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“Au, au, au… Zé Roberto é Animal”

Nada como dividirmos a casa com alguém, dividirmos a vida, as alegrias e tristezas, para conhecermos melhor esse alguém…

Tudo de bom que sempre ouvimos sobre Zé Roberto era pouco… o profissionalismo, a seriedade, a classe, a elegância que percebíamos nele quando jogava em outros clubes aqui no Brasil, ou no Real Madrid, no Bayern, na seleção… o respeito pela profissão, pelos clubes que representava, pelos adversários, pelos torcedores… eram pouco diante do que viríamos a conhecer depois.

“Convivendo” com ele dimensionamos o real tamanho de Zé Roberto, aprendemos a admirá-lo e respeitá-lo ainda mais, e ele passou a ser simplesmente o Zé… o nosso Zé… da família Palmeiras.

Pra mim, as despedidas sempre são dolorosas… E chegou a hora de nos despedirmos do Zé…

Sim, o Zé Roberto, esse grande jogador, que nos presenteou vindo jogar aqui, esse profissional nota mil, vencedor, que tanta coisa boa acrescentou ao Palmeiras, à sua história e aos corações palestrinos, decidiu que é hora de parar de jogar, de curtir mais a família… O futebol certamente ficará ainda mais triste do que nós no dia de hoje.

Fiquei pensando…  O que dizer do Zé, e para o Zé agora? O que dizer para um cara que é um dos melhores profissionais da história do nosso futebol? Um cara que é admirado e respeitado no mundo todo? O que eu apreendi dessa passagem do Zé aqui no Palmeiras? O que fica conosco agora, além da saudade e dos gols e títulos que ele nos ajudou a conquistar?

Poderia falar do meu espanto (sim, fiquei de olhos arregalados), da minha admiração, quando, fazendo uma postagem sobre as novas contratações do Palmeiras para a temporada de 2015, listando as conquistas e feitos dos jogadores que chegavam, quase caí dura com o tamanho da lista de títulos conquistados por você, Zé Roberto. Poucos têm tantas conquistas. O Palmeiras tinha contratado um grande campeão.

Poderia falar daquele primeiro jogo, e daquela preleção mítica… do jogador líder, de sensibilidade aguçada, que mesmo tendo acabado de chegar ao Palmeiras, sentiu o momento palestrino que se desenhava no universo… o momento da retomada – o gigante estava de pé outra vez, e retomaria a sua caminhada de glórias… e você, Zé, queria caminhar com ele…

E foi você quem despertou  o guerreiro que havia no peito de cada jogador do nosso elenco; foi você que chamou jogadores e torcida para a caminhada; foi você quem ordenou que cada um batesse no peito do amigo e dissesse “o Palmeiras é grande… é gigante”… E mais do que se tornar o nosso novo “Animal” – como você disse que desejava vir a ser  -, nesse dia, você nos arrebatou, nos encheu de orgulho, nos brindou com o seu carinho e respeito ao Palmeiras… e nos identificamos com você, nos vimos em você e o vimos em nós, e foi então que você se tornou o Zé, o nosso Zé…  Abriu todas as portas do nosso coração e entrou…

Talvez eu pudesse falar de todas as vezes que o vi  em campo e  tive certeza de que você dava o máximo de si, Zé… que eu senti, em todas as vezes que o vi jogando pelo Palmeiras, que você não brincava, não fazia menos do que podia, muito pelo contrário, você dava o sangue em campo, era sério o tempo todo, e honrava a camisa que vestia,  respeitava os que te apoiavam e aplaudiam… E quanto bem  isso fazia ao nosso coração.

Poderia falar das tantas vezes em que eu, admirada, vi o jogador já maduro, experiente, correr em campo, dar piques, piques mesmo, como se fosse um garoto em busca do primeiro título…   Poderia falar da liderança do capitão que você foi por um bom tempo… dos desarmes, do jogo limpo, leal, porém sem jamais se intimidar, sem ‘afinar’ pra ninguém…

Poderia falar das ocasiões em que você, sem saber, nos fazia brincar na bancada… Focado no jogo, se entregando em campo, você, às vezes, puxava uma perna do calção mais pra cima, e, rindo, dizíamos na arquibancada: O Zé puxou o calção, agora a coisa é séria, é certeza que vamos ganhar. E ganhávamos mesmo.

