Nossa! O Palmeiras perdeu e até parece que foi uma catástrofe. Nenhum de nós queria esse resultado, é verdade. Mas foi absolutamente normal. A nossa molecada, que nunca encarou uma parada dessa, até que deu conta do recado. Ninguém tremeu, ou se escondeu. Alguns ficaram perdidos na marcação adversária, como foi o caso do K9. O time da LDU, mais malandro e experiente, tirou proveito das jogadas aéreas. O Palmeiras, se não estava brilhante, também não estava morto em campo, não. Lutou e buscou o tempo todo. Eu gostei da postura do Verdão em Quito e acredito que o aprendizado da derrota de hoje, nos será muito útil nas vitórias que iremos buscar  amanhã. E temos que levar em consideração que, um adversário melhor que o Potosí, nos faria ter que correr mais, marcar mais, e estávamos na altitude, não é mesmo? Então, perdemos por causa da altitude? Claro que não, mas ela era mais um para combatermos e limitava o belo futebol do Palmeiras,que vem encantando a todos nós.

O jogo já começou atrasado. O Palmeiras que tinha feito seu aquecimento, teve que esperar 15 minutos até que retirassem a ‘tonelada’ de papel que a torcida local (bem América Latina, mesmo) jogara  no campo. O jogo, em seu início, mostrou a LDU melhor e o Palmeiras ainda meio tímido, com posse de bola, mas errando muitos passes. Eu estava nervosa prá caramba e  imagino que a nossa garotada estava pelo menos ansiosa e ainda tinha a história da bola mais rápida. Vai ver por isso errávamos os passes de curta e longa distância. Até os 10′ a LDU criou duas chances praticamente seguidas. Um arremate de Bieler, com uma grande defesa de Marcos, e uma cabeçada de Campos que raspou a trave palestrina. Aos 11′ um torpedo vindo da intermediária, obrigou Marcos a mais uma grande defesa. Aí o Verdão começou a se acertar em campo e as suas jogadas usuais até começaram a aparecer.

O nosso futebol crescendo e quem marcou foi a LDU. Saco! Bola levantada na área do Palmeiras e Calderón, IMPEDIDO, cabeceou pro gol. Isso sem falar na falta em Armero que o juiz não marcou, dando prosseguimento à jogada que resultaria em gol. PQP! Normalmente já é difícil; desse jeito então… Mas eu tava botando fé no Verdão. Não era um futebol brilhante, mas o Pameiras buscava. E não demorou muito. 4 minutos, apenas. Diego mandou um torpedo, o goleiro rebateu e Willians chegou para marcar seu primeiro gol com a camisa esmeraldina. Ah, moleque! Prá mim, foi lindo ver o garoto que era ‘corredor descalço’ em Aracaju, mostrar competência diante da campeã LDU, em sua própria casa.

O jogo estava movimentado, mas tem dia em que não é prá ser…  Aos 34′, Ambrossi lançou na área; Edmílson fez a cobertura mas, numa infelicidade, Marcos decidiu (acho eu) sair com os pés ao invés de agarrar a bola. Uma fração de segundo, uma decisão errada e tomamos o segundo gol. Ele que já tinha feito grandes defesas, acabou imerecidamente sendo o responsável pelo gol. E não acredito que Bruno teria feito uma partida melhor. Mas eu disse que o Palmeiras buscava… Segundo tempo e num 4-4-2, Maurício deu lugar a Marquinhos. O resultado logo apareceu. Xavi numa cobrança de falta, levantou na área e encontrou Edmílson livre para cabecear e empatar. Era o Palmeiras mostrando que tem cacife para uma Libertadores, sim senhor!!  E já estava melhor que a LDU. Luxa ainda colocou Lenny e Evandro. Pena que numa cobrança de falta, Manso colocou no ângulo, sem defesa e colocou a LDU à frente mais uma vez. O Palmeiras ainda assim esteve melhor, mas aos donos da casa coube dar uma ‘freada’, fazer o seu jogo e garantir o placar.

