Está vendo só, amigo leitor? O Allianz Parque, antes mesmo de ficar pronto, já está na rota dos grupos e bandas mais famosos do planeta. Faltando mais ou menos nove meses para que ele seja entregue – estamos oficialmente grávidos do Allianz Parque – o primeiro contrato já foi fechado.

A One Direction, a maior banda pop da atualidade, vai excursionar pelo mundo, e já estão sendo anunciados os shows que ela fará no RJ e em São Paulo.  A princípio, seria uma única apresentação em cada estado, mas, ontem (25/06), a banda confirmou que fará duas apresentações em Sampa, no Allianz Parque (nossa casa)  nos dias 10 e 12 de Maio de 2014.

Maio de 2014, parece que está longe, né? Mas as entradas para os shows começaram a ser vendidas ontem e já estão quase acabando.

Se você curte a banda e não quer perder esse show por nada, corre!

Confira:

OneDirection

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http://www.t4f.com.br/umbrella/one-direction.html

arena-palestra-projeto

O Morumbiba chama Morumbiba  ou Cícero Pompeu de Toledo?
O Pacaembu chama Pacaembu ou Paulo Machado de Carvalho?
É Vila Belmiro ou Estádio Urbano Caldeira?
É Maracanã ou Estádio Jornalista Mário Filho?
Fazendinha ou Estádio Alfredo Schürig?
São Januário chama São Januário ou Vasco da Gama?
O Mineirão é Mineirão ou Estádio Governador Magalhães Pinto?
A Arena Fonte Nova,inaugurada recentemente, se chama Arena Fonte Nova ou Complexo Esportivo-Cultural Governador Octávio Mangabeira?

Deem o nome que quiserem a um estádio e ele será chamado pelo nome que seus torcedores escolherem.

É assim, todos sabemos disso, e não dá para entender o escarcéu que uma minoria da torcida palestrina faz por causa do suposto nome da Arena.

Uma parte da torcida reclama de/por qualquer coisa, pelo simples prazer de reclamar. Se não tem patrocínio, é porque não tem; se tem, é porque o do outro time paga mais… Uma chiadeira atrás da outra, por qualquer pêlo em ovo. Agora, é uma choradeira imensa por parte de alguns, porque a empresa que fechou o acordo de naming rights, a WTorre e o Palmeiras talvez deem o nome de Allianz Parque (essa é uma das três opções de nome que estão em votação até o dia 20) para a Arena do Palmeiras.

Allianz Parque, caso venha a ser esse o nome, vai ser um nome, digamos, fantasia… Um nome que a empresa alugou o direito de usar por um período de 20 anos.  Para nós, e acho que até mesmo para a imprensa e, muito provavelmente, para a Rede Globo, detentora os direitos de transmissão do futebol, que não gosta de fazer propaganda sem levar nada em troca  [dizem que, pro Esmolão, ela já concordou em fazer ‘di grátis’ (WHY?)] ,  nossa casa, vai continuar a ter o nome de batismo e de registro: Palestra Italia. Eu também acharia mais bonito se fosse Allianz Palestra, acho até que para a própria empresa, seria bem mais interessante nomear a arena com um nome que “pegue”, do que deixar que “pegue” um outro nome que a torcida acabar escolhendo.

Só que o mais importante é que o contrato de ‘naming rights’ já foi fechado, importante é que, das 14 cotas de patrocínio da nossa arena, 8 já foram vendidas e 40 camarotes também. Importante é que a nossa casa vai ser um sucesso!

Mas alguns dirão: e a tradição? É a mesma que nos permitiu fazer uma camisa listrada em 93; que nos permitiu mudar o tom de verde (isso era considerado crime) dessa mesma camisa listrada; a mesma que nos permitiu chamar durante décadas o nosso estádio por dois nomes: Parque Antártica e Palestra Itália; que nos permitiu deixar o periquito meio de lado e adotar o porco como nova mascote (quanta gente não engoliu isso até hoje, alegando que a mascote, por tradição, é o periquito); que nos permitiu deixar que uma empresa gerisse o futebol; a mesma  que nos permitiu aceitar que o melhor goleiro de todos passasse a usar a camisa 12 e não a 1 (quantos eram contra); que nos permitiu fazer uma camisa verde-limão, uma camisa azul; a mesma que permite que chamemos, com orgulho, a nossa casa de “Chiqueiro”, a mesma que fará com que os sócios escolham o próximo presidente e não mais os tradicionais cardeais e seus conselheiros escondidos (nem tanto) “na manga”…

