Torcida-palmeirense

Até que enfim chegou a quarta-feira!!

Como podemos ficar tantos dias sem jogo do Verdão? Sem Palmeiras não há vida! Até o ar fica parado… O final de semana foi horrível, dois dias com uma baita cara de duas segundas-feiras.

Mas, se por um lado, é muito ruim ficar sem ver o Palmeiras em campo; por outro, é bom que ele tenha ganhado um dias a mais para treinar antes de enfrentar o Tigre (hoje à noite).

E haja felídeos em nosso caminho! Tigre no meio da semana, e Tigresas no domingo. Tigresas que, aliás, foram responsáveis pelo que aconteceu aos nossos adversários de logo mais, que apanharam dos seguranças do São Paulo, dentro de seus vestiários, em pleno Morumbi. E depois de termos visto o Libertad, impunemente, bater à vontade em nossos jogadores lá no Paraguai, não duvidem que sejamos nós a pagar a conta dessa agressão aos argentinos do Tigre (a arbitragem vai liberar geral). Ainda mais com a imprensinha sacana, fazendo um baita sensacionalismo, como se o Palmeiras fosse lá devolver alguma coisa. Quem tem responsabilidade no caso dos jogadores argentinos agredidos é o São Paulo.  Mas isso é mais uma presepada que ficou impune pela “credibilíssima” Conmebol, que não anda punindo nem time cuja torcida mata torcedor adversário dentro do estádio.

E tem mais uma coisa que esses dias de abstinência nos trazem: uma pausa para refletirmos e repensarmos algumas coisas. Na derrota do Palmeiras para o Libertad – a primeira em oito partidas – as reclamações de uma pequena parte da torcida extrapolaram os limites do bom senso e da palestrinidade.

Às vezes, eu acho que tem alguns palmeirenses que são torcedores de outros times passando por uma crise de identidade e, por isso, se imaginam palestrinos. Porque não é possível! É uma caça às bruxas por tudo e por nada. Uns, reclamam de qualquer coisa, criticam qualquer contratação feita, antes mesmo do cara entrar em campo e, desde o primeiro minuto de jogo, ficam só esperando os erros aparecerem (contam até os passes errados dos jogadores!) para poder dizer: “Eu não falei?”, “É sempre o ‘X’ quem falha”, “Tá faltando o ‘Y’, que foi dado de graça – o “Y” nem pensou em recusar ser ‘dado’, não é mesmo? (Pô, durante o jogo a gente torce! Tá no Livro de Regras de qualquer torcedor!) E há aqueles, que com uma derrota em oito partidas, acham que está tudo perdido; há ainda os que acham que os torcedores que levam em consideração a situação em que o clube se encontra, que sabem que mesmo contra a nossa vontade, vai levar tempo até as coisas voltarem ao normal, estão errados porque são conformados… Que porre!

Ah, como eu gostaria que os problemas que impuseram ao Palmeiras ao longo de décadas, pudessem ser consertados em apenas um mês (também fico p…  de ver meu Palmeiras nessa situação)! Como eu gostaria que bastasse uma nova pessoa se sentar na cadeira presidencial para que, num passe de mágica, pudéssemos ter grana e um monte de contratações maravilhosas; como seria bom se, num piscar de olhos, todas as reformas necessárias fossem feitas e ressuscitássemos a Academia; como eu gostaria que tivéssemos uma varinha de condão para que, em um mês, pudéssemos resgatar todo o respeito perdido e estarmos aptos a conquistar a Libertadores e todos os títulos que disputarmos – como deve ser sempre quando se trata de Palmeiras.

Mas como é que podemos achar/esperar/cobrar que um estrago tamanho “king-size” seja consertado em um mês? Como é que podemos pedir a contratação de super craques se sabemos (quem é palmeirense sabe) que a administração anterior deixou o clube quebrado? Que ela antecipou aproximadamente uns 50% das receitas, fazendo com que em 2013 a grana ficasse ainda mais curta? Se sabemos que não houve tempo hábil para que o marketing gerasse novas fontes de receitas? E além do mais, são poucos os que querem jogar a série B (estão aí, o Barcos e o Marketing Assunção, que não me deixam mentir). Há trabalho pra caramba a ser feito, e, infelizmente pra nós, que estamos cansados de sofrer, não é trabalho fácil, não; e tampouco será feito a curto prazo.

E as coisas ficam ainda piores quando aparece gente do Palmeiras, jogando contra e dando declarações como essa:

Pescarmona-imbecil Reparem no detalhe grifado em vermelho: oposição(?). Esse senhor, que se lançou candidato à presidente pela UVB, é OPOSIÇÃO? E como ele dá uma declaração desfavorecendo o Palmeiras?  Para bom entendedor, a mensagem é: “É fria patrocinar o Palmeiras! Patrocinadores, não caiam nessa!” Será que se ele fosse o presidente do clube, como pretendia ser, ou se fizesse parte de uma administração, como também pretendia, quando apoiava o candidato que foi derrotado, ele falaria algo assim? Claro que não! Então, porque fala agora?

Possíveis patrocinadores, lendo uma declaração como essa, devem se sentir bastante ‘motivados’ a colocar o seu dinheiro no Palmeiras, vocês não acham? Isso deveria, na melhor das hipóteses, resultar numa advertência.

E a pergunta que fica é: Será que alguma multinacional teria um cara desse como presidente?

Coitado do Palmeiras… O revanchismo não morre…  Até a Mídia Palestrina agora tem “situação” e “oposição”, vejam só! E essa nova oposição, tem o ressentimento da eleição perdida, bastante mal digerido, diga-se de passagem, como o grande redator de muita coisa que os palmeirenses andam lendo por aí. Mas, da boca para fora, todo mundo quer o bem do Palmeiras… E a gente finge que acredita!

Mas voltando ao mundo dos que não têm interesses particulares… Todos nós, torcedores, temos o direito de nos aborrecermos, de criticarmos, de cobrarmos; na verdade, devemos fazer isso, mas parece que alguns de nós só gostam do time quando ele ganha. Não consigo entender…

O Palmeiras foi ao Paraguai enfrentar o Libertad, o campeão nacional de lá, time do manda-chuva da Conmebol (até o estádio tem o nome dele), e não se apresentou bem, principalmente no primeiro tempo. O time já se apresenta melhor do que o do ano passado, está evoluindo – não podemos negar isso -, ma, na partida diante do Libertad estacionou, se mostrou desentrosado, desatento, temeroso… Nervoso, não se achava em campo, e só no finalzinho do primeiro tempo é que começou dar mostras de que ia se acertar.

Em compensação, o Libertad fez valer o fato de que jogava em seus domínios e meteu pressão. Pressão de um lado, desatenção e temor de outro… e o Libertad abriu o placar aos 10′. Mas não sem ter uma grande ajuda do árbitro. Que tirou Henrique de campo – que estava com o nariz sangrando, POR UMA COTOVELADA RECEBIDA, E QUE FICOU IMPUNE – justo quando uma falta ia ser cobrada na área do Palmeiras. Com o nosso melhor defensor do lado de fora do campo, ficou muito mais fácil para o adversário mandar pra rede. O engraçado é que depois disso, o Henrique continuou com o nariz sangrando e não foi mais obrigado a sair de campo….

