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“O Palmeiras merece a generosidade dos que o servem…” (Belluzzo)
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Eu poderia falar do Palmeiras que entrou em campo com Lincoln e W.Paulista, como a torcida tanto pediu…
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Poderia falar do carinho que a torcida tem por Felipão, e em como ele é aplaudido todas as vezes que faz a sua entrada no campo; em como isso já deixa nosso coração diferente a cada início de partida…
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Talvez eu devesse falar do belo futebol que o Palmeiras apresentou diante do fraco Avaí. E que, mesmo sendo um time fraco, tendo dois laterais ruins e um goleiro inexperiente, não foi a causa do belo futebol do Verdão e nem tirou o mérito e o brilho da apresentação do Palmeiras…
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Poderia falar que Luan, ontem, foi sensacional! Que, em minha opinião, ele foi o melhor jogador da partida. Que toda a luta e empenho, que ele tem apresentado em todas as partidas, foram premiadas com dois gols e lances muito bonitos. Que eu fiquei arrepiada quando o Canindé inteiro começou a gritar seu nome, em reconhecimento ao que ele fazia em campo. Que fiquei com os olhos cheios d’água quando percebi a alegria de Cicinho, vendo seu companheiro ovacionado. Poderia falar em como me pareceram desconfortáveis e negativas, aos atletas, as atitudes de uns poucos mentecaptos…
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Talvez fosse melhor que eu falasse que Cicinho joga prá caramba!! Que eu fico impressionada vendo aquele jogador, magrinho, raça pura, nos dando alegrias na lateral direita, como há muitos anos, mas muitos mesmo, a gente não tinha…
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Quem sabe eu devesse contar que o time todo  foi bem. Que Thiago Heleno é uma beleza de zagueiro; que nosso “Caramujo” joga muito; que o nosso lorde Assunção (sim, ele é um lorde), de futebol elegante, fez uma bela partida; que Lincoln correu e lutou muito, armou o jogo e saiu aplaudido quando foi substituído; que W.Paulista se movimentou muito bem; que Marcos fez defesas importantes…
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Talvez o leitor prefira que eu fale da bela performance e do golaço, maravilhoso, do nosso Gladiador… que,  equivocado e talvez mal orientado, ao final do jogo acabou dando uma declaração totalmente desnecessária…
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Talvez eu devesse falar daquele estádio que cantava sem parar, das inúmeras famílias presentes, e daquelas crianças de olhinhos brilhando com todos os lances de emoção e com os gols que o Palmeiras marcou…
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Tudo isso eu poderia ter dito ainda no primeiro tempo, até o momento em que o placar marcava 4 x 0 para o Palmeiras, quando Lincoln foi derrubado na área e o juiz assinalou o pênalti…
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O que aconteceu então, acho que eu não sei explicar. Foram alguns minutos, mas me pareceu ter sido um tempão. Começou como um pequeno rumor e foi ganhando força… “Marcos, Marcos!!”. Em poucos segundos o estádio inteiro pedia para Marcos bater o pênalti… Era eletrizante! O Santo, meio acanhado, lá do campo gesticulava que não. Ele não iria bater, e parecia irredutível. E a torcida insistia: “Marcos, Marcos, Marcos…”.
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Eu ficava pensando que, caso Marcos concordasse em bater o pênalti,  aquele seria um momento histórico, que uma página maravilhosa da história de Marcos e do Palmeiras seria escrita ali, diante dos meus olhos e de milhares de outros que, com certeza, estariam em lágrimas… Que aquele era o momento certo, porque o Palmeiras vencia por 4 x 0 e, caso Marcos não convertesse o pênalti em gol, não teria problema algum. Eu pensava que mais do que por nós mesmos, queríamos aquele momento para Marcos, nosso goleiro absurdamente amado. Queríamos uma homenagem à maravilhosa carreira que ele construiu vestindo o nosso manto. Como se fosse um presente nosso prá ele. Nós que jamais poderemos retribuir tudo o que ele nos deu e ainda nos dá…
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Não tinha como não imaginar o que seria termos um gol de Marcos ali. Imaginar o orgulho que isso traria ao torcedor; imaginar quantas camisas do goleiro seriam vendidas no dia seguinte; a exposição maravilhosa da marca Palmeiras e do nome do nosso Santo, que seria a atração dos programas esportivos, que mostrariam o seu gol à exaustão.  Um feito inédito, que seria o assunto de muito tempo nas rodas palestrinas, e em outras também; que seria manchete no resto do mundo…
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Era impossível não desejar, do fundo do meu coração que Marcos caminhasse até o gol, com o estádio a gritar seu nome, que colocasse a bola na marca da cal e que nós, juntos, marcássemos aquele gol histórico. Juntos sim, porque estaríamos ali dentro de campo com ele, de alguma forma. Seríamos milhões a cobrar o pênalti. Marcos, os milhares de palestrinos presentes e os milhões de outros espalhados pelo mundo, diante das suas TVs ou mesmo os que ouviam pelo rádio… Marcos, marcando o gol, comemorando ajoelhado tendo seus companheiros à sua volta o abraçando… O Canindé vindo abaixo, sem que se pudesse saber, naquele momento, dentre os torcedores quais  eram os adultos e quais eram as crianças. Ah, eu sonhei tantas coisas em alguns segundos; eu senti tantas coisas diferentes naqueles breves momentos…
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Os gritos de “Marcos, Marcos…” se faziam mais fortes. A torcida tentava convencer o ídolo. O Santo já hesitava…
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O Canindé estava ensurdecedor! Os jogadores pararam em campo e começaram a chamar Marcos para ir bater o pênalti. A torcida enlouquecida não parava de gritar. Acho que até os anjos no céu vieram dar uma espiada para ver o que estava acontecendo ali. Foi quando Marcos deu alguns passos à frente e nos pareceu que ele iria em direção ao gol. Um jogador, nem me lembro quem foi, veio buscá-lo. A expectativa da torcida, que não parava de gritar seu nome, era tocante. Poucas vezes na vida senti uma emoção tão forte. Senti como se tivesse um sol dentro do peito. Um calor que começou no coração e invadiu meu corpo. O estádio era energia pura! Sentia a pele toda arrepiada… Mas, Marcos, mesmo sendo puxado pelo companheiro, mesmo vendo os outros jogadores o chamando, tomou a decisão final e voltou para o gol dizendo que não iria bater.
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Confesso que fiquei frustrada, acho que ficamos todos nós… Não poderíamos perder um momento como aquele. Momento em que o livro da história estava aberto, com uma página em branco, só esperando para ser escrita…
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Caímos do sonho e voltamos ao estádio… Nosso Gladiador foi lá e marcou o quinto gol do Palmeiras, colocando números finais na goleada. Coroando com mais um gol a belíssima partida que o Palmeiras de Felipão e, por causa de Felipão, fizera. Um resultado importante, que colocava o Palmeiras na vice liderança do campeonato e trazia de volta o futebol que o torcedor gosta de ver.
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Na saída, os comentários eram todos sobre o gol que Marcos poderia ter feito, eram todos sobre aquela alegria, rara, que poderíamos ter tido.  Felipão não permitira, mas isso eu só saberia mais tarde. Marcos até teria ido para a cobrança, embalado no apelo da torcida. Ele confessaria depois que estava louquinho para ir, mas que não poderia, em sinal de respeito ao jovem, em começo de carreira, que agora defendia as traves do Avaí.
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Ainda que eu não concorde, uma vez que, em seu lugar, nenhum outro teria hesitado um segundo sequer, não posso deixar de me curvar à humildade de Marcos, à sua grandeza. Não posso deixar de sentir um orgulho do tamanho do mundo, daquele homem que está prestes a encerrar a carreira, do jeitinho que a começou: com muito talento, mas também com simplicidade, coerência, respeito aos companheiros de profissão, com generosidade e muita humildade. Carreira construída com feitos notáveis e exemplos maravilhosos! E é isso que Marcos é: EXEMPLO!
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Não é a toa que só ele é o Santo,  só ele é o goleiro Pentacampeão, só ele é querido e respeitado por torcedores de todos os clubes do Brasil. Só ele é nosso…
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BEM AVENTURADO, SÃO MARCOS DE PALESTRA ITÁLIA! OS TEUS DEVOTOS TE AMAM IMENSAMENTE!

