Valdivia-voltou1

“Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca

Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre” ♪♫ (Milton Nascimento)

Pareceu uma eternidade esse tempo de Copa das Confederações em que o Verdão ficou sem jogar… Custou tanto a passar.

Não há vida sem Palmeiras! A gente continua fazendo tudo como sempre, trabalha, estuda, passeia, dá risada, se alimenta, anda, respira… mas é tudo tão sem cor, sem calor, sem perfume… A sensação de que falta algo é permanente.

Contamos os dias até esse sábado (06), ficamos ansiosos como quem mal pudesse esperar pra rever um grande amor. E era isso mesmo, íamos rever o nosso grande amor.

As expectativas eram as melhores possíveis, time descansado, que treinou bastante durante a “férias”, o garoto Luís Felipe no time, Prass de volta, Valdivia de volta… O Mago… com ele em campo sempre podemos esperar um futebol mais bonito.

Pra não ficar na pilha, passei o dia batendo pernas na 25 de Março, e cheguei em casa quase na hora do jogo começar. E então… surpresa! Nenhuma emissora ia transmitir o jogo do Palmeiras. A Band, que acenara com a possibilidade, mudou de ideia (ou a Globo fez com que ela mudasse) e transmitiria o ‘badaladíssimo’, confronto entre os dois “grandes campeões brasileiros”, São Caetano e Avaí. Era compreensível… afinal esses times, que ‘conquistaram tantos títulos nacionais’, ‘possuem milhões de torcedores espalhados pelo país’, não é mesmo? Eles têm jogadores que já vestiram a camisa da seleção brasileira, da seleção chilena… são times que têm muito mais apelo. E, deve ter sido por esses motivos que ‘São Caetano x Avaí’ foi o jogo que os milhões de palmeirenses, espalhados pelo Brasil inteiro, tinham pra assistir.

As TVs ‘preferiram’ levar ao ar uma programação que lhes daria menos pontos no Ibope? Estranho… Deve ser a Dona Globo, detentora dos direitos de transmissão, querendo forçar o torcedor palmeirense a comprar os pacotes de PPV da série B. Eu não sei você, amigo leitor, mas eu não compro!

E lá fomos nós assistir via PC… Estava um calorão em Presidente Prudente e o Palmeiras, de Fernando Prass, Luis Felipe, André Luiz, Henrique, Juninho, Márcio Araújo, Charles, Wesley, Valdivia, Leandro e Vinícius,  estava lindo de branco. Nas camisas, uma mensagem de apoio ao grande Djalma Santos, ex-jogador do Palmeiras, que se encontra hospitalizado. No banco, o auxiliar técnico, Juninho, substituía Gilson Kleina. No gramado, antes do apito inicial, Valdivia se ajoelhava em oração – e eu rezei com ele, rezei por ele… muito mais do que nós, torcedores, o Mago sabia o quanto essa volta significava, sabia tudo o que estava em jogo…

Apesar do gramado ruim, esse time, lindo, que vestia branco, precisou de apenas 7 minutos para abrir o placar. Jogada linda do Mago – tão bom ter ele de volta -, que driblou dois marcadores, tabelou com Leandro e rolou pra Luís Felipe cruzar no meio. Charles tentou mandar pro gol, mas acabou sendo travado; a bola sobrou para Leandro, que encheu o pé e estufou as redes (Tchuuupa, Tamoxunto!). Que alegria eu senti! O Palmeiras, do jeito que a gente gosta, saía na frente.

O toque de bola do Verdão era outro, o time estava mais rápido. A qualidade do passe de Valdivia, a sua visão de jogo, que são indiscutíveis, faziam muita diferença.  O Palmeiras precisa tanto disso…

O Oeste até quis nos importunar, mas a zaga estava esperta. Aos 36′, eles deram um susto na gente com uma bola na trave. Mas nem deu tempo de ficarmos preocupados. Na sequência, Valdivia, – os adversários batem um bocado nele – com um passe preciso lançou Vinícius; ele cruzou e Leandro, “facinho, facinho”, fez o segundo do Palmeiras, segundo dele na partida (visibilidade é isso, Tamoxunto! Fazer gols, jogando por um grande time). Que maravilha!!

No finalzinho do primeiro tempo, o Mago deu um passe perfeito pro Charles e o deixou na cara do gol, mas ele foi derrubado na linha da área. Que gostoso ver o Palmeiras jogar um bom futebol! Que delícia ver o Valdivia em campo, fazendo das suas… Que alegria ver o garoto Luís Felipe se saindo tão bem, ver o Juninho fazendo bons cruzamentos, o Wesley jogando certinho, o Charles marcando dois gols no jogo… que bom ter o Henrique no time… que alívio constatar que, a despeito das reclamações da época, a diretoria acertou em cheio ao escolher Leandro, nosso artilheiro, entre os jogadores que lhe foram oferecidos pelo Grêmio.

Na segunda etapa, aos 6′, Luís Felipe fez jogada pela direita, cortou para o meio e, de fora da área, arriscou de esquerda acertando a trave. Quase! Valdivia estava Valdivia, enlouquecendo os adversários e encantando a torcida! Aos 12′, depois da jogada de Wesley (na posição certa ele joga bem, né Kleina?) e Luís Felipe, o rebote ficou com o Mago, que mandou uma “bomba” e o filho-da-mãe do goleiro defendeu. Foi por pouco…

O terceiro gol tava amadurecendo. Charles invadiu a área e chutou forte; o maledeto do goleiro conseguiu tirar. A gente sabia que ia sair mais um gol, mas só não sabíamos que ele seria tão espetacular…

Valdivia entortava um aqui, outro ali; chapelava, metia cada bola linda pros companheiros… organizava e armava as jogadas de ataque, fazia o futebol do Palmeiras ter muito mais qualidade. Mas, Mago que é, ainda faltava um sortilégio. Faltava ele deixar a gente maravilhado, faltava deixar o Prudentão transbordando de magia.  De fora da área, desmontou a defesa inimiga, meteu a bola por entre vários adversários, e ela foi encontrar Leandro, sozinho na área (como ele faz isso?). O garoto, esperto, rolou pra Charles que aparecia na trave oposta, e ele, como se fosse um ‘Fio Maravilha’, só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol... Jogada maravilhosa! Genialidade explícita e descarada em campo. A arquibancada enlouquecia, a bancada virtual também. Nossos corações, inundados de felicidade. Quanta saudade sentíamos desse futebol…

O time todo se apresentava bem, nossa camisa parecia ainda mais linda… parecia refletir o sol que inundava o Prudentão e o nosso peito…

O técnico Juninho substituiu Valdivia, o melhor jogador da partida, pelo estreante Mendieta (quero ver esses dois juntos em campo), e foi emocionante. O torcedor, grato pelo futebol palestrino, que renasceu pelos pés do Mago, gritava o seu nome e o aplaudia de pé. Merecidíssimo! As lágrimas corriam no meu rosto.

(Tá vendo, Mago? É como diz a música: “… é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter sonhos, sempre…”. Você sabe o quanto tem trabalhado, e o resultado está aí; a receita também: trabalho, paciência, trabalho, paciência…)

E se estava bom, ficou melhor ainda. Aos 38′, depois da cobrança de escanteio, a defesa do Oeste aliviou pra fora da área, Charles ficou com a sobra e, de primeira, emendou uma paulada acertando o canto direito do goleiro. Que golaço! O segundo dele no jogo, o quarto da goleada do Palmeiras.

