……………………….…………………….

Certa vez – faz tempo -, li algo em  uma revista…

“Existe um lugar mágico, onde o tempo não passa no mesmo ritmo pra todo mundo. Nesse lugar mágico, nenhum relógio marca a mesma hora. E o futebol é um caos. Enquanto um torcedor vê o seu craque partindo para a grande área com a bola dominada, diante do goleiro adversário, outro já viu o drible, o chute, já viu o gol acontecer, já o comemorou, ao mesmo tempo que um terceiro torcedor está vendo ainda o time entrar em campo… Para alguns, o jogo ainda nem começou; para outros,  já aconteceu… há mais de 60 anos”.

A pessoa que escreveu isso se baseou nas teorias de Einstein, e claro que a concepção desse mundo mágico, desse tempo onde não se distingue passado, presente e futuro,  a ideia de que tempo e espaço são a mesma coisa, era dele. E isso nos leva a pensar que, talvez, nada possamos mudar… nem eu, nem você, nem o gatinho no telhado, nem a pedra na montanha, nem a concha na areia da praia… o que para uns é futuro, para outros já está gravado na memória, já aconteceu…

Aconteceu pra gente primeiro… e o que aconteceu está lá… no tempo… e nada pode mudar. E podemos sempre viajar no tempo, cada um de nós à sua maneira, e (re)viver fragmentos da nossa história, do nosso universo, da nossa vida…

Meu pai viveu isso, em 1951, e eu, viajante de um outro tempo, ‘vivi’ isso depois, através dele… Meu pai viveu a tristeza enorme da perna quebrada de Aquiles, antes do jogo da semifinal… e eu já conhecia o final da história… Meu pai viu a injustiça que fizeram com o seu ídolo, Oberdan Cattani, pela derrota diante da Juventus-Turim, na fase classificatória da competição (como alguns fazem agora com Prass)…  eu vi a continuação da história, que fez justiça a um dos maiores – senão o maior –  goleiros da história do Palmeiras…  Meu pai fez parte dos 100.093 torcedores brasileiros que estavam no Maracanã (o Brasil era Palmeiras, o  Palmeiras era Brasil – em nenhuma outra ocasião, um clube paulista desfilaria em carro aberto no Rio de Janeiro, e sob aplausos e lágrimas de alegria e orgulho das pessoas na rua)… eu faço parte dos milhões de viajantes de outro vagão desse trem do tempo, que já deram de cara com essa conquista…

Talvez, hoje, nesse tempo que não distingue passado, presente e futuro, meu pai esteja lá no Rio de Janeiro, em pleno 22 de Julho de 1951, vivendo a alegria dessa conquista, vivendo a maravilha de ver o seu time, com os seus ídolos amados, fazer o Palmeiras Campeão do Mundo… talvez ele esteja lá agora, sorrindo de alegria, com lágrimas nos olhos e de peito cheio de orgulho por saber que Brasil inteiro  comemora com ele…

Talvez, hoje, nos fios do tempo que se embaraçam nesta data, 1951  se  encontre com 2017, e meu pai e eu (etodos os palmeirenses de  todos os tempos) estejamos juntos… comemorando o Mundial do Palmeiras.

Auguri meu pai… Auguri Fábio Crippa, Oberdan, Sarno, Salvador , Juvenal, Waldemar Fiume, Túlio, Luiz Villa, Dema, Lima, Aquiles, Ponce de León Canhotinho, Liminha, Jair Rosa Pinto, Rodrigues, Richard e Ventura Cambon.

Tanti auguri Palmeiras.

…………………….

…………………….

Depois da derrota para o maior rival, em pleno Allianz (infelizmente, uma derrota merecida, pela falta de ousadia, pela falta de organização do time verde em campo – não é a toa que tantos jogadores tenham caído de produção ao mesmo tempo -, pela posse de bola muito maior que a do adversário (63% para o Palmeiras) e, mesmo assim, a insistência na jogada – e só nela – de bola levantada na área, com muitos erros  nos cruzamentos; pela aplicação tática e organização do time adversário – que sabe dos seus limites e faz o simples, o “feijão com arroz”, certinho, sem nenhum extra, que marca incansavelmente, que faz cera, sem sentir nenhuma vergonha disso), depois de praticamente darmos adeus ao campeonato (faltando muitas rodadas, matematicamente ainda há boas chances, mas é difícil), depois do desgosto que essa derrota nos trouxe, ninguém imaginaria que o Allianz estaria lotado para Palmeiras x Vitória…

Manhã de domingo e mais de 36 mil torcedores estavam no jogo. O amor dessa torcida pelo seu clube é algo que precisa ser estudado…

Eu cheguei bem atrasada e, antes mesmo de subir para o meu setor, vi pela televisão do corredor que o Palmeiras perdia por 1 x 0… Como assim?

Ao chegar ao meu lugar,  meus amigos me informaram que o Palmeiras tinha começado bem o jogo, mas, num erro de passe e num chute de longa distância, que bateu na trave e entrou, tínhamos tomado o  gol.

Eu não acreditava que iríamos perder aquele jogo… não, com os jogadores que temos, que são, sim, melhores do que os que a maioria dos clubes possuem em seus elencos – basta apenas o Cuca acertar as coisas, dar padrão ao time, acertar o posicionamento da defesa e parar de inventar (ele manja do assunto, tem totais condições de acertar isso), basta ao time  colocar a cabeça no lugar, que o pé automaticamente entra na forma também.

Da mesma maneira que, no jogo anterior, a gente sabia que  a  ‘Lua estava em Saturno’ e o Palmeiras não iria marcar gol nem se jogasse mais 4 tempos, nós sentíamos que ali, diante do Vitória, nosso gol estava chegando… o sangue parmera esquenta mais nas veias na iminência de gols…

Falta para o Palmeiras, Dudu na cobrança: “Capricha, Dudu”. (Mal sabia eu, que era ele mesmo, o craque do time, nosso “soldadinho de chumbo”,  de quem eu sempre espero as melhores jogadas, que comandaria a nossa futebolística manhã de domingo). Duduzinho cruzou na área e Mina, que é sempre um perigo por ali, foi derrubado por Wallace. Milagrosamente, o juiz assinalou a penalidade – digo “milagrosamente”, porque, em algumas partidas anteriores, o Palmeiras sofreu pênaltis, legítimos, que foram ignorados pelos árbitros.

Os imprenseiros disseram na TV – eu soube depois – que ‘o lance foi muito polêmico’, que não houve nada’; outros escreveram que ‘o árbitro errou’, que ‘Mina se jogou na área’ e, mesmo após a partida, depois de cansarem de rever as imagens,  continuaram sugerindo que o Palmeiras tinha sido beneficiado.

Até passaria a ser verdade isso, se a imagem não mostrasse que Mina quase tinha sido castrado no lance… Na imagem abaixo, é muito fácil observar, se Mina não estivesse usando  uma bermuda embaixo do calção, teria ficado com os ‘acessórios’ todos de fora. O lado direito do seu calção, na mão do jogador do Vitória (repara nas listras), foi parar lá do lado esquerdo de tanto que foi puxado… Mas “não houve falta”, tá?

…………………….

