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2014 gastou todos os seus dias… o último deles está quase no fim…

E nesse 2014, nós gastamos quase toda a nossa paciência… usamos até o tanque reserva do nosso acreditar, da nossa fé… nossa esperança por pouco não se extinguiu… nossa coragem quase nos abandonou em algumas vezes… gastamos uma tonelada dos nossos sorrisos, do nosso entusiasmo, em situações em que não teríamos motivo algum pra sorrir… usamos todos os nossos lápis de cor, para colorir as nuvens escuras que cismavam em aparecer em nosso céu…

Não foi fácil, mas quando a nossa alegria parecia ter acabado, nós a buscávamos nos armários, nas gavetas, nos bolsos de uma roupa guardada há muito tempo… e, por sorte, sempre encontrávamos lá uma alegriazinha perdida, meio tímida, que nos sorria, nos abraçava, e nos dava coragem para continuar caminhando – quantas vezes fizemos isso nesse 2014… quantas dores nosso sorriso teimoso escondeu, em todas as vezes em que precisamos nos reiventar…

Brigamos, sofremos, sorrimos, ficamos doentes, nos curamos; erramos muitas vezes, aprendemos a acertar em outras tantas; perdemos, ganhamos, conhecemos dores e decepções arrasadoras, e nos sentimos ‘pequenininhos’ por isso, experimentamos a superação e nos tornamos gigantes outra vez…

Vivenciamos ausências tão doídas, nos enchemos de presenças tão queridas… amamos, odiamos… e rimos um bocado, gritamos de alegria, choramos de alívio e de felicidade, xingamos, aplaudimos, dançamos, trabalhamos, cantamos, nos divertimos… vivemos alguns momentos de pura magia (isso me lembra alguém)… envoltos nesse turbilhão, nesse ir e vir de emoções, nesse milagre de todos os dias que se chama vida…

E aqui estamos nós! Agradecendo a 2014 por ter nos ensinado muitas coisas – só não precisava errar tanto na dosagem das alegrias e tristezas, né 2014? – mas aliviados porque ele se vai…

É… 2014 vai embora sim… daqui a pouquinho, só faltam algumas poucas horas. E é com a esperança, recarregadíssima, que vamos começar a viagem chamada 2015, que vamos nos envolver em mais 365 dias desse turbilhão, desse milagre que é viver…

Aos meus amigos parmeras – aos não parmeras também -, eu desejo que 2015 venha embrulhado em papel brilhante e laço de fita verde,  que ele venha a ser um presente pra compensar todas as dificuldades de 2014.

Que as suas doses de alegria e contentamento sejam imensas em 2015, meu amigo! Que as tristezas, as frustrações, sejam muito pequeninas, e sirvam apenas para temperar a sua vida, e não para lhe tirar o sabor e o prazer de viver…

Que a paz de espírito seja tanta, que nenhuma atribulação lhe alcance… que não lhe falte amigos para partilhar seus momentos… que não lhe falte saúde, que não lhe falte confiança e nem esperança…

E se você chorar em 2015, que seja de felicidade… E se você gritar, que seja numa explosão de alegria… que seus olhos nunca deixem de brilhar, e seu coração nunca perca a capacidade de se encantar…

Espero que todos os sonhos que você está sonhando agora – alguns deles também são meus –  virem realidade no Ano Novo.

Muita saúde, paz, sorte, amor e Luz em sua vida… E que não lhe falte entusiasmo nunca!

Obrigada por estar comigo em 2014. Que 2015 seja incrível e mágico… pra todos nós.

A ordem é agarrar na esperança e mergulhar de cabeça nas novas emoções que estão por vir.

FELIZ 2015 PRA VOCÊ!! E FELIZES 365 NOVOS MILAGRES!!

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“Que o Natal existe, que ninguém é triste, e no mundo há sempre amor…”

Natal… Tempo de sentirmos o coração em paz… de promovermos a paz… de valorizarmos as pessoas que fazem parte da nossa jornada, de presentearmos o mundo com os melhores sentimentos que possuímos… tempo de amar, como nos ensinou o espírito mais iluminado que por aqui andou.

Por causa do aniversariante, e da mensagem maravilhosa que ele nos deixou,  nos tornamos todos um pouquinho melhores no Natal… por causa do espírito natalino, que acaba afetando a todos de alguma maneira, nos sentimos mais felizes, ainda que, para alguns de nós, seja só um pouquinho mais felizes…

Natal também é tempo de “Papai Noel” – símbolo da generosidade e do “fazer bem” às pessoas, da caridade sendo praticada por alguns em benefício de quem precisa. Aquela figura lendária – tão real no imaginário infantil -,  do bom velhinho que traz presentes, feitos por ele e por duendes que o ajudam.

E, sempre que o Natal está próximo, quem é que não se lembra de pedir alguma coisa para o bom velhinho? As crianças se apressam a lhe escrever cartinhas com pedidos de presentes; os adultos, por sua vez, se enchem de bons pensamentos, boas energias e também fazem os seus pedidos, ainda que mentalmente, numa simbiose divina que nos faz pedir a Deus e, ao mesmo tempo, imaginá-lo de gorro e roupa vermelha, e longas barbas brancas. E cada qual sabe o que mais lhe faz falta, o que mais necessita…

Tem gente que quer um carro novo, uma casa nova, quer ganhar dinheiro, trocar de emprego, ganhar uma promoção, quer fazer uma viagem para um país distante… tem quem queira um celular caríssimo, roupas bacanas, um vídeo game de última geração…

Tem uns que só precisam de mais saúde; outros, de coragem para enfrentar os problemas e o mundo; uns, precisam de um emprego; outros, de amigos; uns, precisam de presenças; outros, de alegria… uns, necessitam de comida, de um teto, de cuidados; há os que necessitam só de um abraço…

Há poucos dias, quando o Natal se aproximava… uma história, carregada com os sentimentos do Natal,  se desenrolava bem longe daqui…

Dizem que “Papai Noel” não existe… Dizem (uma brincadeira diz) que o Acre não existe… dizem que a torcida do Palmeiras encolhe, não cresce mais, e, por isso, imagina-se que não há mais crianças que o amem…

Dizem que nem todas as “verdades” são verdadeiras…

“Mikael, um garoto de 12 anos, não conheceu a poderosa Academia, não viu os grandes times do Palmeiras em campo, nem viu as maiores conquistas do clube. Vivendo no Acre, nunca viu um jogo sequer do Palmeiras ao vivo.

