E na manhã seguinte é outro dia… mas trazemos conosco os machucados e as dores do dia anterior…

Depois de tantos reveses, e em pleno domingo de Páscoa, teríamos o Água Santa (who?) pela frente, lá no Prudentão. Hora boa de vermos o nosso time diferente, de conquistarmos uma vitória, esquecermos as presepadas anteriores e ficarmos com o coração mais em paz… Santa inocência, Batman!

Sabe aquele lutador que, diante de um desconhecido e fraquíssimo adversário, leva uma porrada inesperada e baqueia? Aí, ele consegue encaixar um golpe, respira, e acha que vai pra cima, mas, na sequência, leva um cruzado, logo depois, um direto,  e vai a nocaute?

Então…

O Palmeiras começou melhor. Robinho, logo aos 2′, meteu bola na trave e o time do Palmeiras, ainda que apresentando falhas nas finalizações, no domínio de bola dentro da área, comandava as ações na partida. No entanto, aos 35′, após uma cobrança de escanteio – escanteio dado de presente, depois de um lance bisonho de Dracena, que caiu sozinho e não conseguiu interceptar a bola que sairia de campo -, e depois de um vacilão da nossa zaga (só vivemos de bola aérea e não sabemos marcar esse tipo de jogada?), tomamos um gol de cabeça. Aí, já viu… o time sentiu, ficou nervoso e a confiança amarelou… Aos 38′, Rafael Marques chutou o empate pra fora…

O empate do Palmeiras veio aos 43′, na cobrança de pênalti de Robinho, que Gustavo cometeu em Dracena. “Uffa! Foi só um susto, e agora vamos virar”, pensamos nós.

Que nada… Um minuto depois, Everaldo, (des)marcado por Lucas, desceu em velocidade, como quis, entrou na área, como quis, e meteu na rede, como quis – o pior é que o Lucas corria o máximo que podia, se esforçava – dava pra ver na TV -, mas o máximo dele não era suficiente para alcançar o adversário (a preparação física dos nossos atletas está adequada mesmo?). Uma cacetada nos parmeras esse gol.

A parte psicológica, que não sei porque não aguenta um revés, passou a ajudar o time a errar ainda mais… e o inexpressivo adversário, que era muito fraco, mas não era bobo, tratou de ir pra frente e se aproveitar disso.

O time do Palmeiras sentiu demais o segundo gol, mas a pane psicológica mesmo se daria com um erro da arbitragem… um terceiro gol do Água Santa, aos 48′, em total impedimento  e com as bençãos da desatenção da nossa zaga.

Se o time já tinha sentido o segundo gol, imagina tomar o terceiro, pouquíssimo tempo depois do segundo, e com um errão da arbitragem – se um bandeira, que tem total visão do lance, não sabe avaliar isso, faz o que em campo? Mas, nem por isso teríamos que deixar o adversário receber sem marcação alguma, né?

agua-santa-gol-impedido27-03-2016

Não fazia nenhum sentido e não tinha nenhum cabimento o Palmeiras estar perdendo para o Água Santa, afinal, ele não tem um time superior ao do Palmeiras, nem de longe, mas o Palmeiras dava tanto mole, que o time adversário nem precisava ser grande coisa para conseguir marcar os seus gols. Era uma facilidade só. E pra gente, tentar um gol era uma enorme dificuldade.

Lucas, numa fase tão ruim, que parece que não passa; Dracena, numa tarde horrível (como me disseram, talvez ele até possa jogar bem num esquema com três zagueiros, mas no esquema de ontem, nem pensar)… Roger ruim, Robinho bem fraquinho, Egídio, um dia bem, cinco ruins… o time todo devendo… a zaga fraca, as laterais idem… a bola parecia queimar nos pés alviverdes…

E dava uma saudade do Vítor Hugo… Dava saudade também do Valdivia, e dos atalhos no campo que só ele sabia achar; dava saudade do Jackson – que não era nenhuma Brastemp, mas era melhor do que os que vieram depois que ele saiu… eu sentia saudade até do Leandro Pereira (Mattos comeu bola em algumas dispensas e contratações)… Sem contar que a gente fica com a impressão  que, ao invés de jogarem os que estão melhores, tem alguns que são titulares pelo nome.

Difícil… vergonhoso o placar, porém, no segundo tempo, se o Palmeiras mudasse a postura em campo, se os jogadores conseguissem pensar e raciocinar melhor, se conseguissem se acalmar, a gente podia sim ir buscar o resultado.

Mas isso não aconteceu… O time não teve forças para vencer a si mesmo e continuamos a ser o nosso maior adversário em campo.

Eu já não conseguia prestar atenção no que via… olhava a TV mas era como se tivesse um véu na frente do meu rosto… e foi assim que vi o Roger, nosso zagueiro, fazer um gol contra, dando o quarto gol de presente para o adversário… Foi assim que vi o juiz apitar o final…

Como entender, como explicar essa goleada? Impossível. Esse time foi campeão há três meses, com uma força absurda, com uma garra imensa… não consigo reconhecê-lo agora. Não consigo entender o que acontece (não, eu não acredito em “jogar mal de propósito”, em preferirem ser execrados pela torcida do que aplaudidos), mas não consigo ver mudanças no esquema que o time jogava com MO e no jeito que joga agora.

Pra mim, ainda faltam peças. Falta o meia que chame a responsa – gosto de Allione, mas precisa um outro pra jogar com ele, e não acho que esse outro seja CX -, faltam laterais, faltam zagueiros… falta alguém pra cobrar esse time, falta o presidente cobrar o Mattos, que me parece ter carta branca até demais (de longe, é o que eu acho)… Falta todo mundo tomar consciência  que estamos lá na rabeira da tabela e isso é muito tenso.

Não dá mais para entrarmos no paraíso num dia e, dois meses depois, já irmos descendo aos infernos… Perder para 5 times pequenos, no Paulistão, é uma vergonha, correr o  risco de um rebaixamento nesse campeonato é inadmissível.

Dirigentes, técnico e time vão ter que se virar. Se jogavam com tanto sangue nos olhos em Dezembro, não é possível que pareçam anestesiados agora.

Não brinca, Palmeiras, a coisa é séria! Vamos à luta! E com os que estiverem melhores, com as armas que temos, e que não sei porque não estão mais sendo usadas.

Queremos aquela garra de volta, queremos a paciência para buscar o gol, queremos a bola rolando no chão, queremos o escanteio no segundo pau (escanteio curto não), queremos a disputa por cada centímetro do campo, queremos a vibração, queremos a energia que, lá da bancada, sentíamos vir do campo…

Em troca, vamos fazer o que sabemos, o que podemos e o que o nosso coração manda… VAMOS EMPURRAR O TIME!!

Estamos bravos, desapontados, tristes, mas sabemos que se não apoiarmos o nosso time (com quem quer que ele entre em campo), a coisa pode ficar pior… E se ficar pior,  seremos nós os que vão sofrer feito uns condenados pelo Palmeiras, mais do que já estamos sofrendo agora.

Portanto, gostando ou não do que estamos vendo, sabemos todos o que devemos fazer…  “Eu sempre te amarei e te apoiarei…”

Conte conosco, Palmeiras, mas, por favor, não nos deixe lutar sozinhos.

– Por que aquele jogador de preto não chuta a bola também, pai?

– Impedimento? O que é isso, “Fulano”?

– Por que aquele jogador, que tem roupa diferente, pode por a mão na bola, “Sicrano”?

– O que é pênalti, amor?

Sim, houve um tempo em que quase todas as mulheres não entendiam nada de futebol… e a maioria das que não entendiam, não fazia questão alguma de entender…

Houve um tempo em que pouquíssimas mulheres iam aos estádios assistir às partidas de futebol…

Houve um tempo em o futebol separava homens e mulheres – elas não entendiam a paixão deles por uma coisa tão “sem graça”, não aceitavam ficar em casa pra ele ir a um jogo… e tinham raiva só de ouvir falar em futebol.

Houve um tempo em que mulheres não eram muito levadas a sério  quando falavam de futebol…

Houve um tempo em que mulheres foram até proibidas de praticar futebol (e outros esportes), e por um Decreto-Lei, assinado pelo presidente Getúlio Vargas, em 1941…

Futebol… coisa de homens.  Um esporte criado por um homem, para ser praticado por homens, discutido por homens, venerado por homens… AHAM!

Os que pensavam assim não sabiam de nada. Não sabiam que, nós, mulheres, invadiríamos o “clube do Bolinha”, e passaríamos a frequentar estádios, mesmo, a gostar de futebol, mesmo, a jogar futebol, a entender de futebol, discutir futebol, a amar futebol…

Foi uma longa caminhada para chegarmos até os dias de hoje.

Nos primórdios do futebol no Brasil, no início do século XX, as mulheres compareciam aos jogos. Iam com seus maridos, pais…. O futebol ainda era uma novidade aqui.

Você sabia que foi por causa das mulheres, por causa da sua presença nos campos e estádios, que surgiu o termo “torcedor”?

