Nem eu mesma sabia o tamanho do medo que trazia no peito…

Oficialmente, o jogo contra o Bahia lá em Salvador, seria o último jogo “fácil” para o Palmeiras. Depois dele, nos sobrariam dois clássicos, daqueles em que tudo pode acontecer, inclusive o juiz nos meter a mão descaradamente. Mas, jogo fácil era maneira de dizer, né? Porque jogar contra o Bahia, na sua casa, quando ele também luta para se manter longe da zona de degola, de fácil não tinha nada. Ainda mais depois de termos nos enroscado em tudo quanto é jogo fácil que jogamos neste segundo turno.

Famintos de vitórias, amargando um jejum doído e incômodo, fomos todos lá para o Pituaçu – sim, além do bom número de palestrinos que se encontravam no estádio, de alguma maneira toda a Nação Alviverde estava lá, com o coração esperando por um gol para poder voltar a bater, tensos e olhos grudados no que acontecia em campo.

Eu estava muito nervosa. A minha esperança, brigando com o medo que eu sentia de não vencermos a partida, queria um gol do Palmeiras de qualquer jeito, fosse do craque ou do perna de pau, com jogada linda ou com chute de canela, de bico, sem querer, contra… mas tinha que sair um gol. Como ele aconteceria, era algo totalmente irrelevante.

Mesmo tendo trancado a sete chaves o meu senso crítico e analítico, mesmo fazendo um esforço danado para não tentar entender porque Carmona não estava em campo ao lado de Valdivia, mesmo tendo me preparado apenas para torcer muito, eu achei que o Palmeiras marcava bem, estava mais arrumado em campo, mais organizado taticamente. Também, com Valdivia (e seus belos passes) no time, o papo é outro, as jogadas deixam de ser previsíveis, os avanços da equipe ficam mais interessantes e, os adversários, preocupados com quem pode desequilibrar, passam a te respeitar mais. Não era a toa que Fael não desgrudava do Mago que, mesmo muito marcado, e apanhando um bocado, dava um jeitinho de servir seus companheiros.

O Bahia tentava com Lulinha (aquele que os gambás juravam que tinha proposta européia de 30 milhões de euros) e com Camacho. Já o Palmeiras, além das bolas paradas do Assunção, apostava na visão de jogo do Mago, nos seus passes inteligentes, e na velocidade de Cicinho, Gerley, Luan e Ricardo Bueno.

Embora errássemos muitos passes, o Bahia errava mais. Isso me pareceu de bom agouro. Normalmente, somos nós quem erramos mais passes. O Palmeiras me parecia mais vibrante, confiante, sei lá… Éramos superiores na partida.Parece que a chegada do César Sampaio deu uma melhorada no astral da equipe.

E aos 20′, o grito de gol  explodiu entre os palestrinos! Assunção cobrou escanteio, Luan, de cabeça, mandou na trave. No rebote, Ricardo Bueno (que foi quem deu o último toque), Thiago Heleno e a bola foram todos parar dentro do gol. Graças a Deus o Palmeiras saía na frente! Eu tremia de emoção e alegria…

Com o Mago, ainda que bem marcado, as jogadas começaram a aparecer. Ora ele lançava Cicinho, ora tabelava com Luan. A mesmice dava lugar à criatividade. O Bahia levava perigo com Lulinha, mas Deola e a zaga tratavam de destruir as tentativas do adversário.

Assim que começou a segunda etapa Luan invadiu a área, chutou forte e quase fez o segundo. Patrik pegou o rebote e mandou por cima do gol. E foi então Valdivia apareceu, de vez!! O nosso Mago, de sempre, meteu um axé chileno pra cima dos desnorteados defensores do Bahia, e começou a deitar e rolar em campo. Isso fez o Palmeiras mais forte e me quase me mata de alegria.

E o Palmeiras começou a martelar o Bahia (que trazia perigo também). Aos 7′, Valdivia, do meio da rua soltou uma bomba. O filho da mãe do goleiro mandou pela linha de fundo; aos 8′, o Mago deu um passe lindo para Patrik, que dominou e bateu cruzado, o goleiro defendeu. As jogadas se sucediam… Luan com Valdivia, Valdivia com Cicinho… com Gerley, que recebeu um passe espetacular do Mago, pelo meio da zaga, que o deixou na cara do goleiro; ele bateu cruzado e Lomba salvou. Eu tava quase tendo um infarto… Acho que poucas vezes na vida eu desejei tanto um gol como aquele segundo, que não vinha nunca para acalmar meu coração…

Valdivia tocou na área com Ricardo Bueno, ele driblou pra lá, driblou pra cá, e a bola atravessou a área sem ninguém para empurrar. O gol palestrino parecia amadurecer, mas e o medo do Bahia empatar? Eu tremia…

Aos 27′, Cicinho cruzou e Valdivia apareceu livre na área para guardar; antes que eu caísse dura de alegria pelo gol do meu ídolo (com quem eu tinha estado na sexta feira e para quem eu tinha pedido ajuda para nos livrar da segundona), o desgraçado do juiz, assinalando impedimento, anulou o gol do Mago. No minuto seguinte, após cobrança de falta e um desvio de cabeça, Junior tocou para o gol de Deola. Antes que eu pudesse compreender que o gol tinha sido anulado, senti meu coração gelar. Já não conseguia mais assistir ao jogo normalmente. Até mesmo respirar ficava mais difícil…

O relógio parecia parado… não andava nunca! O Bahia pressionava, mas o Palmeiras segurava a bola e o jogo. “Acaba juiz!!” Com a adrenalina a milhão, eu até sentia tonturas.

Ainda era 37′ (maldito relógio preguiçoso), quando Valdivia dominou, girou e cruzou buscando Dinei, a zaga cortou e Luan emendou de primeira. O goleiro salvou. Felipão tirou Valdivia, o melhor jogador em campo, e colocou Chico. Imagina se ele não ia querer segurar o 1 x 0? Achei tão arriscado…  Eu já nem tava vendo mais nada direito, só queria mais um golzinho, de qualquer maneira, e pedia a Deus que ele saísse quando o Palmeiras teve uma falta a seu favor. Assunção foi para a cobrança e guardou!! Meeeu Deeeus!

Foi só então que eu me dei conta do peso que tinha o medo que eu sentia, só quando ele saiu de dentro do meu peito com o grito de gol, só quando a sensação de relaxamento invadiu o meu corpo e as lágrimas começaram a cair… Eu me sentia cada vez mais leve e, quanto mais leve me sentia, mais vontade de chorar eu tinha… Um estranho tipo de felicidade… Estávamos livres daquele fantasma horroroso! O ano já podia acabar…

Ooops! Talvez nosso ano não tenha acabado ainda… Na última rodada enfrentaremos a gambazada que disputa o título com o Vasco. Sabemos das maracutaias todas. Conhecemos o que vem com o “Bolsa Istádio”…

Mas, livres do fantasma da Segundona, podemos nos transformar no fantasma do pior pesadelo deles… E agora, leves, sem pressão, acho que dá para ajudarmos os amigos cariocas, hein? Seria simplesmente sensacional!

