Simplesmente São Marcos de Palestra Itália…

Correu, bateu… DEFENDEU, MAAAAAAAARCOOOOOOS!!

E pensar que alguns hereges andaram pedindo a aposentadoria do Santo… Do maior jogador da história do Palmeiras. Que sacrilégio! Ele, que já nos deu tanto,continua a nos enlouquecer de felicidade. Que orgulho, São Marcos de Palestra Itália! Você merece, não um busto, mas uma estátua em tamanho natural, lá no Palestra, atrás do gol; cenário onde a sua luz e o seu talento brilharam para o Brasil e o mundo, e onde você fez a ponte até os corações palestrinos. E pensar que um imbecil, de mente putrefata, o chamou de podre. Ah! O tempo é o senhor da razão… Que partida maravilhosa, perfeita, Marcos fez, numa noite em que o Palmeiras jogou tão recuado. Dio Santo! Eu quase morri do coração!

Nós sabíamos que lá na Ilha de Lost seria difícil. O Sport tem um bom time e nós já tínhamos saído da partida de ida, com um gol a menos de vantagem graças ao penalti em K9, que o juiz deixara de marcar. Prá dificultar ainda mais, Luxa, medroso, colocou o time atrás e novamente deixou K9 sozinho, na frente. Coitado! Ele ainda não tem a manha de ir prá cima do marcador. Mas é bom jogador. Sei não, mas acho que essa “fase” de Keirrison, tem ligação direta com o treinador. E, por não atacar, o Palmeiras sofreu  45 minutos de uma pressão danada. Mas, quando as coisa estão complicadas, deixa com o Santo, que ele resolve. Em altíssimo estilo! Paulo Baier teve três(!) chances de marcar. Marcos fez dois milagres e na terceira, cresceu prá cima de Baier que acabou errando ao tentar tirar do goleiro. A gente já pressentia que seria uma noite especial… Era cada defesa de tirar o fôlego. Que medo! Mas tivemos também um bom momento que, não fosse Magrão espalmar, teria sido um golaço de Maurício Ramos. E a gente torcendo: “Vaaaaai, Palmeiras!!!

Eu queria um gol para que não tivéssemos que sofrer tanto, mas Luxa não colocava o time no ataque. Eu não vi o jogo (só depois), fiquei ouvindo no rádio e nunca dá para saber ao certo o que rola em campo, mas estava botando a maior fé no Diego, que anda jogando muito e, com aquele tamanho e vigor, dá uma dor de cabeça danada aos adversários. Prá variar, eu estava rezando, pedindo ajuda para que os nossos garotos pudessem jogar o que sabem, e também pedia sorte. Mas dá até vergonha pedir para ter sorte, quando se tem Marcos. Quer mais sorte do que isso? O nosso Santo careca, é uma benção, uma dádiva! Mistura de homem e anjo, Marcos faz a ligação direta do torcedor com tudo o que é divino. Há tanto tempo vemos os milagres do nosso Santo e, ainda hoje, a gente não acredita em como é que ele consegue fazê-los. Ah! Deus te abençoe, Marcos!

Veio o segundo tempo e aí é que a adrenalina “pegou”.Tava na cara que ia ser mais pedreira.. Ao Sport, só a vitória interessava. E por dois gols, senão iríamos para a famigerada cobrança de  penâltis. Que não é loteria, não! É competência! No meu íntimo eu sabia que íamos passar, mas vai explicar isso para o coração… Primeiros minutos e eu já tremia inteira, pois sabia que agora a sorte seria selada. O Palmeiras até que estava melhor, mas o Sport continuava na pressão, empurrado por sua torcida. Sem nada ver, só ouvindo, eu quase tive um “treco”. Em uma defesa espantosa de Marcos, senti o mundo rodando e escurecendo… “Agora não, Deus, por favor! Quero comemorar a  classificação do Verdão.” Um pouco d’água e muitas lágrimas, enquanto respirava fundo, fizeram com que eu me sentisse melhor. O Palmeiras não jogava bem, mas eu achei que tinha aquela “pegada” de Libertadores. Jogando mal, Luxa errando muito, mas os jogadores buscando a bendita vaga. As defesas de Marcos eram de arrepiar, literalmente.

