PalmeirasxLibertad-final-de-jogo-Blog1

Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certo que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver O que é amar (Gonzaguinha)

A lógica às vezes nos impede de vivenciar milagres em nossas vidas… A razão às vezes nos impede de ser feliz…

Fomos para o estádio ansiosos. De um lado, nossa parte racional, envenenada por todos os achismos dos ‘doutores’ do jornalismo esportivo, e dos pseudo comentaristas dos programinhas vagabundos de TV, nos dizendo que era muito difícil, que o Palmeiras não tem time, que era o clube paulista que ia dar vexame na competição; que o Libertad, invicto, já participou de 654.789.039 Libertadores… Nossa razão confundida por alguns torcedores, que acham que é politicamente correto diminuir o próprio time, e que afirmavam que o Palmeiras seria rebaixado no Paulistão e não passaria da primeira fase na Libertadores (onde estão vocês agora?), que o Palmeiras tinha vendido a competição sul-americana quando negociou um jogador que não queria mais vestir a nossa camisa…

Do outro lado, o coração, ah, o coração… muito mais sábio do que a razão, pois já vivenciou e sentiu em cada uma de suas fibras que ninguém ganha ou perde um jogo de futebol antes que o juiz apite o final da partida; esse coração ia pulando pelo caminho, feito criança cheia de esperança, sem se deixar atingir pelo veneno despejado sobre ele dia após dia.

Quando o metrô chegou na estação, tive a impressão que tínhamos descido dentro do estádio. Ela estava entupida de palmeirenses. E, como se estivessem na arquibancada, eles cantavam a plenos pulmões na estação, e a gente, sentindo aquele arrepio gostoso, ia respirando Palmeiras enquanto subia as escadas.

Tava uma chuva danada lá fora, mas ninguém aguentava esperar. Inúmeros vendedores subiam e desciam as escadas, vendendo capas de chuva no meio daquelas centenas de palmeirenses. Já na calçada, eu observava que a alegria dos torcedores era contagiante! Tão contagiante que até a chuva perdeu o rebolado e, bastante sem graça, foi saindo de fininho e desapareceu. E eu pensei com meus botões: Hoje, não tem pra ninguém…

Quando chegamos, a praça em frente aos portões principais estava cheia de gente. E diferente de muitas outras vezes, as pessoas pareciam confiantes, ansiando pelo que ocorreria lá dentro. Era como se todo mundo tivesse olhado os seus medos de frente e dito: HOJE, NÃO! Agora é a minha vez de ser feliz (fiz isso na Copa do Brasil).

O Pacaembu estava lotado, mas naquele horário sem noção, ainda havia muita gente pelo caminho – quem é o “inteligente” que marca uma partida, num dia de semana, às 19h15? E por que só o Palmeiras joga nesses horários estapafúrdios?! Mas o fato é que o time, que está TEMPORARIAMENTE na segunda divisão, e que a TV Globo jura que teve a sua torcida diminuída, colocava mais de 35.500 pessoas no estádio, batendo o recorde de público do Pacaembu na Libertadores, para ver jogar um Palmeiras cheio de desfalques, no time já desfalcado de sempre. Que coisa, né?

Quando esse Palmeiras, tão amado, entrou em campo, recebeu um aconchegante “abraço” da sua gente. Era como se ela lhe dissesse: Olha, estamos aqui, vamos jogar com você e, juntos, seremos imbatíveis.

Kleina tinha armado uma defesa forte, mas o time não jogou atrás, não. As chances iam surgindo… com Ayrton, Henrique, Vinícius (fazendo fila num monte de paraguaios), Charles… A torcida queria o gol e não parava de cantar. O Libertad, que achava o Palmeiras tão fraquinho, metia os 11 dentro da área a cada vez que o “fraquinho” ia pro ataque.

A partida era pegada pra caramba, tinha a tônica da Libertadores. A inexperiência da maioria de nossos jogadores nessa competição, era compensada por valentia e garra, diante dos tão catimbeiros adversários. Guiñazu batia o tempo todo e o juiz deixava passar. No entanto, qualquer esbarrão que um palmeirense desse num paraguaio era falta, passível de cartão (o Libertad é o time do presidente da Conmebol, né?). A torcida, que aplaudia cada lance do Verdão, marcava forte os paraguaios e o juiz. EI, JUIZ, VAI ….. .. ..!!!

O primeiro tempo acabou e o gol não saiu.

Na volta do intervalo, a faísca elétrica que liga time e torcida, incendiou o jogo e o Pacaembu de vez! ♫ Ê PALMEIRAS MINHA VIDA É VOCÊ!! ♫♪ O Palmeiras veio disposto a pagar o preço que aquela vitória exigia. Paulo Nobre tem razão quando diz que é sangue na veia. A gente sentia o sangue correr mais quente, mais forte.

No primeiro minuto, Juninho quase fez de cabeça; depois, foi a vez de Vinícius fazer uma jogada linda e acionar Marcelo Oliveira, que tocou de calcanhar pro gol e quase pegou o goleiro de surpresa.

E o torcedor palestrino, numa sintonia surreal com o time, abriu o peito, colocou seu coração e o seu amor no gramado, e o time defendeu esse coração e esse amor com uma grandeza que há muito não se via…

O Pacaembu tinha alma, tinha voz! O Pacaembu tinha o perfume do Palmeiras gigante… Arquibancadas, numeradas e tobogã fundiam-se num espaço só; todas as vozes soavam como se fossem uma só; 35.511 torcedores tornavam-se um só: o poderoso 12º jogador do Palmeiras, que renascia com o time para buscar a vitória a todo custo.

