Eu ia postar hoje sobre o campeonato conquistado pelo Palmeiras, sobre o inédito e épico eneacampeonato… Mas, infelizmente, hoje – nos próximos dias também – não tem lugar para a alegria… acordamos todos de luto…

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“O mistério do amor é maior que o mistério da morte” – Paulo Coelho

A vida está sempre nos mostrando que dor e alegria caminham pertinho uma da outra… Mas não tem como deletar essa terça-feira e voltar pra ontem?  

Logo cedo, a notícia: O avião que levava a Chapecoense para Medellin  – para fazer a sua primeira final internacional em 43 anos de clube – caiu.  Foi um choque. Que triste…  de 77 pessoas à bordo, foram 6 os sobreviventes. Da delegação da Chape, 3 jogadores sobreviveram; dos 21 profissionais de imprensa , apenas um radialista de Chapecó sobreviveu, dois tripulantes também conseguiram sair com vida.

Com exceção de 3 pessoas, toda a delegação da Chapecoense morreu ali, no momento mais feliz de suas vidas… Deveria ser proibido que as pessoas morressem quando estão se sentindo tão felizes.

Quando me dei conta que Caio Junior também estava naquele avião, não consegui mais parar de chorar. O ex-técnico do Palmeiras, de quem eu aprendi a gostar bastante e de quem continuei gostando mesmo depois da sua saída, também tinha morrido. E pensar que ele e o time da Chape estiveram no Allianz, dois dias antes, jogando contra o Palmeiras.

Nós, palmeirenses, no domingo, estávamos explodindo de felicidade pelo iminente título do Palmeiras, e, ao mesmo tempo, nos entristecia o fato de ser a última partida que veríamos de Gabriel Jesus com a nossa camisa, e em nossa casa. Mas nunca seríamos capazes de imaginar que estávamos assistindo à última partida da vida daqueles jogadores da Chape, do Caio Junior… Estávamos todos tão felizes. Nós, pelo título que disputávamos naquela partida, e eles, pelo título que disputariam na quarta-feira seguinte, na Colômbia…

A gente fica muito triste pelas vidas que são perdidas, e nada é mais importante do que a vida… a gente fica triste porque o sonho, tão grande, tão histórico, de time, torcida, comissão técnica – de uma cidade -, que estava tão perto de ser alcançado, foi interrompido drasticamente… a gente fica triste pelos profissionais da imprensa que estavam naquele avião a trabalho (Mário Sérgio, um cracaço – eu vi jogar -, Deva Pascovicci, Paulo Júlio Clemente, Victorino Chermont e outros tantos profissionais)… a gente fica triste pelos que um dia vestiram a camisa do Palmeiras (Caio Junior, Mário Sérgio, Ananias, Josimar)…

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Ficamos tristes pelas famílias que estão sofrendo agora a terrível e implacável dor da perda… a gente fica triste por saber que eles estavam aguardando autorização para aterrissar e, se ela tivesse vindo, teriam conseguido pousar em segurança… a gente fica triste, e revoltado, pelo descaso criminoso dos que não abasteceram a aeronave em quantidade segura e suficiente de combustível – que acabou antes que pudessem pousar em segurança… a gente fica triste pela tragédia, inesperada, cruel, assustadora, inexorável, que não deixou que ninguém tivesse oportunidade de lutar pela sua vida, ou que pudesse ter tentado se proteger… a gente fica triste porque toma ciência de que a vida é apenas um sopro, é tão efêmera (sempre nos esquecemos disso) e não temos controle sobre nada… a gente fica triste porque o que era só alegria, expectativa e entusiasmo, o que era festa, virou horror, desespero e dor…

Quem não vive o futebol se chocou com a tragédia de  acidente de avião, mas, para nós, que fazemos do futebol o tempero e recheio dos nossos dias, foi como se tivéssemos perdido pessoas da família. E, nessa hora, não tem essa de time adversário, de eu sou Palmeiras, você não é… eu sou Corinthians, você não é… Sentindo um pesar imenso passamos a ser todos Chapecoense (e quem aqui no Brasil não iria torcer pela Chape nessa final?)…  É tão difícil lidar com essa tristeza, com esse pesar tão profundo, que, frágeis na dor imensa que estamos sentindo – sim, dói na gente também -, acabamos nos unindo…

O planeta futebol se comoveu, se solidarizou… E, através das mídias sociais, a Chape  começou a receber carinho e mensagens de clubes de todos os lugares do mundo, de torcedores de todos os lugares do mundo… Pequenos gestos de solidariedade e amor, pequenos “abraços” de todos os cantos do planeta,  e o mesmo recado: #ForçaChape, estamos com você.

Milhares de torcedores colocaram o distintivo da Chapecoense em seus perfis… Torcedores de outros clubes começaram a comprar camisas da Chape para ajudar, milhares de torcedores aderiram ai programa de sócio-torcedor do clube…

Palmeiras, Corinthians, Flamengo e outros clubes do país decidiram que emprestarão jogadores, sem custo, ao time catarinense e enviaram à CBF um pedido para que, durante três temporadas, a Chapecoense não possa ser rebaixada.

O Libertad-PAR ofereceu seu time titular para jogar pela Chapecoense em qualquer evento esportivo, o Benfica-POR fez o mesmo.

O Atlético Nacional, que seria o adversário  na final da Sul-Americana, abriu mão do título e solicitou à Conmebol que ele seja entregue à Chapecoense.

Barça e Real querem ajudar, parece que doarão a renda do clássico para a Chape… a Portuguesa, cheia de dificuldades financeiras, também quer ajudar

Os clubes de futebol do mundo todo (até da NFL e do basquete da NBA), estão prestando homenagens, fazendo um minuto de silêncio antes das partidas… Jogadores de várias partes do planeta fazem homenagens também…Torcidas de vários times (do Liverpool, PSG…), de vários países (até da Dinamarca), declarando apoio à Chapecoense…

O Guns N’ Roses fundiu a sua marca ao distintivo da Chape…

O Palmeiras pediu autorização à CBF para jogar a última rodada do campeonato com a camisa da Chape… O Corinthians, deixando de lado o veto costumeiro, colocou verde em seus perfis…

Racing e Huracán usarão escudo da Chapecoense no campeonato argentino; Colo-Colo, Audax italiano, Saint Etiene entrarão em campo com o escudo da Chape no peito…

Vigílias em Bogotá, em Chapecó, aos pés do Cristo Redentor-RJ, orações, missas, velas, flores… torcedores do Atlético Nacional, emocionados, se dizendo “irmãos dos chapecoenses”…

Monumentos famosos do Brasil e do mundo – até a Torre Eiffel – ficaram verdes para homenagear aquele time valente, de guerreiros, que saiu da série D e começou a sua escalada para a série A para, em 2016, chegar à sua primeira final internacional… Os estádios do Grêmio, Inter, Arena da Baixada, Mineirão, a Allianz Arena, do Bayern, se acenderam em verde, o lendário estádio de Wembley com um #ForçaChape também se iluminou com as cores do clube brasileiro.

Homenagens à memória de todos os que não puderam voltar daquela viagem, à memória dos guerreiros da Chapecoense, lindas, tocantes, de lágrimas e sentimentos verdadeiros,  de quem não pode minimizar as perdas dos chapecoenses, mas, por empatia, pode (apenas) avaliar o tamanho da dor que familiares e amigos dos jogadores e das demais pessoas que estavam a bordo, que os torcedores da Chape estão sentindo agora ; dor de quem não pode sequer imaginar como seria se acontecesse com seu próprio time, com seu familiar, com seu amigo; dor de quem quer sair para o trabalho e quer poder voltar pra casa, como, infelizmente não puderam voltar os profissionais de imprensa, os jogadores e nenhuma daquelas pessoas que perderam a vida no acidente…

O futebol recebeu um golpe extremamente doloroso, ficamos todos desorientados sem querer acreditar (eles estavam domingo no Allianz!) mas a Chape, no momento da sua maior dor, da sua maior perda, conseguiu a façanha mais admirável, a de sensibilizar e unir o mundo do futebol, de unir torcedores de todos os clubes, de promover uma onda de paz, solidariedade e amor… conseguiu fazer todo mundo parar pra pensar no que realmente é importante na vida, no que faz um clube ser verdadeiramente grande…

Eu ia torcer pela Chapecoense nessa final que não haverá, ia torcer por você Caio Junior e para o seu time ser campeão… mas vocês já eram campeões antes de partirem, vocês são campeões… pra sempre.

Obrigada por terem nos mostrado que um time mais modesto também chega lá;  por terem nos  encantado e nos feito ser Chapecoense nessa Sul-Americana; obrigada por fazerem parte do jogo do título do Palmeiras, e por terem jogado domingo com tanta garra, valentia e lealdade.

