No sábado passado, o Palmeiras empatou com o fraco América-RN. Chato pra caramba.

Tudo bem que isso em nada atrapalha a nossa caminhada rumo à série A, e que, ainda assim, a gente aumentou a vantagem para o segundo colocado, uma vez que a Chapecoense perdeu do Paysandu. Mas a torcida não esperava esse empate e nem o jogo ruim. O time adversário fazia tanta cera, mas tanta cera, que o carrinho, que entra em campo para transportar os “contundidos”,  acabou “jogando mais” do que o Juninho.

Nós até criamos chances de fazer gols, mas elas foram desperdiçadas. Leandro colocou pra fora um gol feito, dado de presente pelo Mago. Kardec, quando conseguiu receber uma bola boa, cabeceou lindamente, mas o maledeto do goleiro pegou. Como disse o Mago depois, “tentaram jogar na qualidade, mas tinham que ter jogado com a razão”, ter feito o arroz com feijão. Teria sido bom se tivessem acertado os cruzamentos também. O talento de Kardec ficou desperdiçado na maior parte do tempo.

E sem contar o frio imenso que fez no Pacaembu, pegando a torcida desprevenida. Poucas vezes passei tanto frio. Enfim, um sábado que tinha tudo pra ser brochante, pra nos deixar meio mau humorados… mas QUE NADA!!

Mais tarde, à noite, a Globo  levou ao ar um programa (eu não assisti) que falava sobre o vantajoso negócio de se reciclar entulho para ser usado em construções. E qual não foi a surpresa quando o dono da empresa citada na matéria, disse que o entulho reciclado do Palestra Italia foi usado na construção do Esmolão de Itaquera!! A notícia se espalhou em segundos nas redes sociais.

Verdade, amigo! Construíram o Esmolão com o entulho do Palestra Itália! É mole? O nosso lixo é o luxo dos gambás! hahahahah

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=RtZZYtGyfak[/youtube]

A grande piada palestrina do novo século tinha sido contada pela primeira vez!! E em horário nobre e platinado!! Não poderia ser melhor.

O estádio gambá, construído com o dinheiro público doado pelo governo federal; aquela sujeirada toda, superfaturada, cujo valor já ultrapassa 1 bilhão (que farra com o nosso dinheiro) com garantias dadas por um banco também do governo, vai ter como a única coisa decente e honrada, a brita usada na sua construção, e que veio dos entulhos do Palestra Italia… hahahahahaha Risos eternos!

Ver o rival do BolsaApito, “BolsaIstádio” esperar 103 anos para conseguir ter um estádio pago com impostos dos brasileiros, e quando ele está 90% pronto, todo mundo, inclusive ele, descobrir que foi construído com entulhos do Palestra…..não tem preço!

Os sucateiros já tinham plantado um monte de palmeiras lá no Esmolão (ou seria Caçambão?), depois colocaram o telhado verde… e agora a gente fica sabendo que ele foi construído com o entulho originado na demolição do Palestra? Isso é que é vontade de ser Palmeiras, de ter história! Pelo menos, a brita é de estirpe, tem linhagem.

Mas o que os gambás não sabem, é que o Tiranossauro Rex, que estava enterrado no Palestra, foi reciclado junto. E os sapos também. E, mesmo à distância, os danadinhos já estão fazendo das suas… a Lusa e seus 4 gols que o digam. Imaginem quando os jogos começarem a ser no Caçambão…

Obrigada, gambazada! Vocês me divertem um bocado! Na próxima remessa a gente manda latinhas e garrafas pet.

E respeitem as pedrinhas aí, hein? Elas têm história, acompanharam os feitos do Campeão do Século e dos seus craques maravilhosos e imortais, ouviram cantar a torcida mais apaixonada do planeta, e vão estar sempre gritando: Palmeiras! Palmeiras!

P.S – Amigo leitor, alguns textos têm sido publicados com atraso; outros, acabaram nem sendo publicados, porque estou, temporariamente, sem computador. Obrigada pela paciência, mais uns dias e as coisas voltam ao normal.

‘Não nos querem Palestra, pois seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões.” – Mario Minervino 

20 de Setembro de 2013, 71 anos  da Arrancada Histórica…

71 anos distante daquele 1942, em que os palestrinos tiveram que arrancar do fundo da alma as forças para defender o clube que amavam…

71 anos passados desde aquele Setembro, quando o nome Palestra Italia teve que deixar de existir, para que seu estádio não fosse tomado pelo São Paulo (eles, que não tinham estádio, com a desculpa da guerra, dos italianos “inimigos” do Brasil, e com a ajuda da imprensa, que pintou o Palmeiras de inimigo da pátria – você conhece a versão moderna disso -,  queriam nos tomar o Palestra, é mole?)…

71 anos que se seguiram àquela semana em que Oberdan e seus companheiros, concentrados em uma chácara à espera do grande jogo de 20 de Setembro, choraram ao serem informados que o nome Palestra Itália não mais existia… imagino a dor que calou no peito dos palmeirenses todos da época – de alguma maneira, posso senti-la hoje.

71 anos  daquela promessa de vingança, feita por Oberdan e seus companheiros, do juramento de vencer o grande perseguidor do Palestra, na final do campeonato que se daria na semana seguinte… juraram honrar o Palestra, que morria, e a Sociedade Esportiva Palmeiras, que acabava de nascer…

Aqueles homens todos, que lutaram pela honra do Palestra, que salvaram o nosso estádio de ser tomado pelo São Paulo; os que cercaram o Palestra com barris de gasolina para defendê-lo (imagine a cena); os que temeram, os que perderam o sono, os que choraram, que se revoltaram e jamais pensaram em desistir, em se entregar (isso ficou marcado em nosso DNA); os que entraram em campo pelo Palmeiras, pela primeira vez, carregando a bandeira do Brasil, e foram aplaudidos, durante minutos, pelos mesmos que os esperavam para hostilizá-los; os que amavam o Palestra e passariam a amar o Palmeiras… todos aqueles palmeirenses de então, não podiam imaginar que, passados 71 anos, o dia 20 de Setembro, passasse a ser, oficialmente, o Dia Do Palmeiras; que aquela família se tornaria Nação e  tivesse tantos filhos espalhados por todo o país e pelo mundo… E que esses filhos sentissem tanto orgulho do que eles fizeram, da sua luta… que os lembrassem com alegria e respeito, que lhe fossem tão gratos… que esses filhos comemorassem tanto o dia em que o Palmeiras nasceu campeão, quando o nosso patrimônio foi salvo, quando Oberdan e Cia conquistaram o respeito de todos, quando fizeram o São Paulo fugir de campo (sim, eles correram), com medo de apanhar de mais do que 3 x 0; quando o Brasil conheceu a imponência de um gigante e a força da sua gente.

O tempo passou, amigo, e nós estamos aqui, hoje, fazendo jus à nossa herança de um Palmeiras digno, honrado, imponente e gigante, com uma “tonelada” de títulos, legítimos, conquistados apenas com o seu suor e esforço dentro de campo… que  encara os seus inimigos (e eles são tantos agora) de frente e não se vale de trambiques e armações, que prefere não fazer parte da “tchurma”; estamos aqui,  para fazer jus à nossa essência de defender o Palmeiras com a mesma bravura e o mesmo amor dos nossos antepassados.

A história se repetiu, e foi com muita luta (imagina se seria diferente), que o Palmeiras e todos nós, setenta e um anos depois,  defendemos o direito de transformar a nossa casa no Allianz Parque, a versão moderna e maravilhosa do antigo Palestra Itália, o estádio mais bonito e moderno do país, que não tem um único centímetro de concreto sequer, que tenha sido comprado com dinheiro público. Tentaram nos atrapalhar, nos impedir, de todas as maneiras… mas nós vencemos, mais uma vez, e o Allianz Parque está de pé, quase pronto para que possamos assistir em nossa casa as novas conquistas que virão.

Assim somos nós, palmeirenses, palestrinos, está em nossa essência  lutar e honrar o nosso clube, a nossa casa, a nossa família; fazer as coisas da maneira certa e amar o Palmeiras acima de tudo; reverenciar a nossa história e os que a escreveram até aqui, deixando o caminho limpo para os que vierem depois de nós. E é a nossa história, linda, com capítulos emocionantes, que nos faz permanecer altivos, nos faz levantar ainda mais a cabeça, olhar o céu e enxergar o sol, mesmo quando os tempos ficam difícieis e as nuvens escuras teimam em aparecer; é a nossa história (e ter história é para poucos e bons) que nos faz cantar ainda mais alto, bater no peito e dizer: Aqui é Palmeiras, p%#@rra!

Eu tenho muito orgulho da história desse gigante! Orgulho imenso de ter o sangue esmeralda correndo em minhas veias…

Não sou eterna, mas o meu amor pelo Palmeiras é!! 