Pênalti bem marcado… bola na marca da cal… Guedes,  nosso “Princeso”, que tá virando o  homem dos pênaltis, foi para a cobrança… chute forte, no canto superior esquerdo… bola de um lado, goleiro de outro e GOL DO PALMEIRAS! Mal a bola tocara a rede e o Allianz dava o seu enorme grito de gol…

“O Palmeiras é o  time da virada… o Palmeiras é o time do amor.” A torcida, cantando muito, fazia a arena vibrar e chamava a virada de jogo…

O telão nos mostrava que estávamos com 45′, quando, na jogada de Guerra com Dudu, o baixinho tocou rápido, a bola bateu no jogador do Vitória e ia sobrar para os defensores, Guerra, esperto, chegou pelo meio de dois adversários,  corrigiu o lance e deu um toque na bola, Duduzinho, entrando rápido pelo meio, chutou direto pro fundo da rede do Vitória (não pense que, na hora, ávida pelo segundo gol, eu consegui observar tão detalhadamente a jogada  rsrs)…. e o baixinho, craque,  cheio de raça,  veio comemorar bem ali na minha frente. E eu, que “gosto pouco dele”, adorei.

Virada do Verdão!  E o placar fazia jus ao time que  jogou mais. E o intervalo foi de festa no Allianz.

Para a segunda etapa, eu esperava que o Palmeiras administrasse a vitória parcial e, se  possível, fizesse mais um, pra garantir uma  segunda etapa  tranquila. E ela até seria tranquila se não fosse a arbitragem…

Cinco minutos de jogo, Guerra fez um lançamento lindo lá na frente, Dudu apareceu e ficou com a bola, mas foi marcado impedimento… mandrake.  Logo em seguida, Willian entrou na área, o jogador do Vitória fez a carga, por trás, no jogador do Palmeiras, o derrubou, e o juiz nada marcou, o bandeira “nada viu”, e o auxiliar de linha de fundo também “não viu nada”…

O Palmeiras, se não era brilhante e ainda cometia erros, fazia uma partida muito melhor do que as duas anteriores e levava perigo.  O adversário, por sua vez tentava pressionar o Palmeiras, mas  se descuidava, e deixava espaços.

Cuca chamou Michel Bastos pro jogo, pena que quem saiu foi o Guerra. Tirar o Guerra? Não entendemos nada na hora, mas ficamos achando que ele é quem havia pedido pra sair…

O Palmeiras ia chegando, mas o terceiro gol não saía…

Foi então que Dudu, o craque da camisa número 7 mais linda do mundo, saindo do meio de campo, e com dois adversários em sua cola, puxou contra ataque pela direita, foi até a linha de fundo; pensei que fossem jogá-lo pra fora de campo,  mas ele levou a melhor sobre os dois adversários e cruzou na área, Guedes deu um  toquinho mais atrás, e para o lado esquerdo, por onde entrava Willian, ele chutou, a bola pegou a trave, voltou para o meio da área e, flertando com Mayke, ela pedia: “Me chuta, me chuta”… e ele deu um chutão e estufou as redes, marcando o terceiro do Palmeiras. Quanta alegria! Festa na manhã de domingo…

Cuca chamou o Zé e sacou o Pitbull. E o Pitbull foi muito aplaudido na saída. Por mim, Felipe Melo não sai  do time nunca, além do seu futebol, do qual eu gosto muito, ele traz a energia e a vibração que motiva os companheiros e que precisamos em campo, mas,  como ele estava voltando  de contusão, sem ritmo, e como estávamos ganhando, eu não tinha motivos para reclamar de nada.

E nem daria pra reclamar mesmo, porque, uns minutinhos depois, Mina, nosso “zagueiro de Troia” (ele tem um atacante dentro dele e os adversários não sabem) deu uma arrancada pela direita e tocou pro Michel Bastos, e o Michel deu uma enfiada de bola, em diagonal, linda, lá pra área… adivinha quem chegou na maior velocidade e enfiou ela no gol?? Adivinha? D U D U !  O baixinho estava impossível! O Allianz explodia em alegria.

Três minutos depois, aos 34′, Cuca sacou Dudu (imaginei que fosse para poupá-lo) e chamou Borja (esse ainda vai se acertar e administrar essa pressão e expectativa exageradas, que colocamos nele, e render tudo o que esperamos). E o Allianz aplaudiu muito nosso pequeno gigante.

Tranquilo, ganhando por 4 x 1, o Palmeiras se distraiu, a defesa bateu cabeça… Egídio levou um chapéu de David lá atrás, o atacante do Vitória desceu rápido e, marcado por Dracena, tocou para André Lima, Mina não conseguiu evitar que ele cruzasse na área de volta para David, que chutou pro gol e descontou sem chances para Prass.

Borja quase faria o quinto gol,  mas a bola passou rente à trave… e o  jogo acabou assim.

Vitória justa e merecida do Verdão. E de goleada… é mais gostoso.

Antes mesmo do Campeonato Brasileiro-2017 se iniciar,  a informação de que a tabela do campeonato favorecia dois clubes – um deles, muito mais acintosamente -, já  era de conhecimento público, já estava em alguns veículos de informação.

Horácio Nelson Wendel, um engenheiro, que é considerado um especialista em análise de tabelas, e que participou da formatação das rodadas em algumas edições do Campeonato Brasileiro depois que ele passou a ser por pontos corridos,  dava o alerta: “A tabela do Brasileirão 2017 é toda feita para o Flamengo ser campeão. Um absurdo”.

Nós sabemos muito bem que todos vão jogar contra todos e que quem pegou um caminho fácil agora, pegará o mais difícil depois… No entanto, sabemos muito bem também, que, dependendo da orquestração da coisa, dá sim para favorecer e facilitar o caminho todo de alguns, dá para fazer com que alguns deslanchem em momentos em que outros têm a tabela mais complicada. Além do mais, somados à essa facilitação na tabela, existem outros ‘expedientes’…já vimos no ano passado, a anulação – “depois de uma verdadeira reunião de  condomínio em campo” – de um gol ilegal do Fluminense, num  jogo em que também houve um gol ilegal do Flamengo, que ninguém sequer pensou em anular. Fomos vítimas de jogada de vôlei na área, que o juiz preferiu ignorar, tomamos gol após a cobrança de um lateral, que não foi lateral porque a bola nunca saiu… vimos um lobby, pra lá de exagerado, para um mesmo clube, quando a imprensa vivia sentindo cheiro disso, cheiro daquilo… e vimos agora, no Brasileirão 2017, a utilização do recurso de imagem em benefício do Flamengo, que  fez com que a arbitragem anulasse a marcação de uma penalidade em favor do Avaí  – seria ok se o recurso de vídeo estivesse disponível para os demais clubes também. Mas não é o que acontece, na rodada passada, teve um pênalti cometido pelo Grêmio, (a favor do Palmeiras), que o juiz transformou em falta fora da área; teve uma falta fora da área que o juiz fez virar pênalti a favor do  Corinthians… e nada de utilizarem o tal recurso.

O especialista analisou os pontos positivos e negativos da tabela do Brasileiro 2017, encontrou 73 erros e ficou impressionado com o favorecimento ao Flamengo, com  a tabela feita em favor do time carioca. Ele ainda chamou a atenção para a falta de critérios da CBF para confeccionar a ordem dos jogos (Santa ingenuidade, Batman engenheiro! Falta de critérios? Será que nem passa pela sua cabeça a possibilidade de a “corretíssima” CBF ter feito essa tabela com muito ‘critério’?).

E o especialista afirma:  “A tabela da Serie A 2017 tem parcialidade clubística flagrante, tem todos os ingredientes para um desinteresse técnico e comercial da competição”. Claro, se os torcedores perceberem que esse campeonato é de cartas marcadas… vão se desinteressar bastante pela competição. E, com torcedores desinteressados, caem  as rendas, os patrocinadores perdem também (menos a emissora tão interessada em empurrar certos dois times)

Mas só achar, não basta; só falar, também não,  é preciso que o especialista aponte onde  estão os “erros”, o “arranjo facilitador”, para que todos possam observar e tirar as suas próprias conclusões.

