Ela olhava as mulheres na clínica… algumas, com barrigas imensas; outras, nem tanto; havia as que mal tinham barriga. A enfermeira ia perguntando para cada uma: Quantos meses? As respostas variavam: 9 meses, 2 meses, 7, 5… Ela olhava para marido com aquela cara de “e se ela perguntar pra mim?”. Nem sabia se estava grávida mesmo. Não havia feito nem o exame, o seu médico, que voltara de férias só no dia anterior, achara melhor que fizesse uma ultrassonografia direto. E ela dizia para o marido: Espero que a enfermeira não me pergunte nada.

Ela não tinha barriga nenhuma, a cintura ainda era bem fina, mas os seios… estavam enormes e doíam muito à noite,
ao deitar, tanto que ela mesma anunciara ao médico na consulta:

– Dr. Luiz Augusto, estou grávida!
– E como você sabe? – disse ele, rindo.
– Olha o tamanho dos meus seios!

O médico concordara que realmente tudo indicava que ela estivesse grávida, mas a confirmação mesmo só com o exame.

Quando chegou a sua vez, ela entrou sozinha. Nem levou o marido junto, vai que a médica dissesse: O que você está fazendo
aqui, se nem grávida está? hahahaha Na verdade, só era estranho acreditar, mas, no fundo, ela sabia… desde o dia em que tivera que correr para o banheiro com um enjoo repentino e, quando chegou lá, não tinha nada pra vomitar…

Ela sabia, ela sentia… mas passar da condição de apenas filha para a condição de grávida, de mãe, era meio inquietante…

A médica ia passando o aparelho na sua barriga e olhando as imagens que apareciam num monitor… ela, curiosíssima, mas dando pinta de relax, prestava atenção nas imagens e na conversa entre a médica e a enfermeira, que ia anotando algumas coisas… De repente, a médica diz: o coração está normal…

– Coração??? Você está ouvindo o coração???? – perguntou ela, de olhos arregalados, mas querendo parecer tranquila.
– Sim, mas você ainda não pode ouvir. – disse a médica, parecendo meio antipática.
– Tudo bem… não tem problema.

E o marido lá fora, sem saber que tinha um coração mesmo batendo dentro da barriga dela! Ela estava grávida mesmo! Que coisa! G R Á V I D A!! Ia ser mãe… Ficava imaginando a cara dele quando ela contasse… Imaginava a cara dos seus pais, da sogra, que cobrava tanto esse filho, do sogro, que queria ser avó mesmo antes do casamento, que já durava três anos…

A médica continuava:

Vai completar 8 semanas de gestação… o tamanho é de 14 mm… está tudo bem…

(Oito semanas?? E onde está minha barriga? Ainda bem que não tenho ainda… Fiquei grávida em Cabo Frio! No Natal ou
Raveillon… Meu Deus! Tem 14 mm? E já tem coraçãozinho batendo?)

Embora a gravidez tivesse sido planejada, desejada; embora ela nunca tivesse tido aquela necessidade de ser mãe, como
muitas muheres têm, assim, do nada, essa gravidez fora pensada, planejada, mas a notícia não deixava neurônio sobre
neurônio… O cérebro dela tinha um movimento frenético. O mundo abrira uma nova porta pra ela, de um “lugar”
totalmente desconhecido… e ela já tinha entrado.

Quando saiu da consulta, com aquela cara de poderosa que as grávidas têm, o marido, com um ponto de interrogação
imenso no rosto, arriscou, meio tímido (ele também tinha dúvidas. Um exame de farmácia,
feito semanas antes, ficara no meio-a-meio):

– E aí?
– Você nem imagina… a médica já ouviu o coração!!! Você vai ser pai!

Ele ficou vermelho, emocionado e abriu um sorrisão:

– Tem nenê mesmo? Tem um bebezinho nosso aí?
– TEM!!!

E os dois se abraçaram, se beijaram… saíram dali e, a cada vez que se olhavam, sabiam que eram cúmplices de um segredo – que contariam pra todo mundo -, cúmplices de um feito inimaginável… na lanchonete onde foram comer, olhavam um pra cara do outro e riam…

Ela lembrava disso tudo, agora, na sala de cirurgia… lembrava de como a gravidez fora maravilhosa (tirando uma dor nas mãos, nos últimos três meses, que a impedia de segurar qualquer coisa, e o sacrifício de se recusar a tomar qualquer remédio pra isso, por causa do bebê, do qual, na época, ela não sabia o sexo).

Dr.Luiz Augusto ficava sempre feliz com as suas consultas: Que maravilha, você só vem aqui para medir a barriga, brincava ele.

O médico já tinha lhe dito para sempre usar o bom-senso em tudo, que, assim, ela sempre saberia o melhor a fazer.

Mas ela arriscara:
– Posso ir no estádio, Dr. Luiz Augusto?
– No estádio? Pode!
– Na arquibancada?
– Pode!
– Na Mancha Verde?
– Mancha Verde? Bem, gosto não se discute – ele torcia para outro time e brincava com ela -, mas pode!. Não faça nenhum esforço exagerado. Vida normal e bom-senso.

As luzes na sala de cirurgia eram fortes… Ela estava sendo preparada – não tivera dilatação suficiente e só dois
dias antes ficara sabendo que não seria parto normal, para o qual havia sido preparada desde o começo, seria cesariana.

Estava meio nervosa, tentando imaginar como seria… as enfermeiras – quanta gente entrava e saía – conversavam com
ela: Tá com medo, mãe? Ela respondia: Um pouquinho só.

Chegou o anestesista, chegou o Dr. Luiz Augusto… ela confiava tanto nele que fizera questão de ter a sua fiha com ele…

Sim, era uma menina… E ela lembrava do acordo com o marido para não saberem o sexo, acordo que, na última ultrassonografia
ele quebrou… e quis saber… ele, era louco por uma menina; ela, achava que seria menino… a barriga era “de menino” (todo mundo dizia), ela engordara só 9,5 kg, seu rosto não inchara… era menino… e teria o nome de seu ídolo amado: Edmundo…

E ela recordava o dia em que, passeando com seu cachorro, encontrara duas garotinhas que vinham da escola, ao passarem por ela, uma das garotinhas parara na sua frente, a olhara nos olhos e sorrira… Ela ficou toda arrepiada e soube na hora, iria ter uma menina!

Ali, na sala de cirurgia, ela lembrava da última ultrassonografia:

– Já sabem o sexo?
– Não.
– Não??? Querem saber?
– Queremos…
– É uma meniiiiiiina!

O marido quase morre de alegria e de emoção e se segurava pra não chorar ali…

Isabella… sim, ela também já tinha escolhido o nome de sua menina há tempos…

O médico fez um último exame de toque (doído) pra ter certeza que seria cesária mesmo, porque ela tinha tido contrações na véspera (bem doloridas, de 10 em 10 minutos). Ela foi anestesiada, e o anestesista, que se posicionara atrás da sua cabeça, conversava com ela o tempo todo… Ela pediu para colocarem um pano na frente, porque não queria ver bisturis e coisas assim… depois de algum tempo, a anestesia tivera efeito total… a cesariana ia começar…

Sem ver os procedimentos, eram só as luzes do teto, e vozes, ruídos e sensações… do líquido gelado que o médico passava em sua barriga, por exemplo… e ela esperava pelo frio da lâmina que a cortaria. Isso a deixava tensa…

Sentia como se o médico passasse as mãos em sua barriga, de maneira um pouco forte, e ela imaginava que ele estaria escolhendo onde cortar… ela estava tensa e ansiosa com esse “corte” e com tanta coisa, desconhecida pra ela, que estava por acontecer…

As mãos do médico pareciam passar com mais força ainda em sua barriga, como se ele estivesse, pelo tato, vendo a posição do bebê… era bastante incômodo, muito incômodo, uma sensação esquisita… ela esperava o “corte”…

– Está sentindo um desconforto maior agora? – perguntou o anestesista.
– Sim, estou.
– Tá muito ruim?
– Tá, um pouco…

E nada do médico cortar…

Ela ouviu, então, um choro, rouquinho… e pensou que algum bebê tinha nascido numa sala de cirurgia ao lado e que logo seria a sua vez…

– Viu que linda a sua filha? – perguntou o anestesista?
– Minha filha? Como assim???? Minha filha nasceu?
– Você não viu? Olha pra trás…

Ela olhou e viu… Isabella! Estava ali, era real! Linda! Batia os braços, “brigava”, mesmo, com as enfermeiras pelos procedimentos a que era submetida. Tadinha…  Com tanta energia e disposição, não foi a toa que suas notas do teste de Apgar foram 9, 9,5 e 10.

