“O Palestra Itália está onde quer que o coração palestrino o leve…”

Só agora, os meus pés tocaram o chão e consegui chegar ao PC, para contar o que foi a primeira partida da final da Copa do Brasil…

Cheguei na Arena Barueri e ao ver a avenida tomada de palmeirenses, me lembrei da Turiaçu… Um mundo de gente vestindo a camisa mais linda do mundo, com rostos pintados, bandeiras, fogos, chapéus, bigodes, olhos ansiosos, abraços apertados; com largos e escancarados sorrisos e cantando sem parar! O Palmeiras na final… M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!

As pessoas, colorindo a rua em verde e branco, faziam um “corredor” e,  com luzes verdes de sinalizadores, fogos, fumaça, cantos e toneladas de amor, criavam um cenário lindo, mágico,  para esperar a chegada do ônibus que traria a delegação do Palmeiras. Imagino como os jogadores se sentiram quando viram aquela recepção… A festa era comovente e a energia que havia ali, de arrepiar! O amor da torcida pelo Palmeiras, derramado em plena avenida, sem nenhum pudor, sem nenhuma reserva… E que amor é esse, que aumenta a cada dia, e resiste a períodos em que o sol se esconde em nosso mundo?

Pedacinhos do Brasil inteiro (interior de São Paulo, da capital, de Roraima, Sergipe, Minas, Paraná, Ceará, Santa Catarina.. ) vieram à Barueri para ser o centrovante de Felipão na tão sentida ausência do nosso Pirata. Sempre temos que lutar contra leões inimagináveis…

Os relógios pareciam parados… Não vi o ônibus chegar, porque já tinha entrado e, dentro do estádio, tinha a impressão que o tempo demorava ainda mais a passar… E ali, naquele lugar, onde, segundo a imprensa, disputaríamos uma final acanhada, escondida, sem graça, helicópteros sobrevoavam o céu para ver o Palmeiras (todo mundo vai onde ele estiver), para ver a festa da Que Canta e Vibra… A lua, brilhando no céu, também tinha vindo ver o espetáculo… E nem ela, nem os helicópteros, e nenhum de nós  podia ver e ouvir a conversa que acontecia no vestiário, entre dois velhos amigos…

Tava chegando a hora… Os goleiros do Coritiba entraram em campo, lá perto da torcida deles, para se aquecer; e tomaram vaia da Que Canta e Vibra! Minutos depois, os goleiros palestrinos também entraram. E o estádio era um coro só: “Bruno! Bruno!”; e ele, confiante, acenava para os torcedores. Nós e o Bruno, na final!! Quem diria… E então, a torcida passou a gritar o nome de Deola. Depois de alguns episódios, que fizeram com que Bruno passasse a ser o titular, foi de arrepiar, de verdade, ouvir a torcida gritar o nome de Deola, e vê-lo acenar de volta, cheio de garra. A família, finalmente unida e em paz.

E, enquanto esperávamos cantando, a festa ia sendo preparada… Com bigodes para homenagear Felipão e o Mago, com balões, milhares de bandeirinhas, máscaras de porco, rostos pintados, corpos envolvidos pela bandeira do time tão amado… logo, o cenário já estava pronto. Meu coração parecia que ia explodir. Eu ficava tentando imaginar como seria a preleção, e o que pensariam e diriam entre si os jogadores, enquanto ouviam a força do canto da torcida palestrina.

Estávamos com os olhos grudados no campo, esperando, e quando o Palmeiras  apareceu,  algo aconteceu…  o que era para ser uma festa, se tornou um espetáculo para os sentidos, para a alma… O estádio explodiu em verde e branco e, ao olhar à minha volta, o Palestra Itália estava ali! O amor, incondicional, da torcida pelo time, tomava posse da Arena Barueri e a transformava na nossa casa. Era o Palestra Italia que viera para a final. Que emoção eu senti! Em meio a uma quantidade absurda de fogos, aplausos, gritos, balões agitados, chuva de papel prateado, bandeiras e bandeirinhas, e cantando a plenos pulmões, a força do amor da Que Canta e Vibra, levara o Palestra até ali. Poucas vezes eu senti algo tão arrebatador assim…

O jogo começou e as coisas não aconteciam como a gente tinha imaginado. O adversário, que fazia uma cera desgraçada desde o primeiro minuto,  marcava a saída de bola e era mais ataque que o Palmeiras, que parecia perdido na defesa, correndo atrás do Coritiba. O juiz nos irritava e irritava o time, deixando de marcar faltas, escandalosas, que sofríamos,  marcando todas para o outro lado e inventando outras.

Embora a bola não chegasse muito fácil em Valdivia, ele se movimentava bem, tentava chamar o jogo e, assim, chamava também as travas das chuteiras adversárias em suas canelas… e como apanhava! Em algumas vezes, o Mago fazia a jogada e ninguém o acompanhava. Henrique fazia muita falta, mas, para mim, Barcos fazia mais! E num lance em que o jogo estava parado, Valdivia foi empurrado pelo adversário e, em resposta, estendeu os braços fingindo que daria a bola pra ele; e o juiz, sem motivo algum, deu amarelo pra ele! Que pilantra! Já imaginei o que viria…

Para nossa sorte, Bruno estava numa noite esplêndida! Fez cada defesa!! Numa delas, logo no comecinho, o cara do Coxa entrou sozinho na área e, com o “Palestra” aterrorizado, Bruno travou a jogada e ficou com a bola. Espetacular! Fui parar de tremer uns 10 minutos depois. O adversário ainda teve outras oportunidades, que a péssima finalização dos seus atacantes, mandou pra fora. Tenso…

Já estávamos nos descontos, numa cobrança de falta, Assunção levantou na área; Betinho, à frente de Jonas, foi agarrado por ele e derrubado, num lance que mais parecia um golpe de judô. PÊNALTI! (nesse caso acho que a regra prevê que o infrator seja expulso, seu juiz!) O “Palestra” explodiu de alegria! Não dá para explicar o que foi aquele momento…

Eu tenho pavor de penalidades, ainda mais num jogo de final… Valdivia ia cobrar… Eu tinha medo de olhar e, durante aquele silêncio que tomou conta do “Palestra”, enquanto eu segurava a medalhinha de um certo escapulário, vi o Mago se dirigir para a bola. Com o coração paralisado, eu olhei para a lua e disse ao meu medo: DESTA VEZ, NÃO! E então olhei pro campo no momento em que a Que Canta e Vibra explodia e o ‘Palestra’ enlouquecia! E com uma emoção sem tamanho, eu vi, bem à minha frente, Valdivia comemorar o gol (me disseram depois, que ele cobrara como Evair em 93) com a saudação pirata que homenageava Barcos. Lindo demais!! As lágrimas eram de alívio e emoção…

E sem que nos déssemos conta, fomos transportados para dentro de um sonho…  

Eu não sei direito tudo o que se passou na segunda etapa, mas me lembro de Thiago Heleno jogando muito, lembro da segurança de Bruno, lembro da defesa que se acertou, do Palmeiras que passou a marcar melhor e a atacar mais, da luta do time em campo e daquela demonstração de amor no “Palestra”… Barueri jamais veria algo assim…A confiança de fazer o segundo gol e o medo de tomarmos um, se revezavam em meu coração.

E então, o Coritiba fez mais uma falta… Assunção cobrou em direção ao gol; a bola, explodindo em Lincoln, procurou e achou Thiago Heleno, e ele,  de cabeça, mandou pras redes. O “Palestra” veio abaixo! A torcida do Coritiba ia cantando cada vez menos. A Que Canta e Vibra, fascinada, já podia sentir o gostinho de tocar a taça e cantava e pulava sem parar… O Palmeiras, que a imprensa tanto ridicularizou, transformava o estádio acanhado e sem graça (segundo ela) no maior estádio do mundo!