E por pouco o estreante da tarde não deixa o dele. Na jogada de Wesley, Juninho cruzou, e Mendieta cabeceou pro gol. O goleiro conseguiu defender com os pés – não fosse ele tinha sido uns 7 x 0.  Minutos depois, Caio foi lançado, tentou o chute e o goleiro defendeu. Ele não viu Mendieta livre na frente do gol. Que pecado! No minuto final, Caio, de cabeça, quase marcou o quinto gol; o goleiro fez uma grande defesa. E então, o juiz apitou. E a torcida saiu feliz, cantando, aplaudindo o time.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=NDCwBbu1h0w[/youtube]

E o final de semana foi uma maravilha!  Parmera goleou, Valdivia jogou muito, Leandrinho fez 2 gols (Tchupa, Tamoxunto), Charles também fez, o gambá idiota foi nocauteado, os bambis perderam… Uma beleza!

Quanto a nós, eu sei que foi só um jogo, que o caminho é longo, e que vai ser preciso manter a pegada, a regularidade, porque, certamente, as dificuldades aparecerão. Mas eu também sei que o time não jogou bem por acaso, que esse futebol bonito e vibrante poderá ser repetido muitas outras vezes. Sei que Alan Kardec, Felipe Menezes e Eguren ainda vão entrar no time… e, mais do que saber, tenho certeza, chegou a hora de podermos sonhar com um novo Palmeiras…

E como dizia aquele sábio barbudo e de óculos escuros: “Sonho que se sonha junto é realidade…”

Booora sonhar e fazer acontecer, parmerada! Sexta feira é no Pacaembu.

A gente se encontra lá!

 

Hoje (27), pela manhã (8h00), não consegui acessar o Facebook. Na tentativa, recebi uma mensagem me avisando que tinham retirado do meu perfil uma imagem que eu havia postado e, por esse motivo, ele iria ficar 12 horas bloqueado. Vejam só! A imagem em questão é essa aqui, e veio com a informação de que ela viola os Padrões de comunidade do Facebook. FacebookCensura1Depois dessa tela, apareceu uma outra falando sobre o bloqueio no meu perfil:

IMG_20130627_081314_resizedFiquei pensando sobre o que poderia ser e fui ler os tais Padrões da Comunidade. Lá encontrei os seguintes padrões: “Violência e ameaças”, “Autoflagelação”, “Bullying e assédio”, “Discurso de ódio”, “Conteúdo gráfico”, “Nudez e Pornografia”, “Identidade e privacidade”, “Propriedade Intelectual”, “Pishing e Spam”.

Talvez a imagem pudesse se encaixar em “Violências e Ameaças”, pela violência a que a pessoa na imagem era submetida pelo(a) policial, ou então tivesse algo a ver com o “Discurso de Ódio”, porque, com o resto, não tinha nada a ver.

Mas, quando li a definição, não encontrei a razão para o bloqueio do meu perfil e a retirada da imagem postada. Afinal, ela não estava violando nada.

CensuraFacebook-Padrões CensuraFaceboob-Padrões1

E ainda que tivesse algo errado com imagem postada por mim, porque a mesma imagem, postada em vários outros perfis não viola os Padrões de comunidade do Facebook? Por que só a minha faz isso? Por que os outros não são bloqueados? Hoje, durante o tempo em que estou bloqueada, os perfis abaixo – printei só alguns – continuam com as postagens da mesma foto que foi motivo de bloqueio em meu perfil. Outros, que compartilharam a imagem do meu perfil, também não estão bloqueados. POR QUE ELES PODEM POSTAR ESSA IMAGEM E EU NÃO?

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A imagem em meu perfil não foi compartilhada por mim, não a tinha visto no Facebook; ela foi tirada do site do Kibeloco; sempre posto imagens deles, porque gosto da crítica feita com humor. Printo a imagem, salvo, reduzo o tamanho e posto em meu perfil. Hoje, me avisaram que a imagem está também na página deles no Facebook. E ela continua lá. Não dá para acreditar que o bloqueio sofrido por mim, tenha se dado por causa dessa imagem, compartilhada  por mais de 14 (QUATORZE) mil pessoas – agora, já passam de 15 mil.

Censura-FB1Se estou incomodando alguém, certamente não é por uma imagem que está, sem problema algum, em milhares de outros perfis. Afinal, não pode ser considerada abusiva, no perfil de uma única pessoa, uma imagem que está no perfil de mais de 15 mil outras. ISSO É CENSURA!! Meu perfil foi bloqueado por um dia inteiro, e não 12 horas (qualquer tempo de bloqueio, nessas condições, é um abuso) como a mensagem do Facebook, que vi às 8 da manhã, informou que seria. E com uma alegação tosca, com uma razão que não se sustenta, com uma desculpa esfarrapada.

E se nessa mísera foto, de feio só tem o fato de um policial, em meio à uma manifestação do povo, agredir uma mulher que não oferece perigo e nem resistência alguma, por que é que o Facebook, que a achou abusiva, a removeu mas permitiu que um vídeo mostrando uma outra mulher, sendo decapitada, continuasse publicado? Por que é que o Facebook se negou a remover esse vídeo chocante, mesmo isso tendo sido pedido por um monte de gente?

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Mas era tanta indignação com esse vídeo, violento, agressivo, vídeo QUE O FACEBOOK SE RECUSAVA A REMOVER, que não tiveram como continuar mantendo-o na rede social.

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No final da tarde de hoje, às 16h30, mais de 8 horas depois de eu ter percebido que havia sido bloqueada (e o bloqueio talvez já tivesse acontecido bem antes disso), fiz uma nova tentativa, e o acesso me foi negado de novo…

Já são 23h00 e, segundo Facebook, isso vai durar ainda mais umas 4 horas… o que fará com eu tenha sido bloqueada, de maneira arbitrária, por quase um dia inteiro…

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E aí, a gente se pergunta: A VENEZUELA É AQUI?

Está vendo só, amigo leitor? O Allianz Parque, antes mesmo de ficar pronto, já está na rota dos grupos e bandas mais famosos do planeta. Faltando mais ou menos nove meses para que ele seja entregue – estamos oficialmente grávidos do Allianz Parque – o primeiro contrato já foi fechado.

A One Direction, a maior banda pop da atualidade, vai excursionar pelo mundo, e já estão sendo anunciados os shows que ela fará no RJ e em São Paulo.  A princípio, seria uma única apresentação em cada estado, mas, ontem (25/06), a banda confirmou que fará duas apresentações em Sampa, no Allianz Parque (nossa casa)  nos dias 10 e 12 de Maio de 2014.

Maio de 2014, parece que está longe, né? Mas as entradas para os shows começaram a ser vendidas ontem e já estão quase acabando.

Se você curte a banda e não quer perder esse show por nada, corre!

