“O cão não ladra por valentia e sim por medo” – Provérbio chinês (minha homenagem à ridícula coletiva do técnico Tite)

Eu nem sei dizer com que espírito fui ao Pacaembu para Palmeiras x Bambis. Com tantas coisas em jogo, preferi não investigar o que ia no meu coração. Mas, se o Palmeiras vai jogar, eu vou! A partida que, em relação ao campeonato para nós nada valia, era importantíssima para a nossa auto estima, para o fortalecimento do grupo, para quebrar a sequência de 9 partidas sem vencê-los no Brasileiro, para tirar (who knows?) as gazelas da Libertadores e para umas deliciosas coisinhas mais… E tão certo era isso, que quase 20 mil torcedores estavam no estádio. Fiquei arrepiada e com o coração feliz quando anunciaram a escalação do Palmeiras, e a torcida exultou ao ouvir o nome de Valdivia…

Sem esquecer das nossas deficiências, eu achava que podíamos ganhar, mas não fazia ideia do tipo de espetáculo que encontraria. É claro que, com Valdivia no time (que pavor eu tinha que ele levasse amarelo), o papo é outro. Tinha estado com ele antes do jogo contra o Bahia, e o senti muito disposto a jogar tudo o que sabe. E, só pela maneira que o Mago se cuidou o jogo todo para não levar cartão, a gente sabe QUE ELE ESTÁ DOIDINHO PARA PEGAR OS GAMBÁS! Tirar o título deles então, pode vir a ser a cereja do nosso bolo de Natal.

Eu não sei se era mesmo por causa do Kleber que nos andou faltando aquele algo mais; não sei se é coincidência, ou se aquele episódio serviu para todo mundo colocar as barbas de molho; o fato é que o Palmeiras que vi em campo contra o Bahia, e que vi diante do São Paulo, está cheio de pegada e muito mais unido.

E o jogo diante dos bambis foi sensacional! Foi nervoso, é verdade (eles deram algum trabalho), mas teve momentos deliciosos. Teve o Palmeiras indo pra cima dos bambis, logo de cara. (Aos 2′, Marcos Assunção levantou a bola na área e Henrique deu o primeiro susto em Rogério Ceni); teve Valdivia colocando os companheiros na cara do gol do farsante (Ah, se tivéssemos um Evair no time…) e, contrariando todas as expectativas, espertíssimo para não levar o tão temido amarelo. Infelizmente, teve o juiz, ‘Oliveirando’, como sempre (Ô família desgraçada essa, de juízes gatunos). Mas a tarde era nossa, e teve Assunção, que fez uma partidaça, utilizando com muito mais propriedade a nossa única jogada; teve Leandro Amaro, Henrique, Cicinho e Gerley jogando muito; teve o Palmeiras esbanjando garra e vontade de vencer; teve o time abraçado comemorando gol; teve a torcida cantando, sem medo de ser feliz…

Os bambis faziam muitas faltas; Fernandinho no Cicinho, no Mago; Dagoberto em Henrique… cada hora um, mas, para o juiz Metralha, que amarelava os palmeirenses por qualquer motivo, errado era o Felipão por reclamar. O tal Luís Flávio de Oliveira, tão criterioso com o Palmeiras, “esquecia” de amarelar os bambis em muitas das faltas duras que cometiam.

O Verdão continuava assustando o eterno terceiro reserva do Marcão, que passava apertado e fazia boas defesas. Luís Fabiano, Fernandinho e Dagoberto levavam perigo, é verdade, e as chances se sucediam para ambos os times, mas o domínio de jogo era nosso. O Mago, que deve ser de titânio, apanhava como sempre. Nas cobranças das faltas, Assunção dava uma dor de cabeça danada para os bambis. Ora Rodolfo aliviava, ora o cara de rato tirava de soco…

O tempo passava e nada do nosso gol sair. Aos 38′, Valdivia (como eu gritava pra ele sair de perto do juiz, para não bater em ninguém, não reclamar…) fez uma bela jogada individual e chutou forte de fora da área, mas a borboleta mor defendeu no canto. Aos 46′, a jogada mais sensacional da primeira etapa; Luan recebeu na esquerda, cruzou fechado e o goleiro espalmou; na sobra, Assunção chutou pro gol e o goleiro tocou na bola mandando-a na trave; ela foi parar com Valdivia que, numa quase bicicleta, mandou pro gol. Ela passou pertinho… Se sai aquele gol do meu ídolo, eu teria ido parar no Incor. Então, o juiz apitou o final da primeira etapa. O goleiro de hóquei, que já dá na cara essa paixão que tem pelo Mago, foi provocá-lo, foi dizer para ele parar de encenar, foi empurrá-lo… QUEM É VOCÊ SEU FARSANTE, INVENTOR DE PROPOSTA DE TIME INGLÊS, PARA COBRAR QUALQUER COISA DE UM JOGADOR DO PALMEIRAS? Vá cobrar isso do seu time, do Dagoberto, seu frangueiro, e deixe as suas mãos bem longe do Mago!

Na segunda etapa o Palmeiras já chegou, chegando. Nosso ataque, com velocidade, ia encontrando espaços. Marcos Assunção achou Luan na área, mas ele tocou por cima do gol. Depois foi a vez de Luan achar o Mago, que bateu colocado e a bola, caprichosa, passou perto. A gente com o coração e olhos no Pacaembu, mas de antena ligada  nas outras partidas. Meu medo de o Mago tomar um cartão amarelo era cada vez maior. Mas ele conduzia a situação admiravelmente.

Aos 10′, o momento de catarse… Marcos Assunção, pela esquerda, e muito longe da área, cobrou falta. Ela foi em direção ao gol, quicou na frente de Rogério e entrou  (ainda tenho a sensação que Luan desviou)! O Pacaembu explodiu no grito de gol! Que felicidade enorme eu sentia naquele momento! O Palmeiras, ainda que tardiamente, mostrava a sua força. O Palmeiras, finalmente, compreendia que, ao invés de temer os adversários, pode ser um dos seus maiores pesadelos. Como se estivéssemos ligados por fios invisíveis, todos nós torcedores sentíamos a mesma coisa, todos passávamos a ter a  mesma venenosa intuição…

O jogo ficou aberto, mas tivemos muitas oportunidades. Gerley quase marcou de fora da área. Rogério teve que trabalhar. Assunção levantou na área para Henrique cabecear por cima; Assunção (que partidaça) da entrada da área, chutou muito forte e a bola passou raspando a trave… Aos 24′, Felipão tirou Patrik e colocou Chico. Achei que era muito cedo. Sorte que as coisas deram certo pra gente…

Felipão sacou Ricardo Bueno e Cicinho para as entradas de Fernandão e João Vítor. Perdemos muito da nossa ofensividade, mas João Vítor até que corrigiu os erros que, naquele momento, aconteciam lá pros lados do Cicinho. Eu quase morria de nervoso… Com as três substituições, Valdivia, que estava jogando muito, diga-se de passagem, não poderia ser sacado para ser preservado para o Derby. Os bambis se aventuravam mais ao ataque e davam trabalho. Só que foi o Palmeiras, com Fernandão, que desperdiçou o gol mais feito da partida. Luan avançou pelo lado esquerdo, tocou para Valdivia que deu passe perfeito deixando Fernandão na cara do goleiro bambi. Mas ele desperdiçou a chance… Até agora não entendo como ele perdeu aquele gol, que eu podia jurar que tinha entrado.

Enquanto isso, os gambás ganhavam a sua partida e o Vasco empatava a dele. Enquanto isso, Emerson, dos gambás, ainda não foi julgado (acho que o tribunal espera o campeonato acabar). Finalzinho de jogo… Os palestrinos esperavam o apito final para comemorar a vitória do Verdão… Finalzinho de jogo no Rio… vascaínos, palestrinos e todas as pessoas de bem do Brasil, contrárias às mutretas da CBF com o dirigente gambá, contrárias aos 88% de chance de titulo para a bandidagem, esperavam um gol do Vasco…

De repente, sem mais, o Pacaembu explodiu de vez! Enquanto os gambás davam volta olímpica em SC, no Rio de Janeiro o Vasco marcava o seu segundo gol e deixava a decisão do título para a última rodada. Quem é que diz que campeonatos de pontos corridos não têm final? TÊM SIM! E SERÁ ENTRE PALMEIRAS X GAMBÁS!!!

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Não falei que íamos nos transformar no maior pesadelo gambá? No seu medo de se transformar na segunda maior piada do ano (ser desclassificado na pré Libertadores, foi a maior piada de todas)?

E você vê que o futebol está uma m… e as pessoas sem caráter, quando Valdivia diz que quer vencer por honra, e isso vira polêmica, causa o maior escarcéu. Mas se disser que é pelo “prêmio”, aí tá certo?

Como podem ver, a “reclamabilidade” e a “chorabilidade” já começaram! E olha que o empate é deles. Mas a “paurabilidade” é tanta que nem se lembram disso. E afinal, não eram os jogadores, não era o Tite, que diziam que tínhamos que ganhar do Vasco, pelo profissionalismo? Então… vamos ser profissionais.

Vamos lá Tirone, Palmeiras de camisa listrada e meião branco para o jogo de domingo! E, se for possível, coloca o Evair no banco, para assistir a partida ao lado do Marcão. É FATALITY NA GALINHADA!