Isso mesmo. As mulheres iam aos campos e estádios trajando vestidos, calçando luvas e usando chapéus. Por causa do calor, algumas delas tiravam as luvas e, quando nervosas com o decorrer da partida, torciam-nas. Passaram então a ser designadas como “torcedoras”, e a palavra acabou sendo assimilada pelo vocabulário futebolístico brasileiro.

Era promissor o início com a presença das mulheres nos estádios, com o destaque na maneira como “torciam”, mas, com o decorrer do tempo, passou a ser comum à maioria das mulheres o desinteresse pelo  futebol.

As  portas do futebol se mantinham semicerradas às mulheres… e eram em número reduzido as que se aventuravam  a ir aos estádios e campos de futebol. A mentalidade era mesmo a de que futebol era coisa pra homem.

Pra se ter uma ideia, meus pais tinham uma única filha, e minha mãe não estava muito interessada em uma nova gravidez, mas meu pai, que jogava futebol (era bom), que chegou a ser técnico do time da minha cidade, queria de todo jeito um menino para acompanhá-lo aos estádios, para conversar com ele sobre futebol… Na cabeça dele, minha irmã não servia e só um menino poderia ocupar esse lugar.

E foi assim que cheguei ao mundo… Não veio o menino que ele queria, mas veio a torcedora, que nasceu apaixonada pelo Palmeiras – não me lembro de ter virado palmeirense algum dia, sou palmeirense desde que me conheço por gente.

Provavelmente, meu pai deve ter se desencantado  quando soube que mais uma menina tinha nascido, mas ele não esperava que essa filha fosse gostar de futebol tanto quanto ele (se não mais), não esperava ir ao estádio com essa filha, ir à Academia,  não esperava as brigas todas por causa do Palmeiras  – ai daquele que criticasse o Palmeiras para o outro-, não esperava comemorar títulos com ela (deu tudo certo, pai)…

Palmeiras… não imagino a minha vida sem ele, e sei que muitas outras palestrinas se sentem assim também.

E tenho orgulho de saber que foi o Palmeiras, lá na década de 80, que deu um passo grande para trazer as mulheres para o estádio, para trazer as mulheres ao mundo do futebol. Ele foi o primeiro clube a não cobrar ingressos das mulheres, abrindo-lhes os portões do Palestra (tinha que ser ele o pioneiro),  e hoje, como consequência, ele tem as mais belas e mais apaixonadas torcedoras; hoje, ele conta com mais de 15 mil associadas ao Avanti. Não é maravilhoso isso?

Hoje, nós , mulheres, enchemos os estádios, assistimos aos campeonatos, jogamos, treinamos, fazemos comentários sobre futebol, produzimos e divulgamos notícias, escrevemos textos e livros, arbitramos jogos, podemos ser técnicas, jogadoras, assessoras de imprensa, repórteres de campo, jornalistas esportivas, patrocinamos clubes…

Hoje, podemos comprar camisas especialmente feitas pra nós, compramos bandeiras, chapéus, meias, livros, DVDs… e tudo o que se relacionar ao nosso time.

O futebol, pra nós,  é liberdade, é o espaço que conquistamos, sem campanhas, sem marchas, sem violência, sem ranço, apenas sendo nós mesmas, apenas fazendo valer a nossa vontade, fazendo valer o que somos e sentimos. Não tem mais essa de mulher pode isso, mulher não pode aquilo. Falamos palavrões no estádio com a mesma propriedade com que retocamos o nosso batom.

O mundo do futebol é nosso também, porque nós quisemos assim, porque nós fizemos assim.

E o futebol ficou tão mais bonito com as mulheres… trouxemos a ele, um esporte tão viril, a nossa sensibilidade, a nossa alegria, a nossa força. Trouxemos aquele “não desistir nunca”… trouxemos amor na mais profunda significação da palavra. E por isso, hoje, mulheres e homens choram juntos de alegria por um gol marcado, por uma defesa milagrosa, por um título conquistado; juntos, choram de tristeza também… e os homens não têm mais vergonha de mostrar o que sentem.

Elas, aprenderam a falar palavrões; eles, aprenderam a mostrar as emoções… e como isso junto ficou bonito!

As mulheres de hoje, as palestrinas especialmente, entendem de futebol, e entendem muito – entendem do que quiserem entender. E são apaixonadas pelo seu time.

Vai dizer pra uma delas, antes de uma partida, que o time delas não vai ganhar. Você vai arranjar uma encrenca e tanto.

Vai discutir futebol com elas, achando que elas não entendem nada do assunto. Você  certamente vai encontrar quem discuta, escalação, substituição e  esquema tático com  muita competência…

Hoje, elas sabem direitinho porque o homem de preto não chuta a bola, sabem se foi mesmo impedimento, se foi pênalti… e ai do juiz se não apitar direito.

Hoje, o futebol não é mais “coisa de homens”… hoje, é tudo junto e misturado – a palestrina já sabe disso desde criancinha.

Hoje, elas continuam sendo mães, amigas, filhas, namoradas, esposas, companheiras, profissionais… continuam sendo o que quiserem ser… e já cantam, vibram, choram e morrem de amor pelo seu clube de coração.

E tudo isso, de batom, unhas feitas,  e sem perder o charme…

Feliz Dia Internacional das Mulheres todos os dias, suas lindas!

Vocês são show de bola e escolheram o melhor time do mundo – e eu também!

Mari-Cacau

Flavinha-Clo

garotinha

ZonaLeste

Talitinha

Cotia

Marta-Márcia

Torcedora

Angela

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Final

torcedora1

torcedora3

Clo-Glauco-Globo-A1

torcedora4

 

 

 

 

Passado o susto, ou quase susto, eu poderia resumir assim o primeiro jogo de Libertadores, realizado no Allianz Parque: O Palmeiras fez 2 gols (o juiz ainda meteu a mão nele), o Rosario perdeu uma penalidade e não marcou nenhum.

Porque foi exatamente o que aconteceu, mas, as circunstâncias…

Antes do jogo, a Rua Palestra Italia já estava em festa. Muitos torcedores, temendo mais chuva, foram direto pro Allianz Parque (havia chovido um bocado antes do jogo – choveria durante e depois também).

Era climão de Libertadores… mas argentinos e palmeirenses se confraternizavam na Rua Padre Thomaz.

36 mil  torcedores foram pro jogo. E, como sempre acontece, que emoção na hora do hino “à nossa moda”… a voz tropeçava na garganta, mas as lágrimas, sem o menor pudor, saltavam de nossos olhos, como a chuva que caía no campo. E cantar o hino toda arrepiada já é de praxe… “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras…”, meu, seu, nosso Palmeiras… no mosaico da torcida o objetivo de todos os palestrinos estava traçado: Queremos a taça.

A partida apresentaria dois tempos de jogo completamente distintos. Mas a pegada foi uma só… de Libertadores. E que pegada. No entanto todo mundo pareceu ter assistido apenas à segunda etapa, mas muita coisa importante aconteceu antes. Coisas que poderiam ter decidido a partida nos primeiros 45 minutos.

No primeiro tempo, apesar do time meio manco que o MO anda mandando a campo (coloca meia nesse time, MO!), o Palmeiras fez a sua melhor partida no ano – eu sei que as anteriores não foram grande coisa -, e foi melhor que o Rosario, teve as melhores chances. Rosario, que, segundo a imprensa, era um bicho-papão e ia vencer o Palmeiras – para muitos, ele ia até golear, né “Armário” Cezar?

Logo no início de jogo, bola levantada na área do Palmeiras, Prass e o atacante foram na disputa e o goleiro foi atingido na cabeça. O juiz deixou por isso mesmo. Um minuto depois, Cristaldo levou uma sarrafada, e o juiz mandou seguir… Hmmmm

Cristaldo enfiou uma bola linda pro Dudu, e ele chutou pro gol, tirando do goleiro… a bola passou raspando,  pegou a trave. Isso aumentou ainda mais o volume da torcida… que energia no Allianz.

Robinho pegou uma sobra do goleiro, que se atrapalhou todo com a zaga depois de um cruzamento do Zé, ajeitou, saiu do marcador (que passou direto por ele), mas mandou pra fora…

O Allianz fervia… a torcida cantava forte. Eu, que teria que sair exatamente aos 45′ do segundo tempo, por causa do horário do trem, torcia para estar tudo resolvido favoravelmente ao Palmeiras antes do apito final, antes dos acréscimos.

O Palmeiras criava chances, chutava a gol, trocava passes… e isso era tudo o que queríamos ver.

O Rosário não levava perigo, mas quase pegou o Palmeiras de surpresa numa jogada ensaiada. Só que ela não tava tão ensaiada assim e deu em nada.

E foi então que Gabriel Jesus avançou veloz pela esquerda, entrou na área e foi derrubado. Veja na imagem abaixo, as pernas de Gabriel sendo atingidas pelo marcador que está à frente do argentino de número 29 (eram dois marcadores em Gabriel Jesus). Olha o pé/perna do sujeito atingindo Gabriel…

Se isso não for pênalti,  eu não sou palmeirense…

pênalti-RosarioCentral-em-Jesus

Pênalti, muito pênalti, mas como o Palmeiras tem Roubocard Internacional… o juiz nada marcou. Difícil assim, né? Jogo de Libertadores, no Allianz Parque, contra argentinos catimbeiros, valendo a liderança do grupo, o seu time sofre uma penalidade dessa e o juiz não marca?