Ele tinha um tesouro, uma camisa do clube de coração, que havia ganhado, mas que foi rasgada, e ele não pôde ter uma nova…

E então, com a aproximação do Natal, ele escreveu uma cartinha para o “Papai Noel” e a enviou para uma agência dos Correios de sua cidade. Quando a cartinha de Mikael foi selecionada por alguém, o pedido que ele havia feito causou estranheza… Crianças costumam pedir brinquedos, vídeo-games, bicicletas…

O garoto do Acre, no alto de seus doze anos, fazia uma declaração de amor ao Palmeiras em sua carta, dizia que tinha sangue verde correndo nas veias (somos irmãos, Mikael) e queria de presente do Papai Noel uma camisa do seu time de coração.

Foi um pedido tão diferente daqueles que os Correios costumam receber, que ele ganhou a publicidade de uma TV e a sua cartinha chegou até aqui em Sampa…

Um amigo, do Acre, me mandou a matéria, publicada no site da Globo. Pensei em  enviar o pedido ao Palmeiras – imaginei que se ele ganhasse do clube de coração a sua tão sonhada camisa, ele se sentiria duplamente feliz – outros palmeirenses planejavam comprar a camisa e enviá-la. Mas nem deu tempo…

“Papai Noel” (a providência divina?) estava atento e colocou seus ajudantes pra trabalhar…

E o garoto, que, segundo a mãe, escreveu a cartinha com o coração, e acreditava sim que seu pedido seria atendido – acreditar é essencial -, nem de longe imaginou o que aconteceria…

O Palmeiras resolveu atendê-lo, e enviou na semana passada (17) uma camisa para ele usar no Natal. Mas não ficou só nisso. Mikael, que ficou famoso depois disso, acompanhado do pai e da mãe, virá conhecer o Allianz Parque, na partida do Verdão contra a Ponte Preta, no dia 4 de fevereiro de 2015; a viagem é mais um presente do Palmeiras.

Além da viagem, o garoto será presenteado com kits e camisas do Verdão e também com um plano de sócio-torcedor do programa Avanti, na categoria bronze.

Mágico, não é mesmo? Comovente. O seu amor incondicional ao Palmeiras tocou a todos que tomaram conhecimento da sua história – Mikael não precisa de títulos, nem de jogadores caros no elenco, para ser palmeirense, para amar o seu clube e sentir orgulho em vestir a camisa do time. Sua história nos chegou ao coração, ainda mais por ser a época em que todos estamos mais suscetíveis, mais sensíveis.  Época em que nos damos conta da importância das pequenas coisas, prestamos mais atenção aos sentimentos alheios, valorizamos o que importa de verdade…

E quantos de nós, ao conhecer a história de Mikael, se perguntaram? Será que não foi mesmo o “Papai Noel”? Será que não foi uma ajuda do Alto?

Eu nunca duvidaria…

Também pedi um presente ao “bom velhinho” e lhe “mandei uma cartinha” (Deus está nas palavras e em todas as coisas)… era um presente modesto, é verdade, mas era o que eu mais queria ganhar neste Natal… de Deus, da vida, do “Papai Noel”…

Pedi a ele(s) que, num dia e num lugar especial, num horário pré determinado, eu pudesse estar caminhando na rua,  com o coração e os ombros mais leves, deixando pra trás uma inquietação imensa… que eu pudesse olhar para o céu naquela ocasião e pudesse voltar a respirar, a encher os meus pulmões de ar e me deliciar com o perfume daquela noite, e pudesse me entorpecer de uma alegria com a qual eu sonhava há meses…

Pedi a ele para que eu pudesse ouvir as risadas dos meus amigos, e que, assim que chegássemos na calçada, pudéssemos nos olhar sem medo nos olhos, e, em paz, aliviados, nos abraçássemos, cúmplices e solidários por tudo o que havíamos vivenciado.

Parecia tão pouco,  mas era tanto…

“Papai Noel” atendeu o meu pedido – do jeitinho que estava na minha “cartinha” -, no dia 7 de Dezembro de 2014. Às 19h30, eu estava do lado de fora do Allianz Parque, exatamente como sonhara. E nunca mais vou me esquecer dos olhares molhados dos meus amigos, e os de todas as outras pessoas que vi… não vou me esquecer dos sorrisos, e tampouco dos gritos e dos abraços… nem dos que choravam copiosamente… não vou me esquecer daqueles milhões – sim, éramos milhões ali -, que submergiram, voltaram à superfície e, finalmente, puderam respirar… não vou me esquecer dos carros e da agitação da rua, não vou me esquecer de agradecer…

Que o seu Natal seja assim, meu amigo, feliz, com paz, alegrias e coração em festa, ao lado de pessoas queridas! Que a sua árvore seja enfeitada de esperança… E que os presentes trocados, sejam muito mais valiosos do que os que o dinheiro pode comprar, que eles sejam de sorrisos, beijos e abraços, de carinho, amizade, companheirismo, caridade, respeito e amor.

UM SANTO E FELIZ NATAL, PARMERADA! E que o “Papai Noel” abençoe você e a sua família nesta noite…

BOAS FESTAS!!

“Pega na mentira… pega na mentira… corta o rabo dela, pisa em cima, bate nela, pega na mentira…” ♪ ♫

Significado de “encolher”:
v.t. Retrair, encurtar, diminuir, contrair, restringir, apertar, estreitar.

Sinônimo de “encolher”: baixar, decrescer, diminuir, minguar e subtrair

Talvez o dicionário esteja enganado quanto ao significado da palavra “encolher” e seus sinônimos, ou talvez, quem sabe, na imprensinha, dos estagiários “meia-boca”, não exista dicionário…

Não foi uma vez, e nem duas, que você leu e ouviu sobre a torcida do Palmeiras estar encolhendo, não é mesmo? Ouviu e leu também, sobre a torcida do Palmeiras ser a quarta força do estado de SP. Teve um monte de palmeirense bobinho que acreditou e saiu repetindo isso – há os que continuam bobinhos, que não conseguem observar e comparar situações e informações, e continuam repetindo essa baboseira inventada por alguns.

Se a torcida do Palmeiras está encolhendo, é sinal de que ela não está fazendo novos torcedores, não é mesmo? Sinal de que as novas gerações – as crianças – estão preferindo outros times ao invés do Palmeiras…

E eu fico me perguntando aqui, como é que pode um clube, “que está sendo preterido pelas novas gerações”, ser o que mais vende camisas infantis no país, perdendo apenas para o Barcelona?? A “press” sabe explicar isso? Será que os palmeirenses adultos estão usando camisas infantis?

