“A vantagem espiritual feminina é real. As mães têm o desejo inato de compartilhar com seus filhos e de manter um lar… As mulheres são naturalmente mais cuidadosas, amorosas e carinhosas. São elas que manifestam o amor. Ao longo da história, sempre que um problema precisava ser resolvido por meio da manifestação da Luz, era uma mulher que trazia a solução. Em quase toda grande crise, sabemos que uma mulher estava lá para consertar a situação.”   Karen Berg, trecho do livro “Deus usa Batom”.

Ontem, véspera do Dia da Mães, alguns amigos do Facebook já me cumprimentavam pela data. Confesso que eu me sentia estranha para retribuir. “E se ele não tiver mais a mãe por perto?, “E se ela não tiver tido filhos?”…

Mas, nos dias de hoje, está tão ampliado o conceito de mãe… Existem as mães que trazem um filho à luz, à vida; existem as mães que trazem luz, à vida de um filho de alguém; as que ensinam/ajudam o filho a caminhar e o acompanham nessa existência; e existem as que fazem todas as coisas…

Sabemos que há diferentes maneiras de ser mãe… Há as mães que receberam a graça de conceber os seus filhos, as que tiveram a dádiva de alimentá-los ao seio… Há as freiras que cuidam de crianças em orfanatos, com o carinho e desvelo de mães… Há as ‘mães’ que vão, regularmente, levar roupas e um prato de comida às crianças que perambulam pelas ruas… Temos as “mães-voluntárias”, que cuidam de crianças em hospitais, ou de “bebês crescidos”, em asilos… Há as mulheres que não puderam ter filhos, e através de uma escolha, através da adoção, conseguiram ser mães… Tão em moda hoje em dia, há as avós que assumem a ‘maternidade’ de netos, porque as filhas têm de trabalhar, ou porque elas se recusam a cuidar das crianças como deveriam… Há os pais-mães que, por algum motivo, e por ter aprendido com a mulher que o encaminhou no mundo, desempenha os dois papéis… Há as tias-mães… os irmãos-mães… Há as filhas e filhos, que viram mães dos próprios pais quando eles estão velhinhos, devolvendo assim, um pouco do muito que receberam…

Há as mães quase meninas… as mães maduras… as mães que voltaram a “ser bebês”… as mães caretas… as mães liberais… as mães mais bravas, as mães de boa; as mães casadas, as de produção independente; as mães “peruas”, as mães donas-de-casa, as executivas, as operárias, as motoristas de caminhão, as bailarinas, as que trabalham na roça, as secretárias; tem as jornalistas, as manicures, atrizes, médicas, varredoras de rua, advogadas,  fotógrafas,  cozinheiras, vendedoras, presidentes da república, bandeirinhas, estudantes, escritoras… TEM MÃE DE TODOS OS JEITOS E PRA TODOS OS GOSTOS! São as mulheres, esses seres corajosos, valentes, que irradiam Luz, e sem as quais o mundo não anda! E a mãe da gente é sempre a melhor de todas!

Foi ela que nos deu a vida, nos pegou no colo, nos deu carinho e segurança; que acordava inúmeras vezes durante a madrugada para nos alimentar, ou só pra ver se estávamos mesmo respirando; que nos pegou pela mão quando nos aventuramos na quase impossível tarefa de aprender a andar; a que trocou nossas fraldas, nos ensinou a comer, a tomar banho, a abraçar, a sorrir, a falar, a rezar… a que chorou de alegria com o nosso primeiro sorriso, com a nossa primeira palavra… que nos deixou na escola pela primeira vez, com os olhos cheios de lágrimas… nos ensinou a confiar, e desde o nosso primeiro encontro com ela, nos ensinou a amar…

Ela é a pessoa que foi nos mostrando o mundo, que nos ajudava com as lições de casa, que brincava de “urso” e nos lia historinhas na hora de dormir;  que fazia o nosso mundo de faz-de-conta ainda melhor; que preparava a nossa comida… que chorava se ficávamos doentes, nos vestia, penteava… que com carinho, conselhos, broncas e castigos também, nos cobrou responsabilidades e nos ensinou a virar adolescentes, depois adultos; a que nos encorajou a continuar, nas muitas vezes em que pensamos em desistir de um sonho, ou nos ajudou a desistir, quando não era mais sensato continuar; a que perdeu a paciência por tantas vezes, e quem em outras tantas, foi paciente além do limite da tolerância; a que trabalhou para sustentar os filhos, a que fez um malabarismo para conseguir ser profissional, mulher e mãe ao mesmo tempo, ou a que tinha todas as horas do dia tomadas pela gratificante tarefa  de cuidar da criança que trouxera ao mundo – sim, as mães acham tudo isso gratificante -, a que sorriu nossos sorrisos, que chorou as nossas lágrimas, que acertou e errou tantas vezes; que inflou o nosso ego.. e nos ensinou a repetir todas essas coisas com os nossos filhos…

Ser mãe é mesmo conceber um sonho, um desejo, é ter um projeto de vida; ser mãe é ajudar alguém a projetar a sua vida; ser mãe é torcer para esse “projeto” dar certo, é zelar para que ele seja cercado pelo êxito, pela alegria, pela realização… é sofrer por ele quando algo dá errado, é se alegrar com ele quando tudo dá certo, é sentir orgulho pelo que ele é, pelo que ele se tornou, pelas escolhas que fez…

Ser mãe é ser mais mulher ainda, é estar permanentemente grávida do mesmo filho, do mesmo “projeto”, ajudando e esperando, a cada dia, que as suas conquistas se realizem, que as suas alegrias sejam inúmeras, duradouras… A primeira sensação de uma mãe, depois da maravilha de saber que gera uma vida e de entender que Deus existe, de verdade, é esperar por algo maravilhoso, ainda desconhecido, que ela não vê a hora que se realize, que aconteça…

E pensando nisso, me veio a ideia de que nesse mês de Maio de 2013, todos nós, palestrinos, de todas as idades; homens e mulheres; com filhos ou sem… estamos ‘grávidos’!! Sim, grávidos’, de um projeto maravilhoso! Projeto que nós desejamos que tenha êxito; para o qual desejamos muitas alegrias, muitas realizações… “grávidos” de um ‘bebê’ que não vemos a hora de conhecer, de ver a sua “cara”, de o “pegar no colo”… Uma ‘gravidez’ que já dura quase três anos…

Estamos grávidos de um sonho, que toma forma a cada dia… um sonho que é gerado em nosso coração, e é alimentado no sangue que corre em nossas veias… Uma ‘gravidez’ que nos faz felizes e nos enche de orgulho…

Portanto, parabéns às nossas mães (hoje, a minha está aqui pertinho), à todas as mães, palestrinas ou não, biológicas ou não, à todas as mulheres que são mães de fato e às que são mães de direito. Que Deus as abençoe.

E a todos os palestrinos ‘grávidos’, que aguardam com ansiedade, eu dou os parabéns pelo ‘bebê’ que está pra chegar, e deixo aqui como um presente a sua mais recente “ultrassonografia”…

 Arena-Palestra-ultrassonografiaBlog

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O Morumbiba chama Morumbiba  ou Cícero Pompeu de Toledo?
O Pacaembu chama Pacaembu ou Paulo Machado de Carvalho?
É Vila Belmiro ou Estádio Urbano Caldeira?
É Maracanã ou Estádio Jornalista Mário Filho?
Fazendinha ou Estádio Alfredo Schürig?
São Januário chama São Januário ou Vasco da Gama?
O Mineirão é Mineirão ou Estádio Governador Magalhães Pinto?
A Arena Fonte Nova,inaugurada recentemente, se chama Arena Fonte Nova ou Complexo Esportivo-Cultural Governador Octávio Mangabeira?

Deem o nome que quiserem a um estádio e ele será chamado pelo nome que seus torcedores escolherem.

É assim, todos sabemos disso, e não dá para entender o escarcéu que uma minoria da torcida palestrina faz por causa do suposto nome da Arena.

Uma parte da torcida reclama de/por qualquer coisa, pelo simples prazer de reclamar. Se não tem patrocínio, é porque não tem; se tem, é porque o do outro time paga mais… Uma chiadeira atrás da outra, por qualquer pêlo em ovo. Agora, é uma choradeira imensa por parte de alguns, porque a empresa que fechou o acordo de naming rights, a WTorre e o Palmeiras talvez deem o nome de Allianz Parque (essa é uma das três opções de nome que estão em votação até o dia 20) para a Arena do Palmeiras.

