Mesmo o Palmeiras estando na semifinal da Copa do Brasil – uma das mais fáceis dos últimos anos, e que está batendo à nossa porta -,  boa parte da torcida palestrina anda bem descontente com a  obstinação de Felipão em continuar utilizando uma fórmula que não funciona bem (um monte de volantes, Barcos sozinho à frente do ataque, um meia ao invés de dois) e com a estranha mania de privilegiar jogadores sem talento, tornando mais difícil e sofrida a nossa caminhada. Os poucos que ainda continuam resistentes, agarrados á lembrança da conquista da Libertadores, lá no distante ano de 1999, vivem dizendo que, se ele sair, qualquer um que venha fará pior. Será?

CAMPEONATO BRASILEIRO 2004
4º colocado (vitórias nos clássicos: São Paulo, Grêmio, Fluminense, Inter, Galo, Flamengo, Botafogo / com direito a goleada de 4 x 0 sobre Corinthians e Santos, 5 x 2 no Vasco)

79 PG / 22 Vitórias – 13 Empates – 11 Derrotas
72 Gols marcados – 47 Gols sofridos – 46 jogos – Aproveitamento de 57,2%
Técnicos/Jair Picerni/Estevam Soares

CAMPEONATO BRASILEIRO 2005
4º colocado (vitórias nos clássicos: Fluminense, São Paulo, Cruzeiro, Internacional, Atlético Mineiro 2x, Botafogo 2x, Vasco, Santos)

70 PG / 20 Vitórias – 10 Empates – 12 Derrotas
81 Gols marcados – 65 Gols sofridos – 42 jogos – Aproveitamento de 55,6% Técnico-Emerson Leão

CAMPEONATO BRASILEIRO 2006 (Passou a ter o formato atual com 38 jogos)
16º colocado (vitórias nos clássicos: Botafogo 2x, Flamengo, São Paulo, Fluminense, Corinthians, Vasco)

44 PG / 12 Vitórias – 8 Empates – 18 Derrotas
58 Gols marcados – 70 Gols sofridos – 38 jogos – Aproveitamento de 38,6%
Técnicos – Marcelo Vilar/Tite/Jair Picerni

CAMPEONATO BRASILEIRO 2007
7º colocado (vitórias em clássicos: Santos, Inter, Vasco, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Atlético Mineiro)

58 PG / 16 Vitórias 10 Empates 12 Derrotas
48 Gols marcados – 47 Gols sofridos – 38 jogos – Aproveitamento de 50,9 % Técnico – Caio Junior

CAMPEONATO BRASILEIRO 2008
4º colocado (vitórias em clássicos:Atlético-MG, Santos 2x, Flamengo, Cruzeiro 2x, Inter, Vasco 2x)

65 PG / 19 Vitórias – 8 Empates – 11 Derrotas
55 Gols marcados – 45 Gols sofridos – 38 jogos – Aproveitamento de 57.0 % Técnico – Luxemburgo

CAMPEONATO BRASILEIRO 2009
5º colocado (vitórias em clássicos: Atlético-MG, Inter, Fluminense, Cruzeiro 2x, Santos, Corinthians e Flamengo)

62 PG / 17 Vitórias – 11 Empates – 10 Derrotas
58 Gols marcados – 45 Gols sofridos – 38 jogos – Aproveitamento de 54,4%
Técnicos – Luxemburgo/Jorginho/Muricy

CAMPEONATO BRASILEIRO 2010
10º colocado (vitórias em clássicos: Inter, Santos, Grêmio 2x, Flamengo e Atlético-MG)

50 PG / 12 Vitórias – 14 Empates – 12 Derrotas
42 Gols Marcados – 43 Gols sofridos – 38 jogos – Aproveitamento de 43,9 % Técnico – Felipão

CAMPEONATO BRASILEIRO 2011
11º colocado (vitorias em clássicos: São Paulo, Corinthians, Atlético-MG, Botafogo)

50 PG / 11 Vitórias – 17 Empates 10 Derrotas
43 Gols marcados – 39 Gols sofridos – 38 jogos – Aproveitamento de 43,9 % Técnico – Felipão

 

Como podemos observar, à exceção do catastrófico 16º lugar em 2006 (Jair Picerni foi contratado para nos salvar do descenso), quando o campeonato de pontos corridos passou a ser no formato que temos até agora, com 38 partidas), 2010 e 2011 foram os dois anos – desses últimos 8 – em que tivemos as piores colocações no campeonato nacional e rendimento abaixo de 50%. Foram nesses dois últimos anos, também, que conquistamos o menor número de vitórias, 12 e 11, respectivamente.

Os empates também foram maioria em 2010 (14) e 2011 (17!!!). Já o número de derrotas (12 e 10), foram mais ou menos equivalentes às dos outros anos.

O número de gols marcados em 2010 e 2011, também é o menor desses 8 anos (42 e 43, respectivamente). Vale lembrar que, em 2007, Caio Junior, não tinha centroavante nenhum. Nem mesmo um Ricardo Bueno ‘para chamar de seu’…

A nossa única vantagem, sob o comando de Felipão, foi a de tomarmos menos gols. Mas quem quer ser campeão tem que marcá-los; sem eles, fica muito mais difícil, quase improvável,  vencer as partidas e conquistar campeonatos.

Os números estão aí! No geral, todos os outros técnicos anteriores fizeram um trabalho melhor (pasmem!) que Felipão. E, com exceção ao período de 2009 e 2010, quando os treinadores, inclusive Felipão, trabalharam com uma diretoria que, em alguns aspectos, era muito boa, os demais técnicos do Palmeiras tiveram ao seu lado boas administrações? Receberam times de medalhões de seus dirigentes?

Pra se pensar…

Saudações Clorofiláticas!

 

Na noite de segunda-feira (28), Marcos, o nosso eterno goleiro, e Aldo Rebelo, Ministro do Esporte, foram homenageados pelo Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras, em homenagem realizada no ginásio da Academia de Futebol.

Homenagem merecidíssima!

Marcos, que recebeu menção honrosa e uma placa comemorativa pelos serviços prestados, é um dos maiores ídolos palmeirenses de todos os tempos, senão o maior. Amado pelos palestrinos, admirado e respeitado pelos rivais, além dos “milagres” praticados embaixo das traves palmeirenses, o nosso Santo, pela sua maneira simples de ser, pela humilde e carisma, expôs o nome do Palmeiras de maneira muito positiva, durante os 20 anos em que honrou a nossa camisa e encantou a Nação Alviverde.

Já o ministro, e palestrino fanático, Aldo Rebelo, que leva o nome do Palmeiras pelo Brasil afora, recebeu uma placa e foi agraciado como um autêntico representante do Palmeiras na política brasileira.

Os dois merecem aplausos!

Confira o vídeo da homenagem:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=RU43w88cw1k[/youtube]

Na manhã desta segunda feira (28), no Museu do Futebol, a Brahma, marca de cervejas da Ambev, anunciou o G6 Paulista e apresentou o seu projeto “POR UM FUTEBOL MELHOR”, uma parceria com Palmeiras, Santos, Corinthians, São Paulo, Portuguesa e Ponte Preta, os times paulistas que disputam a Série A do campeonato nacional. O objetivo é desenvolver um trabalho de equipe para tornar o futebol paulista um dos pontos de referência no cenário nacional, oferecendo benefícios concretos e permanentes – um legado esportivo ao Estado e ao país

Estiveram presentes os mandatários dos clubes, Arnaldo Tirone (Palmeiras), Luís Álvaro Ribeiro de Oliveira (Santos) Juvenal Juvêncio (São Paulo) Mario Gobbi (Corinthians) Manuel da Lupa (da “Barcelusa”, como ela carinhosamente foi chamada pelo executivo da Brahma), Márcio Della Volp (Ponte Preta), o pentacampeão Ronaldo (da empresa 9ine) membro do COL, Cafu, o capitão do Penta, Nizan Guanaes, José Victor Oliva e o Ministro dos Esportes, o palestrino Aldo Rebelo.