Quando o Nelsinho fez as três substituições, tirando o Baier (que bom!), fiquei esperando Luxemburgo “matar” o jogo, colocando o Palmeiras no ataque. Mas para minha decepção, ele tirou K9 e Diego Souza(!!) para a entrade de Ortigoza e Willians. “Ah, Luxa! Você tá de sacanagem!”  Que burrice! Porra, ultimamente, Diego tem sido “o cara”. Pobre coração palestrino… gueeenta! A Nação vivendo momentos de ansiedade sem igual. Cada jogo é uma “final”. Mas é assim que o campeão vai sendo “forjado”.

E se é para o coração palestrino ser testado, que seja em grande estilo. Aos 35′, o Sport consegue o seu gol. PQP!! Vamos para os penâltis. A não ser que a gente marque um gol. VAAAAAAI, VERDÃO!!! Que nervoso! ”Deus, abençoe o Marcos.” O Palmeiras aguentando a pressão e, no finalzinho de jogo, Ciro mandou um balaço que o Santo defendeu e a bola ainda tocou na trave. Meu Deus, de que planeta veio Marcos? Ele é mais que humano, ele é divino! Seremos sempre seus devedores. Com suas magistrais defesas ele impediu que o Palmeiras fosse desclassificado nos 90 minutos. Que sorte termos Marcos. Que sorte tem Luxa, por ter alguém que o salve de suas cagadas. Eu decidi que nem ia ouvir quem ia bater, só ouviria o resultado de cada cobrança. Não aguento! Primeira cobrança e Magrão defendeu… não é possível! Marcos não jogou tanto para ser desclassificado. “VAMOS PEGAR, MARCOS!!” E ele pegou! E depois pegou mais dois e levou o Palmeiras à outra fase da Libertadores. A Nação explodiu em alegria, gritos, lágrimas, murros na mesa, rojões, abraços… E o canto, profano, ecoava para louvar  o Santo… PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, MARCOS!

VALEU, SANTO! A NAÇÃO TE AGRADECE, MAIS UMA VEZ! Agora, nós vamos correndo ouvir as suas tão divertidas e adoráveis entrevistas. E tenha certeza de que não vamos descer das nuvens de maneira alguma. Hoje, graças a você, é no céu que vamos dormir…

 

 

ENCHENDO O PEITO DO TORCEDOR DE ALEGRIA

Caros amigos, me desculpem pelo atraso dos textos, mas a Cia Telefônica continua me deixando sem Speddy. Já reclamei na Anatel e no Procon, vamos ver quais serão os próximos capítulos. Saudações Clorofiláticas!

Eu ainda morro disso… Faz quase uma hora que acabou o jogo entre Palmeiras e Colo-Colo, e eu ainda não parei de chorar. Sem internet, eu nem sabia a escalação do Verdão. No começo da transmissão fui ouvindo os nomes de Wendel, Souza (que jogaram muito!)… e fui entendendo que time Luxemburgo colocara em campo. Prefiro assim do que assistir aos programas esportivos da TV ou ler as notícias nos jornais.

Eu fico tão nervosa em jogos dessa importância, que depois nem me lembro direito das jogadas. Parece que o cérebro muda de lugar e vai lá pro lado esquerdo do peito. É só emoção.

A gente precisando ganhar de qualquer maneira e a bola não entrava. Era a trave, o goleiroou a pontaria que teimavam em nos atrapalhar. Meu coração, que rendo pular do peito, esperava em qualquer lance, o gol do Verdão. Que aflição! Mas o Palmeiras estava bem. Só faltava o bendito gol. Tá certo que o Colo-Colo também teve uns momentos em que levou perigo ao gol de Marcos, mas, assim como nós, eles também não conseguiam marcar (graças a Deus!), e tinham a sua torcida pressionando. Isso nos era muito favorável, e para ajudar ainda mais, Torres se machucou e deixou o campo.

