“Quanto riso, oh, quanta alegria…”

Na véspera do carnaval, o Palmeiras foi a campo e voltou à sua rotina. Rotina de vitórias, a oitava em onze jogos, nesse Paulistão. Depois de um (único) tropeço, de um dia pra lá de infeliz e um juizinho mequetrefe, o Verdão voltou ao Pacaembu para enfrentar o São Bernardo,  jogou um bolão – com direito à magia de um “falso 9”-,  e venceu por 2 x 0.

Antes do jogo, a Press fazia questão de lembrar que o Palmeiras iria enfrentar um time que tinha a melhor defesa do Paulistão, que parara outros grandes (esse São Bernardo é o mesmo que venceu os “itaqueras” e empatou com os bambis, viu?)  – mas, depois do final da partida, a imprensa tratou rapidinho de esquecer o assunto.

Eu não estava nem um pouco preocupada com o adversário, afinal, o time do Palmeiras é muito bom, o Prass estaria no gol, o Lúcio na zaga, “Lã” Kardec, estava de volta, Wesley também, Valdivia estaria em campo  – quando ele está em campo, a minha confiança é redobrada, triplicada.

Entrei no Pacaembu quando o hino já estava sendo cantado e me espantei ao ver que o Palmeiras ia enfrentar um time de… “árbitros”! O uniforme era praticamente igual, naquele amarelo e preto que até nos embrulha o estômago, por nos fazer lembrar as presepadas  que os homens do apito fizeram (e continuam fazendo) com o Palmeiras (deve ter sido por isso que o juiz da partida foi tão ‘simpático’ com eles e os deixou baterem bastante no Mago, no Kardec… deve ter sido por isso que não viu a posição legal do Mendieta, quando o safardana do bandeirinha marcou impedimento). Era mais um motivo pra o Palmeiras bater o time do São Bernardo.

Mas o São Bernardo, que está entre os oito melhores times deste paulistão, e veio pro jogo com a melhor defesa do campeonato (era a melhor até enfrentar o Parmera), é um time acertadinho, mas que não fica lá atrás retrancado, muito pelo contrário, sai pro jogo e deixa jogar também.

E o Palmeiras, de Prass, Wendel, Lúcio, Marcelo Oliveira, Juninho, Eguren, Wesley, Valdivia, Marquinhos Gabriel, Vinicius e Alan Kardec, com muito mais qualidade no elenco, desde o primeiro minuto, se impôs na partida. As jogadas no ataque eram sucessivas, com Kardec, com Wendel, Eguren, Vinícius, Wesley (cobrando falta), Valdivia, Wesley de novo, Wendel e Eguren…  até o Lúcio, recebendo aplausos da torcida, deu uma arrancada pro ataque, saiu fazendo fila… coisa linda! E não tínhamos nem quinze minutos de jogo ainda. Valdivia (joga muito o meu craque favorito) enfiou uma bola para Marquinhos Gabriel chutar cruzado e ela passar pertinho… Huuu!

Só aos 18′, o São Bernardo botou o Prass pra trabalhar; no chute de Careca, o goleirão foi no cantinho e espalmou pra fazer a defesa. No minuto seguinte, em novo ataque, Careca chutou cruzado, ‘Van Der’ Prass defendeu com o pé. Aplausos pra ele!

Mas quem era perigoso no jogo era o Palmeiras. Marquinhos Gabriel cruzou na área e Kardec cabeceou pro gol. O goleiro deu um baita salto pro lado e conseguiu mandar pra fora… quase! O Palmeiras queria o gol. A bancada se inflamava.

Na jogada seguinte, aos 24′, a superioridade verde ganharia número. Wendel cruzou pelo alto, Valdivia deu uma escoradinha, de leve, e a bola foi encontrar  “Lã” Kardec, matador, de frente pro gol. Ele só desviou de direita e meteu na rede. (Você vai se arrepender de não o ter levado, Felipão. Escreve aí.) GOOOOOOOOL, ‘LÃ’ KARDEC, SEU LINDOOO !!!! A classificação chegando…

Lúcio quase deixou o dele (a torcida está ansiosa por esse gol). Numa jogada pelo alto, ele mandou de cabeça, e o filho-da-mãe do goleiro espalmou, no rebote, Kardec cabeceou também, mas a defesa tirou. A torcida já estava toda de pé…

Valdívia,  peça fundamental do time, ora estava na meia articulando o jogo, metendo bolas açucaradas pros companheiros, dando passes lindos, dribles, ora era atacante, puxava contra-ataques, dava arrancadas… e em muitas ocasiões ajudava a marcar, gritava com os companheiros. A presença de Vinícius no time me agradava bastante; na defesa, Lúcio batia um bolão (e eu que achei que o Palmeiras não deveria contratá-lo, me enganei redondamente).

O jogo até que estava fácil, mas jogar com aquele calorão parecia bem difícil. Os jogadores dos dois times se mostravam bastante extenuados. Na bancada, os torcedores bebiam muita água, refrigerante, compravam sorvetes…

Na segunda etapa, os jogadores do Palmeiras voltaram com uma faixa de apoio para o menino Lucas, que precisa de um transplante de pulmão. Família que se ajuda… lindo!

O São Bernardo voltou querendo descontar. Deu umas aparecidas na área, sem muito perigo, mas, numa delas, Careca bateu forte, e Prass fez uma boa defesa. A vida do tal Careca não estava fácil com o Prass pela frente.

Aos 10′, mais magia no jogo… Wesley tocou pra Vinícius, que mandou a bola na área; o”falso 9″ estava por lá… o Mago recebeu, dominou, olhou onde queria guardar e guardou, do jeito que quis, sem chance alguma pro goleiro. GOOOOOOL, MAGO, SEU LINDOO! Que festa na bancada! Meu coração também pulava de alegria. O Palmeiras, praticamente garantia a sua classificação e ia poder descansar tranquilo no carnaval (Descansar? O time está treinou até no sábado, e Valdivia está com a seleção chilena).

Podíamos ter feito mais gols na partida, as chances foram muitas. Podíamos ter feito o terceiro quando Mendieta, em posição legal, se dirigia em direção ao gol, sozinho, e o bandeirinha assinalou impedimento (o juiz não viu que não foi?),  mas já estava garantido, o carnaval palestrino seria de festa, seria de tranquilidade, liderança no campeonato…. seria do Mago comandando o time; seria do matador Kardec rondando a área adversária; seria de Wesley, Juninho, Wendel, Marcelo Oliveira, Vinícius, Mendieta, Marquinhos Gabriel, Eguren, fazendo boa partida; seria de Lúcio, sensacional, chapelando o adversário no último minuto do jogo, e arrancando aplausos e gritos da galera; seria de Kleina, enfiando muito técnico renomado no bolso; seria da amizade, determinação e companheirismo que existe na equipe; seria daquela gente de verde, de branco e de amarelo, que não parava de sorrir e de cantar…

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Com dez pontos a mais que o terceiro do seu grupo, e doze pontos em disputa, o Palmeiras, jogando o que tem jogado, já pode se considerar classificado (pra mim, já está), mas dizem que falta uma vitória… pois então, vamos buscá-la. Vai ser na quinta-feira, no Pacaembu, diante da Lusa. Mais uma vitória a caminho do título. Eu acredito.

E SE O PALMEIRAS VAI JOGAR, NÓS VAMOS!!

ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOO!!

