“O Palestra Itália está onde quer que o coração palestrino o leve…”

Só agora, os meus pés tocaram o chão e consegui chegar ao PC, para contar o que foi a primeira partida da final da Copa do Brasil…

Cheguei na Arena Barueri e ao ver a avenida tomada de palmeirenses, me lembrei da Turiaçu… Um mundo de gente vestindo a camisa mais linda do mundo, com rostos pintados, bandeiras, fogos, chapéus, bigodes, olhos ansiosos, abraços apertados; com largos e escancarados sorrisos e cantando sem parar! O Palmeiras na final… M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!

As pessoas, colorindo a rua em verde e branco, faziam um “corredor” e,  com luzes verdes de sinalizadores, fogos, fumaça, cantos e toneladas de amor, criavam um cenário lindo, mágico,  para esperar a chegada do ônibus que traria a delegação do Palmeiras. Imagino como os jogadores se sentiram quando viram aquela recepção… A festa era comovente e a energia que havia ali, de arrepiar! O amor da torcida pelo Palmeiras, derramado em plena avenida, sem nenhum pudor, sem nenhuma reserva… E que amor é esse, que aumenta a cada dia, e resiste a períodos em que o sol se esconde em nosso mundo?

Pedacinhos do Brasil inteiro (interior de São Paulo, da capital, de Roraima, Sergipe, Minas, Paraná, Ceará, Santa Catarina.. ) vieram à Barueri para ser o centrovante de Felipão na tão sentida ausência do nosso Pirata. Sempre temos que lutar contra leões inimagináveis…

Os relógios pareciam parados… Não vi o ônibus chegar, porque já tinha entrado e, dentro do estádio, tinha a impressão que o tempo demorava ainda mais a passar… E ali, naquele lugar, onde, segundo a imprensa, disputaríamos uma final acanhada, escondida, sem graça, helicópteros sobrevoavam o céu para ver o Palmeiras (todo mundo vai onde ele estiver), para ver a festa da Que Canta e Vibra… A lua, brilhando no céu, também tinha vindo ver o espetáculo… E nem ela, nem os helicópteros, e nenhum de nós  podia ver e ouvir a conversa que acontecia no vestiário, entre dois velhos amigos…

Tava chegando a hora… Os goleiros do Coritiba entraram em campo, lá perto da torcida deles, para se aquecer; e tomaram vaia da Que Canta e Vibra! Minutos depois, os goleiros palestrinos também entraram. E o estádio era um coro só: “Bruno! Bruno!”; e ele, confiante, acenava para os torcedores. Nós e o Bruno, na final!! Quem diria… E então, a torcida passou a gritar o nome de Deola. Depois de alguns episódios, que fizeram com que Bruno passasse a ser o titular, foi de arrepiar, de verdade, ouvir a torcida gritar o nome de Deola, e vê-lo acenar de volta, cheio de garra. A família, finalmente unida e em paz.

E, enquanto esperávamos cantando, a festa ia sendo preparada… Com bigodes para homenagear Felipão e o Mago, com balões, milhares de bandeirinhas, máscaras de porco, rostos pintados, corpos envolvidos pela bandeira do time tão amado… logo, o cenário já estava pronto. Meu coração parecia que ia explodir. Eu ficava tentando imaginar como seria a preleção, e o que pensariam e diriam entre si os jogadores, enquanto ouviam a força do canto da torcida palestrina.

Estávamos com os olhos grudados no campo, esperando, e quando o Palmeiras  apareceu,  algo aconteceu…  o que era para ser uma festa, se tornou um espetáculo para os sentidos, para a alma… O estádio explodiu em verde e branco e, ao olhar à minha volta, o Palestra Itália estava ali! O amor, incondicional, da torcida pelo time, tomava posse da Arena Barueri e a transformava na nossa casa. Era o Palestra Italia que viera para a final. Que emoção eu senti! Em meio a uma quantidade absurda de fogos, aplausos, gritos, balões agitados, chuva de papel prateado, bandeiras e bandeirinhas, e cantando a plenos pulmões, a força do amor da Que Canta e Vibra, levara o Palestra até ali. Poucas vezes eu senti algo tão arrebatador assim…

O jogo começou e as coisas não aconteciam como a gente tinha imaginado. O adversário, que fazia uma cera desgraçada desde o primeiro minuto,  marcava a saída de bola e era mais ataque que o Palmeiras, que parecia perdido na defesa, correndo atrás do Coritiba. O juiz nos irritava e irritava o time, deixando de marcar faltas, escandalosas, que sofríamos,  marcando todas para o outro lado e inventando outras.

Embora a bola não chegasse muito fácil em Valdivia, ele se movimentava bem, tentava chamar o jogo e, assim, chamava também as travas das chuteiras adversárias em suas canelas… e como apanhava! Em algumas vezes, o Mago fazia a jogada e ninguém o acompanhava. Henrique fazia muita falta, mas, para mim, Barcos fazia mais! E num lance em que o jogo estava parado, Valdivia foi empurrado pelo adversário e, em resposta, estendeu os braços fingindo que daria a bola pra ele; e o juiz, sem motivo algum, deu amarelo pra ele! Que pilantra! Já imaginei o que viria…

Para nossa sorte, Bruno estava numa noite esplêndida! Fez cada defesa!! Numa delas, logo no comecinho, o cara do Coxa entrou sozinho na área e, com o “Palestra” aterrorizado, Bruno travou a jogada e ficou com a bola. Espetacular! Fui parar de tremer uns 10 minutos depois. O adversário ainda teve outras oportunidades, que a péssima finalização dos seus atacantes, mandou pra fora. Tenso…

Já estávamos nos descontos, numa cobrança de falta, Assunção levantou na área; Betinho, à frente de Jonas, foi agarrado por ele e derrubado, num lance que mais parecia um golpe de judô. PÊNALTI! (nesse caso acho que a regra prevê que o infrator seja expulso, seu juiz!) O “Palestra” explodiu de alegria! Não dá para explicar o que foi aquele momento…

Eu tenho pavor de penalidades, ainda mais num jogo de final… Valdivia ia cobrar… Eu tinha medo de olhar e, durante aquele silêncio que tomou conta do “Palestra”, enquanto eu segurava a medalhinha de um certo escapulário, vi o Mago se dirigir para a bola. Com o coração paralisado, eu olhei para a lua e disse ao meu medo: DESTA VEZ, NÃO! E então olhei pro campo no momento em que a Que Canta e Vibra explodia e o ‘Palestra’ enlouquecia! E com uma emoção sem tamanho, eu vi, bem à minha frente, Valdivia comemorar o gol (me disseram depois, que ele cobrara como Evair em 93) com a saudação pirata que homenageava Barcos. Lindo demais!! As lágrimas eram de alívio e emoção…

E sem que nos déssemos conta, fomos transportados para dentro de um sonho…  

Eu não sei direito tudo o que se passou na segunda etapa, mas me lembro de Thiago Heleno jogando muito, lembro da segurança de Bruno, lembro da defesa que se acertou, do Palmeiras que passou a marcar melhor e a atacar mais, da luta do time em campo e daquela demonstração de amor no “Palestra”… Barueri jamais veria algo assim…A confiança de fazer o segundo gol e o medo de tomarmos um, se revezavam em meu coração.