Os parmeras levando cada sarrafada, mas o cartão amarelo só saiu para o Thiago Santos…

A chuva já atrapalhava o jogo, e  impedia que a bola corresse em muitas jogadas de ataque do Palmeiras – deu uma atrapalhada nos hermanos também.

Passava da metade do primeiro tempo quando Prass lançou lá na frente, o zagueiro tentou interceptar e a bola sobrou pra Dudu, que, rápido, deu um senhor passe pra Gabriel Jesus; ele recebeu na área e foi atropelado (eu achei que foi), o zagueiro saiu com a bola mas apareceu o Churry, roubou a bola do Salazar, passou pelo Burgos, que veio em cima dele, driblou o goleiro, sem tocar na bola, só pisando na poça d’água, e meteu pro gol, deixando mais um adversário no chão.

GOOOOOOOOOOOOOL, CRISTALDO, SEU LINDOOOOOOOOOOO!!

Explosão de alegria no Allianz Parque! Gol de argentino raçudo, marrento, argentino parmera! Nosso Palmeiras vencia o time “favorito”  (né, Juca? Né, torcedores profissionais de imprensa?).

Então, quando o Palmeiras muito provavelmente ia fazer o segundo gol (que poderia até ser o terceiro, caso o juiz tivesse marcado aquele pênalti), quando Gabriel Jesus recebeu bola legal e saiu na cara do goleiro, tendo até a opção de encobri-lo (Jesus manja desses paranauês), a arbitragem marcou impedimento.

Olha como tava “impedido” o Jesus! Esse Roubocard Internacional do Palmeiras é uma coisa…

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E olha a continuação da jogada… seria “tão difícil” fazer esse gol, não é? Estava faltando só darem uma camisa do Rosario pro juiz, porque, jogando para os adversários ele já estava fazia tempo.

impedimento-Jesus-mal-marcado-favorecendo-Rosario1

O Palmeiras continuou ofensivo, sofreu muitas faltas que o juiz ora não marcou,  ora não deu cartão, e o primeiro tempo terminou 1 x 0 para o Palmeiras. E ficou barato para os argentinos.

E então,  veio o segundo tempo… os planetas se desalinharam, Marte entrou em Escorpião…

Claro que os argentinos, perdendo, iriam vir pra cima; claro que o Palmeiras iria defender a sua vitória parcial, iria se fechar, mas ninguém imaginou que desse um curto-circuito tão grande no Verdão.

O Rosario veio pra cima, e o Palmeiras parou, só se defendia. Nervoso… e não tinha motivos pra isso, ganhava a partida. Eu tinha vontade de entrar lá no campo e dizer para os nossos jogadores: Quem tá perdendo são eles, baralho! Calma!

O Palmeiras se deixando acuar e o Rosario querendo agredir, juntou a fome com a vontade de comer. Mas um time, não vive só de atacantes, não vive só de gols, não é mesmo?

Prass foi atingido no rosto por um adversário que tentou tocar de carrinho… e o juizão… nada! E o Rosario continuava em busca do gol de empate.

A tensão era grande na bancada…

Robinho tirou uma bola na área, e, na sequência, atingiu o atacante. O juiz marcou pênalti. Mas que cazzo – sempre fico em dúvida nessas ocasiões, porque, para os comentaristas, dependendo de quem está na jogada, ou do time, pode-se levar em conta que o jogador tocou a bola primeiro, visou a bola, como fez o Robinho, e, portanto, não é pênalti, ou pode-se levar em conta que ele acertou a bola primeiro, mas atingiu o adversário na sequência (nem sei se atingiu mesmo) e, então, é pênalti sim.

Aqui, todos foram categóricos em afirmar que o juiz acertou na marcação. No entanto, na Fox Sport da Argentina acharam que não foi pênalti.

O jornal Ole publicou o vídeo, mas você pode assisti-lo no Youtube. E dá para entender quando dizem que não foi nada, que o jogador não foi tocado. E dizem ainda:”Pero igual sirve”, algo parecido a “tanto faz”… Que diferença da imprensa daqui, não?

https://www.youtube.com/watch?v=YwPSw9cg27I

Pênalti marcado – se eles marcassem, a coisa ia engrossar -, jogador se preparando para a cobrança,  e, do outro lado, ele… FERNANDO PRASS… a parmerada, com a maior confiança, gritava o nome de seu goleiro…

Nem preciso falar o que aconteceu, né? Claro que o lindo e maravilhoso do Prass defendeu! Foi lá no cantinho e tirou! #NaMinhaCasaNão

Confesso, nem vi a cobrança. Segurando meu terço verde (sim, eu já o tinha tirado da bolsa), só olhei pra cima e esperei o grito da torcida. Impossível explicar a felicidade de ouvir o grito que ganhou os ares.

PRAAAAAAAAAAAAAAASSSSSSS!!! Obrigada!

Mas o Palmeiras não aproveitou, não foi pra cima. MO não mudava o jeito do time jogar, e a situação em campo continuava a mesma… O Rosario buscando o seu gol de todo jeito e o Palmeiras defendendo com todas as suas forças.  Que mudança radical em relação ao primeiro tempo. E não conseguíamos entender como o Palmeiras podia ter voltado do intervalo assim.

Porém, muito embora o Palmeiras tenha adotado uma postura suicida em campo, abdicando de atacar, de segurar mais a bola – 27% de posse de bola na segunda etapa. Isso é inadmissível num jogo de Libertadores, em casa, e quando estamos ganhando -, muito embora o MO tenha deixado o time com três atacantes e sem um meia para fazer a bola chegar neles, e por isso abusarmos dos horrorosos chutões, nosso maravilhoso goleiro estava em campo, nossa defesa valente estava em campo e, mesmo os jogadores parecendo muito perdidos, sendo desarmados facilmente, dando a bola de graça, não conseguindo ficar com ela no pé, o time inteiro foi guerreiro,  lutou, e muito, para não tomar gols.

Robinho tirou uma bola difícil, Cristaldo também, todos defendendo como podiam, que aflição, que desespero no Allianz. Mas, quando vi Jesus tirar uma bola muito perigosa na nossa área, falei para os amigos: Se até Jesus tá ajudando a defender, hoje a gente ganha sim.

Mo já tinha colocado Rafael Marques, Arouca e por fim Allione (que já deveria ter entrado muito antes)…

O jogo estava nos descontos, eu já estava indo embora, já tinha descido a escada, com os ouvidos grudados lá dentro, com o coração grudado lá dentro, quando o Glauco, o amigo que ia embora comigo, falou:

– Vem ver daqui, dá pra ver.

– Vamos embora, Glauco, não vai dar tempo. – e fui olhar numa fresta.

– É só um pouquinho, já vamos. Vem olhar daqui que dá pra ver o telão.

E quando olhei pro telão, só vi o Dudu recebendo do Rafa e tocando pro Allione… tudo parecia vazio ali naquela parte do campo (pensei até que não estivesse valendo)… Allione – que tá a cara do Pirlo – recebeu, e, guardadas as devidas proporções, num estilo meio Divino de ser, sem pressa, com uma frieza absurda, passou pelo marcador, dando uma finta leve e chutando com uma puta categoria…

GOOOOOOOOOOOOOOOOL. ALLIONE, SEU LINDOOOOOOOOO!!

O Allianz explodiu lá dentro, o Glauco e eu nos abraçávamos comemorando… quanta alegria, meu Deus! Os funcionários do Allianz nos perguntavam: Foi gol do Palmeiras? FOOOOOOOI!!!! E saímos apressados…

A corrida pra estação em 13 minutos nem foi nada, a chuva nem foi nada… O meu (nosso) Palmeiras vencera! E nada mais importava naquela noite…

diabinho-anjinho-a-dúvida-do-palmeirense

Tá difícil o início do nosso 2016… estamos todos confusos…

Pra mim, futebol é emoção… mas, ontem, no Allianz, na partida diante da Ferroviária, pelo Paulistão, o futebol do Palmeiras, à exceção do gol de Cristaldo, não me fez sentir emoção alguma. Tem jogos em que você mal pode piscar, porque corre o risco de perder algum lance importante, alguma jogada linda, um gol… Mas, ultimamente, tanto faz se a gente pisca, se olha pro campo, pro lado, pro celular… Não acontece nada mesmo.

Não sabemos o que passa com o nosso time, com o futebol do Palmeiras, que anda sumidão… só podemos achar… achar que seja “isso”, “aquilo”, ou “aquela outra coisa lá”…

O fato é que o nosso treinador parece  estar perdido; o fato é que o P-a-l-m-e-i-r-a-s  p-e-r-d-e-u  d-a  F-e-r-r-o-v-i-á-r-i-a (!?!); o fato é que a Ferroviária jogou muito bem; o fato é que o Palmeiras não jogou nada.