Minutos depois, numa disputa mais dura de bola, devidamente aumentada pelo adversário, o juiz expulsou Valdivia. Nos primeiros momentos, o Palmeiras sentiu o golpe; o Mago fazia falta em campo. Pra complicar, num lance na área, Márcio Araújo foi disputar a bola com Tcheco e o Coritiba reclamou de pênalti. O juiz nada marcou e Tcheco foi pra cima dele. Levou cartão? NÃO! Não sou expert nas regras do jogo, mas me pareceu que M. Araújo tinha por objetivo a bola e, quando Tcheco ficou com ela e mudou a sua direção, Márcio Araújo já não podia mais parar ou voltar, e acabou derrubando o jogador. O fato é que o jogo continuava tenso…

Felipão colocou Maikon Leite e, no minuto seguinte, Betinho o lançou à frente do marcardor; ele dominou e foi em direção ao gol, mas se atrapalhou ao tentar tirar o goleiro, e perdeu o gol. Seria o gol do título… Que pecado! E o Coxa veio pra cima, e a defesa que ninguém passa tirou tudo. O Palmeiras lutava pela vantagem construída, o Palmeiras lutava pela chance de conquistar a Copa do Brasil, lutava contra assalto, sequestro, apendicite, expulsões muito mandrakes… e a torcida lutava junto…  E no “Palestra Itália”, feliz, de bigode, coberto por faixas verdes, brancas e vermelhas, ecoava: “…meu Palmeiras, meu Palmeiras, você é meu bem querer…”♫

O banco do Verdão, de pé, acenava e pedia o final de jogo; os torcedores olhavam os relógios…

E então, o juiz apitou! E decretou a festa da torcida mais linda e mais apaixonada do mundo! E decretou também que o Palmeiras vai à Curitiba, desfalcado, prejudicado por arbitragens coniventes com a pancadaria e implacáveis com lances corriqueiros..

Mas, jogue quem jogar, o Palmeiras vai à Curitiba mais forte, mais unido (obrigada Sampaio), mais pertinho do título; vai com “um olho no gato e outro na frigideira”…

O Palmeiras vai à Curitiba com Barcos, Mago e mais vinte milhões de palestrinos guardados no coração, para trazer a taça pra casa…

SÓ FALTA UMA! AVANTI PALESTRA! SCOPPIA CHE LA VITTORIA È NOSTRA!!!

Cá estamos nós, na final da Copa do Brasil!!!

Copa que, coincidentemente, já conquistamos uma vez, sob o comando do Bigode! Copa, que nos matou de emoção e alegria, no jogo diante do Grêmio, com um gol de um outro bigode… o bigode mágico e cheio de garra de Valdivia!

Nossa história já foi escrita por muitos outros “bigodes”…

POIS ENTÃO, VAMOS ESCREVER MAIS UM CAPÍTULO NO LIVRO MARAVILHOSO DAS GLÓRIAS PALESTRINAS, A CARÁTER!!

Torcedor palestrino, leve o seu bigode hoje à Arena Barueri! Bigode de verdade, ou de fantasia, pintado no rosto, não importa… A MODA NO VERDÃO AGORA É BIGODE! O meu já está preparado, e o seu?

Forza, palestra!! #forzabigode!!

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Dizem que o nosso coração está no lugar pra onde vão os nossos pensamentos, quando estamos distraídos, divagando…

Hoje é terça feira… Estamos a 2 dias de uma final… a um punhado de horas de realizarmos um sonho… Já não conseguimos mais comer direito, nem dormir; com os batimentos do coração totalmente acelerados, não conseguimos deixar de pensar no jogo, de imaginar lances, jogadas, dribles e gols… não conseguimos deixar de sonhar com Valdivia, Barcos, Mazinho, Maikon Leite, Cicinho, Juninho e Cia comemorando o balançar das redes inimigas… com Henrique, Thiago Heleno, Maurício Ramos, Román e Bruno e todo o resto do time, concretando a parede palestrina… Pra mim, tem momentos em que até respirar fica meio difícil… e o coração mal pode esperar, louco para espiar aqui do lado de fora… louco para ganhar os ares e voar!

Vamos jogar em Barueri a primeira partida da decisão da Copa do Brasil.  Em tempos em que a nossa casa está em reforma, nossos atletas optaram por jogar onde eles se sentem melhor.  Acho que está certo assim, e me parece que Tirone agiu corretamente ao ouvir os jogadores. O que importa é que estamos perto de chegar onde tanto sonhamos…

E só Deus sabe como nos foi difícil chegar até aqui… Só Ele sabe os tortuosos caminhos que nos trouxeram até a última batalha dessa guerra…

A gente tem sofrido um bocado! Famintos que estamos por tempos melhores, depois de tantas invertidas acabamos nos embrutecendo, perseguindo uns aos outros, nos atacando… Torcida que brigou com jogador, com técnico; técnico que brigou com a torcida, que brigou com jogador; torcida, técnico e jogador que brigaram com dirigentes; torcedor que brigou com torcedor… Que difícil! Quase perdemos a força de acreditar; escarnecemos alguns, humilhamos outros, acertamos nas críticas algumas vezes, fomos injustos e desleais em outras tantas… Quase jogamos fora o que temos de melhor, quase destruímos a nossa família de sangue esmeralda (que ainda se vê dividida pelo preconceito dos que se imaginam mais torcedores do que os outros)…

E agora, quando nos vemos diante da última batalha, quando nos deparamos com os dois últimos obstáculos, olhamos à nossa volta e vemos que só sobramos nós. Nós mesmos, os que tanto brigaram entre si. Agora compreendemos, que perseguidos e perseguidores, que time e torcida, estão juntos; que nós sempre estivemos juntos, o tempo todo, e nem nos demos conta disso enquanto nos degladiávamos. Agora, percebemos que nada e nem ninguém vai nos segurar; que vamos enfrentar o último adversário unidos e mais fortes.

Se me perguntarem se eu acho que o Palmeiras vai conquistar o título, vou responder que EU TENHO CERTEZA QUE O PALMEIRAS VAI CONQUISTAR O TÍTULO! E sabem por quê? Porque nós merecemos isso! Porque nós lutamos contra tudo e contra todos para estarmos aqui! Lutamos contra nós mesmos! Contra as intrigas dentro da nossa própria casa, contra as notícias vazadas, contra a mentalidade atrasada que nos comanda, contra gente manipulada, interesseira e vendida, infiltrada em todos os cantos do Palestra. Nossos inimigos foram – e têm sido – tantos. Nos desgastamos com boa parte da imprensa que não se cansou de arranjar motivos para nos desmerecer, para tumultuar o ambiente palestrino… nos aborrecemos com as críticas de uns; outros, se aborreceram com as nossas críticas… nos desapontamos com entrevistas impensadas e desastrosas de nossos dirigentes…

Lutamos contra a frustração e contra o fato de não sabermos lidar com ela; lutamos contra os gols desperdiçados, contra a anulação de gols legítimos que marcamos; sofremos com os passes que eram pra ter sido certeiros e saíram totalmente contrários ao planejado, com os pênaltis que sofremos e não foram marcados; travamos batalhas imensas contra a revolta de alguns momentos, contra o orgulho ferido de tantas oportunidades; lutamos contra as lesões,  contra as críticas mais ferinas, contra as gozações, contra as dores do corpo e da alma, contra a decepção, contra o apito que tantas vezes nos prejudicou, e ainda prejudica… Precisamos fazer verdadeiras maratonas para estar em jogos cujo horário só favorecia à televisão, deixando muitos torcedores sem transporte para voltar pra suas casas…

Alguns de nós, precisaram enfrentar o receio de jogar num time grande; outros, precisaram vencer as barreiras e pressões de trabalhar e ter de “vingar” num país estrangeiro; e teve ainda quem precisasse vencer o horror de uma grande violência vivida… Mas todos nós, sem distinção, nadamos contra a correnteza, buscamos a superação e lutamos contra o medo de acreditar, contra o medo de sonhar… chegamos até aqui bastante fortalecidos e, agora mais do que nunca, nós podemos, sim, sonhar… acreditar…

Não foi nada fácil, mas olha a gente aqui! Nós sobrevivemos! Machucados sim, marcados sim, mas inteiros! Palestrinos que somos, nos ferimos, nos machucamos, nos dobramos inúmeras vezes, mas continuamos de pé!

Cada um de nós… torcedores, jogadores, integrantes da comissão técnica, gerente de futebol, dirigentes… sabe os desafios e os “monstros” que teve que enfrentar; sabe as dores e as pedras que carregou por todo esse caminho. E elas nos fizeram mais fortes e mais sábios, e hão de nos fazer invencíveis nas duas partidas que faltam! FORÇA PALMEIRAS! Depois de tudo o que passamos, não vamos deixar ninguém nos tomar esse título, esse sonho. NEM A PAU, como diria  – e tenho certeza dirá – São Marcos ao grupo!

