“Viver e não ter a vergonha de ser feliz… Cantar e cantar e cantar…”♫

É bem a cara do Palmeiras isso… quando a gente fica morrendo de medo de perder um jogo, quando a gente nem espera muito dele, ele vai na casa do adversário, leva o Santo de talismã, faz uma bagunça danada, esculhamba a ‘cozinha’ dos caras e muda até o nome da cidade…

A cidade do Grêmio agora é Porco Alegre!! E bota alegre nisso! A parmerada saiu feliz da vida! E, diga-se passagem, aplaudida pelos torcedores do Grêmio. Lindo isso! Saber perder é uma virtude!

Mas aqui em Sampa eu quase morri do coração… Me lembrei até daquela semifinal de 2008 contra os bambis. Como foi difícil esperar chegar a hora do jogo. Tava acreditando muito na vitória. Que ansiedade! Apesar de saber que não era fácil chegar lá no Olímpico e beliscar uma vantagem, eu tentava ser racional e pensar que, ainda que o nosso time não ande muito bem, o Grêmio, por sua vez, não é lá essas coisas. Mas quem explicava isso pro meu coração? Faltando quinze minutos pro início do jogo, ele já não cabia mais no peito.

Quando liguei a TV, o Palmeiras ia entrar em campo. Na tela, os jogadores já fora dos vestiários se preparando para ir pro campo. Vi o Bruno e o Thiago Heleno… o nervoso do dia inteiro e a apreensão de muitos dias, viraram um nó imenso na garganta e muitas lágrimas. Como eu amo esse time! E o amor aumenta sempre! Acho isso fantástico!

Achei que o Palmeiras começou meio nervoso. Mas não era pra menos. Mais de 45 mil pessoas no estádio pressionando desde o primeiro minuto. Pedreira! Nossa torcida era pequenina, diminuta… mas só em número. Porque eles ajudaram a fazer a diferença. Cantaram, torceram, empurraram o time, entregaram a alma… A gente, aqui, de longe, mas com o coração lá, também entregou a alma… E, daquele nosso jeitinho, de alguma maneira, estávamos todos juntos. Vinte milhões de corações palestrinos, onde cabiam uns dois mil.

Eu tinha pedido tanto a Deus que abençoasse os nossos jogadores, para que eles pudessem usar a suas potencialidades, tinha pedido a Deus que abençoasse e iluminasse Felipão. E Felipão, pasmem, veio meio iluminado do vestiário e enganou Luxemburgo. Deu uma mudada no esquema que usara no último confronto; tirou Márcio Araújo do time (falta tirar mais um…) e colocou 3 zagueiros. Henrique, Thiago Heleno e Maurício Ramos. Henrique ocupou a vaga de Márcio Araújo – às vezes ajudava lá atrás também – e jogou muito! Monstro! Ponto pro Felipão que percebeu que Henrique poderia jogar assim. O Pofexô escalou o Kleber, que tentou apitar o jogo, xingou juiz, meteu a mão na bola sem levar cartão, mas futebol que é bom… nada!

Apesar do jogo pegado, cheio de faltas, com exceção de poucos lances, os dois times, muito bem fechados do meio pra trás, não conseguiram chegar à área adversária. O Verdão não tinha saída de bola.  A prioridade de Palmeiras e Grêmio era mesmo não tomar gols. E o primeiro tempo terminou sem abertura de placar.

Quando começou a segunda etapa me pareceu que Felipão tinha adiantado a marcação, porque o Grêmio tinha mais dificuldades pra chegar. A minha cabeça formigava de tanto nervoso. Em pleno dia de Santo Antonio, eu já tinha rezado tanto pra ele, que ele devia estar até torcendo pro Palmeiras. De alguma maneira eu tinha certeza que sairíamos de lá com um bom resultado, mas nem por isso eu parava de tremer. Ainda bem que existem os juízes! O Heber, que apitava o nosso jogo, é figurinha manjada e, xingando ele, eu conseguia aliviar um pouco o nervoso.

Desde o começo de do segundo tempo, o Palmeiras me parecia mais certinho. E, por estar mais certinho, o time ganhava mais corpo. Valdivia fazia falta. Apesar de Daniel Carvalho ser um jogador inteligente, de toque mais refinado, ele não se saía muito bem. Artur e Luan também não me agradavam. Mas todos eles lutavam muito em campo; cada pedacinho do gramado era disputadíssimo. Aquela disposição do Palmeiras deixava a gente mais ansioso ainda.  O Pofexô, preocupado, tirou Kleber e Miralles, aos 15′; entraram  André Lima e Marcelo Moreno.

