“Como beber dessa bebida amarga, tragar a dor, engolir a labuta. Mesmo calada a boca resta o peito…” ♫♪
Não sei mais quanta capacidade para apanhar tem o nosso coração. Sim, porque, ultimamente, ele não bate, apanha. O que foi aquilo que aconteceu na partida diante do Mirassol? Nem nos meus mais aterrorizantes pesadelos teria lugar para um placar daquele… acho que nem nos melhores sonhos dos torcedores do Mirassol também…
Fizemos um gol contra aos 40 segundos de jogo, um zagueiro da Base foi queimado pro resto da vida, o time ficou completamente atordoado e tomou mais dois! 3 x 0 em 11 minutos!! Quem pode acreditar numa coisa dessa? Depois de mais 11 minutos de caos total, o Palmeiras começou a reagir, fez dois gols (aos 22′, com Caio, e aos 30′, com Ronny), perdeu outros, pareceu ter se tranquilizado, ter colocado a cabeça no lugar, deu pinta que ia virar o jogo (tava dominando as ações), encheu a gente de esperança, mas, numa cobrança de falta, acabou tomando o quarto. E foi a nocaute! E aí, vieram mais dois gols. Tomamos seis gols em quarenta e seis minutos! QUE VERGONHA! (Tá na hora do Kleina parar de pensar o Palmeiras como quem pensava a Ponte Preta).
Até o ‘desastre’, tínhamos perdido uma única partida no Paulista, e embora não tivéssemos uma ‘Brastemp’ entrando em campo, o time estava até mais satisfatório do que tínhamos imaginado que estaria, quando, em Dezembro de 2012, tentávamos adivinhar como seria 2013. Mesmo desfalcado, um time que jogou melhor que os rivais nos clássicos, não podia se entregar assim para o… Mirassol.
Coitado do Prass, que nunca deve ter tomado tantos gols assim antes. Coitada da torcida… Nossos jogadores, apáticos, pareciam 11 fantasmas em campo… E nós éramos os mortos-vivos. Uns, na arquibancada; outros, diante da TV. Mas todos, igualmente, feridos de morte, com o coração em pedaços. Desesperador! Não aguentamos mais, e não merecemos, vivenciar vexames assim.
Pior que não foi a primeira vez…
Sabemos que essa fatura não está no nome de quem administra o clube agora (ainda não) afinal, são apenas dois meses no comando, mas a gente sabe também, que é dessa administração que se espera a “dívida quitada”. E aí é que a coisa fica confusa. A maioria quer a solução pra ontem! Afinal, são décadas de descaso, de amadorismo, do “se servir do Palmeiras”, da mentalidade atrasada. Estamos tão acostumados a isso, que muitos de nós não reage bem às coisas feitas com profissionalismo e continua se esgoelando para que se faça as coisas nos mesmos moldes das que nos levaram à essa situação tão incômoda.
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Foi um estrago imenso, e feito por um monte de gente. Cada qual com as suas culpas e desculpas. Mas não foi a administração atual que rebaixou o Palmeiras e deixou o clube quebrado, né? Vamos ter que permitir que esses novos dirigentes trabalhem, da maneira que planejaram trabalhar, para só então rotularmos essa gestão de boa ou ruim.
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E não vai ser fácil pra eles consertar tudo isso. Não é possível que tem quem achasse que tudo ia se resolver apenas com a troca de dirigentes. Eu sabia, e imagino que você também, que ia ser uma barra duríssima, como está sendo, que levaria tempo, e demandaria muito trabalho, que passaríamos por muitos desgostos (mas tomar 6 do Mirassol é demais!) e que existiriam muitas pedras nesse nosso caminho. Mas, por mais difícil que seja, nós vamos conseguir chegar lá, vamos dar a volta por cima!
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Por mais impaciência e desgosto tenhamos nós, por mais ressentimento tenham os que perderam a eleição (alguns estão completamente descontrolados), não é possível exigirmos que os que estão cuidando do Palmeiras, há apenas dois meses, consigam fazer em menos de sessenta dias o que quatro outras administrações não fizeram em 20 anos.