Vejamos alguns dos erros que ele encontrou…

1 – O Flamengo jogou três vezes seguidas no Rio nas rodadas 7 (PON), 8 (FLU) e 9 (CHA) e jogará mais três vezes seguidas no Rio nas rodadas 11 (SAO), que ele já jogou, e nas rodadas 12 (VAS) e 13 (GRE).

2 – O Flamengo joga cinco vezes seguidas na cidade do Rio de Janeiro nas rodadas 21 (ATL-GO), 22 (CAP), 23 (BOT), 24 (SPO) e  25 (AVA). Cinco partidas sem sair do RJ… Mas que camaradagem da CBF, não é mesmo?

3 – No segundo turno, o Flamengo tem outra sequência camarada. Jogará na cidade do Rio de Janeiro da rodada 2 até a rodada 5  (ATL-MG, ATL-PR, BOT, SPO) e só depois viaja para enfrentar o Avaí.

4 – O Flamengo fará 11 jogos em casa e 1 jogo fora de casa, em 2 períodos seguidos, de 12 rodadas.

Deram  uma facilitada boa para o time carioca, não é mesmo? E ninguém na CBF percebeu isso? Maaaagina…

Mas o especialista aponta benefícios para o “lava-jato” também:

1) O Corinthians joga quatro vezes seguidas em São Paulo nas rodadas 11 (BOT), que ele já jogou, e nas rodadas 12 (PON), 13 (PAL), 14 (CAP).  Joga o clássico estadual sem ter precisado sair da cidade, por duas rodadas, antes dele.

2) No returno, entre as rodadas 21 e 25, o Corinthians joga quatro vezes em São Paulo (VIT, ACG, VAS, SAO) e uma vez fora de casa contra o Santos, na rodada 23 – dois em casa, um  fora, e dois em casa outra vez. De novo,  joga os clássicos do seu estado, sem precisar viajar antes deles.

Mas que CBF boazinha…

Outras facilidades foram apontadas para alguns outros clubes também:

FLU jogou 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 3 (VAS), 4 (VIT), 5 (CAP) e repetirá a dose  nas rodadas 27 (FLA), 28 (AVA), 29 (SAO)

VAS jogou 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 8 (AVA), 9 (BOT), 10 (ACG) e também jogará 3 vezes seguidas nas rodadas 30 (CFC), 31 (FLA), 32 (VIT)

BOT joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 12 (ATL-MG), 13 (FLU), 14 (SPO) e nas rodadas 26 (VIT),  27 (CHA), 28 (VAS)

CBF, tão “”gentil” com os times cariocas…

ATL-PR jogou 3 vezes seguidas em Curitiba nas rodadas 2 (GRE), 3, (FLA), 4 (COR)

BAH joga 3 vezes seguidas em Salvador nas rodadas 10 (FLA), 11 (VIT), 12 (FLU)

CRU joga 3 vezes seguidas em Belo Horizonte nas rodadas 10 (CFC),11 (ATL-MG), 12 (PAL)

CFC joga 3 vezes seguidas em Curitiba nas rodadas 21 (SAN), 22 (VIT), 23 (CAP)

ATL-MG joga 3 vezes seguidas em Belo Horizonte nas rodadas 29 (CHA), 30 (CRU), 31 (BOT)

VIT joga 3 vezes seguidas em Salvador, nas rodadas 29 (CAP), 30 (BAH), 31 (ACG)

Enquanto isso… Ao término das 12 primeiras rodadas (a 12ª rodada será jogada no próximo final de semana), o Palmeiras – que não aparece na lista de erros da tabela – será o único time, dentre os que potencialmente podem brigar pelo título, a ter feito apenas cinco jogos como mandante… em 12 partidas. É o clube com menor número de jogos como mandante até a 12ª rodada – o Flamengo também terá feito cinco partidas como mandante, no entanto, dos jogos como visitante, dois foram na cidade do RJ. Em uma sequência de 7 jogos do time carioca, só um deles realmente foi fora de casa .

Já o Palmeiras, durante o campeonato todo, por quatro vezes faz 2 – e não 3, nem 4, e nem 5 – partidas seguidas fora de casa e, por quatro vezes também, faz 2 partidas seguidas em casa. Uma coisa compensando a outra, mas não vemos essa compensação com os times que receberam a regalia de 4 e 5 partidas seguidas em casa, não tem o inverso para equilibrar, não tem as 4 ou 5 partidas seguidas fora de casa.

Muito difícil acreditarmos que a CBF planejou tão mal o maior campeonato do país, o campeonato que lhe dá um lucro bastante grande com rendas, patrocínios e contrato de TV; mais difícil ainda acreditarmos que ninguém lá tenha percebido que a tabela favoreceria bastante dois clubes, que a tabela tenha sido elaborada de maneira extremamente favorável para um único clube… Eu diria que é impossível acreditarmos nisso. Ainda mais quando vemos o que anda acontecendo  com as arbitragens, com o recurso de imagem utilizado só para um clube…

O pior é que os demais clubes que disputam o campeonato – o nosso, inclusive – aceitam a tabela sem reclamar.

Vamos continuar de olho…

Se não fosse tão arrebatador, se não escancarasse todas as nossas emoções, se não abrisse todas as nossas gavetas e colocasse o nosso coração do lado de fora do peito, se não tirasse nossos pés do chão, se não nos levasse às lágrimas, e não fizesse com que nos sentíssemos pertinho de Deus… não seria Palmeiras…  💚

…..

……….

Palmeiras x Jorge Wilstermann… Palmeiras x Peñarol… Peñarol x Palmeiras… Palmeiras x Santos… Inter x Palmeiras… Palmeiras x Cruzeiro…  Só o Palmeiras mesmo para nos proporcionar emoções tão intensas, tão arrebatadoras…

Estar perdendo, por 3 x 0, num jogo de quartas de  final da Copa do Brasil, ainda no primeiro tempo – o que faz minar totalmente o psicológico do time que está sendo derrotado – e ir buscar… não é para qualquer um.

Achei que Cuca tinha se equivocado na escalação. Depois de algumas partidas em que deixou Zé Roberto no banco, o técnico me inventa de escalá-lo no jogo de ontem. E na lateral, com Dracena para lhe dar cobertura. Não ia dar muito certo… Estranho que Cuca não tivesse se dado conta disso. Sem contar que, pra mim, Borja no banco também era um  erro.

Mas, mesmo meio temerosa pela escalação, eu não esperava – nenhum palmeirense esperava – pelo que aconteceu no primeiro tempo de Palmeiras x Cruzeiro, acho que nem mesmo o mais otimista dos cruzeirenses sonhou com aqueles 3 x 0 no Palmeiras com 30  minutos de jogo…

No início, o  Palmeiras dava pinta de que iria jogar sem muitas dificuldades, que estava tranquilo em seus domínios, e tomava mais a iniciativa… tudo como  imagináramos antes do jogo.

No primeiro minuto, Willian recebeu de Guedes e, meio sem ângulo, finalizou no cantinho, mas pelo lado de  fora… Logo em  seguida, Guerra, de fraque e cartola, fez uma jogada maravilhosa, saiu lá de trás – do nosso campo de defesa -, com bola dominada, fez a fila, avançou, mandou um chutaço pro gol e obrigou o goleiro das marias  a fazer uma grande defesa. O Allianz ficou encantado, de olhos arregalados, com a jogada de Guerra (que craque ele é, me lembrou Valdivia)…

E,  de repente, “a lua se escondeu” e ninguém  entendeu mais nada… Em três únicas descidas,  o Cruzeiro fez 3 gols…

Num contra ataque do adversário, numa cochilada da nossa defesa, e em  apenas 4 toques, a bola estava no fundo das nossas redes. Parecia tão irreal termos tomado aquele gol… e com sete minutos de jogo. “Como assim?”, nos perguntávamos todos. E o que nos parecera que estava certo  antes, começava a dar errado…  o gol deixou nosso time desencontrado, mas a torcida – fazendo contas – cantava, para animar e motivar o time.