O recente contrato de patrocínio firmando entre Palmeiras e Skill vai além da tradicional exposição da marca da empresa em uniformes da equipe e em placas de publicidade na Academia de Futebol. A escola de idiomas vai disponibilizar também bolsas de estudos para atletas e comissão técnica tanto do departamento de futebol profissional quanto do amador.

As aulas, que a princípio serão de língua inglesa e francesa, serão realizadas na Academia de Futebol e em um dos alojamentos da base e terão início daqui a duas semanas. Porém, quem quiser, poderá optar também por estudar em uma das unidades Skill espalhadas pela capital.

O técnico Luiz Felipe Scolari é um dos que vai aproveitar a parceria. “É sempre importante continuar estudando, mas esta iniciativa é ainda mais interessante para os atletas. É fundamental que eles tenham conhecimento de uma língua diferente e que possam se preparar para uma possível saída para o exterior, além de conviver em um ambiente em que não se fala apenas de futebol. Será fundamental para o desenvolvimento pessoal e cultural deles”, comentou o treinador alviverde, que optou por estudar fora da Academia “justamente para sair um pouco do âmbito do futebol”.

Um dos atletas mais jovens do elenco, o goleiro Raphael Alemão, de 22 anos, também já garantiu o seu lugar. “Eu vou aproveitar essa oportunidade, com certeza. É uma iniciativa excelente da Skill e do Palmeiras”, comentou. “Nunca tive a chance de estudar inglês e, independentemente de um dia eu jogar ou não no exterior, vou fazer o curso porque acho que é muito importante estudar um outro idioma tanto para o enriquecimento cultural como para se preparar para os desafios do futuro, quando a carreira de jogador acabar”, completou.

A superintendente comercial da Skill, Geovana Donella, destaca que é um orgulho para a empresa contribuir com o aprimoramento cultural e profissional dos palmeirenses. “Todos os jogadores, treinadores, árbitros e colaboradores em geral do futebol estão expostos à constante necessidade de se comunicar com estrangeiros, sejam estes dirigentes, árbitros, atletas ou membros da mídia. Sendo assim, é muito importante que todos os envolvidos com o esporte possuam a habilidade de falar diferentes línguas. É com muita satisfação que prestamos este serviço ao Palmeiras, um clube de abrangência internacional.”

