Hoje, é aniversário de um ídolo muito, muito amado por mim e por milhões de palestrinos.

Hoje, o mais fantástico camisa 7 que eu vi jogar (não creio que tenha havido outro melhor) faz 42 anos.

E só hoje, eu resolvi publicar o texto que escrevi pra ele há alguns anos atrás.

Parabéns, Edmundo!!! Que Deus o abençoe em todos os dias da sua vida!

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Ele era quase um menino quando chegou ao Palmeiras…

Irreverente, brincalhão, cheio de vida, de sonhos e de uma garra imensa, desmedida.

Dono de um futebol maravilhoso, cheio de dribles e fintas inexplicáveis, que ia colecionando como quem joga slots , ele enlouquecia os torcedores, de alegria e paixão, e os adversários, de raiva e despeito. Enquanto o observava dando autógrafos lá no CT (eu também esperava por um), percebi que ele era também uma pessoa doce, muito simpática, e que gostava de brincar com os companheiros e com os torcedores.

Em campo, a sua impulsividade não tinha limites, o que lhe valeu um sem número de encrencas, dentro e fora de campo… e o amor incondicional de uma legião de fãs.

Ganhou também um apelido, que lhe caiu como uma luva! Era indomável, difícil de ser marcado, ou parado, pelos desesperados zagueiros adversários, ele era tão genial e talentoso, que ficava impossível chamá-lo só pelo nome, daí o apelido…

Era cruel e implacável com os adversários, e o apelido lhe cabia cada vez melhor! Não se importava se tinha pela frente o craque do time grande, ou o jogador mediano do time pequeno. Ele ia pra cima e mostrava o seu estoque inesgotável de futebol arte, e não deixava nada barato. A sua fome de bola, raça e vontade de vencer eram sempre as mesmas e ele era o espetáculo em campo.

A bola morria de amores por ele, assim como a sua torcida. E vieram os títulos, um atrás do outro, memoráveis, inesquecíveis, que deixaram adversários de quatro, e a apaixonada e enlouquecida torcida, sem voz, com o rosto banhado em lágrimas, por uma alegria que há muito ela não sentia. Ele era fantástico! Costumava dar um drible na linha de fundo, num espaço minúsculo, que nem a gente entendia como ele fazia. Ele era a alma do time! A sua performance em campo, as suas conquistas, as entrevistas de respostas francas e diretas, a sua impulsividade, geraram o despeito de alguns, que tentaram fechar os olhos à sua incontestável genialidade (ele era genial, mesmo), e focaram as sua lentes, canetas e microfones, nos poucos (se comparados a tudo de bom que fazia) tropeços que o ídolo dava. E tentaram, sem sucesso, usar o seu apelido de forma pejorativa…

E quanto mais tentavam pintá-lo como um mau caráter, mais ele esbanjava talento em campo, e mais forte se tornava a sua relação de afeto e cumplicidade com a torcida. Nunca se tinha visto um amor assim. Eram loucos um pelo outro e pareciam inseparáveis…

Mas um dia, ele resolveu deixá-la; resolveu deixar a sua casa e desfazer aquele casamento de tanto amor, loucuras, e cumplicidade; resolveu desfazer aquele elo que antes parecia indestrutível, e foi “voar” em outras paragens. Ela, quase morreu de tristeza… Ele, continuou fazendo tudo que quis de seu talento, mas o coração ficou vazio… Faltava o seu antigo amor; faltava “ela”…

E ela, por sua vez, encontrou outros e novos amores, mas morria de saudade dele…

Então, um dia, naquelas coisas que só o destino explica, eles se reencontraram! Não da maneira que gostariam, mas em lados opostos. Ele era agora um adversário e ela sabia que deveria ignorá-lo e, se possível, desprezá-lo. Afinal, ele a tinha abandonado mesmo.

Mas o que se deu foi o contrário… e foi lindo! Mesmo vestindo uma outra camisa, assim que ele entrou em campo, “ela” derramou e gritou o seu amor por ele a plenos pulmões, ela chorou pela emoção incontida, e ele não resistiu. Se emocionou e se encantou como da primeira vez.

E voltou! Voltou para o clube de onde nunca deveria ter saído, voltou para os braços que nunca deveria ter deixado. E que felicidade isso causou! Depois de tantos anos separados, ele ainda era capaz de fazê-la delirar de paixão. Ela, feliz da vida, podia outra vez lhe dar todo o amor que sentia; e ele retribuía o amor imenso que “ela” lhe dava, com talento, garra, dedicação e muita superação. Tinham sido feitos um para o outro, mesmo.

Mas o tempo, e um técnico maluco, quiseram que eles se separassem de novo… Nem ele e nem ela queriam, mas não tiveram escolha. E eles sabiam que não mais se encontrariam da maneira que tanto os fizera felizes… O tempo, inexorável, os separava em definitivo… Eles ficaram tristes, não fizeram promessas, mas sabiam que se amariam pra sempre. E que o amor ficaria guardado no coração…

E HOJE, A SUA TORCIDA, QUE VAI TE AMAR PRA SEMPRE, TE AGRADECE, EDMUNDO! OBRIGADA, POR TUDO DE BOM QUE VOCÊ NOS DEU! OBRIGADA POR TODOS OS TÍTULOS, TODOS OS GOLS, TODOS OS DRIBLES, OS PASSES, TODAS AS PROVOCAÇÕES AOS ADVERSÁRIOS, TODAS AS ENTREVISTAS… OBRIGADA POR TODAS AS BOTINADAS QUE VOCÊ LEVOU DEFENDENDO AS CORES DO PALMEIRAS! NUNCA NOS ESQUECEREMOS! VOCÊ FOI O MAIS MARAVILHOSO CAMISA 7 QUE VIMOS JOGAR!

