“Quem não sabia que quando eles começassem a patinar no campeonato a juizada iria entrar em ação para ajudar ?  Essa bola estava sendo cantada faz tempo.” – Confucio

Lembra do Jô, aquele mesmo, que elogiou o jogador do SPFW por ter tido fair play num clássico contra o ‘Lava-jato’, e depois pegou carona nisso para se promover? Sim, esse mesmo, o ‘poço de honestidade’, “rei do fair play”, “defensor do jogo limpo”, o ditador de regras sobre comportamento dos jogadores. O mesmo que, arrotando virtudes e, transpirando uma moralidade que não possui, criticou jogadores do Palmeiras por induzirem o árbitro ao erro? O que pediu honestidade aos jogadores do Palmeiras e de outros times?

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Então… esse jogador ‘corretíssimo’, “poço de honestidade”, “arauto da moralização no futebol”, que quer mudança no esporte, mudança que, segundo ele, tem que vir do comportamento dos jogadores… esse indivíduo, que diz que “tem que prevalecer a honestidade”, porque “árbitros irão errar menos quando jogadores forem mais honestos“, que  diz que jogadores servem de exemplo para as crianças… que só falta dar palestra sobre o assunto… esse mesmo sujeito, que pegou carona – para se promover – na atitude honesta de Rodrigo Caio  (se tinha alguém, que poderia falar em honestidade era o Rodrigo Caio) não é capaz de ter a honestidade que cobra dos outros quando é a vez dele ser honesto… Que coisa, não?

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O poço de “honestidade” cava pênaltis, ou seja, induz o árbitro ao erro… faz gol impedido… e nada da tal honestidade da qual tanto fala…  Para o Jô, ao que parece, jogo limpo é uma beleza, mas só para jogadores e times adversários.

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E, na rodada desse domingo, o Jô teve mais uma oportunidade de provar que “a honestidade deve prevalecer”,  que “é errado induzir o árbitro ao erro”… teve mais uma oportunidade de mostrar que “o futebol precisa de mudanças, e que elas precisam vir através do comportamento dos jogadores”… teve uma grande oportunidade de ser um bom exemplo para as crianças…

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E o que ele fez? Mostrou o seu lado B para o Brasil todo, mostrou que ele a tal da Dona Honestidade nem se conhecem, que fair-play  bom é só o dos adversários, que jogo limpo só é legal quando ele se favorece com isso, e que ter culhão pra dizer a verdade é coisa de homens e não para moleques… Na hora de ter que admitir que faz o que critica nos outros, ele, hipócrita até não querer mais,  põe Deus e os filhos no meio, mas continua faltando com a verdade, com a tal honestidade…

Fez um gol com o braço, e o juiz validou. Um gol com o braço do jogador e com a mãozinha do juiz…

E o jogador jura que “não sabe se foi com o braço”, diz que “não sentiu”… Mente mais, Jô, porque tá pouco.

Eu só condeno o Jô pela hipocrisia, por tentar parecer mais ético e mais honesto do que os demais, mesmo sendo muuuito menos. Os jogadores sempre tentam fazer os gols do jeito que dá e  cabe à arbitragem assinalar as infrações, ela está lá pra isso, e o árbitro conta com a ajuda de vários auxiliares.  Mas acontece que os árbitros raramente marcam contra o time do Jô (isso é de praxe), e ele sabe muito bem disso (o auxiliar de linha de fundo, podemos ver na imagem, está ali, pertinho, olhando o lance. Mas, quando pressionado pelos vascaínos, disse que não viu nada. Então… Muito difícil acreditar que ele não tenha visto, e por que, vendo, ele diria que não viu? (Será que vai ter punição do STJD para o jogador? E onde estão as punições para o auxiliar “ceguinho” e para o árbitro? Quando interessa aos piratas dos bastidores, a punição sai no mesmo dia. As arbitragens andam servindo a outros interesses).

E pra acentuar a vergonha de posar de honestão e não ser nada disso,  vieram as declarações pós jogo do Jô…

“Só Deus pode julgar”… Oi??

“Se o juiz deu o gol, não foi de mão”. Maoeeee! Nessa, ele se afundou… Sendo assim, usando a mesma régua torta do Jô… se no derby o juiz tinha expulsado o Gabriel, então não foi outro que fez a falta. Não é mesmo?

“Se eu tocar o braço na bola, vou dizer para o juiz que toquei, porque tenho que dar exemplo para os meus filhos”

Para o mundo, que eu quero descer! É esse o sujeito que clama por  honestidade e jogo limpo?  Foi por causa das declarações desse sujeito contra adversários que esses mesmos adversários foram tão questionados a respeito de caráter?

Que vergonha esse Jô… tão crescidinho e ainda não aprendeu a ser grande, a ser homem.

Pelo visto, apareceu a segunda “alma viva mais honesta deste mundo”. Ela só perde para aquela outra, “a mais honesta de todas” que, por “coincidência”, é da família ‘lava-jato’ também.

A vergonha é sua, a vergonha é nossa, é de quem quiser, quem vier…♫

Estamos às vésperas da Copa do Mundo, às vésperas de vermos serem usados os caríssimos estádios que foram construídos com o nosso dinheiro, sem que tivéssemos sido consultados a respeito do uso que fariam dele, e tampouco permitido que o que pagamos em impostos deixasse de ser usado em nosso favor, para ser usado em favor da Fifa e de mais “meia dúzia” de espertalhões (o dinheiro público nunca é usado em favor do povo, com Copa ou sem ela).