Agência Palmeiras


O amor não se limita a relações entre pessoas. É uma celebração da vida. (Paulo Coelho)
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Já fazia uma semana que eu não conseguia dormir direito. Aquelas chamadas “borboletas no estômago” não paravam de voar… meu coração ficava apertado a cada vez que eu me lembrava da segunda partida da final do Paulistão. Tentava me manter tranquila, mas era impossível. Por pouco eu não tinha ficado sem ingresso para a decisão. Depois de não ter conseguido comprá-los lá no Palestra, graças a Oberdan Cattani eles estavam no meu criado mudo, junto com a imagem da Madre Paulina.
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De sexta para sábado foi difícil dormir, foi difícil não pensar, não imaginar aquele grito de campeão saindo da nossa garganta. Eu mentalizava aquele momento, imaginava, o tempo todo, a cena do Palmeiras campeão, e chorava o tempo todo também. A emoção estava à flor da pele. Era uma coisa tão estranha… Embora estivéssemos há 16 anos sem conquistar um título, embora eu morresse de medo, eu tinha certeza que seríamos campeões. E o único lugar do mundo em que eu queria estar era no Morumbi, para a segunda final…
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E tinha aquela imagem… Desde a semana que antecedeu a primeira partida, uma imagem não saía da minha cabeça. Não era uma coisa que eu imaginava, não, era quase como se fosse uma visão… me acompanhando por duas semanas. Evair correndo pra galera, de braços abertos e comemorando diante de mim. Evair de joelhos no gramado… Era tão nítida, tão real! Achei que fosse um sinal, sei lá… Ainda me dá, um nó na garganta a cada vez que penso nisso. Mas quando jogamos a primeira partida e perdemos, me pareceu que a tal imagem fosse só birutice minha mesmo. Acabei até me esquecendo um pouco dela… mas nunca deixei de senti-la
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E o dia chegou! Era 12 de Junho, Dia dos Namorados… Tava certinho. Afinal, nosso caso de amor, nosso “namoro” sempre foi com o Palmeiras. Daquele tipo de amor que dura por toda uma vida e além dela.  Eu mal conseguia esperar pelo momento de estar no Morumbi. Não via a hora de estar na arquibancada. Tinha certeza que ganharíamos, mas ficava tentando imaginar o que aconteceria. Achava que o Palmeiras, mordido com a derrota no primeiro jogo, mordido com a idiotice de Viola, iria atropelar os gambás. Mas, às vezes, pensava que gostaria de dormir e acordar depois que tudo tivesse sido resolvido. Que angústia! Nem conseguia comer… Mas nada que eu imaginasse poderia ser melhor do que aquilo tudo que eu vivi no Morumbi…
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Faltavam quase duas horas para começar a partida quando chegamos no estádio. E ele estava cheio. E foi enchendo cada vez mais. Ficou lotado! Que coisa linda a massa verde em meio às bandeiras! A torcida palestrina cantava como nunca, sorria como nunca, se abraçava e desejava sorte como sempre. Mas a tensão era grande, o nervosismo era quase palpável. Como expressar aqui o que eu senti quando o Palmeiras entrou em campo? Que festa linda! E quanta emoção, meu Deus.
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O jogo começou e o empate favorecia os gambás. Mas o Palmeiras, que era muuuito melhor, foi mostrando que tinha chegado a hora de ser campeão. O Verdão sobrava na partida. Evair, cerebral,  comandava as ações do time. O volume de jogo do Palmeiras enlouquecia a gente na arquibancada e desnorteava os gambás em campo… Mas faltava o gol…
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Eu mal conseguia esperar por ele.  Evair estava começando uma partida como titular, depois de quase dois meses machucado, e jogava maravilhosamente, como sempre. Edmundo, que infernizava os adversários, já tinha perdido um gol incrível. Eu não conseguia nem raciocinar,  só conseguia sentir meu coração, quando Evair tocou para Zinho, que entrou na área, pela direita e chutou cruzado, mesmo sendo puxado pelo seu marcador. A bola atravessou a área e foi morrer lá no canto direito do goleiro. Eu queria tanto o gol do Palmeiras, mas tanto… e ali estava a bola… no fundo da rede.
Foi a redenção! Foi a certeza, para todos os que estavam no estádio, que o título paulista de 1993 tinha dono! Enquanto metade do Morumbi se calava, a outra metade, mais linda, explodia!! “Obrigada, meu Deus!” era tudo que eu conseguia gritar, e gritava muito, sem parar. E gritei tanto, que perdi completamente a voz naquele lance. Nunca na minha vida eu tinha sentido uma felicidade daquele tamanho. Todos sabíamos que aquele gol era a senha para tudo que viria depois…
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Enquanto o Palmeiras começava a ganhar o título, os gambás começavam a perder a pose, a cabeça. Não conseguiam parar a Máquina Verde e apelavam para as botinadas. Henrique foi expulso ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, o Palmeiras continuava o massacre. A torcida não parava de cantar, jogava com o time, e era como se todos nós estivéssemos dentro de campo. O Palmeiras se portava como um legítimo campeão, como se jogasse por música. Evair era o maestro. Edmundo, com seus dribles maravilhosos, deixava irados os defensores corintianos. Edilson fazia o mesmo… Neto, gordo, sofria com Antonio Carlos, que não o deixava jogar. Sampaio parava Viola que, antes de entrar em campo, tinha até vomitado nos vestiários, tamanha era a tensão daquela partida…
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A nossa Defesa Que Ninguém Passa se mantinha intransponível! Mas o Palmeiras queria mais. Nós queríamos mais! Ronaldo saiu da área ao ver Edmundo avançar e, ao ser driblado, parou o Animal com falta. Foi expulso! “AU AU AU, EDMUNDO É ANIMAL” cantava a arquibancada!! Eu cantava também,  mesmo sem a voz que tinha perdido no gol de Zinho…
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A raça do time era contagiante! Eu sentia tonturas e tremia muito. E foi tremendo que vi Mazinho pegar uma bola quase no meio de campo e avançar até chegar pertinho do goleiro e tocar rasteiro para o segundo pau. Adivinhem quem vinha lá? “Ele”! Evair, o “Matador”, que povoa os nossos sonhos (e o pesadelo dos adversários) até hoje, mandou pras redes e fez o segundo gol do Palmeiras. Eu gelei quando olhei pro campo, e não consegui parar de chorar ao ver Evair correr pra galera, exatamente onde eu estava. Então, eu pude ver, de verdade, a imagem que me acompanhara por dias e dias. As lágrimas correm pelo meu rosto ainda hoje, ao lembrar daquela cena… “EÔ, EÔ… EVAIR É UM TERROR!”, cantava a metade feliz do Morumbi!!!
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Mas o Matador Evair queria mais! Fez a jogada e chutou para marcar o terceiro, mas a bola pegou na trave.  No rebote,  Edilson (que saiu da história e do coração da torcida por conta própria) mandou pras redes! Delírio!! OLÊ, PORCOOO! OLÊ, PORCOOOO!! O Morumbi se tornou verde!! O mundo todo ficou verde!! O sangue que corria frenético em nossas veias era verde!! Muitos torcedores se ajoelhavam, olhando pro céu…  Nunca vi tantos homens e mulheres chorando ao mesmo tempo. E que sabor tinham as nossas lágrimas. De felicidade, palpável, explícita, correndo pelas nossas faces… Era intenso demais. “Boi, boi, boi, boi do Evair, Palmeiras Campeão, vai cair o Morumbi”!!!
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Com a vitória, o Palmeiras levava o jogo para a prorrogação… Meu amigo, imagine o que significava poder sair da fila de 16 anos, em cima do maior rival, e ter que jogar uma prorrogação.  Os nervos estavam à flor da pele. Meu corpo todo formigava… O coração batia tão alto e tão forte que chegava a doer o peito.
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Era chegada a hora! Apenas trinta minutos nos separavam de um sonho…Trinta minutos para acabar com um jejum de  16 anos…Trinta minutos para desbancar o “protegido” rival. Estávamos com o “coração-na-boca”. Vaaai, Palmeiras!!! Não tínhamos nenhuma dúvida. Éramos as crianças correndo até a árvore de Natal para encontrarmos a tão sonhada “bicicleta”. Apenas esperávamos… felizes, confiantes, ansiosos, sorrindo…
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Mas time que tem Edmundo e Evair, não deixa a torcida esperando. O Animal, genial, que já tinha feito uma jogada maravilhosa, (Edilson perdeu o gol quase embaixo das traves), numa outra jogada de craque, partiu pra dentro da área e foi derrubado… PENALIDADE MÁXIMA, DIZIAM OS COMENTARISTAS!!!
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Sabíamos que, com Evair, era só esperar a cobrança e comemorar… Sabíamos que aquele gol seria o gol do título… Sabíamos que, finalmente, sairia de nossas gargantas o grito de “É CAMPEÃO”… EVAIR, O CRAQUE DA CAMISA NÚMERO 9, SERIA O COBRADOR! Ninguém ousou respirar, quando ele correu para a bola e o mundo explodiu num verde-e-branco campeão… GOOOOOOOOOOOOOOOL!!
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Albert Einstein saberia explicar, eu não, mas o mundo parou naquele momento. Naquele exato momento entre a bola tocar as redes e o grito sair de nossas gargantas. E então, voltamos a respirar, nosso coração voltou a bater, o mundo se encheu de cor e calor… Luxemburgo, num ritual que se repetiria inúmeras vezes, desceu para os vestiários, antes mesmo do jogo acabar. Ele já sabia… nós todos já sabíamos…  O Palmeiras era o Campeão!! Nada no mundo poderia ser mais delicioso do que aquele momento.  O juiz ter apitado o final do jogo foi um mero detalhe. A Nação comemorava, ria e chorava ao mesmo tempo, as pessoas se abraçavam, se beijavam, pulavam e gritavam… muitas se mantinham de joelhos agradecendo a Deus… 4 x 0, fora o baile…