“POR UM FUTEBOL MELHOR” é um projeto bastante interessante, bem pensado e audacioso, que visa aproveitar a contribuição que a Copa do Mundo trará ao futebol brasileiro, para fazer fortalecer o futebol nacional e fazer do Brasileirão 2015, o melhor campeonato do mundo. Esse é o grande objetivo. E como se consegue isso? Com os cinco pilares que estruturam o projeto e que nos foram apresentados pelos executivos da empresa:  a melhora da saúde financeira dos clubes, estrutura de ponta, categorias de base, bons estádios e a manutenção dos craques no Brasil. Além disso, o projeto prevê a criação de novos modelos para os programas de sócios torcedores.

A empresa pretende apoiar os clubes em obras de infraestrutura e gestão de recursos e, para isso,  promete criar um fundo para destinar parte de seus lucros aos clubes, como já acontece no Rio de Janeiro. E é desse novo projeto de sócio torcedor,  que está sendo idealizado, e que cada clube vai adequar à sua maneira, de onde virá o principal auxílio.  A o se associar, o torcedor passaria a usufruir imediatamente de descontos em produtos Ambev para toda a família, capitaneados por Brahma, assim como produtos de demais empresas que passarão a participar do projeto.

Para reforçar o vínculo do torcedor paulista com seu time pelas redes sociais, Brahma também lançará o perfil customizado para cada um dos seis clubes parceiros no Twitter, Facebook e Youtube. Nestes canais, os torcedores encontrarão conteúdos exclusivos, notícias, promoções e vídeos.

Enfim, a Brahma sacou o que nós sabemos faz tempo e que a maioria dos dirigentes de clubes parece ainda não ter percebido: FUTEBOL É PAIXÃO! E os apaixonados torcedores é que fazem a coisa acontecer! Pra se ter uma ideia, 90% da população do país torce para algum time e 60% dela acompanha o seu clube de coração. O futebol corre nas veias dos brasileiros!

E, com tanto potencial, o futebol brasileiro, na verdade, gera muito pouco dinheiro, por isso, os clubes se veem cheios de dívidas. Para se ter uma ideia, de acordo com números apresentados, hoje, a modalidade rende R$ 3,4 bilhões na economia, mas se bem trabalhada, esse valor chegaria aos R$ 21,5 bi. Uma diferença e tanto, não é mesmo?

Todos os envolvidos falaram e se mostraram entusiasmados com essa parceria conjunta.  O presidente do Corinthians, Mario Gobbi, muito afável com Tirone e Luís Álvaro, e quase nada com Juvenal Juvêncio, falando em renovação, deu umas cutucadas no presidente do São Paulo – que, a mim, pareceu inflamado demais, falante demais, mas nos fez dar boas risadas lá na platéia.

Luís Álvaro, do Santos, falou sobre o projeto e o benefício que ele trará ao futebol e aos clubes; falou também sobre ter recusado um polpudo cheque, que arcaria com todas as dívidas que o Santos tinha, para manter o talento de Neymar no clube e no país, falou em ousar e sonhar (queria um igual a ele no Parmera), falou sobre seguir uma utopia que continua a parecer distante, por mais que você avance e, no entanto, é ela quem te faz andar pra frente todos os dias; Tirone, por sua vez, e segurando a nossa nova camisa limão (linda!), disse que o projeto “É uma nova etapa do futebol, o grande oxigênio do povo brasileiro” e, brincando com o presidente do Santos, que falava de Neymar, disse que ele também tenta, todos os dias, segurar Felipão no clube.

Ronaldo, da 9ine, que vai ajudar a desenvolver o projeto, falou sobre as crianças que hoje em dia compram camisas dos times europeus e sobre a necessidade de darmos mais relevância ao nosso futebol.

O palestrino e Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, parabenizou a bem sucedida ideia de uma cooperação entre o futebol e a Brahma, duas instituições do país. O ministro ainda afirmou que, este, é um momento importantíssimo na construção de um futuro do nosso futebol.

E ele tem razão! Hoje, começou a ser construído um novo futuro para o futebol brasileiro.

Que boa notícia essa, não é mesmo, amigo leitor? Quando andamos meios desacreditados dos rumos do nosso futebol, eis que a Brahma, em parceria com os clubes paulistas, vai tirar um grande coelho da cartola. Ou seria da latinha de cerveja?

E, por falar em latinha de cerveja… A empresa vai comercializar as bebidas em embalagens personalizadas para cada clube. A nossa é tão linda e traz escrito: Campeão do Século!!

Com essa embalagem tão especial, vai ficar bem mais gostosa a cerveja vossa de cada dia… Digo vossa, porque eu não bebo, mas, com latinha do Parmera, tão verdinha e tão linda, não sei, não…

E foi com um brinde feito com Brahma, na embalagem usual, que o evento terminou! Que venham novos e felizes tempos para o futebol brasileiro e, principalmente, para o futebol do Palmeiras! Salute!

 

 

Desde a hora em que acordei eu já estava na pilha… Não que eu tivesse medo dos poodles (Atl-PR), mas, sempre que se decide algo, é impossível ficar imune àquela ansiedade, àquele friozinho na barriga, àquelas coisas todas que o torcedor conhece muito bem. E estava valendo vaga na semifinal da Copa do Brasil.

Jogo na Arena Barueri… o estádio até que é legalzinho, mas como pode o Palmeiras decidir vaga num estádio onde só cabem 18 mil torcedores, onde é complicado para o torcedor chegar e, ainda por cima, no horário das 19h30? Só a nossa diretoria mesmo para dar uma dessa.

O dia custou a passar… se arrastou, longa e ansiosamente…

Alguns amigos e eu, tínhamos comprado cadeiras numeradas no setor C1 S4 -(inferior) bem pertinho do campo. Não queríamos perder nenhum detalhe… A caminho do estádio íamos  acompanhando a escalação do time. Felipão escalara Betinho!! Se ele não tinha gostado nada da contratação, me parecia estranho que escalasse o cara num jogo decisivo. Por que então, não testou o sujeito na primeira partida do Brasileiro? Vai saber… Mas, quem sabe, Betinho não se sairia bem e marcaria o gol, ou os gols (a gente sonha mesmo) que selariam o Palmeiras nas semis?

O trânsito era caótico e já nos deixava em cima da hora. No mesmo horário em que milhares de carros estão levando seus donos de volta pra casa, outros milhares de carros estão tentando acompanhar o time de coração… são os palestrinos na estrada… e que aventura!

Quando saímos da Castelo e pegamos o acesso para Barueri, já tivemos certeza que não ouviríamos o Hino Nacional. Uma baderna! A rua, cheia de caminhões estacionados por todo o seu lado esquerdo, estava parada! O Palmeiras ia entrar em campo e o desespero começava a tomar conta dos torcedores, que iam deixando seus carros na rua mesmo, e saíam correndo… Homens, mulheres, crianças, gente de todas as idades, uma correria só! O apaixonado torcedor correndo atrás do seu amor.

E os carros andavam à velocidade de conta gotas… Se antes estávamos ansiosos pelo confronto, agora já estávamos nervosos com o Palmeiras em campo e a gente ali, andando “meio metro” a cada 5 minutos e sem poder fazer nada. Não havia mais vagas para estacionar na rua. Quando chegamos na avenida do estádio (o Verdão já estava jogando, claro), havia uma fila de carros estacionados à direita e, à esquerda, barracas de comida, o que fazia com que o espaço destinado à passagem dos veículos, se afunilasse bastante.  A falta de preparo do pessoal que cuidava do trânsito era total. As luzes do estádio, logo ali à nossa frente, e não podíamos estar lá dentro. O jeito era ouvir no rádio (Betinho estava sendo acionado algumas vezes, e nada!). Que desespero!! Será que alguém vai ressarcir o torcedor, que paga por um espetáculo e não tem o direito de assisti-lo na íntegra, mesmo tendo saído de casa ou do trabalho com tempo suficiente para chegar?