 

SE SEGURA, GAMBAZADA! O SEU PESADELO COMEÇA AGORA!!!!! Mas vocês não vivem de títulos mesmo, né? hahahahahah


Nem eu mesma sabia o tamanho do medo que trazia no peito…

Oficialmente, o jogo contra o Bahia lá em Salvador, seria o último jogo “fácil” para o Palmeiras. Depois dele, nos sobrariam dois clássicos, daqueles em que tudo pode acontecer, inclusive o juiz nos meter a mão descaradamente. Mas, jogo fácil era maneira de dizer, né? Porque jogar contra o Bahia, na sua casa, quando ele também luta para se manter longe da zona de degola, de fácil não tinha nada. Ainda mais depois de termos nos enroscado em tudo quanto é jogo fácil que jogamos neste segundo turno.

Famintos de vitórias, amargando um jejum doído e incômodo, fomos todos lá para o Pituaçu – sim, além do bom número de palestrinos que se encontravam no estádio, de alguma maneira toda a Nação Alviverde estava lá, com o coração esperando por um gol para poder voltar a bater, tensos e olhos grudados no que acontecia em campo.

Eu estava muito nervosa. A minha esperança, brigando com o medo que eu sentia de não vencermos a partida, queria um gol do Palmeiras de qualquer jeito, fosse do craque ou do perna de pau, com jogada linda ou com chute de canela, de bico, sem querer, contra… mas tinha que sair um gol. Como ele aconteceria, era algo totalmente irrelevante.

Mesmo tendo trancado a sete chaves o meu senso crítico e analítico, mesmo fazendo um esforço danado para não tentar entender porque Carmona não estava em campo ao lado de Valdivia, mesmo tendo me preparado apenas para torcer muito, eu achei que o Palmeiras marcava bem, estava mais arrumado em campo, mais organizado taticamente. Também, com Valdivia (e seus belos passes) no time, o papo é outro, as jogadas deixam de ser previsíveis, os avanços da equipe ficam mais interessantes e, os adversários, preocupados com quem pode desequilibrar, passam a te respeitar mais. Não era a toa que Fael não desgrudava do Mago que, mesmo muito marcado, e apanhando um bocado, dava um jeitinho de servir seus companheiros.

O Bahia tentava com Lulinha (aquele que os gambás juravam que tinha proposta européia de 30 milhões de euros) e com Camacho. Já o Palmeiras, além das bolas paradas do Assunção, apostava na visão de jogo do Mago, nos seus passes inteligentes, e na velocidade de Cicinho, Gerley, Luan e Ricardo Bueno.

Embora errássemos muitos passes, o Bahia errava mais. Isso me pareceu de bom agouro. Normalmente, somos nós quem erramos mais passes. O Palmeiras me parecia mais vibrante, confiante, sei lá… Éramos superiores na partida.Parece que a chegada do César Sampaio deu uma melhorada no astral da equipe.

E aos 20′, o grito de gol  explodiu entre os palestrinos! Assunção cobrou escanteio, Luan, de cabeça, mandou na trave. No rebote, Ricardo Bueno (que foi quem deu o último toque), Thiago Heleno e a bola foram todos parar dentro do gol. Graças a Deus o Palmeiras saía na frente! Eu tremia de emoção e alegria…

Com o Mago, ainda que bem marcado, as jogadas começaram a aparecer. Ora ele lançava Cicinho, ora tabelava com Luan. A mesmice dava lugar à criatividade. O Bahia levava perigo com Lulinha, mas Deola e a zaga tratavam de destruir as tentativas do adversário.

Assim que começou a segunda etapa Luan invadiu a área, chutou forte e quase fez o segundo. Patrik pegou o rebote e mandou por cima do gol. E foi então Valdivia apareceu, de vez!! O nosso Mago, de sempre, meteu um axé chileno pra cima dos desnorteados defensores do Bahia, e começou a deitar e rolar em campo. Isso fez o Palmeiras mais forte e me quase me mata de alegria.

E o Palmeiras começou a martelar o Bahia (que trazia perigo também). Aos 7′, Valdivia, do meio da rua soltou uma bomba. O filho da mãe do goleiro mandou pela linha de fundo; aos 8′, o Mago deu um passe lindo para Patrik, que dominou e bateu cruzado, o goleiro defendeu. As jogadas se sucediam… Luan com Valdivia, Valdivia com Cicinho… com Gerley, que recebeu um passe espetacular do Mago, pelo meio da zaga, que o deixou na cara do goleiro; ele bateu cruzado e Lomba salvou. Eu tava quase tendo um infarto… Acho que poucas vezes na vida eu desejei tanto um gol como aquele segundo, que não vinha nunca para acalmar meu coração…

Valdivia tocou na área com Ricardo Bueno, ele driblou pra lá, driblou pra cá, e a bola atravessou a área sem ninguém para empurrar. O gol palestrino parecia amadurecer, mas e o medo do Bahia empatar? Eu tremia…

Aos 27′, Cicinho cruzou e Valdivia apareceu livre na área para guardar; antes que eu caísse dura de alegria pelo gol do meu ídolo (com quem eu tinha estado na sexta feira e para quem eu tinha pedido ajuda para nos livrar da segundona), o desgraçado do juiz, assinalando impedimento, anulou o gol do Mago. No minuto seguinte, após cobrança de falta e um desvio de cabeça, Junior tocou para o gol de Deola. Antes que eu pudesse compreender que o gol tinha sido anulado, senti meu coração gelar. Já não conseguia mais assistir ao jogo normalmente. Até mesmo respirar ficava mais difícil…

O relógio parecia parado… não andava nunca! O Bahia pressionava, mas o Palmeiras segurava a bola e o jogo. “Acaba juiz!!” Com a adrenalina a milhão, eu até sentia tonturas.

Ainda era 37′ (maldito relógio preguiçoso), quando Valdivia dominou, girou e cruzou buscando Dinei, a zaga cortou e Luan emendou de primeira. O goleiro salvou. Felipão tirou Valdivia, o melhor jogador em campo, e colocou Chico. Imagina se ele não ia querer segurar o 1 x 0? Achei tão arriscado…  Eu já nem tava vendo mais nada direito, só queria mais um golzinho, de qualquer maneira, e pedia a Deus que ele saísse quando o Palmeiras teve uma falta a seu favor. Assunção foi para a cobrança e guardou!! Meeeu Deeeus!

Foi só então que eu me dei conta do peso que tinha o medo que eu sentia, só quando ele saiu de dentro do meu peito com o grito de gol, só quando a sensação de relaxamento invadiu o meu corpo e as lágrimas começaram a cair… Eu me sentia cada vez mais leve e, quanto mais leve me sentia, mais vontade de chorar eu tinha… Um estranho tipo de felicidade… Estávamos livres daquele fantasma horroroso! O ano já podia acabar…

Ooops! Talvez nosso ano não tenha acabado ainda… Na última rodada enfrentaremos a gambazada que disputa o título com o Vasco. Sabemos das maracutaias todas. Conhecemos o que vem com o “Bolsa Istádio”…

Mas, livres do fantasma da Segundona, podemos nos transformar no fantasma do pior pesadelo deles… E agora, leves, sem pressão, acho que dá para ajudarmos os amigos cariocas, hein? Seria simplesmente sensacional!

Vamos lá, Vascão! Faça a sua parte! O PARMERA VAI TIRAR O DOCE DA BOCA DOS GAMBÁS!!

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O Palmeiras vai de mal a pior. Brigas (vou falar disso em outro post), um “disse me disse” danado e um futebol horroroso. Contrariando tudo o que o palestrino sonhou e imaginou para este ano, o time de Felipão (ele disse que poderíamos cobrá-lo em 2011) briga para não cair. Quem diria, hein?

Na partida anterior, diante do Coritiba, o time já tinha sido pavoroso. Uma bagunça tática, nos dando a impressão de cada jogador nosso passou a partida toda procurando o seu lugar em campo. Ninguém sabia onde jogar, falei sobre isso no post anterior e, agora, trago os números da partida passada. Os dados em verde são do Palmeiras:

FALTAS COMETIDAS: Marcos Assunção (03) e Thiago Heleno (0

PASSES ERRADOS: Luan (12), Assunção (5) e Tinga (5)

OS IMPEDIDOS: Thiago Heleno (01)

OS LADRÕES DE BOLAS: João Vítor (03), Henrique (02) e Luan (02)

FINALIZAÇÕES DEFENDIDAS PELO GOLEIRO DO CORITIBA: João Vítor (02) Thiago Heleno, Luan e Maikon Leite (01 finalização cada)

FINALIZAÇÕES ERRADAS: Cicinho (03), Luan, Maikon Leite e Ricardo Bueno (02 cada um)

Os números não mentem. Fica explicado porque o time perdeu e não teve poder de reação nenhum. Não jogou nada! E, na partida seguinte, o Palmeiras ia jogar com o Grêmio no Olímpico. Não ia ser fácil.

E lá foi o Verdão pro sul enfrentar o Grêmio, em busca dos assustadores 3 pontos que nos faltam. Felipão, que tinha treinado uma formação a semana inteira, colocou outra em campo. Comecei a assistir o jogo com alguns minutos de seu início. Sem saber a escalação e quem estava no banco, eu me ressentia de não termos em campo Maikon Leite (que não havia sido relacionado) e Carmona. Mas, ainda que tivesse sido relacionado, ele fatalmente estaria na suplência.