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Evair, louco de alegria, de braços abertos, correndo para a torcida – também enlouquecida de alegria – e se ajoelhando no gramado, é a imagem que ficou impressa em nossos corações… pra sempre (a visão de tantos dias se repetia e, finalmente, de maneira completa) . “É Campeão” era o grito ensurdecedor no Morumbi… “É campeão”  foi o grito que ficou gravado em mim… pra sempre.
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Obrigada, Sérgio, Mazinho, Antonio Carlos, Tonhão, Roberto Carlos, César Sampaio, (Edilson), Daniel, Zinho, Edmundo e Evair, meus heróis amados (menos você, Edilson)! Enquanto eu viver, jamais me esquecerei desse dia, jamais deixarei de me emocionar ao lembrar.
Deus o abençoe Evair, seu “Matador” maravilhoso, que, num 12 de Junho de 1993, dia em que celebramos um amor do tamanho do mundo,  comandou o fantástico time do Verdão e devolveu a vida  a milhões de torcedores palestrinos…
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FELIZ 12 DE JUNHO DE 1993 A TODOS AQUELES QUE TÊM O PALMEIRAS NO CORAÇÃO! 

Era uma vez, uma  dívida do Corinthians com o Palmeiras, envolvendo o lateral Rogério, que rolava na justiça há anos… desde 2002, se não me engano.O Palmeiras teve ganho de causa, o Corinthians, que costuma dever prá Deus e todo mundo, recorreu. E assim, entre sentenças e recursos, vimos passar tempo demais. Mas, hoje, a sentença final foi publicada no Diário Oficial e ganhou os portais:

Palmeiras ganha pequena fortuna do Corinthians

10 de junho de 2011

A Justiça de São Paulo, em segunda instância, deu 15 dias para que o Corinthians pague mais de R$ 16 milhões ao Palmeiras, acrescidos de correção desde 2009 (último calculo do valor), referentes à negociação envolvendo o ex-lateral direito Rogério.

Parte desse valor será repassado ao União São João de Araras, proporcionais à sua participação nos direitos do jogador.

A decisão foi publicada hoje, no Diário Oficial.

Em caso da não quitação da pendência, será realizada a penhora dos bens, até que o montante devido seja atingido.

Requerente SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS
Requerido SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA
Requerente UNIÃO SÃO JOÃO ESPORTE CLUBE

CÍVEL

Comarca/Fórum Fórum Central Civel João Mendes Júnior
Processo Nº 583.00.2002.195898-2 /000004-000
Tipo de Incidente Carta de Sentença
Cartório/Vara 23ª. Vara Cível
Competência Cível
Nº de Ordem/Controle 3009/2002
Grupo Cível
Ação Procedimento Ordinário (em geral)
Tipo de Distribuição Livre
Entrada em 23/02/2011
Distribuído em 19/05/2011 às 17h 29m 49s
Moeda Real
Valor da Causa 0,00
Qtde. Autor(s) 2
Qtde. Réu(s) 1

Diz a notícia: “Em caso da não quitação da pendência, será realizada a penhora dos bens.” A pergunta que não quer calar: O QUE MAIS HÁ PARA SER PENHORADO NO PARQUE SÃO JORGE? O time que se auto intitula “todo poderoso”, que andou lavando dinheiro, tendo até o fornecimento de energia cortado, por falta de pagamento, não tem estádio e nem coisa alguma que possa  ser penhorada.