O Palmeiras até tentou reagir; Kleina, que não deveria ter começado com Valdivia e Kleber no banco, chamou os dois para o segundo tempo, mas o Palmeiras não conseguia aproveitar as poucas chances que, então, passou a criar. Pra piorar a situação, o Libertad marcou o segundo. O Palmeiras parecia melhor no segundo tempo, mas gol que é bom… nem sinal! Embora o time tentasse resolver, não jogamos com a pegada que a competição exige. Some-se a isso o Libertad podendo bater à vontade,  e só o Palmeiras  se enchendo de cartões amarelos… O juizão marcava as faltas que cometíamos e as que não cometíamos também, parava ataque do Palmeiras para atender jogadores(!?!). E teve jogador paraguaio que distribuiu porrada até não querer mais e saiu no lucro.

Kleina reclamou um bocado, Henrique saiu furioso de campo…

E então a gente passou a ler por aí, que o Kleina não presta, nem o Souza, o MKL, o Vinícius, o Maurício Ramos, o Marcelo Oliveira, o Wesley, o Kleber, o Prass (!?!)… e por aí vai… Há quem diga que o Palmeiras não presta…

Hoje tem Verdão em campo, e se você faz parte do grupinho que acha  que nada presta no Palmeiras, se diz “amém” para o que publica a imprensinha sobre esse time, em formação, cheio de jovens, nunca ter ganhado nada fora do país (daquele time que, até ano passado, tinha passado 100 anos sem ganhar nada lá na fora, esses picaretas não falavam nada, né?), se você acha que só dá para torcer quando o Palmeiras voltar a ser do jeito que você imagina,  aqui vai uma sugestão: tire férias! Quando o Palmeiras tiver um time que seja do seu agrado, quando ele tiver um time que faça a sua vida do torcedor ser fácil, você volta a torcer, tá? Enquanto isso, deixa que a gente torce.

BOOOOORA, VERDÃO!!! VAMOS  BUSCAR A VITÓRIA!!

Nós, palestrinos, já sabemos muito bem do que são capazes os promotores do TJD, conhecemos muito bem o “dois pesos e duas medidas” de suas denúncias e julgamentos, já sofremos com as muitas sacanagens pra cima do nosso clube e dos nossos jogadores. Mas eles andam tão ‘criativos’, que a gente nem acredita.

A gente nem teria algo a ver com o que vem a seguir, não fosse o fato de que o TJD quer denunciar um jogador do Botafogo porque, segundo ela, ele está desrespeitando uma determinação da Fifa. E não faz muito tempo, nós sofremos na pele uma regra/determinação da Fifa sendo desrespeitada.

Veja só o que saiu no Lancenet de hoje (05):

TJD pode oferecer denúncia contra Jefferson por desenho na cabeça

Tribunal de Justiça Desportiva irá analisar imagem  utilizada no clássico contra o Flamengo

Na vitória de 2 a 0 sobre o Flamengo, no último domingo, o goleiro Jefferson chamou atenção pelo corte de cabelo. Em homenagem à igreja da qual é frequentador, o capitão alvinegro jogou com um peixe desenhado na cabeça. Como os símbolos religiosos configuram desrespeito às regras impostas pela Fifa, o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RJ) irá analisar o caso para ver se cabe denúncia contra o jogador.

De acordo com as regras da International Football Association Board, entidade ligada à Fifa, e que é responsável pelas regras do futebol, é proibida qualquer manifestação religiosa por parte dos jogadores dentro de campo. Segundo o artigo que trata do assunto, o jogador que infringir estas regras será penalizado pela organização do campeonato. O Código Brasileiro de Justiça Desportiva também não aceita estas manifestações.

Quem mandou o Botafogo ganhar do “Flameingo”, né? Agora vão pra cima deles, escudados pelas regras da International Football Association Board, pelas regras da Fifa e pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

Essa é a Justiça Desportiva Brasileira, que insiste em fazer com que apenas alguns clubes sigam as regras da Fifa, insiste em fazer com que apenas os jogadores de alguns clubes sejam punidos de acordo com essas regras;  enquanto permite que exista um seleto grupo, formado por uns três ou quatro clubes, seus jogadores e torcidas organizadas, para os quais as regras da Fifa são sempre “esquecidas”.

Ô pessoal do tribunal!! Arbitragem anular gol com a ajuda de recursos televisivos também é proibido pela Fifa. “Cêis” sabem muito bem disso aí, que eu sei. Lembra daquele Inter e Palmeiras no ano passado? Anularam o gol do Barcos depois que consultaram as imagens da TV. E vocês não denunciaram ninguém!! Pelo contrário, teve um julgamento tão mandrake, mas tão mandrake, que quase que o Palmeiras acabou sendo o culpado. A Justiça Desportiva não pode respeitar as regras e determinações da Fifa quando isso lhe é conveniente, e desrespeitá-las quando lhe é conveniente também, concorda Seo Schimidt?

Mas vai ver vocês “esqueceram” que a arbitragem não podia consultar os repórteres e saber se houve irregularidade através das imagens de TV… Por isso, teve tanta gente mentindo… Vai ver, depois da baita sacanagem que vocês fizeram com o Palmeiras naquela ocasião (foi um erro de direito e vocês passaram por cima disso), estão querendo fazer as coisas certinhas agora, né?

Como eu sou muito boazinha e boa observadora, e vocês parecem vítimas de um tipo estranho de cegueira, porque às vezes veem demais e, às vezes, não veem p…. nenhuma, vou ajudar…

JÁ QUE VAI DENUNCIAR ESSE JEFFERSON, ‘FANÁTICO RELIGIOSO’ E GOLEIRO DO BOTAFOGO, PODE DENUNCIAR ESSES AQUI TAMBÉM, VIU TJD ?  ESTÃO TODOS DESRESPEITANDO AS REGRAS DA FIFA. SE O TRIBUNAL QUER PEGAR UM, VAI TER QUE PEGAR TODOS!!

Felipe-Flamengo-tatoo

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Chicão-Tatoo

Frauches-tatoo

Douglas-tatoo

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RafaelCoelho-tatoo

D'Alessandro-Inter-tatoo

E tem também o Naldo que joga no Werder Bremen pra ser denunciado. Mas isso é lá na Europa. Não sei como a Fifa, ‘tão correta’, foi deixar passar isso:

naldo_werder_tatuagem

MAIS MANIFESTAÇÃO RELIGIOSA QUE ISSO, IMPOSSÍVEL! (Será que vão proibir os jogadores de fazerem o sinal da cruz e de rezarem antes dos jogos? Mas proibir a manipulação de resultados no futebol ninguém quer, né?)

Mas já que vocês, promotores do TJD,  gostam tanto de consultar imagens para denunciar jogadores (só alguns e de alguns clubes apenas), já que estão tão a fim de fazerem as dregras da Fifa serem cumpridas, que tal irem consultar o Google? Foi lá que peguei essas imagens aqui, e tá cheio de outras lá.  Mas vou avisando, tirem o cavalinho da chuva porque o Valdivia não tem tatuagens assim, viu?

E já que vocês são tão “imparciais”, vão ter que mostrar que, NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA, O PAU QUE BATE EM CHICO BATE TAMBÉM EM FRANCISCO…

Que saia justa, hein? SE FOSSE COM O PALMEIRAS, VOCÊS NÃO PENSARIAM DUAS VEZES. Mas sou capaz de apostar que, em virtude de haver jogadores de certos dois clubes desrespeitando as regras da Fifa, o TJD vai esquecer o assunto rapidinho.