Já falei sobre isso aqui no blog:
https://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2014/11/01/era-uma-vez-uma-torcida-que-encolhia/

CamisasInfantis1

E se a torcida do Palmeiras encolhe, se ela é a quarta força do estado, como insistem em dizer alguns, alguém me explica, “faiz favô”, como é que o número de inscrições da TV Palmeiras no Youtube (279 mil inscrições) passou a perna em todos os times brasileiros, e em alguns europeus também (somando as inscrições dos dois clubes tidos como “clubes de maior torcida do Brasil” as inscrições chegam a apenas 176 mil)?

Alguém explica também como é que o Palmeiras é o clube paulista que mais dá audiência na TV aberta, mesmo num ano em que seu futebol desejou muitíssimo a desejar?

17, 1 pontos na Globo – que adora empurrar o time “itakera” goela abaixo dos telespectadores -, 22, 4 pontos somando a audiência de Globo e da Band.

Já falei sobre isso aqui no blog também:
https://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2014/12/15/quem-e-que-da-mais-audiencia-mesmo-dona-platinada/

E essa família de sangue-esmeralda, que está encolhendo, não sossega…

No ano em que brigou para não cair, o número de sócios-torcedores do Palmeiras, ultrapassou o número de sócios-torcedores  daquele outro clube, que a Globo e a mídia empurram, aquele, que dizem ter a segunda maior torcida do país (me engana que eu gosto), o time dos “itakeras”. Essa era a atualização do “Torcedômetro”, às 14h00, de hoje (22/12) – não demora muito vamos ultrapassar o Cruzeiro também.

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A mentira tem perna curta, né? E chega de mentira! Chega de nos enganarem! Estão aí os números da audiência, as camisas vendidas, as inscrições na TV Palmeiras e o Palmeiras Avanti – Programa de Sócio-Torcedor do Verdão – para mostrarem o que é mesmo verdade nessa história toda. A realidade é essa.

I’m so sorry, sociedade… mas a torcida do Palmeiras é f%#@oda!! Tchuuupe essa manga e conviva com esse fato!

E se a nossa diretoria resolver arregaçar as mangas para dar um time melhor, competitivo – de verdade -, pra essa sua gente tão apaixonada (já passou da hora, né?), aí é que todos verão o quanto mais essa torcida é capaz de fazer.

Como diria o grande “filósofo contemporâneo”, Buzzlightyear, ela levará o seu amado Verdão “ao infinito… e além”!

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“Eu plantei Palmeiras no coração…”

Do mesmo jeitinho de agora – menos descarado talvez -, com narradores  valorizando mais o adversário – “Jair Pereira é sempre um técnico vencedor”, “Viola está há dois meses sem marcar gols, quem sabe ele não tenha guardado para hoje”, “o Palmeiras tem a vantagem, mas não se pode esquecer que do outro lado tem o Corinthians, tem a fiel, com toda a sua mística -; com os comentários da transmissão ignorando as muitas faltas sobre Rivaldo – que estraçalhava em campo e apanhava sem dó -, mas contando as faltas sofridas por Zé Elias – sim, Galvão Bueno as contava durante o jogo -; com o juiz deixando de marcar uma penalidade escabrosa sobre Roberto Carlos na primeira partida; com o goleiro Ronaldo levando amarelo quando deveria ter levado um vermelho, o mesmo acontecendo com Luisinho; com Branco, que quase quebrou Amaral, e foi expulso apenas e tão somente porque discutiu com Zinho – também expulso -, senão teria levado só amarelo; com Márcio Rezende de Freitas e auxiliares assinalando impedimentos absurdamente inexistentes do ataque do Dream Team palmeirense; com o Palmeiras tentando jogar e o adversário tentando segurar; com a torcida adversária deixando o estádio aos 20 minutos do segundo tempo, na primeira partida…

Com Rivaldo – o maestro do título – , Evair, Edmundo e Zinho levando a torcida e os adversários à loucura, com dribles e passes maravilhosos, com gols inesquecíveis – nas duas partidas finais, foram três de Rivaldo e um de Edmundo -, com um Palmeiras que nos fazia sonhar…

Com Cleber, Antonio Carlos, Roberto Carlos, Claudio, Sampaio e Flavio Conceição, Amaral, Wagner… esbanjando talento e fibra de campeão…

Com um Velloso perfeito…

Com o Palmeiras ganhando mais um título na raça,  no talento e no esforço de seus jogadores, como  sempre aconteceu em todas as suas conquistas…

Com a Família de Sangue Esmeralda morrendo de felicidade e orgulho pela conquista do bi-campeonato brasileiro, o quarto na versão moderna, pós 1971, o oitavo título do Palmeiras na maior competição nacional.

PARABÉNS, PALMEIRAS! Não foi por acaso que você se tornou o maior campeão nacional, e que até hoje não foi superado.

 

https://www.youtube.com/watch?v=nVZSzPqSJNE

Você já ouviu falar sobre os motivos – eles não são verdadeiros – que fazem a Globo pagar cotas de transmissão para dois clubes, com valores absurdamente maiores do que o que paga para os demais não é mesmo? E são esses os mesmos “motivos” que levam a emissora, detentora dos direitos de transmissão dos campeonatos no Brasil, a transmitir uma overdose de jogos dos dois times na TV…

Segundo o que alega a emissora platinada, eles dão muito mais audiência (cê jura, platinada?) e, por isso, recebem cotas maiores. Ainda que fosse verdade o lance da audiência, e não é, a distribuição das cotas estaria sendo feita da maneira errada e em prejuízo do futebol brasileiro, uma vez que ajuda a fortalecer apenas dois clubes, ajuda a vender a marca de apenas dois clubes, ajuda a valorizar os atletas de apenas dois clubes, ajuda a despertar o interesse dos patrocinadores em apenas dois clubes, e enfia na cabeça dos torcedores que existem apenas dois clubes, o que vem a ser a chamada “espanholização” do futebol brasileiro, que tanto querem fazer. Quem perde com isso é o futebol brasileiro. Por que será que a Alemanha deu um vareio de bola na última Copa, não é mesmo?

