“You always smile but in your eyes your sorrow shows, yes it shows…”

Eu não consegui chorar depois que o jogo acabou, chocada com a situação que vivemos agora, sem poder acreditar onde foi que nos colocaram outra vez, minhas lágrimas pareciam ter sumido. Um rasgo no coração já tão cansado de apanhar, coração, que estava morrendo de tristeza por causa do que fizeram ao Palmeiras. Acordei setecentas vezes durante à noite, pedindo a Deus para que meu cérebro “dormisse” um pouquinho e eu não fosse capaz de pensar, de entender, de lembrar…

Ao conversar com um amigo pela manhã, reencontrei as minhas tão amargas lágrimas desaparecidas… a dor no peito era/é imensa.

Estava na cara que o que não começou certo, ia terminar errado…

A montagem do time/preparação/planejamento – dê o nome que quiser – para o Brasileirão foi descuidada, desastrosa. Tínhamos montado um time bom para jogar a segundona, e passamos por ela sem sustos; depois, montamos um time legalzinho para o Paulistão e, por pouco, não chegamos à final. E aí, viria o Brasileiro… o campeonato mais importante do país.

Não sei se foi porque tinha sido fácil a montagem (sem dinheiro) do time de 2013,  se foi porque o time se saiu relativamente bem no paulista, mas o fato é que devem ter achado que seria fácil para o campeonato que tem a participação dos melhores clubes do país.

Precisávamos apenas de algumas peças para dar um “up” no time do Paulistão. Estávamos todos contentes esperando a melhoria no time, que não seria tão difícil assim. Mas vimos acontecer o contrário. Pra começar, perdemos um zagueiro titular, depois, perdemos o atacante – o melhor que havia no elenco -, e para o vizinho do lado. Eu sei que foi ele que se ofereceu ao clube vizinho, mas sei também que a nossa diretoria deu um vacilo tamanho gigante na condução da negociação com o jogador, que ainda tinha vínculo contratual com o Palmeiras. Um grande erro.

Pra piorar, nossos dirigentes, numa total falta de visão, venderam Valdivia, o nosso melhor jogador, o cérebro do time – eu sei que nenhum jogador é inegociável, mas como é que se vende o melhor jogador do time, sem que um substituto à altura tenha sido contratado? E aí a coisa desandou… sem ninguém com capacidade de substituí-lo na criação das jogadas, e com o nosso goleiro titular machucado, vimos a verdadeira cara do nosso futebol. De nada adiantou termos contratado Gareca, que era bom técnico, mas, devido às carências e ausências do elenco, não conseguia fazer o time vencer. E, com uma derrota atrás da outra, Gareca foi demitido, e Dorival Junior foi contratado (nunca achei nada em Dorival, mas já que veio, fazer o quê?).

Por sorte, Alá era palmeirense, a negociação do Mago não deu certo e ele voltou. Se não tivesse voltado, não estaríamos ainda fazendo contas, porque, certamente, nossas chances de fazer contas já teriam acabado faz tempo.

E o Palmeiras voltou a vencer algumas partidas, esboçou reação, voltou a jogar de igual pra igual com times que estavam bem na tabela, saiu da zona incômoda e ganhou uma gordurinha (e é capaz que essa gordurinha, que “tá no talo”, mais uma derrota do Vitória, acabem nos salvando). Mas isso foi até Dorival, que estava indo bem, começar a fazer bobagens… e o Palmeiras voltar a jogar nada e perder… quatro partidas seguidas… já são 19 derrotas no campeonato. Como assim, diretoria? Jogadores custo zero, que rendem zero, que utilidade têm? E um técnico mais barato, que não tem recursos e capacidade para, pelo menos tentar fazer algo diferente na hora que a água bate na bunda, serve pra quê?

O time travou, e só Dorival não viu… só ele não viu que alguns jogadores nada acrescentavam ao time, só ele não viu que deixava gente mais qualificada no banco, e continuou, tenebrosamente, a repetir escalações e substituições derrotadas – se dá tudo errado numa partida, como imaginar que as mesmas peças, nas mesmas posições, e as mesmas substituições, farão dar tudo certo na partida seguinte?

E o que vimos nas últimas quatro partidas foi um filme de horror. O Palmeiras sendo batido, colocado a nocaute, sem briga, sem luta, sem raça… e a gente olhando, querendo ajudar, mas sem poder fazer nada, sem poder acreditar.

Eu sempre achei que jogador que se sai bem numa partida ganha chance na próxima, e o que não se sai bem, perde o lugar. Acho que me enganei. Dorival prefere manter Mouche, Cristaldo, Allione e Washington, por exemplo, no banco, e insistir em Diogo, Juninho, Marcelo Oliveira, Felipe Menezes, Mazinho, Wesley (que nem foi tão mal assim no jogo passado)… Baseado em quê ele dá preferência a esses jogadores, até na hora da substituição, e deixa no banco os que deveriam ser titulares? E, na ausência do Mago, porque ele nunca tenta os outros meias que temos no elenco?

Depois de tanto sofrermos e gastarmos dinheiro à toa tentando encontrar laterais, “achamos” João Pedro e Victor Luís nas categorias de Base. E o que aconteceu? Victor Luís, tomando conta da lateral-esquerda, virou volante, para o fraco Juninho continuar jogando e o Washington, que é volante, ficar no banco. Não dá para entender e nem aceitar.

O time é ruim? É!! Mas, mesmo assim, daria para arrumar ele melhor, né Dorival?

Que desgraça! Como se não bastasse a vergonha e frustração da derrota na estreia do Allianz, por pura burrice do nosso técnico, que privilegiou jogadores que não andam rendendo nada, que mantém o time sem padrão de jogo, por falta de pensar dos nossos dirigentes (estreia da arena numa fase dessa?), nós ainda fomos queimar mais um cartucho diante do Coritiba, mais uma oportunidade de pontuarmos e ficarmos mais tranquilos na tabela.

E o pior, nem Sport e nem Coritiba jogaram muita bola, nós é que deixamos a desejar e não jogamos absolutamente nada! Entregamos os jogos sem luta, sem brio, sem sangue nos olhos, sem sangue nas veias. O Prass tem razão, “A gente toma o gol e depois se desorganiza. A gente está sem poder de reação. O time adversário não se sente agredido e fica com confiança para fazer o gol”. É bem assim, quando os adversários percebem que não levamos perigo algum, eles tratam de ir buscar o resultado. E o Dorival é o único que não percebe isso. E, pelo visto, não tem ninguém que o faça enxergar.

Ficamos ansiosos para ver um time modificado em Curitiba, mas, quando vimos a escalação… já ficamos “espertos”. E não deu outra, sem agredir o adversário, sem levar perigo algum, com Valdivia machucado, tentando jogar no sacrifício, com um monte de bobagens feitas por Dorival (desde quando Diogo é substituto para o Mago? Desde quando Cristaldo, Mouche e Allione são banco?) acabamos sendo derrotados e mergulhados num pesadelo.

E o que fazemos agora com esse “inverno” que se apoderou  do nosso coração? Quem é que vai colocar de volta o chão que havia debaixo dos nossos pés? Quem vai tirar essa angústia do nosso peito?