Ela, a mãe, sem chorar, estarrecida com a grandeza daquele momento e com a rapidez com que tudo acontecera (as mãos que imaginara fora da sua barriga, estavam dentro dela, soltando o bebê), olhou pro anestesista e disse: Não consigo acreditar que aquela menininha saiu da minha barriga! Ele sorriu e lhe respondeu que, mesmo vendo isso todos os dias, também nunca conseguia acreditar…

Mágico, surreal, um contato direto com tudo que é divino… Ela estava encantada, maravilhada…a filha, que ela tanto imaginara durante 9 meses… estava ali… linda… parecendo porcelana (de tão branca era quase transparente), e o som daquele primeiro choro, daquela voz rouquinha, ia ficar guardado pra sempre em sua memória.

Ela ficou tensa à toa, teve medo à toa…  não sentiu dor, não sentiu nada… e em menos de 10 minutos, seu bebê já tinha nascido… uma menina linda, saudável, perfeita. Que coisa fantástica! Sim, existia um Deus, e ele a amava, ela tinha certeza disso agora.

Os braços dela estavam amarrados quando trouxeram sua menina… a colocaram sobre o seu peito, muito perto do seu rosto… sua menina chorava naquele mundo estranho fora do aconchego da sua barriga. As mãozinhas pareciam azuis e os pés, estavam meio arroxeados, porque estiveram no meio das suas costelas, as empurrando, por um bom tempo…

– Então, era você que ficava chutando a minha barriga? – ela disse, enchendo aquele rostinho lindo de beijos (não tinha cara de joelho, não. Já parecia o pai a danadinha) -, seja muito bem vinda, minha filha. Seu nome é Isabella. A mamãe e o papai estão muito felizes porque você chegou. Você foi muito desejada e nós amamos muito você.

Isabella parecia prestar atenção e parou de chorar tão logo ouviu a voz da mãe… A mãe – encantada em seu novo mundo – não podia tocá-la, só beijá-la. E eles a levaram embora para o banho e o berçário.

Então, ela se sentiu a mulher mais maravilhosa do mundo, a mais poderosa… como devia ter se sentido Da Vinci quando pintou a Monalisa… ou, quem sabe, Moisés, quando abriu o Mar Vermelho… a sua obra prima, a mais maravilhosa obra prima que um ser humano pode produzir tinha ido para o berçrio, e ia conhecer o papai…

Quando ela subiu para o quarto – depois de ter sido aconselhada a não falar muito -, seus pais estavam lá, felizes, orgulhosos… e, na TV, o Palmeiras jogava e vencia (os seus pais não perderiam um jogo do Parmera por nada)…

Imagina se ela, que vivia a mais maravilhosa experiência da sua vida, que se sentia fantástica, não ia falar muito, pelos cotovelos, imagina se ela não ia assistir o Palmeiras com os pais e o marido, antes de cair no sono… imagina se ela não se sentia capaz de qualquer coisa, por mais extraordinária que fosse… ela era a dona do mundo agora.

E quando ela olhou a sua mãe ali… ela entendeu… tudo o que até então não tinha entendido…

Hoje, passado tantos anos… ela conhece os caminhos que sua mãe trilhou… ela conhece os medos, as dores, as incertezas… ela sabe o peso que tem cada palavra dita… ela conhece o esforço de virarmos coadjuvantes para que brilhe a nossa atriz principal, nosso(s) ator(es) principal(is)… ela sabe o quanto dói nela qualquer lágrima da filha… ela sabe o quanto se doou para que a sua criança crescesse feliz, tranquila e bem ajustada… ela sabe, ela compreende… e ela faria tudo outra vez.

Obrigada, minha mãe! Por todas as coisas, pela vida que me deu, e pela que você dedicou a mim, por ter me amamentado tanto tempo, por ter me ajudado sempre que precisei, por ter deixado, de verdade, aquele último pedaço de bolo pra mim; por ter ficado sem dormir, sem comer algumas vezes (por falta de tempo); por ter se resignado quando a errada era eu (eu não sabia, não entendia), por arrumar meu cabelo sempre tão bonito pra eu ir pra escola, por me esperar chegar, sempre que eu saía; por viver cantando em casa, por me ajudar as fazer as lições de casa, pelos trabalhos maravilhosos em cartolina que eu fazia com a sua ajuda, e só porque tinha a sua ajuda; pelos bolinhos de “rabinho” (de chuva), por ter feito o melhor que você podia, pelos conselhos, pelos cuidados, pelos remédios… pela paciência, por ter me dado a sua vida, o seu tempo… literalmente.

Perdoa o meu egoísmo de algumas vezes, os meus caprichos… eu simplesmente não entendia. Eu sempre quis tanto aprender as coisas sozinha, mas, só depois eu vi, eu já sabia tudo porque aprendi com seu exemplo…

Parabéns, minha mãe! Hoje, somos três… três Mulheres-Maravilha.

Parabéns a todas as mães, mulheres-maravilha, donas do segredo mais fantástico do universo!

entulho-palestra3

♫”A festa é sua,  a festa é nossa, é de quem quiser, quem vier!!”♫

Eu não poderia deixar passar em branco, ou melhor, em verde e branco, a performance notável e invicta dos Entulhos do Palestra Italia no “Estádio dos 4 Tobogãs”, mais conhecido como Itaquerão, ou Esmolão, Entulhão, Roubalhão, Xerocão, Galinheiro, Eliminates Arena (chique esse, né? rsrs)…

Ontem, de novo no Esmolão (construído com  dinheiro surrupiado do povo brasileiro), mais uma eliminação do time da “Lava-jato”, do ‘estratégico’ e ‘cirúrgico’ técnico Tite (sem juiz ajudando, não há tática que funcione, se bem que o de ontem, achou duas penalidades pra eles, e nem assim deu certo), e diante do Nacional-URU – time que o ‘Big House’, na TV, dizia ser fraco quando enfrentou o Palmeiras (roubado na ocasião, pra variar): “Palmeiras é um perdido em campo, o Nacional não tem tática alguma, só joga no contra-ataque”, mas que dizia ser forte e bem treinado no jogo de ontem: “Nacional é um time muito forte taticamente, muito bem treinado, o Tite está fazendo tudo o que pode”. Ficou tático e forte só agora? Fanfarrão esse ‘Big House’, não? Tite, talvez dissesse: o problema foi a “desclassificabilidade” (ou os nós táticos que anda levando de tudo quanto é técnico).

O fato é que, em tão pouco tempo, nossos invictos entulhos, de altíssima e campeoníssima qualidade, já nos proporcionaram cinco (!!!) muy divertidas (e bota divertida nisso) eliminações dos nossos rivais. E uma atrás da outra: Paulistão (2 vezes – Palmeiras e Audax), Copa do  Brasil (1 vez -Santos), Libertadores (2 vezes – Nacional-URU e Guarani-PAR) – e não esqueçamos, em outra oportunidade, eles já conseguiram a proeza de serem eliminados numa pré-Libertadores, diante do Tolima. A única eliminação de um brasileiro em pré-Libertadores, diga-se de passagem).

Ontem, foi mais um estrago! Tanto, que boa parte daquele pessoal do “Nunca vou te abandonar” (AHAM) e “não vivemos de títulos” (AHAM 2), esqueceu todas as juras de amor, as musiquinhas, virou as costas para o time e se mandou do Xerocão (a máquina de xerox de Itaquera não para de copiar as desclassificações) quando ainda faltava um bom tempo para a partida se encerrar.

Moral da história: Entulhos do Palestra 5 x 0 Time da “Lava-jato”. Conquista Zero dos gambás no Esmolão! Que potencial tem o nosso entulho! De fazer inveja a qualquer outro entulho do país, quiçá do mundo.

PARABÉNS AOS ENTULHOS DO PALESTRA POR MAIS ESSA CONQUISTA!  Estamos morrendo de orgulho (e de tanto rir, claro hahahaahahahaaha).