Doze minutos depois, numa bobeira geral, Robinho faria o segundo gol do Cruzeiro (tenho a impressão que, algumas vezes, nossos jogadores marcam a bola, correm atrás dela, e esquecem de marcar os jogadores adversários). Uma ducha de água fria na torcida esse gol… todos sentimos o baque… Eu me sentia anestesiada, e me estranhava… mas continuávamos cantando… e fazendo contas.

Aos 30′, na terceira descida do Cruzeiro no jogo, o terceiro gol marcado… de novo, um vacilo palmeirense…

Cuca, pra começar a consertar as coisas… chamou Egídio e sacou Fabiano. Zé Roberto deixaria a lateral e iria para o meio onde nos ajudaria mais…

Se já era difícil imaginarmos uma derrota do Palmeiras, mais difícil ainda era lidarmos com o placar dilatado e com a sombra de uma desclassificação antecipada pairando sobre nossas cabeças… ainda mais quando o primeiro tempo acabou sem que conseguíssemos descontar…

Enquanto pensávamos: “Agora, ferrou”,  nossos olhos interrogavam os dos amigos: Será que tem jeito? A boca, orientada pelo coração, dizia: Jeito tem. E é o Palmeiras, pô! Vamos conseguir! E, dessa maneira, aflitos sim, mas sem tempo para não acreditar,  guiados apenas pelo coração,  todos tínhamos a certeza que, de alguma maneira, iríamos superar mais essa…

E então, o segundo tempo começou… e nós estávamos sem o Guerra – ó céus -, que sentiu dores e foi substituído no intervalo. Borja entrava em seu lugar.

A torcida apoiava o time… cantava,  mostrando aos jogadores em campo que ela acreditava sim e que ia jogar também, e jogar muito. Eu, que estivera meio anestesiada até aquele momento, estava de olhos fechados, mentalizando coisas que queria que acontecessem, falando comigo mesma e com mais alguém em outro plano… e então, meus sentidos acordaram, senti uma energia diferente, forte… abri os olhos e parecia que tinha chegado ali naquele instante, como se estivesse voltando de algum outro lugar…

Acho que aconteceu o mesmo com o resto da torcida, porque a energia que rolava no Allianz começou a crescer – como sempre acontece antes dos gols do Palmeiras. O time, mais acertado com Egídio, mais perigoso com Borja, comandado pelo craque Dudu (joga muito), se insinuava deliciosamente na área do Cruzeiro…

E, aos 7′, foi Borjão da Massa quem enfiou uma bola linda para Duduzinho. O baixinho craque fez o pivô  para o Zé, que chutou, mas foi interceptado pelo zagueiro, a bola, então, voltou para Dudu, que estava de costas pro gol, ele dominou, girou e estufou a rede das marias. GOOOOOOOOOOOOL, P#RRA!! O Allianz explodia no gol de Dudu.  Na hora, eu nem sabia quem tinha feito o gol. Estava lá do outro lado e só tinha visto a bola na rede, e então me perdi no meio do abraço gigante dos meus amigos.

“O Palmeiras é o time da virada. O Palmeiras é o time do amor…” !! Vamos, Palmeiras! Pra cima deles! 

O Allianz estava ensurdecedor… a energia parecia aumentar cada vez mais… E o Cruzeiro sentiu, seus jogadores sabiam que o Palmeiras iria pra cima… e ele foi mesmo. Os sorrisos estavam de volta  aos rostos palestrinos… os nossos olhos, antes chateados, sem graça, por um “não saber o que estava acontecendo”, recuperavam o brilho e a alegria. O Palmeiras em campo, buscando gols, era a luz que eles refletiam agora.

O Palmeiras morava na área do Cruzeiro e botava pressão nos smurfs… as chances surgiam e os palmeirenses todos sentiam que o segundo gol estava chegando…

Egídio cruzou na área, o zagueiro rebateu, outro zagueiro deu um chutão pra cima, Borja, no meio de dois adversários, subiu e tocou de cabeça pra Duduzinho, que entrou na área e fuzilou pro gol… “Meu Deus do céu!! Gooooooooool do Palmeiras!! E só tínhamos  15 min de jogo no segundo tempo. O Allianz quase vinha abaixo na explosão de felicidade da torcida. “Boooooooora, Verdão, vamos buscar mais um”.

E se não fosse o juiz, o terceiro poderia ter saído no ataque seguinte… Caicedo cometeu pênalti em Borja,  e o juiz nada marcou…

…………………….
…………………….

…………………….
…………………….…………………….

A energia no Allianz era absurda, eletrizante… Eu sentia até tontura e mal conseguia respirar direito… Conhecemos a força da torcida, temos anos de bancada (eu tenho)… e, mesmo assim, a gente se arrepiava e se perguntava: Meu Deus, o que é isso que está acontecendo no Allianz agora? Lindo demais! Forte demais! A torcida, em todos os setores da arena, jogava com o time e buscava o gol  de empate…

Cobrança de falta para o Palmeiras, zagueiros tentando tirar a bola, parmeras tentando ficar com ela… e Willian pegou a sobra, chutou pro gol, a bola ainda bateu no cruzeirense e entrou… Gooooooooooool! Aqui é Palmeiras, p#rra!! A torcida enlouqueceu de alegria!! Nunca vou esquecer dos rostos dos meus amigos nesse momento…

Como pode aquela bola, balançando a rede adversária, representar tanto em nossas vidas? Fazer nosso mundo ficar tão lindo, tão certo, tão verde? O momento do gol é inexplicável… todo mundo se “despe” das caras e bocas e poses… todo mundo fica de verdade, inteiro… e ri… e chora… e grita, pula… abraça quem estiver pela frente… é muito mais  que futebol…

Tivemos muitas outras chances, mas o quarto gol não saiu… no entanto, muito mais do que aliviados, saímos do Allianz felizes, orgulhosos com a reação do time, mantivemos intacta a nossa invencibilidade em casa, e tínhamos na boca um delicioso sabor de vitória…

“Morremos” todos, é verdade, mas voltávamos pra casa mais vivos e inteiros do que nunca… E nenhum de nós conseguiria dormir facilmente naquela noite…

Não vai ser fácil a partida de volta, mas estamos na briga, e vamos buscar.