De quem vamos esperar as providências que farão com que o elenco e a comissão técnica reajam e saiam desse torpor? Para quem podemos pedir que não seja mais escalado o mesmo time que foi derrotado em 4 partidas seguidas? Quem é que vai enfiar na cabeça oca de Dorival que ele tem que mudar o que não está funcionando, que ele tem que ousar, inovar, meter três zagueiros no time, cazzo? Que Mouche e Cristaldo jogam mais que Diogo? Que Victor Luís é lateral? Que o Wesley não acerta um passe? Que Allione não pode entrar em campo só depois que a vaca foi pro brejo? Quem é que vai preservar Valdivia – caso ele não tenha 100% de condições para jogar contra o Inter – para o jogo decisivo no Allianz (jogo decisivo… Deus do céu!)? Quem é que vai gritar para esse elenco que ainda não acabou, e que temos chances sim, p$#@rra? Que se a torcida não desiste nunca, eles estão proibidos de desistir também? Que eles são homens e não meninos, e que não podem se acovardar e sair de campo sem ter lutado, sem ter suado até à última gota, sem ter honrado a camisa que vestem?

Quem é que vai vir nos dizer alguma coisa?

Não tenho as respostas para essas perguntas… mas espero que esse “alguém” seja você, presidente Paulo Nobre. E que você se importe e  se mexa enquanto há tempo, que você faça o time acreditar e cobre mudanças do técnico,  que você faça tudo o que estiver ao seu alcance (mala branca, mala verde…), e até o que não estiver, para salvar o Palmeiras.

Não merecemos esse sofrimento, e o Palmeiras não merece essa vergonha.

Mas, deixo claro, com sofrimento ou sem ele, com vergonha ou sem, não importa como, não vou desistir do Palmeiras! De jeito nenhum!

REAGE VERDÃO, E VAI BUSCAR ESSES PONTOS QUE FALTAM, A VANTAGEM É PEQUENA, MAS AINDA É NOSSA!

Nesta semana, a Fifa enviou um documento ao Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, oficializando o reconhecimento – que ela ensaiava desde 2007 – da Copa Rio 51, conquistada pela Sociedade Esportiva Palmeiras, como o primeiro Campeonato Mundial de Clubes.

E quem não sabia que essa conquista era um Mundial de Clubes, não é mesmo? Acho que só a Fifa e a, agora desmemoriada, imprensa esportiva. Eu disse numa outra postagem: “A maioria da nossa torcida já nasceu sabendo que era campeã do mundo, e nós, palestrinos, nunca precisamos do reconhecimento de ninguém para nos sabermos campeões mundiais – muito menos de quem reconhece título de clube que “entrou na faculdade sem ter concluído o segundo grau”. Afinal, essa maravilhosa conquista do Palmeiras – comemorada por mais de um milhão de pessoas nas ruas -, faz parte da história do clube e da história do futebol brasileiro e mundial. Ficou escrita, pra sempre, em letras verde-esmeralda.”

E é verdade isso, nunca precisamos que reconhecessem a conquista do Palmeiras para que ela fosse legítima, mas, “A César o que é de César”, não é mesmo? Era apenas uma questão de se fazer justiça, de se agir com correção.

E, com 63 anos de atraso, Dona Fifa descobriu o que o mundo inteiro já sabia desde 1951…

 O PRIMEIRO CAMPEÃO MUNDIAL DE CLUBES É O… PALMEIRAS!! CLARO!

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https://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2014/08/10/io-sono-il-primo-campione-mondiale-e-voi/#comments

https://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2013/07/22/o-que-o-tempo-guardou-nada-pode-apagar/#comments 

PARABÉNS, PALMEIRAS! É um orgulho imenso ter o sangue palestrino correndo nas veias, é um privilégio fazer parte da família do primeiro campeão mundial de clubes, que resgatou o orgulho de uma nação e a dignidade do futebol brasileiro, que foi o protagonista de um feito tão espetacular, que, mesmo depois de 63 anos, ainda se fala sobre ele. O mundo jamais esquecerá essa conquista.  

TANTI AUGURI, SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, CAMPEÃ MUNDIAL DE 1951!

 

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“Luz acesa, me espera no portão
 Pra você ver
 Que eu tô voltando pra casa…” 

Chegou o dia!! O bom filho a casa torna!

Depois de quatro anos que nos despedimos do Palestra, depois de quatro anos sem nos ajeitarmos naquele Pacaembu estranho – sim, nunca conseguimos nos sentir adequados ali -, eis que vamos, finalmente, voltar pra casa.

Para as pessoas normais, e nós não somos normais, somos palmeirenses, pode parecer algo comum, mas, como diria Joelmir (ele estará lá hoje também, tenho certeza), só quem é palmeirense sabe o que significa…

Eu já estive no Allianz Parque algumas vezes, mas sei que não será a mesma coisa. Estar lá, com o Palmeiras em campo, em seu primeiro jogo na casa nova, vai ser pra matar de emoção. Foi difícil até pra dormir essa noite… O coração querendo estar lá de todo jeito, o coração batendo loucamente, ansioso por se ver em casa e em paz… As ‘crianças’ ansiosas pelo ‘presente de Natal’, acordando várias vezes durante à noite – acordei inúmeras vezes…

Nossa alma está em festa… Mas a festa, o presente, não é só nosso… o Brasil ganha a mais bonita e moderna arena do mundo, Sampa ganha o melhor espaço para shows do país,  e 20 milhões de palmeirenses – vinte milhões sim! Só as outras torcidas aumentam? – ganham a sua casa de volta. E sem um centavo do dinheiro público, diga-se de passagem!

E nós, os privilegiados que vão ao Allianz Parque hoje, temos um compromisso. O compromisso de fazermos jus ao que estamos recebendo, ao que representamos… nosso clube é o mais vencedor do país,  “moramos” na mais bela casa do mundo… portanto, temos o compromisso de continuarmos a ser a melhor torcida do mundo. Temos o compromisso de representarmos dignamente todos os que nos acompanham…

Não estaremos sozinhos lá hoje… Não seremos trinta e nove mil pessoas apenas… Não! Seremos milhões, estaremos milhões, respiraremos milhões, cantaremos e torceremos milhões… Estarão conosco no Allianz Parque todos os outros palestrinos que se encontram espalhados pelo Brasil e pelo mundo, estarão no Allianz a palestrinidade e a energia dos nossos antepassados, dos amigos que já se foram, dos que esperaram até o dia de hoje para se despedir…

O Palestra Italia ressurge, de roupa nova e nome “artístico”. O nosso Palestra, nosso Allianz Parque, nosso Palmeiras, nossa Família de Sangue Esmeralda.

A nossa casa está de volta!  A Turiaçu está de volta, e o Bar Alviverde, e a cerveja antes do jogo, e os palmeirenses espalhados pelas ruas do entorno, e a torcida cantando antes de entrar, e os amigos se encontrando outra vez… Está de volta o pedaço de chão que é tão nosso, e que sabe tudo de nós.

Vamos comemorar, parmerada! Vamos colorir o Allianz de alegria e amor ao Palmeiras!

Vamos enfeitá-lo com os nossos sorrisos, com as nossas vozes e nossas músicas, os nossos aplausos, as nossas caras pintadas, nossas bandeiras e camisas, nossas máscaras de porco, nossos cabelos verdes… as nossas lágrimas de alegria e orgulho. Vamos batizar o Allianz Parque com as nossas melhores energias!

Parabéns, Palmeiras! Hoje é “O” dia! Hoje é “A” festa! Esperamos quatro longos anos por ela! Nosso mundo amanheceu mais verde e branco do que nunca!