Os nomes passavam pelos meus ouvidos, Armero, Diego, Cleiton, Souza, Pierre, Keirrison, Wendel… e eu, no radinho, só imaginando o que acontecia em campo. “Ai, meu Deus, dai sorte ao Palmeiras!” O tempo passava, e nada do gol sair… O primeiro tempo passou voando e acabou num 0×0 que o Colo-Colo tanto queria. Vamos Verdão! No segundo tempo tempo a gente marca.

Começou a segunda etapa e eu estava confiante. Vai Diego! Vai K9! Prá cima deles, Palmeiras! A torcida palestrina era pequena, mas fazia muito barulho em terras de valdívia. O jogo tava pegado. Ninguém querendo facilitar o contra ataque do outro, e o tal de Munhoz defendendo tudo. Meu coração nem sabia mais em que ritmo bater, às vezes quase parava. A aflição virou desespero quando Marcão foi expulso. Com dez, íamos precisar de mais garra e muita sorte.  “Por favor, Deus,  dai sorte ao Palmeiras.” Torcendo as mãos, eu não para de andar prá lá e prá cá. Nem consegui respirar direito.

O tempo passando… 25′, 30′… Pierre saiu machucado. Socorro! Rezei tudo o que sabia, prometi corrigir todas as minhas falhas e, sem poder conter a aflição, chorava para aliviar o coração. “Por favor, Deus, um golzinho só.” Ficava pensando nos meus amigos do SOP, da Mídia Palestrina, que deviam estar como eu… Final de jogo e o Palmeiras resolveu jogar mais.  “Nossa Senhora, nos ajude. Só um gol”. “Vai, Palmeiras!”  Saiu Diego e entrou Ortigoza. As chances apareciam e… nada! ” Deus, permita que eu tenha essa alegria, por favor!”  Eu não sabia mais o que pensar, o que fazer. Saía no quintal, olhava pro céu e pedia ao Plano Astral que os ajudasse lá no Chile. Só um golzinho…

E ele veio! Aos 42′! Mágico, milagroso, na raça, de enlouquecer o mais sisudo dos palestrinos. E não foi um golzinho, não. FOI UM GOLAAAAÇO! Um chute maravilhoso de Cleiton Xavier, quase do meio do campo. Ele se livrou do marcador e, iluminado, com a força de todos os Santos e anjos que os palestrinos do mundo todo invocaram, chutou e ficou olhando olhando a bola morrer no ângulo esquerdo de Munhoz (ou seria Muñoz?). Obrigada, meu Deus! Que alegria! Agora a gente tinha que segurar o resultado de qualquer maneira. “Põe todo mundo prá defender, Luxa!” “Boa sorte, Marcos!” “Força, Danilo, guenta aí Maurício Ramos!”. O Palmeiras que estava quase fora daq competição, ia agora se classificar, na raça! Faltavam apenas alguns minutos. “Acaba logo, juiz!” Quase meia-noite e os corações palestrinos batendo mais forte e unidos, do que nunca. 46′… 47′… 48′… ACABOOOOOOOOU!!!!!!!    CLASSIFICADOS, BARALHO!!!!

Que sensação maravilhosa! As linhas palestrinas congestionadas. Ainda bem que o meu telefone foi finalmente ligado (O Speddy, não). Todo mundo ligando pros amigos, pros pais, pros filhos… Uma vitória da raça, do empenho, do time escalado como se deve. Uma vitória com gosto de milagre, que remonta há dez anos atrás… Foi desse mesmo jeitinho, na raça, e com uma boa dose de milagres, que conquistamos a primeira e tão sonhada Libertadores. Que venha a segunda! Já sabemos direitinho como comemorar.

VALEU, CLEITON!    VALEU, PALMEIRAS! E QUE VENHA O SPORT!