 

Nós, torcedores, sabemos que a média de público do futebol brasileiro têm deixado a desejar e, até agora, quase na metade das primeiras fases dos campeonatos estaduais, o número de torcedores que acompanham os seus times são reduzidos. Poucos times têm se salvado, mas levando-se em conta os  públicos dos campeonatos Paulista, Mineiro, Carioca e Gaúcho, os clubes que têm melhores médias de público são: Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio e Atlético-MG.

Mas você sabia que, dentre os clubes que têm melhor média nos principais campeonatos estaduais do Brasil, o Verdão é o que vem em primeiro? Isso mesmo, palestrino! O nosso “Parmera”, no ano do seu centenário, tem colocado, em média, 14.549 pessoas no Pacaembu, deixando os “canpiaum mundiau” e seus fiéis(??) que não vivem de títulos(??) em segundo, com 13.942 torcedores por jogo. Em seguida vêm Cruzeiro (10.836), Grêmio (10.742) e Atlético-MG (10.075). Esses, são os únicos com médias de público acima de 10.000.

Ah, essa torcida palmeirense, que as pesquisas (compradas) teimam em dizer que está encolhendo…

Dentre os clubes não considerados “grandes” quem está melhor no quesito “média de público” é o São Bernardo, que tem a oitava melhor média de público dentre os quatro maiores estaduais, com 8.356 torcedores por jogo, e está à frente de times como o São Paulo (7.412), Santos (7.198), Inter (3.813), Vasco (8.252), Botafogo-RJ (1.255).

E como você viu no parágrafo anterior, alguns times andam amargando médias de público baixíssimas, e, consequentemente, rendas insignificantes, como é o caso do Inter, 15º da lista, com média de 3.813 torcedores por jogo, e do Botafogo, 33º, com 1.255 torcedores por jogo (quase a torcida inteira deles). E, acredite, eles não estão atrás só do São Bernardo. Clubes como Pelotas-RS, Friburguense-RJ, URT-MG e Audax Osasco-SP, levam mais público aos estádios.

E se formos comparar os campeonatos estaduais entre si, o Paulistão é o que tem melhor média, com 4.398 torcedores por jogo, seguido pelo campeonato mineiro, carioca e gaúcho (xiiii, Tamoxunto, o campeonato gaúcho é o que tem menos público. E a visibilidade?). Confira os times melhores colocados nos quatro campeonatos com melhores médias de público do país (presta atenção no time lindo que está em primeiro):

 Melhores públicos nos quatro estaduais
(Melhores Públicos nos quatro estaduais. Crédito: Revista Placar)

E segundo a Placar, se levarmos em conta os públicos em outros estaduais, o do Palmeiras ainda é o melhor.  A equipe que chega mais perto do líder de público Palmeiras,  é o Remo (Pará), que tem média de 12.549 torcedores por jogo. Depois vem o Criciúma (SC), que  coloca 7.757 torcedores por jogo.

Paysandu (Pará), Central, Salgueiro e Santa Cruz (Pernambuco), Maringá e Coritiba (Paraná), e ABC (Rio Grande do Norte), aparecem bem na lista, com números que se aproximam dos melhores colocados dos quatro estados com melhores médias de público.

Confira os 29 melhores públicos dos estaduais dos outros estados (Pernambuco, Ceará, Pará, Bahia, Goiás, Brasília, Santa Catarina, R.G.Norte):

Públicos superiores a 3 mil torcedores em outros estaduais

(Fonte: http://placar.abril.com.br/materia/palmeiras-tem-melhor-media-de-publico-dentre-os-grandes-estaduais)

Como você pode ver, amigo palestrino, ainda que possamos colocar muitos torcedores mais no estádio (nossos números costumam ser ainda melhores do que esses), o Palmeiras, da torcida que está “diminuindo” (e teve quem acreditasse nisso) é o clube que mais torcedores leva aos estádios.

E a gente sabe, aqui não tem “modinhas”, não tem “fiéis” e nem bando de louco… aqui tem uma torcida perdidamente apaixonada pelo seu clube, pelo seu time…

E amanhã tem Verdão, lindo, no Pacaembu!! Vamos aumentar a nossa média e mostrar para o Brasil que AQUI É PALMEIRAS, P%$@RRA!!

“Tropeçar faz parte do ‘caminhar’, é assim que ficaremos mais alertas, focando o objetivo sim, mas tomando mais cuidado com todas as pedras do caminho.”

O Palmeiras perdeu a sua invencibilidade no Paulistão ao sofrer a sua primeira derrota para o Botafogo, em Ribeirão Preto. Que pena… Estava tão boa a brincadeira de ‘invicto pra cá, invicto pra lá’. Mas a gente sabia que uma hora ou outra isso iria acontecer, não é mesmo? E, embora o Palmeiras tenha facilitado a vida do Botafogo, foi mais ou menos normal que tivesse sido ontem (só não foi normal porque vacilamos muito em campo), uma vez que o time entrou em campo cheio de desfalques.

Sem Kardec (expulso pela inventividade de Seneme na partida anterior), Leandro (sofreu um corte profundo na perna durante o treino), Wesley e Juninho (poupados por desgaste físico), Diogo (problemas no adutor da coxa direita), Wellington (posterior da coxa esquerda) e Mazinho (no banco), Gilson Kleina precisou promover um monte de mudanças.

E nos primeiros minutos, com o Palmeiras em cima do Botafogo, levando perigo ao dono da casa, a coisa até parecia que ia funcionar. Mas o adversário foi se acertando e o Palmeiras se desacertando…

Meu pai sempre me disse que time que ganha o meio de campo, ganha o jogo. E o Botafogo começou a ganhar o meio de campo. Ai, ai, ai… As mudanças não estavam dando certo. E eu tinha que assistir ao lado de uma visita que, embora não torça para time nenhum, só para ser cruel, se deliciava nas vezes em que o Botafogo atacava… que saco!

E numa descida do Botafogo, a bola foi cruzada na área e, Mike, de cabeça, abriu o placar. Achei que o jogador do Palmeiras, que o marcava, podia ter tirado a bola dele, mas se atrapalhou na jogada (nem olhei pra cara da visita). Teríamos que ir buscar…

E não demorou nada. William Matheus cruzou para Mendieta, ele deu um corte no marcador, mas chutou em cima do zagueiro. O rebote ficou com o Mago que, dentro da área,  chutou direto pro gol,  Henrique Mattos entrou na frente de Valdivia e, de braço meio aberto, ou longe do corpo para exemplificar melhor, acabou cortando a trajetória da bola (se o braço está aberto é pênalti sim).

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Mão à frente do corpo, na altura do cotovelo, interceptando a trajetória da bola, o juiz tem que marcar:

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O árbitro marcou a penalidade. Na cobrança, o Mago bateu no canto esquerdo e empatou a partida. Que maravilha!! Tchuuupa, visita! (Tenho pavor de pênaltis e quase morro do coração, pela importância que ele tinha naquele momento).

O Botafogo, em sua casa, querendo manter a liderança do seu grupo – onde os ‘itaquera’ são lanterna -, ia pra cima do Palmeiras. Aos 33′, William Matheus deu uma baita vacilada e perdeu a bola, de bobeira; o jogador que lhe bateu a carteira avançou e bateu colocado (de fora da área!!), e Prass nada pôde fazer. Cáspita! Atrás no placar outra vez… Teríamos que ir buscar de qualquer maneira, mas, três minutos depois, o juiz inventou um pênalti para o Botafogo (como os árbitros adoram inventar contra o Palmeiras).  Daniel Borges tentou o cruzamento e a bola bateu no braço de William Matheus (ele estava num dia lastimável, mas essa culpa ele não tem). Braço colado ao corpo e nenhuma intenção de interceptar a trajetória da bola. E onde que isso é pênalti?

