Há dois dias, lemos a notícia sobre o resultado da biópsia feita em Valdívia. Os jornais estamparam a manchete: “Médicos descobrem que Valdivia não tem musculatura de atleta”. Como assim? Que peso tem uma afirmação como essa, não é mesmo? Disseram ainda que a biópsia mostrou que o meia tem um tipo de fibra muscular  conhecida como 2b, que não é apropriado para pessoas que praticam atividades físicas intensas (isso já bem é diferente de “não tem musculatura de atleta”, não é verdade?). Um atleta tem uma predominância do tipo fibra 1 (aeróbica). O Valdivia é forte e seus músculos são do tipo 2 (anaeróbica)” dizia a notícia.

E nós ficamos nos perguntando, será que é mesmo assim? Será que alguém com a musculatura formada por uma quantidade maior de fibras do tipo 2b (e não músculos do tipo 2, como diz a notícia. Até eu sei que existem outros tipos de fibra num músculo) não pode ser atleta? Achei estranho esse “veredito”, porque, sendo assim, quantos outros atletas não deveriam estar na mesma situação, já que a causa é genética, não é mesmo? E se isso acontecesse dessa maneira, deveria ser de praxe nos clubes, fazerem exames desse tipo na garotada que está começando a carreira, assim saberiam se os garotos têm a musculatura ideal e, caso não tenham, se poderiam trabalhá-la em proveito do futebol, não é verdade? Além disso, me perguntei aqui, como é que, em 2008, com a mesma musculatura, as tais fibras 2b não atrapalharam em nada, e ele jogava de boa? Também achei estranho que, perguntados sobre isso, os médicos não tivessem uma resposta convincente. Vai ver que em 2008, a formação tática e o posicionamento em campo, o tipo de treinamento que recebia, favoreciam a formação muscular de Valdivia e o seu bom desempenho. Sei lá… Felipão e o Dr. Anselmo Sbragia afirmam que o jogador tem feito de tudo para se recuperar… Conversando com outros torcedores, percebi que, assim como eu, muitos deles ficaram cheios de questionamentos em relação ao assunto…

Fui bailarina, tive distensões várias e até mesmo uma séria ruptura muscular, que me fez visitar um sem número de médicos e fisioterapeutas durante três anos, e, mesmo assim, não entendo nadinha sobre isso. Mas, ainda que eu seja leiga, fiquei curiosa e intrigada a respeito… Não estou escrevendo para questionar o laudo, aliás, não poderia nem se quisesse, porque não tenho um pingo de competência para isso. Mas questionei o que li por aí, (mas quero salientar que achei a declaração do médico do Palmeiras, no dia de hoje (1/05), tão “deixa eu tirar o meu da reta”, quando deveria ser apenas esclarecedora), e fiquei com vontade de saber um pouco mais sobre o assunto. Então, como deve ser, quando se quer tentar entender algo que ninguém explica, quando se quer falar a respeito, fui me informar. Consultei um monte de fontes diferentes e vejamos o que encontrei, vejamos se consegui juntar as informações de maneira correta e satisfatória:

“Cada parte do nosso organismo tem a sua particularidade com a sua função específica para o desempenho perfeito do conjunto. Os músculos estão presentes no corpo inteiro fazendo a ligação do sistema nervoso com os ossos para assim capacitar os seres humanos nos movimentos. A atividade física somente pode ser conseguida por meio da força muscular e nosso esqueleto de pouco serviria se não fosse acionado pela musculatura que o envolve. A célula muscular obedece a chamada lei do tudo ou nada, ou seja, ou está completamente contraída ou está totalmente relaxada. (Moral da história: Precisamos usar os músculos o tempo todo, seja para correr ou para piscar um olho. Todos os nossos movimentos dependem do funcionamento muscular.) 

E, como qualquer outra parte do corpo, se não levarmos a sério a funcionalidade dessas cartilagens e tecidos musculares é possível nos deparararmos com lesões ou inflamações de variados níveis. (Os jogadores do Palmeiras que o digam, o DM tá sempre cheio de gente)

São diversos os mecanismos que propiciam as lesões musculares, seja por trauma direto, laceração ou isquemia (falta de fluxo sanguíneo adequado). As principais causas de lesão são o treinamento físico inadequado, a retração muscular acentuada, desidratação, nutrição inadequada e a temperatura ambiente desfavorável (Achei essa informação interessante porque nós torcedores, parecemos sempre ter dúvidas quanto às causas de lesões, e sempre responsabilizamos os atletas quando se machucam).

O músculo esquelético (chamamos assim aos músculos fixados ao esqueleto) é um tecido maleável capaz de alterar o tipo e montante de proteína em resposta ao rompimento do equilíbrio mantido pelos processos fisiológicos -mecanismos internos de regulação- de modo a proporcionar às células um meio interno constante. Complicado isso, né? Mas não precisamos entender tudo, não vamos tratar ninguém! O processo de adaptação induzido pelo exercício físico ou pelo desuso envolve uma série de mecanismos celulares e moleculares que culminam em modificação do seu desempenho funcional (Taí uma coisa que nos interessa, e que parece mais fácil de entender! Os músculos podem ser trabalhados/exercitados para que se obtenha o desempenho desejado. E isso, penso eu, é tarefa dos profissionais da área médica e da preparação física dos clubes).

A capacidade de adaptação muscular está relacionada às características contráteis (de propiciar a contração muscular) de seus diferentes tipos de fibras e à capacidade genética. Cada músculo é constituído por fibras musculares de dois tipos principais: as de contração rápida, que facilitam a execução dos movimentos explosivos – tipo 2, e as de contração lenta, úteis nas atividades de resistência – tipo 1 (existem os dois tipos de fibras nos músculos, e em todas as pessoas é assim.  E existem músculos com mais fibras do tipo 2, ou com mais fibras do tipo 1). No músculo esquelético adulto encontramos pelo menos quatro tipos específicos delas: lento-tipo 1 (fibras de contração lenta, baixa produção de força, resistência à fadiga e metabolismo oxidativo), rápido tipo 2a (possuem rápida velocidade de contração ou encurtamento, moderada produção de força, relativa resistência à fadiga devido às vias aeróbias e anaeróbias), rápido tipo 2b – as que dizem que o Mago possui em maior quantidade – (possuem rápida velocidade de contração, alta produção de força, sensibilidade à fadiga e metabolismo anaeróbio, ou seja, produz energia sem a utilização de oxigênio) e rápido tipo 2c (São mais raras e, segundo McArdle, podem participar da reinervação ou da transformação das unidades motoras). Algumas pessoas têm mais fibras lentas que rápidas. Em outras, ocorre o contrário.

Um exemplo nos faz entender melhor essa história de fibras rápidas e lentas. Em aves, há músculos com forte predomínio de um dos tipos de fibra, o que é relacionado à função. Por exemplo, a carne do peito de algumas aves é branca porque tem grande predomínio de fibras do tipo 2. Esta musculatura é usada para bater as asas, um movimento rápido e de duração curta. Já a carne das coxas e sobrecoxas é vermelha porque aí predominam fibras do tipo 1. Esta musculatura tem função postural, é usada para manter a ave em pé, portanto exige contração durante períodos prolongados.

Em seres humanos, essas diferenças musculares podem indicar certa predisposição para realizarmos certos exercícios ou nos sobressairmos em um dado esporte:  pessoas com mais fibras rápidas (as do tipo 2) se destacam nas provas de salto e nas corridas de 100m, por exemplo, ao passo que os mais ricos em fibras lentas (as do tipo 1) tendem a vencer as maratonas.  Outro exemplo: numa pessoa normal, a proporção média entre fibras rápidas e lentas no quadríceps (músculo da parte anterior da coxa) é de 55 para 45%; num corredor de maratona, de 18 para 82%; num velocista ou saltador, de 63 para 37%. (Embora um velocista tenha muito mais fibras do tipo 2 do que um maratonista, tanto um quanto o outro são atletas. Ou alguém vai me dizer que Usain Bolt, por exemplo, não tem musculatura de atleta apenas pelo fato de possuir mais fibras rápidas em seus músculos? O que acontece é que as potencialidades musculares de uns e outros são diferentes. Então, não há nada errado com quem possui músculos que propiciam ter mais velocidade, como é o caso de Valdivia. Estamos cansados de ver essas diferenças pelos campos de futebol deste país. Ou estou enganada?)