Alguém nos avisou que o estacionamento do estádio estava cheio mas tinham aberto um outro naquele momento. Conseguimos estacionar e saímos correndo! Agora, de língua de fora, era só entrar e sentar nos lugares que tínhamos comprado. Setor C1 – S-4 – Fila G, assentos 195, 196…

Mas foi aí que o caos, que começara no trânsito, tomou forma! Filas imensas para entrar e funcionários perdidos, desinformados, uma confusão só! A torcida gritava lá dentro e a gente lá fora, sem saber porquê…  Nossa entrada era outra e corremos pra lá (já tínhamos nos sentado no mesmo setor antes), mas A ENTRADA ESTAVA FECHADA PARA AQUELE JOGO, nos disse um funcionário que parecia ter acabado de descer de um disco voador, tão perdido estava. Para o jogo em que teriam mais público, eles fecharam uma das entradas!

Indignados e revoltados, ouvimos ele nos dizer também, que o nosso setor, C1, já estava cheio! Como assim, cheio? Os lugares não são marcados? Uma discussão desgraçada, pessoas exaltadas, muito descaso, algum deboche e bastante má vontade dos funcionários com os torcedores, um stress FDP para quem pagou para se divertir! Os policiais diziam que nada podiam fazer. Perguntamos pelo ouvidor e nos disseram para entrar e procurar um “tal Davi”. Pegamos (furamos) a fila absurda, passamos pelas catracas e revista, mas não nos deixaram nem mesmo entrar no setor para o qual compramos ingressos. Nos mandaram para o Setor C – Superior, que nem tinha sido disponibilizado quando as vendas começaram pelo Futebol Card.

E eu não conseguia entender como um local que vende um número “X” de ingressos, pode estar lotado, se pessoas que compraram cadeiras ali, ainda estão do lado de fora. Os quatro lugares que compramos (um outro amigo, tinha comprado mais dois) tinham que estar sobrando! Perguntei para duas funcionárias, como fazer para conseguir entrar e sentar no bendito C1. Uma delas me respondeu: “iiiiiiii, fia… não vai dar não”. Xinguei, reclamei e elas me disseram que não podiam fazer nada. Perguntei pelo “tal Davi” e me disseram que “não sabiam, não”, “não conheciam”…

Naquela baderna chamada Arena Barueri, era mais fácil encontrar o Rei David reencarnado, vestindo a camisa do Parmera, do que o “tal Davi” que nos mandaram procurar. Como a prioridade era ver o Palmeiras, saímos correndo pelos corredores, subimos as escadas e chegamos na boca do túnel de acesso. E ela estava entupida!

 

Que dificuldade para atravessarmos a parede de gente! Quando nós “achamos” uns lugares (Fila C-060 – SetorC) e olhamos pro campo, o juiz apitou o final do primeiro tempo. “Taqueo…”

E o Setor C1 – Inferior, onde nos vetaram a entrada, estava cheio de lugares vagos…

Essa é a visão lá de cima, do local lá embaixo, que nos disseram que estava lotado. Filhadaputice e falta de respeito no mais alto grau com o torcedor, não é mesmo? Com que direito nos fazem isso? QUERO MEU DINHEIRO DE VOLTA!

Graças a Deus veio o segundo tempo! Estava nervosa, envenenada por toda raiva que tinha sentido até ali, mas o Palmeiras me faz um bem danado… E, torcendo, cantando, vendo o meu bem amado Palmeiras, de camisa nova (linda), em campo, aquela revolta começou a se diluir… O f@*#da era ouvir três torcedores ao meu lado (que queriam o Patrik no lugar do Mago rsrs), cantando o hino: “Torcida que ninguém passa”… “quem sabe ser brasileiro…” Tava explicado porque preferiam o Patrik…

Em campo, já nos primeiros minutos tivemos três chances. Uma com Betinho que, dentro da área, não conseguiu dominar; outra, num chute forte de Assunção, e mais uma, com o Mago lançando a bola dentro da área, mas que Leandro Amaro cabeceou pra fora. Barcos fazia muita falta. Betinho não me agradava! Intimidade zero com a bola! Não entendia porque continuava no time e o Maikon Leite no banco. Vai ver, Felipão queria ver se ele sabia marcar…  Mas o Palmeiras estava melhor na partida.

Valdivia metia umas bolas boas e nada do pessoal aproveitar. Eu não tava gostando muito do juiz, não. Fazia que não via umas faltas a nosso favor, deixou de marcar até um pênalti em Juninho. Tudo bem que ele enfeitou, mas que foi puxado, foi!

Felipão tirou Betinho e colocou Luan. Passamos, então, a ter 11 jogadores. Logo depois, Mazinho (não gostei que fosse ele a sair) deu lugar a Maikon Leite! Aí sim!  O garoto é abusado e já deu outra dinâmica à partida. Com dois minutos em campo, Maikon Leite fez uma jogada linda pela direita, deu uma meia lua e achou o Mago de frente pro gol. Quando todo mundo pensou que Valdivia fosse estufar as redes, ele tocou para Luan, na esquerda, só completar. A Arena Barueri explodiu de alegria! FESTA DA QUE CANTA E VIBRA!

(Mago, me emocionei um bocado vendo você renunciar àquele gol para servir o seu companheiro… Chorei, vendo você nos “desenhar” a Família Palmeiras… Você tem vivido tempos tão difíceis, tem sido tão cobrado que, qualquer outro em seu lugar, teria escolhido fazer o gol. Grande, Mago! Você é o cara!)

Com 1 x 0 no placar a gente tava sossegado. Aí, eu vi Felipão chamar Patrik… Me lembrei do jogo contra o Goiás e deu um medão. Mas o segundo gol saiu antes mesmo dele entrar. Depois de um chute de Luan, que o goleiro espalmou, Maikon Leite cobrou escanteio, Valdivia deu uma casquinha pra perto da primeira trave e Henrique guardou de cabeça!! GOOOOOOOOOOL DO PALMEIRAS!! Gol do time que se classificava para a semifinal da Copa do Brasil DEPOIS DE 13 ANOS!!!

E aí, para desespero de Felipão, que tirou João Vítor (aleluia) para entrar Patrik (fazer o quê?), a galera começou a gritar “Olé”, “Olé”…… E o nosso técnico ficou bravo. Eu até entendo o ponto de vista dele, mas com a torcida o papo é outro. Deixa a gente ser feliz, Scolari! Temos tido tão raras oportunidades…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=sLuUjM8WPFw[/youtube]

O jogo acabou… Saímos, sorrindo, leves, felizes demais! O “bigode mágico” do Mago continuou invicto, a confiança, aninhada em nosso coração, repousava tranquila, as imagens em nossos sonhos começaram a SE TORNAR mais nítidas, palpáveis…   Só o “tal Davi”, o time do Atlético e o respeito ao torcedor é que devem ter ficado invisíveis, pois ninguém conseguiu achá-los na Arena Barueri…

E QUE VENHA O PRÓXIMO!! O VERDÃO ESTARÁ PRONTO PARA MAIS UMA BATALHA!

“Não acho cedo [a vaia]. Eles tinham de começar a ensaiar ontem [sexta] de manhã, para fazer um corinho mais legal. Eles pagam ingresso, se não pagam, aí é chato. Mas se pagam, xinguem, gritem, têm direito. Nós que temos de fazer o trabalho”  Felipão,  na coletiva, após o jogo diante da Portuguesa.

Teve sabor de derrota o empate com a Lusa. No estádio, os torcedores  estavam vendo que isso ia acontecer. O Palmeiras vencia por 1 x 0 (com uma jogada linda de Daniel Carvalho e Barcos, que Luan chutou e… acertou!), mas não jogava bem. No segundo tempo, pedia pelo gol de empate, deixando a Lusa chegar e, aos 41′, não deu outra. Ficamos muito frustrados. E com razão, né Felipão?