Na Alemanha, por exemplo, as TVs pagam cotas praticamente iguais aos clubes, para que todos se fortaleçam,  o que faz com que o futebol daquele país vá ficando cada vez mais forte. O 7 x 1 no Brasil, a superioridade da seleção alemã sobre a outrora “melhor do mundo”, do outrora “melhor futebol do mundo”, do outrora “país do futebol” (faz tempo isso, hein?) não foi mero acaso. E, pela mentalidade da emissora que detém os direitos de transmitir futebol no Brasil, pela mentalidade dos dirigentes que comandam o futebol no Brasil, as coisas por aqui vão continuar caminhando ladeira abaixo. Taí o Botafogo, falido, que não me deixa mentir; estão aí os clubes devendo meses de salários  aos seus atletas (direito de imagem faz parte dos vencimentos de um atleta, a maior parte deles, aliás), estão aí os desaparecidos patrocinadores dos clubes,  que não me deixam mentir.

Mas voltemos aos motivos da emissora para enfiar dinheiro em dois únicos clubes no Brasil, especialmente no seu protegido e empurrado time de Itaquera… A AUDIÊNCIA!! E o que acontece com os times do estado de São Paulo muito nos interessa.

Você sabia que a vitória magra dos “itakeras” por 2 a 1 sobre o Criciúma, no sábado, garantiu a eles uma marca negativa? E que o time tido como o mais popular do estado (porque será que os números não andam comprovando isso?) se tornou dono da pior audiência do campeonato brasileiro deste ano, levando-se em conta todos os jogos transmitidos para São Paulo?

Foram apenas 16 pontos de média, sendo 13 na Globo e 3 na Band. E valia uma escapada da pré-Libertadores, e era na TV aberta (“di grátis”), mas nem assim o torcedor do time de Itaquera quis assistir – o gol do Inter aos 49 minutos do segundo tempo , no outro confronto do sábado, diante do Figueirense, acabaria com as pretensões do time alvinegro.

Até então, a pior audiência era de outro jogo do Corinthians: 0 x 0 diante do Coritiba, no início de agosto, em Curitiba. Na oportunidade, a Globo teve 13 pontos e a Band 5 – cada ponto equivale a 61.952 domicílios sintonizados, de acordo com o Ibope. Os dados de medição representam apenas a audiência na região metropolitana de São Paulo.

Mas o que talvez você não saiba é que a média de audiência do time de Itakera, o favorito da Globo, teve o pior desempenho no ibope na era de pontos corridos. Foram 16,87 pontos na Grande São Paulo (e, reza a lenda, que na Grande São Paulo é onde ele teria mais torcida). Foram melhores os números de Palmeiras (17,1), São Paulo (17,0) e Santos (16,93)  – o Ibope arredonda e iguala os quatro clubes em 17 pontos.

Dos 38 jogos do campeonato brasileiro em 2014, a transmissão em TV aberta ficou nessa ordem:

Corinthians – 20 jogos – 16,87 pontos na Globo –  5,4 na Band

São Paulo   – 17 jogos – 17  pontos na Globo  – 4,7 na Band

Palmeiras  –   5 jogos  – 17,1 pontos na Globo – 5,3 na Band

Santos       –   3 jogos  –  16,93 pontos na Globo  –  5,2 na Band

Se somarmos as audiências das duas emissoras, o Palmeiras é o clube com os melhores números no ibope: 22, 4 pontos, o Corinthians teve queda de 5%; o Santos, queda de 2%;  São Paulo teve um aumento de 7,6%.

E mesmo que se tivesse levado em conta os números da audiência de 2013, quando o Palmeiras jogou a segunda divisão e teve seus jogos transmitidos no sábado, dia em que a audiência é menor mesmo, a conta ainda não justificaria a diferença gritante no número de partidas transmitidas pela Globo em 2014:

Corinthians – 17,8 / São Paulo – 15,8 / Palmeiras – 10,1 / Santos – 17,3 . De 2013 para 2014, o Palmeiras teve a sua audiência aumentada em 70%, o São Paulo teve um aumento de 7,6%, enquanto o Corinthians teve queda de 5% e o Santos, queda de 2%.

Como você pode ver, caro leitor, não existe motivo algum para que haja diferença nas cotas de patrocínio pagas pela TV, tampouco para que haja essa discrepância no número de partidas transmitidas na TV aberta. Não existe motivo para que o Palmeiras tenha 5 jogos na TV e o Santos tenha 3, enquanto itaqueras e leonores tenham, 20 e 17 respectivamente.

Tá na hora dos clubes acordarem (né Palmeiras?) e passarem a exigir a revisão e o ajuste dessa distribuição de dinheiro e de jogos transmitidos na TV para 2015. Se o Palmeiras foi o clube que mais audiência deu, vai ter que ser o clube que vai receber mais dinheiro e que vai ter mais jogos na TV aberta, afinal, não é esse o critério utilizado? Não cola mais esse enrolation global para favorecer alguns times e prejudicar outros. Uma marca que nunca é vista, dentre outros inúmeros prejuízos, não atrai patrocinadores.

E se a Globo quer continuar protegendo seu clube favorito e prejudicando outros, que morra abraçada com ele e seus baixos números do ibope, vamos buscar uma outra emissora que saiba, e pague, quanto o Palmeiras vale.

Quando a Globo acordar, o futebol terá virado um “esquenta”… que ninguém mais vai querer assistir.

 

 

Nova casa do UFC no Brasil, arena exibe mais um formato do complexo multiuso e recebe o primeiro evento de MMA

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No próximo dia 18, quinta-feira, o Allianz Parque receberá pela primeira vez um evento oficial do UFC – o Ultimate Fighting Championship, maior torneio de artes marciais mistas do mundo.

O anfiteatro do complexo, localizado atrás do gol norte, situará o treino aberto do próximo torneio, que será realizado em Barueri no sábado, dia 20. Arena multiuso mais completa do Brasil, o Allianz Parque reforça sua versatilidade apresentando-se como nova casa do UFC. A festa será prestigiada por 600 convidados.

Após o primeiro evento-teste, no final de setembro, o Allianz Parque sediou a exibição da première “12 de junho de 93 – o dia da paixão palmeirense”, o jogo entre ídolos que marcou a despedida oficial de Ademir da Guia dos gramados, duas partidas do Palmeiras válidas pelo Campeonato Brasileiro e dois megashows do ex-beatle Paul McCartney.

 

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Por causa de alguns probleminhas no blog, e mais alguns, de ordem pessoal, só hoje consegui postar o que escrevi sobre o último jogo do Palmeiras no campeonato Brasileiro. Mas, antes tarde do que nunca… ESTAMOS SALVOS! 