Allianz Parque, caso venha a ser esse o nome, vai ser um nome, digamos, fantasia… Um nome que a empresa alugou o direito de usar por um período de 20 anos.  Para nós, e acho que até mesmo para a imprensa e, muito provavelmente, para a Rede Globo, detentora os direitos de transmissão do futebol, que não gosta de fazer propaganda sem levar nada em troca  [dizem que, pro Esmolão, ela já concordou em fazer ‘di grátis’ (WHY?)] ,  nossa casa, vai continuar a ter o nome de batismo e de registro: Palestra Italia. Eu também acharia mais bonito se fosse Allianz Palestra, acho até que para a própria empresa, seria bem mais interessante nomear a arena com um nome que “pegue”, do que deixar que “pegue” um outro nome que a torcida acabar escolhendo.

Só que o mais importante é que o contrato de ‘naming rights’ já foi fechado, importante é que, das 14 cotas de patrocínio da nossa arena, 8 já foram vendidas e 40 camarotes também. Importante é que a nossa casa vai ser um sucesso!

Mas alguns dirão: e a tradição? É a mesma que nos permitiu fazer uma camisa listrada em 93; que nos permitiu mudar o tom de verde (isso era considerado crime) dessa mesma camisa listrada; a mesma que nos permitiu chamar durante décadas o nosso estádio por dois nomes: Parque Antártica e Palestra Itália; que nos permitiu deixar o periquito meio de lado e adotar o porco como nova mascote (quanta gente não engoliu isso até hoje, alegando que a mascote, por tradição, é o periquito); que nos permitiu deixar que uma empresa gerisse o futebol; a mesma  que nos permitiu aceitar que o melhor goleiro de todos passasse a usar a camisa 12 e não a 1 (quantos eram contra); que nos permitiu fazer uma camisa verde-limão, uma camisa azul; a mesma que permite que chamemos, com orgulho, a nossa casa de “Chiqueiro”, a mesma que fará com que os sócios escolham o próximo presidente e não mais os tradicionais cardeais e seus conselheiros escondidos (nem tanto) “na manga”…

Mas algumas dessas mudanças se deram por rivalidade, e essa agora é por dinheiro, dizem alguns desses uns… ALOOOOOOO! Tem alguém aí? É por dinheiro mesmo, pessoas! Por mais poético que pudesse ser, clubes de futebol não podem (mais) viver só do amor de seus torcedores. Eles precisam de grana! Money!  A competição é cruel entre clubes que têm dinheiro e outros que não têm.

Tem tanto torcedor que bate no peito dizendo “O Palmeiras somos nós, torcedores”, “Nós sustentamos o clube comprando produtos oficiais, indo aos jogos…”, mas fica de mimimi quando é chamado também de consumidor. E, por mais que sejamos bons consumidores dos produtos oficiais, e somos, por mais que isso seja o que traz bons patrocinadores ao clube, hoje em dia é preciso encontrar novas receitas.

Há um tempo atrás, morríamos de rir dos trocentos patrocínios na camisa dos gambás, lembra? ‘Que vergonha’, dizíamos nós, eles têm patrocínio até debaixo do braço! E de desodorante! ‘Na nossa camisa, não’, bradava a maioria dos palestrinos! Torcemos o nariz até mesmo para o patrocínio nas mangas.

Pois é… os gambás pagaram a dívida deles (ou quase) e a nossa está cada vez mais robusta… Tá certo que eles têm o Sapo Padrinho e muito dinheiro público indo para os seus cofres de maneira muito mal, ou nada explicada, mas aqueles patrocínios todos na camisa, tão ridicularizados por nós e pelos demais torcedores rivais, fizeram uma boa diferença. E, pra eles, que importância tem agora, terem usado aquela camisa horrenda toda loteada?

No anúncio da parceria entre Palmeiras e WTorre, feito há quase cinco anos, os “naming rights” foram colocados no pacote que inclui também a venda de camarotes. O Verdão fica com 5% da receita líquida nos cinco primeiros anos, 10% de cinco a dez anos, e assim vai até os 30 anos de parceria do clube com a WTorre. A Allianz, pelo direito de nomear a Arena, irá pagar R$ 15 milhões por ano. Ficariam R$ 750 mil por temporada ao clube nos primeiros cinco anos, R$ 1,5 milhão por ano nos outros cinco, R$ 2,25 milhões em seguida (10 a 15) e R$ 3 milhões por ano no fim (15 a 20), 37.375 milhões para o Palmeiras no total.

Somemos a isso 100% das rendas do futebol, a porcentagem na receita operacional (aluguel de espaços, shows…), que começa em 20% para o clube e vai subindo da mesma forma gradativa: 25%, 30%… e some também um estádio de primeiro mundo, lindo de morrer. Estádio, que há alguns anos atrás, estava só na esfera dos sonhos, e daqueles muito difíceis de realizar.

Você acha mesmo que o Palmeiras tá perdendo alguma coisa?

Não temos “sapo-padrinho”, não somos sustentados por dinheiro público e, por isso mesmo, o que vier por caminhos lícitos, deve ser bem-vindo.

É muito legal que sejamos torcedores diferenciados, engajados, daqueles que participam da vida do clube de perto, que cobram, brigam por seus direitos, mas temos que parar de achar que é problema o que é solução.

Fogo amigo é muito mais nocivo do que o fogo do inimigo…

O fato é que os clubes que não se adaptarem à maneira como deve ser administrado um clube de futebol nos dias de hoje, vão ficar no meio do caminho.

E o torcedor que acha que o seu clube vai se “alimentar de luz”, vai acabar torcendo para uma Portuguesa da vida…

Allianz Parque, Allianz Centre, Allianz 360º, Allianz Palestra (o favorito da torcida), Palestra ItAllianz… não importa.

QUE A NOVA ARENA SEJA PALCO DE MUITAS CONQUISTAS DO PALMEIRAS, PALESTRA, ALVIVERDE, ACADEMIA, VERDÃO, PARMERA… para alegria dos torcedores comuns, organizados, sofás, amendoins, hardys, limões, da bancada, numerada, tribuna…

Antes do clássico, nós já estávamos preocupados com a arbitragem, porque sabíamos que o árbitro de Palmeiras e Santos era santista. Pelo menos, era o que um monte de gente lá de Sorocaba estava me dizendo, estava dizendo para pessoas que conheço. ‘Legal’, né? Palmeiras e Santos disputando uma vaga na semifinal  do Paulistão, e o juiz “sorteado” foi um… santista? Ah, vá! E logo o Guilherme Ceretta de Lima, que já teve problemas com os jogadores do Palmeiras no Brasileiro de 2012, que desfez de alguns deles, que tirou um sarro e riu na cara dos nossos jogadores, deixando a boleirada palestrina na maior bronca.

E todo mundo achando (vai ver, o juiz também) que Neymar e Cia iam “deitar” no Verdão, mas, contrariando as favas contadas, o Santos não passou o trator por cima do Palmeiras, não. Mais uma vez neste ano, mesmo jogando em sua casa, e com o dito “melhor jogador do país” no time, ele não conseguiu vencer a equipe do Palestra Italia. Conseguiu a vaga na loteria dos pênaltis, mas, antes que o tempo normal acabasse, o pessoal do Santos parecia bastante preocupado depois que o Palmeiras empatou, parecia temer que o Palmeiras virasse o jogo. Preocupação que demonstrava que eles sabiam que não estavam diante de um time qualquer, que demonstrava que o jogo estava sendo difícil. O equilíbrio da partida, as possibilidades de classificação abertas para as duas equipes, pediam um árbitro que tivesse uma atuação impecável, uma atuação de árbitro, e não de torcedor. Mas ele era torcedor do Santos… assim afirmavam os moradores de Sorocaba.