A gente sabia que não ia demorar muito… Tratei de vestir a minha invicta camisa da sorte (limão, Valdivia 10), que eu usava sobre as costas. No mesmo instante (acredite), Wesley chutou meio esquisito de fora da área, a bola encontrou Charles que só teve  trabalho de dominar e mandar por entre as pernas do goleiro. E o Pacaembu explodiu na alegria do gol tão desejado, tão esperado! Explodiu em gritos, lágrimas, sorrisos, abraços e um orgulho do tamanho do mundo. Explodiu com o tapa na cara que time e torcida deram nos profetas do apocalipse, dos que rotularam o Palmeiras como time limitado… dos que subestimaram a nossa mítica camisa… Ainda consigo ouvir o grito de gol do 12º jogador do Palmeiras…

O juiz, que deixou Guiñazu bater o jogo inteiro, expulsou Wesley, injustamente, aos 16′. E o Libertad veio pra cima. Vinícius saiu com câimbras. Tudo ficava mais difícil… Mas a superação entrou em campo! A torcida enfrentava a cara feia do adversário cantando o hino do time. Mágico! E o que se viu foi a fibra de um gigante, de um time que se doou e ultrapassou os próprios limites. Os espaços se confundiram e estávamos todos dentro de campo. Éramos todos jogadores num espetáculo maravilhoso, numa apresentação épica! Com um a menos, o jeito era dar de bico para qualquer lado, era segurar a bola, cair para esfriar o jogo e irritar o adversário, fazer cera, catimbar. Os jovens jogadores do Palmeiras pareciam veteranos. Prass operou um milagre, defendendo uma cabeçada com  pé, ou melhor, com mais 35.511 pés. Ali, ao lado dele, quase morremos de susto. Mas já tínhamos dito ao nosso medo: Hoje, não!

O meu Palmeiras parecia que jogava Libertadores três vezes por semana. O tão tarimbado Guiñazu, e o seu invicto time, foram engolidos pelo gigante com o qual se defrontaram. E a torcida “em campo” ajudava a tirar de cabeça, a dar bicão, carrinho, torcia e jogava com o time, fazia falta, cobrava o final de jogo com o juiz, discutia com o adversário… e cantava!!! Nada e ninguém poderia segurar o Palmeiras nessa noite! Nada poderia deter o Gigante que ressurgia diante de nossos olhos. Encantada, orgulhosa, eu me dava conta de que jamais havia visto algo parecido.

O estádio respirava forte esperando o final de jogo. E quando o juiz apitou, e a alegria dos palmeirenses inundou o Pacaembu, time e torcida sabiam que dali por diante, ficaria cada vez mais difícil vencer o Palmeiras, que esse time estava crescendo na hora certa, da maneira certa… Sabiam que as portas de todas as chances estão abertas… Sabiam que o Gigante estava de volta…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=-gReIKAPYGk[/youtube]

E deve ter sido por isso, pela luta de todos, pela alegria conquistada com tanta bravura, pela felicidade de ver que o Palmeiras renasceu, que mesmo depois do apito final, a torcida continuou cantando o hino do time, aplaudindo seus extenuados guerreiros, de pé…  Foi tão lindo, fez com que nos sentíssemos tão plenos, tão vivos, que o tempo poderia ter parado ali…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=OomdgqYoEds[/youtube]

Não temos e nunca tivemos muletas, nem padrinhos ou favores… SÓ TEMOS A NOSSA GRANDEZA!  E, por isso mesmo, só os palmeirenses sabem o que veio de brinde com essa vitória, nessa noite… só eles entendem porque se comemorou tanto… porque ao invés de ir para os portões de saída, a torcida correu para o alambrado… porque, minutos depois, todo mundo continuava dentro do estádio pulando e cantando… Foi mais que uma vitória e uma classificação. Nessa noite ganhamos mais que um título…

O Pacaembu nunca mais será o mesmo, ele viu ressurgir o seu maior campeão!

TANTI AUGURI, PALESTRA!

06 de Junho de 2000… Há exatos 12 anos, um santo foi, definitivamente, canonizado.

Eu poderia falar da alegria… do coração que quase explodiu dentro do peito…

Eu poderia falar da dissimulação, que foi vista sem a máscara e perdeu a pose…

Também poderia falar que, quando vimos quem seria o último a cobrar o pênalti, todos nós já antevíamos o que ia acontecer…

Poderia dizer que estávamos mais unidos do que nunca naqueles breves instantes…

Poderia lhes contar que, nos segundos que antecederam a cobrança, a TV mostrou Marcos no gol e eu, quase morrendo de aflição, notei que a imagem de seu escapulário aparecia pela gola da camisa…

Poderia escrever aqui que, naquele momento, a certeza de que ele ia pegar, corria pelo meu rosto…

Poderia lembrar que todas as nossas rezas deram certo naquela noite… e que quase morremos de felicidade, que lavamos a alma… que a nossa aflição e apreensão deram lugar ao riso, aos gritos de alegria e às lágrimas…

Mas não é preciso que eu diga nada. Nem mesmo que aquela emoção permanece comigo e que ainda choro ao lembrar…

Esse filme jamais sairá da nossa memória…

Que Deus o abençoe sempre, São Marcos! Amamos você imensamente!

