“No centenário, não quero choro e nem vela, quero comprar a minha camisa amarela… “

Para comemorar o centenário do clube e a ocasião em que a Sociedade Esportiva Palmeiras, A PEDIDO DA CBD, representou a seleção brasileira (isso é diferente de ter pedido à CBD para representar a seleção, como fez um outro clube aí); para relembrar aquele histórico 07 de Setembro de 1965, quando a seleção brasileira foi dignamente representada pelo poderoso Palmeiras, da Academia, época em que a seleção era respeitada e admirada por 100% dos brasileiros (agora não é mais unanimidade e sofre uma rejeição enorme), o Palmeiras lançou uma camisa amarela, comemorativa, que ficou simplesmente divina. Aliás, tudo o que é confeccionado pela Adidas tem muita qualidade, e o distintivo do Palmeiras dá o toque divino.

Além da camisa ter sido aprovadíssima pela torcida esmeraldina, a muito inteligente e bem sucedida estratégia de marketing da Adidas, acabou incomodando a empresa responsável pela confecção do uniforme da seleção brasileira, a Nike, cujo departamento de marketing deixou a desejar. No popular: a patrocinadora da seleção ficou com dor-de-cotovelo. E com a maior cara-de-pau acionou a CBF (a CBF permite que ela mande no futebol brasileiro) e pediu providências (“providências” = Dar um jeito de fazer o Palmeiras parar de vender a sua maravilhosa camisa, porque a patrocinadora da seleção – que não existia no Brasil quando o Palmeiras representou a seleção brasileira – não pode suportar o mico de ter sido superada pela rival Adidas – se não for isso que aconteceu, é o que está parecendo).

proibição-camisa-amarela

proibição-camisa-amarela1

E então, segundo publicado nos principais portais do país, a confederação, por meio de seu vice-presidente, Marco Polo Del Nero, que também é conselheiro do Palmeiras (e tem palestrinidade paraguaia), entrou em contato com a diretoria do clube no início do mês de novembro, para revelar o problema e solicitar a suspensão das vendas da camisa amarela.

proibição-camisa-amarela2

Como assim solicitar a suspensão das vendas, Sr. Marco Polo? Como assim, CBF? Se não estou enganada, não há nada que, legalmente, legitime esse “pedido” (ordem).

A camisa é igual à da seleção? NÃO! É cópia? NÃO! Pelo contrário, elas são bem distintas uma da outra, e a do Palmeiras é muito mais bonita. Não há como confundi-las.

Tem o distintivo do “balcão de negócios” do futebol brasileiro? NÃO! Tem o distintivo do maior vencedor nacional, do Campeão do Século: PALMEIRAS!

A Nike, em seu contrato de patrocínio com a CBF,  detém os direitos de exclusividade sobre as cores da bandeira do Brasil? NÃO! Exclusividade sobre o uso das cores da bandeira nacional, aposto que ela não tem e nem poderia ter, porque seria um absurdo.

E na hipótese de que um clube não pudesse usar uma camisa com a cor da seleção (ISSO É INADMISSÍVEL E ARBITRÁRIO), como é que a Umbro, pegando carona na ideia da Adidas e do Palmeiras, fez uma camisa amarela para a Chapecoense? Como é que a própria NIKE, PEGANDO CARONA NA IDEIA DA ADIDAS E DO PALMEIRAS, que parece pretender copiar, na cara-dura, o que o departamento de marketing da empresa rival criou, quer fazer uma camisa amarela para o Corinthians? E por qual motivo ele usaria uma camisa amarela, se quando pediu para representar a seleção – dois meses depois do Palmeiras tê-lo feito. Imagina se não – perdeu a partida, usando uma camisa azul? E por que ele poderia usar uma camisa amarela e outro clube do Brasil não poderia? Que picaretagem é essa? Vão fazer o Brasiliense mudar de cor também?

Além do mais, a seleção também usa camisas azuis e tem muito time por aí que já fez camisa azul sem problema algum, inclusive o Corinthians, para ‘comemorar’ o dia em que representou a seleção brasileira e foi derrotado (pobre seleção). E a CBF não se importou nem um pouquinho que essas camisas fossem vendidas. É só o Palmeiras que não pode?

E, seguindo a lógica desses dirigentes e empresários sem lógica, o basquete, o vôlei, futsal e demais esportes do país, não poderão usar camisas com a cor amarela porque a dona CBF se tornou a dona das cores verde, amarela, azul e branca da nossa bandeira, tomou posse delas? Ou porque isso só é permitido aos clubes patrocinados pela empresa que se comporta como se tivesse comprado os direitos das cores da bandeira nacional?

Isso é um abuso, e está tão errado quanto a embrulhada do Brasileirão 2005; tão errado quanto o ex-representante da Nike no Brasil, hoje presidente do Barcelona, ter depositado em sua conta bancária parte do pagamento que a CBF recebe pelos amistosos da seleção brasileira…

O problema é a Adidas, não é mesmo, dona patrocinadora? O problema é o Palmeiras, não é mesmo dona patrocinadora do invejoso rival do Verdão? O problema é a CBF, fazendo qualquer concessão à patrocinadora, por causa dos $eu$ belo$ olho$ azui$, não é mesmo, senhores dirigentes?

Bem que eu estava achando estranho o Palmeiras não ter jogado mais com a camisa amarela… bem que eu estava estranhando as propagandas da nossa camisa comemorativa terem praticamente sumido…

Mas, até agora, isso não foi oficialmente noticiado, a coisa ainda parece bastante velada, e  não sabemos se há mesmo uma proibição por parte da CBF.

No entanto, algumas coisinhas estranhas começaram a acontecer…

Na tarde de ontem, um leitor do Palmeiras Todo Dia (PTD) escreveu para o site, dizendo que seu pedido da camisa amarela tinha sido cancelado. E, pasmem, a loja alegou o seguinte:

“O Motivo do cancelamento se dá pelo fato da adidas ter sido impedida de comercializar o produto em questão por tempo indeterminado”.

O site entrou em contato com a Adidas, e a empresa pediu um prazo para responder – se estivesse tudo bem não teria porque pedir tempo “pra pensar”, não é mesmo? Tentando buscar uma resposta o pessoal do site consultou algumas lojas e foi  informado por uma delas que há sim o veto; numa outra, foram informados que as vendas aconteciam normalmente.

http://www.verdao.net/noticia.php?n=10981

Depois que eu soube que as vendas da camisa comemorativa do Palmeiras poderiam estar suspensas, fui ver se os meus amigos no Facebook e seguidores no Twitter sabiam de algo:

@gunucci @NilsondaSilva17 @TaniaClorofila @palmeirasptd Entrei no site pra comprar e realmente ta indisponível. Só tem “P”.