Vamos lá, Vascão! Faça a sua parte! O PARMERA VAI TIRAR O DOCE DA BOCA DOS GAMBÁS!!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Dqz6tVLlBA4[/youtube]


Nem nos meus piores pesadelos teria sido possível projetar um final de ano como esse…

Faltando 3 rodadas para o final do campeonato brasileiro, o Palmeiras vai enfrentar o Bahia, lá na casa dele, com os dois times correndo perigo de ir parar na segunda divisão. E os resultados de ontem acabaram colocando ainda mais pressão na nossa partida. Ai, esses 3 pontinhos que vamos conseguindo na base do conta gotas…

Na partida passada, para enfrentar o Vasco, um dos líderes, o Palmeiras entrou em campo sem casa cheia, sem bons jogadores, sem um esquema de jogo que funcionasse, sem arrumação tática, sem almejar nada na tabela de classificação, a não ser conseguir os benditos 3 pontos (faz tempo que estamos atrás deles) e se salvar da segundona. Triste e vergonhoso! E, para piorar, a vitória que precisávamos tanto, seria praticamente decisiva para a conquista do campeonato pelos gambás. Pra massacrar o coração da gente… Chegou a ser macabro ter os gambás torcendo para o nosso time, querendo uma vitória do Palmeiras para conquistar um título, enquanto nós apenas tentávamos nos safar da degola.

Graças à incompetência generalizada no Palmeiras, Papai Noel este ano virá visitar os palestrinos usando a máscara do pânico.

Em campo foi apresentado o mesmo filme de sempre, com um roteiro confuso, entediante, de difícil compreensão para o espectador, uma bagunça tática danada, estrelada por jogadores sem muita técnica, mas, justiça seja feita, com uma boa dose de vontade de vencer. Pena que a falta de técnica, aliada ao esquema previsível e à falta de criação (e o Carmona no banco), quase sempre transforma o nosso filme numa trama de horror.

E o horror começou cedo. Com três minutos de jogo o Vasco abriu o placar. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Dedé marcou e colocou o Vasco em vantagem. Faz um “século” que tomamos gols no mesmo tipo de jogada e até agora, Felipão, e os nossos defensores, não descobriram um jeito de anular as jogadas adversárias. Nossa espinha gela a cada bola alçada na área.

Coisa mais doida… a bola parada é mesmo motivo de aflição para o palestrino. Se é do adversário, ficamos aflitos com medo de tomar gols, se é para o Palmeiras, ficamos aflitos querendo que saia um gol da única jogada que temos. Tomara Valdivia mude essa “rotina” hoje, diante do Bahia. Mas, pelo que vi no treino de sexta feira, por melhores que sejam os passes do Mago, nossos atacantes dão sempre um jeitinho de desperdiçá-los.

O fato é que, “no frigir dos ovos”, o jogo contra o Vasco foi chocho, morno, com direito a um baita susto num arremate de longa distância do Jumar, e com direito à mesma carga de emoção que nos traz um comercial de salsichas.

Ainda bem que o Felipão teve uma luz e colocou Carmona e Dinei em campo. A “melhorada” deu uma ajeitada no time e aos 17′, acabamos empatando a partida. Num bate e rebate na área, após cobrança de escanteio que o goleiro defendeu, Luan guardou! Uffa! E, enquanto respirávamos com um pouco mais de alívio pelo pontinho que conquistávamos até ali, Luan comemorava como se fosse gol de classificação. Mais um que está aprendendo a jogar para a torcida. Será um alívio para o torcedor se livrar desse fantasma da segundona, é verdade. Mas, jogadores, comissão técnica e diretoria, não têm que posar de heróis e guerreiros quando isso acontecer. É obrigação! Guerreiros e heróis estariam brigando pelo título! E, afinal, é por culpa deles e da sua incompetência que estamos nessa fase horrorosa! Um pouquinho de “semancol” não faz mal a ninguém.

Se prepare, torcedor! Diante do Vasco, mesmo depois do empate e da “melhorada” que teve o time, nossos atacantes não conseguiram encontrar um jeito de furar a defesa adversária. Continuaram se embananando no último passe e na finalização defeituosa. Será que hoje as coisas vão melhorar? Será que hoje vamos, finalmente, conseguir a segunda vitória do segundo turno? Nem Jair Picerni conseguiria a façanha de ter apenas uma vitória em 35 rodadas. Que fase!

Haja coração, amigo palestrino! Não podemos adivinhar (só imaginar) de que tipo será o filme de hoje. Mas podemos torcer. Temos que torcer, e muito, para que seja um filme com final feliz para a sofrida gente palestrina. Vamos ver se o diretor escolhe o elenco direitinho, vamos ver se o elenco vai ter um bom desempenho, vamos ver o que a nossa “turma” nos reserva para a sessão de hoje.

Portanto, pegue a pipoca, as balas, o chocolate, o refrigerante a cerveja… sente-se confortavelmente em sua poltrona, mas não esqueça de tomar o seu calmante, de acender a sua vela,  e fazer muitas orações.

 O Palmeiras vai jogar… OREMOS!

 

A semana pegou fogo!! Kleber (que já assinou um pré contrato com o Grêmio), ressentido com o técnico, deu uma entrevista na Band (que programinha ele foi escolher, hein?), detonou Felipão, lavou a roupa suja dos bastidores do Palmeiras, e trouxe ainda mais polêmica ao já tão conturbado ambiente palestrino.César Sampaio, nosso gerente de futebol, já veio a público e desmentiu o jogador, afirmando que falou com o elenco, ofereceu a possibilidade de demitir Felipão, caso essa fosse a vontade deles, mas que eles querem o técnico no comando do time. Gostei da atitude do Sampaio. O Palmeiras também já divulgou uma Nota Oficial a respeito do assunto.

 

Mas, quanto às declarações dadas na TV, é claro que nunca vamos conhecer toda a verdade desse imbroglio. É claro que não vou ficar em cima do muro e, ainda que reprove demais a atitude de Kleber -que eu sempre achei marqueteiro, um tanto quanto desleal, meio dissimulado, e de quem nunca gostei muito-, não penso que ele esteja mentindo em 100% do que falou. Só que eu acho que roupa suja se lava em casa, MESMO, e se Kleber mente em parte do que diz, acaba perdendo a credibilidade de algumas verdades que, supostamente, possa ter dito.

Eu não acredito que Felipão tenha se oferecido ao São Paulo. Primeiro, porque não creio que ele o faria; segundo, porque ele é um técnico, gostemos dele ou não, que não precisa se oferecer a clube nenhum. Sempre vai haver um presidente disposto a pagar uma fortuna para tê-lo comandando o time.  Mas eu também acho que, algumas vezes, Felipão erra muito no trato com  os seus jogadores, que faz declarações desastrosas, trazendo prejuízos ao time e ao ambiente. Concordo integralmente com o que é dito em relação ao Pierre, por exemplo. Um jogador querido pelo elenco, ídolo para boa parte da torcida e que jogou praticamente um ano machucado. Cansamos de gritar seu nome nos jogos, de pedi-lo no time, e não lhe foram dadas suficientes oportunidades para recuperar sua forma. Oportunidades essas, que foram gastas dezenas e dezenas de vezes com jogadores sem talento e sem nenhuma identificação com a torcida e com o clube. Acho que nem preciso citar nomes.