 

Até o Google sabe que a gambazada conseguiu empatar, nada heroicamente, como tentaram fazer parecer, com o fraco time do Deportivo Táchira, às custas do apito amigo… Um gol legítimo do Táchira, anulado e uma falta ‘mandrake’ marcada, que propiciou o empate do time da Marginal sem nº.

Todo mundo viu que não houve impedimento algum. Menos o bandeira e os “profissionaish” da “Bobo” (Arnaldo era outro “mestre do apito”). Que bandalheira essa de tentar enganar o telespectador! Os tais “profissionaish” ficam brigando com as imagens, ficam brigando com o óbvio e, você, que está assistindo, se sente um idiota por ter visto algo totalmente diferente do que o que eles querem enfiar na sua cabeça, na marra!

É como se te dissessem: “Você não viu o que viu, tá? É fruto da sua imaginação!” Isso é quase uma tentativa de lavagem cerebral, caramba! Porque tem gente que se deixa convencer de que não viu o que viu, que não entendeu o que entendeu… O Ronaldo não é gordo, o Luan Santana e a Débora Secco não são vesgos, o estádio gambá é uma maravilha e não vai ser construído com o dinheiro do povo, a Xuxa é cantora, os BBBs são heróis, a emissora carioca leva qualidade ao seu lar… A Vênus Platinada conseguiu inventar a “maquiagem” cerebral!

Mas, como não curto muito maquiagem, muito menos a cerebral, vou continuar acreditando no que veem meus olhos. E, por falar em ver, veja você também:

 

Sem comentários, não é mesmo? Se não for no apito não é o Cu rintia! A cara de pau dos “comentaristash exportivosh” é imensa! Infelizmente, as imagens da suposta falta, que originou o gol gambá, sumiram! Em nenhum vídeo você as encontra. E se elas sumiram, a gente já imagina porquê…

Mas o que eu não podia imaginar aconteceu hoje, quando tentei postar essa imagem no Facebook…

Fiz várias tentativas, sem sucesso. E, a cada tentativa, recebia a mesma mensagem de que havia ocorrido um erro com o arquivo. Quando consegui, finalmente postar, o conteúdo ficou indisponível, até mesmo para mim. Então, mudei a foto e nada de conseguir postar. Me toquei de que poderia ser a frase que eu postava com a imagem. Ela tinha um palavrão, talvez fosse por isso. Se bem que as pessoas (eu também) escrevem tantos palavrões lá e não dá nada. E, se fosse por isso, seria censura na rede social. Muito estranho… Fiquei desconfiada. Em todo caso, tirei o palavrão, adaptei a frase e a postei novamente, e também não foi…

Só então me dei conta do que poderia estar pegando… Pasmem! Talvez fosse o nome da emissora carioca que era mencionado por mim, pelo menos foi a conclusão a qual eu cheguei. Ou então, foi muita coincidência. Porque depois de escrever uma legenda completamente diferente, a segunda foto foi publicada sem problema algum. Então, colei a legenda anterior e a postei como um comentário qualquer na foto. E não foi!!! Vejam só:

E não é que não se pode falar da Globo no Facebook? A princípio, pensei q fosse pelo "putaria"...

Eu já andava meio desconfiada que havia algum tipo de censura nas redes sociais. Como vocês podem ver, algo ocorreu e, se não foi censura, foi uma baita coincidência… Depois de algum tempo, um pouco mais de uma hora, a primeira postagem que tentei colocar, reapareceu na minha página. Mas, os comentários printados e postados aqui, não…

Vai ver que, assim como “imaginei” não ter visto impedimento algum no segundo gol do Táchira, imaginei ter sido censurada também. Vai saber… Palestrinos são tão “lunáticos”…

Algumas pessoas querem apenas recordar… outras, não puderam vivenciar esse momento tão maravilhoso do Palmeiras, e querem conhecer esta emoção…

Prepare o seu coração, amigo palestrino! Aqui está, em vídeo completo, a fabulosa e última partida da Libertadores/1999. Nem tente segurar as lágrimas… será impossível…

PALMEIRAS, CAMPEÃO DA TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA 1999!!!!

O sonho acabou… e no fundo acho que o palestrino, sem se dar conta, já esperava por isso.

Perdemos a classificação no jogo de ida, lá no Palestra. No momento em que vencíamos a partida, nosso técnico de 600 paus ao mês, tirou um atacante para colocar um volante (ele pensa que é volante) e segurar o jogo. Mas não são os atacantes que seguram o time adversário na defesa? Como resultado, tomamos um gol que acabou nos custando a vaga. E, na partida de ontem, ele encheu o time de atacantes, quando viu que a vaca ia pro brejo. Só que a criatividade no meio de campo era zero.  Bem que poderíamos ter muitos Marcos e Pierres no time. O que será que rola para que se contrate  jogadores como Mozart, Obina, e  para que alguns nunca saiam do time? Esses empresários estão cada vez mais espertos, hein? E os dirigentes (os nossos) cada vez mais burros. Prefiro ainda achar que é apenas burrice.

Keirrison, na frente, não recebia nenhuma bola. Sinal de que a ligação do meio com o ataque estava com problemas. Luxa me tira Willians e coloca Ortigoza. A entrada do paraguaio foi boa, mas a saída de Willians, não. Tínhamos só um atacante deles para marcar e por que continuaríamos com três zagueiros? Depois tirou o Marcão e colocou Obina… e o meio??? E o que Obina fez além de perder um gol que até eu faria? Aí ele tirou Wendell e colocou o Souza… na lateral. De que adiantariam essas substituições? Diego Souza e Cleiton andaram em campo, Armero estava irreconhecível de ruim. Tá certo que pro lugar de Armero, não temos ninguém, mas os outros dois poderiam ter saído. E olha que o time lutou, é verdade, mas falta o “diferente” lá, o cara que pegue a bola e crie a jogada inesperada que leve o atacante na cara do goleiro. Ficar dando toquinho de lado ou chutão lá prá frente qualquer jogador comum faz.