E não bastasse usarem o dinheiro público nessa sandice “lulesca” de querer mostrar ao mundo um Brasil que não existe (o mundo acabou vendo o verdadeiro Brasil antes mesmo do Mundial começar), de se fazer uma Copa do Mundo num país de população tão carente, onde não há escolas suficientes e decentes, nem ensino de qualidade; onde uma boa quantidade de cidades do país não tem nem mesmo saneamento básico; num país onde há mulheres que dão à luz nas calçadas, em frente à maternidades, porque essas se recusam a atendê-las; onde centenas de pacientes são atendidos no chão dos hospitais; onde o respeito ao cidadão e ao ser humano desaparece a cada dia…

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… não bastasse usarem tão irresponsavelmente o nosso dinheiro, os valores dos estádios construídos para a Copa do Mundo foram ‘ultrasupermegahiperfaturados’. No popular: fizeram a maior farra com a nossa grana.

E nesse último domingo, tivemos a oportunidade de ver mais um ‘momento ostentação com o dinheiro alheio’ do governo brasileiro (a população continua miserável),  a inauguração oficial da ‘ultramegasuperhiperfaturada’ arena construída em Itaquera, que, por não ter um nome, tem uma tonelada de apelidos: Itaquerão, Esmolão, Entulhão, Roubalhão, Impressora… E já que ‘a primeira impressão é a que fica’, ficamos com a impressão de que jogaram mesmo o nosso dinheiro no lixo.

E como os palmeirenses também pagaram a doação desse estádio (vão ficar nos devendo essa, hein ‘itakeras’?), e como o Allianz Parque – a arena do Palmeiras -, não custou um centavo aos cofres públicos, e não recebeu nenhum tipo de isenção fiscal da prefeitura de SP, ao contrário do Itaquerão, e porque, mesmo sendo muito mais funcional moderna e espetacular, a arena palestrina,  tenha custado 500 milhões – menos do que a metade do que foi desperdiçado de dinheiro público em Itaquera-, me sinto bastante à vontade para falar sobre o tal estádio aqui.

No domingo,  a TV mostrou Corinthians 0 x 1 Figueirense, e pudemos ver o “sucesso” que foi a inauguração oficial de um dos estádios, padrão Fifa, que o governo nos ‘obrigou’ a pagar (alguns jornais nos mostrariam detalhes depois).

Foi tudo padrão “PHIPHA” … torcedores tomando chuva, até mesmo na área VIP (na parte nobre da arena, os torcedores precisaram usar capas de chuva),  goteiras em alguns outros setores, ingressos vendidos para setores que ainda não estão acabados, vidros que faltam em algumas áreas, e que só serão colocados depois da Copa, som ruim, ponto cego, fotógrafo que teve equipamentos furtados dentro da sala de imprensa (e ninguém sabe, ninguém viu quem foi),  74 cadeiras quebradas – 55 delas no setor da torcida organizada -, falta de iluminação no entorno do estádio (o jornal francês L’Équipe publicaria que os torcedores saíram do estádio iluminando as ruas, totalmente escuras, com a lanterna do celular), ambulantes vendendo camisas piratas, com varais improvisados e pendurados dentro da área do estádio (!?!?); centenas de torcedores sem ingresso, que ultrapassaram a área dos portões para “assistir” pelo vão dos prédios; serviços de telecomunicações deficientes, que foram criticados até mesmo na mídia internacional (periódicos esportivos na França apontaram que era impossível fazer ligações dentro do estádio. Os celulares não funcionavam na bancada).

Além disso, dois dos quatro elevadores não estavam funcionando. Os pisos das lanchonetes ainda são de cimento aparente, os de vários corredores também, o mesmo com a estrutura de parte das arquibancadas. Caixas d’água  estão à mostra…

Houve desrespeito ao torcedor também… Cadeirantes, crianças menores de 12 anos e pessoas com mais de 60 anos, que não costumam pagar ingressos nos estádios municipais, tiveram que pagar no Itaquerão (o “dono” diria que, como o estádio é privado – PRIVADO? E CONSTRUÍDO COM DINHEIRO PÚBLICO?? -, pode cobrar por todos os ingressos). O problema é que só disponibilizaram um setor pra eles, o dos ingressos a R$ 180,00 reais (esse papo de “time do povo” é só clichê) e como não houve tempo hábil para que cadeirantes, crianças e idosos se tornassem sócios-torcedores, não puderam comprar mesmo.
http://www.elhombre.com.br/o-corinthians-esqueceu-que-ha -cadeirantes-em-sua-torcida/

E a Lei Federal 12933/13, que EXIGE meia entrada pra deficiente físico e seu acompanhante legal em eventos de locais privados, parece que foi esquecida pelos “donos” do estádio privado da Copa…

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As capas de chuva fizeram sucesso na área VIP…

Os ambulantes vendiam camisas piratas dentro do estádio…

No domingo (18), dia do jogo, o entorno do estádio estava assim…

Obras ao redor do estádio Itaquerão, em São Paulo, neste domingo (18).

E como é que um estádio, que nem mesmo terá todas as suas áreas cobertas, que não tem som de qualidade e nem segurança eficaz (um jornalista teve seu equipamento furtado lá), que tem ponto cego,  goteiras, pode custar 1,2 bi?

Como é que um estádio, cuja construção objetiva ser o palco da abertura da Copa do Mundo, não estará totalmente pronto na Copa do Mundo? Segundo a Veja, boa parte dos 89 camarotes da arena ainda não está concluída, bem como um grande setor das arquibancadas superiores do prédio oeste, que ainda está sem cadeiras instaladas. As arquibancadas provisórias, localizadas atrás de cada gol, também não foram finalizadas. O setor que elevará a capacidade do estádio de 48 mil para 67,8 mil espectadores durante a Copa será usado pela primeira vez justamente na abertura da Copa.