PODE COMEMORAR, PARMERADA! NOSSO ENTULHO É PEEEEEEENTA!

https://www.youtube.com/watch?v=rl93SZvW3zM&feature=youtu.be

Classificados no Paulista, primeiro do grupo, o time jogando melhor com Cuca no comando, com outra postura em campo… e, agora, chegou a hora de decidir vaga para a próxima fase da Libertadores…

Difícil? Sim é difícil. Impossível? De jeito nenhum.

Nos enrolamos, nas nossas próprias pernas, e complicamos a nossa situação no grupo, as nossas chances. É muito ruim termos

que torcer para um outro time para que seja bom para o Palmeiras, termos que depender da vontade de ganhar de um outro time, numa outra partida, por outro lado, saber que os dados ainda estão rolando é muito bom.

Não podemos fazer nada além de torcer, de estarmos todos juntos hoje, no Allianz, de coração e alma, e  doarmos a nossa energia e o nosso amor ao Palmeiras, mas temos que acreditar e acreditar muito. Nada está ganho e tampouco perdido antes do juiz apitar o fim de jogo.

E fhodhaC se o outro lá tem desfalques, fhodhaC se podem fazer um jogo de compadres, fhodhaC se o Palmeiras tem dificuldade pra marcar três gols… fhodhaC a calculadora! Se tiver que ser, será!

Como foi quando Euller marcou dois gols, um atrás do outro…

gol-Euller-classificação

… quando Galeano cabeceou “aquela” bola…

gol-Galeano-classificação

… quando Valdivia saiu do banco pra nos colocar na final…

Mago-gol-blog-clorofila

… como foi quando São Marcos fez três milagres em poucos minutos…

milagre-SãoMarcos

… quando uma defesa de pênalti nos fez avançar no caminho de um título inédito…
milagre-SãoMarcos-pênaltiVampeta

… quando Zapatta, diante da Santa Muralha, chutou pra fora…

… quando Cleiton Xavier fez um gol inacreditável, num tempo quase improvável…

Gol-CX-ColoColo2

Gol-CX-ColoColo

 

… quando Prass pegou tudo…

TextoFinal-Prass-defende

 

… Como foi quando Dudu decidiu…

gol-Dudu-final

… quando Jesus “multiplicou seus gols”…

gol-Jesus-Rosario

… quando Barrios nos manteve na luta…

gol-Barrios-Rosario

… como foi quando Prass correu, bateu e guardou, e nos fez campeões…

gol-Prass-título

Tá na nossa história, no nosso sangue, no nosso DNA… faz parte da nossa  essência…

As manchetes já devem estar todas escritas… VAMOS REESCREVÊ-LAS, VERDÃO!!

À LUTA, PARMERADA!! AQUI É PALMEIRAS, PORRA!

BEM-AVENTURADOS OS QUE ACREDITAM NO PALMEIRAS, PORQUE É DELES O REINO DOS CÉUS!

E Jesus disse: Vai que é tua, Prass! Enfia no gol, Dudu! – Corintios 0 – 1

E pensar que um monte de palmeirenses profetizaram que o Palmeiras tropeçaria (!?!) diante do Rio Claro e também no derby que viria na sequência. E pensar que um monte de gente “caiu” o Palmeiras por conta própria… Hereges!

A vitória diante do Rio Claro, quando Jesus “andou sobre as águas” e marcou um golaço maravilhoso (o que tá jogando esse menino!), já tinha sido espetacular, os gols de Alecsandro (ele jogou um bolão) e Rafa Marques, idem. Ver Cuca fazer o Palmeiras jogar melhor, mais organizado, com a bola no chão, foi um alívio…

Ver o Palmeiras exorcizando qualquer possibilidade de ir parar na zona de rebaixamento e voltar à zona de classificação de seu grupo, fazendo os descrentes voltarem a crer, foi uma delícia. Saber que ele ia fortalecido para o clássico era reconfortante…

E o dia do derby chegou… A praça do Pacaembu estava cheia… de sol, calor, e daquela gente de verde e branco – azul, amarelo, limão -, com um grande “P” no coração…

Eu estava um pouco tensa, claro, afinal, clássico é clássico, e se é um derby, então. Entre Palmeiras e o time da Lava-jato não dá pra perder nem no par ou ímpar – os rivais tinham usado os reservas no seu jogo anterior só para descansar os titulares para o derby, e falaram até em golear o Palmeiras, vai vendo a empáfia…

Havia uma outra tensão no ar… antes do jogo, e em outros pontos da cidade, já tinha havido confronto entre alguns torcedores organizados, tinha havido um tiroteio, que causou a morte de um inocente, que apenas estava no local errado – na verdade, no local errado estavam os bandidos que o mataram. Esses, deveriam estar na cadeia.

Some-se a isso o “detalhezinho” de termos sérios problemas com as arbitragens sempre que jogamos contra eles…

Some também a imprensinha cantando uma bola, furada, de uma invencibilidade alvinegra de 21 anos no Pacaembu, sendo que por 16 anos, desses 21, o derby não foi jogado lá… Cantando uma bola de 8 vitórias pra eles, quando, na verdade, foram 7…

E conte também os ‘torcedores jornaleiros’, preocupados apenas em ser torcedores, sem o menor pudor e vergonha na cara de falar asneiras – quem sabe de futebol, sabe que ninguém ganha antes do juiz apitar o final do jogo, e sabe também  que em clássicos não existe favorito nunca, e se o torcedor for “itakera”, como um certo jornaleiro aí, não pode nem falar em goleada, né? E ainda mais por 6 x 1, coisa que ele nunca viu o time dele fazer no Palmeiras, coisa que o Corinthians, em 106 anos de existência, nunca conseguiu fazer no Palmeiras (mas já levou 8 x 0, e também um 6 x 0, no Pacaembu mesmo).

O “jornaleiro”,  que “se vivesse, veria”, viveu e não viu e, veja só, dizem que deletou a postagem depois… mas o print screen mandou lembranças pra ele.

Em campo, o jogo ia começar…”Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras…” cantava a parmerada no hino – dizem que os torcedores ‘itakeras’ estão doidinhos pra copiar a nossa ideia…

O “Çantu dus rivaus”, plagiando São Marcos, usava o número 12 às costas (rsrsrs why?) e tinha um uniforme igualzinho ao do Rogério Ceni (até agora não entendi essas coisas)… Quando olhei o “uniforme bambi” dele, pensei comigo: É hoje que alguém encobre ele… 

O jogo, embora não fosse na nossa casa, foi delicioso. A torcida, linda, cantava sem parar.

Se tínhamos alguma dúvida de como o Palmeiras se portaria em campo, desde o começo ela foi desfeita. Jogando com vontade, mais organizado e buscando o jogo, o time de Cuca deu trabalho para o rival, e não deixou ele jogar como pretendia, não lhe deu espaços e o obrigou a usar… chutões.

E se eles não  conseguiam jogar, dá-lhe botinada nos parmeras. Zé Roberto sofreu duas faltas duras, seguidas – uma do Fagner e outra do Elias -, Jesus (apanhou muito no jogo) também sofreu uma entrada pra cartão, mas o juizão fazia jus à tradição, e nada de cartão pra eles…

O Palmeiras pressionou desde o começo, mas, depois de uns 10/15 minutos, caiu um pouco de produção, atrasou umas bolas sem necessidade, deu uns chutões, no entanto, logo voltou ao normal (o nosso normal agora é bom).

E no NormalModeON, do jeito que a gente gosta, o Palmeiras foi rápido ao ataque, Alecsandro lançou Jesus, que entrou na área e mandou uma bomba; Cássio fez uma bela defesa e salvou o time de Itaquera, impedindo o Palmeiras de abrir o placar.

Prass deu um chutão lá pra frente e por pouco não pega o Cássio desprevenido. Na trave direita, ele precisou dar uma rebatida pra defender – Já pensou se o Prass me faz esse gol?

Embora tecnicamente o jogo não fosse tão bom, o Palmeiras era bem melhor em campo, faltava acertar aquele último passe para marcarmos o nosso gol… e o time do “grande estrategista”, que já tinha dado um chute perigoso no gol  do Palmeiras (a bola passou perto), não sabia com qual estratégia superar o Verdão.