QUE DEUS LHE DEVOLVA EM DOBRO TODA A ALEGRIA QUE VOCÊ NOS FEZ SENTIR!

A sua imagem, o seu nome e apelido estão gravados em nossos corações… pra sempre!

♪♫ “AU, AU, AU, EDMUNDO É ANIMAL!!! ♫♪

Manhã de Páscoa…

Um problema na minha mão já não tinha me deixado dormir direito, e continuava doendo muito quando acordei. Pra piorar, ainda tinha o banho matinal da minha “parente/paciente”, que tinha aprontado todas durante a madrugada. O que já tava meio difícil, por causa da mão doendo muito a qualquer contato, e da dificuldade para movimentá-la, acabou ficando pior; durante o banho ‘caiu’ o disjuntor e a energia elétrica também. Foi uma trapalhada, até que as coisas se regularizassem e o banho pudesse continuar. Eu já estava mais molhada que a “banhista”. E que dificuldade cuidar de todos os procedimentos pós banho com a mão daquele jeito. Dores, coisas dando errado, acabam colocando a gente numa vibe negativa, numa irritação danada. Meu humor ia azedando em plena manhã de Páscoa…

Páscoa? E então, ainda sem ter conseguido tomar o meu café da manhã, eu me lembrava que teria convidados para o almoço. Convidados muito amados, mas, mesmo assim, ia ser complicado preparar a refeição com a mão doendo a qualquer contato. Na verdade, seria uma trabalheira encontrar os movimentos que doessem menos. Sem contar que lavar a louça (panelas!!) depois seria um suplício (e foi)… Ai, ai…

Pra piorar, mais, lembrei que não tinha pagado a fatura do cartão de crédito. Mau humor total! E com o humor lá no chão, fiz um remember geral de um monte de coisas (é sempre assim, né? Algo dá errado, alguma coisa nos incomoda e a gente pega carona naquela energia ruim, deprê) e, com vontade de sentar e chorar, acabei me dando conta que alguém não deveria ter pagado o cartão de crédito da minha vida… quantos “débitos”… mimimi…

Mas então… e bendita seja a parte da memória que sempre nos salva, eu me lembrei que o Palmeiras tinha vencido na véspera! Manja aquela expressão “foi como tirar com a mão”? Então… a vibe ruim foi embora na hora! Sorrindo, com aquela sensação gloriosa que as vitórias do Parmera nos trazem, voltei à energia boa, deixei a “paciente” cheirosinha, servi o seu café da manhã; não tava mais nem aí com a dor na mão (ela continuava doendo um bocado, mas a sensação de felicidade era muito maior); que se danasse a fatura do cartão, eu pagaria depois…

E já me lembrando do jogo da véspera, lá fui eu tomar o meu café da manhã… Confesso que, antes do jogo, eu temia por uma nova tropeçada. Afinal, depois daquela paulada diante do Mirassol, a confiança deveria ter descido aos níveis do pré-sal e aí, tudo poderia acontecer. Ainda mais que o nosso time, que já vinha desfalcado, estava mais desfalcado ainda por causa dos jogadores poupados para a partida contra os argentinos (argh!) do Tigre. E não é que, dadas as circunstâncias, o time se saiu bem? A contrário do que eu imaginara, parecia tranquilo e, logo de cara, numa cobrança de falta de Ayrton, o goleiro do Linense já levou um susto. Logo depois, o mesmo Ayrton, depois de receber a bola na entrada da área, chutou forte, mas esqueceu de acertar o GPS da gorduchinha e ela foi na direção errada. Depois foi a vez de Marcelo Oliveira; jogada bacaninha de Wendel e Ayrton, mas o M. Oliveira também esqueceu de usar o GPS para direcionar o chute…

Depois o perigo esteve com Leandro. Na primeira vez, o goleiro pegou; na outra, ele carimbou a trave. Depois, foi a vez de Caio. Na primeira, ele não chegou a tempo; na segunda, o goleiro fez boa defesa. Nos minutos finais da primeira etapa, Léo Gago cobrou falta e o goleiro fez mais uma boa intervenção.

O jogo até que fluía, criávamos algumas jogadas, mas as finalizações precisavam melhorar, muito.

E o meu café da manhã era embalado pelas lembranças do jogo… Na volta do intervalo, Patrick estava no time em lugar de Ayrton. E de cara, quase ele marca! Limpou o zagueiro, e da entrada da grande área chutou pro gol, mas o goleiro fez uma baita defesa. Aos 10′, a alteração de Kleina surtiu efeito; Patrick puxou o contra-ataque e deixou Leandro, o nosso menino artilheiro, na cara do gol. E adivinhem o que ele fez? Mandou na rede! Tchuuupa, dor na mão! Tô nem ligando pra você! E, para não perder o costume, Tchuuupa, “tamochunto”!

Pena que, cinco minutinhos depois, o Linense empatou… Mas, como eu já sabia o resultado do jogo, essa lembrança nem atrapalhou as minhas recordações… Bruno fez algumas boas defesas, Leandro quase marcou o segundo. O jogo era nosso, jogávamos melhor, merecíamos a vitória, mas o segundo gol nunca que vinha. Já estávamos nos últimos quinze ou dez minutos de jogo, quando um jogador do Linense, recebeu um cruzamento e ficou a meio metro, se tanto, do Bruno. Quase morri do coração, mas Bruno fez uma grande defesa! Graças a Deus!

