Per amore hai mai speso tutto quanto la ragione
I tuo orgoglio fino al pianto
Io sai stasera a resto non ho nessun pretesto
Soltanto una mania che è ancora forte e mia
Dentro quest’anima che strappi via
–  (Mariella Nava)

Depois de, “coincidentemente”, ter ficado doente na quarta-feira à noite e ter me restabelecido somente hoje, eis que me atrevo a falar do jogo do Palmeiras contra o Vitória…

Passei a noite de quarta para quinta-feira, me perguntando (até mesmo durante o sono): Quando é que esse time vai começar a jogar? Caramba, cada hora é um diagnóstico para a  “doença” da falta de futebol que o Palmeiras apresenta. A gente muda tudo e nada muda! Já basta de desculpas, Palmeiras! Uma hora é salário atrasado (que a diretoria desmente e diz que são apenas os direitos de imagem. Se direito de imagem faz parte dos ganhos mensais dos atletas, é salário também), outra hora é o juiz (que nos mete a mão, mesmo, mas nem sempre é o responsável) e agora é a falta de vontade da maioria, segundo Felipão… É mais do mesmo… outra vez… É mais do mesmo Palmeiras, dividido na busca de poder entranhada em suas paredes, na briga eterna dos sócios do clube (muitos, nem mesmo palmeirenses) com o futebol que fez o Palmeiras o Campeão do Século…

Eu concordo que não temos um elenco à altura do Palmeiras, mas também não temos um time tão diferente dos demais. Tem muita gente capaz jogando no Verdão, que parece não ter se dado conta disso ainda. Só que Felipão está inventando demais pro meu gosto. Contratamos o Vítor, pela boa performance nas duas últimas edições do campeonato brasileiro, e ele fica no banco. ALGUÉM AQUI ACHA QUE, MÁRCIO ARAÚJO, IMPROVISADO NA POSIÇÃO, É MELHOR QUE O VÍTOR (acho que ele ainda não “vingou”,  por jamais ter sido escalado do jeito certo. Melhor consultar o Hélio dos Anjos para ele dar umas dicas de como o Vítor jogava no Goiás…)?? Gabriel Silva, não vinha muito bem, MAS SERÁ QUE ALGUÉM AQUI ACHA QUE O RIVALDO ESTÁ BEM? QUE MERECE ESTAR NO TIME? Se não querem escalar Gabriel, que seja escalado o Fabrício, que mesmo sendo zagueiro, joga muito melhor que Rivaldo, lá na esquerda. Gostaria que Felipão nos dissesse o que justifica a escalação e permanência de Rivaldo no time. Ele não joga bem, erra demais, atrapalha muitas jogadas, irrita a torcida e até os companheiros de equipe, por não passar a bola, e o nosso técnico não o tira do time nem a pau! Eu não consigo encontrar um motivo prá isso. VOU RECLAMAR NO “PORCON”!

Valdivia no banco então, é sem comentários… Tá certo que ele não aguenta jogar 90 minutos, mas Luan e Rivaldo aguentam uns 45, pelo menos? Ficar em campo, sem fazer nada, eu também fico! Kleber, de centroavante (sozinho), é uma #putafaltadesacanagem com o jogador! Ele é raçudo, se esforça, apanha, mas não consegue produzir. Então, vejamos… Nas laterais a produção cai, no ataque, tem só o Kleber  sem um ‘puto’ de um companheiro; Valdivia (que vem sendo desperdiçado, jogando no ataque) no banco; e ficamos dependendo apenas de Assunção… Aí fica fácil o adversário ficar “batendo na nossa porta” à toda hora, né?  É trabalho demais para a zaga dar conta. Não é a toa que qualquer timeco perde o respeito e vem prá cima, como fez o Vitória lá na Bahia, e como vimos até o Atlético/GO fazer, em terras paulistanas…

Não, eu não quero outro técnico, se é isso que você está pensando!  Isso nem me passa pela cabeça. É claro que sei que Felipone vai acabar acertando o time, mas ele precisa parar de errar. E, para isso, precisa admitir que erra também. Jogar a culpa só nos seus comandados não combina com o que estamos vendo… Escalar o time com 3 zagueiros e 5 volantes é o fim da picada, Felipão!

O Verdão se apresentou muito mal lá na Bahia. Não jogamos nada! No começo do jogo o Palmeiras investia em jogadas de velocidade pela esquerda, mas errava passes demais. Errando passes, as jogadas não saem, e o adversário vem prá cima, né? Pois tomamos um gol já aos 9 minutos. E o Palmeiras sentiu o golpe. Sem criação no meio campo, com erros de posicionamento, nosso time não conseguia fazer uma jogada sequer que o levasse com real perigo ao gol do Vitória. Um castigo para o torcedor palestrino ver o time se apresentar tão mal, ver Valdivia (ainda que  machucado e sem totais condições), Tinga e Fabrício no banco… Um sofrimento ver Rivaldo e Luan em campo… Uma tristeza ver Kleber sozinho no ataque. Levamos perigo ao gol de Viáfara aos 37′, com um chute de Rivaldo (a única coisa que ele fez na partida) que o goleiro baiano teve que se esticar para defender.

Na segunda etapa, o Palmeiras voltou com Valdivia e Tadeu, nos lugares de Luan e Pierre. O time já mudou de postura e se mostrou bem mais ofensivo. Mas  aos 12′, numa falha de comunicação, Maurício Ramos recuou uma bola para Deola (achei que o zagueiro estava certo), eles se atrapalharam  e a bola sobrou para Elkeson, sem goleiro, chutar  na trave. Graças a Deus que ele errou!!! Um gol naquele momento, teria nos complicado ainda mais a vida. O Palmeiras buscava, só que o Vitória embalado com a vantagem no placar, continuava criando. Aos 24′, Deola espalmou uma bola de Ramon. Mas, aos 26′, Edinho chutou forte e Viáfara largou. Tadeu, oportunista, apareceu e só desviou do goleiro. GOOOOOOL DO PALMEIRAS!! Uffa! Felipão colocou Vítor no time, mas nem Palmeiras (que pena) e nem Vitória (grazie Dio) conseguiram mudar os números do placar. E o jogo terminou empatado… E o Palmeiras ficou na 12ª posição na tabela, com 5 Vitórias, 10 Empates e 5 Derrotas; 22 gols marcados e 23 sofridos; saldo de menos 1 gol!!! E isso porque temos jogado numa retranca do cazzo!

Agora vamos enfrentar o Vasco, amanhã (12/09), no Pacaembu. À exceção de Valdivia, que continua no banco, e que eu queria ver armando o time, desde o início, Felipão vai promover algumas alterações que muitos torcedores queriam. Fabrício, Gabriel Silva, Tinga e Tadeu, vão sair jogando.  De qualquer forma, prefiro essa equipe que iniciará a partida amanhã (ainda que Rivaldo tenha sido escalado), do que aquele absurdo que vimos entrar em campo na Bahia.

Claro que eu vou lá torcer pelo meu time, o amor que sinto por ele não permite fazer nada diferente disso, mas não faço a mínima ideia de qual Palmeiras irá se apresentar. Se aquele do primeiro tempo contra o Cruzeiro, ou o da segunda etapa;  quem sabe seja aquele Palmeiras heróico, do jogo contra o Vitória, pela Sulamericana;  tomara não seja o que vi jogar diante do Atlético de Goiás, e que me fez passar vergonha no aniversário do Verdão…  Talvez seja o Palmeiras que me faz chorar de alegria ou então aquele que me dilacera o peito… Não há como ter certeza de qual Palmeiras entrará em campo… A nós só cabe torcer…

Incertezas e decepções à parte, a única coisa que sei é que não quero mais ficar desejando que volte o tempo da Parmalat, o tempo da Academia, do Dream-Team… nada disso! Chega! Estou cansada de suspirar pelo que passou!  EU QUERO NOVAS HISTÓRIAS, NOVAS  ALEGRIAS E CONQUISTAS, MAIORES E MELHORES! Nós merecemos e o Palmeiras também!!

E cá entre nós, amigo. QUANDO É QUE VAMOS COLOCAR MAIS DE 30 MIL TORCEDORES NO PACAEMBU???? Vamos encher o estádio, porra! Nossos ídolos estão aí, nosso técnico preferido também, e se  no momento atual, eles precisam de ajuda, a gente carrega o time nas costas!

VAAAI, PALMEIRAS! PELO AMOR DE DEUS!!!

Eu já vi o Palmeiras de tudo quanto é jeito. Em boa fase, em má fase, Dream Team,  time nota 5, Academia, mas ‘BIPOLAR’, e ‘COM SÍNDROME DO PÂNICO’, é a primeira vez! Tá doido! Na última partida, jogando muito melhor que o Cruzeiro (que nem tava jogando nada), vencendo por 2 x 0, EM CASA, com pinta de goleada, o time apaga, entrega o jogo e permite a virada? Vai se ferrar, Palmeiras!! Podemos não ter um banco maravilhoso, mas temos time, técnico e torcida para muito mais do que isso!! Éramos 21 mil pessoas no Pacaembu, apoiando a equipe, num dia com frio demais e Palmeiras de menos… Que decepção!