Quem viver verá…

Os torcedores sempre costumam fazer um escarcéu quando uma torcida, do time contrário ao seu, comete algum grande delito. Como se houvesse uma escala que classificasse os delitos, aquele que cometeu o de menor estrago está sempre atacando o que cometeu o de maior proporção.

A imprensa também faz o mesmo. Passa a mão na cabeça da torcida do time de preferência da maioria dos seus “profissionais” e pede punição para a torcida dos times rivais.  E assim vamos nós nessa Terra Brasilis…

Uma hora, um torcedor morre aqui; em outra, por emboscada, outro torcedor morre ali… notas de um carnaval são roubadas e rasgadas aqui, um carro alegórico é incendiado ali… Os motivos são sempre os mesmos:  rivalidade – bastante acirrada pela mídia esportiva, diga-se de passagem -, violência, estupidez,  incapacidade das pessoas de lidar com as frustrações; brigas entre torcidas, muitas vezes com hora e data marcada;  bandidagem pura e simples, uma tonelada de safadeza e, principalmente, IMPUNIDADE.

Mas como explicar a morte de Kevin Douglas Beltrán Espada, um garoto boliviano, de 14 anos, que não estava brigando com ninguém, que não era bandido; que não estava envenenado pelas matérias jocosas da imprensa sobre o seu time de coração, que não marcou hora para se confrontar com torcedores rivais, que não se sentia frustrado e, muito pelo contrário, estava feliz por ver o seu time disputando uma Libertadores?

Como explicar que esse garoto tenha ido ao estádio com o coração em festa e, atingido por um sinalizador disparado pela torcida rival, agora ele “volte pra casa” com um coração que já não bate mais?

Não é mais o caso de ser a torcida do time “X” ou do time “Y”… Um torcedor foi morto, POR NADA, dentro do estádio, por integrantes da torcida adversária, enquanto assistia ao jogo do seu time de coração… Isso é um absurdo! As punições têm que ser severas! O clube mandante deve, no mínimo, ter o estádio interditado (mas a partida nem suspensa foi); o clube do torcedor que matou o outro, deve ser excluído das competições da Conmebol por um bom tempo, e um dos ‘bonitos’ que ficam fazendo sinal de positivo lá na cadeia da Bolívia,  o que foi o autor da “façanha”, tem pegar muitos anos de cana. Qual é o problema de se fazer a coisa certa? Porque essa liberação pra matar impunemente que dão pra alguns? De acordo com a polícia local, o sinalizador que matou o garoto teria partido da área destinada aos corintianos. E, parece que a polícia está certa no que diz:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=UOv_dY3rBH8[/youtube]

Então, o fato que se tem é: torcedores corintianos, e poderiam ser do clube que fosse, integrantes de uma torcida de um clube brasileiro – a realidade é essa – ,  sem motivo algum, tiraram a vida de um garoto e mandaram um outro torcedor para o hospital. Na melhor das hipóteses, a intenção de quem atira um morteiro na direção da torcida adversária é a de ferir alguém. E uma vida ser ceifada, dessa maneira tão estúpida, é muito mais do que “uma coisa chata” como disseram na Globo, é muito maior do que “tirar o brilho da festa” como alguns veículos disseram, é impossível de ser comparada a um título, como fez o Tite, ao dizer que trocaria o título mundial pela vida do garoto. Por mais triste que ele possa estar, uma declaração como essa é podre, é repulsiva. Será que ele acredita mesmo que uma conquista profissional possa ser comparada ao valor de uma vida? A vida de um filho dele vale assim tão pouco? Custo a acreditar que ele seja tão imbecil. Se não tinha o que dizer, que ficasse calado. Como mãe , eu me senti atingida, ofendida. Será que se fosse o filho do Tite ele se sentiria confortado com uma declaração estúpida e insensível como essa?

Depois da confirmação da morte do torcedor, o que mais se lia nos portais, o que mais se ouvia dos dirigentes corintianos e da imprensa brasileira era a palavra “fatalidade”…  Oras, fatalidade seria se o morteiro tivesse atingido o menino por conta própria. A partir do momento que alguém fez uso desse morteiro como se fosse uma arma, e, por consequência alguém morreu, a tal fatalidade passa a se chamar crime! E não é possível que, mais uma vez, a imprensa queira conduzir a opinião pública a achar que um crime tenha sido apenas uma coisa chata, que tirou o brilho da festa, que foi uma fatalidade, e que basta o Tite ter dito que trocaria o título pela vida do garoto que está tudo bem, todo mundo será perdoado e ninguém será punido. A gente faz que nada aconteceu, o clube do torcedor agressor ajuda a família do menino e os bolivianos que chorem lá o seu morto. Não! Os responsáveis devem ser punidos! Essa coisa de torcedor matar o outro, agora até mesmo sem motivo algum, precisa acabar de uma vez por todas!

Eu sempre falo aqui que a imprensa adora minimizar as coisas erradas de alguns clubes e aumentar as de outros… E fazer isso num caso como esse é imoral! Todos que cometem delitos devem ser punidos. Igualmente. Sejam torcedores de que time for.

Mas na Band, muito embora o clube brasileiro tenha dito que foi muito bem recebido na Bolívia, o tal de Dr Osmar, disse que isso (a morte) era previsto, uma vez que o time visitante (para o qual ele torce) treinou sob pedradas. Seguindo a lógica de torcedor do  tal Dr. Osmar, o “olho-por-olho’ está valendo, e é legal. Uma declaração como essa, com a intenção que ela carrega, não cabe nem na boca de um torcedor, quanto mais na de alguém que trabalha a serviço da informação, que tem influência na formação da opinião de milhares de pessoas.

E a notícia correu fronteiras…

O “La Razón”, da Bolívia, destacou a tensão dos torcedores que estavam próximos ao garoto atingido, relatando que estavam “surpreendidos e assustados”, e que “não ocultaram sua dor e saíram chorando do estádio”.

O ‘La Razón’ revela ainda que após o incidente, os torcedores do time de Oruro gritavam pelo fim da partida e pediam ajuda aos fãs do Corinthians presentes ao estádio, o que não aconteceu.

“Perderam todos”, diz o Diário Olé, da Argentina.

No Uruguai, o “Ovación” criticou a decisão do árbitro de não suspender a partida após o acontecimento. “Incrivelmente, apesar do ocorrido, o árbitro equatoriano Carlos Vera não suspendeu o jogo”, diz o jornal.

O “L’Équipe”, da França, aponta um “Drama na Bolívia”. O diário francês cita a prisão dos doze corintianos após a morte do garoto.

O “Diario Deportes” diz que a partida foi “embaçada pela morte de um garoto boliviano, provocada pelo lançamento de um artefato pelos torcedores brasileiros”.

O jornal inglês, “Guardian”, destaca que “torcedores corintianos foram responsabilizados” pela morte de Kevin Douglas Beltran Espada.

Em compensação aqui no Brasil, o Estadão teve a coragem de publicar uma matéria assim: “Corinthians sobrevive nas montanhas”. O que dizer de um jornalista que redige algo assim, depois da morte de um torcedor?