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O Botafogo cobrou e marcou. A visita, sem consideração alguma à minha aflição, se divertia com a marcação; a minha paciência já estava na reserva.

Tomando o terceiro, o Palmeiras até tentou reagir, mas, o time que já estava num dia ruim (e isso acontece), que não se encontrava em campo, que não conseguia fazer as suas características jogadas de infiltração, ficou mais perdido ainda, e aí que as coisas não davam certo mesmo. Eu gostava do França, mas Eguren me parecia lento; eu tinha a impressão que as posições estavam todas trocadas. Valdivia (o mais lúcido do time) me parecia que jogava de centroavante, Marquinhos Gabriel de atacante (que desperdício, Kleina!) e como Mendieta não estava muito bem na partida (a maioria dos jogadores não estava) as bolas não chegavam nos “atacantes” lá na frente. No segundo tempo teríamos que consertar o que estava errado.

No segundo tempo, entraram Bruno César e Vinícius, no lugar de Marquinhos Gabriel e Miguel. Eu já tinha largado a visita e ido assistir no note, que travava um bocado. Estava pra lá de irritada.

A mudança deu mostras que surtiria efeito; o Palmeiras, impaciente, pela incômoda e inédita situação de estar perdendo por dois gols de diferença, foi pra cima. Bruno César, França, Valdivia… quase! O ‘quase’ deixava os jogadores mais impacientes ainda, os jogadores começavam a se irritar e o futebol do Palmeiras sofria, a torcida também…

Os jogadores do arrumadinho Botafogo tentavam atrapalhar as nossas cobranças de falta, e eu me lembrava do Kardec (que não fez nada) ter sido expulso na partida anterior, sob a alegação que tentara retardar uma cobrança… Acho que a regra vale só para expulsar ‘parmeras’, quando eles são importantes para o time.

E por falar nisso, aos 29′, Bruno César fez uma falta e tomou amarelo. Reclamou com o árbitro e imediatamente foi expulso (como os juízes são severos com o Palmeiras, o segundo jogador expulso em duas partidas seguidas.). Na transmissão, o venenoso Milton Leite dizia: “… é… para quem está chegando agora, ser expulso em sua segunda partida, não é uma boa coisa…”. Acho que ele não viu, ou esqueceu, que no clássico entre São Paulo e Santos – que terminou momentos antes do jogo do Palmeiras começar – Luís Fabiano se cansou de reclamar, acintosamente, com o árbitro; esqueceu que a Borboleta-Mor também reclamou um bocado, e que nenhum dos dois foi expulso. Isso sim, não é uma coisa boa. E o nervosismo de Bruno César, que saiu do banco, para entrar pela segunda vez no time, com a missão de ajudar a reverter um placar adverso, embora pudesse ter se controlado mais, pelo bem do time, era bastante compreensível.

O fato é que com a expulsão de Bruno César – em pouco tempo no jogo deu mostras de que vai se dar bem com Valdivia -, o Palmeiras,  irritado, impaciente, num dia muito ruim, ficou impossibilitado de reagir e conheceu a sua única derrota em dez jogos.

Eu não queria que o Palmeiras perdesse, de jeito nenhum e, nos primeiros momentos, fiquei bastante irritada (quando lembrei que os “itaquera” se prejudicavam com o resultado, a minha irritação diminuiu). Mas, manja aquela história de contar as suas dádivas? Já que perdeu, melhor que tenha sido agora, quando não nos complica, quando a derrota pode apenas servir de alerta, quando o maior prejudicado foi o grande rival, que está no outro grupo.

Pra mim, não há nada de cruz, pregos e martelos; não há motivo para crucificar ninguém. Não há crise na Turiaçu. Foi mesmo um tropeço, indigesto, de um dia atípico, em que o time esteve apático, em que as mudanças não surtiram efeito; dia em que algumas atuações foram muito ruins, em que a arbitragem nos prejudicou, dia em que Juninho fez falta, sim, dia em que o futebol ficou muito aquém do que o Palmeiras pode jogar, dia em que o “Seo Girso” não se(nos) ajudou também.

Mas esse dia já ficou pra trás, e nós vamos seguir em frente, porque temos uma classificação a conquistar e um campeonato também!!

Na quinta-feira tem mais… ÔÔÔ, VAMOS GANHAR, PORCOOO! 

Na sexta feira (21), no Museu do Futebol, no Pacaembu, foi realizado um talk-show com o ex-goleiro Marcos e o escritor Nicholas Vital, para jornalistas e convidados. A ação fez parte do lançamento do livro “Libertadores – paixão que nos une”. Patrocinado pela Bridgestone, este é o primeiro livro, em português, que retrata a história completa do mais importante torneio de futebol interclubes das Américas – a Copa Bridgestone Libertadores.

O livro,  publicado também em espanhol, mostra de uma forma bem abrangente, a história do campeonato, os grandes craques, infográficos, dados detalhados de tudo o que o apaixonado por futebol gostaria de saber sobre a competição, além de várias imagens inéditas, depoimentos marcantes de jogadores, técnicos, dirigentes e jornalistas, que revelam os bastidores, mitos e curiosidades da Copa Bridgestone Libertadores, desconhecidos pelos torcedores.

O melhor, mais famoso e querido goleiro deste país, o nosso São Marcos, ao lado de Nicholas Vital, o escritor do livro,  foi a estrela da noite, que contou com a presença de grande número de jornalistas e convidados.

Certamente não havia só palmeirenses ali, mas você não imagina o frisson que a presença de Marcos causou.  Era visível o quanto as pessoas que estavam ali o admiravam. Senti um orgulho tão grande, sem contar aquela sensação de “posse”,  que nós, palmeirenses, sentimos em relação ao Santo. Algo do tipo: “ele é nosso!”.

Antes que ele subisse ao palco, foram mostrados trechos do filme “Santo Marcos 12”. Cada vez que revejo as defesas do Marcão, uma atrás da outra, de uma vez, sinto de novo o impacto que elas tiveram em mim na ocasião em que aconteceram, fico sem fôlego e, mesmo tendo visto, ao vivo, e comemorado cada uma delas, custo a acreditar que elas  aconteceram. Tive que brigar com o meu sangue verde para não chorar ali. Marcão tira a gente do normal, mexe com todas as nossas melhores emoções.

Marcos e o escritor, sentados no palco, respondiam as perguntas dos jornalistas, dos convidados, e é claro, que a maioria delas eram dirigidas ao ídolo do Palmeiras e do Brasil, o goleiro pentacampeão do mundo, o goleiro que, na Libertadores de 1999 (nas duas seguintes também), conquistou o Brasil e ganhou morada definitiva nos corações palmeirenses.

E como era Marcos o entrevistado, era óbvio que as respostas seriam agradáveis divertidas, e fariam a platéia rir várias vezes. Naquele seu jeitão simples, bonachão, de quem não precisa fazer pose para ser notado,  para ser tão grande como é, Marcos respondia a todos com tranquilidade e simpatia, até mesmo a um antipático jornalista, que fez a indelicadeza de lhe perguntar sobre o jogo contra o Manchester (eu achei a pergunta indelicada, desnecessária e fora do assunto “Libertadores”, a pauta da noite).