Já me sentia feliz da vida com um empate, mas sonhava com um golzinho do Barcos… Mas Felipão precisava trocar umas peças ali. Acompanhada pelos amigos no Twitter, jogávamos junto com o time. A torcida em Porco Alegre, jogava também. Fazia tanto tempo que eu não via a torcida tão parceira do time, fazia tanto tempo que eu não via o time tão parceiro da torcida, tão bem posicionado na defesa… Ver o Palmeiras bem em campo, entusiasmava a torcida e a fazia acreditar ainda mais.

O tempo ia passando e tinha momentos em que era difícil até respirar… As oportunidades de ataque começavam a surgir… O clima era quente. Luan discutia com Werley… Os desarmes ditavam o andamento da partida. Artur sentiu uma pegada mais dura e deu lugar a Cicinho.

O Palmeiras jogava melhor que o Grêmio (Luan jogava melhor também), mas a jogada de gol não vinha, finalizávamos quase nada. Já tava quase na metade do segundo tempo quando, em jogada de velocidade, Juninho recebeu na esquerda, desceu até a linha de fundo e cruzou na área. Por pouco o Pirata não pega… Meeeu Deeeus! E era isso que a gente tinha que fazer mesmo, meter bola no Barcos! Uma hora ia dar certo. Eu queria tanto que ele marcasse…

E o Felipão nada de mudar. Tinha ido lá buscar o empate e ia sair com ele. Tava bom, aqui a gente resolvia.

Mas, aos 40′, Santo Antonio, que já devia estar de saco cheio de ouvir os meus pedidos e do pessoal do Twitter e do Facebook, deve ter falado lá pro Felipão: Ô bigode, muda aí, que eu não aguento mais! Põe o Mazinho! E Felipão atendeu, sacando Daniel Carvalho. Não sei porque Mazinho é banco e Maikon Leite também.

UM MINUTO DEPOIS, o jogador do Grêmio deu uma furada e facilitou o contra ataque do esquadrão de Santo Antonio (desculpa aí San Genaro). Cicinho recebeu o passe na direita, quase lá no meio de campo, desceu com muita velocidade, Mazinho correu pro meio, Cicinho deu um passe lindo que Mazinho chutou tão logo a bola chegou à sua frente.  Eu mal podia acreditar no que estava vendo!  A bola balançou a rede e eu quase morri do coração. Que felicidade! Daquelas da gente chorar de alegria! Os reservas pularam do banco e foram para a beira do campo comemorar! Fomos buscar um empate e íamos sair com a vantagem!

Mas, na noite de ontem, “imponderável” se escrevia em verde…  A felicidade tinha endereço nas Perdizes…  e “Porto Alegre” conhecia outra grafia…

O relógio marcava 45′, e eu tava rezando, mas era pro juiz terminar, quando Juninho desceu pela esquerda, e cruzou para Barcos; o Pirata subiu e cabeceou pro gol, buscando o canto oposto do goleiro. Cabeceou de um jeito que a bola passou entre o goleiro e o zagueiro, e eles nada puderam fazer… GOOOOOOOOL DO PALMEIRAS! E GOL DE BARCOS! Saqueamos Porco Alegre! Santo Antonio, seu lindo, você caprichou!

Eu nem vi mais nada depois disso. Enlouquecida de alegria, chorando de emoção, tive que sair correndo atrás do meu coração que pulou do peito…

VITÓRIA SENSACIONAL DO VERDÃO EM PORCO ALEGRE! PALMEIRAS MUITO, MAS MUITO PERTO MESMO, DA FINAL DA COPA DO BRASIL!

PARA NOSSA ALEGRIA!

Ah… antes que eu me esqueça… TCHUUUPA, LUXA! TCHUUUPA, KLEBER!

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Mago,

A solidariedade não tem cor, não tem time, não tem nacionalidade… Ou, pelo menos, não deveria ter.

A torcida do Palmeiras, exceto por uma minoria, ficou consternada pelo que aconteceu a você e à sua esposa. Ficamos horrorizados! E a primeira coisa que fizemos, foi dar graças a Deus porque vocês tiveram muita proteção e estavam bem.  E essa parte da torcida, que se abalou com o que te aconteceu, teria compaixão mesmo que fosse um jogador do Corinthians, do São Paulo, do Flamengo, o Huguinho, o Zezinho, o Luisinho… Quem já passou por isso ou por algo parecido, sabe bem como é. Eu sei como é. Já tive uma arma encostada e engatilhada na minha testa, com várias “promessas” de que o gatilho seria apertado. É horrível demais.