@rodnei_pinesso @TaniaClorofila Tâninha, deve ser por isso que netshoes ainda não entregou a minha camisa amarela comprada em 26/10…
@trovs_@NilsondaSilva17 @TaniaClorofila @palmeirasptd quando o amarelo virou patente de alguma marca? amarelo é uma cor. cor não tem dono
@vivirossetto @TaniaClorofila Deu tempo deu comprar uma pra mim aqui na Academia Store em Bauru. Mas me disseram que não vai ter mais!!
@dudu2k @TaniaClorofila @MundoPalmeiras e parece que no site da adidas ta vendendo normal tb, apesar de só ter P e M (um absurdo)
@alexandre12 @TaniaClorofila @MundoPalmeiras Em 2 lojas aqui da minha cidade, não estão fazendo novos pedidos,não sabem dizer o pq, mas sem novos pedidos

Caio Hingst Parece que quem comprou pela internet por esses dias tiveram seus pedidos cancelados

Mario Forestieri sim, qdo vc pos a pergunta ai, na mesma hora liguei, pra matriz da academia store… tenho contato com o gerente, e ali me disseram que é verdade, a cbf BARROU…

Mario Forestieri ainda vende… mas o q um dos vendedores me disse é q qdo acabar o estoque nao vem mais, pq foi barrada, isso na matriz da academia store, tomara que a adidas reverta isso…

Jose Carlos Portolese Na Netshoes só tem P e M e faz tempo que não chega tamanhos maiores

Thaluana Marum no final de semana não tinha nenhuma na academia store do shopping mooca, mas tinha na centauro

Ralph Nogueira Eu comprei a minha na Ponto Verde dia 11/11 e eles enviaram apenas hj. Liguei lá ontem reclamando é a atendente disse q a demora na entrega era devido há um problema da Adidas com a Nike.

Algumas respostas nos levam a crer que há, sim, alguma coisa errada nessa história. E a procura pelas camisas aumentou ainda mais. Os palmeirenses estão furiosos por aí, prometendo boicotar qualquer produto da Nike e, até mesmo, os dos outros patrocinadores da seleção. Só espero que o Palmeiras e a Adidas não aceitem essa imposição absurda e arbitrária, caso ela tenha mesmo acontecido. Os  clubes fazem camisas nas cores que bem entenderem.

Eu já tenho a minha, mas, se for preciso, no ano da Copa, encheremos o Brasil de camisas amarelas do Palmeiras… piratas. Mas que elas vão ser vistas pra todo lado, vão… Nenhuma cor tem dono, as cores da nossa bandeira não estão à venda, e não vai ser um empresa americana que vai mudar isso, por mais vassalos que sejam os dirigentes da CBF.

A Nike, que não vende só camisas da seleção e do time da farra com dinheiro público, vai acabar perdendo mais do que imagina, e a seleção, já tão desprestigiada, vai perder, em plena Copa do Mundo, um número considerável de torcedores…

Mago, na seleção do Chile; Eguren, na do Uruguai; o nosso clube, fundado por italianos (na Selenike, torceremos só pelo Henrique)… opções não nos faltarão!

Pois é, meu caro leitor, o “Flameingo” parece que tem uma admiração exagerada pelo Palmeiras, vive querendo surrupiar nossos jogadores e técnicos. Os palmeirenses são sempre o “sonho de consumo” do rubro-negro carioca. Tempos atrás, ele “tinha contratado” o Felipão 99,9%, queria contratar o Kleber… o Valdivia já foi “contratado” umas 3 ou 4 vezes…

Como diria Camões: “Num é facio”!

A bola da vez é Alan Kardec, que quando esteve no vizinho Vasco não interessou aos rubro-negros, mas bastou vir para o Palmeiras… Dizem as notícias que a diretoria do clube carioca já está até tentando contato com ele. Será que ela vai conseguir?

mesa-espírita

Imagem: GazetaPress

Imagem: GazetaPress

“Terminou há instantes reunião entre o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, o diretor-executivo do clube, José Carlos Brunoro, e o técnico Gilson Kleina em que ficou acertada verbalmente a renovação do vínculo do treinador com a equipe por mais um ano. As partes combinaram de assinar o novo contrato nesta quarta-feira (27) e, às 15h, Nobre e Kleina concederão entrevista coletiva na Academia de Futebol.”

Essa foi a notícia que tivemos no finalzinho da noite de ontem, e que nos foi passada pela Assessoria de Imprensa do clube. E foi também um belo tombo em alguns espertos que cravaram e oficializaram a saída de Kleina durante o dia de ontem (viu como a imprensinha noticia mentiras? Né, Neto? Né, Jorge Não Sei das Quantas?).

Quanto a mim, depois de ter ouvido o dia todo, e com um medo imenso, o nome de Luxemburgo como o provável novo técnico do Palmeiras, só tive uma coisa a dizer: Obrigada, Senhor!

É claro que eu queria um outro técnico, um que causasse mais impacto, que abalasse as estruturas… eu queria o Bielsa, e mais um monte de gente também queria. Mas, diante de tudo o que ele pediu, não dava mesmo para o Palmeiras fazer a loucura de trazê-lo. Se chegamos ao centenário numa situação financeira pra lá de difícil, certamente a culpa não é de quem administra o Palmeiras agora – muita coisa já foi acertada, muita dívida já foi paga. E não dá para o Palmeiras pegar o “cartão de crédito” e parcelar o Bielsa em ‘trocentas’ vezes e depois ficar só pagando os juros quando não puder pagar as parcelas, deixando todas as outras contas sem pagar.

E já que Bielsa não viria, o que é que tínhamos por opção: Luxemburgo? Passo! Só colecionou fracassos nos últimos anos, sem contar aquelas contratações pra lá de esquisitas que ele faz, e o seus “pojetos” pra ‘inglês ver’. Mancini? Ainda é só uma aposta, e ele não sairia de seu clube nesse momento. Abel? Ele estava quase sendo rebaixado com o Flu e não conseguia reverter a situação, por isso foi demitido. Cuca? Assinou com o Galo. Tite? Sem o seu grande auxiliar, o Apito Amigo, não tem o mesmo desempenho…

Na minha concepção, trocar de técnico, só por trocar, não era a coisa certa a se fazer. Por isso, diante da escassez de bons técnicos no Brasil, diante da realidade que nos mostrou os melhores times de 2013 sem nenhum técnico medalhão no comando (Cuca era motivo de zombaria até mesmo durante a Libertadores), acho que o Palmeiras fez a escolha certa e preferiu manter o técnico da brilhante campanha da Série B (quem diz que ela foi pífia, medíocre, não diz a verdade). E, ainda por cima, com o salário reduzido e sendo aumentado de acordo com as metas atingidas. Uma bela sacada da diretoria. E era o Kleina mesmo que eu queria (ele só precisa ser menos medroso), se não pudéssemos ter o Bielsa.

Os jogadores queriam que Kleina ficasse (é importante ouvi-los); boa parte da torcida também queria  (por onde o Palmeiras passava, em seus muitos jogos na série B, torcedores pediam pra ele ficar), e uma outra parte o rejeitava/rejeita. Nenhum técnico seria unanimidade. Nem o Bielsa. Qualquer que fosse o nome ele receberia críticas de algum lugar, não havia um único nome que fosse consenso.