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E no Museu do Futebol, o ídolo, que foi e ainda é o melhor goleiro do país, lembrava as marcantes vitórias sobre o Corinthians na campanha de 1999:

“Os dois times já tinham algumas participações na Libertadores, mas nunca haviam conquistado o título. Esse tipo de partida é legal para quem torce, mas péssimo para os jogadores, porque a pressão da imprensa e da torcida é imensa. Tivemos a felicidade de vencer, mas a pressão foi absurda, maior até do que na final”, disse Marcos.

No ano seguinte, o Palmeiras voltaria a eliminar o Corinthians nos pênaltis, desta vez na semifinal da Copa Libertadores. “Isso mostra que os times naquela época eram muito parecidos”, recordou Marcos, responsável por defender a cobrança de Marcelinho Carioca (qual palmeirense se esquece desse momento?) .

Em 2001, o Palmeiras estaria mais uma vez na final, não fosse a calamitosa arbitragem (assalto) de Ubaldo Aquino na primeira partida – na segunda partida,  o Boca ficaria com a vaga nos pênaltis. Marcos lembrou a pressão que era, naquele tempo, jogar em La Bombonera:

“A Bombonera é um estádio de muita pressão. A torcida fica em cima e você não consegue se comunicar. Além disso, o Boca catimba muito. É um time especializado em te deixar nervoso, e muitas vezes o árbitro acaba deixando isso acontecer”.

Perguntado sobre como foi sair do banco e substituir Velloso durante a competição, a resposta veio sincera e divertida:

“Na época, foi terrível. O Velloso era experiente e estava bem na competição, enquanto eu tinha poucas partidas como titular do Palmeiras. Foi uma semana de muita oração, mas no final deu certo. Antes de um jogo como esse, você torce até para se machucar nos treinamentos durante a semana”, disse Marcos, arrancando risos da platéia.

Poderíamos ter ficado um tempão ali, ouvindo o Marcos responder às perguntas, contar suas histórias. Mas ele e o escritor ainda teriam muito o que fazer. Do lado de fora do auditório, numa continuação do coquetel do início da noite, haveria uma sessão de autógrafos e fotos com o ídolo e com o autor do livro. E a fila era grande, assim como era grande a alegria dos que ganhavam autógrafos e tiravam fotos com o maior goleiro do Brasil que, para mim, é muito mais do que isso, é o santo da minha devoção.

Marcos-autógrafos

E os que as conseguiam fotos, orgulhosos, mostravam as imagens para os que ainda estavam na fila. Não preciso nem falar que eu também entrei na fila, né?

Agora, vou ler o livro que ganhei. Vou ler as histórias dos campeonatos da América e reviver uma Libertadores que me fez tão feliz. Vou guardar com carinho o autógrafo e a foto do mais maravilhoso goleiro que vi jogar, cujas mãos escreveram a história de uma Libertadores que trago escrita na alma.

Até a próxima postagem, amigo leitor. E vamos torcer pelo Verdão na partida diante do Botafogo!

Na noite dessa quarta-feira (19), o Palmeiras enfrentou o Ituano no Pacaembu para defender a sua invencibilidade, a liderança do Paulistão e para colocar mais três pontinhos em sua conta.

Jogo às 22h00 é de uma falta de bom-senso e lógica absurdas. Um descaso com o torcedor! Não há motivo algum para que uma partida seja realizada nesse horário – a não ser o interesse da TV (para não perder a audiência da novela e do BBB) e a conivência da FPF -, ainda mais durante a semana. Os torcedores, que se utilizam de transporte público, têm sérios problemas para voltar pra casa, uma vez que, depois da meia-noite, não há mais trens circulando e, dificilmente, dará tempo para pegar o último metrô. E, seja de transporte público ou particular, os torcedores trabalham no dia seguinte, não é mesmo?

Nem sei pra que existe o tal “Estatuto do Torcedor”, já que os torcedores são tão desrespeitados.

Em campo, sem Valdivia, Leandro (suspenso), Wesley (com um desgaste muscular) e Wellington, Gilson Kleina escalou Mendieta, Diogo, França e o estreante Josimar.

É claro que, sem entrosamento das novas peças palestrinas, com os times fazendo muitas faltas e com o Ituano na retranca, o futebol ficaria comprometido. Tirando alguns poucos lances, como a cobrança de falta de Juninho, que Lucio, vindo de trás da defesa do Ituano, cabeceou forte pro gol, obrigando o goleiro a fazer grande defesa e, no rebote, o próprio Lucio quase guardou na rede, ou a jogada de Mazinho, que pegou a bola na intermediária, arriscou de longe e ela passou pertinho do gol, e uma boa defesa de Prass, o primeiro tempo foi meio sem graça, sem emoção, apático.

No segundo tempo, “seo Girso” sacou Mazinho e chamou Marquinhos Gabriel. O Palmeiras foi com tudo pra cima do Ituano. Não tinha nem um minuto de jogo ainda, ‘Lã’ Kardec avançou pela esquerda e passou para Juninho dentro da área. Juninho chutou no ângulo, mas o maledeto do goleiro  mandou para escanteio. Na cobrança, a zaga desviou, Lucio apareceu e bateu forte, o goleiro defendeu com os pés…

O Ituano abusava do direito de fazer faltas no Palmeiras, além disso, fazia uma cera desgraçada e revoltante, que Seneme (árbitro Fifa???) deixava impune. A torcida ficava enlouquecida com a displicência do árbitro.

O Palmeiras tentava… Juninho, se aproveitando de saída errada do goleiro do Ituano, meteu um chute cruzado e quase abriu o placar. E nada do Kleina colocar o Bruno César…

Por incrível que pareça, fazia frio. Enrolada na bandeira pra me aquecer, eu esperava pelo gol que derreteria o “gelo” do Pacaembu… esperava pelo gol do ‘Lã” Kardec Seleção (mas podia ser gol de qualquer outro parmera)… os ‘itaquera’ deviam estar acendendo velas pro Verdão marcar…

Na cobrança de falta, Mendieta rolou para Lúcio, que soltou uma bomba, mas o goleiro espalmou para longe. Tudo quanto é goleiro quer fazer o nome em cima do Palmeiras (Campeão do Século, né?), e esse, do Ituano, tava pegando o que podia e o que não podia também.

“Seo Girso” chamou Bruno César para o lugar de Josimar. Até que enfim ele ia estrear. E “mi” gostei dele. Se movimentava bem, tava solto, desenvolto, e, numa boa jogada que fez, foi parado com falta pelo jogador Dener, que foi expulso.  Até que enfim, o Seneme (árbitro Fifa??) resolveu punir o time que abusava das faltas. Mal sabia eu o que ele iria aprontar mais tarde…

Eguren entrou no lugar de França.

Jean Carlos ficou na cara com Fernando Prass e tentou dar uma cavadinha (cavadinha no Prass? Tolinho…), o goleirão deve ter pensado: “Aqui, não! Aqui é Palmeiras”, e fez a defesa. Dois minutos depois, Rafael Silva bateu de fora da área com perigo e Prass defendeu!

A torcida cantava, chamava o gol… Bruno César cobrou falta e bola passou pertinho. Conforme o tempo passava, o Ituano fazia mais cera, com a permissão do Seneme. Rafael Silva se jogou no gramado, e o árbitro Fifa, aos 40′, parou o jogo para atender o jogador que apenas procurava ganhar tempo. A torcida xingou ele até não querer mais.

O jogo se encaminhava para o final… O Pacaembu, como se pressentisse, começava a se inflamar por inteiro… cantava, empurrava o time.