 

UMA NOITE PRÁ ESQUECER…

Esse texto está sendo publicado com atraso, graças à ineficiência da Cia. Telefônica, que há mais de um mês não é capaz de fazer uma transferência de endereço da minha linha telefônica. Lamentável…

Sangrando… Foi assim que o coração palestrino foi dormir na noite de ontem. Sem sonhos, sem alegria, sem nada… Derrotas e desclassificações fazem parte do curriculum de qualquer time, mas uma derrota como a de ontem, para o Santos, eu jamais havia presenciado. Não com um técnico vencedor, que se acha o “tal”, que teve total apoio da diretoria, além de patrocínio para montar o time como bem quisesse.

Cheguei ao Palestra e fui encontrar os amigos, lá no Bar do Sílvio. Um resultado adverso nem passava pela cabeça daquelas pessoas apaixonadas e vestidas de verde, que enchia a Turiassu e seus arredores. Entramos no estádio e o Palestra estava lindo! Gente que não acabava nunca de chegar e ia deixando o cenário verde e branco, salpicado de pequenas “luzes” verde-limão  por todos os lados. Não tive como não lembrar da semifinal de 2008, contra os bambis, quando vínhamos de uma derrota também. Mas naquela noite, a garra e o talento do Mago Maravilhoso e de São Marcos, contagiaram o time, que jogou com vontade e determinação incríveis. Gustavo e Henrique anularam a ‘Imperatriz’. Simplesmente inesquecível… E foi por me lembrar dessa data que eu não contive as lágrimas quando meu time entrou em campo. Mas, quando o jogo começou, percebi que apenas Marcos, Pierre, Armero e Diego Souza tinham entrado em campo, acompanhados de uma porção de camisas do meu Glorioso Palmeiras, vestidas por criaturas sonolentas, apáticas, que pareciam disputar um Casados x Solteiros.

O técnico sabichão escalou Jumar e Evandro, num time que já tem Capixaba. Não tá querendo ganhar, né? Só que a gente nem de longe poderia imaginar o que estava por vir… A zaga dormia, Jumar também. De onde foi que Luxemburgo tirou a idéia que essa zaga atual é melhor do que a de Gustavo, Maurício Nascimento, Martinez e David? De certo foi do mesmo neurônio deteriorado (pelo seu ego) que o fez concluir que Valdívia não faria falta ao Palmeiras…

Um festival de horrores… Bastou uma marcação cerrada em Armero e o que nos sobrou foi a ala direita de Capixaba e a marcação de Evandro. Então, não tínhamos nada. E foi assim, sem que o Palmeiras “aparecesse” em campo, que o Santos abriu o placar. E o palestrino, incrédulo, via o seu time se apagar cada vez mais. Nenhuma jogada de perigo sequer o torcedor presenciava. E o que sobrava era comemorar bola roubada, pode? Uns xingavam os jogadores e o técnico, outros xingavam os que xingavam… Mas a verdade era uma só: ninguém conseguia cessar a dor de ver um time tão grande, apresentar um futebol tão pequeno. 

Segundo tempo e Luxa fez algumas alterações, que até melhoraram o Palmeiras, mas quando já fazíamos algumas jogadas melhores, o juiz marcou um penalti para o Santos. Confesso que, estando do lado oposto. eu não vi nada e achei que a falta não ocorrera.Com Marcos no gol, a gente até tinha uma esperança, mas, que nada! 2 x 0. Estava anunciada a tragédia. O Palmeiras que liderara o campeonato de ponta a ponta, ia perder a segunda consecutiva para esse time sem-vergonha do Santos, e novamente entregar de bandeja um campeonato para um adversário. E tá na cara que não será o Santos quem vai levar. Não tem time prá isso. O Palmeiras perdeu a chance de ir às finais, graças à teimosia e burrice de Luxemburgo, com seus protegidos, Capixaba, Jumar e Evandro. Ele prefere perder um campeonato a deixar jogar quem está melhor.

