Nem ia escrever sobre o jogo diante do Grêmio, mas não tive como não o fazer. Além de ser a estreia da camisa comemorativa do Santo, primeiro jogo do Henrique (que foi muito bem) em “casa”, não saía da minha cabeça a conversa e o entusiasmo do Gílson, um torcedor, portador de necessidades especiais, que acompanhei da estação Tietê até o Canindé. Enquanto íamos conversando, eu ficava pensando qual seria a razão de uma pessoa que não pode enxergar querer ir ao estádio… Saiu do trabalho lá na Freguesia do Ó, e veio “ver”, com os olhos do coração, o Palmeiras jogar. Enquanto íamos conversando, o Gílson ia me falando sobre todas as coisas que pode fazer, sobre a limitação estar apenas em nossas cabeças, e eu ia entendendo os motivos e confirmando algo em que sempre acreditei: a vontade do homem é soberana!

Imagino que a  emoção dele foi tão grande quanto a minha, quando Marcos entrou em campo. Sei que ele o viu, todo de branco, como um santo de verdade, com os olhos da alma… Aposto que gritou o nome dele também… Sei que você vai me ‘ouvir’ aqui, Gilson (combinamos isso), e quero que saiba que foi um prazer conhecê-lo. Pena que nosso time não correspondeu, pena que, se você se aborrecer, por não ter ouvido a torcida gritar gol, será taxado de torcedor limão…

Mas a verdade é que já tá ficando chato… Quantos pontos mais vamos perder de bobeira? Quando o jogo é fora, mesmo que tenha sido mais favorável ao Palmeiras, fingimos que nos contentamos com um mísero empate por não termos jogado em casa. Quando não fazemos a lição de casa, colocamos a culpa em algum jogador ou nos juízes (que andam mesmo afanando o Palmeiras) e fica tudo certo. HELOOO, FELIPÃO! Estamos disputando um campeonato de pontos corridos. Quem fizer mais, leva! Será que dá para deixar de ser teimoso enquanto temos ainda muitas rodadas pela frente? Será que dá para parar de querer converter todos os nossos jogadores em potenciais marcadores, sacrificando as suas qualidades naturais?

Que jogo feio fizemos diante do Grêmio que, é lógico, veio mais retrancado… Aos Palmeiras cabia a ousadia de, em seus domínios, agredir ao adversário. E tentamos, tramamos algumas boas jogadas, que más finalizações e passes errados, fizeram com que dessem em nada. E dá-lhe chutão! Poucos eram os jogadores que botavam a bola no chão e tentavam sair jogando. Valdivia, Henrique (!), Assunção, Kleber e M.Leite. As jogadas saíam, mas faltava alguém… Precisamos de um centroavante, prá anteontem! W.Paulista não teve oportunidade de jogar na posição. Mas Felipão cisma que Kleber (que tá jogando uma bolinha murchinha) pode fazer isso. E ele não faz, claro! Afinal, não é centroavante!

Maikon Leite se cansava de marcar e depois ficava sem perna para ir ao ataque. Valdivia, que fazia uma boa partida, quando tentava fazer a jogada, não encontrava um companheiro para passar a bola. Cansamos de vê-lo pedindo isso em campo. E ainda por cima, tomou amarelo, por ter reclamado de falta não marcada pelo juiz, enquanto ajudava na lateral… Felipão, que o elogia por estar marcando muito, se esquece que essa não é a sua função. Eu posso não entender nada de esquemas, mas tem coisa errada aí! Assunção é outro que não pode mais ficar correndo atrás de adversário.

Seria tão difícil colocar Márcio Araújo e Pierre, Assunção e Valdivia ali no meio? Mas nosso técnico nem relaciona o Guerreiro. Duro entender porque o técnico, QUE QUER O TIME GUERREIRO, não quer o jogador raçudo, que foi o melhor desarme do brasileiro por dois anos seguidos, e prefere Chico e João Vítor…

Eu sei que Felipão têm sido por demais importante nos bastidores palestrinos, que ele tem segurado uma bucha e tanto, de coisas que nem deveriam ser de sua alçada, e das quais ele cuida por amor ao Palmeiras. Sei que é uma pessoa bem intencionada, que trabalha sério, que fez Márcio Araújo jogar um bolão, que já montou times campeões com alguns cabeças de bagre, com alguns jogadores inventados, mas querer fazer igualzinho, em todas as oportunidades, é esperar demais da sorte.  Algumas decisões, mantidas por teimosia, têm nos custado alguns pontos importantes.

Não quero que ele saia do Palmeiras, nada disso, mas espero e quero que ele faça o melhor para o time, para o rendimento do futebol que apresentamos dentro das 4 linhas. Não adianta ele entrar em rota de colisão com o torcedor, que agora chama de “Limão”. Sei que muitos exageram nas críticas, mas a torcida está no seu direito de reclamar. Ela paga para assistir aos jogos, ela toma chuva, passa frio, engole sapos de montão… e ama esse time com loucura. A última boa partida nossa, com o time mordendo o adversário, foi diante do Santos, e até metade do segundo tempo. De lá prá cá, mesmo com as vitórias, a bola sofreu um bocado. É muito pouco para o Palmeiras! Queremos ver bom futebol, cáspita! Que mal há nisso?

Diante do Grêmio, do Mago para trás o time estava certo, mas achei que Cicinho e Gerley não precisariam ter ficado tão presos na marcação. Marcos fez apenas duas boas defesas. Mas lá na frente, apesar do nosso maior domínio de bola,  à exceção de um chute de Cicinho, que recebeu um belo passe do Mago e de uma falta cobrada por Assunção, o ataque não funcionava. Kleber, não conseguia se desvencilhar da marcação cerrada que sofria; Patrik “olhava os refletores”; Maikon Leite, ainda desentrosado com o Mago, não conseguia reeditar o bom futebol das primeiras partidas. O menino é bom, veloz, tem vontade, mas a torcida já coloca aspas quando o chama de craque, assim como faz com o Mago, que, diferente daqui,  no Chile joga solto pelo meio.

E eu ficava pensando no Gilson, que deu um duro danado, venceu tantas barreiras para estar ali “vendo” aquela falta de alegria da torcida e também dos jogadores em campo, e que podia apenas ouvir os “ahs”, “uhs” a cada passe errado, a cada finalização defeituosa…

Quando o juiz apitou o final da primeira etapa, estávamos confiantes na vitória. Apesar dos erros, o jogo estava mais pro Palmeiras. E foi com esse coração tranquilo, que vimos uma das cenas mais lindas que o futebol já nos proporcionou… Marcos, atravessando o campo vazio para se dirigir aos vestiários… O estádio inteiro aplaudia o goleiro pentacampeão do mundo, o nosso São Marcos de Palestra Itália; uma parte, cantava “Parabéns a Você”, outra, gritava seu nome. Os aplausos não cessavam… Lindo! De arrepiar! Eu ficava pensando em como alguém tão desprovido de vaidade, tão simples, tão de verdade, pode ter se tornado esse mito? A pergunta é a resposta. São essas qualidades, além do talento indiscutível,  que lhe dão tamanha grandeza.