Porque pode nos faltar tudo, mas que não nos falte luta, não nos falte empenho e vontade de vencer; não nos falte alegria, amor e respeito ao manto que vestimos com orgulho; e que não nos falte gols, muitos deles, nas redes adversárias.

Estamos juntos e agora é a hora, Palmeiras! Cada um de nós, sem exceção, de alguma maneira contribuiu com uma pecinha desse grande quebra-cabeças que está prestes a ser concluído… Com um grito de incentivo, com um desarme, uma falta, um aplauso… com um gol, uma defesa, uma instrução bem dada, com um passe milimétrico, com uma botinada levada, com outra botinada dada, um tratamento adequado, com uma oração, um ensinamento, um pensamento positivo; com a vontade de aprender, de acertar, com a paciência de tentar mais uma vez… com suor, com chuva, frio, com muita dedicação e lágrimas…

Estamos juntos, e sabemos bem o que vem pela frente, sabemos que a dureza do prélio não tarda… Faltam dois dias…

É hora de jogar com mais raça do que nunca! E, no ardor da partida, entregar a alma e o coração! É hora de jogar com a responsabilidade de quem carrega vinte milhões de corações na ponta da chuteira e, por isso mesmo, se sente mais forte! Temos time e torcida para transformar a lealdade em padrão e tornar o nosso sonho real!

SOMOS PALMEIRAS! E O PALMEIRAS, CAMPEÃO DO SÉCULO, SABE SEMPRE LEVAR DE VENCIDA E MOSTRAR QUE DE FATO É CAMPEÃO!

BOA SORTE, VERDÃO! PRA CIMA DELES, E SEM MEDO DE SER FELIZ!!!

Depois de muitas amarguras, em vários campeonatos, depois de tantos revezes, estamos numa final… e passamos bravamente pelo Grêmio, com uma vitória muito boa no sul, e uma verdadeira batalha aqui, para chegarmos a ela… É tão bom isso!

O torcedor, ansioso, desde a classificação diante do time gaúcho, mal podia esperar para saber quando os ingressos para a primeira partida da final estariam à disposição.

Confesso que me sentia bastante preocupada. Há quase dois meses, tive a minha carteira furtada e, com ela,  meu cartão do Avanti, o plano de sócio torcedor que comprei há dois anos. Entrei em contato com eles, pedindo o cancelamento e a substituição do cartão. Disseram que me ligariam de volta. Estou esperando até hoje… Liguei mais algumas vezes e nada! Os meus cartões do banco, que também foram furtados na ocasião, em três dias já tinham sido substituídos por novos, mas o do Avanti…

No começo de Junho, liguei de novo e a garota que me atendeu não sabia nem de que caminhão de mudança tinha caído, muito menos do meu cartão. E eu, desde esse período até agora, fiquei sem a vantagem da preferência na compra de ingressos antes dos torcedores não associados, e sem poder ter o desconto ao qual tenho direito. Isso não estava certo…

No dia 4/06, depois de já ter enviado um outro e-mail, pedindo ao menos um cartão provisório,  recebi a seguinte resposta:

Qualquer pessoa em meu lugar, imaginaria que apenas haveria uma troca de planos, não é mesmo? Fiquei esperando que viesse alguma coisa que me permitisse migrar do plano antigo, que expira somente em Agosto, para o novo. Que tola eu sou!

O tal dia 15/06 do e-mail, chegou ontem (28/06). Horas antes de começarem a ser vendidos, os tão aguardados ingressos da primeira partida da final, foi lançado o novo programa de sócio torcedor. Não tem atrativos para torcedores de outras localidades, mas para os que costumam ir aos jogos, o plano é muito conveniente. E tem as seguintes opções:

  

MEU PALMEIRAS         SOU PALMEIRAS        MINHA VIDA É VOCÊ                                           -R$139,99                     R$ 69,99                    R$ 19,99

Taxa de adesão R$ 20,00 a ser somada ao valor do plano escolhido. E até mesmo dos torcedores que já possuem o plano antigo é cobrada essa taxa. Não acho que isso seja correto.

Diz o site: Quem é sócio Avanti terá benefícios incríveis (!?!) e exclusivos:

Ingressos com descontos;

Pré-venda exclusiva;

Sorteios de prêmios, incluindo um carro;

Promoções exclusivas; (não especificadas)

Visitas  guiadas às obras da Nova Arena – Exclusivo para sócios do Plano Meu Palmeiras (o mais caro das três opções oferecidas)

Ingresso para o primeiro jogo oficial do Palmeiras na Nova Arena (também só para quem adquirir o plano Meu Palmeiras, se cadastrar até o dia 01 de Setembro de 2012 e se mantiver adimplente até o mês da primeira partida oficial do Palmeiras na Nova Arena. )

Welcome kit (Pasta, Certificado de sócio Avanti, adesivo e cartão mifare Avanti)

Os torcedores, confusos, mal informados que foram, principalmente porque o site não funcionava como deveria, achavam que já poderiam usufruir dos benefícios do novo plano,  achavam que teriam direito aos descontos que o plano promete, e todo mundo quis se associar antes que as vendas tivessem início. As etapas do processo para se associar não se concluíam, as adesões ficavam bloqueadas… Uma confusão e um mundo de reclamações! Difícil de acreditar que eles não esperassem que, num momento como esse, o interesse do torcedor fosse muito grande.

Quando os ingressos começaram a ser vendidos, foi o caos! Torcedores tentando se associar, o site travado, ninguém do Avanti para orientar as pessoas, uns poucos conseguiam comprar, mas a maioria não. Era um salve-se quem puder, era na sorte! Aí, apareceu a informação que os que já eram sócios torcedores anteriormente deveriam comprar diretamente no site do Futebol Card, porque o banco de dados do Avanti antigo, tinha sido passado pra lá. Para um bom número de torcedores, como foi o meu caso, o site não reconhecia o login do Avanti, e eu não podia mudar a senha para tentar logar, porque não a site não aceitava o meu e-mail.

E no site do novo Avanti eu não conseguia concluir a adesão. Tentava logar com nome e senha que usei ao fazer o cadastro novo, mas o login também era dado como inválido. Tentava recomeçar a compra do plano e aparecia a mensagem que meu CPF já estava sendo utilizado por outro sócio, que ao final das contas era eu mesma. Uma baderna generalizada com uma tonelada de pessoas, desesperadas para poder ver o seu time jogar uma final de campeonato.

E os pobres torcedores, como se tivessem culpa pelo amor que têm ao time, como se precisassem ser castigados para ter o direito de ver o jogo da final, num desrespeito desgraçado por parte do Palmeiras, passaram a madrugada toda diante do computador tentando se associar e comprar ingressos. Eu fui uma delas, e sem sucesso!

Hoje já estamos na primeira hora do dia 30 e eu, assim como um sem número de pessoas, ficamos inconformadas, porque costumamos ir em todos os jogos; porque somos daquele tipo que estava na bancada até mesmo na partida seguinte a um placar adverso de 6 x 0; ficamos inconformados por não termos conseguido comprar ingressos.  No meu caso, os mesmos problemas continuam.

Mas, ainda que eu vá mais aos jogos do que outros, e outros mais do que eu, ninguém pode se considerar mais torcedor que o outro. Os torcedores não devem ser medidos e nem ter regalias por irem mais aos jogos, ou não, por acreditarem mais no time, ou não. Isso tem a ver com as características e com a disponibilidade de cada ser humano. Mas é normal que quem vai sempre aos jogos se sinta morrer por não poder ir agora. E é óbvio que todo mundo quer ver a final, é óbvio que uns teriam ingressos e outros não. Mas não poderia acontecer dessa forma.

Dizem que as arquibancadas já se esgotaram, que do total restam apenas mil ingressos. Por sorte, um amigo comprou pra mim. Mas isso não muda o fato que, como consumidora, que já possuía um plano há dois anos, eu fui desrespeitada em meus direitos; isso não muda o fato que os torcedores que quiseram se associar pela primeira vez, no desespero de poder comprar o bendito ingresso, também foram desrespeitados com a baderna que se instalou e não muda o fato que as pessoas que têm direito à meia entrada, foram “obrigadas” a comprar inteira, uma vez que não venderam os ingressos, normalmente destinados, a estudantes e aposentados.