Poderia falar da sua competência, das vezes em que você foi decisivo… poderia falar do gol lindo (com passe de Valdivia) que você, de cabeça, e para nosso delírio, marcou lá no Esmolão… poderia falar do golaço contra o Tucumán,  na Libertadores… daquele outro golaço contra o Santa Cruz… que lindos.

Poderia falar do orgulho de vermos o nosso Zé, merecidamente,  na Seleção do Paulistão 2015, na Seleção da América do Sul 2016, do Diário AS, da Espanha…

Poderia falar da conquista, épica, enlouquecedora, da Copa do Brasil 2015, do pênalti que você tão calmamente cobrou na final, do nosso capitão levantando a taça… Pensei que morreria de tanta alegria…

Poderia falar do Zé, que nos ajudou a conquistar, depois de 22 anos, o Brasileirão 2016, fazendo do Palmeiras o eneacampeão brasileiro, o maior vencedor do país, e fazendo com que nos deliciássemos de novo,  e depois de tanto tempo, com o sabor e o perfume do título maior do Brasil…  Felicidade sem tamanho…

Poderia falar naquele lance, naquela bola cruzeirense entrando em nosso gol, que você, Zé, foi tirar não sei como, não sei de que jeito, mas o fez da melhor maneira possível… sem um erro sequer que permitisse ao árbitro marcar qualquer coisa contra nós… um lance em que você foi de corpo, alma e corações, milhões deles (os nossos estavam com você) e impediu um gol certo do Cruzeiro, quando nosso goleiro já estava batido… Fiquei uns quinze minutos tremendo… Depois desse ‘milagre’ seu, sabíamos que ninguém nos tiraria o título. Não fosse você ali, Zé… talvez nem tivesse dado certo tudo o que nos aconteceria depois… Gratidão…

Você é isso, Zé! É competência! Seriedade! Profissionalismo x 1000! É sangue… suor…e muita vontade! É talento… alma. É caráter! E você nos deu exemplos diários de profissionalismo e humildade (nunca o vimos contrariado nas vezes em que esteve no banco)… exemplos de seriedade, respeito (pelo Palmeiras, por si mesmo e pelos demais), felicidade, amor próprio… Nos ensinou sobre sempre fazermos o melhor que pudermos, que quem se cuida vai mais longe… ensinou para nós e para o mundo todo que a vontade de vencer, de fazer algo, é soberana. E foi assim que, juntos, nós vivemos momentos inesquecíveis… Você deixa seu nome na história do Palmeiras e do futebol mundial, Zé, deixa o exemplo,  deixa um legado, e vai levar daqui  gratidão, saudade, e um caminhão de carinho e de respeito.

Você é f%da, Zé! E  não é por acaso que um jogador do seu quilate vai encerrar a carreira no maior do Brasil.

Muito, muito, muito obrigada,  Zé, seu lindo!!  Que a sua vida seja linda, seja plena. E que Deus o abençoe sempre!

Hoje, somos nós que  “batemos” no teu peito e te dizemos: Você é grande, Zé! É gigante! A torcida do Palmeiras te admira, te respeita, te ama e te aplaude!

FOI UMA HONRA, ZÉ! 💚  Uhuuuu! 

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Certa vez, ouvi alguém dizer que torcedores que escrevem sobre os jogos dos seus times, deveriam esperar o dia seguinte para fazê-lo. Depois de uma noite de sono, as coisas sempre parecem um pouco diferentes.

Achei interessante, pertinente, e passei a por isso em prática, para testar, e gostei. Muitas  coisas que, no calor de um fim de jogo, nos parecem importantes, imensas, no dia seguinte, depois de refletirmos melhor sobre elas, passam a ter peso totalmente diferente e diminuem um bocado de tamanho. E quantas bobagens deixam de ser ditas… Por outro lado, a emoção arrebatadora de um resultado maravilhoso, pode acabar perdendo um pouco da sua força no dia seguinte… Mas existem coisas que queremos dizer que não mudam de um dia para o outro,  a gente pode dormir e acordar e ela continua lá “conversando com a gente”, o tempo todo… Como essa postagem anda fazendo comigo há uns dias…

Torcedores são passionais, é verdade, os do Palmeiras, então… não são  chamados de bipolares, cornetas, hardys… à toa.