Podemos escolher discutir sobre a falha do Marcos; os erros defensivos; a afobação do Danilo, a “ausência” de Capixaba; a “palidez” de Evandro; sobre como o Diego segurou a bola excessivamente; como o Marquinhos (sem ritmo) errou alguns passes ingenuamente; sobre o erro de Luxa em não colocar mais um volante após o gol do Edmilson,  mas eu prefiro ressaltar que não nos acovardamos e lutamos até o final. E não pude deixar de lembrar de Palmeiras x Guaratinguetá no Paulistão 2008, quando tomamos três gols, as críticas se fizeram duríssimas; mas o Verdão mesmo derrotado, mostrou o perfil do time que viria a conquistar o Paulistão. Oxalá a história se repita… Eu boto fé nesse time! E você? 

Falaram tanto da altitude. Avisaram tanto sobre os perigos de se jogar em Potosí, onde o ar é rarefeito, a respiração fica curta, o nariz sangra, o jogador tem náuseas, vômitos, dores de cabeça.. A imprensinha tanto alardeou, que o Real Potosí não perdia lá, que tinha goleado “fulano”, batido  “sicrano” e, quem sentiu mesmo, foram os donos da casa. O Palmeiras se preparou para enfrentar a altitude, mas os bolivianos não se prepararam para enfrentar a  ATITUDE. Essa sim, a grande responsável pela vitória palestrina na cidade mais alta do mundo.

A gente sabe que a 4000 mts é muito mais difícil; que fica por volta de 40% menor, a quantidade de oxigênio no ar e que até mesmo o trabalho dos goleiros é prejudicado. A pressão atmosférica é menor, a bola enfrenta menos resistência e preserva sua velocidade por mais tempo. Mas, existem formas de minorar esses efeitos e, além disso, existe algo chamado “superação”. O Palmeiras precavido, cuidou direitinho da preparação do elenco e o que vimos em campo foi um time tranquilo, focado, inteligente, que soube dosar as forças para administrar a partida, correr na hora certa, superar as dificuldades e buscar a classificação.

E, afinal, já entramos em campo vencendo por 5 x 1, não é mesmo? Não éramos nós quem tínhamos que correr. Isso era trabalho do Potosí, que até tentou, nos minutos iniciais. Mas, qual condor que sobrevoa as altas montanhas, à espreita de sua presa, o Palmeiras, focado na marcação, passeava pelo gramado à espera do momento oportuno. E ele veio, aos 29′, numa bola trabalhada por Armero, K9 e depois Xavi. O  camisa 10 esmeraldino,  só fuzilou pro gol. Knock Down! O Potosí, presa fácil, incapaz de reagir, ficou com medo de acabar levando uma goleada em seus tão decantados domínios. Preocupado em se defender, em evitar contra-ataques, ficou perdido em campo. Sorte nossa!! Não tinha bola aéra que nos preocupasse, afinal lá estava Edmilson, comandando a eficiente  zaga palestrina. No meio tinha Pierre que, qual um cão-de-guarda, roubava todas as bolas que passavam por ele. O perigoso Armero pela lateral e, mais à frente o Quarteto Fantástico Versão 2009:  Xavi, Willians, Diego e Keirrison. Qual é o time adversário que dá bobeira com esses quatro juntos? E, mesmo quando sai um e entra Lenny, por exemplo, nada muda. O ataque continua insinuante, perigoso… mortal.

E ontem não foi diferente,Lenny entrou e a movimentação ficou até melhor. Tocamos bem a bola até que, aos 29′ (de novo!) da etapa final, num vacilo da zaga atordoada com a eficiência do Verdão, K9 roubou a bola, driblou o goleiro e fechou a conta. O pobre comentarista do Sportv, que já tinha chamado a nossa zaga de frouxa, que criticara Armero; agora voltava a sua bateria contra o time do Potosí que, segundo ele, é amador, o pior da competição… uhauhauhuahuah Mas, no começo da transmissão, eles não eram perigosos??

Esse é o Palmeiras! Que coloca adversários e comentaristas tendenciosos em seus devidos lugares. Que joga nos Andes, sem doses extras de oxigênio e como se fosse em casa! Que me fez sentir um orgulho desgraçado de ver com que competência foram buscar essa vaga. E que saiu inteiro,mostrando que tem muito mais coisas nesse time, além do talento. Agora é o Santos quem sobe a serra prá bater de frente com o Expresso das Perdizes. O Palestra vai ferver!
OLÊ LÊ, OLÁ LÁ, KEIRRISON VEM AÍ E O BICHO VAI PEGAR!!!