E então, o Coritiba fez mais uma falta… Assunção cobrou em direção ao gol; a bola, explodindo em Lincoln, procurou e achou Thiago Heleno, e ele,  de cabeça, mandou pras redes. O “Palestra” veio abaixo! A torcida do Coritiba ia cantando cada vez menos. A Que Canta e Vibra, fascinada, já podia sentir o gostinho de tocar a taça e cantava e pulava sem parar… O Palmeiras, que a imprensa tanto ridicularizou, transformava o estádio acanhado e sem graça (segundo ela) no maior estádio do mundo!

Minutos depois, numa disputa mais dura de bola, devidamente aumentada pelo adversário, o juiz expulsou Valdivia. Nos primeiros momentos, o Palmeiras sentiu o golpe; o Mago fazia falta em campo. Pra complicar, num lance na área, Márcio Araújo foi disputar a bola com Tcheco e o Coritiba reclamou de pênalti. O juiz nada marcou e Tcheco foi pra cima dele. Levou cartão? NÃO! Não sou expert nas regras do jogo, mas me pareceu que M. Araújo tinha por objetivo a bola e, quando Tcheco ficou com ela e mudou a sua direção, Márcio Araújo já não podia mais parar ou voltar, e acabou derrubando o jogador. O fato é que o jogo continuava tenso…

Felipão colocou Maikon Leite e, no minuto seguinte, Betinho o lançou à frente do marcardor; ele dominou e foi em direção ao gol, mas se atrapalhou ao tentar tirar o goleiro, e perdeu o gol. Seria o gol do título… Que pecado! E o Coxa veio pra cima, e a defesa que ninguém passa tirou tudo. O Palmeiras lutava pela vantagem construída, o Palmeiras lutava pela chance de conquistar a Copa do Brasil, lutava contra assalto, sequestro, apendicite, expulsões muito mandrakes… e a torcida lutava junto…  E no “Palestra Itália”, feliz, de bigode, coberto por faixas verdes, brancas e vermelhas, ecoava: “…meu Palmeiras, meu Palmeiras, você é meu bem querer…”♫

O banco do Verdão, de pé, acenava e pedia o final de jogo; os torcedores olhavam os relógios…

E então, o juiz apitou! E decretou a festa da torcida mais linda e mais apaixonada do mundo! E decretou também que o Palmeiras vai à Curitiba, desfalcado, prejudicado por arbitragens coniventes com a pancadaria e implacáveis com lances corriqueiros..

Mas, jogue quem jogar, o Palmeiras vai à Curitiba mais forte, mais unido (obrigada Sampaio), mais pertinho do título; vai com “um olho no gato e outro na frigideira”…

O Palmeiras vai à Curitiba com Barcos, Mago e mais vinte milhões de palestrinos guardados no coração, para trazer a taça pra casa…

SÓ FALTA UMA! AVANTI PALESTRA! SCOPPIA CHE LA VITTORIA È NOSTRA!!!

Cá estamos nós, na final da Copa do Brasil!!!

Copa que, coincidentemente, já conquistamos uma vez, sob o comando do Bigode! Copa, que nos matou de emoção e alegria, no jogo diante do Grêmio, com um gol de um outro bigode… o bigode mágico e cheio de garra de Valdivia!

Nossa história já foi escrita por muitos outros “bigodes”…

POIS ENTÃO, VAMOS ESCREVER MAIS UM CAPÍTULO NO LIVRO MARAVILHOSO DAS GLÓRIAS PALESTRINAS, A CARÁTER!!

Torcedor palestrino, leve o seu bigode hoje à Arena Barueri! Bigode de verdade, ou de fantasia, pintado no rosto, não importa… A MODA NO VERDÃO AGORA É BIGODE! O meu já está preparado, e o seu?

Forza, palestra!! #forzabigode!!

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Dizem que o nosso coração está no lugar pra onde vão os nossos pensamentos, quando estamos distraídos, divagando…

Hoje é terça feira… Estamos a 2 dias de uma final… a um punhado de horas de realizarmos um sonho… Já não conseguimos mais comer direito, nem dormir; com os batimentos do coração totalmente acelerados, não conseguimos deixar de pensar no jogo, de imaginar lances, jogadas, dribles e gols… não conseguimos deixar de sonhar com Valdivia, Barcos, Mazinho, Maikon Leite, Cicinho, Juninho e Cia comemorando o balançar das redes inimigas… com Henrique, Thiago Heleno, Maurício Ramos, Román e Bruno e todo o resto do time, concretando a parede palestrina… Pra mim, tem momentos em que até respirar fica meio difícil… e o coração mal pode esperar, louco para espiar aqui do lado de fora… louco para ganhar os ares e voar!

Vamos jogar em Barueri a primeira partida da decisão da Copa do Brasil.  Em tempos em que a nossa casa está em reforma, nossos atletas optaram por jogar onde eles se sentem melhor.  Acho que está certo assim, e me parece que Tirone agiu corretamente ao ouvir os jogadores. O que importa é que estamos perto de chegar onde tanto sonhamos…

E só Deus sabe como nos foi difícil chegar até aqui… Só Ele sabe os tortuosos caminhos que nos trouxeram até a última batalha dessa guerra…

A gente tem sofrido um bocado! Famintos que estamos por tempos melhores, depois de tantas invertidas acabamos nos embrutecendo, perseguindo uns aos outros, nos atacando… Torcida que brigou com jogador, com técnico; técnico que brigou com a torcida, que brigou com jogador; torcida, técnico e jogador que brigaram com dirigentes; torcedor que brigou com torcedor… Que difícil! Quase perdemos a força de acreditar; escarnecemos alguns, humilhamos outros, acertamos nas críticas algumas vezes, fomos injustos e desleais em outras tantas… Quase jogamos fora o que temos de melhor, quase destruímos a nossa família de sangue esmeralda (que ainda se vê dividida pelo preconceito dos que se imaginam mais torcedores do que os outros)…

E agora, quando nos vemos diante da última batalha, quando nos deparamos com os dois últimos obstáculos, olhamos à nossa volta e vemos que só sobramos nós. Nós mesmos, os que tanto brigaram entre si. Agora compreendemos, que perseguidos e perseguidores, que time e torcida, estão juntos; que nós sempre estivemos juntos, o tempo todo, e nem nos demos conta disso enquanto nos degladiávamos. Agora, percebemos que nada e nem ninguém vai nos segurar; que vamos enfrentar o último adversário unidos e mais fortes.