Comecinho da segunda etapa e Valdivia quase marcou. O goleiro se enrolou com a bola que ele tocou no cantinho. O Grêmio batia, o juiz dava mole, o Palmeiras batia e levava cartão. Eu tinha a impressão que o gol não demoraria a sair… O Mago, caçado, participava de quase todas as boas jogadas do Verdão, entortava meio mundo, mas lá na frente faltava alguém, faltavam boas finalizações. Sobravam então, as bolas paradas de Assunção. Mas “sempre não é todo dia”, né? Elas funcionam ocasionalmente. E, como elas não funcionavam, o time vivia de chutões…

Felipão tirou M.Leite (achei que Patrik era quem deveria ter saído) e colocou Dinei. A coisa até melhorou. E ele teve a chance mais perigosa. Com uma referência na área o Palmeiras pressionava mais mas, querendo marcar de qualquer jeito, pecava nas finalizações.

E, se não pudemos gritar gol, Marcos nos ajudou a comemorar algo. Fez uma baita defesa quando Leandro tentou encobri-lo (imagina!) e o Canindé delirou. O Santo cresceu prá cima dele e interceptou a bola que subia. Foi um delírio! Felipão ainda trocou Patrik por Vinícius, mas o jogo terminou mesmo num brochante 0 x 0.

Próximo jogo é pela Sulamericana, diante do Vasco, no RJ!

CHEGA DE DAR MOLE, VERDÃO! TEM QUE TER BOLA NA REDE!

Sábado à noite, e a ‘balada’ era no Canindé… Só a CBF mesmo para marcar um jogo no sábado, às 21h00, quando não existe nenhum motivo, além do interesse da televisão, para que a partida não seja mais cedo.

Chuva fina, que molhava demais, e a torcida chegando… Nosso time bipolar, que alterna partidas muito boas, com outras em que parece que algum fio se solta e o time inteiro fica de bobeira,vinha a campo com algumas ausências importantes: Márcio Araújo e Kleber. Sem contar W.Paulista que, de última hora, disseram estar se transferindo para o Grêmio.

O Canindé, onde o Palmeiras vinha defender seu 100% de aproveitamento e a permanência no G-4, tinha um bom público. Fiquei na bancada de sempre, atrás do banco do Palmeiras. E ela estava infestada de corneteiros. Deus me livre!! Cada um cismava com um jogador. E deveriam ser “greemlins”. Porque, com a água da chuva, pareciam se multiplicar. Cada hora aparecia um diferente. Ao meu lado esquerdo, greemlin pai e greemlin filho, dois marmanjos descontrolados que não viam nenhum jogador em campo, à exceção de Valdivia. E ai dele se fosse desarmado alguma vez. Tinha um outro que gritava o tempo todo, incansavelmente: “Abre, Gerley!” e, nas vezes em que Gerley, em sua opinião, abria, ele mudava de ideia:”Não abre, Gerley!”. Pobre Gerley… e pobres de nós que éramos obrigados a ouvir xingamentos até para Márcio Araújo, que nem estava jogando.

15′ de jogo, nossos corações ainda estavam distraídos quando Dinei recebeu falta de Leonardo Silva. Assunção foi para a cobrança e fez um golaço! Nos portais alguns dizem que foi na sorte, na transmissão Muller diz que o goleiro é que falhou, por estar adiantado. UMA OVA! Seja de propósito ou intencional, foi um golaço! Semelhante ao que Ronaldinho Gaúcho fez na Inglaterra na Copa de 2002. Um cala boca àqueles poucos que vivem pedindo a saída de Assunção e que, em meio à torcida, comemoraram sem pudor algum, a beleza de gol e a vantagem do Palmeiras na partida.

Estávamos comemorando quando Luan voltou a bola para um companheiro, mas errou o passe. Os jogadores do Galo aproveitaram o vacilo de Luan e o da zaga, pega de surpresa, e Michel Bastos, girando à frente de Cicinho, empatou a partida. Que bobeada a nossa! Os “greemlins” foram à loucura!! E cada um deles xingava um jogador diferente… Luan porque errou o passe, Gerley porque não pegou o passe do Luan; Cicinho porque estava na frente do Michel Bastos, Valdivia porque olhou, Deola porque respirou… Só por Deus!

Eu me mantinha tranquila, apesar da vontade de desintegrar os greemlins pai e filho. As oportunidades iam surgindo. Numa delas, Valdivia recebeu de Luan e chutou de fora da área, o goleiro bateu roupa, mas não apareceu ninguém de verde… Maikon Leite se enroscou com o jogador do Atlético, ambos caíram, nosso garoto levantou e chutou pro gol. A bola entrou, mas o árbitro assinalou falta de Maikon Leite. Deola, por sua vez, parava as investidas do time mineiro. Numa cabeçada quase à queima-roupa, ele fez uma defesa perfeita! Digna de São Marcos, e da escola de goleiros que ele representa.

Já nem chovia mais quando o Mago “dançou” à frente de Richarlyson e quase guardou o dele. A bola desviou e, mesmo assim, passou pertinho. Os dribles e os passes de Valdivia começavam a aparecer… A magia já se deixava antever… Não tenho como ver o Mago em campo e deixar de lembrar que, em muito boa parte, foram por seus pés, que veio o único título que comemorei nos últimos 11 anos; não posso deixar de lembrar que vieram dele as comemorações mais felizes, mais divertidas, o meu peito inflado de orgulho; que foi por causa de seu empenho e talento que nossos rivais se curvaram, forçadamente, diante do Palmeiras. Algumas pessoas se esquecem; eu jamais me esquecerei…

No intervalo, Pierre, que é banco, passava em frente à torcida, e ela, com saudade, começou a gritar o seu nome. Tão bonito… Felipão fica bravo com as reclamações, mas deixar Pierre como terceira opção, perdendo até para Chico, não dá para entender.

Na segunda etapa, o Palmeiras continuava esbarrando nas finalizações. Luan, ora mandava a bola na Marginal, ora na Porky’s… Ele lutava, aparecia em quase todos os setores do campo, mas fazia cada coisa feia! Maikon Leite não repetia a atuação das suas duas primeiras partidas. Além disso, escorregava muitas vezes. Me parecia que estava precisando de “pneus de chuva”. Mas, aos 16′, Assunção (ele de novo) levantou na área, a zaga rebateu e sobrou para Luan fuzilar o goleiro do Galo. O Canindé explodiu! Que maravilha! Fiquei feliz por Luan poder se redimir com o gol. Não demorou nadinha e Felipão sacou Maikon Leite e colocou Patrik em campo, avançando Valdivia para jogar mais à frente com Dinei que, apesar não ter ido mal no jogo, parecia um clone de si mesmo. Meio robotizado, sem vibração e, às vezes, alheio ao ‘pega prá capar’ da partida.

O Galo tentava e levava perigo, o Verdão também. Valdivia chutou de fora da área e o goleiro espalmou. Aos 33′, em outra tentativa verde, a zaga tirou de chutão e a bola foi cair com Gerley que, de costas, num passe lindo, lançou Luan. Ele avançou, entrou na área e cruzou rasteiro, para trás, na direção do Mago que entrava pelo meio. Dois defensores impediram o domínio de Valdivia e a bola sobrou para Patrik, que chutou no cantinho e guardou! Que festa!

De novo, nem deu tempo de comemorar… No minuto seguinte, numa vacilada nossa, os mineiros diminuíram com um gol de cabeça de Wesley. Momentos depois, reclamando de falta cometida sobre Dinei, Felipão acabou sendo expulso pelo nosso “velho conhecido”, o assistente Roberto Braatz, que tá sempre prestando “serviço” contra o Palmeiras. O futebol ainda vai acabar morrendo com tanta viadagem…

A partir daí, as coisas ficaram tensas. Com o jogo terminando, o juiz acrescentou mais 4 minutos. Ficamos “comendo as unhas”, mas o Palmeiras defendeu, desarmou, atacou, foi na garra e na vontade de seus jogadores. Cicinho e Assunção, ambos com febre de 40 graus, Valdivia que ainda não está totalmente recuperado, a zaga, e todo o time (à exceção do apático Dinei), redobraram a garra e fizeram o Palmeiras sair do Canindé (cada vez mais ‘nosso’) com mais uma vitória, encostando um pouco mais nos líderes.