Pior do que o Palmeiras perder, foi a derrota ser merecida. Isso chateou demais o torcedor, e o deixou na bronca. E, com a Libertadores apenas em seu início, e sabendo que nosso time pode jogar bem mais do que temos visto, todos nos perguntamos: “O que está acontecendo?”.

A torcida se divide entre os que acham que MO deve sair, e os que acham que ele deve ficar. E o surreal é que existem argumentos significativos para as duas possibilidades, que justificam as duas coisas. Todo mundo tem um pouco de razão.

Porém,  além dos argumentos significativos, tem sempre as teorias, que negam o óbvio – o futebol está ruim porque técnico e jogadores encontram dificuldades para fazê-lo fluir em campo – que preferem acreditar que o futebol mixuruca que vemos em campo está ligado ao caráter “desse” ou “daquele”, de “todos”, à raivinha, birra de um, de todos…

“Os jogadores são uns vagabundos e estão entregando, querendo fritar o técnico” – E eu me pergunto: Esses “vagabundos” (eu não acho nada disso) são os mesmos, que, há três meses,  se superaram, superaram adversários difíceis, e se doaram em campo para sermos campeões?

Os que “estão entregando, fritando” esqueceram de entregar na goleada diante do XV? Esqueceram de fritar o técnico?

E, seguindo essa “lógica”, temos 11 picaretas em campo então – fora os suplentes? Se um time inteiro não vai bem e a há os que acham que os jogadores fazem de propósito, então, podemos concluir que estão todos os jogadores nessa vibe? Caso contrário, quem não compactuao com isso já teria aberto a boca e já teria tentado dar um basta na “fritura de técnico” dos demais, não é?

Sem contar que os jogadores teriam que ser muito burros para jogarem no lixo o status conquistado aqui, o carinho, os aplausos, a visibilidade, a possibilidade de ganharem outros títulos… Que no futebol exista um ou outro tapado para agir assim, tudo bem; que talvez tivesse algum assim no nosso time, eu até poderia acreditar,  mas, um time inteiro, e que acabou de ganhar um título de maneira épica?

Você agiria assim, amigo palestrino? Eu não. E, sinceramente, não acredito em nada disso. Não dá pra ser guerreiro, herói, e, dois meses depois, ser um tremendo de um fdp que “faz corpo-mole”.

“Mas o MO ganhou dois brasileiros e uma Copa do Brasil seguidos, não pode ser que ele seja o problema” – Pode ser que não seja ele mesmo… mas também pode ser que seja sim… 

Eu me pergunto (encontro muitas respostas fazendo perguntas pra eu mesma responder): Um técnico, que ganhou 3 títulos nacionais seguidos, não saberia identificar o “corpo-mole” – caso existisse/exista corpo-mole -, e não teria ele, comandante que é, fritado meio mundo lá ao invés dele próprio ser jogado na frigideira? A diretoria também não teria identificado isso?

Além do mais, um técnico que ganhou 3 títulos seguidos não saberia identificar os erros básicos que o time comete em campo?

Nada bate… nada faz sentido… então, ficamos com as nossas teorias sobre aquilo que vemos no campo, o que é real, o que sentimos do que vimos, e não o que imaginamos sobre o que o “Fulano”, “Sicrano” e “Beltrano” pensam… nunca poderemos ter certeza sobre o que uma outra pessoa pensa.

Existem outras teorias e todas elas fogem do óbvio: o futebol está ruim porque, do jeito que ele está sendo pensado/planejado, não está dando certo.

Ontem, a coisa  ficou estranha… mas também expôs muito claramente o nosso problema. A Ferroviária, time pequeno, jogando certinho, com a bola no chão… sem chutões, com toques mais curtos, bem mais precisos, aproveitando os espaços que encontrava, jogadores parecendo muito próximos uns dos outros. Mágica? Claro que não! É treino!

E tá na cara que os seus jogadores não resolveram jogar daquele jeito lá na hora. Estão acostumados a jogar dessa maneira, certamente treinam assim todos os dias, dava pra gente perceber, o time era todo organizadinho. Por isso, a Ferroviária teve mais posse de bola – 59% -, dentro da nossa casa; por isso, jogou melhor e sabia o que estava fazendo em campo;  por isso, seu goleiro mal sujou o uniforme… por isso, tirou os nossos espaços para jogar, e, por isso também, não fossem as apitadas pró “Sport Club Caiu é Pênalti”, ela seria líder na classificação geral. O técnico da Ferroviária faz um belo trabalho.

E do nosso lado, onde estão os jogadores de melhores condições técnicas… quanta coisa errada. O time parece/é mal posicionado, e isso deixa vários buracos para o adversário jogar. Nossos jogadores parecem muito distantes uns dos outros e, sem criatividade (que saudade do Mago), quando o adversário, bem posicionado em campo, fecha as “passagens”, a única iniciativa que eles têm são os famigerados, os detestados chutões…  que não dão em nada. Uma vez ou outra, quando um companheiro aparece lá na frente, sozinho, em condições de surpreender, vá lá arriscar um “chutão”, um lançamento longo. Mas sempre? Até na saída de bola? E para qualquer jogador, até mesmo os adversários? Não dá.

Não sou grande entendida no assunto, mas uma outra coisa que eu também acho, é que tem jogador fora de posição. Dudu, por exemplo, que é veloz, driblador, está no meio – um desperdício. Alguém lá no meio é que deveria lançar o Dudu, aproveitar a sua velocidade, os seus dribles (onde está o meia, que faz muita falta em nosso time?). Jogador em posição errada dificilmente vai render o que pode.

Custo a crer que o MO não esteja vendo isso tudo,  que não veja que perdemos a posse de bola o tempo todo, custo a crer que no Depto de Futebol ninguém veja isso também.

Pra mim,  o problema está com o MO, mas não quero a sua saída (ainda não),  e acho que ele pode resolvê-lo, tem como fazer isso. Não me parece tão difícil a tarefa. Não sei se ele se sente mais pressionado no Palmeiras, pelo tamanho do clube e da torcida, pelo tamanho da exigência diária e ininterrupta, e, por causa disso e por medo de errar, de fazer algo diferente, acabe insistindo sempre na mesma coisa.

Mas o fato é que se você faz uma coisa e ela não dá certo; faz de novo, do mesmo jeito, e não dá certo de novo; tenta mais uma vez, fazendo igual às vezes anteriores, e não dá certo outra vez, você precisa se tocar que tem que mudar o jeito que faz, não é? Senão, vai continuar a obter sempre o mesmo resultado. Até criança aprende dessa maneira.

Coragem, MO! Estamos do seu lado, mas as coisas precisam mudar. Basta querer, basta não ter medo de sair do lugar comum, basta ousar. Presta atenção no que outras pessoas estão fazendo, repara onde elas acertam, amplia as suas possibilidades, a sua “visão periférica”.

Se continuarmos jogando dessa maneira, se o time continuar a não apresentar evolução alguma, as coisas acabarão se complicando. E isso seria um pecado. Nosso time é bom sim, pode jogar bem mais do que isso sim, e tem tudo para ter um ano maravilhoso, tem tudo pra ser campeão sim.

Booooora, MO! Acertar esse time aí, e vamos buscar mais um título. Quinta-feira será um dia ótimo para começarmos a acertar tudo dentro de campo.

E nós estaremos lá com você, com o nosso time, com o nosso Verdão.

O ALLIANZ VAI TREMER! E VAMOS GANHAR, PORCOOOO!!

Quando uma confederação de futebol, seja ela a Conmebol, a CBF, a FPF, ou qualquer outra, tenta impedir que, num determinado torneio, um clube mande seus jogos em sua arena – arena padrão Fifa -, certamente essa federação está pensando em qualquer outra coisa, menos em futebol.

Quando essa federação exige que o clube esconda a marca do patrocinador que comprou os naming-rights da sua arena, ela não se importa se prejudica esse clube com o seu patrocinador, se o prejudica financeiramente, ou numa eventual renovação de contrato;  no popular: ela quer mais é que esse clube se dane.

Na América do Sul, os clubes de futebol andam passando por várias dificuldades financeiras. Os clubes pequenos estão fechando as portas, ou em vias de; já os  grandes, estão quase todos com a corda no pescoço.

No Brasil, é de conhecimento geral da nação que o último campeão brasileiro – o clube que mais recebe dinheiro em cotas televisivas e foi sustentado com patrocínio do governo até alguns dias atrás -, deve 5 anos em impostos; devia, ou ainda deve, salários; não conseguiu ainda pagar aos seus atletas a premiação pelo título de 2015 e, sem dinheiro, não conseguiu segurar no clube vários dos seus jogadores (só conseguiu manter os árbitros, que estão “jogando um bolão” no Paulistão 2016).