Eu achando que o Palmeiras precisava apenas contratar um encanador para cuidar dos “vazamentos” que têm por lá (vaza tudo e por todos os lados, vide caso Lincoln), mas agora estou vendo que falta também um eletricista! Tem fio solto ou desencapado ali, porque o time liga e desliga com uma facilidade assombrante. Não conseguimos vencer duas partidas consecutivas ao longo das 19 rodadas do campeonato brasileiro. Parece que dá um curto circuito… Nos últimos dois jogos, em casa, levamos SEIS gols !?! É muita coisa! Contra o Atlético/GO, com dois zagueiros, levamos três gols; contra o Cruzeiro, com 3 zagueiros e “trocentos” volantes, levamos mais três. Ganhávamos de 2 x 0, e tomamos a virada por falhas em nosso sistema defensivo. SERÁ QUE VAMOS TER QUE JOGAR COM SEIS ZAGUEIROS PARA CONSEGUIR EMPATAR?? É bom Felipão pensar nisso para a partida de hoje, diante do Vitória… Estamos sofrendo “apagões”. Já não basta o tanto que os juízes nos atrapalham? O terceiro gol dos mineiros estava impedido, mas como vamos reclamar disso, se o nosso time que, na primeira etapa parecia que ia golear, sumiu em campo no segundo tempo? Já vi esse filme de jogarmos retrancados em casa, e o adversário colocar seu time mais ofensivo. Já vi e não gostei…

Outra coisa que me aborrece bastante é o fato de Valdivia ser escalado como atacante (Luxemburgo também fez essa burrada por um tempo e não deu certo). Nosso time penou, desde que o Mago foi vendido, por sentir a falta de um meia. Belluzzo fez o que pode para trazê-lo de volta, os Eternos Palestrinos ajudaram a comprar, e todos respiramos aliviados porque a posição em que estávamos mais carentes, finalmente tinha um especialista.  E AGORA FELIPÃO CISMA EM COLOCÁ-LO DE ATACANTE? E não querem que ele se aborreça? Com exceção de Marcos Assunção, tínhamos volantes armando o jogo com “bolas quadradas” para o ataque.  Valdivia tem que jogar mais atrás e Kleber precisa de um atacante ao seu lado, já que ele também não é centroavante!

Ah, e não entendo também porque jogamos com volantes improvisados como laterais. Se é para não nenhum dos dois jogue nada, que joguem nada os laterais de ofício. Contratamos o Vítor, pelo belíssimo campeonato brasileiro que ele fez em 2009, e agora quem joga na lateral é Márcio Araújo, que não é da posição e não sabe jogar nela; Rivaldo, é a mesma coisa, pela esquerda. O filho da mãe não passa uma bola (até o Fabrício se sai melhor que ele). Kleber, Valdivia e a torcida, perderam a paciência com Rivaldo na última partida.

Mas agora vai começar o segundo turno, e esperamos que Felipão seja o “eletricista” que vai achar esse maldito ‘fio solto’, colocá-lo no lugar certo, fazer com que o time se acerte de vez e deixe de ser tão inconstante.  Tomara nosso comandante chegue à conclusão que Tinga não pode ser banco; que Vítor é lateral, de verdade, e tem que ter tantas oportunidades quantas tem o Rivaldo e o Luan, por exemplo; que Valdivia é precioso para o time, jogando na meia; que Kleber precisa de um atacante ao seu lado… e que o prazo de validade para o torcedor passar vergonha, já expirou! Não podemos mais colocar a culpa no Muricy…

Vai, Palmeiras! Quando você era líder, ano passado, todo mundo dizia que  o segundo turno, era que determinava o time campeão. Ao final,  vimos que era a mais pura verdade. Então, por que não fazemos valer essa “regra” agora? Depois de um começo ruim, VAMOS BUSCAR O TÍTULO NO SEGUNDO TURNO! SIM, NÓS PODEMOS!! Booora Felipão, acerta o meu Verdão aí e pede um “9” pro Belluzzo!!

BOOOA SORTE, PALMEIRAS!! SIAMO NOI, SEMPRE!!


“Não quero nem saber se tem luz no fim do túnel. Quando entro nele, já acendo a minha.” (Edson Marques)

Era noite de clássico na despedida do Maracanã, que será reformado (pela “1000ª vez”) para a Copa. O Palmeiras foi ao RJ enfrentar o Fluminense, líder do campeonato brasileiro. Felipão escalou o time com Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Fabrício; Márcio Araújo, Pierre, Edinho, Marcos Assunção, Rivaldo; Valdívia e Kleber. (Um falso 3-5-2, uma vez que Fabrício atua muito mais como um lateral).

A gente dando graças a Deus por não ser o Simon (aquele que nos assaltou, ano passado, diante do mesmo Fluminense) quem iria apitar e não é que SIMON 2 – A MISSÃO apareceu? É, meu amigo, o Sr. Márcio Chagas da Silva, além de ser irritantemente “caseiro” (é esse o termo para quem apita favorecendo apenas ao time da casa, mas pra mim juiz caseiro = juiz ladrão) e deixar de marcar faltas a nosso favor, permitir que a barreira do Flu, estivesse sempre mais à frente, (aquelas coisinhas todas que vão minando uma partida para determinado time) resolveu dar uma “simonada” e acabou fazendo o resultado do jogo ao anular um gol legítimo de Kleber. Cadê a nossa diretoria para mudar isso? Deixar que só Felipão se exponha, se desgaste, reclamando, não dá!!

No começo de primeiro tempo o Palmeiras já fazia boas jogadas com Valdivia e Kleber, chegando com perigo na área tricolor, mas finalizando com alguma deficiência. Aos 13′, o Verdão deu um susto no Fluminense.  Marcos Assunção avançou pela direita e cruzou na cabeça de Rivaldo; Fernando Henrique teve que fazer uma grande defesa para evitar o gol; na sequência, Valdivia chutou por cima. Aos 15′, num bate-rebate dentro da área e vacilada da zaga palestrina, a bola foi parar nos pés de Washington, livre, mas ele foi travado em tempo,na sobra, Emerson mandou para o gol. E lá estávamos nós atrás no placar…

As botinadas em Kleber (que tá jogando muito bem) eram inúmeras; Valdivia (que ainda não está 100%) apanhava ainda mais. E para a impren$inha, é o Felipão quem manda bater. Muricy, não! Imagina! ELE MANDA FAZER RODÍZIO DE PORRADA!! Palavras de Felipão após o jogo: “… houve um rodízio que foi permitido. Primeiro bate o jogador A, depois o B, o C, aí quando chega no X para e começa de novo e nenhum jogador deles é punido, só os nossos.” Não é a primeira vez que isso acontece, né meu amigo? E COM AS BENÇÃOS DOS JUÍZES!! ABSURDO! E segundo alguns “profissionais”  da ESPN, Valdivia e Kleber se jogam, são “cai-cai”. ACHAM QUE ELES TÊM QUE TOMAR BOTINADA E FICAR EM PÉ!! E cair para se livrar de uma falta mais violenta, nem pensar! Imprensa leviana,  que nem sabe disfarçar quanto tenta macular a reputação de alguns jogadores, querendo criar rótulos e  jogar a opinião pública e seus torcedores contra eles!! Aqui, não! O Mago e o Gladiador são sangue verde!!

Mas o fato é que o Palmeiras perdia a partida, jogando mais que o “bicho-papão” (!?!) do campeonato, que jogava com o juiz “caseiro” e tinha a sorte de o Verdão errar alguns passes na entrada da área. Nas vezes em que o Fluminense chegou, Marcos estava lá, seguro, intransponível! Eu que temi que o Palmeiras fosse se deixar abater ao tomar o gol, fiquei muito feliz ao ver como o meu time lutava em campo para mudar o placar. Há quanto tempo eu esperava ver esse comprometimento.

É O PALMEIRAS FELIPÔNICO!! Pressionando o adversário (chato e complicado) o tempo todo! Ainda que, até agora, não tenhamos encontrado nosso padrão de jogo, a cada partida percebemos que o time vai ganhando uma outra cara, vai melhorando em alguns aspectos. Acho que essa nova “mentalidade” de brigar e lutar até o último minuto, é o ganho mais significativo. Tudo bem que eu não concordo com o Rivaldo no time (não sei o que Felipão e meu pai veem nele. rsrs), não concordo com apenas um atacante, e também não acho que seja mais proveitoso Valdivia jogar mais à frente, mas Felipão (que precisa de mais jogadores no elenco) tá nos curando da nossa maior doença: a apatia e falta de confiança. Falta muito, eu sei, mas estamos na trilha.