Acho que enquanto você insistir com esses ‘favoritos’, que você cisma que são bons jogadores, vai ser essa nhaca e essa reclamação toda. São dois anos repetindo as mesmas atitudes, o mesmo esquema e, como não poderia deixar de ser, obtendo os mesmos resultados. E você se acha no direito de ironizar a torcida, o maior patrimônio que o Palmeiras possui, você se incomoda com a decepção do torcedor, com o desapontamento que o palestrino sente ao ver seu time nivelado com times sem expressão alguma.

Por mais teimosa (e burra) que uma pessoa possa ser, ela perceberia que Patrik, por exemplo, não joga p@#*rra nenhuma e não merece estar no time, enquanto Mazinho e Maikon Leite não merecem estar no banco, e sim no campo. Felipe,   após a contusão de Daniel Carvalho, merecia uma chance; se ele não tem condição de entrar no jogo, por que foi relacionado?

Eu gostaria de entender as razões que o faz preferir determinados jogadores, uma vez que, futebol, eles não têm. Tudo bem que você não recebe os jogadores que pede, mas, ruim por ruim, troca, faz diferente, experimenta outras possibilidades, ousa e vê no que vai dar. Não tentar é que é imperdoável! Não há justificativas para se valorizar quem não joga nada e nem para que esses caras sejam titulares em  partidas em que se tenha outras opções. É óbvio que QUALQUER TORCIDA, DE QUALQUER TIME, ficará muito brava, vendo em campo, e por 90 minutos, um ‘Patrik’, por exemplo, totalmente sem função, fazendo nada.

Gostaria também, que você nos contasse porque não dá chance alguma para a Base, mas dá infinitas oportunidades à jogadores, de  pouco futebol, que vêm de outros clubes. O que te custa tentar a garotada? Só depois disso é que se pode dizer que não tem ninguém que presta na Base. O Palmeiras precisa, necessita revelar jogadores, para conquistar títulos e para ganhar dinheiro também, em futuras transações. Mas você parece não se importar com isso. Logo você que diz que é mais palmeirense do que muitos…

Sei que a nossa diretoria é pavorosa, que te atazanam, que o CT virou a casa da “mãe Joana”, e deve ser um pé no saco trabalhar com esses caras e nessas condições! Sei que nossos ‘dirigentes de lanchonete’, são totalmente incapazes de administrar o clube (quando é que você viu o presidente de algum dos nossos rivais se declarar torcedor de um outro time, vestir a camisa desse outro time e viajar para vê-lo jogar?); Sei que eles estão adorando ter você de “escudo”, uma vez que se escondem atrás das críticas (merecidas) que a torcida te faz e se livram de receberem a “parte que lhes cabe nesse latifúndio”; sei que esses dirigentes, células vitais da doença degenerativa que assola o Palmeiras, não conseguem nem mais ser elegantes e cordiais com os patrocinadores do clube, e só sabem fomentar intrigas, fofocas, como se fossem comadres; sei que todas essas coisas devem te deixar possesso e com vontade de esmurrar um; sei também que os dirigentes não têm comprometimento algum em formar um time vencedor, campeão, e contratam qualquer coisa, desde que seja barato ou “di grátis”… Agora, até mesmo quem bater na porta e pedir uma chance, ganha um contrato. Nem na várzea a gente vê uma coisa dessa! Mas Henrique, Wesley, Barcos, Juninho, Mazinho, Román, contratados pra o time, não são abacaxis, não são “Juquinhas”. Felipe, que estava no Mogi e voltou, também não é.  ENTÃO, POR QUE CAZZO, FELIPÃO, VOCÊ NÃO CONSEGUE FAZER ESSE TIME JOGAR E INSISTE EM COLOCAR EM CAMPO OS MENOS PROVIDOS EM INTELIGÊNCIA E TALENTO? POR QUE TEMOS QUE TER TROCENTOS VOLANTES NO TIME, ATÉ PARA JOGAR CONTRA UMA INOFENSIVA “MOSCA”, QUE NOSSO (SEU) MEDO TRANSFORMA NUMA AVE DE RAPINA? POR QUE NUNCA TEMOS UM PLANO “B”?

Você está tendo uma maneira até meio maníaca, ao meu ver, de trabalhar. Montou um time campeão em 98/99 e agora, em 2012, quer que as peças que tem à disposição sejam iguais às que tinha na ocasião. NÃO DÁ, FELIPÃO! É material humano, cada qual com suas peculiaridades e você não encontrará cópias daqueles jogadores. O tempo passou! Impossível que não tenha percebido isso ainda. Você é que tem que achar o esquema, um outro esquema, onde as peças de agora se encaixem, foi para isso, para  ajustar essas peças, para criar a estratégia que as farão funcionar, que você foi contratado.

Já não deu certo em oito campeonatos! Foram 18 empates no Brasileiro de 2011 e a corda no pescoço um tempão. E VOCÊ SE RECUSA A MUDAR! E fica bravo quando saímos em defesa do Palmeiras e reclamamos!  O Palmeiras é nosso, Felipão! É da Família de sangue esmeralda! Grande parte da nossa gente já não aguenta mais ver o Palmeiras achincalhado, levando sufoco de qualquer timinho. A outra parte, ainda se ilude e aceita ver o Palmeiras jogando como time pequeno, e continua defendendo você, porque, um dia, você ganhou um dos mais importantes campeonatos da história do clube (por teimosia perdeu um maior ainda) e eu te sou eternamente grata por isso. Mas lá se vão dois anos de vexames inimagináveis…

Não quero sentir raiva de jogador “A”, “B” ou “C”, eles fazem o que podem e se esforçam pra isso, só não os quero no meu time. Não quero sentir raiva de você, Felipão.  Só queria que você pensasse mais na equipe e menos na guerrinha que tem com “Fulano” ou “Beltrano”. Queria que pensasse mais em fazer o time ser perigoso e vencedor, do que no cara que você imagina que quer lhe puxar o tapete, ou que falou “isso”, que falou “aquilo”. A sua guerra é no campo, Felipão! E o elenco do Palmeiras é o seu exército! Se você não colocar os seus ‘canhões’, as suas ‘minas’ e tropas no lugar certo, se não usar a melhor munição que tiver, é claro que  não vai superar o inimigo.

Se empatamos ou perdemos, diante de um timinho qualquer, ouvimos depois você dizer que foi justo.  Eu me sinto ofendida quando o ouço dizer isso, PORQUE NÃO TINHA QUE SER JUSTO! É o mesmo que dizer, não temos competência e nem condições de fazer melhor diante de um time fraco e estamos conformados com isso. E como é que outros técnicos, com elencos menos gabaritados, conseguem melhores classificações do que a gente?  Deveria ser ao contrário,  afinal, o técnico “bicho papão” é você!

Tá na hora de se repensar tudo, de se rever antigos conceitos. Basta de invenções que vestem um santo e desvestem outro. Querer transformar o Henrique em volante até poderia ser bom, numa outra situação, mas desfalcar a nossa zaga do seu melhor zagueiro, não dá. Bastaria ter ficado com Pierre. Já basta um “Chelsea” na sua vida, né? Faça diferente desta vez e ouse!

TEMOS UMA CLASSIFICAÇÃO A CONQUISTAR NA QUARTA FEIRA, E ESTAREMOS TODOS LÁ, CANTANDO E APOIANDO O TIME, COMO SEMPRE.

Apesar de todas as broncas e desconfiança, nunca lhe negaremos apoio. Lhe daremos o que temos de melhor e vamos empurrar o time, de todas as maneiras possíveis. Queremos o título da Copa do Brasil, por que não? Gostemos ou não, estamos nisso até o pescoço!