Se me perguntarem se eu acho que o Palmeiras vai conquistar o título, vou responder que EU TENHO CERTEZA QUE O PALMEIRAS VAI CONQUISTAR O TÍTULO! E sabem por quê? Porque nós merecemos isso! Porque nós lutamos contra tudo e contra todos para estarmos aqui! Lutamos contra nós mesmos! Contra as intrigas dentro da nossa própria casa, contra as notícias vazadas, contra a mentalidade atrasada que nos comanda, contra gente manipulada, interesseira e vendida, infiltrada em todos os cantos do Palestra. Nossos inimigos foram – e têm sido – tantos. Nos desgastamos com boa parte da imprensa que não se cansou de arranjar motivos para nos desmerecer, para tumultuar o ambiente palestrino… nos aborrecemos com as críticas de uns; outros, se aborreceram com as nossas críticas… nos desapontamos com entrevistas impensadas e desastrosas de nossos dirigentes…

Lutamos contra a frustração e contra o fato de não sabermos lidar com ela; lutamos contra os gols desperdiçados, contra a anulação de gols legítimos que marcamos; sofremos com os passes que eram pra ter sido certeiros e saíram totalmente contrários ao planejado, com os pênaltis que sofremos e não foram marcados; travamos batalhas imensas contra a revolta de alguns momentos, contra o orgulho ferido de tantas oportunidades; lutamos contra as lesões,  contra as críticas mais ferinas, contra as gozações, contra as dores do corpo e da alma, contra a decepção, contra o apito que tantas vezes nos prejudicou, e ainda prejudica… Precisamos fazer verdadeiras maratonas para estar em jogos cujo horário só favorecia à televisão, deixando muitos torcedores sem transporte para voltar pra suas casas…

Alguns de nós, precisaram enfrentar o receio de jogar num time grande; outros, precisaram vencer as barreiras e pressões de trabalhar e ter de “vingar” num país estrangeiro; e teve ainda quem precisasse vencer o horror de uma grande violência vivida… Mas todos nós, sem distinção, nadamos contra a correnteza, buscamos a superação e lutamos contra o medo de acreditar, contra o medo de sonhar… chegamos até aqui bastante fortalecidos e, agora mais do que nunca, nós podemos, sim, sonhar… acreditar…

Não foi nada fácil, mas olha a gente aqui! Nós sobrevivemos! Machucados sim, marcados sim, mas inteiros! Palestrinos que somos, nos ferimos, nos machucamos, nos dobramos inúmeras vezes, mas continuamos de pé!

Cada um de nós… torcedores, jogadores, integrantes da comissão técnica, gerente de futebol, dirigentes… sabe os desafios e os “monstros” que teve que enfrentar; sabe as dores e as pedras que carregou por todo esse caminho. E elas nos fizeram mais fortes e mais sábios, e hão de nos fazer invencíveis nas duas partidas que faltam! FORÇA PALMEIRAS! Depois de tudo o que passamos, não vamos deixar ninguém nos tomar esse título, esse sonho. NEM A PAU, como diria  – e tenho certeza dirá – São Marcos ao grupo!

Porque pode nos faltar tudo, mas que não nos falte luta, não nos falte empenho e vontade de vencer; não nos falte alegria, amor e respeito ao manto que vestimos com orgulho; e que não nos falte gols, muitos deles, nas redes adversárias.

Estamos juntos e agora é a hora, Palmeiras! Cada um de nós, sem exceção, de alguma maneira contribuiu com uma pecinha desse grande quebra-cabeças que está prestes a ser concluído… Com um grito de incentivo, com um desarme, uma falta, um aplauso… com um gol, uma defesa, uma instrução bem dada, com um passe milimétrico, com uma botinada levada, com outra botinada dada, um tratamento adequado, com uma oração, um ensinamento, um pensamento positivo; com a vontade de aprender, de acertar, com a paciência de tentar mais uma vez… com suor, com chuva, frio, com muita dedicação e lágrimas…

Estamos juntos, e sabemos bem o que vem pela frente, sabemos que a dureza do prélio não tarda… Faltam dois dias…

É hora de jogar com mais raça do que nunca! E, no ardor da partida, entregar a alma e o coração! É hora de jogar com a responsabilidade de quem carrega vinte milhões de corações na ponta da chuteira e, por isso mesmo, se sente mais forte! Temos time e torcida para transformar a lealdade em padrão e tornar o nosso sonho real!

SOMOS PALMEIRAS! E O PALMEIRAS, CAMPEÃO DO SÉCULO, SABE SEMPRE LEVAR DE VENCIDA E MOSTRAR QUE DE FATO É CAMPEÃO!

BOA SORTE, VERDÃO! PRA CIMA DELES, E SEM MEDO DE SER FELIZ!!!

“Éramos moços… E o moço que não sonha nasceu velho.” Vicenzo Ragognetti

Vicenzo Ragognetti, Luigi Cervo, Luigi Emanuele Marzo, e Ezequiel Simone sonharam o Palestra Italia… Um menino de treze anos, um outro com quase 18,  um homem maduro, admirador do futebol, e um outro, intelectual, idealizaram e fundaram o nosso amado Palesta Itália, lutaram para que ele não sucumbisse à falta de fundos, costumeiramente enviados pela colônia italiana e que com a Primeira Guerra Mundial passaram a ser enviados à Cruz Vermelha e à Pró Pátria. E lá se vão quase 98 anos… Quem diria que ele ficaria tão grande? Quem diria que ele seria o Campeão do Século?

Esta foi a nossa primeira taça… A taça Savoia!

Conquistada em 24 de Janeiro de 1915 – 5 meses depois da fundação do clube – numa partida que teve como resultado Palestra Italia 2 x 0 Savoia. O jogo foi idealizado por Luigi Cervo, para que o Palmeiras não tivesse que morrer com apenas alguns meses de fundação. Os gols foram marcados por Bianco (1º gol da história) e Alegretti. Assistindo à partida, com olhos cheios de lágrimas, estava Cervo. Feliz, emocionado, ele tinha a certeza que, daquele momento em diante, nada e nem ninguém poderia acabar com o clube; que o Palestra pensaria grande porque seria grande…

Em 27 de Abril de 1920 (apenas seis anos após a sua fundação), depois de três anos como inquilinos, o então presidente Menotti Falchi assinava a escritura de compra do terreno do Parque Antartica. O Palestra Italia tinha a sua casa!

O primeiro título, de um campeonato oficial, veio no mesmo ano.  No campo da Floresta, em 19 de Dezembro de 1920; ao vencer o Paulistano por 2 x 1, o Palestra Italia conquistava o Campeonato Paulista.