Tá certo que o juiz nos meteu a mão, como sempre acontece. Deixou de dar dois penaltis, a cera correu solta. Mas isso não encobre todos os erros que time e treinador cometeram ao longo da competição. A nossa diretoria é muito fraca nos bastidores e não goza de prestígio algum e, nem mesmo a imprensa nos respeita. E todos sabemos que na Libertadores os jogos são assim mesmo. Belluzzo reclamou da cera que o Nacional fez e ainda disse que a equipe uruguaia seria um time de segunda divisão no campeonato paulista. Não nos mate de vergonha,Belluzzo! Jogamos duas partidas contra o time “de segunda” e não ganhamos nenhuma! E em casa os recebemos com uma retranca dos diabos. O nosso Palmeiras, do “seu” técnico de 600 paus ao mês, que vive contratando tralhas com altos salários, com medo de jogar em sua própria casa. Você, como torcedor, está ótimo, mas como dirigente tá deixando a desejar. Quem você contratou para que seguíssemos fortes na Libertadores? Henrique, Mozart, Obina? Brincadeira de mau gosto, Presidente… Cipullo (sempre ele), declarou que a comissão técnica será mantida. E eu pergunto: POR QUÊ? Vocês dirigentes, e o nosso “ilustre” técnico,estão nos enganando e prometendo um time mais forte e competitivo a cada campeonato perdido. E quando é que esse time “forte” vai chegar, hein? Olha bem prá nossa cara e veja se temos cara de palhaço. No Brasileiro 2008, tínhamos11 pontos de vantagem sobre os bambis, que levaram o título; lideramos o Paulistão 2009, de ponta a ponta, e os gambás levaram; jogamos mal a Libertadores toda, e perdemos a vaga para o time mais fraco que enfrentamos, e Luxemburgo fica por que? Que porra de planejamento é esse? Passou da hora dele sair. Tá ficando muito estranho isso… O discurso nunca muda e o palmeirense está sempre a esperar pelo próximo campeonato. Estamos fartos de tudo isso!

E o que nos sobra, agora, é esse vazio imenso. Um não sentir… o riso que não vem, o grito que vai continuar preso na garganta, a saudade daqueles que poderiam fazer nosso sonho acontecer… a realidade que somos forçados a encarar. Claro que o torcedor vai continuar a ser torcedor. Tá no sangue, tá no ar que a gente respira. Mas queríamos tanto ser mais respeitados; queríamos tanto que não tivessem vendido o nosso Mago, queríamos tanto que cuidassem melhor do nosso”amor”, queríamos tanto que aquele “peixinho” do Marcos tivesse resultado em gol…  Agora, vamos guardar lá na “gaveta”, todos os planos que fizemos, todas as imagens que criamos em nossas cabeças, todas as lágrimas de alegria que por certo derramaríamos… E vamos levantar a fronte e fazer ecoar o nome do Palmeiras, onde quer que ele vá. Fazer festa onde quer que ele esteja. Porque é assim que tem que ser. Nós e o Palmeiras somos uma célula única, indivisível… mas, vocês dirigentes, não abusem do nosso amor e da nossa paciência… E vê se da próxima, não deixem a Nação sonhar sozinha…

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto  é realidade (Raul Seixas)

 

 

Eu não sei se o Luxa anda comendo comida estragada, ou se ele pensa que o torcedor é bobo. Que lambança é essa que ele anda fazendo com o time? Escala e substitui como se fosse um técnico iniciante, amador. No Brasileiro passado, na Sulamericana, no Paulista desse ano… Ele trata de complicar o que tá fácil. Que escalação foi essa, contra o Nacional? Entrou com o time errado e foi obrigado a “queimar” duas substituições ainda no primeiro tempo, para consertar o que ele mesmo estragou. O pior é que ele que pediu a semana inteira para o torcedor ter paciência com Capixaba, só aguentou 28 minutos. Tirou Souza, também. Entraram Marquinhos e Obina. O time teve uma discreta melhora, é verdade, mas não passou disso.Obina, ainda fora de forma e que mal treinou, até que foi bem.  Mas Luxa se precipitou ao colocá-lo em campo. Jogador que chega tem que disputar posição, nos treinos. A não ser que tivéssemos feito um placar confortável e aí, sim, Luxa colocasse Obina, para ir pegando ritmo e receber o carinho da torcida.

 Mas, jogando na nossa casa, ele entra com 3 zagueiros e Keirrison sozinho lá na frente. Ah, Luxa! Você quer queimar o garoto, para que ele possa ser vendido tranquilamente, né? E a torcida tá entrando no seu “jogo”… Porra, a gente quer acreditar, mas Luxa não deixa. O Nacional veio para jogar na retranca e sair sem muito prejuízo, mas Luxemburgo os convidou ao jogo ofensivo. Ah, se não fosse o Marcos… a vaca tinha ido pro brejo no primeiro tempo. E dá-lhe passe errados, chutes mais errados ainda. A verdade é que o time não apresenta um padrão de jogo, faz tempo. Individualmente, o rendimento cai a olhos vistos. Cleiton, Armero, K9… A defesa, então…  E o Nacional, que é rápido e de bobo não tem nada, foi gostando do jogo. Marcava muito bem e anulava as investidas do Palmeiras. A torcida  que  lotou o Palestra e apoiava o time,  já estava meio desconfiada. O gol não saía, o time não jogava bem, não tínhamos meio de campo.