Eu mal podia acreditar no que via na tela da TV, ou melhor, no futebol que não via. A bola, como se fosse o coração do torcedor, era maltratada como nunca, passes errados aos montes davam o tom da partida. Os jogadores do Palmeiras, corriam, buscavam, se enroscavam uns com os outros e tentavam ir do jeito que dava. Era um sofrimento para o torcedor, dos dois times, diga-se de passagem. O Palmeiras finalizava mais, e errava todas as conclusões. Luan matava a gente de desgosto. Mas, sem que esperássemos, aos 25′, Cicinho fez uma boa jogada na direita, tocou para Tinga que, com um passe lindo (SIM, EU VIVI PARA VER O TINGA DAR UM LINDO PASSE) foi achar Ricardo Bueno na cara do goleiro. Ele cabeceou à queima roupa mas, Victor, espantosamente, conseguiu tirar; Cicinho, que acompanhava o lance, pegou a sobra e estufou as redes. No meio de um futebolzinho mixuruca, como se fosse uma flor no meio do pântano, uma jogada linda, trabalhada, colocava o Palmeiras em vantagem. Que grata surpresa… Nem acreditamos quando fomos para o intervalo vencendo a partida. Fazia tanto tempo que isso não acontecia.

Na segunda etapa, O Grêmio, que se atrapalhava um pouco, vinha atrás do seu gol, enquanto o Palmeiras tentava controlar o jogo. E, ainda que o futebol palestrino continuasse cheio de erros, o Palmeiras conseguia o seu intento de manter um certo domínio (se garantia na base do chutão, enquanto o Grêmio fazia de tudo para empatar) na partida. Aos 14′, Ricardo Bueno sofreu falta pelo lado esquerdo, Assunção foi para a cobrança e… guardou! A bola deu uma desviadinha na barreira e, não querendo nem saber do Victor, se jogou lá dentro do gol! Eu mal podia acreditar que estávamos vencendo o Grêmio, no Olímpico, por 2 x 0!! Era bom demais para ser verdade! Senti um calor (real) no peito, uma reação física para aquela sensação, já quase esquecida de estar vencendo uma partida que nunca costuma ser fácil.

Mas o Grêmio, que várias vezes já tinha levado perigo ao gol do Palmeiras, reagiu. Leandro, saindo do campo de defesa, fez boa jogada, passou por todo mundo como bem quis, invadiu a área e tocou para Brandão vencer Deola e guardar. Ainda bem que tínhamos feito dois.  E já que Luan, Ricardo Bueno e Patrik, pareciam ter encontrado uma maneira de abrir a defesa do Grêmio, com as suas jogadas rápidas (pena que a finalização era ruim), o jeito seria redobrar a atenção, a marcação, o desarme e tentar buscar mais um para garantir, sem atropelos, a tão desejada vitória. Buscar mais um? Xiiii…

Felipão resolveu tirar Ricardo Bueno para colocar Fernandão. Se, por um lado, levaríamos mais perigo em jogadas aéreas (o que Felipão tem contra bola tocada no chão, em velocidade?), por outro, perderíamos a velocidade…

Eu sei que a sorte é aliada da competência, mas o que acontece ao Palmeiras não é fácil… Estávamos tão felizes, já comemorando a vitória que há tanto tempo não tínhamos quando, Fernando, quase lá do meio de campo arriscou o chute. Sei lá o que acontece com Deola… Suas pontes, seus voos, são tão baixos… Seu tempo de bola me parece errado, sei lá… O fato é que tomamos o gol de empate (deu a impressão que o bandeira invalidaria o lance – com visitas em casa eu acreditei nisso), no melhor estilo ‘Jumar’ de ser. E o empate com um sabor muito amargo de derrota, fez com que o nosso coração fosse dormir sem vitória… em 14º lugar no campeonato, na última colocação do segundo turno…

Tivemos um desempenho meio parelho ao do Grêmio, como mostram os números, mas, com dois gols de vantagem, não ter conseguido manter o resultado (pelo menos isso) e, ainda por cima, tomar gol do meio de campo, nos acréscimos é pra acabar. Junte-se a isso o fato de que esse foi o primeiro gol do Fernando pelo Grêmio, o segundo em sua carreira. E tinha que ser contra o Palmeiras!

Que fase a nossa…


FALTAS COMETIDAS: Ricardo Bueno (06) e Luan (04)

PASSES ERRADOS: Luan (05), Assunção, Cicinho e Gerley (04 cada)

OS IMPEDIDOS: Luan e Ricardo Bueno (01 vez cada)

OS LADRÕES DE BOLA: Márcio Araújo, Tinga e Patrik (03 cada um)

FINALIZAÇÕES DEFENDIDAS PELO GOLEIRO DO GRÊMIO:  Tinga e Ricardo Bueno (01 cada)

FINALIZAÇÕES ERRADAS: Luan (04), Assunção e Thiago Heleno (01 cada)



Eu já me cansei de dizer aqui que os nossos maiores problemas não estão dentro de campo. Eles são administrativos e fruto da inoperância de dirigentes que não estiveram e não estão nem aí com o Palmeiras. Mas, ainda que quisessem, nossos dirigentes não podem, diretamente, fazer o time ganhar ou perder. Tem mais gente ajudando a coisa a desandar de vez, e é preciso que se fale a respeito. Diante do Coritiba, foi para matar a gente de vergonha e medo! Levei uns dias para assimilar e poder escrever.

Jogo na Arena Barueri, contra o Coritiba. Finalmente, Felipão iria colocar em campo os jogadores que fez tanta questão de ter no elenco para a temporada de 2011. Jogando com aqueles que privilegiou durante o ano todo, jogando com os bem comportados (nem todos que jogaram são comportados como pensa o torcedor), parecia que seria mais fácil conquistarmos a tão sonhada vitória, que nos deixaria dormir mais tranquilos pelo resto do ano. Afinal, o técnico é ótimo, alguns jogadores é que o estavam atrapalhando…

E lá fomos nós… com Luan, que Felipão, ameaçando até deixar o clube, fez o Palmeiras comprar – pena que compraram a versão sem cérebro; Tinga, que não joga nada, mas nunca foi escalado na posição que o fez ser revelação na Ponte Preta; Rivaldo, que Felipão faz questão de dizer que é ótimo jogador – só se for para os adversários, e que também joga fora de sua posição; Ricardo Bueno, motivo de birra do nosso técnico com a diretoria; Chico, que foi menos ruim que os demais, mas não é melhor que Pierre, DISPENSADO POR FELIPÃO, NEM AQUI E NEM NA CHINA (quem obrigou a diretoria a comprar Luan poderia ter ficado com Pierre se quisesse, mas não quis); João Vítor, Gerley (que estava à sua disposição)… E Maikon Leite no banco (POR QUÊ?), Carmona nem relacionado para a partida (POR QUÊ X 2)… Assim não dá, né Felipão? 42 pontos disputados, o time ganhou só 9, e você não muda nada, nunca? Não dá para por todas as culpas no episódio da “transferência” do Kleber. Não dá para você tirar o seu da reta. Olha só a tabela do segundo turno:

O Coritiba, de técnico e jogadores comuns (tinha até o Jeci, lembra dele?), estava bem mais arrumado em campo que o Palmeiras. Quando um jogador deles descia pelo meio, até eu que não entendo nada de esquemas e táticas, já percebia o desenho do ataque se formando. Todo mundo sabendo como fazer. E o Palmeiras? Parecia um catado! Não temos padrão de jogo, não temos jogadas ensaiadas… a não ser a bola parada de Assunção, que só dá certo em anos bissextos e quando há a passagem do cometa Halley por aqui. MAIS NADA! Cadê o Felipão? Vou reclamar no PORCON! Até agora, ele nada fez para melhorar esse time. Nem mesmo foi alguma vez olhar a molecada lá na Base. Não merece mais essa blindagem toda que lhe damos, há quase um ano e meio. Sua teimosia, que antes nos parecia interessante, peculiar, agora virou burrice extrema. Ele castiga o Palmeiras e a torcida… POR BIRRA? Qual a vantagem de atitudes assim?

Aos jogadores não falta vontade.  Mas falta “T” de jogar. Nós os vimos correndo em campo, tentando fazer faltas (nem isso fizemos mais que o Coritiba), tentando achar um caminho. MAS ELES NÃO SABEM COMO FAZÊ-LO! A falta de qualidade da maioria (e eles não são culpados por não terem qualidade), aliada à falta de um esquema que lhes dê confiança, à falta de confiança no esquema utilizado, são as maiores responsáveis, DEPOIS DESSA DIRETORIA ESCROTA, INOPERANTE, – QUE SÓ PENSA EM CONTAS NO AZUL E TIME NO CHÃO, pelos vexames seguidos que temos passado. É uma bola de neve, que vai crescendo no decorrer da partida. Se a gente, que acredita até em Papai Noel e mula sem cabeça, já percebe depois de alguns minutos de jogo, que a coisa não vai, imaginem quem está dentro de campo?