Nascido para ser um gigante o Palestra começava a cumprir o seu destino…

E conquistou os CAMPEONATOS PAULISTAS de 1926 (INVICTO), 1927/32 (INVICTO) 1933/34/36/40… E os dois CAMPEONATOS PAULISTAS EXTRAS de 1926 (INVICTO também) e 1938… e as conquistas do TORNEIO INÍCIO DO CAMPEONATO PAULISTA em 1927/30/35/39… a TAÇA DE CAMPEÕES RIO-SÃO PAULO em 1926/33… o TORNEIO RIO-SÃO PAULO em 1933… Foi CAMPEÃO BRASILEIRO em 1918 (com quatro aninhos de vida), 1926, 1933 e TÍTULOS INTERNACIONAIS em 1922/23/29 (dois torneios conquistados) e 1931…

O menino Palestra se cobria de glórias no Brasil e se fazia conhecer além das nossas fronteiras… A sua torcida, originariamente italiana, começava a ganhar a simpatia de outras etnias, e já vivia o orgulho de ser palestrina! Mas a vida queria o Palestra ainda maior; a vida tinha sonhos mais caros para ele realizar… mas seria à custa de muita luta!

E tivemos que lutar muito mesmo, para nos mantermos vivos, para manter a nossa casa… Graças à ignorância da sociedade da época e ao oportunismo de alguns, o Palestra Italia quase perdeu o seu patrimônio quando teve início a Segunda Guerra Mundial. A Itália tornou-se inimiga do Brasil, que apoiava as Forças aliadas. Quem tem descendência italiana sabe, por ter ouvido contar, o que foi aquela época; quem não tem a descendência, pode bem imaginar como foram perseguidos os italianos (e o Palestra Italia) de então e tudo o que fosse relacionado ao país inimigo.

O governo de Getúlio Vargas ameaçava tomar o patrimônio dos clubes que não mudassem de nome. Aproveitando a ocasião, o São Paulo Futebol Clube, uma equipe sem recursos, sem estádio, esperava que o Palestra fechasse as suas portas para ficar com todo o seu patrimônio, para ficar com o Parque Antárctica, a nossa casa… O Palestra já tinha mudado o seu nome para Palestra de São Paulo, mas não adiantara, as autoridades continuavam exigindo a mudança. O time era líder invicto do campeonato e os seus dirigentes não sabiam o que fazer… Mas, mal sabiam todos, que um palestrino nunca se entrega, nunca foge da luta, e que o Palestra, que naquele momento, precisava de paz para conquistar mais um título, iria escrever uma das páginas mais lindas da sua história! E ele não morreria como queriam muitos, ele ressurgiria Imponente, brasileiro e campeão!

E então, a partir de 14 de setembro de 1942, o Palestra de São Paulo, antigo Palestra Italia, retirando o vermelho do uniforme, passaria a se chamar Sociedade Esportiva Palmeiras. Era o nosso Palmeiras que nascia!! E a primeira disputa desse Palmeiras que surgia, seria a disputa do título do Campeonato Paulista com  o São Paulo, o mesmo que tentara lhe tomar o patrimônio.

E, da mesma forma que o Palmeiras seguia o seu destino de ser grande, o seu adversário seguia o seu, de ser mesquinho e tentar fora de campo, encontrar recursos que o ajudem lá dentro… a diretoria são-paulina criou um clima de hostilidade antes da partida; diziam que os paulistas deveriam encarar os jogadores do Palmeiras como inimigos da Pátria. Vejam só!

Mas eu disse que o Palmeiras já nascia brasileiro, não disse? E foi Adalberto Mendes, um brasileiro, sergipano, apaixonado pelo clube, quem teve a ideia de o time entrar em campo com a bandeira do Brasil. A foto é histórica e maravilhosa:

Oberdan Cattani, Zezé Procópio, Og Moreira, Junqueira,  Begliomini, Del Nero, Cláudio, Waldemar Fiúme,  Viladôniga, Lima e Echevarrieta entraram em campo com um grande “P” no coração e carregando a bandeira do Brasil. A torcida, que tinha sido preparada para ver inimigos entrarem em campo, se calou por um momento e depois, maravilhada com aquela cena, os aplaudiu efusivamente. O Palmeiras nascia sob os aplausos e o respeito de todos e com o orgulho imenso da gente palestrina.

E vencíamos a partida por 3 x 1 (fora o baile) quando nossos adversários, com raiva, porque não nos tomaram o estádio; sucumbindo diante da grandeza com que o Palestra ressurgira Palmeiras e não querendo nos deixar cobrar o pênalti que selaria uma goleada maior, saíram de campo antes do final da partida. E foi naquela tarde gloriosa, que aqueles homens de verde terminaram de escrever mais um capítulo da nossa história tão linda; foi naquela tarde de orgulho, que Palestra e Palmeiras conquistaram um título juntos; naquela tarde de 20 de setembro de 1942, O PALESTRA ITALIA MORREU LÍDER E O PALMEIRAS NASCEU CAMPEÃO!!

E o Palmeiras, Palestra que era no coração, na essência e na alma, não podia seguir outro caminho que não fosse o de glórias, de muitas conquistas!

E a sua Sala de Troféus ia abrindo espaço para muitos canecos… O texto seria quilométrico se eu fosse citar todos aqui.

CAMPEONATO PAULISTA de 1942/44/47/50, 1959 (supercampeão), 1963/66, 1972 (invicto), 1974/76/93/94/96/2008… TORNEIO INÍCIO DO CAMPEONATO PAULISTA em 1942, 1946, 1969… TAÇA CIDADE DE SÃO PAULO em 1945/46/50/51… TAÇA GOVERNADOR DO ESTADO EM 1972… TAÇA DE CAMPEÕES RIO-SÃO PAULO em 1942/44/47… TORNEIO RIO-SÃO PAULO em 1951/65/93/2000… CAMPEÃO BRASILEIRO em 1957 e 1961… SUPER CAMPEÃO DO BRASIL em 1967… CAMPEÃO DAS CINCO COROAS em 1950/51/72/93/94… CAMPEONATO NACIONAL  em 1960/67, 1967(Taça Brasil), 1969/72/73/93/94… COPA DO BRASIL  em 1998… COPA DOS CAMPEÕES em 2000… COPA SULAMERICANA MERCOSUL em 1998… COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA em 1999… MUNDIAL INTER CLUBES – COPA RIO em 1951.

1951… A FIFA, do presidente Jules Rimet, decidira que o primeiro Campeonato Mundial de Clubes seria no Rio de Janeiro. Evento grandioso que contaria com as equipes consideradas as potências do futebol mundial da época. Eram oito times, divididos em duas chaves de quatro: Vasco da Gama/Brasil, Áustria Viena/ Áustria, Nacional/Uruguai e Sporting/Portugal, com sede no RJ; Palmeiras/Brasil, Juventus/Itália (o grande bicho papão), Estrela Vermelha/Iugoslávia e Olympique/França, com sede em SP.