Até aí, não seria nada tão grave se ele tivesse atuado com imparcialidade, afinal, todo mundo torce para algum time, mas todos vimos que ele foi muito parcial, que ele mais parecia um jogador santista do que um árbitro. Todos vimos, logo aos 3 minutos, ele marcar um impedimento de Vinícius, que estava em condição de jogo (até o comentarista da Sportv, que torcia tanto contra o Verdão, concordou!); também vimos quantas faltas a favor do Palmeiras ele deixou de marcar; quantas outras ele achou para o time da Vila; vimos ele inventar uma falta absurda em Neymar, e o jogador carimbar a trave de Bruno na cobrança; vimos que ele não marcou as toneladas de faltas que esse mesmo Vinícius sofreu; vimos também, que se não fosse uma defesaça do Bruno, o Santos teria feito um gol em total, e não marcado, impedimento; vimos como uma falta cometida sobre Neymar era assinalada, e uma outra, idêntica, a favor do Palmeiras, passava batido; vimos marcações mandrakes de impedimentos do ataque do Palmeiras; vimos jogador do Verdão tomar cartão à toa, e já ficar na iminência de tomar o vermelho a qualquer momento (isso tira o ímpeto do jogador, não é mesmo?)…

Mas o que nós não tínhamos visto era o Instagram do sujeito…

Postagem da quinta-feira, ANTES DO JOGO  (parece que ele faz uma brincadeirinha sacana aí, você não acha?):

InstagramCeretta1A

Aí, vem o comentário PÓS JOGO. Vejam que ”beleza”, o árbitro do clássico, que apitou que nem o nariz dele, queria comemorar…

InstagramCerettaA

É mole uma coisa dessa, meu amigo? Que cara-de-pau, não?

Claro que ele poderia alegar que essa postagem se referia à qualquer outra coisa. Ninguém iria acreditar (o rafaelcabral90, com quem ele fala sobre comemorar, é o goleiro do Santos), mas ficaria o dito pelo não dito. Mas, hoje, segundo a pessoa que me enviou as imagens, ele apagou os comentários. E se apagou, é porque eles representavam algo que poderia comprometer o seu autor, não é verdade? Se apagou é porque o que ele escreveu não era para ser lido por todo mundo…

Esse é o futebol brasileiro, torcedor. Essas são as arbitragens do “País do Futebol”, do “País da Copa”. E, por falar em Copa, será que os árbitros serão desse naipe em 2014?

Os europeus que se preparem…

Você se lembra que, no ano passado, antes do campeonato brasileiro (aquele, em que as arbitragens nos meteram a mão, na maior cara dura), quando os clubes acertavam os valores das cotas de transmissão das partidas, ficou decidido que, na TV aberta, seria transmitido apenas um (eu disse UM) jogo do Palmeiras? E isso, porque era um clássico, senão não teria nenhum. Eu escrevi sobre isso:  http://miud.in/1CY8

A “divisão” para o primeiro turno seria esta: COR (10 jogos com a possibilidade de ter 11), FLA (09 jogos), SPO (07 jogos), VAS e BOT (04 jogos), SAN e FLU (02 jogos) e o PAL (01 jogo). Vejam só! Vasco, Botafogo, Fluminense, Santos, São Paulo, e Flamengo à frente do Palmeiras (Botafogo e Vasco??)! Alguns, com uma infinidade de jogos a mais. Quantos torcedores palestrinos concordaram, alegando que o Palmeiras não dava audiência mesmo.

E você se lembra também que, na lista dos programas e eventos mais vistos do ano de 2012 na TV paga http://miud.in/1CY9 , os sete primeiros lugares do ranking eram do futebol? Que quatro deles eram de jogos do Palmeiras?

Que o evento mais visto de 2012,  foi um jogo de futebol, uma semifinal da Copa do Brasil entre Palmeiras e Grêmio?  Que a partida, no Sportv, atingiu quase 1,5 milhão de pessoas em uma projeção sobre os dados do Ibope? Lembra, né?
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Disseram também que a nossa torcida diminuiu. E eu mostrei pra vocês o que aconteceu quando o Palmeiras foi campeão da Copa do Brasil-2012. Você se lembra? https://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/sociedade-esportiva-brasil/
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Então…
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Semanas atrás, a novidade foi uma pesquisa, mais uma; dessas, feitas por duendes, que aparecem não se sabe de onde, que calculam as torcidas mais numerosas mesmo sem que você e nem ninguém conheça um único torcedor que já tenha sido pesquisado (você já foi? Eu não!); pesquisa, que colocava o Vasco à frente do Palmeiras em números de torcedores, lembra disso também? E que a pesquisa se baseava no público dos times nos campeonatos? Nem a minha cachorra acreditou nisso, mas houve quem comprasse essa ideia… afinal, o Palmeiras foi pra segundona mesmo, a  torcida está diminuindo…
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Pois bem… (a falta de “s” em “maiores público”(sic) e “menores público”(sic) que você verá/lerá abaixo, é de responsabilidade do pessoal da Globo, viu? Não tenho nadinha com isso…)
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CAMPEONATO CARIOCA – 2013
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Olha só o “Flameingo”! Num estádio onde cabem 45.217 espectadores, o maior público do time de ‘657.897.965 milhões de torcedores’ foi 22.227 pagantes, e o segundo melhor foi numa semifinal de Taça Guanabara, 17.554 pagantes. Nem falo nada do jogo contra o Duque de Caxias, quando um dos favoritos times da Globo, empatou em 1 x 1 e teve apenas 929 testemunhas. E veja que, tirando os clássicos, os públicos dos jogos do “Flameingo” são sofríveis. A ocupação média é de 21%. Será que vão dizer que a sua torcida diminuiu por causa disso?