E então… ‘ele’, que passara o jogo todo ajudando o time a armar, procurando abrir espaços… ele, que é o matador do Verdão… ‘ele’, que vai jogar na seleção, se Deus quiser… ‘ele’ ia matar a partida…

42’… Diogo, no meio, recebeu de Bruno César, abriu pra Juninho na esquerda, ele fez um cruzamento preciso, que foi achar Kardec livre na área, lá do outro lado… e quem é matador, não perdoa… ele ajeitou e fuzilou o goleiro! GOOOOOOOOOOOL, ‘LÃ’ KARDEC, SEU LINDOOOOO!! Que festa na bancada, que gol delicioso! Faz cera agora, Ituano!

A temperatura no Pacaembu esquentou, ninguém mais sentia frio, a alegria aquecia a nossa alma…

Mas o árbitro (Fifa??) não deve ter gostado muito do gol do Kardec, porque resolveu expulsá-lo de campo sem que ele fizesse algo para isso. O jogador do Ituano meteu a mão na bola, e o árbitro deu a posse para o… Ituano!

Kardec tentou atrasar a cobrança, mas nada fez de errado, foi chutado, foi seguro e, quando se desvencilhou de quem o segurava… foi expulso pelo exagerado árbitro (Fifa???). Não acredita? Então confira…

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Seneme deu posse de bola para o ‘jogador de queimada’… e então, Kardec foi até onde estava a bola e foi atacado por dois jogadores do Ituano. Repare que Kardec (está onde a flecha mostra) é chutado pelo jogador que chega empurrando o palmeirense… O árbitro (Fifa???), Seneme, está vendo…

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Os jogadores empurram Kardec, que nada faz de errado, e Seneme (Fifa???) continua vendo

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Kardec se dirige em direção à bola (isso não é proibido, a menos que ele faça algo com ela), é agarrado por dois jogadores do Ituano (um deles, é o que chutara Kardec momentos antes) , e o árbitro continua vendo…

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Kardec se desvencilha do “abraço dos ursos” (os pés dele não saíram do chão em nenhum momento, ele não acertou ninguém, ao contrário dos adversários) e o jogador do Ituano, o time que fez cera o jogo todo, se joga no chão (olha o joelhinho do moço onde está)…

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O outro jogador do Ituano continua agarrado ao Kardec, que, como mostram as imagens, não faz nada para ser expulso.  O árbitro (Fifa???) pôde acompanhar bem todo o lance e constatar isso.

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Quando viram o árbitro, os jogadores do Ituano foram pra cima do Kardec, veio um outro, meteu as mãos nas costas do palmeirense e o empurrou longe e o juiz… tirou o vermelho pro… KARDEC!!

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O ‘criativo’ árbitro (Fifa???), que expulsou um do Ituano também, inventou a expulsão espírita e prejudicou o Palmeiras e seu jogador. Lamentável, seu Seneme! Ainda bem que você é da Fifa. Imagina se não fosse.

E vai anotando aí, torcedor, a cada jogo tem uma presepada diferente. E começou com aquela banderinha (lembra dela?) que anulou um gol legítimo do Serginho.

VAMOS FICAR DE OLHO!


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Palmeiras e adidas apresentaram hoje mais um presentinho para o nosso centenário, o uniforme II do clube para 2014. Em homenagem ao time tricampeão paulista na década de 1930, conhecido como “Esquadrão de Ferro”, o modelo tem como principal novidade o escudo do Palestra Itália em vermelho posicionado no centro da nova camisa.

O lançamento oficial do novo manto, que aconteceu no Pacaembu, dentro da “Casa adidas Palmeiras” – um caminhão personalizado que circula pelos principais pontos da cidade de São Paulo contando a história do centenário – contou com a participação de Gilson Kleina e Lucio, El Xerifón, que vestiu a camisa na apresentação.

Diferentemente do modelo verde, a camisa branca tem a gola em V. As três listras características da Adidas, que ficam acima dos ombros, são douradas, assim como no uniforme I, e representam as glórias, conquistadas ao longo desses cem anos de existência, da gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras. Ao lado do distintivo do Palestra Itália, um detalhe gráfico faz referência ao esquadrão de ferro.

Ela estará à venda a partir do dia 20 de Fevereiro nas lojas adidas, adidas e-com http://www.adidas.com.br/palmeiras, nas oficiais do clube e lojas de varejo esportivo.

Fiquei apaixonada pela nova camisa, ela é linda demais. Veja se você concorda comigo:

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Essa camisa linda e os nossos uniformes todos poderão ser vistos pelos torcedores que visitarem a ‘Casa adidas Palmeiras’. Além deles,  poderão ser vistas camisas antigas, troféus, medalhas e até partes do antigo estádio Palestra Itália. Lá o palmeirense poderá realizar o cadastro no www.familiapalmeiras.com.br e passar a fazer parte da maior família do mundo.

E na quinta-feira, dia de Palmeiras x Ituano, a ‘Casa adidas Palmeiras’ estará no Pacaembu.

Booora lá, parmerada! Vamos nos cadastrar e aumentar a família!

 

 

Escrito por Custódio Dias Junior 

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“Os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis”
Abraham Lincoln

Um pouco sobre os bastidores do Allianz Parque…

Queria falar um pouco do que estou sabendo sobre um dos assuntos mais importantes na história do Palmeiras: o Allianz Parque. Como todos sabem, a relação entre Palmeiras e WTorre não é boa, fato que provoca curiosidade e dúvidas na cabeça do torcedor. A principal delas: por que está tão complicado resolver esse imbróglio? São várias as razões que fizeram a situação chegar nesse ponto, mas, sem dúvida, a pior delas é a postura da construtora em não querer honrar o contrato assinado e aceitar o que foi combinado com o clube. A construtora insiste em comercializar TODOS os lugares do Allianz Parque, enquanto o contrato prevê o direito da “parceira” apenas sobre os camarotes e 10 mil cadeiras especiais.

A renda realmente é do Palmeiras (os ingressos correspondem a um valor ínfimo em relação à venda da cadeira anualmente, pois a WTorre ofereceu 12 reais por ingresso), mas a construtora insiste em querer comercializar TODAS as cadeiras do nosso estádio e com isso, criar o seu próprio Sócio-Torcedor e aniquilar o nosso Avanti. Se a construtora vender TODAS as cadeiras do estádio, ela estará assassinando o nosso programa de Sócio-Torcedor. Se hoje, sem uma arena moderna, e com aproximadamente 37 mil torcedores filiados, o Avanti já fatura seis milhões de reais limpos para o Palmeiras, imaginem quanto arrecadaremos jogando na nossa nova casa, o Allianz Parque. Esse é o ponto crucial que a WTorre percebeu há alguns qual meses, e pelo qual, lamentavelmente, quis mudar a regra do jogo. Para que o torcedor tenha uma ideia, se continuarmos a jogar no Pacaembu vamos ganhar mais dinheiro do que com a “proposta” da WTorre.

Mal acostumados, pensaram que encontrariam uma diretoria fraca, que se intimidaria facilmente, mas, hoje, temos pessoas capazes, que defendem a SEP e brigam para que o clube não seja prejudicado.

A torcida palmeirense precisa saber que essa posição da WTorre pode gerar um prejuízo de mais de 100 milhões de reais anuais para o Palmeiras, e que se ela comercializar TODOS os lugares, como pretende, pelo cálculo de alguns especialistas consultados, o retorno de investimento para a construtora se dará em apenas 3 anos, ao invés dos 7/8 anos planejados desde o início do projeto.