E deu Palmeiras e Juventus na final! Duas partidas. O Palmeiras venceu a primeira por 1 x 0 e poderia empatar na segunda…

22 de Julho de 1951… Num Maracanã com mais de 100 mil pessoas; num Maracanã lotado de brasileiros, ainda “de luto” pela perda da Copa do Mundo, em casa, no ano anterior; num Maracanã enlouquecido com a possibilidade de resgatar o orgulho do futebol brasileiro, de resgatar a auto estima do torcedor brasileiro… nesse Maracanã, de alegria e euforia jamais vista… o PALMEIRAS EMPATOU POR 2 X 2 COM A TEMIDA JUVENTUS DE TURIM E SAGROU-SE CAMPEÃO MUNDIAL DE CLUBES. E teve festa nas ruas do Rio de Janeiro, nas ruas de São Paulo, teve festa no Brasil inteiro… TEVE UM MILHÃO DE PESSOAS RECEBENDO O PALMEIRAS EM SÃO PAULO!! Nunca se viu algo assim! Foi uma apoteose.

Tinha que ser o Palmeiras! Desde a estação Roosevelt até o Parque Antárctica, o povo se aglomerava nas ruas e onde podia – nos muros, sacadas dos edifícios, placas de propaganda – e do jeito que dava para ver passar os heróis do futebol paulista e brasileiro. Caminhões, carros particulares e táxis acompanhavam a passagem do Palmeiras Campeão Mundial.

Era uma noite fria de Julho… e Jair, Canhotinho, Villa, Fábio, Juvenal, Aquiles, Túlio, Lima , Rodrigues, Salvador, Dema, Liminha, Fiúme e todos os componentes da delegação alviverde se sentiam aquecidos pelo carinho das pessoas, pelos aplausos e pelas lágrimas de alegria da impressionante multidão. O Palmeiras transcendia as fronteiras de sua torcida e se tornava o motivo de orgulho de todo um país.

 

E se o Palmeiras nasceu para ser um gigante e encher a torcida de orgulho, tinha que ter sido o seu time – do goleiro ao ponta esquerda – a vestir a gloriosa (sim, ela era gloriosa) camisa da Seleção Brasileira. Olha aí a primeira Academia, o Palmeiras/Seleção Brasileira, em Belo Horizonte, no dia 7 de Setembro de 1965!! Orgulho da Nação Alviverde!

Valdir, Servílio, Julinho, Waldemar, Ademir da Guia, Djalma Dias, Djalma Santos, Rinaldo, Ferrari, Dudu, Tupãzinho

Olha aí o Palmeiras (segunda Academia) que conquistou todos os títulos -Campeão Paulista, Invicto / Campeão Brasileiro / Torneio Laudo Natel / Torneio Mar Del Plata / Taça dos Invictos – disputados em 1972:

Olha só o que nos aconteceu em 1999:

Olha só o que aconteceu com o Palestra Italia/Sociedade Esportiva Palmeiras:

PALMEIRAS, O GIGANTE ALVIVERDE IMPONENTE !!

E com essa história belíssima, muito resumidamente contada por mim, você jura que seu maior orgulho de torcedor palestrino é ter um título que o seu rival não tem?

Informações e imagens retiradas do Site Palestrinos.
http://palestrinos.com.br/index.htm

Faltam 90 minutos… uma partida, para estarmos na final da Copa do Brasil… Uma partida que começa com o Palmeiras vencendo por 2 x 0…
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Ninguém aguenta a ansiedade para que chegue a quinta feira. O coração do torcedor se agita, cresce tanto dentro do peito, que tem momentos em que parece que lá, ele não cabe mais. Mal podemos acreditar que estamos tão perto de chegar…
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E nessa hora, é preciso que estejamos todos unidos, é preciso que a gente torça como nunca e acredite mais ainda. O Palmeiras pode jogar onde for, que nosso coração sempre baterá no ritmo das arquibancadas do Palestra Itália. Levamos o Palestra e o Palmeiras dentro do peito; e não importa onde cada um de nós esteja, não importa se vamos ao jogo, se ficamos em casa, se estamos trabalhando… Nosso coração vai atrás do Verdão sempre!
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O amor do palestrino não tem nacionalidade, não tem cor, não tem raça, não tem fronteiras… é amor! Imenso e incondicional!
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Em todos os “cantos” do planeta existe um coração pulsando em verde e branco,  e eu fico imaginando como deve ser difícil para quem está, fisicamente, longe do Palmeiras.  Cada um de nós sabe os sacrifícios que faz por amor a esse time. Como a minha amiga Gladis Mari Modernel, por exemplo, que está na Espanha, que sofre com a distância e a saudade, e que tem que passar as madrugadas acordada para acompanhar os jogos do time tão amado. Segue o relato que ela me enviou há algum tempo atrás…
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Querida Tânia,
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Relato aqui a minha epopéia pra ficar conectada com meu amor… PALMEIRAS DI PALESTRA ITÁLIA!
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Estou em Madrid desde novembro do ano passado, e claro busco ávidamente notícias do Palmeiras o que é uma dificuldade inigualável.
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Necessito dizer que odeio o Real Madrid, que é o Cúrinthians daqui e detesto o Barça. 
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Por um curto período nossos fusos horários são de 4 horas, mas agora entramos no horário de verão, em plena primavera, então cinco horas me distanciam do tempo real do meu Verdão.
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Logo, os jogos das 22h00 começam pra mim às 3h00 da madruga, e fico driblando meu sono, às vezes cochilo no sofá e coloco o celular pra me despertar, quando estou muito cansada, outras vezes invento, dou uma de culinarista e faço todos os tipos de quitutes possíveis…
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Perder o jogo? NUNCA… JAMAIS, EM TEMPO ALGUM!
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Assisto os jogos ao vivo, pela internet, na Justin TV, mas brigo muito com a conexão que às vezes me tira do ar… às vezes trava e eu fico, como diz meu filho, com sangue nos olhos, às vezes sou obrigada a só escutar pela Web Rádio Verdão e, de um jeito ou de outro, vou levando…
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Muitas vezes fico sem conseguir acessar nada, ainda com a net funcionando, então, entro no Face pra implorar que alguém me dê notícias, mas todos estão com as atenções no jogo e infelizmente não respondem.
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Mas continuo, no Face tentam achar alguma coisa, um outro link… e como Deus é Pai sempre consigo. E quando às cinco da manhã o jogo acaba, parece que levei uma surra de tamanco… Meu corpo dói, tenho sono, e quando perde ou empata jogos fáceis, com foi aquele com o Comercial, por exemplo, tenho uma mistura de tristeza e muita raiva… fere a minha alma.
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E é no Face que posso trocar ideias e desabafar a minha indignação com meus amigos palestrinos.
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Em contrapartida quando sai o gol, quando vejo, ouço, ou sei do apito final, em uma vitória nossa… ÊXTASE TOTAL!
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EU ME TRANSFORMO NUMA BAILARINA LOUCA… DANÇO COREOGRAFIAS INVENTADAS E SEM NEXO… PULO NO SOFÁ , CANTO O HINO, AGRADEÇO A DEUS, A PAZ E A ALEGRIA INUNDAM A MINHA ALMA DE UM JEITO QUE NEM SEI DESCREVER…. E VOU PRO FACE DE NOVO PRA DIVIDIR MINHA ALEGRIA!!!
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É  ASSIM AMIGA !
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MEU AMOR PELO PALMEIRAS VAI ALÉM DOS LIMITES DA RAZÃO, EU SEI , MAS
O AMOR É VERDE , BRANCA A RAZÃO.. EU PLANTEI PALMEIRAS NO CORAÇÃO… “
AMO ALÉM DAS MINHAS FORÇAS,
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EU APENAS AMO.
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EU CHORO, DE FELICIDADE DE RAIVA , MAS MEU AMOR EU NÃO ABANDONO NUNCA….. MEU AMOR É ÚNICO E MUITO , MUITO ESPECIAL
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AMIGA AMADA ! ASSIM SÃO OS MEUS DIAS COM O PALMEIRAS AQUI , ESPERO QUE TENHA SIDO SATISFATÓRIO O MEU RELATO E SEGUEM POR ANEXO FOTOS MINHAS NO LIXO DO SANTIAGO BERNABÉU E CLARO COM O MANTO SAGRADO , PRA ME PROTEGER DE TODO MAL, AMÉM !!!!
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OBRIGADA AMIGA PELA OPORTUNIDADE..
BJS
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Estamos juntas Gladis! Ou melhor, estamos juntos! Você, eu e mais 20 milhões de palestrinos!
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Tá chegando a hora! BOOORA BUSCAR A VAGA NA FINAL!!!