O Luxemburgo, por exemplo, que eu abomino e execro, e que em minha opinião seria o caos, era a ‘salvação da lavoura’ para alguns outros torcedores… Não tem certo e errado. São apenas preferências pessoais, são pontos de vista. Para alguns, o centenário está perdido com a permanência de Kleina; para outros, estaria perdido se o “X” chegasse… Quem será que tem razão? O tempo dirá.

Kleina tem qualidades, mas tem falhas também, tem pontos negativos (todos os técnicos têm), porém,  essas falhas são passíveis de correção. A nossa diretoria tem que ficar atenta, trabalhar nisso e cobrar ousadia do técnico, porque agora ela será extremamente necessária.

Mas o fato é que o martelo está batido e Kleina será o comandante do Palmeiras em 2014, e nós, torcedores que somos, gostemos dele ou não, temos que torcer para que ele tenha muito sucesso aqui; temos que cobrar, é claro, mas temos que apoiar, ajudar, seja como for, a fazer esse 2014 dar certo.

Kleina, 2014 é o ano do centenário do Gigante.  E, acredite, ele será o ano de nossas vidas! Da sua e da de todos nós palestrinos (torcedores, jogadores, dirigentes)! Não tenha medo, ouse! A pressão de ter que trazer o Palmeiras de volta já acabou. Agora, os caminhos que vamos trilhar têm mais perigos, têm mais inimigos, mas as conquistas serão muito mais deliciosas! O medo não tem mais vez, ele não nos ajudará em nada; por isso, as peças precisarão ser colocadas e mexidas no tabuleiro de maneira diferente e corajosa.  E é isso que esperamos do seu trabalho: coragem, ‘dar a cara pra bater’. Acredite em você, porque nós vamos acreditar!

Que Deus o abençoe e ilumine, Kleina, para  que você consiga ser vencedor no Palmeiras.

Se você se sair bem no maior de todos, vai virar o melhor técnico de todos também, assim como aconteceu com Luxemburgo um dia.

Boa sorte, ‘Fred Flintstone’!!

E cobra da diretoria aí, os reforços (BONS REFORÇOS) para o centenário. Já está na hora deles começarem a aparecer.

Enquanto esperávamos pelo jogo do Palmeiras diante do Ceará, a imprensinha deu mais uma mostra do jornalismo sem-noção que faz.

Num portal, na home do Palmeiras, uma matéria, um tanto quanto bombástica, chamava a atenção:

“Isolado e chateado com Paulo Nobre, Brunoro cogita sair do Palmeiras” 

Reparem que é uma afirmação (quem afirma tem certeza). Uma notícia para fazer o leitor  pensar: “Caramba! A coisa está pegando fogo lá no Palestra e o Brunoro está querendo até sair.”

Será mesmo?

Claro que todos os palmeirenses que leram isso, e muitos não palmeirenses também, foram correndo acessar a tal notícia para saber o que é que está acontecendo; pra saber direitinho essa história de que Brunoro, chateado com o presidente do clube, está pensando em sair do Palmeiras; para saber os motivos que fazem ele querer sair (será que a intenção de quem escreveu é só conseguir acessos?). E então, ao ler a notícia… “Pegadinha do Malandro”. Ao ser ouvido, o CEO do Palmeiras diz exatamente o contrário! Me senti uma vítima de “enganation”!

Dois jornalistas assinam a matéria, e eu fiquei com a impressão que um escreveu a chamada e a primeira parte da notícia e que o outro escreveu a parte final. Me pareceu também,  que um não leu a parte que o outro escreveu. Só isso justificaria o título fazer uma afirmação sobre algo que Brunoro sente (isolamento por parte de Paulo Nobre) e pensa em fazer (sair do Palmeiras) e no corpo da notícia, uma declaração do próprio Brunoro desmentir isso.

Apesar de eu não ser do ramo, imagino que a tarefa de um jornalista, que recebeu informações de um ‘Gasparzinho’ qualquer a respeito de outras pessoas, seja ouvir as partes envolvidas (nesse caso, Brunoro e Paulo Nobre), e depois noticiar o que essas pessoas disserem a respeito do assunto – o título da matéria também deve ser feito depois disso . Mas, mesmo tendo ouvido Brunoro e ele ter dito o contrário do que a chamada equivocadamente afirma, colocaram um título sensacionalista e diferente do que o executivo palmeirense declarou. Pode até ser que seja assim que as coisas funcionem no jornalismo, não entendo disso, mas a mim isso não parece correto. Parece a você, leitor? Se o Brunoro, que é a pessoa de quem a notícia fala, diz que não, com que direito um jornalista diz que sim, ou tenta fazer parecer que sim?

Leia a notícia e tire as suas conclusões:

notícia-Lancenet-BrunoroA

E então… o “isolado e chateado”, “que pensa em sair do Palmeiras” declara:

notícia-Lancenet-Brunoro1A

“Está tudo excelente. Estou trabalhando com apoio e super sossegado.”

Ele poderia até estar mesmo chateado com Paulo Nobre e ter preferido não falar (não acredito nisso), mas a notícia deve se basear naquilo que ele disse após ter sido consultado, não é mesmo? E pensar que muitos torcedores, que só leem o título da maioria das notícias, compram o que esses títulos vendem… e pensar que há tantas outras matérias, no mesmo estilo dessa (e não é só no futebol, não), sendo publicadas diariamente por aí…

Abre o olho, torcedor!!!

Eles se dispuseram a trazer o Palmeiras de volta, se fecharam na busca de um objetivo e cumpriram aquilo a que se determinaram. Mas, a campanha brilhante, as 24 vitórias (até agora), os 71 gols marcados e só 27 sofridos, o título, conquistado antecipadamente, vieram pela vontade, determinação e luta do grupo. Grupo que, aliás, era visto por muitos desses que estão dando “piti” pelas comemorações, como fadado a nem subir…

Muito obrigada, seus lindos, por terem feito o meu Palmeiras passar pelo inferno de maneira digna, sem trambiques e sem sujeira. Por terem trazido o meu Palmeiras de volta, pelas portas da frente e com a taça na mão.

É CAMPEÃO! E QUE VENHA 2014!

PalmeirascampeãoA

Estamos sempre reclamando da maneira dúbia com que a imprensa esportiva noticia os assuntos dos clubes de futebol. Reclamamos do “dois-pesos-e-duas-medidas” que dimensiona os problemas e fracassos de um, e ameniza os problemas e fracassos de outros; que minimiza os sucessos e as boas notícias de uns e agiganta as de outros.

Isso é comum, principalmente no estado de São Paulo, e pode ser observado diariamente nos portais e nos programinhas de TV. Alguns “profissionais” de imprensa, de profissionais não têm nada, e se revelam apenas torcedores; outros, são apenas vassalos – não se sabe exatamente a quem servem.