E aí, a entidade, sem credibilidade alguma, que cuida do futebol sulamericano, se manifesta assim:

Futebol-da-vergonha

O clube será julgado por gente da Conmebol, e gente da Conmebol já garante que a chance de exclusão do torneio é nula. Aí a gente se pergunta: A chance é nula porque vai ser julgado por pessoas da Conmebol, ou vai ser julgado por pessoas da Conmebol, porque o dirigente já antecipou/deu recado que as chances são nulas?

Fiquei sabendo dos acontecimentos, e os acompanhei através do twitter de vários jornalistas. Um deles, Gabriel Dudziak,  é também repórter e redator da Rádio CBN. Ele se mantinha em contato com Guido Orneles, que estava em Oruro e ia tweetando as informações que chegavam de lá.:

A polícia boliviana diz que os morteiros partiram da torcida do Corinthians.

Coronel da polícia boliviana diz que são nove brasileiros presos em Oruro: 8 homens e uma mulher.

Ele tb disse que apreenderam com os presos artefatos semelhantes ao que foram disparados contra o garoto.

@mayrasiqueira @_gabrieldud @impedimento Kevin Beltrán. Nome no menino morto pelas bombas atiradas #GaviõesdaFiel. Ojo@MillosFCoficial

Corintianos foram presos em Oruro. A polícia diz que o morteiro saiu da torcida do Corinthians. Isso tb é oficial segundo a polícia

@guidorneles que está na Bolívia confirmou com a polícia de Oruro.Um jovem de 24 e ñ de 14 anos morreu atingido por um morteiro corintiano

Jornalista boliviano RT @avircato: Un niño herido por petardo lanzado por hinchas de Corinthians tras el gol de Guerrero a San Josè en Oruro

Direto de Oruro @guidorneles confirma que um torcedor adolescente morreu no estádio, por conta dos fogos atirados pela torcida corintiana

Rojão que atingiu Kevin veio das tribunas, a informação confirmada pela policia local é de que veio da torcida corintiana. Já há presos

Segundo o coronel entrevistado pela Fox, foram 9 presos, carregando artefatos semelhantes ao que vitimaram o garoto Kevin

Ele tb disse que apreenderam com os presos artefatos semelhantes ao que foram disparados contra o garoto.

Na mesma noite, alguns jornalistas reclamavam que o assunto tenha passado a ser uma coisa clubística – quando todo mundo se revoltou com o que houve em Santa Maria-RS, o motivo era justo, agora, dizem que é disputa clubística. Mas, muitos profissionais  de imprensa que defenderam com tanta veemência a punição ao Santos, pelas moedas jogadas no Ganso (precisava provar quem foi que jogou moedas no Ganso, para que o Santos fosse punido?), agora se omitem e procuram brechas para isentar o clube dos torcedores agressores, para atenuar o crime cometido em Oruro.  As notícias dizem que o clube brasileiro não teme ser punido”;  “que já espera ser absolvido e espera também que o San Jose seja punido”. Querer punição para o San Jose é muita cara-de-pau! Não demora muito, o garoto morto vai acabar sendo culpado de ter morrido, de ter entrado na frente do morteiro atirado em cima dele… Ontem, na Band, Renata Fan, Denilson e Tite quase convenceram os telespectadores disso.

Fiquei chocada com o acontecido, com a morte do garoto, e mais chocada ainda, eu fiquei com a reação do clube brasileiro e de parte da imprensa esportiva, com os valores éticos e morais que morreram também. E fiquei me perguntando: Por quê algumas pessoas agem assim, com dois tipos de senso moral, e sem nenhuma justiça ou humanidade? A resposta talvez seja essa:

De acordo com nova regulamentação da Conmebol, o Corinthians pode ser até excluído do torneio caso seja comprovado o envolvimento de seus torcedores na confusão no estádio Jesús Bermudez.

codigo-disciplinar

O regulamento diz que o clube deve ser punido. E a gente já percebe que o clube, com a mídia o ajudando, está saindo por todas as tangentes, achando um caminho que justifique escapar. E a gente se pergunta: Pra que existe o regulamento se não for para ser cumprido? Além do mais, quando ele tem que ser cumprido por uns e pode ser descumprido por outros, não podemos mais chamar de bagunça o que acontece na Conmebol, e sim de sacanagem.

E eu quero entender, se a torcida não é extensão do clube, como diz o presidente do clube passível de ser excluído da competição, como é que o  Palmeiras foi punido e perdeu um monte de mandos de campo, pelo que fez a sua torcida, que não matou ninguém, no Pacaembu? Como é que o Santos foi punido por moedas jogadas em campo pelos seus torcedores? Será que é exclusividade de uma única torcida não ser extensão do clube, quando isso significa que clube e torcida sejam punidos? Não tem como fazer com que haja uma punição criminal e nenhuma punição esportiva.

Mas a Conmebol, que não fez niente no caso dos jogadores do Tigres, agredidos nos vestiários pelos seguranças do São Paulo, já anunciou a medida preventiva: O Corinthians jogará com portões fechados e não terá ingressos quando for visitante. A medida, que tem um prazo máximo de 60 dias (até que haja uma decisão final), poderá ser revertida ou então, agravada.

E eu fico aqui tentando imaginar qual situação é mais grave do que a que tem uma morte por violência gratuita? Qual situação seria passível de se ter as penas de exclusão da competição, rebaixamento, perda de pontos… Jogar com portões fechados é uma das mais brandas, só perdendo para “advertência” e “repreensão”…

E pensar que a Inglaterra, por causa do vandalismo dos hooligans, puniu dois de seus clubes, banindo-os das competições europeias por cinco anos (!!), enquanto no Brasil, time, TV, e imprensa, quase que em sua totalidade, mascaram o crime e tentam fazê-lo parecer fatalidade.

Mas lá na Inglaterra é primeiro mundo, não é mesmo?  E na América do Sul nós somos um amontoado de países de terceiro mundo, cujo futebol é cuidado por entidades igualmente de terceiro mundo, e noticiado por muitos profissionais de imprensa de terceiro mundo..

Com um imenso histórico de impunidade, e sem credibilidade alguma, não se pode esperar nada da Conmebol  – não se pode esperar nada da CBF também. E é por isso, que, mais uma vez,  vão “passar a mão na cabeça” de todo mundo,  e, não demora muito, serão todos inocentados.

O grande culpado mesmo, foi Kevin, o garotinho boliviano, que do alto de seus quatorze anos, cheios de vida, resolveu se colocar no caminho do morteiro disparado pelo torcedor rival e, com isso, fez a coisa ficar chata e tirou o brilho da festa…

E esse garoto poderia ser meu filho, poderia ser seu, ou de qualquer um de nós…

E os “campião mundiau du governu” sofreram, E PRECISARAM DO APITO AMIGO, para empatar com o time da Série B? CONFERE, PRODUÇÃO?

Já faz um bom tempo, que toda vez que tem Derby a mesma equação se repete:

O juiz mete a mão no Palmeiras + o lance é claro + após o jogo as imagens somem + as “profissionais” bocas e microfones se calam = nada aconteceu x os palmeirenses têm mania de perseguição.