AUGURI, PALESTRA/PALMEIRAS!!

homenagem-arrancada-heroica

 

‘…Tão faminta da alegria
Hoje é porto de partida.
Ah, vira, virou, meu coração navegador…”

O pesadelo está chegando ao fim…

Eu tinha tido um aborrecimento, daqueles bem aborrecidos, quando me preparava para assistir à partida do Palmeiras diante do Avaí. Pra piorar, meu PC tinha dado os seus últimos suspiros. De tão contrariada e fora do ar minutos antes, eu agora parecia estar anestesiada, petrificada, e achei que não iria conseguir prestar atenção em nada, mas, mesmo assim,  fui assistir ao jogo. E como não ir?

Com todas as emoções em stand by me sentei diante da TV quase sem enxergá-la, enquanto conversava com um amigo, via Whatsapp. Aos poucos, fui percebendo que não havia como ficar blindada do que acontecia na TV… não havia como ficar imune aos sons do jogo.

O Avaí, por estar em casa, começou a partida indo pra cima do Palmeiras; eu vi os seus jogadores levar algum perigo ao nosso gol, algumas vezes, e vi depois o gol do Avaí… Ainda em estado “pétreo” eu só consegui pensar: Que saco!

Mas aquele “bichinho” que mora no nosso sangue, e que basta o Palmeiras estar em desvantagem, ou sendo prejudicado, já se manifesta, acordando todos os nossos sentidos, começou a me trazer de volta. Lentamente…

Vinícius chutou no canto do goleiro e, mesmo com dificuldades ele pegou. Filho-da-mãe! Meu botão torcedora começava a ser acionado… Minutos depois, Valdivia fez fila na entrada da área, tabelou com Mendieta e recebeu a bola na cara do gol. Livrinho! A bandeirinha,  Edina Alves Batista, que já tinha deixado de marcar um escanteio inquestionável pro Palmeiras (eu só vi quando assisti o replay do jogo), levantou o garfo e garfou o nosso empate, apontando impedimento, inexistente, de  Valdivia. V$%@ca!! As emoções pareciam continuar em stand by, engavetadas. Mas as gavetas começavam a se abrir…

Mendieta cobrou falta, e eu nem vi que Vilson quase conseguiu desviar; só quando passaram o replay é que percebi. O ‘bichinho’ no sangue dava sinais de vida, revoltado com aquele impedimento mandrake, inventado, querendo um gol do Palmeiras. E então, Leandro foi derrubado na área, e o juiz, Felipe Gomes da Silva (a arbitragem era toda do PR) não marcou o pênalti – e já são inúmeros sem marcar nesse campeonato, no campeonato passado também. Leandro e o zagueiro se desentenderam, e o Eduardo Costa, do Avaí, agrediu o Leandro pelas costas (cadê o Gambazek pra ligar pro tribunal?). O juiz viu e deu… AMARELO!!! (E aí, “seo Ximit”? Vai pegar a imagem da agressão e punir o jogador? D-U-V-I-D-O). A sacanagem habitual, que já tinha sido absurda diante do América-MG,  e nesse jogo tomara corpo na marcação do impedimento mandrake do Mago, crescia descaradamente… um pênalti a favor do Palmeiras  e uma agressão sofrida por um palmeirense passavam batido…

Não é interessante que só as agressões que os jogadores do Palmeiras sofrem não têm suas imagens caçadas, nem jogadores denunciados e punidos, não têm torcedor profissional de imprensa telefonando pro STJD. O sangue começava a esquentar nas veias da “pedra”…

O primeiro tempo se encaminhava para o final quando Juninho recebeu pela esquerda e cruzou para Valdivia. O Mago, com uma categoria enorme, mesmo tendo um zagueiro colado à ele, e também por isso, só deu um toquinho, meio em diagonal, e ela foi morrer no cantinho do goleiro. Que gol lindo!!! O gol e a comemoração do Mago romperam a blindagem das minhas emoções e as lágrimas escorreram pelo meu rosto. O Palmeiras tinha empatado. Não tem como ficar em estado letárgico diante  da grandeza de um gol do Palmeiras, diante de um gol do meu ídolo. Não há pedra alguma que resista à essa alegria. Eu sabia que o Verdão iria buscar a vitória.

Estava acabando o primeiro tempo, Leandro tabelou com Mendieta e chutou forte. O goleiro defendeu, à queima roupa, e o rebote foi para Wesley dentro da área. Ele finalizou e eu pensei que seria o segundo, a virada, mas o maledeto do goleiro, sei lá como, defendeu. Antes do apito final, Prass fez uma bela defesa, de carrinho.

No segundo tempo, Kleina deve ter acertado algumas coisas, orientado os jogadores, porque o Palmeiras voltou mais acertadinho, com fome de gol. E quase fez, logo de cara. Wesley enfiou uma bola linda pro Wendel, que cruzou lá na cabeça do Leandro, e ele cabeceou por cima da trave. Quase!

Em seguida, duas jogadas de perigo com Valdivia e Mendieta. Na primeira, o Mago, de olho roxo pela violência, IMPUNE, do jogo anterior, e apanhando um bocado nesse também, achou o Mendieta lá na área – com que facilidade ele faz isso -, mas Mendieta demorou pra chutar e deu tempo do adversário desarmá-lo; na segunda, Valdivia tocou pelo meio, para Mendieta chutar e ela passar pertinho do gol. A bola e o Mago estavam querendo um gol paraguaio… A “pedra” também…

Uns dez minutos depois, foi a vez de Prass fazer uma defesa no canto; nem demorou muito, nossa zaga vacilou e o Avaí conseguiu fazer o segundo.  Por essa a gente não esperava. As últimas camadas da minha blindagem se dissolviam de vez… O Palmeiras perdendo, arbitragem roubando… A pedra ia ganhando calor, voltava a ser de carne…  Vamos ganhar dos adversários de “preto” também, Verdão!

Graças a Deus, não levou muito tempo. Valdivia arrancou pela direita, viu Mendieta na área e rolou pra ele, que só teve o trabalho e a competência de guardar. O gol paraguaio tava na rede!! E a parmerada em festa! Emoção em stand by o escambau! O coração da “pedra”, batendo mais forte, quase morria de alegria pelo empate. Vamos virar! Força, Palmeiras!

O Palmeiras queria vencer! Vinícius chutou, mas o goleiro desviou… Valdivia deu um passe lindo pro Juninho (esse Mago joga muito) e ele foi derrubado dentro da área. Mais um pênalti que a arbitragem “não viu”. Malditos árbitros, que nos roubam desde 1914!

Deve ter alguma ordem superior para que pênaltis a favor do Palmeiras não sejam marcados, porque não dá para acreditar que vários árbitros, habilitados a apitar partidas de futebol, achem normais as faltas escabrosas que nossos jogadores têm sofrido dentro da área, em quase todos os jogos, e as deixem sem marcação, ou que sejam tão incompetentes. E que as achem infrações quando elas são a favor de outros times… Depois, as imagens somem e fica tudo “certo”. Tá bem estranho isso aí, viu Dona CBF e Dona Comissão de Arbitragem? Será que aqueles telefonemas, denunciados pelo Gutemberg, que pressionam árbitros a favorecerem o time do governo, têm a sua versão Apito Inimigo, pressionando árbitros a desfavorecerem o Palmeiras? Hummmm…

Mas o Vinícius, que, assim como seus companheiros, devia estar de saco cheio com a roubalheira da arbitragem, com pênaltis não marcados, agressões impunes, faltas invertidas, outras não assinaladas, resolveu que o Palmeiras tinha que ganhar dos 14 adversários que estavam em campo. Perto dos 40′, ele carregou a bola pelo meio, se livrou dos marcadores e meteu a bomba lá da intermediária. A bola até tentou nos enganar, batendo na trave, mas, seduzida pelo belo chute de Vinícius, pela vontade de vencer do time do Verdão, ela se entregou e foi morrer no fundo da rede.  Coisa linda! Era a virada do Palmeiras. Tchuuupa, juiz! A “pedra” não conseguia parar de sorrir…

E para completar a deliciosa virada pra cima da arbitragem e do Avaí, aos 43′, Wesley cobrou falta na trave e, no rebote, Eguren, que havia entrado três minutinhos antes, no lugar do aplaudido Valdivia,  (que coisa, viu Kleina? Eguren tem que jogar mais tempo), guardou o quarto gol do time que a arbitragem prejudicara a partida inteira.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=Zn2KlCGxbyo[/youtube]

Virada espetacular do Verdão, com goleada gringa. Pela primeira vez, o Palmeiras tinha 4 gols de atletas de nacionalidades diferentes; pela primeira vez, três estrangeiros, de nacionalidades diferentes, marcavam gols numa partida (pela primeira vez, uma “pedra” pulava de alegria e chorava de emoção).

Os gols de Valdivia (Chile), Mendieta (Paraguai), Vinícius (Brasil) e Eguren (Uruguai) guardados como fato inédito na nossa história. Tchuuupa, Tamoxunto!

O Palmeiras, decidido, caminha a passos largos pela estrada de retorno  à Série A. E a torcida, feliz, caminha com ele.