Confira:

OneDirection

OneDirection1

OneDirection2

OneDirection3a

http://www.t4f.com.br/umbrella/one-direction.html

Junho…

Mês em que o Palmeiras comemora a conquista do Paulistão/93 – a primeira, de um time que ganharia muitos títulos mais.  Mês da comemoração da conquista da Libertadores; mês em que o Palmeiras está de férias, em virtude da realização da Copa das Confederações-2013; mês de muitas manifestações, de um povo que clama por um país mais justo; mês de protesto contra a corrupção que assola o país, empobrece cada vez mais a população e enche o bolso de alguns…

E eu vou aproveitar esse mês glorioso e as férias do Verdão, para fazer uma manifestação particular, para acabar com uma falsa verdade, criada à conveniência de alguns, com o intuito de convencer os que não assistiram à uma determinada partida, os que eram muito pequenos ou nem eram nascidos numa certa época… de que não aconteceu o que, de verdade, aconteceu: o Palmeiras atropelou o Corinthians na final do Paulistão 93, sem receber nenhum tipo de ajuda do juiz.

Todo mundo sabe que o Palmeiras não tem um único troféu conquistado à custa do apito. Muito pelo contrário, algumas taças que dormem em outros clubes, lhe foram surrupiadas graças à esses “profissionais”. Né, Armando Marques?

E nesse mês de Junho de 2013, quando o Palmeiras e a Família de Sangue Esmeralda comemoravam 20 anos da conquista do Paulistão-93, apareceu uma certa e platinada manchete, afirmando que o árbitro daquela partida, José Aparecido de Oliveira, teria se arrependido de ter apitado aquele jogo; matéria que não dizia, mas sugeria, que o árbitro, talvez, estivesse arrependido de ter errado.

Talvez ele tenha mesmo se arrependido… Mas de ter apitado  seguindo as regras determinadas pela Fifa (coisa tão em desuso no Brasil), por ter punido corretamente alguns jogadores, de um time que é useiro e vezeiro em receber ajuda do apito. E, como, contrariando a maioria dos árbitros, contrariando o costume, ele não favoreceu o time do apito-amigo, (errou algumas vezes, mas não contra o time da beira do rio), acabou sendo bastante prejudicado em sua carreira. No popular, enfiaram o homem na ‘geladeira’… por ter tido a coragem de fazer os corintianos cumprirem as regras que não costumam cumprir. Né, Márcio Rezende de Freitas? Né, PCO?

Vou postar aqui o relato dos fatos ocorridos em campo, cuja veracidade você poderá comprovar com as imagens do vídeo da Globo, e com a transcrição de alguns comentários, feitos durante a partida, por Luís Alfredo e Juca Kfouri, narrador e comentarista – esse último, assumidamente torcedor do Corinthians; o outro, dizem que é também, mas não tenho certeza -, e de Arnaldo César Coelho.

 

12 de Junho de 1993 – Jogo: S. E.Palmeiras X Corinthians
Histórico da partida:

01 min – Edmundo perde gol feito.

04 min – Henrique comete falta violenta em Edmundo, por trás, e recebe cartão amarelo. Arnaldo César Coelho diz que “a falta foi violenta e o cartão foi muito bem marcado”.

10 min. – Roberto Carlos faz falta violenta em Paulo Sérgio, por trás, e recebe o cartão amarelo. Arnaldo diz que “nesse começo de jogo, Aparecido está preocupado em marcar tudo, porque se não apitar tudo, esse jogo pode descambar pra violência”.

Até esse momento, tinham sido 8 chutes a gol do Palmeiras, contra 1 do Corinthians, diz o narrador Luís Alfredo.

15 min. – Henrique comete falta em Edmundo para o recebimento do segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. O árbitro dá a vantagem no lance e não adverte o jogador (o Corinthians é beneficiado com a não expulsão de Henrique nesse lance).

17 min – Nova falta violenta de Henrique, desta vez em Evair. Luis Alfredo, narrador da Globo, diz que o lance era para expulsão (mais uma vez, o Corinthians é beneficiado com a não expulsão do seu zagueiro).

19 min – Leandro, lateral direito do Corinthians, recebe o amarelo por falta violenta em Edmundo.

20 min – Marcelinho Paulista dá carrinho em Daniel Frasson e não leva cartão.

22 min – Mazinho faz falta para cartão e não leva.

23 min – Ezequiel faz falta para cartão e não leva.

28 min – Zinho recebe cartão amarelo por reclamação. Reclamava da marcação de uma falta inexistente de Mazinho. A Globo mostra com imagens que a falta não existiu. O narrador confirma: “Na bola, a entrada de Mazinho”. Arnaldo diria: “Veja que com o pé esquerdo ele toca a bola e depois é que derruba o jogador do Corinthians. A intenção dele era nitidamente a bola” (o juiz prejudicou o Palmeiras com uma falta inexistente e com o cartão para Zinho, que reclamou com razão).

29 min – Paulo Sérgio dá um chute em Edmundo, sem bola. No lance, para expulsão, nem falta foi marcada e o auxiliar Oscar Roberto de Godoy observa tudo sem fazer nada (o narrador fala da entrada forte do Paulo Sérgio no Edmundo, entrada forte – um chute -, que o bandeira, Godoy, ali pertinho, não viu. Luxemburgo ficou furioso com a não marcação, reclamou com Godoy, que ameaçou o técnico: “Você vai dançar”).

37 min. – Zinho marca Palmeiras 1 x 0.

39 min – Henrique faz mais uma falta violenta, a terceira após o primeiro amarelo, agora em Edílson, e é expulso. Toda a equipe da Globo, inclusive o corintiano Juca Kfouri, elogia a atitude do árbitro. Arnaldo César Coelho diz: “Muito bem expulso! Ele já tinha cartão amarelo e parou a jogada de forma violenta. O Edílson foi deslocado de forma violenta e, por isso, foi expulso. Correta a atitude do José Aparecido de Oliveira”.

…………………….

40 min – Ronaldo, após um ataque histérico, pela justa expulsão de Henrique – que deveria ter sido expulso aos 15′ de jogo – recebe o amarelo por reclamação.

41 min – Cartão amarelo para Edmundo, que tenta revidar a cotovelada dos 29 minutos, ignorada pela arbitragem. Entra de carrinho em Paulo Sérgio, que pula, não sendo atingido (se o carrinho violento que Henrique deu em Edmundo, aos 4 minutos, foi pra amarelo, obviamente que, na tentativa de carrinho de Edmundo, que não atingiu Paulo Sérgio, o cartão deveria ser o amarelo também. Acertou o árbitro). Arnaldo César Coelho diz: “Edmundo entrou de forma muito dura para ir à forra daquela entrada do Paulo Sérgio” (não se perca, leitor, ele fala da cotovelada que Edmundo levou, e que José Aparecido nem falta assinalou), o corintiano Juca Kfouri diz sobre a falta cometida por Edmundo: “Não pegou ninguém, diga-se passagem. Nem a bola, nem o Paulo Sérgio”.

42 min – Neto recebe o Amarelo, depois de jogada no meio de campo; reclamava cartão para o time do Palmeiras. Na transmissão da Globo o corintiano Juca Kfouri diz: “os jogadores do Corinthians estão pressionando o árbitro para ver se conseguem a expulsão de um jogador do Palmeiras. Não há motivos até agora para  expulsar nenhum palmeirense”.

46 min. – O árbitro encerra o primeiro tempo da partida.

Segundo Tempo:

05 min – Marcado impedimento de Evair em situação clara de gol. Lance difícil, mas o impedimento existiu. Se a arbitragem fosse mal intencionada teria validado o gol.