Não sei bem o que acontece atualmente, o que vem acontecendo nos últimos anos… uma parte da nossa torcida, acometida de não sei qual doença – talvez a da ingratidão -, vem se transformando em algoz do próprio time… e dos jogadores dos quais ela espera maravilhas em campo…

Nada nunca está bom… Tem sempre um “se”. Até mesmo quando vence bem e se classifica, sempre tem quem reclame de alguma coisa. E esses algozes do próprio time exigem um padrão de 100% de excelência dos profissionais, o tempo todo… senão não servem. 100% de excelência, que nenhum desses “exigidores” têm em seus trabalhos, em seus estudos, em seus relacionamentos, em área nenhuma de suas vidas… o tempo todo; nem eles nem os jogadores, nem eu e nem ninguém… seres humanos não são máquinas infalíveis, e eles podem ter a profissão que tiverem que a coisa não muda. Todos temos momentos maravilhosos, em que tudo dá muito certo, e outros tantos em que, por mais que queiramos que seja diferente, a coisa não vai bem. Bem que a gente gostaria, mas ninguém ganha todas, ninguém acerta em todas… Todos cometemos erros às vezes, (muitas vezes) e eles nos servem de aprendizado.

Somos torcedores, porque estamos, ou deveríamos estar, sempre torcendo, pelo nosso time, incondicionalmente, porque o apoiamos em qualquer situação, faça chuva, faça sol, entra ano, sai ano, na série A, na B, na X, na Y, na Libertadores, no Paulistão, no Desafio ao Galo, no amistoso, com time  ruim, com time bom,  com time péssimo, com time maravilhoso… não importa. Claro que todos nós preferimos que sejam só times maravilhosos, só vitórias, sem falhas, sem sofrimento, sem frustração… Ver o time perder é de lascar, na hora a gente fica furioso mesmo, mas, nem por isso vamos ‘apoiar’ o time crucificando e pressionando os que vestem a nossa camisa, impondo condições para isso, desrespeitando quem veio, ainda que por um tempo pequeno, fazer parte da nossa família… Não é nosso papel, não é sadio isso… não é também um problema do futebol, eu acho, é um problema pessoal, de não sabermos lidar com uma frustração… na vida.

Nossa história é rica de momentos maravilhosos desenhados pelos pés e pelas mãos de nossos ídolos… mas corremos o risco de não apresentarmos novos ídolos  para os nossos filhos….

Eu conheci, aprendi a admirar e amar Oberdan, que “segurava a bola com uma mão só e jogava sem luvas” , pelos olhos e palavras do meu pai… aprendi que o Divino era de outro mundo, que “não corria,  porque não precisava, e jogava com elegância”, que Dudu era seu companheiro inseparável, importantíssimo pra ele, que Waldemar Fiume “puta que pariu, jogava demais”, porque meu pai me mostrou isso…

E o que vamos deixar para os que vierem depois de nós? Um vazio? O que vamos contar a eles? Quem sobrará dessa “matança” diária que fazemos?

Nada é suficiente, nada basta… Tudo  é líquído, nada mais dura… nem mesmo o amor e o respeito pelos que nos dão títulos e muita emoção… ídolos não são descartáveis.

Foi doloroso, uma heresia,  chamarem São Marcos de “frangueiro”, um dia, em pleno Palestra… logo ele, que já nos tinha dado tanto. E não só em resultados, em defesas… Não. Ele nos deu tanto em alegria, em respeito e amor ao time, ao compartilhar a sua luz interior conosco, e em todas as vezes que se quebrou (e ainda se quebraria) defendendo a nossa camisa… e o magoamos (eu não) porque não soubemos lidar com um revés…

Não gostei de ver torcedores menosprezarem Alex, lhe dar um apelido que o ridicularizava e diminuía seu talento – anos depois, quanta gente não entendeu porque ele não quis vir encerrar a sua carreira aqui…

Meu coração sempre doeu com o que faziam com Valdivia, que resgatou nosso orgulho, nosso futebol, que tirou as teias de aranha da nossa Sala de troféus, que fez nossos adversários voltarem a nos temer, num período tão difícil pra nós, tão estéril, em que tivemos que torcer por tantos jogadores sem brilho e sem talento…