Eu saí duplamente feliz da “balada”! Pela bela vitória do meu Palmeiras e por ver o Mago, jogar os 90 minutos, como há muito eu não via. E feliz também, saiu aquele bigodudo teimoso, turrão, briguento, lindo, que a gente adora, e que assistiu aos minutos finais pela janelinha do vestiário…

PODE COMEMORAR, FELIPÃO! O NOSSO PALMEIRAS GANHOU!

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“O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”  (Shakespeare)

O clima era quase o de uma guerra. Palmeiras e Flamengo, graças às atitudes pouco éticas de Patrícia Amorim, nunca estiveram tão rivais. O time rubro negro, que jurou ter contratado Felipão 99,9%, enquanto esse assinava com o Palmeiras; que ia contratar Valdivia (que nunca quis ir prá lá); que levou Ronaldinho Gaúcho (graças a Deus) quando o Palmeiras estava perto de trazê-lo, agora tinha tentado contratar Kleber. E causou um baita rebuliço no clube e nas estruturas de amor que mantinham a relação Kleber x Torcida. Por esse motivo as duas últimas semanas tinham sido de decepção para muitos e de apreensão para todos.

E a grande incógnita era se Kleber entraria em campo. Ele estava concentrado e relacionado, mas no dia anterior à partida, o Flamengo acenara com mais uma proposta. Não sei se é verdade, mas dizem que Tirone foi até o CT levá-la ao jogador. Caso isso tenha mesmo ocorrido, vou continuar acreditando que a nossa diretoria está louca para vender os caros jogadores do elenco. E, cá entre nós, no dia de hoje em que os “arautos da ética e far play” vomitam sandices na imprensa, é lícito que um clube faça uma proposta para um jogador de um outro clube, que será o seu próximo adversário,  e às vésperas da partida?

O Pacaembu estava praticamente lotado! 35 mil torcedores compareceram à “guerra”. O Flamengo estava recheado de desafetos palestrinos (R.Gaúcho, David ex gambá, David zagueiro, T. Neves, Luxa, Felipe, Mortícia Amorim) A Que Canta e Vibra fazia a festa, quando a escalação do Palmeiras começou a ser dada pelo auto-falante. Tinha chegado a hora de sabermos qual teria sido a escolha de Kleber… Todo mundo parou para prestar atenção. Enquanto uns tinham certeza de que ele estaria ali, outros duvidavam. Os nomes eram ditos uma a um… Marcos… Maikon Leite e… KLEBER! Ainda que uma boa parte da torcida esteja desapontada com ele, o Pacaembu comemorou muito! Kleber, finalmente, fizera a sua escolha!

O Palmeiras começou o jogo com bastante atitude. Ronaldinho Gaúcho (que graças a Deus preferiu o Flamengo) não teve vida fácil na partida. Cicinho, o melhor lateral direito do campeonato brasileiro, infernizou o ex-melhor do mundo que estava muito mais preocupado em fazer firulas do que jogar. O rubro-negro carioca muito pouco fazia em campo e vivia apenas de contra ataques. Mas, embora o Palmeiras dominasse a partida e chegasse algumas vezes ao gol do time carioca, não conseguia oportunidades reais de gol, exceção feita à uma bela jogada de Maikon Leite que Luan, quase embaixo de trave, deixou escapar; à uma cobrança de falta de Thiago Heleno que raspou a trave e tocou a rede pelo lado de fora; e ao pênalti sofrido por Kleber, que Leandro Pedro Vuaden, o árbitro, deixou de marcar. Jogo difícil, um clássico do futebol brasileiro, o time com dificuldades para criar, aí o juiz deixa de apontar uma penalidade…

E ele também deixou de dar cartão amarelo para Ronaldinho quando, com a jogada já paralisada, ele esqueceu o fair play e tentou encobrir o pentacampeão Marcos. Mas o Santo, claro, fez uma baita defesa, como a dizer: AQUI NÃO, MEU FILHO! E tivesse tomado esse amarelo, teria sido expulso depois, quando tomou, o que deveria ter sido, seu segundo cartão amarelo.

Eu achei que o Palmeiras respeitou o Flamengo muito mais do que ele mereceu. Pelo futebol apresentado pelo time de Luxemburgo, não era necessário que o Palmeiras rifasse tanto a bola. Tinha que colocar no chão e trabalhar a jogada. O Verdão tinha força, determinação, vontade, estava atento na marcação, nossos jogadores, brilhantemente, desarmavam quase todas as jogadas do Flamengo, mas faltava um cérebro. Faltava alguém para pensar o jogo e armar a equipe. Com Patrik não criávamos nada. E o “cérebro”, aflito, atento, acompanhava o jogo feio, de muita marcação. Eu não vi, me contaram, que o nosso Mago assistia à partida da cabine.

Na segunda etapa, o jogo ficou chato, monótono. O Palmeiras perdeu um pouco da posse de bola e o Flamengo até tentou vir prá cima. Ainda bem que Ronaldinho tentava as suas firulas sem sucesso, e também era desarmado com muita facilidade, na maioria das vezes. Do outro lado, A “Daiane dos Santos Gigante” que o Flamengo tem no gol, se pudesse faria um duplo twist carpado até em bola atrasada por seus companheiros. Patético…

Felipão tentou mudar o time. Tirou Patrik, que nada fez, para colocar Tinga que nada faz. E embora Kleber, que foi o Gladiador que esperávamos (marcou, correu, trombou, buscou…), e Maikon Leite parecessem entrosados, Felipão, resolveu tirar o garoto, o melhor atacante em campo e colocar Dinei. Juro que não entendi. Tirasse então o Luan! Já não tinha entendido ele ter levado o Chico e deixado o Pierre e saí do jogo sem entender porque ele não levara W.Paulista.

O jogo, que se arrastava monótono, à exceção das arquibancadas que não paravam de cantar, estava quase para terminar quando, num momento em que a bola estava parada entre um jogador do Palmeiras e outro do Flamengo, porque um atleta carioca estava no chão (por que não colocaram a bola prá fora?) Kleber, saiu com a bola dominada, correu em direção ao gol e chutou. A bola não entrou, mas os jogadores do Flamengo partiram prá cima de Kleber e tivemos momentos de confusão. Os ânimos foram acalmados, parte da torcida gritou o nome de Kleber e o jogo terminou do jeito que começou… num brochante 0 x 0. Confesso que esperava mais dessa partida.

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Mas após o apito final e, durante todo o dia de hoje, não se falou em outra coisa: FAIR PLAY. No fair-play que teria faltado a Kleber, e que a maioria dos flamenguistas e dos “pais” da ética e da boa conduta já nomearam falta de caráter. No Brasil todo mundo acha que fair play é só um time colocar a bola prá fora, de novo, quando o seu adversário já o fez anteriormente, para que um jogador machucado seja atendido. E a ideia de bom caráter anda um tanto quanto equivocada.