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Vejam que o Botafogo também não faz muito sucesso com a torcida. Estádio com capacidade para 45.217 espectadores, final da Taça Guanabara, contra o time que a tal pesquisa diz que passou até o Palmeiras em número de torcedores (os caras não enchem estádio nem numa final?), e o público foi de 32.770 mil pagantes (Palmeiras lotou o Pacaembu na fase de grupos da Libertadores)! Xiiii, Botafogo! Aposto que a tal pesquisa vai dizer que 30 mil desses torcedores, eram do “Vaixco”! Menção honrosa para o pior público do Bota: 870 torcedores. Nessa, ele passou o “Flameingo”.
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E aí, vemos os números da audiência do último campeão brasileiro (aquele que teve uma ajuda e tanto do apito). O melhor público dos “pó-de-arroish cariocaish” foi numa semifinal de Taça Guanabara, 15.960 pagantes. Os outros maiores públicos do Fluminense são bem ruinzinhos, dois deles são menores que alguns dos piores públicos do Palmeiras); tem até um público de 4.600 pagantes nessa lista. Que coisa! O pior público então… 703 pipoqueiros, sorveteiros, vendedores de cachorro-quente! E tem um jogo contra o Bangu também, com 855 pagantes. E isso porque é o atual campeão brasileiro, e tem o Fred,  o Sóbis, o Cavalieri…
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E então, chegamos aos números do “Vaixco”, cuja torcida, segundo a pesquisa, ultrapassou os quase 20 milhões de torcedores do Palmeiras (esse povo bebe, né?)! Esses torcedores todos devem morar em Saturno – no Rio de Janeiro eles não estão -, e o futebol card não vende ingressos pra eles. O melhor público do “Vaixco”, que não enche estádio nem em final de campeonato (vai encher quando?) foi a partida de ida da final da Taça Guanabara. 32.770 pagantes, no Engenhão de 45.217 lugares disponíveis. E o pior, vejam só, foi diante do Friburguense, com público pagante de 546 pipoqueiros (nem os sorveteiros e os vendedores de cachorro-quente compareceram)! Vale ressaltar os 751 pagantes no jogo contra o Madureira, os 770 contra o Nova Iguaçu, os 871 contra Quissamã… Não tá fácil a vida do Vasco. Será que foi o Dinamite que encomendou essa pesquisa, ou quem a publicou é que estava fazendo um favorzinho?
Repare que esse papo de ocupação média é um tremendo me engana que eu gosto. A ocupação média do “Vaixco” é de 20%, mas ele manda seus jogos num estádio com capacidade de 24 mil torcedores. Como é que vai comparar essa porcentagem com a de um time que manda seus jogos num estádio que cabe quase o dobro de  pessoas?
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PAULISTÃO
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O Corinthians costuma ter os melhores números de público. E em 2013, nem poderia ser diferente. Afinal, ano passado, ele ganhou os dois mais importantes títulos desde a sua fundação. O seu melhor público foi na partida diante do Palmeiras, que foi ao Pacaembu como visitante, 34.010 pagantes (A torcida deles tava doidinha pra ver o rebaixado Palmeiras ser triturado. Mas  o que se viu foi o “canpiaum mundiau” sair com o empate (e sofreu pra isso) graças ao BolsaApito).
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O curioso é que, como visitante, ele tenha a média de 13.160 pagantes. Ali, coladinha à média de 11.401, do time da torcida que diminuiu. Ou não tem muito gambá fora da capital, ou tem parmera pra caramba…
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O São Paulo, atravessa melhor fase, conquistou um campeonato recentemente, não foi rebaixado, e é natural que a frequência de sua torcida no estádio seja mais regular. Afinal, quando o time está mal ela some. Por isso, as torcidas adversárias os chamam de “modinha”. Mas seus melhores públicos não estão tão distantes assim do time da torcida que, segundo a pesquisa, diminuiu.
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E então, temos o Santos. O time do talentoso e mascarado Neymar, que a Nike patrocina, que o Barcelona quer, que a Globo empurra, que namora uma atriz global, que a cada jogo tem um cabelo diferente, com uma cor também diferente, que acha que os jogadores adversários têm que aplaudi-lo (mas que babaca!)… que dá uma visibilidade enorme ao seu time. E, ainda assim, o maior público do Santos no campeonato foi de 18.381 pagantes, MENOR QUE O MELHOR PÚBLICO DO TIME QUE COMEÇOU A JOGAR O PAULISTÃO LOGO APÓS TER SIDO REBAIXADO!
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E a ocupação média é a de um time que manda os seus jogos num estádio com capacidade para 20 mil pessoas, 40%. Se ele jogasse num estádio onde coubesse o dobro de torcedores, a sua média seria de 20%?
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E, por fim, temos o Palmeiras, que é o que interessa! O time que foi rebaixado à segunda divisão, que muitos dizem ter um elenco “medíocre” (eu não acho), que “isso”, que “aquilo”… que teria todos os motivos do mundo, segundo o conceito dos sacis e duendes que medem torcidas, de jogar com estádio completamente vazio. Que teve seu maior público no Paulistão, na partida contra o União Barbarense, 19.128 pagantes – pela Libertadores, numa fase de grupos, lotou o Pacaembu; que logo após ter sido goleado pelo Mirassol, meteu 5 mil pagantes no estádio no jogo seguinte – que time conseguiria isso? que outro torcedor,  iria ao estádio depois disso?
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Vai ver, cada torcedor está comprando dois ingressos, não é mesmo? Ou três, quem sabe quatro… porque nem mesmo entre os seus piores públicos (é plural viu Globo?) não há nada abaixo de 3.709 pagantes.
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E, repare! Como visitante, à exceção dos “canpiaum mundiau”, é o time que tem a maior média de público. SINAL DE QUEM TEM MUITO MAIS PALMEIRENSE PELO ESTADO, DO QUE BAMBIS E SARDINHAS, NÉ?
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Tem algo errado com essa pesquisa, você não acha? Tem algo errado com o incessante trabalho da imprensa de tentar diminuir o Palmeiras, de esconder o verdadeiro tamanho da sua torcida, de esconder do resto do Brasil os bons resultados do Verdão, diante de times que são empurrados pela mídia.
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E tem algo muito mais errado ainda quando o torcedor do Palmeiras acredita. Pense nisso…

 

zebraVerdeBlog

Dizem que só aqueles que trabalham têm sorte…

Uns probleminhas domésticos me permitiram assistir ao jogo do Palmeiras na quinta-feira, somente depois dos dez minutos do segundo tempo. E estava 1 x 0 pro Crystal… Custei a acreditar! Pelos comentários dos amigos nas minhas postagens do Facebook e nos tweets que eu recebia, o Palmeiras não estava jogando nada de nada.

E quando comecei a assistir, vi que não tava mesmo; além disso, aquela pegada usual tinha ficado aqui em São Paulo. Pra piorar, o Libertad estava levando 3 do Tigre (um resultado totalmente inesperado); se os argentinos fizessem mais um gol o Palmeiras perderia o primeiro lugar no grupo. O jeito era torcer e rezar pro Palmeiras marcar um gol no Cristal (tava difícil), ou pro Tigre não marcar mais nenhum, ou ainda, pro Libertad criar vergonha na cara, fazer valer a fama de bicho papão (bicho-papão paraguaio dá nisso) e marcar uns golzinhos. Eu já estava torcendo e rezando. Por pior que seja o time que o Palmeiras mande a campo, por pior que seja o futebol que ele apresente, eu não consigo não torcer, e sempre vou querer que aconteça o melhor para o meu time. Se o melhor era ficar em primeiro, então, valia torcer por qualquer uma das possibilidades. Mas como tem gente que torce contra!! Só para poder fazer valer os argumentos que sempre usa para criticar esse ou aquele! Difícil acreditar que alguns sejam torcedores do mesmo time. Difícil não perceber em alguns os verdadeiros interesses que acabam ficando escancarados…

Mas, que nenhum torcedor gosta de ver o time jogar tão mal, é fato! Mesmo com o time todo desfigurado, acho que dava pra jogar mais bola, dava para se insinuar lá na área adversária, dava para não perder. Nós até ficamos mais ofensivos  e criamos algumas situações de gol depois de algumas alterações que Gilson Kleina fez, mas na hora da finalização, foi um desastre!

Vida dura essa nossa… Depois daquela boa sequência, tava difícil mesmo ver o Palmeiras jogar lá no Peru, difícil de engolir o festival de erros de passe, de desarmes bestas que sofríamos, de bolas que dávamos de graça pros peruanos, difícil de digerir o chute de longe que foi parar na gaveta do Prass (isso eu vi depois). Mas ainda não dá para exigirmos regularidade de relógio suíço ao time do Palmeiras, ainda mais quando ele entra em campo tão desfalcado. Além do mais, nós somos a zebra, esqueceram? Já saímos de 2012 como a maior e mais provável zebra nesses dois campeonatos que disputamos. E como qualquer zebra que se preze, tudo o que vier de bom é lucro! Afinal, saímos da gestão de Tirone  e Frizzo, rebaixados, desmoralizados e sem perspectiva de ir bem em nenhum campeonato desse primeiro semestre. Todo mundo sabia, e não compreendo qual é a parte disso que muita gente não entendeu ou esqueceu.

Não compreendo também porque uma partida ruim fora de casa, uma derrota por 1 x 0 lá no Peru, com o time já classificado, vale mais que cinco vitórias consecutivas, vale mais do que ter quebrado a invencibilidade da Ponte Preta – nenhum outro time paulista conseguiu -, vale mais que uma classificação épica na Libertadores… é gostar mesmo de detonar o próprio time.

E se já tava complicado, o Tigre fez mais um gol e passou para primeiro do grupo. As cornetas viraram as trombetas do Apocalipse (ô gente doida!)! O jogo do Palmeiras terminou mesmo com o placar de 1 x 0 pro Crystal. E aí, a TV foi mostrar o último minutinho do jogo do Tigre contra o Libertad. Brincando eu disse: Vai Libertad, seu fdp, marca um gol aí! Quando fui prestar atenção no jogo, só vi o jogador paraguaio cabeceando e a bola entrando no gol… Gritei, pulei, comemorei, mas tive medo que, por algum motivo, o gol não tivesse sido validado (é tão difícil a sorte nos sorrir), mas que nada, foi legalíssimo, e em seguida, o jogo deles também acabou! O primeiro lugar do grupo voltava para o Palmeiras! Que maravilha!

Maravilha? Alguns torcedores ficaram  bravos, acredita? É surreal, mas diziam que na sorte não vale… Que absurdo! Imagina você assistindo uma corrida de F1, seu corredor favorito não tá num bom dia, você está torcendo para ele passar quatro carros que estão à frente dele, e nada! De repente, os quatro da frente batem e ele passa para o primeiro lugar. E você não vai comemorar? Vai solicitar à FIA que não valide a colocação dele porque na sorte não vale? Totalmente sem noção, não é mesmo?