Na xícara, o meu café já estava pra lá de morno, as torradas estavam frias, murchas, o requeijão me olhando com uma cara de “cumequié?”, as frutas, desprezadas, não entendiam nada, e eu, distraída, ‘revendo’ as tentativas de Leandro, o chute de Patrick, que o ‘filho da mãe’ do goleiro foi pegar…

Revia também o goleiro do Linense atropelando o Leandro na área, e o juiz fazendo cara de paisagem; me lembrava do jogador do Linense cortando a trajetória da bola palestrina com o braço, DENTRO DA ÁREA, e o juiz… nem aí – na transmissão, o narrador teve a cara de pau de dizer que era interpretativo o lance!

E então, aos 45′, Souza cobrou uma falta no primeiro pau e Marcelo Oliveira, de cabeça, guardou! UFA!! Louvado sejam aqueles que acreditam até o último instante! Festa na bancada, festa nas redes sociais, festa no coração dos palestrinos. O Patrick ainda poderia ter feito o terceiro, mas chutou pra fora. E o juiz apitou o final da partida! Era a vitória, de-li-ci-o-sa, do Palmeiras! Era a torcida com o coração em paz, e o Palmeiras entre os oito melhores do Paulistão.

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Eu ia ter que fazer novas torradas, esquentar o leite de novo, me acertar com o requeijão, com as frutas; a mão continuava doendo pra chuchu, a fatura do cartão continuava sem pagar, eu ia ter que preparar o almoço, lavar a louça depois, mas o que eram essas coisas diante da enormidade que o Palmeiras, graças a Deus,  me traz com uma simples vitória?

“Porquinho da Páscoa, que trazes pra mim?” ♫♪  A minha alegria tinha renascido na manhã de Páscoa…

E se Deus quiser, hoje ela será aumentada. O Palmeiras estará cheio de desfalques diante dos argh entinos (só eu tô empapuçada de argentino?) e vai precisar muito da nossa força, parmerada!

Vamos lotar aquela p#rra, jogar com o Verdão e fazer um inferno da vida dos hermanos!!! De alguma maneira, estaremos todos no Pacaembu. Uns, de corpo, alma e coração; outros, de alma e coração, mas todos juntos!!

BOA SORTE, PALMEIRAS! VAMOS GANHAR, PORCOOO!!

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“Como beber dessa bebida amarga, tragar a dor, engolir a labuta. Mesmo calada a boca resta o peito…” ♫♪

Não sei mais quanta capacidade para apanhar tem o nosso coração. Sim, porque, ultimamente, ele não bate, apanha. O que foi aquilo que aconteceu na partida diante do Mirassol? Nem nos meus mais aterrorizantes pesadelos teria lugar para um placar daquele… acho que nem nos melhores sonhos dos torcedores do Mirassol também…

Fizemos um gol contra aos 40 segundos de jogo, um zagueiro da Base foi queimado pro resto da vida, o time ficou completamente atordoado e tomou mais dois! 3 x 0 em 11 minutos!! Quem pode acreditar numa coisa dessa? Depois de mais 11 minutos de caos total, o Palmeiras começou a reagir, fez dois gols (aos 22′, com Caio, e aos 30′, com Ronny), perdeu outros, pareceu ter se tranquilizado, ter colocado a cabeça no lugar, deu pinta que ia virar o jogo (tava dominando as ações), encheu a gente de esperança, mas, numa cobrança de falta, acabou tomando o quarto. E foi a nocaute! E aí, vieram mais dois gols. Tomamos seis gols em quarenta e seis minutos! QUE VERGONHA! (Tá na hora do Kleina parar de pensar o Palmeiras como quem pensava a Ponte Preta).

Até o ‘desastre’, tínhamos perdido uma única partida no Paulista, e embora não tivéssemos uma ‘Brastemp’ entrando em campo, o time estava até mais satisfatório do que tínhamos imaginado que estaria, quando, em Dezembro de 2012, tentávamos adivinhar como seria 2013. Mesmo desfalcado, um time que jogou melhor que os rivais nos clássicos, não podia se entregar assim para o… Mirassol.

Coitado do Prass, que nunca deve ter tomado tantos gols assim antes. Coitada da torcida… Nossos jogadores, apáticos, pareciam 11 fantasmas em campo… E nós éramos os mortos-vivos. Uns, na arquibancada; outros, diante da TV. Mas todos, igualmente, feridos de morte, com o coração em pedaços. Desesperador! Não aguentamos mais, e não merecemos, vivenciar vexames assim.