Então, desça do pedestal e nos dê também o que você tem de melhor! Faça isso pelo Palmeiras! Ainda que você não tenha mais “Arces”, “Sampaios” , “Clébers”, “Juniors… escale quem render mais nas partidas, e já será de grande valia. Se você colocar os jogadores nas funções que desempenham melhor, aí estaremos no lucro. Se tratar os jogadores com igualdade e justiça, sem as costumeiras preferências, que não se justificam na bola, aí será quase perfeito.  Ser bonzinho e puxa saco não são as qualidades que um técnico deva valorizar num jogador. Elas não nos levarão a lugar nenhum e, a continuar assim, não demora muito, cada um estará num time diferente, inclusive você.

QUE DEUS O ILUMINE E O AJUDE A AJUDAR O PALMEIRAS…

 

Conseguimos um bom resultado no Paraná, diante do Atlético. Na verdade, bom mesmo, seria termos vencido, mas, um empate lá, depois de termos ficado atrás no placar por duas vezes, depois do juiz ter nos operado sem anestesia, acabou tendo um gosto de vitória. E como a segunda partida é aqui, temos totais condições de passar à próxima fase.

Mas é preciso que se diga que Leandro Amaro no time, não dá! Até Assunção joga melhor na zaga do que ele (e o Thiago Heleno não volta nunca do “Triângulo das Bermudas”). Luan, que consegue a proeza de estragar um contra ataque, em que recebe a bola sozinho, livre, e recua pro goleiro, também não! Maikon Leite, no banco, nem pensar! Ainda bem que a providência divina nos ajudou; quando Felipão ia  tirar Valdivia (que jogou muito bem) e seu “bigode da sorte”, para colocar Patrik, Maurício Ramos pediu substituição!  Uffa! Se fosse para colocar Daniel Carvalho, até ia… mas, Patrik?  Além do mais, tínhamos o João Vítor, que poderia ser substituído sem fazer falta nenhuma. Felipão reclama que não recebe os atletas que pede, e isso é verdade, mas tem uma caída por jogadores com dificuldade para pensar, que vou te contar!

Se a dificuldade fosse só essa, tava bom. Além de termos que ouvir as asneiras do tendencioso, estúpido e falido “pastor comentarista” Muller, do SporTV (será que o Palmeiras ficou devendo algum salário pra ele, quando ele jogou aqui?),  no nosso caminho ainda tinha um gramado pesado (com areia, que atrapalhava o toque e o controle da bola) e um trio de arbitragem pra lá de sem vergonha (o Vasco, lá no RJ, também teria um trio de arbitragem em seu caminho) …

O Palmeiras tinha muita disposição e  demonstrava estar a fim de ganhar o jogo. Valdivia era muito marcado. A zaga palestrina, desatenta, parecia bastante enfraquecida pela ausência de Henrique e pela presença de Leandro Amaro. As jogadas de ataque se alternavam entre as duas equipes. Do lado do Atlético, Guerrón, que Juninho não conseguia marcar, já começava a nos dar trabalho; do lado palestrino, Valdivia tinha que ser parado na falta e Barcos levava perigo muitas vezes.

Aos 16′, um vacilo tamanho GG da nossa defesa, permitiu ao Atlético abrir o placar. A zaga e o goleiro Bruno ficaram olhando a cobrança de falta, o desvio de Renan Foguinho para o meio da área e a conclusão de Bruno Mineiro. Pouco depois, ao dar um carrinho, Maurício Ramos acertou a bola com a mão. Os atleticanos reclamaram.

Para nossa sorte e alegria, cinco minutos depois de tomarmos o gol, Valdivia enfiou uma bola linda, dentro da área, para Barcos. Ele dominou e, com um drible, deixou o marcador no chão e balançou a rede! Sai zica!! E que abraço lindo, de companheiros, o Pirata trocou com o Mago!!

Nem deu tempo da gente comemorar… Um minuto depois, o Atlético marcou o segundo, ou melhor, o árbitro Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)  e o bandeira “marcaram” o segundo. Guerrón recebeu na direita, EM ESCANDALOSO E, MUITO FÁCIL DE SER OBSERVADO, IMPEDIMENTO, tocou para Edigar Junio, que contou com a fase catatônica da defesa palestrina e guardou. Que saco! Na Sportv, o trouxa do Muller quase tinha um chilique, assegurando que Guerrón não estava impedido, aí, viu a imagem e teve que se desdizer… Otário!

Logo em seguida, o Palmeiras cobrou uma falta, o jogador da barreira meteu a mão na bola e o bandeira assinalou… impedimento do Verdão!! Pode uma coisa dessa? Queria saber quem contrata essas “apitadas” pra cima de determinados times…

Valdivia, apesar de muito marcado, jogava bem (enquanto o “pastor comentarista”, tentava de todas as formas plantar a ideia que ele não jogava nada), buscava jogo, municiava os companheiros com belos passes, deixando várias vezes Mazinho e Barcos na cara do gol, sofria muitas faltas, que eram cobradas por Assunção, e levavam muito perigo.  E Assunção quase marcou aos 29′, e mandou uma bola na trave aos 41’… na sequência, Cicinho foi empurrado dentro da área. PÊNALTI, que o juiz fez que não viu.

No segundo tempo, o Palmeiras voltou disposto a sair do prejuízo. Aos 6′, depois de tabelar com Mazinho, Barcos tentou por cobertura. A bola pegou a trave… Que pecado! Seria lindo!

No minuto seguinte, Valdivia, ao buscar uma bola na lateral, foi agredido por Carrasco, técnico do time dos poodles (é assim que eles são conhecidos no Paraná). Esses uruguaios ainda acham que futebol é na porrada? Valdivia ficou muito bravo e o juiz deu cartão pra… ele! E só expulsou o técnico depois, de tanto o Mago reclamar! Segundo o livro de regras da arbitragem brasileira, contra o Palmeiras vale tudo, até mesmo ter jogador agredido pelo técnico adversário. Quero ver o que fará o tribunal!

E o juiz que não viu o pênalti em Cicinho, que não tinha nem visto a agressão em Valdivia, viu a falta que Barcos fez no ataque e deu amarelo pra ele, tirando-o da próxima partida. E voltou a ficar “cego” outra vez! Não tínhamos ainda nem 10 minutos de jogo,  quando João Vítor, que ia sair na cara do goleiro, foi derrubado dentro da pequena área. PÊNALTI, QUE O JUIZ NÃO MARCOU, DE NOVO!

Felipão resolveu fazer duas alterações ao mesmo tempo; Maikon Leite no lugar de Mazinho (João Vítor, perdido no jogo, continuava em campo) e Luan no lugar de Cicinho. Achei ótimo que Maikon Leite fosse chamado pro jogo, mas não gostei nem um pouco que Mazinho tivesse saído e gostei menos ainda que Luan tivesse entrado.

E o nosso garoto Maikon Leite, mais uma vez iluminado, minutos depois de ter entrado, recebeu toque de calcanhar de Barcos, driblou o zagueiro e, de perna esquerda, chutou de fora da área, empatando a partida. Que gol lindo!!

O Palmeiras, que poderia ter saído com a vitória, passou a valorizar mais a bola, a trocar passes, mas, mesmo assim, foi várias vezes ao ataque; Maikon Leite estava esperto e levava perigo aos atleticanos, faltou pouco para a virada palestrina. Luan desperdiçou uma chance da maneira mais bizarra possível. Recebeu uma bola pela esquerda, sozinho, livre, avançou e… atrasou pro goleiro!  Deus me livre!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Sg5_OkSLG6U[/youtube]

E o jogo terminou assim… A torcida dos poodles ficou brava, xingou seus jogadores e a do Palmeiras, aplaudiu a luta do seu time e saiu muito brava com o juiz. Não fosse ele, pra variar, teríamos saído com uma boa vantagem.

E, por falar em juiz…

Depois do jogo do Palmeiras, a Globo transmitiu Vasco e Gambazada. Um jogo que terminou 0 x 0, graças ao juiz e ao bandeirinha! Anularam um gol legítimo do Vasco, alegando impedimento.

Até aí, nem seria novidade, o “apito amigo gambá” é conhecido de todos e, não fosse ele, o time da Marginal não duraria muito tempo em determinados campeonatos.