Não consigo compreender os horrores que alguns (ainda) falam de Gabriel Jesus… acho absurdo ver como alguns ainda esperam que ele não se dê bem lá fora (sim, acredite, essa maravilha de menino não é unanimidade na nossa torcida)…como se um dia ele tivesse assinado algum contrato em que tivesse se obrigado conosco a ser 100% perfeito, a nunca errar. Nosso menino Jesus, que mesmo sendo tão novinho, mesmo sendo o cara caçado em campo, teve a grandeza de um homem experiente para nos ajudar a conquistar dois títulos… menino que ajudou o Brasil a ganhar a inédita medalha de ouro na Olimpíada… que honrou e respeitou a nossa camisa… e se despediu da gente em lágrimas…

Meu coração  se revoltou com o que fizeram recentemente com Vítor Hugo, que não apelidamos de “Mito” à toa… que nos ajudou a conquistar dois títulos nacionais, a ser a defesa menos vazada do Palmeiras campeão Brasileiro em 2016, um dos caras mais gente boa do elenco, e que foi muito desrespeitado em seu perfil do Instagram por algumas falhas que cometeu em campo no início deste ano, e pelos mesmos que iam lá escrever “monstro”, “craque” todos os dias antes disso… falhas, que não têm 1% do peso de todas as suas defesas, desarmes, gols e cambalhotas… E Vitor Hugo, negociado com um clube europeu, merecia uma despedida cheia de carinho da nossa parte…

E fazem o mesmo com Dudu, o craque desse Palmeiras renascido (que já tinha sido esculhambado por perder um pênalti no início de 2015), que alguns vivem dizendo “não ser tudo isso”… fazem o mesmo com Zé, com Mina, o melhor zagueiro deste país, que segundo esses mesmos, “esqueceu como se joga futebol”…

Fico triste quando vejo que o atacante contratado por um  clube rival tem 16 jogos, 9 gols, e 3 eliminações neste ano, a do outro clube tem 30 jogos e  9 gols (alguns impedidos, de pênalti inventado), e Borja tem 17 jogos e 6 gols e alguns já dão o veredito definitivo:  “Ainn, o Borja não deu certo”… e isso vem da parte dos que faltaram ‘vender a  mãe’ para convencer o Palmeiras a trazer o jogador que, segundo esses mesmos, era o melhor atacante de todos e, com ele, seria só entregar as taças…  #admiração descartável.

Não consigo entender esse tipo de coisa…

Mas,  o que não dá para entender mesmo é a falta de consideração e carinho com Prass… porque ele falhou em alguns gols que tomou nos dois últimos jogos (quando ninguém – nem o técnico – foi bem)… e qual bom goleiro nosso e do mundo todo nunca falhou? Prass é um profissional sério, dedicado, que honra e respeita a nossa camisa e a nossa torcida demais… e merece ser respeitado de volta. Mesmo pelos mais desesperados que acham que ele deve ir para o banco. Nós podemos lamentar essas falhas, e torcer pra ele voltar logo ao normal, mas desfazer do Prass, atacá-lo? Magoar o Prass? Por causa de 2 ou 3 falhas? NUNCA!

Prass falhou, é verdade. E quantas vezes ele já nos salvou? E quantas vezes ele fez o que nos parecia impossível? Quantas vezes as suas mãos, salvadoras, ou mesmo seus pés,  nos tiraram aquele frio da espinha de lances nos quais, mortos de desgosto, já “víamos” a bola dentro do gol? Quantas vezes ele nos fez gritar enlouquecidos de alegria? Quantas vezes eles  nos fez chorar de emoção?

Defendeu o nosso gol por 15 rodadas do Brasileirão 2016, e só saiu do time porque foi servir a seleção e lá se machucou… e deixou o time na liderança do campeonato pro Jailsão fazer o resto. Ganhamos a Copa do Brasil , em 2015, porque o Prass jogou pra c#$@lho, porque fez muitas defesaças e porque pegou vários pênaltis  – não fossem essas defesas, nem os muitos gols dos nossos craques teriam adiantado -, ganhamos porque ele teve frieza e competência para fazer aquela última e inesquecível cobrança de pênalti…

Ele virou parte do nosso dia a dia…. “Bom dia, Prass você”… “Agora são três PRASS nove”… “Em nome do Prass, do Filho e do Espírito Santo”…

E não foi à toa que ganhou o canto que nós jamais imaginamos que um outro goleiro fosse merecer… PQP, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, FERNANDO PRASS!!