Se o objetivo primeiro da construção, e do uso da verba pública, era o Mundial e não a doação do estádio, como é que o clube que vai ser dono do estádio só daqui a 40 anos – depois que pagar o custo – pôde vetar a colocação de vidros nas áreas nobres, porque eles ficavam “palmeirensemente” esverdeados ao sol (e a Nike teve a cara de pau de rotular as outras torcidas e clubes de “antis”)? O que a Copa do Mundo tem com isso? Como puderam decidir que isso seja feito só depois da Copa, se a razão de se gastar tanto dinheiro do povo na construção desse estádio era unicamente… a Copa do Mundo? Se chover durante as partidas do Mundial, 30 mil torcedores ficarão encharcados lá no Esmolão.

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Um abuso, não é mesmo? E com o meu e o seu dinheiro… que foi irresponsavelmente gasto no Itaquerão, Arena São Paulo, Arena Corinthians, Arena PCO (ninguém sabe como chama), para, muito provavelmente, dar um vexame na Copa do Mundo. Desculpinha esfarrafada essa de fazer estádio para a Copa em São Paulo, né? E ficam cada vez mais claras quais eram as reais e ‘moluscas’ intenções…

Mas o responsável pelo estádio que o clube recebeu “de grátis”, diz que vai pagá-lo, diz que “prevê sete anos de bilheteria para pagar dívidas do Itaquerão”.

Você acredita que eles vão pagar? Eu não. E se formos nos basear nas contas do cidadão “pagador de dívidas”, aí é que não vamos poder acreditar mesmo.

Vejamos…

Os “proprietários” dizem que o estádio custou 750 milhões, há quem diga que custou 950 milhões, mas, na verdade, a conta já passou de 1,2 bi (são mestres em aumentar números para se valorizarem, mas, na hora de pagar dívidas, diminuem os valores quase pela metade).

Para quitar a dívida em 7 anos, como um dos responsáveis pela construção diz que fará, o clube teria que pagar mais ou menos 107 milhões por ano, para totalizar os tais 750 milhões (isso nas contas dele), ou 135,7 milhões por ano, caso o estádio tenha custado 950 milhões, ou ainda, 185,7 milhões por ano, para totalizar o custo de 1,2 bi, que parece que é o que foi gasto mesmo.

Um clube faz uma média de 4 partidas por mês em seu estádio (2 por semana, 1 fora e 1 em casa), o que daria 48 partidas em casa no ano (nas partidas em casa é que os clubes ficam com a maior parte das rendas). Vamos arredondar para 60 partidas, e façamos as contas de quanto seria necessário de renda por jogo para pagar essa dívida. Mas não nos esqueçamos que a renda bruta é uma coisa e a renda líquida é outra.

Custo do estádio 750 milhões – 107/60 = 1,783 mi por partida

Custo do estádio: 950 milhões – 135,7/60 = 2,295 mi por partida

Custo do estádio 1,2 bilhão – 171,4/60 =  2,85 mi por partida

Difícil, hein? Se na estreia do estádio, com ingressos a preços exorbitantes (a torcida reclamou um bocado dos valores cobrados) e 36 mil pagantes, a renda, bruta, foi na casa dos 3 milhões, imagine no restante do ano… No Paulistão 2014, por exemplo, a média de público corintiana foi de 14.978. muito abaixo do que seria necessário para pagar a dívida. O que nos leva a pensar que vai ser bem difícil os cofres públicos serem ressarcidos com as rendas do estádio de Itaquera, não é mesmo?

Ainda mais se levarmos em conta que o clube, que deveria pagar essa dívida, está sem dinheiro, tem dívidas fiscais no valor de 120 milhões, tem bonificações e direitos de imagem atrasados, e vai fazer um empréstimo de 70 milhões, dos quais, descontadas as taxas de juros, sobrará ao clube 53 mi (um time com problemas financeiros vai mesmo abrir mão das rendas dos jogos, durante sete anos? Me engana que eu gosto!).

O estádio, que o povo brasileiro pagou contra a sua vontade, não vai ter o seu valor ressarcido aos cofres públicos, também não vai ser entregue 100% para a Copa do Mundo, os turistas e torcedores terão que rezar pra não chover…

Parece que nessa Copa, o Esmolão só vai ser bom mesmo para os vendedores de capas de chuva, churrasquinho, camisas piratas… para os que se gabam de ter algo que foi comprado com o dinheiro alheio, e para os que se favoreceram com o superfaturamento no valor dessa construção.

Pros demais, vai sobrar aborrecimento e vergonha….

Mas o que importam esses “detalhezinhos”, não é mesmo? Afinal, a Copa do Mundo é nossa.

Depois de ter sentido na pele o que as arbitragens fizeram com o Palmeiras nos “mata-matas” do Paulistão, depois de ter visto o Bragantino arrebentar nossos jogadores – com a conivência do juiz, que não puniu ninguém – e tirar o Mago, o nosso mais talentoso jogador, da semifinal; depois de ter visto Alan Kardec ser agredido por duas vezes na semifinal contra o Ituano, e, por isso, ter saído de campo lesionado ainda no primeiro tempo, sem que seu agressor tivesse sido expulso; depois desse “enfraquecimento forçado” do Verdão, fator determinante para tirá-lo da final do campeonato, eu não poderia deixar de escrever sobre o futebol do último final de semana.