O mais estranho dessa situação toda é que nas reuniões setoriais feitas no COF e no CD, sobre o assunto, ninguém contestou o relatório da Diretoria da Arena, que provava o direito do Palmeiras sobre as cadeiras restantes e que deixava, como em contrato, as 10 mil cadeiras especiais e mais as 3 mil cadeiras dos camarotes para a comercialização pela construtora. Ao contrário do que vem acontecendo, tanto na mídia palestrina como na tradicional, alguns conselheiros, cujos interesses são desconhecidos, vêm defendendo ferrenhamente a posição da WTorre,  contrariando o direito da SEP previsto em contrato.

A situação é constrangedora para alguns, porque, pessoas ligadas à diretorias passadas do Palmeiras, estão ignorando completamente o que foi pactuado e continuam tentando forçar um “acordo” para claramente beneficiar o nosso “parceiro” em prejuízo do Palmeiras. A situação de conflito de interesses é surreal, a ponto de diretores que defendiam os interesses da SEP há algum tempo, estarem agora vestindo a camisa da WTorre e, com a ajuda de um pequeno e inexpressivo grupo dentro do Palmeiras, brigam para que a construtora comercialize todo o nosso estádio.

Por isso palmeirense, é importante analisar calmamente a postura de todos os envolvidos nessa situação. Estamos revivendo um problema muito semelhante ao que tivemos em 1942, e nossos dirigentes na época brigaram com a própria vida para defender o patrimônio da SEP.

Nesse assunto essencial ao nosso futuro, situação e oposição precisam deixar as rusgas de lado e caminhar juntas na defesa do nosso estádio. O antigo Palestra Italia, hoje Allianz Parque, sempre será a casa da Sociedade Esportiva Palmeiras e todos nós precisamos defender o que é nosso direito por direito contratual!

Foto: Com assoprador de apito sem vergonha e tudo...

Acho que o Palmeiras se enrosca com esses times pequenos, com “pobrema”, porque fica com dó… só pode!

Eu não esperava um empate do Palmeiras no clássico contra os ‘itaquera’, e sim uma vitória. Não porque o empate seria um mau resultado pra nós, muito pelo contrário, mas porque o Palmeiras está com um bom time, tem o melhor elenco, está jogando um futebol muito melhor e é dono da melhor campanha do Paulistão 2014. No entanto, eu sabia que, como sempre acontece, muitos outros fatores poderiam influir no resultado (eu sempre espero de tudo nessas partidas, principalmente do apito). Mas, se teve um time que se estrepou com esse 1 x 1, esse time certamente não foi o Palmeiras. Meu Verdão, lindo, continua líder do campeonato e, agora, sozinho (o Santos, o “time a ser batido” segundo a Press, levou 4 da Penapolense)… Só que nós, torcedores, ávidos para ver o time do governo afundar de vez, criamos enormes expectativas em relação à essa partida e, ao vê-las frustradas, alguns de nós ficaram meio inconformados (teve uns que ficaram muito inconformados).

Depois do jogo, alguns palmeirenses – que gostam mais de zoar os rivais do que gostam do próprio time – falavam que empatar com os gambás, que vivem um mau momento e estão na lanterna, é derrota. Como assim, derrota? De jeito nenhum! Já houve oportunidade em que eles estavam numa ‘draga’ só, e perdemos, mesmo estando em melhor momento (o inverso também já ocorreu). Essas coisas são perfeitamente normais em clássicos, ainda mais pela rivalidade existente entre os clubes. Num clássico, qualquer resultado é possível, e isso independe do momento vivido pelas equipes.

Não entendi as reclamações uma vez que o empate não interferiu em nosso caminho (não perdemos posição na tabela – nem tínhamos como subir mais uma -, não perdemos a classificação, nem o título), e, por pior que fosse o nosso time (e ele é muito bom), por pior que fosse a situação do Palmeiras no campeonato (ela é a melhor possível), ainda que fosse ele o lanterna, torcedor nenhum desfaz do seu time, assim como ninguém desfaz da própria mãe. Essas coisas são sagradas, ou, pelo menos,  costumavam ser. Além do mais, era um jogo de (sobre)vida ou morte… pra eles, e não pra nós.

Talvez por isso, mesmo tendo acompanhado o festival de porradas que rolou em campo, tenhamos achado nosso time menos vibrante.

Confesso que fiquei emocionada ao ver o Palmeiras entrar em campo, ao vê-lo líder, invicto, enquanto os “canpiaum mundiau” carregavam a lanterna e os problemas de uma campanha horrorosa. A tranquilidade que eu sentia umas horas antes da partida, dava lugar às lágrimas e à tensão costumeira.

Achei que o Palmeiras não jogou bem (como poderia e sabe) durante boa parte da primeira etapa, e muito mais em função do esquema e da escalação, que não foi a mais acertada para um clássico (Mendieta no banco, não, né “seo Girso”? Ele tá jogando mais do que o Mazinho e tem que jogar com o Mago), do que por saber da fraqueza do adversário, ou pelo pacto de paz (como disseram alguns), feito pelas diretorias dos clubes (de qualquer forma, acreditar nos gambás é inocência. Era tanta “paz” do lado deles, que os parmeras levaram porrada até não querer mais. O Lucio e as porradas que ele levou do Guerrero, a cotovelada do Romarinho no Marcelo Oliveira que o digam) Mas os “canpiaum mundiau” também não jogaram bem. Era um festival de chutões. O Palmeiras fechado, os gambás evitando nos dar a oportunidade de contra-ataque.

E a gente na pilha do Derby. Só dois mil parmeras no estádio, mas o barulho era de muitos milhares mais. E a bancada e numeradas alvinegras, cheias de buracos, de lugares vazios…

Romarinho deu uma cotovelada em Marcelo Oliveira (ele precisou jogar de cabeça enfaixada) e continuou em campo; Jadson deu um carrinho em Prass, e levantou o pé, de propósito, machucando o nosso goleiro. E só levou amarelo (já pensou quantos centésimos de segundo o juiz levaria para mostrar um vermelho, se fosse o nosso camisa dez a pegar, assim, deslealmente, o goleiro corintiano?)… Valdivia fez uma falta normal de jogo, não reclamou, e levou amarelo. Não demorou muito, o árbitro, que não viu (?!?) o Mago à sua frente, se chocou com o palmeirense e deu uma cabeçada nele (quase uma agressão), que o fez precisar  até de atendimento. Como não viu, seu juiz? Não fiquei muito convencida disso… Não tava “mi gostando” muito do árbitro, Raphael Claus, não. Tendencioso…

Embora o Palmeiras não jogasse com a volúpia que desejávamos, embora os gambás estivessem jogando com a ‘faca no pescoço’ e, por isso, levassem mais perigo (Prass esteve soberbo… Ele sempre está), o Palmeiras foi quem teve a mais clara chance de gol. Valdivia achou Mazinho livre na área; ele dominou e chutou (em cima do goleiro), Cássio defendeu e, no rebote, Mazinho não viu (tinha que ter visto) Leandro, Valdivia e Kardec, que estavam na área, livres, só esperando pra receber. Indeciso sobre o que fazer com a bola, foi combatido pelo corintiano e perdeu a posse de bola.  Que tristeza! O gol pedindo para ser feito…

O Palmeiras então, começou a ficar mais senhor da partida e algumas boas chances apareceram. Kardec, num chute em diagonal, que bateu na rede pelo lado de fora;  Kardec, que  ficou com a sobra na tabela entre Wesley e Leandro, mas acabou mandando pra fora. Aos 40′ do primeiro tempo, após tabela entre Kardec e Juninho, a bola sobrou pra Leandro, mas ele chutou por cima do  goleiro corintiano.