Me sinto envergonhada por ter que escrever essas coisas aqui, por ter que reclamar do Palmeiras. Mas o desrespeito e o descaso das pessoas com os torcedores  não permitem que eu me cale. Desrespeito, até mesmo do diretor jurídico do clube que, num papel ridículo, em total desacordo ao cargo que ocupa, ficou fazendo piadinhas, via twitter, com os torcedores que reclamavam.

No site do Avanti eles comemoram o fato do termo #avanti ter entrado nos Trending Topics Mundiais, mesmo sabendo que isso se deu pela insatisfação e desapontamento de uma grande quantidade de torcedores, como mostra uma pequena amostra das reclamações no Facebok e do Twitter:

Richard Meckien Detalhe que é questão de duas telas para haver discordância quanto aos nossos direitos. No final do cadastro do Avanti: “A partir de AGORA você poderá desfrutar de todos os benefícios que seu plano oferece!”. Daí, logo na primeira página do Futebolcard, desmentem isso com essa informação do dia 15/07. Mais de 100 reais em gastos.

Weslley Gagliano Ta complicado. To com status bloqueado. Meu débito foi efetuado as 19:04:07 e eu não tenho direito de comprar o ingresso. Tem gente que fez o cadastro 00:00 e já ta com ingresso. É brincadeira?

Natalia Maróstica eu nao consigo realizar o pagamento e meu cadastro fica bloqueado! que saco!

Debora Gerard Ridículo!!!

Marta Poncio kkkkkkk vc liga lá os caras estão mais perdidos que cego em tiroteio, patético isso

Natalia Maróstica eu liguei la e vem uma mensagem eletronica informando que o atendimento começa as 8 da manha (?)

Marta Poncio Renan, meu plano é desde 2010, não consigo logar no site do avanti e no futebol card está indisponivel pra mim, ridículo o que essa merda de diretoria faz

Andre Yassuda resumindo, continua a mesma merda

Rodolfo Vieira eu fiz o pagamento no avanti , mais ainda aparece status bloqueado . só que o mais estranho ée q com a senha do avanti eu entro no futebolcard . mais nao aparece a opção de compra pro jogo de quuinta :s éee mt SACANAGEM !

Marcelo Correia O meu Status liberou para ativo … mas não libera a compra pelo futebolcard, qual foi o procedimento com quem já comprou.

@mariellibaratto @TaniaClorofila Tânia, já estou praticamente desistindo de ir ao jogo.
 ‏@SEP_DaaN  Poizé.. Mas é uma puta falta de respeito isso.. E pior, a bancada B ja esgotou TUDO mesmo, nem segunda, nem nada, já era!
@Renata_Faria @TaniaClorofila amore, vc consegue se logar no Avanti no seu plano antigo???? eu não consigo!
@Diego_Cps @ Garanti o meu tbm…mas me sinto indignado pelo q estou vendo. Gente q de certa forma merecia ver essa final até + q eu…
@FKamers  Inclusive deveriam ter dado preferencia aos que já eram associados antes. Abrir horas antes p/ migrar/escolher o plano
@_roovieira  aki tbm ta assim , tem numero de carteirinha e td mais . mais nao saii disso ! taa F…
@VerdeForza  O que me revolta é esse tratamento de quem já era avanti, a migração deveria ser automática!!!
@Feijao79 @TaniaClorofila Pois é Tânia, estou esperando quase uma hora e meia tentando fazer o cadastro…qto amadorismo!!
@ClaraPaivasep  E ninguém disse que o setor A1 estaria indisponível para compra.
@rafitus_ @TaniaClorofila bom dia mesmo pra quem nao conseguiu concluir o avanti e muito menos comprar o ingresso? isso desde as 19:30 ??
@MartaPoncio @TaniaClorofila More, fiz um avanti pra marcia e peguei na bancada normal, ridiculo o que fizeram, o meu não loga nem a pau
@hugodugcesar  O meu também dá como inválido…onde vc conseguiu pegar o login e senha, se é que conseguiu?
@Decoopontes  EU TO NO CANADA TENTANDO PARA A@CarmenLettieri E A @lipalestra NEM VOU AO JOGO MAS TO ACHANDO PATIFARIA
@nessamaral  sou socia do clube, estive na maior parte dos jogos esse ano e agora não vou ver meu time na final, pq não sou ST… afff
@NFumache  eu peguei os ingressos inteiros e dps vou ver o que faço. Propaganda enganosa e na cara dura! Gente sem acesso…
@CaiqueBonaldo  isso é vergonhoso , tão de palhaçada com a nossa cara ! to desde as 19:00 tentando , e nada –‘
marcelalonso10  vou junto no Procon, mas os ingressos vao esgotar e vamos perder a final…ai sera tarde. Que merda
@centrodocampo @sepMih  nossa, que lamentavel isso, dá até nojo desses caras no comando do Palmeiras. Acho que associar e ingresso só amanha
@sepMih @TaniaClorofila @centrodocampo Aff, que raiva! To tentando abrir em várias páginas e nada
@2xPalestrino @JairoPossi  quem mora em outro estado, interior não vai estádio. Seria doação pura e simples. Maioria não vai se interessar
@ariostorecco @xandehiga @JairoPossi  o meu nao consegui nem concluir o avanti !
@Mausp77  o meu ta la…bloqueado, pagamento nao confirmado..ps:
@leodias @TaniaClorofila Tenso esse site, né?
@felipeale E a meia-entrada, que é direito assegurado por lei, onde foram parar? Rasgaram o código de defesa do consumidor!
Lamentável, não é mesmo, torcedor palestrino? O maior patrimônio do Palmeiras é a sua torcida, e as pessoas lá dentro parecem que ainda não se deram conta disso e continuam a desrespeitá-lo. E justo às vésperas de uma decisão sonhada há anos…
É a modernidade e profissionalização que não chegam nunca ao Palmeiras…

“Éramos moços… E o moço que não sonha nasceu velho.” Vicenzo Ragognetti

Vicenzo Ragognetti, Luigi Cervo, Luigi Emanuele Marzo, e Ezequiel Simone sonharam o Palestra Italia… Um menino de treze anos, um outro com quase 18,  um homem maduro, admirador do futebol, e um outro, intelectual, idealizaram e fundaram o nosso amado Palesta Itália, lutaram para que ele não sucumbisse à falta de fundos, costumeiramente enviados pela colônia italiana e que com a Primeira Guerra Mundial passaram a ser enviados à Cruz Vermelha e à Pró Pátria. E lá se vão quase 98 anos… Quem diria que ele ficaria tão grande? Quem diria que ele seria o Campeão do Século?

Esta foi a nossa primeira taça… A taça Savoia!

Conquistada em 24 de Janeiro de 1915 – 5 meses depois da fundação do clube – numa partida que teve como resultado Palestra Italia 2 x 0 Savoia. O jogo foi idealizado por Luigi Cervo, para que o Palmeiras não tivesse que morrer com apenas alguns meses de fundação. Os gols foram marcados por Bianco (1º gol da história) e Alegretti. Assistindo à partida, com olhos cheios de lágrimas, estava Cervo. Feliz, emocionado, ele tinha a certeza que, daquele momento em diante, nada e nem ninguém poderia acabar com o clube; que o Palestra pensaria grande porque seria grande…

Em 27 de Abril de 1920 (apenas seis anos após a sua fundação), depois de três anos como inquilinos, o então presidente Menotti Falchi assinava a escritura de compra do terreno do Parque Antartica. O Palestra Italia tinha a sua casa!

O primeiro título, de um campeonato oficial, veio no mesmo ano.  No campo da Floresta, em 19 de Dezembro de 1920; ao vencer o Paulistano por 2 x 1, o Palestra Italia conquistava o Campeonato Paulista.

Nascido para ser um gigante o Palestra começava a cumprir o seu destino…

E conquistou os CAMPEONATOS PAULISTAS de 1926 (INVICTO), 1927/32 (INVICTO) 1933/34/36/40… E os dois CAMPEONATOS PAULISTAS EXTRAS de 1926 (INVICTO também) e 1938… e as conquistas do TORNEIO INÍCIO DO CAMPEONATO PAULISTA em 1927/30/35/39… a TAÇA DE CAMPEÕES RIO-SÃO PAULO em 1926/33… o TORNEIO RIO-SÃO PAULO em 1933… Foi CAMPEÃO BRASILEIRO em 1918 (com quatro aninhos de vida), 1926, 1933 e TÍTULOS INTERNACIONAIS em 1922/23/29 (dois torneios conquistados) e 1931…

O menino Palestra se cobria de glórias no Brasil e se fazia conhecer além das nossas fronteiras… A sua torcida, originariamente italiana, começava a ganhar a simpatia de outras etnias, e já vivia o orgulho de ser palestrina! Mas a vida queria o Palestra ainda maior; a vida tinha sonhos mais caros para ele realizar… mas seria à custa de muita luta!