Acho que nenhum palmeirense dormiu tranquilo de sábado para domingo… se é que teve palmeirense que conseguiu dormir.

Não era mais um jogo… era “O” jogo para o Palmeiras e para os palmeirenses.

Os erros cometidos pelo Departamento de Futebol, o time fraco, as entregadas de alguns dos nossos goleiros, gols desperdiçados, escalações e substituições horrendas, as muitas garfadas no apito (imagina se podemos esquecê-las?) nos levaram a ter que decidir a nossa sorte – a permanência na série A – na última partida… Pobre torcedor palmeirense…

Tocada por essa apreensão, essa ansiedade, eu já tinha chorado a manhã inteira. Estava confiante que nos salvaríamos, entendia que éramos o time mais provável a escapar, no entanto, a situação de brigar pra não cair era mais do que incômoda, era desesperadora, e fazia doer um bocado. Mas nem adiantava muito tentar ser racional, porque, na hora do jogo, na hora do “vamo vê”, quando a sorte está lançada no apito inicial, a gente nem sabe onde vai parar a razão.

E apesar de toda a nossa aflição, quando cheguei na Turiaçu, o clima parecia de festa. Embora os torcedores estivessem meio ressabiados e inquietos, nem parecia que o jogo significava o que ele significava… como se fosse um sinal (e como eu buscava algum sinal dos céus nesse dia), as expressões pareciam apenas felizes.

Na entrada do Allianz, fui barrada por uma policial arrogante, que não me permitia entrar com “Cristaldo”, a minha touca de porco. Como entro sempre no estádio com a tal touca – a usei também na estreia do Allianz Parque -, não entendi a proibição “nova”. A alegação era a de que eu – e qualquer outra pessoa – poderia esconder o rosto com o meu chapéu de porco, que poderia usá-lo como uma máscara. Perguntei porque permitiam a entrada de bandeiras, bonés, chapéus diversos (lhe apontei alguns, que entravam impunemente) se todos eles poderiam servir para esconder o rosto, caso um torcedor assim desejasse. E ela me respondia: Você entendeu? Com isso, você não entra.

Meus amigos entraram e fiquei do lado de fora. Já não bastava o stress da partida, e agora eu não podia entrar no estádio. Falei com uma pessoa da federação, e ela me sugeriu que pedisse para algum torcedor organizado, porque talvez eles tivessem permissão para entrar com esse tipo de material, veja só, me sugeriu também deixar no carro – meus amigos e eu tínhamos ido até lá de metrô e trem.

Falei com dois policiais, com mais um monte de pessoas e as respostas eram as mesmas: máscaras são proibidas! Meu chapéu tinha virado “máscara” – mais tarde, no telão, eu veria algumas verdadeiras máscaras de porco no rosto de alguns torcedores. Mas não eram proibidas? Quis falar com o ouvidor, mas ninguém sabia onde ele estava. “Cada hora ele está num portão diferente”, diziam. E eu que me virasse e fosse caçar o ouvidor, ou jogasse fora a minha touca, ou  então, que ficasse do lado de fora.

Arbitrariedade pura e simples. Falta de flexibilidade e de percepção, pura e simples. Descaso com o torcedor, puro e simples. O que foi permitido em “n” jogos, passou a ser proibido em uma única ocasião.

Consegui alguém para guardar o “Cristaldo” pra mim e, muito mais nervosa ainda, entrei no estádio quando o hino nacional já estava sendo tocado – quase uma hora depois de ter sido barrada pela prepotente policial (prepotência é despreparo).

Mago no jogo… Graças a Deus! Eu sabia o sacrifício que ele vinha fazendo para poder estar na partida, eu sabia que ele queria muito estar na partida. Tomara desse tudo certo com ele, porque, Valdivia em campo significava esperança. E cadê os argentinos?? Ah, esse DoRIVOTRIL… não aprende mesmo!

Quando o juiz apitou o início do jogo, o restinho de razão e tranquilidade que eu ainda tinha, saíram correndo. Muitos torcedores se benziam, rezavam. A ansiedade reinava absoluta em nossa arena.

O Allianz Parque, tão lindo… a torcida cantando forte, espantando seus medos… a energia existente ali pulsava em nossas veias. Eu olhava à minha volta, olhava o Allianz cheio de gente, o céu quase sem nuvens, e diante daquela beleza toda, dizia comigo mesma: “Não tem como dar errado”. Minha emoção aumentava um bocado e eu ajeitava o terço, benzido pelo Papa Francisco, que estava no meu braço… “Deus, protege o Valdivia” (minha maior esperança vinha dele).

O nervosismo era palpável, dentro e fora de campo. Só o  time adversário, sem pressão alguma, podia jogar tranquilo. Nós, torcedores,  olhávamos uns para os outros e nossos olhos pareciam de posse do mesmo segredo: o medo do improvável, do qual não queríamos tomar nenhum conhecimento. Era difícil até respirar normalmente. Por algum desígnio divino, os palmeirenses seriam colocados à prova mais uma vez… e quão dura era essa prova.

Não tínhamos bons volantes em campo, e a bola acabava indo para a defesa com mais facilidade, o que fazia com que Lúcio tivesse que correr atrás dos atacantes, e todos antevíamos que isso não ia dar certo.

Eu mal conseguia “ver” o jogo… o coração se agitava a cada lance… Wesley pra João Pedro, mas o goleiro chegou primeiro… Cobrança de falta, a bola passa na área, e Lúcio, do lado esquerdo, erra o chute… Valdivia, com “uma perna só”, impressionantemente, corria, se movimentava, e começava a ter alguma liberdade pra receber… Vaaaaaai, Palmeiras!!

Mas o Atlético chegava… chegou na cara de Prass, que fez a defesa, a bola ficou pipocando na área, o adversário chutou, e Gabriel Dias tirou em cima da linha. O Allianz Parque gelou…

Na jogada seguinte, numa cobrança de escanteio, aconteceu o que ninguém queria que acontecesse… e o Allianz Parque se calou…  Olhos arregalados olhavam uns para os outros, e a dor que eles mostravam era a mesma. Eu acreditava, de verdade, que empataríamos, mas, como saber o que o futuro nos reservaria nos próximos 80 minutos? A torcida voltava a cantar forte.

Para piorar, alguém nos avisou que o Bahia abrira o placar no Couto Pereira… nem em nossos piores pesadelos teríamos imaginado uma situação tão pavorosa, e com apenas 13 minutos de jogo. O coração do torcedor ia se rasgando…. e, por isso, ele cantava ainda mais forte.