Deve ser mais horrível ainda duvidarem do seu horror, e acharem que você (e a sua esposa também) inventou tudo. Essa sensação eu não conheço, mas posso bem imaginar. Mas isso é uma coisa com a qual você vai ter que lidar em qualquer parte do mundo onde existam seres humanos. Alguns, de imaginação fértil, tentando não enxergar o óbvio. Outros, com dificuldade de identificar caráter nas outras pessoas, pelo simples fato de não saberem o que é isso. As imagens apareceram, os que te acusaram de forjar o sequestro, fizeram cara de paisagem como se nada tivessem dito.

Eu conheço pessoas que não iam nem em clássicos do Palmeiras por medo, conheço as que não vão em estádios, pelo mesmo motivo, e hoje essas pessoas escarnecem do seu medo e da sua insegurança depois do que te aconteceu. E sabe como se chama isso? Hipocrisia. Mas o mundo está cheio de pessoas assim e você não se livrará delas em lugar nenhum do mundo. Também não se livrará dos censores que acham que você não tem o direito de dizer que a sua família vem em primeiro lugar, depois de ter sido pego beijando uma garota, quando estava brigado com a sua esposa. Infelizmente, uma parcela muito grande da sociedade, em algum momento da vida, já traiu a esposa, marido, noiva(o), namorada(o), uma boa parte (até dos que te apontam o dedo) faz isso regularmente. Mas sabe como é né? Eles acham que têm o direito de te atirar a primeira pedra… Hipocrisia, de novo, que você encontrará em qualquer lugar do mundo.

Há ainda os que acham que você não tem o direito de ter medo por ter uma conta bancária recheadíssima, veja só! É verdade que ter dinheiro pode te possibilitar morar num condomínio fechado, contratar um segurança, coisas que a maioria de nós não pode fazer. Mas, se a conta bancária recheadíssima resolvesse, você não teria sido pego; se os artefatos de segurança que o dinheiro propicia resolvessem, o Papa não teria levado um tiro, o presidente americano teria morrido de velho… Segundo Freud, o único instinto que trazemos de fábrica é o instinto da sobrevivência. Sentir medo é um direito seu e é legítimo!

Mas, por causa do medo, talvez você não esteja conseguindo pensar direito e nem se dar conta de que a violência é mais uma coisa que você encontrará em qualquer lugar do mundo Mago. E não importa o tipo de violência ou o país onde você estiver. Ela não existe só no Brasil, e você sabe disso. Alguém que aborda uma pessoa na rua para lhe tomar um relógio, embora pareça uma atitude mais inofensiva, pode estar ainda mais assustada do que o estava com você no seu carro, e pode ainda mais facilmente tirar uma vida. Para poder comprar droga, e isso é um problema mundial, um viciado é capaz de qualquer coisa. Nem mesmo na Noruega, um país tão pacato, se está seguro. Lá, um maluco resolveu virar atirador e acabar com a vida de dezenas de jovens. Os riscos são muitos, em qualquer lugar do mundo. Viver é um grande risco Mago. Sei que você se preocupa com a sua família, mas eles podem, sim, viver em segurança aqui. Você pode proporcionar isso a eles.

Acho que outra coisa que talvez você também não tenha se dado conta, é que é só tempo pode amenizar as consequências do que vocês viveram. Se eu pudesse te dar um conselho, Valdivia, te diria para não decidir quando ainda está sob o efeito da violência que vivenciou. Não vai conseguir tomar a atitude acertada.

Mas tem mais uma coisa… Você disse ao Sampaio, e me disse uma vez também, que se sente em dívida com o Palmeiras.  Então… se o perfil que tracei de você estiver correto, não é a sua cara ir embora assim… Não é a sua cara não jogar tudo que pode, agora que parece estar livre das lesões… Não é a sua cara não lutar conosco pelo título da Copa do Brasil… Não é a sua cara não encarar de frente a situação… Não é a sua cara abandonar o Palmeiras que você gosta tanto, e eu sei que gosta. Não é sua cara fazer o Palmeiras perder duas vezes… não é a sua cara sair como o vilão que rompeu um contrato e abandonou o time quando ele mais precisava de você… Duvido que você não sentiu vontade de estar em campo hoje, lutando ao lado dos seus companheiros. Duvido que você não vibrou com a vitória linda que o Palmeiras está trazendo pra casa. Duvido que não se sentiu tocado quando os seus companheiros a ofereceram  a você…

Tudo vai se resolver com o tempo Valdivia. E as coisas vão voltar todas aos seus lugares. Pensa nisso… Estamos com você e precisamos de você…

Vai lá, Mago. Deixa esse bigode da sorte crescer de novo e booora conquistar essa Copa do Brasil! Temos que nos recuperar no Brasileiro e ano que vem, se Deus quiser,  teremos Libertadores… FICA, MAGO? Diz que sim, vai?

“… andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá…” ♫♪♫

É HORA DE MAIS UMA BATALHA PALMEIRAS!

E que não nos falte garra, vontade de vencer, muita luta e muita bola enfiada na rede dos gaúchos!

A nossa fé e o nosso amor, vocês já sabem, esses não faltam nunca!

Tamo junto! ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOOO!!!


Comemorar só o Dia dos Namorados em 12 de Junho é para os fracos!

Os palestrinos têm muito mais a comemorar…

12 de Junho é dia de relembrar o espetáculo, o show que o Palmeiras (nosso amor eterno) apresentou para a gambazada na final do Paulistão/1993!

Com um time recheado de craques, com metade do Morumbi lotada de parmeras, com gols inesquecíveis, dribles maravilhosos, com uma apresentação de gala do Matador Evair, com a defesa que ninguém passa (e não passava mesmo!), com a linha atacante de raça e uma dose “animal” de emoção, o título foi merecidamente conquistado pelo Verdão! 4 x 0, fora o baile, ficou barato demais!

Grazie Evair, Edmundo, Zinho, Sampaio, Antonio Carlos, Mazinho, Tonhão, Roberto Carlos, Sérgio, João Luís, Edílson (vou te dar uma colher de chá…), Paulo Sérgio, Daniel, Maurílio, Jean Carlo, Alexandre Rosa, Sorato, Jefferson, Toninho, Marquinhos, Willians, Edinho, Magrão, Naná !!! Nós nunca mais vamos nos esquecer!!

SALVE, PALMEIRAS! SALVE DREAM TEAM!

E 12 de Junho é também o aniversário de um dos maiores goleiros da Sociedade Esportiva Palmeiras, de uma lenda viva do Palestra Italia e do Palmeiras…

OBERDAN CATTANI, PARABÉNS PELOS SEUS 93 ANOS!

MUITA SAÚDE, ALEGRIAS, 

E PARMERA CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL TAMBÉM!!

“Tá faltando raiva ao Palmeiras” – Felipão.  ELE deveria escalar a torcida… Mais raiva do que ela anda sentindo, impossível!

De nada adiantou a noite muito mal dormida, de nada adiantou todo o vinho que eu tomei à mesa…

Enquanto recolhia os pratos do almoço de domingo e os levava para a cozinha, as lágrimas escorriam pelo meu rosto, mas, ao invés de aliviar, doía ainda mais o meu peito… Meus pensamentos, mais desorganizados do que o time do Palmeiras em campo; os impulsos nervosos do meu cérebro, mais desconexos do que aquele festival de chutões que assistimos a cada jogo… que sensação horrível! Fui dormir morrendo de raiva, acordei dezenas de vezes durante a noite, e amanheci com esse buraco no peito.

O que esperar do Palmeiras? O que esperar daqui pra frente? Tudo e nada…

Tem torcedor que fala que o time não presta, que fala que falta raça. Não é verdade! Precisamos de algumas peças para vestirem a camisa titular, mas está tão óbvio… o time é mal treinado, não tem padrão e tampouco regularidade. Raça, sozinha, num esquema furado, não adianta de muita coisa. É o centroavante marcando lá atrás, o meia marcando na lateral… uma desorganização desgraçada! Por isso, tantas vezes, o time parece um catado. E é normal que diante de uma coisa que não funciona, os jogadores se sintam meio derrotados, antes mesmo do apito final. Não sei o que pensar de Felipão. Não sei se está perdido e não sabe o que faz, ou se sabe muito bem o que faz e o Palmeiras, a torcida, e os títulos que tanto queremos, que se danem… A farpa da dúvida afunda cada vez mais no meu peito.

O técnico vive apelando por contratações e, algumas delas, que chegam e saem do Verdão com rapidez espantosa, estão hoje em outros times, com partes dos salários pagos pelo Palmeiras (essa manobra é antiga). A Base, de alguns jogadores campeões com a seleção sub-20, é depreciada, não tem chances, mas tem chance um Betinho (e mais um monte de outros) que nem o São Caetano quer e que bateu na porta do Palmeiras (!?!?); também tinha chances o inútil do Ricardo Bueno, Rivaldo… Que vergonha eu sinto disso!