Ainda conseguimos um gol, num chute totalmente despretensioso de Pierre e graças a um frangaço de Fábio Costa. Aí o Palestra pegou fogo! O torcedor acreditava em uma reação. Mas, o time nervoso, juiz amarrando o jogo, ficava difícil. E foi aí que a “pequenez” do Santos aflorou de vez. Já não bastava toda a provocação que Fábio Costa fazia à tocida palestrina, sem que juiz e bandeirinhas tomassem alguma providência, e aí foi a vez de Domingos (quem é ele?)…  Provocando Diego Souza o tempo todo, e querendo seus quinze minutos de fama, ele empurrou o atleta palmeirense com as duas mãos em seu peito. Diego, deu apenas uma “encostada” e o juiz expulsou os dois. Diego ficou uma fera e foi tirar satisfações com Domingos, que se jogou no chão, simulando uma agressão que não acontecera – ainda bem que futebol é coisa de homens, hein? . Aí foi uma confusão só.  Diego queria acertar o pilantra de verdade (o Palestra inteiro queria), só que conseguiram fazer com que ele descesse as escadas dos vestiários, só que Domingos foi atrás e falou sabe-se lá o que. Foi a conta! Diego voltou ao campo.

E, como numa arena da Roma Antiga, a torcida exultava, e se sentiu vingada quando Diego deu uma rasteira e jogou o farsante no chão. Era o que ele merecia… “AU, AU, AU, O DIEGO É ANIMAL”, gritava o Palestra. Eu também gritei o nome de Diego, mas meu coração estava pequeno, humilhado, ao perceber que essa agressão tinha sido o nosso melhor momento na partida. As lágrimas caiam em profusão e não aliviava o coração em pedaços. Pobre Diego! Lutou o tempo todo em que esteve em campo e agora, o mesmo tribunal que não viu agressão no tapa que Rogério Ceni deu no rosto de Valdívia (ano passado), vai “fritar” o nosso atleta.

Uns vão dizer que Cleiton e Willians fizeram falta, outros que K9 se escondeu… Há os que culparão Capixaba, Jumar, Evandro, a defesa toda, mas prá mim, quem perdeu mais um título foi Luxemburgo e suas burradas.

Ainda bem que o próximo jogo é de Libertadores, contra a LDU, no Palestra. Uma vitória que, se não vai curar essa ferida, vai nos dar moral para buscar a classificação lá no Chile. Eu vou torcer muito, mas só a partir de amanhã. Agora, eu só quero tentar esquecer essa noite…

 

O VERDÃO SE ENCONTROU NA ILHA DE LOST

Há quase vinte dias sem telefone e internet, por conta dos péssimos serviços prestados pela Companhia Telefônica e seus atendentes, para quem apenas deseja uma transferência de linha; eis-me aqui, em uma lan house, comemorando com vocês a vitória maravilhosa do Palmeiras em Recife. Eu esperava ansiosamente por essa partida, desde o ano passado. Naquela ocasião, até uma diarréia coletiva, os nossos adversários deram um jeitinho de proporcionar aos nossos atletas, com um “inocente” lanchinho. Lembram? Então, era ponto de honra que agora fossemos até lá e mostrássemos quem é o time grande nessa história. Quem é o Campeão do Século nesse país.

Durante a tarde, eu já não aguentava mais de ansiedade e nervosismo. Um nó na garganta e um frio na barriga me atormentavam o dia todo. Estar longe dos assuntos relativos ao Palmeiras, num dia em que temos um jogo dessa importância, é um verdadeiro suplício. Até fui brigar na Telefônica e nada de transferirem a minha linha. Um joelho machucado, não tem me permitido frequentar uma lan house. Mas amanhã eu vou, mancando, porque não posso deixar passar essa ocasião. Minha alegria é imensa!!! Ganhamos, porra!!! E estamos na briga, pela Libertadores, outra vez.