Se compararmos os atletas do nosso exemplo, veremos que o corredor de 100m percorre uma curta distância e muito rápido, o corredor de maratona corre mais lento e por várias horas (Não há dúvidas que, em ambos os casos, o indivíduo pode, sim, ser um atleta. Se necessário, sua musculatura será desenvolvida, trabalhada, para esse fim e alguns serão mais velozes – talvez, e isso é só um “chute” meu, seja esse o motivo de dribles mais fáceis, de movimentos rápidos e imprevisíveis -; outros, serão mais resistentes, apenas isso)

Mas, e no futebol? Sabemos que existem muitas outras modalidades esportivas e que elas têm características diferentes no que se refere à solicitação motora. Se, na corrida e na maratona essas diferenças são fáceis de se perceber, em  outras modalidades como o futebol (que nos interessa), o tênis, o vôlei entre outros, elas são difíceis de se notar e até de se definir. São esportes rápidos? A princípio sim. Entretanto, o nível de competitividade e a especialização a que chegaram, inclusive durando horas uma grande decisão de prova, como ocorre no vôlei e no tênis, levaram os especialistas a repensarem e a buscarem respostas. As fibras musculares poderiam transformar suas características?  Ou seja, um maratonista pode se transformar num velocista e vice e versa? As pesquisas até agora dão conta que não é possível uma fibra vermelha (lenta), como num passe de mágica, virar branca (rápida) mas, é muito mais ‘fácil’ que um velocista (com fibras rápidas como é o caso do Valdivia) se transforme num maratonista do que o contrário. E é importante sabermos também que as fibras musculares são extremamente plásticas e, embora o tipo de distribuição da fibra (mais do tipo 1 ou mais do tipo 2, por exemplo) seja geneticamente determinado e não facilmente alterado, um programa de treinamento adequado terá um efeito maior no potencial do músculo, independentemente dos tipos de fibras presentes.

Deve ser por isso que os atletas acabam adquirindo o “físico” típico da modalidade que praticam, acabam desenvolvendo a musculatura de acordo com as exigências dessas modalidade… nadadores com músculos de nadadores, corredores com músculos de corredores, jogadores  com músculos de jogadores… Suas musculaturas são trabalhadas, exercitadas, para que funcionem adequadamente dentro das exigências da modalidade esportiva em que esses atletas atuam.  Imagino que se isso não acontecer da maneira adequada, muitos problemas poderão aparecer. E aí, nos lembramos que Valdivia (cuja genética, que não pode ser mudada, é a mesma de 2008) está há quase dois anos no Palmeiras e já deveria estar sendo trabalhado da maneira mais adequada à sua constituição muscular.  E não só ele, é óbvio. Todos os atletas! E cada um de acordo com a potencialidade e características de suas musculaturas, em proveito do time e também para que se evitem lesões desnecessárias…

Parece simples, mas não é… Parece complicado, e também não é… Basta um pouco de boa vontade e a gente querer entender…

Hoje, 02/05/2012, contradizendo a informação de que Valdivia não tem musculatura de atleta (informação essa que foi dada, há três dias, por um outro veículo de imprensa), o UOL publicou declarações de um gabaritadíssimo profissional da área médica. Entre outras coisas ele afirma:

“O Valdivia tem de transformar os músculos dele. Ele precisa ter o treinamento aeróbico e transformar a fibra do 2B para 2A. Isso significa que ele tem uma predominância de uma fibra que não é comum em atleta, mas, mesmo assim, ele é um super-atleta. Ele é privilegiado” – Beny Schmidt

(Beny Schmidt – Formado em 1979 pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP, ele é o doutorado em Anatomie Pathologique Neuropathologiqe e fundador do Reffis do São Paulo, em 1986. É também fundador do Laboratório do Setor de Patologia Neuromuscular da UNIFESP e fez mais de 10 mil biópsias em músculos)

BIBLIOGRAFIA:

http://www.icb.ufmg.br/mor/anatoenf/sistema_muscular.htm
– Universidade Federal de Minas gerais

http://anatpat.unicamp.br/musnormal.html

http://informaunb.blogspot.com.br/2011/12/metabolismo-anaeribio-x-aerobio.html
– Universidade de Brasília – Faculdade de Nutrição

http://www.crosstrainer.com.br/index_limpa.asp?bm=m&ed=1&s=3&ma=4&c=0&m=0
(Referências bibliográficas::
Tim D. Noakes – Lore of Running – 4 th ed.
Dantas; Estélio H. M. – A Prática da Preparação Física – 3ª ed.
Maughan R., Gleeson M., Greenhaff P. L. – Bioquímica do Exercício e Treinamento – 1ª ed.)

http://www.copacabanarunners.net/lesoes-musculares.html –
(Referências Bibliográficas:
Noonan T.J., Garrett, W.E.: Muscle Strain Injury: Diagnosis and Treatment. J Am Acad Orthop Surg 1999; 7:262-269.

Créditos:
Texto copyright © 2004 por site medicinadoesporte.com)

http://www.totalsport.com.br/colunas/moraes/ed2901.htm *
Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529

http://super.abril.com.br/saude/forca-musculos-ossos-446375.shtml
Revista Superinteressante



Amigo palestrino, tenho novidades pra você! Graças à uma ideia bacana do Kristian Bengston, do Blog Anything Palmeiras, e à parceria do amigo palmeirense e programador, Rafael Barrelo, na execução do projeto, a Mídia Palestrina e os torcedores do Palmeiras vão estar ainda mais ligados.

Agora, com apenas um toque, a Nação Alviverde poderá ficar por dentro de tudo o que os blogueiros palestrinos estão escrevendo sobre o o nosso amado Palmeiras. Será lançado, na próxima segunda-feira (HOJE), o aplicativo “Mídia Palestrina” – uma ferramenta que vai beneficiar usuários de celulares e tablets do sistema android, sem custo nenhum e livre de qualquer tipo de propaganda.

O aplicativo permite que o torcedor tenha em seu smartphone ou tablet os melhores blogs, sites e rádios feitos por palestrinos de plantão – tudo compilado de maneira fácil e rápida.

E tem mais: o novo aplicativo também disponibiliza tabelas com a classificação do Palmeiras, resultados dos jogos e informações sobre as próximas partidas.

Por meio do “Mídia Palestrina”, o torcedor também poderá acompanhar transmissões ao vivo dos jogos do Verdão pelas rádios Web Rádio Verdão e Antena Verde.

Para ter acesso ao aplicativo, basta fazer o download diretamente pelo Google Play, a partir do dia 30 da abril (HOJE).

E em breve teremos uma versão para iPhone/iPad.

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“Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar” – Chico Science

Três dias depois da desclassificação no Paulistão, íamos jogar contra o Paraná, na casa dele, com um fardo imenso de problemas. Com boa parte da torcida perdendo de vez a confiança no time, alguns torcedores fazendo protestos no desembarque da delegação, o goleiro sendo crucificado porque, a despeito dos erros do time, da comissão técnica e da diretoria, ao longo do campeonato todo, as suas três desastrosas falhas, diante do Guarani, acabaram sendo o motivo da nossa desclassificação! Só nos sobrou a Copa do Brasil e a desconfiança de que o semestre já está quase perdido…

Eu nunca deixo de acreditar no Palmeiras a cada nova partida, a cada novo campeonato. E isso é tão certo quanto o dia que nasce depois de uma noite. Mas tem hora em que o coração, cansado de sofrer, cansado de ser maltratado, reclama, se encolhe no peito, bate mais devagar, mais sem graça… Ontem, antes da partida, eu vivia um misto de sensações. Fé, medo, confiança, desconfiança… precisávamos reverter aquele astral tão pesado… E, tinha que ser nesse jogo, não dava para aguentarmos mais um insucesso. Por isso, na noite de ontem, pra mim, o resultado seria muito mais importante que o futebol que o Palmeiras apresentaria na partida.