E não é só ele,  tem clube onde vários jogadores tiveram que entrar na Justiça por causa dos salários atrasados – muitos clubes atrasam salários; tem clube (a maioria deles) com dívidas altíssimas… tem clube (a maioria, de novo) que, uma vez que as empresas não andam querendo investir em futebol, só tem patrocínio máster porque é do governo federal (governo, que deixa a população sem recursos, tira até o fígado dos cidadãos em impostos, mas investe loucamente em futebol)… tem clube que ganha estádio – que já está caindo -, construído com dinheiro tomado dos cofres públicos e não consegue vender os naming-rights de jeito nenhum… tem clube que anuncia patrocínio, anuncia investimento de muitos milhões, de empresa que não tem nem CNPJ… tem clube com patrocínio de empresa panamenha, totalmente desconhecida, que na verdade é um site de apostas em futebol (quer coisa mais digna de suspeita do que um clube de futebol ser patrocinado por um site de apostas … em futebol?)… tem clube que anda com medo da Operação Lava Jato da PF…

A coisa tá feia… É uma dificuldade para se conseguir manter um clube de futebol hoje em dia. Uns, trilham os caminhos corretos; outros tentam pagar qualquer atalho, ainda que possam ser atalhos suspeitos…

E então, esquecendo o profissionalismo, vêm as federações – as televisões também -, preocupadas apenas com as suas contas bancárias, com os investimentos de seus patrocinadores, querer atrapalhar os clubes e seus parceiros. Parece mentira, mas confederações e televisão estão prejudicando a maioria dos clubes.

Ninguém se dá conta, mas poucos sobreviverão…

Já cansamos de ver o que acontece, por exemplo, em relação ao nome da arena do Palmeiras, o Allianz Parque. Os profissionais da emissora que detém os direitos de transmissão dos campeonatos não falam o nome “Allianz Parque” de jeito nenhum, seja nas transmissões ou mesmo nos programas esportivos – outras emissoras também se recusam a fazê-lo. Nas transmissões – a TV aberta transmite pouquíssimos jogos do Palmeiras -, mostrar as placas com o nome Allianz Parque então, nem pensar. As câmeras parecem “treinadinhas”.

E qual a vantagem de um clube ter um patrocinador cuja marca não é exposta ? Um patrocinador investe 300 milhões na arena de um clube, mas a CBF, Globo e quase toda a imprensa esportiva escondem a marca? O que eles esperam que aconteça, que o patrocinador desista e não renove o contrato? E o clube que se dane? Como os clubes vão sobreviver se os patrocínios sumirem de vez – sobrarão só os dois que a CBF e Globo querem que sobre? Como vão viver os anunciantes das TVs, se muitos clubes fecharem as suas portas e os torcedores desistirem do futebol? Como viverão os profissionais de imprensa, das notícias polêmicas e distorcidas, ávidas por cliques e acessos?

Por causa dos patrocinadores do campeonato brasileiro e da Rede Globo, e sem que houvesse qualquer regulamento que justificasse a atitude, CBF e emissora fizeram o Palmeiras cobrir as placas com o nome da Allianz, no último Brasileirão (será que acham que a Allianz tem que dar dinheiro para eles também?). A coisa só não deu certo porque torcedores do Palmeiras, revoltados com o abuso, retiraram as faixas que cobriam as placas. E após mais umas duas tentativas sem sucesso, a CBF e a emissora desistiram da “empreitada”.

E aqui, vale lembrar, a mesma Globo que esconde o nome do Allianz Parque – na TV aberta e na TV paga também – por causa dos seus patrocinadores, já tinha prometido a Andrés Sanchez falar o nome do estádio doado ao Corinthians, caso ele vendesse os naming-rights da arena, e não importando para quem vendesse (segundo a imprensa, que faz um lobby desgraçado pra isso, ele está “quase fechando” um contrato de naming-rights, desde 2013″)

E então, em 2016, entra em cena a Conmebol! Aquela mesma, que não puniu  o clube brasileiro cuja torcida foi responsável pela morte de um garotinho, um torcedor boliviano, atingido por sinalizadores adversários (um jogo com portões fechados – e 3 torcedores burlando a proibição – não pode ter sido uma punição para uma morte, não é mesmo?) , mas que eliminou de uma competição um clube argentino cuja torcida usou gás de pimenta em jogadores rivais, e deu a ele uma suspensão de 8 jogos, que logo foi diminuída para 2.

Com morte em estádio, gás pimenta em jogadores, a Conmebol é bastante condescendente (segundo as punições dadas por ela, a morte foi menos grave do que o uso do gás pimenta), mas em relação à grana a coisa parece mudar de figura. Pra não mostrar o patrocinador da arena palmeirense, para não mostrar o nome “Allianz”, a inflexível Conmebol, queria proibir o Palmeiras de mandar seus jogos da Libertadores 2016 no Allianz Parque, caso ele não cobrisse as placas na sua arena. Então, segundo as notícias de hoje, ficou decidido que as placas serão cobertas. Tá bom pra você, palestrino?

“Não está certo, mas é o regulamento da competição”, dirão alguns.

Vejamos o que diz o regulamento…

18.2 Derechos de Patrocinio y Publicidad Estática

c) Los clubes que oficien de locales en partidos oficiales de la Copa Bridgestone Libertadores, conforme al Manual Técnico: Derechos de Patrocinio, tienen la obligación de entregar para sus respectivos juegos el estadio libre de todo tipo de publicidad, inclusive institucional y/o nombres y símbolos de clubes y/o asociaciones que no participan en la edición actual del Torneo, con la responsabilidad intransferible de retirar o cubrir la exposición comercial de las marcas que estén allí presentes. Este compromiso también aplica para aquellos casos en los que el equipo, por decisión propia o por circunstancias especiales, debe jugar en un estadio diferente al que habitualmente utiliza para sus partidos de local.

Nem precisamos entender muito de espanhol para compreendermos que “os clubes têm a obrigação de entregar para os seus jogos o estádio livre de todo tipo de publicidade, inclusive institucional e/ou nomes e símbolos de clubes e/ou associações que não participam na edição atual do torneio, com a responsabilidade intransferível de retirar ou cobrir a exposição comercial das marcas que estejam ali presentes…”

http://www.conmebol.com/sites/default/files/reglamento_copa_libertadores_2016_-_edicion_final.pdf

Mas será que é assim mesmo que acontece?

O Toluca não precisou esconder placas de publicidade com a marca da cerveja “Corona” de seu estádio, tampouco foi ameaçado de mandar seus jogos em outro local. Jogou numa boa e sem problema ou encheção de saco alguma.

patrocínio-Toluca

O símbolo do América-MG, dono do estádio Independência, que não participa da edição atual do torneio e, portanto, não poderia aparecer de jeito nenhum, não precisou ser coberto, como prevê o regulamento, e isso já aconteceu em mais de uma edição da competição. Será que  o América-MG anda disputando a Libertadores, será que ele está nessa edição atual e a gente não sabe, dona Conmebol?

estádioIndependencia

Na verdade, e estou editando o texto com mais um parágrafo e essa outra informação, o América peitou a Conmebol, se recusou a aceitar que a identidade visual do seu estádio fosse alterada e a Conmebol esqueceu o regulamento e liberou o símbolo do América.

Conmebol-regulamento-América

Conmebol-regulamento-América2

Conmebol-regulamento-América1

Como você pode observar meu caro leitor, assim como no “livro de regras” das arbitragens, ou no “livro de regras” dos jornalistas – no qual eles se baseiam para falar de maneiras diferentes , de times diferentes em situações semelhantes -, o regulamento da Conmebol também é dúbio, camarada com alguns e rigoroso com outros e pode ser “esquecido”, “deixado de lado” dependendo da conveniência ou do tamanho da encrenca (se está no regulamento tem de ser cumprido, não é mesmo? Qual a finalidade de um regulamento que uns cumprem e outros não?).

E a imprensinha, que fez um escarcéu danado pelo possível veto ao Allianz Parque, não falou, não lembrou do regulamento, que foi deixado de lado, quando o América peitou a Conmebol.

E ficamos pensando… que cazzo de federação é essa, que não exige que todos os clubes cumpram o regulamento igualmente? É só o Palmeiras que precisa cumpri-lo à risca?

Não sei se é a Conmebol mesmo que faz questão disso, ou se é a parceira da Conmebol, a dona dos direitos televisivos, que nunca diz o nome “Allianz Parque” que está mais interessada em esconder o “Allianz”. Fico na dúvida (acerta com o EI, Palmeiras, e já começa a dar um pé no traseiro de quem tanto esconde os seus jogos, as marcas dos seus patrocinadores e, por causa disso, o prejudica)…

Eles podem proibir, podem atrapalhar o Palmeiras e demais clubes com essa proibição, e o Palmeiras certamente não irá contra o regulamento, nem poderia – a WTorre já anunciou que retirará as placas.

No entanto, nós, torcedores, poderemos escrever “ALLIANZ” na testa, nas bandeiras… e onde mais /e do jeito que a nossa imaginação mandar.

Poderemos gritar “Allianz” durante a transmissão, como se gritássemos o nome de um jogador. A acústica do Allianz Parque é excelente.

E já pensou que legal, na hora do hino, a Que Canta e Vibra resolver entoar um: “PALMEIRAS, MEU PALMEIRAS, DO ALLIANZ PAAARQUE…” ?

A nossa torcida é muito inteligente e criativa. Vai ser um jogão… 😈

Corre comprar o seu ingresso, amigo palestrino! Quase 30 mil já foram vendidos – o meu tá garantido.