No Palmeiras atual, não importa a característica do jogador, ele tem que ser um marcador! Senão, nem é escalado. E, curiosamente, nessa obsessão pela marcação, o esquema único do time privilegia um jogador que só sabe cobrar faltas – mas não acerta com a frequência que tal privilégio demandaria – e que não marca p…. nenhuma!  No Palmeiras de hoje, se tiver um jogador de talento, mas tiver um outro, perna de pau, que marque mais que ele, o talento vai pro banco e o perna de pau pro campo. E nessa batida Luan se fez intocável (quero acreditar que seja só por isso, e não pela história do tal empresário, que também empresaria Patrik, Betinho…).

Nos bastidores, estamos reféns de gente despreparada, incapaz e sem amor e respeito suficientes para cuidar do Palmeiras, gente que pensa que o Palmeiras é uma extensão de suas lanchonetes; dentro de campo, estamos reféns desse esquema de bola parada, de chutões sem utilidade alguma, de nenhuma jogada ensaiada;  de um esquema para não vencer…

Barcos chegou marcando uma porrada de gols, GOD mudou o esquema e estragou a nossa alegria e o futebol de Barcos… O que GOD tem contra marcarmos gols?

Mazinho chegou, fez uma partida muito boa, arrebentou na segunda, para  depois virar banco de Luan, que não tem um grama de talento suficiente para vestir a camisa do Palmeiras, quanto mais para ser titular. Hoje, Mazinho já não repete a boa performance das primeiras partidas.

Cicinho jogava muito, todos nós vivíamos dizendo que não tínhamos mais problemas na lateral direita; GOD mudou a formação tática, Cicinho teve que marcar mais e avançar menos – foi ele mesmo quem disse isso – e hoje não consegue reeditar o seu bom futebol.

E assim é com todos os nossos jogadores. As suas melhores características são desperdiçadas, reprimidas, na obsessão que o técnico tem por marcação. Ele mesmo disse ‘estou ensinando o Felipe a marcar’.

Diante do Galo, para nossa alegria, tínhamos dois meias em campo! Mal pude acreditar!  Mas o Felipe – que sofreu um pênalti não marcado pelo juiz – foi colocado para marcar o lateral dos caras.  Dessa maneira, pode por até o Messi aí, que ele não vai dar conta! E tínhamos dois meias no time e só o Barcos no ataque – Luan é alegoria, uma vez que também é obrigado a ficar cobrindo a falha de marcação de outros em campo. De que adianta? E Maikon Leite e Mazinho… no banco. Claro que, com essa formação, com essa mentalidade e com um festival de passes errados, passamos o primeiro tempo sem dar um chute a gol – nossa melhor oportunidade, além da pegada no pé do Felipe, na área, foi o lance em que Richarlyson, jurando que era o Cristo Redentor, de braços abertos “sobre a Guanabara”, meteu a mão na bola dentro da área. Como o Palmeiras atual gosta de facilitar a vida dos adversários. Do lado verde, os torcedores pediam Maikon Leite. Do lado do Galo, Ronaldinho começava a gostar do jogo…

E a gente, com inveja e saudade, via o Pierre destruindo tudo. O mesmo Pierre, que Felipão não quis e para quem ELE não deu algumas das infinitas oportunidades que dá para os seus pernas de pau favoritos. Hoje, temos que nos contentar com Márcio Araújo, que já não é grande coisa, mas se complica ainda mais porque Assunção não é mais um marcador e, por mais que tente, não consegue ficar correndo atrás dos adversários.

No segundo tempo, o Galo abriu o placar logo aos 3′, com Jô; Ronaldinho metia cada bola pra ele que me dava até frio na espinha… Felipão chamou Maikon Leite mas, ao invés de tirar o Luan, que jogava mal, tirou Felipe, que jogava bem. Mais tarde tiraria o Luan para colocar Mazinho, mas, tirando duas cobranças de falta que pararam na trave – o Galo teve um gol, que me pareceu legítimo, anulado pelo juiz -, o Palmeiras nada fez para buscar, pelo menos, o empate.