Mais ou menos parecido com a propaganda nazista: diga uma mentira mil vezes, que ela se tornará verdade. Só que no futebol brasileiro, mais especificamente, na imprensa esportiva paulista, os “Goebbels” pensam assim: Com muita desfaçatez e cara-de-pau, faça de conta que não aconteceu; negue o máximo que puder, seja veemente e até grite nos programas esportivos se for preciso; suma com provas e imagens, e os que viram e sabem o que realmente aconteceu, os que conseguem pensar pelas próprias cabeças e não se deixam manipular, passarão por lunáticos… É sempre a mesma coisa e tem dado tão certo!

A imprensinha, desejando e antevendo uma goleada do time do governo – time que ela e a platinada empurram, e do qual escondem todas as mazelas -, contando com o ovo dentro da galinha, publicavam alegremente…

E como explicar depois, que os vinte títulos do Danilo devem ter pesado tanto que ele não jogou nada? Como explicar, que a experiência e bagagem de títulos de um (Oi? Entre os dois, o que possui mais títulos é o de verde. E legítimos!), não serviram de bala-na-agulha para superar o time, ainda em formação, do Palmeiras? Como explicar, que vários jogadores do Palmeiras (o técnico também), debutantes no Derby, jogassem com tanta competência e desenvoltura? Como explicar, que o goleiro que foi convocado para a seleção, por puro trambique, não sabe sair do gol? Como explicar, que o time que disputará a segunda divisão do Brasileiro 2013, precisou ser roubado, para que o time do governo federal e da Globo, o “canpião mundiau”, conseguisse um mísero empate?

Entraram todos pelo cano, e tinham mais é que sumir com as imagens mesmo!

Mas, por mais que escondam, o Brasil, e até o Google, sabem quem precisa da muleta do Apito Amigo para andar.

E acho que o Google também já sabe, que a imprensa escrita, falada e televisada, principalmente, a emissora platinada, ampliam exageradamente qualquer erro contra o time do governo (se time e governo fossem sérios, se envergonhariam de uma expressão assim), enquanto mascaram as ajudas que ele recebe. E assim, nós temos um escândalo, e até mesmo a demissão do presidente da Comi$$ão de Arbitragem, quando meio centímetro de impedimento de um Neymar resulta em um gol validado contra o time do governo, o time dos patrocínios com dinheiro público.

Mas o juiz parar uma jogada maravilhosa de Márcio Araujo, alegando ter havido falta do palmeirense, quando, na verdade, ele sofreu falta clara de Ralf, levou a melhor, e ficou cara a cara com o goleiro, prontinho para fazer 3 x 1 para o Palmeiras, não dá nada. O juiz dá uma garfada desse tamanhão e sai da partida com a reputação imaculada. É roubo, na cara dura, e a imprensa faz de conta que não viu, que não sabe. AS IMAGENS DOS LANCES QUE COMPROVAM AS GARFADAS, SOMEM! .

Observe atentamente e verá o que acontece. QUEM DEVERIA MOSTRAR, SOME COM AS IMAGENS QUANDO ISSO É CONVENIENTE! E aí a gente fica pensando… o que é que faz com que isso seja conveniente??

Márcio Araújo partiu do campo de defesa, avançou em direção ao gol de Cássio, Ralf fez falta nele, duas vezes, ainda assim, ele continuou na jogada, e quando ia fazer uma pintura de gol, quando ia marcar o terceiro gol do Palmeiras e colocar 3×1 no placar, o juiz parou a jogada, favorecendo o infrator e alegando que Márcio Araújo é quem cometera falta. As TVs escondem, mascaram, dizem que é ‘questão de interpretação do árbitro’ (esse bordão é repetido à exaustão para institucionalizar a indústria dos resultados fabricados no futebol brasileiro), as imagens das oito câmeras da Rede Globo não são utilizadas para que seja mostrado o prejuízo ao Palmeiras… na verdade, fazem de tudo para provar que você não viu o que sabe que viu.

Ache aí a falta de Márcio Araújo e concorra a uma viagem para Dubai…

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Veja o lance de frente:

Falta-no-Caramujinho-Blog

E como você não achou a falta, deve estar se perguntando: Como pode o juiz ter marcado uma coisa (o assistente de linha de fundo viu de frente, o bandeira viu de lado, e o juiz, se se colocasse direito poderia ver do jeito que quisesse), quando, o que ocorreu foi exatamente o contrário? Nos Derbys, caro leitor (nos outros confrontos também), são dois os livros de regras. Um deles, é só para o Palmeiras; o outro, é o Livro de Regras da Fifa. E a mídia também trabalha com duas posturas diferentes; uma, que amplia e explora qualquer erro de arbitragem contra o time do governo; e outra, que diminui e esconde os erros contra o Palmeiras; e nenhuma delas pode ser chamada de jornalismo.

As agressões mostradas nas imagens abaixo, não foram punidas com cartão vermelho – algumas nem foram assinaladas como falta -, também não foram motivo de indignação da imprensa; não foram mostradas, repetidas vezes, e em todos os ângulos possíveis, nos programinhas esportivos;  tampouco tiraram do cargo alguém da Comi$$ão de Árbitros ou mandaram algum juiz pra geladeira…

Liedson-Wallace-Danilo-Chicão

Mas esse carrinho de Danilo, do Palmeiras, valeu cartão vermelho, e o mesmo não aconteceu para a solada criminosa que Liedson deu em Danilo, no mesmo lance. Solada que abriu um rasgo na perna do jogador do Palmeiras. A imagem é clara.

Esse outro carrinho aqui, do jogador Emerson (nunca sei se o nome dele é esse mesmo, li no jornal que ele tem mais de uma identidade…) que levantou o jogador e quase quebrou a perna dele, foi só amarelo:

carrinho-emerson-blog

Qual é a diferença entre o lance que tirou o Danilo de um clássico e esse do moço das duas identidades? E PORQUE AS TVS NÃO MOSTRAM AS IMAGENS? O RESTO DO BRASIL NÃO PODE SABER QUE O “CANPIÃO DA CHAMPIONS LEAGUE DE MOSCOU” não tem cacife para ganhar do Palmeiras sem a ajuda do juiz? Não pode saber que o Palmeiras é grande, esteja em que situação estiver, e que o time do governo teve que ralar para conseguir empatar? Que o juiz teve que impedir que Márcio Araújo fizesse um gol espetacular e colocasse 3 x 1 no placar? O Globo Esporte da segunda feira, não mostrou as imagens do moço (acho que ele se chama Emerson), alegando que não queria manchar a imagem do clássico. É A IMAGEM DO CLÁSSICO MESMO QUE A PLATINADA NÃO QUER MANCHAR? ME ENGANA QUE EU GOSTO!

Tampouco falaram que essa lambança foi feita por um juiz “achado”, foi feita por um cara que tinha apitado uma partida da Série A-2 e outra da Copinha, e com essa ‘bagagem toda’ foi escolhido para apitar o maior clássico do país.

Mas eu acho que boa parte da culpa é do Brunoro! Onde já se viu não avisar aos jogadores que estão chegando, que, segundo as regras da mídia e da imprensa esportiva paulista, eles não podiam engrossar o caldo dos “canpião mundiau”? Onde já se viu não avisar ao Prass, para não pegar tanto em seu primeiro Derby? Onde já se viu não avisar ao Kleina que os “canpião mundiau” tinham que golear o Palmeiras? Onde já se viu não avisar a um estreante como Vilson, pra ele não jogar com tanta vontade e nem ir pro gol logo na estreia e, ainda por cima, vibrar daquele jeito, mostrando o escudo mais lindo do mundo? Onde já seu viu não avisar pro Caramujinho lindo, que ele não é o Messi e que não tem que fazer jogadas iguais a ele, dando tanto trabalho para o juiz fazer o seu “serviço”?