Foi uma das partidas mais lamentáveis à que eu assisti. No começo do primeiro tempo deu até a impressão que o Palmeiras poderia conseguir algo. Mas, desorganizado, dando chutões (qual a vantagem de se jogar assim?), sem criar nada, a única coisa que conseguiu mesmo foi tomar um gol do Coritiba. Aos 23′, Everton Costa desceu pela direita, Henrique falhou na marcação, o jogador invadiu a área, passou por Deola (que não parou a bola e nem o atacante), e tocou para Davi estufar as redes. Ao Palmeiras sobrou apenas a correria, sem propósito, fruto do desespero de não se sentir em condições de reverter o placar.

Na segunda etapa, Rivaldo deu lugar à Maikon Leite. O Palmeiras parecia determinado a buscar o empate. O Coritiba ficava todinho em seu campo de defesa e a gente até se animou lá na bancada. Bobagem… O coração que não bate mais, só apanha, de olhos arregalados via as finalizações horrendas destruírem qualquer possibilidade de gol.  Via o delírio insano de jogador bater no peito pelo gol perdido, como se tivesse feito gol de placa…

Eu não conseguia sentir toda a dor daquele espetáculo de horrores. Não… Meu coração era uma placa de gelo. Mas, aos 11′, a placa de gelo trincou e começou a sangrar. O Coritiba, que estava todo atrás, desceu num contra ataque e, com três toques, a bola chegou para Leonardo fuzilar Deola. O sangue foi derretendo a superfície gelada do meu coração e a dor  apareceu… Do técnico aos 11 em campo, a impressão que eu tinha era a de que aquelas pessoas estranhas roubaram as camisas do Palmeiras e as vestiram para entrar em campo no lugar do meu time… Aquilo não era e não podia ser o Palmeiras! ISTO, QUE TEMOS VISTO EM CAMPO, NÃO É O PALMEIRAS!

Felipão colocou Fernandão no lugar de Tinga, mas nada mudou. Perdemos dois gols feitos. Um com Ricardo Bueno (será que obedecia ao empresário?) e outro com Fernandão. Eles devem ter faltado ao treino específico para atacantes que Felipão tinha dado durante a semana. O coração sangrava e doía cada vez mais…  E, com o time precisando desesperadamente marcar gols, Felipão tirou Ricardo Bueno e colocou… Márcio Araújo!  Tirar um atacante, por pior que ele seja, e colocar um volante é pedir para perder mesmo, né? E foi o que aconteceu! O jogo acabou, os seres estranhos que se faziam passar pelo Palmeiras foram embora…

A torcida vaiou, xingou e saiu… Caminhava apática pelas ruas, sem protestos, sem revolta, sem choro, sem graça… Parecendo alheia à dor que rasgava o seu peito, conversava e discutia normalmente os erros do Palmeiras, os erros de Felipão e de todos os demais envolvidos, como se eles não fossem do nosso time, como se eles não estivessem nos levando à Segundona, como se milhares de lágrimas não estivessem querendo brotar de todos os olhos, como se não doesse muito a cada vez que respirássemos, como se eles não fossem os responsáveis pelo medo gelado, viscoso, definitivamente misturado ao nosso sangue…

Os 7 pontos que nos separam da zona de degola, e a desilusão de mal poder acreditar numa reação, pesavam sobre as nossas costas, fazendo com que caminhássemos devagar. Longe do título, e das classificações que o campeonato possibilita, longe das alegrias e comemorações do final de temporada, nossos desejos de torcedor se reduzem a um só: uma mísera vitória para não cair. Com um desempenho horrível neste segundo turno, obter uma única vitória já está quase na cota dos milagres… Já vimos esse filme. É difícil (pelos adversários que temos à frente), mas ainda não é impossível.

1999 já passou (não volta mais), e 2012 tá logo ali… Será que o nosso coração aguenta?

Quando a gente acha que já levou todas as invertidas possíveis, em relação ao Palmeiras; quando pensamos que já passamos todas as vergonhas imagináveis, já sentimos todo o desgosto cabível no nosso peito estraçalhado, descobrimos que ainda há possibilidade para muito mais… Este Brasileirão, não me deixa mentir.

Passamos o ano quase todo dizendo: “Ainda bem que temos Felipão, senão iríamos brigar para não cair no Brasileiro”… Não preciso falar nada, né? 13º lugar no campeonato, uma única vitória em 15 rodadas deste segundo turno, uma campanha vergonhosa, um esquema bem ruinzinho, escalações equivocadas, substituições ineficientes, alguns jogadores que não rendem a contento, falta de qualidade nos restantes, uma diretoria capenga, time e torcida com os nervos à flor da pele, e um medão danado de ir parar na segunda divisão outra vez.

Eu não acho que vai acontecer, não mesmo. Mas a possibilidade existe, e não deveria existir! Não para o Palmeiras!

Com uma necessidade tamanha de vitória, fomos para MG, enfrentar o time do Atlético. O Galo, com a “água batendo na bunda”, anda nadando um bocado, e eu sabia que não seria diferente, diante do Palmeiras. Mas, confesso, esperava que o Palmeiras também começasse a nadar antes de começar a se afogar. Mas, já na escalação, percebi que a coisa não iria ser tão fácil. Felipão, precisando muito ganhar, escalou os ‘craques’ Tinga e Rivaldo. Assim, nem Deus ajuda.

O jogo foi movimentado, com as duas equipes procurando o gol. Logo nos primeiros minutos, Leonardo Silva desviou com perigo, uma bola levantada na nossa área; depois foi Valdivia, que da intermediária, faz cruzamento para a área, o defensor do Galo afastou de qualquer jeito, mas a bola sobrou para o goleiro Renan; e assim foi… Uma oportunidade cá, duas lá…

O Galo pressionava, era mais perigoso. Atacava pelos lados do campo; já o Palmeiras tentava deter o adversário e aproveitar os contra ataques. Por reclamação, Valdivia, marcadíssimo por Pierre (que Felipão não quis aqui), nervoso, levou um desnecessário e inoportuno cartão amarelo, aos 14′. Não pode vacilar assim, Mago! Não é por estar com a faixa de capitão que você tem que reclamar o tempo todo. Mesmo porque, já deveria saber que, desde a sua outra passagem aqui, você sempre toma amarelo na primeira reclamação. Tem que ficar ligado nisso, e de boca fechada. Teve neguinho que meteu o dedo na cara do juiz e ficou por isso mesmo. Difícil…

Jogo nervoso, cheio de erros dos dois lados, muitas faltas. Cheios de finalizações também, mas sabe como é, né? Aquele malfadado último passe… A falta de qualidade de alguns de nossos jogadores era gritante. Mas ainda que uns tenham qualidade e outros não, todos lutavam em campo. Mas foi Neto Berola quem meteu uma bola na trave de Deola. Ai, meu coração…

Aos 35′, nossa melhor oportunidade de gol. Um passe espetacular do Mago, achou Luan, que fez uma linda jogada e meteu a bola para Fernandão na área, livre de marcação. Aquele que devia ser o nosso “matador”, matou a gente de raiva e perdeu o gol feito. Em seguida, como se fosse um castigo pelo desperdício, o Galo desceu e Neto Berola, IMPEDIDO, não desperdiçou a sua chance, matando no peito e guardando. Ai meu Deus do céu… que ducha de água fria no time e na torcida! Tem horas que chego a pensar que o Palmeiras é vítima de alguma bruxaria.  Além da falta de qualidade nossa, parece que tudo dá certo para os outros, menos pra gente…

Nada que não pudéssemos mudar. E mudamos mesmo, para pior…

Na segunda etapa o Palmeiras parecia disposto a reagir. As jogadas começaram a aparecer pelo lado esquerdo. Luan tentava buscar, mas sem muita qualidade, a coisa ficava difícil de acontecer. Felipão então, sacou Fernandão para a entrada de Vinícius. No minuto seguinte, Luan se atrapalhou todo, perdeu a bola e ajudou a desencadear um contra ataque fulminante do Galo. Levamos um golaço, com direito a passe de calcanhar. Que raiva! Que desgosto! Com 2 x 0 nas costas, e os atacantes que temos, seria muito difícil até mesmo empatarmos. Horrorizado, o palestrino via seu “Dia das Bruxas” começar na véspera…

Felipão tirou Tinga (queria saber porque ele foi escalado e Carmona ficou no banco) para a entrada de Maikon Leite. O Galo continuava atacando. O Palmeiras parecia ainda mais nervoso em campo. Márcio Araújo deu lugar a João Vítor. A bruxa continuava à solta. No mesmo minuto, numa disputa de bola, Maurício Ramos deu uma tesoura em Daniel Carvalho e foi expulso. Se com a zaga completa já tava difícil segurar o Atlético, perder um zagueiro nos aterrorizava. Por mais que tentássemos acreditar, nosso coração já nos avisava do desastre. Mais um…

Com o Galo atacando muito, aos 28′, Valdivia foi expulso. A entrada, na disputa de bola era pra amarelo, mas como ele já tinha tomado um, desnecessário, no primeiro tempo, acabou levando o vermelho. Meu Deus! Agora era atacar ou levar mais.