No País da Copa do Mundo, dos estádios superfaturados e não-acabados, construídos com dinheiro público; no país do Fluminense, que é rebaixado, e volta à série A na mutreta armada para rebaixar a Lusa; no país em que o torcedor (do Ituano), num programa de rádio, agradece ao seu zagueiro, por ele ter quebrado o jogador adversário (Kardec) e “ter conquistado o campeonato nesse lance”; num país como esse, o futebol não poderia ser uma maravilha mesmo. Mas o que se viu na reta de chegada de alguns estaduais, é para deixar o Cristo Redentor, no RJ, e a estátua do Borba Gato, em SP, querendo comprar passagem, só de ida, pra Argentina.

Nesse último domingo, nas finais dos campeonatos paulista e carioca, as arbitragens nos mostraram que não sabemos nada sobre o futebol e suas regras disciplinares.

Ao acompanhar as decisões do final de semana, me senti como aquelas mulheres que não manjam niente de futebol, que desconhecem a regra de impedimento, que nem desconfiam porque aquele homem de calção preto, que usa uma camisa igualzinha à do Corinthians, sopra o apito quando alguém cai naquele lugar do campo com uns retângulos pintados na grama, e que fica perto do jogador que pode por a mão na bola. Na verdade, sem conseguir associar o que via acontecer em campo ao que sabia de futebol, fiquei com a impressão que as regras todas mudaram.

NO RJ…

Partida final entre Vasco e Flamengo pelo campeonato carioca; nos últimos minutos da partida, o placar apontava 1 x 0 para o Vasco, resultado que faria o time de São Januário campeão. O Flamengo precisava do empate para ficar com o título, mas, com o relógio caminhando para a última volta do ponteiro, a situação dos rubros-negros parecia muito difícil e a fatura praticamente liquidada…

Só que, aos 45′, num ataque do Flamengo, a bola bateu na trave, Márcio Araújo (o Caramujinho) ficou com o rebote, empatou a partida, e o título do campeonato mudou de mãos.

Que sorte do Flamengo! SORTE???? Sorte de ter um árbitro, por acaso torcedor, que ‘não viu’ o lance, não é? Sorte os auxiliares também ‘não terem visto nada’ (não é o que mostram as imagens).

O Sr. Marcelo de Lima Henrique, da foto acima, validou o gol de Márcio Araújo, que só chegou na bola em condições de mandá-la pra rede, porque se beneficiou de uma posição irregular. Estava “impedidaço”! Pelo menos, eu costumava achar que esse tipo de lance era impedimento, mas já não sei mais se é, uma vez que a arbitragem, mesmo tendo visto claramente a posição do jogador, nada assinalou.

E, assim, com um “erro grosseiro”, o título foi tomado do Vasco e dado de bandeja ao Flamengo. Nessa batida, o Vasco vai ser vice “ad eternum”.

Dá uma olhada no tamanho do impedimento que os auxiliares viram muito bem:

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Num país com tantos “erros” de arbitragem, como pode a FERJ escalar um árbitro – que já cometeu outros grandes erros -, para apitar a decisão do time… dele?

E para completar a lambança, e aguçar ainda mais a desconfiança sobre esse título que caiu no colo do Flamengo, a gente volta no tempo e lê  o que a esposa, vascaína, do árbitro flamenguista, escreveu numa rede social, dias antes da partida: “Quanto ao Vice isso já é certo”… “qualquer coisa a gente comemora o campeonato como vice de novo, mesmo. kkkkkkkk”. E não é que, graças ao marido dela, ela acertou na profecia? Que coisa, não? Só eu achei estranhíssimo uma torcedora fazer piada com o que seria (mais) um possível vice campeonato (mais uma desgraça) do seu próprio time?

Que horror, não? Só por isso, para evitar qualquer problema, o árbitro da partida jamais deveria ser o marido dessa senhora, não é mesmo? É muita coincidência para ser só coincidência… Tudo tão suspeito… E valendo título… Tão fácil colocar a culpa num “erro” e pronto.

E para fechar com chave de (des)honra essa lambança (mais uma) do futebol carioca, ao final da partida, o goleiro flamenguista, Felipe, esquecendo os valores morais e o profissionalismo no vestiário,  zombou e tripudiou dos adversários e do próprio futebol, dizendo que “ganhar roubado é mais gostoso” (então, até ele confirma que foi roubado?). Nossa! Como ele é “esperto”, não? “Profissionalíssimo o cara”! Perdeu uma grande oportunidade para ficar de boca fechada.

E pensar que a Justiça Desportiva puniu Valdivia, com uma pena inédita no futebol brasileiro, por um “sorrisinho” que incomodou o promotor… Tenho quase certeza que a tal Justiça Desportiva será omissa agora. Quer apostar que não vai acontecer nada com o goleiro das “trancinhas” com as cores favoritas dos promotores? Quer apostar como não vai aparecer nenhum promotor para enquadrá-lo em nenhum artigo? Quer apostar como a imprensa toda vai publicar um monte de notícias dizendo que foi… piada?

E depois não sabem porque o público é cada vez menor nos estádios do RJ e do Brasil. O futebol brasileiro, com seus campeonatos de cartas marcadas, vai enchendo o saco de todo mundo e perdendo o brilho dia após dia.

EM SP…

E se no RJ, foi vergonhoso ver o título ser tirado do Vasco e dado ao Flamengo, graças a um “erro” de arbitragem, em SP, só não aconteceu o mesmo porque o Ituano levou a melhor nas cobranças de pênaltis e evitou que o título fosse parar nas mãos do Santos. Mas os dois times só chegaram a esse tipo de decisão, porque o árbitro da partida, Raphael Claus, deu uma mãozinha para o time da Vila, quando marcou uma penalidade em Cícero. Com o gol marcado, o Santos conseguiu tirar a vantagem do empate do Ituano e levar a decisão para a loteria dos pênaltis.