A título de curiosidade, vou fugir um pouquinho do assunto e acrescentar alguns dados sobre Pierre e Chico (que foi preferido pelo técnico). Os números não são meus e me foram passados:

CHICO – Quando  assumiu a titularidade, o Palmeiras estava em 6º.
Como titular foram 23 gols sofridos em 16 partidas, mais 5 gols aconteceram após o jogador sair do banco, totalizando 28 gols com ele em campo.
Sem ele, o Palmeiras sofreu 8 gols.
Chico errou 48 passes em 25 partidas, roubou 32 bolas, foi titular em 16 partidas, dessas 16, apenas duas vitórias.
Jogando como titular foram 2 vitórias e 8 derrotas em 16 partidas.
Sem ele no time titular foram 7 vitórias e 2 derrotas em 17 partidas.
Das 8 partidas que o Chico não disputou, o Palmeiras perdeu somente uma.

PIERRE – Quando ele assumiu a titularidade, o Atlético estava em 19º.
Com ele em campo foram 12 gols sofridos em 14 partidas.
Sem ele, o Galo sofreu 37 gols em 19 partidas.
Pierre errou 16 passes em 14 partidas e roubou 30 bolas.
Com Pierre foram 7 vitórias e 4 derrotas em 14 partidas.
Sem o Pierre foram 4 vitórias e 12 derrotas em 19 partidas.

Pra se pensar, não é mesmo?

Mas, voltando ao assunto, no vídeo abaixo estão algumas das declarações de Kleber e algumas opiniões do ex jogador Edmundo, comentarista da emissora. Logo abaixo do vídeo está a Nota Oficial do Palmeiras. Tire as suas conclusões…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=RXQKSs_oQHs[/youtube]

Nota oficial sobre declarações do atleta Kleber

Agência Palmeiras
15/11/2011 14h09

A Sociedade Esportiva Palmeiras, em nome de seu presidente, diretoria de futebol e comissão técnica vem comunicar a seus torcedores que repudia as declarações do atleta Kleber contra o técnico Luiz Felipe Scolari feitas em vários veículos de comunicação.

O atleta se coloca como líder de um grupo ao qual não exerce poder e não tem permissão para falar em seu nome.

As declarações vieram num momento inoportuno, às vésperas de um jogo importante no Campeonato Brasileiro, no qual a equipe do Palmeiras tem por objetivo a conquista da vaga para a Copa Sul-Americana. 

Infelizmente, esta não foi a primeira vez que o atleta se comportou desta maneira, como é do conhecimento de todos.

Todos os jogadores do Palmeiras estão focados na etapa final do Campeonato Brasileiro. Não serão tais declarações que irão afetar a união do grupo e tirá-lo do objetivo das conquistas nas últimas partidas deste campeonato.

A Sociedade Esportiva Palmeiras deixa claro também que não vai punir o atleta Kleber – como foi veiculado à imprensa -, e reitera que repudia tais declarações.

Presidente Arnaldo Tirone

O Palmeiras vai de mal a pior. Brigas (vou falar disso em outro post), um “disse me disse” danado e um futebol horroroso. Contrariando tudo o que o palestrino sonhou e imaginou para este ano, o time de Felipão (ele disse que poderíamos cobrá-lo em 2011) briga para não cair. Quem diria, hein?

Na partida anterior, diante do Coritiba, o time já tinha sido pavoroso. Uma bagunça tática, nos dando a impressão de cada jogador nosso passou a partida toda procurando o seu lugar em campo. Ninguém sabia onde jogar, falei sobre isso no post anterior e, agora, trago os números da partida passada. Os dados em verde são do Palmeiras:

FALTAS COMETIDAS: Marcos Assunção (03) e Thiago Heleno (0

PASSES ERRADOS: Luan (12), Assunção (5) e Tinga (5)

OS IMPEDIDOS: Thiago Heleno (01)

OS LADRÕES DE BOLAS: João Vítor (03), Henrique (02) e Luan (02)

FINALIZAÇÕES DEFENDIDAS PELO GOLEIRO DO CORITIBA: João Vítor (02) Thiago Heleno, Luan e Maikon Leite (01 finalização cada)

FINALIZAÇÕES ERRADAS: Cicinho (03), Luan, Maikon Leite e Ricardo Bueno (02 cada um)

Os números não mentem. Fica explicado porque o time perdeu e não teve poder de reação nenhum. Não jogou nada! E, na partida seguinte, o Palmeiras ia jogar com o Grêmio no Olímpico. Não ia ser fácil.

E lá foi o Verdão pro sul enfrentar o Grêmio, em busca dos assustadores 3 pontos que nos faltam. Felipão, que tinha treinado uma formação a semana inteira, colocou outra em campo. Comecei a assistir o jogo com alguns minutos de seu início. Sem saber a escalação e quem estava no banco, eu me ressentia de não termos em campo Maikon Leite (que não havia sido relacionado) e Carmona. Mas, ainda que tivesse sido relacionado, ele fatalmente estaria na suplência.

Eu mal podia acreditar no que via na tela da TV, ou melhor, no futebol que não via. A bola, como se fosse o coração do torcedor, era maltratada como nunca, passes errados aos montes davam o tom da partida. Os jogadores do Palmeiras, corriam, buscavam, se enroscavam uns com os outros e tentavam ir do jeito que dava. Era um sofrimento para o torcedor, dos dois times, diga-se de passagem. O Palmeiras finalizava mais, e errava todas as conclusões. Luan matava a gente de desgosto. Mas, sem que esperássemos, aos 25′, Cicinho fez uma boa jogada na direita, tocou para Tinga que, com um passe lindo (SIM, EU VIVI PARA VER O TINGA DAR UM LINDO PASSE) foi achar Ricardo Bueno na cara do goleiro. Ele cabeceou à queima roupa mas, Victor, espantosamente, conseguiu tirar; Cicinho, que acompanhava o lance, pegou a sobra e estufou as redes. No meio de um futebolzinho mixuruca, como se fosse uma flor no meio do pântano, uma jogada linda, trabalhada, colocava o Palmeiras em vantagem. Que grata surpresa… Nem acreditamos quando fomos para o intervalo vencendo a partida. Fazia tanto tempo que isso não acontecia.

Na segunda etapa, O Grêmio, que se atrapalhava um pouco, vinha atrás do seu gol, enquanto o Palmeiras tentava controlar o jogo. E, ainda que o futebol palestrino continuasse cheio de erros, o Palmeiras conseguia o seu intento de manter um certo domínio (se garantia na base do chutão, enquanto o Grêmio fazia de tudo para empatar) na partida. Aos 14′, Ricardo Bueno sofreu falta pelo lado esquerdo, Assunção foi para a cobrança e… guardou! A bola deu uma desviadinha na barreira e, não querendo nem saber do Victor, se jogou lá dentro do gol! Eu mal podia acreditar que estávamos vencendo o Grêmio, no Olímpico, por 2 x 0!! Era bom demais para ser verdade! Senti um calor (real) no peito, uma reação física para aquela sensação, já quase esquecida de estar vencendo uma partida que nunca costuma ser fácil.