E assim vamos nós, com um técnico que não administra bem o time, com jogadores mais perdidos que uma cebola em salada de frutas, com dirigentes que pensam que o Palmeiras é pastelaria. Italianos que fazem as contas e os planejamentos do time Campeão do Século, com as canetas atrás da orelha e em papel de pão. Dirigentes que são células doentes da ferida maligna que apodrece o Palmeiras por dentro e derrama o pus aqui fora…

E nós, torcedores, somos o curativo que minimiza o mal… somos o linimento que alivia as dores… nosso amor é a força que permite ao “doente” se levantar, se manter ereto e caminhar… e haveremos de ser, precisamos ser, bisturi e pinça, a cortar e extirpar essa ferida maligna antes que ela mate o nosso Palmeiras. Não dá para esperarmos mais.

Ele só tem a nós e ao nosso imenso amor… E somos nós que teremos que salvá-lo.

AFINAL, NÓS PLANTAMOS PALMEIRAS NO CORAÇÃO!!

“Só a ignorância aceita e a indiferença tolera o reinado da mediocridade”- José de Alencar

Campeonato Brasileiro 2010 Palmeiras 10º colocado
Derrotas em casa
1 x 2 Fluminense
0 x 2 Atlético-MG
0 x 2 São Paulo
2 x 3 Cruzeiro
0 x 3 Atlético-GO

Derrotas fora de casa
Cruzeiro 2 x 1
Atlético-GO 3 x 0
Atlético-PR 1 x 0
Corinthians 1 x 0
Avaí 4 x 2
São Paulo 1 x 0

Sulamericana 2010
Palmeiras 1 x 2 Goiás (desclassificação na semifinal)

Campeonato Paulista 2011
Palmeiras 1 x Corinthians – Nos pênaltis:5 x 6 (desclassificação na semifinal)

Copa do Brasil 2011
Coritiba 6 x 0 (desclassificação nas quartas de final)

Campeonato Brasileiro 2011 Palmeiras 11º colocado
Derrotas em casa
0 x 2 Coritiba
1 x 2 Figueirense
1 x 2 Fluminense
0 x 3 Internacional

Derrotas fora de casa
Santos 1 x 0
Botafogo 3 x 1
Vasco 1 x 0
Fluminense 1 x 0
Ceará 2 x 0

Paulistão 2012
0 x 1 Mirassol Guarani 3 x 1
Corinthians 2 x 1

2 x 3 Guarani (desclassificação nas quartas de final)

Campeonato Brasileiro 2012
Grêmio 1 x 0
Sport 2 x 1 (depois de 3 rodadas, o Palmeiras soma 1 ponto e ocupa a 17ª colocação)

Acho que nem na época da fila, quando tínhamos elencos muito medíocres e técnicos idem, nosso time foi tão esculhambado, tão achincalhado e ridicularizado como nesses últimos dois anos. Talvez eu me engane, mas não me recordo de tê-lo visto tão desrespeitado como agora. Me lembro que uma das maiores vergonhas daquela época foi termos perdido o Paulistão para a Inter de Limeira em 1986. 

É meus amigos, naquela época, perder para time pequeno era motivo de vergonha, sim! Perder campeonatos pra eles então… era o fim do mundo! Hoje em dia, se não acharmos normais esses resultados, não somos palestrinos legítimos, é mole? Os palestrinos de ocasião, e oportunidades também, acham que temos que apoiar a contratação de um Betinho, acham que temos que gostar de ver Patrik (e mais uns jogadores de um certo empresário) enfiados em nosso time… Temos que ver o técnico fazer burrada em cima de burrada (sem falar na escalação dos tais jogadores do tal empresário) e achar que ele é o melhor de todos…

A única coisa em que todos concordamos (até mesmo os puxadores de saco de Tirone e, principalmente de Frizzo, de meses atrás) é que a nossa diretoria é um desastre. O Palmeiras é refém da falta de comando e de um festival de burradas cometidas por dirigentes incapazes, que não estão nem aí com o clube.  É refém de um bom número de conselheiros; uma cambada que só serve para participar de reunião, e mais nada. Na hora de votar no presidente, a cambada vota sempre com os “amigos”, com as conveniências. Como diria Camões, “num é facio”.

Haja capacidade para lidarmos com todas as frustrações e provocações, não é mesmo? Não demora muito vamos poder atender em consultórios psiquiátricos. Perder vaga para o Goiás, em casa, depois de termos vencido na casa deles e de fazermos 1 x 0 no Pacaembu… foi uma punhalada no coração! Perder vaga para o Coritiba, foi de matar! Os 6 x 0 do placar deram requintes de crueldade à “matança”… Ser desclassificado pelo Guarani (muito mais arrumado em  campo), que disputa a segunda divisão do Brasileiro, foi um pesadelo.