Prass é ídolo, p#rra! Vai ser lembrado e reverenciado pelos que virão depois de nós.  Merece todo o nosso amor, respeito e consideração … PRASS sempre! <3

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Estamos vivendo um início de temporada de sonhos… Sim, ver o Palmeiras jogar bola, de verdade, ver o Palmeiras com um elenco pra disputar títulos, ver o Palmeiras dando as cartas nas contratações, era o sonho de cada 12 entre 10 palmeirenses. Como não vivemos às custas do apito, não conquistamos títulos dessa maneira, muito pelo contrário, sabemos que o único caminho pra nós é o trabalho bem feito, é ter um bom elenco, é o time jogando muita bola. E por estarmos no caminho certo é que nos sentimos felizes e com o coração em paz.

A estreia no Paulistão não podia ter sido melhor, vitória tranquila, por 3 x 1, diante do Grêmio Osasco – que joga junto há uns dois anos -, conseguida com futebol ofensivo, veloz, de um time bastante renovado, que ainda não teve sequência e nem tempo de se entrosar. Imagine quando as peças todas se encaixarem, quando o time tiver Valdivia, Arouca, Dudu… Gabriel, nosso Jesus menino…?

O time do Osasco, com todo o respeito de uma osasquense, parecia o Palmeiras do ano passado, e não sabia nem de qual caminhão de mudança tinha caído. Só deu Palmeiras na partida – o primeiro tempo foi arrasador -, com um volume de jogo com o qual já estávamos desacostumados. E quanta desenvoltura dos nossos novos jogadores. O Allianz Parque era uma festá só.

E teve um golaço de Leandro; outro golaço, com matada no peito e bola no chão antes do chute, de Robinho; um gol esperto de Maikon “Blondie” Leite… um gol anulado de Cristaldo… uma partidaça do Allione (que Dorival deixava no banco em 2014)… jogadas lindas… passes precisos, velocidade, garra, jogadores bons de bola, raçudos (totalmente diferentes do jeitão “Uéslei” de ser, do nosso time do ano passado)… torcida cantando, e, por tudo isso, pudemos ter a certeza que o nosso Palmeiras mudou da água pro vinho.

Mas, algumas coisas não mudam… e o “mais do mesmo” se repete, campeonato após campeonato…

E, assim,  teve juiz assaltando o Palmeiras (não é porque ganhamos que vamos deixar de falar sobre isso), deixando de marcar muitas faltas, claras, a nosso favor; invertendo outras… deixando de marcar pênalti em Allione (isso não vai mudar nunca?)… parece até que é proposital para prejudicar o Palmeiras.

Teve os funcionários da rgt chamando o Allianz Parque de Arena Palmeiras, durante a transmissão (disseram na imprensa que isso é ordem de um diretor da rgt)… teve um “repórti” (da rgt, claro) tentando diminuir jogadores nas entrevistas de campo – o “profissional” foi perguntar para o Leandro como ele se sentia (algo assim) sabendo que a torcida prefere o Cristaldo. Pode?

Com tanta coisa pra perguntar, com o gol lindo que o jogador marcou, o “repórti” – torcedor do time que queria contratar Leandro e levou um chapéu do Palmeiras -, achou/inventou(?) algo para desmerecer o atleta, para fazê-lo sentir-se preterido pela torcida – o que não é verdade -, e tudo isso com aquela falta de talento e profissionalismo que lhe é peculiar (espera o Mago voltar, que ele te enquadra)…

Saímos confiantes no Palmeiras 2015, encantados com o trabalho do Mattos na montagem do time, com o belo futebol apresentado, com a qualidade dos novos jogadores, com a velocidade do ataque, com a entrega do time em campo. E todos falávamos a mesma  coisa: Que mudança!