Mas o Grêmio, que várias vezes já tinha levado perigo ao gol do Palmeiras, reagiu. Leandro, saindo do campo de defesa, fez boa jogada, passou por todo mundo como bem quis, invadiu a área e tocou para Brandão vencer Deola e guardar. Ainda bem que tínhamos feito dois.  E já que Luan, Ricardo Bueno e Patrik, pareciam ter encontrado uma maneira de abrir a defesa do Grêmio, com as suas jogadas rápidas (pena que a finalização era ruim), o jeito seria redobrar a atenção, a marcação, o desarme e tentar buscar mais um para garantir, sem atropelos, a tão desejada vitória. Buscar mais um? Xiiii…

Felipão resolveu tirar Ricardo Bueno para colocar Fernandão. Se, por um lado, levaríamos mais perigo em jogadas aéreas (o que Felipão tem contra bola tocada no chão, em velocidade?), por outro, perderíamos a velocidade…

Eu sei que a sorte é aliada da competência, mas o que acontece ao Palmeiras não é fácil… Estávamos tão felizes, já comemorando a vitória que há tanto tempo não tínhamos quando, Fernando, quase lá do meio de campo arriscou o chute. Sei lá o que acontece com Deola… Suas pontes, seus voos, são tão baixos… Seu tempo de bola me parece errado, sei lá… O fato é que tomamos o gol de empate (deu a impressão que o bandeira invalidaria o lance – com visitas em casa eu acreditei nisso), no melhor estilo ‘Jumar’ de ser. E o empate com um sabor muito amargo de derrota, fez com que o nosso coração fosse dormir sem vitória… em 14º lugar no campeonato, na última colocação do segundo turno…

Tivemos um desempenho meio parelho ao do Grêmio, como mostram os números, mas, com dois gols de vantagem, não ter conseguido manter o resultado (pelo menos isso) e, ainda por cima, tomar gol do meio de campo, nos acréscimos é pra acabar. Junte-se a isso o fato de que esse foi o primeiro gol do Fernando pelo Grêmio, o segundo em sua carreira. E tinha que ser contra o Palmeiras!

Que fase a nossa…


FALTAS COMETIDAS: Ricardo Bueno (06) e Luan (04)

PASSES ERRADOS: Luan (05), Assunção, Cicinho e Gerley (04 cada)

OS IMPEDIDOS: Luan e Ricardo Bueno (01 vez cada)

OS LADRÕES DE BOLA: Márcio Araújo, Tinga e Patrik (03 cada um)

FINALIZAÇÕES DEFENDIDAS PELO GOLEIRO DO GRÊMIO:  Tinga e Ricardo Bueno (01 cada)

FINALIZAÇÕES ERRADAS: Luan (04), Assunção e Thiago Heleno (01 cada)



Eu já me cansei de dizer aqui que os nossos maiores problemas não estão dentro de campo. Eles são administrativos e fruto da inoperância de dirigentes que não estiveram e não estão nem aí com o Palmeiras. Mas, ainda que quisessem, nossos dirigentes não podem, diretamente, fazer o time ganhar ou perder. Tem mais gente ajudando a coisa a desandar de vez, e é preciso que se fale a respeito. Diante do Coritiba, foi para matar a gente de vergonha e medo! Levei uns dias para assimilar e poder escrever.

Jogo na Arena Barueri, contra o Coritiba. Finalmente, Felipão iria colocar em campo os jogadores que fez tanta questão de ter no elenco para a temporada de 2011. Jogando com aqueles que privilegiou durante o ano todo, jogando com os bem comportados (nem todos que jogaram são comportados como pensa o torcedor), parecia que seria mais fácil conquistarmos a tão sonhada vitória, que nos deixaria dormir mais tranquilos pelo resto do ano. Afinal, o técnico é ótimo, alguns jogadores é que o estavam atrapalhando…

E lá fomos nós… com Luan, que Felipão, ameaçando até deixar o clube, fez o Palmeiras comprar – pena que compraram a versão sem cérebro; Tinga, que não joga nada, mas nunca foi escalado na posição que o fez ser revelação na Ponte Preta; Rivaldo, que Felipão faz questão de dizer que é ótimo jogador – só se for para os adversários, e que também joga fora de sua posição; Ricardo Bueno, motivo de birra do nosso técnico com a diretoria; Chico, que foi menos ruim que os demais, mas não é melhor que Pierre, DISPENSADO POR FELIPÃO, NEM AQUI E NEM NA CHINA (quem obrigou a diretoria a comprar Luan poderia ter ficado com Pierre se quisesse, mas não quis); João Vítor, Gerley (que estava à sua disposição)… E Maikon Leite no banco (POR QUÊ?), Carmona nem relacionado para a partida (POR QUÊ X 2)… Assim não dá, né Felipão? 42 pontos disputados, o time ganhou só 9, e você não muda nada, nunca? Não dá para por todas as culpas no episódio da “transferência” do Kleber. Não dá para você tirar o seu da reta. Olha só a tabela do segundo turno:

O Coritiba, de técnico e jogadores comuns (tinha até o Jeci, lembra dele?), estava bem mais arrumado em campo que o Palmeiras. Quando um jogador deles descia pelo meio, até eu que não entendo nada de esquemas e táticas, já percebia o desenho do ataque se formando. Todo mundo sabendo como fazer. E o Palmeiras? Parecia um catado! Não temos padrão de jogo, não temos jogadas ensaiadas… a não ser a bola parada de Assunção, que só dá certo em anos bissextos e quando há a passagem do cometa Halley por aqui. MAIS NADA! Cadê o Felipão? Vou reclamar no PORCON! Até agora, ele nada fez para melhorar esse time. Nem mesmo foi alguma vez olhar a molecada lá na Base. Não merece mais essa blindagem toda que lhe damos, há quase um ano e meio. Sua teimosia, que antes nos parecia interessante, peculiar, agora virou burrice extrema. Ele castiga o Palmeiras e a torcida… POR BIRRA? Qual a vantagem de atitudes assim?

Aos jogadores não falta vontade.  Mas falta “T” de jogar. Nós os vimos correndo em campo, tentando fazer faltas (nem isso fizemos mais que o Coritiba), tentando achar um caminho. MAS ELES NÃO SABEM COMO FAZÊ-LO! A falta de qualidade da maioria (e eles não são culpados por não terem qualidade), aliada à falta de um esquema que lhes dê confiança, à falta de confiança no esquema utilizado, são as maiores responsáveis, DEPOIS DESSA DIRETORIA ESCROTA, INOPERANTE, – QUE SÓ PENSA EM CONTAS NO AZUL E TIME NO CHÃO, pelos vexames seguidos que temos passado. É uma bola de neve, que vai crescendo no decorrer da partida. Se a gente, que acredita até em Papai Noel e mula sem cabeça, já percebe depois de alguns minutos de jogo, que a coisa não vai, imaginem quem está dentro de campo?

Foi uma das partidas mais lamentáveis à que eu assisti. No começo do primeiro tempo deu até a impressão que o Palmeiras poderia conseguir algo. Mas, desorganizado, dando chutões (qual a vantagem de se jogar assim?), sem criar nada, a única coisa que conseguiu mesmo foi tomar um gol do Coritiba. Aos 23′, Everton Costa desceu pela direita, Henrique falhou na marcação, o jogador invadiu a área, passou por Deola (que não parou a bola e nem o atacante), e tocou para Davi estufar as redes. Ao Palmeiras sobrou apenas a correria, sem propósito, fruto do desespero de não se sentir em condições de reverter o placar.