Tive um revival de um gambá que encontrei no dia seguinte à conquista do Palmeiras na Libertadores 99. Muito contrariado e despeitado, ele me dizia que assim não valia, que pênalti era loteria e tinha sido na sorte, e título na sorte não tem valor; que Zapata é que tinha chutado pra fora… e assim como o gambá esqueceu todas as partidas que o Palmeiras fez durante o campeonato, esqueceu os gols e as defesas do time, esqueceu o que ele tinha feito naquela partida final, para chegar até a “loteria” dos pênaltis, esses palmeirenses, de quinta-feira, também esqueceram que o Palmeiras só pode se valer da sorte, porque já estava classificado antes, porque já chegara naquela última partida como primeiro do grupo, classificado com uma rodada de antecedência, porque tinha superado uma tonelada de problemas para estar nessa situação mais tranquila, não é mesmo?

E ainda por cima, vem a despeitada GambambiPress dizer: “O Palmeiras é o pior primeiro lugar de grupos na Libertadores”. E ela não diz que o time do Jardim Leonor é o pior segundo lugar, não é mesmo? Não diz que o pior entre os primeiros é sempre melhor do que qualquer dos segundos colocados, até mesmo o melhor deles. E fica a pergunta: Se cada grupo classificava dois times, ser o pior dos segundos lugares, é o mesmo que ser o pior da competição? É isso gente?

Ah, mas o Palmeiras foi na sorte…

Sorte… O dia que a sorte não influenciar o futebol de alguma maneira, o futebol deixará de ser futebol.

O fato é que a zebra (verde e branca), que está com sorte, GRAÇAS A DEUS, que já está classificada no Paulistão, também já está na próxima fase da Libertadores.

E segurem a zebra, porque ela está de malas prontas para a próxima fase, e nós também! Mas, antes, pelo Paulistão, ela vai dar uma passadinha em Itu…

BOOOORA ENTRAR NO G4, SUA ZEBRA, LINDA, QUE EU TANTO AMO!

VAMOS GANHAR PORCOOOO!!

 

PalmeirasxLibertad-final-de-jogo-Blog1

Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certo que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver O que é amar (Gonzaguinha)

A lógica às vezes nos impede de vivenciar milagres em nossas vidas… A razão às vezes nos impede de ser feliz…

Fomos para o estádio ansiosos. De um lado, nossa parte racional, envenenada por todos os achismos dos ‘doutores’ do jornalismo esportivo, e dos pseudo comentaristas dos programinhas vagabundos de TV, nos dizendo que era muito difícil, que o Palmeiras não tem time, que era o clube paulista que ia dar vexame na competição; que o Libertad, invicto, já participou de 654.789.039 Libertadores… Nossa razão confundida por alguns torcedores, que acham que é politicamente correto diminuir o próprio time, e que afirmavam que o Palmeiras seria rebaixado no Paulistão e não passaria da primeira fase na Libertadores (onde estão vocês agora?), que o Palmeiras tinha vendido a competição sul-americana quando negociou um jogador que não queria mais vestir a nossa camisa…

Do outro lado, o coração, ah, o coração… muito mais sábio do que a razão, pois já vivenciou e sentiu em cada uma de suas fibras que ninguém ganha ou perde um jogo de futebol antes que o juiz apite o final da partida; esse coração ia pulando pelo caminho, feito criança cheia de esperança, sem se deixar atingir pelo veneno despejado sobre ele dia após dia.

Quando o metrô chegou na estação, tive a impressão que tínhamos descido dentro do estádio. Ela estava entupida de palmeirenses. E, como se estivessem na arquibancada, eles cantavam a plenos pulmões na estação, e a gente, sentindo aquele arrepio gostoso, ia respirando Palmeiras enquanto subia as escadas.

Tava uma chuva danada lá fora, mas ninguém aguentava esperar. Inúmeros vendedores subiam e desciam as escadas, vendendo capas de chuva no meio daquelas centenas de palmeirenses. Já na calçada, eu observava que a alegria dos torcedores era contagiante! Tão contagiante que até a chuva perdeu o rebolado e, bastante sem graça, foi saindo de fininho e desapareceu. E eu pensei com meus botões: Hoje, não tem pra ninguém…

Quando chegamos, a praça em frente aos portões principais estava cheia de gente. E diferente de muitas outras vezes, as pessoas pareciam confiantes, ansiando pelo que ocorreria lá dentro. Era como se todo mundo tivesse olhado os seus medos de frente e dito: HOJE, NÃO! Agora é a minha vez de ser feliz (fiz isso na Copa do Brasil).

O Pacaembu estava lotado, mas naquele horário sem noção, ainda havia muita gente pelo caminho – quem é o “inteligente” que marca uma partida, num dia de semana, às 19h15? E por que só o Palmeiras joga nesses horários estapafúrdios?! Mas o fato é que o time, que está TEMPORARIAMENTE na segunda divisão, e que a TV Globo jura que teve a sua torcida diminuída, colocava mais de 35.500 pessoas no estádio, batendo o recorde de público do Pacaembu na Libertadores, para ver jogar um Palmeiras cheio de desfalques, no time já desfalcado de sempre. Que coisa, né?

Quando esse Palmeiras, tão amado, entrou em campo, recebeu um aconchegante “abraço” da sua gente. Era como se ela lhe dissesse: Olha, estamos aqui, vamos jogar com você e, juntos, seremos imbatíveis.

Kleina tinha armado uma defesa forte, mas o time não jogou atrás, não. As chances iam surgindo… com Ayrton, Henrique, Vinícius (fazendo fila num monte de paraguaios), Charles… A torcida queria o gol e não parava de cantar. O Libertad, que achava o Palmeiras tão fraquinho, metia os 11 dentro da área a cada vez que o “fraquinho” ia pro ataque.

A partida era pegada pra caramba, tinha a tônica da Libertadores. A inexperiência da maioria de nossos jogadores nessa competição, era compensada por valentia e garra, diante dos tão catimbeiros adversários. Guiñazu batia o tempo todo e o juiz deixava passar. No entanto, qualquer esbarrão que um palmeirense desse num paraguaio era falta, passível de cartão (o Libertad é o time do presidente da Conmebol, né?). A torcida, que aplaudia cada lance do Verdão, marcava forte os paraguaios e o juiz. EI, JUIZ, VAI ….. .. ..!!!

O primeiro tempo acabou e o gol não saiu.

Na volta do intervalo, a faísca elétrica que liga time e torcida, incendiou o jogo e o Pacaembu de vez! ♫ Ê PALMEIRAS MINHA VIDA É VOCÊ!! ♫♪ O Palmeiras veio disposto a pagar o preço que aquela vitória exigia. Paulo Nobre tem razão quando diz que é sangue na veia. A gente sentia o sangue correr mais quente, mais forte.

No primeiro minuto, Juninho quase fez de cabeça; depois, foi a vez de Vinícius fazer uma jogada linda e acionar Marcelo Oliveira, que tocou de calcanhar pro gol e quase pegou o goleiro de surpresa.

E o torcedor palestrino, numa sintonia surreal com o time, abriu o peito, colocou seu coração e o seu amor no gramado, e o time defendeu esse coração e esse amor com uma grandeza que há muito não se via…

O Pacaembu tinha alma, tinha voz! O Pacaembu tinha o perfume do Palmeiras gigante… Arquibancadas, numeradas e tobogã fundiam-se num espaço só; todas as vozes soavam como se fossem uma só; 35.511 torcedores tornavam-se um só: o poderoso 12º jogador do Palmeiras, que renascia com o time para buscar a vitória a todo custo.