Brunoro, como você esqueceu de avisar ao Henrique que ele é zagueiro, e não tem nada que ficar fazendo gol em tudo quanto é partida, ainda mais contra o time do “governu”?

Onde já se viu, Brunoro, você esquecer de avisar aos jogadores, para não entrarem em campo com aquela raça toda e uma baita vontade de ganhar? Para não fazerem aquelas jogadas lindas? Para não estragarem as pautas da imprensinha (deviam estar prontas), que queria o time do “governu” goleando?

Onde já se viu, Brunoro, você não avisar ao Palmeiras, para que não jogasse como PALMEIRAS, como Campeão do Século e maior vencedor nacional?

Você estragou o espetáculo e foi tão culpado quanto o juiz…

E, por falar nele… Ah, se não fosse o juiz… Né, Milton neves?

VALEU, PARMERADA! AQUI É PALMEIRAS, PORRA!

 

 

 

Foi como uma bomba caída sobre nossas cabeças… No dia seguinte à declaração de Brunoro de que não havia possibilidade de Barcos sair por causa da dívida com a LDU, o jogador acertou com o Grêmio. E a gente ficou de bobeira…

Eu não sei quem tem razão, quem acertou/errou e onde acertou/errou, se é que alguém acertou/errou, mas, no dia seguinte, eu chorei vendo o Barcos na TV…

Situação estranha, de amor e ódio. Nosso centroavante, tão querido, talentoso, de futebol lindo e aguerrido; aquele,  de quem enchemos a bola já na estreia – antes mesmo de sabermos como ele se sairia em campo -, aquele, que já fazíamos ídolo, pra quem fazíamos a saudação pirata, pra quem demos tanto carinho, e que não queríamos que saísse, de jeito nenhum, foi embora… e o que é pior, ele quis ir.

O que fazemos agora com as ‘juras de amor’, com o #tamojunto e as ‘fotografias na gaveta’? Como vamos olhar aquela camisa 9 que leva o seu nome guardada no armário?

A parte torcedor de cada um de nós, que não consegue entender o que aconteceu, está arrasada, se sentindo traída… e vai ter que assimilar a porrada de ter que vê-lo com a outra “namorada”, de vê-lo com outras cores… Ele agora é o ex…  A gente xinga esse ex de tudo quanto é nome, diz que a nova namorada dele é feia, gorda, burra, tem a b*%nda caída e, ainda assim, continua morrendo de dor de cotovelo e chorando escondido, com o coração doendo de saudade. Afinal, o Pirata era nosso, e nos orgulhávamos disso.

Mas, sejamos racionais e francos; desde o ano passado, sabíamos que ele queria sair, que ele não queria, e não iria jogar a série B de jeito nenhum, por medo de perder a visibilidade (vira e mexe tinha um papo rolando sobre isso) e não ser mais chamado pela seleção argentina. Visibilidade que o Palmeiras lhe proporcionou – se não tivesse vindo pra o Palmeiras, não teria vestido a camisa da seleção argentina nem a pau. Estava até se naturalizando equatoriano para poder jogar na seleção de lá. Será que Barcos passou a se achar o último tango do bordel?

Segundo Brunoro, o atleta tinha pedido para ser informado de qualquer proposta que chegasse, o que nos leva a pensar que ele estava mesmo interessado em se transferir. O Grêmio fez a proposta, o Palmeiras a repassou ao jogador, ele gostou e a aceitou rapidinho… assim como poderia ter recusado (Valdivia já recusou várias). Isso é que doeu mais. Nós queríamos que ele tivesse recusado, queríamos que tivesse havido uma maneira dele ficar, queríamos que Brunoro tirasse um ás da manga e não deixasse o Pirata ir embora. Mas nada disso aconteceu…

Elogiávamos tanto a frieza de Barcos na área e, agora, nos lamentamos que ela estivesse presente também na hora de negociar. Mas ele é um profissional, que escolheu o que imagina ser o melhor pra ele, pra sua família e carreira.  Só achei que ele não precisava vir com esse blá blá blá de “querer ajudar o clube que está em situação financeira difícil”, afinal, não pensou nisso quando aceitou aumento há uns meses atrás.

E, por falar em aumento, nossos problemas atuais começaram quando Tirone ofereceu um aumento pro jogador e depois o deixou sem receber. Quatro meses de salários não pagos, que davam ao atleta a possibilidade de entrar na Justiça contra o Palmeiras. Corríamos, sim, o risco de perder o jogador sem ganhar um centavo. Tirone deixou o Palmeiras quebrado, sem nem mesmo poder contar com algumas receitas, recebidas em adiantamento, na gestão anterior. E o fanfarrão ainda queria contratar o Riquelme!

Resumo da ópera: Barcos não queria jogar a série B, já tinha dito isso antes. No entanto,  imaginamos que ele ficaria ainda um tempo aqui, por causa da vitrine da Libertadores. Só que o Grêmio carimbou a sua vaga na competição…

E em meio à tantas especulações e à tanta falta de informação, confesso que me questionei… Porque o Palmeiras não disse ao Grêmio: Quer o Barcos? Paga e leva. Ou ao Barcos: Quer sair? Paga a multa e vai com Dios! Nós é que tínhamos a mercadoria valiosa que o outro tanto queria. Mas sou obrigada a reconhecer, não estávamos em posição de dar as cartas, de bater o pé com o atleta, e ele e o Grêmio sabiam disso.

Apesar da tristeza imensa de perder o Pirata, a negociação, a princípio, parecia boa. Já que a saída era inevitável, o Palmeiras receberia 5 jogadores para “engordar” o elenco “magrinho”, as dívidas com Barcos (2 milhões e 150 mil reais) e com a LDU (1,5 milhão de reais) seriam pagas, e o Palmeiras ainda ficaria com alguns milhões. Computando os custos dos jogadores (ainda que a maioria seja por empréstimo, isso tem um custo), me pareceu o melhor que se podia arranjar.  Eu sei que estávamos perdendo um ótimo jogador, titular, querido; sei que estávamos reforçando um time rival na Libertadores e recebendo jogadores reservas desse rival, mas, com o rombo deixado pela gestão anterior, com as dívidas com Barcos e com a LDU, como dificultar a saída de quem estava com a faca e o queijo na mão? Como cobrar a multa de 70 milhões, se Barcos estava com 4 meses de salários atrasados? Não tínhamos muita escolha, e saber isso é que me faz não querer estrangular alguém.

De repente, o que nos parecia ter sido a melhor opção, virou um pesadelo. Já não bastava a dor da perda, veio a recusa de Marcelo Moreno e as declarações ridículas e ofensivas ao Palmeiras, por parte do seu pai, que jura que é pai de um  “Cristiano Ronaldo”, versão boliviana, que é reserva do “Louro” José no Grêmio e reserva na “poderosa” e “vitoriosa” seleção da Bolívia (e depois, o fracassado é o Palmeiras). O tal pai, prepotente e imbecil, virou a sua artilharia para o Palmeiras quando, na verdade, quem desvalorizou o “Cris”, fazendo dele moeda de troca, fazendo-o valer uma ínfima parte do valor do passe de Barcos, foi o seu próprio clube, o Grêmio. O pai do moço tinha que ter ficado bravo lá com os gaúchos.