Eu queria um gol de qualquer jeito, estava aflita por isso… e, naquelas coisas de torcedora, supersticiosa (só quando é com o Palmeiras), tentava sentir a minha intuição, buscar um sinal… olhava o céu e ele estava tão lindo, a luz da tarde deixava os prédios com cores tão bonitas… um deles, com vidros muito verdes que refletiam a luz do sol…

Mas o primeiro tempo terminou no 0 x 0 mesmo.

Durante o intervalo a gente ouviu o som de bombas lá na torcida visitante – vimos a fumaça também. A PM, que barra as toucas de porco das mulheres, e, quando cisma, os seus batons também, deixou mesmo os marmanjos entrarem com bombas? Como assim? E será que todos os repórteres, que têm o dever de reportar, reportaram esse fato?

Veio o segundo tempo… e o Palmeiras continuava querendo jogo – os adversários também queriam, mas a marcação adiantada do Palmeiras dificultava o querer dos alvinegros.

Elias, o “trunfo” do adversário para a partida, e que não rendeu nada, foi substituído. Eu queria que o Cuca também desse uma mudada no time, para ficar mais acertadinho, pra sair o nosso gol.

E se não fosse uma defesaça do goleiro ‘itakera’, Alecsandro teria aberto o placar. Jesus cruzou pra ele, da esquerda, e, na cara do goleiro, Alecsandro bateu de primeira. O S.C.Itaquera foi salvo pelo reflexo do goleiro. Na bancada, não acreditávamos que aquele gol não tinha saído. A torcida cantava mais forte ainda…

Cuca tirou Robinho, que não estava muito bem, e chamou o Duduzinho. Aí sim, Cuca!

Os adversários tentavam, mas os parmeras estavam espertos. Tite, o “grande estrategista” gritava para os seus atacantes:Tira do Vítor Hugo! Se algum palmeirense errava qualquer coisa, lá estava o Mito  consertando tudo. Ah, esse “zagueiro de série B”…

Eu estava tranquila em relação ao desempenho do Palmeiras, mas aflita pelo gol que não saía. Nós tínhamos que ganhar! Lembrei do meu terço verde que estava na bolsa.

Com o terço na mão, rezando para que os parmeras tivessem sabedoria para conduzir a partida e calma para chegarem ao gol, eu olhei pra cima, por sobre o meu ombro esquerdo, e percebi que o céu do Pacaembu se dividira em dois tons de azul… tão lindo… Na hora não entendi…

E se eu esperava que algo muito bom acontecesse, quase caí dura de desgosto quando o juiz assinalou pênalti de Thiago Martins no jogador do time da Lava-jato. E logo o Thiago Martins, que estava jogando muito. Na hora, ali atrás do gol, achei que não foi – se fosse para o Palmeiras, não dariam nunca – e xinguei muito o juiz.

Olhei pro terço na minha mão e pensei: Como assim?

O Pacaembu gritava o nome do Prass… Olhei o Prass ali, imaginei ele imenso, do tamanho do gol, fechando tudo…  Decidi que não veria a cobrança. Olharia para o céu e esperaria a minha torcida gritar. Meu coração não parava de dizer: “Pega, Prass! Pega, Prass!”.

E então, o Pacaembu explodiu no grito da minha torcida e nos abraços todos que vieram depois! Prass, maravilhoso, pegara mais um. Só estando no estádio pra ver a reação dos torcedores, pra ver os olhos, o rosto de cada um, o que cada um trazia se estampava no rosto… que emoção meu Deus!

PQP, é o melhor goleiro do Brasil, Fernando Prass!! Olhando o Prass no campo, comemorando, olhando a sua camisa, eu entendi o céu divido em dois tons de azul…

E um minutinho depois, um minutinho mesmo, quando eu ainda chorava de alegria pelo pênalti defendido por Prass, um outro “gigante”, pequenino, nosso duende favorito, meteu fogo no jogo, no nosso grupo do Paulistão, na rivalidade e fez o Pacaembu vir abaixo.

Alecsandro tocou pro meio, na entrada da área, Zé Roberto, de costas cabeceou lá pra frente. E então, a bola alta foi descendo… Dudu, com “meio metro” de altura foi pra bola, Cássio, com “dois metros e meio” também foi… e adivinhem quem encobriu quem e guardou no gol? Ele mesmo, Duduzinho lindoooooooo!

Se alegria matasse, teríamos morrido todos ali, naquele momento, um minuto depois do Gigante Prass pegar o pênalti. Era muita emoção para apenas 70 segundos,  tempo entre a cobrança de pênalti e o gol de Dudu. Era impossível não gritarmos, não berrarmos, era impossível contermos a emoção, escondermos as lágrimas… Loucura total entre os parmeras.

Alfacio

Borboletácio  – ou seria Alfácio? – não achou nada, e Duduzinho, nosso gigante pequenino, subiu o quanto pode e, de cabeça, encobriu o goleiro e guardou – encobriu um outro jogador também, que caiu dentro do gol depois. Duduzinho saiu comemorando, com “chapéu” e tudo (lembra da história do chapéu?)…

Dizem que, na transmissão, ficaram contando os milímetros tentando achar um impedimento do Dudu. Na Band, onde o insandecido Neto levou uma do Edmundo, os caras cortaram até um jogador da imagem (e parece que entortaram a linha mais do que a perspectiva exigiria), pra mostrar um impedimento que, na verdade, não houve…

Não entendo de geometria, mas sei que, pelo ângulo em que vemos a imagem, ela tende sim a se afunilar um pouco na parte de cima, a parecer mais larga na parte de baixo. Repare nas listras do campo. Mesmo assim, não há dúvidas quanto à posição legal de Dudu…

Gol-Dudu-legítimo1

Gol-Dudu-legítimo2

E ainda bem que os itakeras já estavam classificados e “não estavam nem aí pro jogo”, né? Ainda bem que eles “não gostam de Paulistinhas, só de campeonatos maiores”… Contar os milímetros tentando achar um impedimento, que não houve, é muy significativo.

Depois do gol, o “grande estrategista” colocou Danilo em campo, muito provavelmente por… superstição. Mas, não deu certo. Se o S.C.Itaquera já não podia fazer muita coisa antes, depois do gol do Palmeiras é que ele não pôde mais mesmo. O Verdão se portou muito bem em campo, correu, lutou, desarmou, deu bicão quanto tinha que dar bicão, segurou… e saiu com a vitória, de novo.

E a torcida, ah, a torcida… feliz da vida, rouca, cansada da “batalha” , foi comemorar a freguesia!!

VALEU, PALMEIRAS, SEU LINDO! É SÓ FAZER O MESMO NO PRÓXIMO JOGO, TÁ?  😉

Ontem, durante a partida na qual o Palmeiras venceu o Rio Claro por 3 x 0, o nosso preparador físico, Osmar Feitosa, foi expulso por ter se utilizado de um dispositivo eletrônico de comunicação, um “ponto”, com microfone, recurso que não é permitido no futebol desde o início dos anos 2000.

Ponto-eletrônico-proibição

Estaria tudo ok se o juiz não tivesse se inteirado do fato de maneira um tanto quanto “mediúnica”…

Ele não viu o dispositivo eletrônico, ninguém da arbitragem viu. Quem viu foi Thiago Maranhão, um repórter de campo, que falou sobre isso durante a transmissão; a TV mostrou as imagens e, quase na mesma hora, o juiz teve um insight: “Acho que o preparador físico do Palmeiras está usando um ponto eletrônico. Vou lá imediatamente tomar providências”… Aham…

Então, já sabendo do fato (como sabia?), o árbitro foi até o banco – Osmar já não estava mais com o tal ponto. O árbitro falou com Osmar, depois, confirmou com o quarto árbitro e então expulsou o profissional do Palmeiras.

recurso-eletronico-Juizrecurso-eletronico-Juiz1

Quando o juiz vem direto e reto no Osmar, já sabendo do ponto, logo depois da TV ter falado sobre isso, ele nos mostra que foi avisado por alguém, confere?

Quando ele pergunta para o quarto árbitro, querendo uma confirmação, ele nos dá indícios de que não foi o quarto árbitro quem o avisou, correto (mesmo porque o quarto árbitro também não tinha visto)?