DeVoltaPraCasa

BEM-AVENTURADO SEJA O ALLIANZ PARQUE! E BEM-AVENTURADOS SEJAM TODOS AQUELES QUE ESTÃO VOLTANDO PRA CASA!

QUE NA SUA CASA, O PALMEIRAS E A SUA GENTE ESCREVAM MAIS 100 ANOS DE GLÓRIAS PALESTRINAS!

O PALMEIRAS VAI JOGAR NO ALLIANZ PARQUE, NÓS VAMOS!!

É isso mesmo, amigo palestrino, está chegando a hora…

Vamos voltar pra casa. Que emoção! Nosso Palestra, tão amado, cresceu, trocou de roupa, ganhou um “nome artístico”  e, agora, é Allianz Parque. E ele está lindo, um espetáculo! Uma casa digna do seu dono, à altura do gigante Palmeiras.

E, claro, como não podia deixar de ser, a ‘parmerada’ está em polvorosa… todo mundo ansioso, querendo comprar ingressos, que começarão a ser vendidos amanhã, sexta-feira, inicialmente para sócios torcedores, os chamados “avantis”.

E como é um jogo de estreia e todo mundo quer ir, todo mundo quer conhecer a casa nova, para que os torcedores que mais costumam ir aos jogos não fossem prejudicados na corrida por ingressos, o Palmeiras, de acordo com um rating, classificou os sócios-torcedores em diferentes categorias para a pré-venda, garantindo uma prioridade ainda maior para os associados adquirirem seus ingressos para os próximos jogos em casa. A pré-venda será feita da seguinte forma:

A partir das 10h desta sexta-feira (14), será liberada a 1ª pré-venda. Poderão comprar ingressos os sócios-torcedores 5 estrelas (com rating de 81% a 100%), Sócios dos planos Diamante e Esmeralda, e os sócios do Clube Social do Palmeiras que também são associados ao Avanti, independentemente do plano.

Também na sexta-feira (14), mas a partir das 22h, será iniciada a 2ª fase da pré-venda, quando estarão liberados para adquirir seus ingressos os sócios-torcedores 4 estrelas (com rating de 61% a 80%) e associados do plano Platina.

No sábado (15), a partir das 10h, começará a 3ª pré-venda para os associados 3 estrelas (com 41% a 60% de rating) e sócios do plano Ouro. A 4ª fase da pré-venda será iniciada no mesmo dia (15), a partir das 22h, com a inclusão dos sócios 2 estrelas (com rating de 21% a 40%).

A 5ª fase da pré-venda começará no domingo (16), a partir das 10h. Poderão comprar ingressos quem for 1 estrela (com 1% a 20% de rating). Por fim, a 6ª e última fase será concluída também no próprio domingo (16), a partir das 22h, para os demais sócios-torcedores. 

Durante todas estas fases da pré-venda, só será permitida a compra de um ingresso por sócio (que deverá estar em dia com o programa). Após este período, se houver disponibilidade, será permitida a compra de mais dois, sem descontos.

Agora que você já sabe como e quando poderá comprar,  falta apenas saber o preço dos ingressos e escolher o setor no qual irá assistir à partida. 

Cadeira Gol Norte (Verde) – R$ 80,00 [R$40,00 meia-entrada]
Setor mais barato do estádio e onde ficarão as torcidas organizadas. É localizado onde costumava ficar o gol da “ferradura” no  Palestra.

Cadeira Superior (Laranja/Verde)– R$ 150,00 [R$75,00 meia-entrada] São localizadas no anel superior do Allianz Parque

Cadeira Gol Sul (Branco) –  R$ 250,00 [R$125,00 meia-entrada]
Setor localizado onde costuma ficar o gol das piscinas no Palestra.

Cadeira Central Oeste (Vermelho) – R$ 500,00 [R$250,00 meia-entrada]
Área nobre do Allianz, localizada onde ficava o Setor Visa no Palestra. 

Cadeira Central Leste (Azul) – R$ 500,00 [R$250,00 meia-entrada]
Mais uma área nobre do Allianz, onde costumavam ficar as numeradas do Palestra.

Cadeira Visitante (Amarelo) – R$ 250,00 [R$125,00 meia-entrada]

 

Localização das cadeiras inferiores:

MapaAllianz1

Localização das cadeiras superiores:

MapaAllianz2

Localização  dos portões de entrada:

MapaAllianz3

Boooooora lá, parmerada! Nossa casa está de volta!

O PALMEIRAS VAI JOGAR, NÓS VAMOS!

 

 

 

Depois de ter vetado a primeira partida do Palmeiras no Allianz Parque, o que fez com que a estreia da nossa arena fosse adiada para 19 de Novembro, quando o Palmeiras enfrentará o Sport, a nossa “querida” PM – a mesma PM que liberou o Esmolão, ainda EM OBRAS -, tirou 4 mil lugares do Allianz Parque. Lugares dos torcedores palestrinos.

Eu explico… Embora o Allianz Parque tenha conseguido um alvará para 43 mil lugares, depois da última vistoria em nossa arena, ele perdeu quatro mil desses lugares. Sim, 4 mil cadeiras serão inutilizadas, e a  lotação máxima do Allianz passará de 43 mil para 39 mil pessoas, por causa de uma determinação da Polícia Militar (só para o Palmeiras é essa encheção de saco. Cada hora inventam alguma coisa. Faça as contas de 4 mil lugares a menos em cada partida, e calcule o prejuízo e transtorno que isso trará). 

De acordo com a WTorre, construtora do estádio, a decisão tem a ver com a preocupação da PM com a segurança da torcida visitante. Na avaliação feita para liberar a arena para a inauguração, os órgãos de segurança pública chegaram à conclusão de que deveria haver um maior distanciamento entre os assentos e determinaram que fossem colocadas barreiras físicas, além de determinarem a inutilização de quatro mil assentos nas proximidades dessas barreiras.

A WTorre já providenciou grades para o local, o que provavelmente fará com apareçam alguns “pontos cegos” na arena. No entanto, o Allianz Parque foi projetado para não ter separação física, como determina o Caderno de Especificações da Fifa, e também para que a visibilidade seja total de qualquer de um dos seus 43 mil assentos. Portanto, não há pontos cegos em nossa arena, ou melhor, não havia, até a PM interferir e determinar a colocação das barreiras físicas.

Aí, eu fico pensando… de que adianta fazer um estádio padrão Fifa, sem dinheiro público, diga-se de passagem,  se a PM exige que as normas da Fifa não sejam respeitadas, que a arena “padrão Fifa” seja apenas padrão tupiniquim? E porque não temos uma justiça que funcione, de verdade, com os briguentos, com os violentos dos estádios,  que não representam nem 15% da capacidade total de público, todos os outros torcedores acabarão sendo punidos? 

Pega-se uma arena como o Allianz Parque, considerada a mais bonita e moderna do mundo, e faz-se com que ela funcione como se fosse o Brinco de Ouro? Não faz sentido algum, não há bom-senso algum nisso.

Até quando vamos ser tão atrasados no Brasil? Até quando as medidas todas serão tomadas em função desse atraso de mentalidade, desse atraso de educação? Até quando a violência entre torcidas será apenas evitada ao invés de ser efetivamente combatida?

E cá entre nós, quando é que as exigências serão igualmente rigorosas para todos os clubes?

Na semana passada, o Palmeiras não conseguiu permissão para inaugurar o Allianz Parque (lindo o nome dele, né imprensinha? ALLIANZ PARQUE!! Decora aí, para parar de falar “arena do Palmeiras”, tá?), agora, não pode dispor de todos os lugares – quatro mil cadeiras é muita coisa pra se perder, né?