Pior que não foi a primeira vez…

Pior, que isso ainda é efeito colateral da mentalidade atrasada que administrou o Palmeiras por tantos anos. Por isso, o Palmeiras foi rebaixado em 2002;  perdeu do Vitória por  7 x 2, em pleno Palestra Italia; perdeu de 6 x 0 pro Coritiba, e não foi para a final da Copa do Brasil; perdeu para o Corinthians, e não foi à final do Paulistão 2011; perdeu um campeonato para a Inter de Limeira em 86; o Palmeiras empatou em casa com Atlético Goianiense com dois jogadores a mais; perdeu do Goiás no Pacaembu, depois de estar vencendo por 1 x 0, e quando precisava só de um empate para se classificar pra final da Sulamericana; perdeu uma Mercosul para  Vasco, depois de estar vencendo por 3 x 0; perdeu um campeonato, em 2009,  depois de ter 11 pontos de vantagem sobre o segundo colocado; foi desclassificado na Copa do Brasil pelo Santo André; levou 6 x 1 do Figueirense; foi desclassificado pelo Ipatinga, pelo Asa de Arapiraca… o Palmeiras perdeu uma tonelada de jogos num mesmo campeonato brasileiro; foi desclassificado no Paulistão 2012 pelo Guarani; o Palmeiras quase foi rebaixado em 2011… o Palmeiras foi rebaixado, pela segunda vez, em 2012… Vira e mexe temos um desgosto para digerir.
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Foi antes de Paulo Nobre e Brunoro, tão acusados agora, que o Palmeiras passou a ser administrado como time pequeno e a ter alguns resultados de time pequeno…
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Sabíamos que 2013 seria pedreira. Começamos o ano com um time fraco, com um elenco totalmente esvaziado (Tirone e Frizzo se desfizeram de 22 jogadores – bons ou não, era o elenco que tínhamos), com as janelas para transferência de atletas já fechadas, sem dinheiro, com muitas dívidas, salários atrasados, sem poder contar com boa parte das receitas de 2013, recebidas em adiantamento em 2012 (e ainda assim, Tirone deixou um baita rombo nos cofres) e uma tonelada de problemas. Mas tem quem “esqueça” isso tudo e jogue contra o próprio clube.
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Eu nunca torci contra o Palmeiras; nem nos tempos da fila, nem nos tempos de Mustafá… em tempo algum, gostasse ou não de quem administrava o clube. E não o farei agora. Mas justo quando ele mais precisa de apoio, tem quem torça contra, e sem pudor algum! Alguns, pra fazer valer o que pensam do jogador “X”, do jogador “Y”, do técnico; outros, por ressentimento, para que os dirigentes, ou seus novos contratados, não sejam bem sucedidos. Isso, juro por Deus, dessa maneira carniceira, predatória, eu nunca tinha visto.
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Sabemos que essa fatura não está no nome de quem administra o clube agora (ainda não) afinal, são apenas dois meses no comando, mas a gente sabe também, que é dessa administração que se espera a “dívida quitada”. E aí é que a coisa fica confusa. A maioria quer a solução pra ontem! Afinal, são décadas de descaso, de amadorismo, do “se servir do Palmeiras”, da mentalidade atrasada. Estamos tão acostumados a isso, que muitos de nós não reage bem às coisas feitas com profissionalismo e continua se esgoelando para que se faça as coisas nos mesmos moldes das que nos levaram à essa situação tão incômoda.

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Foi um estrago imenso, e feito por um monte de gente. Cada qual com as suas culpas e desculpas. Mas não foi a administração atual que rebaixou o Palmeiras e deixou o clube quebrado, né? Vamos ter que permitir que esses novos dirigentes trabalhem, da maneira que planejaram trabalhar, para só então rotularmos essa gestão de boa ou ruim.

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E não vai ser fácil pra eles consertar tudo isso.  Não é possível que tem quem achasse que tudo ia se resolver apenas com a troca de dirigentes. Eu sabia, e imagino que você também, que ia ser uma barra duríssima, como está sendo, que levaria tempo, e demandaria muito trabalho, que passaríamos por muitos desgostos (mas tomar 6 do Mirassol é demais!) e que existiriam muitas pedras nesse nosso caminho. Mas, por mais difícil que seja, nós vamos conseguir chegar lá,  vamos dar a volta por cima!

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Por mais impaciência e desgosto tenhamos nós, por mais ressentimento tenham os que perderam a eleição (alguns estão completamente descontrolados), não é possível exigirmos que os que estão cuidando do Palmeiras, há apenas dois meses,  consigam fazer em menos de sessenta dias o que quatro outras administrações não fizeram em 20 anos.

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Mas nós somos torcedores, e vivemos em função da paixão pelo time, queremos gols, vitórias e títulos, é isso o que interessa, dirão alguns. Eu sei, e quero o mesmo, tanto quanto qualquer outro palestrino apaixonado. E eu sei também que tudo o que fazem de ruim ao Palmeiras, fazem a nós; tudo o que faz o seu futebol sumir em campo, todo o desgosto de ver jogadores inexpressivos vestindo a nossa camisa, de ver o nosso time jogando um futebol mixuruca, batendo cabeça diante de alguns fracos adversários e sendo goleado por times ridículos, se acumulam em nosso coração, nos tiram o sorriso dos lábios, nos tiram a fome, o sono, a paz de espírito…

E nesse depositar constante de tristezas e desgostos em nosso peito (não cabe mais), não importa quem fez o quê. A nossa cota de sofrimento é uma só, é muito grande, e aumenta a cada dia. Os buracos feitos em nosso coração não têm etiquetas com o nome dos “escultores”. “Essa parte é do Mustafá, essa é do Della Monica, essa outra é do Belluzzo, essa aqui é do Tirone, essa é do Paulo Nobre…” Não é assim que a coisa acontece. É um coração machucado, doendo,  e pronto. É uma ansiedade gigante e incontida, e pronto. Paulo Nobre não é culpado pelo que herdou, mas agora é responsável pelo que acontece, e vai ter que tirar um coelho da cartola. Vai ter que apagar esse incêndio, antes que não sobre nada.

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E eu espero, sim, que ele tire esse coelho da cartola, porque o acho inteligente, bem intencionado e capaz. No dia em que eu achar que ele não tá nem aí com o Palmeiras, que não está procurando fazer o melhor que pode, com sensatez, que não tem mais boas intenções, nesse dia ele terá em mim uma crítica ferrenha.

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Mas, até que isso aconteça, não vou pular do barco. Vou colar os pedaços do meu coração e continuar torcendo pela reconstrução do Palmeiras. Se apoiamos a candidatura de Paulo Nobre (a maioria de nós o fez), foi porque, de certa forma, nos jogamos nesse “mar escuro e revolto” com ele, pra ajudar a trazer o Palmeiras de volta. Então, vamos aguentar a água fria e o escuro, vamos usar a nossa força para vencer as ondas que querem nos derrubar, mas vamos nadar todos juntos. Não precisamos concordar uns com os outros. Só precisamos estar unidos, pelo Palmeiras.
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REAGE, VERDÃO, E BOA SORTE DIANTE DO LINENSE!
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TAMO JUNTO!! (Esse “tamo junto” é de verdade, não é argentino.)