E eis que o Palmeiras entrou em campo com surpresas! Bruno no gol, o atacante Mazinho fazendo a sua estreia e Valdivia… de bigode! Um baita bigodão latino, que talvez fosse uma maneira de mostrar que, com erros, ou sem eles, o grupo está, sim, fechado com Felipão! E, em minutos não se falava em outra coisa entre os torcedores. O assunto era o bigode do Valdivia! E o melhor de tudo, é que a torcida, que anda tão casmurra, começou a se divertir com aquilo. E vieram os apelidos, as comparações; Bandido mexicano, Fred Mercury, Dick Vigarista, Chris Cornell, Zorro, Amigo da Onça, Zé Bonitinho, cantor de bolero… Em minutos, sem que a gente mesmo se desse conta, estávamos todos mais leves; em minutos, sem que nem mesmo a imprensa se desse conta, ninguém mais falava dos problemas passados. Valdivia, brilhante, mais uma vez nos mostrando que é f*%#@! Tirou o foco da crise, fez todo mundo dar risada, trouxe um pouco de alegria ao elenco, à torcida e deixou o ambiente melhor.

Eu recebia tweets, e-mails, perguntas no Facebook, todos muito divertidos, sobre o que eu achava daquele bigode. Claro que eu achei lindo! E não tinha como não rir… não tinha como não brincar, ainda que, dentro de campo estivéssemos tendo problemas, ainda que não concordássemos com toda a escalação do técnico, ainda que soubéssemos que não íamos jogar melhor do que contra o Guarani. O astral tinha mudado, era outro…

O estádio estava lotado, os torcedores locais faziam dele um caldeirão infernal e, por conta disso, o Paraná começou o jogo com velocidade, com uma baita disposição e com a caixa de ferramentas aberta. Bateram um bocado! O Palmeiras, no estilão de sempre, procurava cadenciar o jogo, conter o ímpeto do Paraná; mas não jogava bem.  Eu me aborrecia um bocado com Felipão; ainda que ele tenha colocado dois atacantes em campo, tinha que ter escalado Daniel Carvalho com Valdivia (Mazinho estava em campo, mas para que a gente não perca o costume, ele não jogaria em sua verdadeira posição). Os adversários sabem que é só marcar muito bem o nosso homem de criação para dificultar que a bola chegue redondinha ao atacante. E, embora muito marcado, o Bigode, ooops, o Mago, fazia uma bela partida. Mazinho também, seguro, nos dava a impressão que já tinha jogado outras vezes com a nossa camisa. Gostei dele.

Chovia uma barbaridade e tava uma dureza de a gente fazer gol. Nossos jogadores, parecem meio “amestrados” pelo esquema de uma única jogada”, mas, mesmo assim, levaram perigo de outras maneiras. Mazinho fez uma jogada linda,  driblou o zagueiro, entrou na área e chutou, o goleiro fez uma bela defesa; Valdivia, pela direita, já na pequena área, achou Barcos na cara do gol, mas nosso Pirata não conseguiu marcar… E dá-lhe chuveirinho! Oxalá apareça uma falta! E ela apareceu, aos 21′. Assunção cobrou com perfeição e guardou o seu 23º gol de falta, nesses dois anos de clube. Uffa!!

Minutos depois, Assunção chutou de longe, por pouco o goleiro não foi parar dentro do gol com bola e tudo. Mas Assunção, com dores na costela, teve que sair e foi substituído por… Patrik! Poderia ter entrado Daniel Carvalho ou mais um atacante. Ah, Felipão… Dois minutinhos depois, o Paraná empatou. Não foi bola aérea, acredite! O atacante recebeu um cruzamento rasteiro e chutou pro gol, Bruno fez grande defesa mas, Luisinho, aproveitou o rebote e guardou. Na cabeça da gente aquele pensamento nebuloso, negro e cheio de apreensão… será que… de novo?

Levamos bola na trave, tivemos dificuldades para chegar na área no segundo tempo, sentimos uma boa dose de aflição, nos aborrecemos com as substituições do Felipão, que tirou Barcos para colocar Fernandão, ficamos irados porque Patrik não fazia nada em campo, nos decepcionamos porque o Palmeiras fazia de tudo para garantir esse resultado magrinho, ao invés de ir pra cima e matar o jogo lá mesmo…

Mas, por mais que algumas coisas nos irritassem, não podíamos deixar de ver que Mazinho fazia sua estreia que nem gente grande, e jogava muito bem; que o nosso Zorro/bandido mexicano/cantor de boleros, Valdivia (de quem precisamos tanto para conquistar o que queremos), voltando de contusão, ainda sem ritmo, naquele gramado encharcado, pesado, buscou jogo, se movimentou, correu, deu carrinho, foi muito importante em campo; não podíamos deixar de ver que Bruno, seguro, também fazia uma boa partida, fazia defesas importantes; que Henrique, o nosso xerife, joga muito, e que nem tudo era motivo de reclamações.

E não era mesmo! Aos 33′, o botinudo do Henrique Alemão, cometeu pênalti em Patrik (!?!). Na ausência de Assunção, Henrique é o cobrador oficial. E cheio de moral, o xerife cobrou, muito bem por sinal, e colocou o Palmeiras em vantagem. Que alegria eu senti! Andamos levando tantas cacetadas nos últimos jogos, que temos que comemorar as coisas boas, por menor que elas sejam, quando elas nos acontecem. Felipão ainda colocou Román em lugar de Cicinho (imagina se ele não ia colocar mais um zagueiro?) e o jogo terminou (o bigode do Mago deu sorte) com a vitória do verde mais lindo do mundo!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=xS26GzbmpP4&feature=endscreen&NR=1[/youtube]

Deu um alívio imenso quando o juiz apitou o final; dá um alívio imenso quando o Palmeiras ganha. Mesmo que seja de um jogo feio, mesmo que tenhamos nos aborrecido com algumas coisas… Basta ele ganhar e a gente fica leve, ri mais fácil, se sente de bem com a vida, acha tudo mais bonito… E foi assim que fomos dormir, embalados pelos muitos risos que um ‘bigode latino’ nos trouxe; aliviados pela vitória que nos dá duas semanas de tranquilidade; um tanto esperançosos de que Felipão consiga enxergar um outro caminho; livres da aflição e do temor de mais um insucesso; um pouco mais relaxados para o jogo da volta … e com os nossos corações menos tristes, cantarolando um ritmo latino…

“…Solamente una vez, amé en la vida. Solamente una vez, y nada más…”

“A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.” – General Sun Tzu

“Nada de mais. Nenhum vulcão ou hecatombe. Teremos o normal de uma eliminação que nao era esperada por ninguém”- Felipão

Bem que dizem que o homem é aquilo que pensa! Seria normal, como diz Sua Santidade,  não fosse a sétima eliminação, do sétimo campeonato disputado  por ele… sem nem uma vaguinha na Libertadores para contar a história… seria normal, se não fosse mais um vexame, dentre uma tonelada de outros. Seria normal se não tivéssemos conseguido a proeza de perder duas vezes seguidas para o Guarani e, que eu me lembre, isso é inédito. E eu me pergunto, a culpa de todos os nossos males não era do Kleber?

Os torcedores estão arrasados, envergonhados, mas alguns falam em zebra… Zebra? Deu a lógica, gente! Ganhou o time bem escalado, mais bem arrumado em campo e perdeu o time bagunçado que parecia e, na maioria das vezes parece, um ‘catado’ em campo.