É hoje, palestrinos!!

O time do Palmeiras  subiu a montanha e vai voar como se fosse um condor. É o Verdão buscando a sua vaga para a primeira fase da Libertadores! O horário é meio ruinzinho: 23 hs. Mas a gente nem liga. Afinal se o Expresso das Perdizes (como diz o Mássimo), subiu os 4000 mts da Cordilheira dos Andes, a gente fica grudado no radinho, na TV, na net, onde quer que seja para ver mais uma vitória do nosso amado Palmeiras. Pode até perder, mas de pouquinho, hein? Mas eu tô acreditando muito “nei nostri ragazzi”. Nem os bolivianos acreditam em uma “virada”. E você, o que acha?

Será que Capitão América (Edmilson), K9, Xavi, Lennysteroy, Armero e Cia, vão sentir os efeitos da altitude? Ou será que o nosso Expresso das Perdizes vai atropelar todo mundo lá na Bolívia? Dessa vez o planejamento me pareceu perfeito, e temos delegação completa na Bolívia, depois de termos batido brilhantemente a Macaca, pelo Paulistão. Pesando a favor do time boliviano, além da altitude, está a temperatura, por volta dos 5 graus (depois de vários dias no forte calor de Sucre), e a volta do  atacante argentino Chelo Fernández, que foi liberado pela AFA (Associação de Futebol Argentino),  podendo atuar contra o Palmeiras. Com a possível estreia do jogador, o técnico Vladimir Soria terá todos seus jogadores a sua disposição. O Verdão que vai à campo, parece que será o mesmo que vem jogando no Paulista. Aquele time veloz, insinuante e mortal, que aposto até as lhamas  andinas vão querer ver jogar hoje. Apesar das possíveis dificuldades, temos tudo para sair de lá classificados e partimos em busca do  tão sonhado BI.

Auguri, Palestra! No topo do mundo,  para começar a conquista da América!! Estaremos todos aí com vocês, de coração, pensamento e alma!

“Quando voa o condor, com o céu por detrás,
             Traz na asa o sonho, com o céu por detrás,
                      Voa condor, voa condor, que a gente voa atrás,
                                             Voa atrás do sonho, com o céu por detrás…”

                                                                  Oswaldo Montenegro

Cheguei em casa às 18:00hs, depois de ter passado a tarde toda “batendo-perna” em algumas compras. Era só o tempo de tomar um banho,comer alguma coisa, vestir o manto e sair. O jogo seria às 20:30hs e teríamos casa cheia. Depois de muita correria (o dia todo!) consegui sair de casa às 19:00hs. Já fui pensando na Marginal parada, na procura por vaga no estacionamento, nas filas para entrar… Ai meu Deus, será que vou chegar a tempo? Mas, para minha surpresa, não houve problema algum. Marginal livre, a vaga no estacionamento de sempre, não havia fila no Palestra. Uma beleza! Nem a chuva anunciada, apareceu. Tinha uma lua linda no céu. Acho que até ela, queria ver o Palmeiras jogar…

Cheguei, uffa! Vou descansar um pouco antes do jogo começar… Descansar? Que nada! A torcida parece ter  outros planos… Cantar e pular!  Tô nessa, afinal é o Palmeiras na Libertadores! O clima vai se formando. O torcedor está animado. Ganhar a gente sabe que vai, mas precisamos golear. Depois lá na altitude o bicho vai pegar. Eu estou bem ansiosa para ver de perto o novo Palmeiras. Essa hora não passa!! Só os gordinhos do Potosí é que estão fazendo aquecimento. A torcida nem liga muito prá eles. Mas, eis que os ponteiros do relógio andam e os donos da festa chegam!! O Palestra explode! O céu fica colorido de fogos de  artifício. Lindo!! A torcida começa a gritar os nomes de cada um. Os novos jogadores, parecem até que ficam esperando pela sua vez para acenar e agradecer. Quanta gente nova de camisa verde, está em campo…