E foram os mesmos órgãos de segurança pública que permitiram que um estádio fosse inaugurado assim, em obras,  sem ter todas as arquibancadas…

imagem-arenas1

Mas proibiram o Allianz Parque de ser inaugurado assim:

imagem-arenas3a

Vai entender os “critérios” dessa gente, não é mesmo?

E se fosse só isso… Na verdade, uma tonelada de exigências têm sido feitas ao Palmeiras desde que ele apresentou o projeto de reforma do Palestra. Pra se iniciar a construção do Allianz foi um parto, à fórceps, enquanto que o “istádio dos 4 Tobogãs”,  por exemplo, pôde começar a ser construído mesmo sem ter um projeto. E, enquanto os órgãos de segurança pública e as autoridades faziam vistas grossas para um estádio construído em área de dutos da Petrobras, para o Palmeiras,  até um laudo sobre os efeitos das buzinas, na região do entorno da arena, era necessário para que as obras tivessem continuidade.

Não dá para entender essa má vontade/implicância com um e a tão boa vontade com outro…

E aí, fica a pergunta:

A PM, que tirou 4 mil lugares do Allianz Parque, para o “perigosíssimo” jogo de estreia do Palmeiras diante do Sport, é a mesma PM que aceitou essa divisão de torcidas mandrake, feita “nas coxas”, e sem segurança alguma,  para o confronto de maior rivalidade do país, o  primeiro dérbi do Itaquerão?

divisão-torcida-Itaquerão1

Que coisa, não?

O Allianz Parque, a arena mais moderna e bonita do planeta, é padrão Fifa, mas o “dois-pesos-e-duas-medidas” utilizados pela PM é padrão “Desafio ao Galo”, né?

E pensar que, em 2012, houve até um projeto que objetivava fortalecer o futebol nacional e fazer do Brasileirão 2015, o melhor campeonato do mundo…

https://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2012/05/29/por-um-futebol-melhor-um-projeto-de-responsa/

E pensar que, naquela ocasião, se falava em “um momento importantíssimo na construção de um futuro do nosso futebol”…

Parece que não vai dar, né?

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=F50s7vaPsGs&[/youtube]

Procuram-se jornalistas esportivos que tenham visto o pênalti cometido por Lucas Fonseca em Valdivia, programas esportivos que o tenham mostrado e discutido, portais que tenham publicado essas imagens, narradores e comentaristas que sobre ela tenham falado, promotores da Justiça desportiva que, baseados nas imagens dessa agressão, tenham denunciado o jogador infrator…

São procurados também os replays – em todos os ângulos possíveis -, dessa penalidade no Mago, as análises sobre a agressão sofrida por ele, as imagens dessa penalidade nos vídeos de melhores momentos do jogo… Procuram-se os óculos dos elementos, totalmente míopes (cegos?), que arbitraram a partida entre Palmeiras e Bahia, e que não viram o jogador do Palmeiras ser agredido dentro da área, e com a bola em jogo…

Procuram-se o tal “jornalismo à serviço da informação” e a honestidade da imprensa esportiva…

VOCÊ OS VIU POR AÍ??

Mazinho-gol

“Toda vez que vires a imprensa encarniçada contra qualquer pessoa poderosa fica sabendo que há por trás disso algum desconto recusado, algum favor que não quiseram prestar.”  – HONORÉ DE BALZAC

Depois de ter sido bastante prejudicado pela arbitragem no jogo  contra o Corinthians, quando  o árbitro deixou impune, e a imprensa ignorou,  a tática “1-9-3-4” (1 cotovelada, 9 pontapés, 3 soladas e 4 chutes por trás) de Mano Menezes, o Palmeiras foi à Bahia em busca de 3 pontos.

Na Terra de Todos os Santos, a barulhenta e festiva torcida do Palmeiras, que anda rezando para todos os santos, dividiu o estádio da Fonte Nova. Coisa linda! E, brindados com duas embaixadinhas do Mago, nossos irmãos baianos já vibraram no primeiro minuto de jogo.

torcida-Bahia

No Z4, e jogando em casa, o Bahia era o time mais pressionado a sair pro jogo, e o técnico Gilson Kleina – nosso velho conhecido -, colocou o seu time pra cima do Palmeiras. Até levamos um susto numa bola que desviou, bateu na trave de Prass e, boazinha, voltou às mãos dele – “Valei-nos, São Marcos”! Mas o nosso velho conhecido não conhecia Nathan (Kieza deve ter sonhado com ele a noite inteira), Tobio, Victor Luís, João Pedro… Não passava nada ali.

No início, o time do Palmeiras parecia sem calma… não conseguia fazer as jogadas, tinha erros de posicionamento na defesa, errava passes e dava espaço para o Bahia. El Capitán Valdivia conversava com os companheiros, orientava o time.

Os ataques do Bahia começaram a esbarrar nos defensores do Verdão e na má finalização dos seus atacantes. E, quando tentavam de longe, Prass estava atento. E ele também conversava com os laterais, com os zagueiros, orientava. Antes mesmo dos 15 minutos, o Palmeiras já começava a encorpar… O Mago, inspirado, como sempre, corria, marcava e se movimentava cada vez mais perigosamente, tentando as jogadas com Mazinho, Mouche e Wesley, que errava muitos passes…

O árbitro, Leandro Pedro Vuaden, mais tolerante com as faltas, deixava o jogo correr. Menos mal quando o critério é o mesmo para os dois times, mas algumas coisas não podiam ser ignoradas. Uma pegada bem feia de Roniery em Victor Luís ficara sem cartão; Mouche deu um chapéu em Rodrigo Silva, foi parado na falta, e o árbitro esqueceu o cartão de novo.

Por duas vezes,  o juiz deixou de marcar falta a favor do Palmeiras quando ele estava no ataque. Lucas Fonseca era o mais favorecido com a omissão do apito, e ficava cada vez mais abusado para cometer faltas, xingar e provocar jogadores, além de fazer muitas faltas em Mouche.

Depois de um ataque do Palmeiras, o Bahia já fugia com a bola, quando Valdivia desarmou o jogador, tocou para Wesley, que serviu Mouche, que arriscou o chute pro gol… e a bola passou raspando. Quase! Ah, esse Valdivia que “não é guerreiro” e só “entra em campo”, como é que vai desarmar assim, feito zagueiro, como é que fica orientando o time, criando jogadas, né Mauro Cezar?

Velozes, Mazinho e Mouche passavam a ser mais acionados por Valdivia, e o Palmeiras ia se aproximando da meta de Marcelo Lomba…

Aos 35′, Mazinho cobrou escanteio, o zagueiro tirou, e a bola ficou com Wesley, que abriu para Mazinho na esquerda; ele avançou, driblou o adversário e tocou para Valdivia… e o Mago fez aquilo que faz sempre, e com a naturalidade de sempre, devolveu um passe genial e redondinho lá dentro da área e disse: Faz, Mazinho (até N.Sr. do Bonfim ficou encantado com o passe). Mazinho agradeceu, chutou cruzado e, de primeira, marcou um golaço. Dá-lhe, Mazinho! iluminado por Nosso Senhor do Bonfim, e fazendo jus à confiança de Dorival!