Vamos ver como isso vai se desenrolar nos próximos 15 dias…

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Fui para o jogo do Verdão, no sábado, com uma expectativa diferente. A Pró-Palmeiras, grupo do qual eu faço parte, tinha recebido um pedido: crianças de uma Ong, localizada em Francisco Morato, tinham como sonho assistir a um jogo do Verdão. Nos mobilizamos, o Palmeiras ajudou com os ingressos e, no meio da tarde, uma van foi até Francisco Morato buscar as crianças e seus acompanhantes para levá-los até o Canindé. Que alegria! Para as crianças da Ong e para as “crianças crescidas” da Pró.
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E foi com a expectativa de ver esses meninos felizes, e do meu time conquistar mais três pontos, que eu me dirigi ao Canindé. Ao chegar, com os amigos da Pró, fomos até a van que já se encontrava no estacionamento. De lá saiu um bando de crianças, com idade entre 10 a 12 anos, carinhas pintadas de verde, um pouco tímidas a princípio, mas muito felizes. Daquelas felicidades que a gente não pode e não quer esconder.
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A primeira pergunta que me fizeram: “A gente vai poder entrar com os jogadores?” Que dor no coração ter que dizer-lhes que não poderiam, porque precisariam estar uniformizadas. Dissemos então, que talvez fosse possível numa próxima oportunidade, e lá fomos nós, levar a criançada prá dentro do estádio. Com olhinhos acesos elas iam olhando tudo à sua volta e tagarelando umas com as outras. Uma delas, ao ver tanta gente na rua, exclamou: “Olha quanto palmeirense!”
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Eu tinha me separado do grupo, porque teria que entrar por um outro portão, mas soube depois que os meninos tinham encontrado a Assessor de Imprensa, ganhado capas de chuva (de uma integrante da Pró)) e escrito bilhetinhos que seriam enviados aos jogadores… Quando os reeencontrei, já estavam na bancada, embaixo da enorme bandeira de uma das organizadas,  felizes da vida. Mas resolvemos mudar de lado e nos sentarmos na bancada que fica atrás do banco de reservas.
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O frio era cortante e uma garoa fininha tinha começado a cair… O time do Atlético entrou em campo. E tome vaia! A garotada acompanhava a torcida. Felipão e Murtosa entraram primeiro. Nós aplaudíamos, gritávamos o nome do nosso técnico. E então veio o Palmeiras! Kleber, Marcos, Danilo… vestindo a  nova camisa, surgiam à nossa frente. As crianças, com olhos brilhantes de alegria, desceram correndo até a grade e foram ver os ídolos de pertinho.
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O jogo então começou. Só dava o Palmeiras, comandando as ações da partida. Mas, com o time se ressentindo de alguém para armar o jogo, para criar as jogadas, nossos lances mais perigosos saíam dos pés de Marcos Assunção, nas bolas paradas. Aos 7′, o goleiro mandou para escanteio uma bela cobrança de Assunção. A velocidade, habilidade e vontade de Cicinho eram um diferencial lá na direita. Kleber, em jogadas individuais, também tentava conduzir as coisas. Só que faltava habilidade para os nossos atacantes lá na frente, na hora da conclusão. Faltava (ainda) acertar aquele último passe…
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As chances surgiam… Aos 23′, depois de bela jogada entre Patrik e Adriano, Cicinho mandou pro gol, mas o goleiro defendeu. Em seguida, Kleber tocou para Gabriel, que foi derrubado na área. Juiz e bandeirinha fizeram de conta que não viram. Ainda não revi o lance, mas achei que foi pênalti. A torcida xingava, e a garotada também! Paulo Baier também era muito “festejado”…  (Àquela altura da partida me parecia que todos os nossos pequenos amigos, sem exceção, eram palmeirenses.) Antes que o juiz encerrasse a primeira etapa, Patrik teria uma grande chance que, cara a cara com o goleiro, chutaria para fora… E o “9” que Felipão tanto pediu, estava desperdiçado lá no banco. O meia de criação também. Vai entender…
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Veio a segunda etapa e, embora o time adversário tivesse voltado mais disposto a atacar,  o Palmeiras continuava mandando no jogo. Gabriel jogava muito bem! Tinha algo diferente em sua postura, ele parecia mais maduro, sei lá… O time dos poodles, que tinha feito muitas faltas na primeira etapa, voltou batendo do mesmo jeito e desperdiçando algumas finalizações. Numa tentativa, Marcos fez belíssima defesa. A torcida empurrava o Verdão e cantava, ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOO! Eu olhava prá trás e as crianças, segurando os sacos de pipoca que um amigo tinha providenciado, cantavam também! Teve um momento em que algumas delas desceram e foram na grade gritar o nome de Marcos. Ele se voltou e acenou fazendo sinal de positivo. Imaginem o significado desse gesto? Receber atenção do maior goleiro do mundo, um pentacampeão mundial? Tão lindo! As ‘crianças crescidas’ da Pró, sentiam o coração aquecido com aquela imagem, com a alegria daquelas crianças…
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Felipão então, resolveu chamar W. Paulista pro jogo, no lugar de Adriano que não rendia o esperado. Aí sim! Se íamos ganhar um atacante, o time adversário ia perder um jogador. Rômulo acertou o rosto de Kleber e foi, acertadamente, expulso. Felipão colocou Lincoln no lugar de Patrik. Achei que o time ficou mais acertado. O perigo que o Palmeiras levou ao gol do Atlético, durante toda a partida, me pareceu se tornar mais real. E então, nosso treinador sacou Cicinho para a entrada de Chico. Eu não entendi aquela substituição e reclamei. Tirar logo o Cicinho, que estava tão bem?
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Mas Felipão tem estrela!  E Chico também! Na sua primeira partida, diante de seu ex-clube, após cobrança de escanteio de Assunção, o volante ganhou dos zagueiros e, de cabeça, marcou o seu primeiro gol com o manto esmeraldino. Festa nas arquibancadas!! Esquecemos até do frio. Que alegria ver meu time à frente no marcardor, que maravilha poder compartilhar aquele momento com a garotada! O jogo terminaria assim, com 1 x 0 para o Palmeiras que, com 7 pontos conquistados dormiria na liderança do campeonato.
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Durante todo o tempo em que estive no Canindé, não pude deixar de pensar, e de tentar avaliar, o que significava aquela noite para a garotada… Uma coisa tão corriqueira prá nós, ir ao jogo, e tão inacessível para aquelas carinhas pintadas de verde, que mal percebiam, tamanha era a alegria, o frio glacial que fazia no Canindé. Eu só rezei muito para que aqueles meninos, que viviam uma tarde e noite diferentes, não sentissem muito frio e para que pudessem ver uma bela defesa do Santo  e um gol do Palmeiras. E ELE me atendeu!!! Eles sairiam dali com frio, mas felizes e cheios de coisas para contar…
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Ao me despedir do pessoal, beijei todos os meninos e olhei bem na carinha de cada um. Não sou capaz de expressar aqui o que vi naqueles olhinhos… Diga-se, de passagem, nos olhos dos adultos que os acompanhavam também.
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Queria poder ter sido uma mosquinha para ouvi-los falando a respeito, depois que foram embora…