Mas as coisas mudaram nos vestiários também. Foi lá que aconteceu uma coisa espetacular, antes mesmo do time subir para o campo… uma coisa da qual nenhum de nós – nem mesmo os ‘imprenseiros’ – tinha conhecimento…

Nenhum de nós tinha visto a preleção, histórica, que aquele jogador “em final de carreira”, “aposentado”, “velho”, de elenco de “série B”, havia feito…

O nosso querido Zé Roberto (Au, Au, Au, Zé Roberto é Animal), que corre, em meio tempo, mais do que o nosso 11 anterior vai correr nas duas próximas encarnações; que joga um bolão; que vale por dois de 20; que transpira profissionalismo e seriedade, que sabe o tamanho do Palmeiras e que respeita a sua grandeza , tal qual um general, levantou um exército…

Prepare o seu coração…

Maravilhoso, não é mesmo? Como diria Joelmir, só nós sabemos o que sentimos ao assistir a esse vídeo… só nós temos essa história, tão maravilhosa para se orgulhar…

É isso mesmo, meu amigo palestrino… em 2015, o Gigante e seu exército se levantaram.

E vamos à peleja!

“O otimista pode até errar, mas o pessimista já começa errado”. –  Juscelino Kubitschek

Ano novo, vida nova…  (re)apresentação dos jogadores… está começando tudo outra vez…

Depois do sofrimento no último brasileirão, do quase desastre em 2014, os palestrinos exigiram mudanças no futebol do Palmeiras, e o mais rápido possível.

E as mudanças começaram a acontecer no dia seguinte à última participação do Palmeiras no campeonato, quando ficou acertado que o diretor-executivo, José Carlos Brunoro, o gerente, Omar Feitosa, e o técnico da equipe, Dorival Júnior, não integrariam mais o Departamento de Futebol do Palmeiras – não podia ser diferente, não é mesmo? As metas não foram atingidas, ficando muito aquém do aceitável.

E, na mesma semana, ficamos sabendo que Alexandre Mattos, que estava há dois anos à frente do Departamento de Futebol do Cruzeiro, bi-campeão Brasileiro-2013/2014, viria a ser o novo Diretor de Futebol do Palmeiras.

Uma senhora contratação. No Cruzeiro, Mattos montou um time bem mais modesto do que os dos considerados favoritos ao título, e, graças aos acertos na escolha das peças,  o Cruzeiro papou dois campeonatos brasileiros seguidos.

E, por indicação de Alexandre Mattos, Cícero Souza, ex-Bahia, foi contratado para ser o novo gerente de futebol do Verdão. Cícero também foi executivo do Criciúma, do Sport e do Grêmio, com alguns títulos conquistados.

A primeira grande missão do novo Departamento de Futebol palestrino seria a contratação do novo técnico para 2015. E, no dia 16/12, com menos de 10 dias do término do Brasileirão -, o técnico Oswaldo de Oliveira assinou contrato com o Palmeiras, até 31 de Dezembro de 2015, e foi apresentado na Academia de futebol.

Oswaldo de Oliveira traz na bagagem vários títulos:

Campeonato Paulista – 1999
Campeonatos Brasileiros – 1999/2000
Mundial de Clubes – 2000
Copa Mercosul – 2000
Supercampeonato Paulista – 2002
Campeonato Japonês – 2007/2008/2009
Copa do Imperador – 2007/2010
Supercopa Japonesa – 2009/2010
Copa da Liga Japonesa – 2011
Taça Rio – 2012/2013
Taça Guanabara – 2013
Campeonato Carioca – 2013

Prêmios Individuais:
Melhor técnico do Campeonato Paulista – Série A1 – 2014
Seleção do Campeonato Paulista – Série A1 – 2014

As mudanças continuaram, e novas caras foram chegando…

Amaral, volante, 28 anos, ex-Goiás, contratado por 3 anos, até 31/12/2017.
Títulos: Campeonato Goiano (2006, 2009, 2012 e 2013) e Campeonato Brasileiro Série B (2012)

Vitor Hugo, zagueiro, 23 anos, ex América-MG, contratado por empréstimo até 31/12/2015.

Lucas, lateral-direito, 26 anos, ex-Botafogo,  contratado por 3 anos, até 31/12/2017.
Títulos: Superclássico das Américas (2012) e Campeonato Carioca (2013)

Andrei Girotto, volante, 22 anos, ex-América-MG, contratado junto à Tombense-MG, por empréstimo, até 31 de Dezembro de 2015.