E foi lutando, muito, que conseguimos empatar a partida, aos 32′, com Kleber; mas o juiz marcou impedimento. E ERROU! Quem tocou a bola que sobrou para o Gladiador, foi o zagueiro do Fluminense, portanto, o gol foi legal. O bandeira pode até ser que não tenha visto, mas o filho-da-mãe do juiz, muito próximo da jogada, não validou porque não quis. Mais uma vez, diante do Fluminense, vimos um gol legítimo do Palmeiras ser anulado pela arbitragem. Diante de um adversário, tranquilo, que lidera o campeonato, e que trabalha muito bem a bola, ter um gol legítimo anulado, torna tudo mais difícil…

Veio a segunda etapa e o Palmeiras tomou conta do jogo. Era ataque por todos os lados, mas o gol não saía. Scolari, que já tinha voltado com Tinga, em lugar de Pierre  sacou Fabrício (não gostei) e colocou Luan (não gostei x 2). Rivaldo continuava lá… O Palmeiras pressionava, ia pra cima e nada de gol; a bola não queria entrar. Aos 27′, Valdivia, cansado (que pena), deu lugar a Ewerthon. E o atacante quase fez, aos 34′; bateu rasteiro, de fora da área, e ela passou tirando tinta… Eu sabia que íamos marcar… Não era possível, que tanta entrega, tanta superação (tem que jogar assim sempre), fosse dar em nada… Com exceção de alguns poucos momentos, o Palmeiras, na base da raça, era  mais time que o Fluminense, encontrava mais chances para avançar e tinha mais chances de gol.

A partida acabando… Eu não conseguia tirar os olhos do marcador de tempo, na tela da TV. Aos 45′, Leandro Euzébio que já tinha provocado Kleber várias vezes, querendo tirá-lo do jogo, repetiu o feito, se deu mal e acabou expulso. Meu San Genaro, o relógio correndo e nada do gol sair! Que medo de o juiz apitar o final da partida. Seria uma injustiça tremenda com o Palmeiras que esteve melhor em campo. Mas quem é parmera sabe, não se pode jogar a toalha nunca!!

48’… o jogo já nos descontos… o torcedor roendo a unha, aflito… Edinho é lançado na área e ajeita de cabeça para Ewerthon. Ele domina sozinho e empurra para o fundo do gol, e aquilo que tanto desejamos, que parecia tão difícil, nunca foi tão fácil!!! GOOOLLL DO PALMEIRAS!!! PQP!! Um empate com sabor de vitória, e um prêmio a tanto empenho e tanta raça! MEU VERDÃO RAÇUDO, ‘FELIPÔNICO’ ESTÁ VOLTANDO!!

E talvez tenha sido essa raça, esse amor ao time, a alegria e última lembrança que o Sr. José Panzarine, roupeiro do Palmeiras, há 29 anos, tenha levado para o “andar de cima”. No dia de hoje,  o “Seo Panza”, como era chamado, nos deixou… Obrigada, “Seo” Panza, por cuidar tão bem dos nossos craques.

Estamos todos tristes, mas tomara você continue cuidando dos nossos meninos, de onde quer que esteja…

Eu quis me poupar de escrever sobre o jogo diante do Atlético/Go e ao leitor de ter que ler sobre algo tão desagradável, mas agora, ao escrever sobre a partida diante do Galo, percebo que não dá para fazer de conta que aquela partida não aconteceu…

Era dia de festa no coração do palestrino; 96 anos de vida do nosso amado Palmeiras. Só esqueceram de avisar à maioria dos jogadores. Diante de um adversário fraco, na zona de rebaixamento, o Palmeiras conseguiu a proeza de ser mais fraco ainda. Sem Kleber e Marcos Assunção; com atuações fraquíssimas de Luan, Rivaldo, Patrick (que entrou no segundo tempo) e Tadeu,o Palmeiras nada pode fazer. Tinga e Valdivia (ainda sem ritmo) bem que tentaram; o Mago deu bons passes, um deles perfeito, que  Rivaldo (muuuito genérico) tratou de desperdiçar.

Nas arquibancadas o torcedor não acreditava ao ver os gols do Atlético serem marcados. O primeiro, de pênalti (achei que não foi); o segundo, num vacilo da zaga, e o terceiro (aos 37 do segundo tempo), para matar o jogo de vez, depois de uma troca de passes que, de novo, a defesa verde não soube evitar. E todos do mesmo jogador: Elias. Por pura deficiência do Palmeiras, a Atlético conseguiu dar um banho de bola e jogar água nas velinhas do bolo palmeirense. E o Verdão, inerte, apático, não esboçava reação alguma… Prá você ter uma ideia, o que de melhor aconteceu na partida, foi o Palmeiras mandar o fair play às favas e, por duas vezes, não devolver a posse de bola aos goianos. que caíam de “maduros”, próximos à linha lateral (o árbitro Evandro Rogério Roman permitia que, a vinte centímetros da linha, o jogador fosse atendido dentro de campo) e aí um companheiro vinha e chutava a bola pará fora, esperando que o Palmeiras a devolvesse em sinal de fair-play. FAIR-PLAY É A PQP!!!

E assim foi a nossa noite aniversário… E, nos perguntando onde estava aquele time valente que tínhamos visto enfrentar o Vitória, fomos dormir decepcionados, tristes e aborrecidos com a pior partida do Palmeiras no ano e aquele indigesto  resultado de 3 x 0…

Mas como sempre nasce o dia depois de uma noite escura, chegou o domingo e lá foi o Palmeiras enfrentar mais um Atlético; dessa vez, era o de Minas. E esse “bolo” tinha umas cerejas a mais… Luxemburgo e Diego Souza! Desafetos da torcida verde. Uma vitória teria um sabor especial para o torcedor palestrino.

O Galo, lutando contra o rebaixamento, e o Palmeiras, de verde-limão, querendo “esquecer” a péssima atuação da rodada anterior, entraram com esquemas bem distintos. Luxemburgo veio num 4-4-2 ofensivo, e Felipão, tendo a volta do Gladiador, de Marcos Assunção e de Pierre, colocou o time no 3-6-1, com cinco volantes de origem no meio de campo, numa clara demonstração de que o mais importante seria não tomar gols. A partida teve início e já nos primeiros minutos, Valdivia voltava a viver a mesma situação de sua passagem anterior, era caçado em campo, com as bençãos do juiz!! Os comentaristas (principalmente os do PFC), na mesma estupidez de sempre, diziam que ele… caía!! CAÍA, PORQUE ERA DERRUBADO!! O juiz não expulsou Rever (Mendez também), antes dos primeiros 10 minutos, porque não quis! Na falta desleal em cima do Mago, Marcelo de Lima Henrique, preferiu dar amarelo e ‘esquecer’ de dar o segundo, a cada falta cometida no restante da partida. Felipão, que anda sendo perseguido pelas arbitragens, nem podia reclamar com o rigor necessário.

Com 3 zagueiros, o Verdão (que já tinha levado uma bola na trave) fazia uma partida bem melhor, mas perdíamos muitos gols. Aos 24′, passe lindo do Mago para Kleber; ele invadiu a área, driblou Fábio Costa, mas tocou fraco pro gol, dando tempo para o zagueiro Rever salvar em cima da linha. Faltou pouco!! Aos 32′, numa jogada rápida de contra-ataque, Valdivia preparou o chute para o gol, mas foi desarmardo.  Aos 35′, Valdivia lançou Kleber na área, mas ele perdeu o ângulo,
e tocou no meio; Assunção chegou batendo, mas mandou prá fora! A dupla Kleber e Mago mostrando que vai dar trabalho…  Aos 42′, perdemos o gol mais “feito”, até então. Marcos Assunção (fazendo grande partida) cobrou escanteio com efeito; a bola sobrou para Fabrício, sem defesa e sem goleiro, fazer o mais difícil e mandar prá fora. Não se pode perder gols assim! Apesar de não jogar um futebol “daqueles”, o Palmeiras tinha um bom desempenho e, à essa altura da partida, Valdivia  sofria a sua 8.976.354.675ª falta. O Galo fazia rodízio em cima do Mago! Na TV deu para escutar LuxPoker gritando a um jogador seu: “Você pega o Valdivia!”

No segundo tempo, o Galo voltou com Serginho no lugar de Mendez. E foi ele que, aos 7′, enfiou a bola para Neto Berola tocar na saída de Marcos. Por essa, a gente não esperava… E nem com os momentos de instabilidade que o Palmeiras apresentou, após o gol sofrido. Quase tomamos o segundo, que susto! Prá piorar, o Mago sentiu a coxa. Felipão então fez duas substituições, Luan e
Tinga, nos lugares de Fabrício e Valdivia. Ai meu San Genaro, tava na hora das coisas começarem a dar certo para o Verdao.  Tínhamos que empatar e virar, pô!!