A gente sabia que não ia demorar muito… Tratei de vestir a minha invicta camisa da sorte (limão, Valdivia 10), que eu usava sobre as costas. No mesmo instante (acredite), Wesley chutou meio esquisito de fora da área, a bola encontrou Charles que só teve  trabalho de dominar e mandar por entre as pernas do goleiro. E o Pacaembu explodiu na alegria do gol tão desejado, tão esperado! Explodiu em gritos, lágrimas, sorrisos, abraços e um orgulho do tamanho do mundo. Explodiu com o tapa na cara que time e torcida deram nos profetas do apocalipse, dos que rotularam o Palmeiras como time limitado… dos que subestimaram a nossa mítica camisa… Ainda consigo ouvir o grito de gol do 12º jogador do Palmeiras…

O juiz, que deixou Guiñazu bater o jogo inteiro, expulsou Wesley, injustamente, aos 16′. E o Libertad veio pra cima. Vinícius saiu com câimbras. Tudo ficava mais difícil… Mas a superação entrou em campo! A torcida enfrentava a cara feia do adversário cantando o hino do time. Mágico! E o que se viu foi a fibra de um gigante, de um time que se doou e ultrapassou os próprios limites. Os espaços se confundiram e estávamos todos dentro de campo. Éramos todos jogadores num espetáculo maravilhoso, numa apresentação épica! Com um a menos, o jeito era dar de bico para qualquer lado, era segurar a bola, cair para esfriar o jogo e irritar o adversário, fazer cera, catimbar. Os jovens jogadores do Palmeiras pareciam veteranos. Prass operou um milagre, defendendo uma cabeçada com  pé, ou melhor, com mais 35.511 pés. Ali, ao lado dele, quase morremos de susto. Mas já tínhamos dito ao nosso medo: Hoje, não!

O meu Palmeiras parecia que jogava Libertadores três vezes por semana. O tão tarimbado Guiñazu, e o seu invicto time, foram engolidos pelo gigante com o qual se defrontaram. E a torcida “em campo” ajudava a tirar de cabeça, a dar bicão, carrinho, torcia e jogava com o time, fazia falta, cobrava o final de jogo com o juiz, discutia com o adversário… e cantava!!! Nada e ninguém poderia segurar o Palmeiras nessa noite! Nada poderia deter o Gigante que ressurgia diante de nossos olhos. Encantada, orgulhosa, eu me dava conta de que jamais havia visto algo parecido.

O estádio respirava forte esperando o final de jogo. E quando o juiz apitou, e a alegria dos palmeirenses inundou o Pacaembu, time e torcida sabiam que dali por diante, ficaria cada vez mais difícil vencer o Palmeiras, que esse time estava crescendo na hora certa, da maneira certa… Sabiam que as portas de todas as chances estão abertas… Sabiam que o Gigante estava de volta…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=-gReIKAPYGk[/youtube]

E deve ter sido por isso, pela luta de todos, pela alegria conquistada com tanta bravura, pela felicidade de ver que o Palmeiras renasceu, que mesmo depois do apito final, a torcida continuou cantando o hino do time, aplaudindo seus extenuados guerreiros, de pé…  Foi tão lindo, fez com que nos sentíssemos tão plenos, tão vivos, que o tempo poderia ter parado ali…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=OomdgqYoEds[/youtube]

Não temos e nunca tivemos muletas, nem padrinhos ou favores… SÓ TEMOS A NOSSA GRANDEZA!  E, por isso mesmo, só os palmeirenses sabem o que veio de brinde com essa vitória, nessa noite… só eles entendem porque se comemorou tanto… porque ao invés de ir para os portões de saída, a torcida correu para o alambrado… porque, minutos depois, todo mundo continuava dentro do estádio pulando e cantando… Foi mais que uma vitória e uma classificação. Nessa noite ganhamos mais que um título…

O Pacaembu nunca mais será o mesmo, ele viu ressurgir o seu maior campeão!

TANTI AUGURI, PALESTRA!


Leandro-gol-na-Ponte

“Atacantes podem se encontrados em todos os times, mas, atacante que faz gol em dois dias seguidos, jogando por dois times diferentes, e em países diferentes, é só no Parmera  mesmo!”

A Ponte Preta recebeu o Palmeiras nesse domingo com pose de bicho papão. Segundo lugar na tabela de classificação do Paulistão, invicta há 19 jogos, 16 deles no campeonato estadual – a única equipe que ainda não havia sido batida, nem mesmo pelos badalados times da Série A -, e  há oito meses sem perder em seu estádio.

Mas isso tudo porque ela ainda não havia trombado com um certo time das Perdizes, também conhecido como “O Campeão do Século”, time que a imprensinha (e alguns de seus torcedores também) vive tentando diminuir. Aquele time que estará na série B do Brasileiro neste ano, aquele time “medíocre” (cornetas adoram esse adjetivo), que tem o “pior elenco de todos”, “sem comprometimento”, do “técnico burro”, o time “que ia perder de todo mundo em 2013”, que “ia dar vexame nos clássicos”, blá, blá, blá… nhe, nhe, nhe… mimimi…

Então… esse time, que jamais pode ser subestimado, que anda jogando desfalcadíssimo (todo mundo faz que esquece esse detalhe), não deu nem bola para a pose do adversário, para a sua invencibilidade, sua colocação no campeonato, para a torcida adversária “bravinha” com o técnico palestrino, não deu bola para os próprios desfalques e derrubou a Macaca do galho! Só podia ser o Palmeiras pra fazer isso (espero que o Ibama não cisme de processar o Palmeiras… um Tigre na quinta, uma Macaca no domingo…).

Quando o jogo teve início, por mais que eu esperasse uma vitória verde, não imaginava que ela ia começar a ser construída tão rápido. Logo aos 3′, em boa troca de passes, Wendel recebeu de Caio e cruzou na medida para Tiago Real marcar de cabeça – ele precisou se abaixar para desviar a bola. Que surpresa maravilhosa! Coisa linda esse Parmera!

A Ponte assustou com o gol tomado e até tentou pressionar, mas o seu jogador exagerou e acertou o poste atrás do gol. O Palmeiras me pareceu meio estabanado depois de estar em vantagem (fazia algumas faltas bobas e desnecessárias, errava passes), mas não deixava de jogar com determinação, disputando todas as bolas com muita vontade; os jogadores corriam o campo todo e, como aconteceu no jogo diante do Tigre, não tinha bola perdida. A Ponte tentava  se aventurar, mas tinha dificuldade em passar pelo esquema armado por Kleina. Ramírez ficava irritado com a marcação recebida.

E Ayrton quase marcou aos 28′; Caio  levou perigo ao gol adversário aos 31′; aos 37′, o goleiro da Ponte pegou firme uma cobrança de falta de Ayrton; mas, aos 42′, num ataque da Ponte, Uendel cruzou rasteiro para Ramírez entrar de carrinho, Prass saiu na bola e foi atingido pelo jogador campineiro (ficou com um galo na testa); na “dividida” (falta no goleiro que o juiz não marcou) a bola acabou entrando e a Ponte empatou a partida. Aos 48′, o juiz apitou o final da primeira etapa.

Querendo a vitória, Kleina voltou com Vinícius no lugar de Caio, talvez pensando em se utilizar da maior velocidade dele (como é bom ter um técnico que busca a vitória e faz o time honrar a camisa mesmo sem ter camarão). Já no primeiro lance, uma tabela entre Tiago Real e Ayrton obrigou o goleiro da Ponte a mandar a bola em escanteio. O Palmeiras mostrava que tinha voltado pra vencer.

Eu queria um gol do Leandro, só que ele me parecia meio esquisito. Mas também pudera, ele tinha jogado pela seleção brasileira na tarde anterior (e marcado gol), e o jogo tinha sido na Bolívia. Mas, para nossa sorte, e para que ele se desgastasse menos, Paulo Nobre, o trouxera de carona em seu avião particular, e assim, Leandro (que mal deve ter dormido) pode estar mais descansado para jogar a sua segunda partida em 24 horas.

Sorte nossa, mesmo…

O tempo passava, e nada do gol sair. A parmerada estava lá cantando na bancada, mas a torcida adversária, em maior número, empurrava o time local como podia, fazendo um escarcéu e pedindo cartão a cada pequena falta,  mas eram os jogadores da Ponte que estavam mais nervosos, fazendo faltas mais duras. Tinha um “irmão do Tinga” lá, que só faltava bater no juiz.

E então, aos 27′, aquele artilheiro menino, palmeirense desde criancinha, que saiu da reserva do Grêmio e veio para o Palmeiras com a responsabilidade de substituir o goleador do time; que chegou sob a desconfiança da torcida,  mas que bastou vestir a camisa de um gigante para desandar a fazer gols, pra começar a brilhar, para ser convocado para a seleção  brasileira (Tchuuupa, Tamoxunto!)… aquele menino, que já marcou mais gols que o Duck, o André, o Guerrero… que já marcou mais gols aqui, do que o argentino marcou lá no Sul (e o menino joga só o Paulistão); que já tem o nome falado por milhões de torcedores, que diz estar vivendo uma fase maravilhosa na vida…… Aquele menino, que vai crescer muito no Palmeiras, recebeu um belo cruzamento de Juninho e, dentro da área,  chutou por entre as pernas do goleiro,  marcando o gol da vitória do Verdão!