Na segunda etapa, Rivaldo deu lugar à Maikon Leite. O Palmeiras parecia determinado a buscar o empate. O Coritiba ficava todinho em seu campo de defesa e a gente até se animou lá na bancada. Bobagem… O coração que não bate mais, só apanha, de olhos arregalados via as finalizações horrendas destruírem qualquer possibilidade de gol.  Via o delírio insano de jogador bater no peito pelo gol perdido, como se tivesse feito gol de placa…

Eu não conseguia sentir toda a dor daquele espetáculo de horrores. Não… Meu coração era uma placa de gelo. Mas, aos 11′, a placa de gelo trincou e começou a sangrar. O Coritiba, que estava todo atrás, desceu num contra ataque e, com três toques, a bola chegou para Leonardo fuzilar Deola. O sangue foi derretendo a superfície gelada do meu coração e a dor  apareceu… Do técnico aos 11 em campo, a impressão que eu tinha era a de que aquelas pessoas estranhas roubaram as camisas do Palmeiras e as vestiram para entrar em campo no lugar do meu time… Aquilo não era e não podia ser o Palmeiras! ISTO, QUE TEMOS VISTO EM CAMPO, NÃO É O PALMEIRAS!

Felipão colocou Fernandão no lugar de Tinga, mas nada mudou. Perdemos dois gols feitos. Um com Ricardo Bueno (será que obedecia ao empresário?) e outro com Fernandão. Eles devem ter faltado ao treino específico para atacantes que Felipão tinha dado durante a semana. O coração sangrava e doía cada vez mais…  E, com o time precisando desesperadamente marcar gols, Felipão tirou Ricardo Bueno e colocou… Márcio Araújo!  Tirar um atacante, por pior que ele seja, e colocar um volante é pedir para perder mesmo, né? E foi o que aconteceu! O jogo acabou, os seres estranhos que se faziam passar pelo Palmeiras foram embora…

A torcida vaiou, xingou e saiu… Caminhava apática pelas ruas, sem protestos, sem revolta, sem choro, sem graça… Parecendo alheia à dor que rasgava o seu peito, conversava e discutia normalmente os erros do Palmeiras, os erros de Felipão e de todos os demais envolvidos, como se eles não fossem do nosso time, como se eles não estivessem nos levando à Segundona, como se milhares de lágrimas não estivessem querendo brotar de todos os olhos, como se não doesse muito a cada vez que respirássemos, como se eles não fossem os responsáveis pelo medo gelado, viscoso, definitivamente misturado ao nosso sangue…

Os 7 pontos que nos separam da zona de degola, e a desilusão de mal poder acreditar numa reação, pesavam sobre as nossas costas, fazendo com que caminhássemos devagar. Longe do título, e das classificações que o campeonato possibilita, longe das alegrias e comemorações do final de temporada, nossos desejos de torcedor se reduzem a um só: uma mísera vitória para não cair. Com um desempenho horrível neste segundo turno, obter uma única vitória já está quase na cota dos milagres… Já vimos esse filme. É difícil (pelos adversários que temos à frente), mas ainda não é impossível.

1999 já passou (não volta mais), e 2012 tá logo ali… Será que o nosso coração aguenta?

Na primeira que vez que ele chegou ao Palestra, estávamos vivendo momentos tão difíceis, de tanta desesperança… Mas ele tinha vindo para ser campeão aqui, e,  acabou ganhando alguns dos nossos mais deliciosos títulos. Levantou a taça do Paulistão/93, quando saímos daquela fila horrorosa, esbanjando futebol e competência; levantou a a taça da Libertadores/99…

Pelo talento e profissionalismo com que envergou a camisa do Palmeiras, ele virou o “Monstro Sagrado do Palestra”… e ganhou cadeira cativa no coração da gente de sangue esmeralda. Que tempos maravilhosos!

Depois de encerrar a carreira, ele se especializou em gestão, trabalhou em alguns clubes e, agora, está de volta ao Palmeiras. E, de novo, quando estamos vivendo momentos tão difíceis, quando a desesperança ronda as nossas cabeças e corações… Quando tanto necessitamos de seriedade e boa vontade… quando precisamos tanto de competência e paz…

Tirone, nosso presidente, tão merecidamente criticado por mim algumas vezes, agora merece o reconhecimento de ter dado um passo importante em favor do futebol palestrino. Finalmente, o Palmeiras terá um gestor para o futebol. Só espero que não o tenham trazido apenas para ser um estimadíssimo enfeite, que tenha autonomia para trabalhar. Que não tenha que ficar do lado “desse” ou “daquele”.  E, mais que tudo, que se as coisas não derem certo agora, que a torcida saiba preservar e respeitar o ídolo que veio para tentar nos ajudar.

Sampaio merece brilhar mais uma vez aqui, e nós merecemos tudo de bom que ele vem nos trazer.

BOA SORTE, CÉSAR!

Quatro dias depois de ter assumido o Ministério do Esporte, o ministro Aldo Rebelo marca o primeiro gol. Gol a favor: mandou rescindir o contrato com o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional.

Trata-se do sindicato que, em dezembro do ano passado, recebeu R$ 6,1 milhões para realizar o cadastramento de torcedores paulistas, mas não realizou o trabalho. Ainda bem!

A decisão está no Diário Oficial da União, edição de hoje. Agora falta acompanhar como vai ocorrer a devolução dos R$ 6,1 milhões aos cofres do Ministério. Como nada acordado foi cumprido, a grana deve voltar logo às origens.

EXTRATO DE RESCISÃO

ESPÉCIE: Extrato de Rescisão ao Convênio nº 750511/2010.

CONCEDENTE: União, por intermédio do Ministério do Esporte – CNPJ 02.961.362/0001-74.

CONVENENTE: SINDICATO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE FUTEBOL PROFISSIONAL – CNPJ: 04.658.668/0001-81.

OBJETO: O presente Instrumento tem por objetivo a Rescisão do Convênio nº 750511/2010, firmado em 30 de dezembro de 2010, entre o Ministério do Esporte e o SINDICATO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE FUTEBOL PROFISSIONAL E SUAS ENTIDADESESTADUAIS DE ADMINISTRAÇÃO E LIGAS.

DATA DE ASSINATURA: 27 de outubro de 2011.

SIGNATÁRIOS: WALDEMAR MANOEL SILVA DE SOUZA Secretário Executivo-ME, CPF: 377.643.655-72, WADSON NATHANIEL RIBEIRO, CPF: 033.330.476-40, Secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social e MUSTAFÁ CONTURSI GOFFAR MAJZOUB Presidente do Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas, C.P.F: 029.906.368-20.

(Fonte: Portal UOL – Blog do José Cruz)

Se o Palmeiras anda tendo dificuldades para marcar gols, o palestrino Ministro dos Esportes no governo Dilma, marcou um golaço!! Parabéns!

Quando a gente acha que já levou todas as invertidas possíveis, em relação ao Palmeiras; quando pensamos que já passamos todas as vergonhas imagináveis, já sentimos todo o desgosto cabível no nosso peito estraçalhado, descobrimos que ainda há possibilidade para muito mais… Este Brasileirão, não me deixa mentir.

Passamos o ano quase todo dizendo: “Ainda bem que temos Felipão, senão iríamos brigar para não cair no Brasileiro”… Não preciso falar nada, né? 13º lugar no campeonato, uma única vitória em 15 rodadas deste segundo turno, uma campanha vergonhosa, um esquema bem ruinzinho, escalações equivocadas, substituições ineficientes, alguns jogadores que não rendem a contento, falta de qualidade nos restantes, uma diretoria capenga, time e torcida com os nervos à flor da pele, e um medão danado de ir parar na segunda divisão outra vez.