Ontem à noite (20/11), São Paulo e Ponte Preta disputaram a primeira partida da semifinal da Copa Sulamericana.  Em pleno Morumbi, diante de milhares de torcedores são-paulinos, diante do goleiro que, segundo a Press, merecia ser homenageado porque ia superar um recorde de Pelé (!), o time de Campinas, que está na zona de rebaixamento do Brasileirão 2013, enfiou 3 x 1 nos donos da casa. Um vexame! Ainda mais depois do time do Jd. Leonor ter usado a sua influência nos bastidores para interditar o estádio da Macaca para a segunda partida, como já fez outras vezes com outros clubes, conseguindo vetar até a moderna Arena do Atlético-PR.

O time do Morumbi se preocupou tanto em sacanear a Ponte Preta na segunda partida, que acabou esquecendo de jogar futebol e foi merecidamente derrotado.

E você imagina como os portais noticiaram o vexame bambi? Assim:

 

Notícia-Globo

notícia-MSN

notícia-UOL

notícia-lancenet

Repare, o nome do São Paulo, tido como ‘bicho-papão’, o time grande do confronto, QUE FOI FACILMENTE DERROTADO, mal aparece nas notícias como perdedor.

Vejam as chamadas da Gazeta Esportiva:

– “Pelé exalta fidelidade e vê recorde quebrado por Ceni como homenagem”
– “Vídeo: Muricy Ramalho pede para São Paulo não jogar a toalha”
– “Mesmo com obrigação de fazer três gols, Muricy não joga toalha” (essa, embora seja sutil, é a única chamada que remete à real situação do time Leonor depois da derrota) 

Essas  são as chamadas do site do Globo Esporte:

– “São Paulo é o terceiro clube mais valioso das Américas”
– “ACREDITA” Reação no Brasileiro faz São Paulo sonhar com vaga na Sul-Americana”
– “Muricy inicia ‘vestibular’ para 2014 e admite atraso na busca por reforços”.

Nem parece que o clube deu um baita vexame na quarta-feira, não é mesmo? Mas deu! A imprensa é que quer plantar outro tipo de raciocínio na cabeça dos seus leitores mais distraídos, que compram como verdade absoluta tudo o que a imprensinha vende; é a imprensa que quer limpar a barra do time do Laudo Natel, que quer desviar o foco de atenção dos seus torcedores.

No máximo, o que conseguimos apreender das entrelinhas dessas notícias é que o culpado talvez seja o Muricy, que, comandando o clube leonor, já sofreu a 6ª queda para brasileiros em competições internacionais (o time do SPFW estava lutando pra não cair antes dele chegar).

Não tem uma chamada na home dos sites falando sobre o vexame. Ninguém diz que ele foi atropelado (esse foi o termo usado para o Palmeiras derrotado pelo Atl-PR – perder do Atlético é ser atropelado, perder da Ponte Preta não?), nem que agora as chances estão muito reduzidas; não tem imagens de torcedores chorando, não tem estatísticas mostrando que a Ponte agora é favorita à vaga; ninguém fala das falhas da zaga bambi, do ataque inoperante, nem das falhas do goleiro de hóquei…

… não há as palavras “vergonha”, “vexame”, “inoperância,” “fracasso”; não tem a imprensa dizendo que um time que é derrotado por um outro, que vai ser rebaixado, não tem condições de jogar a série A do próximo ano;  não tem entrevistas com os “craques” que pipocaram diante do time quase rebaixado no Brasileiro; não se fala em custo x benefício de Luís Fabiano, Ganso…

…como fariam se fosse com o Palmeiras. Né?

Ainda bem que somos lunáticos, com mania de perseguição, e a imprensa esportiva é “profissionalíssima”…

E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música. -Friedrich Nietzsche

Campeão1

Benditos sejam os torcedores que não costumam ir sempre aos jogos e que trataram o Palmeiras com o carinho e respeito que ele merece…

Com eles, a arquibancada ficou mais bonita, festiva e não houve quem tivesse coragem de estragar a comemoração quando o juiz apitou o final da partida. E, afinal, torcedor que é torcedor não tem um botão “amar o time incondicionalmente/ficar feliz com as suas conquistas” que pode ser desligado dependendo da divisão em que ele esteja. Os que possuem o tal botão como acessório é que são os verdadeiros “modinhas”.

Com feriado na sexta-feira, o paulistano aproveitou o final de semana prolongado para viajar. Ainda assim, com aquele calorão, com aquele sol todo, 20 mil palestrinos (muitas crianças) estavam no Pacaembu. Embora a missão do Palmeiras em 2013 já tivesse sido cumprida, a torcida queria acompanhar a conquista do título. Sim, queríamos conquistar e comemorar o título da Série B. E por que não?

Cair foi uma vergonha, uma tristeza, mas tudo o que foi feito depois para reparar o que nos aconteceu, para nos trazer de volta, sem Copa Havelange, sem retorno pelas portas dos fundos, sem ajuda da arbitragem para voltar à série A (nem para nos ajudar a escapar do descenso em 2012, como fazem agora com alguns clubes), é motivo de alegria e orgulho, sim.  Não temos  temos muletas pra nada, ao contrário de muitos clubes, que são ajudados e beneficiados, somos sistematicamente prejudicados pela CBF, pelo STJD, pelas arbitragens, e não temos a imprensa para nos blindar em momentos mais difíceis, para valorizar nossos jogadores mesmo quando eles não fazem nada dentro de campo… muito pelo contrário, ela adora fomentar discórdia entre os palestrinos. Com o Palmeiras é tudo na raça, e ele só pode contar com ele mesmo e com os torcedores que não têm o tal botão “amar o time incondicionalmente/ficar feliz com as suas conquistas”, que liga e desliga conforme a divisão ou a situação em que o time se encontre. E isso não é fácil… mas é digno.

E no sábado, o Palmeiras, cheio de vontade e dignidade, entrou em campo “abraçado” pela torcida. Nos primeiros 30 segundos de jogo, os jogadores do Palmeiras e do Boa começaram a tocar a bola entre si em sinal de apoio ao Bom Senso F.C. A força do Palmeiras sendo usada para conseguir o apoio dos demais times.  A arquibancada aplaudiu, assobiou, gritou e deu o seu apoio também!

O Verdão estava tão disposto quanto a torcida a buscar a vitória e o título. Quando a bola rolou, de verdade, “Lã” Kardec cobrou uma falta, buscou o ângulo e carimbou a trave. A bancada já tremeu. O Boa tentou reagir com Marcelinho Paraíba, mas Prass, com reflexo de gato, foi buscar. Aplausos pra ele!

O Palmeiras estava ciente que faltava só um pontinho – ou nem faltava nada, dependendo do andamento do jogo da Chapecoense. Mas a torcida e o time não estavam nem aí com o jogo do Sul. A conquista do campeonato viria pelos nossos pés! Eu disse nossos? Claro! Estávamos em campo também, jogando com o Palmeiras, felizes demais com o fim do pesadelo. Insanos? O que importa?