Eu ficava pensando que esse time todo (e sempre) desarrumado, não poderia ser um time daquele Felipão que costumávamos conhecer, de um Felipão que, desde que chegou, sejam quais forem as desculpas que arranjemos pra ele, nada fez do que esperávamos. Tanto técnico aí, sem expressão, com jogadores idem, têm times muito mais bem arrumados em campo. Não consigo entender… Fico achando que essa falta de arranjo, aliada à falta de qualidade de muitos dos nossos atletas, é que deixa os jogadores ainda mais desnorteados, sem saber o que fazer em campo e, por isso, tantos erros, tantas bolas desperdiçadas, tantas jogadas desfeitas… Porque, ao contrário do que falam, eu não vejo faltar luta e empenho, vejo faltar qualidade, vejo faltar saber o que fazer, saber como chegar…

Dava tudo errado para o Palmeiras, mas o Galo, confiando nos dois jogadores que tinha a mais, começou a tocar a bola. Queria que eles tivessem começado a nos subestimar mais cedo… Aos 38′, a bruxa se distraiu, Maikon Leite fez boa jogada e cruzou na cabeça de Luan, que diminuiu o placar. O Palmeiras, que lutou a partida toda, ainda tentou buscar o empate, a gente até acreditou que podia, mas o Verdão não conseguiu fazer mais nada de bom e saiu de Minas com mais uma derrota, matando o torcedor de desgosto e provando que os problemas com o nosso futebol estão muito além do que andam dizendo por aí.

E, se no dia seguinte teríamos que escolher entre “gostosuras ou travessuras”, Felipão, seus comandados e os palermas que administram o Palmeiras, se anteciparam e nos obrigaram a ficar com as “travessuras”.

Foi mais uma noite de horror, de bocas sem sorrisos, de olhos vazios querendo chorar… de coração sangrando, escondidinho lá no fundo do peito, sem alegria, sem esperanças… morrendo de vergonha e tristeza…

REAGE, PALMEIRAS! APESAR DE TODAS AS DORES, NÃO VAMOS LHE VOLTAR AS COSTAS QUANDO VOCÊ MAIS PRECISA DE NÓS.

Depois dos incidentes ocorridos na partida deste último sábado (22) na partida contra o Figueirense, o Palmeiras optou por não atuar mais no estádio do Canindé e escolheu a Arena Barueri como o local do jogo contra o Coritiba, que acontece no dia 5 de novembro, às 19h, pela 33ª. rodada do Campeonato Brasileiro.
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O retrospecto do Palmeiras atuando na Arena Barueri é excelente: em 13 partidas, o time soma oito vitórias, quatro empates e uma única derrota, sofrida para o Fluminense, por 2×1, na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2010. No total, o time marcou 27 gols e sofreu 13. O aproveitamento no estádio é de 72%.
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Em 2011, o Verdão realizou apenas um jogo em Barueri, na vitória de 3×0 sobre o Linense, pelo Campeonato Paulista. Os gols foram de Patrik (2) e Kleber, e o time jogou com Deola; Cicinho, Danilo, Leandro Amaro e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção (Chico), Patrik e Lincoln (Tinga); Adriano e Kleber (Miguel).
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A estreia do Palmeiras na Arena Barueri aconteceu na vitória de 3×1 sobre o Sertãozinho, em 17 de janeiro de 2008, pelo Paulistão. Os gols foram de Alex Mineiro (2) e William. Nessa partida, o time dirigido por Vanderlei Luxemburgo jogou com Diego Cavalieri; Élder Granja (Wendel), Gustavo, Dininho e Leandro; Pierre, Makelele (William), Martinez e Valdívia; Luiz Henrique (Deyvid Sacconi) e Alex Mineiro.
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Agência Palmeiras
Fábio Finelli

Estamos vivendo o pior momento de nossa história. Pior até que o do descenso. Sem comando no Departamento de Futebol, o Palmeiras virou a “casa da Maria Joana”! De fazer o torcedor morrer de vergonha…

Que tristeza… MEU DEUS!!! Acho que nunca vi o Palmeiras numa situação tão complicada como agora… Não me lembro de, palestrinamente falando, ter vivido nada parecido com esse horror…

Nem mesmo na época da fila o torcedor parecia tão perdido, tão sem saber como se posicionar. E, de tão desorientados, vamos perdendo a capacidade de pensar e vamos dizendo qualquer coisa, mesmo que algumas sejam totalmente sem sentido. E, o que é pior, vamos perdendo a capacidade de nos revoltar contra o que está acontecendo ao Palmeiras.

Quantos torcedores (até nosso treinador já jogou a toalha!?!) já não estão com o discursinho pronto: Vamos nos planejar para 2012, pegar Sulamericana… Pegar Sulamericana a PQP! Aqui é Palmeiras, porra! O Palmeiras tem que disputar títulos! Sulamericana é prêmio de consolação. E vai pegar como, jogando assim? Vai pegar como, se com mais da metade do time colocada em campo com a missão de defender, tomamos gol de cabeça, com o atacante adversário na cara do goleiro e sem marcação nenhuma? Se não conseguimos ganhar nem do CAG, mesmo tendo dois jogadores a mais? Se os nossos jogadores, por mais que se aventurem ao ataque, não conhecem o caminho das pedras? Planejar 2012? Vai planejar como, com esses dirigentes incapazes, que colocaram fogo no clube, no elenco e não sabem (e não querem) resolver os problemas internos, apagar os incêndios e não preservam elenco e técnico para que o futebol possa aparecer dentro de campo?

É se enganar demais e enganar os outros também. A água tá batendo na bunda e vamos continuar “tocando violinos”, como faziam os músicos do Titanic, enquanto ele afundava?

Todos os clubes enfrentam problemas internos iguais aos que enfrentamos nós. Nossos jogadores não são diferentes, e não se comportam de maneira diferente, a nenhum outro no mundo. Mas só aqui, porque NÃO TEMOS ALGUÉM QUE SAIBA CUIDAR DO FUTEBOL, tudo é motivo de escândalo, tudo é jogado na imprensa, tudo é amplificado, ampliado… Qualquer coisa é motivo para tumultuar o ambiente do clube, é motivo para colocar técnico contra jogadores, jogadores contra técnico… para colocar a torcida em guerra contra os seus iguais, em guerra contra o clube que ama, em guerra com os jogadores que aprendeu a admirar, e que agora, por méritos dessa diretoria incompetente, são hostilizados e sofrem um linchamento moral diário (‘curiosamente’, alguns, ainda que deem motivos, são poupados) e, com isso, o patrimônio do clube é desvalorizado.

De quem é esse prejuízo? NOSSO! DO PALMEIRAS, O CLUBE QUE A GENTE AMA!

Nossos jogadores têm cometidos muitos erros, dentro e fora de campo… nosso técnico não é mais o mesmo e tem errado muito também, com escalações equivocadas e substituições prá lá de prejudiciais ao rendimento do grupo, sem contar algumas declarações desastrosas que, desde que chegou aqui, ele tem feito; tão experiente, tão tarimbado, também me parece perdido em meio à essa confusão que respira diariamente, em meio à essa hostilidade que contamina as coisas do Palmeiras, e não consegue se fazer estimado e ter o grupo na mão… Mas não é prá isso que um diretor de futebol serve? Para cuidar e acertar as coisas que não estão dando liga na área de sua competência?  Para promover a concórdia, a paz, aparar as arestas, amenizar as hostilidades em proveito do futebol do Palmeiras? Frizzo não faz nada disso… trabalha pouco, trabalha pouco. Tirone, por sua vez, não sabe nem de que caminhão de mudança caiu…

Outubro mal começou e, enquanto torcedores de outros clubes compram camisas dos seus ídolos e sonham com título do campeonato e a vaga na Libertadores, como presente de Natal, nós estamos mandando embora nossos jogadores (da pior maneira possível), estamos fazendo contas… Estamos contando quantos pontos faltam para nos deixar matematicamente livres de qualquer possibilidade de rebaixamento! Pode uma coisa dessa? Tem algo que possamos achar bom nessa campanha ridícula? Neste segundo turno, o nosso aproveitamento nos coloca entre os últimos colocados. Ainda bem que no primeiro turno ganhamos uns pontinhos a mais…

Pra piorar, no começo da semana o jogador João Vítor, seu cunhado e um amigo, foram agredidos enquanto compravam camisas do Palmeiras na loja oficial! Aí entramos no caos total! Mais uma vez, o filme já tão conhecido… O nome do Palmeiras exposto de maneira tão negativa. Imagens do jogador sendo agredido, com a camisa rasgada, sendo mostradas em todos os lugares. UMA VERGONHA SEM TAMANHO PARA A NAÇÃO PALESTRINA! Depois de toda a confusão instalada, surgiram novas versões e novas imagens para o episódio. Ele teria sido ofendido por torcedores, seus amigos teriam ido prá cima (supostamente, ele também) e agredido primeiro, vieram mais torcedores e sobrou porrada prá todo lado. No final das contas, as vítimas não eram tão vítimas, os bandidos não eram tão bandidos. Mas nenhum deles estava certo. E o Palmeiras, mais uma vez nos noticiários, por causa de seus torcedores, por causa de seus jogadores…. A marca Palmeiras prejudicada, de novo…

E se é para perdermos a paz, a gente perde em alto estilo! Com direito à encrencas inimagináveis… Alguns jogadores se rebelaram contra o que teria sido a agressão ao João Vítor e se recusaram a viajar para o RJ, onde o Palmeiras enfrentaria o Flamengo. Kleber e Deola teriam liderado o motim; Felipão não concordou, discutiu com o atacante. Com todo mundo de cabeça quente, as coisas ficaram insustentáveis e Kleber nem jogou diante do time carioca. Tínhamos dois líderes, mas apenas um foi punido. Ao que parece, Kleber, errado por dizer muitas coisas, mas certo na maioria delas, não jogará mais pelo Palmeiras.