O Caldeirão Verde vai ferver!! E o Porco vai pegar!!

♪ ♫”PQP, é o melhor naming-rights do Brasil… Allianz!!”♫ ♪

 

P.S -Meus agradecimentos ao Arthur Carvalho pela inestimável ajuda nas pesquisas.

Uma das melhores coisas que aconteceu ao Palmeiras nos últimos tempos, além do título da Copa do Brasil 2015, claro, foi o crescimento do “Avanti Palmeiras”, o programa de Sócio Torcedor do Verdão. Ele cresceu tanto, que virou um “patrocínio”, e dos bons.

Por melhores que fossem os prognósticos para o programa, o resultado foi muito além, foi surpreendente. A torcida entendeu a importância de se associar ao futebol do clube, de ajudar a fazer o Palmeiras mais forte, e o Avanti explodiu: 126 mil adesões, 126 mil apaixonados – na última contagem. E isso porque, ao contrário da maioria dos clubes, o Palmeiras só contabiliza os associados adimplentes.

Com várias opções de planos e descontos, em vários setores da arena, o Avanti tem planos que cabem em todos os bolsos. O meu, por exemplo, o Plano Ouro, cuja mensalidade é de R$ 109,90, me dá 100% de desconto no ingresso para o Gol Norte e tenho descontos também, de diferentes porcentagens, para outros setores da arena – nunca paguei tão barato por ingressos.

Some a isso os muitos parceiros do Avanti, que oferecem descontos para os associados em vários tipos de serviços – lojas, bares, restaurantes, pizzarias, óticas, estacionamentos, hotéis, escola, faculdade… Além disso, o associado ganha pontos quando compra ingresso, quando vai aos jogos, quando se utiliza dos serviços de algum dos parceiros, quando compra produtos nas lojas, e pode trocar esses pontos por várias coisas, como, por exemplo, tomar o café da manhã com o time, ou assistir à coletiva de apresentação de algum novo contratado, pode jogar na Academia… são inúmeras as opções para o associado.

Mas, dentre todas as coisas, o que mais acaba atraindo o torcedor é a facilidade para comprar ingressos via internet, para escolher a cadeira que quiser, e ter apenas o seu cartão avanti para passar nas catracas. Penso – pra mim, é assim – que a certeza de ter o seu ingresso facilmente (comprei o da final da Copa do Brasil em 2 minutos, sem transtorno algum), de não perder o jogo do Verdão e poder fortalecer o clube do coração é o que mais motiva o torcedor. Eu faria uma adesão ao Avanti ainda que não morasse em São Paulo. E sei de torcedores do Acre, Rondônia, Pernambuco, Mato Grosso, Piauí… do Brasil inteiro, que pagam apenas para ajudar a fazer o Palmeiras mais forte.

O sistema nunca foi perfeito, sei que algumas pessoas (não eram muitas), às vezes, tinham alguns probleminhas para comprar; havia também alguns desacertos com quem já tinha pagado a mensalidade, mas não tinha o seu pagamento computado; jogos aos quais o associado tinha ido, mas que não tinham sido computados, causando problema no rating, que, por causa disso, caía… coisas corriqueiras e que seriam fáceis de resolver se a comunicação entre associado e Avanti fosse fácil. Mas sempre que um associado tentava ligar, era quase impossível ele ser atendido, sempre que ele enviava mensagens era difícil ser respondido. No entanto, como, no geral, não se tinha muitos problemas, a convivência entre associado e Avanti era tranquila, e,  com boa vontade, seriam de fácil resolução as poucas insatisfações que apareciam.

Mas – como seria boa a vida sem os muitos “mas” que encontramos no caminho -,  neste ano de 2016, algo que era muito bom, ficou muito ruim: a venda de ingressos.

Desde o primeiro jogo deste ano tem sido um transtorno comprá-los. Um aborrecimento só, porque é tudo muito demorado. Pra se ter uma ideia, para o primeiro jogo do Paulistão, contra o São Bento de Sorocaba, eu fiquei 9 horas e meia no computador tentando comprar, e não  fui a única. O site simplesmente não funciona, não carrega. Quando chega na tela pra comprar, então, aí é um Deus nos acuda.

A culpa é do Futebolcard e não do Palmeiras? Que seja. Mas o Palmeiras precisa tomar uma providência a esse respeito. Os associados/consumidores estão bastante insatisfeitos com o serviço.

Na verdade, está demorando um bocado para o Palmeiras mudar essa empresa que vende os ingressos. Em pleno século XXI e ela não consegue atender à demanda? E uma demanda que nem é tão grande assim – na primeira venda, o que é o meu caso, só os avantis 5 estrelas podem comprar, e, se não estou enganada, eles chegam a 10 mil associados, no máximo. Não era para termos problemas, não é mesmo?

Nas últimas duas partidas – uma delas, a primeira da Libertadores no Allianz – uma “novidade” nos apareceu na hora da compra: uma tela de fila virtual. Só que, na verdade, não é fila coisa nenhuma. Não tem numeração,  tampouco indica o tempo restante de “fila”. É “na sorte” que se consegue efetuar a compra. E muita gente que “pegou a fila” depois, acaba conseguindo comprar primeiro do que quem “pegou a fila” antes. Eu fiquei 2 horas e meia na fila e não saí dela; em nenhum momento me apareceu a tela de compra, portanto, não consegui comprar; pessoas que entraram ao mesmo tempo que eu, conseguiram; outras, que entraram depois, também conseguiram. Mas, assim como eu, um número imenso de outros continuou na “fila”. Isso não está certo, e é um desrespeito ao torcedor do Palmeiras, ao consumidor associado ao Avanti.

E não é porque saímos do “tempo das cavernas”, do tempo  em que comprávamos nas bilheterias, dormíamos na rua para conseguir comprar ingresso em final, tempo em que as filas eram invadidas durante a noite, e ficávamos horas na chuva, no sol, que temos que achar bacana e dar graças a Deus ficarmos agora grudados a um computador (pelo celular não se pode nem escolher a cadeira) olhando durante horas para uma tela de “fila” virtual, cuja página muitas vezes cai, nos fazendo ter que começar tudo de novo.

E, não nos esqueçamos, quando comprávamos nas bilheterias, e tomávamos sol e chuva, não pagávamos um plano de sócio-torcedor, não é mesmo? Pagamos agora para termos a facilidade de comprar pela internet, sem filas e sem problemas. E não está certo que tenhamos que contar apenas com a sorte a cada venda de ingressos.

E se fosse assim, como pensam alguns, ninguém poderia mais reclamar de um problema em seu carro, uma vez que as pessoas se utilizavam de carroças em outros tempos, não é mesmo? Não poderíamos reclamar de um atendimento ruim num supermercado, porque antes comprávamos na vendinha da esquina.  Esse argumento das filas nas bilheterias, sob sol e chuva, é simplesmente ridículo. Não é porque antes era ruim, que hoje está bom, que está satisfatório do jeito que está.

Acredito que o Palmeiras queira oferecer ao seu associado o melhor serviço possível, um serviço à altura do clube e do seu muito bem sucedido programa de Sócio-Torcedor. Por isso, penso que o Palmeiras deve prestar bastante atenção a esse problema, e resolvê-lo o mais rapidamente possível. Temos muitos campeonatos pra conquistar  e é só alegria o que queremos. Que o aborrecimento e a raiva sejam apenas lembranças de anos passados, e e que o stress seja apenas aquele que sentimos às vésperas de disputarmos um título.

 

O Palmeiras estreou na Libertadores com um 2 x 2 diante do River-URU. Um resultado ruim? Não. Em Libertadores, um empate fora de casa não é um mau resultado, porém, porque o time do River é um time fraco, e porque poderíamos tê-lo vencido – estivemos à frente do placar por duas vezes -, porque demos mole no gols que eles fizeram, acabamos achando bem ruim o placar final.

Isso é normal, e as críticas e cobranças que vieram depois são justas – não confunda esculhambar o time com cobrar um futebol melhor -, e fazem parte da relação time-torcedor.

Mas, para que sejamos justos também, é preciso admitir que o Palmeiras se apresentou melhor do que nas últimas três partidas, com uma postura melhor, só que ainda errando muitas coisas, ainda desorganizado coletivamente (força, MO, muda esse esquema aí. Coragem!). Falta um camisa 10 no time, e falta muito,  daquele, que sabe das coisas, que veja os espaços escondidos – a diretoria esqueceu dessa contratação quando dispensou Valdivia; falta também um companheiro para Vitor Hugo na zaga, um xerifão – Roger começa a agradar a torcida.

No entanto, tivemos bons momentos na partida, daqueles de pular do sofá. Que passe bonito do Dudu pro gol do Jean, e que conclusão certeira, de bico, de quem sabe quando o óbvio é a melhor opção pra se balançar a rede. Que jogada linda, no chão, no gol do Jesus, que passe maravilhoso, de peito(!!!), do Alecsandro. Tivemos outras oportunidades em que a bola passou pertinho.