Veio o segundo tempo e o Palmeiras achou seu gol, logo aos 10′. Diego arriscou um lindo chute de fora da área e guardou. O Palestra explodiu em festa! Com a “porteira aberta”, o palestrino imaginou que outros gols estariam a caminho… Só que, Luxa, medroso, resolveu segurar o resultado, e colocou Jumar, sacando Keirrison, que saiu vaiado. Meeeeeu Deeeeeeus! Que injustiça! Tá certo que K9, não vem tendo o mesmo aproveitamento, mas é o artilheiro desse time e o vice artilheiro da Libertadores. E, se era para tirar Keirrison, porque não colocou Ortigoza?

O técnico do Nacional percebeu que Luxa nem pensava mais em atacar, então quem atacou foi ele. E com que facilidade o jogador uruguaio achou seu gol. Sem marcação alguma, Santiago Garcia recebeu na área e só teve o trabalho de chutar. Nós, que precisávamos da vitória, para decidir no Uruguai com vantagem, ficamos no 1 x1, indigesto, indesejado… A torcida ficou desapontada, mas apoiou até o apito final. Mas não é que “meia dúzia” que ficava xingando Luxemburgo, tiraram o egocêntrico do sério? Ele nem levou em conta os milhares que apoiavam o time. Só deu ouvidos aos poucos (sempre tem) que criticavam. E, ao término do jogo, ele, que não quer ser chamado de burro, tentando explicar o inexplicável,  me saiu com essa pérola:

– PRECISÁVAMOS DE ALGUÉM PARA FAZER A DIFERENÇA. HOJE, NO FUTEBOL BRASILEIRO TIRANDO UM RONALDO, UM NILMAR, NINGUÉM TEM ESSE CARA QUE FAZ A DIFERENÇA.

Técnico estúpido e presunçoso! Você tinha quem fazia a diferença, lembra? Ele se chama Valdívia! E você fez questão de mandá-lo embora, com as bençãos da diretoria anterior.  Essa sua declaração só mostra que você está ultrapassado e não tem mais nada que o coloque acima dos demais técnicos.  Não adianta menosprezar os seus jogadores. Os que saíram, no começo do ano, faziam corpo mole. Os de agora não fazem a diferença. Cada hora uma desculpa para esconder as SUAS falhas. ESSE TIME, VOCÊ MONTOU, ESQUECEU? Chupa essa manga, mané! E trata de cair fora do meu time! Você já está fazendo hora extra no Palmeiras e recebeu muito mais do que merece, pelo pouco retorno que tem dado. Vamos decidir no Uruguai e sabemos que podemos sair com a vaga. Embora a gente sinta esse resultado como uma derrota, foi apenas um empate, como acontecia nos tempos de Felipão. Nós acreditamos nesse time. Acreditamos em Marcos. Só não acreditamos mais em você…

VAI BUSCAR O FELIPÃO, BELLUZZO! APROVEITA, PASSA NOS EMIRADOS E EMPRESTA O MAGO!
 

Correu, bateu… DEFENDEU, MAAAAAAAARCOOOOOOS!!

E pensar que alguns hereges andaram pedindo a aposentadoria do Santo… Do maior jogador da história do Palmeiras. Que sacrilégio! Ele, que já nos deu tanto,continua a nos enlouquecer de felicidade. Que orgulho, São Marcos de Palestra Itália! Você merece, não um busto, mas uma estátua em tamanho natural, lá no Palestra, atrás do gol; cenário onde a sua luz e o seu talento brilharam para o Brasil e o mundo, e onde você fez a ponte até os corações palestrinos. E pensar que um imbecil, de mente putrefata, o chamou de podre. Ah! O tempo é o senhor da razão… Que partida maravilhosa, perfeita, Marcos fez, numa noite em que o Palmeiras jogou tão recuado. Dio Santo! Eu quase morri do coração!

Nós sabíamos que lá na Ilha de Lost seria difícil. O Sport tem um bom time e nós já tínhamos saído da partida de ida, com um gol a menos de vantagem graças ao penalti em K9, que o juiz deixara de marcar. Prá dificultar ainda mais, Luxa, medroso, colocou o time atrás e novamente deixou K9 sozinho, na frente. Coitado! Ele ainda não tem a manha de ir prá cima do marcador. Mas é bom jogador. Sei não, mas acho que essa “fase” de Keirrison, tem ligação direta com o treinador. E, por não atacar, o Palmeiras sofreu  45 minutos de uma pressão danada. Mas, quando as coisa estão complicadas, deixa com o Santo, que ele resolve. Em altíssimo estilo! Paulo Baier teve três(!) chances de marcar. Marcos fez dois milagres e na terceira, cresceu prá cima de Baier que acabou errando ao tentar tirar do goleiro. A gente já pressentia que seria uma noite especial… Era cada defesa de tirar o fôlego. Que medo! Mas tivemos também um bom momento que, não fosse Magrão espalmar, teria sido um golaço de Maurício Ramos. E a gente torcendo: “Vaaaaai, Palmeiras!!!