Mas, o surreal, o inimaginável, ficou por conta da Rede Globo e seu tira teima. Já começou que ela não colocou o tira teima no ar logo após a anulação do gol do Vasco. Se é tira teima, porque esperaram até o final do jogo para mostrá-lo?

Claro que acharam “um pé” que justificava a anulação do gol. Claro que ninguém acreditou e achou que a imagem teria sido editada. E não é que a Globo, que costuma colocar o áudio da torcida dos gambás cantando, para dar a impressão que são a maior voz nos estádios (até o dia em que, na Ilha do Retiro, ficou clara a armação), manipulou o tira teima (não seria a primeira vez)? MAS QUE VERGONHA! QUESITO CREDIBILIDADE: NOTA ZERO!

Veja a imagem da Fox, no momento em que Diego Souza cabeceia a bola:

E agora a da Globo, onde a imagem parece ter sido congelada, após a bola já ter saído da cabeça de Diego Souza. Uma fraçãozinha de segundo que faz uma diferença enorme, favorecendo um clube e desfavorecendo outro. Muita “coincidência” que o clube a ser favorecido seja o mesmo de sempre:

E agora, a imagem com marcações, publicadas pelo site vascaíno:

Parece que as “forças ocultas” que querem atrapalhar o Palmeiras na Copa do Brasil, estão querendo, desesperadamente, que os gambás mudem de fase na Libertadores. E o que chama mais a atenção é a Rede Globo estar na “brincadeirinha” também. Afinal, se manipula até o tira teima, o que mais não poderá fazer para ajudar o time do Andrés (aquele mesmo, que afirmou que na emissora carioca só tinha bandido)?

Vamos ficar de olho nas próximas partidas…

Quando a esmola é demais, o santo desconfia…

O diretor jurídico do Palmeiras, está propondo reunir um grupo palestrinos, para que se faça a mudança no estatuto.

A ideia é muito boa, se verdadeira e bem intencionada, e vem de encontro aos anseios da torcida, mas vamos acompanhar isso muito bem, para que as mudanças sejam benéficas ao Palmeiras, e só a ele.

Tem lobo oferecendo presente pra ovelha… Mas vamos ter que ir lá ver qual é a deles. Se estão propondo mudanças mesmo, ou se será só embromation, para retardar ainda mais as nossas tão sonhadas diretas.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=3PtZAY9uekU#![/youtube]

” Podrán cortar todas las flores pero no podrán detener la primavera” Pablo Neruda

Fomos a Barueri, buscar a classificação diante do Paraná…

Eu tinha uma única expectativa: a de ver o Palmeiras ganhar e se classificar, fosse como fosse. Jogando bonito ou feio, com Felipão fazendo a coisa certa ou não… Ultimamente, ando até abdicando de ver um bom futebol, quero ver meu time ganhar, se classificar, do jeito que der.

Quando o Palmeiras entrou em campo, tive a primeira emoção da noite: a torcida gritando os nomes dos jogadores. Senti tanto quando ela parou de fazer isso que, agora, me emociono a cada vez que ouço.

Público bom, num estádio até adequado para aquele confronto, mas jamais um estádio para o Palmeiras mandar clássicos como decidiram os nossos dirigentes que andam tendo uma dificuldade absurda para usar os neurônios (será que eles têm algum em bom estado?). Parecem uns mendigos, só ficam choramigando a falta de dinheiro, mas permitem que o Palmeiras jogue num estádio pequeno e numa quarta feira às 10h00. E querem ganhar dinheiro? Ah, tá…

O Mazinho, fazia a sua segunda partida e eu estava gostando muito dele em campo. Tinha boa movimentação e, às vezes pelo meio, às vezes pela esquerda, levava perigo ao adversário. Achei que a camisa caiu bem nele e ficou levinha.

O Palmeiras, apesar de errar lá na frente, pressionava o Paraná. Mazinho e Valdivia, que, supersticiosamente, usava bigode e cavanhaque, começavam a arriscar de longe, Barcos também tentava à cada oportunidade. E, de tão ansioso para voltar a marcar, acabava se atrapalhando algumas vezes.

A torcida estava feliz! Ficar longe do Palmeiras, por duas semanas, não fora nada agradável. E então, diante do seu amor, ela cantava, contente, esperando pelo momento maior… E ele chegou! Aos 25′, Assunção cobrou uma falta e colocou a bola quase na frente do goleiro do Paraná; Mazinho apareceu com velocidade, por trás do zagueiro (deve ter levado um baita susto com ele) e abriu o placar! Festa em Barueri! E com que alegria Mazinho comemorava!

Mas, minutos depois, após um empurrão de Douglas Tanque, Henrique foi tirar satisfações e simulou dar uma cabeçada no jogador paranista. O juiz, Péricles Bassols, que poderia muito bem  tê-los advertido ou amarelado, nem piscou e botou os dois na rua. Filho da mãe! Nossos jogadores reclamaram bastante. Fiquei preocupadíssima! Nosso melhor zagueiro estava fora.

Na mesma hora, Román foi chamado (ficou mais de 15 minutos se aquecendo). Era só tirar um volante pra por o zagueiro, que nem dava nada. Mas imagina se ele faria isso… entrou na do Assunção de que ele ficaria ‘quebrando o galho’ na posição até o intervalo. Tivemos sorte, porque Assunção, por mais boa vontade que possa ter, não dá para jogar de zagueiro.

Mas vou confessar, a vantagem por um gol, me fazia lembrar de um jogo perdido em 2010…

Na volta do intervalo, Barcos não estava mais no time. Felipão alegou que ele já tinha dois amarelos e ele não tem reservas para a posição. Ainda que eu não concorde em ver o técnico tirar um atacante para colocar um zagueiro , quando tem volantes em campo que não farão falta nenhuma (típico de Felipão fazer isso), a explicação que ele deu depois, me pareceu fazer sentido.

E nem deu muito tempo de eu ficar pensando a respeito, porque o Palmeiras voltou com o pé no acelerador. Numa jogada de velocidade, Mazinho recebeu a bola, driblou o adversário e, de fora da área, tocou rasteiro no cantinho direito do goleiro. Uffa! O medo que tava escondidinho no peito, bateu asas e voou!!! E viva o Messi Black! A camisa do Verdão vestiu muito bem nele, e lhe parece levíssima.

Aí o time ficou mais tranquilo; ainda que o futebol do Palmeiras não fosse brilhante, a classificação estava assegurada. Era só não vacilar. Mazinho estava iluminado! Aos 17′, numa outra jogada perigosa, ele errou o chute, mas a bola sobrou para o Mago que chegava lá na direita. E então, o que era alegria, explodiu em emoção… Valdivia mandou pra rede e marcou o terceiro gol. E enlouqueceu de alegria, nos deixando perplexos e emocionados. Saiu comemorando feito um louco, alucinado,  gritando palavrões, puxando a camisa e beijando o distintivo do Palmeiras… chorando de alegria e alívio de se ver livre das lesões madrastas que tanto têm atrapalhado a sua vida, que tanto o têm impedido de jogar o futebol que sabe. Foi o momento mais lindo do jogo…

Eu sei o quanto ele quer jogar bem e posso imaginar o que tem sido essa fase pra ele. Eu gritei muito, o estádio inteiro gritou muito. Todos nós queremos o Mago jogando o que sabe. Foi um sacrifício danado eu conseguir chorar disfarçadamente.

O gol nem era tão importante assim, uma vez que tínhamos a classificação assegurada. Mas, para Valdivia, ele foi importantíssimo. E foi tão sincera a sua comemoração, tão sentido o seu desabafo, foi com tanto carinho que ele beijou o escudo do Palmeiras, que a torcida se comoveu. Tenha força, Mago! Que momento lindo você nos deu…

A noite ainda me traria mais uma alegria… Felipão chamou Maikon Leite, mas fez a burrada de tirar o astro da noite, fez a burrada de sacar Mazinho. Com João Vítor, Márcio Araujo que poderiam sair sem fazer falta ao time, ele me tira o cara que decidiu a partida. Haja paciência… Mas, de novo, nem deu tempo de a gente reclamar.