Qual é o seu super herói favorito? Aquele que voa e usa uma capa? Quem sabe seja  o que usa uma máscara de morcego…  ou então aquele que se torna verde e invencível…Talvez seu herói seja alguém muito próximo a você, alguém que luta contra as dificuldades da vida e supera os obstáculos encontrados no caminho, com bravura e dignidade…
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Não importa… Seja qual for o seu herói, tenho certeza que você o escolheu pelo exemplo; pela bravura, coragem e amor; porque ele luta por aquilo que acredita; porque  quando ele veste a ‘roupa que o transforma’, quer dar o melhor de si, quer honrar a confiança que muitos depositam nele, quer trazer alívio e alegria para alguns corações… e você o reconhece pelo seu uniforme. E por falar em bravura, coragem, amor e uniforme…
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Era uma vez,  num  longínquo 1951…
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Onze heróis… Na verdade, não eram apenas onze, era um grupo de heróis, daqueles raros e eternos… Vestiram a maglia lendária e foram à luta, contra “monstros” tidos e havidos como invencíveis… Esses heróis venceram o “inimigo” e resgataram o orgulho e a alegria de um país inteiro! Escreveram seus nomes no livro de glórias do futebol e no coração do Brasil. Heróis que serão lembrados prá todo o sempre e que vestiam o manto sagrado verde, com um grande P no coração…
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E esse manto sagrado está de volta! Num evento maravilhoso, Palmeiras e Adidas resgataram a lendária e mítica camisa do Palmeiras campeão Mundial, na Copa Rio de 1951. O uniforme dos gigantes de 51 (Oberdan, Fábio Crippa, Valdemar Fiume, Salvador, Rodrigues,José Sarno, Juvenal, Dema, Túlio, Aquiles, Lima, Richard, Luiz Villa, Ponce de Leon, Liminha, Rodrigues, Canhotinho e o técnico Ventura Cambon) agora será vestido pelo Palmeiras de Felipão, Marcos, Valdivia, Kleber, Pierre, Thiago Heleno, Deola…
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A nova camisa, com a tecnologia dos dias atuais, que faz com que ela seja uma das mais modernas do mundo, será quase uma réplica do outrora vitorioso manto alviverde. Com o emblema do clube com “P” de Palestra e a bandeira do Brasil com a frase “sabe engrandecer a Pátria”.
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Foi muito bom ter estado no lançamento. Maravilhoso ter encontrado lá fora a lenda viva do Palmeiras, Oberdan Cattani. É sempre uma grande emoção poder conversar com ele, segurar as mãos que tantas alegrias deu aos nossos antepassados, tantas alegrias deu ao meu pai, defendendo o gol do Verdão…
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Revivi um dia de sonho, que virou realidade em 1993, ao encontrar Evair, o “9” de todos os “9”. Quantas imagens me vieram à mente no instante em que vi o nosso “Matador”… Ele não percebeu, mas que emoção eu senti quando tirei uma foto com ele. Até mesmo Galeano, que eu vi lá no cantinho do ginásio, me fez lembrar outro dia de felicidade explícita.
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Quando a apresentação começou e foi exibido o vídeo de lançamento da nova camisa, e vi a imagem de Oberdan Cattani, já não pude conter as lágrimas. Mas eu não era a única. O amor ao Palmeiras brilhava nos olhos de todos ali.
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E vieram as tão aguardadas camisas! Uma mais bonita que a outra. Linha feminina, infantil, passeio…  Show de bola! A qualidade do material esportivo da Adidas é indiscutível, a campanha vai de encontro aos mais belos sentimentos guardados no coração do torcedor e, por isso mesmo, todo mundo aguardava pelos uniformes oficiais. E eles apareceram! Lindos! Kleber, Marcos Assunção, Pierre, W. Paulista e Deola vestiam o uniforme principal. O de número 2, nos foi mostrado por Bruno, Patrick Vieira, Vinícius e Diego Xavier (os “pratas da casa”).
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E enquanto eu olhava aqueles jogadores que nos parecem tão familiares,  que aprendemos a querer tão bem,  e de quem esperamos tanto, eu pensava…
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“Hoje, nossos heróis são outros (e quantos mais vestiram nosso manto até chegarmos aqui), mas o amor à camisa há de ser o mesmo, a dedicação dentro de campo (e fora dele também) há de ser a mesma. Defender e honrar a camisa do primeiro campeão mundial de clubes, do Campeão do Século, deverá ser o compromisso de todos.  E que todos compreendam e valorizem a grandeza desse clube.”
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É chegado o tempo de ser escrita mais uma página de glórias da Sociedade Esportiva Palmeiras. E, no evento de ontem, o chamado foi feito, o recado foi dado, e o exemplo vivo do sentimento do Palmeiras campeão Mundial de 51 se fez presente.
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Ao final da apresentação, no momento em que estavam no palco os jogadores do Palmeiras 2011 e os ‘pratas da casa’ que serão os heróis do futuro,  nosso Gladiador saiu de cena por uns instantes, para voltar trazendo pela mão, uma página viva da nossa história. Às vésperas de completar 92 anos, Oberdan Cattani, campeão do mundial de 51, último remanescente do Palestra Itália, vestindo a camisa oficial de goleiros da SEP, numa merecidíssima homenagem, subiu ao palco.
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Eu não esperava por isso e acho que a maioria ali também não. Fomos pegos de surpresa! A emoção de Oberdan foi tocante. Enquanto o aplaudíamos, a maneira como ele, altivo, estufou o peito em honra àquela camisa, derrubou todas as barreiras com as quais muitos de nós tentava segurar as lágrimas. Só mesmo o Palmeiras, e a sua maravilhosa história, para nos proporcionar momentos como esse. Só mesmo o Palmeiras e os seus incontáveis e inesquecíveis “super heróis”… Não se conta a história das glórias do futebol brasileiro e Mundial sem se falar do Palestra, sem falar da Sociedade Esportiva Palmeiras…
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Enxuguei as lágrimas e saí dali desejando que os tempos de glória voltem com a mítica camisa. Na alma eu guardava aquela imagem de Oberdan, Kleber, Vinícius… Passado, presente e futuro do time do meu coração…
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AVANTI PALESTRA! SCOPPIA CHE LA VITTORIA È NOSTRA!!