Bem… ele não viu, alguém o avisou logo que a TV mostrou e que o repórter falou sobre isso, e não foi o quarto árbitro…

Tão proibido quanto o uso de recurso eletrônico é a arbitragem se utilizar de imagens da TV, ou de informações de pessoas que não façam parte da arbitragem,  para apitar/conduzir uma partida. A Fifa não permite isso.

Já tivemos inúmeros casos de interferências vindas de fora das quatro linhas – lembra do gol anulado do Barcos? -, feitas por pessoas que nada tinham a ver com a arbitragem.

E ontem, todo mundo ficou com a impressão de que o repórter que trabalhava na transmissão teria avisado à arbitragem sobre o fato, e nem dá para se culpar muito as pessoas por pensarem assim, porque as coisas aconteceram quase na mesma hora, e também porque, não seria a primeira vez que uma presepada da imprensa  aconteceria; em outras situações já houve consulta até das imagens de TV,  de profissionais da imprensa que estavam no campo, já houve jornalista ligando pra tribunal pra “lembrá-lo” que um jogador poderia ser punido. Cachorro mordido de cobra…

E como esse tipo de interferência só acontece quando é para o Palmeiras ser prejudicado de alguma maneira, a torcida, que já conhece esse modus-operandi dos torcedores (rivais) profissionais de imprensa, ficou irada com o moço e ele foi criticado e xingado via Twitter.

A imprensinha, corporativista que é, correu defender o amigo de profissão – que garantiu não ter sido ele o informante -, mas ela esqueceu do mais óbvio, do mais pertinente à tarefa de um jornalista: investigar. Se não foi o repórter, quem então avisou ao árbitro sobre o ponto utilizado por Osmar Feitosa, e justo no momento em que o repórter falou sobre isso na transmissão? Essas perguntas a imprensa deixou de lado… mas algo ilícito aconteceu, e mais uma vez, e como sempre, num jogo do Palmeiras e com o Palmeiras.

Não pode usar rádio? Não pode. Ok. Não pode a arbitragem receber informação de fora? Não pode também. E por que só uma das infrações tem punição?

A mesma imprensa que costuma investigar e expor detalhes da vida privada de tantos atletas (e se cala sobre as propinas no Itaquerão – se calou quando a patrocinadora do time da Lava-jato foi descoberta sem CNPJ e, depois disso, sumiu do mapa), se omitiu agora, se esquivou de tentar descobrir qual foi a “mágica” para que o árbitro soubesse do “ponto”.

E tão “profissional” que é, achando um horror que o repórter fosse atacado nas mídias sociais,  passou ela, a imprensa, a “atacar”, a desmerecer torcedores, chamando-os de “primatas”, ignorantes, a falar sobre “honestidade”, a dizer que os palmeirenses “querem se valer de um recurso ilícito, justo num momento em que o país está sendo passado a limpo…), a desmerecer toda uma torcida…

recurso-eletrônico-setorista

A moça em questão é setorista do Palmeiras, e  precisa da audiência da torcida que “nem dá pra chamar de torcida”, veja só. (se matar garotinho na Bolívia, aí dá pra chamar de torcida, moça?).

Tenho certeza que deve ter torcedores que passaram das medidas nas reclamações, mas tenho certeza também que não foram todos os torcedores. No entanto,  jornalistas podem generalizar (tem até os que provocam os torcedores), os torcedores não? Bem ‘democrática’ essa postura, e “justo quando o país está sendo passado a limpo”, não é?

Querem descer para o play, mas não querem brincar os liMdos? Como assim, press?

O corporativismo distorce a nossa reclamação, como se reclamássemos da expulsão, e não da informação passada ao árbitro só quando é, e porque é, o Palmeiras.

E a questão principal se perde, a imprensa não dá luzes à ela: COMO FOI QUE O JUIZ RECEBEU A TAL INFORMAÇÃO PARA EXPULSAR OSMAR FEITOSA?

Reza a lenda, e já vi um ex-árbitro falando a respeito, que existe alguém ligado à arbitragem, que assistiria aos jogos na TV, fora do estádio e que passaria as informações. Isso não é permitido. Não sei se é verdade, mas, supondo que exista mesmo essa pessoa que assiste na TV, por que é que não há interferência em partidas de outros times? Por que nunca ninguém avisou aos árbitros da tonelada de penalidades máximas que eles, erradamente, deixaram de marcar no Brasileiro 2015, por exemplo? (Seria por isso que as infrações cometidas por certos times, ajudados pelo apito e pelos comentários e notícias da imprensinha, nunca são mostradas na mesma hora – demoram um tempão -, e às vezes, são escondidas, como se nunca tivessem existido, enquanto as do Palmeiras são repetidas à exaustão, e por todos os ângulos possíveis?).

Por que razão não veem/viram outros “pontos” eletrônicos, onde eles são/foram absurdamente expostos? Por que não há repórteres tão “escandalizados” com a utilização do recurso ilegal por outras pessoas, de outros clubes?

André Rizek, do SporTV – aquele mesmo, que ligou para o STJD para perguntar qual seria a punição cabível para Valdivia, por ele forçar um terceiro cartão amarelo, mas que não fez o mesmo semanas antes, quando Paulinho tinha forçado um terceiro cartão a pedido de Tite, fato amplamente divulgado na imprensa – falando sobre as reclamações dos torcedores com o repórter, disse que “a função do repórter é contar o que está acontecendo, é reportar o fato”. Ele está certo.

E sendo assim, por que ninguém reportou que o Tite estava “ouvindo música” durante uma partida?

Ponto-eletrônico-Tite

Também não teve ninguém que reportasse que o Dorival estava “escutando as cotações da Bolsa” enquanto trabalhava?

Ponto-eletrônico-Dorivalrecurso-eletrônico-Dorival

Por que será que ninguém se incomodou em reportar que Marcelo Oliveira usava um “radinho de pilha” durante uma partida?

recurso-eletrônico-MO1recurso-eletrônico-MO

Esses, um árbitro só não vê se não quiser. Mas nenhum árbitro viu, e nenhum repórter, que tem a obrigação de reportar, reportou…

E é  disso que a gente fala… por que só com o Palmeiras??

(Meus agradecimentos ao Arthur Carvalho por pesquisar,  encontrar e me passar as imagens. Grazie, caro.)

E na manhã seguinte é outro dia… mas trazemos conosco os machucados e as dores do dia anterior…

Depois de tantos reveses, e em pleno domingo de Páscoa, teríamos o Água Santa (who?) pela frente, lá no Prudentão. Hora boa de vermos o nosso time diferente, de conquistarmos uma vitória, esquecermos as presepadas anteriores e ficarmos com o coração mais em paz… Santa inocência, Batman!

Sabe aquele lutador que, diante de um desconhecido e fraquíssimo adversário, leva uma porrada inesperada e baqueia? Aí, ele consegue encaixar um golpe, respira, e acha que vai pra cima, mas, na sequência, leva um cruzado, logo depois, um direto,  e vai a nocaute?

Então…

O Palmeiras começou melhor. Robinho, logo aos 2′, meteu bola na trave e o time do Palmeiras, ainda que apresentando falhas nas finalizações, no domínio de bola dentro da área, comandava as ações na partida. No entanto, aos 35′, após uma cobrança de escanteio – escanteio dado de presente, depois de um lance bisonho de Dracena, que caiu sozinho e não conseguiu interceptar a bola que sairia de campo -, e depois de um vacilão da nossa zaga (só vivemos de bola aérea e não sabemos marcar esse tipo de jogada?), tomamos um gol de cabeça. Aí, já viu… o time sentiu, ficou nervoso e a confiança amarelou… Aos 38′, Rafael Marques chutou o empate pra fora…

O empate do Palmeiras veio aos 43′, na cobrança de pênalti de Robinho, que Gustavo cometeu em Dracena. “Uffa! Foi só um susto, e agora vamos virar”, pensamos nós.

Que nada… Um minuto depois, Everaldo, (des)marcado por Lucas, desceu em velocidade, como quis, entrou na área, como quis, e meteu na rede, como quis – o pior é que o Lucas corria o máximo que podia, se esforçava – dava pra ver na TV -, mas o máximo dele não era suficiente para alcançar o adversário (a preparação física dos nossos atletas está adequada mesmo?). Uma cacetada nos parmeras esse gol.