Tão logo Maikon Leite entrou em campo (ele vinha correndo para se posicionar), ele achou uma sobra lá na intermediária, dominou, partiu em velocidade, entrou na área e fuzilou pro gol! Goleada do Verdão!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=PIL3zN767Gw[/youtube]

É… o cavanhaque do Mago deu certo e, assim como o bigode mexicano, nos trouxe sorte. Quando o juiz apitou, saímos todos felizes, mais leves, classificados (uffa!)…

Todos nós, não. Felipão, na coletiva, nervoso, de saco cheio (?) chutou o pau da barraca, detonou a diretoria e as contratações que ela pensa em fazer e ofuscou o brilho da goleada verde. Ainda que ele tenha razão em detonar esses dirigentes bananas e incapazes, que administram o Campeão do Século como quem administra uma lanchonete; por toda a sua experiência e curriculum, Felipão deveria saber que aquele não era o momento, que estamos disputando o único campeonato que nos sobrou no semestre e que, atitudes como essa, não vão ajudar o time a engrenar, muito pelo contrário. Foi um tiro no pé…

E, por achar que ele sabe disso muito bem, eu me pergunto: Estaria ele querendo ser demitido, para poder sair do Palmeiras sem ter que pagar a multa rescisória? Sei, não… mas tá parecendo.

Além do mais, na mesma entrevista, Felipão afirmou que, mesmo com Mazinho se saindo tão bem, o lugar é do Luan. Se sentar o Mazinho, que tá batendo um bolão, para colocar o Luan,  não vai ter respaldo para reclamar das escolhas dos dirigentes, né Felipão?

E assim vamos nós… sem conseguir ter sossego; quando não é um, é outro!

 

“Se ficarmos neutros perante uma injustiça, escolhemos o lado do opressor.” – Desmond Tutu
  • 30g de fermento biológico fresco
  • 1 colher (sobremesa) de açúcar
  • 1 colher (sobremesa) de sal
  • 2 ovos
  • ¾ xícara (chá) de óleo
  • 1 xícara (chá) de leite
  • 4 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • Para o recheio:
  • 200g de presunto ou peito de peru
  • 300g de queijo mussarela ralada grossa
  • cebola
  • tomates
  • orégano
  • 2 gemas (para pincelar)
  • Modo de preparo

    Num bowl, dissolva o fermento no açúcar e junte os ovos. Acrescente o óleo e o leite e misture bem. Adicione a farinha de trigo aos poucos até obter uma massa uniforme, que solte das mãos. Se necessário, acrescente um pouco mais de farinha para dar ponto. Faça uma bola grande, cubra com um pano e espere crescer até dobrar de volume. Divida a massa em pequenas porções. Abra com a ajuda de um rolo. Recheie, enrole e acomode em uma assadeira untada e enfarinhada. Pincele com a gema e eve ao forno pré-aquecido a 180°C e asse por aproximadamente 40 minutos.

    Rendimento: 2 porções

     

Você, por certo,  deve pensar que pizza a gente faz como descrito aí em cima, não é mesmo? Na, na, ni, na, não!!! Essa receita aí está ultrapassada! Pizza mesmo, quem sabe fazer é o Conselho Deliberativo do Palmeiras!! E com ingredientes totalmente diferentes.

Ingredientes:

– Ratos (a gosto, para a massa, molho e cobertura)

– bananas (duas, no mínimo)

– algumas garrafas de café

– R$ 290 mil que não entraram nos cofres do Palmeiras, mas deveriam ter entrado (o clube ganhou uma causa na justiça em Setembro de 2010 e o dinheiro pegou um caminho diferente dos cofres palestrinos em Outubro de 2010)

–  3 investigados sobre o sumiço do dinheiro

– Um presidente de Conselho Deliberativo totalmente atrapalhado

– Mais ou menos uns 183 conselheiros. Mas preste atenção, conselheiros costumam ser encontrados de boa e má qualidade.  Use só os de má qualidade. Caso não seja possível, assegure-se de usar dois terços deles, pelo menos. Eles não estão nem aí para o clube e são ótimos para pizzas. Cuidado com os conselheiros de boa qualidade. Eles costumam ser éticos, sérios e têm por regra de conduta defender os interesses do Palmeiras. Use bem poucos, e só se não tiver outra opção, porque eles não servem para fazer pizza.

– Tenha à mão uma boa quantidade de ingredientes neutros, mais conhecidos como “muretas” (pessoas ou grupos que vivem em cima do muro. Se posicionam contra qualquer coisa, menos contra a corrupção que assola o clube).

– Acrescente uma dose generosa de rabos presos (ingrediente importante, senão a massa não dá liga)

– Caso você tenha na despensa, pode usar também um ex presidente interino e um ex diretor de futebol que não sejam cobrados e, nem ao menos, perguntados, por algo que aconteceu no período em que administravam o clube.

Deixe o forno pré aquecido com uma punição/exclusão de um sócio, para disfarçar o início do preparo da pizza (Segundo o Conselho palestrino, um sócio contar “podres” de outros sócios, numa lista de e-mails do Palmeiras, ainda que seja passível de punição, é mais grave do que R$ 290 mil que se desviaram do caminho dos cofres.  Que “maravilha”, não é mesmo?).

Como preparar:

Pra começar, coloque os conselheiros numa sala de reuniões. Ao contá-los,  não se esqueça de levar em conta o número de omissos que sempre somem nessas ocasiões. Adicione os ratos e as bananas (separe alguns para o molho e para o recheio. São importantíssimos) As bananas servem para incorporar os ratos, responsáveis pela fermentação, à massa. Misture bem e pode abrir a massa.

Feito isso, vamos tratar do recheio e do molho. Utilize o presidente atrapalhado do CD, para ler o relatório de sindicância, enquanto a maioria dos conselheiros não presta a mínima atenção. Certifique-se que esses conselheiros que não prestam atenção, receberam cópias do tal relatório anteriormente, e que a maioria deles não as tenha lido. Mergulhe-os em café. Eles adoram!

Se o molho estiver morno, peça para que alguém afirme que há documentos falsos apresentados pelos investigados. O molho aquecerá rapidamente. Feito isso, peça a punição para os investigados. Eles vão querer se defender com as desculpas mais esfarrapadas possíveis ” deve ser levado em consideração o tempo em que servi ao clube… “eu assinei em confiança, estava com um familiar enfermo…”.

Quando um dos investigados estiver no ponto, ele dirá que todo mundo sabe o que ele fez com o dinheiro e ninguém fará com que ele diga o que é que todo mundo sabe… E nem quem é esse “todo mundo”.

Nessa hora, os rabos presos vão estar prontinhos para serem colocados no molho. São eles que darão consistência ao recheio da pizza. O molho já pode ser colocado na massa. Por cima espalhe uma boa quantidade daqueles que ficam em cima do muro, só servem para decoração mesmo.

Quando alguém pedir o arquivamento do processo contra os Conselheiros, alegando possibilidade de ações indenizatórias contra a SEP, a pizza já estará praticamente pronta para ir ao forno.

Muito cuidado com os conselheiros de boa qualidade que você escolheu para a sua receita. Pode ser que algum deles tenha informações que possam azedar a pizza. Ele vai solicitar esclarecimentos vai pedir que seja montada comissão jurídica, despida de grupos políticos para apuração desse e de outros fatos similares. Vai colocar o dedo na ferida e vai criticar o amadorismo da gestão.

Nessa hora, o presidente atrapalhado tem que dar um jeito de tentar cassar a sua palavra… Não deixe que isso atrapalhe, espalhe mais alguns ratos sobre o molho, coloque as bananas que estavam reservadas, e polvilhe com o resto dos “muretas”. Nesse momento a pizza já pode ir ao forno.