João Pedro chutou forte pra dentro da área, mas o goleiro espalmou… Gabriel Dias dominou, entrou na área e chutou, e o zagueiro do Atlético desviou a bola com o braço… PÊNALTI!!!! O Allianz Parque explodiu na marcação… e o palmeirense, tão machucado, chorava lágrimas mistas de alegria e nervosismo.

Não consegui ver a cobrança. De costas para o campo, ajoelhada na escada, terço apertado na mão, de olhos fechados, fiquei só esperando pelo grito da torcida… e ele não vinha (Henrique resolveu dar duas paradinhas antes da cobrança, e eu não sabia)… E então, o Allianz Parque explodiu de felicidade!

Que alegria, meu Deus! Um gol catártico! Gritamos todos os nossos sofrimentos naquele gol, expulsamos o monstro que quase nos matou no gol do Atlético… O Allianz se encheu de luz! Os torcedores choravam… Só depois, ao chegar em casa, eu veria a cobrança de Henrique. Frio, olhar glacial, cobrou lindamente, com categoria, e guardou no cantinho. Obrigada, Henrique!

Eu já não conseguia prestar atenção direito em nada. O Atlético, tranquilão com qualquer resultado, foi pro ataque. Prass, seguro, fazendo uma partidaça, mandou pra escanteio uma bola difícil. Obrigada, Prass!

Lúcio, apesar de toda a garra, fazia uma partida bem ruim; Wesley, que nem garra demonstrava, não jogava nada.  Mas o time lutava… Valdivia, mesmo machucado, corria mais que o time inteiro. Ia marcar saída de bola inimiga, e eu me desesperava de medo que ele se machucasse mais. Ele ganhou três divididas, seguidas, no meio campo e a torcida, reconhecendo o seu esforço e superação, e o quanto ele honrava a camisa, gritava “Valdivia, Valdivia” no meio do jogo. Obrigada, Mago!

A tensão nos consumia. São Marcos, lá no camarote, torcia e sofria como nunca (isso eu também veria só depois). Meu terço arrebentara sozinho – a energia era muito grande. À essa altura, o Bahia vencia o Coritiba por 2 x 1 (vamos, Alex!). O Vitória empatava com o Santos, enfraquecido sem Robinho e Arouca. Não precisávamos de mais nada, só que a rodada acabasse assim.

Renato acertou um chute lindo, mas o goleiro espalmou… Honrando como nunca as traves que canonizaram São Marcos, Prass, abençoado, fazia mais uma defesa difícil. A torcida era um coração só, que pulsava forte.

E o primeiro tempo acabou…

Na volta do intervalo, susto geral, Valdivia não voltara! Como assim, Deus? Meu coração quase parou, mas contei os jogadores em campo e só tínhamos dez, faltava um… Milhares de olhos grudados na saída do túnel, viram o “um” que faltava entrar em campo. E o Allianz Parque comemorou a aparição de Valdivia como se fosse um gol – ele ficara fazendo tratamento no vestiário para poder continuar no segundo tempo. E, lá dentro, seria aplaudido por seus companheiros mais tarde.

Vitória e Santos prolongaram o intervalo do seu jogo por mais 7 minutos. Convenientemente para o Vitória, o jogo do Palmeiras terminaria antes.

Mal o segundo tempo começou e quase o Palmeiras faz o segundo com Mazinho. E, com vários jogos de atraso, Dorival sacou Wesley do time. Cristaldo entrou em seu lugar. Nossos zagueiros deram mole e quase o Atlético fez o segundo. Que susto imenso! A cabeça rodava, a visão era meio embaçada, o suor parecia grudar na pele. E os motivos para aumentar a tensão surgiam do nada, Nathan, contundido, ia sair. Victorino foi pro jogo

Não me lembro de tudo que aconteceu dali pra frente. Só tinha olhos e coração… lembro de Prass, driblando o atacante do Atlético… lembro do Mago dando um passe lindo para o Cristaldo, e o goleiro desviando o chute dele… lembro que o Palmeiras ia pra cima, e eu só conseguia torcer e rezar…. lembro que Mouche entrou no jogo… lembro que ele fez uma jogada com João Pedro, que cruzou pro meio da área, e Renato desperdiçou, tentando de letra, enquanto Henrique estava sozinho na cara do gol… lembro que parava de respirar em alguns momentos… E via o jogo em flashes…

Era difícil suportar aquilo… estávamos com os nervos em frangalhos… as pessoas tinham olhos injetados; alguns, com rostos vermelhos demais; outros, com rostos pálidos, sem sangue… arrasados psicologicamente… um torcedor passou mal e desmaiou (teve um infarto) a menos de dois metros de onde eu estava… Como puderam nos deixar passar por isso de novo?

As chances do Palmeiras se sucediam, ele era o melhor em campo, mas na hora de finalizar, a pressão e o nervosismo decidiam para o Verdão… Deus do céu! Ao mesmo tempo que parecia que não ia acabar nunca, o relógio voava… “Vai dar certo” era o mantra que ecoava na minha cabeça, “Vai dar certo”… O Coritiba empatava com o Bahia, estava tudo favorável ao Palmeiras, mas o medo… ah, o medo… que estrago fazia com a gente.

Os quatro minutos de acréscimo foram de loucura total… Valdivia – que guerreiro. O melhor em campo – dominou a bola na área, livrinho, mas Vuaden marcou falta de Cristaldo…

As pessoas pareciam ilhas, perdidas dentro do seu próprio inferno particular. Sim, aquela tensão era um inferno. O juiz encerrou a partida. O Palmeiras estaria salvo se o jogo do Vitória terminasse empatado.

Dois minutos mais… dois minutos que não acabavam nunca. Voltei pra escada e me ajoelhei novamente, sem olhar pra ninguém, sem olhar o celular… só esperando que se concretizasse aquele bendito empate… e então, ganhamos um extra, o Santos fez um gol no Vitória… e as pesadas correntes que tínhamos arrastado durante as últimas semanas se romperam, e nos sentimos livres novo. Alívio… Felicidade… Ninguém conseguia conter o choro… E choramos tudo que não tínhamos chorado, rimos todos os risos que tínhamos guardado… demos todos os abraços que tínhamos sonhado… era tão bom respirar normalmente.