Vejamos:

O Código de Ética Esportiva, elaborado pelo Conselho da Europa (1996), ressalta que o fair play está além de um simples comportamento: O fair play significa muito mais do que o simples respeito às regras; cobre as noções de amizade, de respeito pelo outro, e de espírito esportivo, representa um modo de pensar, e não simplesmente um comportamento. O conceito abrange a problemática da luta contra batota, a arte de usar a astúcia dentro do respeito às regras, o doping, a violência (tanto física quanto verbal), a desigualdade de oportunidades, a comercialização excessiva e a corrupção.

Partindo daí, quem é que pode atirar a primeira pedra? Como é que um time que tem o “exemplo de ética” Luxemburgo, no comando, vem falar de ética e caráter? Como é que o clube que envia proposta para jogador de outro clube, na véspera de enfrentá-lo, tem coragem de falar em ética? Luxemburgo, Patrícia Amorim, alguns jogadores do Flamengo, e outros tantos aí, falando em ética, fair play e falta de caráter, é o mesmo que um Idi Amin Dada cobrar democracia de um Hugo Chavez. É o mesmo que o goleiro Bruno, ou o Netinho de Paula querer defender os direitos da Mulher. Podem  falar que a atitude de Kleber não foi bacana, mas é só!

Ronaldinho ter tentado encobrir Marcos e marcar um gol, quando a jogada já tinha sido parada, foi de um fair play admirável, não é mesmo? Ele quis, ou não levar vantagem de maneira idêntica à de Kleber? Felipe sair em qualquer defesa, mesmo as mais fáceis, com a perna levantada pronto a atingir o adversário, é coisa de gente de caráter, é uma atitude totalmente baseada em fair play? Kleber sofrer pênalti (pasmem! Até a Globo concordou!), o juiz não marcar, e o jogador do Flamengo pedir amarelo prá ele é fair play? Poderia escrever um livro aqui…

Mas, o supra sumo de tudo isso, é a cena em que os jogadores do Flamengo partem prá cima de Kleber… FAIR PLAY PARA INGLÊS NENHUM BOTAR DEFEITO!!

Enquanto isso, a hipocrisia, livre leve e solta, dá risada…

O campeonato Brasileiro, ‘palco’ onde se apresentam os maiores clubes do Brasil, está em andamento. Os confrontos entre esses grandes clubes levam milhares de torcedores aos estádios e dão pontos preciosos no IBOPE para as emissoras que transmitem os chamados clássicos.

Pelo que representam, pelos títulos conquistados, são 12 os times considerados os maiores do Brasil: Palmeiras, Santos, Flamengo, Corinthians, Fluminense, São Paulo, Inter, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Botafogo e Vasco (4 de São Paulo, 4 do Rio de Janeiro, 2 de Minas Gerais e 2 do Rio Grande do Sul).

E você sabia que, no histórico dos confrontos entre esses grandes clubes do Brasil, desde 1942, o Palmeiras leva a vantagem diante de 8 deles? Uma marca bastante significativa, não é verdade? Ainda mais se considerarmos que há alguns anos, as péssimas administrações do nosso clube acabaram interferindo demais dentro de campo. Ainda assim, o Palmeiras, Octocampeão Brasileiro, se mantém soberano diante de 8 dos seus 11 maiores rivais.

Contra os números, não há argumentos. Confira:

Poderia ter sido a nossa 500ª vitória em campeonatos brasileiros. Acredite amigo, o futebol já existia antes de 1971. Mas o Palmeiras perdeu para o Ceará, por 2 x 0. E todos nós vimos que não há motivos para que se dê aumento a nenhum dos nossos jogadores.
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Perder, na casa do adversário, é um resultado normal. Estamos fazendo uma boa campanha, mas não podemos achar que o time não vai perder ao longo do campeonato, não é mesmo? Só que, jogar esse futebolzinho chinfrim de hoje, é que não dá para o torcedor engolir. O Palmeiras adora ser o bom samaritano e ajudar a tirar times da zona de rebaixamento. O Ceará ainda não tinha vencido nenhuma partida em casa. E, como tem acontecido nos últimos anos, quando temos a oportunidade de encostar no líder, perdemos!! Caímos para terceiro na tabela mas, graças ao “Bonde da Barbie Sem Freio” lá no Morumbi, continuamos os mesmos 4 pontos atrás do líder.
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O Palmeiras até começou bem (era o que nós achávamos), indo prá cima do adversário. Primeiros minutos de jogo e Wellington Paulista, depois de boa jogada de Rivaldo (pasme!), mandou de cabeça, mas o goleiro fez boa defesa. Acontece que o Ceará, aos 7′, na primeira boa oportunidade que teve, abriu o placar. E com Washington (aquele, que passou por aqui. Na cobrança de escanteio, ele cabeceou entre Leandro Amaro (que mal saiu do chão) e Márcio Araújo, e mandou prá rede, sem chances para Marcos.
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Não sei se foi impressão minha, mas achei que o time sentiu o gol e sentiu também o forte calor que fazia porque, a partir daí, o que imaginávamos ser o volume de jogo do Verdão, foi diminuindo, diminuindo… Para complicar, Cicinho, que estava sendo bastante acionado, saiu machucado, dando lugar a Patrik. O Palmeiras tinha que atacar, mas era contido pela defesa do Ceará. E, sem perceber, ia abrindo espaços… e o Ceará criando chances. E começou um festival de erros. Não ganhávamos as divididas, errávamos passes de menos de dois metros, ninguém driblava o adversário e ia prá cima, ninguém criava… Não tinha como não sentir falta do Mago.
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E toda a falta do mundo fazia Danilo. Vender o zagueiro titular do time e não trazer outro de mesmo nível para o substituir, não me parece coisa de uma diretoria que pensa em conquistar alguma coisa. Na primeira bola aérea já ficamos no prejuízo. Outra ausência sentida era a de Luan que, ainda que não seja um brilhante jogador em todas as partidas, faz muita falta na marcação, sem contar que ele luta um bocado e tá sempre procurando jogo. Sem ele em campo para ajudar no lado esquerdo, a ruindade de Rivaldo nos mata de desgosto. E nada de contratarem um lateral…
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Eu tinha achado que a entrada de Chico seria proveitosa e poderia deixar Assunção com mais liberdade para organizar o jogo. Que nada! Chico fez uma partida bem ruim. Até mesmo Kleber não foi bem. Não conseguia sair da marcação dos adversários e me fez lembrar até de um antigo, e injusto, apelido que a torcida dava para Zinho. Mas não creio em nenhum “fantasma” por trás dessa partida ruim do Gladiador. Foi apenas um dia em que nada deu certo. Lincoln também teve uma atuação fraquinha, não armou nadinha, e me pareceu escondido em campo. O time, que tinha jogado um bolão contra o Avaí, parecia outro. Alguns jogadores davam a impressão de se arrastar em campo. E o torcedor fica sem entender porque a equipe faz uma bela partida numa rodada e, na seguinte, dá a impressão que nem foi pro jogo. Será que essa “bipolaridade” é para combinar com a torcida? Somos nós que, num dia, achamos o time o melhor do Brasil e, no outro, queremos mandar todo mundo embora.
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E já que em campo, o nosso futebol não aparecia, nossos jogadores pareciam desconcentrados, cansados, e Leandro Amaro não substituía Danilo à altura, os donos da casa, aos 46′, aproveitaram. Boiadeiro cruzou, Vicente escorou e Thiago Humberto bateu de primeira e guardou no canto esquerdo de Marcos.
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Na segunda etapa, Lincoln nem voltou e, em seu lugar, entrou Adriano MJ. Cheio de pose, de gola levantada, só faltou a luva brilhante… Mas futebol que é bom, ele ficou devendo. Até que no começo a mudança pareceu surtir efeito, pois ficamos mais com a bola no pé. Felipão então, colocou Vinícius em lugar do inoperante W.Paulista, mas ele também pouco conseguiu produzir. A defesa do Ceará não deixava passar nada. E, quando deixou, Chico (eu teria preferido Pierre) desperdiçou a chance da bola tocada por MJ.  Não era mesmo nosso dia. Sorte que São Marcos e a trave (que pegou 3) estavam a fim de jogo. Enquanto isso, lá no Panetone, o Carrossel da Barbie rodava bonito… E assim terminou a partida e a nossa tarde de domingo…
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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=0qPPIl9GcJE[/youtube]
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Nem vou falar do péssimo juiz, das nossas faltas que ele deixou de marcar, das que marcou para o Ceará equivocadamente. Tampouco vou falar das duas penalidades que, em minha opinião, deixou de assinalar em W.Paulista. O Palmeiras não jogou bem, vacilou pela 879.876.657.567 vez na bola aérea e, por isso, a retranca não funcionou, tomamos dois gols e não fizemos nenhum.
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E se o Palmeiras não conseguiu a sua 500ª vitória em Brasileiros, lá no Panetone, o “Barcelona”, do Tiranossauro bambi, conseguiu o seu milésimo frango. Uma marca imbatível, sem dúvida! Agradecemos a diversão, numa tarde em que teríamos só motivos para nos aborrecer.
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O campeonato é longo, meu amigo; o médico já garantiu a volta de Cicinho para a próxima partida quando, muito provavelmente, teremos a estreia de Maikon Leite; mais umas semanas e Valdivia estará de volta… SÓ FALTA A DIRETORIA CONTRATAR UM ZAGUEIRO E UM LATERAL, NÉ? E urgente, porque a coisa está complicada nessas posições, né Tirone?
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Bom e barato não funciona, nem mesmo no Cartola, tá? Fica a dica!