Quando o jogo começou, eu achei o Palmeiras cauteloso até demais, mas as coisas foram se ajeitando, a defesa estava bem postada. Isso, sem contar a garra do nosso time. Onze guerreiros em campo e mais seis (acho eu) no banco. Eu não conseguia ver a partida direito. O coração era quem comandava a visão e todos os outros sentidos. Só conseguia torcer e xingar o juiz, que deixou barato para Paulo Baier, um carrinho desleal e depois uma agressão a Diego quando ele estava no chão. Deixou barato também para o tal Ciro, cheio de firula e achando que é estrela, quando na verdade é um ator digno de Oscar. Era só encostar no desgraçado que ele já encenava um atropelamento. Mas foi bom, porque ganhamos na bola e na raça. Eu sentia um orgulho imenso cada vez que nossos jogadores entravam rasgando para tirar uma bola, desfazer uma jogada… No verdadeiro espírito de Libertadores, o time do Palestra foi perfeito! Segurou, amarrou, defendeu e atacou quando deu e foi preciso. E, tomando conta dos espaços, mesmo sob marcação cerrada, o Palmeiras impediu que o Sport chegasse e ainda conseguiu abrir o placar. Depois da jogada esperta de Maurício, que mandou pro gol, K9 só teve o trabalho de acabar de empurrar a bola prá rede. Meu coração quase explodiu de alegria! E o primeiro tempo tempo terminou com o verdão à frente do placar e a Que Canta e Vibra fazendo a festa em plena Ilha de Lost.

Parece que quando a gente está ganhando, aí é que ficamos mais nervosos. Eu não tinha mais dedos para roer. Pensei que ia ter um infarto. Mas o Sport também ficou nervoso e, quando viu suas tentativas pararem nas defesas de Marcos (sensacional!!), e nas chuteiras de nossos defensores, ao mesmo tempo em que Diego levava perigo ao gol de Magrão, os pernambucanos se postaram mais atrás, com medo de levarem o segundo. O Palmeiras comandava mais as ações. O Sport levou perigo algumas vezes (eu rezei muuuuito), mas Marcos, o nosso Marcos de Libertadores, estava de volta. Fez uma defesa tão linda, que me fez até chorar de emoção… Maurício Ramos, Danilo, Edmílson, Capixaba, Armero, Pierre, Cleiton Xavier, Willians, Diego Souza, Keirrison… que raça desgraçada! Todo mundo fazia a sua parte, jogando o que sabia, lutando como podia e como dava. Raça, vontade e determinação pareciam ser as palavras de ordem. O juiz não me agradava. Marcava tudo quanto era encostada nos jogadores do Sport e deixava de marcar muitas coisas para o Palmeiras. Deixou até mesmo de dar alguns cartões – vermelhos, inclusive – para os pernambucanos. Ai que nervoso!

Luxa chamou Ortigoza para o lugar de Willians, e o paraguaio entrou com o mesmo espírito guerreiro do grupo. Depois, foi a vez de K9 dar lugar à Sandro Silva. Confesso que fiquei preocupada por Luxa querer segurar o jogo aos 18′ do segundo tempo. Mas tava na cara que ele apostava em Diego mais à frente, com Ortigoza, enquanto Sandro Silva daria ainda mais consistência ao meio ou á lateral, trocando com Capixaba. E Diego Souza (ou seria, SHOWZA?) estava demais!! Jogou muito! Que jogada foi aquela em que ele lançou a si mesmo e enganou até a gente? pena que o goleiro conseguiu defender. Mas ele, abusado, repetiu a dose e marcou um golaço! 2 x 0! Ah, Palmeiras… eu te amo!

O Sport sentiu a “consistência” do jogo do Verdão e o gol que selaria a partida e nos daria os tão desejados três pontos. Marcão entrou no lugar de Maurício e foi outro guerreiro em campo. Ganhamos do Sport, que o Cléber Machado não se cansava de dizer, era o time que estava há 25 partidas sem perder em seus domínios. Estamos de alma lavada e prontos para recebê-los, na partida de volta, no Caldeirão Verde de Palestra Itália… E vamos ganhar, outra vez.