Aos 22′, Kleber dominou e tocou para Luan chutar forte, cruzado. Fábio Costa largou e Marcos Assunção, rápido, apareceu no rebote… GOOOOOOL DO PALMEIRAS!! Uffa! Que alívio! Estávamos vivos no jogo! Tínhamos que buscar a virada! Aos 27′, por pouco ela não veio no chute forte de Kleber, após belo lançamento de Marcos Assunção. Fábio Costa de joelho, mandou prá escanteio. Aos 28′, Diego Souza foi substituído por Luxpoker e só então eu percebi que ele estava no jogo rsrs. O Palmeiras queria o segundo gol. E se a dupla Kleber e Marcos Assunção estava fazendo a diferença, tinha ser ela quem decidiria a partida! Aos 31′, Kleber fez uma bela jogada, entrou na área e, marcado, tocou para trás para Assunção; ele devolveu pro Gladiador que meteu nas canetas de Fábio Costa!! Golaço!! VIRADA DO VERDÃO!!! Mais uma vez Luxemburgo seria derrotado por Felipão. TCHUUUPA, MALEDETO!!! ESSE “SORVETINHO” É DE LIMÃO!! hahaha A torcida palestrina aproveitava a ocasião para “alfinetar” Luxemburgo: “ÃO ÃO ÃO, SEGUNDA DIVISÃO”…

O Palmeiras subiu na tabela e agora vai enfrentar o Fluminense. Meu Verdão, que às vezes  vacila e facilita a vida dos pequenos, SABE BEM O QUE VEM PELA FRENTE quando tem que enfrentar um time grande e costuma jogar muito. Vê aí, Muricy, um time que tem Marcos, Valdivia, Kleber, Assunção, Danilo, Pierre, Tinga… e Felipão no comando, não pode ser subestimado jamais!

BOOOORA, PARMERA, VAMOS CAÇAR O LÍDER!!!

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Mais um aniversário meu Palmeiras… 96 anos…

Eu poderia falar da coragem… Daqueles que sonharam e ousaram fazer do Brasil a sua pátria, a sua casa… Daqueles imigrantes italianos que, em 26 de Agosto de 1914, deram vida ao sonho que fez brotar o sangue que hoje corre nas veias de 20 milhões… Coragem, de craques maravilhosos que ajudaram a escrever a tua história, coragem de tantos outros atletas que mesmo não sendo craques maravilhosos, com esforço e muita luta, honraram a tua camisa. Eu poderia falar da bravura de teus filhos que ao longo de todos esses anos, tantos obstáculos tiveram que superar…

Eu também poderia falar das tuas glórias… Quem mais, além de você Palmeiras, poderia resgatar o orgulho de uma Nação inteira, ferida com a perda da Copa do Mundo de 1950, conquistando o Mundial de 51? Quem mais para ostentar o título de Campeoníssimo ao conquistar as chamadas “5 coroas”, que hoje enfeita a tua camisa;  para ter o maior número de campeonatos brasileiros conquistados? E só mesmo você para tirar de cena um Palestra líder e mostrar ao mundo o Palmeiras campeão; nenhum outro poderia vestir a camisa da seleção brasileira com tanta competência, seleção essa que jamais conquistou um título sem um filho teu…

Se eu quisesse, poderia falar da tua grandeza em estender a mão a um rival, num momento difícil, e poderia falar da valentia com que você defendeu as suas cores e a sua honra, quando esse mesmo rival, para o qual você estendeu a tua mão, quis, covardemente, tomar a tua casa…

Eu poderia lembrar dos teus títulos… E eles foram tantos… Da conquista do primeiro mundial de clubes em 1951, ou então do primeiro título  em 1920; poderia lembrar de 1959, quando você resolveu conquistar tudo o que disputou, poderia falar do Ramon de Carranza, que fez teu nome brilhar no continente europeu; poderia lembrar dos títulos paulistas e brasileiros de 93,94, quem sabe dos de 36, 73,74, do título de 96, dos 102 gols em um campeonato… poderia citar a Copa do Brasil, a Mercosul, a virada fantástica em cima do Flamengo; os quatro anos sem perder ou empatar com o Corínthians, a goleada no Boca Juniors, a Libertadores conquistada em nossa casa…

96 anos, Palmeiras! Quase um século de glórias, quase um século de história, limpa, digna, como só os da  casta palestrina conhecem. 96 anos de centenas de títulos conquistados apenas com o suor, a determinação e o talento de seus filhos.

Mas eu não vou falar sobre nada isso. Não… Eu quero falar de 96 anos de amor. Amor que nós, seus filhos , de todas as raças, sentimos por você! Amor que ,desde 1914, já morava no peito de nossos avós, bisavós… Eu quero falar do orgulho que sentimos ao vestir as tuas cores, da alegria de saber que  só você, Palmeiras, tem o título que nenhum outro clube poderá ter: CAMPEÃO DO SÉCULO! Tinha que ser você, Palmeiras!!!

Eu quero falar desse sentimento, incondicional, sem cabimento, que nos leva à explosões incontidas de amor, ira, frustração, alegria, tristeza e lágrimas. Sentimento que faz com o nosso coração fique apertado, apreensivo, se algo não vai bem com você, Palmeiras; que nos tira o sono e, muitas vezes, nem nos deixa trabalhar direito quando “a dureza do prélio” está próxima. Quantas vezes, estamos tão tristes com os problemas da vida; quantas vezes, estamos amargurados, nos sentindo tão sozinhos e, basta um “chamado” teu, uma vitória, um gol, e o coração se inunda e transborda de felicidade, fazendo com que esqueçamos todo o resto.  Quem é que pode explicar?

É sobre isso que quero falar, Palmeiras. Do amor que sentimos por você. Do orgulho do tamanho do mundo que toma conta da gente quando usamos o nosso Manto Sagrado, da energia eletrizante que toma conta  da “nostra casa” ou de qualquer outro lugar, onde a nossa “Famiglia” esteja reunida. Ninguém pode explicar o que acontece quando ouvimos e cantamos o nosso hino… O que sentimos diante da grandeza da nossa história, porque temos a sorte infinita de termos nascido “parmera”. E você  nos faz sentir vivos!  Batemos no peito e dizemos: Aqui é Palmeiras!!

O aniversário é teu Palestra, mas a festa é nossa! Os presentes também  são nossos.  Sempre foram… Bianco, Alegretti, Heitor, Ministro, Waldemar Fiume, Junqueira, Oberdan, Viladôniga, Og Moreira, Lima, Canhoteiro, Turcão, Echevarrieta, Julinho, Servílio, Djalma Dias, Djalma Santos, Dudu, Ademir, Tupãzinho, Valdir, Luís Pereira, César, Leão, Leivinha, Edu, Eurico, Alfredo, Jorginho Putinatti, Rosemiro, Jorge Mendonça,  Evair, Edmundo, César Sampaio, Clebão, Mazinho, Rivaldo, Zinho, Galeano (este, sempre estará aqui,  por minha conta e gratidão), Roberto Carlos, Djalminha, Alex, São Marcos… E neste ano, você nos dá o Gladiador Kleber, Felipão e o nosso Mago Maravilhoso, de uma vez só… Ainda nem podemos acreditar!

Hoje é dia do Tsunami Verde, palestrinos! Dia de comemorar, de vestir a camisa mais linda do mundo, de escolher o nosso melhor sorriso e mostrar a todos o tamanho do nosso amor! Dia de ir ao Pacaembu entregar ao Palmeiras o nosso coração e o nosso amor! A festa é de todos nós!

Parabéns Verdão, Academia, Palestra, Dream-Team, Alviverde… PARABÉNS PALMEIRAS,  DE TODAS AS GENTES, DE TODOS OS CREDOS E DE TODAS AS RAÇAS! Teus filhos não são só os  italianinhos. Tuas raízes se estenderam pelos quatro cantos do planeta e hoje, somos apenas e tão somente, PALESTRINOS! Essa é a nossa raça! Glorioso Alviverde Imponente, por tudo o que representa, por tantas alegrias que nos tem dado, teus filhos, agradecidos, te saúdam!!!

TANTI AUGURI, PALMEIRAS!!!




Acordei muito cedo, ainda estava escuro. Ao sair de casa, o sol já começava a aparecer. Dia de estreia do Mago, em Campinas; de ônibus, eu iria fazer um caminho um pouco diferente para chegar até lá e ver a estreia do meu ídolo.