A parte psicológica, que não sei porque não aguenta um revés, passou a ajudar o time a errar ainda mais… e o inexpressivo adversário, que era muito fraco, mas não era bobo, tratou de ir pra frente e se aproveitar disso.

O time do Palmeiras sentiu demais o segundo gol, mas a pane psicológica mesmo se daria com um erro da arbitragem… um terceiro gol do Água Santa, aos 48′, em total impedimento  e com as bençãos da desatenção da nossa zaga.

Se o time já tinha sentido o segundo gol, imagina tomar o terceiro, pouquíssimo tempo depois do segundo, e com um errão da arbitragem – se um bandeira, que tem total visão do lance, não sabe avaliar isso, faz o que em campo? Mas, nem por isso teríamos que deixar o adversário receber sem marcação alguma, né?

agua-santa-gol-impedido27-03-2016

Não fazia nenhum sentido e não tinha nenhum cabimento o Palmeiras estar perdendo para o Água Santa, afinal, ele não tem um time superior ao do Palmeiras, nem de longe, mas o Palmeiras dava tanto mole, que o time adversário nem precisava ser grande coisa para conseguir marcar os seus gols. Era uma facilidade só. E pra gente, tentar um gol era uma enorme dificuldade.

Lucas, numa fase tão ruim, que parece que não passa; Dracena, numa tarde horrível (como me disseram, talvez ele até possa jogar bem num esquema com três zagueiros, mas no esquema de ontem, nem pensar)… Roger ruim, Robinho bem fraquinho, Egídio, um dia bem, cinco ruins… o time todo devendo… a zaga fraca, as laterais idem… a bola parecia queimar nos pés alviverdes…

E dava uma saudade do Vítor Hugo… Dava saudade também do Valdivia, e dos atalhos no campo que só ele sabia achar; dava saudade do Jackson – que não era nenhuma Brastemp, mas era melhor do que os que vieram depois que ele saiu… eu sentia saudade até do Leandro Pereira (Mattos comeu bola em algumas dispensas e contratações)… Sem contar que a gente fica com a impressão  que, ao invés de jogarem os que estão melhores, tem alguns que são titulares pelo nome.

Difícil… vergonhoso o placar, porém, no segundo tempo, se o Palmeiras mudasse a postura em campo, se os jogadores conseguissem pensar e raciocinar melhor, se conseguissem se acalmar, a gente podia sim ir buscar o resultado.

Mas isso não aconteceu… O time não teve forças para vencer a si mesmo e continuamos a ser o nosso maior adversário em campo.

Eu já não conseguia prestar atenção no que via… olhava a TV mas era como se tivesse um véu na frente do meu rosto… e foi assim que vi o Roger, nosso zagueiro, fazer um gol contra, dando o quarto gol de presente para o adversário… Foi assim que vi o juiz apitar o final…

Como entender, como explicar essa goleada? Impossível. Esse time foi campeão há três meses, com uma força absurda, com uma garra imensa… não consigo reconhecê-lo agora. Não consigo entender o que acontece (não, eu não acredito em “jogar mal de propósito”, em preferirem ser execrados pela torcida do que aplaudidos), mas não consigo ver mudanças no esquema que o time jogava com MO e no jeito que joga agora.

Pra mim, ainda faltam peças. Falta o meia que chame a responsa – gosto de Allione, mas precisa um outro pra jogar com ele, e não acho que esse outro seja CX -, faltam laterais, faltam zagueiros… falta alguém pra cobrar esse time, falta o presidente cobrar o Mattos, que me parece ter carta branca até demais (de longe, é o que eu acho)… Falta todo mundo tomar consciência  que estamos lá na rabeira da tabela e isso é muito tenso.

Não dá mais para entrarmos no paraíso num dia e, dois meses depois, já irmos descendo aos infernos… Perder para 5 times pequenos, no Paulistão, é uma vergonha, correr o  risco de um rebaixamento nesse campeonato é inadmissível.

Dirigentes, técnico e time vão ter que se virar. Se jogavam com tanto sangue nos olhos em Dezembro, não é possível que pareçam anestesiados agora.

Não brinca, Palmeiras, a coisa é séria! Vamos à luta! E com os que estiverem melhores, com as armas que temos, e que não sei porque não estão mais sendo usadas.

Queremos aquela garra de volta, queremos a paciência para buscar o gol, queremos a bola rolando no chão, queremos o escanteio no segundo pau (escanteio curto não), queremos a disputa por cada centímetro do campo, queremos a vibração, queremos a energia que, lá da bancada, sentíamos vir do campo…

Em troca, vamos fazer o que sabemos, o que podemos e o que o nosso coração manda… VAMOS EMPURRAR O TIME!!

Estamos bravos, desapontados, tristes, mas sabemos que se não apoiarmos o nosso time (com quem quer que ele entre em campo), a coisa pode ficar pior… E se ficar pior,  seremos nós os que vão sofrer feito uns condenados pelo Palmeiras, mais do que já estamos sofrendo agora.

Portanto, gostando ou não do que estamos vendo, sabemos todos o que devemos fazer…  “Eu sempre te amarei e te apoiarei…”

Conte conosco, Palmeiras, mas, por favor, não nos deixe lutar sozinhos.

 

porquinho-da-PáscoaA

“Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” – Jesus Cristo

Páscoa é renascer… nos propósitos, na boa vontade, na amizade, no afeto… é renovar as esperanças e a fé…

Páscoa é acreditar… que sempre se pode começar outra vez, que sempre se pode tentar fazer melhor do que antes… que sempre podemos ser melhores do que temos sido…

Páscoa é também tempo de agradecer pela vida, pela família, pelos amigos… pelos que queremos bem e os que nos querem bem também.

É a renovação do amor que trazemos no coração…

Que seu domingo seja abençoado ao lado dos seus, amigo palestrino, e que a nossa grande Família de Sangue Esmeralda possa viver a alegria de um verde renascer…

FELIZ PÁSCOA A TODOS!!

Porco-da-Páscoa

– Por que aquele jogador de preto não chuta a bola também, pai?

– Impedimento? O que é isso, “Fulano”?

– Por que aquele jogador, que tem roupa diferente, pode por a mão na bola, “Sicrano”?

– O que é pênalti, amor?

Sim, houve um tempo em que quase todas as mulheres não entendiam nada de futebol… e a maioria das que não entendiam, não fazia questão alguma de entender…

Houve um tempo em que pouquíssimas mulheres iam aos estádios assistir às partidas de futebol…

Houve um tempo em o futebol separava homens e mulheres – elas não entendiam a paixão deles por uma coisa tão “sem graça”, não aceitavam ficar em casa pra ele ir a um jogo… e tinham raiva só de ouvir falar em futebol.

Houve um tempo em que mulheres não eram muito levadas a sério  quando falavam de futebol…

Houve um tempo em que mulheres foram até proibidas de praticar futebol (e outros esportes), e por um Decreto-Lei, assinado pelo presidente Getúlio Vargas, em 1941…

Futebol… coisa de homens.  Um esporte criado por um homem, para ser praticado por homens, discutido por homens, venerado por homens… AHAM!

Os que pensavam assim não sabiam de nada. Não sabiam que, nós, mulheres, invadiríamos o “clube do Bolinha”, e passaríamos a frequentar estádios, mesmo, a gostar de futebol, mesmo, a jogar futebol, a entender de futebol, discutir futebol, a amar futebol…

Foi uma longa caminhada para chegarmos até os dias de hoje.

Nos primórdios do futebol no Brasil, no início do século XX, as mulheres compareciam aos jogos. Iam com seus maridos, pais…. O futebol ainda era uma novidade aqui.

Você sabia que foi por causa das mulheres, por causa da sua presença nos campos e estádios, que surgiu o termo “torcedor”?

Isso mesmo. As mulheres iam aos campos e estádios trajando vestidos, calçando luvas e usando chapéus. Por causa do calor, algumas delas tiravam as luvas e, quando nervosas com o decorrer da partida, torciam-nas. Passaram então a ser designadas como “torcedoras”, e a palavra acabou sendo assimilada pelo vocabulário futebolístico brasileiro.

Era promissor o início com a presença das mulheres nos estádios, com o destaque na maneira como “torciam”, mas, com o decorrer do tempo, passou a ser comum à maioria das mulheres o desinteresse pelo  futebol.