Linda, a mais moderna, construída de acordo com as exigências da FIFA,  sem assalto aos cofres públicos, a Arena Palestra Itália (podem nomeá-la como quiserem, eu sempre a chamarei assim) será uma sede da Copa das Confederações 2013!

E nem poderia ser diferente, não é mesmo? Até agora é a única arena real de São Paulo e, aos moldes da Fifa, a única  do Brasil.  Seria muita burrice se a deixassem de fora. É o Palmeiras, mais uma vez, no seu lugar de direito!

Parabéns Della Monica, por ter dado início ao projeto!

Parabéns Belluzzo, por ter feito com que o o sonho fosse aprovado pelos palestrinos, e saísse do papel!

Parabéns Tirone, por não ter deixado que as obras fossem interrompidas!

Parabéns, torcedor palestrino! Orgulhe-se! Essa conquista é de todos nós!

TANTI AUGURI, ARENA PALESTRA ITÁLIA!!! Onde já dormem todos os nossos sonhos futuros…

Será que só eu fico muito feliz ao ver Pierre de volta? Ao ver Felipão no comando do time? Será que só eu gosto de ter craques como Valdivia e Kleber vestindo a camisa do Palmeiras? Todos queremos o Verdão com “bala na agulha” para disputar os campeonatos, não é mesmo? E é vontade de todos nós ter jogadores que, ao entrar em campo, honrem a camisa e lutem sem parar…

Já tava dando uma saudade… Final de semana sem Verdão em campo, não dá! Na verdade, não há vida sem Palmeiras! Sorte nossa que o Brasileirão/2011 vai começar. Nossa primeira batalha será em São José do Rio Preto. E se Felipão e o Guerreiro convocam, a Que Canta e Vibra atende! O PALMEIRAS VAI JOGAR, NÓS VAMOS!!!

BOA SORTE, VERDÃO! QUE A SUA JORNADA SEJA CHEIA DE LUZ!