Obrigada por mostrarem ao mundo que  é muito mais do que apenas futebol…

Descansem em paz, campeões… e que Deus os abençoe no outro plano.   #ForçaChape

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“Amanhã, será um lindo dia, da mais louca alegria que se possa imaginar…” – Guilherme Arantes
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É, amigo palestrino… parece mentira, mas chegou a hora. É de verdade… faltam duas partidas, duas “finais” para entrarmos no paraíso… E uma dessas “finais”, a de amanhã, será em nossa casa…

Amanhã é o dia…

E hoje – se Deus quiser, e Jailsão da Massa confirmar a sua  invencibilidade no campeonato -, é a véspera do fim de um campeonato que durou 22  anos…

Hoje,  nossos corações escancaram todas as portas para receber o enea, tão desejado, tão sonhado…

Hoje, reconfiguramos o nosso cérebro para vitórias do Palmeiras sempre, para Palmeiras disputando títulos sempre… para conquistas do Palmeiras sempre… voltamos a ser protagonistas.

Hoje, falta 1 dia…  falta 1 Allianz Parque Lotado…  falta 1 time de guerreiros em campo… falta 1 promessa ser cumprida (né, Cuca?)…  falta 1 torcida linda, apaixonada, fazendo uma festa de arrepiar… falta 1 partida… falta 1 ponto (sabemos que ainda falta)…  falta 1 apito final…  falta 1 grito sair da nossa garganta e ganhar os ares… Falta o Palmeiras 9 vezes campeão brasileiro…

O mais difícil já fizemos… Foram 36 rodadas até aqui, 27 delas em que defendemos bravamente a liderança do campeonato… Pois agora, tenho certeza, os jogadores do Palmeiras vão dar o sangue em campo por esse ponto que falta, vão lutar mais do que já lutaram até aqui… eles também querem viver a magia de fazer o Palmeiras  campeão do Brasil.

Nós confiamos muito nos “torcedores” que temos em campo, nos guerreiros que nos representam em campo…

E é porque confiamos no Palmeiras, que estamos todos esperando por você, ENEA!  As bandeiras com as quais te damos as boas-vindas estão espalhadas pela cidade, pelo país e pelo mundo também… nas janelas, nos telhados, nas sacadas, nos carros, nos almoços, nos jantares, nos muros que foram pintados, no encontro com amigos, no sorriso das crianças… Sonhamos com você todos os dias, de olhos fechados e de olhos abertos também… Estamos com as janelas do coração e da alma escancaradas… pra você. Pode chegar, estamos prontos! E não precisa vir de mansinho, não… Pode chegar correndo, fazendo barulho, atropelando tudo, fazendo explodir o grito que o Allianz tem guardado, entorpecendo os nossos sentidos, pode nos enlouquecer, nos deixar sem conseguir respirar de emoção, pode nos fazer chorar de alegria… pode chegar do jeito que você quiser… mas venha!

E não importa onde cada um de nós estará amanhã… De alguma maneira estaremos todos juntos – sempre estamos juntos… 20 milhões de corações batendo no mesmo ritmo dos nossos guerreiros em campo, vibrando na mesma energia da Que Canta e Vibra… Porque é assim que sabemos ser, é dessa maneira que jogamos também… Somos todos Palmeiras, somos irmãos, somos uma família.

É tempo dessa gente que veste verde e branco, com um grande P no coração, ser feliz! Falta só um ponto…  e nós vamos buscá-lo, com o nosso time!! Amanhã!

À LUTA, PALMEIRAS!! BOOOOOOOOORA SER CAMPEÃO, SEU LINDO!!

#AjudaNoixDeus #AjudaNoixSanGenaro #VeeeeeeeeemENEA

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Com o Palmeiras na iminência de conquistar um campeonato brasileiro – tem 98% de chances; falta só 1 ponto, que precisa ser conquistado para o Verdão ser campeão -, o pessoal perde um pouco a noção do que escrever nas redações por aí. O braço fica pesado por causa do cotovelo inchado, a articulação fica travada, e a escrita fica um tanto quanto comprometida…

A (falta de) pauta da vez é saber como era o mundo em 1994, ou o que mudou de 94 pra cá, é falar em “fila”… Por um acaso você leu algo parecido com isso em 1990, por exemplo, quando um time conseguiu conquistar um campeonato nacional pela primeira vez, 31 anos depois do campeonato começar a ser disputado? Leu algo parecido quando o Galo – sem ganhar o campeonato há 45 anos –  liderava o Brasileirão ano passado (antes de ser tirado da liderança no apito), ou quando o Santos ganhou o Brasileiro em 2002, depois de 34 anos da sua última conquista na competição? Não, né? Então…

E teve muito clube aí com jejuns consideráveis de campeonatos brasileiros…

Santos – 34 anos – de 1968 à 2002
Corinthians – 31 anos –  de 1959 à 1990 (quando conquistou seu primeiro título nacional)
São Paulo – 18 anos – de 1959 à 1977
Flamengo – 21 anos – de 1959 à 1980
Fluminense – 17 anos – de 1992 à 2009
Vasco – 16 anos – a última conquista foi em 2000
Botafogo – 27 anos – de 1968 à 1995
Inter – 37 anos – a última conquista foi em 1979
Grêmio – 22 anos – de 1959 à 1981 (atualmente, está há 20 anos sem conquistar o campeonato)
Cruzeiro – 37 anos – de 1966 à 2003
Atlético-MG – 45 anos – ganhou seu único título em 1971

No entanto, ‘estar na fila’ é outra coisa, é estar na seca, sem conquistar nada, nem um par ou ímpar. Não tem fila nenhuma para o Palmeiras, afinal, nesses 22 anos, ele conquistou 9 títulos: 1996 (Paulistão), 1998 (Copa do Brasil), 1998 (Copa Mercosul), 1999 (Libertadores), 2000 (Copa dos Campeões), 2000 (Copa Rio-SP), 2008 (Paulistão), 2012 (Copa do Brasil), 2015 (Copa do Brasil).

Mas ele ficou 22 anos sem conquistar um campeonato brasileiro, é verdade, e a press quer saber o que mudou nesses 22 anos…

Embora muita coisa tenha mudado no mundo desde o último campeonato brasileiro conquistado pelo Palmeiras em 1994, no futebol algumas coisas parecem estar exatamente iguais hoje, em 2016…

– Em 1994, o clube mais bem estruturado e mais bem administrado do Brasil era o Palmeiras. Em 2016, o clube mais bem estruturado e mais bem administrado do Brasil é o… Palmeiras.

– Em 1994, o clube que tinha mais receitas, o que faturava mais, era o Palmeiras. Em 2016…… é o Palmeiras também.

– Em 1994, a camisa de time mais valiosa do país era a do Palmeiras; em 2016, a camisa mais valiosa do Brasil é a do Palmeiras.

– Em 1994, o clube onde os jogadores todos preferiam jogar era o Palmeiras. Em 2016, eles continuam preferindo jogar no Palmeiras.

– Em 1994, o clube com mais títulos nacionais era o Palmeiras; em 2016, o clube com mais títulos nacionais continua sendo o Palmeiras (nenhum clube conseguiu a façanha de ultrapassá-lo nesses 22 anos).

– Em 1994, o grande freguês do Palmeiras era o ‘Cu rintia’; em 2016, o freguês continua o mesmo.

– Em 94, a torcida mais apaixonada e diferenciada do Brasil era a do Palmeiras; em 2016, continua sendo a do Palmeiras.

Agora, tem uma coisinha que não mudou, mas aumentou assustadoramente… a inveja dos rivais, principalmente os da imprensinha – que pareciam mais profissionais e isentos em 1994. Não tem jeito, gente. Entra pra seita… a “seita” que dói menos!

Dia de jogo do Palmeiras no Allianz Parque…  Palmeiras x Botafogo, 36ª rodada de um campeonato que já dura 22 anos…

Os palmeirenses, ansiosos, ávidos, famintos – e nem poderia ser diferente -, esgotaram todos os ingressos no dia seguinte ao início das vendas. Os palmeirenses, do time que lidera o campeonato há 27 rodadas, já guardam o mesmo segredo no coração, mas, apenas por uma certa prudência, ainda não ousam expressá-lo.

Saí de casa e fui observando  as muitas camisas do Palmeiras que encontrava pelo caminho; assim como os seus donos, as camisas pareciam sorrir orgulhosas umas para as outras… e todos esses parmeras tinham aquele olhar de quem se prepara para uma grande festa…

Quantos caminhos percorremos até aqui… Meu Deus! Só nós sabemos. Parece mentira que a hora é agora, mas é verdade, a hora é agora. E que momento maravilhoso é esse.