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“O Palmeiras merece a generosidade dos que o servem…” (Belluzzo)
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Eu poderia falar do Palmeiras que entrou em campo com Lincoln e W.Paulista, como a torcida tanto pediu…
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Poderia falar do carinho que a torcida tem por Felipão, e em como ele é aplaudido todas as vezes que faz a sua entrada no campo; em como isso já deixa nosso coração diferente a cada início de partida…
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Talvez eu devesse falar do belo futebol que o Palmeiras apresentou diante do fraco Avaí. E que, mesmo sendo um time fraco, tendo dois laterais ruins e um goleiro inexperiente, não foi a causa do belo futebol do Verdão e nem tirou o mérito e o brilho da apresentação do Palmeiras…
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Poderia falar que Luan, ontem, foi sensacional! Que, em minha opinião, ele foi o melhor jogador da partida. Que toda a luta e empenho, que ele tem apresentado em todas as partidas, foram premiadas com dois gols e lances muito bonitos. Que eu fiquei arrepiada quando o Canindé inteiro começou a gritar seu nome, em reconhecimento ao que ele fazia em campo. Que fiquei com os olhos cheios d’água quando percebi a alegria de Cicinho, vendo seu companheiro ovacionado. Poderia falar em como me pareceram desconfortáveis e negativas, aos atletas, as atitudes de uns poucos mentecaptos…
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Talvez fosse melhor que eu falasse que Cicinho joga prá caramba!! Que eu fico impressionada vendo aquele jogador, magrinho, raça pura, nos dando alegrias na lateral direita, como há muitos anos, mas muitos mesmo, a gente não tinha…
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Quem sabe eu devesse contar que o time todo  foi bem. Que Thiago Heleno é uma beleza de zagueiro; que nosso “Caramujo” joga muito; que o nosso lorde Assunção (sim, ele é um lorde), de futebol elegante, fez uma bela partida; que Lincoln correu e lutou muito, armou o jogo e saiu aplaudido quando foi substituído; que W.Paulista se movimentou muito bem; que Marcos fez defesas importantes…
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Talvez o leitor prefira que eu fale da bela performance e do golaço, maravilhoso, do nosso Gladiador… que,  equivocado e talvez mal orientado, ao final do jogo acabou dando uma declaração totalmente desnecessária…
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Talvez eu devesse falar daquele estádio que cantava sem parar, das inúmeras famílias presentes, e daquelas crianças de olhinhos brilhando com todos os lances de emoção e com os gols que o Palmeiras marcou…
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Tudo isso eu poderia ter dito ainda no primeiro tempo, até o momento em que o placar marcava 4 x 0 para o Palmeiras, quando Lincoln foi derrubado na área e o juiz assinalou o pênalti…
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O que aconteceu então, acho que eu não sei explicar. Foram alguns minutos, mas me pareceu ter sido um tempão. Começou como um pequeno rumor e foi ganhando força… “Marcos, Marcos!!”. Em poucos segundos o estádio inteiro pedia para Marcos bater o pênalti… Era eletrizante! O Santo, meio acanhado, lá do campo gesticulava que não. Ele não iria bater, e parecia irredutível. E a torcida insistia: “Marcos, Marcos, Marcos…”.
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Eu ficava pensando que, caso Marcos concordasse em bater o pênalti,  aquele seria um momento histórico, que uma página maravilhosa da história de Marcos e do Palmeiras seria escrita ali, diante dos meus olhos e de milhares de outros que, com certeza, estariam em lágrimas… Que aquele era o momento certo, porque o Palmeiras vencia por 4 x 0 e, caso Marcos não convertesse o pênalti em gol, não teria problema algum. Eu pensava que mais do que por nós mesmos, queríamos aquele momento para Marcos, nosso goleiro absurdamente amado. Queríamos uma homenagem à maravilhosa carreira que ele construiu vestindo o nosso manto. Como se fosse um presente nosso prá ele. Nós que jamais poderemos retribuir tudo o que ele nos deu e ainda nos dá…
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Não tinha como não imaginar o que seria termos um gol de Marcos ali. Imaginar o orgulho que isso traria ao torcedor; imaginar quantas camisas do goleiro seriam vendidas no dia seguinte; a exposição maravilhosa da marca Palmeiras e do nome do nosso Santo, que seria a atração dos programas esportivos, que mostrariam o seu gol à exaustão.  Um feito inédito, que seria o assunto de muito tempo nas rodas palestrinas, e em outras também; que seria manchete no resto do mundo…
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Era impossível não desejar, do fundo do meu coração que Marcos caminhasse até o gol, com o estádio a gritar seu nome, que colocasse a bola na marca da cal e que nós, juntos, marcássemos aquele gol histórico. Juntos sim, porque estaríamos ali dentro de campo com ele, de alguma forma. Seríamos milhões a cobrar o pênalti. Marcos, os milhares de palestrinos presentes e os milhões de outros espalhados pelo mundo, diante das suas TVs ou mesmo os que ouviam pelo rádio… Marcos, marcando o gol, comemorando ajoelhado tendo seus companheiros à sua volta o abraçando… O Canindé vindo abaixo, sem que se pudesse saber, naquele momento, dentre os torcedores quais  eram os adultos e quais eram as crianças. Ah, eu sonhei tantas coisas em alguns segundos; eu senti tantas coisas diferentes naqueles breves momentos…
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Os gritos de “Marcos, Marcos…” se faziam mais fortes. A torcida tentava convencer o ídolo. O Santo já hesitava…
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O Canindé estava ensurdecedor! Os jogadores pararam em campo e começaram a chamar Marcos para ir bater o pênalti. A torcida enlouquecida não parava de gritar. Acho que até os anjos no céu vieram dar uma espiada para ver o que estava acontecendo ali. Foi quando Marcos deu alguns passos à frente e nos pareceu que ele iria em direção ao gol. Um jogador, nem me lembro quem foi, veio buscá-lo. A expectativa da torcida, que não parava de gritar seu nome, era tocante. Poucas vezes na vida senti uma emoção tão forte. Senti como se tivesse um sol dentro do peito. Um calor que começou no coração e invadiu meu corpo. O estádio era energia pura! Sentia a pele toda arrepiada… Mas, Marcos, mesmo sendo puxado pelo companheiro, mesmo vendo os outros jogadores o chamando, tomou a decisão final e voltou para o gol dizendo que não iria bater.
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Confesso que fiquei frustrada, acho que ficamos todos nós… Não poderíamos perder um momento como aquele. Momento em que o livro da história estava aberto, com uma página em branco, só esperando para ser escrita…
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Caímos do sonho e voltamos ao estádio… Nosso Gladiador foi lá e marcou o quinto gol do Palmeiras, colocando números finais na goleada. Coroando com mais um gol a belíssima partida que o Palmeiras de Felipão e, por causa de Felipão, fizera. Um resultado importante, que colocava o Palmeiras na vice liderança do campeonato e trazia de volta o futebol que o torcedor gosta de ver.
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Na saída, os comentários eram todos sobre o gol que Marcos poderia ter feito, eram todos sobre aquela alegria, rara, que poderíamos ter tido.  Felipão não permitira, mas isso eu só saberia mais tarde. Marcos até teria ido para a cobrança, embalado no apelo da torcida. Ele confessaria depois que estava louquinho para ir, mas que não poderia, em sinal de respeito ao jovem, em começo de carreira, que agora defendia as traves do Avaí.
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Ainda que eu não concorde, uma vez que, em seu lugar, nenhum outro teria hesitado um segundo sequer, não posso deixar de me curvar à humildade de Marcos, à sua grandeza. Não posso deixar de sentir um orgulho do tamanho do mundo, daquele homem que está prestes a encerrar a carreira, do jeitinho que a começou: com muito talento, mas também com simplicidade, coerência, respeito aos companheiros de profissão, com generosidade e muita humildade. Carreira construída com feitos notáveis e exemplos maravilhosos! E é isso que Marcos é: EXEMPLO!
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Não é a toa que só ele é o Santo,  só ele é o goleiro Pentacampeão, só ele é querido e respeitado por torcedores de todos os clubes do Brasil. Só ele é nosso…
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BEM AVENTURADO, SÃO MARCOS DE PALESTRA ITÁLIA! OS TEUS DEVOTOS TE AMAM IMENSAMENTE!