Metade da Fonte Nova explodiu no gol do Palmeiras. Em casa, eu quase morri de alegria.  Um passe genial do Mago, um gol lindo de Mazinho e o meu Palmeiras, guerreiro, vencendo, que maravilha!

O Bahia sentiu… ao Palmeiras caberia aproveitar, ou administrar o finalzinho de primeiro tempo e também as botinadas, que eram cada vez mais acintosas – Valdivia, o alvo peferido. Tudo bem que o juiz deixasse o jogo correr, mas, uma falta como a da imagem abaixo, tinha que ter sido punida com cartão. O juiz não deu, e beneficiou o infrator (a TV não mostrou esse lance de perto, claro).

Bahia-falta-em-ValdiviaPorTrás   Essa outra, também não mereceu cartão, segundo o árbitro: Bahia-Falta-em-Valdivia

Na segunda etapa,  imaginamos que o Bahia, ferido com o gol, e na zona desesperadora da tabela, fosse dar trabalho. Mas Dorival acertou o time e o que estava errado na defesa, e, assim, o Bahia viu irem por terra as suas aspirações na partida.

Eu queria mesmo é que o Palmeiras marcasse o segundo, senão, lá vinha o juiz dar cinco minutos de acréscimo, ou levar o jogo até empatar. Esse jogo valia uns “769” pontos e não podíamos perder nenhum deles.

Mas, à medida em que as esperanças do Bahia diminuíam, as botinadas de seus jogadores aumentavam, e os profissionais da transmissão pareciam não ver nada muito errado nisso.

Ataque do Palmeiras, o Mago recebe a bola na entrada da área. As opções de colocar um companheiro na cara do gol se abrem diante dele… O narrador diz “Valdivia com a bola, puxou pro pé direito, vai buscar o espaço”

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E então…

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Lucas Fonseca entrou de sola no Mago! Valdivia, PHD em ser caçado em todas as partidascom a conivência das arbitragens e a omissão da imprensa – pulou pra se proteger.

E tão logo ele caiu, o brucutu do Lucas Fonseca foi pra cima dele, gritar e tirar satisfações.

Bahia-Carrinho-de-frente2

Wesley não gostou, claro, e empurrou o jogador, tirando-o de lá (isso, o auxiliar de linha de fundo viu; todo o resto, não). Repare, Wesley coloca a mão no peito do adversário, mas o adversário leva a mão ao rosto, simulando ter sido atingido (sabia que essa simulação é passível de pena, STJD??)

Bahia-Carrinho-de-frente-Wesley

E o árbitro deu cartão amarelo para Wesley (só pra ele??) e posse de bola para o… Bahia! Como assim? A falta no Mago, falta que parou o ataque do Palmeiras, ficou por isso mesmo? E o Lucas Fonseca saiu de boa? Quando não é o Vuaden, é o Flavio; quando não é o Flavio, é o Guilherme; quando não é o Guilherme, é o Luís Flávio… não salva um, ninguém merece!

E ainda tem a imprensa… Na transmissão, Milton Leite, ignorando completamente a falta existente, diria: “Valdivia efetivamente se joga”, depois, disse que Lucas Fonseca “teria entendido que Valdivia tinha simulado para tentar ganhar uma falta“, que “ele foi gritar com Valdivia lá no chão” e que “O Lucas talvez merecesse um cartão” (talvez???????).

Eu não sei pra que servem alguns narradores e comentaristas se eles não conseguem ver as coisas mais óbvias de uma partida. Ou será que eles veem, mas, dependendo do jogador e do time, eles fazem de conta que não viram? Se o Valdivia não pulasse no lance, certamente estaria no DM agora, lesionado, mas, o fato dele ter pulado, não muda a entrada que o Lucas Fonseca deu nele, né narrador? Né comentarista? A ação primeira foi o Lucas Fonseca entrando de sola no Valdivia.

O jogo seguiu. O Verdão, guerreiro, jogava certinho e ia tentando chegar no gol baiano. Nossas crianças, valentes, jogavam como veteranos (Nathan, João Pedro, Victor Luís, seus lindos, onde vocês estavam esse tempo todo?). A torcida do Palmeiras era de arrepiar!!

Aos 29′, numa disputa de bola, Nathan caiu com o jogador do Bahia e, quando estava no chão, ao se virar, a bola bateu em seu braço. Ao perceber a bola, o jogador palmeirense se apressou em tirar o braço. Ficou claro que não teve a intenção alguma. Porém, no SporTV, o comentarista (volta pro mar, oferenda!) foi taxativo: Pênalti!

A vontade de acharem um pênalti contra o Palmeiras era tanta (a imprensinha faria um estardalhaço com isso depois) que nem se deram ao trabalho de ver o lance com atenção. Antes de tocar o braço de Nathan, a bola foi escorada pelo braço do jogador do Bahia.

Bahia-MãoNaBola

O Palmeiras foi conduzindo a partida, gastando o tempo, mas não deixava de tentar…  e quase fez o segundo. Jogada de Valdivia e deixada linda de Allione para João Pedro, o chute saiu de primeira e tirou tinta…

A torcida baiana, enlouquecida com o Palmeiras ali, tão pertinho dela, não parava de cantar; em campo, Valdivia não parava de apanhar – Mouche também.  Lucas Fonseca batia, sem medo de ser feliz. Pegou o Mago, sem bola, e o juiz nem falta marcou. Fosse do Palmeiras, já teria ido tomar banho faz tempo. Na TV  diziam: “Diz ele (Valdivia) que foi atingido”, numa clara insinuação de que Valdivia poderia estar fingindo – que imprensa é essa?

Milton Leite insistia que o “pênalti” do Nathan (que não foi pênalti coisa nenhuma) tinha prejudicado o Bahia… Mas na falta de Guilherme em Mouche, ele apenas disse, rindo, “mas que beleza, que delicadeza do Guilherme”.

Aos 44′, um lance capital e revelador de como atuam as arbitragens e como age a imprensinha esportiva.  João Pedro, em cobrança de lateral, lançou a bola quase na área, Valdivia correu, mas não conseguiu dominar, a bola ficou com o goleiro, que já acionou seu jogador; o Mago correu atrás do jogador e da bola, mas, Lucas Fonseca (ele, outra vez) estava no caminho do Mago, e o parou com uma porrada, DENTRO DA ÁREA. Ele deu no meio de Valdivia mesmo. Nem juiz, nem bandeira, nem árbitro de linha de fundo, nem narrador, nem comentarista… viram o lance. Só a “lunática” torcida palmeirense.

No SporTV, Milton Leite diria: “Lucas Fonseca e Valdivia se estranham lá de novo na grande área” (se estranham? Então, você viu, Milton Leite? E por que não falou sobre a penalidade ocorrida? Ao narrador não caberia informar o que realmente aconteceu no lance?). A “oferenda” dos comentários, que foi tão categórica no lance do Nathan, não emitiu um som sequer sobre essa falta… silêncio total na transmissão do SporTV, mudança de assunto, nada de mostrarem trocentas vezes o replay, e por todos os ângulos (como fizeram com o lance de Nathan), nada de analisarem o lance… e o pênalti escandaloso no Mago ficou por isso mesmo, como se  nunca tivesse existido.

O que teria acontecido se fosse o contrário? Se fosse Valdivia a atingir um adversário assim? O que diria a imprensinha? Quantas vezes veríamos as imagens  nos programas de TV? Mas porque é o Valdivia, e porque é o Palmeiras, tudo bem? Que imprensa é essa?