Na segunda etapa, já de cara, em duas oportunidades o perigo rondou a meta de Prass. O Palmeiras respondeu. Mazinho cruzou pra Leandro, que recebeu na cara do Cássio, e perdeu gol feito. Meeeeu Deeeus! Não pode, Leandro! Eu não conseguia acreditar na baita chance que tinha sido desperdiçada. Romarinho chutou e parou na Muralha Verde; Wesley tentou de longe e o goleiro corintiano espalmou.

Kleina colocou Marquinhos Gabriel no lugar de Mazinho,  que não estava nada bem na partida. Embora o time todo parecesse mais apagado, Mazinho, Juninho e Wesley eram os que mais dor de cabeça me davam. E no banco o Mendieta, o França, Eguren, William Matheus… ai, “seo Girso”… dava pra dar uma mexida boa.

O Corinthians, mais rápido na segunda etapa, tentou com Romarinho, com Guerrero, mas Prass (que baita goleiro) estava atento e fechava o gol do Verdão. Foi então que Romarinho, livre na área, recebeu um passe de Fagner e abriu o placar do jogo. Que desgraça!

Desgraça maior que o gol foi constatar que Romarinho estava livre,  até demais, na área do Verdão… estava impedido!! Veja só:

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Nas imagens da outra emissora:

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Na TV até falaram algo sobre o impedimento, mas logo desconversaram.  E eu, que sempre achei que os comentaristas tinham a função de mostrar ao telespectador, com mais clareza e detalhes, as coisas que aconteciam em campo, constato que, dependendo do time beneficiado, os ‘comentarishtaish” tratam logo de esquecer o lance ou fazer que nem viram.

O Palmeiras ia buscar o prejuízo… eu tinha certeza disso.

Lã Kardec rolou pro M. Gabriel, ele chutou, e o Cássio espalmou… Wesley desceu pela esquerda, saiu da marcação de Fagner e bateu por cima… Wendel tentou descer em velocidade e foi parado com falta…

Mendieta entrou em lugar de Leandro (até que enfim enxergou o Mendieta, hein ‘seo Girso’?). O tempo ia passando… os ‘itaquera’ recuaram, querendo segurar o 1 x 0…

Aos 36′, Kleina chamou Diogo pro jogo, no lugar de Wellington. Um zagueiro por um atacante? “Mi gostei”! Fred Flintstone não estava a fim de perder a invencibilidade. E nós também não.

37’… Diogo, iluminado, cruza na área com perfeição… Lã Kardec, maravilhoso, matador, aparece na frente do gol e fuzila o goleiro ‘itaquera’. GOOOOOOOOOOOOOOOOOOL, DO PALMEIRAS!!!

Que delícia! Pra matar os rivais de desgosto! A gambazada crente que ia tirar  a invencibilidade do Verdão, crente que ia faturar três pontos em cima do líder do campeonato…

E só não tomaram o segundo porque o tal do Rafael Claus resolveu segurar o ímpeto do Palmeiras nos minutos finais e passou a não marcar mais as faltas que sofríamos perto da área. Foram três faltas, bem faltas mesmo, e seguidas… e o salafrário fazia quem via. Mas viu quando Mendieta impediu a passagem de Renato Augusto e, rapidinho, deu amarelo pro palmeirense.

E o jogo terminou empatado, para tristeza dos “canpiaum mundiau”, lanterna de seu grupo, e muita alegria dos palmeirenses, que viram o seu time, lindo, líder, invicto, tirar o docinho da boca dos gambás.

Chato, né?

Quarta-feira tem mais líder em campo, enfrentando o Ituano no Pacaembu! (Aposto que em Itaquera vão acender até vela pro Verdão ganhar… hahaha)

ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOO!

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Depois dos últimos acontecimentos, quando torcedores do Corinthians invadiram o CT alvinegro, ameaçaram jogadores,  agrediram o jogador Guerrero e uma funcionária do clube, roubaram celulares e danificaram carros de alguns atletas, no estacionamento, Palmeiras e Corinthians, numa iniciativa inédita, se juntaram para uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, no Salão Nobre do Pacaembu, visando promover a paz às vésperas do dérbi, que será realizado no estádio municipal, neste domingo, pelo Paulistão.

Mário Gobbi e Paulo Nobre, presidentes de Corinthians e Palmeiras, trocaram elogios :

Estamos aqui reunidos com a única mensagem de dizer que Palmeiras e Corinthians são apenas, e nada mais do que apenas, adversários durante 90 minutos da partida. Atitudes como a de hoje contribuem com certeza para a diminuição da violência – disse Mário Gobbi, elogiando, na sequência, Paulo Nobre como “uma das boas novidades do meio do futebol, com ideias novas”.

Somos amigos, adversários, mas não inimigos. Em campo, vou fazer de tudo para ver meu time ganhar. Depois, nada impede que eu saia com o Mário Gobbi para comermos uma pizza – emendou Paulo Nobre.

Odiar o torcedor adversário é insano – completou.

Muito legal tudo isso, e os clubes deveriam se unir para combater a violência de parte das suas torcidas. Ser torcedor não é isso. É apoiar e jogar com o seu time, nos bons e, principalmente, nos maus momentos.

Acontece que o presidente corintiano, que por acaso também é delegado (licenciado) de polícia, não parece estar (não pode??) muito (nada) interessado na punição de seus torcedores organizados (isso sim contribuiria para a diminuição da violência), pelos atos de violência, terrorismo e desordem:

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O presidente do rival do Palmeiras,  esteve no Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo, que investiga a invasão), viu fotos de suspeitos e disse não ter identificado nenhum dos invasores do CT (em outra oportunidade ele afirmou que não houve invasão!?! Foi invasão ou não foi?), negou também que o clube dê benefícios para as organizadas (vamos fingir que acreditamos…).

– Dentro das organizadas tem muita gente boa, que vai torcer e não tem nada a ver com meia dúzia que não sabe se comportar (meia dúzia que, mesmo com a PM no CT, não foi presa e nem ao menos colocada pra fora, para preservar a segurança e a integridade de atletas e funcionários do clube). Eles fazem uma festa muito bonita. E continuamos abertos ao diálogo.  Não cabe ao Corinthians finalizar isso (Cuma, seu delegado licenciado? O interesse maior não é do seu clube? As iniciativas não devem partir dele?). O limite é o diálogo. Eles têm a gestão deles, nós não nos metemos lá, assim como eles não têm que interferir nos atos de gestão do clube (não interferem, mas o Pato foi vazado rapidinho, né?).

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O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez (aquele mesmo que era o braço direito do Kia, que usava o Corinthians para lavar dinheiro de crimes da máfia russa; aquele que, quando estava na CBF, declarou que queria que o Palmeiras caísse para a segunda divisão – ‘coincidentemente’ o time foi prejudicado inúmeras vezes pelas arbitragens e rebaixado naquele mesmo ano), aparentemente ironizou a coletiva dos dirigentes de Palmeiras e Corinthians. Em seu perfil no Twitter, o ex-dirigente (seria o Gobbi o “Haddad” deles?) riu da declaração de Paulo Nobre, mandatário do Palmeiras, que sugeriu uma pizza com Mário Gobbi, atual presidente alvinegro, após o clássico do próximo domingo.