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Mas nós somos torcedores, e vivemos em função da paixão pelo time, queremos gols, vitórias e títulos, é isso o que interessa, dirão alguns. Eu sei, e quero o mesmo, tanto quanto qualquer outro palestrino apaixonado. E eu sei também que tudo o que fazem de ruim ao Palmeiras, fazem a nós; tudo o que faz o seu futebol sumir em campo, todo o desgosto de ver jogadores inexpressivos vestindo a nossa camisa, de ver o nosso time jogando um futebol mixuruca, batendo cabeça diante de alguns fracos adversários e sendo goleado por times ridículos, se acumulam em nosso coração, nos tiram o sorriso dos lábios, nos tiram a fome, o sono, a paz de espírito…
E nesse depositar constante de tristezas e desgostos em nosso peito (não cabe mais), não importa quem fez o quê. A nossa cota de sofrimento é uma só, é muito grande, e aumenta a cada dia. Os buracos feitos em nosso coração não têm etiquetas com o nome dos “escultores”. “Essa parte é do Mustafá, essa é do Della Monica, essa outra é do Belluzzo, essa aqui é do Tirone, essa é do Paulo Nobre…” Não é assim que a coisa acontece. É um coração machucado, doendo, e pronto. É uma ansiedade gigante e incontida, e pronto. Paulo Nobre não é culpado pelo que herdou, mas agora é responsável pelo que acontece, e vai ter que tirar um coelho da cartola. Vai ter que apagar esse incêndio, antes que não sobre nada.
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E eu espero, sim, que ele tire esse coelho da cartola, porque o acho inteligente, bem intencionado e capaz. No dia em que eu achar que ele não tá nem aí com o Palmeiras, que não está procurando fazer o melhor que pode, com sensatez, que não tem mais boas intenções, nesse dia ele terá em mim uma crítica ferrenha.


E agora falta pouco.
A antiga arquibancada, que a prefeitura não nos deixou demolir, será coberta por uma nova. Sabe que no fundo eu gosto disso? Uma parte do antigo Palestra estará sempre ali, e a outra, estará em nossos corações.
Aí em cima, você vê a parte de trás das arquibancadas, e toda a criatividade dos engenheiros para construir a nova, uma vez que foram obrigados a manter parte da antiga.
Lembra da entrada da Av. Matarazzo? Quantas vezes, entramos por aí, temerosos, cheios de ansiedade e expectativa, e saímos morrendo de felicidade, cantando…
A partir de segunda-feira, começam a ser colocadas as coberturas das arquibancadas. O andaime amarelo será usado como estrutura de sustentação.
Com exceção dos camarotes, este é o lugar em que os ingressos serão mais caros. Os preços ainda não foram definidos. Mas vai valer a pena, porque a visibilidade será privilegiada.
Ainda estão estudando os modelos de cadeiras que serão usados nas arquibancadas. Mas, caso a WTorre decida fazer uso delas, isso só vai acontecer em jogos Fifa. Nos demais, o espaço não terá cadeiras. Será um espaço de arquibancada do jeito que a gente gosta, do jeito que estamos acostumados aqui no Brasil, e como tinha no Palestra antigo. Sem contar que, dessa maneira, a arena ganharia mais uns 10 mil lugares. Tomara a WTorre se decida pelo uso das cadeiras removíveis.
Nesses suportes brancos é onde serão encaixadas as coberturas das arquibancadas. E todos os lugares serão cobertos… Deixa chover!! ♫♪
Esse é um dos pisos onde serão construídos camarotes. Show de bola! E a gente fica só imaginando quando eles estiverem prontos…
Visão de quem está na parte mais alta do primeiro piso de arquibancadas. E a gente sonha acordado com o momento de estar ali vendo o Palmeiras em campo…
Na maquete que está sendo comercializada, temos o resultado final da Nova Arena. E, por mais que já tenhamos visto isso, continuamos de queixo caído… Nossa casa vai ser a mais linda de todas! Só podia ser do Palmeiras!