Dentro do forno os ingredientes da pizza vão se homogenizar, vão tentar reprovar o relatório de sindicância (que não prevê nenhuma punição exemplar aos responsáveis, apenas os restringe de ocupar cargos diretivos), vão fazer uma bagunça danada, vão votar de novo e, finalmente, a maioria, vai decidir reabrir a sindicância (o que acabou evitando que a pizza fosse maior ainda)  e fazer  uma ‘análise aprofundada’ do caso!

E então, estará pronta uma autêntica pizza palestrina, sabor “Análise Aprofundada”, com molho italiano de ratos e bananas. E pela bagatela de R$ 290 mil.

E nós, torcedores, que amamos o Palmeiras, somos obrigados a engoli-la, na marra! Até quando??

É uma discussão sem fim entre palmeirenses e corintianos, é uma rivalidade de 95 anos, mas os números não mentem; na disputa entre Palmeiras e Corinthians, quem tem a vantagem é o Verdão! Mais vitórias, mais gols, a maior goleada… Freguesia centenária!!!

O site oficial do Palmeiras publicou a história do maior clássico do Brasil:

Há exatos 95 anos Palmeiras e Corinthians realizavam o primeiro de muitos confrontos deste duelo repleto de história. Para que se compreenda melhor a importância deste clássico tão tradicional que hoje gera um impacto gigantesco, é preciso analisar mais profundamente o cenário esportivo do período.

É importante ressaltar que ao longo da história do futebol no Brasil, times como Palestra Italia e Corinthians tiveram um papel imprescindível no episódio da popularização do futebol, pois, no início do século XX, a principal liga de futebol era a Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA), atual FPF, que se restringia exclusivamente para clubes da elite, como por exemplo, o C.A. Paulistano. A insistência de idealizadores dos clubes populares, que eram prestigiados por um público economicamente defasado, compostos em sua maioria por operários e imigrantes (classes que aos olhos da elite paulistana não poderiam se misturar no esporte), contribuiu de maneira extensiva para a evolução do futebol brasileiro. Então, em 1917, uma liga secundária independente, a Liga Paulista de Futebol (LPF), que inclusive abrangia clubes que não se encaixavam nos padrões da elite, deixou de existir para integrar-se efetivamente a maior entidade futebolística do estado, a APEA (o que sem dúvidas deixou o futebol local muito mais competitivo). Foi exatamente aí que os caminhos de Palmeiras e Corinthians se cruzaram pela primeira vez.

No ano do primeiro Derby Paulista (como foi apelidado o clássico anos depois pelo saudoso jornalista Thomaz Mazzoni, que fazia referência a corrida de cavalos mais importante do mundo, o Derby de Epsom), o Verdão ainda era o Palestra Italia, um clube recém fundado que dava seus primeiros passos no futebol. Por sua vez, o Corinthians, fundado em 1910, já era um time experiente na disputa de campeonatos oficiais, bem como a Liga Paulista de Futebol (LPF), no qual sagrou-se campeão paulista em duas ocasiões, 1914 e 1916.

A primeira partida entre as duas equipes, que foi válida pelo campeonato paulista, aconteceu há exatos 95 anos, em 6 de maio de 1917. O bom retrospecto do rival Corinthians, que estava invicto em campeonatos havia três anos (um total de 25 jogos), não foi suficiente para abalar o “onze” Palestrino. O elenco esmeraldino se mostrou muito frio e ousado ao partir para o ataque, garantindo com tranqüilidade uma vitória por 3 a 0. É impossível negar que as duas equipes estavam muito bem preparadas tecnicamente, pois, de um lado, o Palestra Italia tinha no elenco o artilheiro Heitor, o capitão Bianco (aquele que fez o primeiro gol da história do Palestra), além de outros nomes prestigiados no período, como Picagli, Ministro, Fabbi, entre outros. Em contrapartida, o Corinthians contava também com uma ótima linha de ataque, formada por Amílcar, Aparício e Neco. Um fato que não se pode deixar de mencionar, é que apesar de todo estrelismo dos jogadores em campo, naquela tarde de domingo, a estrela brilhou para apenas uma pessoa: Caetano Izzo. O ponta-direita do Palestra Italia não só teve a honra de marcar o primeiro gol do clássico, como também conseguiu a façanha de assinalar todos os gols da partida. A partir daquele dia, através dos três gols de Caetano, nascia uma rivalidade esportiva, um Derby que se mantêm vivo e se renova a cada ano que passa, até os dias atuais. (Confira aqui a ficha técnica da partida)

Os números revelam a tradição deste clássico paulista ao longo dos anos. No total, Palmeiras e Corinthians se enfrentaram 348 vezes, os confrontos renderam 125 vitórias para o Palmeiras, 118 vitórias para o Corinthians e 105 empates. O Corinthians soma um número de 456 gols no clássico, enquanto o Palmeiras acumula incríveis 502 gols.

Perfil de Caetano Izzo

Prova de raça e pioneirismo, Caetano Izzo, ponta descoberto no Ruggerone, time de várzea do bairro da Lapa, foi o primeiro carrasco do rival alvinegro Corinthians, teve a honra de marcar todos os gols do primeiro Derby Paulista. Caetano jogava na ponta direita, no entanto, era muito eficiente em outros setores do campo. Outro grande triunfo em sua passagem pelo Palestra Italia, foi a conquista do campeonato paulista em 1920 (o primeiro titulo do Palmeiras), no qual ajudou o time a quebrar a hegemonia do C.A. Paulistano (Campeão Paulista em 1916, 1917, 1918, 1919), impedindo assim que o time da elite conquistasse seu pentacampeonato. O primeiro gol marcado na casa do Palmeiras, no Parque Antártica, foi também da autoria de Caetano Izzo. Pelo Palestra Italia (Palmeiras), Caetano atuou em 115 partidas, acumulando 83 vitórias, 17 derrotas e 15 empates; o ponta direita do Palestra Italia balançou as redes adversárias 45 vezes.

Curiosidades

Números do clássico
* Os números abaixo incluem 9 partidas do Torneio Início (4 vitórias do Palmeiras, 2 vitórias do Corinthians e 3 empates)

Confrontos: 384
Vitórias do Palmeiras: 125
Vitórias do Corinthians: 118
Empates: 105
Gols do Palmeiras: 502
Gols do Corinthians: 456

Árbitros que mais apitaram o derby

Armando Marques: 14
Dulcídio Wanderley Boschilla: 14
José de Assis Aragão: 13
José Favilli Neto: 12

Quem mais jogou: Ademir da Guia (57 partidas)

Maior goleada: 03/11/1933 (Palestra Italia 8×0 Corinthians)

Jogadores do Palmeiras que marcaram, em uma única partida, 3 ou mais gols

3 gols

06/05/1917 – Caetano
05/11/1933 – Imparato III
10/03/1946 – Lima
18/01/1953 – Odair
21/08/1958 – Paulinho
29/11/1964 – Servílio
04/04/1970 – César Maluco
13/11/1994 – Evair
21/05/1995 – Magrão
09/02/2000 – Alex
26/07/2009 – Obina

4 gols: 05/11/1933 – Romeu Pellicciari

Títulos que o Palmeiras conquistou diante do rival

Campeonato Paulista (1936)

Campeonato Paulista Extra (1938)

Rio São Paulo (1951)

Campeonato Paulista (1974)

Campeonato Paulista (1993)

Rio São Paulo (1993)

Campeonato Brasileiro (1994)

Cláudio Christovam Pinho, maior artilheiro do Corinthians – com 306 gols – revelação do Santos, jogou no Palestra/Palmeiras antes de atuar pelo Corinthians. Em sua curta passagem pelo Palestra/Palmeiras – 1942 –  teve grande importância histórica, pois foi o jogador que fez o primeiro gol (de pênalti) com o nome de S. E. Palmeiras, na final de 1942 contra o São Paulo.

Agência Palmeiras
Departamento de História
06/05/2012 12h00