Veja o vídeo no link abaixo, e as imagens. Valdivia e o jogador que está com a bola estão em movimento; Lucas Fonseca fica parado à espera do Mago, e, então, quando percebe que ele vem correndo, dá dois passos em sua direção, para atingi-lo. Penalidade indiscutível e muito visível. E POR QUÊ A IMPRENSA CONTINUA FAZENDO DE CONTA QUE NÃO VIU ESSE LANCE? QUE ELE NÃO EXISTIU? ISSO É DESONESTO!

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Com 4 minutos de acréscimo, o jogo acabou, e o Palmeiras, cheio de axé, venceu a partida e conquistou os “769” pontos que estavam em jogo. Festa em Salvador, festa nos corações palestrinos espalhados pelo mundo, e com as bençãos de Nosso Senhor do Bonfim. Nossos dias vão se tornando cada vez mais iluminados… Falta pouco, Verdão!

Queria encerrar aqui, mas não foi possível…

Logo após o jogo, e nos dias que se seguiram, no SporTV, na Globo, e na maior parte dos programas esportivos, ninguém falou sobre o pênalti em Valdivia. As imagens do lance continuaram “desaparecidas”, e não estão nem nos vídeos de melhores momentos. Os profissionais de imprensa continuam fazendo de conta que não sabem que houve essa penalidade em Valdivia, que ele não foi agredido (o STJD também faz que não sabe), continuam escondendo que o Palmeiras foi prejudicado… continuam manipulando a informação e induzindo as pessoas  a verem só o que eles querem que elas vejam… e nós continuamos aqui, reclamando dessa postura nada honesta deles e do tratamento diferenciado – pra pior – que dão ao Palmeiras.

Vamos ficar vigilantes e de olhos bem abertos, parmerada! O Allianz Parque está praticamente pronto, nossas finanças estão em ordem, 2015 vem aí, e vamos escrever uma história diferente, se Deus quiser. E por isso mesmo, seremos ainda mais perseguidos.

Todo cuidado é pouco!

A cada nova pesquisa, sumiam milhões de torcedores do Reino de Palestra Italia… a cada nova pesquisa, era dito que as crianças não queriam mais fazer parte do reino…

Ninguém sabia o que acontecia… Ninguém sabia se a Bruxa Má os tinha envenenado, se os mandara para a Floresta Sem Saída, ou se ela tinha colocado algum feitiço nas pesquisas…

Mas o fato é que eles desapareciam a cada dia… e não havia mais crianças entre eles…

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ademir-da-guia-allianz-parque-fernando-dantas-gp“Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.” (Carl G. Jung)

Alguma vez passou pela sua cabeça que o Divino Ademir da Guia teria uma despedida oficial em 2014, aos 72 anos? E que esse jogo seria no Allianz Parque, a nova casa do Palmeiras? Alguma vez você imaginou que veria Ademir marcando um gol, ao vivo?

Eu sabia que me emocionaria no evento, mas não pensei que fosse tanto, e nem que fosse antes mesmo dele começar…

Seria o último evento-teste, desta vez com 10 mil pessoas, antes que o Allianz Parque receba a sua primeira partida oficial, que, muito provavelmente, acontecerá no dia 08/11 contra o Atlético-MG.

Nos arredores do Allianz Parque, transitavam palmeirenses pra lá e pra cá. Todo mundo com uma satisfação enorme estampada no rosto… Eu entraria pelo portão D, mas precisava ir até o portão A, na Turiaçu, para encontrar um amigo.

Ao dobrar a esquina da Turiaçu, a minha enorme satisfação estampada no rosto aumentou um bocado. Por quatro longos anos, e uma quantidade imensa de saudade, a Turiaçu tinha deixado de ser o ponto de encontro habitual dos palestrinos. Por quatro longos anos, estivemos longe da nossa casa. Meu coração, doidinho pra “conversar” sobre isso, e eu tentando ignorá-lo para tratar das coisas práticas do dia.

E então, cheguei até a entrada do Allianz, até onde costumava ser a entrada do Palestra… e não teve jeito, dando de cara com a casa – gigante – do gigante Palmeiras, tive que prestar atenção ao meu coração… na marra.

Que emoção eu senti quando vi dezenas de palmeirenses na frente dos portões do Allianz, quando vi os portões do Allianz. Então, “acordei”, caiu a minha ficha de que o tempo passou e chegara o momento com que nós tanto sonháramos… a volta pra casa!

O que eu sentia era muito mais forte do que eu; por mais que tentasse pensar em outra coisa, prestar atenção em outra coisa, meu coração reinava absoluto. E eu me lembrava de quando me despedi do Palestra, da última vez que cruzei seus portões… da saudade que já sentira naquele dia… E ali, de frente para o Allianz Parque, não conseguia, de jeito nenhum, conter a emoção e as lágrimas.

Até a habitual fila para entrar estava ali (tinha inúmeros cambistas também. Como eles conseguiram ter esses ingressos?).

Já entrei no Allianz algumas vezes, mas era diferente agora, ia ter Palmeiras em campo, torcida cantando… uma festa para o Rei Verde… e uma boa parte da realeza palestrina estaria reunida ali. Além do Divino, estariam em campo Dudu, Leivinha, Eurico, Rosemiro, Edu Bala, Evair, Cleber, César Sampaio, Jorginho Putinatti – eu adorava ele -, Galeano, Toninho Cecílio, Tonhão, Pires, Ney, Cafu, Amaral, Edmilson, Zé Mário, Denilson, Sérgio, Adãozinho, Pio, Odair, Celso Gomes, Toninho, Velloso, Demétrius Ferreira, Gilmar… e São Marcos (senti falta do Animal).

Dois Palmeiras entrariam em campo, o time verde e o time branco. O time verde começou com Sérgio, Rosemiro, Tonhão, Cleber e Cafu (que joga um bolão ainda); Pires, Claudecir, César Sampaio e Célio; Reinaldo Xavier e Nei. No banco:  O time branco era formado por Marcos, Eurico, Arouca, Toninho e Chiquinho; Edmílson, Adãozinho, Edu Bala e Ademir da Guia, o Divino; Denilson e Evair. Leivinha e Dudu seriam os técnicos. Tá bom pra você?

O Allianz Parque está 97% pronto, faltam detalhes. Digamos que ele já “tomou banho, se perfumou, se vestiu, e falta só a maquiagem para a festa”. O nosso velho Palestra – o lugar é o mesmo – ficou irreconhecível. Baba, baby!

AllianzParque

De fazer a gente perder o fôlego, né? O local onde fiquei era na curvinha do que seria o “gol das piscinas” (lembra?), e a visão era essa:

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Um mestre de cerimônias deu início ao evento e chamou a galera para a festa. Chamou também Walter Torre, o responsável pela obra que fez do Palestra a maravilha chamada Allianz Parque. O presidente Paulo Nobre foi chamado e apresentou Sir Ademir da Guia… De arrepiar!! O Divino, o Rei Verde, aparecia no campo e no telão do Allianz Parque… e os seus súditos não sabiam se aplaudiam, cantavam, choravam de emoção, ou se faziam tudo ao mesmo tempo. Salve, Ademir da Guia, o Divino! O Allianz Parque estava devidamente batizado pela emoção!

Até um lindo bem-te-vi apareceu e pousou na grade para espiar a festa do Rei Verde… deve ter vindo nos trazer boa sorte.