E some-se a isso uma tonelada de empates, em jogos que poderíamos ter ganhado; em jogos em que estivemos, até mesmo, com jogadores a mais em campo.

Complete o cenário juntando uma boa dose de árbitros e bandeirinhas bem sem vergonhas, bem sacanas, que metam a mão em tudo quanto é jogo, e não faltará mais nada!

Não dá para continuarmos vendo o Palmeiras desrespeitado; vê-lo acorrentado, preso à mediocridade dos que o comandam, dos que comandam o futebol e o time, sem poder dar um passo à frente sequer. Aturar a desfaçatez desses  “palestrinos” que tanto fazem para apequenar o Palmeiras, é como levar um tapa na cara todos os dias.

Enquanto os nossos dirigentes e técnico continuarem a pensar pequeno e conduzirem o Palmeiras como se ele fosse um time qualquer, nosso futebol vai continuar sofrendo, sangrando… Por isso, vamos aderir às campanhas contra o fumo e lançarmos a nossa própria campanha: “PARMERAS UNIDOS CONTRA O FUMO! CHEGA DE LEVAR ‘FUMO’!!

E que seja logo! Apesar de tudo o que têm feito com o Palmeiras e contra o Palmeiras, temos reais chances de ganhar a Copa do Brasil! Para dirigentes, técnico, jogadores e torcedores, isso tem que estar acima de qualquer outra coisa. ENTÃO, BOORA BUSCAR ESSE TÍTULO, BARALHO!!

A torcida vai fazer a sua parte… com muito amor e dedicação, como sempre faz.

 

06 de Junho de 2000… Há exatos 12 anos, um santo foi, definitivamente, canonizado.

Eu poderia falar da alegria… do coração que quase explodiu dentro do peito…

Eu poderia falar da dissimulação, que foi vista sem a máscara e perdeu a pose…

Também poderia falar que, quando vimos quem seria o último a cobrar o pênalti, todos nós já antevíamos o que ia acontecer…

Poderia dizer que estávamos mais unidos do que nunca naqueles breves instantes…

Poderia lhes contar que, nos segundos que antecederam a cobrança, a TV mostrou Marcos no gol e eu, quase morrendo de aflição, notei que a imagem de seu escapulário aparecia pela gola da camisa…

Poderia escrever aqui que, naquele momento, a certeza de que ele ia pegar, corria pelo meu rosto…

Poderia lembrar que todas as nossas rezas deram certo naquela noite… e que quase morremos de felicidade, que lavamos a alma… que a nossa aflição e apreensão deram lugar ao riso, aos gritos de alegria e às lágrimas…

Mas não é preciso que eu diga nada. Nem mesmo que aquela emoção permanece comigo e que ainda choro ao lembrar…

Esse filme jamais sairá da nossa memória…

Que Deus o abençoe sempre, São Marcos! Amamos você imensamente!

 

Como é de praxe, sempre que temos algo importante a disputar, aparecem alguns assuntos para agitar as águas, já normalmente turbulentas, do Palestra. Nos últimos dias, às vésperas da disputa pela vaga à final da Copa do Brasil, a agitação ficou por conta da quase contratação de Ronaldinho Gaúcho. De novo essa história!

A princípio, os torcedores achavam que era só mais uma das muitas bobagens que os especuladores vomitam por aí, como verdades absolutas. Tirone se manifestou e disse que em sua gestão, não! Mas, no dia seguinte, ele já mudava o discurso e dizia que, ‘dependendo dos valores envolvidos’… Não disse que pretendia contratá-lo, mas deixou no ar. Então, a parmerada se agitou! Aí, apareceu um investidor árabe, e isso aguçou de vez os torcedores. Enquanto a maior parte da galera esmeraldina – graças aos acontecimentos ocorridos à época em que Belluzzo tentou contratar Ronaldinho -, se posicionava totalmente contra a chegada do jogador e rezava para que não desse certo, havia uma parte que já montava até a escalação do time com ele.

Eu fiquei muito brava quando soube que ele poderia vir ao Palmeiras. Meu orgulho de torcedora ainda não tinha engolido a história dele, e do irmão empresário, terem acertado tudo com o Verdão, terem gerado uma baita expectativa na torcida e, depois, RG ter se bandeado para o RJ dizendo que “Flamengo é Flamengo”. Menosprezar o Palmeiras é inaceitável! Além do mais, a camisa 10 palestrina já tem dono! Ela é de El Mago Valdivia! Teriam que dar um outro número a ele, caso fosse contratado.