 

“A sociedade que aceita qualquer jornalismo não merece jornalismo melhor.” (Alberto Dines)

Graças a Deus, eu não assisti, e quando vieram me contar, eu poderia até fazer uma aposta que sabia em qual emissora tinha ocorrido essa presepada. Depois, como não poderia deixar de ser, através da internet eu  tive o desprazer de ver, num pequeno comentário, mais um dos “profissionais” de imprensa da Globo (tinha que ser), neste caso uma apresentadora de jornal, jogando o profissionalismo e a ética no lixo (lembram do outro apresentador global chamando os torcedores do Palmeiras “pro pau” no Twitter?), fazendo gracinha ao dar uma notícia, se achando no direito de inserir na informação um comentário pessoal (se estava no TP, que vá reclamar com os redatores), só para satisfazer o seu ego de torcedora, e em troca da auto-satisfação, fazer um jornalismo rasteiro, desrespeitando uma instituição e os milhões de pessoas que ela representa. E, seja na Globo ou no Sportv, é bastante estranha a maneira como os profissionais dessa emissora se dirigem ao Palmeiras. Sempre tem um comentário jocoso, depreciativo, provocativo… Desrespeito puro e simples, dos torcedores dos microfones que, erroneamente, alguns chamam de profissionais.

E logo a Globo, que levantou todas as bandeiras contra o preconceito; logo uma representante de uma minoria, vítima de preconceito desde os tempos do Brasil colônia; representante, que dada à incapacidade mostrada de noticiar de maneira  séria e ética, dada à lambança que é capaz de fazer diante das câmeras, nos deixa com a impressão que, pela falta de recursos profissionais, deve ter entrado por cota na folha de pagamento da emissora….

Eu explico; ontem, no programa “Bom Dia Brasil” da Rede Globo, a apresentadora das notícias de Brasília, Zileide Silva, se valendo de uma atitude preconceituosa, debochada, desrespeitosa e totalmente imbecil, ao falar sobre a possibilidade de o Inep, o instituto responsável pelo ENEM, trazer novas regras para zerar as provas dos alunos que se utilizarem de deboche nas respostas, escrevendo receitas culinárias, trechos de hinos de clube de futebol (o hino do Palmeiras foi utilizado por um aluno em sua redação),  disse para quem quisesse ouvir, que “o ENEM não vai mais tolerar “gracinhas como escrever nas redações receitas e hino de times de futebol… de segunda divisão“. O “segunda divisão” ela acrescentou por conta própria, depois de uma pequena pausa, com a mesma desfaçatez e cara de pau que deve ter tido o aluno que colocou uma receita de macarrão instantâneo na sua prova do Enem.

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Então, segundo o que ela disse, estarão passíveis de serem zeradas apenas as provas que tiverem hinos de times da segunda divisão? Os demais serão permitidos? Será que caberão recursos aos alunos cujas provas forem zeradas enquanto outras, de mesmo conteúdo, forem aceitas? De onde essa mulher tirou essa informação?  Para a avaliação das redações do Enem, que diferença fará a divisão que o clube esteja? Claro que não haverá distinção alguma nisso. Ela só aproveitou a oportunidade para assinar um recibo de imbecil, para debochar do Palmeiras e provocar os seus torcedores.  Se tivesse divisão no jornalismo, pelo profissionalismo exibido nessa e na ocasião que você verá no vídeo ao final dessa postagem, eu diria que essa dona aí, certamente estaria na quarta ou quinta divisão.

E aí a gente se pergunta: Como é que ela imagina que, enquanto está no exercício da função de jornalista, pode ironizar e desrespeitar o clube mais vencedor do Brasil? O único que, do goleiro ao ponta-esquerda, já vestiu a camisa da seleção brasileira e representou o país numa partida contra uma seleção estrangeira? Clube que comprou o seu estádio, com seu próprio dinheiro; que tem todos os seus títulos legítimos e nunca precisou se valer de falcatruas, de lavagem de dinheiro, de tira-teimas editados, de “erros” de arbitragem, para justificar as suas conquistas? Clube que foi, sim, rebaixado à segunda divisão, graças ao seu fraco desempenho no Campeonato Brasileiro de 2012, e graças também a muitos pontos que lhe foram tirados no apito (disso todo mundo esquece).  E, diferentemente de outros clubes que se utilizaram de armações para fugirem do descenso, como em 1986/87/2000, e daqueles que caíram e voltaram pelas portas dos fundos, como aconteceu com o Fluminense, por exemplo, o Palmeiras vai disputar a segunda divisão, e vai voltar pelas portas da frente, de maneira digna e limpa, como sempre é quando se trata de Palmeiras.

E isso não dá o direito à essa “globeleza do apocalipse”, travestida de jornalista imparcial, que obviamente deve torcer para outro time, de ironizar, provocar e desrespeitar o Palmeiras e os seus milhões de torcedores.  Quem ela pensa que é? Será que ela esquece que a sua empregadora precisa dos pontos de audiência dados pelos televisores dos torcedores do Palmeiras? Esquece  que  a sua empregadora precisa do dinheiro  que os torcedores do Palmeiras pagam pelos canais de TV, precisa que os torcedores do Palmeiras comprem pacotes dos campeonatos de futebol, precisa que os torcedores do time da segunda divisão, alvo do deboche dessa cretina, comprem os produtos dos seus patrocinadores e, POR CONSEQUÊNCIA, AJUDEM A PAGAR OS SALÁRIOS DOS SEUS FUNCIONÁRIOS, INCLUSIVE O DELA?