Acontece que a penalidade assinalada pelo árbitro não existiu, e, ainda que tivesse existido, na jogada que originaria o lance houve uma irregularidade. O jogador Cícero, que sofreria o tal pênalti, estava em completo impedimento  antes de  ir em direção à bola e cair/ser derrubado na área. Confira:

 Impedimento-Santos1

Mais uma partida em que a arbitragem interferiu no resultado. E o título do paulistão só não mudou de endereço de novo (já tinham mudado o seu endereço na semifinal do Pacaembu), porque o Santos foi incompetente. Afinal, o time da Vila pôde decidir em duas partidas contra o Ituano, com o estádio cheio de santistas nas duas ocasiões, com time completo, com juiz ajudando a levar a decisão para os pênaltis, lhe dando uma sobrevida e, nem assim, conseguiu superar o adversário. Mas, como disse a imprensa, isso foi zebra, foi raça do Ituano. ‘Vexame’, ‘vergonha’, ‘tropeço’, é só com o Palmeiras, que, graças ao regulamento mal-feito da FPF, jogou uma partida só com o time de Itu, foi garfado pela arbitragem e perdeu jogadores importantes, antes e durante a partida semifinal.

Como vai mal o futebol brasileiro, não é mesmo? Cada vez mais afundado em armações e situações que não enganam ninguém. Os torcedores reclamam, reclamam e nada acontece. São sempre os mesmos clubes a serem favorecidos, assim como são sempre os mesmos os prejudicados. A impressão que se tem é que os demais servem apenas de instrumento para que os favorecimentos ou desfavorecimentos possam ser colocados em prática.

Foi lamentável acompanhar o que aconteceu no RJ e em SP na semifinal e final, é revoltante saber que alguns campeonatos e finalistas possam ser decididos no apito; dá nojo imaginar que esses “erros”, que acontecem cada vez mais, possam não ser apenas “erros” …   e que tem sempre alguém da imprensa para tentar fazê-los parecer legítimos (será que as arbitragens da Copa terão esse mesmo nível?).

O futebol perde a credibilidade, o público vai perdendo o interesse e diminuindo nos estádios, o espetáculo vai ficando mais pobre de futebol-arte… Nem mesmo a seleção brasileira é unanimidade entre os torcedores do país, descontentes com as convocações mandrakes, com os amistosos caça níqueis, com os escândalos envolvendo a CBF, com o balcão de negócios que virou a seleção nacional.  Se a coisa não mudar, chegará a hora em que vai ficar ruim pra todo mundo… até mesmo para quem acha que está levando vantagem hoje.

Quem viver verá…

*”juiz ladrão” é a forma com que as torcidas se referem aos  árbitros que cometem erros grosseiros demais.

 

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No “País do Futebol” e da Copa do Mundo, as mesmas regras que valem para alguns clubes não valem pra outros… e quem decide isso é a ‘capitania hereditária’ do STJD… o discurso de seus promotores, diante de uma mesma situação muda drasticamente, dependendo do clube que vá ser prejudicado ou beneficiado.

Cansados dessa politicagem, reclamamos o ano inteiro da justiça, altamente duvidosa, que é praticada no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. E não é que o tribunal acabou fechando o ano com “chave de ouro”, ou melhor, com “tapete de ouro”? Como se não bastasse tudo de incoerente que já fez neste ano (e em todos os outros), o STJD conseguiu ressuscitar uma prática, antigamente comum, mas bastante ilícita: O TAPETÃO! Sim, “Ximit” e seus amigos trouxeram de volta ao cenário futebolístico, o “jeitinho (indecente) brasileiro”, maquiado de cumprimento de regras, de beneficiar e trazer determinados clubes de volta à série A, sem passar pela segundona.

Já vimos muitas equipes voltarem sorrateiramente pela porta dos fundos da série A. No futebol brasilis, que posa de desenvolvido, mas é administrado por mentes subdesenvolvidas (assim como acontece com o país), isso costumava ser comum. A CBF + tribunal + dirigentes safados + a ‘cartola do Mandrake’ + desculpas esfarrapadas + um monte de otários para acreditar – vergonha na cara de clubes e tribunal = times rebaixados (cariocaish, principalmente), voltando pra série A sem jogar a série B. Que o diga o FluminenC, que já caiu três vezes (1996, 2000, 2013), foi salvo em algumas outras, e que já cometeu a indignidade de estar na série C e voltar direto à série A, sem conquistar isso dentro de campo.

Porém, depois que Palmeiras e Botafogo caíram em 2002, e, sem tapetão, disputaram a série B e voltaram na bola, pareceu que as viradas de mesa não teriam mais vez. Os times rebaixados iam sim para a série B – como aconteceu também com o Corinthians em 2007.

E porque as “viradas de mesa” não aconteciam mais, muita mutreta passou a ser feita para evitar que alguns clubes fossem rebaixados. O Flamengo, por exemplo, graças às arbitragens, tem sido salvo do descenso em várias edições do campeonato; em 2009, o Fluminense (olha ele de novo), jogando contra o Palmeiras, foi salvo da degola pelo apito de Carlos Eugênio Simon, que meteu o garfo no time paulista, lhe tirou a liderança da competição – quiçá o título -, e salvou o time do Havelange, sogro de Ricardo Teixeira.