15 min – Tonhão lança Edmundo que é derrubado por Ronaldo (fora da área). Ronaldo finge ser atingido por Tonhão na seqüência do lance, simulando contusão. Ronaldo e Tonhão são expulsos. Arnaldo César Coelho diz sobre o goleiro corintiano: “Expulso! Tem que ser expulso!”, Luís Alfredo completa: “Era o último homem”.

Comentários da equipe da Globo:

Arnaldo: “Não houve nada! A expulsão do goleiro é clara. Já tinha um amarelo, e além desse amarelo, fez essa falta que é uma falta digna de expulsão. Correta a atitude do juiz. Agora, se ele vier a expulsar algum jogador do Palmeiras, ele tá inventando”. “Veja na repetição, a expulsão foi clara. É lamentável, mas o zagueiro não fez nada”.

…………………….

Juca Kfouri, ao saber que Tonhão também tinha sido expulso, pergunta: “Mas por quê? Ele não fez nada!” Ao ver o replay sobre a inventada agressão de Tonhão em Ronaldo, Juca afirma: “Não aconteceu nada, o Ronaldo é que tentou cabeceá-lo . Não é possível que o Tonhão tenha sido expulso”.

Luís Alfredo: “Realmente, Tonhão não fez nada. Por esse ângulo dá pra gente ver bem a encenação do Ronaldo”. 

Juca Kfouri juntamente com Arnaldo e Luis Alfredo dizem que Ronaldo armou a expulsão do zagueiro.

E a imagem é clara, Ronaldo, ao ver Tonhão se aproximar, se joga no jogador palmeirense, provocando a trombada que permitiria a ele, Ronaldo, simular uma agressão que não existiu. Os braços de Tonhão estão estendidos ao longo do corpo (O Palmeiras foi prejudicado com a expulsão de um zagueiro que não cometeu falta alguma, muito menos uma agressão).

Quando, finalmente, José Aparecido mostrou o cartão vermelho para Ronaldo (Tonhão, que não fez nada, foi expulso primeiro), o corintiano Juca Kfouri diz: “Você vê aí, o cartão vermelho, infelizmente, mostrado com toda justiça pro goleiro Ronaldo”, “… faltou cabeça pro Ronaldo”.

Arnaldo, ao ver Tonhão saindo de campo, disse: “É lamentável, mas o zagueiro Tonhão foi expulso. Está saindo do campo, do lado oposto, em direção aos seus vestiários. O juiz foi na onda, o Ronaldo foi expulso e, espertamente, cavou a expulsão do Tonhão…”, ao que Juca Kfouri retrucaria: “Aí, Arnaldo, eu nem diria que, espertamente, eu diria que o José Aparecido queria algum motivo pra expulsar alguém do Palmeiras, pra dar uma compensada, porque é de uma profunda injustiça a expulsão do Tonhão, que aliás, originou todo o lance, numa jogada belíssima”.

26 min – Edmundo perde gol feito à frente de Wilson.

28 min – Evair faz 2×0 em jogada de Mazinho.

34 min – Arnaldo elogia José Aparecido por não marcar um recuo de bola a Sérgio. A jogada não foi intencional: “Jogada perfeitamente normal. Não houve a intenção, deliberada, de atrasar a bola pro goleiro. É o que diz a regra. Correto o Aparecido”.

38 min – Gol de Edílson após conclusão de Evair na Trave.

40 min – Comentário de Juca Kfouri:

“Por coisas como essa, eu prefiro os campeonatos por pontos corridos. Esse terceiro gol não valerá nada, o jogo já está decidido e vai para a prorrogação. O Palmeiras tem, agora, nove pontos a mais que o Corinthians e, por todos os méritos, é o legítimo campeão. Terá que decidir o título em uma prorrogação”.

Aos 45 minutos ele diz: “Henrique e Ronaldo erraram, mas não podem ser vistos como vilões”.

Prorrogação – Primeiro Tempo:

02 min – Edílson perde gol incrível embaixo das traves.

04 min – Falta em Evair, não marcada

Juca Kfouri: “O Palmeiras tem que buscar o resultado, tem que tentar fazer o gol, porque é muito superior”.

07 min – Viola tenta jogada individual e perde para a zaga.

07 min – No contra ataque, Edmundo enrola-se com o Zagueiro Ricardo e, na seqüência, recebe o pênalti. Os corintianos reclamam e Ezequiel é expulso.

Luís Alfredo, revendo a imagem, com Ricardo puxando a camisa de Edmundo: “Vejam aí, ele foi puxado”.

O Arnaldo diz que as reclamações são em função da falta de Edmundo em Ricardo (a falta de Edmundo existiu, mas também existiu simultaneamente, a falta de Ricardo em Edmundo, por isso o árbitro deixou seguir, ai veio a penalidade).

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10 min – Evair cobra a penalidade e faz Palmeiras 1 x 0 na prorrogação.

Juca Kfouri diz: “Faz-se justiça, integralmente”.

13 min – Alexandre Rosa, que acabara de entrar em lugar de Evair, toma cartão amarelo por uma falta que não cometeu. Luís Alfredo diz: “Neto, cavou e conseguiu a falta!” Vendo o replay, Juca Kfouri diz: “Ele empurrou com o peito”

Prorrogação – Segundo Tempo:

04 min – Viola toca a bola com a mão e Neto recebe impedido, mesmo assim reclamam da arbitragem. Luís Alfredo é categórico: “Primeiro, o toque com a mão; depois, o Neto impedido”. Todos concordam.

05 min – Viola tenta cavar pênalti. O narrador diz: “Olha o Viola na área… tentou cavar, tentou cavar! Viola… se ele esquece a tentativa (de cavar), se ele cruza, teria o Corinthians uma boa chance”.

08 minutos – Falta em Jean Carlo na entrada da área e, novamente, exagero nas reclamações. Diz Arnaldo: “Falta clara e bem marcada. O time do Corinthians, agora, está procurando criar problema pro juiz, porque vê a coisa perdida. Veja na repetição que a falta foi clara”.

Comentários de Juca Kfouri:

“Eu só espero que o Corinthians saiba perder e não force mais duas expulsões para sair de campo sem que a prorrogação termine.

O Palmeiras é o legítimo campeão, fez por merecer… … e a campanha, quem fez pra ser campeão é a torcida que tá berrando o grito que há tantos anos ela abafa”.

“…se abre aqui uma nova era em que aqueles tempos de Academia podem voltar (e voltaram mesmo).

15 min e 22 seg – José Aparecido encerra a prorrogação e o Palmeiras, com 9 pontos a mais, é o legítimo Campeão Paulista de 1993.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Aa2qPQzlD4U[/youtube]  (o vídeo que havia sido originalmente postado aqui, sumiu. Com a justificativa no Youtube de “conta encerrada por violação de direito autoral”. É assim que algumas coisas são apagadas da história. Mas sempre há uma outra opção…ainda bem)

https://www.youtube.com/watch?v=o2_OTg711iM

Taí… os fatos são incontestáveis e o passado é imutável!

Agora, chega de chororô e de repetirem essa historinha inventada. Ainda que algumas pessoas, das que nada viram de errado nessa partida, ao longo do tempo, tenham se “esquecido” disso, permitindo que uma nova verdade fosse criada (da final do Paulista de 99, ninguém fala nada…) Quem tem olhos pode ver, e quem tem ouvidos pode ouvir.