Cheguei na rodoviária às 6h30, o céu já tinha contornos de azul. Algumas pessoas sonolentas, cheias de malas, pacotes, esperavam a sua hora de embarcar. Ali, naquele começo de manhã, quando os olhos tentam se acostumar com a claridade que vem chegando, a minha camisa verde-limão ajudava o sol a acender o dia e acabava atraindo todos os olhares. rsrs

Na poltrona ao lado da minha, um senhor vestindo uma bata jamaicana, muito falante, jogou por terra as minhas intenções de dormir um pouquinho, durante a viagem. Falando de seus antecedentes, de alguns povos da África, acabou num assunto que me deixou, no mínimo, intrigada. Imaginem que ele me falava de um rei africano (eu conhecia a história), que ajudara a esconder Jesus, de Herodes. Baltazar era seu nome, um dos três Reis… MAGOS!!! Que coisa! Eu, feliz da vida, indo acompanhar a volta do Mago e o meu vizinho de poltrona me falando de um Rei MAGO!!! Acho que ele não entendeu porque eu sorria…

E lá fui eu atrás do meu “rei” Mago… Nova Odessa, Americana, Santa Bárbara (para almoçar com o Libaia), Paulínia (para pegar o Ricardo) e, finalmente, Campinas. Uffa! A galera da TwitPigs já estava toda lá. Um sol de rachar! Lotamos as arquibancadas que nos destinaram. Clima de festa, todo mundo alegre. O Palmeiras vinha de uma vitória fantástica diante do Vitória, pela Sulamericana; Valdivia, o nosso Mago, tão querido, cuja volta foi tão desejada, faria a sua estreia. O juiz seria “Salve o “CÚ RINTIA” Spínola. Xiiii…

Eu mal podia esperar pelo início da partida. Alguns jogadores do Palmeiras vieram fazer aquecimento diante da torcida. Até o Kleber veio, mas o Mago que é bom, ficou escondido. Alguns integrantes da TUP resolveram fazer bobagem e quiseram nos tirar de nossos lugares, na marra, para que eles os ocupassem. Um abuso! Os torcedores, que eram empurrados, se recusavam a sair; a coisa tava quase virando porrada quando alguns integrantes da Mancha, vieram em socorro dos torcedores. Discutiram muito, mas os folgados acabaram batendo em retirada. Juro que essa, de tirar o torcedor à força, de seu lugar, eu nunca tinha visto…

Finalmente, o Palmeiras entrou em campo! E lá vinha Valdivia! De colete reserva, eu o via se dirigir para o banco.  Que felicidade eu sentia! Era verdade, o Mago voltara para o Palmeiras; eu não tinha sonhado! Tentei conter as lágrimas, mas que jeito?? Um batalhão de repórteres estava em volta dele. A torcida cantava: EÔ EÔ, O VALDIVIA É UM TERROR!! Ele acenava em agradecimento! Que emoção! Eu olhava um pouquinho o jogo e um pouquinho o banco de reservas, e ele continuava sentado lá. Não, não era miragem, Valdivia vestia a camisa do Palmeiras, outra vez.

O calor era demais e já estava difícil suportar o sol, quando o jogo começou. Como fez na Sulamericana, o Palmeiras adiantou a marcação, foi prá cima do Guarani e quase marcou aos 6′,quando Rivaldo, após jogada de Luan, mandou no travessão. Mas o técnico do Guarani, que se preparou a semana inteira para enfrentar o Palmeiras, na estreia do Mago, acertou a marcação. Rivaldo e Tinga foram marcados de perto e quase não tiveram espaço para criar as jogadas de ataque.  O jogo era amarrado e ao Palmeiras, muito marcado, sobrava a opção de jogar pelas laterais, o que não fazíamos muito bem, e errávamos muitos passes, cruzamentos… A partida não agradava nem um pouco ao torcedor. O segundo tempo teria que ser um pouco melhor…

Na segunda etapa Felipão trouxe o time com Valdivia em lugar de Fabrício. Aos 6′, Tinga bateu de fora da área e assustou o goleiro; mas o Palmeiras tinha poucas chances. Ainda por cima, tinha os escanteios, inventados, que o juiz dava pro Guarani, as faltas cometidas por eles que deixava de marcar, a perseguição a Felipão, que parece proibido de reclamar. Todos os técnicos reclamam, e muito, mas Felipão não pode. Por que será? Para piorar, aos 14′, Kleber sentiu a coxa e saiu. A dupla Mago e Gladiador teria que esperar uma outra oportunidade. As investidas do Guarani paravam na nossa defesa e em Marcos. Aos 21′, Ewerthon entrou no lugar de Luan. Aos 29′, Marcos Assunção fez falta em Mazzola ,tomou o segundo amarelo e foi expulso. O Palmeiras ficava com um jogador a menos…

Eu olhava Valdivia em campo e o coração absorvia aquelas imagens, matando uma saudade de dois longos anos.  Algumas vezes eu tinha novamente a impressão que ele nunca foi embora, que sempre esteve conosco. E, na verdade, esteve.  O nosso Mago, apesar de estar sem ritmo e sofrer algumas faltas, procurava fazer as jogadas e colocar os seus companheiros em condições de marcar. Na base da vontade, ajudou na marcação, desarmou e deu passe até sentado. Mas  ainda não tem a mobilidade que conhecemos, e o time, desgastado da partida de quinta-feira e debaixo daquele sol escaldante, não “dava liga”; era um festival de chutões inúteis e que impossibilitavam o ataque palestrino de chegar ao gol.  A melhor oportunidade da partida saiu dos pés de Valdivia (só podia), que deu um belo passe para Patrik chutar rasteiro e o goleiro defender. Ah, se fosse o Kleber nessa bola… Uma pena. E o jogo, chato, monótono, terminou do jeito que começou.

O torcedor ficou desapontado. Ir até Campinas e ver aquele futebol ruim, não estava nos planos de ninguém. Mas empatar fora de casa, depois do desgaste de quinta e debaixo desse sol escaldante, até que não foi mal negócio.

Quinta-feira tem mais! No dia do aniversário do Palmeiras, enfrentaremos o Atlético/GO, no Pacaembu. Valdivia vai jogar em casa, para a sua torcida… QUE A SORTE ESTEJA COM ELE E COM O VERDÃO!!!!

“Campeões não são feitos em academias. Campeões são feitos de algo que eles têm profundamente dentro de si – um desejo, um sonho, uma visão.” — Muhammad Ali

Era dia Santo para a Nação Palestrina… Dia de São Marcos! Nosso goleiro maravilhoso, melhor do mundo, completava 500 jogos pelo Verdão, exatamente na partida diante do Vitória (engasgado, há muito, na garganta de Marcos), valendo vaga na Copa Sulamericana. Aqueles 2 x 0 na partida de ida, não estavam nos nossos planos e, agora, teríamos que tirar o prejuízo a qualquer custo. Embora muito apreensiva (pensei no jogo o dia inteirinho), eu estava confiante. Afinal, se jogássemos com a mesma pegada e disposição da partida diante do Atlético/PR, dificilmente o Vitória iria nos segurar. Era o que eu pensava… E estava certa!

Quase 22 mil palmeirenses foram ao Pacaembu, para um jogo de quinta-feira às 22h00. (Até quando vai continuar esse descaso com o torcedor?) A Que Canta e Vibra estava prontinha para a festa! Quando o Palmeiras entrou em campo, São Marcos foi homenageado com o carinho e amor de seus devotos. A Mancha Verde fez um mosaico com o número 500 e o rosto do Marcos!!! SENSACIONAL!! Só mesmo a nossa torcida para mostrar tanta criatividade e competência! E o Pacaembu explodia:  “P… Q… P…., É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, MARCOS!” Tão merecido! Que capítulo lindo da nossa história, São Marcos escreve.

Felipão, durante a semana, tinha cobrado mais atuação da torcida e nem preciso dizer o que virou o Pacaembu, né? Um CaldeirãoVerde!! Não eram torcedores, eram guerreiros!! 22 mil, amantes do Palmeiras que “abriram o peito”, colocaram o coração à mostra e não pararam de cantar e incentivar, um minuto sequer! De arrepiar até os deuses do Olimpo. Eu, que ouvia no rádio e assistia (muito mal) na net, chorava de emoção.