O jogo começa e o Palmeiras já se mostra arrasador! Aos 3′, Xavi faz bela jogada, invade a área e cruza rasteiro para K9 fuzilar pro gol. Só tive tempo de ver o número 9 sair pro abraço. O time é tão veloz que se a gente bobear não vê as jogadas todas. Só dava o Verdão em campo. Eu estava literalmente arrepiada vendo o Palmeiras jogar. Um time leve, que facilita o toque de bola rápido e a marcação. Uns jogadores “lisos”.  E o Edmílson? Nunca pensei que ele fosse jogar tão bem. O cara esbanja categoria e faz cada lançamento de babar. Pierre, é o nosso pequeno gigante.  Armero também fazia uma excelente partida. Melhoramos muito a lateral-esquerda, viu? Ele desce sempre com perigo e vai prá cima. Maravilha!  Aos 20′, Willians (que joga prá caramba), encarou a defesa, entrou na área e sofreu penalti. Adivinhem quem bateu?? Keirrison, claro! Quatro gols em três jogos. Tava tão fácil que o Palmeiras acabou se desconcentrando. Deram uma vacilada e o ridículo Potosí conseguiu deixar o seu. Eu nem vi. Em meio à milhares de camisas sendo agitadas ao alto, foi impossível ver a saída esquisita do Marcão e a bobeada da zaga. Que saco! Agora era golear, ou golear…

Depois do “susto” o Palmeiras botou as cartas na mesa outra vez, e tinha todos os Ases. O Verdão até que tentava chamar o Potosí pro jogo prá tentar um contra-ataque veloz e mortal. Bobagem, os caras estavam plantados na área. Não adiantou deixarem de marcar um penalti a nosso favor; não adiantou o bandeira dar impedimento inexistente em jogada de Willians. O torcedor queria mais, o time queria mais…  Já no final do primeiro tempo, Xavi, o garçom, cruzou na área e Diego, que vem melhorando a cada partida, se antecipou à zaga e guardou, de cabeça. A galera foi à loucura!! A minha garganta já doía prá caramba, de tanto gritar e torcer. No segundo tempo, com certeza a goleada viria. E veio! Mas também não era prá menos. O time do Palmeiras está rápido demais, com uma movimentação que, se deixa o torcedor meio desnorteado, tentando acompanhar, imagina o que faz com os adversários. Aos 13′, Xavi mandou um chute cheio de veneno, enganou o goleiro e fez o quarto do Palmeiras, quarto do camisa 10 em quatro partidas.

“CAIU NA REDE É PEIXE, Ê Ê Á, O VERDÃO VAI GOLEAR”, cantava o Palestra Itália. E foi cantando que o Palestra viu Xavi (sempre ele) cruzar na área e o nosso capitão Edmilson cabecear e fechar a conta. Palmeiras 5 x 1 Real Potosí.  A torcida saiu sorrindo, cantando; eu saí feliz, rouca, com dor de garganta, cansada prá caramba,mas fui dormir leve, tranquila e sonhar com Edmílson, Armero, Willians, K9, Xavi… e com o Marcão, lindo de camisa branca…

Hoje, 16 de Junho de 2008, está fazendo nove anos que o Palmeiras conquistou a América e a Libertadores. O texto que segue, foi escrito por mim (quando eu ainda não era a Clorofila), exatamente na tarde daquele dia, e é a maneira que eu agora encontro de comemorar e relembrar…

Acordei sem vontade de sair de dentro de mim mesma. Mas a vida me chamava para o lado de fora. Tomei café, fucei um pouco no computador e fui cuidar da vida…

Dar leite à filha, arrumar a desordem da sala. Uns poucos minutos e eu já me adequara à vida do dia 16 de Junho de 1999.

Um aperto insistente no coração me fazia lembrar a todo momento que, finalmente o dia da Decisão da Libertadores havia chegado. O Palmeiras precisava vencer.

Rezei, pedi a Deus que me abençoasse com essa imensa alegria.

Infelizmente não vou poder estar lá à noite. Não consegui ingressos e na porta do Palestra Itália, ontem à noite, um cambista me pediu 80 reais por um ingresso que custa 15, pode? Sem falar na grande quantidade  de ingressos falsos –  esse é o problema – que aparecem em grandes jogos.

Eu não vou estar lá…mas o meu coração, a minha alma, minha energia vital, com certeza lá estarão.