Luxemburgo foi demitido por peitar o jogador Keirrison em defesa do Palmeiras… Muricy, que não recebeu jogadores, não desperdiçou o dinheiro do clube e não teve tempo para trabalhar, foi demitido por perder o Brasileirão… E agora? Vamos ficar reféns de um técnico que nada de bom faz ao time (me apontem alguma coisa de bom que ele faça para o time, dentro de campo, e eu nunca mais reclamo dele), e que apequena o Palmeiras a cada dia, achando que é maior que ele? E tudo isso por causa do valor da multa? Sim, porque em setembro,   ele abria mão disso. Hoje, o papo é outro! Ele só sai com o pagamento de dois milhões! Por que não abre mão agora?

Ou será que vamos ficar reféns das desculpas de sempre: “Outros técnicos, os melhores do Brasil, passaram por aqui sem sucesso”… “que nome você sugere para o lugar dele?” Que pataquada! O que pode acontecer, caso troquemos de técnico, qualquer que seja o seu substituto? Pode acontecer de a gente não ganhar nada… HELOOOOOO! NÃO ESTAMOS GANHANDO NADA AGORA TAMBÉM!!

Ah, mas sem ele a gente vai para a segunda divisão”… Taqueopariu! essa é a desculpa mais FDP que tem! O Campeão do Século contrata técnico para não ser rebaixado? É essa a nossa maior aspiração? Me desculpem, mas sou torcedora de outro naipe. Não me reconheço em vocês que falam isso…

O Palmeiras foi para Atibaia, fez uma semana de treino secreto, para Sua Santidade… escalar Luan! Que maravilha! Era esse o coelho que ele tinha na cartola? Dizem que Luan, (ele até foi bem ontem), na marcação (ele é atacante!), é peça importante no esquema, mas o que mudou do outro jogo diante do Guarani para esse de ontem? NADA! Na verdade, o que aconteceu e que nos fez descer ladeira abaixo, é que, na chegada de Wesley, Felipão mudou o esquema (o melhorzinho dos últimos tempos) para colocá-lo no time. Não deu certo, perdemos o poder de marcação e o rendimento começou a cair. Barcos também foi prejudicado nessa mudança. Aí, Wesley se machucou, mas o técnico preferiu continuar com o esquema que já não estava funcionando. Ontem, tínhamos cinco no meio e Barcos sozinho lá na frente, isolado. Assim, a gente não ganha nem do Tabajara!

E não adianta a gente querer que Daniel Carvalho (tá demorando para entrar em forma) resolva sozinho, não adianta querermos que o Mago faça mágica (ele jogou, mesmo sem que o resultado da biópsia, que apontará o que realmente ele tem, estivesse pronto. Se ele se machucar de novo, ou mais ainda, ninguém poderá dizer que a culpa é dele), que o Assunção guarde todas as faltas, que Barcos faça uma porrada de gols, que Henrique (joga muito) defenda todas as bolas sozinho… Quando um esquema não funciona, quando algumas peças não funcionam, todo o resto fica comprometido. O trabalho de um técnico é saber explorar as melhores qualidades dos seus jogadores, é saber encaixar as qualidades de cada peça e fazer a máquina funcionar. Felipão tem feito o contrário. Contrata um volante que se destacou em seu time e o coloca para jogar de meia, onde ele não rende; contrata um centroavante, que nos mostrou ser bom finalizador, e o deixa sozinho lá na frente, isolado, e por aí vai…

Durante todo o tempo, em que contou com a nossa paciência de monges, Felipão apostou todo o seu prestígio, a sua fama de melhor de todos, o carinho que sempre tivemos por ele, nesse esquema ridículo, cheio de volantes, usado contra qualquer timinho, como se fosse contra um Barcelona; apostou tudo o que esperávamos dele, em jogadores sem talento e competência, que ele resolveu que seriam as peças chaves do seu esquema…

E nos enfiou goela abaixo, por jogos e mais jogos, por pontos perdidos atrás de pontos perdidos (ano passado foi um desgosto só), Rivaldo, Luan, Tinga (coitado, nunca jogou em sua posição, POR QUÊ?), Leandro Amaro, Ricardo Bueno… Será que Román não teria sido melhor que Amaro? Será que Bruno ou Raphael não teriam sido melhores que Deola? Será que Patrik merecia tantas chances e o Patrick Vieira, Denone, Turco, Felipe (emprestado ao Mogi) não? Será que, Carmona, entrando só na fogueira, sem ter uma sequência, vai poder render? Será que só podemos jogar com dois meias depois que a vaca foi pro brejo? Será que quando Luan entra para cobrir a esquerda, a gente precisa continuar com 3 volantes? Será que Pierre não marcaria, como um leão, o tal de Fumagalli? Será que ele deixaria esse “mocinho” deitar no jogo? Mas Pierre não servia à Sua Santidade. A saída do Guerreiro (ele conquistou esse título) foi o que me fez abrir os olhos. Algo devia estar muito errado ali, para que ele não quisesse mais ficar…

Pode ser que Felipão faça o melhor que pode, nem vou entrar no mérito disso, ontem, nos últimos minutos de jogo, a TV o mostrou, e ele me pareceu bastante desnorteado, triste, mas, ainda assim, o melhor que ele pode não é suficiente, não é o mínimo que um time com a grandeza do Palmeiras precisa. (Ninguém vai  poder avaliar com que dor no coração eu escrevo tudo isso…)

Os torcedores, enfurecidos, depois do jogo de ontem, depois da  derrota seguida para o Guarani por 3 x 2, que resultou na desclassificação no Paulistão, voltaram as suas baterias para Deola. Não é pra menos… Tomamos três desastrosos gols. Até dou um desconto para o gol olímpico, acontece. Tivesse sido Assunção a fazê-lo, ninguém criticaria o goleiro do Guarani, mas os outros dois pareciam replay; duas falhas idênticas, em jogadas também idênticas. Mas, se Deola tem apresentado falhas seguidas, ainda que elas sejam resultantes do peso de substituir Marcos, sejam apenas fruto do seu comprometimento emocional em relação às falhas cometidas, sei lá qual é o problema com ele, Felipão e Pracidelli estão ‘comendo bola em suas avaliações’, não é mesmo? Sem chances para Bruno e Raphael Alemão, como saberemos se Deola é a melhor opção que temos?

Hoje, o Frizzo, motivo de tantas guerrinhas internas com Felipão, saiu em sua defesa, dizendo que não há nada errado… o mesmo blá blá blá de sempre, embromation de quem não tem competência para cuidar de um clube como o Palmeiras!

Olha só em que fundo do poço estamos com esses dirigentes atuais! Se as outras administrações deixaram muito a desejar, se pouco avançaram em direção à modernidade, essa, com B1, B2, B3, B4… caminha para trás, nos jogou na sarjeta! Dois incompetentes, dois bananas, cercados de vários outros do mesmo calibre, estão acabando com a grandeza do Palmeiras. Ontem, por causa de 10% a mais na renda, nossos mendigos dirigentes (os da sacolinha), deixaram boa parte da nossa torcida fora de um jogo de arquibancadas vazias. Por que Tirone, ao votar com os pequenos, não exigiu 50% dos ingressos? Por que, para o jogo de volta contra o Paraná, no horário das 21h50, de uma quarta feira, ele escolheu a Arena Barueri? É óbvio que ele não pensa no Palmeiras, não pensa no torcedor.

Casa cheia pode significar pressão no árbitro, na equipe adversária, pode significar um gás a mais para o time que a torcida empurra… Mas Tirone não pensa nada disso, ele não tá nem aí com o rumo que o Palmeiras segue. Vai ver, já conta com mais uma desclassificação. Sorte dele que o seu time de coração, o Chelsea, andou ganhando… É o Palmeiras, administrado por amadores, que eu me recuso a acreditar que sejam palmeirenses…

Estamos sendo ridicularizados, estamos sendo alvo de chacotas, nosso Palmeiras, tão amado, jogado no chão. Sem o respeito da imprensa, sem o respeito dos rivais, sem o respeito da CBF, da FPF, sem o respeito de seus dirigentes, e perdendo até mesmo o respeito por parte de alguns torcedores…   E nós continuamos permitindo… Vamos esperar que nada mais possa ser feito? Cadê a força da nossa torcida? O amor que sentimos pelo Palmeiras vai continuar assistindo a esse filme de horror?