Eu queria um gol para que não tivéssemos que sofrer tanto, mas Luxa não colocava o time no ataque. Eu não vi o jogo (só depois), fiquei ouvindo no rádio e nunca dá para saber ao certo o que rola em campo, mas estava botando a maior fé no Diego, que anda jogando muito e, com aquele tamanho e vigor, dá uma dor de cabeça danada aos adversários. Prá variar, eu estava rezando, pedindo ajuda para que os nossos garotos pudessem jogar o que sabem, e também pedia sorte. Mas dá até vergonha pedir para ter sorte, quando se tem Marcos. Quer mais sorte do que isso? O nosso Santo careca, é uma benção, uma dádiva! Mistura de homem e anjo, Marcos faz a ligação direta do torcedor com tudo o que é divino. Há tanto tempo vemos os milagres do nosso Santo e, ainda hoje, a gente não acredita em como é que ele consegue fazê-los. Ah! Deus te abençoe, Marcos!

Veio o segundo tempo e aí é que a adrenalina “pegou”.Tava na cara que ia ser mais pedreira.. Ao Sport, só a vitória interessava. E por dois gols, senão iríamos para a famigerada cobrança de  penâltis. Que não é loteria, não! É competência! No meu íntimo eu sabia que íamos passar, mas vai explicar isso para o coração… Primeiros minutos e eu já tremia inteira, pois sabia que agora a sorte seria selada. O Palmeiras até que estava melhor, mas o Sport continuava na pressão, empurrado por sua torcida. Sem nada ver, só ouvindo, eu quase tive um “treco”. Em uma defesa espantosa de Marcos, senti o mundo rodando e escurecendo… “Agora não, Deus, por favor! Quero comemorar a  classificação do Verdão.” Um pouco d’água e muitas lágrimas, enquanto respirava fundo, fizeram com que eu me sentisse melhor. O Palmeiras não jogava bem, mas eu achei que tinha aquela “pegada” de Libertadores. Jogando mal, Luxa errando muito, mas os jogadores buscando a bendita vaga. As defesas de Marcos eram de arrepiar, literalmente.

Quando o Nelsinho fez as três substituições, tirando o Baier (que bom!), fiquei esperando Luxemburgo “matar” o jogo, colocando o Palmeiras no ataque. Mas para minha decepção, ele tirou K9 e Diego Souza(!!) para a entrade de Ortigoza e Willians. “Ah, Luxa! Você tá de sacanagem!”  Que burrice! Porra, ultimamente, Diego tem sido “o cara”. Pobre coração palestrino… gueeenta! A Nação vivendo momentos de ansiedade sem igual. Cada jogo é uma “final”. Mas é assim que o campeão vai sendo “forjado”.

E se é para o coração palestrino ser testado, que seja em grande estilo. Aos 35′, o Sport consegue o seu gol. PQP!! Vamos para os penâltis. A não ser que a gente marque um gol. VAAAAAAI, VERDÃO!!! Que nervoso! “Deus, abençoe o Marcos.” O Palmeiras aguentando a pressão e, no finalzinho de jogo, Ciro mandou um balaço que o Santo defendeu e a bola ainda tocou na trave. Meu Deus, de que planeta veio Marcos? Ele é mais que humano, ele é divino! Seremos sempre seus devedores. Com suas magistrais defesas ele impediu que o Palmeiras fosse desclassificado nos 90 minutos. Que sorte termos Marcos. Que sorte tem Luxa, por ter alguém que o salve de suas cagadas. Eu decidi que nem ia ouvir quem ia bater, só ouviria o resultado de cada cobrança. Não aguento! Primeira cobrança e Magrão defendeu… não é possível! Marcos não jogou tanto para ser desclassificado. “VAMOS PEGAR, MARCOS!!” E ele pegou! E depois pegou mais dois e levou o Palmeiras à outra fase da Libertadores. A Nação explodiu em alegria, gritos, lágrimas, murros na mesa, rojões, abraços… E o canto, profano, ecoava para louvar  o Santo… PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, MARCOS!

VALEU, SANTO! A NAÇÃO TE AGRADECE, MAIS UMA VEZ! Agora, nós vamos correndo ouvir as suas tão divertidas e adoráveis entrevistas. E tenha certeza de que não vamos descer das nuvens de maneira alguma. Hoje, graças a você, é no céu que vamos dormir…

 

 

Caros amigos, me desculpem pelo atraso dos textos, mas a Cia Telefônica continua me deixando sem Speddy. Já reclamei na Anatel e no Procon, vamos ver quais serão os próximos capítulos. Saudações Clorofiláticas!

Eu ainda morro disso… Faz quase uma hora que acabou o jogo entre Palmeiras e Colo-Colo, e eu ainda não parei de chorar. Sem internet, eu nem sabia a escalação do Verdão. No começo da transmissão fui ouvindo os nomes de Wendel, Souza (que jogaram muito!)… e fui entendendo que time Luxemburgo colocara em campo. Prefiro assim do que assistir aos programas esportivos da TV ou ler as notícias nos jornais.

Eu fico tão nervosa em jogos dessa importância, que depois nem me lembro direito das jogadas. Parece que o cérebro muda de lugar e vai lá pro lado esquerdo do peito. É só emoção.