Mas algumas dessas mudanças se deram por rivalidade, e essa agora é por dinheiro, dizem alguns desses uns… ALOOOOOOO! Tem alguém aí? É por dinheiro mesmo, pessoas! Por mais poético que pudesse ser, clubes de futebol não podem (mais) viver só do amor de seus torcedores. Eles precisam de grana! Money!  A competição é cruel entre clubes que têm dinheiro e outros que não têm.

Tem tanto torcedor que bate no peito dizendo “O Palmeiras somos nós, torcedores”, “Nós sustentamos o clube comprando produtos oficiais, indo aos jogos…”, mas fica de mimimi quando é chamado também de consumidor. E, por mais que sejamos bons consumidores dos produtos oficiais, e somos, por mais que isso seja o que traz bons patrocinadores ao clube, hoje em dia é preciso encontrar novas receitas.

Há um tempo atrás, morríamos de rir dos trocentos patrocínios na camisa dos gambás, lembra? ‘Que vergonha’, dizíamos nós, eles têm patrocínio até debaixo do braço! E de desodorante! ‘Na nossa camisa, não’, bradava a maioria dos palestrinos! Torcemos o nariz até mesmo para o patrocínio nas mangas.

Pois é… os gambás pagaram a dívida deles (ou quase) e a nossa está cada vez mais robusta… Tá certo que eles têm o Sapo Padrinho e muito dinheiro público indo para os seus cofres de maneira muito mal, ou nada explicada, mas aqueles patrocínios todos na camisa, tão ridicularizados por nós e pelos demais torcedores rivais, fizeram uma boa diferença. E, pra eles, que importância tem agora, terem usado aquela camisa horrenda toda loteada?

No anúncio da parceria entre Palmeiras e WTorre, feito há quase cinco anos, os “naming rights” foram colocados no pacote que inclui também a venda de camarotes. O Verdão fica com 5% da receita líquida nos cinco primeiros anos, 10% de cinco a dez anos, e assim vai até os 30 anos de parceria do clube com a WTorre. A Allianz, pelo direito de nomear a Arena, irá pagar R$ 15 milhões por ano. Ficariam R$ 750 mil por temporada ao clube nos primeiros cinco anos, R$ 1,5 milhão por ano nos outros cinco, R$ 2,25 milhões em seguida (10 a 15) e R$ 3 milhões por ano no fim (15 a 20), 37.375 milhões para o Palmeiras no total.

Somemos a isso 100% das rendas do futebol, a porcentagem na receita operacional (aluguel de espaços, shows…), que começa em 20% para o clube e vai subindo da mesma forma gradativa: 25%, 30%… e some também um estádio de primeiro mundo, lindo de morrer. Estádio, que há alguns anos atrás, estava só na esfera dos sonhos, e daqueles muito difíceis de realizar.

Você acha mesmo que o Palmeiras tá perdendo alguma coisa?

Não temos “sapo-padrinho”, não somos sustentados por dinheiro público e, por isso mesmo, o que vier por caminhos lícitos, deve ser bem-vindo.

É muito legal que sejamos torcedores diferenciados, engajados, daqueles que participam da vida do clube de perto, que cobram, brigam por seus direitos, mas temos que parar de achar que é problema o que é solução.

Fogo amigo é muito mais nocivo do que o fogo do inimigo…

O fato é que os clubes que não se adaptarem à maneira como deve ser administrado um clube de futebol nos dias de hoje, vão ficar no meio do caminho.

E o torcedor que acha que o seu clube vai se “alimentar de luz”, vai acabar torcendo para uma Portuguesa da vida…

Allianz Parque, Allianz Centre, Allianz 360º, Allianz Palestra (o favorito da torcida), Palestra ItAllianz… não importa.

QUE A NOVA ARENA SEJA PALCO DE MUITAS CONQUISTAS DO PALMEIRAS, PALESTRA, ALVIVERDE, ACADEMIA, VERDÃO, PARMERA… para alegria dos torcedores comuns, organizados, sofás, amendoins, hardys, limões, da bancada, numerada, tribuna…