E tivemos que lutar muito mesmo, para nos mantermos vivos, para manter a nossa casa… Graças à ignorância da sociedade da época e ao oportunismo de alguns, o Palestra Italia quase perdeu o seu patrimônio quando teve início a Segunda Guerra Mundial. A Itália tornou-se inimiga do Brasil, que apoiava as Forças aliadas. Quem tem descendência italiana sabe, por ter ouvido contar, o que foi aquela época; quem não tem a descendência, pode bem imaginar como foram perseguidos os italianos (e o Palestra Italia) de então e tudo o que fosse relacionado ao país inimigo.

O governo de Getúlio Vargas ameaçava tomar o patrimônio dos clubes que não mudassem de nome. Aproveitando a ocasião, o São Paulo Futebol Clube, uma equipe sem recursos, sem estádio, esperava que o Palestra fechasse as suas portas para ficar com todo o seu patrimônio, para ficar com o Parque Antárctica, a nossa casa… O Palestra já tinha mudado o seu nome para Palestra de São Paulo, mas não adiantara, as autoridades continuavam exigindo a mudança. O time era líder invicto do campeonato e os seus dirigentes não sabiam o que fazer… Mas, mal sabiam todos, que um palestrino nunca se entrega, nunca foge da luta, e que o Palestra, que naquele momento, precisava de paz para conquistar mais um título, iria escrever uma das páginas mais lindas da sua história! E ele não morreria como queriam muitos, ele ressurgiria Imponente, brasileiro e campeão!

E então, a partir de 14 de setembro de 1942, o Palestra de São Paulo, antigo Palestra Italia, retirando o vermelho do uniforme, passaria a se chamar Sociedade Esportiva Palmeiras. Era o nosso Palmeiras que nascia!! E a primeira disputa desse Palmeiras que surgia, seria a disputa do título do Campeonato Paulista com  o São Paulo, o mesmo que tentara lhe tomar o patrimônio.

E, da mesma forma que o Palmeiras seguia o seu destino de ser grande, o seu adversário seguia o seu, de ser mesquinho e tentar fora de campo, encontrar recursos que o ajudem lá dentro… a diretoria são-paulina criou um clima de hostilidade antes da partida; diziam que os paulistas deveriam encarar os jogadores do Palmeiras como inimigos da Pátria. Vejam só!

Mas eu disse que o Palmeiras já nascia brasileiro, não disse? E foi Adalberto Mendes, um brasileiro, sergipano, apaixonado pelo clube, quem teve a ideia de o time entrar em campo com a bandeira do Brasil. A foto é histórica e maravilhosa:

Oberdan Cattani, Zezé Procópio, Og Moreira, Junqueira,  Begliomini, Del Nero, Cláudio, Waldemar Fiúme,  Viladôniga, Lima e Echevarrieta entraram em campo com um grande “P” no coração e carregando a bandeira do Brasil. A torcida, que tinha sido preparada para ver inimigos entrarem em campo, se calou por um momento e depois, maravilhada com aquela cena, os aplaudiu efusivamente. O Palmeiras nascia sob os aplausos e o respeito de todos e com o orgulho imenso da gente palestrina.

E vencíamos a partida por 3 x 1 (fora o baile) quando nossos adversários, com raiva, porque não nos tomaram o estádio; sucumbindo diante da grandeza com que o Palestra ressurgira Palmeiras e não querendo nos deixar cobrar o pênalti que selaria uma goleada maior, saíram de campo antes do final da partida. E foi naquela tarde gloriosa, que aqueles homens de verde terminaram de escrever mais um capítulo da nossa história tão linda; foi naquela tarde de orgulho, que Palestra e Palmeiras conquistaram um título juntos; naquela tarde de 20 de setembro de 1942, O PALESTRA ITALIA MORREU LÍDER E O PALMEIRAS NASCEU CAMPEÃO!!

E o Palmeiras, Palestra que era no coração, na essência e na alma, não podia seguir outro caminho que não fosse o de glórias, de muitas conquistas!

E a sua Sala de Troféus ia abrindo espaço para muitos canecos… O texto seria quilométrico se eu fosse citar todos aqui.

CAMPEONATO PAULISTA de 1942/44/47/50, 1959 (supercampeão), 1963/66, 1972 (invicto), 1974/76/93/94/96/2008… TORNEIO INÍCIO DO CAMPEONATO PAULISTA em 1942, 1946, 1969… TAÇA CIDADE DE SÃO PAULO em 1945/46/50/51… TAÇA GOVERNADOR DO ESTADO EM 1972… TAÇA DE CAMPEÕES RIO-SÃO PAULO em 1942/44/47… TORNEIO RIO-SÃO PAULO em 1951/65/93/2000… CAMPEÃO BRASILEIRO em 1957 e 1961… SUPER CAMPEÃO DO BRASIL em 1967… CAMPEÃO DAS CINCO COROAS em 1950/51/72/93/94… CAMPEONATO NACIONAL  em 1960/67, 1967(Taça Brasil), 1969/72/73/93/94… COPA DO BRASIL  em 1998… COPA DOS CAMPEÕES em 2000… COPA SULAMERICANA MERCOSUL em 1998… COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA em 1999… MUNDIAL INTER CLUBES – COPA RIO em 1951.

1951… A FIFA, do presidente Jules Rimet, decidira que o primeiro Campeonato Mundial de Clubes seria no Rio de Janeiro. Evento grandioso que contaria com as equipes consideradas as potências do futebol mundial da época. Eram oito times, divididos em duas chaves de quatro: Vasco da Gama/Brasil, Áustria Viena/ Áustria, Nacional/Uruguai e Sporting/Portugal, com sede no RJ; Palmeiras/Brasil, Juventus/Itália (o grande bicho papão), Estrela Vermelha/Iugoslávia e Olympique/França, com sede em SP.

E deu Palmeiras e Juventus na final! Duas partidas. O Palmeiras venceu a primeira por 1 x 0 e poderia empatar na segunda…

22 de Julho de 1951… Num Maracanã com mais de 100 mil pessoas; num Maracanã lotado de brasileiros, ainda “de luto” pela perda da Copa do Mundo, em casa, no ano anterior; num Maracanã enlouquecido com a possibilidade de resgatar o orgulho do futebol brasileiro, de resgatar a auto estima do torcedor brasileiro… nesse Maracanã, de alegria e euforia jamais vista… o PALMEIRAS EMPATOU POR 2 X 2 COM A TEMIDA JUVENTUS DE TURIM E SAGROU-SE CAMPEÃO MUNDIAL DE CLUBES. E teve festa nas ruas do Rio de Janeiro, nas ruas de São Paulo, teve festa no Brasil inteiro… TEVE UM MILHÃO DE PESSOAS RECEBENDO O PALMEIRAS EM SÃO PAULO!! Nunca se viu algo assim! Foi uma apoteose.

Tinha que ser o Palmeiras! Desde a estação Roosevelt até o Parque Antárctica, o povo se aglomerava nas ruas e onde podia – nos muros, sacadas dos edifícios, placas de propaganda – e do jeito que dava para ver passar os heróis do futebol paulista e brasileiro. Caminhões, carros particulares e táxis acompanhavam a passagem do Palmeiras Campeão Mundial.

Era uma noite fria de Julho… e Jair, Canhotinho, Villa, Fábio, Juvenal, Aquiles, Túlio, Lima , Rodrigues, Salvador, Dema, Liminha, Fiúme e todos os componentes da delegação alviverde se sentiam aquecidos pelo carinho das pessoas, pelos aplausos e pelas lágrimas de alegria da impressionante multidão. O Palmeiras transcendia as fronteiras de sua torcida e se tornava o motivo de orgulho de todo um país.

 

E se o Palmeiras nasceu para ser um gigante e encher a torcida de orgulho, tinha que ter sido o seu time – do goleiro ao ponta esquerda – a vestir a gloriosa (sim, ela era gloriosa) camisa da Seleção Brasileira. Olha aí a primeira Academia, o Palmeiras/Seleção Brasileira, em Belo Horizonte, no dia 7 de Setembro de 1965!! Orgulho da Nação Alviverde!

