo da rede…  O sol verde brilhava em nosso mundo… os parmeras no estádio, aquecidos pelos gols de Willian e Mina, nem sentiam mais o frio… e faziam a festa…

Calma agora Verdão, paciência, e força… os uruguaios vão até morder, se for preciso, pra tentar empatar… Eu nem conseguia respirar direito esperando o tempo correr, o Palmeiras, quem sabe, marcar outro gol, e o juiz acabar logo o jogo…

O Palmeiras continuou jogando bem e se impondo diante do Peñarol… o jogo se aproximava do final… Fui avisada de que Keno tinha entrado no lugar do Guedes e que Guerra quase tinha feito o quarto gol, mas eu ainda estava vendo o desarme perfeito do Pitbull, que acontecera um pouco antes disso… Guenta aí, Parmera, falta pouco…

Eu já não assistia mais, aflita, esperava só o aviso de que o jogo tinha acabado…

– Falta quanto?

– Um minuto.

Parecia que meu coração estava batendo em vários lugares do corpo…

– Pqp! Fim!

#Amor #Orgulho desse meu Palmeiras, meu Alviverde Imponente, valente, raçudo, talentoso, que venceu o Peñarol, no Uruguai, de maneira espetacular, histórica – o Peñarol, em seus domínios, e ganhando por 2 x 0, nunca tomara uma virada antes…

Queria poder morar na alegria desses gols…

Mas, tão logo o jogo acabou, os jogadores uruguaios, de maneira covarde, muito provavelmente querendo tirar o foco de terem sido derrotados em casa, de virada, e também, muito provavelmente, porque é de praxe arrumarem encrencas com seus adversários, é de praxe a pancadaria… fizeram uma emboscada, deixaram trancados os portões de acesso aos vestiários e partiram pra cima dos jogadores palmeirenses.

Willian foi agredido, Prass foi cercado por vários jogadores uruguaios e também foi agredido, Felipe Melo, de braços levantados, comemorando o resultado da partida, foi puxado pelo pescoço, cercado por vários jogadores e deu um murro, com ousadura (bem dura mesmo) e muita responsabilidade, na cara de um dos jogadores que queriam agredi-lo, a torcida uruguaia jogou bombas em nossa torcida, tentou invadir o seu espaço… não fosse a nossa torcida organizada segurando a bronca na bancada, não fossem os vinte seguranças que o Palmeiras sabiamente tinha levado para o Uruguai, certamente teria acontecido uma tragédia… Eduardo Baptista, na coletiva, de maneira sensacional, espinafrou a imprensa, especialmente Juca Kfouri, pelas inverdades que ele, escondido atrás de uma fonte qualquer, publicara em seu blog… mas isso é coisa para a próxima postagem…

Hoje, só quero lembrar que o Alviverde Imponente, do time “rachado”, “brigado”, “em crise”, se matou em campo, jogou muito, fez jogadas lindas, fez três gols, virou o jogo, enfrentou os covardes uruguaios, ganhou no campo e fora dele… #RachaMaisQueTáPouco

 


Acalma o teu coração, muita coisa boa ainda está por vir

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O Palmeiras perdeu do Ituano…

E então… 11 em cada dez torcedores, dos que esqueceram de tomar o Gardenal e/ou o Rivotril, passaram a anunciar o apocalipse a “gritar” #VoltaCuca #ForaEduardo #DeramUmaFerrariProRubinho…

Vamos combinar… primeiro, e infelizmente, o Cuca não pode voltar; o Cuca quis/precisou sair… portanto, até que a situação dele mude, ele é carta fora do baralho e de nada adianta ou ajuda ficarmos pedindo a sua volta.

Segundo, Eduardo Baptista é o nosso técnico, a nossa realidade, e é muita ingenuidade acharem que o Palmeiras vai demiti-lo na primeira derrota (imagina se tivesse feito isso com o Cuca, que teve 4 derrotas no início?). E já que isso não vai acontecer, já que o Palmeiras não vai trocar de técnico por causa dessa derrota – pode até fazê-lo mais pra frente -, deixemos  o nosso técnico trabalhar e mostrar ao Palmeiras se é ou não capaz de comandar esse time.

Terceiro, o Mattos, f%dástico, sensacional,  que sabe montar uma Ferrari, que é mais esperto do que os chineses cheio de  milhões, é o mesmo Mattos que contratou o técnico… será que ele e a direção erraram tanto assim?

Mas eu concordo que foi uma vergonha e frustração o resultado e, mais do que ele, o futebol bem ruinzinho que o time apresentou. Eu sei que o técnico errou, armou mal o time  (Dudu e Guedes em lados trocados do campo?), mas, convenhamos, com esse time nosso, dava pra ganhar do Ituano (que não é tão ruim assim, como a nossa frustração faz parecer) até comigo como técnica, não é verdade? Dava pra ganhar até mesmo sem técnico no banco…