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Abre o olho, presidente Paulo Nobre! Essas cobras não tem a mesma índole, boa vontade e seriedade que você. Você quer mesmo combater a violência, mas o outro lado está fazendo teatrinho. Como diz um amigo meu, “boa vontade, harmonia e cordialidade não podem existir somente de um lado ou quando alguém está fragilizado” (eles ficam bonzinhos apenas quando estão por baixo). Essa boa-vontade entre  rivais não pode caminhar numa via de mão única.

Conceitos como esses devem prevalecer sempre e não apenas para atender interesses de uma única parte, quando é conveniente apenas para a parte “mais esperta” (o adjetivo, na verdade, não seria “esperta”). As declarações do ex-presidente gambá (ex??), nas redes sociais, mostram a verdadeira face do outro lado”, o sentimento de “amizade” que impera por lá.

Os palmeirenses não esquecem a total falta de cordialidade em 2011, na disputa das semifinais do Paulistão, com árbitro escolhido para o jogo, cujo nome já tinha sido divulgado antes mesmo do sorteio (baita mutreta) e que depois operou o Palmeiras em campo, expulsou nosso técnico e o jogador Danilo, conduzindo a partida para a disputa de pênaltis.

Não houve cordialidade também, e nem respeito ao Palmeiras, em 2012, ano em que fomos derrubados para a série B, ou nas vezes em que o Palmeiras enfrentou vários problemas com parte da nossa torcida. O Palmeiras, seus atletas e torcedores, em muitas situações, eram alvos de ironia e escárnio, por parte da imprensa gambá, dos diretores corintianos e até mesmo de alguns jogadores alvinegros, quando a fase lhes era favorável, ao contrário do que acontece agora. Em nenhum momento, nem mesmo quando Fernando Prass teve a cabeça rachada por um copo, atirado por torcedores, no aeroporto da Argentina, se articulou uma greve ou qualquer tipo de movimento para defender a integridade dos profissionais palmeirenses, para defender o Palmeiras. Não houve um ato sequer de solidariedade. Nem mesmo quando, depois desse lamentável episódio, o presidente Paulo Nobre rompeu com as organizadas e solicitou o apoio e trabalho conjunto dos demais clubes para se combater a violência desses torcedores.

Agora, quando estão sendo picados pelas cobras que criaram, e que fazem questão de continuar criando (vide a declaração do Gobbi), quando eles estão mergulhados até o pescoço em problemas criados por eles mesmos, quando se negam a tomar medidas fortes, e necessárias, para resolver esses problemas, eles querem que se faça greve? E são simpáticos a participarem de ações de amizade?

Ah, presidente Paulo Nobre, eu não acredito nesses caras, não! E acho que você também não deveria acreditar… Não sei se você conhece a fábula do escorpião e do sapo, mas vou te contar:

Um certo dia, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava à beira do rio. Como não sabia nadar, e se afogaria caso tentasse chegar ao outro lado, pediu uma carona ao sapo para chegar à outra margem. Desconfiado, o sapo respondeu: “Ora, escorpião, só se eu fosse tolo demais! Você é traiçoeiro, vai me picar, me envenenar e eu vou morrer.”

Mas o escorpião insistiu, com o argumento lógico de que se picasse o sapo ambos morreriam: “Imagina se eu faria uma coisa dessas com você, sapo! Só se eu fosse burro. Se eu te picar e você morrer, morro também. Estamos juntos nisso”. Com promessas de que poderia ficar tranquilo, o sapo, que por ser correto, imaginava que o escorpião também o seria, concordou,  Acomodou o escorpião em suas costas e começou a nadar.

E o escorpião se comportava maravilhosamente bem. Só que, ao final da travessia, quando já tinha conseguido o seu objetivo de atravessar o rio e os dois se aproximavam da margem, o escorpião cravou o seu ferrão mortal no sapo e saltou ileso em terra firme.

Atingido pelo veneno mortal e já começando a afundar, o sapo desesperado quis saber o porquê de tamanha crueldade, porquê  o escorpião tinha a necessidade de matá-lo. E o escorpião respondeu friamente:

– Porque essa é a minha natureza!

E é assim que a coisa funciona. Eles são do jeito que são e se valem de qualquer expediente, principalmente, dos árbitros “sorteados”, para levarem vantagem – conhecemos isso tão bem.

Respeito e esportividade fazem parte da maneira como o Palmeiras tem se conduzido ao longo desses cem anos de existência, mas, presidente Paulo Nobre, todo cuidado é pouco para que não façamos o papel do sapo da fábula, né?

O jogo de amanhã vai ter influência no restante do ano para os dois clubes. O vencedor vai ganhar força, vai se encher de moral e confiança, o perdedor vai ganhar muitos problemas, enfraquecer, e ter que conviver com mais pressão e desconfiança, principalmente, se ele for o time que já está com a corda no pescoço. Todo cuidado é sempre pouco.

Que fora de campo, essa partida seja vista apenas como uma competição esportiva, que os torcedores dos dois clubes deixem a disputa para quem entrar nas quatro linhas, mas, que o Palmeiras tome muito cuidado com a arbitragem e, dentro de campo, respeitando as regras do jogo, que nossos jogadores saibam que é guerra, sim, é final de Copa do Mundo, sim. 

É HORA DO DERBY, PALMEIRAS!! PRA CIMA DELES!!!
  
E TEM QUE TER RAIVA DESSA PORRA DE CU RINTIA!

Você sabia que a última vez em que o Mago saiu de campo derrotado foi no dia 6 de março de 2013, quando o Verdão perdeu para o Tigre, por 1 a 0, na Argentina, pela 3ª rodada da Copa Libertadores?

Sabia que, de lá para cá, o nosso craque da camisa 10 jogou 24 vezes, venceu 16 e empatou 8?

E que dos 2160 minutos das 24 partidas (tirando os acréscimos), Valdivia permaneceu em campo durante 1755 minutos, o que representa 81%, você sabia?

Talvez você saiba, mas tem muita gente que faz de conta que não sabe, que a última grave lesão do Mago aconteceu no dia 14 de março de 2013, na partida contra o Paulista, pela 10ª rodada do Campeonato Paulista. Após um longo período longe dos gramados (período que se tornou longo graças à paralisação do futebol brasileiro em decorrência da Copa das Confederações), ele retornou ao time no dia 6 de julho, contra o Oeste, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro da série B, e, de lá para cá, manteve uma ótima sequência.

Mas você sabia que, dos 41 jogos realizados pelo Palmeiras desde o dia 6 de julho até hoje, o Mago participou de 23?

E sabia que, das 18 partidas em ele que ficou de fora,  ao contrário do que muitos afirmam, apenas cinco foram por desgaste muscular (e não lesões)? Que oito foram por causa das convocações para a seleção chilena, onde é peça fundamental no esquema do treinador Jorge Sampaoli? Sabia que ele foi poupado quatro vezes, em decorrência do cronograma estabelecido pela comissão técnica e que cumpriu um jogo de suspensão (só um) devido ao acúmulo de cartões amarelos?

Sabia que, nesse período, Valdivia marcou marcou cinco gols e deu oito assistências, ajudou o Palmeiras a voltar pra série A e a conquistar 19 pontos nesse início, invicto, de Paulistão 2014?

Muitas inverdades têm sido ditas sobre Valdivia, mas os números estão aí para desmenti-las… e também para confirmar o que até os nossos adversários sabem, com o Mago em campo o Palmeiras é muito mais forte.

Tomara  a escrita se mantenha no Derby desse domingo.

VAMOS GANHAR, PORCOOO!!  PRA CIMA DELES, MAGO!