Na minha cabeça, há muito tempo, o jogo decisivo seria o de hoje… Ao contrário do que a mídia escrota tenta fazer parecer, não dependemos de um único resultado dos adversários. O Palmeiras, desde a 9ª rodada, depende só dele, e basta que ele vença os seus jogos, que administre a vantagem que tem, que pouco nos importarão os resultados dos outros times. Eles podem ganhar todas as partidas, até as do campeonato de Júpiter, que nada mudará. Queremos que eles percam pontos, claro, mas é apenas para ficarmos mais confortáveis.

Encontrei os amigos nos arredores do Allianz para nos prepararmos para o jogo. E quanta alegria! Eu tive a sorte de ver o Palmeiras ser campeão brasileiro em 93,  94…  fui aos jogos, ao Palestra depois do título, fui na Paulista, vivi tudo aquilo, mas a maioria dos amigos que estavam comigo a caminho do Allianz eram crianças na época, e apenas lembram um pouco do que foram as nossas conquistas no campeonato brasileiro. E, hoje, enquanto nos preparávamos para essa “final”, eu os observava… eram todos crianças de novo, felizes, brincando com as tintas com que pintavam os cabelos (também pintei os meus), os rostos, as barbas… vivendo a magia de um campeonato maravilhoso do Palmeiras…

Entramos num Allianz  ainda meio deserto…  e os pontos vazios nas cadeiras, como se fossem lâmpadas se acendendo, iam sendo coloridos por muito verde e branco,  azul, amarelo… Os camarotes estavam acesos… O mascote periquito apareceu; Gobatto, nosso porco mascote, também… o barulho aumentava em nossa casa…

Jailsão da Massa entrou em campo para se aquecer… aplausos, assobios, gritos pro nosso goleiro (que bom que Deus nos mandou você, Jaílson). O time também veio se aquecer… Dudu, G.Jesus, Moisés, Mito, Zé Roberto,  Tche Tche, Mina, Jean, Guedes, CX… e mais aplausos da torcida. O Caldeirão do Porco começava a entrar em ebulição…

Os minutos se passaram, a ansiedade era névoa densa no Allianz, e chegou a hora do jogo. Nosso time em campo… a torcida pronta, com periquitos no estômago (palmeirenses não têm borboletas no estômago), nosso hino sendo cantado… “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras”, o Palmeiras que é só nosso. Haja emoção… Parece meio clichê repetir que o torcedor sente orgulho do seu time, do seu hino… mas é de verdade, que orgulho imenso sentimos do Palmeiras.  E como explicar o amor que trazemos dentro do peito, e que escapa por todos os poros? Joelmir tinha  razão, ninguém além de nós mesmos pode entender.

Exceto pela saída de Mina, que sentiu dores musculares antes dos primeiros quinze minutos de jogo, e parecia chorar no banco de reservas (meu coração rachou), o primeiro tempo tinha a cara que a gente queria, era tudo o que esperávamos: o Palmeiras no ataque – segundo as estatísticas, o Verdão teve 71% de posse de bola no primeiro tempo. O Botafogo se defendia e esperava apenas pelas oportunidades de contra atacar.

Cabeçada de Moisés… quase!

A torcida se agitou, e o telão confirmou… tinha gol do Cruzeiro em cima das sardinhas! O Caldeirão do Porco fervia…

Era como um filme se desenrolando à minha frente… Dudu jogando com Moisés, que chamou Guedes, que mandou de cabeça pra Jesus, na área, na cara do gol… a bola bateu na perna do nosso menino e foi pra fora… Uhhhhhhhhhh! Cuca, com sua calça “Restart”, lamentava a oportunidade perdida… e haja unha pra ele roer… Meu coração fazia um barulho imenso…

Moisés chapelou o botafoguense (e que chapéu!), avançou e tocou pro Dudu; nosso soldadinho de chumbo cortou para o meio, e chutou pro gol, Sidão se esticou todo e caiu no canto para espalmar.

Dudu recebeu desceu em velocidade pela esquerda e tocou lá pro meio, Moisés apareceu e, de primeira, mandou um balaço pro gol, mas a bola foi pra fora. Que chute do Moisés!

E o grito de gol arranhava a nossa garganta, louquinho para sair… Mas o que gritávamos mesmo eram  broncas no juiz, que deixava de amarelar jogadores, deixava de marcar faltas na área…

A torcida do Palmeiras incendiava o Allianz e cantava sem parar.  Só dava Verdão! Mas, embora o Botafogo não levasse perigo, o jogo era bastante pegado, disputado, brigado… os jogadores se estranhavam o tempo todo.

Dudu deixava a defesa do Botafogo perdida, e sofria muitas faltas. Gabriel Jesus também, e pra variar, levava muitas botinadas. Moisés estava jogando muito (que contratação mais certeira), Tche Tche, como sempre, estava com seus clones todos em campo (parece que temos meias dúzia de “Tche Tches”), Zé Roberto – nossa “revelação” -, imprescindível. Já o Botafogo, atazanado pelos jogadores de verde, pela velocidade e dribles de Dudu, Moisés, Guedes, Jesus… e aproveitando que fazia sol, batia até na sombra dos parmeras, com as bençãos do juiz. Um absurdo.

Teve muitos “erros de arbitragem” no primeiro tempo (não poderia deixar de falar deles). Nós ficávamos divididos entre aquele frio na barriga a cada lance ofensivo do Verdão, a cada quase gol, e a raiva que sentíamos do juiz por ignorar algumas faltas importantes cometidas pelos cariocas.

Jesus levou uma cotovelada, e o juiz deu vantagem para o Palmeiras. Ok, está na regra. Mas não é porque deu vantagem que, depois, tem que deixar de punir o jogador que faz uma coisa assim…

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Repara, depois que Jesus está no chão, e a bola está bem à frente, o jogador adversário – a não ser que eu esteja louca – está pisando/tentando pisar no jogador do Palmeiras.

Mina é empurrado na área…  (no vídeo, que está na postagem, apesar de a TV não aproximar a imagem  – ela só faz isso quando a infração é do Palmeiras -, dá pra ver o empurrão)…

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Falta – para amarelo  em Zé Roberto, mas, como 4 minutos antes dessa botinada,  Emerson Silva já havia levado cartão por uma falta desleal em Gabriel Jesus, o árbitro resolveu aliviar para o Botafoguense e não mostrar o segundo cartão. As arbitragens adoram “ajudar” o Palmeiras, não é mesmo?

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Ataque do Verdão, Vítor Hugo – que é sempre um perigo na área inimiga – vai pra bola e é empurrado (está no vídeo também)…

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Falta dura de Dudu cearense no Dudu do Palmeiras… Ele vai de sola na coxa de Dudu, e de braço aberto na cara dele… o homem de vermelho está pertinho do lance… e cadê a punição para o jogador?

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Ainda bem que dizem (aquele carioca flamenguista diz – e não prova) que Marco Polo Del Nero pressiona as arbitragens para não errarem contra o Palmeiras, né? Imagina como seria se fosse ao contrário?

A torcida incentivava o time, e o time ia pra cima do Botafogo. No entanto, mesmo com toda a disposição do Verdão em buscar o gol, fomos para o intervalo no 0 x 0.

Na segunda etapa, logo de cara, quase abrimos o placar. Jean fez a jogada pra Dudu, nosso baixinho mandou pro gol, o goleiro defendeu e CX, no rebote, mandou pra fora. Em Minas, o Cruzeiro sofria o empate…

O Botafogo tentou se acertar em campo,  e começou a fazer umas investidas mais perigosas, daquelas que a gente, só por causa da tensão, acaba achando ainda mais perigosas do que foram… Mas a defesa estava bem, Jailsão da Massa também. E o Palmeiras estava determinado a vencer…

Cuca sacou CX e colocou Alecsandro. O Botafogo continuava levando perigo ao nosso gol, o Palmeiras dava uma segurada no ímpeto inimigo,  se fechava e saía no contra ataque.

Tão logo ficamos sabendo que o Santos virara pra cima do Cruzeiro, Moisés mandou a bola pra frente, Alecsandro ajeitou pra Dudu, que desceu em velocidade e cruzou pra Gabriel Jesus que entrava do outro lado; Gabriel Jesus não conseguiu finalizar, correu atrás da bola, dominou, girou e cruzou na medida para Duduzinho, nosso pequeno gigante, subir e cabecear pro gol…

O Allianz explodiu no gol de Dudu!  o banco e o time do Palmeiras explodiram no gol de Dudu… O Palmeiras fazendo a sua parte para ser campeão… e a gente já não sabia mais o que fazer com aquele menino, de 22 anos, que estava louco pra participar da festa também… Emocionados, tremendo, tínhamos  que ralhar com ele: Espera um pouquinho “É campeão brasileiro”, logo você estará livre.