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Foi uma aula de vida…
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E, sinceramente, eu não esperava por isso quando fui até o Mackenzie assistir à uma Palestra de Luiz Felipe Scolari, o nosso Felipão. Acredito que os alunos do Curso de Administração também não…
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Quando cheguei o auditório estava repleto, o mezanino também. Enquanto eu me dirigia para as primeiras fileiras, destinadas aos amigos da Pró-Palmeiras e aos convidados palestrinos, percebia que muitos dos alunos estavam vestidos com o manto. Ia ser um momento e tanto quando Felipão adentrasse o recinto. E foi exatamente o que aconteceu. Depois da apresentação dos componentes da mesa, onde estava o nosso amigo pró-palmeirense, o conselheiro do Palmeiras e professor da universidade Mackenzie, Wilson Nakamura, foi a vez de anunciarem Felipão.
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A plateia vibrou muito e não parava de aplaudir aquela pessoa tão simpática, um tanto quanto acanhada e de expressão tão simples que entrara no palco. Cantamos todos o Hino Nacional, o reverendo falou sobre Davi, leu o salmo 23, as pessoas da mesa foram apresentadas, falaram aos alunos e depois foi a vez do palestrante tão aguardado. Quantos aplausos!!
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E foi aí que Felipão deu um show! De autenticidade, integridade, valores, caráter, qualidades de uma pessoa simples que soube lutar para achar o seu espaço e se tornar vencedora.
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E a primeira coisa que nos disse, depois dos cumprimentos, me emocionou um bocado…Ele nos disse que, naquele dia, ele teria que estar em casa, rezando com a família, por um problema de um outro familiar. E que seria ele quem iniciaria as orações, caso estivesse em casa. E sabem com que salmo? Exatamente o 23 que acabara de ser lido pelo reverendo. E sabem em que horário? Às 20h30. Exatamente no horário em que a oração acabara de ser feita. E Felipão disse que aquilo tudo deveria ter um propósito, deveria ser um sinal, e que não seria obra do acaso. Nesse momento, bastante emocionada, percebi que havia um outro Felipão, no técnico que comanda o meu time.
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E ele falou sobre a sua vida. Sobre a infância do menino pobre do interior gaúcho, que conseguiu ter seu primeiro par de chuteiras, junto com um amigo.  Sim, eles dividiam o par de chuteiras! Um, calçava o pé direito e o outro, o esquerdo. E ele nos mostrou a foto que comprovava a história. Todo mundo riu, mas deve ter sido difícil para aquele menino ter começado, não é mesmo? Quantos impedimentos ele deve ter tido, quantos motivos para desistir… Mas ele perseverou.
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E virou jogador! E enquanto nos contava a sua vida, nos maravilhava com a sua simplicidade, com casos muito divertidos, ele também falava da amizade, da necessidade de se administrar as situações, engolindo alguns sapos se fosse preciso, para se alcançar os objetivos. Era como se estivéssemos assistindo ao filme de sua vida porque, enquanto ele ia falando, imagens desses momentos eram mostradas em um telão ao fundo do palco.
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E a narrativa se tornava cada vez mais deliciosa e algumas vezes extremamente divertida. E fomos acompanhando a sua carreira de técnico desde o começo. Os medos, as inseguranças, a vontade de buscar um lugar ao sol, a maneira como ele se preparava, se municiava de conhecimentos relacionados à carreira que tanto queria seguir. A amizade com Murtosa, que lhe ajudou no início da carreira de técnico, quando todas as portas pareciam fechadas. E nos falou do primeiro contrato que fez com os árabes, dos primeiros sucessos, do título conquistado com o Criciúma, da passagem pelo Grêmio, da sua ida para o Palmeiras.
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O anfiteatro quase veio abaixo quando o telão mostrou Felipão, em 99, segurando  a nossa Taça da Libertadores. E morremos de rir quando ele nos falou sobre Arce, que levava broncas e só dizia: Sim, senhor. E numa certa ocasião, por uma jogada errada, Felipão espinafrou o lateral. E ele só dizia: Sim, senhor. No dia seguinte, um tímido Arce o procurou para dizer: Sabe professor, aquela jogada? Sim, sei! Pois é, não era eu ali! –  Não foi tu?  E tu levou todas aquelas broncas e só disse “sim, senhor”? – É que eu não queria ser traíra… Esse era o Arce, um dos melhores atletas com quem Felipão trabalhou.
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E foi nos contando da seleção brasileira e dos caminhos que percorreu para chegar até ali, das dificuldades em manter o grupo fechado com ele e de como lidou com os momentos difíceis. As imagens do Brasil pentacampeão apareciam no telão. A plateia delirava… Quantos momentos fantásticos, inesquecíveis!
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Chelsea, Uzbequistão… até a volta ao Palmeiras. E não cansávamos de aplaudi-lo de festejar aquela pessoa tão querida.
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Mas foi ao final da Palestra, quando já se despedia, que ele disse o que mais me marcou ali: “Eu sonho em fazer o Palmeiras voltar a ser Palmeiras”. Foi aplaudido de pé!!! Merecidamente!
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Ao sair dali, minha admiração e respeito por Felipão eram infinitamente maiores do que quando eu entrei… Desequilibrado esse homem? De jeito nenhum! Lúcido, inteligente, ponderado, bem intencionado, íntegro. Queria que um dia o Palmeiras pudesse ter um dirigente como ele… queria que um certo dirigente do Palmeiras pudesse ter assistido àquela palestra…
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Placa que a Pró-Palmeiras entregou a Luís Felipe Scolari
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Os amigos da Pró

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“Amores eternos existem sim, e superam qualquer coisa, mesmo quando ninguém mais acredita neles, eles continuam sempre à espreita, esperando apenas um olhar, um retorno, uma reconciliação”  – (Augusto Branco)
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Se vai dar eu não sei, assim como não sei o que vai acontecer em campo a cada vez que vou assistir à uma partida. É muito difícil que o Palmeiras consiga reverter o desastre ocorrido em Curitiba, eu sei.  Mas não é impossível…
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O impossível não existe para essa camisa!
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Tomar 5 do Grêmio de Felipão, lá no Sul, e devolvê-los depois não parecia possível… O Palmeiras tinha outra opinião…
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Enfiar 7 x 0 num time Argentino parece impossível…  Não para o Palmeiras!
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Golear o bicho- papão Boca Juniors? Imagina! É impossível! Ninguém avisou o Palmeiras!
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Vencer o Cruzeiro de 99 era muito difícil, golear então, era missão impossível. Mas o Palmeiras não sabia disso…
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Ter que ganhar do Flamengo por dois gols de diferença, valendo vaga na final e, aos 32′ do segundo tempo estar perdendo por 2 x 1, tendo que fazer 3 gols para se classificar, é para matar qualquer esperança, não é verdade? Para o Palmeiras não!
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O estádio estava lotado, mas nem todos viram o feito histórico. Houve os que desistiram antes… Que abandonaram o time à própria sorte… Só aqueles que o amaram, ainda mais, na hora difícil, só os que acreditaram, viveram aquela emoção incomparável…
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Estar desclassificado no último minuto de jogo e, no segundo derradeiro, conseguir a classificação é coisa de que time? Do Palmeiras, claro!
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O que sonhamos hoje não é baseado em utopias, em “achismos”, em clichês. O que sonhamos hoje é baseado na força da camisa do Palmeiras. Ela é mítica! Ela consegue fazer com que um jogador comum vire herói,  ela imortaliza os craques, ela consegue fazer com a gente quase morra de felicidade. E é em homenagem à essa camisa que hoje eu vou ao Pacaembu! Com o mesmo orgulho e amor de sempre!
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Se não der, não deu. Fracassos fazem parte do repertório de qualquer time e temos que saber conviver com eles. As glórias não! Elas fazem parte da história dos grandes, dos vencedores. Está em todos os capítulos da história do Campeão do Século.
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E caso hoje, mais uma vez, aconteça o impossível, eu quero estar lá e viver mais um momento histórico do Palmeiras!
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A sorte está lançada!  Tomara ela nos sorria, mais uma vez!