Valdir, Servílio, Julinho, Waldemar, Ademir da Guia, Djalma Dias, Djalma Santos, Rinaldo, Ferrari, Dudu, Tupãzinho

Olha aí o Palmeiras (segunda Academia) que conquistou todos os títulos -Campeão Paulista, Invicto / Campeão Brasileiro / Torneio Laudo Natel / Torneio Mar Del Plata / Taça dos Invictos – disputados em 1972:

Olha só o que nos aconteceu em 1999:

Olha só o que aconteceu com o Palestra Italia/Sociedade Esportiva Palmeiras:

PALMEIRAS, O GIGANTE ALVIVERDE IMPONENTE !!

E com essa história belíssima, muito resumidamente contada por mim, você jura que seu maior orgulho de torcedor palestrino é ter um título que o seu rival não tem?

Informações e imagens retiradas do Site Palestrinos.
http://palestrinos.com.br/index.htm


 

Todo mundo leu a súmula? Então tá…

Voltem lá em cima em “JOGADORES ADVERTIDOS COM CARTÃO AMARELO”, e vejam que o jogador do Grêmio, Marcos R. Lopes, foi advertido por reclamação. Agora observem as fotos 8, 9 e 10; tem até dedo na cara do árbitro. Fora todos os outros lances da partida, em que jogadores do Grêmio peitaram árbitro e bandeira; em que partiram pra cima de jogadores do Palmeiras – como Werley fez com o Barcos, aos 2 minutos do primeiro tempo e como fizeram com Valdivia, ao lhe darem uma botinada, distante “trocentos” metros do lance de bola -, por que será que nos momentos que as fotos citadas mostram, o juiz nada fez? E lembrar que diante dos gambás, o Mago levou amarelo por ter dito ao juiz: “Mas não foi nada”…  Estranho que cada árbitro “apite” de um jeito, como se o livro de regras fosse diferente para cada um deles, ou para cada time que cometa uma infração, ou para cada confronto. Ficamos com a impressão que alguns árbitros obedecem à uma certa conveniência… MAS CONVENIÊNCIA DE QUEM?

E agora vamos à parte que mais nos interessa, a expulsão de Henrique – não que o pênalti não marcado em Barcos, e a conivência do quinteto de arbitragem em deixar os jogadores do Grêmio apitarem o jogo, não nos interesse.

Vejam o que diz o juiz em “EXPULSÕES E/OU INCIDENTES, CONDUTAS, SERVIÇOS E OUTROS”:

“… aos 38 min do 2º tempo expulsei, diretamente o jogador nº 03, Sr. Henrique Adriano Buss da equipe do S.E.Palmeiras, por partir em direção ao seu adversário nº 35 Sr. Edilson Mendes Guimarães de forma agressiva, além de gesticular de maneira ostensiva. Imediatamente o jogador atingido (ATINGIDO? ONDE? QUANDO? COMO? POR QUEM?) revidou com um empurrão e um soco no rosto…”

Reparem na foto 1. Henrique, está com braços abertos e não tem postura de quem vai agredir ninguém, está apenas reclamando da falta que o sujeito fez no Barcos e da sua tentativa, bem sucedida, de pisá-lo na sequência do lance. Observem as fotos, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e vejam se a agressão que o capitão do Palmeiras sofreu foi mesmo revide. NÃO FOI! As imagens são claras; no vídeo também são; Henrique não fez nada para o jogador do Grêmio.

O árbitro, Ricardo Marques Ribeiro, ao relatar a ocorrência, acrescenta: “… Por fim informo ainda que não presenciei o início da ocorrência, sendo alertado pelo assistente nº 1 Sr. Márcio Eustáquio Santiago, e ainda pelo 5º árbitro Sr. Emerson Augusto de Carvalho, que me informaram ser o iniciador da ação que ocasionou as expulsões o Sr. Henrique Adriano Buss nº 03 da equipe da S.E.Palmeiras…”

Não presenciou? Mas que coisa, hein seu juiz? A foto nº 1 mostra o momento em que Henrique chega até o agressor de Barcos, e olha lá quem está no cantinho da foto acompanhando tudo!! O SENHOR MESMO, SEU RICARDO MARQUES RIBEIRO!! QUE DISSE QUE NÃO PRESENCIOU O OCORRIDO! É amnésia isso? Se presenciou e não viu nada que o fizesse expulsar o atleta, tanto que não o expulsou naquele momento, e só depois de chamado pelo assistente, qual foi o recadinho que bandeira (cochichando e tapando a boca para esconder da imagem o que diz) e quinto árbitro lhe deram que o fez mudar de ideia? Que o fez “ver” o que não tinha visto?

Nas imagens 2 e 3, de braços abaixados, Henrique ainda não foi empurrado, ainda não levou o soco no rosto, e o juiz está de frente para a discussão, mostrando cartão vermelho para Rondinelly, que parou Barcos com falta, quando ele ia em direção ao gol.

ONDE ESTÃO OS GESTOS OSTENSIVOS DE HENRIQUE QUE, SEGUNDO A SÚMULA, PRATICAMENTE JUSTIFICAM A AGRESSÃO QUE O JOGADOR DO PALMEIRAS SOFREU? O JUIZ DIZ QUE FOI REVIDE! REVIDE DO QUÊ? Henrique toma uma porrada na cara e a culpa é dele e não de quem a deu? Conta outra seu juiz, porque essa não cola!

Quando Barcos sofreu pênalti claro, mas não assinalado pelo senhor, o goleiro do Grêmio, Vítor, saiu do gol e foi tirar satisfações com o atacante do Palmeiras. Bem na sua cara seu árbitro, e na de todo mundo. AÍ PODIA?

Quando Kleber fez a sua terceira falta, o senhor, bem na minha frente, lhe disse (e contou nos dedos): Uma, duas, três! E fez sinal que era a última! Eu vi! A quarta falta cometida por Kleber, foi num lance sem bola; a quinta/sexta originou um amarelo; e quantas outras existiram depois, até os empurrões e esse dedo em riste que ele colocou na sua cara, como mostra a foto 8, e que o senhor fez que não era nada demais?

Aqueles outros jogadores do Grêmio, inclusive o goleiro, que aparecem na foto 11, não estão fazendo o mesmo que Henrique fez ao se aproximar da confusão que se instalara depois da agressão sofrida por Barcos? E por que o árbitro tem critérios diferentes para atitudes iguais?

QUE PICARETAGEM COM O MEU TIME É ESSA? QUEM DÁ SUPORTE À ESSAS ARBITRAGENS COM DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS?

Estou achando muito difícil de acreditar que essa lambança toda seja iniciativa exclusiva do quinteto de arbitragem – quando convém, até o 5º árbitro apita jogo -. Afinal, a CBF dá suporte para atitudes assim, pois permite que árbitros e bandeiras façam o que bem entendam em campo (eles nunca vão parar no tribunal), ainda que isso acabe sendo prejudicial ao futebol, ainda que isso seja sacanagem, travestida de arbitragem, com o clube mais vencedor deste país!

E pensar que costumávamos chamar o Brasil de País do Futebol… Ricardo Teixeira o jogou na vala, e os que estão agora no comando, vão colocar as pás de terra…

VERGONHA!!!

 

 

Vejam o vídeo da confusão que os jogadores do Grêmio fizeram na Arena Barueri. Duas expulsões gremistas acabaram sendo algo muito barato para tanta indisciplina e agressão.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=kA8rwNyqmE8[/youtube]

Foi tão difícil esperar chegar o dia do jogo… Foi mais difícil ainda, no dia do jogo, esperar chegar a hora de estar no estádio…

Estávamos com o coração a mil; a ansiedade, tão grande, podia ser vista nos olhos de cada palestrino. A confiança também…

A torcida, na rua, na chuva, fez uma festa linda quando o ônibus do Palmeiras chegou. Os sinalizadores, de luzes verdes, brilhando em meio à fumaça e à água que caía do céu, davam um toque de magia ao cenário…

Vi os jogadores descerem do ônibus. Bruno, Maikon Leite, Mazinho, os gigantes Barcos e Henrique, Thiago Heleno… e vi um outro, magrinho, com uma touca verde enterrada na cabeça, quase lhe cobrindo os olhos… meu coração bateu ainda mais forte!