Não sei se era eu que não via mais o jogo direito, ou se era o Botafogo que sentiu o gol e murchou em campo (continuou batendo bastante), mas não sentia mais perigo, o Palmeiras estava seguro, o Palmeiras era o senhor da partida… a vitória seria nossa, sabíamos disso; nossos jogadores transbordavam garra e vontade em campo… Que interação deliciosa essa entre time e torcida… era como se um se alimentasse da energia do outro.

O Cruzeiro empatou em Minas… e a torcida aumentou o barulho e a festa…

O Allianz tremia e se tornava pequeno para tanta energia e vibração… “Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, porco… seremos campeões, mais uma vez”…

O jogo se aproximava do seu final… Mais três minutos… E então, o apito final.

“Ai, ai, ai, ai… ai, ai, ai… está chegando a hora…”, a Que Canta e Vibra cantava e vibrava como nunca… ela já sabia, ela sempre soube…

Nosso jogadores, ajoelhados e abraçados no centro do campo, certamente faziam uma oração, agradeciam, renovavam a vontade de serem campeões brasileiros pelo Palmeiras…

Os torcedores se abraçavam, choravam, aplaudiam seus guerreiros… Falta um ponto… Nunca, nesses 22 anos, esteve tão perto… o segredo que guardamos no coração está prestes a ser revelado…

ESTÁ CHEGANDO A HORA, PALMEIRAS… A HORA DE SERMOS FELIZES…

FORZA, VERDÃO, E VAMOS BUSCAR O ENEA!!!

 

 

 

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Muita gente que não acompanha o Palmeiras pela internet, ou que não acompanha tão atentamente as notícias de alguns programas esportivos, talvez não tenha entendido muito bem a cobrada, a “chamada na chincha” que o Moisés deu no repórter da Fox Sports, na entrevista ao final da partida diante do Galo – quando o Palmeiras, pra “variar”, foi muito assaltado pela arbitragem – talvez não tenha entendido a cara sem graça das pessoas no estúdio…

Na publicação anterior, mostrei um pouco do que foi o embarque do Palmeiras para MG, mostrei um pouquinho da festa, maravilhosa, que a Que Canta e Vibra fez para o Verdão.

Foi tudo muito lindo e emocionante… a ponto de deixar os torcedores profissionais de imprensa com uma baita dor de cotovelo, e com amnésia também, afinal, eles até esqueceram que, semanas antes, eles acharam lindo uma torcida tomar as dependências de um aeroporto para apoiar o seu time.

Mas a Nossa Senhora do Print, que tudo vê, não esqueceu o dois pesos e duas medidas da Fox Sports (dos profissionais da Fox Sports), por exemplo…

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Vê como funciona? O modus operandi é esse…

Para o time que querem dar uma força, eles fazem parecer que a ida da torcida ao aeroporto é algo bastante positivo (e é mesmo), que é “o time nos braços da torcida”, “é a invasão histórica”; a ideia a passar é a de força, energia, poder… Já no caso da nossa torcida ir para o aeroporto, ficou parecendo que a intenção de quem escreveu era exatamente a de passar a ideia de algo negativo, algo ilícito (eles estão sempre procurando ilegalidade nas coisas do Palmeiras), “torcida de clube pode fechar aeroportos para fazer festa?”… quem lê, já torce o nariz de cara para a presença dos palmeirenses em Congonhas.  No entanto, ninguém questionou isso – a Fox não questionou isso –  em outras oportunidades, não é mesmo? O que é “lindo” pra um, é “ilícito” para o outro? Ah, tá…

Houve ainda quem ficasse indignado com os sinalizadores. João Canalha, da ESPN (aquele mesmo babaca que chamou o Vitor Hugo de vice-campeão da Copa do Brasil, antes das finais), ficou tendo chiliques por isso,  s sinalizadores “poderiam queimar alguém” . Será que ele acha que só os sinalizadores verdes podem queimar alguém, porque não me lembro de ele, e qualquer outro ‘jornaleiro’, ter reclamado desses sinalizadores aqui:

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Você vê? É errado só para a torcida do Palmeiras… Como podemos confiar nas notícias, opiniões e análises de profissionais desse “quilate”? Como podemos levar a sério o que nos dizem e nos contam sobre o Palmeiras?

Fox, ESPN, SporTV… é tudo a mesma mer… cadoria!!  Estamos de olho, e a Nossa Senhora do Print também! 😉

Parabéns, Moisesão da Massa! A sintonia entre time e torcida está perfeita. Aplausos pra você, seu lindo!

E BOOOOOOORA SER CAMPEÃO!!  #VeeeeeeeeemENEA

O campeonato brasileiro 2016 está a quatro rodadas de terminar… Daqui a quatro rodadas – quem sabe até antes – o Brasil conhecerá o seu novo campeão…

Não sabemos quem conquistará esse título, uma vez que as chances ainda estão matematicamente abertas para quatro times. No entanto, sabemos muito bem que o Palmeiras, com  91% de chances, líder do campeonato há 25 rodadas, com uma partida a menos e 4 pontos à frente do segundo colocado, é quem está mais próximo dessa conquista.

E, por sabermos disso, por sabermos que o Palmeiras depende só dele mesmo, é que, no Aeroporto de Congonhas, antes do embarque da delegação para MG, onde enfrentará o Galo – que está há 10 pontos do líder Palmeiras – a torcida palestrina deu um show… de amor ao time, de alegria, de emoção à flor da pele… um show de “Palmeiras, jogo  junto com você”…

Foi uma festa impressionante…Resultado de imagem para torcida palmeiras aeroporto

As dependências do aeroporCo tomadas por palmeirenses…

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Os jogadores passaram por um corredor de parmeras… um corredor de corações pulsando em verde e branco…

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Ao chegarem à escada, os jogadores pararam para aplaudir os torcedores, enquanto eram aplaudidos por eles também…

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Foi um momento mágico, emocionante, uma demonstração de amor… explícita…sem pudor algum. Torcedores da Mancha Verde,  torcedores não organizados, jogadores, técnico, integrantes do Departamento de futebol, unidos numa troca de energia incrível. Que lindo… Um show essa torcida, não? De arrepiar! Uma atitude tão importante quanto marcar um gol… É por isso que ela não pode esquecer nunca de onde vem o seu grande poder, a sua força maior…   ELA É MUUUITO MELHOR, É INCOMPARÁVEL FAZENDO ASSIM! ELA É FODÁSTICA FAZENDO FESTA!! #NãoTemPraNinguém#NenhumaOutraSeCompara

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Emocionante… só quem é parmera sabe. A hora é agora, o campeonato se encaminha para o seu final e, nesses últimos anos, nunca estivemos tão perto de conquistar um título…

O futuro a Deus pertence… mas temos que fazer a nossa parte e merecer o que almejamos. Temos que correr atrás do nosso sonho… temos que entregar a alma e o coração em campo e na arquibancada… Nossa torcida deu um gás a mais para o time – e que gás -, motivou nossos jogadores… Paulo Nobre mandou o Air Pork One, seu avião, para buscar Gabriel Jesus em Lima… nosso técnico faz um trabalho excelente… nossos jogadores estão encarando as partidas que faltam como finais – e são mesmo – querem escrever seus nomes na história do maior campeão do Brasil… e o Palmeiras só depende dele…

O cenário está pronto! Faltam quatro rodadas. Que Deus nos permita essa imensa alegria, que Ele nos ajude e o espetáculo seja em verde e branco!! Nós merecemos, Paulo Nobre merece… O PALMEIRAS MERECE!

FORZA, PALMEIRAS!! VAI NA FÉ… COM O AMOR DA SUA GENTE!! FALTA POUCO… E VAMOS CONSEGUIR!!