CHEGA! VAMOS BOTAR AQUELES PORTÕES ABAIXO, DE VERDADE, SE É ESSA A ÚNICA ALTERNATIVA QUE NOS DÃO! VAMOS TIRAR ESSES AMADORES DE LÁ, EXIGIR ELEIÇÕES DIRETAS E O DIREITO DE VOTO PARA O SÓCIO TORCEDOR! O PALMEIRAS NUNCA PRECISOU TANTO DE NÓS COMO HOJE…

Amanhã, pode ser tarde demais…

Perto de completar seu centenário, o Palmeiras é hoje um clube repleto de glórias e tradição. Ao longo dos quase 100 anos de existência, acumulou diversos títulos e honrarias – inclusive a de ser o primeiro time a representar a seleção brasileira e a de ser considerado campeão do século XX no país. É impossível negar que o Verdão possui um histórico completo e gratificante, e o grande segredo da formação desta agremiação vencedora sempre esteve no planejamento e no pensamento vanguardista.

Como prova de sua essência pioneira, os líderes do ainda recém-fundado Palestra Italia já demonstravam no início do século passado a preocupação não só com vitórias, mas em projetar o clube, atingir uma condição estável na sociedade e transformá-lo em uma referência nacional. A aquisição do Parque Antarctica (atual estádio Palestra Italia) em 1920 foi o primeiro passo para materializar o sonho.

A ligação entre o Palestra e o Parque Antarctica, porém, teve início três anos antes. À época, o espaço, que pertencia à Companhia Antarctica Paulista e era uma área de lazer muito tradicional em São Paulo, tinha um campo que era cedido à equipe de futebol do Germânia (atual Pinheiros). Depois da Primeira Guerra Mundial e a consequente crise financeira do Germânia, o América, clube então em formação, passou a ser o locatário do estádio. Mas o América não podia arcar com as despesas de aluguel sozinho, e o Palestra, que já levava grande público a seus jogos, interessou-se pelo local.

Em 1917, por intermédio do América, foi feito o contrato de aluguel do campo por 500 mil reis por mês. Foi assim que o Palestra Italia se instalou no tradicional local. O América, à beira da falência, não demorou a desaparecer, e o contrato, a partir de então, passou a ser direto entre o Palestra e a Antarctica. O jogo de estreia dos palestrinos no hoje solo sagrado para todos os palmeirenses aconteceu há exatos 95 anos.

No dia 21 de abril de 1917, o Palestra enfrentou o Internacional da capital pelo Campeonato Paulista. A histórica partida ficou marcada pelo início de uma boa fase do Verdão, que goleou por 5 a 1 uma equipe que inclusive já havia conquistado o título de campeão estadual, em 1907. O atacante Caetano teve a felicidade de marcar o primeiro gol do time no Parque Antarctica. A partir dali, o Palestra Itália começou a ganhar força para alcançar o objetivo de conquistar seu primeiro título estadual em 1920, conseguindo quebrar a hegemonia do C. A. Paulistano, que buscava a conquista de seu pentacampeonato.

Os números comprovam a superioridade do Palestra no Parque Antarctica mesmo antes de ter as dependências do local sob seu poder. Entre 1917 e 1920, período em que o Palestra atuou antes de se tornar proprietário do estádio, foram 21 partidas, 13 vitórias, 4 empates e apenas 4 derrotas, sofrendo 29 gols e marcando 56 (quase o dobro).

Até 2010, ano do fechamento do estádio para as obras da Nova Arena, os jogos realizados pelo Palmeiras no estádio somaram, ao todo, 1570 partidas, com 1063 vitórias (67,8%), 318 empates (20,2%) e 189 vitórias adversárias (12%). Foram 3695 gols marcados (média de 2,3 por jogo) e 1485 gols sofridos (média de 0,94).

Departamento de Marketing lança réplica do estádio

Em comemoração aos 95 anos da estreia alviverde no Parque Antarctica, o departamento de marketing da Sociedade Esportiva Palmeiras vai disponibilizar aos torcedores uma belíssima réplica do Estádio Palestra Itália.

Trata-se de uma verdadeira relíquia para eternizar na memória do palmeirense a última imagem do Jardim Suspenso, contando, inclusive, com um pedaço do concreto original do estádio. Fique esperto! Em breve, a réplica estará à venda nas lojas oficias do Verdão! Veja o protótipo:

Agência Palmeiras
Departamento de História

21/04/2012 08h00

“… O conformismo é carcereiro da liberdade e o inimigo do crescimento…” John Kennedy

Às vezes, eu acho que só vamos conseguir salvar o Palmeiras, quando os palmeirenses de bem, aqueles que o amam, DE VERDADE, botarem os portões abaixo e tomarem posse do clube que amam. Às vezes, tenho quase certeza que só vai nos sobrar essa opção…

E nesse “palmeirenses de bem” não estão incluídos os que se dizem abnegados, mas jogam a abnegação no lixo na primeira promessa de cargo; não estão incluídos os que, por qualquer motivo, resolvem faturar um ‘troquinho’ em cima da torcida; não estão incluídos os que pedem dinheiro à empresas parceiras do Palmeiras, para bancar as suas ‘demonstrações de inconformismo’ com a situação atual; não estão incluídos os que só querem aparecer e, também por qualquer motivo, se aproveitam para fazer inúmeros sites e perfis nas redes sociais. Os mesmos de sempre, escondidos em inúmeros perfis e nomes que remetem ao Palmeiras. Se cai um quero quero do ninho lá no Palestra e isso vira assunto de interesse da torcida, não demora muito e você tem ao seu  dispor o “www.queroqueroquecaiudodoninho.com.br, o @queroquero, você tem à venda a ‘camiseta do quero quero perdido’… Pobre Palmeiras…

No post anterior eu reclamei de ver o Palmeiras em campo como time pequeno, mas, é ainda muito pior, nos bastidores, o Palmeiras, pela iniciativa de seus dirigentes, ou melhor, pela falta de iniciativa deles, fazer questão de se mostrar pequeno.

Ontem, na FPF, teve uma reunião com os presidentes dos clubes para que fossem definidos os locais dos jogos das quartas de final, seus horários e como seriam as divisões das rendas dessas partidas. De praxe…

Seria de praxe, não fosse o presidente do Palmeiras um banana! Nosso “eterno B1”, aceitou o horário das 18h30 para a partida do Palmeiras, diante do Guarani. Os torcedores não gostaram nada, mas, Arnaldo Tirone, como bom torcedor do Chelsea que é, parece não saber como pensa e sente um coração palestrino e se conformou com a imposição. Imaginem se ele tem peito para brigar com a FPF DO “palmeirense” Marco Polo Del Nero?

Imagina se ele teria peito de fazer valer o fato de que o Palmeiras (pelos motivos citados no post anterior) é o único clube grande a jogar fora de seus domínios e, sendo assim, com ‘a faca e o queijo na mão’ brigar para que o jogo fosse às 16h00? Com a faca e o queijo na mão, nosso presidente, no máximo, deve pensar em fazer um sanduíche… Imagine se ele brigaria para que esse jogo, DO ÚNICO TIME GRANDE QUE JOGA FORA DE CASA, fosse o transmitido pela Globo? O nosso “pacífico” dirigente, se conformou que Corinthians e Ponte Preta, NO PACAEMBU, fosse o jogo a ser transmitido. Depois das lambanças de 2011, eu podia jurar que, agora, Tirone iria fazer diferente… que ilusão a minha!

Não bastasse isso, ele abdicou da porcentagem de 60% da renda para os times vencedores, como queriam Santos, São Paulo e Corinthians, e votou por 50% para cada um. Vencedores e derrotados dividirão a renda igualmente! Vejam só, Arnaldo Tirone não acredita na vitória do seu time, não acredita no trabalho resultante da sua administração!!! E votou como votaram Ponte Preta, Guarani, Bragantino e Mogi Mirim!! O Palmeiras votou como time pequeno!! O Palmeiras votou com o tamanho da palestrinidade dos seus administradores! 

