TCHUUUUUPA, JUIZ! AQUI É PALMEIRAS!!

Jogo da volta contra o Inter, e valendo vaga nas quartas de final da Copa do Brasil…

O  Palmeiras, depois da vitória por 1 x 0, no Allianz , levava para o sul a vantagem do empate.

Jogar pelo empate pode acabar sendo perigoso, e quase sempre traz alguma dor de cabeça. Ainda mais, quando a partida é o jogo do ano, o jogo da vida para o adversário, quando ele está trocando de técnico (isso sempre dá um gás novo). No frio na chuva, Inter e Palmeiras, como em 2015, disputariam uma vaga na Copa do Brasil… O Inter jogava todas as suas fichas de 2017 nessa partida. Rebaixado à Série B no último Brasileirão, se fosse eliminado da Copa do Brasil, só lhe sobraria a segundona mesmo, onde amarga uma 12ª posição. Claro que não seria fácil… mas com empate, com vitória,  fosse como fosse, o importante era o Palmeiras sair do sul classificado.

Não “mi” gostei muito da escalação do Cuca, do time cheio de volantes e sem alguém para armar o time… pelo visto, nossa estratégia ia ser só a bola aérea… Por outro lado, ele parecia querer reforçar a marcação ao colocar Tche Tche, Jean e o Pitbull e isso poderia nos ser benéfico, mas eu preferiria o Thiago Santos nessa trinca, porque ele costuma desarmar mais que chuveiro elétrico no frio, e o Inter – podíamos apostar nisso -, iria vir pra cima do jeito que desse e pudesse.

Já de cara,  numa jogada toda errada e infeliz de Dracena, que tocou de cabeça pra trás buscando Mina,  mas deu a bola de presente pro adversário, quase o Inter abre o placar. Só não marcou o gol porque Prass salvou com o pé…

Os gaúchos pareciam colocar mais  intensidade na partida, e Prass começava a aparecer no jogo… E não demorou muito pra termos uma grande dor de cabeça… Depois de roubar a bola no meio de campo, avançar com  ela, Edenílson, tocou para D’Alessandro receber sozinho na entrada da área, dominar, e mandar pro fundo das nossas redes. Zé e Dracena, que poderiam ter tentado dificultar para D’Alessandro, também estavam marcando Edenílson, que já tinha Mina em seu encalço.

O Palmeiras não se achava em campo, errava muitos passes… Dracena, que já fizera 10 partidas como companheiro de Mina na zaga e perdera só uma,  não estava num bom dia. Mas depois do gol, o Verdão pareceu reagir… Aos 17′, num lance rápido, Guedes recebeu belo passe de Dudu,  avançou na área e meteu pro fundo do gol. O juiz Ricardo Marques assinalou impedimento (os televisivos, vasculharam, vasculharam, e acharam um pedaço de calcanhar impedido)…

Eu achei estranho juiz e bandeira assinalarem impedimento, e com tanta certeza… no início da  jogada, quando a bola já está no pé de Dudu, o jogador do Inter dá totais condições ao palmeirense…. na hora do passe, uma fração de segundo depois dessa”total condição de jogo de Guedes”, eles estão na mesma linha… Numa fração de segundo juiz e bandeira veem o colorado dando totais condições e logo em seguida os dois na mesma linha… e categoricamente assinalaram impedimento? “Visão de águia”, hein? Hmmmm…

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É vôlei, seu juiz?
Três minutinhos depois, Willian tenta o chute a gol, mas Léo Ortiz corta com a mão e, na sequência do lance, toca a bola de novo com a outra mão. E não teve “visão de águia” nenhuma. Dois toques num mesmo  lance… braço longe do corpo… isso não é discutível, não  é polêmico… a regra é clara: é pênalti. Mas o árbitro Ricardo Marques, que estava pertinho do lance, e viu tudo, mandou seguir…

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Em  menos de 5 minutos, Ricardo Marques, o juiz do jogo, resolvera tirar do Palmeiras o gol de empate e também, quem sabe,  o da virada de jogo… Deixar de marcar um pênalti desse é só por muita vontade de deixar de marcar, de querer ignorar a regra, não é? E isso porque era um mata mata, valendo vaga nas quartas de final… Que vontade de esganar o filho da mãe. Uma lambança as arbitragens no Brasil, uma roubalheira, e, enquanto isso, Marco Polo Del Nero, o presidente da CBF, a entidade que deveria zelar pela lisura dos campeonatos, muito provavelmente estava escondido embaixo da cama com medo de ser preso, por corrupção, pelo FBI.

O Inter, inflado pelos seus quase 35 mil torcedores, vencendo o jogo, e tendo o juiz por companheiro, vinha pra cima em seu “jogo do  ano”. O Palmeiras, embora tentasse, não fazia nada de efetivo, não criava, não assustava o goleiro do Inter e, ainda por cima, perdia Dudu, que sentia dores na coxa. Keno o substituiu.

O Palmeiras precisava só de um golzinho, mas nada de  chegar no gol adversário no primeiro tempo…

Na segunda etapa, o Palmeiras  voltou com Thiago Santos no lugar de Dracena, Felipe Melo iria para a zaga… Ok, que é uma opção, mas prefiro o Pitbull em sua posição costumeira.