Mas o Dentuço acertou no que disse, quando nos deu um ‘perdido’ na primeira vez. “Flameingo é Flameingo, meishsmo”! O time que mais tem dado calote nos seus contratados. Prometem caviar pros caras e depois não têm cacife nem para a mortadela. E Patrícia Amorim, a (des)presidente do clube (azar deles), surtou, e queria que o Palmeiras indenizasse o clube carioca em 325 milhões, por ter, segundo a paranóia dela, aliciado o jogador. Vai lavar roupa pra fora, minha filha!

Tentou atravessar a contratação de Felipão, ficou aliciando Kleber, quando ele jogava no Verdão, promoveu a maior discórdia por aqui e, agora, no caso do RG, quer desviar a atenção da sua torcida, fazer com que ela não note que, você, ao deixar de pagar salários a ele, que já tinha aprontado um bocado por aí, lhe deu a possibilidade de romper o contrato e processar o clube? Quer tirar o seu da reta com a urubuzada e colocar a culpa no Palmeiras? Se eu fosse dirigente do Palmeiras, iria processá-la por calúnia e difamação, sua cretina! Não iria receber, eu bem sei, porque você não paga ninguém, mas iria sentir um prazer enorme em fazê-la descobrir o que é cutucar um porco com vara curta…

Quanto ao Ronaldinho, que ele sabe jogar bola, eu não discuto. Sempre fui fã de seu futebol. E depois de ter esbravejado bastante, contra a negociação que parecia se avizinhar, confesso que até fiquei em dúvida… Por pouco tempo, mas fiquei. O Flamengo, administrado pela “Destrambelhada da Gávea”, Patrícia Amorim (ela envergonha as mulheres), não cumpriu os compromissos assumidos em contrato e, por isso, está sendo cobrado na justiça pelo jogador. Ninguém gosta de trabalhar sem receber, ninguém trabalha direito se sentindo sacaneado, ainda mais quando o clube usa das velhas e desonestas fórmulas, de esculhambar a imagem do jogador, de usar uma parte da torcida para vaiar o cara, para persegui-lo, na clara intenção de fazê-lo pedir pra sair. Será que era esse o caso dele? Será que, com salários em dia, poderíamos usufruir do seu talento? Será que ele ainda está a fim de jogar? Vai saber… Sabemos que ele aprontou poucas e boas por lá. Conseguiu até mandar embora o Luxemburgo. Mas existe algo chamado honra, compromisso com com a imagem pública que ele construiu… E Ronaldinho não me pareceu muito preocupado em zelar pelas duas coisas, nem estar focado no futebol quando afirmou que “agora é festa todo dia”. Lá na Europa, ele recebia em dia, e também não o quiseram mais lá…

Enfim, com toda essa especulação de que ele viria para o Palmeiras, com investidores árabes na parada, ele acabou acertando com o …Galo! Bem a cara dele isso! Achei ótimo!  Ainda que tenha me questionado algumas vezes, não o queria no Verdão, conturbando ainda mais o ambiente.  O Galo que o contratou rapidinho, sem novela, e sem que ninguém ao menos soubesse que se interessava pelo jogador, na verdade, quer os holofotes que perdeu faz tempo. Pois que fique com esse “biscoito da sorte” (ninguém sabe o que vai sair disso).

A nós, palestrinos, depois desse “vem, não vem”, só resta esperar que ele continue com a mesma “vontade” dos últimos meses, que não jogue nadinha lá nas Minas Gerais, que a Cidade do Galo, se transforme na Cidade do Gole, e que possamos agradecer a Deus e ao Kallil, todos os dias, por mais uma vez RG não ter tido a honra de vestir a camisa mais linda do mundo!

 

 

02/06/2012 16h58

A Sociedade Esportiva Palmeiras vem a público esclarecer que recebeu uma notificação do Clube de Regatas Flamengo, alegando “ter evidências” de tratativas entre o Palmeiras e seu ex-atleta, Ronaldinho Gaúcho, durante a vigência do contrato de trabalho.

A esse respeito, cabe esclarecer que a Sociedade Esportiva Palmeiras também vai notificar de forma contundente o clube carioca, expondo que em nenhum momento isso aconteceu. O Palmeiras sempre se pautou pela ética e regras de boa conduta com seus parceiros e adversários desportivos.

Por fim, expressamos nossa profunda insatisfação com o fato, deixando claro que não hesitaremos em procurar o Poder Judiciário por eventual abalo à nossa instituição.

É inadmissível que atos como esses passem sem responsabilização.

A Presidência