E assim vamos nós… Assim vai o Palmeiras enfrentar o Fluminense. Com a ‘cabeça tranquila’, ‘cheios de alegria e confiança’, com todo o “suporte” recebido por parte da diretoria, com “união”, “amizade” e “paz” “sem intrigas” e “sem trapaças”… Bom seria se fosse assim, né?

Eu vou estar no Canindé. Vou estar debaixo dessa chuva toda, cantando como nunca e apoiando o Palmeiras como sempre! Minha razão diz para eu jogar a toalha, não acreditar… Mas, meu coração, independente, rebelde, louco por esse time, não obedece a razão e acredita! Sempre! Além disso, Valdivia está de volta!

Que Deus nos ajude! E que ELE inspire o Mago e seus companheiros! AMÉM!


Já perdi a conta de quantas vezes o Palmeiras teve chances de se aproximar dos líderes do campeonato e vacilou; de quantas vezes, por sua própria inoperância, jogou fora uma boa chance de vencer.

Ontem, foi para matar o torcedor de desgosto…

Jogamos melhor a partida toda, tivemos domínio do jogo e, por medo de atacar, quando em vantagem, e por inoperância no lance que decidiria a partida, perdemos dois preciosos pontos.

Felipão alega que o elenco é limitado. Eu concordo, faltam jogadores ao elenco. Mas o nosso presidente, torcedor do Chelsea que é, preocupado apenas em economizar, parece não estar nem aí para ganhar títulos. Mas já fala em reeleição…  Neste ponto Felipão tem razão, mas acho que nosso técnico se esquece que nesse limitado elenco,  muitas das pedras, das quais dizem que ele tira leite, foram bancadas por ele mesmo. Acho também que o cérebro de muitos jogadores nossos também é limitado. As táticas do nosso treinador também me parecem ser limitadas. Suas escolhas são limitadas. Nos desfizemos de Lincoln, mas seguramos Tinga; despachamos Pierre (que teve nota 7 atuando pelo Galo) e seguramos Rivaldo, João Vítor; não demos chances a W.Paulista e ficamos com Dinei… Não temos jogadas ensaiadas (eu não as reconheço), a não ser nas bolas paradas. E elas são tão iguais que raramente funcionam…

O Palmeiras abriu o placar com um belo gol de Fernandão, que a arbitragem anulou. Confesso que na hora não vi nadinha errado no lance e xinguei um bocado. Embora não jogássemos mal, a coisa não fluía, alguns jogadores não se achavam… Íamos bem até chegar na área adversária, ali a coisa complicava. Difícil para alguns jogadores nossos perceberem que, de azul, era o time adversário que jogava. Quantos passes errados, quantas tentativas de se chegar ao gol de Rafael, destruídas pela falta de raciocínio… O jogo feio, com poucos lances criados, não tinha emoção alguma, mas continuávamos confiantes, achando que nem que fosse por uma bola parada, sairíamos com a vitória. Pobre coração torcedor…

Eu seria injusta se não dissesse que Cicinho joga muito! Que se estivesse jogando num time daqueles que a imprensinha puxa o saco,  já estaria até na seleção; que o acho o melhor lateral direito do futebol brasileiro.  Se não dissesse que Henrique também é muito bom jogador; que Fernandão, que ainda está “chegando”, se entrosando, me agrada bastante.

Mas o Palmeiras, não criava quase nada – Continuo sem saber porquê Felipão não arrisca dar uma chance para Patrick Vieira. – Vivemos o primeiro tempo, de alguns pequenos momentos de entusiasmo. Um drible aqui, um toque mais bonitinho ali, um cruzamento mais perigoso acolá, um “quase”, não muito “quase”… E levamos um baita susto também, quando Anselmo Ramon, recebeu de Montillo, se antecipou à zaga e bateu. Juro que achei que foi San Genaro quem fez alguma coisa para aquela bola não entrar…

Veio a segunda etapa e o Palmeiras me pareceu ter voltado mais decidido. Assunção arriscou de longe, o goleiro rebateu; minutos depois, a bola sobrou para Luan, na área, chutar pro gol. Ela tocou num jogador do Cruzeiro e foi na rede pelo lado de fora. Aos 14′, cabeçada linda, cheia de estilo de Fernandão, que o goleiro espalmou. O time se acertava. A torcida, pequena, começava a se inflamar.

Aos 17′, Felipão trocou o sumido Patrik, pelo sempre “desaparecido” Tinga. O Palmeiras estava embalado em busca do seu gol. A torcida cantava, tentava empurrar. Parece que a gente pressente quando um gol está chegando. E ele veio! Depois de belo passe de Fernandão, Luan chutou, o goleiro espalmou e a bola sobrou, de novo, para Luan chutar forte e abrir o marcador. Festa nas arquibancadas. “Agora vai”, pensávamos todos nós.

Não demorou nadinha e Felipão tirou Fernandão (diria depois que ele pediu para sair) para a entrada de Ricardo Bueno. Não gostei nem um pouco. Quase sem criação, a não ser pelas belas jogadas de Cicinho na direita, o time vivia de bolas alçadas na área e, justo o alto Fernandão, é quem saía de campo, para entrar um baixinho? Tirasse então o Vinícius!

Mas o Palmeiras continuava buscando. Assunção quase fez de falta… Nós já contávamos com a vitória e sabíamos que alguns de nossos rivais perdiam seus jogos. Naquela tarde ensolarada, uma vitória serviria de bálsamo para o coração palestrino, tão machucado depois da derrota da partida anterior. Mas…

Nesse filme que assistimos há um bom tempo, sempre tem um mas… Felipão tirou o atacante Vinícius e colocou o volante João Vítor. (Mais tarde ele diria que Vinícius ‘não tinha mais pernas’. Estranho que um rapaz com 18/19 anos não tenha pernas para jogar 90 minutos). Fiquei me perguntando, qual a utilidade de se trocar um atacante por mais um volante quando temos uma vantagem tão magrinha? Qual o benefício de fazer com o que o time, que manda no jogo, perca ofensividade, facilitando a vida do adversário? Sei que lhe faltam peças, mas será que Felipão não se dá conta que é melhor perder uma partida, com um pouco de ousadia, tentando ganhá-la a qualquer custo, do que apenas fazer o meio termo e ficar no meio termo quanto às pretensões no campeonato? Que até os nossos jogadores parecem pensar pequeno e se conformam diante de resultados que deveriam ser inadmissíveis?

Eu quero, pelo menos, poder sonhar com títulos… Mas não porque sou uma sonhadora incorrigível; quero sonhos fundamentados em possibilidades reais.

E, no jogo, menos ofensivos, tendo convertido uma vez dentre inúmeras chances, deixamos que o Cruzeiro aproveitasse uma das poucas oportunidades que teve. Aos 40′, Montillo, após o vacilo de dois marcadores, empatou a partida. Que frustrante! Os torcedores olhavam uns para os outros sem entender como o time que jogou mais, deixava a vitória escapar…

Quando tudo parecia perdido, quando muitos torcedores já saíam do Pacaembu, João Vítor foi derrubado na área e o juiz apontou a marca da cal. Nós que sempre reclamamos a não marcação de muitos dos pênaltis que sofremos, comemorávamos felizes. Assunção seria o batedor. Eu achei bom. Afinal, se ele é quem tem mais habilidade para cobrar as faltas, não teria dificuldades em guardar de pênalti, sem barreira, só ele e o goleiro.

Mas que nada… Assunção que está no time pela habilidade com as bolas paradas, simplesmente desperdiçou a chance. Percebeu o goleiro pulando antes e bateu no meio. Rafael defendeu sem querer. Nunca mais vou me esquecer da fisionomia dos torcedores; daquele “não acredito no que vi” estampado nos olhos de cada um… Senti pena deles; senti pena de mim mesma, por ter que digerir mais uma frustração e não me conformei com o que vi, ou melhor, não vi…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=JAEdptO3feU[/youtube]

Ao descer as escadas, em direção à saída, eu tinha uma certeza, o Palmeiras não faz por merecer estar onde nós gostaríamos que ele estivesse…

Mas, como diz o ditado, enquanto há vida, há esperança… Muitos pontos estão em disputa e, teoricamente estamos há 2 vitórias e um empate do líder. Podemos consertar o que está errado. Teremos a volta do Mago (tomara que não seja grave a sua lesão), Thiago Heleno melhora bem da amigdalite, Kleber talvez jogue na próxima, Maikon Leite se recupera…

Muita água ainda vai passar embaixo dessa ponte, e queira Deus ela seja verde esmeralda…

FORÇA, PALMEIRAS! Não adianta pedir para o torcedor acreditar. Ele acredita até mesmo quando não têm motivos! Quem tem que acreditar são os que entram em campo!