A gente precisando ganhar de qualquer maneira e a bola não entrava. Era a trave, o goleiroou a pontaria que teimavam em nos atrapalhar. Meu coração, que rendo pular do peito, esperava em qualquer lance, o gol do Verdão. Que aflição! Mas o Palmeiras estava bem. Só faltava o bendito gol. Tá certo que o Colo-Colo também teve uns momentos em que levou perigo ao gol de Marcos, mas, assim como nós, eles também não conseguiam marcar (graças a Deus!), e tinham a sua torcida pressionando. Isso nos era muito favorável, e para ajudar ainda mais, Torres se machucou e deixou o campo.

Os nomes passavam pelos meus ouvidos, Armero, Diego, Cleiton, Souza, Pierre, Keirrison, Wendel… e eu, no radinho, só imaginando o que acontecia em campo. “Ai, meu Deus, dai sorte ao Palmeiras!” O tempo passava, e nada do gol sair… O primeiro tempo passou voando e acabou num 0x0 que o Colo-Colo tanto queria. Vamos Verdão! No segundo tempo tempo a gente marca.

Começou a segunda etapa e eu estava confiante. Vai Diego! Vai K9! Prá cima deles, Palmeiras! A torcida palestrina era pequena, mas fazia muito barulho em terras de valdívia. O jogo tava pegado. Ninguém querendo facilitar o contra ataque do outro, e o tal de Munhoz defendendo tudo. Meu coração nem sabia mais em que ritmo bater, às vezes quase parava. A aflição virou desespero quando Marcão foi expulso. Com dez, íamos precisar de mais garra e muita sorte.  “Por favor, Deus,  dai sorte ao Palmeiras.” Torcendo as mãos, eu não para de andar prá lá e prá cá. Nem consegui respirar direito.

O tempo passando… 25′, 30’… Pierre saiu machucado. Socorro! Rezei tudo o que sabia, prometi corrigir todas as minhas falhas e, sem poder conter a aflição, chorava para aliviar o coração. “Por favor, Deus, um golzinho só.” Ficava pensando nos meus amigos do SOP, da Mídia Palestrina, que deviam estar como eu… Final de jogo e o Palmeiras resolveu jogar mais.  “Nossa Senhora, nos ajude. Só um gol”. “Vai, Palmeiras!”  Saiu Diego e entrou Ortigoza. As chances apareciam e… nada! ” Deus, permita que eu tenha essa alegria, por favor!”  Eu não sabia mais o que pensar, o que fazer. Saía no quintal, olhava pro céu e pedia ao Plano Astral que os ajudasse lá no Chile. Só um golzinho…

E ele veio! Aos 42′! Mágico, milagroso, na raça, de enlouquecer o mais sisudo dos palestrinos. E não foi um golzinho, não. FOI UM GOLAAAAÇO! Um chute maravilhoso de Cleiton Xavier, quase do meio do campo. Ele se livrou do marcador e, iluminado, com a força de todos os Santos e anjos que os palestrinos do mundo todo invocaram, chutou e ficou olhando olhando a bola morrer no ângulo esquerdo de Munhoz (ou seria Muñoz?). Obrigada, meu Deus! Que alegria! Agora a gente tinha que segurar o resultado de qualquer maneira. “Põe todo mundo prá defender, Luxa!” “Boa sorte, Marcos!” “Força, Danilo, guenta aí Maurício Ramos!”. O Palmeiras que estava quase fora daq competição, ia agora se classificar, na raça! Faltavam apenas alguns minutos. “Acaba logo, juiz!” Quase meia-noite e os corações palestrinos batendo mais forte e unidos, do que nunca. 46’… 47’… 48’… ACABOOOOOOOOU!!!!!!!    CLASSIFICADOS, BARALHO!!!!

Que sensação maravilhosa! As linhas palestrinas congestionadas. Ainda bem que o meu telefone foi finalmente ligado (O Speddy, não). Todo mundo ligando pros amigos, pros pais, pros filhos… Uma vitória da raça, do empenho, do time escalado como se deve. Uma vitória com gosto de milagre, que remonta há dez anos atrás… Foi desse mesmo jeitinho, na raça, e com uma boa dose de milagres, que conquistamos a primeira e tão sonhada Libertadores. Que venha a segunda! Já sabemos direitinho como comemorar.

VALEU, CLEITON!    VALEU, PALMEIRAS! E QUE VENHA O SPORT!

 

Nenhum torcedor, por mais crítico ou reclamão que seja, esperava pelo que aconteceu ontem. O Palmeiras de Luxemburgo tomou um baile do time chileno, em pleno Palestra Itália…

Cheguei mais cedo ao estádio, em tempo de ver o time desembarcando. Desceu Della Monica, depois Belluzzo, seguidos pelos jogadores. Outros ares e outros tempos no Palmeiras. Pena que não permitam que os torcedores sequer vejam seus ídolos. Blindagem totalmente desnecessária. O Palestra estava quase vazio e os torcedores vinham chegando…  do trabalho, de suas casas, correndo, ansiosos e esperançosos. E quanta camisa verde, quanta gente diferente que fala uma com a outra e ri, brinca, na intimidade de quem pertence a uma mesma família.

Palestra lotado, a torcida em festa recebe seus craques, só o time chileno é que demora demais a subir pro campo. O jogo teve início e o Palmeiras já foi prá cima sufocando o Colo Colo. A velocidade de Willians parecia ser a arma do Verdão. Primeiros minutos, Edmilson é agarrado na área, mas o juiz fez que não viu a infração. Alguns minutos depois, Willians é derrubado quando ia sair na cara do goleiro, sozinho. O juiz,  que chegou a pegar o vermelho no bolso, apenas deu amarelo. Trio argentino, era de se esperar… Nem o penalti claro em K9 (bem na minha frente) ele marcou… e quantas faltas pro Palmeiras deixou de ver, também.