“Viver e não ter a vergonha de ser feliz… Cantar e cantar e cantar…”♫

É bem a cara do Palmeiras isso… quando a gente fica morrendo de medo de perder um jogo, quando a gente nem espera muito dele, ele vai na casa do adversário, leva o Santo de talismã, faz uma bagunça danada, esculhamba a ‘cozinha’ dos caras e muda até o nome da cidade…

A cidade do Grêmio agora é Porco Alegre!! E bota alegre nisso! A parmerada saiu feliz da vida! E, diga-se passagem, aplaudida pelos torcedores do Grêmio. Lindo isso! Saber perder é uma virtude!

Mas aqui em Sampa eu quase morri do coração… Me lembrei até daquela semifinal de 2008 contra os bambis. Como foi difícil esperar chegar a hora do jogo. Tava acreditando muito na vitória. Que ansiedade! Apesar de saber que não era fácil chegar lá no Olímpico e beliscar uma vantagem, eu tentava ser racional e pensar que, ainda que o nosso time não ande muito bem, o Grêmio, por sua vez, não é lá essas coisas. Mas quem explicava isso pro meu coração? Faltando quinze minutos pro início do jogo, ele já não cabia mais no peito.

Quando liguei a TV, o Palmeiras ia entrar em campo. Na tela, os jogadores já fora dos vestiários se preparando para ir pro campo. Vi o Bruno e o Thiago Heleno… o nervoso do dia inteiro e a apreensão de muitos dias, viraram um nó imenso na garganta e muitas lágrimas. Como eu amo esse time! E o amor aumenta sempre! Acho isso fantástico!

Achei que o Palmeiras começou meio nervoso. Mas não era pra menos. Mais de 45 mil pessoas no estádio pressionando desde o primeiro minuto. Pedreira! Nossa torcida era pequenina, diminuta… mas só em número. Porque eles ajudaram a fazer a diferença. Cantaram, torceram, empurraram o time, entregaram a alma… A gente, aqui, de longe, mas com o coração lá, também entregou a alma… E, daquele nosso jeitinho, de alguma maneira, estávamos todos juntos. Vinte milhões de corações palestrinos, onde cabiam uns dois mil.

Eu tinha pedido tanto a Deus que abençoasse os nossos jogadores, para que eles pudessem usar a suas potencialidades, tinha pedido a Deus que abençoasse e iluminasse Felipão. E Felipão, pasmem, veio meio iluminado do vestiário e enganou Luxemburgo. Deu uma mudada no esquema que usara no último confronto; tirou Márcio Araújo do time (falta tirar mais um…) e colocou 3 zagueiros. Henrique, Thiago Heleno e Maurício Ramos. Henrique ocupou a vaga de Márcio Araújo – às vezes ajudava lá atrás também – e jogou muito! Monstro! Ponto pro Felipão que percebeu que Henrique poderia jogar assim. O Pofexô escalou o Kleber, que tentou apitar o jogo, xingou juiz, meteu a mão na bola sem levar cartão, mas futebol que é bom… nada!

Apesar do jogo pegado, cheio de faltas, com exceção de poucos lances, os dois times, muito bem fechados do meio pra trás, não conseguiram chegar à área adversária. O Verdão não tinha saída de bola.  A prioridade de Palmeiras e Grêmio era mesmo não tomar gols. E o primeiro tempo terminou sem abertura de placar.

Quando começou a segunda etapa me pareceu que Felipão tinha adiantado a marcação, porque o Grêmio tinha mais dificuldades pra chegar. A minha cabeça formigava de tanto nervoso. Em pleno dia de Santo Antonio, eu já tinha rezado tanto pra ele, que ele devia estar até torcendo pro Palmeiras. De alguma maneira eu tinha certeza que sairíamos de lá com um bom resultado, mas nem por isso eu parava de tremer. Ainda bem que existem os juízes! O Heber, que apitava o nosso jogo, é figurinha manjada e, xingando ele, eu conseguia aliviar um pouco o nervoso.

Desde o começo de do segundo tempo, o Palmeiras me parecia mais certinho. E, por estar mais certinho, o time ganhava mais corpo. Valdivia fazia falta. Apesar de Daniel Carvalho ser um jogador inteligente, de toque mais refinado, ele não se saía muito bem. Artur e Luan também não me agradavam. Mas todos eles lutavam muito em campo; cada pedacinho do gramado era disputadíssimo. Aquela disposição do Palmeiras deixava a gente mais ansioso ainda.  O Pofexô, preocupado, tirou Kleber e Miralles, aos 15′; entraram  André Lima e Marcelo Moreno.

Já me sentia feliz da vida com um empate, mas sonhava com um golzinho do Barcos… Mas Felipão precisava trocar umas peças ali. Acompanhada pelos amigos no Twitter, jogávamos junto com o time. A torcida em Porco Alegre, jogava também. Fazia tanto tempo que eu não via a torcida tão parceira do time, fazia tanto tempo que eu não via o time tão parceiro da torcida, tão bem posicionado na defesa… Ver o Palmeiras bem em campo, entusiasmava a torcida e a fazia acreditar ainda mais.