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E aqueles homens, que ajudaram a fazer o Palmeiras do tamanhão que ele é hoje, entraram em campo trazidos por Evair e Cafu… E nos deliciávamos com os jogadores que pisavam o sagrado tapete verde palestrino e iam aparecendo nos imensos telões. Até os palmeirenses Flávio Saretta e Hugo Hoyama, do tênis e tênis-de-mesa iriam entrar em campo também. A torcida delirava com as apresentações… Evair!! São Marcos! A emoção tomava conta de todos.

Então, Marcos Kleine veio nos brindar com a sua maravilhosa e tão familiar versão do hino palestrino. Em pleno gramado do Allianz, na despedida do Divino, diante dos times em formação, o som da sua guitarra nos emocionava ainda mais. Só quem é parmera sabe… só entendedores entenderão…

Depois, foi Simoninha quem veio, para cantar o Hino Nacional.

E o jogo começou… Ademir toca para Evair… a gente pode com uma coisa dessa?

Era magia pura ver Marcos, Evair, Eurico… e Divino, jogando num time, e Sérgio, Rosemiro, Clebão, Sampaio, Pires, Cafu… e Nei no outro… Quantos momentos palestrinos se misturavam ali, quantas conquistas, quantos jogos, dribles e gols para lembrarmos. A história do Palmeiras em 3D…

A bola, por “herança genética”, parecia reconhecer o dono da festa… ele, magro, elegante, classudo, divino, ainda faz o que quer com ela. Ficávamos maravilhados de vê-lo jogando. Teve um momento em que a bola, lançada em sua direção, simplesmente parou nos seus pés, por iniciativa própria, como se ela sentisse a mesma submissão e adoração que as bolas, suas ancestrais, sentiam diante dele… Que privilégio poder estar ali no Allianz. Que privilégio ser Palmeiras, de tantos craques, ser Palmeiras, do Divino…

Não dava para prestar atenção direito no jogo, porque queríamos ver todos os detalhes, todos os jogadores e não só os que disputavam a bola, e queríamos conversar  sobre o “Evair que fez isso”, o “Clebão que fez aquilo”, o “Cafu que poderia jogar o derby”, o “Divino que sabe tudo”, e era um tal de “olha lá o Sampaio”,  “que lançamento do Edu Bala pra Evair”, “olha a matada do Divino”, “é brincadeira o pivô do Evair?”, “que golaço do Jorginho”, “olha a defesa do Marcos! Ele tem lugar no time ainda”… que delícia tudo isso. Nossa alma verde e branca como nunca.

Denilson fez firula na frente de Rosemiro e caiu na área… pênalti!! O Divino bateu bonito, mas ela foi na trave. E a gente na bronca com o Sérgio, achando que ele tinha defendido.

Uns minutinhos depois, pênalti para o time verde. Ademir, o dono da festa, trocou de camisa com Cafu e foi cobrar – ele podia tudo. Divino e São Marcos… até os anjos desceram do céu pra ver isso… Ademir cobrou lindamente e marcou o primeiro gol do Allianz Parque… GOOOOOOL DIVINO!

Reza a lenda que Marcão teria dito: “Ademir, vai ser um prazer tão grande levar um gol seu.” ‘Ademir, vai ser um prazer tão grande levar um gol seu’ ‘ ‘Ademir, 

Cafu, que parece um garoto ainda, desceu pela direita e tocou para Célio fazer o segundo do time Verde. Reinaldo Xavier marcou o terceiro.

E a torcida pedia: “Cafu, vai para o Pacaembu” – onde o time principal do Palmeiras jogaria à tarde.  E ele diria depois, que “tinha esquecido a identidade, e que não tinha nem uma 3 x4.”.

Na segunda etapa (eram dois tempos de 30 minutos), Velloso entrou no lugar de São Marcos, que virou comentarista e narrador da transmissão. O Divino continuava no jogo. Gilmar foi para o gol do time verde no lugar do Sérgio, Tonhão foi pro jogo também. Depois de alguns minutos, Ademir deixaria o campo (jogou 40 minutos)

Galeano fez o primeiro do time branco, 3 x 1. Depois, foi a vez de Jorginho marcar um golaço, o segundo do time branco, 3 x 2. Reinaldo empataria a partida.

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O jogo acabou, os jogadores receberam medalhas, foram muito festejados pela torcida. Foi tudo pefeito! Os craques palestrinos, a Família Esmeralda, o Allianz Parque, gols e boas doses de emoção… tudo na mais perfeita comunhão.

PARABÉNS, DIVINO ADEMIR DA GUIA!! Muito obrigada por tudo e por tanto!

Depois de ter conquistado 9 pontos, nos últimos 4 jogos, depois de ter sido assaltado pelas arbitragens nos últimos 4 jogos (até mesmo nas suas 3 vitórias seguidas), o Palmeiras foi para Minas Gerais enfrentar o Cruzeiro, líder e melhor ataque do campeonato. Cruzeiro, que, jogando em casa, venceu 11 partidas, empatou uma e perdeu duas.

E um monte de gente, inclusive alguns palmeirenses, profetizava uma tragédia para o Verdão. “Caíram todos do burro”.

Dorival fez o que qualquer técnico faz quando o seu time vai jogar fora, ainda mais quando o adversário é o primeiro na tabela, colocou o time para jogar na defesa e explorar os contra-ataques. Sábia decisão, ainda mais porque o Palmeiras ia pro jogo desfalcado de várias peças. Valdivia, o mais desequilibrante e criativo jogador do Verdão, seria a ausência mais sentida.

Dorival escalou o Palmeiras com Fernando Prass, João Pedro, Tobio, Nathan, Juninho, Renato, Victor Luis, Wesley, Mazinho, Bernardo (titular pela primeira vez) e Henrique.

Eu estava achando que, desta feita, a arbitragem (carioca mais uma vez) não seria tão nociva para o Palmeiras, visto que é notório o interesse das “forças ocultas” em aproximar o time do Jardim Leonor do líder do campeonato. Mais tarde, eu veria que estava certa apenas em parte… prejudicar o Palmeiras nunca deixa de ser a prioridade.

O estádio estava praticamente vazio. Com capacidade para 62 mil pessoas, no início do jogo, o placar mostrava que o público era de 12 mil pessoas – o futebol brasileiro, das armações da CBF e STJD, dos “FluminenCes”,  dos caros ingressos, das cartas marcadas, das arbitragens mandrakes, dos promotores torcedores, da interferência nociva da TV, vai perdendo o apelo com o seu público. E ninguém parece se dar conta disso.

Como era de se imaginar, o Cruzeiro quis botar pressão no Palmeiras já no começo da partida. A nossa defesa, no entanto, parecia segura. Eu tinha a impressão que o Palmeiras, quando pensava em ir pra cima também, lembrava que estava jogando fora, e contra o líder do campeonato, então, se mantinha na postura defensiva. Mas ele não estava de todo errado, quem tinha que sair pro jogo era o confiante “bicho-papão” do campeonato.

E o “bicho-papão” do campeonato começou a esbarrar na marcação do Palmeiras e no “bicho-papão” do gol palestrino…  Everton Ribeiro mandou uma bomba de fora da área, e o Prass se esticou todo mandando pra escanteio. Prass, seu lindo!