Mas o Palmeiras não estava bem. E foi perdendo o ímpeto inicial rapidamente, por conta de suas falhas. Graças às escolhas de Luxemburgo (que me fez lembrar do Leão), entramos em campo, num jogo de Copa Libertadores, sem laterais. Capixaba pode muito bem ser trocado por um cone, sem prejuízo ao time. Não apóia, não marca e cruza péssimamente. Marcão, no lugar de Armero, também não deu nada certo. Pobre Pierre… sozinho lá no meio segurando as pontas. O Colo Colo ficava só na marcação, fazendo cera, dando mostras que viera buscar o empate. E se não tínhamos
marcação, tava na cara que o caminho até a defesa era uma baba. Danilo e Maurício são jogadores comuns (Gustavo era muito melhor), Edmílson é bom, inteligente, mas não tem mais pique para ficar correndo atrás de atacante. Quem tinha que fazer isso eram os outros e deixar o Edmílson na sobra.

Se do meio prá trás, as coisas estavam horrorosas, lá na frente não era diferente. Diego, não fazia nada e o pobre do K9, marcadíssimo, nem via a cor da bola. Xavi também estava num dia bem ruim. Bruno já tinha feito dois ‘milagres’; as coisas não iam bem A gente, na arquibancada, não conseguia acreditar no que via. E nos perguntávamos: “cadê aquele time veloz, perigoso, inteligente?” E aos 44′, Lucas Barrios marcou para o time do Chile. Tava anunciada a trágédia… Mas o torcedor sempre acredita, né? E eu acreditava. E todos os outros milhões de palmeirenses, acreditavam, também. Luxa vai mudar, não é possível que ele esteja contente com Capixaba e Diego. Mas eu torcia para que ‘baixasse’ um Arce no nosso lateral e um Edmundo, no camisa sete.

Veio o segundo tempo e, para quem queria o Capixaba e  Diego fora, sobrou a frustração. Maurício deu lugar à Jumar, e Marcão à Jefferson. Que lambança! Jefferson é muito ruim e Jumar não jogou nada. Não sei que análise Luxemburgo fez do time do Colo Colo para preparar o Palmeiras. Aos 4′, Melendez (que já tinha amarelo) foi expulso por falta em Willians. A Nação exultou! Agora a gente ia prá cima. Eu chorava de nervoso. Mas aos 9′ o Colo Colo ampliou. O Palmeiras não reagia, não cruzava bolas da linha de fundo e só tentava bolas alçadas de longe. Que grande equívoco. Apenas Pierre lutava com ‘unhas-e-dentes”, e mesmo diante do futebol ruim do time, a torcida reconheceu o gigante em campo, que foi ovacionado. De arrepiar!

Com dois “no lombo”, Luxa finalmente resolveu tirar ‘Capicone’ e chamou Lenny. Coitado do garoto, já entrava com a pressão de ter que consertar a desgraça. Sete minutos depois, no único cruzamento certo, K9 descontou de cabeça. O Palestra explodiu!  A gente acreditava na virada. Podia-se sentir no ar a energia que a torcida desprendia. Eu não conseguia parar de chorar. A única forma de aliviar o coração tão apertado. Ainda agora enquanto escrevo, as lágrimas molham meu rosto. Eu torci, cantei, chorei, rezei, fiz promessas… mas só recebi a dor de ver nossas bolas na trave, passando perto, e mais uma do Colo Colo, na rede. Estava liquidada a fatura. Que saudade eu senti do Felipão… Mas se serve como consolo, em 99 perdemos  duas partidas, também e nos classificamos em segundo, no grupo. Sabemos que é muuuuito difícil, mas não é impossível. A nós, só resta torcer, que é o que fazemos melhor. E vamos tentar aprender e ‘lucrar’ com a noite de ontem ,quando o Expresso das Perdizes atropelou seu próprio torcedor…

“… Mas é preciso ter força,
              É preciso ter raça,
                    É preciso ter gana sempre…”
                                        (Milton Nascimento/Fernando Brant)

É hoje, galera! O Palmeiras novamente em campo, e dessa vez pela Libertadores!

O Expresso das Perdizes vai prá cima do Colo Colo!! O Palestra vai ferver! Eu estarei lá, e depois conto tudo prá vocês, ok? Já estou com um friozinho na barriga, danado. Mas não é de medo, é de ansiedade prá ver K9 e Cia em ação. Até o Mago vai estar torcendo. Pena que o Armero não estará em campo. Mas Marcão vai substituí-lo, então não temos com que nos preocupar. E o nosso Santo foi relacionado, quem sabe possa ir pro jogo. Mas, seja Marcos ou Bruno, sabemos que a nossa meta estará bem guardada.

Torçam muito amigos! Precisamos dessa vitória que vai ser o ponto de partida da conquista do BI da Libertadores. Então,vamos todos ao Palestra! Não importa onde cada torcedor esteja, se em casa, no trabalho, na rua… O nosso coração, pensamento e alma estarão na nossa casa, lotada, festiva, cheia de gente de camisas verdes, verde-limão, com bandeiras, sorrisos e muita energia para empurrar o Verdão e vibrar com os gols do “Nostro Bambino D’Oro”. Botem a cerveja prá gelar amigos… O PALMEIRAS VAI JOGAR!!!

Saudações Clorofiláticas!