Não pude escrever no dia, mas não deixaria de falar sobre o jogo do Verdão contra o Santos…

O Palmeiras não anda nada bem no campeonato brasileiro, nós sabemos muito bem… Cuca ainda não acertou a mão (está quase), às vezes, inventa umas coisas estranhas, que  não dão  muito certo – quando fez o simples diante do Fluminense, foi uma beleza. Além disso, tenho a impressão que em boa parte dos jogos, nossos jogadores parecem marcar a bola, e ficam correndo pra lá e pra cá, esquecendo de marcar os atacantes adversários. Foi assim no gol de D’Alessandro, para o Inter; foi assim no gol de Henrique, para o Fluminense… mas não foi por nenhuma dessas coisas que ele foi derrotado pelo Santos na rodada passada. Na verdade, lá no Aquário , as coisas ocorreram  de maneira bem diversa. O  Palmeiras foi bem, mas, como tem sido usual a cada vez que o Palmeiras vai jogar lá, quem decidiu a partida foi o árbitro, Wilton Pereira Sampaio (aquele mesmo, que num outro Palmeiras x Santos, marcou um toque de Barrios, o amarelou por isso, mas  ignorou o pênalti cometido por Zeca, que dominou uma bola como braço… o mesmo  árbitro de Palmeiras  x Internacional, pela Copa do Brasil-2015, que permitiu que o Inter fizesse dois gols irregulares e, por pouco, não nos tira a classificação)…

Ao contrário do que muita gente poderia ter esperado, o Palmeiras não deixou que o Santos desse as cartas em seus  domínios. Apesar de um primeiro tempo não muito movimentado, meio morno, com erros de passe dos dois lados, e de uma boa defesa de Prass nos primeiros minutos, o Palmeiras levou mais perigo ao gol santista. Tche Tche  arriscou de fora da área e a bola passou raspando… Guedes chutou de longe, e a bola pegou a trave. Que lance! Por pouco ele não abriu o placar…

O Santos fazia muitas faltas e Wilton Pereira Sampaio, nosso velho e costumeiro ‘conhecido’, esquecia o cartão dos santistas algumas vezes, como fez com Lucas Lima, depois de ele fazer uma falta muito dura em Roger Guedes… mas, para os palmeirenses, ele  não esqueceria de tirar o cartão do bolso.

Thiago Santos arriscou de longe, a bola desviou e saiu em escanteio… Aos 46′,  Guerra cruzou na área e Willian apareceu para cabecear forte… o goleiro santista fez uma grande defesa e salvou o Santos de tomar o gol.

Na segunda etapa, nos primeiros minutinhos, Guerra chutou perigosamente de fora da área, mas um Vanderlei em noite inspirada fez uma baita defesa e impediu o gol do Verdão… Guerra lançou Guedes, mas o goleiro chegou primeiro  e ficou com a bola…

E então, aos 5′, o Santos abriu o placar… Kayke, que tinha Dracena pela frente, recebeu de Jean Mota, fez falta em Dracena, o empurrou, o jogador do Palmeiras foi pro chão. Árbitro, bandeira e auxiliar de linha de fundo (pra que servem esses p%rras?) nada marcaram, e o atacante ficou livre para abrir o placar. Prass  nada pôde fazer. Um monte de gente, cara de pau pra caramba, diria que Dracena tropeçara na própria perna.

Eis aqui o momento em que Dracena “tropeçou” na própria perna…

…………………….

…………………….

Um horror esse “tropeção”, não é mesmo? Ele empurra Dracena com o braço, mas repara na perna e no pé do santista… Me lembrou até do Barrios “tropeçando na própria perna”, na final da Copa do Brasil/2015…

…………………….

Como “tropeçam” esses parmeras… Estão sempre tropeçando em árbitros picaretas (Wilton Pereira Sampaio sempre faz dessas com o Palmeiras)… Os palmeirenses reclamaram, mas não adiantou (a picaretagem na CBF é tanta, que árbitros com  acesso à imagens de  vídeo para corrigir erros do apito, só estão disponíveis em jogos do vice de 87)…

O dono da casa se animou com o gol que Wilton Pereira Sampaio lhe dera de presente, e, por duas vezes, Prass precisou aparecer. Numa das vezes, com uma defesa linda, depois da cabeçada de David Braz.

Guerra driblou o santista e finalizou… o goleiro conseguiu se esticar todo e desviar…

Troca de bola do Palmeiras, Guedes finaliza de fora da área e o Vanderlei espalma…

O Palmeiras era melhor que o Santos em campo.

Ataque do Palmeiras,  a bola sobra para Willian na pequena área. Ele chuta pro gol, mas Vanderlei se estica todo e faz verdadeiro milagre…

45′, Raphael Veiga manda uma bomba de fora da área,  Vanderlei consegue tirar lá no cantinho – como os goleiros adoram crescer pra cima do Palmeiras; dá uma exposição danada pra eles.Vanderlei está até pedindo chance na seleção.

49’… finalzinho dos acréscimos… Raphael Veiga faz lançamento na área, Edu Dracena se adianta ao zagueiro santista, vai pra bola, mas é puxado… De novo, nem árbitro, nem bandeira e muito menos o auxiliar de linha de fundo (não prestam pra nada esses espantalhos) viram o pênalti – devem ter fechado os olhos na hora, só assim para não verem (teve também uma botinada, dentro da área, no Mayke,  num momento anterior da partida, mas não encontrei as imagens para conferir o lance)…

……………………. ……………………. …………………….

 

E, mesmo com o Palmeiras mais acertado, jogando muito mais do que o Santos, fazendo, talvez, a sua melhor partida sob o comando de Cuca neste ano, graças à ‘partidaça’ que Wilton Pereira Sampaio, o árbitro, fez pelo Santos (ele fez o resultado do  jogo), o Verdão saiu do Aquário derrotado.

E como nada aconteceu depois desses “erros” absurdos em lances importantes, como nenhuma punição foi dada ao apitador, como a maioria dos jornalistas fez parecer que não aconteceu nada demais no jogo e camuflou a roubalheira com performance de Vanderlei (só falaram disso depois do jogo), como os responsáveis pela arbitragem nada viram de errado nessa garfada, como a CF não se importa com nada disso, nós podemos acreditar que o resultado feito no apito foi de encontro ao que todos eles queriam que acontecesse, não é mesmo? Ficamos com a impressão que foi uma (mais uma) prestação de serviço…

Ah, esse ‘esquema Crefisa’, que os rivais juram que compra os resultados para o Palmeiras…

E é claro que eu comemoro o 12 de Junho… tem muito amor envolvido nisso, envolvido nessa data, nas minhas lembranças, na minha história e no meu coração… 💚💚💚

Obrigada, Evair, Edmundo, Sérgio, Antonio Carlos, Tonhão, Mazinho, Roberto Carlos, César Sampaio,  Daniel Frasson, Alexandre Rosa, Jean Carlo, Luxemburgo…

Obrigada, Deus, por me deixar viver a enormidade daquele momento, por me deixar viver aquela felicidade sem tamanho, a maior  alegria da minha vida… e, por favor, Deus, mesmo que eu viva cem anos, não permita que algum dia eu me esqueça do que vi,  vivi e senti  naquele dia…

#PalmeirasOMaiorAmorDoMundo #AmorPraTodaVida 💚💚💚

…………………………
…………………………
…………………………

…………………….

💚💚💚 💚💚💚

 

Jogo da volta contra o Inter, e valendo vaga nas quartas de final da Copa do Brasil…

O  Palmeiras, depois da vitória por 1 x 0, no Allianz , levava para o sul a vantagem do empate.

Jogar pelo empate pode acabar sendo perigoso, e quase sempre traz alguma dor de cabeça. Ainda mais, quando a partida é o jogo do ano, o jogo da vida para o adversário, quando ele está trocando de técnico (isso sempre dá um gás novo). No frio na chuva, Inter e Palmeiras, como em 2015, disputariam uma vaga na Copa do Brasil… O Inter jogava todas as suas fichas de 2017 nessa partida. Rebaixado à Série B no último Brasileirão, se fosse eliminado da Copa do Brasil, só lhe sobraria a segundona mesmo, onde amarga uma 12ª posição. Claro que não seria fácil… mas com empate, com vitória,  fosse como fosse, o importante era o Palmeiras sair do sul classificado.

Não “mi” gostei muito da escalação do Cuca, do time cheio de volantes e sem alguém para armar o time… pelo visto, nossa estratégia ia ser só a bola aérea… Por outro lado, ele parecia querer reforçar a marcação ao colocar Tche Tche, Jean e o Pitbull e isso poderia nos ser benéfico, mas eu preferiria o Thiago Santos nessa trinca, porque ele costuma desarmar mais que chuveiro elétrico no frio, e o Inter – podíamos apostar nisso -, iria vir pra cima do jeito que desse e pudesse.