Que aniversário, esse, do Palmeiras…

Comemoramos 97 anos em grande estilo. Na noite do dia 26, teve uma festa linda no CT do Palmeiras, para comemorar a existência do nosso clube tão amado. Tive o privilégio de estar lá, de poder me emocionar quando ouvi tocar o nosso hino, de poder cantar parabéns e, ao lado de amigos queridos, tomar um champanhe e comer uma fatia do bolo mais lindo que eu já vi. Também, com aquelas cores e o distintivo tão amado, nenhum outro poderia ser mais bonito. Vejam só se não tenho razão…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=lFl4NUX7fdQ[/youtube]

Mas, justamente na semana do aniversário, teríamos uma pedreira pela frente. Clássico diante do freguês, líder do campeonato, amiguinho do trambiqueiro lá da CBF e, como efeito colateral dessa “amizade, amiguinho dos juízes também. Jogar contra o time dos gambás, nunca é problema mas, jogar contra os inventores, em parceria com a prefeitura de SP, do roubo travestido de incentivo fiscal, inventores da lavanderia invisível (a justiça e a CBF, simplesmente não a viram e nem a veem), parentes muito próximos da Família Oliveira, não ia ser fácil.

A rivalidade, que já é imensa, tomou proporções gigantescas depois de uma atitude idiota da maior torcida do adversário. Apareceram com uma antiga ficha de inscrição de Kleber como associado deles. Claro que a nossa torcida nem ligou. Claro que a nossa torcida não aceitou a “pilha” que tinha como objetivo tumultuar as coisas para o clássico. Se até Pokémons podem evoluir, por que Kleber não poderia?  E, claro que esse medo, tão revelado nessa atitude dos gambás, serviu ainda mais de motivação para o Palmeiras, e deixou o nosso ambiente mais alegre e divertido. Mas que burrice desses caras! Logo eles, que até outro dia tinham por ídolo um gordo e fervoroso torcedor do Flamengo.

Mas, é como diz o ditado, não se cutuca uma onça, ou melhor, um porco, com a vara curta… E a vara dos gambás, dentro das quatro linhas ficou curtinha, curtinha…

Jogo lá em Presidente Prudente, um calor infernal, que logo nos primeiros minutos da partida já deixava os jogadores bastante extenuados. Felipão, inteligentemente, mandara o Palmeiras à campo vestindo o uniforme branco, o que obrigaria os gambás a jogarem de preto. Não ia ser nada refrescante para os nossos fregueses.

Maikon Leite sentira uma contusão e estava fora, Cicinho, suspenso, também estava; Felipão, que tinha sido julgado e pegara duas partidas de gancho, assistiria o jogo de uma cabine. Em seu lugar, estaria o pé quente do Murtosa. E sabem que eu acho que o que fora, intencionalmente engendrado para nos prejudicar, acabou sendo uma ajuda inestimável? Lá de cima, Felipão viu o jogo muito bem e, com Murtosa, acertou o time direitinho quando precisamos.

O Palmeiras nem quis saber do calorão e foi prá cima dos gambás, desfalcados de Paulo Cesar Oliveira. Aos 8′, Patrik avançou e cruzou na cabeça de Kleber. Faltou pouco para ele guardar… Cinco minutos depois, Kleber avançou na área e chutou cruzado. Júlio César conseguiu mandar para escanteio. Só dava Palmeiras. Mas, aos 17, Emerson tentou cruzar, Henrique não conseguiu interceptar, acabou tirando Marcos da jogada e a bola entrou. Que saco!!

Meu coração, insistentemente, me avisava que o Palmeiras jamais perdera para os gambás com Valdivia em campo… E esse mesmo Valdivia, que dava uns passes lindos para seus companheiros, era caçado por Chicão… Kleber também sofria muitas faltas. Liedson tentava provocar Thiago Heleno. Mas nada dava certo… Os palestrinos estavam espertos às provocações. Chico, Luan, Valdivia, Kleber, Henrique, Thiago Heleno, Gabriel… marrentos, encaravam as discussões e os adversários.

Luan, apesar do sol escaldante, corria como nunca e jogava muito bem. Os gambás não conseguiam pará-lo. Imaginem se tivéssemos Cicinho também? Só Patrik destoava da disposição dos demais. E, ainda no primeiro tempo, aos 32′, Murtosa o trocou pelo estreante Fernandão. A alteração já surtiu efeito. Aos 34, Assunção cobrou escanteio. Fernandão e Henrique subiram, tentando cabecear; o goleiro Julio César se atrapalhou, fez uma defesa no vácuo, e Luan, sozinho, pegou a sobra e encheu o pé, estufando as redes. Que gol lindo! Os jogadores se abraçavam em campo, Felipão pulava lá nas cabines e a Que Canta e Vibra explodia na bancada. Que alegria eu senti! Que petardo do Luan! Mais tarde, o goleiro gambá, diria que Kleber o atrapalhou por estar à sua frente. Esse Kleber não tem mesmo fair play, hein gente? Tadinho do moço… Ninguém contou prá ele que os atacantes adversários vão prá área quando seus times estão no ataque? Me lembrou até um certo ‘goleiro de hóquei’…

E antes que acabasse o primeiro tempo, Luan, que estava inspirado, tentaria marcar mais duas vezes. Numa delas, depois do Mago tê-lo “achado”lá na frente, o goleiro defendeu o chute. Achei que, no segundo pau, Kleber e Fernandão poderiam ter concluído melhor, se ele tivesse passado. Mas a vontade de ganhar, quando é muita, faz dessas coisas…

Veio a segunda etapa, a sombra também veio para uma parte do gramado, e o Palmeiras veio prá cima dos gambás! Tínhamos 7′ de jogo quando Assunção lançou por cima da zaga para Fernandão. Ele, com uma categoria desgraçada, avançou pelo meio de dois marcadores, matou no peito, olhou onde estava o goleiro, e tocou sem chance de defesa. UM GOLAAAAAAAAAAAÇO MARAVILHOSO! Sei não… não é qualquer um que faz um gol daquele… com aquela calma e categoria…

Ao Palmeiras coube começar a administrar a virada, mas sem deixar de atacar. Com a vantagem, minha adrenalina ia à milhão. O time que já lutava muito desde o primeiro minuto, agora lutava mais ainda. Que orgulho eu sentia em ver meu time guerreiro, com aquela baita raça, brigando, apanhando, desarmando, batendo boca, “mordendo” o adversário… Mais do que os gols em si, a maneira como o time estava conquistando a vitória me deixava orgulhosa! O jogo não acontecia só onde a bola estava… Valdivia e Kleber que o digam! Isso é futebol!

O Palmeiras fazia um jogo digno de ser o presente de aniversário ao clube e à torcida. E se era presente, faltava o laço para embelezar o embrulho… O Mago, respondendo à todas as provocações, respondendo à vez em que, lesionado, foi motivo de chacota no treino dos gambás, meteu um chute no vácuo, enlouqueceu os palestrinos e matou de raiva a gambazada… “Tchicón” que o diga!  A torcida, feliz, gritava o nome de Valdivia!!

O árbitro Luiz Flávio, embora não tenha atuado à altura do seu irmão e ídolo alvinegro, Paulo César Oliveira, também não fez feio à linhagem. Deixou de expulsar Chicão, por uma cotovelada no Mago (imaginem se fosse Kleber a dar cotovelada em alguém? Seria enforcado pelo tribunal inquisidor); deixou de dar vermelho para Emerson, por todos os coices desferidos (já pensou se fosse o Mago a dar o carrinho criminoso que Emerson deu em Luan?). Os gambás tentavam com o “Milk” Sheik, mas os chutes eram sempre fraquinhos. Murtosa sacou Assunção para a entrada de João Vítor. Logo depois, o Mago deu um passe mágico para Luan (o grande nome da partida) invadir a área e chutar cruzado. Passou raspando…

Levamos um susto aos 43′, num chute de Liedson que Marcos bloqueou com uma defesa sensacional. Chicão, descontrolado, ainda tentava provocar o Mago no finalzinho da partida. E acabou por desferir um tapa na cara de Valdivia. (QUERO VER O QUE FARÁ, NESTE CASO, O STJD, QUE LEVOU KLEBER A JULGAMENTO, NUMA OUTRA OPORTUNIDADE, POR ACHAR FALTA DE FAIR PLAY ELE TER CONTINUADO UMA JOGADA EM QUE A BOLA ERA DE POSSE DO PALMEIRAS (Cotovelada e tapa na cara é  agressão, né promotor?). Juiz e bandeirinha fizeram que não viram a agressão, o jogo foi até os 50′, mas nada de diferente aconteceu… O PALMEIRAS VENCEU O DERBY!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ETLqJEtNcfU[/youtube]

Aos gambás sobrou o chororô habitual. E eles choraram mais pelas coisas que o Valdivia fez em campo do que pelos gols tomados e pela derrota sofrida. Aos programinhas esportivos coube a mesma ladainha de todas as vezes… Valdivia merece apanhar (eles mudam até as regras do futebol para justificar as asneiras que vomitam aos microfones) por ter feito o seu lance genial. Alguns “profissionais”de imprensa se incomodam tanto quando o Mago dá o chute no vácuo,  mas quando o Neymar conseguiu dar um igual, acharam o máximo. Que gente hipócrita!