No Brasil dos dias de hoje é muito fácil dizer asneiras e tentar fazê-las virarem ‘verdades’… é um tal de “É gópi” pra cá,  ‘É gópi” pra lá, mesmo quando um impeachment, gostemos dele ou não, está previsto na Constituição… é muito fácil dizer que “homens são estupradores em potencial” e enfiar caraminholas desse tipo na cabeça de garotinhas bobinhas e incautas… É muito fácil se fartar de corrupção, e do que ela proporciona, e depois dizer “eu não sabia de nada”, e um monte de gente acreditar nisso…

A ignorância de muitos tudo permite… a ignorância acredita em qualquer coisa…

É muito fácil também, arbitragens passarem 36 rodadas, de um campeonato de 38, sem marcarem um pênalti sequer contra um determinado time, mesmo esse time tendo cometido vários, e daqueles bem escandalosos, “que dão na cara”, e muita gente acreditar que  esse determinado time conquistou suas vitórias legitimamente…

É/foi fácil pra caramba anularem várias partidas num outro campeonato (até partidas em que nada de errado ocorreu), por uma ‘suspeita’ de corrupção na arbitragem (e nunca teve cadeia ou qualquer outra punição para ninguém),  fazer um time – que perdera várias dessas partidas – jogá-las de novo, favorecê-lo no apito em uma delas, e dar a ele, de bandeja, um campeonato nacional…

É muito fácil também que, nesse mesmo ano de partidas sinistramente anuladas, o mesmo clube, que ganhou o campeonato de bandeja, tenha lavado dinheiro de máfia russa, com escutas telefônicas da PF comprovando isso, e até mesmo um vídeo de seu presidente revelando o que todo mundo sabia – que o campeão mesmo tinha que ter sido o outro time  – e, depois de tudo isso,  nenhuma punição ser dada ao clube, e o título, graças às vozes da imprensa, acabar sendo legitimado com o carimbo de “conquista honesta”…

É facílimo que, numa partida em que dois gols ilegais existiram e foram validados pela arbitragem – um de cada time -, um deles – E SÓ UM DELES – seja anulado por interferência externa (PROIBIDA PELA FIFA) e só depois de 13 minutos de “reunião de condomínio dentro de campo,  e enfiem na cabeça de todo mundo que isso foi lícito…

Mas tem coisa que, por mais que queiram fazer parecer verdade – a imprensa está nessa até o pescoço -, por mais que a repitam… não dá. Não dá para mancharem a campanha do Palmeiras no Brasileiro 2016 .

Apareceu agora um sujeito – um militante  alucinado do Freixo (que, por acaso, é flamenguista. Será que o militante também é?) -, do Sindicato dos Árbitros do… Rio de Janeiro (!?!?) – sindicato metido numa esparrela com a Cooperativa dos Árbitros -, sujeito que, segundo li, quando Gutemberg fez denúncias contra a Comissão de Arbitragem, apareceu com outra denúncia – desta vez contra Gutemberg – descredibilizando assim Gutemberg e as suas denúncias.

Pois esse mesma pessoa, apareceu na imprensa com a notícia de que Marco Polo Del Nero estaria pressionando as arbitragens para não errarem contra o Palmeiras.

Custo a acreditar que o ‘empiastro’ do Del Nero, que nunca esteve nem aí com o Palmeiras, tenha feito qualquer coisa do gênero, ainda mais, com as cores de “favorecer o Palmeiras” com que pintam essa atitude. Del Nero foi presidente de Federação Paulista e o Palmeiras ganhou um único título estadual no período, em 2008,  e, ainda assim, foi roubado escandalosamente na primeira semifinal contra o São Paulo, ocasião em que o famigerado PCO validou um gol de mão de Adriano, mesmo tendo visto o toque – a imprensinha achou linda essa malandragem do jogador.

Del Nero já estava na CBF, e o Palmeiras quase caiu em 2014, se salvou na última rodada; em 2015, foi prejudicado inúmeras vezes no apito (garfadíssimo por Guilherme Ceretta na final do Paulistão e em várias partidas do Brasileiro); era o time grande que mais jogava no famigerado horário da manhã; é o que perde mais mandos por causa da torcida enquanto outros clubes têm torcidas que brigam à vontade e nada acontece com eles; é o único que cumpre a pena maior, por brigas de torcida, até mesmo quando é o visitante e a responsabilidade deveria ser do mandante… é muita “proteção”, não é mesmo?

No entanto, não acho que seria ilícita  uma advertência para os árbitros não errarem . Árbitros não têm que errar mesmo, ou deveriam errar o menos possível, ainda mais num campeonato em que já ‘erraram’ MUITO, contra o Palmeiras principalmente, não é mesmo? NÃO ERRAR CONTRA O PALMEIRAS, OU CONTRA QUALQUER OUTRO CLUBE, É O CERTO. Errado seria se fosse o inverso, se ele pedisse para que o favorecessem… que ignorassem as suas infrações, os seus pênaltis escandalosos, que anulassem gols legítimos dos seus adversários… essas coisas que tanto fazem para alguns…  Apitar corretamente deveria ser o objetivo de qualquer árbitro, em qualquer partida, não é mesmo?

Mas, cá entre nós, supondo que isso seja verdade (tenho muitas e grandes dúvidas a respeito), demorou  para Del Nero pedir que as arbitragens sejam corretas, hein? E demorou muito! Todo mundo sabe o quanto prejudicaram o Palmeiras, e quem faz parecer o contrário está de mal com a tal da Dona Honestidade…

Pal 4 x 0 Atl-PR, já na primeira partida do campeonato, o goleiro do Atlético fez pênalti em Jesus, fez carga no jogador, por trás, deu uma cotovelada na cabeça dele (o palmeirense precisou até de atendimento médico),  e a arbitragem deixou por isso mesmo…

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Ponte Preta 2 x 1 Palmeiras – A arbitragem anulou um gol de Gabriel Jesus alegando impedimento, no entanto, quem tocou a bola para a área, na direção do palmeirense, foi o jogador da Ponte Preta, portanto, o gol foi legal. O Palmeiras perdeu o jogo para a… arbitragem.

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São Paulo 1 x 0 Palmeiras –
O Palmeiras sofreu um gol originado em uma falta clara de Wesley em Dudu, e não assinalada pelo árbitro.

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Palmeiras 4 x 3 Grêmio – Gol impedido de Bressan, que a arbitragem deu como gol legal…

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Geromel acerta um coice no jogador do Palmeiras… e fica por isso mesmo. Tche Tche é pisado e o árbitro transforma a agressão em falta do… Tche Tche. É muita vontade de querer marcar falta contra o Palmeiras, né?

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Dudu sofre falta, é jogado pra fora do campo, e o juiz nada marca (em seguida, ele faz uma falta bem mais sutil, e o juiz assinala na hora). Gabriel Jesus leva uma botinada por trás, é puxado, e o juiz esquece o cartão no bolso.

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Pênalti de Geromel em Gabriel Jesus e a arbitragem não marca… É mole? Tudo isso em uma partida só. Se dependesse da “boa vontade” da arbitragem, o Palmeiras teria sido derrotado nessa partida.

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Flamengo 1 x 2 Palmeiras – Pênalti de Leo Duarte, num lance de vôlei, escancarado, que árbitro e  bandeira ” não viram”…

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Nesse mesmo jogo,  Rafa Marques foi lançado e ia sair na cara do goleiro, Márcio Araújo fez a falta e derrubou o Rafa dentro da área. Uns acham que foi dentro, outros acham que foi fora a falta, mas foi falta, e quando o Rafa entraria na área com bola dominada, com grande chance de marcar mais um gol para o Palmeiras; falta pra expulsão. Dewson Freitas, árbitro, ignorou a falta e o cartão vermelho que deveria mostrar a Márcio Araújo.

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Palmeiras 1 x 0 Corinthians
– Na imagem abaixo, à esquerda, impedimento do Corinthians, não marcado; na sequência, depois de uma falta em Prass, saiu o gol corintiano, que a arbitragem acertadamente anulou (a turma da “Lava-jato”, tão acostumada com o apito amigo, e ignorando o impedimento no início da jogada e a falta em Prass, queria que o gol fosse validado)…

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Dudu foi agredido por Fagner, que lhe desferiu uma cotovelada, de propósito – a imagem é clara, o corintiano se dirigiu a Dudu de cotovelo preparado -, e o árbitro nada marcou (Fagner parece ter  licença dos árbitros para agredir todo mundo e continuar em campo)…

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Coritiba 2 x 2 Palmeiras – Gol impedido do Coritiba, nos acréscimos do segundo tempo, empatando a partida diante do Palmeiras. O Palmeiras deixou de vencer a partida por causa do “erro” de arbitragem facílimo de se ver…

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Palmeiras 3 x 1 Santa Cruz – Gol irregular do Santa Cruz, validado pela arbitragem. Na outra imagem,  Roger Guedes leva uma cotovelada no rosto (pertinho de onde estava o bandeira) e a arbitragem, ao invés de mostrar o vermelho para o jogador do Santa Cruz, faz de conta que não viu…

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Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras – Pênalti em Dracena, não marcado pela arbitragem. Na disputa de bola na área, e para que Dracena não chegasse na bola, Bruno Sena o empurra e nem árbitro e nem bandeira assinalam a falta.