Se aqueles que perderam, ainda insistem em reclamar de alguém, que reclamem com Deus, por ele ter colocado no mundo craques com o talento de Evair, Edmundo, Zinho, César Sampaio, Roberto Carlos, Antonio Carlos, Mazinho, Sérgio, Edílson… e por eles terem vestido, ao mesmo tempo, a gloriosa camisa esmeraldina.

Eu só tenho a agradecer a ELE!

Pelos olhos e relatos de meu pai eu ‘vi’ Oberdan jogar… e ele se tornou meu ídolo desde então.

No sábado passado, meu ídolo comemorou 94 anos, e eu tive o privilégio e a honra de poder comemorar com ele e de lhe dar um abraço e um beijo.

Na entrada do salão, o verde-e-branco já se fazia presente, e eu encontrei o aniversariante na sua mesa repleta de amigos, como sempre… Altivo, elegante, bem disposto, atencioso, lá estava Oberdan Cattani, a lenda do Palmeiras… O único remanescente do Palestra Italia…

FestaOberdan-Mesa

A minha palestrina cabeça pira diante dessa constatação. Oberdan faz a ponte com um tempo que eu não vivi, com um Palestra que eu não vi jogar. É como se ele tivesse saído de uma máquina do tempo, ou eu tivesse feito uma viagem até aqueles dias.

Pra mim, é mágico poder segurar aquelas mãos imensas, que fizeram defesas tão importantes, que ajudaram o Palmeiras a conquistar títulos, inclusive um mundial, num tempo em que eu ainda não tinha nascido. Quando estou com ele, nunca deixo de me lembrar que esse senhor, de 94 anos, vestia a camisa do meu time e entrava em campo para fazer valer aquele trecho do nosso hino, “defesa que ninguém passa”. E ele fez isso tão bem… Quem o viu em campo diz que ele foi o mais fantástico de todos, e que pegava a bola com uma mão só, num tempo em que os goleiros não usavam luvas, e que as faltas no goleiro eram permitidas… Num tempo em que se jogava por prazer e por amor… Num tempo em que o atacante do grande rival lhe rasgava a coxa com as travas da chuteira, e ele, que continuava jogando mesmo assim, lhe quebrava algumas costelas no lance seguinte…

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Ele se lembra de tudo, e nos coloca diante do Palestra Italia do qual só ouvimos falar, e é como se estivéssemos vendo acontecer a história do Palmeiras que apreendemos dos livros. Ele defendeu o Palestra que morreu líder e o Palmeiras que nasceu campeão, ajudou o Palmeiras a conquistar o primeiro mundial de clubes e resgatar o orgulho de um país inteiro. Viu o Palmeiras ser aclamado pelo mundo por esse feito. A história da vida de Oberdan, de verdade, se confunde com a história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Não dá para contar a história de um sem falar do outro.

Lembro do meu pai me falando dele (ele sempre fala); lembro de como a sua expressão, depois de tanto tempo, ainda parecia maravilhada com as lembranças, com o filme que passava lá em sua cabeça. Oberdan, o ídolo que passou de pai pra filha, que era conhecido como o “goleiro de mãos gigantes”, “muralha verde”, “fortaleza voadora”, e até mesmo “Clark Gable”, devido sua semelhança com o ator americano…

Que foi fazer um teste no Palmeiras, lá no distante ano de 1940, com o exigente técnico Caetano de Domênico, que costumava, durante os testes, jogar a bola com as mãos em direção à meta e, caso o goleiro não a pegasse, perdia a vez para o próximo da fila. Oberdan não só pegou a bola jogada pelo técnico, como o fez com apenas uma das mãos e na maior tranquilidade, para surpresa de Caetano de Domênico. E assim ele foi aprovado para o quadro de aspirantes. E sem salário algum.

O tempo passou e ele completou 94 anos. Com bolo e vela de bola de futebol; com distintivo do Palmeiras e goleiro embaixo da trave, enfeitando a mesa; com champanhe, alegria… com a família e os amigos, com os votos de felicidades de milhões de novos e jovens fãs palestrinos, e com Palmeiras… no coração, no sangue e no hino que tocou depois do “Parabéns a você”.

Auguri, Oberdan Cattani. Tante grazie!

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FestaOberdan-velinhas

Esse texto foi escrito há alguns anos. Resolvi republicá-lo para relembrar aquele 16 de Junho, pra relembrar aquele campeonato conquistado. Comecei aquele dia, chorando de tristeza e ansiedade; tristeza, por não ter ingresso para ir ao Palestra, e  ansiedade, pelo título inédito. Ao final daquele mesmo dia, eu choraria de felicidade… uma felicidade tão grande que nem caberia no peito…

16 de Junho de 1999… que dia foi aquele… Eu nem tinha conseguido dormir à noite. A cabeça pensando, pensando, sem parar. Tentando imaginar qual seria o desfecho da partida que teria início logo mais. Algumas horas apenas nos separavam de um sonho. E ele parecia tão real, naquela manhã. O coração apertado, nem me deixava engolir o café da manhã. Evair, Zinho, Alex, César Sampaio, Arce, Euller, Junior Baiano, Cléber, Junior, Galeano, Paulo Nunes, Sérgio, Roque Junior, Oséas, Marcos… o que será que eles estariam fazendo àquelas horas… Muito provavelmente estariam dormindo. Será que estavam nervosos, ansiosos, assim como nós?  Claro que sim, né? Conquistar a Copa Libertadores seria um feito único, inigualável, inesquecível.

Eu confiava tanto, mas tanto em Felipão, que tinha quase certeza do título. Mas, claro, sempre tem o inesperado, os juízes e suas “falhas”. Ai que meeedo! Eu, que tinha ido em quase todos os jogos do Verdão, estava de fora da final. Mesmo tendo ficado na fila, lá no Palestra, desde muito antes da bilheteria abrir, não consegui comprar ingresso. Eles acabaram sem que a fila tivesse andado 20 metros. Disseram que Mustafá tinha “sumido” com uma boa parte, para distribuir como cortesia. E muitos dos torcedores, reais, que vivem e respiram Palmeiras vinte e quatro horas por dia, iam assistir na TV. As horas passavam e o momento tão esperado ia chegando. Quem disse que eu almocei? Trabalhar foi um suplício. Durante a tarde, a cada vez que imaginava o apito final, eu já não conseguia segurar as lágrimas… “Meus Deus, por favor, permita que eu tenha essa alegria…” – era a única coisa que eu conseguia rezar.

Se você me perguntar o que eu me lembro do jogo, direi que quase nada, mesmo me lembrando de tudo. Era como se eu estivesse no meio de uma nuvem. Não conseguia ficar à frente da TV. Andava de um lado pro outro, tentando me acalmar, e rezando. O Palmeiras em cima, e a bola ia na trave, ou raspando…Parece mentira mas, quando a aflição já não cabia mais no peito, quando já era o segundo tempo, eu peguei uma imagem de Sto Expedito, num papel, e corri pro quarto rezar a oração que estava escrita no verso. No exato momento em que acabei a oração eu escutei: “Pênalti para o Palmeiraaaas!”. Deus do céu! Quase caí dura! Evair ia cobrar, eu não parava de tremer. Ele foi prá bola e guardou!!!!! GOOOOOOOOOOOOOOOOL! Obrigada, Santo Expedito! Obrigada, Evair!