Os portais publicariam no dia seguinte, que o clima do jogo era morno… Que nada! O Pacaembu cantava sem parar, a parte resmungona da nossa torcida cantava sem parar. Assim é que é bonito, todo mundo jogando o mesmo jogo. E o jogo estava gostoso, o Palmeiras, embora cadenciando as ações em campo, era perigoso, se insinuava várias vezes na área do Boa. Mas faltava o gol pra sacramentar o que a gente já sabia há tanto tempo…

Um pouco antes dos 30′, o jogador do Boa ‘piscou’ antes de dominar, e Wendel, esperto, apareceu pra ficar com a bola e cruzar pro Felipe Menezes. E não é que ele dominou,  chutou e guardou? Um gol lindo! Estava decretada a “Festa no Chiqueiro”! ÊÊÊ, PALMEIRAS MINHA VIDA É VOCÊ!! Logo em seguida, levamos perigo com Leandro; depois, com Eguren. Mas o Verdão diminuiu o ritmo e o primeiro tempo se encerrou com 1 x 0.

O Palmeiras pareceu voltar para a segunda etapa ainda mais veloz e decidido. Aos 11′, Charles, que tinha vindo para o segundo tempo no lugar de Wendel, recebeu pelo meio, fez uma jogada linda pro Leandrinho entrar livre na área, e o garoto arrasou! Ao receber a bola na área, em movimento contínuo, dominou e, com muita categoria, tirou do goleiro (quase sem tocar na bola – show!) e marcou um baita de um golaço! Ele merecia esse gol lindo, o Palmeiras merecia, nós todos merecíamos! Meu coração já tava gritando “É Campeão” fazia tempo, mas a torcida ainda estava acanhada…

É muito louco observar o momento do gol, olhando em volta, olhando os torcedores, os abraços, os braços que apontam os céus, os sorrisos e os olhos transbordando de felicidade (Se, muito tempo depois, olharmos uma foto desse momento, jamais poderemos dizer em qual divisão do futebol aconteceu aquela alegria toda). A imagem fica gravada em nossos corações, mas não soumos capazes de traduzi-la em palavras…

O Verdão era senhor do jogo. Serginho, Leandrinho e Felipe Menezes faziam uma boa partida; nossa defesa reserva estava esperta; Prass pegava tudo que chegava até ele;  Charles e Eguren estavam bem na partida, Kardec e Leandro rondavam a área do Boa; “Caramujo” tentou de longe, a bola passou perto e ele ganhou aplausos da torcida… sim, era um dia especial!

E já que era um dia especial, dia de campeão… Eguren recebeu de Charles quase no meio de campo, viu Juninho que descia pela esquerda e meteu um passe em diagonal, à La Valdivia, pro lateral dominar, entrar na área e fuzilar o goleiro. Coisa linda de gol, coisa linda de passe!

Então, os ‘insanos’ torcedores, que ficam felizes com qualquer conquista do seu time, não conseguiram mais se conter. O Pacaembu gritava: É Campeão! É Campeão! A parte reclamona da torcida, aquele 1/4 de Pacaembu, não participava da comemoração. Mas nem era preciso. Numeradas, tobogã, cadeiras laranja e arquibancada verde faziam a festa! Os torcedores se abraçavam, aplaudiam o time e cantavam…

É legítimo o nosso direito à comemoração. Vivemos numa democracia (pelo menos, é o que dizem), e em qualquer democracia a maioria é soberana. E a maioria da torcida palmeirense está feliz com o título do Palmeiras, assim como a maioria da torcida no Pacaembu também estava feliz da vida… Portanto, é soberana a nossa alegria!

PALMEIRAS CAMPEÃO! Não poderia ser diferente…

Chorei de emoção por termos saído do inferno de cabeça erguida, por ver a torcida entregar ao Palmeiras o seu coração… puro, sem vícios, sem a nódoa dos interesses pessoais… Chorei de alívio porque o pesadelo finalmente terminara, por ver a alegria dos que ficaram pra se redimir, a dos que chegaram pra nos ajudar e a dos que esperaram durante um ano, sem jamais menosprezar o próprio time. Chorei por saber que, assim como no Pacaembu, pelo Brasil afora outros alviverdes corações dançavam a mesma música…

O juiz apitou e, então, os jogadores puderam comemorar também. “Lã” Kardec e Leandrinho se ajoelharam… os outros jogadores correram até o Prass e se abraçaram felizes. Aplaudiram a torcida, que os aplaudiu de volta; trouxeram uma faixa de agradecimento pelo apoio incondicional… Como não se alegrar? É o nosso Palmeiras… o maior campeão nacional, que por duas fatídicas vezes esteve na série B mas, nem assim, foi alcançado pelos seus rivais.

Finalmente, poderíamos virar a página desse malfadado campeonato, e pra todo o sempre.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=YrsFuSfTF6U[/youtube]

Até nunca mais Série B! Pode anotar aí, o Palmeiras jamais voltará!

Estamos chegando, 2014, e já ensaiamos direitinho os gritos de “É CAMPEÃO”!!

Eu teria feito mais gols se não fosse o tanto de defesas que o Marcos fez nos meus chutes, ele sempre estava bem posicionado.”  – Romário

Carismático, falando sempre direto ao coração dos torcedores, seja no exercício da sua profissão, concedendo uma entrevista ou contando um de seus muitos “causos”, dificilmente existiu ou existirá um jogador que seja adorado não só pela torcida do seu time, mas por todas as torcidas do Brasil.

De quem estou falando? De São Marcos, é claro. E os seus feitos em campo, as suas conquistas, os seus milagres – que lhe valeram a ‘canonização’ por parte dos brasileiros -, a adoração dos torcedores, o respeito que grandes ídolos do futebol lhe dedicam, a importância da família na sua trajetória, tinham que ser imortalizados num filme.

Estreia nos cinemas na sexta-feira, 22 de Novembro, “Santo Marcos”, documentário que conta a história do ídolo Marcos, como goleiro do Palmeiras e da Seleção Brasileira. Produzido pela Contém Conteúdo, o filme entra em circuito, inicialmente, no Espaço Itaú de Cinema – Pompéia – do Shopping Bourbon, de São Paulo; na cidade de Ribeirão Preto e Campinas, com exibição exclusiva nos cinemas da Cinépolis; em Londrina e Maringá, no Paraná, reduto de palmeirenses, nas salas da rede Cineflix.

No dia 23/11, sábado, haverá uma exibição exclusiva às 12h12, nas salas do Shopping Higienópolis, Santa Cruz, Eldorado e Moóca, em alusão à camisa 12 que consagrou São Marcos.

E na manhã de ontem (12), às 10h30, no Espaço Itaú de Cinema do Shopping Bourbon, aconteceu a coletiva do lançamento oficial do documentário “Santo Marcos”.

Na hora em que, carregando nossos baldes (do Palmeiras!) de pipoca, começavamos a nos dirigir para a sala de exibição, demos de cara com o protagonista do filme que íamos assistir. São Marcos e o seu “anjinho” apareceram na entrada. De verdade, deu até vontade de ajoelhar diante dele. Mas ele sorri e brinca o tempo todo e a gente acaba rindo também.