Leiam a sua declaração e vejam se não tenho razão: “O Palmeiras vai para ganhar, mas pode acontecer de perder também. Acho que é uma nova forma. A diferença de 10% da renda é pequena”. 

Com o raciocínio de um dono de lanchonete, nosso presidente não quis perder 10% do lucro, caso o Palmeiras não saia com a classificação. Ah, presidente… que se f… a renda se não vencermos! Depois disso nada mais vai importar! Mas nessa hora, antes do confronto, na reta final do campeonato, vale tudo o que for “mais” para o Palmeiras; para o time e não umas merrecas a mais nos cofres!Se você pensa pequeno, não pode ser presidente do clube que, dentre todos os clubes do Brasil, é o que mais conquistou títulos! Você parece desconhecer a grandeza do Palmeiras e os nossos patrocinadores devem estar adorando tudo isso, não é mesmo? Devem estar ‘loucos de vontade para os contratos acabarem e eles renovarem com o clube, por valores ainda maiores’. ACORDA ALICE! Vai cavar esse poço ainda mais?

A SENHA JÁ FOI DADA NO PAULISTÃO DO ANO PASSADO E, AGORA, TODO MUNDO FAZ O QUE QUER COM O PALMEIRAS, PORQUE NOSSOS DIRIGENTES ACEITAM!

E aí, eu fico pensando que esses bananas conseguem fazer até os velhos ditados perderem o sentido, o significado…

“Filho de peixe, peixinho é”… No Palmeiras, com algumas famílias, “filho de peixe, é ostra”!!


 

Parece que alguém abriu a nossa “caixa de Pandora” e até a esperança, tá querendo escapar também.

Eu já vi o Palmeiras perder muitas vezes. Já o vi dar vexame contra times quase inexistentes (isso consta do curriculum de qualquer clube), mas confesso, nunca vi o Palmeiras dar tantos vexames em tão pouco tempo. Hoje, foi mais um tropeço duro de engolir…

No domingo passado, com transmissão de TV aberta (e nós reclamamos tanto para que transmitam nossos jogos), oportunidade que os clubes têm de poder mostrar ao grande público a sua força, o poderio do seu futebol, da sua torcida; onde os clubes têm chances de ganhar novos admiradores e, consequentemente, novos torcedores; quando se expõe a marca dos patrocinadores ao máximo; o Palmeiras, que já tinha perdido do ‘dificílimo’ Mirassol United, resolveu perder também do “poderoso” time do Guarani; aquele mesmo, que ficou em 12º lugar no campeonato da Série B… Hoje, uma semana depois, com dois jogadores a mais, conseguimos empatar com o Comercial, já rebaixado no campeonato paulista. Que vergonha! Ainda bem que a TV não mostrou.

Ah, mas “a oscilação do Palmeiras tem a ver com o desgaste das 2 competições (Copa do Brasil e Paulistão). Isso está pesando…” diria depois, César Sampaio,  que em seu tempo, de tantas conquistas palestrinas, disputava várias competições simultaneamente.

“…neste momento tanto faz ficar em 3º, 4º ou 5º”, disse Felipão. Sabíamos que não era bem assim; as colocações decidiriam os confrontos e os locais onde as partidas serão disputadas. Ele diz também que “fofocas e eleições prejudicam o Palmeiras”… é o famoso “desviar a atenção e tirar da reta”. E o que fazer nesse caso, uma vez que fofocas e eleições sempre farão parte da vida do Palmeiras e de qualquer outro clube do mundo?

Há ainda os que dizem: “O Palmeiras está bem! Classificado no Paulista e foi o único time a se classificar direto à próxima fase da Copa do Brasil”. Fico pensando o que passa na cabeça de  palmeirenses que pensam o Palmeiras de maneira tão pequena. Como disse o amigo Léo Altafini,  “nesta competição Internacional, já enfrentamos o La Coruripe, na altitude de Alagoas, em duas partidas emocionantes e extremamente desgastantes e logo em seguida o El Horizonte na baixitude do Ceará, onde, apostando em um esquema extremamente ofensivo, fomos surpreendidos com um gol mas, pelo menos conseguimos uma virada histórica, eliminando a partida de volta”…

Tem também o velho mantra: “nos últimos anos tivemos os melhores técnicos e não resolveram, portanto, o problema não é técnico”. Tivéssemos pensado assim nos 16 anos de fila, estaríamos com Rubens Minelli até hoje, e não teríamos contratado aquele Vanderlei Luxemburgo novato, excelente estrategista (era na época) que tinha acabado de ganhar um Paulistão com o Bragantino, e que nos encheu de títulos depois.

Há ainda os que jogam a bola para a torcida… ‘Quando estava ganhando a torcida não reclamava’… ‘o time estava indo tão bem e, no primeiro revés, ela joga a toalha’… O primeiro revés, ao que me consta, foi a Sulamericana 2010. Foi o vexame de estarmos ganhando em casa, chamarmos o adversário pra cima e tomarmos a virada, perdendo o jogo e a classificação. E vieram outros reveses depois…  estamos agora no Paulista 2012 e a torcida já está reconhecendo o “filme”. Culpar a torcida, que reclama, mas  que na verdade, é quem carrega o Palmeiras nas costas há muito tempo, é sacanagem!

“Ah, mas têm jogadores fazendo panelinha por ciúmes do salário de outro”, “panelinha” é a desculpa a cada campeonato que vai pro saco. Ano passado era contra o técnico… Fico aqui pensando que Felipão teria que ser muito inocente, muito tonto, para ser sacaneado assim, à cada hora por um jogador diferente. Ou então, que ele deve ser um tirano que ninguém suporta… Fico pensando como é que o torcedor não consegue raciocinar que, altos salários, existem em todos os clubes, e esses clubes estão conquistando títulos por aí…

Eu sei que temos problemas de toda ordem no Palmeiras e, como um esgoto, eles vão parar dentro de campo. Temos problemas na administração (os mais sérios), com os jogadores, que parecem não saber que aqui é Palmeiras; temos problemas no DM (que leva um século para devolver os atletas em 100% de condições), temos problemas com os serviçais dos ‘ratos’, interessados em cargos e carteirinhas, disseminadores de “informações” cirurgicamente planejadas, que, a cada novo tropeço, aparecem com novos e premeditados ‘culpados’. Eu sei que Felipão tem que enfrentar problemas extra campo, tem que aguentar o babaca do Frizzo, as fofocas, o ambiente meio hostil, a ausência de jogadores importantes, mas passou da hora dele parar com esse ‘mimimi’, com essa posição de vítima, e assumir a parte que lhe cabe nesse futebolzinho xinfrim, sem padrão algum, cheio de volantes, com bizarras improvisações, com substituições que ninguém entende,  e ser cobrado por isso. Por que não?

É como assistirmos a um concerto horrososo e culparmos apenas os músicos, esquecendo do maestro. Não dá!

Nosso time, essencialmente defensivo, tomou dois gols do Guarani, no domingo passado, em menos de 10 minutos… Nosso time, cheio de volantes, QUE MARCAM MUITO MAL, tomou gol do Horizonte; hoje, tomou dois gols do Comercial, sendo que um deles, quando o adversário tinha 9 jogadores em campo. Nosso time sobrevive há dois anos do esquema de bolas paradas, que privilegia um jogador que só sabe cobrar faltas, esquema que funciona sempre que esse jogador acerta. E como sempre não é todo dia…

Nosso time, sem padrão, desorganizado, com um esquema bagunçado, onde ninguém do meio-campo marca, os zagueiros sofrem para ganhar uma de cabeça; nosso time, com atacante dando combate na linha de passe, com armador na lateral;  nosso time, que basta o adversário ir pra cima e toma gol; nosso time, que poderia tirar muito mais proveito das peças que possui; nosso  time, que não conhece mais a grandeza que tem, que não se porta mais como grande que é…

Os que falam que os jogadores não têm comprometimento, são os mesmos que há poucas semanas, diziam que a “família estava de volta”. Dizem que o elenco é uma m….! Não é verdade! Um bom número de jogadores aí foram contratados a pedido do técnico. Mas, ainda que, no geral, por culpa da diretoria, o elenco não esteja à altura das tradições do Palmeiras, e eu sei que não está, nós temos mais time que Mirassol e Guarani, não temos? Mas, diante do Palmeiras, foram esses times os mais arrumados e organizados em campo. Também temos mais time que o rebaixado Comercial…

Será que os jogadores desses times são camarões? Será que os técnicos deles ganharam mais títulos que o nosso, têm mais experiência? Se a resposta para essas duas perguntas for “não”, aí vai uma terceira: ENTÃO, COMO É QUE ELES CONSEGUEM NOS VENCER,  E O QUE É PIOR, MERECENDO A VITÓRIA (no caso de hoje, o empate)?