Achei que, além dos erros do técnico, as atuações individuais foram muito abaixo do esperado , com exceção do Guerra, que fazia a sua estreia e  teve bons momentos no jogo, de Felipe Melo e de Prass, o restante do time deu cada pipocada… alternaram acertos com erros bisonhos de passes, bolas quadradas em devolução à bolas redondinhas recebidas (as de Guerra, por exemplo), algumas vezes, não conseguiam dominar bolas fáceis, eram desarmados sem muita dificuldade… sem contar que alguns jogadores pareciam desinteressados (esse desinteresse pode ser efeito da armação diferente,  o jogador sente que assim não consegue jogar como sabe, não consegue render, e se desmotiva)…

Mas o primeiro tempo não foi de todo ruim (eu não achei), o Palmeiras imprimia velocidade no jogo e tentava fazer muitas jogadas pelo meio (essa parte me agradou), criou algumas chances de gol, porém não aproveitou – Guerra, Guedes e Willian (no chute de Willian, a bola passou lambendo a trave) desperdiçaram boas chances (teve uma penalidade no Guedes, que não foi marcada). No entanto, no comecinho do segundo tempo, numa vacilada master, tomamos o gol (como deixar aquele grandalhão livre, na cara do Prass, sem marcação alguma – ele nem precisou pular -); e o gol saiu numa cobrança de escanteio, situação em que todo mundo sabe mais ou menos o que o adversário pretende.

E se o time já estava esquisitão, aí é que a coisa desandou mesmo. Mas, sejamos justos, o Palmeiras correu, tentou ir pra cima – Keno quase marcou -,  no entanto, se atrapalhava com algumas bolas, errava passes pra caramba e a coisa não fluía. E se desorganizou de tal maneira, que em alguns momentos o time pareceu um catado em campo… até na parte física ficamos devendo, mas isso é compreensível num começo de temporada…

No entanto, mesmo com tudo isso, a régua com que medem o “visto de permanência do técnico no time”, não é muito exata e nem justa… ainda. É início de temporada, a segunda partida do time no Paulistão, a primeira derrota, o time com desfalques importantes (Tche Tche, Moisés e Mina fazem falta pra caramba), algumas caras novas, técnico novo… o sinal de alerta está aceso, sim, e nem poderia ser diferente, mas é injusto cravarmos um “serve” ou “não serve” agora, hoje.

E devemos nos lembrar, MO chegou aqui e conseguiu sete vitórias e um empate nas oito primeiras partidas que fez. Ficamos encantados e, depois – mesmo após a conquista da Copa do Brasil -, descobrimos que a coisa não ia, não era legal, que o trabalho dele não nos agradava nada, que parecia estagnado – mas não sem antes escracharmos os jogadores, chamá-los de “vagabundos” (muita gente fez isso), acusá-los de estarem fritando o técnico; Cuca, quando chegou, perdeu as quatro primeiras partidas… e quantos torcedores diziam: “Será que o problema do Palmeiras é o técnico mesmo?”

E, durante boa parte do campeonato brasileiro 2016 também, quantas reclamações de parte dos torcedores ‘apocalípticos’… “o Palmeiras está perdendo rendimento, Santos e Flamengo estão crescendo, não vai dar pra gente”… “se perdemos em casa, não vamos ganhar as partidas importantes fora”… “Tem hora que esse time lembra o do MO e fica dando chutão”… “Gabriel Jesus perde muitos gols, precisa ir para o banco”… “Nossa, o Zé não dá mais”… “Mesmo vencendo, faz tempo que o Palmeiras não joga bem”… “O Palmeiras não vai se segurar na liderança por muito tempo”…  E, a despeito de tudo isso, ganhamos o campeonato com o pé nas costas.

Essas coisas me fazem acreditar que, por mais que estejamos contrariados, desconfiados (desconfiadíssimos), nós temos que esperar mais um pouco, temos que dar ao técnico a chance de mostrar o que sabe, ou o que não sabe… afinal, na maioria das vezes, os imediatistas e apocalípitcos não têm razão. Por eles, não teríamos trazido e nem mantido no time titular o Vitor Hugo (falhou contra os gambás e quanta gente cravou que ele não prestava, que não ia dar nada aqui, que tinha sido uma péssima contratação?), não teríamos trazido Jailsão da Massa (“um goleiro, de time de série B, com 34 anos? Logo aqui que é Escola de Goleiros?”), não teríamos trazido o Zé Roberto (“é craque , mas já está na hora de se aposentar… não corre, não marca”), não teríamos contratado Moisés (“o Conca dando sopa e vão contratar esse Moisés, que estava na Croácia?”), nem Tche Tche (o Palmeiras contratou errado, o bom do Audax é o Bruno Paulo)… não teríamos trazido nem o Cuca (Abel é melhor, Mano é melhor… blá blá blá…)

Espero que o Eduardo tenha personalidade, assim como teve o Cuca, que fez o que acreditava ser o certo, e provou pra todo mundo – para a imprensa, inclusive –  que sabia muito bem o que estava fazendo. Espero que Eduardo tenha a mesma competência e coragem também… e o mesmo pulso firme com o elenco – não é fácil lidar com um time com tanto jogador bom, domar as feras todas. E espero que ele tenha muita sorte também.

Vamos ficar de olho, claro, mas não vamos perder a nossa essência… vamos torcer muito, apoiar muito, sem criarmos mais pressão do que a que já existe para os que acabaram de chegar, sem atrapalhar o time na sua caminhada…

Muita coisa boa ainda está por vir…