As  portas do futebol se mantinham semicerradas às mulheres… e eram em número reduzido as que se aventuravam  a ir aos estádios e campos de futebol. A mentalidade era mesmo a de que futebol era coisa pra homem.

Pra se ter uma ideia, meus pais tinham uma única filha, e minha mãe não estava muito interessada em uma nova gravidez, mas meu pai, que jogava futebol (era bom), que chegou a ser técnico do time da minha cidade, queria de todo jeito um menino para acompanhá-lo aos estádios, para conversar com ele sobre futebol… Na cabeça dele, minha irmã não servia e só um menino poderia ocupar esse lugar.

E foi assim que cheguei ao mundo… Não veio o menino que ele queria, mas veio a torcedora, que nasceu apaixonada pelo Palmeiras – não me lembro de ter virado palmeirense algum dia, sou palmeirense desde que me conheço por gente.

Provavelmente, meu pai deve ter se desencantado  quando soube que mais uma menina tinha nascido, mas ele não esperava que essa filha fosse gostar de futebol tanto quanto ele (se não mais), não esperava ir ao estádio com essa filha, ir à Academia,  não esperava as brigas todas por causa do Palmeiras  – ai daquele que criticasse o Palmeiras para o outro-, não esperava comemorar títulos com ela (deu tudo certo, pai)…

Palmeiras… não imagino a minha vida sem ele, e sei que muitas outras palestrinas se sentem assim também.

E tenho orgulho de saber que foi o Palmeiras, lá na década de 80, que deu um passo grande para trazer as mulheres para o estádio, para trazer as mulheres ao mundo do futebol. Ele foi o primeiro clube a não cobrar ingressos das mulheres, abrindo-lhes os portões do Palestra (tinha que ser ele o pioneiro),  e hoje, como consequência, ele tem as mais belas e mais apaixonadas torcedoras; hoje, ele conta com mais de 15 mil associadas ao Avanti. Não é maravilhoso isso?

Hoje, nós , mulheres, enchemos os estádios, assistimos aos campeonatos, jogamos, treinamos, fazemos comentários sobre futebol, produzimos e divulgamos notícias, escrevemos textos e livros, arbitramos jogos, podemos ser técnicas, jogadoras, assessoras de imprensa, repórteres de campo, jornalistas esportivas, patrocinamos clubes…

Hoje, podemos comprar camisas especialmente feitas pra nós, compramos bandeiras, chapéus, meias, livros, DVDs… e tudo o que se relacionar ao nosso time.

O futebol, pra nós,  é liberdade, é o espaço que conquistamos, sem campanhas, sem marchas, sem violência, sem ranço, apenas sendo nós mesmas, apenas fazendo valer a nossa vontade, fazendo valer o que somos e sentimos. Não tem mais essa de mulher pode isso, mulher não pode aquilo. Falamos palavrões no estádio com a mesma propriedade com que retocamos o nosso batom.

O mundo do futebol é nosso também, porque nós quisemos assim, porque nós fizemos assim.

E o futebol ficou tão mais bonito com as mulheres… trouxemos a ele, um esporte tão viril, a nossa sensibilidade, a nossa alegria, a nossa força. Trouxemos aquele “não desistir nunca”… trouxemos amor na mais profunda significação da palavra. E por isso, hoje, mulheres e homens choram juntos de alegria por um gol marcado, por uma defesa milagrosa, por um título conquistado; juntos, choram de tristeza também… e os homens não têm mais vergonha de mostrar o que sentem.

Elas, aprenderam a falar palavrões; eles, aprenderam a mostrar as emoções… e como isso junto ficou bonito!

As mulheres de hoje, as palestrinas especialmente, entendem de futebol, e entendem muito – entendem do que quiserem entender. E são apaixonadas pelo seu time.

Vai dizer pra uma delas, antes de uma partida, que o time delas não vai ganhar. Você vai arranjar uma encrenca e tanto.

Vai discutir futebol com elas, achando que elas não entendem nada do assunto. Você  certamente vai encontrar quem discuta, escalação, substituição e  esquema tático com  muita competência…

Hoje, elas sabem direitinho porque o homem de preto não chuta a bola, sabem se foi mesmo impedimento, se foi pênalti… e ai do juiz se não apitar direito.

Hoje, o futebol não é mais “coisa de homens”… hoje, é tudo junto e misturado – a palestrina já sabe disso desde criancinha.

Hoje, elas continuam sendo mães, amigas, filhas, namoradas, esposas, companheiras, profissionais… continuam sendo o que quiserem ser… e já cantam, vibram, choram e morrem de amor pelo seu clube de coração.

E tudo isso, de batom, unhas feitas,  e sem perder o charme…

Feliz Dia Internacional das Mulheres todos os dias, suas lindas!

Vocês são show de bola e escolheram o melhor time do mundo – e eu também!

Mari-Cacau

Flavinha-Clo

garotinha

ZonaLeste

Talitinha

Cotia

Marta-Márcia

Torcedora

Angela

torcedora2

Final

torcedora1

torcedora3

Clo-Glauco-Globo-A1

torcedora4

 

 

 

 

Passado o susto, ou quase susto, eu poderia resumir assim o primeiro jogo de Libertadores, realizado no Allianz Parque: O Palmeiras fez 2 gols (o juiz ainda meteu a mão nele), o Rosario perdeu uma penalidade e não marcou nenhum.

Porque foi exatamente o que aconteceu, mas, as circunstâncias…

Antes do jogo, a Rua Palestra Italia já estava em festa. Muitos torcedores, temendo mais chuva, foram direto pro Allianz Parque (havia chovido um bocado antes do jogo – choveria durante e depois também).

Era climão de Libertadores… mas argentinos e palmeirenses se confraternizavam na Rua Padre Thomaz.

36 mil  torcedores foram pro jogo. E, como sempre acontece, que emoção na hora do hino “à nossa moda”… a voz tropeçava na garganta, mas as lágrimas, sem o menor pudor, saltavam de nossos olhos, como a chuva que caía no campo. E cantar o hino toda arrepiada já é de praxe… “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras…”, meu, seu, nosso Palmeiras… no mosaico da torcida o objetivo de todos os palestrinos estava traçado: Queremos a taça.

A partida apresentaria dois tempos de jogo completamente distintos. Mas a pegada foi uma só… de Libertadores. E que pegada. No entanto todo mundo pareceu ter assistido apenas à segunda etapa, mas muita coisa importante aconteceu antes. Coisas que poderiam ter decidido a partida nos primeiros 45 minutos.

No primeiro tempo, apesar do time meio manco que o MO anda mandando a campo (coloca meia nesse time, MO!), o Palmeiras fez a sua melhor partida no ano – eu sei que as anteriores não foram grande coisa -, e foi melhor que o Rosario, teve as melhores chances. Rosario, que, segundo a imprensa, era um bicho-papão e ia vencer o Palmeiras – para muitos, ele ia até golear, né “Armário” Cezar?

Logo no início de jogo, bola levantada na área do Palmeiras, Prass e o atacante foram na disputa e o goleiro foi atingido na cabeça. O juiz deixou por isso mesmo. Um minuto depois, Cristaldo levou uma sarrafada, e o juiz mandou seguir… Hmmmm

Cristaldo enfiou uma bola linda pro Dudu, e ele chutou pro gol, tirando do goleiro… a bola passou raspando,  pegou a trave. Isso aumentou ainda mais o volume da torcida… que energia no Allianz.

Robinho pegou uma sobra do goleiro, que se atrapalhou todo com a zaga depois de um cruzamento do Zé, ajeitou, saiu do marcador (que passou direto por ele), mas mandou pra fora…

O Allianz fervia… a torcida cantava forte. Eu, que teria que sair exatamente aos 45′ do segundo tempo, por causa do horário do trem, torcia para estar tudo resolvido favoravelmente ao Palmeiras antes do apito final, antes dos acréscimos.

O Palmeiras criava chances, chutava a gol, trocava passes… e isso era tudo o que queríamos ver.

O Rosário não levava perigo, mas quase pegou o Palmeiras de surpresa numa jogada ensaiada. Só que ela não tava tão ensaiada assim e deu em nada.