O funcionário do estádio me perguntou: Valdivia vai jogar? Respondi que sim, e ele: Valdivia vai jogar aqui, hoje, você tem certeza? Reafirmei que Valdivia ia pro jogo e a cara de felicidade dele me impressionou!

Nos dirigimos ao setor onde assistiríamos à partida. Caía uma água desgraçada! Tão logo chegamos, o Palmeiras entrou em campo. Festa da Que Canta e Vibra!! O estádio não estava lotado, porque as pessoas ainda estavam chegando, entrando. Que difícil é para o torcedor chegar em Barueri. E ainda por cima, acontecendo as mesmas coisas de portões fechados antes do jogo começar, pessoas com ingresso na mão, sendo impedidas de entrar… estacionamento custando 60,00. Pobre torcedor… Cada um sabe a aventura que viveu para estar ali. (E Tirone acha que em dia de chuva as pessoas têm que sair mais cedo de casa. Acho que ele não se dá conta que nem todo mundo é dono de lanchonete.)

Mas a partida teve seu início. Nosso time, pra variar, recuadíssimo. Embora goste muito mais de ver o Palmeiras jogar mordendo o adversário, até concordei com Felipão. Tínhamos dois gols de vantagem; o Grêmio, que precisava tirar a diferença, que mostrasse as suas armas. A princípio fiquei meio contrariada porque Valdivia não estava no time. Mas uns minutinhos depois, quando vi as armas gremistas, achei que Felipão tinha feito a coisa certa.

O material bélico de Luxemburgo eram a violência e a provocação. Com cinco minutos de jogo, dois gremistas quase quebram as costelas de Barcos. Só quem viu de perto sabe o que foi tensa a partida; os gaúchos foram desleais o tempo todo, principalmente em jogadas fora do lance de bola. Nossos jogadores tiveram que se conter e se esforçar muito para não entrar na pilha, se bem que, em alguns momentos, eles tenham se deixado levar.

O Palmeiras teve uns momentos mais ofensivos no começo da partida, mas,  o que sobrou mesmo em campo no primeiro tempo, foi raça, determinação e chutões… E nós comemorávamos os desarmes, as bolas colocadas pra fora, os chutes que afastavam o perigo dos nossos domínios. Ver o Kleber, que caía mais que o Neymar, perder quase todas as jogadas, levava a torcida ao delírio!

O Grêmio ficou mais perigoso a partir da segunda metade do primeiro tempo. Na sua melhor chance, Kleber dominou na grande área, mas quando ia chutar pro gol, Artur (acho que foi ele) apareceu e o desarmou! E foi vibrar, muito, com a torcida. Sensacional! O meu Palmeiras com ‘sangue no zóio’! No minuto seguinte, Marcelo Moreno foi lançado e Bruno foi buscar a bola nos pés dele. O Palmeiras era raça pura! Que saudade eu estava disso.

O campo pesado, o jogo muito pegado, discussões, provocações…  E assim fomos para o intervalo. Uma tensão desgraçada! Era evidente que a estratégia do Grêmio era desestabilizar o Palmeiras. E, já ensopada até os ossos, eu rezava para que nossos jogadores não entrassem na artimanha furada de Luxemburgo.

Na entrada do intervalo, o estádio já estava lotado. Quando o Mago, de touca verde, passou à nossa frente se dirigindo ao banco, a torcida ali perto já gritava o seu nome.

A chuva, que antes tinha abrandado um pouco, era forte de novo. O Grêmio voltou disposto a atacar o Palmeiras, o que fez com que ficássemos mais atrás ainda. Que nervoso! Precisávamos fazer um gol e matar o Grêmio de vez. A gente sabe que é muito difícil conseguir jogar 90 minutos assim, só se defendendo. A determinação dos nossos jogadores me trazia algum alívio. Juiz e bandeiras eram péssimos! Barcos foi derrubado na área e o árbitro nada marcou.

Tava faltando algo ao jogo… Faltava alguém… Alguém que andou passando por momentos terríveis… alguém que precisava de um momento de catarse para exorcizar todos os seus fantasmas… alguém que – isso sou eu que acho – tinha uma conta a ajustar ali… alguém que enche o meu coração de alegria…

Felipão chamou o “alguém”… e o estádio explodiu! “EÔ EÔ O VALDIVIA É UM TERROR” Que momento bonito! Todo mundo sabe do que ele é capaz. E todo mundo sabe que dele se pode, sim,  esperar algo… Nem preciso dizer que o meu coração se aqueceu…

Mas, aos 21′, quem marcou foi o Grêmio. Bruno defendeu uma cobrança de falta, mas Fernando pegou o rebote e guardou. Nos segundos seguintes eu me sentia gelada, se saísse mais um gol pra eles, a coisa complicaria, a pressão seria enorme. A torcida cantava, empurrava o time. Então, eu me lembrei de algo muito particular, e disse pra mim mesma, DESTA VEZ NÃO!

O Mago, com seu bigode da sorte, chamava a responsa, e o Grêmio batia nele como queria. Os jogadores vinham pertinho dele xingá-lo, tentando de todo jeito fazê-lo revidar as provocações. Faziam o mesmo com Barcos. As discussões em campo eram constantes. Acertaram Valdivia num lance sem bola e até os reservas do Palmeiras, irados, partiram pra cima do quarto árbitro. Um abuso a omissão do trio de arbitragem!

Os reservas na beira do campo torciam muito. Cicinho “jogava” do lado de fora. Mas a nossa aflição durou só seis minutos…  Foi o tempo que El Mago levou para preparar um dos seus sortilégios. Puxou um contra ataque pela esquerda, chamou a marcação, tocou para Juninho e correu para o meio da área; Juninho devolveu o passe e o Mago tocou de primeira, pro fundo do gol do Grêmio! E matou a gente de alegria! A Arena Barueri quase veio abaixo! E o Mago, enlouquecido, com um sorriso que tinha o tamanho de todos os nossos sorrisos, tirou a camisa, e, fugindo dos companheiros,  correu… e deu um salto para abraçar Felipão; ele se jogou em cima de Felipão. Os jogadores chegaram e envolveram os dois num mar de braços e abraços, num mar de risos e gritos… Aquele monte de jogadores felizes e amigos, olhando aquele Valdivia no chão, gritando feito louco, foi uma das cenas mais lindas que já vi.

Valdivia se livrava de seus demônios, da sua dor, e seus amigos estavam ali, ao seu lado, porque estavam felizes por ele, porque estavam felizes pelo que, juntos, conquistavam naquele momento… A alegria voltara a morar no coração de Valdivia… voltara a morar nos corações palestrinos.

Já não havia mais sequestrador, nem a maledicência de alguns… tinha sobrado só a amizade e a felicidade que eles dividiam entre si. Sobrara o carinho da torcida que gritava o nome do ídolo…

Eu não sabia se chorava, se abraçava os meus amigos, se gritava, pulava ou agradecia a Deus e a Nossa Senhora… e fiz tudo junto e misturado. Nunca vou ser capaz de traduzir o que senti. A certeza do Palmeiras na final, e pelos pés de Valdivia! Presente de Deus para o Mago e para todos nós. Encharcada, olhava pro céu, imensamente agradecida por viver aquele momento, e era linda a imagem daquelas gotas de chuva que caíam lavando a alma dos palestrinos. À minha volta algumas pessoas deixavam as lágrimas escorrerem livremente; outras, faziam um esforço danado para segurar o choro.

O gol deu tranquilidade ao time. Valdivia, craque, dava show pra galera, tocou, driblou, meteu bola na trave; chamava o jogo pra si e enfurecia os gaúchos com balõezinhos lá no meio de campo. Esse é o Mago! Rondinelly acertou Barcos – como joga esse Pirata –  por trás e tomou vermelho. E aí a bagunça se instalou! Os gaúchos foram pra cima do juiz, e, na bateção de boca, Adílson deu um soco em Henrique e levou um cartão vermelho, que já deveria ter levado no primeiro tempo também. O banco do Palmeiras invadiu o campo. Uma confusão desgraçada!  A torcida gritava: “Timinho!” “Eliminado”! E ainda bem que o time covarde é o Palmeiras, né Werley, seu otário?