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Sport 1 x 3 Palmeiras
– Diego Souza pisa Thiago Santos, de propósito, e com os dois pés, e o árbitro não pune essa agressão, não expulsa Diego Souza…

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Fora isso, teve uma falta escandalosa no Tche Tche, que, para o árbitro, virou tiro de meta… Teve ataque do Palmeiras, com cruzamento de Roger Guedes na linha de fundo, que a arbitragem marcou saída de bola, mas a bola não tinha saído…

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Palmeiras 1 x 1 Santos
– O mesmo juiz que, na mesma partida, assinalou falta num toque na bola, involuntário de Barrios, deixou de marcar o toque de Zeca, na área. Se valendo de dois critérios diferentes para uma mesma infração, o juiz prejudicou o Palmeiras ao ignorar o pênalti cometido pelo santista. Falta é falta, em qualquer lugar do campo, na área, então, é que não pode ser ignorada.

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Inter 0 x 1 Palmeiras – Zé Roberto (PAL) faz carga sobre o jogador Ariel, comete pênalti, e a arbitragem não marca nada.

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Chapecoense 1 x 1 Palmeiras
– Gol ilegal da Chapecoense, validado pela arbitragem; pênalti em Cleiton Xavier, não assinalado pelo árbitro.

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Palmeiras 1 x 0 São Paulo – 
No jogo do segundo turno, Mina fez um gol impedido, por alguns centímetros, e ele foi validado pela arbitragem. Mina estava (minimamente) impedido mesmo, porém, não se favoreceu da posição para fazer o gol. A zaga chegou muito antes da bola encontrar o MIna;  Maicon estava posicionado à frente do jogador , com totais condições de defender , quando Mina cabeceou, por trás  dos zagueiros.

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Palmeiras 1 x 1 Flamengo
–  No “lateral” que originou o gol do Flamengo, a bola não tinha saído, Mina evitou que a bola saísse. Na outra imagem, falta dura de Márcio Araújo em Gabriel Jesus. O flamenguista tinha acabado de levar amarelo por outra entrada dura, e o juiz aliviou pra não mostrar o vermelho ao rubro-negro (ele acabaria tendo que expulsar Márcio Araújo logo depois, porque, “inspirado”, o jogador do Flamengo, quase em seguida à falta em Jesus, acabaria cometendo uma terceira falta brusca, desleal).

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Entrada faltosa em Roger Guedes, observada atentamente pelo árbitro, e não assinalada. Na última imagem, falta do flamenguista em Dudu; ele estica o pé para trás, atinge o pé de Dudu – e não a bola -, derruba o jogador palmeirense que entrava na área; o juiz nada marcou.

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Corinthians 0 x 2 Palmeiras –  Vilson agrediu Roger Guedes, deliberadamente, deu uma cotovelada na cabeça do Guedes; o jogador do Palmeiras ficou sangrando, e o juiz, que tinha que ter mostrado o vermelho e expulsado o jogador corintiano,  não deu sequer um cartão amarelo pra ele.

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Figueirense 1 x 2 Palmeiras
– O jogador do Figueirense faz carga em Dudu, se joga sobre ele, que entrava na área com bola dominada, e o juiz, ignorando o pênalti, assinala falta de Dudu; na cobrança de escanteio, que originou o gol do Figueirense (era tiro de meta para o Palmeiras, mas a arbitragem assinalou escanteio), Rafael Moura segurou o braço de Jaílson, o juiz nada marcou. Houve também um pênalti, não marcado, de Egídio-PAL no jogador do Figueirense.

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Palmeiras 2 x 1 Sport – Pênalti de Diego Souza em Yerri Mina. O jogador do Sport , intencionalmente, deslocou o jogador palmeirense, para que ele não alcançasse a bola e não  conseguisse cabecear.

 

Os lances são inúmeros e não estão todos aqui, porque algumas imagens desaparecem, somem dos vídeos de melhores momentos… É um trabalhão encontrar todas. Teve uma penalidade máxima em Rafael Marques, por exemplo, no jogo diante do Cruzeiro… teve um pênalti no Dudu, não marcado (é lógico) no jogo contra o Santos, um empurrão em Vítor Hugo, na área, no jogo contra o Inter, no Allianz…  algumas imagens somem, porque são muito óbvias e não deixam margem para qualquer outra interpretação…  outras, apesar das “trocentas” câmeras da TV no estádio, são mostradas nos replays  (nem sempre tem replay dos lances suspeitos) apenas por ângulos que dificultam um print screen ou a confirmação do que você viu na hora do jogo…

Mas, ainda que faltem lances, é bastante significativo o que temos aqui em imagens e vídeos. Pois, façamos as contas, meio por cima mesmo, de como seria a pontuação do Palmeiras sem os erros de arbitragem que o prejudicaram e os que o favoreceram.

PON x PAL – mais 1 ponto para o Palmeiras
SAO x PAL – mais 1 ponto
CTB x PAL – mais 2 pontos
PAL x FLA – mais 2 pontos
CRU x PAL – mais 1 ponto (se o pênalti fosse marcado e convertido)
PAL x SAN – mais 2 pontos (se o pênalti fosse marcado e convertido)
CHA x PAL – mais 2 pontos
Total: 11 pontos

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PAL x SAO / menos 2 Pontos para o Palmeiras
INT  x  PAL / menos 2 Pontos (se o pênalti fosse marcado e convertido)
Total: 4 pontos

Obs. No jogo contra o Figueirense houve um pênalti cometido pelo Figueirense sobre Dudu e não marcado, houve um pênalti cometido pelo Palmeiras, e não marcado, e houve uma marcação equivocada de escanteio e uma falta em Jaílson na jogada de gol do Figueirense… daria vitória do Palmeiras do mesmo jeito.

Portanto… sem levarmos em contar todas as faltas não marcadas (como aconteceu, por exemplo, na última rodada, diante do Inter, Dudu sofreu um ‘zilhão’ de faltas duras e o juiz deixou de marcar várias, VH foi deslocado na área e o juiz não marcou), os escanteios inventados para os adversários, a benevolência com as botinadas, os cartões vermelhos que não foram dados aos que deram cotoveladas… os amarelos ‘mandrakes’ que tiraram jogadores importantes dos nossos jogos (como o amarelo do Jaílson antes da partida contra o Santos. O goleiro do Sport fez cera várias vezes, mas  não levou cartão, na primeira enrolada do Jaílson, o juiz o amarelou e o  tirou do clássico), se o Palmeiras conquistou 4 pontos com erros de arbitragem, ELE PERDEU 11 (ONZE) PONTOS, TAMBÉM POR ERROS DE ARBITRAGEM…  Se tirarmos os 4 e somarmos mais 11, o Palmeiras teria 77 pontos,  Santos e Flamengo, só em relação aos jogos contra o Palmeiras, teriam 1 a menos cada. O campeonato, matematicamente falando, já teria um campeão, não é mesmo?

DEMOROU MUITO PRA PEDIR QUE NÃO ERREM, VIU DEL NERO? DEMOROU MUITO!

 

 

“Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos – onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica…”  –

Mario Quintana

O Palmeiras dá uma tropeçada – quando podia tropeçar, quando tinha vantagem que lhe permitia perder -, e parte da torcida se ‘agarra à pedra’… abdica de raciocinar e, guiada  pelo medo e pelo não saber lidar com a frustração, caso ela aconteça, desce os degraus do sonho e vai despertar todos os monstros…

Que escarcéu! E quanta incoerência… Alguns torcedores – pra lá de pessimistas – vociferam contra alguns jogadores, se descabelam e fazem parecer que as posições na tabela foram invertidas, que é o Palmeiras quem está 5, 6 e 7 pontos atrás do líder, e não que o Palmeiras continua na liderança, com vantagem sobre os demais.

A 5 rodadas do final do campeonato, é melhor ter 5 pontos a mais do que o segundo colocado, ou ter 5 pontos a menos do que o primeiro? Será mesmo que preferiam que o Palmeiras ocupasse qualquer outra posição que não fosse a que ele ocupa agora?

E pensar que a derrota na Vila foi a única do time nos últimos 16 jogos. E ela aconteceu porque , visivelmente, entramos em campo para empatar. O resultado certamente teria sido outro se a nossa postura em campo fosse mais ofensiva, ambiciosa, e se errássemos menos passes também. Normalmente, jogar pra empatar não funciona, mas quase que deu certo essa falta de ambição do nosso time e do nosso técnico. O Santos não jogou nada, nós também não jogamos nada , não atacamos, só que resolvemos tomar um gol pra lá de besta e perdemos o jogo.

Parte da torcida do Palmeiras, ao mesmo tempo que gosta de bradar o “aqui é contra tudo e contra todos”, basta um insucesso, uma expectativa frustrada, já vem com a ladainha que “o Palmeiras gosta de se auto sabotar”, de que “ele adora perder pra ele mesmo”, que “ele sempre faz dessas” e que “é por isso que a torcida não confia”

Insucessos, títulos perdidos, fazem parte da história de qualquer time. Mas será que perdemos tantos ” títulos que estavam praticamente ganhos” assim? Será que o Palmeiras sempre faz dessas? Nos títulos que conquistamos, ‘passamos o carro’ em todo mundo mesmo, sem nenhuma escorregada?