Leandro ‘derrubou a Macaca do galho’ e, com duas rodadas de antecedência, classificou o Palmeiras às quartas de final do Paulistão. Leandro, ontem, pintou o nosso céu de verde e branco, e, assim como quem não quer nada, vai entrando em nossos corações sem precisar bater na porta…

[youtube]www.youtube.com/watch?v=eAOz09OWzwo[/youtube]

O Palmeiras ainda teria outras chances, mas tratou de tocar a bola, e com muita garra e determinação segurar a bronca da esperneante Ponte Preta, que perdia, dentro de seus domínios, a sua tão decantada invencibilidade. E perdia a cabeça também; Cleber deu uma cabeçada em Ronny, e foi expulso.

Quando o jogo acabou, a torcida do Palmeiras, que no final do ano passado, viu lhe subtraírem o direito de sonhar, se sentindo mais confiante agora, mais feliz, já fazia planos, já falava sobre os ingressos para o jogo contra o Libertad, já apostava numa classificação, já sonhava até com a primeira colocação no grupo… Quem diria…

Mas eu confesso, também estou sonhando acordada com tudo isso e mais algumas coisinhas… Meu ingresso já está comprado há um tempão, e eu espero que você também tenha comprado o seu, porque, mais uma vez, o Palmeiras vai precisar entrar em campo e ver que seu 12º jogador está lá, no lugar de sempre, com a alegria de sempre, com a força e o amor de sempre…

É QUINTA FEIRA, PARMERADA! NÓS VAMOS JOGAR COM O VERDÃO!

Ôôô Vamos ganhar, porcooo!!! ♫♪♫

Talentosíssimo, de toque refinado, elegante. Era tão fora-de-série que não cabia em nenhum outro adjetivo, nenhum apelido lhe servia, por isso, o chamaram Divino…

Quis Deus que o Palestra Italia fosse a morada do Divino, quiseram os deuses do futebol que lá ele escrevesse uma das páginas mais lindas da história do Palmeiras e do futebol brasileiro…

Quis a predestinação, a sorte, a genética,  o acaso, a vontade dos que assim escolheram, que fossemos palmeirenses…

E por sermos palmeirenses, por torcermos para o time que, dentre todos os clubes, é o que tem a mais linda história, hoje, com muita alegria e gratidão, nós festejamos um dia DIVINO!

PARABÉNS, ADEMIR DA GUIA! Que Deus lhe devolva em bençãos, saúde, paz,  alegrias e uma vida longa, todas as maravilhas que você deu ao Palmeiras, todo o orgulho que você nos faz sentir. Te agradecemos por todas as vezes que você vestiu a camisa do Palmeiras, por todos os minutos que você defendeu e honrou  as nossas cores. A história dos seus feitos continuará a ser transmitida de pai para filho, atravessará o tempo, e você será eterno nos corações de todos os palmeirenses de hoje, e dos que ainda vão nascer.

….     

   ………..  …….

 

Hoje, é aniversário de um ídolo muito, muito amado por mim e por milhões de palestrinos.

Hoje, o mais fantástico camisa 7 que eu vi jogar (não creio que tenha havido outro melhor) faz 42 anos.

E só hoje, eu resolvi publicar o texto que escrevi pra ele há alguns anos atrás.

Parabéns, Edmundo!!! Que Deus o abençoe em todos os dias da sua vida!

edmundo-700

 

Ele era quase um menino quando chegou ao Palmeiras…

Irreverente, brincalhão, cheio de vida, de sonhos e de uma garra imensa, desmedida.

Dono de um futebol maravilhoso, cheio de dribles e fintas inexplicáveis, que ia colecionando como quem joga slots , ele enlouquecia os torcedores, de alegria e paixão, e os adversários, de raiva e despeito. Enquanto o observava dando autógrafos lá no CT (eu também esperava por um), percebi que ele era também uma pessoa doce, muito simpática, e que gostava de brincar com os companheiros e com os torcedores.

Em campo, a sua impulsividade não tinha limites, o que lhe valeu um sem número de encrencas, dentro e fora de campo… e o amor incondicional de uma legião de fãs.

Ganhou também um apelido, que lhe caiu como uma luva! Era indomável, difícil de ser marcado, ou parado, pelos desesperados zagueiros adversários, ele era tão genial e talentoso, que ficava impossível chamá-lo só pelo nome, daí o apelido…

Era cruel e implacável com os adversários, e o apelido lhe cabia cada vez melhor! Não se importava se tinha pela frente o craque do time grande, ou o jogador mediano do time pequeno. Ele ia pra cima e mostrava o seu estoque inesgotável de futebol arte, e não deixava nada barato. A sua fome de bola, raça e vontade de vencer eram sempre as mesmas e ele era o espetáculo em campo.

A bola morria de amores por ele, assim como a sua torcida. E vieram os títulos, um atrás do outro, memoráveis, inesquecíveis, que deixaram adversários de quatro, e a apaixonada e enlouquecida torcida, sem voz, com o rosto banhado em lágrimas, por uma alegria que há muito ela não sentia. Ele era fantástico! Costumava dar um drible na linha de fundo, num espaço minúsculo, que nem a gente entendia como ele fazia. Ele era a alma do time! A sua performance em campo, as suas conquistas, as entrevistas de respostas francas e diretas, a sua impulsividade, geraram o despeito de alguns, que tentaram fechar os olhos à sua incontestável genialidade (ele era genial, mesmo), e focaram as sua lentes, canetas e microfones, nos poucos (se comparados a tudo de bom que fazia) tropeços que o ídolo dava. E tentaram, sem sucesso, usar o seu apelido de forma pejorativa…

E quanto mais tentavam pintá-lo como um mau caráter, mais ele esbanjava talento em campo, e mais forte se tornava a sua relação de afeto e cumplicidade com a torcida. Nunca se tinha visto um amor assim. Eram loucos um pelo outro e pareciam inseparáveis…

Mas um dia, ele resolveu deixá-la; resolveu deixar a sua casa e desfazer aquele casamento de tanto amor, loucuras, e cumplicidade; resolveu desfazer aquele elo que antes parecia indestrutível, e foi “voar” em outras paragens. Ela, quase morreu de tristeza… Ele, continuou fazendo tudo que quis de seu talento, mas o coração ficou vazio… Faltava o seu antigo amor; faltava “ela”…

E ela, por sua vez, encontrou outros e novos amores, mas morria de saudade dele…

Então, um dia, naquelas coisas que só o destino explica, eles se reencontraram! Não da maneira que gostariam, mas em lados opostos. Ele era agora um adversário e ela sabia que deveria ignorá-lo e, se possível, desprezá-lo. Afinal, ele a tinha abandonado mesmo.

Mas o que se deu foi o contrário… e foi lindo! Mesmo vestindo uma outra camisa, assim que ele entrou em campo, “ela” derramou e gritou o seu amor por ele a plenos pulmões, ela chorou pela emoção incontida, e ele não resistiu. Se emocionou e se encantou como da primeira vez.

E voltou! Voltou para o clube de onde nunca deveria ter saído, voltou para os braços que nunca deveria ter deixado. E que felicidade isso causou! Depois de tantos anos separados, ele ainda era capaz de fazê-la delirar de paixão. Ela, feliz da vida, podia outra vez lhe dar todo o amor que sentia; e ele retribuía o amor imenso que “ela” lhe dava, com talento, garra, dedicação e muita superação. Tinham sido feitos um para o outro, mesmo.