Os casos são muitos… Como o do Botafogo, em 1999,  goleado pelo São Paulo,  quefoi à Justiça Desportiva reclamar que o jogador são-paulino, Sandro Hiroshi, teria sido escalado irregularmente no jogo entre as equipes. O STJD, então, puniu o clube paulista e deu ao Botafogo os pontos, que foram suficientes para salvar o time carioca da Série B. Mas, em 2009, o atacante Jobson, do mesmo Botafogo, foi pego no anti-doping duas vezes por uso de cocaína e, apesar de ser uma situação pra lá de irregular, os pontos dessas partidas não foram tirados do time carioca e repassados aos seus adversários. ‘Legal’, não? Ficou uma impressão de: “cocaína, pode; jogador irregular, não pode”. O tribunal atua como um Papai Noel, distribuindo para alguns clubes os pontos tomados de outros Tenho que fazer um esforço muito grande para achar que é apenas clubismo…

E neste Brasileirão, que “acabou de acabar” (acabou mesmo?), a maioria dos clubes passaram o campeonato todo ‘namorando’ a zona de rebaixamento, e muitos deles foram ajudados pelas arbitragens para escapar da degola. E com tantos clubes em risco, não teve jeito de salvar todo mundo, e dois cariocas, Vasco e FluminenC, acabaram caindo. E o futebol “maracutaia’ brasileiro, que não trilha caminhos lá muito corretos (você viu o ‘truque de mágica’ do Valcke no ‘sorteio’ da Copa? Viu como foi “sorteado” o Chile?), ressuscitou o vergonhoso tapetão!!

O Vasco, rebaixado, resolveu entrar com um recurso para ganhar os pontos da partida em que fora goleado pelo Atlético-PR. Por causa do tempo excessivo de paralisação do jogo, devido a uma briga de torcedores (das duas equipes) na arquibancada, o Vasco se viu no direito de pedir a ajuda do STJD para dar um jeitinho de não cair e ganhar os pontos de uma partidas em que foi goleado! Como dizia a minha avó: Veja se no céu tem festa! Tomou 5 gols dentro de campo, perdeu na bola,  e quer entrar com recurso pra ganhar os pontos do Atlético, porque uns bandidos se pegaram de pau na bancada? Toma vergonha na cara, Dinamite!

E enquanto o Vasco tentava a ‘tapetada’, apareceu a “novidade” que todo mundo sabia que aconteceria, desde o momento em que o FluminenC caiu: pela terceira vez, o tribunal faria uma mutreta para subir o time carioca. Descobriram (armaram?) um jogador da Lusa escalado de maneira irregular num jogo diante do Grêmio, o que, segundo as regras, faria a Lusa perder 4 pontos. E, perdendo 4 pontos, ela seria rebaixada e em seu lugar quem ressuscitaria do mundo tenebroso da série B? Quem? Ele mesmo, o FluminenC!! Que coisa, não?

A Lusa alegou que não sabia que a punição era de dois jogos, e, pelo contrário, afirmou que tinha sido avisada pelo advogado Osvaldo Sestário, que a suspensão era de um jogo, que o atleta já tinha cumprido. Por isso, ele foi escalado. O advogado desmentiu os dirigentes da Lusa, e disse que tinha feito, por telefone, o comunicado sobre os dois jogos de suspensão. Mas, segundo o que disse o próprio vice-presidente do tribunal, o resultado do julgamento com a punição tem que estar documentado. Mas o resultado só foi documentado na segunda-feira.

De acordo com o artigo 43 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) em seu artigo 2º: “Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o início ou vencimento cair em sábado, domingo, feriado ou em dia em que não houver expediente normal na sede do órgão judicante”. O julgamento foi na sexta-feira e o dia seguinte era um sábado, portanto, a punição começaria na segunda-feira.

E o tal Osvaldo Sestário (advogado que a CBF remunera e colocou à disposição do time paulista) parece gostar bastante do time que quer rebaixar a Lusa, não é mesmo? Que-cara-de-pau!

Mas o tribunal faz de conta que não sabe disso e quer tirar os pontos da Portuguesa de qualquer jeito. Paulo Schmitt (aquele que tem sempre a sentença pronta, na primeira entrevista concedida, quando é o Palmeiras o envolvido), falando sobre a provável punição à Lusa, disse:

“Essas expressões passam a ideia de canetada na calada da noite. Estamos falando em julgamento, processo. A lei é para todos, e não só para Flamengo ou Portuguesa. Se a legislação não for aplicada, é um desrespeito com dezenas de clubes e jogadores que cumprem suas obrigações nos campeonatos. Se todos os jogadores que tinham suspensões para cumprir na última rodada entrassem em campo, os resultados dos jogos poderiam ser outros.”

A lei é para todos, Schmitt? Tem certeza? O tribunal a aplica mesmo? Lindo o seu discurso! Pena que seja só embromation… pra variar. Nem vou falar aqui do Nacional de Uberaba, que escalou jogador de maneira irregular e foi absolvido pelo tribunal, ganhando vaga na segunda fase do campeonato.

http://globoesporte.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2012/09/nacional-de-uberaba-e-absolvido-pelo-tjd-por-escalar-jogador-suspenso.html

JogadorIrregular-NacionalUberaba

Nem vou falar do Flamengo, que utilizou um jogador irregular no dia 27/11 e nem denunciado tinha sido, ao contrário da Lusa, que, 3 dias depois da partida, já tinha sido denunciada.

JogadorIrregular-Flamengo

http://globoesporte.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2012/09/nacional-de-uberaba-e-absolvido-pelo-tjd-por-escalar-jogador-suspenso.html

Nem vou falar do Cruzeiro, que foi mais um clube a escalar jogador irregular e não perder pontos como punição…

JogadorIrregular-Cruzeiro

Não vou falar deles porque isso é café pequeno, “Ximit”, diante de uma outra situação, uma outra declaração sua.

Você diz que, ‘a lei é para todos, e não só para Flamengo ou Portuguesa. Se a legislação não for aplicada, é um desrespeito com dezenas de clubes e jogadores que cumprem suas obrigações nos campeonatos.” 