Já de cara,  numa jogada toda errada e infeliz de Dracena, que tocou de cabeça pra trás buscando Mina,  mas deu a bola de presente pro adversário, quase o Inter abre o placar. Só não marcou o gol porque Prass salvou com o pé…

Os gaúchos pareciam colocar mais  intensidade na partida, e Prass começava a aparecer no jogo… E não demorou muito pra termos uma grande dor de cabeça… Depois de roubar a bola no meio de campo, avançar com  ela, Edenílson, tocou para D’Alessandro receber sozinho na entrada da área, dominar, e mandar pro fundo das nossas redes. Zé e Dracena, que poderiam ter tentado dificultar para D’Alessandro, também estavam marcando Edenílson, que já tinha Mina em seu encalço.

O Palmeiras não se achava em campo, errava muitos passes… Dracena, que já fizera 10 partidas como companheiro de Mina na zaga e perdera só uma,  não estava num bom dia. Mas depois do gol, o Verdão pareceu reagir… Aos 17′, num lance rápido, Guedes recebeu belo passe de Dudu,  avançou na área e meteu pro fundo do gol. O juiz Ricardo Marques assinalou impedimento (os televisivos, vasculharam, vasculharam, e acharam um pedaço de calcanhar impedido)…

Eu achei estranho juiz e bandeira assinalarem impedimento, e com tanta certeza… no início da  jogada, quando a bola já está no pé de Dudu, o jogador do Inter dá totais condições ao palmeirense…. na hora do passe, uma fração de segundo depois dessa”total condição de jogo de Guedes”, eles estão na mesma linha… Numa fração de segundo juiz e bandeira veem o colorado dando totais condições e logo em seguida os dois na mesma linha… e categoricamente assinalaram impedimento? “Visão de águia”, hein? Hmmmm…

…………………….

…………………….

É vôlei, seu juiz?
Três minutinhos depois, Willian tenta o chute a gol, mas Léo Ortiz corta com a mão e, na sequência do lance, toca a bola de novo com a outra mão. E não teve “visão de águia” nenhuma. Dois toques num mesmo  lance… braço longe do corpo… isso não é discutível, não  é polêmico… a regra é clara: é pênalti. Mas o árbitro Ricardo Marques, que estava pertinho do lance, e viu tudo, mandou seguir…

…………………….
…………………….

Em  menos de 5 minutos, Ricardo Marques, o juiz do jogo, resolvera tirar do Palmeiras o gol de empate e também, quem sabe,  o da virada de jogo… Deixar de marcar um pênalti desse é só por muita vontade de deixar de marcar, de querer ignorar a regra, não é? E isso porque era um mata mata, valendo vaga nas quartas de final… Que vontade de esganar o filho da mãe. Uma lambança as arbitragens no Brasil, uma roubalheira, e, enquanto isso, Marco Polo Del Nero, o presidente da CBF, a entidade que deveria zelar pela lisura dos campeonatos, muito provavelmente estava escondido embaixo da cama com medo de ser preso, por corrupção, pelo FBI.

O Inter, inflado pelos seus quase 35 mil torcedores, vencendo o jogo, e tendo o juiz por companheiro, vinha pra cima em seu “jogo do  ano”. O Palmeiras, embora tentasse, não fazia nada de efetivo, não criava, não assustava o goleiro do Inter e, ainda por cima, perdia Dudu, que sentia dores na coxa. Keno o substituiu.

O Palmeiras precisava só de um golzinho, mas nada de  chegar no gol adversário no primeiro tempo…

Na segunda etapa, o Palmeiras  voltou com Thiago Santos no lugar de Dracena, Felipe Melo iria para a zaga… Ok, que é uma opção, mas prefiro o Pitbull em sua posição costumeira.

Já no comecinho, jogada perigosa do Inter… e quase que o tal de Sasha fez…

A gente esperando a reação do Palmeiras, mas quem fez gol foi o Inter, aos 10′, e abriu 2 x 0.  Que “brincadeira” de mau gosto, Palmeiras. Eu ficava dividida entre o “já era” e o “vamos marcar” que parecia gritar dentro de mim…

Cuca chamou Borja para o lugar de Guedes… Com um estrago de 2 gols de diferença e sem um meia no time, não ia ser tão fácil pra ele. Tadinho… pedi a Deus que iluminasse Borjão da Massa…

Já passava dos 20′ e nada do Parmera marcar… e o Inter fazendo o seu  “jogo do ano, vinha pra cima e também marcava muito o Palmeiras… Aos 22′, D’Alessandro cometeu pênalti em Zé Roberto… imagina se o  juiz deu? Maledeto! E olha que até na TV  – que nunca vê nada a favor  do Palmeiras – mostraram o replay mais de uma vez e falaram que foi… e tinha sido mesmo.

Difícil assim… Num jogo em que muito pouco criamos, que raras vezes chegamos com perigo, quando a gente chega, o juiz nos dá uma rasteira?

A adrenalina estava a milhão. Eu mal  conseguia assistir ao jogo. Já tinha nas mãos o meu terço benzido, o terço das “emergências”… e já não conseguia parar diante da TV… entrava e saía da sala o tempo todo… resolvi deixar o terço na frente da TV… e quase o Willian fez… o goleiro do Inter defendeu com o queixo.

As chances do Palmeiras começavam a aparecer… num vai e vem incessante, eu ia na sala só pra dar uma passadinha de mão no terço, uma espiadinha no jogo (só assistia quando o Verdão tinha posse de bola) e voltava. Acredita, Verdão!

Não termos tomado gol em casa nos dava a chance de conseguirmos  nos classificar apenas fazendo um gol e não tomando mais nenhum. Senti uma coisa tão diferente, uma energia tão forte, uma força… Sei lá, senti que o gol ia sair…  A energia era tanta que eu chorava, mesmo sem querer…

Quando o Inter ia pro ataque, eu saía da sala e ia rezar em outro lugar. Quando era o Palmeiras com a bola, eu corria lá pra ver…

O tempo passando… o Inter já ficava todo no campo de defesa para tentar impedir o nosso gol… Força, Palmeiras, vai que dá!

Falta para o Palmeiras… Jean vai cobrar… Agora, Jean, capricha!  Bola levantada na área… os parmeras todos sobem, se movimentam, e a bola vai parar… dentro do gol! Glória a Deus!!

Gol do Palmeiras, p@rra!! Jogadores saem correndo, comemorando … e eu quero saber quem fez… Thiago Santos é quem está  no meio do abraço gigante… Thiago Santos é o nome do gol palmeirense… O replay mostra, Jean cobra a falta, Mina sobe mais que todo mundo, mas a bola passa por ele… Borja parece dar uma raspadinha nela (eu achei), e Thiago Santos, dividindo com o defensor do Inter, cabeceia pro gol…

E ainda tínhamos 34 minutos de jogo. Pra mim, o tempo de jogo agora era “ainda”… Minha Nossa Senhora! Força, Verdão!! Segura aí!!  

O smorfioso do juiz deu mais 5… meu coração ia sair pela boca… e eu chorava de nervoso, alegria, emoção… Mina, Pitbull, Zé, Borja, Prass, Tche Tche, Thiago Santos, Keno, Fabiano, Jean, Willian… o time inteiro pra segurar a classificação…

No banco, Roger Guedes, pálido, nervoso, come as unhas de quatro dedos de uma vez… Antonio Carlos, apreensivo, tenso, também come as unhas… “Ainn, esses jogadores riem da gente e não estão nem aí pro time”, dizem os hardys.