A partir disso, virou um caos, com todo mundo atirando pra todo lado e se perguntando: Como entregamos o Pirata, sem ao menos ter acertado com os jogadores que viriam pra cá? Que difícil aceitar uma mancada dessa justo de Brunoro, cuja contratação foi pedida por 12 entre cada 10 palmeirenses.

E então, o que era certo, passou a ser errado. Nas bocas de muitos, as pessoas corretas, passaram a ser incorretas… passaram a ser incompetentes. E aí, os torcedores, ansiosos por ver o time do Palmeiras da maneira que sonham, passaram a reclamar, a ofender, a acusar (eu também sonho com um time ideal, mas sei que, gostemos ou não, vamos ter que esperar, e a culpa disso não é de quem chegou agora, e sim de quem fez todo o estrago antes)… outros, ainda inconformados com alguns privilégios perdidos, ou, quem sabe, com privilégios antevistos e frustrados, se aproveitaram, e ainda se aproveitam, para colocar mais veneno no coração ferido do torcedor. Até Tirone se achou no direito de fazer críticas! Logo ele, que despachou Pierre para trazer Daniel Carvalho; logo ele que fez contratações inimagináveis, e nunca explicadas, com o São Caetano; logo ele QUE REBAIXOU O PALMEIRAS (tem gente que parece achar isso menor) e, ainda por cima, foi curtir uma praia no dia seguinte.

Talvez pudéssemos ter lucrado mais na saída, inevitável, de Barcos… talvez, tenha sido uma negociação desastrada … talvez tenha sido o que se podia fazer, diante da situação que nos deixou a administração anterior… Talvez tenha sido uma baita mancada  (será que não tinha mesmo outro jeito, Brunoro?)… Talvez…

De qualquer maneira, eu continuo acreditando que os dirigentes querem, sim, acertar; continuo confiando e aceitando que, primeiro, as estruturas do Palmeiras sejam fortalecidas, pra depois se fortalecer o resto. Belluzzo tentou fazer o contrário, ficamos tão felizes e deu tudo errado! Já aprendemos que de nada adianta usarmos uma bela maquiagem, ou postarmos uma imagem photoshopada em nosso ‘perfil de time de futebol’, porque isso serve apenas para enganarmos a nós mesmos.

Não vai ser fácil, e nós já sabíamos disso antes mesmo que alguém ocupasse o lugar de Tirone; o remédio para a cura da doença que consome o Palmeiras há décadas vai ter algumas doses amargas (essa está sendo terrível de engolir)… Mas há de ser com ele que o Palmeiras vai se reerguer.

E, por mais difícil que seja, nós vamos chegar lá!

 

 

O Campeonato Paulista já teve cinco rodadas, os mesmos times são ajudados pelas arbitragens, os mesmos outros são prejudicados… e o nosso, além de já andar, por enquanto sutilmente, sendo vítima da má vontade das arbitragens, continua bastante instável, alternando bons e maus resultados.

Com o mesmo time do ano passado, e com muito menos opções de banco do que já tínhamos em 2012 (saíram mais de 20 jogadores), o Palmeiras vai se defendendo como pode e, por isso mesmo, alterna algumas partidas de um futebol lindo, vistoso, com outras de um futebol altamente duvidoso.

Já sabíamos que seria assim, não é mesmo? Éramos nós a “gritar” no final de 2012, que o Palmeiras começaria o campeonato sem ter o time montado; dizíamos que Tirone não deixava os presidenciáveis participarem das contratações (duas); reclamávamos que os melhores jogadores não estariam ‘dando sopa’ quando o novo presidente assumisse; sabíamos que, com todos os adiantamentos de patrocínios e cotas de TV, não sobraria dinheiro para se poder fazer muita coisa neste início de 2013…

Sabíamos de tudo isso, mas esquecemos com uma rapidez impressionante!

E, agora, a torcida (parte dela) quer todos os problemas – que existem há décadas – resolvidos em duas semanas. Uns pedem contratações – de craques – diária e incessantemente; outros querem que o preço da joia do clube baixe de preço, que se acabe com os vitalícios; há os que querem que aqueles jogadores que o Palmeiras há muito tempo não consegue vender, sejam vendidos de uma vez só; querem que o sócio-torcedor tenha direito a voto; querem um patrocinador novo; querem o futebol separado do clube social; querem os lesionados de volta; querem um DM mais competente; querem que se acabem com o time B; outros querem um técnico novo; querem todos os garotos da Base no time de cima, e como titulares (mesmo sabendo que ainda lhes falta alguma maturidade futebolística, como ficou claro na partida diante do Santos na Copinha), e há os que querem tudo isso ao mesmo tempo, e pra ontem! E é um festival de reclamações de uma minoria que não consegue perceber que a nova gestão está mudando a maneira da instituição Palmeiras funcionar.

Eu também prefiro, quero, sonho, um Palmeiras vencendo todas as partidas, ou quase todas; eu também quero o Palmeiras tranquilo em campo, mostrando um futebol do mesmo tipo do que o fez ser chamado de ‘Academia’; eu também quero grandes contratações, quero os sem talento longe do meu time, quero o DM vazio… Mas eu sei que aquele barco sem rumo dos anos anteriores, precisa, primeiro, ter as suas peças polidas e recolocadas em seus lugares, precisa que elas sejam  encaixadas e lubrificadas, precisa ter quem cuide do leme com competência, precisa ter as suas velas ajustadas ao vento para voltar a navegar em águas profundas. Vamos ter que ter paciência…

Já estamos vendo “comandantes” profissionais, capazes, chegando; já percebemos que não há mais entrevistas desastrosas, não há mais desvalorização do clube ou de profissionais do clube; não há piadinhas sem graça de diretor de futebol; não há rumores que pastores, pais-de-santo, cartomantes ou afins estejam indicando jogadores ao clube; já há transparência nas declarações (vide caso Josimar); já percebo que o clube que vai disputar a série B não perdeu a importância, pelo contrário, coloca Paulo Nobre num programa esportivo da Globo, enquanto Brunoro está na Band no mesmo horário (o horário nobre dos programas esportivos, que é a hora do almoço); já consigo notar que o elenco está blindado; já vi Kleber ser anunciado, sem que a contratação se arrastasse em novelas cansativas e especulações na imprensa (só souberam da possibilidade de contratação quando o atleta já estava no Brasil para os exames médicos), da mesma forma que Charles e Marcelo Oliveira chegaram na troca com Luan; já estou vendo que a nova diretoria informa a torcida sobre todos os assuntos, com transparência e rapidez; já tenho certeza que este presidente, que valoriza o Palmeiras em cada entrevista concedida, sabe o que fala, sabe o que faz e não fica embaixo da mesa… já começo a ver a luz no fim do túnel e, tenho certeza, os efeitos colaterais dessas ações nos serão altamente favoráveis.

Há vento de mudanças em nossas velas! Nosso Palmeiras já está mudando de cara, tá mudando de jeito e de atitude. Nosso Palmeiras, agora, tá voltando a ter cara de Palmeiras mesmo! E vai voltar a ser o nosso Alviverde Imponente.