Mas o tempo, e um técnico maluco, quiseram que eles se separassem de novo… Nem ele e nem ela queriam, mas não tiveram escolha. E eles sabiam que não mais se encontrariam da maneira que tanto os fizera felizes… O tempo, inexorável, os separava em definitivo… Eles ficaram tristes, não fizeram promessas, mas sabiam que se amariam pra sempre. E que o amor ficaria guardado no coração…

E HOJE, A SUA TORCIDA, QUE VAI TE AMAR PRA SEMPRE, TE AGRADECE, EDMUNDO! OBRIGADA, POR TUDO DE BOM QUE VOCÊ NOS DEU! OBRIGADA POR TODOS OS TÍTULOS, TODOS OS GOLS, TODOS OS DRIBLES, OS PASSES, TODAS AS PROVOCAÇÕES AOS ADVERSÁRIOS, TODAS AS ENTREVISTAS… OBRIGADA POR TODAS AS BOTINADAS QUE VOCÊ LEVOU DEFENDENDO AS CORES DO PALMEIRAS! NUNCA NOS ESQUECEREMOS! VOCÊ FOI O MAIS MARAVILHOSO CAMISA 7 QUE VIMOS JOGAR!

QUE DEUS LHE DEVOLVA EM DOBRO TODA A ALEGRIA QUE VOCÊ NOS FEZ SENTIR!

A sua imagem, o seu nome e apelido estão gravados em nossos corações… pra sempre!

♪♫ “AU, AU, AU, EDMUNDO É ANIMAL!!! ♫♪

Manhã de Páscoa…

Um problema na minha mão já não tinha me deixado dormir direito, e continuava doendo muito quando acordei. Pra piorar, ainda tinha o banho matinal da minha “parente/paciente”, que tinha aprontado todas durante a madrugada. O que já tava meio difícil, por causa da mão doendo muito a qualquer contato, e da dificuldade para movimentá-la, acabou ficando pior; durante o banho ‘caiu’ o disjuntor e a energia elétrica também. Foi uma trapalhada, até que as coisas se regularizassem e o banho pudesse continuar. Eu já estava mais molhada que a “banhista”. E que dificuldade cuidar de todos os procedimentos pós banho com a mão daquele jeito. Dores, coisas dando errado, acabam colocando a gente numa vibe negativa, numa irritação danada. Meu humor ia azedando em plena manhã de Páscoa…

Páscoa? E então, ainda sem ter conseguido tomar o meu café da manhã, eu me lembrava que teria convidados para o almoço. Convidados muito amados, mas, mesmo assim, ia ser complicado preparar a refeição com a mão doendo a qualquer contato. Na verdade, seria uma trabalheira encontrar os movimentos que doessem menos. Sem contar que lavar a louça (panelas!!) depois seria um suplício (e foi)… Ai, ai…

Pra piorar, mais, lembrei que não tinha pagado a fatura do cartão de crédito. Mau humor total! E com o humor lá no chão, fiz um remember geral de um monte de coisas (é sempre assim, né? Algo dá errado, alguma coisa nos incomoda e a gente pega carona naquela energia ruim, deprê) e, com vontade de sentar e chorar, acabei me dando conta que alguém não deveria ter pagado o cartão de crédito da minha vida… quantos “débitos”… mimimi…

Mas então… e bendita seja a parte da memória que sempre nos salva, eu me lembrei que o Palmeiras tinha vencido na véspera! Manja aquela expressão “foi como tirar com a mão”? Então… a vibe ruim foi embora na hora! Sorrindo, com aquela sensação gloriosa que as vitórias do Parmera nos trazem, voltei à energia boa, deixei a “paciente” cheirosinha, servi o seu café da manhã; não tava mais nem aí com a dor na mão (ela continuava doendo um bocado, mas a sensação de felicidade era muito maior); que se danasse a fatura do cartão, eu pagaria depois…

E já me lembrando do jogo da véspera, lá fui eu tomar o meu café da manhã… Confesso que, antes do jogo, eu temia por uma nova tropeçada. Afinal, depois daquela paulada diante do Mirassol, a confiança deveria ter descido aos níveis do pré-sal e aí, tudo poderia acontecer. Ainda mais que o nosso time, que já vinha desfalcado, estava mais desfalcado ainda por causa dos jogadores poupados para a partida contra os argentinos (argh!) do Tigre. E não é que, dadas as circunstâncias, o time se saiu bem? A contrário do que eu imaginara, parecia tranquilo e, logo de cara, numa cobrança de falta de Ayrton, o goleiro do Linense já levou um susto. Logo depois, o mesmo Ayrton, depois de receber a bola na entrada da área, chutou forte, mas esqueceu de acertar o GPS da gorduchinha e ela foi na direção errada. Depois foi a vez de Marcelo Oliveira; jogada bacaninha de Wendel e Ayrton, mas o M. Oliveira também esqueceu de usar o GPS para direcionar o chute…

Depois o perigo esteve com Leandro. Na primeira vez, o goleiro pegou; na outra, ele carimbou a trave. Depois, foi a vez de Caio. Na primeira, ele não chegou a tempo; na segunda, o goleiro fez boa defesa. Nos minutos finais da primeira etapa, Léo Gago cobrou falta e o goleiro fez mais uma boa intervenção.

O jogo até que fluía, criávamos algumas jogadas, mas as finalizações precisavam melhorar, muito.

E o meu café da manhã era embalado pelas lembranças do jogo… Na volta do intervalo, Patrick estava no time em lugar de Ayrton. E de cara, quase ele marca! Limpou o zagueiro, e da entrada da grande área chutou pro gol, mas o goleiro fez uma baita defesa. Aos 10′, a alteração de Kleina surtiu efeito; Patrick puxou o contra-ataque e deixou Leandro, o nosso menino artilheiro, na cara do gol. E adivinhem o que ele fez? Mandou na rede! Tchuuupa, dor na mão! Tô nem ligando pra você! E, para não perder o costume, Tchuuupa, “tamochunto”!

Pena que, cinco minutinhos depois, o Linense empatou… Mas, como eu já sabia o resultado do jogo, essa lembrança nem atrapalhou as minhas recordações… Bruno fez algumas boas defesas, Leandro quase marcou o segundo. O jogo era nosso, jogávamos melhor, merecíamos a vitória, mas o segundo gol nunca que vinha. Já estávamos nos últimos quinze ou dez minutos de jogo, quando um jogador do Linense, recebeu um cruzamento e ficou a meio metro, se tanto, do Bruno. Quase morri do coração, mas Bruno fez uma grande defesa! Graças a Deus!

Na xícara, o meu café já estava pra lá de morno, as torradas estavam frias, murchas, o requeijão me olhando com uma cara de “cumequié?”, as frutas, desprezadas, não entendiam nada, e eu, distraída, ‘revendo’ as tentativas de Leandro, o chute de Patrick, que o ‘filho da mãe’ do goleiro foi pegar…

Revia também o goleiro do Linense atropelando o Leandro na área, e o juiz fazendo cara de paisagem; me lembrava do jogador do Linense cortando a trajetória da bola palestrina com o braço, DENTRO DA ÁREA, e o juiz… nem aí – na transmissão, o narrador teve a cara de pau de dizer que era interpretativo o lance!

E então, aos 45′, Souza cobrou uma falta no primeiro pau e Marcelo Oliveira, de cabeça, guardou! UFA!! Louvado sejam aqueles que acreditam até o último instante! Festa na bancada, festa nas redes sociais, festa no coração dos palestrinos. O Patrick ainda poderia ter feito o terceiro, mas chutou pra fora. E o juiz apitou o final da partida! Era a vitória, de-li-ci-o-sa, do Palmeiras! Era a torcida com o coração em paz, e o Palmeiras entre os oito melhores do Paulistão.

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Eu ia ter que fazer novas torradas, esquentar o leite de novo, me acertar com o requeijão, com as frutas; a mão continuava doendo pra chuchu, a fatura do cartão continuava sem pagar, eu ia ter que preparar o almoço, lavar a louça depois, mas o que eram essas coisas diante da enormidade que o Palmeiras, graças a Deus,  me traz com uma simples vitória?

“Porquinho da Páscoa, que trazes pra mim?” ♫♪  A minha alegria tinha renascido na manhã de Páscoa…

E se Deus quiser, hoje ela será aumentada. O Palmeiras estará cheio de desfalques diante dos argh entinos (só eu tô empapuçada de argentino?) e vai precisar muito da nossa força, parmerada!

Vamos lotar aquela p#rra, jogar com o Verdão e fazer um inferno da vida dos hermanos!!! De alguma maneira, estaremos todos no Pacaembu. Uns, de corpo, alma e coração; outros, de alma e coração, mas todos juntos!!

BOA SORTE, PALMEIRAS! VAMOS GANHAR, PORCOOO!!