Tobio desarmou uma, Nathan desarmou duas… Não ia ser tão fácil para o Cruzeiro quanto muita gente apostara que seria…

Aos 20′,  Everton  Ribeiro cruzou na área, Marcelo Moreno não conseguiu dominar e nem chutar, mas tocou de leve a bola e ela bateu na trave, no rebote, Marquinhos tentou fuzilar Prass, que fez uma defesaça; a bola sobrou para Marquinhos de novo, que encheu o pé e mandou pro gol… Prass defendeu e ficou com a bola. M A G N Í F I C O! Prass também faz milagres!!

Sem Valdivia para criar as jogadas, o Palmeiras quase não tinha força ofensiva. Wesley errava uma infinidade de passes, a defesa, no entanto tratava de segurar as investidas do Cruzeiro. Mas o Palmeiras não era só retranca. Levava perigo nas jogadas pela esquerda, nos cruzamentos de Victor Luís; levou perigo no chute de Juninho de fora da área, a bola tinha endereço certo, mas Fábio conseguiu espalmar e impediu o gol do Verdão.

O juiz deixava de marcar algumas faltas para o Palmeiras, de amarelar alguns jogadores. Dorival reclamou da não marcação de uma falta e levou uma bronca do árbitro – ele não pune a falta, mas pune a reclamação. Deve ser legal esse ‘livro novo de regras da Fifa’…

A força inicial do Cruzeiro ia diminuindo à medida que o tempo ia passando. Só que, aos 36′, Egídio desceu pela esquerda e invadiu a área, Nathan dividiu com ele, e a bola subiu, foi interceptada pela mão do cruzeirense e foi para dentro do gol. O juiz, que milagrosamente viu o toque de mão (ultimamente, as arbitragens não veem os lances em que o Verdão é prejudicado), anulou o gol.

mão na bola Cruzeiro

Espantada porque o Palmeiras não tinha sido garfado nesse lance (as arbitragens nesse Brasileirão 2014 têm ignorado todos os toques de mão dos adversários do Palmeiras. Né, Flamengo? Né, FluminenC?) Eu tinha a impressão que as “forças ocultas” queriam um empate no Mineirão…

Assistindo ao jogo eu chegava à conclusão que, quando um time encaixa, dá certo, pode ir em busca do título até mesmo cheio de refugos, como é o caso dos Cruzeiro… “Cristiano Ronaldo Boliviano”, “Marqueeenhos”, “Dagobambi”…

O Palmeiras ainda tentou chegar em duas oportunidades; duas jogadas de Mazinho, uma para Wesley, e outra para Henrique; o Cruzeiro, por sua vez, parava nos erros de Marcelo Moreno ou nos desarmes de Tobio e Nathan.

Com dois minutos de acréscimo, o juiz encerrou o primeiro tempo.

Pra mim, estava de bom tamanho. O Palmeiras, desfalcado, empatando com o líder do campeonato, na casa dele.  Mas bem que eu queria um golzinho nosso…

Veio a segunda etapa e o Cruzeiro já não era tão incisivo – levou perigo ao gol de Prass numa cabeçada de Ricardo Goulart -, já errava mais passes e não parecia mais o mesmo da primeira etapa, que foi parado pelas mãos de Prass.

Wesley, que pouco ou nada produzia, sentiu cansaço e pediu pra sair. Bruninho entrou em seu lugar.

Mazinho, justiça seja feita, sempre tentando criar alguma coisa, cruzou da esquerda. Henrique ajeitou para Bernardo bater de primeira, da entrada da área.  O chute forte do palmeirense, obrigou o goleiro do Cruzeiro a se esticar todo para conseguir espalmar. O Palmeiras – desfalcado, sempre é bom lembrar – ia tentando beliscar…

O juiz ia amarelando os jogadores… João Pedro, Juninho… Egídio…

Então, aos 29′, Egídio fez uma falta em Bruninho no meio de campo, parando o contra-ataque do Palmeiras. Uma falta pra cartão amarelo. Mas, como ele já tinha cartão amarelo, o árbitro Péricles Bassols se achou no direito de aliviar pro Cruzeiro ao não expulsar o jogador. Se a falta é para cartão,  O ÁRBITRO TEM QUE DAR O CARTÃO, e se o jogador já tomou um amarelo, ELE TEM QUE SER EXPULSO, simples assim.

Dorival Junior reclamou o cartão não dado ao jogador do Cruzeiro. E o juiz expulsou… o Dorival! Veja só o nível da picaretagem nas arbitragens do Brasil. Dorival foi expulso, porque reclamou do cara que fez falta e parou o contra-ataque do Palmeiras. E com o cara que fez a falta… nada aconteceu…

Prass faria mais uma defesa importante quando Ricardo Goulart, de frente pra ele, tentou o gol. No rebote, o goleirão palestrino ainda evitou o escanteio e colocou a bola pra lateral. Partidaça do Prass!!

O Palmeiras não fazia cera, não procurava ganhar tempo para segurar o empate… pelo contrário, mudava algumas peças na tentativa de chegar ao gol de Fábio. Felipe Menezes entrou no lugar de Bernardo. Dois minutos depois, aos 37′, Dorival tirou Mazinho e colocou Mouche.

E nem bem eles entraram… Felipe Menezes, num passe lindo, achou Mouche na área. Ele tocou na saída de Fábio, a bola bateu na trave, na linha do gol e, quando estava entrando, Egídio, O CARA QUE O JUIZ TINHA QUE TER EXPULSADO AOS 29′, evitou o gol – essa é uma das maneiras pelas quais as arbitragens interferem no resultado das partidas.

Finalzinho de jogo. Felipe Menezes puxou o contra-ataque pelo meio e lançou Henrique pela esquerda. Ele, com uma categoria imensa, levantou a cabeça, olhou, e viu Mouche que entrava pelo meio, e então tocou, fazendo a bola correr toda a extensão da área até os pés do atacante. Mouche, de primeira, fuzilou Fábio e guardou!! Um golaço!!

O árbitro amarelou Mouche por tirar a camisa na comemoração… expulsão por reclamação, cartão por tirar a camisa… mas o cartão amarelo do Egídio, pela falta que parou um ataque do Palmeiras, ele não quis dar, né? E, se tivesse dado, o Palmeiras estaria agora com 2 x 0 no placar… (mas não pode falar que o juiz prejudicou o Palmeiras, né? Então, não falo)

Eu disse lá no começo que as “forças ocultas” preferiam um empate, lembra? Então… o juiz deu 5 (CINCO!!) minutos de acréscimo, sem que nada justificasse esse tempo exagerado… deu dois minutos no primeiro tempo… o que houve de diferente no segundo? O gol do Palmeiras?

As “forças ocultas, que pareciam preferir um empate, devem ter ficado felizes…

Aos 47:49, aproveitando o tempo extra que o juiz inventou, o Cruzeiro empatou com Dagoberto… Tivesse dado os mesmos dois minutos da primeira etapa, o jogo teria acabado quase um minuto antes… Reza a lenda, que o jogo terminou aos 49:30 – não precisava mais do tempo, né?

acréscimos

É fácil a vida dos palmeirenses? Jogar contra os caras do apito é bicho feio!

Fiquei uns segundinhos, só uns segundinhos mesmo, aborrecida com o empate do Cruzeiro, que tirou o doce da nossa boca, e que poderíamos ter evitado. Mas não dava pra fazer de conta que não foi um bom resultado sairmos de lá com um pontinho…

VALEU, VERDÃO!! Jogando fora, desfalcado, marcando golaço, e precisando ser garfado até contra o líder do campeonato…

E ABRE O OLHO COM O JUIZ DO DERBY!! QUEM AVISA AMIGO É!