Eu não acho que vai acontecer, não mesmo. Mas a possibilidade existe, e não deveria existir! Não para o Palmeiras!

Com uma necessidade tamanha de vitória, fomos para MG, enfrentar o time do Atlético. O Galo, com a “água batendo na bunda”, anda nadando um bocado, e eu sabia que não seria diferente, diante do Palmeiras. Mas, confesso, esperava que o Palmeiras também começasse a nadar antes de começar a se afogar. Mas, já na escalação, percebi que a coisa não iria ser tão fácil. Felipão, precisando muito ganhar, escalou os ‘craques’ Tinga e Rivaldo. Assim, nem Deus ajuda.

O jogo foi movimentado, com as duas equipes procurando o gol. Logo nos primeiros minutos, Leonardo Silva desviou com perigo, uma bola levantada na nossa área; depois foi Valdivia, que da intermediária, faz cruzamento para a área, o defensor do Galo afastou de qualquer jeito, mas a bola sobrou para o goleiro Renan; e assim foi… Uma oportunidade cá, duas lá…

O Galo pressionava, era mais perigoso. Atacava pelos lados do campo; já o Palmeiras tentava deter o adversário e aproveitar os contra ataques. Por reclamação, Valdivia, marcadíssimo por Pierre (que Felipão não quis aqui), nervoso, levou um desnecessário e inoportuno cartão amarelo, aos 14′. Não pode vacilar assim, Mago! Não é por estar com a faixa de capitão que você tem que reclamar o tempo todo. Mesmo porque, já deveria saber que, desde a sua outra passagem aqui, você sempre toma amarelo na primeira reclamação. Tem que ficar ligado nisso, e de boca fechada. Teve neguinho que meteu o dedo na cara do juiz e ficou por isso mesmo. Difícil…

Jogo nervoso, cheio de erros dos dois lados, muitas faltas. Cheios de finalizações também, mas sabe como é, né? Aquele malfadado último passe… A falta de qualidade de alguns de nossos jogadores era gritante. Mas ainda que uns tenham qualidade e outros não, todos lutavam em campo. Mas foi Neto Berola quem meteu uma bola na trave de Deola. Ai, meu coração…

Aos 35′, nossa melhor oportunidade de gol. Um passe espetacular do Mago, achou Luan, que fez uma linda jogada e meteu a bola para Fernandão na área, livre de marcação. Aquele que devia ser o nosso “matador”, matou a gente de raiva e perdeu o gol feito. Em seguida, como se fosse um castigo pelo desperdício, o Galo desceu e Neto Berola, IMPEDIDO, não desperdiçou a sua chance, matando no peito e guardando. Ai meu Deus do céu… que ducha de água fria no time e na torcida! Tem horas que chego a pensar que o Palmeiras é vítima de alguma bruxaria.  Além da falta de qualidade nossa, parece que tudo dá certo para os outros, menos pra gente…

Nada que não pudéssemos mudar. E mudamos mesmo, para pior…

Na segunda etapa o Palmeiras parecia disposto a reagir. As jogadas começaram a aparecer pelo lado esquerdo. Luan tentava buscar, mas sem muita qualidade, a coisa ficava difícil de acontecer. Felipão então, sacou Fernandão para a entrada de Vinícius. No minuto seguinte, Luan se atrapalhou todo, perdeu a bola e ajudou a desencadear um contra ataque fulminante do Galo. Levamos um golaço, com direito a passe de calcanhar. Que raiva! Que desgosto! Com 2 x 0 nas costas, e os atacantes que temos, seria muito difícil até mesmo empatarmos. Horrorizado, o palestrino via seu “Dia das Bruxas” começar na véspera…

Felipão tirou Tinga (queria saber porque ele foi escalado e Carmona ficou no banco) para a entrada de Maikon Leite. O Galo continuava atacando. O Palmeiras parecia ainda mais nervoso em campo. Márcio Araújo deu lugar a João Vítor. A bruxa continuava à solta. No mesmo minuto, numa disputa de bola, Maurício Ramos deu uma tesoura em Daniel Carvalho e foi expulso. Se com a zaga completa já tava difícil segurar o Atlético, perder um zagueiro nos aterrorizava. Por mais que tentássemos acreditar, nosso coração já nos avisava do desastre. Mais um…

Com o Galo atacando muito, aos 28′, Valdivia foi expulso. A entrada, na disputa de bola era pra amarelo, mas como ele já tinha tomado um, desnecessário, no primeiro tempo, acabou levando o vermelho. Meu Deus! Agora era atacar ou levar mais.

Eu ficava pensando que esse time todo (e sempre) desarrumado, não poderia ser um time daquele Felipão que costumávamos conhecer, de um Felipão que, desde que chegou, sejam quais forem as desculpas que arranjemos pra ele, nada fez do que esperávamos. Tanto técnico aí, sem expressão, com jogadores idem, têm times muito mais bem arrumados em campo. Não consigo entender… Fico achando que essa falta de arranjo, aliada à falta de qualidade de muitos dos nossos atletas, é que deixa os jogadores ainda mais desnorteados, sem saber o que fazer em campo e, por isso, tantos erros, tantas bolas desperdiçadas, tantas jogadas desfeitas… Porque, ao contrário do que falam, eu não vejo faltar luta e empenho, vejo faltar qualidade, vejo faltar saber o que fazer, saber como chegar…

Dava tudo errado para o Palmeiras, mas o Galo, confiando nos dois jogadores que tinha a mais, começou a tocar a bola. Queria que eles tivessem começado a nos subestimar mais cedo… Aos 38′, a bruxa se distraiu, Maikon Leite fez boa jogada e cruzou na cabeça de Luan, que diminuiu o placar. O Palmeiras, que lutou a partida toda, ainda tentou buscar o empate, a gente até acreditou que podia, mas o Verdão não conseguiu fazer mais nada de bom e saiu de Minas com mais uma derrota, matando o torcedor de desgosto e provando que os problemas com o nosso futebol estão muito além do que andam dizendo por aí.

E, se no dia seguinte teríamos que escolher entre “gostosuras ou travessuras”, Felipão, seus comandados e os palermas que administram o Palmeiras, se anteciparam e nos obrigaram a ficar com as “travessuras”.

Foi mais uma noite de horror, de bocas sem sorrisos, de olhos vazios querendo chorar… de coração sangrando, escondidinho lá no fundo do peito, sem alegria, sem esperanças… morrendo de vergonha e tristeza…

REAGE, PALMEIRAS! APESAR DE TODAS AS DORES, NÃO VAMOS LHE VOLTAR AS COSTAS QUANDO VOCÊ MAIS PRECISA DE NÓS.