Saímos rapidamente dali, para ganhar as ruas e nos dirigirmos à Turiaçu… E, lá fora, ainda na Matarazzo, a realização de um deja vu maravilhoso… o momento com o qual eu tanto sonhara acordada nos últimos dias, que antevira, pressentira… a saída do Allianz com o coração em paz, com o Palmeiras a salvo. Impossível traduzir o que eu sentia…

Ainda tinha um nó na garganta quando fui buscar o “Cristaldo”… sorri pra ele e lhe disse: Vamos pra casa. O pesadelo acabou e essa noite dormiremos em paz!!

E, com um sorriso enorme naquela sua cara de porco, ele me respondeu: SEGUNDONA O ESCAMBAU!! AQUI É PALMEIRAS, P%#@RRA!!

“Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á.”

 

HOJE É NA FÉ, PARMERADA! E NA FORÇA DO NOSSO AMOR!!

Com o coração apertado, sentindo uma aflição enorme, querendo que o dia termine logo para sabermos se nosso coração estará em paz ao cair da noite…
Uns(eu), choram o dia inteiro; outros, rezam, há os que procuram se distrair, não pensar… uns, apoiam incondicionalmente; outros, reclamam e xingam… uns, “enchem a cara”; outros, se entopem de chás para acalmar… uns, se sentem tranquilos; outros, se desesperam… uns, vão ao shopping; outros vão à igreja, há os que ficam quietinhos em casa… uns, tiveram o sono agitado; outros, nem dormiram…

Cada um sente de um jeito, cada um se resolve de um jeito…

Brigamos uns com os outros o ano inteiro, porque um gosta de “A” e o outro gosta de “B”, porque um faz “isso”, outro faz “aquilo”; porque um queria “assim”, o outro queria “assado”… Mas nossos corações são irmãos, e sofrem e se alegram juntos.

Não quero fazer contas… não quero combinar resultados… só quero o Allianz Parque explodindo em energia positiva, em alegria… só quero a torcida cantando sem parar, até o último minuto, e depois dele também… só quero Valdivia em campo… só quero o time com raça… só quero acreditar!

Chegamos ao final do caminho de 2014… e mesmo com todas as nossas diferenças, queremos todos chegar ao mesmo lugar, queremos todos abrir a mesma porta…

POIS ENTÃO, VAMOS NOS DAR AS MÃOS E ABRI-LA!!
AQUI É PALMEIRAS, PORRA!!

Que o dia de hoje seja maravilhoso para todos aqueles que têm um coração verde e branco dentro peito!

MUITO BOM DIA, PARMERADA!! E VAMOS GANHAR, PORCOOOO!!

“A desilusão pode ser o despertar de um grande desejo de se dar conta da realidade.” – Sylvia Labrunetti

Paulo Nobre foi reeleito presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras… e com uma grande vantagem para o candidato da oposição: 2421 x 1611 votos.

Espero, sinceramente, que Paulo Nobre não entenda isso como aprovação à sua administração, porque não tem um palmeirense nesse mundo que esteja feliz com ela, ou com parte dela (acho que nem ele mesmo). Espero que ele entenda que ganhou a eleição porque o outro candidato, e seu catado de “notáveis” e integrantes da chapa, eram impraticáveis, inimagináveis na administração do Palmeiras.

Além do próprio candidato da oposição, que teve o nome envolvido em algumas situações suspeitas, ocorridas dentro do Palmeiras, ele ainda tinha ao seu lado outras pessoas, que também tiveram seus nomes envolvidos em situações suspeitas, tinha o ex-jogador, que dizem ser torcedor do Flamengo, e tinha o ex-presidente, que torrou o dinheiro do clube, o afundou em dívidas, e que perdeu o brasileirão mais ganho de toda a história, em 2009. Não dava, né?

E, como agravante, ainda tem a história das cadeiras do Allianz Parque, que o grupo de oposição parecia estar doidinho para entregar de mão-beijada para a construtora – cansaram de defendê-la contra o Palmeiras -, mesmo sabendo quanto dinheiro o Palmeiras perderá com isso; tem o descaso com o sócio-torcedor, cujo programa, e me baseio nas declarações dadas, seria fatalmente implodido, graças às alianças e preferências, que o populismo, empregado na campanha oposicionista, teve que fazer.

Tivéssemos tido uma terceira e boa opção, certamente, essa terceira e boa opção teria ganhado, de lavada.

Em 2013, sabíamos que o Palmeiras tinha muitos problemas – menos que estava literalmente falido -, e apostamos em Paulo Nobre para resolvê-los – falo na primeira pessoa do plural, mas deixo claro que eu não voto. Precisávamos de um “craque”, que chutasse com as duas, ou seja, que resolvesse a situação financeira, caótica, e, ao mesmo tempo, resgatasse o futebol que se encontrava na segunda divisão, colocando o Palmeiras em busca de títulos novamente. Nosso candidato favorito não sabia, ou não soube, chutar com as duas.

Se, por um lado – o de sanear o rombo financeiro que havia no clube e trabalhar sem as receitas, recebidas e gastas pelo seu antecessor -, a administração Paulo Nobre foi exemplar, fazendo até mais do que o esperado e salvando o Palmeiras da falência; por outro – o lado do futebol (da metade de 2014 pra cá) -, ela foi decepcionante.

Quem imaginaria que, ao final de 2014, em pleno ano do nosso centenário, estaríamos brigando para não cair, e até a última rodada? Deus do céu! Que sofrimento… que dor no coração… que vergonha.  É um absurdo estarmos passando por isso de novo. O Palmeiras não merece.

E nos perguntamos: Como foi que a nossa diretoria deixou isso acontecer? Como foi que ninguém previu que as coisas caminhavam para isso? E se previram, como foi que não evitaram? A nossa decepção é gigantesca.

No entanto, sei que o presidente Paulo Nobre conduz o Palmeiras com honestidade, e sei que os muitos erros cometidos, foram com a intenção de acertar, mas sei também – todos nós sabemos – que mesmo com honestidade e boa intenção não dá mais para errar com o futebol do Palmeiras.

Uma nova chance é dada ao presidente Paulo Nobre, e eu desejo a ele o mesmo que desejaria para o outro candidato, caso ele tivesse vencido a eleição:

Desejo muita sorte e muito sucesso nesses dois anos que virão, presidente. Que você conduza o Palmeiras com muito amor e sabedoria, que saiba ser flexível, saiba ceder, quando isso for para o bem do Palmeiras… desejo que você se cerque de pessoas que amem e queiram o bem da SEP, de verdade, e que saiba identificar essas pessoas no meio de todas as que estarão à sua volta; que saiba identificar também as que apenas lhe bajulam com a intenção de tirar algum proveito, e que se afaste dessas pessoas.