E então, o juiz, que tanto nos garfara, apita o final da partida. PALMEIRAS… C-L-A-S-S-I-F-I-C-A-D-O !!

Pega o seu impedimento, juiz, pega os pênaltis que você não deu também e enfia onde você quiser… AQUI É PALMEIRAS, P%RRA!! Uffa…

Certa vez, ouvi alguém dizer que torcedores que escrevem sobre os jogos dos seus times, deveriam esperar o dia seguinte para fazê-lo. Depois de uma noite de sono, as coisas sempre parecem um pouco diferentes.

Achei interessante, pertinente, e passei a por isso em prática, para testar, e gostei. Muitas  coisas que, no calor de um fim de jogo, nos parecem importantes, imensas, no dia seguinte, depois de refletirmos melhor sobre elas, passam a ter peso totalmente diferente e diminuem um bocado de tamanho. E quantas bobagens deixam de ser ditas… Por outro lado, a emoção arrebatadora de um resultado maravilhoso, pode acabar perdendo um pouco da sua força no dia seguinte… Mas existem coisas que queremos dizer que não mudam de um dia para o outro,  a gente pode dormir e acordar e ela continua lá “conversando com a gente”, o tempo todo… Como essa postagem anda fazendo comigo há uns dias…

Torcedores são passionais, é verdade, os do Palmeiras, então… não são  chamados de bipolares, cornetas, hardys… à toa.

Não sei bem o que acontece atualmente, o que vem acontecendo nos últimos anos… uma parte da nossa torcida, acometida de não sei qual doença – talvez a da ingratidão -, vem se transformando em algoz do próprio time… e dos jogadores dos quais ela espera maravilhas em campo…

Nada nunca está bom… Tem sempre um “se”. Até mesmo quando vence bem e se classifica, sempre tem quem reclame de alguma coisa. E esses algozes do próprio time exigem um padrão de 100% de excelência dos profissionais, o tempo todo… senão não servem. 100% de excelência, que nenhum desses “exigidores” têm em seus trabalhos, em seus estudos, em seus relacionamentos, em área nenhuma de suas vidas… o tempo todo; nem eles nem os jogadores, nem eu e nem ninguém… seres humanos não são máquinas infalíveis, e eles podem ter a profissão que tiverem que a coisa não muda. Todos temos momentos maravilhosos, em que tudo dá muito certo, e outros tantos em que, por mais que queiramos que seja diferente, a coisa não vai bem. Bem que a gente gostaria, mas ninguém ganha todas, ninguém acerta em todas… Todos cometemos erros às vezes, (muitas vezes) e eles nos servem de aprendizado.

Somos torcedores, porque estamos, ou deveríamos estar, sempre torcendo, pelo nosso time, incondicionalmente, porque o apoiamos em qualquer situação, faça chuva, faça sol, entra ano, sai ano, na série A, na B, na X, na Y, na Libertadores, no Paulistão, no Desafio ao Galo, no amistoso, com time  ruim, com time bom,  com time péssimo, com time maravilhoso… não importa. Claro que todos nós preferimos que sejam só times maravilhosos, só vitórias, sem falhas, sem sofrimento, sem frustração… Ver o time perder é de lascar, na hora a gente fica furioso mesmo, mas, nem por isso vamos ‘apoiar’ o time crucificando e pressionando os que vestem a nossa camisa, impondo condições para isso, desrespeitando quem veio, ainda que por um tempo pequeno, fazer parte da nossa família… Não é nosso papel, não é sadio isso… não é também um problema do futebol, eu acho, é um problema pessoal, de não sabermos lidar com uma frustração… na vida.

Nossa história é rica de momentos maravilhosos desenhados pelos pés e pelas mãos de nossos ídolos… mas corremos o risco de não apresentarmos novos ídolos  para os nossos filhos….

Eu conheci, aprendi a admirar e amar Oberdan, que “segurava a bola com uma mão só e jogava sem luvas” , pelos olhos e palavras do meu pai… aprendi que o Divino era de outro mundo, que “não corria,  porque não precisava, e jogava com elegância”, que Dudu era seu companheiro inseparável, importantíssimo pra ele, que Waldemar Fiume “puta que pariu, jogava demais”, porque meu pai me mostrou isso…

E o que vamos deixar para os que vierem depois de nós? Um vazio? O que vamos contar a eles? Quem sobrará dessa “matança” diária que fazemos?

Nada é suficiente, nada basta… Tudo  é líquído, nada mais dura… nem mesmo o amor e o respeito pelos que nos dão títulos e muita emoção… ídolos não são descartáveis.

Foi doloroso, uma heresia,  chamarem São Marcos de “frangueiro”, um dia, em pleno Palestra… logo ele, que já nos tinha dado tanto. E não só em resultados, em defesas… Não. Ele nos deu tanto em alegria, em respeito e amor ao time, ao compartilhar a sua luz interior conosco, e em todas as vezes que se quebrou (e ainda se quebraria) defendendo a nossa camisa… e o magoamos (eu não) porque não soubemos lidar com um revés…

Não gostei de ver torcedores menosprezarem Alex, lhe dar um apelido que o ridicularizava e diminuía seu talento – anos depois, quanta gente não entendeu porque ele não quis vir encerrar a sua carreira aqui…

Meu coração sempre doeu com o que faziam com Valdivia, que resgatou nosso orgulho, nosso futebol, que tirou as teias de aranha da nossa Sala de troféus, que fez nossos adversários voltarem a nos temer, num período tão difícil pra nós, tão estéril, em que tivemos que torcer por tantos jogadores sem brilho e sem talento…

Não consigo compreender os horrores que alguns (ainda) falam de Gabriel Jesus… acho absurdo ver como alguns ainda esperam que ele não se dê bem lá fora (sim, acredite, essa maravilha de menino não é unanimidade na nossa torcida)…como se um dia ele tivesse assinado algum contrato em que tivesse se obrigado conosco a ser 100% perfeito, a nunca errar. Nosso menino Jesus, que mesmo sendo tão novinho, mesmo sendo o cara caçado em campo, teve a grandeza de um homem experiente para nos ajudar a conquistar dois títulos… menino que ajudou o Brasil a ganhar a inédita medalha de ouro na Olimpíada… que honrou e respeitou a nossa camisa… e se despediu da gente em lágrimas…

Meu coração  se revoltou com o que fizeram recentemente com Vítor Hugo, que não apelidamos de “Mito” à toa… que nos ajudou a conquistar dois títulos nacionais, a ser a defesa menos vazada do Palmeiras campeão Brasileiro em 2016, um dos caras mais gente boa do elenco, e que foi muito desrespeitado em seu perfil do Instagram por algumas falhas que cometeu em campo no início deste ano, e pelos mesmos que iam lá escrever “monstro”, “craque” todos os dias antes disso… falhas, que não têm 1% do peso de todas as suas defesas, desarmes, gols e cambalhotas… E Vitor Hugo, negociado com um clube europeu, merecia uma despedida cheia de carinho da nossa parte…

E fazem o mesmo com Dudu, o craque desse Palmeiras renascido (que já tinha sido esculhambado por perder um pênalti no início de 2015), que alguns vivem dizendo “não ser tudo isso”… fazem o mesmo com Zé, com Mina, o melhor zagueiro deste país, que segundo esses mesmos, “esqueceu como se joga futebol”…

Fico triste quando vejo que o atacante contratado por um  clube rival tem 16 jogos, 9 gols, e 3 eliminações neste ano, a do outro clube tem 30 jogos e  9 gols (alguns impedidos, de pênalti inventado), e Borja tem 17 jogos e 6 gols e alguns já dão o veredito definitivo:  “Ainn, o Borja não deu certo”… e isso vem da parte dos que faltaram ‘vender a  mãe’ para convencer o Palmeiras a trazer o jogador que, segundo esses mesmos, era o melhor atacante de todos e, com ele, seria só entregar as taças…  #admiração descartável.