Já no comecinho, jogada perigosa do Inter… e quase que o tal de Sasha fez…

A gente esperando a reação do Palmeiras, mas quem fez gol foi o Inter, aos 10′, e abriu 2 x 0.  Que “brincadeira” de mau gosto, Palmeiras. Eu ficava dividida entre o “já era” e o “vamos marcar” que parecia gritar dentro de mim…

Cuca chamou Borja para o lugar de Guedes… Com um estrago de 2 gols de diferença e sem um meia no time, não ia ser tão fácil pra ele. Tadinho… pedi a Deus que iluminasse Borjão da Massa…

Já passava dos 20′ e nada do Parmera marcar… e o Inter fazendo o seu  “jogo do ano, vinha pra cima e também marcava muito o Palmeiras… Aos 22′, D’Alessandro cometeu pênalti em Zé Roberto… imagina se o  juiz deu? Maledeto! E olha que até na TV  – que nunca vê nada a favor  do Palmeiras – mostraram o replay mais de uma vez e falaram que foi… e tinha sido mesmo.

Difícil assim… Num jogo em que muito pouco criamos, que raras vezes chegamos com perigo, quando a gente chega, o juiz nos dá uma rasteira?

A adrenalina estava a milhão. Eu mal  conseguia assistir ao jogo. Já tinha nas mãos o meu terço benzido, o terço das “emergências”… e já não conseguia parar diante da TV… entrava e saía da sala o tempo todo… resolvi deixar o terço na frente da TV… e quase o Willian fez… o goleiro do Inter defendeu com o queixo.

As chances do Palmeiras começavam a aparecer… num vai e vem incessante, eu ia na sala só pra dar uma passadinha de mão no terço, uma espiadinha no jogo (só assistia quando o Verdão tinha posse de bola) e voltava. Acredita, Verdão!

Não termos tomado gol em casa nos dava a chance de conseguirmos  nos classificar apenas fazendo um gol e não tomando mais nenhum. Senti uma coisa tão diferente, uma energia tão forte, uma força… Sei lá, senti que o gol ia sair…  A energia era tanta que eu chorava, mesmo sem querer…

Quando o Inter ia pro ataque, eu saía da sala e ia rezar em outro lugar. Quando era o Palmeiras com a bola, eu corria lá pra ver…

O tempo passando… o Inter já ficava todo no campo de defesa para tentar impedir o nosso gol… Força, Palmeiras, vai que dá!

Falta para o Palmeiras… Jean vai cobrar… Agora, Jean, capricha!  Bola levantada na área… os parmeras todos sobem, se movimentam, e a bola vai parar… dentro do gol! Glória a Deus!!

Gol do Palmeiras, p@rra!! Jogadores saem correndo, comemorando … e eu quero saber quem fez… Thiago Santos é quem está  no meio do abraço gigante… Thiago Santos é o nome do gol palmeirense… O replay mostra, Jean cobra a falta, Mina sobe mais que todo mundo, mas a bola passa por ele… Borja parece dar uma raspadinha nela (eu achei), e Thiago Santos, dividindo com o defensor do Inter, cabeceia pro gol…

E ainda tínhamos 34 minutos de jogo. Pra mim, o tempo de jogo agora era “ainda”… Minha Nossa Senhora! Força, Verdão!! Segura aí!!  

O smorfioso do juiz deu mais 5… meu coração ia sair pela boca… e eu chorava de nervoso, alegria, emoção… Mina, Pitbull, Zé, Borja, Prass, Tche Tche, Thiago Santos, Keno, Fabiano, Jean, Willian… o time inteiro pra segurar a classificação…

No banco, Roger Guedes, pálido, nervoso, come as unhas de quatro dedos de uma vez… Antonio Carlos, apreensivo, tenso, também come as unhas… “Ainn, esses jogadores riem da gente e não estão nem aí pro time”, dizem os hardys.

E então, o juiz, que tanto nos garfara, apita o final da partida. PALMEIRAS… C-L-A-S-S-I-F-I-C-A-D-O !!

Pega o seu impedimento, juiz, pega os pênaltis que você não deu também e enfia onde você quiser… AQUI É PALMEIRAS, P%RRA!! Uffa…

3 comentários

  1. Assistindo o jogo, no ato tive a impressao da bola ter tocado na mao direita e em seguida na esquerda e o banana de frente para o lance e a 3 metros “nao consegue ver”? Se isso nao for prejudicar deliberadamente o VERDAO, nao sei o que eh. Depois ZR foi puxado dentro da area e novamente “nao viu”. Corja de ladroes descarados.

  2. Árbitragem mineira, da bairrista federação mineira, apitando jogo do Palmeiras na Copa do Brasil com dois mineiros fortes candidatos ao título. Mais malícia Palmeiras….

    Outra coisa: Vamos esperar o que para trazer o Valdívia? Querem reforçar um concorrente? Já imaginaram ele indo para o Santos e eliminando o Palmeiras na Libertadores? Querem fazer um outro caso Kardec, só que com muito maior repercussão? Traria um inferno ao ambiente palmeirense!

    Mas, pensando bem, é melhor não trazer o Valdívia, o Neto disse que ele vai atrapalhar o Palmeiras!!!!!!!!!!

    1. Marco, tenho amizade com o Mago, falei com ele esses dias, tem clubes daqui interessados nele, mas o Palmeiras seria mesmo a sua primeira escolha. Ele prefere o Palmeiras a qualquer outro clube. Como ele mesmo disse, é só ligar que ele vem. O custo para trazê-lo é zero. Mas Mattos não quer. Segundo eu soube, Valdivia pediu para fazer um recondicionamento no Palmeiras, o DM aprovou, mas o diretor disse não. Isso significa que uma contratação será bem difícil.
      O que é uma pena… se ele carregava aqueles times ruins nas costas, imagina o que poderia fazer jogando com esse time de agora?
      Como fã do Mago, não preciso que ele esteja no Palmeiras para vê-lo jogar. Mas, como palmeirense, certamente eu não queria vê-lo reforçando algum rival nosso e preferia tê-lo aqui.

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