Fecho os olhos e, de repente, estou chegando ao estádio…

A multidão de pessoas nas ruas, a dificuldade de estacionar os carros. O trajeto até o portão, as conversas paralelas, a esperança, forte, densa, impregnando o ar. As ruas em verde-e-branco, rostos pintados de verde-e-branco, bandeiras, camisas, crianças, chapéus… Tudo é verde-e-branco, com um grande “P” junto ao coração!!

Sinto o cheiro das barracas de comida, da cerveja vendida nas ruas. Nos portões, os costumeiros empurra-empurra. Revista das bolsas, dos corpos dos homens. Algumas pessoas costumam levar armas para os jogos, onde a única atividade é a diversão. Passo pelas catracas eletrônicas, dou a bolsa para a policial revistar e…..pronto!! Agora é só me apressar para conseguir sentar no lugar de sempre: arquibancada lateral, quase no meio do campo, um pouco mais próximo das piscinas. Caminho apressada, segurando as mãos do meu companheiro de jogos e de vida.As pernas querem correr e vou puxando o meu companheiro.

Os torcedores gritam nas janelas dos vestiários do Palmeiras: É CAMPEÃO!!!

As pessoas não podem ver os jogadores, mas, como é de praxe, gritam mesmo assim, pois sabem que eles estão ali:

– PEGA TUDO, MARCÃO!!
– SEGURA ELES, CLÉBER!!
– EÔ, EÔ… EVAIR É UM TERROR!!
– ARREBENTA, PAULO NUNES!!
– VAI PRO GOL, OSÉAS!!

Eu também grito: “Força, gente! No peito e na raça! Vamos lá, Zinho!”.

Com um nó na garganta e olhos úmidos corremos para a arquibancada. Sentamos, ufa! Agora é só esperar. Faltam duas horas e meia para o início da partida. Os refletores estão acesos. O Palestra Itália brilha em verde-e-branco, com o Palmeiras no coração.

Que coisa linda! Os torcedores fazem a “ola”, se dão as mãos, se abraçam, se beijam e dançam cantando o hino do clube. É de arrepiar!! A emoção sai pelos poros. O coração bate diferente, no ritmo das arquibancadas. Meus olhos marejam e minhas mãos tremem…

O jogo vai começar… Todos os olhos se voltam para a boca do túnel… De repente, uma pequena criança com o uniforme do Palmeiras aparece seguida por outras, e logo depois todo o time chega.

O Palestra explode, estremece! Fogos, gritos, palmas, assobios, fumaça, lágrimas de emoção… São tantos os fogos que as pessoas quase ensurdecem. A fumaça verde cobre o gramado e os torcedores.

Os jogadores se dão as mãos e se apresentam à torcida. Ela os saúda com um grito que ecoa pelos ares: É CAMPEÃO!! Os nomes de todos os jogadores são gritados um a um, à exaustão. Estes, respondem aos torcedores com acenos, gestos de garra, de confiança, batem no peito… a  mágica conexão time e torcida é estabelecida…

A partida tem seu início e todos se calam, aguardando… Todas as pessoas nervosas, respiração pesada, coração aos saltos, olhos quase pulando pra dentro do campo. O Palmeiras joga fácil, mas os jogadores estão nervosos, também. Querem decidir de qualquer maneira e se atrapalham um pouco. Mas eis que numa jogada pela ponta, a bola é cruzada na área e quem aparece? Oséas, claro!  Tinha que ser! E ele manda pro fundo do gol.

GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!!!!!

O Palestra Itália explode em verde-e-branco!! O mundo é verde-e-branco!! O maior amor do mundo é verde-e-branco!!

De repente, alguém me pergunta:
– Já chegou “O resgate do soldado Ryan”?

Só então me dou conta que estou na minha loja de locação de filmes e não num estádio de futebol. Não estou no Palestra…

Estava sonhando acordada e, como em todo sonho, acordei na melhor parte. Não! Peraí! A melhor parte será com certeza à noite, quando Oséas fizer o seu gol, de verdade, real. Quando os anjos do céu, reunidos,(tomando o seu leitinho Parmalat), fizerem coro com a torcida, pedindo:

– FICA, FELIPÃO!! E VAMOS JUNTOS GANHAR TAÇA NO JAPÃO!!!”

Parabéns, Palmeiras! Que muitas outras Taças, importantes, legítimas, venham fazer parte de sua maravilhosa Sala de Troféus.

A Nação Palestrina agradece, mais uma vez.