Veja, leitor, se essa pessoa, que com tantos anos de profissão ainda fica procurando o caminhão de mudança do qual caiu, está podendo debochar de quem quer que seja:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=fyQJPsc3bvw[/youtube]

Repudiamos a sua falta de profissionalismo, a sua conduta debochada, reles e a sua atitude preconceituosa, Zileide Silva.

Da próxima vez em que for falar da Sociedade Esportiva Palmeiras, ou de qualquer coisa relacionada a ela, levante-se em sinal de respeito e lave muito bem a sua boca, sua mocoronga!

E não se esqueça, praga de parmera é f%#@da!

“… se eu não te amasse tanto assim…” ♫♪

Essa parmerada apaixonada é show de bola!!!

Olha só que notícia mais interessante, gente. Um participante do Enem, que tinha como proposta de redação: Movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI, resolveu mesclar trecho do hino do Palmeiras à sua redação. E conseguiu ter uma nota e tanto.

O Inep diz que texto de participante da avaliação ‘indica compreensão da proposta da redação, não fugiu ao tema por completo e não feriu os direitos humanos’

Hino do Palmeiras em redação do ENEM

A correção da redação da avaliação federal voltou a ser alvo de questionamento nesta terça-feira. Um participante do exame que incluiu em sua redação um trecho do hino do clube de futebol Palmeiras obteve 500 pontos na prova dissertativa, metade dos 1.000 possíveis.

O espelho da prova, que já circula nas redes sociais, mostra que 13 das 27 linhas da redação foram dedicadas ao hino do clube paulista. Logo no início do segundo parágrafo da dissertação — que deveria tratar dos movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI —, o estudante escreveu: “As capitais, praias e as maiores cidades são os alvos mais frequentes dos imigrantes, porque quando surge o alviverde imponente no gramado onde a luta o aguarda, sabe bem o que vem pela frente que a dureza do prélio não tarda.”

Em nota, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do MEC responsável pelo exame, afirmou que “desconsiderada a inserção inadequada, o texto tratou do tema sugerido e apresentou ideias e argumentos compatíveis”, acrescentando que “o texto indica compreensão da proposta da redação, não fugiu ao tema por completo e não feriu os direitos humanos”.

Fonte:  http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/enem-2012-redacao-com-o-hino-do-palmeiras-recebe-nota-500?utm_source=redesabril_veja&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_veja&utm_content=feed&

Com o objetivo de evitar incidentes e, consequentemente, punições, o Verdão fará, a partir do jogo contra o Paulista, nesta quinta-feira (14), às 20h30, no estádio do Pacaembu, uma ação preventiva com os torcedores alviverdes. O embate será válido pela 10ª rodada do campeonato estadual.

O clube, que perdeu mandos de partidas na temporada passada por conta de problemas nas arquibancadas, começará a exibir antes e nos intervalos dos confrontos faixas antiviolência.

As frases serão: “Não prejudique o seu clube de coração”; “Não arremesse objetos no campo”; “Não utilize sinalizadores ou fogos”; “Ajude na identificação dos infratores”; “Denuncie: ouvidoria@palmeiras.com.br”.

De acordo com o 3º parágrafo do artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, a “comprovação da identificação e detenção do infrator com apresentação à autoridade policial competente e registro de boletim de ocorrência, na hipótese de lançamento de objeto, exime a entidade de responsabilidade”.

Faixas antiviolência que serão exibidas nas partidas:

Agência Palmeiras

HeyYou-BlogClorofila

Mesmo quase uma semana depois, eu não poderia me furtar a escrever sobre o lamentável episódio ocorrido no aeroporto da Argentina, na manhã seguinte à derrota do Palmeiras para o Tigre. Da mesma maneira que condenei, e condeno, o ocorrido na Bolívia com a torcida do clube rival, repudio o que aconteceu no Aeropark, repudio as atitudes violentas de alguns torcedores(?) do Palmeiras contra os jogadores do próprio time.

Já tinha dormido mal naquela noite, sem conseguir digerir aquele gol perdido por Kleber, depois do passe perfeito de Valdivia. Num lance em que o mais difícil era perder o gol, foi o mais difícil que acabou acontecendo. Ninguém merece! Durante a noite, a cada vez que a minha cabeça reproduzia o replay do lance, eu tinha a impressão que ele faria diferente, que abdicaria de fazer um “gol-de-placa”, que tocaria para o Patrick e o gol seria marcado e, então, toda aquela balbúrdia que se seguiu depois, aquela fatalidade do “quem não faz, toma” seria apenas um sonho ruim. Mal sabia eu que ia ter coisa pior…

Não pude acreditar, quando, no dia seguinte, soube das agressões… quando vi o buraco, que “torcedores” do Palmeiras fizeram na cabeça do Prass… quando vi que queriam agredir Valdivia… como é triste quando é gente nossa (será mesmo?) que faz uma coisa assim… e como puderam fazer isso? Gostem ou não do(s) jogador(es), ele(s) vestem a camisa do Palmeiras. E logo eles, torcedores, que sabiamente, tinham se precavido de ter qualquer coisa que manchasse o nome da torcida, tinham falado até com a polícia. A gente fica sem entender e sem saber o que dizer depois do que ocorreu, simplesmente porque não faz sentido terem feito essa burrada. Burrada que, ainda por cima, serviu para que a imprensa esquecesse de vez a morte lá na Bolívia.