Você vai ficar com vergonha agora, “Ximit”…  “CÊ” jura que não lembra mais desse caso aqui?

Fluminense-perder-o-titulo

“Cê” jura que nao lembra o que disse quando o Fluminense TERIA QUE PERDER OS PONTOS E, CONSEQUENTEMENTE, O CAMPEONATO DE 2010?? Ou será que você estava apostando que nós esqueceríamos disso?

Vou ajudar você a se lembrar do que disse…

“Não acredito que haja condição moral, disciplinar, até (de tirar os pontos do Fluminense). Pode ter (condição) técnica. Técnica, jurídica, com base em uma jurisprudência. Mas moralidade… rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo (a Lusa também escapou no campo assim como o Fluminense caiu no campo, promotor) , da forma como foi, agora (ao final do campeonato), abrindo um precedente… Essa decisão poderia ser em algum momento revista, mas isso seria um caos”. 

Podemos então concluir, Sr. Paulo Schmitt, que há três anos atrás, quando o Fluminense poderia perder o título, o critério técnico deveria ser ignorado em nome da moralidade? Hoje, contudo, para que o mesmo Fluminense não seja rebaixado, a moralidade é ignorar critério técnico, o que foi feito no campo?

Sem mais perguntas, meritíssimo.

Parece que alguém abriu a nossa “caixa de Pandora” e até a esperança, tá querendo escapar também.

Eu já vi o Palmeiras perder muitas vezes. Já o vi dar vexame contra times quase inexistentes (isso consta do curriculum de qualquer clube), mas confesso, nunca vi o Palmeiras dar tantos vexames em tão pouco tempo. Hoje, foi mais um tropeço duro de engolir…

No domingo passado, com transmissão de TV aberta (e nós reclamamos tanto para que transmitam nossos jogos), oportunidade que os clubes têm de poder mostrar ao grande público a sua força, o poderio do seu futebol, da sua torcida; onde os clubes têm chances de ganhar novos admiradores e, consequentemente, novos torcedores; quando se expõe a marca dos patrocinadores ao máximo; o Palmeiras, que já tinha perdido do ‘dificílimo’ Mirassol United, resolveu perder também do “poderoso” time do Guarani; aquele mesmo, que ficou em 12º lugar no campeonato da Série B… Hoje, uma semana depois, com dois jogadores a mais, conseguimos empatar com o Comercial, já rebaixado no campeonato paulista. Que vergonha! Ainda bem que a TV não mostrou.

Ah, mas “a oscilação do Palmeiras tem a ver com o desgaste das 2 competições (Copa do Brasil e Paulistão). Isso está pesando…” diria depois, César Sampaio,  que em seu tempo, de tantas conquistas palestrinas, disputava várias competições simultaneamente.

“…neste momento tanto faz ficar em 3º, 4º ou 5º”, disse Felipão. Sabíamos que não era bem assim; as colocações decidiriam os confrontos e os locais onde as partidas serão disputadas. Ele diz também que “fofocas e eleições prejudicam o Palmeiras”… é o famoso “desviar a atenção e tirar da reta”. E o que fazer nesse caso, uma vez que fofocas e eleições sempre farão parte da vida do Palmeiras e de qualquer outro clube do mundo?

Há ainda os que dizem: “O Palmeiras está bem! Classificado no Paulista e foi o único time a se classificar direto à próxima fase da Copa do Brasil”. Fico pensando o que passa na cabeça de  palmeirenses que pensam o Palmeiras de maneira tão pequena. Como disse o amigo Léo Altafini,  “nesta competição Internacional, já enfrentamos o La Coruripe, na altitude de Alagoas, em duas partidas emocionantes e extremamente desgastantes e logo em seguida o El Horizonte na baixitude do Ceará, onde, apostando em um esquema extremamente ofensivo, fomos surpreendidos com um gol mas, pelo menos conseguimos uma virada histórica, eliminando a partida de volta”…

Tem também o velho mantra: “nos últimos anos tivemos os melhores técnicos e não resolveram, portanto, o problema não é técnico”. Tivéssemos pensado assim nos 16 anos de fila, estaríamos com Rubens Minelli até hoje, e não teríamos contratado aquele Vanderlei Luxemburgo novato, excelente estrategista (era na época) que tinha acabado de ganhar um Paulistão com o Bragantino, e que nos encheu de títulos depois.

Há ainda os que jogam a bola para a torcida… ‘Quando estava ganhando a torcida não reclamava’… ‘o time estava indo tão bem e, no primeiro revés, ela joga a toalha’… O primeiro revés, ao que me consta, foi a Sulamericana 2010. Foi o vexame de estarmos ganhando em casa, chamarmos o adversário pra cima e tomarmos a virada, perdendo o jogo e a classificação. E vieram outros reveses depois…  estamos agora no Paulista 2012 e a torcida já está reconhecendo o “filme”. Culpar a torcida, que reclama, mas  que na verdade, é quem carrega o Palmeiras nas costas há muito tempo, é sacanagem!