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=f_YSWW9_c2w&feature=related[/youtube]

E o mesmo bandeira, que já tinha assinalado um impedimento de Barcos, quando ele estava há uns três metros atrás do jogador gaúcho; o mesmo bandeira que deixou Kleber xingá-lo quanto quis; o mesmo bandeira que não avisou ao juiz quando Valdivia levou uma botinada fora do lance de bola… esse mesmo bandeira, na minha concepção, muito mal intencionado, chamou o juiz e “cavou” a expulsão de Henrique, que nada tinha feito, desfalcando o Palmeiras para o primeiro jogo da final.

Foi a pior das batalhas, até agora, desta Copa do Brasil. O time honrou a camisa, e saímos vencedores!

O Palmeiras na final… pelos mágicos pés de Valdivia… pelo futebol e esforço de todos eles, pela luta e empenho do grupo, pela força do amor da torcida. Meu coração ia dormir em paz, como há muito tempo não fazia.

E aquele monte de gente com roupas e bandeiras encharcadas, descabelada, sem voz, que não conseguia deixar de sorrir; aquela gente cheia de esperança, se sentido mais viva do que nunca, também ia dormir em paz, sonhando com uma final, como há muito tempo não fazia…

Gracias Valdivia!

Booora buscar esse título, Palmeiras!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ROpzIE5NksA&feature=related[/youtube]

Faltam 90 minutos… uma partida, para estarmos na final da Copa do Brasil… Uma partida que começa com o Palmeiras vencendo por 2 x 0…
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Ninguém aguenta a ansiedade para que chegue a quinta feira. O coração do torcedor se agita, cresce tanto dentro do peito, que tem momentos em que parece que lá, ele não cabe mais. Mal podemos acreditar que estamos tão perto de chegar…
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E nessa hora, é preciso que estejamos todos unidos, é preciso que a gente torça como nunca e acredite mais ainda. O Palmeiras pode jogar onde for, que nosso coração sempre baterá no ritmo das arquibancadas do Palestra Itália. Levamos o Palestra e o Palmeiras dentro do peito; e não importa onde cada um de nós esteja, não importa se vamos ao jogo, se ficamos em casa, se estamos trabalhando… Nosso coração vai atrás do Verdão sempre!
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O amor do palestrino não tem nacionalidade, não tem cor, não tem raça, não tem fronteiras… é amor! Imenso e incondicional!
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Em todos os “cantos” do planeta existe um coração pulsando em verde e branco,  e eu fico imaginando como deve ser difícil para quem está, fisicamente, longe do Palmeiras.  Cada um de nós sabe os sacrifícios que faz por amor a esse time. Como a minha amiga Gladis Mari Modernel, por exemplo, que está na Espanha, que sofre com a distância e a saudade, e que tem que passar as madrugadas acordada para acompanhar os jogos do time tão amado. Segue o relato que ela me enviou há algum tempo atrás…
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Querida Tânia,
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Relato aqui a minha epopéia pra ficar conectada com meu amor… PALMEIRAS DI PALESTRA ITÁLIA!
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Estou em Madrid desde novembro do ano passado, e claro busco ávidamente notícias do Palmeiras o que é uma dificuldade inigualável.
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Necessito dizer que odeio o Real Madrid, que é o Cúrinthians daqui e detesto o Barça. 
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Por um curto período nossos fusos horários são de 4 horas, mas agora entramos no horário de verão, em plena primavera, então cinco horas me distanciam do tempo real do meu Verdão.
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Logo, os jogos das 22h00 começam pra mim às 3h00 da madruga, e fico driblando meu sono, às vezes cochilo no sofá e coloco o celular pra me despertar, quando estou muito cansada, outras vezes invento, dou uma de culinarista e faço todos os tipos de quitutes possíveis…
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Perder o jogo? NUNCA… JAMAIS, EM TEMPO ALGUM!
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Assisto os jogos ao vivo, pela internet, na Justin TV, mas brigo muito com a conexão que às vezes me tira do ar… às vezes trava e eu fico, como diz meu filho, com sangue nos olhos, às vezes sou obrigada a só escutar pela Web Rádio Verdão e, de um jeito ou de outro, vou levando…
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Muitas vezes fico sem conseguir acessar nada, ainda com a net funcionando, então, entro no Face pra implorar que alguém me dê notícias, mas todos estão com as atenções no jogo e infelizmente não respondem.
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Mas continuo, no Face tentam achar alguma coisa, um outro link… e como Deus é Pai sempre consigo. E quando às cinco da manhã o jogo acaba, parece que levei uma surra de tamanco… Meu corpo dói, tenho sono, e quando perde ou empata jogos fáceis, com foi aquele com o Comercial, por exemplo, tenho uma mistura de tristeza e muita raiva… fere a minha alma.
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E é no Face que posso trocar ideias e desabafar a minha indignação com meus amigos palestrinos.
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Em contrapartida quando sai o gol, quando vejo, ouço, ou sei do apito final, em uma vitória nossa… ÊXTASE TOTAL!
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EU ME TRANSFORMO NUMA BAILARINA LOUCA… DANÇO COREOGRAFIAS INVENTADAS E SEM NEXO… PULO NO SOFÁ , CANTO O HINO, AGRADEÇO A DEUS, A PAZ E A ALEGRIA INUNDAM A MINHA ALMA DE UM JEITO QUE NEM SEI DESCREVER…. E VOU PRO FACE DE NOVO PRA DIVIDIR MINHA ALEGRIA!!!
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É  ASSIM AMIGA !
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MEU AMOR PELO PALMEIRAS VAI ALÉM DOS LIMITES DA RAZÃO, EU SEI , MAS
O AMOR É VERDE , BRANCA A RAZÃO.. EU PLANTEI PALMEIRAS NO CORAÇÃO… “
AMO ALÉM DAS MINHAS FORÇAS,
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EU APENAS AMO.
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EU CHORO, DE FELICIDADE DE RAIVA , MAS MEU AMOR EU NÃO ABANDONO NUNCA….. MEU AMOR É ÚNICO E MUITO , MUITO ESPECIAL
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AMIGA AMADA ! ASSIM SÃO OS MEUS DIAS COM O PALMEIRAS AQUI , ESPERO QUE TENHA SIDO SATISFATÓRIO O MEU RELATO E SEGUEM POR ANEXO FOTOS MINHAS NO LIXO DO SANTIAGO BERNABÉU E CLARO COM O MANTO SAGRADO , PRA ME PROTEGER DE TODO MAL, AMÉM !!!!
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OBRIGADA AMIGA PELA OPORTUNIDADE..
BJS
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Estamos juntas Gladis! Ou melhor, estamos juntos! Você, eu e mais 20 milhões de palestrinos!
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Tá chegando a hora! BOOORA BUSCAR A VAGA NA FINAL!!!

Parece que a providência Divina está dando uma mãozinha na escalação do Palmeiras para a partida de volta diante do Grêmio…

Não gosto que nenhum dos nossos jogadores se lesione – estranho que tenhamos tantos problemas com lesões –  e, no caso do Luan, que ficará fora do time por algumas semanas, preferiria que ele ficasse no banco. Mas, como nosso técnico não o tiraria do time de nenhuma outra maneira, nem mesmo com as belas partidas que Mazinho vem fazendo, parece que a vida se encarregou de acertar o nosso ataque. E vamos de Mazinho! Pelo menos,  é o que eu espero…

Essa é a notícia que me foi passada pela Assessoria:

O atacante Luan e o volante Marcos Assunção realizaram exames de ressonância magnética na tarde desta terça-feira (19); Luan teve um estiramento no músculo posterior da coxa direita e vai desfalcar a equipe entre seis e oito semanas. Já Marcos Assunção sofreu uma forte pancada na coxa direita, mas terá condições para o jogo de quinta-feira (21), contra o Grêmio, na Arena Barueri.

“O Assunção teve uma lesão no músculo da parte de trás interna da coxa direita e está com um edema em razão da forte pancada que levou na região. Ele tem algumas limitações quando bate na bola, mas melhorou muito de domingo para cá e vai continuar em tratamento intensivo até o dia do jogo. Pelo o que estamos sentindo, terá condições de ser relacionado”, explicou o médico Rubens Sampaio, que também esclareceu sobre a lesão de Luan.

“A lesão dele foi mais grave, de grau 2. Teve uma ruptura de um músculo importante, o posterior da coxa direita, e o tempo de recuperação nesse caso é maior. Inicialmente, ele vai ficar de duas a três semanas descansando esse músculo até retomar as atividades de fortalecimento.”

Agência Palmeiras
Fábio Finelli