Pois é, amigo palestrino. Tem torcedor querendo trocar o Kleber pelo Douglas? Vamos mesmo fazer isso? Vamos colocar no Palmeiras, um jogador cujo empresário é este FDP, que faz comentários jocosos sobre o Palmeiras  em seu Facebook? Que desrespeita o o Verdão numa rede social? E não nos esqueçamos que essa ‘maravilha’ de empresário, esse ‘profissional sério’, é empresário do Ricardo Bueno, aquele “crack” que joga no nosso ataque, e que por mim, pode fazer as malas e zarpar!
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(Existe a possibilidade de o perfil não ser verdadeiro. De alguém estar se fazendo passar por ele. Mas, caso seja, o empresário verdadeiro está demorando um pouquinho para vir a público desmentir, né?) Precisei editar este post para dizer que obtive a confirmação de que o perfil era verdadeiro. E de tão verdadeiro o perfil, e de tão covarde o seu dono, o perfil acabou sendo excluído.
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Vejam que maravilha…
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Por partes: primeiro de tudo, longe de mim boicotar o Palmeiras. Descartei o Douglas lá, porque tenho outros projetos pra carreira dele. A idéia, por enquanto, é mantê-lo em um clube grande. Quando ele chegar aos 35, 36 anos, aí sim, começo a pensar em algo como Guarani, Palmeiras, Noroeste e etc. E quanto a você, Roger, meus planos também são outros. Já ouço a fanática torcida do Dailan nos recebendo aos gritos de “1, 2, 3, o Roger é Chinês”. Por fim, com relação ao Ricardo Bueno, posso te garantir que ele é o menos culpado nessa crise toda, Nigri. Acontece que quando o Palmeiras me procurou, umas das condições que impus ao Ricardo pra fechar o negócio, foi que gol ele só poderia fazer nos acréscimos e quando a outra equipe estivesse ganhando por, no mínimo, 2 gols de diferença. Tudo pra não atrapalhar as derrotas do seu time.  Se ainda assim, você e o Flavinho quiserem almoçar com a gente, estão convidadíssimos. Vou confiar que não se trata de uma emboscada.
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Marcelo Goldfarb

Esqueçam o almoço! E não é só isso. Gol não permitirei nem nos acréscimos mais, a partir de agora. Ou melhor, todos que ele faria nos acréscimos, mandarei guardar pra Palmeiras x Vasco. Em outras palavras, vocês não apenas perderam nossa ilustre companhia no almoço, como serão responsáveis pelo título do Corinthians. PS- E por falar em Corinthians… Roger, depois Douglas, agora o Tirone sonha com o Liedson… vocês querem montar o time pra 2012 só com jogadores meus ou é impressão???
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Eu sempre digo aqui no blog que os problemas do Palmeiras não estão dentro de campo. Nossos problemas, há décadas, são administrativos. A falta de amor de alguns, a falta de competência e profissionalismo de todos, mergulhou o nosso time num festival de horrores e coisas mal feitas. E isto, infelizmente, se reflete em tudo o que se relaciona ao Palmeiras, principalmente em seu carro-chefe, o futebol.

Nesta terça-feira, 25 de outubro, a Trevisan Escola de Negócios, com o apoio da Sportv, realizou o Seminário Gestão e Marketing Esportivo no Futebol Paulista. O evento reuniu dirigentes de alguns dos principais clubes do Estado, para apresentar e debater, de forma inédita, assuntos relacionados à administração de entidades esportivas 

Participaram os presidentes ArnaldoTirone (Palmeiras), Andrés Sanchez (Corinthians), Luis Álvaro de Oliveira (Santos) e Manuel da Lupa (Lusa); cada um falou por, aproximadamente meia hora e, depois, os quatro se disponibilizaram para perguntas do público.

Eu não estive no seminário, mas alguns amigos lá estiveram e me contaram o que aconteceu. Como a maioria dos torcedores não tem acesso às informações, vou relatar o que de mais importante aconteceu nesse encontro.

O primeiro a falar foi Andrés Sanchez, e apesar do seu jeito grosseiro e do desmazelo (olha só na foto), foi brincalhão e falou sobre as dificuldades que enfrentou como presidente. Ele afirmou que “os conselheiros são o câncer do clube” – frase repetida pelo Rubinho (Marketing Palmeiras). Disse que cortou 67 conselheiros que não faziam nada. “Tem que sangrar” foi a expressão usada por ele. Falou como a reforma estatutária influenciou nas mudanças e por muitas vezes ironizou o presidente do Palmeiras, de forma amigável, quando citou a pressão da torcida “O Tirone não tem esse problema, toma café tranqüilo” (dia seguinte da manifestação – ele também tem sofrido ameaças).

É óbvio que das suas mazelas ele não fala. E, durante o tempo em que lá esteve, em suas declarações sempre priorizou o seu clube. Coisa que ele tem feito durante toda a sua gestão. Andrés também comentou sobre o Clube dos Treze que “já não servia mais pra nada, só vendia direitos televisivos” – fato.

Em seguida veio o Tirone, que por diversas vezes citou o pai. Não falou absolutamente nada relevante; entre as besteiras  ditas pelo nosso presidente, uma merece destaque: “Eu considero o Palmeiras profissionalizado, o jogador é profissional”. Lamentável uma declaração como essa… Ele ainda contou, rindo, que quando perdemos de 6×0 do Coxa seus filhos o questionaram. Ao falar da dívida do Palmeiras, esqueceu o número correto. Foi uma apresentação fraquíssima e, segundo os amigos palestrinos que lá estiveram, eles sentiram vergonha.

Falou da proposta do São Paulo pelo Felipão; a imprensa falou disso nesses dias todos. Tirone ainda disse que o Palmeiras tem 13 mil sócios. Vale lembrar que este é o mesmo número de sócios que o Santos conseguiu nos últimos dois anos…

O Luis Álvaro, presidente do Santos, falou a seguir e deu um show à parte. Começou  a sua apresentação falando sobre o seu vasto currículo, que justificava seu cargo de presidente num clube grande como o Santos. (Quem pode, pode, né Tirone?) Foi o único que trouxe uma apresentação em PowerPoint com dados e ações descritas. O único que, de fato, tinha conteúdo. Contou a situação em que encontrou o Santos e como a transformou . Por diversas vezes enfatizou a importância do sócio, dizendo: “é o nosso cliente, não quer lucros, quer títulos e orgulho” “Sou apenas um delegado das vontades dos sócios” “na próxima eleição vamos colocar urnas fora da cidade de Santos para que todos participem”. Disse que a reforma estatutária foi aprovada por 100% dos conselheiros e 92,5% dos sócios. Falou também da importância de fazer gestão de carreira com os jogadores, e que foi assim que segurou o Neymar. Meus amigos palestrinos, que lá estiveram, me disseram que o cara é sensacional, digno de cumprimentos, que eles fizeram questão de lhe dar.  

Detalhe: Tirone saiu no começo da apresentação e quando voltou, já no meio da apresentação do dirigente santista, DORMIU! Sim, amigos, nosso presidente dormiu em meio à explanação do presidente do Santos!

Na hora das perguntas, alguém perguntou ao  nosso mandatário: “Vimos que todos os presidentes comentaram sobre a importância de uma modernização estatutária e da participação dos sócios nas eleições de forma direta. Como o Palmeiras vê isso?”

Resposta: “Ontem tivemos uma reunião, acredito que isso irá acontecer no futuro, mas é preciso ter calma e pensar numa maneira adequada de fazer.” A mesma lenga-lenga de sempre, de quem, dando pinta de querer a mudança, tenta empurrar com a barriga e atrasar, o mais que pode a tão sonhada (por nós torcedores) eleição direta.

Por aí, dá mais ou menos para entendermos os momentos tão diferentes, pelos quais passam os três clubes. Por aí, dá para entendermos porque o Palmeiras está do jeito que está.  