“Ah, mas têm jogadores fazendo panelinha por ciúmes do salário de outro”, “panelinha” é a desculpa a cada campeonato que vai pro saco. Ano passado era contra o técnico… Fico aqui pensando que Felipão teria que ser muito inocente, muito tonto, para ser sacaneado assim, à cada hora por um jogador diferente. Ou então, que ele deve ser um tirano que ninguém suporta… Fico pensando como é que o torcedor não consegue raciocinar que, altos salários, existem em todos os clubes, e esses clubes estão conquistando títulos por aí…

Eu sei que temos problemas de toda ordem no Palmeiras e, como um esgoto, eles vão parar dentro de campo. Temos problemas na administração (os mais sérios), com os jogadores, que parecem não saber que aqui é Palmeiras; temos problemas no DM (que leva um século para devolver os atletas em 100% de condições), temos problemas com os serviçais dos ‘ratos’, interessados em cargos e carteirinhas, disseminadores de “informações” cirurgicamente planejadas, que, a cada novo tropeço, aparecem com novos e premeditados ‘culpados’. Eu sei que Felipão tem que enfrentar problemas extra campo, tem que aguentar o babaca do Frizzo, as fofocas, o ambiente meio hostil, a ausência de jogadores importantes, mas passou da hora dele parar com esse ‘mimimi’, com essa posição de vítima, e assumir a parte que lhe cabe nesse futebolzinho xinfrim, sem padrão algum, cheio de volantes, com bizarras improvisações, com substituições que ninguém entende,  e ser cobrado por isso. Por que não?

É como assistirmos a um concerto horrososo e culparmos apenas os músicos, esquecendo do maestro. Não dá!

Nosso time, essencialmente defensivo, tomou dois gols do Guarani, no domingo passado, em menos de 10 minutos… Nosso time, cheio de volantes, QUE MARCAM MUITO MAL, tomou gol do Horizonte; hoje, tomou dois gols do Comercial, sendo que um deles, quando o adversário tinha 9 jogadores em campo. Nosso time sobrevive há dois anos do esquema de bolas paradas, que privilegia um jogador que só sabe cobrar faltas, esquema que funciona sempre que esse jogador acerta. E como sempre não é todo dia…

Nosso time, sem padrão, desorganizado, com um esquema bagunçado, onde ninguém do meio-campo marca, os zagueiros sofrem para ganhar uma de cabeça; nosso time, com atacante dando combate na linha de passe, com armador na lateral;  nosso time, que basta o adversário ir pra cima e toma gol; nosso time, que poderia tirar muito mais proveito das peças que possui; nosso  time, que não conhece mais a grandeza que tem, que não se porta mais como grande que é…

Os que falam que os jogadores não têm comprometimento, são os mesmos que há poucas semanas, diziam que a “família estava de volta”. Dizem que o elenco é uma m….! Não é verdade! Um bom número de jogadores aí foram contratados a pedido do técnico. Mas, ainda que, no geral, por culpa da diretoria, o elenco não esteja à altura das tradições do Palmeiras, e eu sei que não está, nós temos mais time que Mirassol e Guarani, não temos? Mas, diante do Palmeiras, foram esses times os mais arrumados e organizados em campo. Também temos mais time que o rebaixado Comercial…

Será que os jogadores desses times são camarões? Será que os técnicos deles ganharam mais títulos que o nosso, têm mais experiência? Se a resposta para essas duas perguntas for “não”, aí vai uma terceira: ENTÃO, COMO É QUE ELES CONSEGUEM NOS VENCER,  E O QUE É PIOR, MERECENDO A VITÓRIA (no caso de hoje, o empate)?

Sei que hoje, entre outros erros graves da arbitragem, ao anular um gol legítimo do Palmeiras, foi o bandeira quem determinou que o resultado fosse o empate. No entanto, pelo futebol que não apresentamos, por todos os nossos erros, ficamos com um sentimento de derrota e com vergonha de reclamarmos do bandeira e do juiz.

E ver o Palmeiras sucumbindo diante de qualquer timeco, é mais grave do que parece. Apequenar o Palmeiras dentro de campo, na sua postura, na sua maneira de jogar, acabando até mesmo com o respeito que os clubes pequenos costumavam ter por ele, é muito mais nocivo do que ficar sem títulos.

Sempre gostei muito do Felipão pelo que fez em outra época. Eu o respeito pelo que conquistou aqui, em sua outra passagem e, por isso mesmo, me entristeço ao admitir que ele está ultrapassado, que ele não trouxe nadinha de novo, nada de diferente ao futebol do Palmeiras. E me espanto que, diante de tantos insucessos, ele se mantenha fazendo tudo do mesmo jeito de sempre.

Eu quero ver meu time campeão de novo, e quero muito. Torcedora romântica que sou, saudosa de tempos passados, eu até imaginei que esse título viria através de Felipão… Ainda que fosse como foi em 99, um parto, um sofrimento desgraçado, na bacia das almas, com pênaltis defendidos por Marcos e com a sorte de outras cobranças terem sido desperdiçadas pelos rivais.

E, ainda que não acredite mais que isso vá se repetir, vou esperar, vou desejar, sinceramente, que nosso técnico tenha um ‘coelho na cartola’  para a próxima fase e para as que vierem (se vierem) depois dela. Que consigamos engrenar e acertar nas partidas que faltam e conquistemos o título do Paulistão, ou o da Copa do Brasil. Impossível não é! Só não é provável…

Mas não vou ficar de mal com o meu Palmeiras! Meu amor por ele aumenta ainda mais vendo-o tão maltratado… Vou continuar indo aos jogos, comemorando as vitórias, reclamando das derrotas, brigando com o mundo pelo Verdão, e vou continuar torcendo muito, por todos os que vestirem a camisa do meu time. Vou continuar acreditando, à cada partida, que o Palmeiras vai vencer! Vou morrer de felicidade se vierem títulos, vou chorar, gritar, agradecer a Deus, pagar as promessas, esquecer os desastres, as derrotas, as broncas… tudo o que faz um coração louca e incondicionalmente apaixonado. Mas, hoje, me desculpem, estou muito triste e envergonhada por ver o Palmeiras jogando como time pequeno, com esse esquema de “salve-se quem puder e que venham as faltas”. Me dói o coração ver o meu time com essa postura. Fica faltando o “Imponente” do hino…