O tempo ia passando e tinha momentos em que era difícil até respirar… As oportunidades de ataque começavam a surgir… O clima era quente. Luan discutia com Werley… Os desarmes ditavam o andamento da partida. Artur sentiu uma pegada mais dura e deu lugar a Cicinho.

O Palmeiras jogava melhor que o Grêmio (Luan jogava melhor também), mas a jogada de gol não vinha, finalizávamos quase nada. Já tava quase na metade do segundo tempo quando, em jogada de velocidade, Juninho recebeu na esquerda, desceu até a linha de fundo e cruzou na área. Por pouco o Pirata não pega… Meeeu Deeeus! E era isso que a gente tinha que fazer mesmo, meter bola no Barcos! Uma hora ia dar certo. Eu queria tanto que ele marcasse…

E o Felipão nada de mudar. Tinha ido lá buscar o empate e ia sair com ele. Tava bom, aqui a gente resolvia.

Mas, aos 40′, Santo Antonio, que já devia estar de saco cheio de ouvir os meus pedidos e do pessoal do Twitter e do Facebook, deve ter falado lá pro Felipão: Ô bigode, muda aí, que eu não aguento mais! Põe o Mazinho! E Felipão atendeu, sacando Daniel Carvalho. Não sei porque Mazinho é banco e Maikon Leite também.

UM MINUTO DEPOIS, o jogador do Grêmio deu uma furada e facilitou o contra ataque do esquadrão de Santo Antonio (desculpa aí San Genaro). Cicinho recebeu o passe na direita, quase lá no meio de campo, desceu com muita velocidade, Mazinho correu pro meio, Cicinho deu um passe lindo que Mazinho chutou tão logo a bola chegou à sua frente.  Eu mal podia acreditar no que estava vendo!  A bola balançou a rede e eu quase morri do coração. Que felicidade! Daquelas da gente chorar de alegria! Os reservas pularam do banco e foram para a beira do campo comemorar! Fomos buscar um empate e íamos sair com a vantagem!

Mas, na noite de ontem, “imponderável” se escrevia em verde…  A felicidade tinha endereço nas Perdizes…  e “Porto Alegre” conhecia outra grafia…

O relógio marcava 45′, e eu tava rezando, mas era pro juiz terminar, quando Juninho desceu pela esquerda, e cruzou para Barcos; o Pirata subiu e cabeceou pro gol, buscando o canto oposto do goleiro. Cabeceou de um jeito que a bola passou entre o goleiro e o zagueiro, e eles nada puderam fazer… GOOOOOOOOL DO PALMEIRAS! E GOL DE BARCOS! Saqueamos Porco Alegre! Santo Antonio, seu lindo, você caprichou!

Eu nem vi mais nada depois disso. Enlouquecida de alegria, chorando de emoção, tive que sair correndo atrás do meu coração que pulou do peito…

VITÓRIA SENSACIONAL DO VERDÃO EM PORCO ALEGRE! PALMEIRAS MUITO, MAS MUITO PERTO MESMO, DA FINAL DA COPA DO BRASIL!

PARA NOSSA ALEGRIA!

Ah… antes que eu me esqueça… TCHUUUPA, LUXA! TCHUUUPA, KLEBER!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=DGxnVVezJ5w&feature=related[/youtube]

“… andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá…” ♫♪♫

É HORA DE MAIS UMA BATALHA PALMEIRAS!

E que não nos falte garra, vontade de vencer, muita luta e muita bola enfiada na rede dos gaúchos!

A nossa fé e o nosso amor, vocês já sabem, esses não faltam nunca!

Tamo junto! ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOOO!!!


Comemorar só o Dia dos Namorados em 12 de Junho é para os fracos!

Os palestrinos têm muito mais a comemorar…

12 de Junho é dia de relembrar o espetáculo, o show que o Palmeiras (nosso amor eterno) apresentou para a gambazada na final do Paulistão/1993!

Com um time recheado de craques, com metade do Morumbi lotada de parmeras, com gols inesquecíveis, dribles maravilhosos, com uma apresentação de gala do Matador Evair, com a defesa que ninguém passa (e não passava mesmo!), com a linha atacante de raça e uma dose “animal” de emoção, o título foi merecidamente conquistado pelo Verdão! 4 x 0, fora o baile, ficou barato demais!

Grazie Evair, Edmundo, Zinho, Sampaio, Antonio Carlos, Mazinho, Tonhão, Roberto Carlos, Sérgio, João Luís, Edílson (vou te dar uma colher de chá…), Paulo Sérgio, Daniel, Maurílio, Jean Carlo, Alexandre Rosa, Sorato, Jefferson, Toninho, Marquinhos, Willians, Edinho, Magrão, Naná !!! Nós nunca mais vamos nos esquecer!!

SALVE, PALMEIRAS! SALVE DREAM TEAM!

E 12 de Junho é também o aniversário de um dos maiores goleiros da Sociedade Esportiva Palmeiras, de uma lenda viva do Palestra Italia e do Palmeiras…

OBERDAN CATTANI, PARABÉNS PELOS SEUS 93 ANOS!

MUITA SAÚDE, ALEGRIAS, 

E PARMERA CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL TAMBÉM!!

“Tá faltando raiva ao Palmeiras” – Felipão.  ELE deveria escalar a torcida… Mais raiva do que ela anda sentindo, impossível!

De nada adiantou a noite muito mal dormida, de nada adiantou todo o vinho que eu tomei à mesa…

Enquanto recolhia os pratos do almoço de domingo e os levava para a cozinha, as lágrimas escorriam pelo meu rosto, mas, ao invés de aliviar, doía ainda mais o meu peito… Meus pensamentos, mais desorganizados do que o time do Palmeiras em campo; os impulsos nervosos do meu cérebro, mais desconexos do que aquele festival de chutões que assistimos a cada jogo… que sensação horrível! Fui dormir morrendo de raiva, acordei dezenas de vezes durante a noite, e amanheci com esse buraco no peito.

O que esperar do Palmeiras? O que esperar daqui pra frente? Tudo e nada…

Tem torcedor que fala que o time não presta, que fala que falta raça. Não é verdade! Precisamos de algumas peças para vestirem a camisa titular, mas está tão óbvio… o time é mal treinado, não tem padrão e tampouco regularidade. Raça, sozinha, num esquema furado, não adianta de muita coisa. É o centroavante marcando lá atrás, o meia marcando na lateral… uma desorganização desgraçada! Por isso, tantas vezes, o time parece um catado. E é normal que diante de uma coisa que não funciona, os jogadores se sintam meio derrotados, antes mesmo do apito final. Não sei o que pensar de Felipão. Não sei se está perdido e não sabe o que faz, ou se sabe muito bem o que faz e o Palmeiras, a torcida, e os títulos que tanto queremos, que se danem… A farpa da dúvida afunda cada vez mais no meu peito.