A arbitragem é que deve ter ficado “xatiada”…

Essa publicação precisou ser editada, para que pudesse ficar registrado aqui, que o juiz de Avaí x Palmeiras, Felipe Gomes da Silva,  que foi um desastre na partida, na rodada seguinte, foi ‘premiado’ e ‘promovido’ (passou no teste?) para apitar um clássico da série A entre Cruzeiro e Corinthians. E deixou de dar um pênalti escandaloso a favor do Cruzeiro, que briga pelo título, beneficiando o time do governo, que está em crise, que não briga por coisa alguma, a não ser pelo dinheiro dos cofres públicos.
Parece que o Gutemberg tinha mesmo razão…

Segunda parte – E SE FOSSE O CONTRÁRIO, “SEO XIMIT”?

 

Mago-Kardec-agredidos-Blog

Você já imaginou, leitor, um jogador levar duas cotoveladas do Mago numa partida, sair de campo de cara inchada, olho roxo e lábio cortado, e o Mago não ser expulso, não ser dedurado, – by phone -, pelos “jornaleiros” da TV, não ter as imagens mostradas até no Fantástico, não ser denunciado pelo Paulo Schmitt, e nem ser punido pelas imagens depois? Impossível, né? Era capaz de o mandarem para o paredão de fuzilamento, pra guilhotina, cadeira-elétrica, andar na prancha… Não temos nada disso aqui? Mas, se o infrator fosse um jogador do Palmeiras, certamente passaríamos a ter. Em 2007 Valdivia foi expulso e, com a análise das imagens,  pegou 5 jogos depois, por revidar um puxão de cabelos com um empurrão, um quase soco. Mas Valdivia foi agredido trocentas vezes antes e depois disso, e de maneira bem mais desleal – levou um “coice” do William, do Coritiba, na final da Copa do Brasil, lembra? -, sem que seus agressores fossem punidos…

Já tentou imaginar, leitor, um jogador do Palmeiras, seja ele quem for, cuspindo no rosto de um adversário, sem ser expulso, sem a mídia fazendo um escarcéu e mostrando a imagem duzentos milhões de vezes ao dia, sem o STJD dando um gancho pesado pra ele, como aconteceu com  Willians, do América, que cuspiu no rosto de Alan Kardec? Você consegue imaginar um jogador do Palmeiras pisando as mãos de um adversário, de propósito, dentro da área, e o juiz não o expulsar, não marcar o pênalti e o STJD não o denunciar e punir?

Impossível imaginar, né? Para o Palmeiras todos os rigores da lei – e mais um pouco -… e o mais rápido possível. Os promotores, tão logo são questionados, já ressaltam a gravidade da infração, o artigo em que ela se encaixa, e já desfiam a quantidade de jogos máximos que o jogador do Palmeiras pode pegar, mas, para os clubes que têm  “trancinhas nas cores adequadas” – e não são só as rubro-negras as favoritas -, para os jogadores com “trancinhas nas cores mais agradáveis” aos promotores do tribunal, o discurso tem outro tom,  “há que se analisar se o jogador teve mesmo a intenção, há que se confirmar se o ano é bissexto, se o juiz relatou na súmula, se ele escreveu com caneta azul, se o vento mudou a trajetória do cuspe, se não foi o olho que se jogou de encontro ao cotovelo do adversário, se o jogador riu, se piscou, se coçou as bolas…” enrolation, embromation… para fazer o de sempre, não punir quem eles não querem punir.

Quem assistiu à partida do Palmeiras contra o América-MG no último sábado, viu o absurdo que foi aquilo. Uma arbitragem péssima, que foi responsável pelo resultado do jogo,  não assinalando lances capitais para o Palmeiras (três penalidades, só para exemplificar), e violência rolando solta, com a conivência da arbitragem, que permitiu que os atletas palestrinos fossem agredidos, cuspidos, que tomassem botinadas e cotoveladas de todos os jeitos e estilos, sem nem mesmo assinalar as principais e mais graves infrações. Valdivia apanhou mais do que Judas em sábado de Aleluia e sofreu agressão em duas vezes, pelo menos; Kardec foi agredido 3 vezes (foi pisado, cuspido e,  quando pegaram o joelho dele, apenas por maldade, também foi agressão).  Leandro, Wendel e o time todo levaram um monte de sarrafadas desleais. E nenhum jogador do América foi expulso por isso, nenhum foi pego pelo tribunal…

O assalto no apito e a violência em doses cavalares por parte dos mineiros, deveriam ser um prato cheio para a imprensa e para o implacável STJD, né? Que nada… nos vídeos por aí, você mal encontra as imagens dessas agressões e, pelo visto, o STJD não está muito interessado em buscá-las. A Press, por sua vez, só mostrou as imagens dos ferimentos palestrinos porque os próprios jogadores, que saíram de campo como se tivessem participado de uma luta de UFC, as divulgaram. Veja as imagens.  Valdivia, com o rosto inchado, ferido, e Kardec, com as mãos feridas, depois de ter sido pisado pelo goleiro do América, que, segundos antes, tentara quebrar as pernas do atacante.

Kardec-mão-pisada(Imagens Globoesporte.com)

A regra para agressão existe, mas é mais uma coisa que o STJD não tem muito bem resolvida, muito bem compreendida na cabeça dos seus torced…, ooops, promotores. Pra uns, ela é aplicada; pra outros, não… É inadmissível que jogadores saiam de campo assim machucados, sem que seus agressores sejam punidos por isso.

As câmeras de TV são inúmeras no estádios, em em todos os ângulos, sendo assim, podemos pensar que o STJD só não pegaria essas imagens e puniria os agressores de Valdivia e Kardec se não quisesse, não é mesmo?

Mas, para  o STJD, o peso e as medidas podem ser dois, mesmo numa mesma partida e numa mesma confusão em campo…

Lembra do jogo do Palmeiras contra o Paysandu, leitor? Lembra dos jogadores sentando a botina nos palmeirenses, fazendo uma cera absurda, se jogando no chão a todo momento para simular contusão (isso também é atitude antidesportiva, né “seo Ximit”? E o senhor não denunciou nenhum). Lembra de como eles tentaram segurar a reação do Palmeiras, né? Lembra da falta violenta sofrida por Wesley, que gerou revolta dos palmeirenses e fez o time do Paysandu ir pra cima do jogador?

Então… Há duas semanas, a Capitania Hereditária da Justiça Desportiva, se valendo de imagens, resolveu punir os jogadores que brigaram na partida entre Palmeiras e Paysandu. Até aí… tudo bem. Brigas não devem acontecer mesmo. Só que, baseado nas imagens, o tribunal levou a julgamento o jogador Wesley – que já tinha sido punido pelo árbitro – e Mendieta, que não recebeu punição alguma na partida. MAS NÃO LEVOU A JULGAMENTO NENHUM JOGADOR DO PAYSANDU!!  O Palmeiras, segundo o STJD, brigou sozinho! Que coisa, não? Wesley pegou mais um jogo de gancho e Mendieta pegou 4!!??!!O jogo foi no dia 17/08 e, no dia 05/09, Wesley e Mendieta já tinham sido tirados da lista dos relacionados para a próxima partida do Palmeiras, porque seriam julgados pelo STJD. Rapidinho, né? O Palmeiras conseguiu efeito suspensivo para Wesley e a pena de Mendieta foi reduzida para 2 jogos.

O goleiro do Paysandu que foi até o banco do Palmeiras engrossar a confusão, que partiu pra cima do Prass, xingando ele de tudo quanto é nome, na cara da bandeirinha, não foi visto pelo STJD… Nem o Vanderson, que fez a falta violenta em Wesley, e deveria ter sido expulso (aí não teria briga alguma) e que depois foi lá brigar… O STJD só viu o Wesley dar um empurrão nele quando ele chegou querendo briga (mas esse detalhe o tribunal também não viu).  O STJD SÓ VIU PALMEIRENSES BRIGANDO, E SÓ PUNIU PALMEIRENSES! Tá na hora desses promotores vestirem a camisa dos seus clubes e irem pra arquibancada;   lugar de torcedor é lá.

Olha aí o Palmeiras brigando “sozinho” em seu próprio banco:

Briga-Paysandu-Blog

Mas, como somos lunáticos, e o STJD é muito “justo”, podemos esperar  que, além de dar 2 jogos de gancho pro Elias do Flamengo, PELO CARTÃO AMARELO FORÇADO (não esqueci disso), usando a mesma regra que usou para Valdivia,  o tribunal irá usar a regra  que prevê punição para agressão e, assim como já puniu o Mago uma vez, assim como puniu Mendieta agora,  ele vai pegar os agressores de Valdivia (quando o Mago agrediu, pegou 5 jogos de gancho) e Kardec e dar um belo gancho pra eles.