Mas ele não pode mudar sozinho… Ele precisa que mudemos também, precisa que deixemos de ser a torcida envenenada pelas consequências desastrosas das antigas e amadoras gestões,  e, por amor ao Palmeiras, voltemos a ser apenas a QUE CANTA E VIBRA, linda, contagiante, apaixonante… e apaixonada!

E HOJE TEEEEM… PALMEIRAS♥! ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOOO!

A Sociedade Esportiva Palmeiras, por meio do presidente Paulo Nobre, aceita todas as manifestações de protesto pacífico e democrático, mas repudia qualquer atitude agressiva de torcedores contra seus profissionais, dirigentes, funcionários e o patrimônio.

Essa nova gestão, que chega com o intuito de trabalhar muito para recolocar o clube na rota das grandes conquistas, entende o direito do torcedor em vaiar e criticar, mas abomina totalmente a violência física, intimidações e ameaças contra seus profissionais.

Agência Palmeiras

Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento. – Érico Veríssimo

Que dia especial foi esse 21 de Janeiro de 2013…

Paulo Nobre foi eleito presidente do Palmeiras!! Chorei de alegria e comemorei como se o Palmeiras estivesse conquistando um título… e acho que ele conquistou mesmo! Nos dois primeiros dias de gestão ele fez mais do que o Tirone fez durante os dois anos em que nos atormentou e envergonhou. Em matéria de profissionalização, Paulo Nobre já fez mais do que os dirigentes dos últimos 20 anos. O Palmeiras já respira profissionalismo.

Esperamos por isso desde 2011, quando os conselheiros resolveram colocar no poder um candidato inventado – sem ter sequer um plano de gestão -, para impedir que Paulo Nobre fosse eleito, para impedir que as suas propostas de mudança chegassem ao Palmeiras.

Era véspera da eleição de 2011, quando fui apresentada a Paulo Nobre. E ele foi bastante cordial, simpático e, cheio de entusiasmo, nos falou de seus projetos, e eu vi nele uma pessoa preparada, consciente, que queria chegar ao poder por amor ao Palmeiras. Na época, eu escrevi sobre esse encontro.

Quis o destino, e mais 148 (des)conselheiros, que não queriam que o Palmeiras mudasse, 148 conselheiros preocupados com os seus próprios interesses, que um amador e incompetente, que estava mais preocupado com a fama de ser presidente do que com o trabalho que iria realizar, chegasse ao poder. Nem preciso falar sobre o tsunami que varreu o Palmeiras nesses dois anos… Nem preciso falar de todas as vergonhas, da revolta e da tristeza que se abateram sobre a Família de Sangue Esmeralda…

No ano passado, como integrante da Chapa Academia, pude ter mais contato com Paulo Nobre, que ainda era apenas presidenciável, e pude ter certeza que a impressão que eu tivera dele dois anos antes, estava correta. Ele  era mesmo uma pessoa  bem intencionada, inteligente, determinada e absurdamente apaixonada pelo Palmeiras.

E, dois anos depois, Paulo Nobre era outra vez candidato! E, de novo, era o melhor deles, com o melhor programa de gestão, incluindo o projeto de dar voz aos que amam o Palmeiras. E, de novo, se conduziu de maneira limpa, correta. Falaram tantas bobagens; distorceram tantos fatos tentando fazê-lo parecer o que ele não era, tentando macular o seu caráter; algumas declarações “cutucavam” o candidato favorito da maioria dos torcedores… mas ele se manteve polido, cordial, e manteve em alto nível a sua campanha, a conduziu de maneira digna e respeitosa, como o Palmeiras merece, como nós palmeirenses merecemos. E ganhou ainda mais a minha admiração.

E, se em 2011 eu disse pra você, amigo leitor, que estava ao lado de Paulo Nobre, que o achava com o perfil do dirigente que eu gostaria que o meu/nosso Palmeiras tivesse, que o achava uma pessoa íntegra, capaz, não tinha porque mudar de ideia agora, não é mesmo? E eu torci muito por ele, torci muito pelo Palmeiras.

Na segunda feira, dia da eleição, eu estava bastante ansiosa. Torcia para que o Palmeiras recebesse de Deus o presente de ser cuidado com amor, com dignidade, com profissionalismo, de ser administrado sem amarras. Torcia para aquele torcedor, que saíra das arquibancadas, poder cuidar do seu time de coração. E pensava: Será que o Palmeiras ia entrar no século XXI, ou será que ia continuar patinando no “mais do mesmo”, nas mesmas desculpas esfarrapadas, nas mesmas encenações de mudanças, nos mesmos conchavos e cargos loteados? E eu pedi a Deus que dessa vez, intercedesse pelo Palmeiras, há tanto tempo amarrado no atraso, há tanto tempo, impedido de caminhar.

Acompanhei a eleição através das informações da internet, através de sms dos amigos… Estava ocupada com algumas coisas quando alguém me avisou que na boca de urna tinha dado Paulo Nobre… que nervoso! Durante toda a a campanha, diziam que seria pau a pau a disputa (depois eu vi que isso  não era verdade), mas eu tinha quase certeza que Paulo Nobre ganharia. Não era possível que os conselheiros, mesmo os que costumavam pensar nos próprios interesses, aqueles que tanto criticamos, quisessem continuar a ver o Palmeiras do jeito que ele estava. Que raio de palestrinos seriam eles? A ansiedade era mesmo a de uma final de campeonato…

E em meio à uma tonelada de sms trocados (enviei alguns até para os destinatários errados) chegou o recado ansiosamente aguardado: “Paulo Nobre ganhou!!!”. Como assim? Já?  Liguei para uma amiga e ela me confirmou; choramos juntas ao telefone, rindo e falando sem parar. Logo depois, um amigo me ligou de lá da Academia, em prantos, para me dizer que era lindo o que acontecia lá, todo mundo chorando de alegria, cantando o hino…

Que felicidade!! O Palmeiras, a torcida e Paulo Nobre eram os vencedores! Meu coração não cabia no peito, não cabia na sala da minha casa… não cabia em lugar nenhum. Naquele momento, o meu coração tinha o tamanho do Palmeiras… era imenso!

Paulo Nobre “fez o melhor tempo” e com sobras, resistiu às intempéries do Palestra, conseguiu avançar pelo terreno difícil, conseguiu contornar as curvas que ocultavam os mais difíceis obstáculos… e o Palmeiras venceu o “campeonato”!! E a nós, torcedores, coube a comemoração, coube a alegria do grupo que tanto batalhou para dar ao Palmeiras uma administração decente, profissional, coube a esperança que vem, outra vez, espiar do lado de fora do nosso peito… coube sonhar com o fim do tempo de vergonha, do escárnio dos rivais, da dor  de ver o Palmeiras espoliado do seu direito de ser grande.

E, no dia 21 de janeiro de 2013, o século XXI, finalmente, começou para o Palmeiras! Os ventos de mudança começam a soprar, é hora de construirmos os nossos moinhos de vento!

Muito boa sorte, presidente Paulo Nobre!! Deus o conduziu à cadeira de presidente, porque sabe que você é capaz de uma grande tarefa, a de trazer o nosso Alviverde Imponente de volta, e de ajudá-lo a escrever mais uma linda página de sua história.

Que Ele o ilumine e abençoe.