Mal a exibição começou e eu já me sentia bastante emocionada com as imagens na tela. Umas duas fileiras à minha frente estava Marcos com sua esposa e filho. Eu olhava aquela careca, tão amada por todos nós,  tão familiar a todos nós, e sentia vontade de ir lá dar um beijo nela, em agradecimento a todas as imensas alegrias que ele nos fez sentir enquanto defendeu o nosso gol.

O documentário é delicioso, cheio de depoimentos, da mãe dele, do filho mais velho, do Ademir da Guia, Oberdan Cattani, Edmundo, Evair, César Sampaio, Felipão, Luxemburgo, Pracidelli, Sérgio, Velloso, Romário, Cafu, Jaqueline, Magic Paula, Ronaldo, Vampeta… e, acredite, até do Marcelinho Carioca! Momentos de emoção se alternam com outros bem divertidos. A cara do Marcão!

Mas, pra mim, rever as defesas do Marcos – todas as suas fantásticas defesas e milagres – de uma tacada só, foi impactante. Não que a gente se esqueça delas, mas nos esquecemos de como nos custou acreditar, na hora em que elas aconteceram, que aquilo foi de verdade, que não foi mágica, nem ilusão de ótica.

Já sabemos que ele defendeu, já sabemos o resultado dos jogos em que aquelas defesas foram feitas, mas sentimos de novo o frio na barriga que o ataque adversário nos fez sentir na ocasião, sentimos de novo o impacto, o arrepio na espinha e a emoção que elas nos causaram e, de novo, dizemos para nós mesmos: Milagre! E nenhum outro fez tantos, num mesmo jogo ou numa mesma competição…

E lá no escurinho do cinema, pertinho do Santo da minha devoção, agarrada ao meu baldinho do Palmeiras, me vi transportada para dentro da tela e mergulhada em saudade, orgulho, gratidão, muitas lágrimas, risos e pipocas…

E ao sair do cinema, uma ‘musiquinha’, tão conhecida nossa, ia tocando na minha cabeça…

PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL (DO MUNDO), MARCOS!!

Eu não gosto mais do Palmeiras quando ele está numa fase boa, e nem gosto menos quando ele está numa fase ruim. Muito pelo contrário, meu amor pelo Verdão aumenta gigantescamente quando ele mais precisa da minha ajuda pra caminhar. E o respeito que sinto por ele é o mesmo em qualquer uma das situações. Não teria cabimento eu estar sempre pedindo para que respeitem o Palmeiras e eu mesma não respeitá-lo. É assim, buscando ser coerente (nem sempre consigo), que procuro me conduzir em relação ao Palmeiras e em relação a todos os outros setores da minha vida também.

Além do mais, a fase do Verdão é boa, a campanha idem, só o campeonato que ele disputa, herança da gestão passada, é que não é nada bom. E nem tão fácil de ser disputado como imaginam alguns. Principalmente, quando se é o Palmeiras, o maior vencedor nacional. Gramados horríveis, esburacados; times que fazem cera durante um jogo todo, desde o apito inicial até depois do apito final; botinadas até não querer mais, simulação de faltas, de agressões a cada esbarrão; faltas violentas sofridas e não marcadas, faltas normais, assinaladas como se fossem jogadas violentas (a impressão é a de que o Palmeiras tem que dar o exemplo e seguir as regras à risca, mas os outros não), até bandeirinha desmarcando pênalti a gente viu… e todo mundo quer fazer o “jogo da vida” diante do Campeão do Século.

Foi uma cansativa ‘volta ao mundo’ para que o Palmeiras reencontrasse a Série A. Ele teve que se reinventar e aprender a “pegada” desse tipo de torneio. Algo parecido com pegar um carro bacaninha e o colocar numa pista de milhares e milhares de quilômetros, cheia de pedras, buracos, atoleiros… se o carro não for de rally, não alcança a linha de chegada. E quantos torcedores querendo um time Ferrari para essa via-crucis toda.

A matemática nos diz que falta um ponto… Pra mim, não falta nada, o Palmeiras conquistou o título no sábado, diante do Joinville, diante daqueles que o amam , e diante de meia dúzia de bobocas, que não sabem se casam ou se compram uma bicicleta. Cantam o jogo todo: ÔÔÔ Vamos ganhar, porcooo!! E depois que o porco ganha, ele é insultado, vaiado… Nunca vi nada tão sem noção…

Mas era por isso, pra ver o meu Palmeiras encerrar esse capítulo Série B, da maneira que eu sonhei e desejei no dia em que caímos, que eu queria tanto uma vitória no sábado. Foi com a disposição de ver o meu time colocar a mão no título que eu fui ao Pacaembu. Fui pra comemorar. Sim, eu disse comemorar. A vergonha aconteceu ano passado. Hoje, não há nada do que se envergonhar, muito pelo contrário.

E a partida foi deliciosa! E você pode estar se perguntando: “O que pode ter de delicioso” num jogo da Série B, diante de um Joinville?”. Tudo. Principalmente se o outro time é o Palmeiras, e se ele tem um Mago…

Tão logo o juiz apitou, já percebemos que o Palmeiras ia pra cima do Joinville. Não tinha nem dez minutos de jogo e Leandro saiu driblando todo mundo, fazendo fila e, na frente da área, tocou pro “Caramujo”. Ele chutou, e a bola passou pertinho. Quase!

E o Márcio Araújo tava jogando bem. O time todo estava bem. Fiquei encantada quando vi que o Caramujinho, esperto, roubou uma bola na intermediária, avançou, passou pro Mago, que com um toque rápido, preciso, deixou Leandrinho na cara do gol (Valdivia pensa rápido demais). E o garoto meteu na rede! Pensa num monte de torcedores felizes, se abraçando…

Apesar de o placar não se alterar no restante do primeiro tempo, o Palmeiras continuou sobrando na partida. Valdivia dava uns passes tão lindos, mas a conclusão não saía. O Joinville só assustou uma vez, quando o seu jogador, depois de passar pelo André Luiz, se viu diante do Prass e chutou à queima-roupa. Que susto! Lá, na hora, a gente não conseguia entender como o Prass tinha defendido aquela bola e perguntávamos uns aos outros: “Como ele fez isso?” Que reflexo tem o Prass!

Apesar de estarmos vencendo, a gente queria mais um golzinho, queria uma vitória mais consistente. Ananias tinha entrado no lugar do Vinícius e se movimentava bem. Mas logo aos 9′, Leandro fez uma falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso (merece um puxão de orelhas do Kleina). Tava na cara que o Joinville ia querer se aproveitar.