Se o STJD não fizer nada disso, a gente vai poder pensar e também dizer, que os torcedores, ooops, promotores do STJD estão sacaneando o Palmeiras. Porque, para punir palmeirenses, a justiça deles é cega, mas dependendo do clube, a gente fica com a impressão que ela abre bem o olho para enxergar as cores das “trancinhas”…

Os nossos olhos estão bem abertos, viu STJD?? Estamos de olho…

PRIMEIRA PARTE –

Nesses últimos dias/anos, andamos reclamando um bocado do Superior Tribunal de Justiça (?) Desportiva – STJD.

Parece que o tribunal tem problemas com o poder que tem para punir jogadores; jogadores que, muitas vezes, nem foram punidos pelos árbitros, e que são punidos pelas imagens das partidas; jogadores já punidos pelos árbitros, que o STJD acha que deve punir de novo, quando isso nem é necessário; jogadores punidos pelo próprio tribunal, que são levados a julgamento outra vez pela mesma infração… e esse poder, que não anda sendo usado de maneira justa e imparcial, acaba influenciando até no andamento dos campeonatos.

Parece também que o STJD tem algum problema com o Palmeiras… ou então, o problema é que os seus promotores não conseguem julgar e punir outros clubes, jogadores de outros clubes, as torcidas de outros clubes, com o mesmo rigor com que julgam as situações envolvendo o Palmeiras. O tribunal parece implacável para o Palmeiras e para os que vestem as suas cores – se valendo até de denúncia feita por torcedor profissional de imprensa -, enquanto é uma verdadeira “mãe” pra outros… As penas nunca são iguais, mesmo em situações semelhantes. E as desculpas pra justificar essa “bipolaridade” são as mais esfarrapadas possíveis. Fica parecendo que é apenas clubismo o que move os promotores e que, de justiça, mesmo, esse tribunal não tem nada, uma vez que as imagens de um, são minuciosamente revistas e analisadas, enquanto as de outros, parecem que nem existiram, ou então, que foram/são vistas com outros olhos.

E aí a gente lembra do Vagner Love sendo julgado pelo STJD, e um dos seus promotores se lamentando que as trancinhas do jogador – verdes e brancas, na ocasião – não fossem rubro-negras. Essa “cor das trancinhas” tem feito cada coisa…

Na semana retrasada, os promotores do STJD tiveram a cara-de-pau de dar 2 jogos de suspensão para Valdivia, por ele ter forçado um cartão amarelo. Um tipo de suspensão que o mesmo STJD nunca deu para nenhum outro jogador, mesmo tendo sido inúmeros os casos de cartões forçados e publicamente confessados. E se a Justiça Desportiva nunca puniu ninguém por isso (o mesmo STJD absolveu Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, quando eles tinham as “trancinhas” rubro-negras), por que é que puniu um jogador do Palmeiras? E por que não puniu Paulinho e Tite do Corinthians no ano passado? Nem o Riveros do Grêmio? Nem todos os milhares de outros que fazem o mesmo desde que os cartões foram inventados? Punição com exclusividade para um único clube é inaceitável. Cheira a abuso de poder!

Na ocasião do cartão amarelo forçado de Valdivia, o presidente do tribunal, Flávio Zveiter, participou de um programa da Globo (o programa que havia recebido Valdivia antes da rodada, e que depois usou o que foi falado por ele lá, para dedurá-lo ao STJD) e afirmou:

Estou tomando conhecimento da declaração do atleta agora (“agora” significa: depois que o programa do corintiano André Rizek ligou pra ele pra questionar a punição que cabia ao jogador do Palmeiras. O mesmo Rizek, que não ligou para o tribunal quando o Paulinho, do Corinthians, o time para o qual ele torce, fez o mesmo), mas em tese, uma vez que eu ainda não vi o lance, essa atitude pode ser passível de punição porque caracteriza uma infração ao artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que fala em assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. Ou seja, cavar propositalmente um cartão amarelo para se livrar de pura ou eventual suspensão se caracteriza como uma infração ao código, o que passa a ser passível de punição de uma a seis partidas (Guarde bem essas informações, você vai precisar delas depois).

O promotor Paulo Schmitt, também afirmou que jogador seria denunciado no artigo 258 do CBJD. E Valdivia foi mesmo denunciado (imagina se não seria) e punido com dois jogos. Uma punição exclusiva para Valdivia, nunca antes dada a nenhum outro jogador do país! Mas, antes dessa punição, já havia acontecido um julgamento – o único – de jogadores que forçaram um terceiro cartão amarelo. 

E veja o que o STJD achou da infração ao código naquela ocasião:

STJD-absolve-ronaldinho

Os jogadores das “trancinhas rubro-negras” – o tribunal as adora –  forçaram um terceiro cartão amarelo, admitiram isso e foram absolvidos, e, pelo mesmo motivo, o jogador do Palmeiras foi condenado. O pau que não bateu nos jogadores do Flamengo, bateu no jogador do Palmeiras. MAS QUE REGRA É ESSA, QUE VALE PRA UNS E NÃO VALE PRA OUTROS?  O STJD está se sobrepondo às regras do futebol? Caça as bruxas que ele bem entender, e deixa voando as que bem entender também? Se forçar um cartão é infringir o artigo 258, não pode haver absolvição pra uns e condenação pra outro. Ou pune todos ou não pune ninguém.

E o que diz o famigerado artigo 258?

Art. 258. Assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

PENA: suspensão de uma a seis partidas, provas ou equivalentes, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador (o Tite não foi punido, nem julgado e tampouco denunciado), médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de quinze a cento e oitenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código. (NR).

§ 1º É facultado ao órgão judicante substituir a pena de suspensão pela de advertência se a infração for de pequena gravidade. (AC). (acharam de grande gravidade o Valdivia forçar um cartão, sem ter dado botinada em um adversário!?!?)

§ 2º Constituem exemplos de atitudes contrárias à disciplina ou à ética desportiva, para os fins deste artigo, sem prejuízo de outros:

I – desistir de disputar partida, depois de iniciada, por abandono, simulação de contusão, ou tentar impedir, por qualquer meio, o seu prosseguimento; (AC). 

II – desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões. (AC). (nessa aqui, o tribunal vê quem ele quer ver. Os casos de punição pra uns e “vistas-grossas” pra outros são inúmeros. Tem jogador que xingou o juiz e recebeu gancho, e tem jogador que xingou o juiz, igualzinho, e recebeu pena comunitária…)

E prestem atenção: O ARTIGO NÃO DIZ ABSOLUTAMENTE NADA SOBRE A PUNIÇÃO SER BASEADA NO TIPO DE REAÇÃO QUE TEVE O JOGADOR AO CONSEGUIR O SEU INTENTO (guarde essa informação também).

E se já tínhamos a impressão de que esse artigo 258 poderia estar sendo usado de maneira seletiva, clubista, uma nova situação veio reforçar a coisa. Nesta semana, o jogador Elias, do Flamengo – olha as “trancinhas” rubro-negras de novo -, forçou um terceiro cartão amarelo, pra descansar, e admitiu isso:

Elias-admite-cartão-forçado1

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2013/09/elias-recebe-o-terceiro-cartao-amarelo-e-nao-enfrenta-ponte-preta.html#atleta-elias-trindade

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2013/09/elias-deve-ser-denunciado-pelo-stjd-por-forcar-cartao-e-pode-levar-gancho.html

E aí, todo mundo pensou: “vai pegar dois jogos de gancho, assim como pegou o Valdivia, vai ser pego no tal artigo 258”, não é mesmo? Não há nem o que questionar. O presidente do tribunal disse que cavar propositalmente um cartão amarelo para se livrar de pura ou eventual suspensão se caracteriza como uma infração ao código. 

Nada disso! Parece que para o promotor Paulo Schmitt (como ele é contraditório) as coisas não são inquestionáveis assim. Pasme com as declarações do promotor à imprensa, sobre Elias ter admitido que forçou o cartão, acrescentando que a ideia foi do seu treinador:

Quem falou foi o Elias, o Mano disse que não pediu ao jogador. Em tese, será só o atleta (que será denunciado) – explicou Paulo Schmitt, procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

Um dos dois está mentindo, né “seo Ximit”? E o tribunal, ao que parece, premia a mentira, absolvendo de antemão quem dela se utilizou.

E então, o promotor falou sobre denunciar ou não o jogador do Flamengo:

É provável. O tratamento a esse tipo de conduta de manipular o controle de cartões, escolhendo o adversário para o cumprimento do impedimento automático, é reprovável e será avaliado. Dependendo da análise das provas, receberá da procuradoria esse atleta o mesmo tratamento de outros que assim agirem – explicou.

http://extra.globo.com/esporte/flamengo/flamengo-stjd-vai-analisar-se-elias-forcou-terceiro-cartao-amarelo-9946022.html#ixzz2eyQ0A1f5

Análise das provas? É reprovável e será avaliado? O jogador admitiu e o tribunal ainda vai analisar as provas? Como assim, “seo Ximit”? Não tem essa de que vai analisar se o Elias forçou o cartão, ELE ADMITIU PUBLICAMENTE QUE FEZ ISSO! O jogador vai ter que provar que falou o que falou? Depois dessa embrulhada toda só se ele for muito burro, né? O senhor não se pronunciou da mesma forma sobre o cartão do Valdivia.