Jogo de Libertadores é sempre difícil, catimbado e os piores para acalmar o coração do torcedor. Só que Junior Baiano fez pênalti e o Deportivo empatou. Nós tínhamos perdido a primeira por 1 x 0 e agora tínhamos que ganhar, ou ganhar. Lá pelos 30′, Euller lançou Junior na esquerda, que cruzou na área e encontrou Oséas que enfiou pras redes. Ubaldo Aquino, maledeto, ainda expulsou Evair, no finzinho. Eu que nem bebo, tomava vinho para acalmar… O juiz apitou e a decisão seria nos temíveis pênaltis. Eu simplesmente não era capaz de assistir. Não sabia se fechava ou abria os olhos.

Zinho, tão querido, perdeu o primeiro; Dudamel fez pros inimigos; Junior Baiano guardou; Deportivo fez mais um; Roque Junior marcou e dele e  vibrou tanto que chamou a torcida pros pênaltis , também. Era só coração e raça naquele momento. Os inimigos marcaram mais um… eu quase morria do coração… Rogério cobrou e guardou; o jogador colombiano meteu na trave. O Palestra explodiu de alegria!!! Tava tudo igual. “Nos ajuda, meu Santo Expedito”… Euller foi prá ultima cobrança e a fez com uma categoria de campeão… Naquele momento ninguém mais estava em sua casa, na rua; estávamos todos no Palestra, uma energia só, milhões de corações e olhos grudados no campo; milhões de preces ao céus; milhões de vozes que pediam: “Fora, fora, fora…”

Marcos e Zapata, frente a frente… o mesmo Zapata que havia marcado, de penalti, no segundo tempo… O que será que pensavam agora, esses dois jogadores? A Nação, de respiração suspensa, de olhos grudados na bola, em Marcos, o coração esperando… Os jogadores palmeirenses, de joelhos, e eu também. Os suplentes e a comissão abraçados, rezando… O colombiano chutou… e ela, a bola, numa reverência ao melhor goleiro do mundo que se encontrava à sua frente, foi pra… FORA!!!!!!

O pranto, que era contido, se fez  livre no rosto do palestrino, os jogadores choravam, todos gritando, alucinados, ninguém sabia para onde corria, ou a quem abraçava… Até os anjos e santos, tão lembrados e cantados durante a partida, vieram espiar que alegria era aquela no Palestra. Deus, por certo, estaria sorrindo naquele momento. O Palestra era verde e branco, a América era verde e branca, e reverenciava a fantástica conquista da Sociedade Esportiva Palmeiras.

MUITO OBRIGADA, GUERREIROS DO VERDÃO! OBRIGADA, FELIPÃO! VOCÊS FORAM GENIAIS! SEUS NOMES ESTÃO ESCRITOS EM NOSSOS  CORAÇÕES… PRA SEMPRE!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=jDv4brBX4-w[/youtube]

Mendieta-apresentação

O meia William Mendieta, que atuou pelo Libertad-PAR na Copa Libertadores deste ano, acertou os últimos detalhes de sua transferência para o Palmeiras nesta terça-feira (11) e é o novo reforço do Verdão para esta temporada. Após ser aprovado nos exames médicos, o jogador assinou um contrato de quatro anos com o time palmeirense, sendo que o clube paulista adquiriu 100% de seus direitos econômicos. O Palmeiras apresentará oficialmente o jogador na tarde desta quarta-feira (12).

Aos 24 anos, Mendieta chega ao Alviverde com o objetivo de ajudar ainda mais a equipe palestrina a alcançar os seus objetivos em 2013. “Primeiramente, o mais importante é voltar à primeira divisão (do Campeonato Brasileiro), a mentalidade é essa. Depois, temos de defender o título de campeão da Copa do Brasil”, afirmou.

Muito animado com o desfecho da negociação, o meia declarou que o acerto com o Verdão será uma etapa essencial em sua carreira. “Para mim, é um passo grande e importante. No Paraguai, se fala muito do Palmeiras por causa do ‘Chiqui’ Arce. É um time grande que todo mundo conhece, até pelo título da Copa Libertadores (conquistada em 1999)”, disse.

O novo reforço aproveitou para se apresentar aos torcedores do Palmeiras. “Venho para cá e já estou pensando em jogar. Gosto de criar situações de gols e marco também. Mas a minha principal característica é a criação, espero que eu possa dar certo aqui no Palmeiras”, falou. “Quero me adaptar o mais rapidamente possível, entrar bem no time e conquistar a torcida”, almejou o atleta.

Ficha Técnica: William Mendieta

Nome completo: William Gabriel Mendieta
Nascimento: 09/01/89
Natural de: Assunção (Paraguai)
Altura: 1,74m
Clubes: Libertad-PAR (2009), Rubio Ñu-PAR (2010), Libertad-PAR (2011), Sol de América-PAR (2012) e Libertad-PAR (2012/2013)
Títulos: Campeonato Paraguaio de 2010 (Clausura) e de 2012 (Clausura)

Agência Palmeiras

1- Precisamos melhorar o time
2- O juiz roubou o Palmeiras 
3 – A afirmação nº 1 não legitima a nº 2

Passamos dias tentando entender… No último sábado, o Palmeiras não mereceu vencer o jogo em Recife, mas também não mereceu perder. De novo, e pela enésima vez, uma arbitragem fez um resultado desfavorável ao Palmeiras. Já não bastam os nossos problemas e temos que superar até as arbitragens? Até quando isso?

Chovia na Ilha do Retiro quando o jogo começou. Até os 10 minutos, tivemos o Sport perdendo uma chance diante de Bruno; logo em seguida, foi a vez de Caio desperdiçar uma oportunidade – não pode, né Caio? Depois disso, começou a chover forte, o campo se encheu de água, e o futebol, fosse ele bom ou não, acabou! Não foi mais possível para as duas equipes, praticar o “esporte bretão”. Com a péssima drenagem do gramado, não tivemos mais futebol algum – a drenagem lá deve ser feita com rodo e pano-de-chão. E era só cruzamento pra cá, cruzamento pra lá… A bola parava nas imensas poças d’água e era impossível dar sequência à qualquer jogada. Não era um campo com algumas poças d’água. Era uma imensa poça d’água com alguns pedacinhos, muito pequenos, de campo. Difícil… O jogo deveria ter sido interrompido.

Mas se o campo encharcado pode ser o responsável pelo futebol que não vimos em campo, ele não pode ser a causa de uma péssima arbitragem.

Se para os jogadores já era muito difícil tentar correr, dominar a bola, passar… se era quase impossível receber um passe “de jeito”, imagine sofrendo uma falta escandalosa e não marcada pela arbitragem. Não havia nada que atrapalhasse a visão do árbitro, Wagner Reway, e a de seus auxiliares, mas nenhum deles viu essa falta em Leandro:

Leandro-atingido

Nenhum deles viu que, graças à poça d’água que reteve a bola, Leandro ia receber o tal passe “de jeito”, ia ultrapassar o goleiro e, muito provavelmente, abriria o placar. Nenhum deles viu que Magrão saiu da área para pegar o atacante do Palmeiras, para pará-lo de qualquer jeito, cometendo uma falta passível de expulsão…

Leandro-atingido1

A confirmação da violência da jogada veio mais tarde, quando Leandro publicou a foto do rasgo que o goleiro do Sport fez na canela dele. Se dependesse das informações da imprensa esportiva, não ficaríamos sabendo disso.