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Fui para o jogo do Verdão, no sábado, com uma expectativa diferente. A Pró-Palmeiras, grupo do qual eu faço parte, tinha recebido um pedido: crianças de uma Ong, localizada em Francisco Morato, tinham como sonho assistir a um jogo do Verdão. Nos mobilizamos, o Palmeiras ajudou com os ingressos e, no meio da tarde, uma van foi até Francisco Morato buscar as crianças e seus acompanhantes para levá-los até o Canindé. Que alegria! Para as crianças da Ong e para as “crianças crescidas” da Pró.
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E foi com a expectativa de ver esses meninos felizes, e do meu time conquistar mais três pontos, que eu me dirigi ao Canindé. Ao chegar, com os amigos da Pró, fomos até a van que já se encontrava no estacionamento. De lá saiu um bando de crianças, com idade entre 10 a 12 anos, carinhas pintadas de verde, um pouco tímidas a princípio, mas muito felizes. Daquelas felicidades que a gente não pode e não quer esconder.
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A primeira pergunta que me fizeram: “A gente vai poder entrar com os jogadores?” Que dor no coração ter que dizer-lhes que não poderiam, porque precisariam estar uniformizadas. Dissemos então, que talvez fosse possível numa próxima oportunidade, e lá fomos nós, levar a criançada prá dentro do estádio. Com olhinhos acesos elas iam olhando tudo à sua volta e tagarelando umas com as outras. Uma delas, ao ver tanta gente na rua, exclamou: “Olha quanto palmeirense!”
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Eu tinha me separado do grupo, porque teria que entrar por um outro portão, mas soube depois que os meninos tinham encontrado a Assessor de Imprensa, ganhado capas de chuva (de uma integrante da Pró)) e escrito bilhetinhos que seriam enviados aos jogadores… Quando os reeencontrei, já estavam na bancada, embaixo da enorme bandeira de uma das organizadas,  felizes da vida. Mas resolvemos mudar de lado e nos sentarmos na bancada que fica atrás do banco de reservas.
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O frio era cortante e uma garoa fininha tinha começado a cair… O time do Atlético entrou em campo. E tome vaia! A garotada acompanhava a torcida. Felipão e Murtosa entraram primeiro. Nós aplaudíamos, gritávamos o nome do nosso técnico. E então veio o Palmeiras! Kleber, Marcos, Danilo… vestindo a  nova camisa, surgiam à nossa frente. As crianças, com olhos brilhantes de alegria, desceram correndo até a grade e foram ver os ídolos de pertinho.
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O jogo então começou. Só dava o Palmeiras, comandando as ações da partida. Mas, com o time se ressentindo de alguém para armar o jogo, para criar as jogadas, nossos lances mais perigosos saíam dos pés de Marcos Assunção, nas bolas paradas. Aos 7′, o goleiro mandou para escanteio uma bela cobrança de Assunção. A velocidade, habilidade e vontade de Cicinho eram um diferencial lá na direita. Kleber, em jogadas individuais, também tentava conduzir as coisas. Só que faltava habilidade para os nossos atacantes lá na frente, na hora da conclusão. Faltava (ainda) acertar aquele último passe…
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As chances surgiam… Aos 23′, depois de bela jogada entre Patrik e Adriano, Cicinho mandou pro gol, mas o goleiro defendeu. Em seguida, Kleber tocou para Gabriel, que foi derrubado na área. Juiz e bandeirinha fizeram de conta que não viram. Ainda não revi o lance, mas achei que foi pênalti. A torcida xingava, e a garotada também! Paulo Baier também era muito “festejado”…  (Àquela altura da partida me parecia que todos os nossos pequenos amigos, sem exceção, eram palmeirenses.) Antes que o juiz encerrasse a primeira etapa, Patrik teria uma grande chance que, cara a cara com o goleiro, chutaria para fora… E o “9” que Felipão tanto pediu, estava desperdiçado lá no banco. O meia de criação também. Vai entender…
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Veio a segunda etapa e, embora o time adversário tivesse voltado mais disposto a atacar,  o Palmeiras continuava mandando no jogo. Gabriel jogava muito bem! Tinha algo diferente em sua postura, ele parecia mais maduro, sei lá… O time dos poodles, que tinha feito muitas faltas na primeira etapa, voltou batendo do mesmo jeito e desperdiçando algumas finalizações. Numa tentativa, Marcos fez belíssima defesa. A torcida empurrava o Verdão e cantava, ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOO! Eu olhava prá trás e as crianças, segurando os sacos de pipoca que um amigo tinha providenciado, cantavam também! Teve um momento em que algumas delas desceram e foram na grade gritar o nome de Marcos. Ele se voltou e acenou fazendo sinal de positivo. Imaginem o significado desse gesto? Receber atenção do maior goleiro do mundo, um pentacampeão mundial? Tão lindo! As ‘crianças crescidas’ da Pró, sentiam o coração aquecido com aquela imagem, com a alegria daquelas crianças…
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Felipão então, resolveu chamar W. Paulista pro jogo, no lugar de Adriano que não rendia o esperado. Aí sim! Se íamos ganhar um atacante, o time adversário ia perder um jogador. Rômulo acertou o rosto de Kleber e foi, acertadamente, expulso. Felipão colocou Lincoln no lugar de Patrik. Achei que o time ficou mais acertado. O perigo que o Palmeiras levou ao gol do Atlético, durante toda a partida, me pareceu se tornar mais real. E então, nosso treinador sacou Cicinho para a entrada de Chico. Eu não entendi aquela substituição e reclamei. Tirar logo o Cicinho, que estava tão bem?
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Mas Felipão tem estrela!  E Chico também! Na sua primeira partida, diante de seu ex-clube, após cobrança de escanteio de Assunção, o volante ganhou dos zagueiros e, de cabeça, marcou o seu primeiro gol com o manto esmeraldino. Festa nas arquibancadas!! Esquecemos até do frio. Que alegria ver meu time à frente no marcardor, que maravilha poder compartilhar aquele momento com a garotada! O jogo terminaria assim, com 1 x 0 para o Palmeiras que, com 7 pontos conquistados dormiria na liderança do campeonato.
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Durante todo o tempo em que estive no Canindé, não pude deixar de pensar, e de tentar avaliar, o que significava aquela noite para a garotada… Uma coisa tão corriqueira prá nós, ir ao jogo, e tão inacessível para aquelas carinhas pintadas de verde, que mal percebiam, tamanha era a alegria, o frio glacial que fazia no Canindé. Eu só rezei muito para que aqueles meninos, que viviam uma tarde e noite diferentes, não sentissem muito frio e para que pudessem ver uma bela defesa do Santo  e um gol do Palmeiras. E ELE me atendeu!!! Eles sairiam dali com frio, mas felizes e cheios de coisas para contar…
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Ao me despedir do pessoal, beijei todos os meninos e olhei bem na carinha de cada um. Não sou capaz de expressar aqui o que vi naqueles olhinhos… Diga-se, de passagem, nos olhos dos adultos que os acompanhavam também.
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Queria poder ter sido uma mosquinha para ouvi-los falando a respeito, depois que foram embora…