E o promotor também não quis comparar os dois casos (Valdivia e Elias) ainda alegando que precisaria rever os lances da partida e o pós-jogo.

Cada caso é um caso. O Valdívia riu no lance, debochou após o jogo e entrei com uma ação para a suspensão. Nesse caso tenho que avaliar, ver como tudo aconteceu, como o jogador reagiu. Não posso afirmar nada ainda – disse.

Que história é essa de “Valdivia riu no lance” e ” tenho que ver como o jogador reagiu”, Sr. Paulo Schimitt? A regra diz que a punição é para quem ri ou para quem força o cartão? Os dois casos são idênticos! Os dois forçaram o cartão e admitiram isso. A única diferença que há no caso são as “trancinhas rubro-negras” do Elias. Elas vão pesar, de novo?

Onde há na regra qualquer alusão à reação do atleta que forçar um terceiro cartão? O TRIBUNAL NÃO PODE INVENTAR UM “ADENDO” À REGRA QUE ESTÁ NO LIVRO, CONDENAR VALDIVIA PORQUE ELE RIU E ABSOLVER ELIAS PORQUE ELE NÃO RIU. Já não há nada no artigo sobre forçar um terceiro cartão, o tribunal é que resolveu que um cartão tomado de propósito (só o do Valdivia) é exemplo de atitude contrária à disciplina ou à ética desportiva. NO ARTIGO NÃO HÁ NADA SOBRE A REAÇÃO DO ATLETA. A Justiça Desportiva está querendo que isso seja a brecha para livrar o jogador que tem as trancinhas nas cores que agradam aos homens do tribunal? É isso? Se não é, tá com cara que é!

Tá com cara também, que estão dando a deixa para que os jogadores, daqui por diante, cometam a infração, jurem de pés juntos que não a cometeram e não riam em hipótese alguma. E isso é vergonhoso, uma vez que a infração, SE É QUE ISSO É MESMO UMA INFRAÇÃO, continuará a ser praticada. O tribunal, que puniu a sinceridade de Valdivia,  absolverá a dissimulação de outros?

Não entendo nada de leis, mas imagino – e imaginar eu posso – que os promotores não têm o direito de usar a regra de maneira torta, da maneira que acharem melhor, para punir quem eles querem punir e inocentar quem eles querem inocentar.  Eu quero entender, Sr. Paulo Schmitt. O tribunal não DEVE APENAS FAZER COM QUE AS REGRAS SEJAM CUMPRIDAS, IGUALMENTE, SEM PRIVILÉGIOS? A DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL É CLARA: cavar propositalmente um cartão amarelo para se livrar de pura ou eventual suspensão se caracteriza como uma infração ao código. 

Vou achar imoral e muito anti-ético se isso for agora distorcido para beneficiar um clube, quando um outro clube já foi prejudicado pelo mesmo motivo (acho imoral que a imprensinha já tenha “esquecido” o cartão forçado do Elias; acho indecente que ela legitime, sempre, o benefício pra alguns em detrimento do prejuízo pra outros). O STJD vai ter que dar dois jogos para o Elias também, como deu para Valdivia (onde está a imprensa para falar sobre isso?). Porque se não der, vou me sentir no direito de pensar que o STJD pune quem quer, quando quer, do jeito que quer, e deixa de punir também quem ele quer, quando ele quer e do jeito que quer.

E aí, vou começar a pensar também que vão ter que criar um outro tribunal, para que ele possa fiscalizar, denunciar, julgar e punir o STJD que não anda fazendo as coisas direito…

Imagem do site oficial do Palmeiras

Imagem do site oficial do Palmeiras

Na última terça-feira, a Azzurra garantiu vaga ao vencer a República Tcheca por 2 a 1, em partida disputada na Juventus Arena, em Turim. Com o triunfo, e mesmo faltando ainda duas partidas, a Itália garantiu a liderança do Grupo B das Eliminatórias da Europa, com 20 pontos, sete de vantagem para a Bulgária.

E nesta quarta-feira, o site oficial do Verdão divulgou uma imagem de torcedores alviverdes com bandeiras nas cores italianas e uma mensagem parabenizando a Itália e lhe dando as boas vindas.

E é isso mesmo. Se depender da ‘parmerada’, a seleção italiana vai se sentir em casa na Copa do Mundo do ano que vem. Muito embora o Palmeiras seja um clube brasileiríssimo, com torcedores espalhados por todos os rincões desse país, a sua história começa com alguns italianos que sonharam o Gigante que a Sociedade Esportiva Palmeiras se tornou. A Itália está em nosso DNA. E é pela nossa história, por nossas raízes, pelo nosso DNA, que nos sentimos felizes com a classificação italiana e que vamos receber a Azzurra de braços abertos no ano que vem.

Tanti auguri, Azzurra!

O Palmeiras venceu mais uma. Derrotou o Asa por 3 x 0 (Kardec, Wesley e Serginho) e faltando 17 rodadas, está a praticamente seis vitórias do seu retorno à série A. O time jogou bem; Márcio Araújo fez uma bela partida; nosso goleador, “Lã” Kardec, já marcou 9 gols; temos 3 jogadores convocados por seleções de 3 diferentes países e um outro convocado para a Sub-20 brasileira (tchuuupa, Tamoxunto!); temos o melhor ataque da competição (igual ao melhor ataque da série A); a segunda melhor defesa; temos um dos planos de sócio-torcedor mais baratos, com um dos maiores programas de vantagens; mesmo disputando a série B, o elenco conta com vários jogadores que já conquistaram títulos, até mesmo Libertadores; o técnico tem o grupo na mão; diretoria, comissão técnica e jogadores remam pro mesmo lado; o ambiente é bom…

Enfim, o Palmeiras vai caminhando em sentido contrário ao lugar de horrores onde a antiga administração o colocou. Com muita dificuldade e muito coisa por fazer, mas muita seriedade também, vai pondo fim ao pesadelo vivido em 2012…

Parece bom viver tempos menos atribulados, não é mesmo? Estamos cheios de boas notícias para as pautas da imprensa. Que nada! Os “peperones” se multiplicaram (até na MP já os encontramos) e estão sempre noticiando problemas que não existem, crises que não são reais, coisas que querem fazer mais importantes do que o fato de estarmos saindo da famigerada série B.

Até aí, não estou falando nenhuma novidade. Que boa parte da imprensa esportiva brasileira anda com o nível de qualidade batendo no pré-sal, a gente sabe… pautas horrorosas, notícias distorcidas, crises inventadas, erros de português, uma lástima.

Mas parece que, agora, tem uma nova modalidade de jornalismo: o INVENTATION!

Veja só isso, leitor. O técnico Gilson Kleina, após a vitória do Palmeiras diante do Asa , falou sobre o retorno do Valdívia e sua programação daqui pra frente.

E ele disse o seguinte:

“A gente sempre quer o Valdivia em campo, né? Acho que desde o momento que nós começamos a monitorá-lo, e teve a consciência e maturidade de todos, nós conseguimos colocar muito mais o Valdivia dentro de campo, inclusive dentro da seleção também. Mérito total do Valdivia.

É muito legal isso de que ele quer ficar, tá comprometido, e isso não tira nada daquilo que a gente pensa. Porém, é uma coisa que a gente tá utilizando e que amanhã vai fazer de novo.

Vou reavaliá-lo, fazer da mesma maneira. A gente nunca está aqui querendo negar pro torcedor, ele sabe da qualidade do Valdivia, o que ele representa pra nós, mas também é preciso respeitar aquele protocolo que a gente tá fazendo.

É uma condição, é claro, que o Valdivia pode iniciar o jogo; ele sabe que pode ser o diferencial no jogo de sábado, mas desde que as avaliações, os testes lá , deem condição pra que a gente não só tenha ele no sábado, mas possa tê-lo até o final do ano. Porque é importante nessa reta final contar com todos os grandes jogadores.”

Ouça o vídeo (eles querem acessos mesmo). Gilson Kleina parece falar apenas sobre o retorno do jogador e sua programação daqui pra frente:

http://esportes.terra.com.br/futebol/videos/gilson-kleina-responde-chilique-de-valdivia,485772.html

Veja se o que o conteúdo do vídeo combina com o título com o qual ele foi publicado.

Terra-sacana

Terra-sacana1a

Notícia estranha… E com o agravante de ter duas informações inverídicas na mesma notícia. Uma é sobre o tal chilique; a outra é: “Jogador não gostou de ser substituído”. Oiiiii? Alguém precisa contar para os estagiários do Terra que, além de não ter havido chilique algum, VALDIVIA NÃO FOI SUBSTITUÍDO EM NENHUM MOMENTO DA PARTIDA!! Ele entrou em campo no segundo tempo, substituindo Felipe Menezes (será que eles tentaram dizer que ele não gostou de ter ficado no banco?!? O que também não seria verdade).