Me senti tão envergonhada de ter criticado os torcedores adversários e ver os do meu time se igualando a eles, fiquei com tanta vergonha de ver o nosso goleiro ferido, foi tão desconfortável imaginar o que o Prass deveria estar pensando do Palmeiras e da sua gente. Logo ele que chegou agora… Será que, em algum momento, ele pensou: Bem que me avisaram”? Será que alguém o avisara antes, dessa nova ‘mania’ de alguns, de agredir jogadores do próprio clube? MANIA QUE NUNCA RESULTA EM NADA DE POSITIVO AO TIME.

Por mais que tentem, não há como justificar a selvageria ocorrida. Nada justifica torcedores acharem que são eles, e não os dirigentes, que decidem quais atletas permanecem no clube, quais atletas devem sair. Agir assim é se achar maior do que o próprio clube. O Palmeiras vem sempre em primeiro lugar e não o capricho de alguns, que se acham no direito de insultar e não aceitam ser insultados de volta. Chamaram o Valdivia de cachaceiro e, segundo o que a polícia de lá informou, muitos torcedores não puderam entrar no estádio por estarem… alcoolizados! Vejam só! Foram até a Argentina para ficar do lado de fora do estádio.

Não acredito em agressões como solução de coisa alguma. Há muito tempo o homem evoluiu desse estado selvagem e desenvolveu a capacidade de pensar. Difícil entender que há os que prefiram regredir. Valdivia errou, sim, ao responder às ofensas, mas isso não modifica o fato de que ele estava RESPONDENDO à ofensas recebidas antes, quando ainda estava se aquecendo. Além do mais, na relação clube-torcida, o clube dá ingressos para os torcedores (segundo Paulo Nobre, eles queriam também a viagem), esperando deles o apoio, a vibração, o “empurrar o time”, e não que ajam como se fossem torcedores rivais. Vão até lá para ser o nosso 12º jogador, e se comportam como se fossem o do adversário? Qual a utilidade disso? Não adianta nada na hora do jogo você torcer, se antes da partida ajudou a desestabilizar o time, e depois dela, quer agredir atletas e sabe-se lá mais o quê…

Se tem alguém levando vantagem com isso, eu não sei, mas, o Palmeiras, eu tenho certeza que não leva vantagem alguma! Muito pelo contrário. Alguns torcedores (?)  repetem a mesma atitude, inúmeras vezes, e o resultado é sempre o mesmo: prejuízo; dentro de campo e nos cofres do clube. E a lista é imensa: Vagner Love, Luxemburgo, Tite, Lenny, Diego Souza, Leandro Bochecha, João Vítor, Capixaba (ninguém quis bater nele quando ele era titular do time, por que faria sentido agredi-lo agora, que nem relacionado é?) Prass, Valdivia, a Sala de Troféus… Quantos campeonatos ganhamos com esse tipo de atitude? Impossível que não percebam que o resultado é exatamente o oposto.

Eu acho muito triste, e bastante estranho também, que em trinta e poucos dias de uma nova administração, já tenham ocorrido dois episódios de agressão. Outras administrações tiveram bastante sossego para trabalhar. Mustafá Contursi que o diga. E querer agredir Valdivia, na noite que ele fez uma ótima partida, é mais estranho ainda. Ainda mais, quando os dirigentes e comissão técnica afirmam que ele tem se dedicado, que está tendo um comportamento exemplar. Tivesse dependido dele, teríamos saído com a vitória diante do Tigre (e diante dos bambis também), pois ele cansou de colocar os companheiros na cara do gol – essa é a sua função -, foi ele quem deu um passe perfeito para Kleber sair na cara do goleiro e faturar a partida, mas Kleber desperdiçou a oportunidade. E o Valdivia é o vilão? Isso não é raciocínio de torcedor nem aqui e nem na China.

Não acho legal generalizar e todo mundo pagar por meia dúzia, afinal, tanto nas TOs, como na torcida comum e em qualquer outro grupo de pessoas, tem muita gente bacana, mas também tem gente que não é bacana; tem muita gente que não concorda com essa conduta violenta e sem cabimento, mas tem muita gente que aplaude esse tipo de atitude. Agora, se as agressões têm se repetido, e os agressores também, e os responsáveis pela torcida nada fazem contra eles, então, isso significa que estão de acordo? A gente olha as imagens do aeroporto e as imagens da torcida que foi pra cima do Assunção, numa outra oportunidade, e vê cara repetida nas duas ocorrências… Aí, não dá! Esses torcedores não podem ficar impunes! O discurso, “Milhares de pessoas não podem pagar por meia dúzia”, acaba ficando sem sentido se não for assim. Afinal, essa “meia dúzia”  fazia parte do seleto grupo de associados da torcida, grupo que recebeu ingressos, de graça, para o jogo na Argentina. Dentre essa “meia dúzia”, já tinha gente com outros episódios de violência contra jogadores, e, ainda assim, continua lá, impune. Dessa forma, a torcida acaba sendo responsável. Dessa forma, temos que concordar com o presidente do Palmeiras que não quer mais conversa.

É muito triste essa situação, e perdemos todos quando isso acontece! Perdem os torcedores, que se dividem e entram em guerra (nunca imaginei que um dia veria a torcida, chamada “comum” do Palmeiras, fazer um abaixo assinado pedindo a extinção da organizada, e com milhares de assinaturas); perdem os jogadores, amedrontados, inseguros; perde a própria organizada, que acabou tendo fechadas as portas do diálogo com o Palmeiras, que perdeu o empréstimo dos profissionais do clube, para o campeonato de futebol de salão, e que acaba tendo a sua imagem manchada pelas ações de alguns poucos; perdem a união, a cumplicidade de time e torcida, a alegria, a paz… E, mais do que qualquer outra coisa, perde o Palmeiras, em prestígio, porque tem a sua marca exposta de maneira negativa e, portanto, desvalorizada; perde dinheiro, quando jogadores resolvem ir embora por causa das agressões – com Vagner Love foi assim -, e isso tudo é muito mais nocivo do que perder uma partida…

Tá na hora de aprendermos com os erros, não é mesmo? Tá na hora de pararmos de nos igualar às torcidas rivais. Mas que cazzo! Somos nós os diferentes, os mais criativos, os capazes de fazer mosaicos perfeitos – e todo mundo pagar pau pra eles -, as festas mais lindas, somos nós os mais apaixonados. Eu sempre bato no peito dizendo que somos torcedores diferenciados, porque eu acredito nisso, mas que difícil é aceitar essa estupidez toda agora.