Não consigo entender esse tipo de coisa…

Mas,  o que não dá para entender mesmo é a falta de consideração e carinho com Prass… porque ele falhou em alguns gols que tomou nos dois últimos jogos (quando ninguém – nem o técnico – foi bem)… e qual bom goleiro nosso e do mundo todo nunca falhou? Prass é um profissional sério, dedicado, que honra e respeita a nossa camisa e a nossa torcida demais… e merece ser respeitado de volta. Mesmo pelos mais desesperados que acham que ele deve ir para o banco. Nós podemos lamentar essas falhas, e torcer pra ele voltar logo ao normal, mas desfazer do Prass, atacá-lo? Magoar o Prass? Por causa de 2 ou 3 falhas? NUNCA!

Prass falhou, é verdade. E quantas vezes ele já nos salvou? E quantas vezes ele fez o que nos parecia impossível? Quantas vezes as suas mãos, salvadoras, ou mesmo seus pés,  nos tiraram aquele frio da espinha de lances nos quais, mortos de desgosto, já “víamos” a bola dentro do gol? Quantas vezes ele nos fez gritar enlouquecidos de alegria? Quantas vezes eles  nos fez chorar de emoção?

Defendeu o nosso gol por 15 rodadas do Brasileirão 2016, e só saiu do time porque foi servir a seleção e lá se machucou… e deixou o time na liderança do campeonato pro Jailsão fazer o resto. Ganhamos a Copa do Brasil , em 2015, porque o Prass jogou pra c#$@lho, porque fez muitas defesaças e porque pegou vários pênaltis  – não fossem essas defesas, nem os muitos gols dos nossos craques teriam adiantado -, ganhamos porque ele teve frieza e competência para fazer aquela última e inesquecível cobrança de pênalti…

Ele virou parte do nosso dia a dia…. “Bom dia, Prass você”… “Agora são três PRASS nove”… “Em nome do Prass, do Filho e do Espírito Santo”…

E não foi à toa que ganhou o canto que nós jamais imaginamos que um outro goleiro fosse merecer… PQP, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, FERNANDO PRASS!!

Prass é ídolo, p#rra! Vai ser lembrado e reverenciado pelos que virão depois de nós.  Merece todo o nosso amor, respeito e consideração … PRASS sempre! <3

………………………………………

………………………………………

…………………….

…………………….

 

O presidente do clube “Lava-jato”, Roberto de Andrade (eu nem sabia quem era a figura), em entrevista coletiva, e numa “elegância” imensa, citou a parceria entre Crefisa e Palmeiras:

“Ninguém mais nesse mundo tem dinheiro mais que banco, é desleal. Todos os clubes relatam a mesma situação. Esse é um caso a parte, um ponto fora da curva”.

Pronto! O Palmeiras é o responsável pela incompetência administrativa do time dele, pela falta de um patrocinador forte. Só pela frase do sujeito, pela argumentação, já dá pra ver que, além de muito amador, incapaz… ele também é muito cara de pau. Começa que ele não tem nada a ver com o Palmeiras, ele tem a ver com o clube dele, tem que se preocupar com os problemas que tem lá. E é muito pequeno da sua parte ficar se vitimizando, procurando a culpa no outro, para desculpar a sua própria incapacidade administrativa de gerar receitas para o seu clube, de conseguir um patrocinador forte. E tirar os incompetentes do poder e colocar gente séria para administrar o clube – como o Palmeiras fez -, reestruturar as finanças e a casa, nem pensar, né?

O Palmeiras (de Paulo Nobre) passa dois anos, sem patrocínio máster, reestruturando o clube, as finanças, tapando os vazamentos por onde escoavam o dinheiro do futebol (clube social, Palmeiras B…), segurando a bronca imensa da sua torcida, faz o Avanti explodir em número de adesões,  e com uma gestão séria, transparente, torna o clube atraente para investidores, traz um patrocinador forte, e com a força da exposição em sua camisa, faz a marca Crefisa ser muito conhecida, e proporciona ao investidor um retorno de mais de 1 bilhão (não foi à toa que o contrato foi renovado e com valores mais  elevados) – não caiu nada do céu -, e o dirigente ‘lava-jato’, amador, incapaz, do clube que vive de trambique, de dirigentes aproveitadores  – Andrés Sanchez, é investigado por ter aparecido na planilha da Odebrecht como o recebedor de propina de R$ 500 mil nas mutretas da construção do Itaquerão – afirma que o Palmeiras é que é desleal?

Mas isso aqui  não era desleal, né?

…………………….

R$ 80 milhões no ano… R$ 400 milhões nos naming-rights (que o clube, há anos, não consegue vender)… ajudar o time com reforços… astro alemão, argentino ou holandês, da seleção de seu país, já bem encaminhado para a próxima temporada… Que maravilha! O patrocínio dos sonhos, com valores bem maiores do que os dos outros clubes… E tudo isso anunciado na imprensa com muita alegria por parte dos dirigentes e dos jornalistas também – os mesmos que agora acham sempre um jeito de reclamar da parceria Palmeiras-Crefisa…

Pena – pra eles – que não deu certo, né? Pena que a empresa era de fachada (e sabe-se lá de onde viria tanto dinheiro como foi anunciado, sabe-se lá quem colocaria mesmo o dinheiro no clube)… Pena que a empresa, que “ia investir tantos milhões”, não possuía nem CNPJ e, tão logo isso foi descoberto, por um garoto, um blogueiro, e passou a ser de conhecimento público, tão logo a o cheiro de trambique se fez sentir, ela sumiu do mapa e da camisa ‘lava-jato’ e nunca mais se ouviu falar dela.

Mas o problema é o Palmeiras… é ele que inflama alguns cotovelos… e não sou eu que digo…

…………………….

Estavam loucos para conseguirem um patrocínio de valor maior do que o do Palmeiras, e o Palmeiras é desleal por ter conseguido patrocínio aos moldes do patrocínio que eles tanto queriam ter e chegaram até a anunciar? Então, né?

“Leal” mesmo é ser sustentado por banco/muleta estatal (A CAIXA é banco?? UIA!!), com valores maiores do que os que são pagos a outros clubes… é lavar dinheiro de crimes da máfia russa com a MSI (a PF comprovou isso) e comprar campeonato (BRA 2005) com ele…  é passar 36 rodadas num Brasileirão (2015) sem um único pênalti assinalado, mesmo tendo cometido muitos… é conseguir mais de 15 pontos – e o título – no apito… é conseguir ter um estádio, no trambique, com propinas, com vergonhosas e arranjadas isenções de impostos e muito dinheiro roubado do povo e nem assim pagar as prestações (a obra, além de escusa desde a sua idealização pelo corrupto-mor do país, foi superfaturada)… “Leal” é receber da TV 40% do total das receitas do clube – valores muito maiores do que os outros clubes recebem, e muito maior do que a Crefisa paga ao Palmeiras… Aí é o ponto dentro da curva, não é? Aí, os outros clubes que se danem. Se não paga as dívidas, se não honra compromissos, é porque o clube é caloteiro mesmo, e a administração é amadora.  

VAI CARPIR UM LOTE, GAMBÁ! E passa Gelol nos cotovelos e óleo de peroba nessa sua cara de pau!