Sei que hoje, entre outros erros graves da arbitragem, ao anular um gol legítimo do Palmeiras, foi o bandeira quem determinou que o resultado fosse o empate. No entanto, pelo futebol que não apresentamos, por todos os nossos erros, ficamos com um sentimento de derrota e com vergonha de reclamarmos do bandeira e do juiz.

E ver o Palmeiras sucumbindo diante de qualquer timeco, é mais grave do que parece. Apequenar o Palmeiras dentro de campo, na sua postura, na sua maneira de jogar, acabando até mesmo com o respeito que os clubes pequenos costumavam ter por ele, é muito mais nocivo do que ficar sem títulos.

Sempre gostei muito do Felipão pelo que fez em outra época. Eu o respeito pelo que conquistou aqui, em sua outra passagem e, por isso mesmo, me entristeço ao admitir que ele está ultrapassado, que ele não trouxe nadinha de novo, nada de diferente ao futebol do Palmeiras. E me espanto que, diante de tantos insucessos, ele se mantenha fazendo tudo do mesmo jeito de sempre.

Eu quero ver meu time campeão de novo, e quero muito. Torcedora romântica que sou, saudosa de tempos passados, eu até imaginei que esse título viria através de Felipão… Ainda que fosse como foi em 99, um parto, um sofrimento desgraçado, na bacia das almas, com pênaltis defendidos por Marcos e com a sorte de outras cobranças terem sido desperdiçadas pelos rivais.

E, ainda que não acredite mais que isso vá se repetir, vou esperar, vou desejar, sinceramente, que nosso técnico tenha um ‘coelho na cartola’  para a próxima fase e para as que vierem (se vierem) depois dela. Que consigamos engrenar e acertar nas partidas que faltam e conquistemos o título do Paulistão, ou o da Copa do Brasil. Impossível não é! Só não é provável…

Mas não vou ficar de mal com o meu Palmeiras! Meu amor por ele aumenta ainda mais vendo-o tão maltratado… Vou continuar indo aos jogos, comemorando as vitórias, reclamando das derrotas, brigando com o mundo pelo Verdão, e vou continuar torcendo muito, por todos os que vestirem a camisa do meu time. Vou continuar acreditando, à cada partida, que o Palmeiras vai vencer! Vou morrer de felicidade se vierem títulos, vou chorar, gritar, agradecer a Deus, pagar as promessas, esquecer os desastres, as derrotas, as broncas… tudo o que faz um coração louca e incondicionalmente apaixonado. Mas, hoje, me desculpem, estou muito triste e envergonhada por ver o Palmeiras jogando como time pequeno, com esse esquema de “salve-se quem puder e que venham as faltas”. Me dói o coração ver o meu time com essa postura. Fica faltando o “Imponente” do hino…

Ele deixou Ronaldo 100% para a Copa de 2002, quando o mundo inteiro achava que seria impossível…

Ele recuperou o Santo, em 2008, depois de Marcos já ter estado parado durante um ano, em virtudes de suas lesões…

Ele recuperou Elder Granja para ser campeão no Verdão…

Na sua passagem pelo Palmeiras, como profissional da área médica, tivemos apenas uma lesão entre os atletas, a de Léo Lima.

Em sua passagem pelo Palmeiras, atletas que atuavam em outros países (Roberto Carlos, Emerson, Denílson – que depois foi contratado pelo clube) vieram se tratar no Verdão…

Hoje, nosso DM vive cheio de gente. São lesões atrás de lesões e uma demora exagerada na recuperação dos atletas. Nunca tivemos tantos atletas afastados do time e dos jogos, por tanto tempo. Prejuízo nos bolsos e no futebol que o Palmeiras leva a campo.

E agora, Wesley, o nosso mais caro investimento também foi pra lá, com um sério problema de joelho. E ele precisa voltar logo, precisa voltar 100%. Valdivia precisa estar 100%. Thiago Heleno precisa voltar 100%. Precisamos deles jogando!

Precisamos nos livrar desse problema de não recuperarmos os atletas em tempo hábil e com eficiência, problema que se repete há décadas no Palmeiras. problema que só em 2008 deixamos de ter..

Tirone, acho que está na hora de você buscar reforços… Acho que está na hora de você juntar ao nosso bom grupo de profissionais da área médica, aquele craque que vai fazer a diferença…

Queremos elenco forte, com todos os jogadores prontos para a batalha. E sabemos que você também quer. A contratação de Wesley nos mostrou isso.

Faz um gol de placa, presidente. VÁ BUSCAR O NILTON PETRONE, O FILÉ!!!

Precisamos dele pra ontem!

E para os que possam criticar uma contratação assim, pelos valores que, imagino, possam estar envolvidos, vale lembrar que o prejuízo com atletas, fora de combate, e no Departamento Médico, pesam muito mais no orçamento do clube. Ficarmos sem chances de brigar por títulos, trazem outros e diferentes prejuízos. Contratar um profissional como o Nilton Petrone é, na verdade, uma atitude inteligente, e um seguro para investimentos bem feitos.

A BOLA TÁ COM VOCÊ, PRESIDENTE! É SÓ CHUTAR PRO GOL!

 

É Páscoa!! É tempo de renascer…

O espírito mais evoluído e iluminado que pisou neste planeta, nos ensinou que é possível nascer outra vez… Jesus nos ensinou que o Amor nunca morre, nos ensinou a renascer no amor…

E, durante as nossas vidas, quantas vezes nos esquecemos disso… quantas vezes deixamos de tentar, deixamos de ter esperança, de acreditar que podemos…

Não importa o dia ou o mês do ano que você se encontre, a Páscoa é muito mais que uma data a se celebrar, é um momento de reflexão, de agradecer, de abrir os braços, de perdoar, inclusive a si mesmo, e recomeçar…

A Páscoa é um tempo de passagem para a renovação… Há mais de dois mil anos, o sofrimento e as lágrimas foram vencidos pela fé e pelo perdão; a escuridão foi vencida pela luz; a morte foi vencida pela vida.

Hoje, cada um de nós tem a sua própria escuridão, os seus sofrimentos e lágrimas, mas tem também a força, que, muitos, imaginam não saber de onde vem, e que nos impulsiona a cada dia; tem a fé a aquecer o seu coração; tem a sabedoria, adquirida em milhares de anos de evolução, como farol a lhe guiar. Sim, nós também podemos renascer, agora. Um coração cheio de entusiasmo, é um coração que renasce a cada dia…

Pois então, vamos nascer de novo e, como a criança que chega ao mundo, trazermos o nossos corações vazios do ódio, da inveja, do orgulho, do preconceito, da indiferença… vamos trazê-los cheios de vontade de aprender, cheios do desejo de dar e receber amor… Nós podemos, pelo menos, tentar.  Podemos nos lembrar das pessoas que nos são importantes, e cuidar delas com todo o amor que elas merecem; podemos tentar a difícil tarefa, de conviver em paz com aquelas pessoas que não nos são importantes, que não são nem mesmo muito queridas, mas que estão em nosso caminho porque fazem parte do nosso aprendizado, assim como fazemos parte do aprendizado delas… Foi isso que Jesus veio nos ensinar. Esse é o sentido da Páscoa!