O técnico vive apelando por contratações e, algumas delas, que chegam e saem do Verdão com rapidez espantosa, estão hoje em outros times, com partes dos salários pagos pelo Palmeiras (essa manobra é antiga). A Base, de alguns jogadores campeões com a seleção sub-20, é depreciada, não tem chances, mas tem chance um Betinho (e mais um monte de outros) que nem o São Caetano quer e que bateu na porta do Palmeiras (!?!?); também tinha chances o inútil do Ricardo Bueno, Rivaldo… Que vergonha eu sinto disso!

No Palmeiras atual, não importa a característica do jogador, ele tem que ser um marcador! Senão, nem é escalado. E, curiosamente, nessa obsessão pela marcação, o esquema único do time privilegia um jogador que só sabe cobrar faltas – mas não acerta com a frequência que tal privilégio demandaria – e que não marca p…. nenhuma!  No Palmeiras de hoje, se tiver um jogador de talento, mas tiver um outro, perna de pau, que marque mais que ele, o talento vai pro banco e o perna de pau pro campo. E nessa batida Luan se fez intocável (quero acreditar que seja só por isso, e não pela história do tal empresário, que também empresaria Patrik, Betinho…).

Nos bastidores, estamos reféns de gente despreparada, incapaz e sem amor e respeito suficientes para cuidar do Palmeiras, gente que pensa que o Palmeiras é uma extensão de suas lanchonetes; dentro de campo, estamos reféns desse esquema de bola parada, de chutões sem utilidade alguma, de nenhuma jogada ensaiada;  de um esquema para não vencer…

Barcos chegou marcando uma porrada de gols, GOD mudou o esquema e estragou a nossa alegria e o futebol de Barcos… O que GOD tem contra marcarmos gols?

Mazinho chegou, fez uma partida muito boa, arrebentou na segunda, para  depois virar banco de Luan, que não tem um grama de talento suficiente para vestir a camisa do Palmeiras, quanto mais para ser titular. Hoje, Mazinho já não repete a boa performance das primeiras partidas.

Cicinho jogava muito, todos nós vivíamos dizendo que não tínhamos mais problemas na lateral direita; GOD mudou a formação tática, Cicinho teve que marcar mais e avançar menos – foi ele mesmo quem disse isso – e hoje não consegue reeditar o seu bom futebol.

E assim é com todos os nossos jogadores. As suas melhores características são desperdiçadas, reprimidas, na obsessão que o técnico tem por marcação. Ele mesmo disse ‘estou ensinando o Felipe a marcar’.

Diante do Galo, para nossa alegria, tínhamos dois meias em campo! Mal pude acreditar!  Mas o Felipe – que sofreu um pênalti não marcado pelo juiz – foi colocado para marcar o lateral dos caras.  Dessa maneira, pode por até o Messi aí, que ele não vai dar conta! E tínhamos dois meias no time e só o Barcos no ataque – Luan é alegoria, uma vez que também é obrigado a ficar cobrindo a falha de marcação de outros em campo. De que adianta? E Maikon Leite e Mazinho… no banco. Claro que, com essa formação, com essa mentalidade e com um festival de passes errados, passamos o primeiro tempo sem dar um chute a gol – nossa melhor oportunidade, além da pegada no pé do Felipe, na área, foi o lance em que Richarlyson, jurando que era o Cristo Redentor, de braços abertos “sobre a Guanabara”, meteu a mão na bola dentro da área. Como o Palmeiras atual gosta de facilitar a vida dos adversários. Do lado verde, os torcedores pediam Maikon Leite. Do lado do Galo, Ronaldinho começava a gostar do jogo…

E a gente, com inveja e saudade, via o Pierre destruindo tudo. O mesmo Pierre, que Felipão não quis e para quem ELE não deu algumas das infinitas oportunidades que dá para os seus pernas de pau favoritos. Hoje, temos que nos contentar com Márcio Araújo, que já não é grande coisa, mas se complica ainda mais porque Assunção não é mais um marcador e, por mais que tente, não consegue ficar correndo atrás dos adversários.

No segundo tempo, o Galo abriu o placar logo aos 3′, com Jô; Ronaldinho metia cada bola pra ele que me dava até frio na espinha… Felipão chamou Maikon Leite mas, ao invés de tirar o Luan, que jogava mal, tirou Felipe, que jogava bem. Mais tarde tiraria o Luan para colocar Mazinho, mas, tirando duas cobranças de falta que pararam na trave – o Galo teve um gol, que me pareceu legítimo, anulado pelo juiz -, o Palmeiras nada fez para buscar, pelo menos, o empate.

E assim vamos nós, com um técnico que não administra bem o time, com jogadores mais perdidos que uma cebola em salada de frutas, com dirigentes que pensam que o Palmeiras é pastelaria. Italianos que fazem as contas e os planejamentos do time Campeão do Século, com as canetas atrás da orelha e em papel de pão. Dirigentes que são células doentes da ferida maligna que apodrece o Palmeiras por dentro e derrama o pus aqui fora…

E nós, torcedores, somos o curativo que minimiza o mal… somos o linimento que alivia as dores… nosso amor é a força que permite ao “doente” se levantar, se manter ereto e caminhar… e haveremos de ser, precisamos ser, bisturi e pinça, a cortar e extirpar essa ferida maligna antes que ela mate o nosso Palmeiras. Não dá para esperarmos mais.

Ele só tem a nós e ao nosso imenso amor… E somos nós que teremos que salvá-lo.

AFINAL, NÓS PLANTAMOS PALMEIRAS NO CORAÇÃO!!

06 de Junho de 2000… Há exatos 12 anos, um santo foi, definitivamente, canonizado.

Eu poderia falar da alegria… do coração que quase explodiu dentro do peito…

Eu poderia falar da dissimulação, que foi vista sem a máscara e perdeu a pose…

Também poderia falar que, quando vimos quem seria o último a cobrar o pênalti, todos nós já antevíamos o que ia acontecer…

Poderia dizer que estávamos mais unidos do que nunca naqueles breves instantes…

Poderia lhes contar que, nos segundos que antecederam a cobrança, a TV mostrou Marcos no gol e eu, quase morrendo de aflição, notei que a imagem de seu escapulário aparecia pela gola da camisa…

Poderia escrever aqui que, naquele momento, a certeza de que ele ia pegar, corria pelo meu rosto…

Poderia lembrar que todas as nossas rezas deram certo naquela noite… e que quase morremos de felicidade, que lavamos a alma… que a nossa aflição e apreensão deram lugar ao riso, aos gritos de alegria e às lágrimas…

Mas não é preciso que eu diga nada. Nem mesmo que aquela emoção permanece comigo e que ainda choro ao lembrar…

Esse filme jamais sairá da nossa memória…

Que Deus o abençoe sempre, São Marcos! Amamos você imensamente!