Mas quem tem um Mago, tem o inesperado, tem o sortilégio, o encantamento… E o Mago recebeu pelo meio e deu um passe de gênio para Juninho, ou seria o Gênio recebeu pelo meio e deu um passe de mago para o Juninho? Tanto faz… foi lindo demais! Foi o futebol na sua melhor expressão: arte! Aquelas coisas que só poucos e bons conseguem fazer (Ah, se fosse o Neymar fazendo isso, né Press?). E Juninho, com a maior responsa de ter feito parte daquele momento mágico, não deixou por menos e, de primeira, estufou as redes. Coisa linda! Que alegria no Pacaembu! Que bonito ver o Palmeiras fazendo gol com uma categoria dessa!

Não sei se tocada pela magia, pelo gol, mas, de repente me dei conta de que o que pedi pro Papai do Céu para 2013, estava acontecendo diante dos meus olhos. Eu queria muito que o Palmeiras fosse campeão. Muito! Subir, sem o título, não seria o Palmeiras… e tava ali, era o Palmeiras, sim. Eu não conseguia segurar as lágrimas. Alegria, alívio se misturavam em meu coração e eu já não conseguia assimilar todos os lances do jogo.

O Palmeiras e o Mago sobravam em campo. Valdivia era o maestro do time, com assistências perfeitas – uma delas, genial – com dribles, entortadas no adversário, e quando ficamos com um jogador a menos, foi ele quem chamou o jogo, quem prendeu a bola quando tinha que prender,  que comandou o Palmeiras em campo. E ele continuava fazendo das suas, mas o terceiro gol não saía.

Até que, os 42′, Valdivia lançou Ananias pela direita, ele driblou o adversário, avançou com a bola dominada e cruzou pra área. Henrique fez a proteção e o Renatinho mandou pro gol, mas a bola, que tinha endereço certo, bateu num jogador do Joinville. Só que ela sobrou para Serginho e ele, iluminado (sempre deixa o dele) mandou pro gol e explodiu de alegria. Saiu correndo, alucinado, tirou a camisa e levou amarelo. Que regra idiota essa. Quantas botinadas passam impunes e uma explosão de alegria, do cara que sai do banco e marca um gol, é punida com cartão.

Eu não via mais nada… mal percebi que o juiz apitava o final de jogo, Valdivia, merecidamente, saía aplaudido e tinha seu nome gritado pela torcida. Meu coração gritava feliz: É Campeão! É Campeão! E eu não ousava duvidar dele.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=v7tTT2SZkvI[/youtube]

Missão cumprida, meu mágico Palmeiras… Eu sei que faltava um ponto, mas, aqui comigo, que se dane a matemática… eu sei que o título é seu.

Comemoro hoje, e vou comemorar de novo quando esse pontinho chegar. Fui pra comemorar. Sim, eu disse comemorar. A vergonha aconteceu ano passado. Hoje, não há nada do que se envergonhar, muito pelo contrário. Não foi fácil chegarmos aqui (não tínhamos nem elenco suficiente para um coletivo quando 2013 começou). Vou comemorar termos feito as coisas da maneira certa, termos superado as dificuldades que encontramos; vou comemorar termos nos mostrado Palmeiras apesar de tudo o que nos aconteceu ano passado. Vou comemorar mais um título do meu time – comemoraria mesmo que fosse o de campeão de “Par ou Ímpar”, o de “campeão de Catar Conchinhas na Praia”…

Esse é apenas o começo do caminho de volta em busca dos títulos e dos momentos de glória!  E vamos fazer esse caminho juntos, Palmeiras! E de cabeça erguida, como deve ser.

E você, Série B, aproveita essas rodadas que faltam, pra ver de perto o maior campeão do Brasil, viu ? Olha bem direitinho, porque ele nunca mais vai voltar!

Booooora, Gigante! Pega logo essa taça, que temos um centenário pra planejar e festejar!!

Arena Palestra Allianz Parque (Foto: Divulgação / WTorre)

Nas últimas semanas, enquanto acompanhávamos o Palmeiras voltando à Série A e se encaminhando para a conquista do título (falta só um pouquinho, e vamos comemorar SIM), também passamos a acompanhar mais atentamente o impasse entre o clube e a empresa responsável pela construção do Allianz Parque, a construtora WTorre. O grande problema está na comercialização das cadeiras da arena. A WTorre, através de Walter Torre Junior, alega ter direito a negociar todos os assentos, e se vale de um contrato que diz ter sido assinado nessas condições, enquanto o Palmeiras, através do seu presidente, Paulo Nobre, discorda da construtora e diz que a parceira só pode ter 10 mil (dos cerca de 45 mil), conforme proposta apresentada em várias reuniões e acordada entre as partes.

Eu não sei se pra você é assim também, amigo leitor, mas, embora não tenhamos lido o contrato e nem participado das reuniões, durante esse tempo todo em que a arena vem sendo construída, não me lembro de ter ouvido nada sobre a construtora ter todas as cadeiras. Pra mim, isso é novidade, e só estou ouvindo essa conversa agora. Eu sempre entendi que eles teriam direito a negociar as cadeiras cativas (cadeiras especiais) e os camarotes. Pelo menos, era isso o que o Sr. Walter Torre Jr. afirmava para os torcedores em suas postagens no Twitter:

WTorre-tweet-principais-rendasA

Mas aí a gente pensa: “Essa é uma questão entre clube e construtora e quem tiver razão vai provar. Isso é coisa pra ser resolvida entre eles. Simples assim”. Que engano o nosso…

Há duas semanas, o Sr. Walter Torre Jr., desprovido de argumentos que justifiquem e sustentem a sua posição na tal questão das cadeiras e contrariando a polidez e o bom-senso exigidos para quem vai ser parceiro do Palmeiras e dos palmeirenses nos próximos 30 anos  (eles é que vão comprar o que for vendido lá, viu Sr. Walter? A torcida palmeirense é o seu público-alvo; milhões de pessoas que, aborrecidas com a postura da empresa e com o prejuízo ao Palmeiras,  poderão boicotar totalmente tudo o que for comercializado pela empresa dentro do Allianz Parque),  foi à imprensa para, pasmem, atacar a pessoa do presidente Paulo Nobre e até o time de futebol do Palmeiras. Esquecendo-se de sua condição de representante/dono de uma grande empresa do ramo imobiliário, e, principalmente, esquecendo que não tem nada que misturar os assuntos das cadeiras da arena com o futebol do Palmeiras – não são assuntos equivalentes -, ele perdeu a classe e foi grosseiro ao declarar:

“Não tenho culpa se o Paulo (Nobre, presidente) não consegue melhorar o time com novos jogadores. Por isso, ele foca a critica em nós. Como ele não tem dinheiro para o time, busca sucesso batendo em nós.”

Uma coisa a se repudiar e lamentar. Qual será que foi a parte do “a administração do futebol do Palmeiras não lhe diz respeito” que esse senhor não entendeu?

Mas, antes, o discurso dele era outro, e favorável aos interesses dos palmeirenses, interesses que agora ele esquece, e com os quais se aborrece.