Zé Roberto, lateral-esquerdo/meia, 40 anos, ex-Grêmio, contratado por 1 ano, até 31 de Dezembro de 2015.
Clubes: Portuguesa (1994-1997), Real Madrid-ESP (1997-1998), Flamengo (1998), Bayer Leverkusen-ALE (1998-2002), Bayern de Munique-ALE (2002-2009), Santos (2006-2007), Hamburgo-ALE (2009-2011), Al-Gharafa-QAT (2011-2012), Grêmio (2012-2014) e Palmeiras (2015)

Títulos
1996/1997 | Liga da Espanha
1996/1997 | Supercopa da Espanha
2002/2003 | Bundesliga
2002/2003 | Copa da Alemanha
2003/2004 | Copa da Liga Alemã
2004/2005 | Bundesliga
2004/2005 | Copa da Alemanha
2005/2006 | Bundesliga
2005/2006 | Copa da Alemanha
2006/2007 | Copa da Liga Alemã
2007 | Campeonato Paulista
2007/2008 | Bundesliga
2007/2008 | Copa da Alemanha
2012 | Copa do Emir

Títulos – Seleção Brasileira
1997 | Copa América
1997 | Copa das Confederações
1999 | Copa América
2005 | Copa das Confederações

Leandro, atacante, um dos destaques do Brasileiro 2014, 23 anos, ex-Chapecoense, contratado por 5 anos, até 31 de Dezembro de 2019.
Títulos: Campeonato Paulista do Interior (2012)

Gabriel, volante, 22 anos, ex-Botafogo, o maior ladrão de bolas do Campeonato Brasileiro 2014, contratado junto ao Monte Azul-SP, por empréstimo, até 31 de Dezembro de 2016.

São 7 jogadores apresentados até agora,  que se destacaram em seus clubes e nos campeonatos que participaram, outros nomes estão pra chegar. Ainda assim, repetindo as atitudes de sempre depreciar o Palmeiras, há quem diga que as contratações não foram boas, que foram de série B, e há palmeirenses, mais ingênuos que a Branca de Neve, comprando essa “maçã envenenada”, e repetindo as asneiras por aí.

Vamos dar uma olhadinha nas notícias:

Contratações-Palmeiras-imprensinhavagaba1

Fizeram questão de usar aspas para caracterizar que não há nada de novo nas contratações, informação que é reforçada no restante da frase: Palmeiras “retoma o padrão 2014 nas contratações”.

Contratações-Palmeiras-imprensinhavagaba

Neste trecho acima (“dos nome” é coisa de gambá, hein moço?), além de informarem de quais clubes vieram os jogadores, fizeram questão de acrescentar que o América disputou a série B, que o Botafogo foi rebaixado neste ano (o Fluminense também foi rebaixado em 2013, e o Fred foi até convocado pra jogar a Copa do Mundo), que a Chapecoense era rival do Palmeiras na luta contra o rebaixamento, e que o Goiás ficou em 12º lugar no Brasileirão.

Mas quando são os “itakeras” que contratam um jogador de um time que ficou em 10º lugar… NA SÉRIE B (seguindo a lógica “jornaleira”, se 12º na série A é ruim, 10º na B, é o quê?), aí as tintas com que pintam a notícia são as melhores possíveis, e não há nada errado e nem pejorativo nas notícias, levando o leitor a concluir que foi uma ótima contratação, e o atleta passa a ser o ‘cão de guarda da série B’, ‘o novo Ralf’, o ‘Shweinsteiger do Maranhão’… e isso acontece também com contratações leonores, da Gávea…

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Mas se o jogador vem para o Palmeiras… pode ser até o craque Zé Roberto, que vão achar um jeito de desmerecer o atleta:

Contratações-Palmeiras-imprensinhavagaba2

A matéria sobre as contratações do Verdão não diz nenhuma mentira, mas é feita de meias verdades. E isso leva o torcedor palmeirense – aquela parte que é maria-vai-com-as-outras –  à desesperança.

Afinal, porque ressaltar que Gabriel veio de um time que foi rebaixado, e omitir que ele foi o ladrão de bolas do Campeonato Brasileiro? A notícia não fala sobre o currículo modesto dos jogadores? Ter sido o maior ladrão de bolas no Campeonato Brasileiro-2014 faz parte do currículo do Gabriel agora. Por que não dizer também que ele era pretendido pelo Cruzeiro, o atual campeão brasileiro, e pelo Corinthians, que a imprensinha tanto badala (contratar jogadores disputados pelo atual campeão brasileiro é fazer bem diferente do que foi feito em 2014)?