Na maioria das vezes em que chegou, o Palmeiras se sagrou campeão e não o contrário como fazem parecer alguns. Não fosse assim, ele não seria o maior campeão do Brasil, o Campeão do Século.

Vejamos algumas das últimas conquistas mais ‘recentes’, aquelas das quais nos lembramos, as que acompanhamos, ou as que vimos nossos pais acompanharem e torcerem…

Campeonato Brasileiro de 1972  – PALMEIRAS CAMPEÃO

30 Jogos – 16V – 10E – 4D   ///  (52 gols marcados e 13 sofridos)
Média de gols marcados: 1,53/J – Média de gols sofridos: 0,63/J
Melhor série sem perder: 12 jogos  / Pior série sem vencer: 4 jogos

O time campeão do Palmeiras, da inesquecível e consagrada Academia, entre outros resultados, obteve uns placares que, hoje em dia, levariam o torcedor à loucura: 0 x 0 com o Nacional-AM,  2 x 2 com o ABC, 1 x 1 com o Sergipe; perdeu do Corinthians, do São Paulo, do Santos e do Coritiba. “Salto alto” seria a coisa mais amena que diriam após esses resultados.

Campeonato Brasileiro de 1973 – PALMEIRAS CAMPEÃO

40 Jogos – 25V – 12E – 3D  ///  (46 gols marcados e 19 sofridos)
Média de gols marcados: 1,3/J – Média de Gols sofridos 0,33/J
Melhor série sem perder: 22 jogos / Pior série sem vencer: 4 Jogos

O time campeão de 1973, a temida Academia, que parava até o Santos de Pelé, deu as suas escorregadas também. Perdeu do São Paulo, Guarani e Grêmio; empatou, sem gols, com o Sergipe; ganhou (só) por 1 x 0, em casa, do América-RN, da Ferroviária, em Araraquara, também. Circunstâncias de um campeonato, que nem de longe foram determinantes para o resultado final.

Campeonato Brasileiro de 1993 – PALMEIRAS CAMPEÃO

22 jogos – 16V – 4E – 2D  ///  (40 gols marcados e 17 sofridos)
Média de gols marcados: 1,82/J – Média de gols sofridos: 0,77/J
Melhor série sem perder: 9 jogos / Pior série sem vencer:  2 jogos
Marcou gols em 20 jogos e sofreu gols em 18.

O Palmeiras, que se classificou no Grupo B disputando 20 jogos  – os outros dois jogos foram as finais -, perdeu duas vezes para o Santos  (3 x 1, fora, e 0 x 1, em casa) e, das 14 vitórias obtidas no grupo, 7 delas tiveram placares com apenas um gol de diferença (4 jogos com placar de 2 x1,  2 jogos  com placar de 1 x 0 e 1 jogo com placar de 3 x 2).

O time do Palmeiras era sensacional, superior aos demais, de verdade – e isso não está em discussão aqui – , mas, ainda assim, teve várias vitórias com placares apertados. Hoje em dia, seria uma choradeira infinita pelos gols perdidos e muita crítica para quem, por acaso, tivesse desperdiçado algumas chances..

Campeonato Brasileiro de 1994 – PALMEIRAS CAMPEÃO

31 jogos – 20V – 6E – 5D  ///  (58 gols marcados e 30 sofridos)
Média de gols marcados: 1,87/J – Média de gols sofridos: 0,97/J
Melhor série sem perder: 14 jogos / Pior série sem vencer: 4 jogos
Marcou gols em 28 jogos e  sofreu gols em 22

E sim, o time maravilhoso do Palmeiras campeão de 1994, cheio de craques, também dava umas rateadas… perdia algumas partidas. Perdeu para o Paysandu, Portuguesa, Guarani, Flamengo, foi goleado pelo Fluminense… teve uma vitória bem magrinha (1 x 0) sobre o União São João…  Essas coisas fazem parte, mas… ah, se fosse agora…

Libertadores 1999 – PALMEIRAS CAMPEÃO

14 jogos – 7V – 2E – 5D  ///  24 gols marcados e 18 gols sofridos
Média de gols marcados: 1,71/J  –  Média de Gols Sofridos: 1,29/J
Melhor série sem perder: 4 Jogos  / Pior série sem vencer: 3 jogos

E todos sabemos que não foi fácil essa conquista. Todos sabemos que foi no talento dos jogadores, do técnico, mas foi também na raça, no peso da camisa;   foi com o coração e a alma, foi com o amor da torcida. Derrota fora, na semifinal, vitória em casa; derrota fora, na final,  vitória com a mesma vantagem em casa… e decidida nos pênaltis… sacramentada no erro de Zapata…  E os torcedores todos acreditando no time… torcendo, apoiando (rezando)… como deve fazer quem se diz torcedor.

Copa do Brasil de 1998 – PALMEIRAS CAMPEÃO

12 Jogos, 6V – 4E –  2D  ///  21 gols marcados e 9 gols sofridos
Média de gols marcados: 1,75/J – Média de Gols Sofridos: 0,67/J
Melhor série sem perder: 5 Jogos  / Pior  série sem vencer: 4 jogos

Só conseguimos uma única vitória fora de casa no campeonato – contra o Sport. Nas semifinais, e nas finais também, a coisa foi parelha, apertada. O que dizer daquele gol, tido como ‘espírita’ de Oséas, na segunda final (tínhamos perdido a primeira)? O que dizer daquela conquista sobre o forte time do Cruzeiro?

Copa do Brasil de 2012 – PALMEIRAS CAMPEÃO

11 Jogos – 8V – 3E – 0D  ///  23 gols marcados e 6 gols sofridos
Média de gols marcados: 2,09/J  – Média de Gols Sofridos: 0,55/J
11 jogos sem perder

E quem diria que o time, que uma parte tão grande da torcida achava fraco (alguns jogadores eram fracos mesmo), fosse se sagrar campeão, não é mesmo? Quem diria que o time que “está sempre se auto sabotando”, que “sempre faz isso”, o time “que é o culpado por não confiarmos nele”, fosse superar a falta de talento de alguns, fosse superar apendicite, sequestro, a falta de sua casa no campeonato, a bagunça administrativa dos seus dirigentes, o ambiente sempre conturbado, as fofocas, o fogo-amigo, fosse superar a desconfiança de tanta gente?

Quem diria que ele fosse ganhar do Grêmio lá no sul e, na partida da volta, fosse aguentar porrada, pisão, soco na cara, expulsão mandrake (Henrique levou um soco e foi expulso, lembra?) e, com um gol maravilhoso de Valdivia – tão perseguido por uma parte da torcida – saísse com a vaga para a final?

Quem diria que nas partidas finais o time seria prejudicado pela arbitragem de novo – pênalti não marcado sobre Valdivia, na primeira partida; pênalti não marcado sobre Henrique, no segundo jogo;  com a expulsão de Valdivia, em Barueri, por falta cometida no jogador que, segundos antes, o agredira com um chute e não recebera punição alguma – e, ainda assim fosse conquistar o título?

Quem diria que ele fosse sair de Curitiba campeão com um gol de Betinho? A estrela de campeão já estava até pintada na parede da sede da torcida adversária…

É esse mesmo o time que faz a gente desconfiar dele?

Copa do Brasil de 2015 – PALMEIRAS CAMPEÃO

13 Jogos, 8V – 3E – 2D  ///  25 gols marcados e 14 gols sofridos
Média de gols marcados: 1,92/J   Média de Gols Sofridos: 1,08/J
Melhor série sem perder: 9 Jogos

Essa foi ontem mesmo… todo mundo lembra… todo mundo sabia das dificuldades… todo mundo viu o Palmeiras empatar com o Sampaio Correa, empatar com o Asa – e ganhar dele fora só por 1 x 0…  Vimos o pênalti não marcado em Jesus, lá no sul,  os dois gols irregulares do Inter aqui… todo mundo viu o gol, legítimo, de Amaral, anulado no RJ, diante do Fluminense… todo mundo viu a imprensa fazendo o Santos campeão antes da hora, os deboches, o pênalti em Barrios, não marcado lá na Vila…

Todo mundo viu a força de se desejar algo ardentemente,  a capacidade de se superar, todo mundo viu o Prass fazer ainda mais do que o muito que ele já fazia no time… todo mundo viu a mágica de se acreditar… todo mundo viu o sonho se realizar na força de milhões, na garra e entrega de um time, no amor de uma torcida…

E é sério que tem gente fazendo o contrário agora? Que prefere atacar o Palmeiras, seus jogadores, justo quando faltam 5 partidas para acabar o campeonato e o Palmeiras fará três delas em casa? Justo quando o Palmeiras é líder, com vantagem de 5 pontos sobre o segundo colocado e 86% de chances matemáticas de conquistar o título? Quando mais duas vitórias praticamente lhe darão o título? É sério que tem palmeirense sem coragem de abrir o peito à possibilidade de ser feliz, só pelo medo de não dar certo? Que não vê que a nossa campanha atual em nada fica devendo às campanhas vitoriosas de outros tempos? É sério que existe torcedor que prefere se resguardar de um revés, que, matematicamente, tem 86% de chances de não acontecer? É sério que ainda não aprenderam a acreditar  no Palmeiras?