Será que só eu fico muito feliz ao ver Pierre de volta? Ao ver Felipão no comando do time? Será que só eu gosto de ter craques como Valdivia e Kleber vestindo a camisa do Palmeiras? Todos queremos o Verdão com “bala na agulha” para disputar os campeonatos, não é mesmo? E é vontade de todos nós ter jogadores que, ao entrar em campo, honrem a camisa e lutem sem parar…

Já tava dando uma saudade… Final de semana sem Verdão em campo, não dá! Na verdade, não há vida sem Palmeiras! Sorte nossa que o Brasileirão/2011 vai começar. Nossa primeira batalha será em São José do Rio Preto. E se Felipão e o Guerreiro convocam, a Que Canta e Vibra atende! O PALMEIRAS VAI JOGAR, NÓS VAMOS!!!

BOA SORTE, VERDÃO! QUE A SUA JORNADA SEJA CHEIA DE LUZ!

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Quem diria, hein? Depois de termos sido alvos de chacotas e desdém de torcedores corintianos (crentes que levariam o caneco do brasileirão) e  de torcedores jornaleiristas da imprensinha, pela desclassificação na Sulamericana, para o rebaixado time do Goiás, não é que o  “Todo Poderoso” (Poderoso? Venceu o primeiro Brasileiro 80 anos depois de sua fundação e não esteve em uma final de Libertadores em um século inteirinho) SCCP Esporte Clube Cavalo Paraguaio, PERDEU O CAMPEONATO BRASILEIRO POR NÃO TER SIDO CAPAZ DE VENCER OS RESERVAS (dos reservas) DO… GOIÁS?? Em plena comemoração do Centenário e disputando o título do Brasileiro!! Uhauhauahuahuah Como diria a minha avó: “Melhor que isso, só dois disso”. hahahahah

E, por pouco, muito pouco,  o time do Cruzeiro, que jogou os gambás para a terceira colocação, não acabou ficando com o título, porque o Fluminense cansou de errar em campo e o Guarani, algumas vezes, passou muito perto de balançar as redes cariocas. Mas o time de Muricy (será que Belluzzo e Cipullo lembram dele?) ficou com o título e, aos prepotentes e pouco competentes corintianos, sobrou apenas choro, né Elias?? O falastrão jogador de time pequeno que, ao ganhar alguma projeção, não soube o que fazer com ela, cansou de provocar torcedores rivais e falar bobagens. Dizia ele que o Goiás – por ter vencido o Palmeiras – era o time B do Corinthians. A piada ficou melhor do que o esperado. Perderam o título, por não conseguir vencer os reservas de “seu time B” (ou seria C)… Só com gambás, mesmo! hahahahah

Mas eles nem podem reclamar; a arbitragem, ao longo do campeonato, lhes “deu” pontos valiosíssimos, uns 20 no total. Sem eles, onde estariam os gambás agora? (Dizem as más línguas que os gambás compraram o campeonato com cheques do Banco Panamericano e, por isso, não levaram. É caso para o Procon! kkkkkk) Mas eu também sei que o “gol” do título do Fluminense aconteceu em 2009 quando Simon anulou um tento legítimo de Obina. Não fosse a anulação desse gol, o Flu só poderia ter sido Campeão da Série B, e olha lá.

Tantas bobagens foram ditas… Questionaram o caráter de Felipão, dos jogadores do Palmeiras. Dos jogadores e técnicos de São Paulo e Vasco, ninguém falou nadinha… Sobre mala-branca, até mesmo Ronaldo falou livremente. Por que Caio Junior teve que depor na FPF e Ronaldo não tem que responder em lugar nenhum? Quai$ São O$ Motivo$ de agirem tão diferentemente com duas declarações quase idênticas? Se não é da alçada da FPP, não dá nada? Se Caio Junior disse achar normal que se premie um time para ganhar, Ronaldo não só fez o mesmo, como disse que até pagaria. A imprensa cansou de alardear que Ronaldo e Roberto Carlos – que agora, hipócrita, reclama que o Goiás correu demais –  dariam o dinheiro ao Guarani. E não deu nadinha, nadinha… Nem no STJD… Acho que Paulo Schmitt não “leu”, não “ouviu” e tampouco ficou sabendo disso lá no Planeta Marte, onde, provavelmente  se encontra. O que mais me irrita é que não tenha um puto de um repórter que vá perguntar isso a ele.

E, no dia de hoje, não tinha foto de garotinho chorando… Só tinha os programinhas esportivos achando o máximo a bola na trave de Ronaldo, ainda que tenha sido a única coisa, que o “avantajado” e cansado jogador tenha feito, durante todo o tempo em que esteve em campo. Tinham os mais renitentes, procurando a culpa no Guarani, no Palmeiras, no Goiás que correu demais… sem se dar conta que, apesar de toda a ajuda recebida ao longo do campeonato, o time de Ronaldo, Roberto Carlos, Dentinho, Willian (que pensa ser o Sócrates), Elias e Cia tropeçaram na própria incompetência!