Não vamos a lugar nenhum divididos. Quando estamos unidos somos muito mais fortes e conseguimos o inimaginável. A Copa do Brasil 2012, que repousa ao lado de todas as outras que o Palmeiras conquistou, é testemunha disso. Mal podíamos sonhar com ela, mas, quando nos desarmamos, nos unimos, nos fechamos com o time e com a comissão técnica, quando o time se fechou com a comissão técnica e com a torcida, o resultado foi uma alegria do tamanho de um bonde, foi a Arena Barueri parecendo ter dez vezes o seu tamanho, foi a rua brilhando de luzes verdes, luzes que a nossa torcida, ao contrário de outras, usa para fazer festa…

Chegamos em 2013 em pedaços, sabíamos que seria difícil pra caramba e que não poderíamos esperar nada. Mas, agora, não é difícil que a gente consiga vencer as partidas da Libertadores que vamos disputar em casa, não é difícil que consigamos nos classificar. Não é difícil mesmo! Time, comissão técnica e diretoria têm nos dado mostras que estão unidos, fechados, trabalhando pra melhorar as coisas, para buscar o que antes parecia impossível. Tá faltando só um elo nessa corrente… a torcida, na mesma sintonia, unida na mesma energia ! E pronta para ajudar!

Podemos, e vamos, dar a volta por cima, parmerada. Mas, se estivermos em guerra, se estivermos divididos, o máximo que vamos conseguir é ‘matar’ uns aos outros e levar o Palmeiras junto.

Pensem nisso…

Não é por nada, não, mas a Nova Arena está ficando linda! Não vejo a hora da nossa casa estar pronta. Olha só, já foram colocadas as estruturas para começarem a cobrir a maravilhosa Arena do Palmeiras.

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)E agora falta pouco.

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)A antiga arquibancada, que a prefeitura não nos deixou demolir, será coberta por uma nova. Sabe que no fundo eu gosto disso? Uma parte do antigo Palestra estará sempre ali, e a outra, estará em nossos corações.

Essa vai ser a Curva do Orgulho Verde. Orgulho da luta que precisamos travar para construir a nossa Arena, sem mutretas e sem uso de dinheiro público. Nos dificultaram o quanto puderam, o início das obras e a construção – nos dificultam ainda – , ao mesmo tempo que facilitaram, o quanto puderam também, a construção de um outro estádio aí, sem licitação, cheio de trambiques e às custas de dinheiro público.

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)Aí em cima, você vê a parte de trás das arquibancadas, e toda a criatividade dos engenheiros para construir a nova, uma vez que foram obrigados a manter parte da antiga.

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)Lembra da entrada da Av. Matarazzo? Quantas vezes, entramos por aí, temerosos, cheios de ansiedade e expectativa, e saímos morrendo de felicidade, cantando…

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)A partir de segunda-feira, começam a ser colocadas as coberturas das arquibancadas. O andaime amarelo será usado como estrutura de sustentação.

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)Com exceção dos camarotes, este é o lugar em que os ingressos serão mais caros. Os preços ainda não foram definidos. Mas vai valer a pena, porque a visibilidade será privilegiada.

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)Ainda estão estudando os modelos de cadeiras que serão usados nas arquibancadas. Mas, caso a WTorre decida fazer uso delas, isso só vai acontecer em jogos Fifa. Nos demais, o espaço não terá cadeiras. Será um espaço de arquibancada do jeito que a gente gosta, do jeito que estamos acostumados aqui no Brasil, e como tinha no Palestra antigo. Sem contar que, dessa maneira, a arena ganharia mais uns 10 mil lugares. Tomara a WTorre se decida pelo uso das cadeiras removíveis.

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)Nesses suportes brancos é onde serão encaixadas as coberturas das arquibancadas. E todos os lugares serão cobertos… Deixa chover!! ♫♪

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)Esse é um dos pisos onde serão construídos camarotes. Show de bola! E a gente fica só imaginando quando eles estiverem prontos…

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)Visão de quem está na parte mais alta do primeiro piso de arquibancadas. E a gente sonha acordado com o momento de estar ali vendo o Palmeiras em campo…

Obras da Arena Palestra seguem em fase de conclusão; estádio deve ser entregue ainda em 2013 - 1 (© JF Diorio AE)Na maquete que está sendo comercializada, temos o resultado final da Nova Arena. E, por mais que já tenhamos visto isso, continuamos de queixo caído… Nossa casa vai ser a mais linda de todas! Só podia ser do Palmeiras!

E como é a casa do Palmeiras, e da torcida mais apaixonada do mundo, é claro que ela vai ser inaugurada com um mega show. E existe uma possibilidade de ser um show que vai chacoalhar a cidade de São Paulo e o Brasil. Você faz ideia da banda que a AEG poderá trazer? Segundo a notícia abaixo, datas e valores estão sendo negociados. Dá uma olhadinha e já começa a rezar pra dar certo…

MickJagger

Sensacional, não é mesmo? Vamos aguardar… “I Know It’s Only Rock’n Roll But I Like It…” ♫♪

Fonte das imagens da Arena: MSN Estadão