No começo do jogo, o Palmeiras estava nervoso e o Vitória ( que fez cera enquanto pode) parecia melhor, mais tranquilo com a vantagem que trouxera na bagagem. MAS DENTRO DE CAMPO ERA O PALMEIRAS, PORRA! DE FELIPÃO E DA QUE CANTA E VIBRA!! Se não ia na técnica, ia na raça! O relógio passava a ser o nosso “companheiro” e potencial “inimigo”. O Vitória viera à São Paulo para se defender e o Palmeiras estava no jogo para vencer; a gente via e sentia essa disposição da equipe. E qual o time de Felipão que não acredita que pode conseguir tudo, até mesmo o que parece impossível? O maldito relógio parecia marcar o tempo com velocidade dobrada…

Aos 23′, Marcos espalmou chute de Schwenck, largou e defendeu de novo. Quase um susto! Depois disso, o Palmeiras entrou no jogo de vez e foi prá cima dos baianos! O goleiro deles trabalhou um bocado! Aos 28′, Rivaldo soltou uma bomba de longe e obrigou o goleiroViáfara a  espalmar; quatro minutos depois, Marcos Assunção cobrou uma falta com perigo e Viáfara espalmou novamente; Aos 33′, Tinga cruzou na área e Tadeu, de cabeça, mandou NA TRAVE!!  Pressão total do Palmeiras. Precisávamos vencer o goleiro… A torcida era de arrepiar!!! Incansável! Que nervoso! O Palmeiras era muito melhor, mas o gol não saía e o relógio não parava… Tínhamos que marcar um, ainda no primeiro tempo… O time parecia se contagiar cada vez mais pela explosão de energia e força que vinha das arquibancadas. Era como se uma máquina do tempo tivesse nos levado para 1999. A voz da torcida se fazia ouvir, cada vez mais forte, cada vez mais apaixonada… O Caldeirão fervia…

Estávamos nos descontos, aos 47′, quando Marcos Assunção, num passe maravilhoso, quase do meio de campo, lançou Tadeu lá na frente; ele saiu do marcador, e tocou por cima de Viáfara que saía para fechar. Um gol lindo! O PACAEMBU EXPLODIU!Reservas e comissão técnica pulavam e se abraçavam. O Palmeiras abria o placar na hora certa, do jeito que tinha que ser. Em casa, eu gritava e chorava de emoção. Que lindo ver a comemoração de Tadeu (tão criticado por nós), que lindo ver a nossa torcida enlouquecida de alegria… Que lindo ver Valdivia, Kleber, Lincoln e Rivaldo comemorarem no camarote…

Como era de se esperar, o gol, na hora certa, foi um balde de água fria na confiança do time baiano. Já saíram cabisbaixos para o intervalo. Do lado verde, a esperança e confiança eram tão fortes, que quase se podia tocá-las. Eu sei que não fui ao jogo mas, não se esqueça, meu amigo, que meu coração e a minha energia, estavam no Pacaembu.

Voltamos para o segundo tempo com a mesma pegada e procurando o gol. O danado do Viáfara pegava tudo… Eu torcia para que ele largasse uma bola. E não é que ele resolveu sair jogando com os pés, para se antecipar ao ataque do Verdão e, na lateral, entregou uma bola para o Palmeiras? Claro que ele já estava de volta ao gol, quando nosso ataque chegou e Márcio Araújo chutou forte, mas claro que ele não foi capaz de segurar a bola que sobrou para Tadeu fuzilar pro gol. O Pacaembu enlouqueceu!! Enlouqueceram todos os palestrinos espalhados pelo mundo! E todos se perguntavam: QUE PALMEIRAS É ESSE??? QUE TORCIDA É ESSA QUE CANTA E SORRI COM O ROSTO BANHADO EM LÁGRIMAS?? Tadeu, tão criticado, tão combatido, virou um guerreiro e acabou com a vantagem do Vitória. E estávamos com 12 minutos de jogo. Novamente um gol na hora certa…

Felipão tirou Fabrício e colocou Ewerthon. O Palmeiras continuava superior. O Vitória já torcia pelo final do jogo e arriscava quando podia, mas apenas em uma única oportunidade ofereceu real perigo ao Verdão. Na cobrança de escanteio, Junior cabeceou e Marcos, de mão trocada, mandou pela linha de fundo. O relógio, numa “puta falta de sacanagem”, marcava o tempo cada vez mais rápido. O time e torcida respiravam e se moviam nas batidas do relógio. A energia era cada vez maior, o amor pelo Palmeiras ditava os movimentos dentro de campo. Time e torcida tirando da alma a força para conseguir mais um gol…

Luan saiu e veio Patrik e o Palmeiras pressionava. Engraçado que, apesar do nervoso, da ansiedade, a gente sabia que ia acontecer… E ACONTECEU!! Na hora mais certa do mundo, com a grandeza inerente ao Palmeiras, com a emoção que a Que Canta e Vibra merece! 44′, finalzinho de jogo, Marcos Assunção se prepara para fazer a falta… Ele abaixa e amarra a chuteira… Está focado, pensativo… 20 milhões de palestrinos sabem do que ele é capaz… Felipão, que o elegeu como um dos homens de sua confiança, também sabe… 20 milhões de corações grudados nos pés de Assunção… 20 milhões de pares de olhos fixos na trajetória que a bola fará… E ASSUNÇÃO MANDOU A BOMBA NO ÂNGULO!!! UM GOLAAAAAAAÇO!!! O Pacaembu explodiu em verde e branco!!! No camarote, Valdivia quase caiu da cadeira, de alegria! Ao Vitória, nada mais restava a fazer… O relógio, decepcionado, voltou a marcar o tempo normalmente… O Palmeiras de São Marcos, São Tadeu e São Marcos Assunção era o dono da vaga!

Do lado de fora do campo, enlouquecidos de alegria, jogadores suplentes e membros da comissão técnica abraçavam o homem que comanda time e torcida… Em pensamento, o abraçávamos todos nós…

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SE CUIDA GUARANI, O MAGO VEM AÍ!!!!

“… Não teria como me olhar no espelho e vestir a camisa do rival…” (Marcos, após proposta de Kia Joorabchian/MSI)

Parece mentira… Marcos vai completar 500 jogos pelo Palmeiras… Meu Deus, quando foi que esse tempo passou que a gente nem percebeu? É tão parte da nossa vida, vê-lo fazendo milagres, honrando a nossa camisa, rezando embaixo das traves, que nem reparamos no tempo que passava…

Nunca houve alguém como Marcos… Essa lenda viva da história do Palmeiras que, permita o bom Deus, ficará embaixo das traves palestrinas ainda por muitos anos. Um gigante, um guerreiro, nosso “irmão” muito amado, que tem a alma tão grande quanto o seu talento e caráter. Não é fácil ser ídolo da torcida mais reclamona e exigente do planeta… Mais difícil ainda se o ídolo for desprovido de máscaras, for transparente, generoso… Assim é Marcos! A nossa estrela, de personalidade forte e um amor do tamanho do mundo pelo Verdão.

Sabe Santo, prá gente parece que foi ontem  a sua primeira partida como profissional  e o seu primeiro pênalti defendido. Uma estreia e tanto,  diante daqueles que iriam aprender a amá-lo para o resto da vida. Parece que foi ontem que você deixou de ser apenas Marcos, e virou o nosso São Marcos. É Marcão, os seus milagres embaixo das traves, fizeram que você passasse a ostentar o “Santo” no nome. Mas o respeito que todos têm por você, se deve ao “conjunto-da-obra”, ao seu caráter irretocável, sua franqueza, educação e gentileza para com a imprensa (tantas vezes injusta e leviana com você), jogadores adversários, companheiros de time e torcedores. E esse jeito bonachão, brincalhão faz com que todos simplesmente o adorem!!

500 jogos e nós queremos tanto que venham outros 500! Eu não vou poder estar no Pacaembu hoje. Mas deixo o meu coração com você, Marcos. Leva ele contigo! Tenho certeza de que quando você entrar em campo e se colocar em seu “altar”, vai passar um filme na sua cabeça  e na nossa também… Vamos lembrar de todas as coisas que vivemos juntos… Tantos momentos maravilhosos e inesquecíveis você nos deu, tantas dores que você calou e escondeu atrás do seu sorriso…  Vamos lembrar do café, que você tomou durante uma partida da Libertadores .Lembra disso? hahaha Quem mais poderia?  Do jovem, reserva, que entrou na competição, prá nunca mais sair do time… Das suas inacreditáveis defesas, que passaram a se chamar “milagres”… Da conquista da América, prá sempre gravada em nossos corações… Das defesas maravilhosas da Copa do Mundo, parando os melhores atacantes europeus e conquistando o mundo… Que orgulho sentimos de você! Daquele contrato (real e não forjado) com o Arsenal, que você recusou, para abraçar o Palmeiras, em seu momento mais doloroso e quando nós mais precisávamos… Da alegria de voltar à Série A, de maneira honrada…

Vamos nos lembrar também que você já chorou de dor no aquecimento…  E  teve tantas contusões  que até pensou em parar…  Você sabe as tristezas e medos (nós também tínhamos) que guardou bem no fundo do peito… Mas hoje vamos reviver a esperança, Marcos! Esperança que você plantou em seu coração, (e no do torcedor) desejando apenas e simplesmente, voltar… E, iluminado que é, predestinado, voltou levantando mais uma taça! E não poderia ser diferente. Todo esse talento, usado com sabedoria, dignidade e doses generosas de humildade, só faz com que a vida te devolva todas as coisas na mesma medida

Hoje, quando o Palmeiras entrar em campo, vai ser impossível não lembrar de você, querendo mudar um resultado adverso a qualquer custo,  querendo encher de brios e raça um time apático, indo na área tentar um gol de cabeça. Saiba que foi o nosso único alento naquela noite… Hoje, vai ser impossível não tirar das gavetas da memória, aquela partida da Libertadores de 2000, quando você lavou a alma de milhões de palestrinos, acabando com a pose daquele jogador dissimulado e hipócrita…

Existem goleiros maravilhosos, espalhados pelo planeta mas, igual a você, Marcão, não há  ninguém!  Querido e respeitado por torcedores de todos os times, é só você! E isso nos faz sentir tanto orgulho que o coração às vezes nem cabe no peito. Orgulho de suas entrevistas e declarações, sempre cheias de humor e simpatia que vão direto ao coração de quem as ouve.  E o que dizer de suas defesas, seus milagres? Só quem é palmeirense para saber o que se sente nessa hora.