Leandro-rasgo-canela

E Wagner Reway disse que não viu a jogada. É tão cômodo prejudicar um time com essa desculpinha padrão, né? Mas, assim como nos aconteceu por diversas vezes no Brasileirão 2012, faltava a “apitada” final…

No segundo tempo, com uma defesa de Bruno e outra de Magrão, o jogo (jogo?) se arrastou pelo charco até os 47 minutos. Naquele pântano, nem o Barcelona conseguiria jogar bola, imagine o nosso time, e, portanto, não tínhamos como avaliar e, muito menos, criticar/cobrar a performance do Palmeiras. Dessa vez, não. O empate, naquelas circunstâncias, estava de bom tamanho.

Mas Wagner Reway, o árbitro, decidiu transformar um tiro de meta para o Palmeiras em escanteio para o Sport. As imagens mostraram claramente que não foi escanteio. Até o Cleber Machado viu!! Na cobrança, Bruno espalmou, e na sobra, Nunes ajeitou a bola com a mão, chutou para o gol e Wagner Reway validou. O Cleber Machado disse que foi no peito…

Os jogadores do Palmeiras reclamaram muito, e o juiz expulsou Márcio Araújo. Veja só, o time do Márcio Araújo é garfado, e ele acaba sendo expulso por não ter concordado em perder no apito.

Enquanto isso, lá no jogo do Flamengo, o gol rubronegro era validado pelo assistente; no do Palmeiras, os assistentes deveriam ser alguns calangos cegos.

E, para  surpresa dos que não assistem a Band por causa do Neto, como é o meu caso, ele foi o único que falou o que os demais omitiram. As imagens da câmera da Band, atrás do gol, também não deixaram nenhuma dúvida.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=I7TOS01W7O8[/youtube]

Foi mais uma derrota fabricada pelo apito. Passou a ser normal prejudicar o Palmeiras. Infrações graves passam sem ser percebidas, ou pior, passam a ser propositalmente não percebidas,  omitidas e esquecidas. O caso do Leandro foi uma dessas jogadas. O goleiro quebra nosso jogador, em jogada para cartão vermelho, e o lance não ganha destaque algum. Na Globo, Cleber Machado diz que o Leandro acabou levando a pior. LEVOU A PIOR DE QUEM, CLEBER? DA CHUVA? DA BOLA? DA GRAMA? OU DAS TRAVAS DA CHUTEIRA DO MAGRÃO?

Um gol escandalosamente irregular e parece que a imprensa esportiva não viu. Nas manchetes do dia seguinte Nunes era o “carrasco”. Carrasco que faz gol ilegal? Tentar induzir o árbitro ao erro não era imoralidade no ano passado? Não foi isso que falaram de Barcos, que fez um gol de mão naquele jogo contra o Inter, enquanto sofria uma penalidade, não marcada pelo árbitro? O que mudou agora?

O que mudou é que não teve a partida paralisada por quase dez minutos; não teve um Baluta, nem um quarto árbitro, contrariando determinação da Fifa, consultando uma repórter de campo e as suas imagens da TV para que o gol fosse anulado; não teve essa mesma repórter sendo impedida de confirmar isso no tribunal depois… Não teve a indignação da imprensinha;  não teve ofensas para o Nunes, por ter feito uma jogada desonesta; não teve o presidente do Sindicato dos Árbitros querendo processar o Sport…

Dois-pesos-e-duas-medidas…  Ao contrário do que diz a pequena parcela de torcedores “politicamente babacas” (ou politicamente ressentidos), árbitro nenhum tem o direito de fabricar um resultado porque o time “X”,”Y” ou “Z” não jogou bem. NADA LEGITIMA UM RESULTADO FABRICADO PELO ÁRBITRO! E torcedor algum pode concordar com isso, a não ser que seja torcedor do time adversário.

Não fica difícil sermos levados a imaginar que, assim como foi denunciado pelo ex-árbitro Gutemberg (e todo mundo faz de conta que esqueceu), a mesma Comissão de Arbitragem, que segundo ele, telefonava e “sugeria” aos árbitros serem favoráveis ao time do Corinthians, faça o inverso com as arbitragens que atuam em jogos do Palmeiras, “sugerindo” que ele seja prejudicado, ou que sejam favorecidos os seus rivais.  Com tantos “erros” prejudicando o Verdão,  e com a omissão total da imprensa sobre esses “erros”, o torcedor palmeirense, “lunático”, acaba supondo/imaginando/suspeitando que tem mais coisa nesse angu.

E ele fica desconfiado até mesmo com o jogo de hoje, diante do América-RN, em Natal. Será que a arbitragem vai prejudicar o Palmeiras outra vez?

Ainda bem que haverá uma parada de quase um mês para a realização da Copa das Confederações… Ainda bem que o Palmeiras voltará mais forte para a sequência do campeonato… Ainda bem que ele voltará com Prass, Valdivia, Vilson, Patrick, Leo Gago, Ananias, Mendieta… e a Que Canta e Vibra, rumo à série A!!

Boa sorte Verdão, e até breve! Vamos morrer de saudade de você!

EU PLANTEI PALMEIRAS NO CORAÇÃO!

Hoje tem Palmeiras x Avaí… Jogo que deveria ser favas contadas para o Palmeiras, mas, depois do que vimos no jogo passado…

O jogo passado… Tinha me decidido a não escrever sobre  Palmeiras x América-MG. Foi tão pouco o que vimos em campo, que seria até um desperdício de tempo e palavras. Mas, talvez, seja por isso mesmo, que eu tenha mudado de ideia… para desperdiçar as palavras que ficaram entaladas na minha garganta, as que quis usar e não pude…. e para falar sobre algo que me causou uma profunda impressão.

Quando chegamos em Itu, tinha carro que não acabava mais. Por mais próxima que a cidade seja de Sampa, não é tão simples para o torcedor se deslocar para acompanhar o Palmeiras lá. Você vai me dizer, mas é por culpa da sua própria torcida que o Palmeiras está tendo que mandar quatro jogos em Itu. Eu sei, mas isso não muda o fato de que não é fácil o torcedor ir até lá. E sei também que punição rigorosa é só para  o Palmeiras. Uma outra torcida jogou sinalizadores no campo, e o time dela pegou só uma partida de suspensão. E é a mesma torcida que, não faz muito tempo, matou um torcedor usando um…  sinalizador! Legal, né? Só que não… Não concordo com as besteiras que as torcidas fazem, mas ter um critério de julgamento para cada time, não dá. De uma “lisura” admirável esse pessoal do tribunal, não é mesmo?