Gabriel-roubadas-de-bola Gabriel-cotado-nos-gambás Gabriel-alvo-Cruzeiro

E Leandro? Por que dizer que ele vem de um time que lutou com o Palmeiras contra o rebaixamento (gambás e bambis também lutaram em 2013), mas não dizer que ele foi um dos destaques do campeonato? Por que omitir que, num time bem mais modesto, ele conseguiu a proeza de fazer mais gols do que muita gente mais conhecida do que ele, que joga em times candidatos ao título, com vários medalhões no elenco – como será que essa “gente mais conhecida” começou a carreira e saiu do anonimato?

Leandro…  10 gols
Tardelli…  10 gols
Luís Fabiano… 09 gols
Pato… 09 gols
Kardec… 09 gols
Rafael Moura… 08 gols
Gabriel(San)… 08 gols
Alecsandro… 07 gols
Nixon… 06 gols
Aránguiz… 06 gols
Luciano… 06 gols
Leandro Damião… 06 gols
Emerson… 06 gols

Por que não dizer que na votação para a Bola de Prata, Leandro, o novo contratado do Palmeiras, teve os mesmos 5,98 pontos que o “moço da gastrite” – o atacante favorito de 12 entre cada 10 descabeladas viúvas alviverdes? Dois décimos a menos do que um certo medalhão, que custou 40 milhões aos cofres de um certo clube, e até agora não deu retorno algum? Os leitores/torcedores precisam da informação inteira, e não pela metade.

Leandro-Bola-de-Prata-Atacante

Por que não dizer que o atacante também era pretendido pelos “itakeras” desde o começo do ano, e que o Palmeiras ganhou a disputa, deu chapéu no rival – só o Palmeiras leva chapéu quando perde uma contratação?

Leandro-noticias

Leandro-noticias1

Leandro-noticias2

Reparou nas notícias acima? Leandro é chamado apenas de… Leandro, e sem nenhum apelido. Ele é o “destaque da Chapecoense”, “um reforço importante”,  “o jovem atacante, que vem fazendo um ótimo Brasileirão”, que “chama a atenção pela boa movimentação, pela presença de área… que finaliza bem de perna direita e é capaz de fazer pivô”.

Então… mas foi só o Palmeiras aparecer na parada…  e as habilidades do jogador sumiram das notícias, ele deixou de ser apenas Leandro,  para ser Leandro Banana.

Leandro-Banana-Uol Leandro-Banana

E a mesma coisa fazem com Zé Roberto… O cracaço, que joga muita bola ainda, o jogador premiado, até mesmo em 2014, passou a ser apenas o jogador em final de carreira (você leu lá em cima), o cara com 40 anos, o quase aposentado. Mas, quando ainda não sabiam do interesse do Palmeiras no jogador, as notícias eram diferentes…

Zé-Roberto-brilhante

Zé-Roberto-melhorfase

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E agora, que ele é do Palmeiras, “esquecem” até de dizer ele foi o melhor lateral-esquerdo do Brasileirão 2014, deixando pra trás todos os outros laterais-esquerdos  do país. Que contratação “ruim” a que vai substituir o bicho-preguiça do Wesley, né? (E do João Pedro, o quarto melhor lateral-direito, não tem nem foto)

Bola-de-prata-Zé

E foi o melhor meia do Brasil em 2012… O Zé não é fraco, não.

Zé-Roberto-bola-de-prata-2012

Mais jogadores estão chegando… Robinho (White), Arouca e Rever podem pintar no Verdão também…

Sim, as mudanças estão acontecendo, e o Palmeiras 2015, de situação financeira equilibrada, de salários em dia (tem muito clube por aí vendendo o almoço pra pagar o jantar), de arena nova (sem dinheiro público) vai reformulando a equipe e inicia a pré-temporada cheio de caras novas. Que sejam todos muito bem-vindos, e que tenham muito sucesso trabalhando no clube mais campeão do país.

A imprensinha que continue “bem intencionada” como sempre, e fale o que quiser, as “Brancas de Neve” também, mas eu vou apostar as minhas fichas todas no Palmeiras.

E que venha o Paulistão…