WTorre-tweet6

E não bastasse aquela primeira declaração desastrosa, ao rebater o que foi dito pelo presidente Paulo Nobre, de que o acordo sempre foi o de 10 mil cadeiras para a construtora e de que o Palmeiras, em atas, e-mails e documentos tem provas de que a empresa aceitou essas condições, ele saiu com essa:

“É mentira. Eles estão mentindo. Pode escrever isso no jornal. O documento é o mesmo que foi assinado no Conselho (Deliberativo). A arena é inteira nossa.

Deselegante e equivocado. A arena é do Palmeiras, Sr. Walter. Não é sua, nãoO senhor era tão simpático, educado e “palmeirense” antes, o que aconteceu?

Claro que depois dessas declarações tão “amistosas” se fazia necessário que o Palmeiras respondesse, e o presidente o fez:

“Não aceitamos em hipótese alguma ser ferida a soberania do clube. Queremos deixar muito claro que ninguém vai passar o Palmeiras para trás e nós vamos defender até última instância o interesse da nossa sociedade”.

“Me surpreende que uma obra já atrasada, o responsável pela construtora admita publicamente que está desacelerando. Isso me preocupa até juridicamente. Mas o Palmeiras não tem a menor preocupação sobre parar a obra”.

Custei a acreditar que a construtora pudesse, propositalmente, atrasar a obra. Mas o próprio Walter Torre Jr. admitiu que a construtora está, sim, diminuindo o ritmo de trabalho:

“Agora eu não sei mais, porque estamos reduzindo o ritmo dos trabalhos até que tenhamos um acordo com o Palmeiras”.

Esse “… até que tenhamos um acordo…” fica com uma cara de ameaça de paralisação. Depois disso, fico imaginando a confiança que possíveis futuros clientes terão na construtora… quantos deles irão querer se tornar clientes mesmo. E atrasar a obra não combina nem um pouco com o que antes era alardeado pelo empresário para os torcedores:

WTorre-tweet1

Lendo as declarações dos representantes do Palmeiras e da construtora, acho que quem tem razão é o Palmeiras, e que o Sr. Walter Torre Jr. não está convicto do que afirma, pois, por falta de argumentos, ele atacou  presidente do Palmeiras e até o time de futebol. E por quê ele agiria assim, se está seguro de ter razão? Quem tem razão fica tranquilo e não “desce a ladeira” da polidez e da gentileza. Talvez essa grosseria/ofensa se deva exatamente ao fato de que ele não se sinta com tanta razão assim… Talvez ele saiba que as provas que o Palmeiras tem vão bater o martelo sobre a questão. Afinal, ele não agiu dessa maneira rude e deselegante nem mesmo quando a administração anterior se recusava a assinar o contrato, nem quando vivia sendo atacado por alguns ‘palestrinos’ opositores da arena, nem quando o MP e a prefeitura causaram um monte de problemas e fizeram com que a obra atrasasse.

E é difícil de entender como, durante todo esse tempo, as negociações foram tratadas com base nos 10 mil assentos (cadeiras) para a construtora e o contrato, aparentemente (só aparentemente), não trazer essa informação e aparecer um monte de palmeirenses defendendo a construtora. Difícil acreditarmos que no meio desse monte de gente envolvida, e que sabia dos acordos feitos, ninguém perceberia que uma questão tão importante não estava claramente definida ou que estivesse em desacordo com o que fora combinado em mais de uma reunião. Deu até para pensarmos que, deixar uma brecha para a construtora pleitear algo diferente do que foi acordado, poderia ter sido proposital.
.
Acontece, que é baseada no próprio contrato assinado pelo Palmeiras, que a diretoria interpreta que a WTorre tem direito às 10 mil cadeiras especiais e às cadeiras dos camarotes e sai em defesa dos interesses do clube. É no contrato mesmo que estão algumas das provas de que o Palmeiras fala a verdade. Provas que passaram “despercebidas” por todos os que defendiam a construtora até agora – palmeirenses têm de defender o Palmeiras. Supondo que isso pudesse ter sido feito, de propósito, concluiríamos que não foram muito inteligentes e esqueceram de que no contrato sobraram provas de que o Palmeiras tem razão.
.
Segundo foi publicado pela Folha de São Paulo,  que teve acesso à escritura da Arena, embora o contrato não faça menção ao número de cadeiras a serem exploradas por cada parte (esse ponto é que eu acho que foi “esquecimento” demais), a escritura de direito de superfície obtida pela Folha dá margem à interpretação feita pelo Palmeiras de que cabem apenas 10 mil lugares para a empreiteira.

No capítulo II da concessão da superfície, o texto afirma: “O projeto prevê capacidade mínima para 40.000 torcedores sentados em lugares numerados, com previsão mínima de 200 camarotes e 10.000 cadeiras especiais.”

.

O texto separa lugares numerados de cadeiras especiais, você percebe? Lembram o que Walter Torre Jr. disse e que foi printado no começo desse post? “… a principal renda vem das cativas e dos camarotes…”. Fica bem evidente que as tais cadeiras especiais, são mesmo as cadeiras cativas.

.

E mais, no capítulo IV, sobre a exploração comercial da arena, o documento diz que, como parte do pagamento, o clube terá participação sobre as receitas pela exploração da arena pela WTorre. Ao detalhar essas receitas, a escritura menciona receitas advindas de locação de cadeiras e camarotes.
.
Os documentos comprovam que o Palmeiras está com a razão. E tanto é verdade, que no Conselho NINGUÉM da oposição foi contra a apresentação feita pela diretoria da Arena, que comprovou, mostrando a própria escritura de superfície e demais documentos, que a WTorre tem direito às 10 mil cadeiras e às cadeiras dos camarotes. Os que criticavam antes e defendiam a construtora, mudaram de opinião depois da apresentação, e isso agora está registrado em ata do CD.
.
Porém, a construtora continuava insistindo e, segundo li, pretendia comercializar todos os lugares  e dar ao clube a parte que lhe caberia nos ingressos (quer implodir o programa de sócio-torcedor do Palmeiras, Sr. Walter?). Mudou o discurso de novo, porque o seu representante falava outra coisa antes:
.
WTorre-tweet-rendaFutebol

WTorre-tweetWTorre-tweet5
Quantas contradições… quanta coisa que foi dita e depois “desdita”…
.
O impasse continua, ainda sem solução. O Palmeiras foi comunicado da decisão da empresa de acionar a mediação, recurso previsto na escritura do estádio para resolver impasses. A construtora indicou como mediador o advogado Braz Martins Neto; o Palmeiras, por sua vez, indicou o mediador  Kazuo Watanabe, professor doutor da Universidade de São Paulo e especialista em mediação. As partes indicarão um terceiro mediador e, então, os três indicados analisarão o contrato e proporão uma solução. A escritura diz que a conclusão sai em até 15 dias após a definição do terceiro nome, mas pode demorar mais caso o clube e a empresa não concordem com a solução encontrada pelos mediadores. Nesse caso, o impasse irá para a arbitragem.
.
Vamos acompanhar o desenrolar de mais essa etapa, mas, diante de todas essas informações, vai ser difícil o Palmeiras não levar a melhor, está bastante evidente que ele tem razão.