Mas já estamos acostumados a isso, Valdivia também está. E lá se vão 97 anos de freguesia e, agora, Tite deve estar calculando a jogabilidade e freguesabilidade para entender o que aconteceu… hahahah…  Muchas Gracias, SCCP (Small Club Cliente Preferencial), nem Felipão motivaria melhor o meu time.

E… Parabéns, Palmeiras!!! Vocês foram bárbaros e merecem aplausos!

Eu não considero bom qualquer empate fora de casa, como é de praxe as pessoas afirmarem. Não mesmo! Principalmente, num campeonato de pontos corridos, depois de já termos empatado em casa, e num jogo em que jogamos melhor e não saímos com a vitória porque não soubemos enfiar e bola no gol, porque tivemos (Felipão teve) medo de ganhar, E PORQUE O JUIZ NOS ROUBOU!

Tá certo que a gente até esperava que o juiz metesse a mão. Já é rotineiro na vida dos palmeirenses. Nem por isso vamos aceitar! Na partida anterior, diante do Bahia, sofremos o empate com um gol prá lá de impedido. Sofremos pênaltis, não marcados, diante do Flamengo, Coritiba. Mesmo com todas as nossas deficiências e ineficiência de ataque, contabilize os pontos perdidos atráves do apito e veja em que posição estaríamos, MESMO PERDENDO GOLS DE BACIADA! Mas reclamar com quem? Para os jogadores e técnicos, dependendo da camisa que vestem, tem punição de todo jeito. Mas para os árbitros…

E  contra os bambis, não foi diferente…

Jogo no Morumbi, ingressos mais caros para os palestrinos, poucos lugares à disposição (para nós, só 3600), e não é que, para quem assistiu na TV, parecia que estávamos em maioria? Público total de 16.813 pagantes. Os bambis, que já quiseram nos roubar o estádio e agora,  querem nos roubar também o posto de terceira maior torcida do Brasil, não conseguiram colocar nem 14 mil “modinhas” no estádio. Mas conseguiram colocar uma bomba, de fabricação caseira, que jogaram nos torcedores palestrinos. Detalhe: os palmeirenses, estiveram acompanhados o tempo todo pelo promotor. Imaginem se a bomba fosse “verde”? O que aconteceria com a nossa torcida? Quero ver o que farão agora… A imprensinha já quase faz de conta que nem soube do ocorrido.

Em campo, estávamos sem Valdivia, sem Thiago Heleno e Gerley, suspensos por cartões amarelos e guardadinhos para o Derby. Maikon Leite estava no banco – não entendo isso, viu Felipão?  Ele é bom jogador e, se está em má fase, só vai sair dela jogando! Gostei do esquema de quatro jogadores no meio. Chico e Márcio Araújo, Assunção e Patrik. Pena que quem resolveu armar o jogo, na maioria das vezes, foi o Márcio Araújo.  E ele não fez uma boa partida e, no decorrer do jogo, o que tínhamos eram 3 volantes reforçando a marcação e apenas um atacante, Kleber, lá na frente. Por isso, João Filipe, sem ter quem marcar, sobrava na defesa bambi.

Mas o fato é que o Palmeiras dominou as ações, botou pressão nos bambis e teve muitas oportunidades. M.Araújo subia pela direita e Luan pela esquerda. Mas o goleiro de hóquei resolveu ter uma boa tarde. Pegou um chute perigoso de Luan, depois de um belo passe de Assunção. E teve muita sorte quando o mesmo Luan, ao tentar chutar pro gol, deu um chute no vácuo nele mesmo; na sequência, meio caído, achou a bola outra vez e tentou de bicicleta. Seria um golaço, mas o goleiro, que na primeira tentativa de chute, estava caído dentro do gol, já tinha conseguido voltar e defendeu.

Em alguns momentos, o Palmeiras deixava os bambis, que adiantaram a marcação, crescerem no jogo, Dagoberto se mostrava perigoso.  Marcos fez uma defesa de Marcos, num perigoso chute de Fernandinho. O jogo estava muito mais para o Palmeiras mas, num erro de passe lá atrás, os bambis vieram prá cima, Rivaldo (esqueceram que ele saber fazer o que fez) recebeu da intermediária, e achou Dagoberto lá na frente. Leandro Amaro dormiu na frente do atacante são paulino, Marcos saiu errado, Dagoberto tocou por cima e guardou. Um vacilo e tanto nosso. Um preço muito caro para se pagar pela desatenção..

Veio o segundo tempo e o Palmeiras voltou com Maikon Leite no lugar de Márcio Araújo. (Eu só não conseguia entender porque Felipão, que tinha levado o Patrick Vieira, não o colocava no time no lugar do outro Patrik.) Nossas oportunidades surgiam. Kleber, agora com um companheiro no ataque, desceu pela esquerda, fez boa jogada e cruzou; Patrik meteu de cabeça, mas o goleiro defendeu. O gol palestrino começava a amadurecer. Minutos depois, Kleber, muito marcado, sofreu falta; Assunção cobrou e meteu na área, Henrique, de costas, cabeceou pro gol e igualou os números da partida! Aleluia! Se os atacantes não guardam, o zagueiro vai lá e confere! Gol lindo de Henrique! Não deu tempo nem de a “Borboleta” bater as asas…

Mas, sem conseguirmos marcar nossos gols, o jogo foi caminhando para o empate, como resultado final. Últimos minutinhos de jogo e Kleber foi derrubado na área por Piris… O JUIZ, CLEBER WELINGTON ABADE, NÃO DEU NADA e, aos 47′, terminou a partida! Na conta de quem fica o prejuízo que o Palmeiras levou ao ser garfado em dois pontos?

Foi pênalti indiscutível em Kleber (igual àquele que Ronaldo sofreu ano passado e que a imprensinha toda afirmou ser pênalti claro), que o juiz fez questão de não ver. Costumo dizer que jogar mal,  faz parte do repertório de todos os times, o que não faz é o juiz mudar o resultado de uma partida, por conta própria. De uns anos prá cá, os ‘deuses’ onipotentes do apito, graças à impunidade, estão cada vez mais sem vergonha e caras de pau! Quero que o meu time tenha o direito de vencer, se tiver oportunidade, mesmo quando não está sendo eficiente, mesmo quando tem dificuldades em guardar nas redes. Eu sei que poderíamos ter saído com a vitória, mesmo sendo garfados, se tivéssemos sido mais decisivos, se Felipão tivesse sido mais ousado… Mas não pode ser o juiz quem vai determinar se o Palmeiras merece ou não vencer. Mas são eles que, há muito, têm determinado a nossa sorte em vários campeonatos.

Você pensa que estou “puxando a brasa para o meu lado”? Já não somos só nós, os palestrinos, que achamos isso. Existe um site, o Placar Real, que traz estatíticas a esse respeito:

MUDANÇA ENTRE OS SEIS PRIMEIROS

CLASSIFICAÇÃO REAL            TABELA COM OS “ERROS”
1. Corinthians – 37 pontos       1. Corinthians – 37 pontos
2. Flamengo – 35 pontos         2. Palmeiras – 35 pontos
3. São Paulo – 34 pontos         3. Vasco – 33 pontos
4. Vasco – 34 pontos              4. Flamengo – 32 pontos
5. Botafogo – 31 pontos          5. São Paulo – 32 pontos
6. Palmeiras – 29 pontos          6. Botafogo – 31 pontos

São seis pontos (e olha lá) que nos garfaram na mão grande! E sabemos muito bem disso! Eu tenho comigo algumas lembranças de favorecimentos aos gambás que parecem não ter sido computadas. Mas o que me interessa é o Palmeiras e, nessa farra do apito, nos tiraram 4 posições na tabela!

OS MAIS “AJUDADOS” (segundo o site Placar Real)

INTERNACIONAL: dois pontos a mais e quatro posições acima
SANTOS: dois pontos a mais e três posições acima
FLAMENGO: três pontos a mais e duas posições acima
SÃO PAULO: dois pontos a mais e duas posições acima

OS MAIS “PREJUDICADOS”

PALMEIRAS: menos seis pontos e quatro posições abaixo
ATLÉTICO-MG: menos cinco pontos e três posições abaixo
FLUMINENSE: menos dois pontos e duas posições abaixo
CORITIBA: menos dois pontos e duas posições abaixo

Vejam só quem é o mais prejudicado…  Assim, a torcida perde a paciência com jogadores e técnico, perde a vontade de ir aos jogos… Assim, é desmotivante para quem vai a campo e luta uma barbaridade. Sim, porque, com algumas poucas partidas como exceções, o time do Palmeiras tem lutado um bocado em campo. Assim é sempre mais difícil, não é mesmo? Assim, o prejuízo acaba acontecendo também em outras esferas e se torna muito maior.

E como se não soubéssemos que há uma verdadeira máfia atuando neste brasileiro, de Ricardo Teixeira apoiado por Andrés Sanchez, sabem quem é que vai apitar o jogo contra os gambás? Luiz Flávio de  Oliveira, irmão de PCO, da família “Metralha Oliveira”! SORTEIO? SORTEIO A PQP!!! E Tirone e Frizzo, dirigentes omissos, covardes, assim como aceitaram PCO nas semi do Paulistão, agora se escondem e aceitam esse outro vagabundo. Mais um para operar o Palmeiras e fazer o servicinho incluído no Bolsa “Istádio”.

E a torcida gosta mesmo é de  bater em jogadores…