A próxima batalha de nossos bravos guerreiros, será na Baixada, pelo Paulistão; contra o Santos, que não conseguiu sair do 0 x 0 diante do CSA, pela Copa do Brasil. É só ir com a mesma pegada Verdão, que estaremos na final do campeonato. Eu já vou preparar o vinho, a pizza, a pastaciutta e o coração, para receber mais essa dose estonteante de felicidade. Marcos, K9, Diego Souza e Cia, vão dar uma volta olímpica, não demora muito…

TRI CAMPEÃO DE QUÊ, BAMBI?

Nos últimos dias, uma notícia vem agitando o futebol brasileiro: Palmeiras, Santos, Botafogo, Fluminense, Cruzeiro e Bahia, pleiteiam junto à CBF -  tardiamente, diga-se de passagem – que os campeonatos da Taça Brasil, Taça de Prata e Torneio Roberto Gomes Pedrosa, sejam reconhecidos como campeonatos nacionais. E é o que eram esses torneios à época. Todos sabemos que à partir de 1971, o que mudou foi apenas o nome da competição e que os torneios que existiram até então, eram os únicos disputados em nível nacional. Nada mais justo que as conquistas sejam agora contabilizadas para os clubes vencedores. Palmeiras e Santos, com seus 8 títulos,  são octacampeões brasileiros. Botafogo, Bahia, Fluminense e Cruzeiro têm 2.

Mas, claro que o time da farsa (que já nessa época se utilizava das muletas que hoje possui) tinha que se incomodar e se utilizar do Anão de Jardim, para despejar as suas “pérolas” aos microfones da imprensa. Como sempre faz, dando palpite no que é interesse alheio e não do time do Jd. Leonor, Marco Aurélio Cunha disse o seguinte:

“O São Paulo está muito tranquilo e na dele. Cada clube tem que buscar o seu próprio interesse. A posição do São Paulo é que ninguém muda a história e que a história do Campeonato Brasileiro começa a partir de 1971”, disse o dirigente ao site Justicadesportiva.com.br, antes de dar uma declaração polêmica: “Receber títulos por e-mail mudará a vida de alguém?”, indagou.

 

E aqui fica a pergunta:

POR QUE É QUE O TIME BAMBI SE DECLARA TRI CAMPEÃO MUNDIAL? TODOS SABEMOS QUE TAL CAMPEONATO SÓ EXISTE À PARTIR DE 2000. E TUDO O QUE FOI DISPUTADO ANTERIORMENTE, NÃO É SEQUER RECONHECIDO PELA FIFA.  VOCÊS SÃO TRI CAMPEÕES DE QUÊ, MARCO AURÉLIO??? ONDE ESTÃO OS E-MAILS QUE LEGITIMAM OS SEUS TÍTULOS?  VOCÊ É MINÚSCULO, MAS A SUA CARA-DE-PAU E DESFAÇATEZ SÃO IMENSAS.

 

Melhor seria se você se livrasse da sua “amnésia oportunista” e explicasse direitinho o caso dos ingressos para o show da Madonna; o caso do gás no Palestra;  a farsa da pilha e da agressão que seu goleiro engendrou e você confirmou; a queda para a segunda divisão em 90, com mutreta para voltar em 91(imaginem se vocês voltariam dentro de campo); o título conquistado em 86, quando Aragão operou o Guarani; o campeonato de 71,  roubado do Palmeiras por Armando Marques (bambi com bambi só podia dar nisso); os seguranças contratados à Ponte Preta para agredir os árbitros em seus vestiários,  na semifinal do brasileiro de 81; a decisão de 77, quando nos bastidores vocês conseguiram a suspensão de Reinaldo, do Galo e que a agressão de Chicão que quebrou a perna do jogador mineiro nem foi assinalada pela arbitragem… haja picaretagem para um time só. Esse é o assunto da sua competência: PICARETAGEM!

 

E o torcedor palmeirense quer saber: Por que o Palmeiras não responde à altura? Por que não se baseia em fatos e responde como se deve? Chega de ser provocado e atacado por dirigentes de um time com história tão suja. Estamos esperando. Faz tempo…