E na nossa Páscoa, tem Palmeiras!  Ele vai a campo hoje! Nossa alegria e esperança se renovam! Vamos renascer também como torcedores!! E cuidar do nosso time com muito amor. Se não estivermos ao seu lado, ao lado dos que estão vestindo a nossa camisa (seja do lado de fora ou de dentro do campo), torcendo por eles, dando a eles o nosso apoio, a nossa força, se não estivermos empurrando o time (isso é mais do que ir a aos jogos e cantar) o ajudando a caminhar nas horas mais difíceis, nas horas em pensamos até em desistir;  se não formos além do que achamos certo ou errado, quem, além de nós, o fará? Os nossos adversários? A imprensa? Por certo que não…

Criticar, cobrar, querer novas conquistas, faz parte dos cuidados que dispensamos ao nosso Palestra, tão amado, mas sejamos menos juízes e mais torcedores. Apenas isso, apaixonados torcedores.

Vamos celebrar que Jesus está vivo! Vamos celebrar que o amor nunca morre! Vamos agradecer a vida e à vida… Vamos ser merecedores da benção de sermos palmeirenses…

FELIZ PÁSCOA A TODOS OS PALESTRINOS (aos não palestrinos também)! QUE DEUS OS ABENÇOE E ÀS SUAS FAMÍLIAS!

E QUE O PALMEIRAS, E OS NOSSOS “COELHINHOS”, FAÇAM COM QUE A NOSSA PÁSCOA SEJA VERDE, COM SABOR DE CHOCOLATE…

 

Na quarta feira, o Palmeiras foi ao Ceará enfrentar o Horizonte, pela Copa do Brasil. Venceu a partida por 3 x 1 e eliminou a partida de volta. Maravilha! Pelo resultado… e pelos parmeras todos de lá, que ficaram tão felizes de poder ver o time.

Eu poderia escrever sobre a dificuldade que tivemos em marcar o nosso primeiro  gol…

Poderia falar que não achei nada legal ver o Palmeiras entrar em campo com Barcos, sozinho no ataque, e um monte de gente lá no meio (4 volantes!).

Poderia reclamar do esquema de Felipão, que prejudicou o Pirata um bocado,  e ele tinha que ir até o meio campo buscar jogo…

Ah, eu poderia ficar muito brava porque foi o Horizonte quem abriu o placar, aos 17′ do primeiro tempo, num erro de Leandro Amaro…

Talvez eu pudesse perguntar porque cargas d’água a gente contrata jogador, para depois ficar inventando posição pra ele, como Felipão faz com Wesley, fazendo-o jogar na esquerda…

Também poderia criticar uma certa substituição… Wesley saiu para entrar Maikon Leite, e todo mundo imaginou que Barcos estava salvo, mas, cinco minutos depois, Felipão sacou Barcos e colocou Ricardo Bueno. Coitado do Pirata… Só na cabeça de Felipão, Barcos pode dar lugar a quem, há tantos jogos, tem sido tão inútil!

Apesar de que essas coisas não podem deixar de ser ditas, mesmo com a vitória alcançada, eu escolho esquecer que não fizemos um bom jogo… Escolho recordar que na “linha do Horizonte” apareceu um Palmeiras! Afinal, fomos buscar a classificação e voltamos com ela! Prefiro me lembrar só do que aconteceu de bom. Vou me lembrar dos dois gols de Leandro Amaro que, se redimindo do erro do primeiro tempo, aproveitou duas bolas que Assunção levantou na área, aos 34′ do primeiro tempo e aos 22′ da segunda etapa, empatando e virando a partida.

Quero me lembrar muito do golaço de Maikon Leite, que veio depois, aos 27′, numa jogada de contra ataque em que ele recebeu na entrada da área, tabelou com Ricardo Bueno (o poste) e bateu lindamente, sem chances pro goleiro, liquidando a fatura e mandando o Palmeiras à outra fase, sem o jogo de volta.

E vou me lembrar pra sempre, da alegria dos irmãos palestrinos, lá de longe, que têm tão poucas chances para ver o time do coração jogar, que têm tão poucas chances de estar mais pertinho dos seus ídolos… Às vezes, a gente aqui no Sudeste, imagina que o time vai estar sozinho, quando vai jogar fora de seus domínios. Mas que engano! Os palestrinos do mundo inteiro nunca deixam o Palmeiras sozinho! Eu faço questão de me lembrar do quanto os amigos do Nordeste torceram, cantaram, do quanto eles comemoraram os gols e a classificação.

E muitos deles nem puderam dormir direito à noite (sei bem o que falo), só porque o Palmeiras ia jogar lá. E muitos deles viajaram horas, vindo de outros estados, para encontrar o time amado, para ver o, agora embaixador palestrino, Marcos, o nosso Santo, que foi com o time e iria se encontrar com alguns torcedores, felizardos ganhadores de uma promoção promovida pelo Palmeiras.

Fiquei tão contente por eles… Fiquei tão feliz pelo Jean, meu amigo palestrino, que estava tão nervoso antes do jogo, tão ansioso, querendo ver o Palmeiras jogar, sonhando com a hora de encontrar Marcos… Me senti tão orgulhosa de ver os irmãos de sangue esmeralda, lá do Nordeste, tão parceiros, fazendo protesto e pedindo mais jogos do Palmeiras na TV…

E, para terminar, deixo aqui o relato do Jean…

“Talvez, daqui alguns anos, muitos irão esquecer desse jogo, mas, para mim, será inesquecível; um jogo que entrou na história pelo fato de o time ter trazido um Santo com ele. Não foi a primeira vez que vi o São Marcos de perto, mas foi a primeira vez que pude falar (mesmo nervoso e gaguejando) e bater uma foto com ele. São Marcos é ainda mais simpático pessoalmente e fazia questão de bater as fotos e atender a todos que estavam ali.

Mas, falando do jogo, Dia de Palmeiras é sempre um dia especial!! Só que dessa vez, me gerou mais ansiedade e adrenalina! Isso pelo fato de eu pensar: “O PALMEIRAS VAI JOGAR AQUI”!!! E juro que em todo jogo que vou é assim, as horas vão chegando, o jogo vai começar e eu ainda sem acreditar que estava no estádio, que ia ver o Palmeiras de perto mais uma vez, e realmente a “ficha” só caiu quando os jogadores entraram em campo para o aquecimento.

Nesse jogo contra o Horizonte, a torcida do Nordeste mostrou mais uma vez a grande força que tem. Sim, falo do Nordeste porque, no estádio, estavam torcedores que viajaram dos estados do Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte e de muitas cidades vizinhas. Viagens sacrificantes, por serem no meio de semana, mas que valem muito, pelo fato de ser uma chance de ver o Palmeiras de perto. Um amor que une pessoas de diferentes partes do Brasil.

Fizemos por onde honrar o time, cantando, gritando, empurrando, e saímos orgulhosos do time que obteve a classificação e de nossa torcida que faz o Palmeiras jogar em casa, em qualquer parte do Nordeste.

E por fim quero em nome de todos fazer um desabafo, podemos não ter o privilégio de sempre ter jogo do Palmeiras aqui, mas somos torcedores, amamos o Palmeiras e merecemos mais respeito da imprensa esportiva, por isso levamos esse desabafo ao estádio em forma de faixa. Não queremos muito, apenas queremos ver nosso time na TV aberta. O pouco que temos, eles querem nos tirar.

Obrigado a Tânia Clorofila pelo espaço. E um abraço a todos os Palmeirenses do Brasil, que também estão esperando uma oportunidade de demonstrar o seu amor em um estádio.”  – Jean Bruno Terto Montenegro

Obrigada pela colaboração, Jean! Receba o meu abraço também, e mande muitos outros aos amigos palestrinos do Nordeste.

E, não importa onde, SE O PALMEIRAS VAI JOGAR, NÓS VAMOS!!!