Vale lembrarmos que o Palmeiras foi ao Uruguai com o seu cartão “Roubocard Internacional”, e foi roubado fora de seu país também. Erik sofreu pênalti e o juiz não viu nada demais, mas, em compensação, qualquer encostada nos uruguaios, que “apitavam a partida”, era falta, e muitas delas ainda eram desnecessariamente punidas com cartão. E os jogadores do River não se faziam de rogados, qualquer encostada parecia facada, tiro, dengue, zika, chikungunya…

A rigidez da arbitragem era via de mão única. O juiz deixava de marcar muitas faltas duras sofridas pelos palmeirenses e, quando marcava, deixava de amarelar os atletas que mereciam cartão – mas amarelou meio time do Palmeiras. E eu ficava pensando por quais motivos um time tão sem expressão como o River tinha essa moral toda com a arbitragem…

Mas, depois que o jogo acabou, parecia que o Palmeiras tinha sido eliminado da competição – na primeira partida da Fase de Grupos -, e “levando 7 x 1 da Alemanha”. Um escarcéu! A imprensinha aproveitou a brecha, tentando fazer o início do voo 2016 do Palmeiras atravessar uma grande turbulência …

Juca KPTfuro, aquele, que faz vistas grossas pras mazelas do seu time (e do seu partido), que nada fala dos patrocinadores sem CNPJ, ou do panamenho site de apostas, mas que aponta qualquer cisco no olho do vizinho, tratou logo de publicar: “Empate complica o Palmeiras”. Oi?? Se complica o Palmeiras, visitante, o que dizer do dono da casa então? Já está eliminado? E os outros dois do grupo, que ainda vão jogar, só têm duas possibilidades de resultado: empate, ou a vitória de um deles. E se empatar, os dois estarão complicados também? E, no caso de vitória de um deles, o que perder, já se estrepou?

É “boa vontade” demais do jornaleiro “complicar” o Palmeiras na primeira partida da Fase de Grupos, você não acha? Mesmo porque, ninguém pode afirmar quem vai ganhar de quem antes dos jogos acontecerem; ninguém pode garantir que Nacional e Rosario, do grupo do Palmeiras, vão fazer 6 pontos diante do River por mais que isso pareça provável. Será que ele, jornaleiro, já esqueceu “daquele” time brasileiro que escolheu o Guarani-PAR, numa outra Libertadores, por esse time ser o mais fraco do grupo, e que acabou sendo eliminado por ele? Já esqueceu do Tolima?

Esqueceram que o campeão da Copa do Brasil 2015 tinha empatado com o Sampaio Correia, fora, e  com o Asa, no Allianz Parque, no início da competição? As pessoas parecem “esquecer” certas coisas de propósito.

O SPFW , há poucos dias, pela Pré-Libertadores, empatou lá no Peru com o “poderoso” Cesar Vallejo.

Mas as notícias… como elas são diferentes para times diferentes e resultados semelhantes (a imprensa é descaradamente parcial). Para o SPFW, mesmo jogando um mata-mata, ninguém achou ruim, nem mesmo preocupante, ele ter empatado com o fraquíssimo Cesar Vallejo.

Numa análise do jogo, encontrada num blog, na página do SporTV, tem até uma explicação para ninguém achar nada sobre esse empate:

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Porque é início de ano, não dá mesmo para comentaristas, blogueiros e palpiteiros tentarem adivinhar o futuro dos times. Isso é verdade e me parece bastante sensato. Ninguém pode adivinhar, ainda mais em começo de temporada (pena que com um outro empate em início de temporada o jornalista mude o seu tão sensato e condescendente critério).

A análise continua…

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“Mas tem que separar o resultado do desempenho” (só quando convém?), “É muito melhor empatar jogando bem do que ganhar sem convencer”. Oi?? Melhor empatar do que ganhar?? Em mata-mata de Libertadores? Aham… ( ah, se o Brasil tivesse ganhado da Alemanha jogando mal, né? D-u-v-i-d-o que teria um jornaleiro sequer para reclamar disso).

E todas as notícias foram boazinhas com o empate leonor no Peru – empatar fora só passa a ser ruim, só vai complicar mesmo, se o time jogar de verde e morar nas Perdizes…

empate-bambiempate-bambi1empate-bambi2No jogo da volta, o São Paulo não jogou bem e ganhou por 1 x 0, gol marcado  aos 43 do segundo tempo. Mas quem lê…

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E qual foi a pauta da análise do “jornalista sensato”? Preferiu encher a bola do jogador que fez o gol e, do time mesmo, só falou isso:

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Justiça? Mas não era ruim ganhar sem convencer? Então, né?

Vejamos o que disse a imprensinha sobre o empate do Palmeiras…

Antes mesmo da partida, já éramos brindados com notícias sem noção e essencialmente venenosas:

Rival da estreia na Libertadores gasta em um mês o que Palmeiras

ESPN.com.br – ‎16 de fev de 2016‎
De acordo com o jornal uruguaio El País, o custo mensal do River é de US$ 150 mil (cerca de R$ 600 mil), enquanto o custo anual é de US$ 1,8 milhões (R$ 7,2 milhões). … O Palmeiras, por sua vez, trabalha com gastos de R$ 330 milhões para 2016.
Veneno puro… O que se apreende das entrelinhas é: “torcedor palmeirense, o seu time tem a obrigação de ganhar”(só o meu?). Não teria outro motivo para que se comparassem os gastos mensais dos clubes. Mesmo porque, o que o Palmeiras tem a ver com os gastos do  adversário? E o que a imprensa tem a ver com os gastos do Palmeiras? É o Palmeiras, e demais clubes, que abrem a possibilidade dos jornaleiros esportivos estarem empregados e não o contrário.
(Será que a ESPN calculou quanto gastava o Corinthians quando foi eliminado pelo Guarani-PAR, ou pelo Tolima? Calculou a diferença de gastos com o Cobresal, de quem só conseguiram ganhar, com um gol contra, aos 47′ do segundo tempo? Comparou a folha dos bambis com a do Cesar Vallejo? Com a do Strongest? Com a da Ponte Preta, quando essa eliminou o time leonor de uma outra competição?).
As palavras são escolhidas “a dedo”…”bobeia”, “tropeça”, “velhos erros”, “desperdiça”, “tem que vencer”…
empate-PalmeirasLibertadoresESPNempate-PalmeirasLibertadores2empate-PalmeirasLibertadoresESPN1
E, veja na imagem abaixo, o mesmo jornalista, tão sensato e condescendente com o SPFW, pareceu mudar de ideia sobre times em início de temporada quando se referiu  ao Palmeiras : “Time grande TEM QUE atacar, ter volume de jogo E, NATURALMENTE, VENCER NA SUA ESTREIA“. Só vale pro Palmeiras esse “tem que, naturalmente, vencer na sua estreia”?

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Ele afirma que “o resultado foi péssimo”. E coloca nas linhas e entrelinhas que Marcelo Oliveira, que acabou de nos dar um título nacional, será demitido se o Palmeiras não ganhar do Santos. A imprensinha parece fazer de tudo para fritar o MO. Pra jogar a torcida contra time, técnico e diretoria. É turbulência no Verdão o que ela quer.

Mas aí… o dia amanheceu, a tarde passou e chegou a noite do dia seguinte… E o SPFW, jogando aqui em SP, perdeu do Strongest, que não vencia uma partida de Libertadores fora de casa há 34 anos.

Imagina se fosse com o Palmeiras? Mas pra eles não tem tropeço, não tem resultado péssimo… não tem gasto mensal  dos dois clubes, o jornalista que acha que time grande tem que vencer, o que tem que fazer valer a folha salarial mais alta do que a do adversário, no final do dia seguinte ainda não tinha escrito nada sobre esse jogo. Os demais, além de algumas poucas manchetes falando em vexame, foram na mesma alisada de sempre:

São Paulo pressiona, cai em ‘pegadinha’ do Strongest e perde na
ESPN.com.br

Pegadinha? O que a ESPN chama de “pegadinha” é uma jogada ensaiada, trabalho de técnico e time.

São Paulo abre a Libertadores com derrota para Strongest

Terra Brasil
Yahoo Esportes
ESPN.com.br
SPNet
Compare duas notícias juntinhas… de um empate fora e uma derrota em casa. Parece até que, pra ESPN,  uma derrota é melhor do que um empate.
O Palmeiras empata, fora de casa, e é tropeço. O SPFW perde, em casa, mas “liderou em passes e pecou na pontaria” .
Passes e posse de bola dá ponto para o clube que perdeu a partida? Classifica times?  A ESPN estava só tentando fazer parecer menos horrível o fato de o SPFW ter perdido em casa para um time mixuruca, e de folha mensal menor do que a dele (ela não falou nada sobre isso também). E por que  alivia pra um  e bate no outro, né? Raivinha desse outro? Que coisa “profiçionau”.
E se para o Palmeiras, que empatou fora, a imprensinha diminui as chances de classificação, se para o Palmeiras “complicou”, foi tropeço, para quem perdeu em casa não foi quase nada:

Acredita, São Paulo! Bauza classificou San Lorenzo campeão com 8 pontos

Patón conseguiu classificar time argentino com duas vitórias e dois empates na fase de grupos da Libertadores de 2014. Vice, Nacional teve o mesmo desempenho

(Só o Palmeiras é que não pode se sair bem tendo empatado a primeira, não é?)