Que pena…

Ninguém pode saber como acabará o campeonato, ninguém pode bater o martelo sobre quem será o campeão. Todos podemos imaginar… E já dizia Shakespeare: “O horror visível tem menos poder sobre a alma do que o horror imaginado”.

Se é para imaginar, eu imagino o melhor, sempre… o corredor verde, luzes, fumaça, a Palestra Italia lotada de gente “verde”, o Allianz Parque explodindo de felicidade, os jogadores do Palmeiras se abraçando, comemorando… Cuca agradecendo à Nossa Senhora… os torcedores palmeirenses chorando de alegria… o enea conquistado…

A minha alma está com você, Palmeiras, e ela quase ouve os gritos de “é campeão” que estão guardados no meu coração… e a minha alma vai acreditar em você, Palmeiras, até o último minuto… até o juiz apitar o final da última partida… do último campeonato…

<3

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Não bastasse a baderna, a “reunião de condomínio” dentro de campo, a partida interrompida por 13 minutos para, ilegalmente, se  anular um gol ilegal do Fluminense, no Fla x Flu – e não anular um gol ilegal do Flamengo na mesma partida…

Não bastasse a súmula dessa partida, cheia de coisas estranhas, ter sido entregue pelo árbitro Sandro Meira Ricci apenas no dia seguinte, e sem a explicação sobre a confusão…

Não bastasse a participação da imprensinha fazendo parecer normal o uso de interferência externa – proibido pela Fifa -, fazendo de conta que a reclamação/escândalo  era pela anulação de um gol ilegal em si, e não por conta da ILEGALIDADE DA ANULAÇÃO – o autor do comentário abaixo não foi o único…

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Não bastasse essa baderna toda, esse blá blá blá, apareceu o Figueirense querendo anular a partida em que foi derrotado pelo Palmeiras. Como se na partida tivesse havido qualquer coisa para legitimar a sua anulação.

E ficamos nos perguntando: O pessoal do Figueirense está doido, ou o quê? Esse “o quê” nos fez imaginar muitas coisas, até mesmo que ele pudesse estar a serviço de “alguém” que tivesse muito interesse em que a partida do líder fosse anulada…

Ok, já sabemos que o STJD rejeitou o pedido, e nem poderia ser diferente. Mas imagina se a imprensinha, tão “isenta” e “imparcial”, não ia fazer um veneno, não ia tentar plantar uma ‘ideiazinha’ na cabeça dos torcedores…

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A decisão do presidente do STJD  de não aceitar o pedido do Figueirense se deu pela inconsistência do pedido, e só por isso – e o presidente do tribunal poderia ter trabalhado em qualquer lugar do mundo, até aqui na minha casa, que não seria diferente. Sem a justificativa pertinente, sem o erro de direito, é impossível, até mesmo para o STJD (que salva o FluminenC e o Flamengo do descenso, rebaixando a Lusa) anular uma partida.

Mas eu já disse lá em cima que sabemos que essa ‘presepada’, protagonizada pelo Figueirense (quem diria que ele se prestaria a isso?), não deu em nada…

Porém, existem algumas considerações a serem feitas e algumas coisas a ficarem registradas…

O Figueirense resolveu pedir a anulação da partida, e a petição foi feita por um advogado da OAB……….. do RJ!!

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“Maoeeeeee”, diria Silvio Santos…

Tentemos entender a situação, raciocinarmos sobre ela, sem prestarmos atenção ao “cheirinho” estranho que isso exala… Talvez, não existam advogados em SC com conhecimentos em direito desportivo… Talvez, o advogado do Figueirense seja um dos que não entendam nada sobre isso… Talvez, o advogado da OAB-RJ seja uma sumidade no assunto e, por esse motivo, tenha sido contratado…

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Ele diz que está descrente com o futebol brasileiro, mas redigiu e assinou um pedido de anulação de uma partida sem que tivesse ocorrido qualquer coisa nessa partida para justificar esse pedido? Sem um erro de direito, de verdade? Por um lateral que, dependendo do ângulo visto, ninguém pode cravar se a bola pingou fora ou dentro do campo? Então, né? Se essa partida fosse anulada, o futebol ficaria mais desacreditado ainda…

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O futebol precisa de uma limpa, diz ele – e eu concordo – mas era ele mesmo quem orientava, instruía o Figueirense, quem redigia uma petição para que o clube catarinense conseguisse anular um resultado sem um argumento legítimo? Não houve erro de direito nenhum na partida – e foi por isso que o STJD rejeitou o pedido.

Sem comentários para a declaração abaixo…

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Falou-se muito em “erro de fato” e “erro de direito” nesses últimos dias – eu já citei isso na postagem algumas vezes -, mas o que essas expressões querem dizer?

Não sou advogada, nem especialista em legislação desportiva, mas sei que erro de fato é o tipo de erro que ocorre quando um árbitro, conhecedor das regras de futebol, interpreta um lance de maneira equivocada. Como, por exemplo, o gol impedido do Flamengo, no Fla x Flu – o do Fluminense também. O jogador impedido, valendo-se da posição de impedimento, atrapalha o goleiro, a visão do goleiro, quando a bola é alçada e também durante o trajeto da mesma. O juiz  sabe que isso não é permitido (seus auxiliares também), mas errou ao validar o gol, seja por não ter visto o lance, ou por ter entendido de outra forma o que viu. E assim pode ocorrer também quando um árbitro interpreta que em um lance não houve pênalti ou que não houve uma falta em uma jogada, pode ocorrer quando ele se equivoca na identificação de um jogador e acaba expulsando o jogador errado, que não cometeu falta alguma…

O erro de direito, que justificaria uma anulação de partida, seria o juiz errar porque desconhece a regra ou porque a aplica de maneira equivocada. Por exemplo, ele anula, invalida um gol olímpico, por achar que dessa maneira o gol não seja lícito, ou ele valida um gol feito após uma cobrança de pênalti onde a bola bate na trave e volta para o mesmo jogador, que faz o gol. Isso não é permitido, mas o árbitro achava que era. Em casos como esses, onde existiu um “erro de direito”, a partida pode vir a ser anulada.

A legislação desportiva prevê a possibilidade de anulação de partida quando ocorrer, comprovadamente, erro de direito, ou então algum comportamento também comprovado de alguém que agiu de forma atentatória à dignidade do desporto, agiu de má-fé, com o objetivo de alterar o resultado da competição, como, por exemplo, o suborno de árbitro, auxiliares, goleiro, etc. Mas, por erro de fato, não tem como se anular uma partida (Já pensou se o Palmeiras pudesse anular todas as partidas em que erros de arbitragem lhe subtraíram pontos importantes?).

E parece que o advogado do pedido de anulação da partida entre Figueirense e Palmeiras sabe muito bem que “erros de fato” não anulam partidas, não é mesmo?

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Sim,  não daria em nada querer anular o jogo entre Vasco e Flamengo por um erro de fato. Então, por que ele fez a tal petição agora, querendo anular o jogo entre Figueirense e Palmeiras, se baseando numa cobrança de lateral, onde a bola supostamente tenha pingado fora? Isso não é erro de direito. Por que será que o advogado não disse aos dirigentes do Figueirense que não havia nada que sustentasse esse pedido? E, se disse, por que será que levaram isso adiante?

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Nós não sabemos o porquê de muitas coisas, não sabemos se alguém alimentou/incentivou o Figueirense nessa empreitada ridícula; não sabemos se os dirigentes do time catarinense foram apenas bobinhos e irresponsáveis ou se fizeram um favor para alguém; se o advogado, mesmo sabendo  da inutilidade do pedido feito ao STJD, apenas atendeu à vontade do seu cliente, ou se todos  contavam com o fato de o “futebol ser muito, mas muito pior que a Lava-jato”… não podemos afirmar nada, só podemos pensar, imaginar, questionar… talvez, nosso olfato nos engane… mas ficou um ‘cheirinho’ estranho no ar, você não acha?

 

P.S.- Os prints dos tweets me foram enviados pelo amigo Wellington Bortolotti (@wbortolotti). Grazie, caro.