Mas o mais divertido – e como esses gambás nos divertem – aconteceu na premiação da CBF. O sempre nada educado e muito menos elegante Andres Sanchez, com uma dor de cotovelo do tamanho da fila do Corinthians na Libertadores, ao subir ao palco para as homenagens dos 100 anos do Corinthians, pediu a palavra, e mostrou que é uma besta! Com um português sofrível,  Andres Sanchez, reles, deselegante ao extremo, ao parabenizar o atual campeão brasileiro, relembrou o episódio do descenso tricolor e a volta à série A sem passar pela Série B. Ainda que o Fluminense mereça, foi um vergonhoso e desnecessário constrangimento para a ocasião. E Andres Sanchez se esquece que em 2000 (se não estou enganada), o seu time também permaneceu na Série A, às custas de uma “providencial” mudança nas regras;  esquece que se considera Campeão Mundial sem jamais ter conquistado a América, né? Se esquece de 2005… Claro que foi vaiado e ainda teve que ouvir uns gritos de Uh-Centenada! Uh-Centenada!!!  Veja que grandessíssimo idiota!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=maog4TB0mR4[/youtube]

E agora, eles que tratem de curtir o fato de terem sido o grande Fail, o grande mico do campeonato brasileiro, com uma voltinha no Shopping que acabaram de inaugurar: O SHOPPING CENTER NADA! O único em que você faz compras “centernada” no bolso. kkkkkk

VALEU, GAMBAZADA! NUNCA VAMOS PARAR DE RIR!!!

Depois do Campeonato Brasileiro de 2005, comprado obscenamente, até o  mais iludido e ingênuo torcedor sabe que o futebol brasileiro, da “Dona” CBF, e do Sr. Ricardo Teixeira, está podre! E é um festival de mutretas, lavagem de dinheiro, subornos, o que temos acompanhado desde então. Em 2005, ao expulsar Tinga, após ele ter sofrido um pênalti, não marcado, na partida do Inter diante do Corinthians, cada um de nós podia jurar que Márcio Resende de Freitas, o árbitro, estava “comprado”, mas é óbvio que nenhum de nós podia provar. E é aí que mora o perigo…

A imprensa se omitiu, se calou; os torcedores resmungaram, resmungaram e se calaram também. Até mesmo o solitário torcedor do Inter que tentou mover uma ação contra a roubalheira que foi o campeonato Brasileiro de 2005, contra o que ficou conhecido como “A MÁFIA DO APITO”, teve que desistir quando o seu time de coração foi ameaçado pela CBF, com severas punições, caso ele levasse adiante a ação judicial.

Sveiter, o grande “articulador” das partidas jogadas novamente, foi afastado e sumiu dos noticiários; Edilson Pereira de carvalho, o árbitro que na época, numa estratégia cirurgicamente estudada, serviu como  “motivo” para que partidas do Corinthians fossem remarcadas,também sumiu, não foi preso e acabou esquecido; Márcio Resende de Freitas se aposentou, foi trabalhar numa afiliada da Globo em Minas e nada mais aconteceu…

Apenas o reluzente relógio de ouro, que dizem ter sido dado pela MSI a Ricardo Teixeira ,como “presente de Natal”, carregaria algum vestígio de sujeira…

E vieram outros campeonatos, e com eles outros absurdos, outros resultados feitos no apito. O Brasil inteiro viu a maneira com que Carlos Eugênio Simon  livrou o Fluminense ,”de João Havelange”, do rebaixamento em 2009, e tirou do Palmeiras a liderança e a chance de ser campeão brasileiro. O Brasil também já tinha visto o campeão no apito de 2008, com juízes comprados com ingressos de show e acompanha agora a sujeira do Brasileirão/2010, acompanhou o que fez Sandro Meira Ricci com o time do Cruzeiro em prol do Corinthians… Tem algo muito errado no futebol… Os homens do apito estão cada vez mais ousados e descarados; a imprensa cada vez mais omissa e dissimulada, apenas um comentariozinho aqui, outro ali…  Os roubos das arbitragens, por mais escandalosos que sejam, sempre vão encontrar alguém  da imprensa que os legitimem. Nos programinhas esportivos de qualidade e credibilidade duvidosas, esses verdadeiros assaltos de que são vítimas alguns clubes, são chamados de falhas, erros, paranóia de torcedor… mas é trapaça, (im) pura e simples! E cada vez mais escancarada! Os dedos dos torcedores apontam para a CBF, de Ricardo Teixeira mas, nenhum repórter investiga, nenhum deles vai atrás e, no país onde “se favorecer, seja de que maneira for”, é a expressão de ordem, os “espertalhões” vão ganhando cada vez mais espaço. Nunca antes na história desse país se viu tanta sujeira saindo pelo ralo e sendo negada por uns, ignorada por outros. Até mesmo a Globo, que tanto incomodava o presidente da CBF, nesta última década mudou completamente de postura. Por que será?

Mas como a sujeira do nosso futebol é apenas um dos tentáculos da corrupção do futebol mundial, eis que ela começa a sair dos ‘bueiros’ lá na Suíça, em denúncias contra os presidentes da FIFA, Joseph Blatter, e da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira (olha ele aí). Entre acusações de lavagem de dinheiro e pagamentos de propinas milionárias para altos funcionários da entidade, Blatter e sua corja de seguidores são comparados à máfia por um jornalista investigativo, o inglês Andrew Jennings, que há décadas investiga a corrupção da FIFA e do COI (Comitê Olímpico Internacional).

Segundo Jennings, (que jamais foi processado, por basear as suas informações em documentos) apenas na década de  90 a FIFA pagou aproximadamente 100 milhões de dólares em propinas via ISL – aquela mesma  empresa responsável por parcerias pra lá de suspeitas com clubes brasileiros (Flamengo e Grêmio), que “cheiravam” a lavagem de dinheiro, no final dos anos 90.  Um sistema de fraudes iniciadas na gestão de João Havelange,  com pagamento de propinas de 1 milhão de francos suíços. Na relação de depósitos feitos pela ISL, ainda há um para a Renford Investment Ltd., sociedade controlada por João Havelange e Ricardo Teixeira.

A ISL faliu e sumiu. E, “coincidentemente”, no mesmo prédio onde existiu a ISL, nos mesmos escritórios, surgiu uma nova empresa, a INFRONT, que num passe de mágica, conseguiu a venda de 30% a 50% dos direitos para a TV da Copa do Mundo da África. E sabem quem é o seu presidente? Ninguém menos que Phillipe Blatter, o sobrinho do “tio” Blatter…

A gente nunca ficaria sabendo disso na TV aberta, não é mesmo? Por que será que os programas esportivos que adoram procurar  “atas de patrocínio”, salários atrasados, não se interessam por assuntos que tragam na mesma frase “corrupção”, “Ricardo Teixeira” , “futebol brasileiro e mundial”??

O jornalista inglês é quem conta coisas prá lá de interessantes… Difícil é não fazermos um paralelo com o que acontece por aqui. Para quem não pode ver a entrevista de Andrew Jennings, para o programa  “Bola da Vez” da ESPN/Brasil, aqui estão os 8 vídeos, da longa e esclarecedora entrevista:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=amyDy81Yt8g[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ZdQy2ZoW6nQ&feature=related[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=pPhU3qUdJQM&feature=related[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=DakULauq788&feature=related[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=YIf6pKF8DAg&feature=related[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=YqR5HLWCI-4&feature=related[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=kKPPcRYosm8&feature=related[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ccaJyxelH4c&feature=related[/youtube]

Claro que os envolvidos negam e apenas isso. Mas ao que parece, nós torcedores, não somos tão paranóicos quanto dizem, não é  mesmo?