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2016/02/acredita-sao-paulo-bauza-classificou-san-lorenzo-campeao-com-8-pontos.html
E o mesmo se deu em relação ao S.C.Itaquera. Quem assistiu ao jogo na TV, viu que ele não jogou nada, que teve apenas sorte de o adversário ter marcado contra, aos 47′ do segundo tempo. Quem assistiu na TV, ouviu Galvão Bueno dizer que o jogo era ruim, que o time de Itaquera não jogava bem. Ouviu também ele perguntar ao Casagrande: Você acha que foi merecida a vitória? E o Casagrande responder que não, não tinha sido merecida.
Mas, nas notícias da mesma emissora onde ouvimos essas coisas, aquele time que não jogou nada diante de um fraco Cobresal, virou time firme e competitivo. E o técnico que não  conseguiu que seu time produzisse nada, nem balançasse a rede, “vai conseguindo reconstruir a equipe” (a juizada ajuda a reconstruir a equipe, né?), mesmo tendo vencido depois de um cruzamento mixuruca, que não ia dar em nada, ter sido colocado dentro do gol por um adversário meio desastrado.
Estreia-Itakera-Liber
Cadê o “gol contra” no título? Não tem!
www.lance.com.br/corinthians/libertadores-timao-sofre-chile-mas-marca-…
Aqui, também não tem nada de gol contra.
noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/…/cobresalxcorinthians.htm
Nem aqui…
novojornal.jor.br/…/no-apagar-das-luzes-corinthians-arranca-vitoria-cont…
Ou aqui… A imprensinha torna fácil a vida de alguns times, não?
O autor do tweet que você vai ler abaixo, parece até que desabilitou até o cérebro pra escrever:

Gol do Corinthians no finalzinho. Estratégico, cirúrgico, no estilo Tite. Meu palpite.

Fico imaginando como poderia um gol contra ser estratégico e cirúrgico… E ao estilo Tite… Será que o Tite combinou a estratégia com o adversário no vestiário? E aos 47, no “momento cirúrgico”, avisou ao seu time – que não jogou nada a partida toda – pra chutar em cima do adversário que ele ia colocar a bola pra dentro, porque estava combinado? Por que ele tinha montado essa estratégia? Que vergonha dessa imprensa! Que nível rastaquera.

E vai ser assim em todos os jogos, amigo palestrino, em todos os campeonatos… vai ser assim o ano todo, como tem sido em todos os anos  – segundo a imprensa toda, não íamos ganhar a Copa do Brasil, seríamos goleados pelo Santos nas duas partidas, lembra? E muita gente caiu nessa…

E é por isso que temos que defender o Verdão e ficar de olhos bem abertos… sempre.

Quando começou o ano de 2015,  tudo o que nós queríamos era conquistar uma vaga na Libertadores 2016.

Conquistamos muito mais coisas ao longo de 2015… Um vice-campeonato paulista, um título maravilhoso da Copa do Brasil… conquistamos, ou melhor, ratificamos a soberania do Palmeiras em disputas nacionais. Sim, o nosso Palmeiras, com 12 conquistas nacionais,  é o maior campeão do Brasil.

E de quebra vieram os aperitivos… desclassificamos os gambás lá na impressora, ganhamos de novo deles, e de novo no Esmolão…

Demos uns sacodes nos bambis, com gosto de chocolate e coberturas de requintes de crueldade (né, Robinho?)… ganhamos um “Rio-São Paulo” quando batemos todos os grandes times dos dois estados… vibramos com gols maravilhosos… vimos nosso time com garra… voltamos a ter o nosso caldeirão, o Allianz Parque, onde o Santos, e a empáfia de alguns de seus jogadores, amarelaram na final…

E bebemos a alegria de ver jogadores guerreiros em nosso time, e vimos que as suas lágrimas de alegria eram iguais às nossas… Conquistamos um título com um gol de Prass e canonizamos mais um goleiro… e celebramos o primeiro título do Allianz Parque.

E, o melhor de tudo, recuperamos o respeito de todos.

Aqui estamos nós, começando 2016… e hoje é o primeiro jogo da Libertadores, com a qual tanto sonhamos em 2015. O Verdão vai estrear diante do River-URU, lá no Uruguai. Goleamos eles na pré-temporada, lembra?

E sobre esse jogo,  baseada no futebol que tenho visto nessas três primeiras rodadas de Paulistão, eu diria que qualquer resultado é possível nessa partida. No entanto, meu coração já gritou aqui, e ele diz que tem vitória do Parmera hoje!

Se o Palmeiras jogar direitinho, não dá mesmo pros uruguaios. O maior adversário do nosso time, nesse comecinho de ano,  é (tem sido) ele mesmo.

Nós sabemos que qualquer campeonato que o Palmeiras dispute é importante, pode ser até de botão. No entanto,  teríamos que ser muito dissimulados pra fazer de conta que não damos “A” importância pra Copa Libertadores.

Não a disputamos todo ano; conquistá-la, dá vaga para o mundial de clubes (tem quem pule o “vestibular” pra “entrar na faculdade”)… conquistá-la, faz o clube ser o Campeão da América, e é claro que nossos olhos crescem, e muito, para essa competição. Ganhá-la depende de um monte de coisas e circunstâncias, mas, querê-la, depende só da nossa vontade, da vontade dos jogadores, técnico e diretoria. Não tem um torcedor que a descarte… não tem um jogador e técnico, da América do Sul, que a menospreze.

E é por isso mesmo, porque nós queremos essa Copa também, que o apoio ao Palmeiras deve ser total, sem  “terrorismo amigo” com o nosso time.  SÓ APOIO, E COM MUITO ALTO ASTRAL! Vai dar certo!

Nossa maravilhosa torcida fez magia na Copa do Brasil, e, aposto, vai fazer de novo.

Ah, e tem mais uma coisa… desejo toda a sorte do mundo pro MO! Não quero que ele se saia mal para que tenha força alguma crítica que tenho feito a ele, para que eu tenha razão. Nada disso, e muito pelo contrário!

QUERO QUE O MO MANDE MUITO BEM! E que Deus o abençoe e ilumine – abençoe e ilumine nossos jogadores também -, e que ele inicie hoje a conquista de mais um título no Verdão!!

Força na peruca, MO!! TAMOJUNTO! FORÇA, PALMEIRAS!!

América, aí vamos nós!!

Depois de termos visto o Brasileiro 2015 ter sido um campeonato de cartas marcadas, onde só um time teve a possibilidade de disputá-lo; depois de termos assistido a um abuso de “erros” das arbitragens em favor de um mesmo time; depois de nos lembramos da lambança no Brasileiro 2005, e da lavagem de dinheiro do time  que “conquistou” (através da lambança) o campeonato na época; depois de um estádio ter sido doado, com dinheiro público, para esse mesmo clube… temos que ficar espertos com tudo o que lemos e tudo o que acontece por aí…

Há algumas semanas, o SC Itaquera anunciou um patrocinador novo, a Klar, empresa totalmente desconhecida, que ia, inclusive, comprar os naming-rights da arena que foi construída com o nosso dinheiro.

Bastou que chegasse à opinião pública algumas imagens, que provavam que a tal empresa, que ia investir centenas de milhões nos ‘itakeras’, não tinha nem CNPJ, que todo mundo se apressou a dizer que não era bem assim, que o dono da empresa tinha falado demais… blá blá blá, nhem nhem nhem… e a empresa sumiu dos noticiários, não virou patrocinadora de clube nenhum, e todo mundo fez que esqueceu…

No entanto, no mesmo dia em que o Palmeiras anuncia o maior patrocínio da história do futebol brasileiro, ou seja, hoje, o time ‘itakera’ anuncia um patrocinador que poderá pagar dezenas de milhões para estampar a marca em sua camisa.

Até aí, tudo bem, é assunto deles e não temos nada com isso. Ou, melhor, não teríamos, se uma grande e gorda pulga não estivesse a picar as orelhas de todo mundo…

A imprensa anuncia:

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E aí, as pessoas vão dar uma pesquisada (obrigada, Arthur Carvalho) e encontram umas coisas meio estranhas…

Uma empresa do Panamá, totalmente desconhecida – na verdade, um site de apostas (eles negam isso e se dizem parte de um grupo internacional de investidores que está lançando hoje suas operações no Brasil. Também não dizem o nome do grupo) -, que dispõe de dezenas de milhões para usar em patrocínio no futebol, e não tinha sequer um domínio antes do dia 28/12/2015…

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E o site de aposta não tinha uma página no Facebook antes de JAN/2016 (?!?!)…

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Que coisa, não? Será que é mais uma Klar, ou as nossas impressões estão totalmente equivocadas?

Vamos observar… Afinal, queremos campeonatos mais transparentes, limpos e bem apitados por aqui, e na América do Sul também. E se o futebol, e alguns clubes, continuarem a “tocar a mesma música de sempre”, já saberemos como terminarão os “espetáculos”, não é mesmo?