Do jogo passado, nada de bom a comentar. Um dia lindo, um sol maravilhoso, mas, no campo… só as trevas do mau futebol praticado pelos dois times. Tomamos um gol besta, numa falha da zaga e do goleiro; erramos passes pra caramba; fizemos jogadas equivocadas inúmeras vezes; Kleina teve uma amnésia e pensou que ainda era técnico da Ponte (jogo sim, jogo não, ele tem esses surtos); Tiago Real não conseguia chamar para si a condução do jogo; Juninho fez uma partida muito ruim, Márcio Araújo também; Leandro, nosso melhor atacante, anda sendo desperdiçado pelo técnico, que insiste em dar umas “felipadas” de vez em quando, escalando e substituindo mal, utilizando jogadores fazendo outra função (até dou um descontinho pra ele, por causa do DM sempre cheio de gente, que é algo que a diretoria tem que investigar e resolver); teve o Maikon Leite que não se decide a sair da mesmice, teve o time todo abaixo do que se esperava dele… e teve o Caio, que perdeu três (eu disse três) gols feitos. Três chances… chances pelas quais, às vezes, um atacante passa 90 minutos esperando. Chances, que não podem ser desperdiçadas quando surgem. Chances, que nos teriam dado a vitória. Mas Caio teve  aproveitamento de 0% nessas oportunidades. Assim não dá, mesmo! Os jogadores até que se esforçaram, não concordo com os que falam que faltou empenho. Mas só empenho não basta. E, ora faltava talento, ora faltava neurônio ativo, faltava uma jogada diferente…

E a torcida perdia o rumo, perdia a vontade de cantar, perdia até a vontade de brigar… Eu não esperava ver um Palmeiras maravilhoso na série B,  mas é o fim da picada vê-lo ser derrotado pelo lanterna da segundona. Por mais problemas que nosso time possa ter, os outros times são piores. Não há desculpas para essa derrota.

Nossos jogadores precisam se conscientizar que o Palmeiras está na série B, mas não é time de série B. Basta que eles comparem os seus salários com os dos jogadores dos outros times; basta que comparem a qualidade do material esportivo que têm à disposição, comparem a estrutura que o Palmeiras lhes oferece com a dos seus atuais adversários… basta que tenham consciência da quantidade de torcedores palmeirenses espalhada pelo mundo… basta que pensem grande, como é grande a camisa que vestem. Basta que se recordem do quanto sonharam estar num clube como o Palmeiras. Pois agora, que façam valer o sonho que realizaram, e nos ajudem a realizarmos os nossos.

Um time do Palmeiras, seja ele qual for, tem sempre que entrar em campo (você também, viu Kleina?) ciente da sua superioridade. Respeitar o adversário é necessário, é próprio de quem é grande, mas “agredi-lo” em campo é fundamental, ousar é fundamental, e também é próprio de um time grande, e não esperar/permitir que eles venham nos “agredir”. Fizemos tanto isso nos dois anos passados que, agora, qualquer timeco, qualquer jogadorzinho, se acha no direito de nos desrespeitar, para ganhar seus quinze minutos de fama nos noticiários esportivos, antes de voltarem para o lodo do ostracismo onde encerrarão a carreira.

Por tudo isso, foi muito dolorosa aquela derrota…

Na saída, eu ainda comentei com um amigo, que aquela “procissão” me lembrava as saídas no Palestra… Mas foi então que algo, ao qual não estou acostumada, me chamou a atenção. Eu ‘ouvi’ o impressionante silêncio que fazia a torcida… Ele era tão grande, que seria impossível não ‘ouvi-lo’… Era tão assustador que parecia nos comprimir, nos guiar para os portões de saída. Estraçalhou meu coração perceber que todos nós sentíamos medo… Mesmo sem admitirmos, o medo passava em nossos corações. E o palmeirense, caminhando em sua via-crucis, se mantinha calado, ou então conversava bem baixinho, cabisbaixo, olhos sem vida, com sorrisos de plástico, sem graça… Quanto mais essa gente vai ter que sofrer?

Sei que o Palmeiras se encontra arrasado, após sucessivas e péssimas administrações. Entendo perfeitamente a postura da diretoria, que, em muitos aspectos, age certinho na tentativa de tapar os buracos e salvar o Palmeiras do colapso total.  Sempre soube que a Libertadores e o Paulistão, que jogamos neste ano, tinham que ter sido planejados em 2012 e não a partir de Janeiro de 2013. Sei que Tirone deixou “bombas-relógio” prontas para explodirem no colo de quem o sucedesse. Deu aumento, retroativo, para o artilheiro do time – que já não queria ficar de jeito nenhum para jogar a série B – e não pagou os seus salários; comprou Wesley – que seria o seu “cabo eleitoral” na tentativa reeleição – por uma fortuna, e não pagou; recebeu em adiantamento 75% das receitas de 2013, deixando o seu sucessor sem ter de onde tirar dinheiro a curto prazo; fez um empréstimo vultuoso às vésperas de deixar o clube; dispensou 22 jogadores do elenco e trouxe dois… e, o mais importante, entregou ao seu sucessor um time rebaixado, de elenco reduzidíssimo, com dívidas; um time que ele permitiu que fosse desrespeitado, que fosse prejudicado pelas arbitragens, de todas as maneiras que elas foram capazes de fazê-lo… um clube humilhado, de “carteira vazia” e prontinho para um vexame inimaginável em 2013. E há os que ainda digam que eles não foram tão ruins assim.

E é por isso que, embora eu não goste nada do que acontece agora, eu procure entender algumas coisas. Paulo Nobre vai consertando as coisas; vai fechando as “rachaduras” por onde escoavam milhões de reais pertencentes ao futebol. Mas… e sempre tem um mas… penso ele que vai ter que se desviar um bocadinho do seu planejamento.

E é com você que eu falo agora, Paulo Nobre. Sabe presidente, sei que você tá “cortando um riscado” como dizem por aí, sei que você tem trabalhado, incansavelmente, quase 3/4 das horas do seu dia, para acertar as coisas no Palmeiras; sei que você chegou ao poder com um planejamento meticulosamente preparado; sei que você encontrou as coisas bem piores do que as informações que lhe foram passadas lhe permitiram saber; sei que você é um homem de bem, um palestrino apaixonado e um dirigente dedicado; sei que você sabe que é preciso que algumas “medicações” sejam doloridas para nos curarmos de algumas coisas, e  sei que você vai ministrá-las… Sei de tudo isso e tamoxunto!

Mas eu sei também que não vai ser suficiente montarmos um time com perfil de série B,  para ganharmos o campeonato e voltarmos à primeira divisão – ainda que a gente saiba que na série B a pegada é outra. E depois? O que acontecerá no ano do nosso centenário? Vamos montar um outro time? Veja bem, se montarmos um time de série B, estaremos nivelados com os demais da Série B, e quem nos garante que, nivelados aos demais, a gente consiga mesmo subir? Perder do América-MG tem que nos servir de alerta.

Temos que montar um time de Série A, presidente! Para ser consequência faturarmos o campeonato da B. Para entrarmos de cabeça erguida em 2014! 2014 será o ano mais importante que viveremos como palestrinos. Nenhum de nós estará aqui no bicentenário… Já pensou nisso? Somos privilegiados por estarmos aqui nesse momento. 2014, tem que ser uma das mais belas páginas da nossa história, e seremos nós que vamos escrevê-la. E é você, presidente, quem nos dará o papel e as tintas…

Não quero mais sentir medo, presidente. Quero só o meu Palmeiras de volta e confio em você para fazer isso.

Que Deus o conduza e o ilumine.

REAGE, PALMEIRAS! VOCÊ É GIGANTE!