Desejo que os que tanto falavam em união, em trabalhar em prol do Palmeiras, mostrem que o que pregavam era verdadeiro e não mote de campanha. 

Desejo que você tenha humildade para voltar atrás quando for preciso, e que saiba pedir ajuda quando necessário… Desejo que você deixe, sim, o seu coração de torcedor o orientar algumas vezes – ele é apaixonado, porém é sábio, e nem sempre será ruim ouvi-lo.

Desejo que você nunca aceite nada (jogador, técnico, patrocinador, maqueiro…) que seja menos do que o Palmeiras merece. E que você faça da nossa camisa um troféu, permitindo que ela seja vestida apenas por merecimento, por talento, por vontade de vencer, e não porque  foi o que deu pra trazer…

Desejo que você tenha por objetivo principal nessa nova etapa, fazer o Campeão do Século voltar a ser protagonista no futebol, voltar a ser gigante e conquistar títulos regularmente. E que você monte um time  como o Palmeiras merece, e não como a situação permitiria – o “pulo do gato” tem que ser esse: encontrar a maneira de montar um time competitivo, mesmo que, apesar de.

Desejo também que você se dê conta de que o Palmeiras é prejudicado pelas arbitragens, sim; é prejudicado, incessantemente, pelo STJD, sim; que tem inimigos na imprensa, sim; e que há má vontade com o Palmeiras, sim; que você se dê conta que as imagens dos prejuízos impostos pelas arbitragens ao nosso clube, desaparecem dos programas esportivos, cujos “microfones” nem as mencionam, desaparecem dos vídeos de melhores momentos, e que o mesmo não acontece com outras equipes; que as nossas notícias têm sempre um “senão” negativo, mesmo que seja para falar de uma grande vitória nossa; que o Palmeiras e os seus atletas não recebem – nem dentro e nem fora de campo -, o mesmo tratamento dado aos outros grandes clubes e seus jogadores.

E eu desejo que seja você “o cara” que defenderá o Palmeiras disso tudo. Que enfrentará todos os inimigos – sim, nós temos inimigos – e brigará contra tudo e contra todos, se e quando for preciso.

E que nesta semana, em que vivemos numa ansiedade imensa, com o coração na mão, você faça o possível, o impossível, e muito mais ainda, para salvar o Palmeiras do descenso. Que você faça tudo, mas tudo mesmo, que estiver ao seu alcance, até mesmo escalar o time, coisa que o nosso técnico não sabe fazer.

E te desejo mais, presidente Paulo Nobre, desejo que você tenha muita saúde, sabedoria, sensatez, malícia e jogo de cintura, porque a tarefa de conduzir um gigante não é fácil…

E por fim, desejo que haja muita Luz em seu caminho, que você seja muito bem sucedido e que Deus o abençoe.

Valdivia foi suspenso por confessar que tomou um terceiro cartão amarelo de propósito, e forçar terceiros cartões é prática tão comum e corriqueira no futebol quanto respirar, e todo mundo sabe disso; o que não é comum é que os jogadores o admitam – e, dentre os poucos que admitiram, desde que o futebol é praticado no Brasil, o jogador do Palmeiras foi o único  a ser punido.

Prass pode ser rigorosamente suspenso – de 360 a 720 dias -, por admitir que já recebeu “mala-branca”, mas receber e pagar “malas-brancas” é tão comum quanto respirar; o que não é comum é que os jogadores e clubes o admitam – e, entre os poucos que falam abertamente sobre “mala-branca”,  o jogador do Palmeiras é o único ameaçado com uma punição severa.

Mala-branca

Portanto, pode-se concluir que, para a Justiça Desportiva Brasileira, culpado mesmo, é quem não mente, quem não faz o jogo hipócrita de enganar todo mundo.

E vale lembrar que, para os “fazedores de justiça desportiva” no Brasil, jogador que faz contrabando, que tem dupla identidade, que tem pedido de prisão, merece ser festejado, tratado como ídolo no tribunal, e absolvido das mais absurdas infrações cometidas em campo.

Aos que falam a verdade e não são hipócritas, sobram as punições…

Mas existem algumas coisas, das quais os “fazedores de justiça desportiva”  – tão apressadinhos em denunciar Prass, e que nunca denunciaram o Petros irregular, nunca puniram o time que lavou dinheiro de máfia russa, e nunca se preocuparam em investigar as denúncias do ex-árbitro Gutemberg- estão se esquecendo…

A “mala-branca” é paga para que um time vença o seu adversário – cuja derrota interessa a quem pagou -, portanto, não há nada errado com ela, uma vez que os clubes têm mesmo por obrigação entrar em campo com o objetivo de vencer os seus jogos. Além disso, não se pode pagar só o goleiro para que um time vença, não é mesmo? Ele não tem como vencer uma partida sozinho, como  marcar gols. Se o Prass recebeu mala-branca e o tribunal acha que ele deve ser ser punido por isso, então, punidos também deverão ser os que jogavam com ele na ocasião, não é mesmo Ximit? E o clube pelo qual ele jogava? Fica de boa? Também deverão ser punidos os que pagaram a tal “mala-branca” – assim como deveria ter sido exemplarmente punido o goleiro Felipe, quando declarou aos microfones da imprensa, que “ganhar roubado é mais gostoso”, logo após o Flamengo ganhar um título roubado no apito.

Já teve jogador afirmando que quem acerta a “mala-branca” são os próprios jogadores dos dois clubes envolvidos. Chicão, do Flamengo, e ex-jogador do Corinthians, disse que toparia receber uma “mala-branca” agora (e com ele não acontece nada, Ximit?)

Chicão

Chicão1

E eu pergunto: O tribunal vai punir todos os envolvidos na “mala-branca” paga para o outro time em que Prass jogou? Vai punir o Chicão por afirmar que aceita receber esse “incentivo” pra vencer? Ou a presepada está sendo armada pelo tribunal vagabundo só para punir o jogador do Palmeiras?

Passa da hora de o Palmeiras tomar providências sérias contra esse “fazer as regras como bem entende” do STJD, você não acha? Ximit e seus amigos estão cada vez mais descarados, cada vez mais parciais e incoerentes, há anos-luz de distância de qualquer coisa que seja parecida com “justiça desportiva”.

Vai bem o Brasil e o futebol brasileiro, né? 7 x 1 foi pouco…