Não me parece muito honesto esse “mix” de notícias… Não tenho como afirmar, mas, ao ouvir o vídeo só com a resposta do Kleina e sem a pergunta que teria sido feita a ele, fica parecendo que Kleina não está respondendo ao jogador coisíssima nenhuma. Na verdade, a impressão que tem uma pessoa que foi ao jogo, como eu fui, é que pegaram um trecho da entrevista do Kleina, que estava apenas falando da programação que será feita com o Valdívia, o editaram e colocaram como se fosse uma resposta ao “chilique” do jogador – chilique imaginado por quem escreveu.

A assessoria de Valdivia me informou que “o Mago jamais reclamaria por não jogar, o que nunca fez, e que ele SEMPRE respeitou, respeita e respeitará as ordens do treinador que o comandar. Valdivia é um cara de grupo, que respeita os companheiros que também têm condições de jogar pelo Palmeiras”.

Até quando teremos que aguentar esse tipo de “jornalismo”? E por que o alvo maior é sempre o Palmeiras? Custo a acreditar que seja apenas por iniciativa dos redatores, afinal existem chefes de redação, e não é possível que eles concordem com esse “jornalismo”… e se, por acaso, tivesse mais coisa aí, quem ou “quems” estaria por trás? Ou o motivo seria apenas o sensacionalismo do que, falsamente, o título da matéria sugere, e todos os acessos que, consequentemente, isso daria ao portal?

Talvez o motivo seja outro, porque as duas hipóteses acima não me parecem ser muito corretas…

Em todo caso, isso nos faz ter apenas uma certeza, a de que não podemos mesmo confiar no que lemos em alguns portais. Até eu, que não sou jornalista, tenho muito mais cuidado e preocupação com a veracidade do que publico aqui no blog, com o tipo de informação que levo aos meus leitores.

ESTAMOS DE OLHO, VIU PRESS?

A TV mostrava o jogo da seleção brasileira com a Austrália, mas eu estava preocupada com o jogo do Palmeiras, a minha única seleção, que ia jogar lá em Goiás contra o Atlético local. Estava quase na hora da partida começar.

ÊÊÊ… PALMEIRAS, MINHA VIDA É VOCÊ!

E, para “variar”, minha mãe me ligou pra avisar que ia passar o Palmeiras na TV. Não tem jeito, ela faz isso desde 1914.

Depois de ter feito 50% do caminho de volta à série A, o Palmeiras ia começar a trilhar a outra metade do caminho. E tinha que começar com o pé direito! Valdivia, na seleção chilena, e Henrique, na seleção brasileira, desfalcavam o time titular. Sem Juninho e Fernandinho, lesionados, íamos de Wendel na lateral esquerda. Mendieta, graças à mais uma das punições de dois-pesos-e-duas-medidas do STJD, também estava fora. Por outro lado, Vilson, que não acertara a sua transferência para o Sttutgart – graças a Deus – estava de volta ao time. Vinícius, Leandro e Kardec formavam a linha atacante de raça. Tudo tranquilo…

Mas, para a imprensinha, o Palmeiras está em crise. Publicam as nossas notícias sempre associadas à alguma crise. Foi assim a semana inteira. Só se estivermos em crise por causa das nossas vizinhas que estão na zona de rebaixamento… Crise de risos!

É muito estranho que tentem conturbar o nosso ambiente, mas da situação caótica dos bambis, do time horroroso, jogando nada; do goleiro em declínio total, das broncas de alguns jogadores com esse goleiro; dos três pênaltis seguidos que o presunçoso jogou fora, do “Fabuloso” que não ajuda em nada… a Press não falar nada, não noticiar. Nem da “Operação Lady Gaga”, que tenta salvar o SPFW do descenso, e que já andou operando a Lusa, sem anestesia.

O Palmeiras é líder da competição que o levará de volta à série A, tem o melhor ataque, a segunda melhor defesa e 75% de aproveitamento. Crise o escambau! Mas como a Chapecoense jogara um dia antes do Palmeiras e vencera a sua partida, por uma noite ela nos tomara a liderança da competição. E foi o bastante para a imprensinha quase morrer de satisfação e repetir “trocentas” vezes que o time do sul era líder do campeonato. Que “meda”! Devia ter “jornaleiro” torcendo pro Atlético-GO desde criancinha. Bobagem…

O início de jogo do Palmeiras foi arrasador!  Aos 12′, numa das jogadas de ataque, a bola foi colocada pra fora em escanteio; Wesley cobrou pela direita, e o “Lã” Kardec, naquele seu jeitinho Kardec fulminante de ser, subiu mais que a zaga inimiga, cabeceou forte e guardou! Que maravilha! Eu que andava meio mau-humorada desde o dia anterior, e que antes do jogo, tinha tomado até remédio pra dor-de-cabeça, começava a experimentar os efeitos do mais poderoso remédio que conheço: ver o Palmeiras ganhando. Que sensação boa!

Três minutinhos depois, Luís Felipe mandou uma bomba de fora da área e o goleiro rebateu, “bateu roupa”. Alan Kardec estava no rebote, mas foi derrubado dentro da área… PÊNALTI!! E ele mesmo, o nosso centroavante bom de gol é quem foi para a cobrança. Tranquilo, percebeu o lado em que o goleiro ia cair e tocou no outro. 2 x 0! Essa, tava no papo! Meu “remédio” favorito aquecia meu sangue, relaxava o meu corpo e me dava uma sensação maravilhosa.

Como o mundo fica lindo quando o Palmeiras está vencendo, né? A boca da gente ri por conta própria, o tempo todo. A sensação é inexplicável! Qualquer problema que possamos ter, fica minúsculo diante do tamanho da felicidade que o Palmeiras nos proporciona. Eu não conseguiria parar de sorrir nem se eu quisesse.

E eu só tinha uma certeza: a de ser louca por esse time.

Com 15′ de jogo o Palmeiras tinha 2 x 0 no placar. E, pelo futebol que ele jogava, a gente sabia que eram mais três pontos na nossa conta. Era óbvio que ele iria administrar o resultado,  e o Atlético, por sua vez, mesmo cheio de ‘celebridades’ (Michael Jackson, John Lennon…) não fez grande coisa no primeiro tempo.

Na segunda etapa, eles até que quiseram nos assustar logo de cara. Adriano Michael Jackson (aquele) recebeu um cruzamento e mandou de carrinho pro gol. Prass, de maneira sensacional, defendeu com o pé esquerdo; no rebote, a bola sobrou pro Michael Jackson de novo (e pensar que eu já torci pra esse cara) e o ‘Van Der’ Prass defendeu, de novo! Coisa linda esse goleiro!

Wesley cobrou escanteio e o Vilson (graças a Deus que a negociação não deu certo), de cabeça, quase fez o terceiro. O Atlético foi pro ataque e o Prass defendeu de novo. Wesley cobrou falta e quase guardou no cantinho, o maledeto do goleiro foi buscar.

Leandro tava doidinho para fazer o dele e já tinha perdido algumas oportunidades. Mas, mesmo sem marcar, ele se doava em campo uma barbaridade. E acabou recompensado e nos recompensando também. Kardec lançou Charles, e ele, de cabeça, tocou para Leandro. A minha “cacatua” favorita recebeu dentro da área, chapelou o zagueiro e nos presenteou com um golaço! Daqueles de fazer a gente ficar de pé antes mesmo da conclusão!

E lá estávamos nós em plena crise… de alegria! Pode escrever aí, Press!

Mas o Atlético acabou descontando. E o ‘Van Der’ Prass só tomou o gol porque foi Jesus que marcou. Como é que a nossa defesa ia dar um chega pra lá em Jesus? Era capaz do “seo Ximit” mandar colocar nossos jogadores na cadeia…

No finalzinho, aos 43′, Márcio Araújo fez uma bela jogada e tocou pra Kardec chutar de primeira, o goleiro foi pra defesa e evitou o que seria o quarto gol do Verdão. Pecado! Uns minutinhos depois, Michael Jackson encheu o pé de fora da área, mas Prass fez outra bela defesa. E foi só.

E tão logo o juiz apitou, eu senti uma vontade enorme de chorar. E não entendia porque estava chorando, até que percebi que, mesmo faltando muitas partidas, o meu coração já sabe, ele já tem certeza…

E vamos voltar de cabeça erguida, sem atalhos, sem esquemas, sem ajuda e sem perder a dignidade. Como só o Palmeiras sabe fazer!

Espera só mais um pouquinho, viu série A? Seu campeão favorito está voltando!

Justiça-nojenta

 

Não é a primeira vez que o Tribunal de Justiça (?!?!) Desportiva inventa uma nova modalidade de punição para o Palmeiras, e com  a “honra” dele ser o único clube do país a receber tal tipo de punição.