Hoje é dia de festa!! Estamos comemorando 500 jogos e ainda vamos comemorar 600, 700… Comemoramos o privilégio de ter um ídolo como você, Marcão!! Prá nós, o melhor do mundo! Agradecemos do fundo do nosso coração por você vestir a camisa do Palmeiras, durante 18 anos, com tanta  entrega e profissionalismo. Nós te amamos muito e nunca poderemos lhe retribuir toda a dedicação e carinho. E desde já, saiba que, passe o tempo que passar, jamais iremos ver aquele gol sem você. Porque a cada vez que olharmos aquelas traves, mesmo que tenhamos cem anos, iremos ver o nosso Santo, de camisa azul, braços abertos, olhos fechados, apontando para o céu… essa é a imagem que está impressa em nossos corações, prá sempre…

OBRIGADA, SÃO MARCOS DE PALESTRA ITÁLIA! VOCÊ É ETERNO!!

Que Deus te abençoe na partida de hoje e por toda a vida…

Era dia da apresentação de Valdivia para a torcida. Um frio glacial tomava conta de São Paulo. Só os ‘parmeras’ mesmo para sair de casa, com um tempo desse. E só parmera mesmo, para levar tantas crianças recepcionar El Mago. Pena que o Palmeiras não pensou no torcedor em nenhum instante… Promoção no Setor Laranja, na frente do qual, nos disseram, o Mago seria apresentado. Que nada! Valdivia entrou no campo, lá longe, de frente para as tribunas e cabines de imprensa (de costas para o Setor Laranja), recebeu a camisa das mãos do Divino Ademir da Guia (um momento tão lindo, tão especial, e a torcida mal pode acompanhar) agradeceu, acenou para os torcedores e saiu. Nem uma volta no campo, para ser visto e homenageado pelos seus torcedores, ele deu. E nós (numeradas, arquibancadas), ficamos com aquela cara de quem foi logrado, de quem caiu no conto da apresentação. Quem é que “organiza” uma coisa dessa?? Decepcionante! Não sei como o Palmeiras consegue errar tanto com o seu torcedor…

Frustrações à parte, chegou a hora do jogo. O adversário era o Atlético/PR. Depois da bronca de Felipão da lavagem de roupa que o elenco promoveu, será que a bendita vitória chegaria? Eu achava que sim, afinal, Valdivia (como é maravilhoso tê-lo de volta!) tinha pisado no gramado e, tava na cara, já nos trouxera sorte! Felipão, sem poder contar com Kleber,  tinha feito alterações muito significativas no time. Pensando uma formação diferente, ele barrou os titulares Vítor, Pierre e Ewerthon e desenhou um 3-5-2.  Ao lado de Danilo e Maurício Ramos, Felipão escalou o estreante Fabrício, como um terceiro zagueiro (que muitas vezes aparecia na lateral esquerda cobrindo Rivaldo). Colocou em campo Márcio Araújo, pela direita, e  Rivaldo pela esquerda. Na tentativa de equilibrar as laterais, Felipão ia procurar fortalecer o jogo pelo meio para, quem sabe, facilitar a criação das jogadas ofensivas. Edinho e Marcos Assunção, de características bastante distintas, seriam os volantes;  Tinga, na meia; Luan e Tadeu (oh my God!) no ataque e Marcos, recuperado, de volta ao gol.

A torcida recebeu o time, com o amor de sempre, as comemorações de sempre… E nem deu tempo de enfiarmos as mãos nos bolsos, para esquentar, o Palmeiras foi prá cima e, num passe maravilhoso de Tinga (guarde esse nome), Danilo subiu mais que todo mundo  e, de olhos bem abertos, cabeceou na diagonal, sem chance alguma para o goleiro do Atlético. Que gol mais lindo! Danilo parece ter um prazer especial em marcar gols no seu antigo cluble, que o deixara encostado, treinando em separado… Olha só o craque que deixaram escapar!

O Palmeiras, focado, determinado, continuou em cima do Atlético, e aos 15′, numa cobrança de falta de Assunção, Tadeu desviou de cabeça e a bola passou raspando a trave. Mas, aos poucos, o Palmeiras foi recuando e dando espaços para o adversário. Aos 28′, Marcos espalmou um chute de Branquinho; na cobrança, o Santo, em grande forma, espalmou mais uma vez. O Atlético não levava muito perigo e, por isso, o time de Palestra Itália tentava surpreender nos contra-ataques. A torcida empurrava o time e não parava de cantar. O frio era cruel, congelante!

Veio o segundo tempo e o Palmeiras voltou sem nenhuma alteração. Do lado adversário, Carpegiani, que já havia feito uma substituição ainda na primeira etapa, sacou Guerrón e colocou Maikon Leite. O Palmeiras veio pressionando o Atlético mas,  aos 2′, Tadeu que já levara amarelo, ao disputar uma bola pelo alto, com Deivid, abriu demais os braços e tomou o segundo cartão, deixando o Palmeiras com 10. Era só o que faltava!! Eu, de onde estava, achei que ele não mereceu o cartão, mas o fato era que agora íamos jogar com um a menos (com Tadeu em campo já era mais ou menos isso, né?). Carpegiani aproveitou a deixa e mudou mais um.

Só que o Palmeiras continuou no controle da partida e Rivaldo quase faz o segundo, mas dominou mal dentro da área dos ‘poodles’; depois foi Luan (que tem qualidade, mas precisa  tocar a p…. da bola de vez em quando!) quem desperdiçou um contra-ataque. Aos 10′, Marcos teve que espalmar uma cabeçada de Bruno Mineiro. O frio era absurdo! Mesmo estando bem agasalhada, eu mal podia suportar. O Palmeiras pressionava, mas  o gol, nada de sair. Que saudade do Kleber…  Aos 18′, Assunção (seu futebol vem crescendo sob o comando de Felipão) cobrou uma falta lindamente e a bola, caprichosa, acertou a trave. Felipão então, sacou Luan (bastante apagado) e trouxe Ewerthon pro jogo. Logo a seguir, o juiz resolveu expulsar Felipão (o STJD quer dar 6 jogos de suspensão a ele, mas a briga da gambazada, em campo, parece que os “homens” do tribunal fingiram não ver). Aos 29′, Assunção (de novo) cobrou escanteio na cabeça de Maurício Ramos, a bola passou pertinho… Durante todo o tempo em que buscávamos o segundo gol para sacramentar a vitória, uma personagem se destacava: TINGA!!  Numa disposição absurda, ele chapelava,  driblava, desarmava, e fazia belas jogadas. No momento em que mais precisávamos, Tinga incendiou o time e levantou torcida! Que bela contratação! Fiquei encantada com ele!

E, se a noite era de Tinga, tinha que ser dele a jogada para o segundo gol… 30′, e ele recebe na direita; vê o atacante se colocando e num belo passe, encobre dois adversários para servir o companheiro. Ewerthon só teve o trabalho de encher o pé e correr prá galera! Era o segundo do Palmeiras! Ewerthon comemorava com raça, batia no peito, mostrando para a torcida que ele quer, sim, o lugar no time! Nas numeradas, Felipão comemorava como se fosse um torcedor!! O  nosso coração se aqueceu com aquele gol que matava a partida. Mas só o coração, viu? O frio castigava os palestrinos… Falta muita coisa ainda, eu sei, mas é o nosso Palmeiras voltando…

Foi uma bela vitória, não podemos negar. Ainda que o adversário fosse fraco, o Verdão venceu e convenceu! Jogou 45 minutos com um homem a menos. Mostrou a “cara” do Palmeiras que tanto o torcedor queria ver, mostrou o “nosso” Felipão no comando, cobrando time, árbitro e torcida; nos mostrou Danilo, o nosso zagueiro artilheiro, trouxe  Marcos de volta, seguro, preciso; nos apresentou Fabrício e, principalmente, Tinga!!  Tô botando a maior fé nesse time,  na segunda partida diante do Vitória, pela Sulamericana.

VAMOS LÁ PALESTRINO, TORCER  É O QUE FAZEMOS DE MELHOR!! QUE, NA QUINTA -FEIRA O PACAEMBU SEJA PEQUENO PARA A FORÇA DA QUE CANTA E VIBRA!!