Após o almoço, foi a vez dos diretores de marketing…

Primeiro o Neto (Santos), que também se saiu muitíssimo bem, a começar por sua apresentação “não sou diretor, sou um gerente executivo”.

Falou dos projetos do Santos de se tornar uma marca global. “Pensar pequeno dá o mesmo trabalho que pensar grande”. Falou sobre contratações de impacto, patrocínios, “projeto Robinho” , que teve como ponto principal resgatar o orgulho da torcida e a baixa exposição da marca, coisa que fazemos tão diferente aqui, não é mesmo? Trouxemos de volta personagens capazes de resgatar o orgulho do torcedor mas, com a ajuda das fofocas de alguns dirigentes, os ídolos viraram vilões e o orgulho e a auto estima dos torcedores foram para a lata do lixo. O gerente executivo santista falou ainda do projeto de ingressos (querem fazer algo semelhante a um programa de milhagens – pontos trocados por experiências). Citou alguns números – aumentou 45% o faturamento de produtos licenciados, 300% valor dos patrocínios,  mais 13 mil sócios. Tudo em 2 anos! (E a gente achando que 2 anos não é tempo suficiente para uma diretoria trabalhar…)

Falou muito sobre a gestão de carreira que estão fazendo com o Neymar e com mais três jogadores. Disse ainda que “o Ganso não quis, porque tem empresários que só querem saber de dinheiro”. Contou sobre alguns projetos para a Libertadores, sobre um curta metragem do Neymar, em japonês, e a possível contratação de um jogador japonês.

Foi então a vez do Rosemberg (Corinthians). Ele disse que o clube precisa encontrar seu DNA, que diferentemente do Santos, que foca muitas ações nos jogadores e ídolos, ele foca na torcida. Deve ser porque não têm ídolos lá, né?. Falou sobre cultivar o sentimento do povo, sobre o fiel torcedor (80 mil em três anos), loja virtual (1,5 milhão /mês).

Disse que o marketing corintiano trabalha totalmente separado do futebol, não se comunicam! Ele diz que isso é fundamental para o sucesso mas, cá entre nós, é bem questionável essa afirmação.

Falou também sobre o faturamento com patrocínios. O faturamento, que em 2008 era de 17 milhões, hoje, é de 47 milhões. E, como ele mesmo afirmou, muito se deve ao Ronaldo. Ele contou também, que a verba para investimento no marketing é zero, e mesmo assim patrocinam esportes como automobilismo, Fórmula Truck, MMA (segundo ele, Anderson Silva está montando uma academia na Fazendinha e quer outras, inclusive lá no futuro estádio)

Contou que, todo jogo, eles mandam 2 ônibus para pegar crianças na favela, levam no CT, dão almoço, levam pra assistir o jogo e no final dão uma cesta básica. Apóiam Graac e AACD, além de causas como a do menino atropelado…

Disse que a TV Corinthians só dá certo porque “tem um louco botando muita grana”. Mas que ele acredita que vai morrer. Mostrou vários filminhos, revistas e livros que fizeram.

Então, foi a vez do nosso representante, o Rubinho. Pra começar, era o único sem apresentação de PowerPoint e com umas folhas de papel. Segundo quem lá esteve, foi um show de horror! Parecia não completar as idéias… Eis algumas de suas frases, tirem suas conclusões…

“Os outros estão na frente do Palmeiras”

Repetiu algumas vezes: “O Palmeiras está vivendo um momento difícil”

“Trabalhamos junto com a torcida que é fanática” (Torcida fanática? Ah, vá…)

“O conselheiro é um câncer dentro do clube”

“Queremos aumentar o número de sócios, acredito que com a Arena isso vai acontecer” (esta é a única possibilidade que o nosso Depto de Marketing enxerga para aumentar o número de sócios?)

Elogiou o Rosemberg “ele teve visão no caso Corinthians, devemos muito a ele”.

“Eu entendo que o Palmeiras vai copiar o Santos e o Corinthians. Nada se cria, tudo se copia” (sem comentários…)

“Atravessamos um momento político ruim, mas o Palmeiras é muito grande, temos 16 milhões de torcedores” (o velho chavão que prova que só o torcedor mantém o Palmeiras grande)

“A marca Palmeiras é uma coisa maluca. É fácil vender Palmeiras”  (Acho que é por isso que colocam qualquer um para cuidar dessa marca tão “maluca”, que se vende sozinha, né? E, mesmo sendo fácil vender Palmeiras, eles nunca trazem nada de novo em relação ao marketing.  Pobre Palmeiras! Quanta gente incompetente cuidando de você…)

Ele ainda desculpou-se por não ter trazido uma apresentação, disse que está há 8 meses nesse cargo (pouco tempo para se organizar, né?) e que ainda está organizando as coisas, mas ano que tem vai trazer vários jogadores da Europa, porque o Palmeiras tem dinheiro pra isso. (E o torcedor acredita que, com economia nas tintas da impressora, vamos poder trazer até o Messi…)

Disse que o mailing do Palmeiras é impressionante e que ele usa isso para fazer negócios (!!!!) 

“A ascensão começa agora!” (oi??)

“Nós emprestamos a Arena por 30 anos, como disse o Rosemberg” (oi??????? Nem se preocupou em defender e valorizar o projeto que é a menina dos olhos do Palmeiras. Principalmente, pela sua legitimidade, por não se utilizar de dinheiro público, obscuramente destinado ao rival, pela ilegal isenção de impostos)

“O site é o segundo ou terceiro mais visitado e a webTV deve ficar pronta nos próximos 20 dias”

“Tudo isso com pouca estrutura”

Disse que vai brigar com a Adidas porque ela não quer colocar dinheiro nas lojas franqueadas. (Era só o que faltava, esses incompetentes arrumarem uma briga com um patrocinador como a Adidas)

“Vamos fazer um trabalho para identificar o torcedor, ele é consumista, apesar de tudo isso que está acontecendo” (Vamos fazer quando? Está lá há oito meses e, pelo visto, nem começou)

Depois de brindar os ouvintes com essas pérolas do marketing esportivo, ele passou um vídeo de 1,5min sobre a Arena e alguns lances da década de 90. A pessoa que me passou essas informações, me disse que derramou algumas lágrimas, de tristeza..

Pode ser que a bocha, as piscinas e a sauna, sejam motivo de orgulho para os nossos dirigentes. Porém, em relação à gerência do futebol, estamos há anos luz dos nossos rivais, amigos. É triste, mas é verdade! Além de não trabalharem com competência e em prol de um Palmeiras melhor, esses senhores envergonharam o nosso clube e os palestrinos que participaram do seminário. Segundo as informações que recebi, até o marketing da Lusa trouxe uma apresentação contando sobre suas ações e projetos. Eles têm ações e projetos!! Ao final, o nosso representante Rubinho foi esculachado pelos que estavam presentes. Não pode, né?

Para a sorte do Palmeiras e dos palestrinos que lá estavam, a imprensa foi embora no almoço.

Todos sabemos do amadorismo, da falta de competência, da falta até mesmo de respeito com as coisas do Palmeiras. Cansamos de reclamar. Mas, quando comparado aos outros clubes, a coisa piora muito… 

Nossa luta é grande, meu amigo. Precisamos colocar gente capacitada lá no Palestra. Gente que ame e respeite o Palmeiras. E precisamos pra ontem!