Só quem não era nascido na época, ou  já morreu, é que não lembra de quando o tribunal puniu o Palmeiras com a perda de pontos no caso de doping do jogador Mário Sérgio.

E com a punição, o Palmeiras passou a ser o único clube do país a perder pontos por doping de um jogador. Você já ouviu falar em doping do Jobson/BOT, Dodô/BOT, Marcão/Inter; Renato Silva/FLU; Romário (pego no exame antidoping realizado após a partida contra o Palmeiras, em São Januário, no dia 28 de outubro de 2007); Dinei/Coritiba; Deco/FLU; Carlos Alberto/Vasco; teve um jogador do Corinthians, do qual já não lembro o nome, que foi pego no anti-doping, alegou que era remédio, não demorou muito foi vendido e não se falou mais nisso; teve um monte de casos de doping e de jogadores punidos por isso. MAS DO CLUBE DO JOGADOR, PEGO NO ANTI-DOPING, SER PUNIDO TAMBÉM, E PERDER PONTOS NO CAMPEONATO, VOCÊ SÓ OUVIU FALAR UMA ÚNICA VEZ, E FOI O PALMEIRAS! Mas eu não posso dizer que isso é sacanagem do tribunal. Então, eu não estou dizendo que isso é sacanagem do tribunal, tá?

Aí, você viu também o Palmeiras perder vários mandos de jogos por atos de sua torcida, mas viu a torcida do Flamengo disparar rojões nos torcedores do Atlético-GO; viu a torcida do São Paulo quase matar um flamenguista; viu a torcida do Corinthians invadir a área destinada aos torcedores do Vasco e agredir um monte de gente, bater em policiais; viu torcedores corintianos disparem sinalizadores no campo (não tô  falando do jogo na Bolívia), e viu mais um monte de outras torcidas brigarem, fazerem arruaça… e nenhum dos clubes dessas torcidas ser punido com perda de mando de jogo. E como se fossem dois os livros de regras utilizados pelos promotores do STJD, porque SÓ O PALMEIRAS PERDEU MANDOS DE JOGOS POR ISSO.

Você já viu também uma tonelada de jogadores marcarem gols de mão, os juízes não verem a infração e validarem esses gols… já viu seleção ganhar Copa do Mundo assim…  já viu até gol de mão ser validado quando o juiz viu que foi com a mão – como fez PCO naquele gol de Adriano contra o… PALMEIRAS (contra o Palmeiras as regras são sempre distorcidas)… Mas NUNCA tinha visto um desses gols ser anulado, por pessoas que não fazem parte da arbitragem, com recursos não permitidos pela FIFA, até aquele gol do Barcos (que sofreu pênalti no lance, antes mesmo de tocar a bola) ser anulado com informações do delegado da CBF, que foi olhar as imagens de repórteres em campo; até o tribunal julgar “legal” que as regras da Fifa tenham sido jogadas no lixo, até o tribunal achar que um ERRO DE DIREITO é menos grave do que um ERRO DE FATO. Que vergonha, STJD!

E agora, mais uma vez, usando de parcialidade, punindo a sinceridade (já usada por representantes de outros clubes) e premiando a hipocrisia, o STJD, de maneira abjeta, inova e pune um jogador do Palmeiras de maneira inédita.  Algo nunca visto antes na história do futebol brasileiro. Na categoria: “Denúncia feita por torcedor de imprensa esportiva”, modalidade “Nunca antes vista no país”, Valdivia foi suspenso por duas partidas por ter forçado um terceiro cartão amarelo, coisa que acontece em todas as partidas de todos os campeonatos do Brasil e do mundo, e que aparecem nas notícias o tempo todo, sem que os promotores não mexam uma palha sequer. E, diga-se de passagem, o cartão de Valdivia foi forçado com fair-play, sem agredir adversário, sem xingar juiz e nem tirar camisa. E ele receber uma punição por isso é uma afronta ao Palmeiras e a todo palmeirense! Dois jogos de suspensão porque forçou o cartão amarelo!?!?!? (sem agredir e sem atrapalhar o jogo). Isso é abuso de poder! E a pergunta que não quer calar, e que o STJD deveria nos responder é : Por que para os outros todos, QUE FIZERAM O MESMO, não teve punição?

Mas a “Capitania Hereditária” do STJD, cuja presidência passa de pai pra filho, acatando a denúncia, disfarçada de jornalismo, feita pelos apresentadores de um programa de TV, enquadrou Valdivia no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva).

E aí a gente pergunta pros homens do STJD: Se não é sacanagem com o Palmeiras, se os promotores não são torcedores disfarçados de promotores, se eles fazem mesmo a justiça que o tribunal leva no nome, por que é que esses casos, que exemplifico abaixo (e existem muitos mais) não foram punidos? POR QUE É QUE O TITE NÃO FOI PUNIDO POR CONDUTA CONTRÁRIA À ÉTICA DESPORTIVA, uma vez que ele assumiu publicamente que orientou seu jogador a forçar o cartão?  Por que  PAULINHO, NEYMAR, RONALDINHO, THIAGO NEVES, RIVEROS, não foram punidos? Por que Rogério Ceni não é punido agora pelo que fez e pelas declarações que deu depois?  O QUE É DIFERENTE? POR QUE A ÉTICA E A JUSTIÇA DO TRIBUNAL DEPENDEM DA “COR DAS TRANCINHAS DO JOGADOR”, DO DISTINTIVO QUE ELE OSTENTA NA CAMISA (o promotor que falou tamanho absurdo sobre a “cor das trancinhas”, deveria ter sido punido e afastado do tribunal, caso esse tribunal fosse mesmo isento de clubismo)?

Onde estava  Schmitt, Zveiter – herdeiro da capitania hereditária -, e os demais torcedores, ooops, promotores do tribunal, quando esses cartões foram tomados? Por que esses jogadores todos ficaram impunes? Como é que os homens do tribunal podem agir com exagero no cumprimento das regras pra uns, distorcendo algumas regras para conseguir punir esses uns, e em casos idênticos não aplicarem essas mesmas regras? A justiça existe para quem eles querem que ela exista, é isso?

Que explicação eles têm pra dar, por não não terem feito nada a esse respeito? Por darem um jogo para um atleta que pisa o pescoço de um adversário e dar dois para um que retardou a substituição para tomar um amarelo? QUAL É A CONDUTA MAIS ANTI DESPORTIVA?

Será que os homens do tribunal acham que agir de maneira nojenta é fazer justiça, será que imaginam que são a própria justiça? Será que em países desenvolvidos existe essa farra de tribunal, esse abuso de poder?

Paulinho-Amarelo-Forçado

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RG-Amarelo-Forçado

As notícias falam por si  mesmas…

Valdivia, punido por forçar um cartão, como fez o Paulinho,  Neymar, o Ronaldinho Gaúcho, o Thiago Neves, o Riveros e tantos outros, que não foram punidos – E NÃO HÁ MOTIVO PARA QUE SEJAM PUNIDOS -, estará fora quando essas partidas forem cumpridas e, portanto, não é esse o problema. O problema é o Palmeiras ser punido, SEMPRE, por infrações que não servem de motivo para que outros clubes sejam punidos; o problema é o o tribunal agir de maneira nojenta, parcial! É o Palmeiras ser punido por não ter as trancinhas nas cores dos clubes de coração dos promotores do tribunal (está provado aqui, que, para infrações idênticas, o STJD tem punições diferentes). O problema é o Palmeiras ser punido por iniciativa primeira de um “torcedor ‘profissionau’ de imprensa”; o problema é distorcerem a regra para enquadrar quem eles querem punir… é os jogadores do Palmeiras não poderem jogar o mesmo jogo que todos os outros jogadores jogam, não poderem usar da mesma esperteza que todos os outros usam… mas terem que ficar “espertos” com as armações pra cima deles…

O problema é o futebol brasileiro e o seu Superior Tribunal de (IN) Justiça Desportiva serem essa vergonha, esse circo de favorecimentos pra uns e “abuso de poder” pra outros. O PROBLEMA É A CBF ASSISTIR A TUDO SEM NADA FAZER…

‘Parabéns’, Gambazek, escroto torcedor profissional de imprensa! Você, que já conseguiu o privilégio de estar na TV, mesmo com seus parcos recursos de vocabulário, mesmo com o seu “profissionalismo seletivo”, deve estar muito orgulhoso por ter “dedado” um jogador do Palmeiras e , assim,  conseguido que dessem um jeito de puni-lo.

E é por existirem tantas pessoas com o mesmo senso de ética e profissionalismo que o seu, que o Brasil está nessa draga!

E é porque o futebol brasileiro desce a ladeira, assombrado por suspeitas inúmeras, se distanciando muito dos europeus, – a quem tanto quer se igualar -, que as emissoras de TV o acompanham, descem a ladeira também, e empregam torcedores do seu nível “proficionau”.