P.S. Ajuda aí Deus, por favor, que na segunda fase tem Valdivia e Kleber!!!

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A partir de hoje e, pelas próximas encarnações, quem quiser falar comigo vai ter que gritar, ou então, terá que subir até essa nuvem aqui, onde me encontro.

Eu mal consigo acreditar que Belluzzo conseguiu trazer o Mago de volta, com 100% dos direitos adquiridos. É tão bom, mas tão bom, que a cada cinco minutos preciso me lembrar que é verdade. Algumas situações são engraçadas… Vendo Valdivia aqui, outra vez, tenho a impressão que ele nunca saiu, que toda aquela tristeza nossa, aquele futebol que minguava um pouco mais a cada dia, foi tudo ilusão. Aquilo nunca aconteceu.

Cheguei no Palestra eram quase 11 horas; a apresentação de Valdivia começaria às 11h45. Tava numa ansiedade imensa. Entrei no salão repleto de jornalistas e cinegrafistas. Olhava lá para o palco montado e pensava que mais uns minutos e Valdivia estaria ali, sorrindo, vestindo a camisa, dando entrevista e nos encantando como sempre. Que surreal! Ao lado do palco umas cortinas brancas criavam uma espécie de sala e com seguranças na entrada. De certo o Mago viria por ali quando chegasse a hora. Os minutos custavam a passar. Tantas pessoas ali mas, a personagem principal, onde estaria? Na TV as imagens de Valdivia, em sua passagem anterior pelo Palmeiras, se sucediam. Que delícia rever as jogadas sensacionais do Mago. Conversei com Oberdan Cattani, com Ipojucã. Enquanto as pessoas comiam, conversavam e se preparavam para a coletiva, os amigos (Custódio, Dani, Leandro, Raul ) brincavam comigo dizendo que eu iria chorar, que ia dar vexame… kkk Com o horário se aproximando eu começava a ficar mais nervosa. Resolvi tomar um café. E não é que me aparece o tal Paulinho??? Aquele blogueiro que a torcida do Palmeiras detesta! Não me fiz de rogada e num papo mais ou menos amistoso, falei muitas coisinhas que estavam entaladas na minha garganta. Mas nem perdi muito tempo com ele, queria ver o meu ídolo de volta!

De repente, o Finelli me aparece e diz: ‘Vem comigo Tânia’. Enquanto o seguia em direção às cortinas brancas, eu bem podia imaginar o que iria acontecer. Apenas imaginar, jamais avaliar como seria… Meu coração já não cabia mais no peito. Não sei explicar aquele segundo em que meus olhos divisaram o que havia do outro lado das cortinas. Eu sei que paramos estáticos,meu coração e eu, diante de Valdivia, bem ali na minha frente!! Um segundo em que meus olhos e meu cérebro registraram aquela imagem tão querida. Era aquela pessoa ali, de camiseta branca do Avanti, de bermuda e tênis, que tanto nos encantou com seus dribles geniais, seus chutes no vácuo, seus gols, sua fibra, sua raça e aquela alegria enorme estampada no sorriso mais lindo do mundo. Me lembro de apenas ter sorrido e murmurado: Meu Deus! Razão e emoção brigavam ferozmente, dentro de mim. Valdivia, meu ídolo, ali, na minha frente, como num passe de mágica! Como isso se tornara possível? Quantas vezes eu desejei que isso acontecesse? Eu não podia prestar atenção ao que eu sentia naquele momento sob o risco de estragar tudo e perder o melhor da festa. E eu não queria perder nadinha! Ele já me parecia bem ansioso e emocionado pela apresentação. O abraço, com o qual eu tanto sonhara, saiu naturalmente, trocamos aquele beijinho de cumprimento, tiramos uma foto juntos e então eu disse ao Mago que estávamos muito felizes por ele ter voltado prá casa, que sonhamos com isso e que o amávamos muito. Transmiti alguns recados de torcedores, de vários lugares do Brasil, e ainda pedi que ele lesse o Blog da Clorofila… ahahaha !  Em seguida saí, já sentindo saudade dele. A coletiva iria começar em instantes.

Não demorou muito e a movimentação começou. Osório Furlan (Eterno Palestrino que adquiriu sozinho 36% dos direitos do Mago), Belluzzo, Palaia (de óculos escuros, a La Waldick Soriano) e Cipullo. Em seguida o astro da festa entrou no salão. Aplausos! Nosso Mago, oficialmente voltando prá casa! Depois das considerações e boas vindas dos responsáveis pela contratação, Palaia entregou a camisa para Valdivia. Imagino que, assim como eu, a camisa nem tenha conseguido dormir à noite, esperando pelo mágico momento de seu dono vesti-la, outra vez.  O Mago olhou bem o distintivo antes de beijá-lo. A emoção que eu tinha mantido sob controle, se rebelou e escapou. Meu coração se derreteu e chorei pela felicidade de estar ali, vendo o meu sonho de 726 dias e noites, ser realizado. O sonho da Nação Palestrina! Foi simplesmente sensacional vê-lo, outra vez, com a camisa mais linda do mundo!!

Valdivia, muito emocionado, agradeceu, falou do seu amor ao Palmeiras, do empenho que teria para buscar os títulos, da alegria de, também, realizar o sonho de voltar: “O Palmeiras é minha casa. O filho voltou para sua casa. Tomara que esse retorno seja com mais sucesso”.Foi bastante aplaudido! O Mago também, mal podia conter a alegria daquele retorno. Seus olhos, vasculhavam o salão, querendo ver tudo, querendo guardar aquele momento. E, ao iniciar a coletiva, diante de algumas perguntas ridículas, o  craque mostrou ao palestrino que era mesmo o seu Mago quem estava ali, de volta.

Questionado sobre a pressão de sua chegada, diante da expectativa do torcedor, Valdivia retrucou: “Pressão? Que pressão? Não é pressão. É força extra para me tornar ídolo do Palmeiras. Essa é minha meta” e ainda “temperou” a resposta”: “Você é chato, né?” O salão se encheu de risos, gritos e aplausos!

Um outro jornalista, falando da má fase do clube, pediu que o Mago falasse do peso de sua chegada e da identificação com o Palmeiras, a resposta veio no seu jeitinho Valdivia de ser, que tanto amamos: “Você quer que eu fale o que?????? Vou ser um jogador que vai trabalhar muito pois eu amo esse clube aqui, eu gosto do Palmeiras”.

Um outro perguntou o que ele conversara com Andres Sanchez, lá na Copa do Mundo. Valdivia respondeu que o corintiano o convidara para jantar.E, mesmo conhecendo todas as declarações do Mago de que só voltaria se fosse para jogar no Palmeiras, o jornalista insistiu: Se você tivesse jantado, seu destino seria outro? O Mago riu e respondeu: “É só Palmeiras, só Palmeiras!!”. Lindoo!

Uma apresentação perfeita de uma contratação perfeita! Todos os palestrinos que ali estavam, se mostravam maravilhados pela volta do ídolo, por poder estar ali, saboreando a sua proximidade e aquele momento tão especial!  Belluzzo também estava sem poder conter a felicidade. Ao final, o Mago distribuiu autógrafos(minha bandeira e agenda, agora estão perfeitas), sorrisos (tenho um fotografado, que é só meu) e os seguranças “sumiram” com ele rapidinho.

E o que dizer de mim? Mal sentia o chão onde pisava.Tão bom poder  ter certeza que aquele medo de algo dar errado na contratação, que a tristeza da sua venda (gravada no coração e na memória) não existia mais, que o sentimento que agora ficava comigo era apenas de amor pelo Mago, de felicidade pelo sonho realizado, de confiança no futuro do Palmeiras. E continuava achando inacreditável que Valdivia estivesse de volta….

Na saída, mais uma alegria… Belluzzo, o responsável por toda essa felicidade, caminhava bem à minha frente. Claro que fui registrar aquele momento! Ao abraçá-lo para a foto eu lhe disse: “Obrigada Presidente, por tudo o que você está fazendo pelo Palmeiras.” Posso jurar que os olhos de Belluzzo brilharam, úmidos. Esse é “parmera” igualzinho a gente… Saí dali com um nó na garganta, o coração leve, me sentindo a pessoa mais feliz do mundo…

E foi assim, meu amigo, que eu cheguei aqui, nessa nuvem onde estou, e da qual não sairei pelos próximos 5 anos…

Hoje, nosso Mago vai encontrar a sua “Família” e vamos todos ao Pacaembu, recebê-lo daquele jeito todo especial, que só nós conhecemos!!

SEJA BEM-VINDO VALDIVIA!! A SUA FAMÍLIA NÃO VÊ A HORA DE TE ENCONTRAR!!

Veja o vídeo exclusivo da apresentação do Mago, feito pelo Palmeiras:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=wEixCXdjPWA&feature=player_embedded[/youtube]