E foi então que Gabriel Jesus avançou veloz pela esquerda, entrou na área e foi derrubado. Veja na imagem abaixo, as pernas de Gabriel sendo atingidas pelo marcador que está à frente do argentino de número 29 (eram dois marcadores em Gabriel Jesus). Olha o pé/perna do sujeito atingindo Gabriel…

Se isso não for pênalti,  eu não sou palmeirense…

pênalti-RosarioCentral-em-Jesus

Pênalti, muito pênalti, mas como o Palmeiras tem Roubocard Internacional… o juiz nada marcou. Difícil assim, né? Jogo de Libertadores, no Allianz Parque, contra argentinos catimbeiros, valendo a liderança do grupo, o seu time sofre uma penalidade dessa e o juiz não marca?

Os parmeras levando cada sarrafada, mas o cartão amarelo só saiu para o Thiago Santos…

A chuva já atrapalhava o jogo, e  impedia que a bola corresse em muitas jogadas de ataque do Palmeiras – deu uma atrapalhada nos hermanos também.

Passava da metade do primeiro tempo quando Prass lançou lá na frente, o zagueiro tentou interceptar e a bola sobrou pra Dudu, que, rápido, deu um senhor passe pra Gabriel Jesus; ele recebeu na área e foi atropelado (eu achei que foi), o zagueiro saiu com a bola mas apareceu o Churry, roubou a bola do Salazar, passou pelo Burgos, que veio em cima dele, driblou o goleiro, sem tocar na bola, só pisando na poça d’água, e meteu pro gol, deixando mais um adversário no chão.

GOOOOOOOOOOOOOL, CRISTALDO, SEU LINDOOOOOOOOOOO!!

Explosão de alegria no Allianz Parque! Gol de argentino raçudo, marrento, argentino parmera! Nosso Palmeiras vencia o time “favorito”  (né, Juca? Né, torcedores profissionais de imprensa?).

Então, quando o Palmeiras muito provavelmente ia fazer o segundo gol (que poderia até ser o terceiro, caso o juiz tivesse marcado aquele pênalti), quando Gabriel Jesus recebeu bola legal e saiu na cara do goleiro, tendo até a opção de encobri-lo (Jesus manja desses paranauês), a arbitragem marcou impedimento.

Olha como tava “impedido” o Jesus! Esse Roubocard Internacional do Palmeiras é uma coisa…

impedimento-Jesus-mal-marcado-favorecendo-Rosario

E olha a continuação da jogada… seria “tão difícil” fazer esse gol, não é? Estava faltando só darem uma camisa do Rosario pro juiz, porque, jogando para os adversários ele já estava fazia tempo.

impedimento-Jesus-mal-marcado-favorecendo-Rosario1

O Palmeiras continuou ofensivo, sofreu muitas faltas que o juiz ora não marcou,  ora não deu cartão, e o primeiro tempo terminou 1 x 0 para o Palmeiras. E ficou barato para os argentinos.

E então,  veio o segundo tempo… os planetas se desalinharam, Marte entrou em Escorpião…

Claro que os argentinos, perdendo, iriam vir pra cima; claro que o Palmeiras iria defender a sua vitória parcial, iria se fechar, mas ninguém imaginou que desse um curto-circuito tão grande no Verdão.

O Rosario veio pra cima, e o Palmeiras parou, só se defendia. Nervoso… e não tinha motivos pra isso, ganhava a partida. Eu tinha vontade de entrar lá no campo e dizer para os nossos jogadores: Quem tá perdendo são eles, baralho! Calma!

O Palmeiras se deixando acuar e o Rosario querendo agredir, juntou a fome com a vontade de comer. Mas um time, não vive só de atacantes, não vive só de gols, não é mesmo?

Prass foi atingido no rosto por um adversário que tentou tocar de carrinho… e o juizão… nada! E o Rosario continuava em busca do gol de empate.

A tensão era grande na bancada…

Robinho tirou uma bola na área, e, na sequência, atingiu o atacante. O juiz marcou pênalti. Mas que cazzo – sempre fico em dúvida nessas ocasiões, porque, para os comentaristas, dependendo de quem está na jogada, ou do time, pode-se levar em conta que o jogador tocou a bola primeiro, visou a bola, como fez o Robinho, e, portanto, não é pênalti, ou pode-se levar em conta que ele acertou a bola primeiro, mas atingiu o adversário na sequência (nem sei se atingiu mesmo) e, então, é pênalti sim.

Aqui, todos foram categóricos em afirmar que o juiz acertou na marcação. No entanto, na Fox Sport da Argentina acharam que não foi pênalti.

O jornal Ole publicou o vídeo, mas você pode assisti-lo no Youtube. E dá para entender quando dizem que não foi nada, que o jogador não foi tocado. E dizem ainda:”Pero igual sirve”, algo parecido a “tanto faz”… Que diferença da imprensa daqui, não?

https://www.youtube.com/watch?v=YwPSw9cg27I

Pênalti marcado – se eles marcassem, a coisa ia engrossar -, jogador se preparando para a cobrança,  e, do outro lado, ele… FERNANDO PRASS… a parmerada, com a maior confiança, gritava o nome de seu goleiro…

Nem preciso falar o que aconteceu, né? Claro que o lindo e maravilhoso do Prass defendeu! Foi lá no cantinho e tirou! #NaMinhaCasaNão

Confesso, nem vi a cobrança. Segurando meu terço verde (sim, eu já o tinha tirado da bolsa), só olhei pra cima e esperei o grito da torcida. Impossível explicar a felicidade de ouvir o grito que ganhou os ares.

PRAAAAAAAAAAAAAAASSSSSSS!!! Obrigada!

Mas o Palmeiras não aproveitou, não foi pra cima. MO não mudava o jeito do time jogar, e a situação em campo continuava a mesma… O Rosario buscando o seu gol de todo jeito e o Palmeiras defendendo com todas as suas forças.  Que mudança radical em relação ao primeiro tempo. E não conseguíamos entender como o Palmeiras podia ter voltado do intervalo assim.

Porém, muito embora o Palmeiras tenha adotado uma postura suicida em campo, abdicando de atacar, de segurar mais a bola – 27% de posse de bola na segunda etapa. Isso é inadmissível num jogo de Libertadores, em casa, e quando estamos ganhando -, muito embora o MO tenha deixado o time com três atacantes e sem um meia para fazer a bola chegar neles, e por isso abusarmos dos horrorosos chutões, nosso maravilhoso goleiro estava em campo, nossa defesa valente estava em campo e, mesmo os jogadores parecendo muito perdidos, sendo desarmados facilmente, dando a bola de graça, não conseguindo ficar com ela no pé, o time inteiro foi guerreiro,  lutou, e muito, para não tomar gols.

Robinho tirou uma bola difícil, Cristaldo também, todos defendendo como podiam, que aflição, que desespero no Allianz. Mas, quando vi Jesus tirar uma bola muito perigosa na nossa área, falei para os amigos: Se até Jesus tá ajudando a defender, hoje a gente ganha sim.

Mo já tinha colocado Rafael Marques, Arouca e por fim Allione (que já deveria ter entrado muito antes)…

O jogo estava nos descontos, eu já estava indo embora, já tinha descido a escada, com os ouvidos grudados lá dentro, com o coração grudado lá dentro, quando o Glauco, o amigo que ia embora comigo, falou:

– Vem ver daqui, dá pra ver.

– Vamos embora, Glauco, não vai dar tempo. – e fui olhar numa fresta.

– É só um pouquinho, já vamos. Vem olhar daqui que dá pra ver o telão.

E quando olhei pro telão, só vi o Dudu recebendo do Rafa e tocando pro Allione… tudo parecia vazio ali naquela parte do campo (pensei até que não estivesse valendo)… Allione – que tá a cara do Pirlo – recebeu, e, guardadas as devidas proporções, num estilo meio Divino de ser, sem pressa, com uma frieza absurda, passou pelo marcador, dando uma finta leve e chutando com uma puta categoria…

GOOOOOOOOOOOOOOOOL. ALLIONE, SEU LINDOOOOOOOOO!!

O Allianz explodiu lá dentro, o Glauco e eu nos abraçávamos comemorando… quanta alegria, meu Deus! Os funcionários do Allianz nos perguntavam: Foi gol do Palmeiras? FOOOOOOOI!!!! E saímos apressados…

A corrida pra estação em 13 minutos nem foi nada, a chuva nem foi nada… O meu (nosso) Palmeiras vencera! E nada mais importava naquela noite…