“Quando há uma tormenta, os passarinhos escondem-se, as águias, porém, voam mais alto.” – Indira Gandhi
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Mais um  momento difícil em nossas palestrinas vidas… Parecia que estava tudo tão bem e, de repente, o tempo escureceu…
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Se eu dissesse que não esperava que o Palmeiras avançasse na Copa do Brasil, estaria mentindo; se eu dissesse que não temia uma desclassificação, estaria mentindo também.
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O que eu não esperava, e nem imaginava, era que os jogadores adversários tivessem mais empenho em campo do que os jogadores do Palmeiras (eles correram em campo, é verdade, mas faltou a alma, a entrega) ; nem que fossemos pra disputa, mal escalados,  tentando garantir a vantagem magrinha de 1 x 0, ou que o time jogasse muito abaixo do que pode, que deixasse uns buracos na defesa e que ficássemos esperando pra ver o que o time da casa ia fazer.

E nunca poderia ter sido do jeito que foi, numa apatia medonha e desrespeitosa à camisa e à torcida do Palmeiras. Nunca tomando gol de lateral (semi-aposentado) do “fortíssimo” Atlético do PR, nunca tomando um vareio e sendo goleado tão facilmente, nunca contando com a “grande” vantagem de um mísero gol (se era pra segurar a vantagem, como vacilamos tanto e tomamos três?), nunca sem termos feito nada que justificasse até mesmo um empate.

Realmente, foi e é inaceitável. Ainda mais porque sabemos que podemos jogar mais do que aquele nada que vimos em campo… porque não dá para engolir que, numa partida valendo vaga à fase seguinte de uma Copa do Brasil, a apatia entre em campo no lugar da determinação e da vontade de ganhar a qualquer custo.

A tormenta chegou e percebemos que o time que jogava como time de série A, não soube jogar nem mesmo como time de série B, que enfia os 11 na área para não tomar nenhum gol e se tiver oportunidade se aventura no ataque. Time de série B que bate um bocado no adversário e, o tempo todo, simula faltas que não existiram. Acho horrorosos esses dois últimos “recursos”, mas nem isso fizemos.

Kleina errou – não foi a primeira vez – e não soube consertar. Henrique fez uma partida muito abaixo do que poderia fazer, Wesley segurava a bola demais e estragava muitas tentativas de jogadas; Charles e Márcio Araújo na marcação (?) era trabalho dobrado para os dois zagueiros, Juninho muito ruim… e, justiça seja feita, o time inteiro não foi bem.

Kleina é mais um técnico medroso comandando o nosso time… e não entendeu que mais vale se arriscar a perder o emprego sendo um kamikaze, ousando, usando os seus conhecimentos de futebol na tentativa de vencer o “inimigo”, do que perdê-lo por não ter tentado fazer mais, por ter ficado esperando pra ver o que o adversário ia fazer e acabar sendo surpreendido por uma goleada e uma desclassificação (mais uma). Aqui é Palmeiras, Kleina! Você não percebeu a diferença ainda? Pra virar um grande técnico vai ter que tirar um Ás da manga. Se continuar repetindo os esquemas furados dos grandes técnicos, que já não são mais tão grandes assim, seu futuro vai ser um Bragantino da vida e olha lá.

E embora eu ache que o Kleina não serve para 2014 (e o que eu acho não vale niente), ainda temos bons meses até lá, e somos líderes da competição que nunca deveríamos estar competindo. Penso que ele deveria ser mantido até que tenhamos pontos suficientes para subirmos. Muito embora nos pareça que subir já é ‘fava contada’, o futebol tem nos mostrado, com revezes muito doloridos, que nada está ganho antes de ser matematicamente comprovado. E, por isso, mesmo não podemos nos desunir agora, aceitar mais pilha da imprensinha, declarar guerra a todo mundo, e ajudar a nossa maionese a desandar, porque o prejuízo vai ser só nosso.

E já passou, vamos em frente! É o que se tem pra hoje.

Ah, e antes que eu me esqueça, tem mais uma coisa que quero falar e com a qual eu também não contava… que se tornasse normal o Palmeiras ser prejudicado em todas as competições, e que parte da sua torcida perdesse a capacidade de enxergar isso, em meio aos nossos muitos defeitos, aos nossos tantos erros. (Pouca gente ainda se lembra porque não passamos pelo Tijuana na Libertadores).

No dia seguinte à desclassificação na Copa do Brasil, ninguém lembrava dos erros da arbitragem que prejudicaram o Palmeiras nas duas partidas diante do Atlético, ninguém falava do juiz deixando que eles batessem à vontade no primeiro jogo e levando em banho-maria o primeiro tempo para não punir com cartão amarelo os jogadores mais violentos. Ninguém lembrava do pênalti que Henrique sofreu na primeira partida e nem de todos os erros de quarta-feira, do pênalti em Leandro, que não foi assinalado, por causa da marcação de um impedimento que não existiu

Do pênalti em Henrique, que aconteceu bem na minha frente, no Pacaembu, só encontrei essa imagem. Reparem na mão que puxa Henrique pelo braço e para baixo:

Henrique-pênalti

Se criticamos técnico e jogadores, merecidamente, diga-se de passagem, temos que falar da arbitragem também. E não é feio, nem choro de perdedor, como imaginam alguns. E porque temos agido assim, com esse “escrúpulo” politicamente errado, errar para o Palmeiras passou a não trazer consequência alguma pra ninguém… roubam o Coritiba diante do Corinthians e depois, para compensar as reclamações de que os times do eixo Rio-SP são favorecidos, eles equilibram a balança permitindo que o Palmeiras seja prejudicado. E é sempre assim. E todo mundo que acompanha futebol sabe o que acontece quando o erro é contra outro(s) time(s). Basta comparar como é diferente quando é conosco.

A partida de quarta-feira mostrou os nossos problemas dentro e fora de campo. Problemas que teriam sido relevados, e até mesmo ignorados, caso o Palmeiras não fosse operado pelos auxiliares no primeiro e no segundo tempo (auxiliares que ficaram em Curitiba desde domingo, que trabalharam em dois jogos seguidos do Atlético). Muito provavelmente, esses problemas apareceriam mais à frente (ou não), mas o resultado dessa partida poderia ter sido outro. E porque o time foi muito mal e o técnico também,  o nosso problema, de sempre, passou batido…
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No primeiro tempo, o bandeira Altemir Hausmann (aquele que levou uma bolada em Barueri, lembra?) impediu duas jogadas de gol do Palmeiras, marcando dois impedimentos absurdos. Lances fáceis de serem vistos e que não poderiam ser marcados por alguém com a sua capacidade técnica. E apesar da ofensividade do time da casa, de importante mesmo na primeira etapa, teve o gol do Atlético, uma outra chance, perdida pelo Delatorre, e duas jogadas do Palmeiras, tiradas pelo Altemir Hausmann. A reação do Palmeiras, que poderia ter acontecido (por que não?) foi tolhida na marcação desses impedimentos absurdos. 
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Na segunda etapa, quando ainda estava 1 x 0, e um gol do Palmeiras, na casa do adversário, o deixaria em situação muito confortável, o outro auxiliar completou o serviço. Leandro entrou na área com a bola dominada e foi derrubado pelo goleiro. Pênalti… que não foi marcado porque a arbitragem inventou um impedimento (tente imaginar o que aconteceria caso o impedimento inventado prejudicasse um certo outro time). As imagens, que são muito claras, já sumiram dos vídeos com os melhores momentos (essa é a jogada). Só consegui a do tal “impedimento” do Leandro, antes que ele sofresse o pênalti.
Leandro-impedimento
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E com a vantagem de um empate, com um gol marcado fora de casa (caso o pênalti tivesse sido assinalado e convertido), quem garantiria que o Palmeiras, tranquilo,  não tivesse marcado mais um ou dois gols, nas chances que criou? Mas aí, o Palmeiras tomou o segundo, e se perdeu totalmente na partida. Fica tão fácil para a arbitragem conduzir o jogo para um determinado resultado, não é mesmo? Os problemas vistos ontem, talvez tivessem sido adiados, minimizados e, até mesmo, corrigidos, mas o Palmeiras não teria sido desclassificado.

Apontar o que é feito contra o Palmeiras não é errado e nunca vai determinar a perda do nosso senso critico em relação ao futebol, a perda da nossa capacidade de avaliar o que está errado com nosso próprio time e desempenho. E, por isso mesmo, não podemos nos calar e achar que é legítimo que nos roubem só porque o time jogou mal.

Se estamos revoltados, se estamos p… da cara, temos que nos posicionar contra tudo de errado que vimos acontecer em campo, com nosso time, com o técnico e com a arbitragem também.

E sem esquecermos do pessoal da TV.. (Jota Junior, Antero Greco) que, covardemente, continua omitindo tudo o que é feito contra o Palmeiras.

Mas vamos em frente, torcedor, não vamos nos perder na (justa) revolta, não vamos perder o rumo e muito menos o foco; vamos voar mais alto, acima da tormenta… SOMOS PALMEIRAS, EM QUALQUER TEMPO E SITUAÇÃO!