“Pra jogar no Palmeiras você precisa ser mais homem do que os outros, não basta ser um grande jogador de futebol” (Evair, o Matador)

Eu não sei quem vai ser o campeão brasileiro, não sei se o Palmeiras vai ganhar a sua última partida do ano…

Mas sei que o Pacaembu vai tremer amanhã. De medo…. E este é o meu Palmeiras! Aquele que, esteja em que fase estiver, mete medo nos adversários, mesmo quando são eles que estão para decidir um título.

Depois da vitória do Verdão diante dos bambis, os gambás que infestam o blog, desapareceram; são poucas as camisas inimigas que vemos nas ruas… tá todo mundo ‘pianinho’… Mas justo agora? Quando eles vão jogar o Derby por um empate? Isso é MEDO! Medo que não permitiu que mais de 5% da nossa torcida esteja no estadio. O Palmeiras lhes deu 40% dos ingressos no primeiro turno, mas eles não têm coragem de fazer o mesmo agora. Porque temem o Palmeiras e temem a força da nossa torcida. Porque sabem que, numa hora como essa, entramos em campo com o time, colocamos nosso coração no gramado…

Medo é sinal de respeito! E é bom que nos respeitem mesmo! Porque, quem foi que disse que pra ser a torcida mais bonita, mais vibrante e apaixonada, ela tem que ser a mais numerosa? Os 1800 guerreiros que lá estarão levarão consigo 20 milhões de outros guerreiros, tenham certeza disso. A nossa força acompanha aquela camisa onde quer que ela esteja. Foi assim em 93, em 2000 na Libertadores, foi assim quando fizemos 8 x 0 num Derby,  e tem sido assim ao longo da nossa história de conquistas e glórias…

História do clube que nasceu do amor da sua gente. Do mais puro amor de imigrantes italianos pelo Brasil. E é por isso que o que nos move, o que move a família de sangue esmeralda, que hoje é de tantos credos e tantas raças, é il cuore, é l’amore!!

Não dá mais para ficarmos falando do ano ruim que tivemos, dos erros desse ou daquele, se o técnico acertou ou errou… Agora não! AGORA É GUERRA!  É O DERBY QUE FAZ A CIDADE PARAR! E é hora de reunirmos as forças! É hora do time mostrar o espírito de luta e superação que apresentou nas duas últimas partidas. É hora de fazermos a diferença no campeonato!

Os gambás vêm desfalcados de Paulo César Oliveira mas, mesmo assim, todo cuidado com a arbitragem é pouco, Verdão!

TREMEI, GAMBAZADA! É HORA DE CHORORÔ!! (Se cuida Mago, e mantenha-se calmo, porque você vai apanhar como sempre e vai ser provocado como nunca. Tirar você do jogo vai ser a estratégia número 1 dos gambás)

Pra cima deles, Palmeiras! A ordem é atacar (tomara Felipão pense o mesmo)! A história, mais uma vez, não te quer coadjuvante! Você nasceu para brilhar, meu Verdão!  Coração e energia de 20 milhões, concentrada em 1800 palestrinos na bancada e 11 guerreiros em campo.

Chegou a hora!! Boora buscar a vitória, Verdão! Queremos esses últimos 3 pontos e, tenho certeza,  cada um dos nossos jogadores também quer, muito! Pois então, que joguem por amor ao Palmeiras, pela honra, pela louca paixão dessa torcida, pela visibilidade, por seus filhos, suas mulheres, seus pais, pelo bicho, pelos gritos do Felipão, pela renovação de contrato, pela salvação do ano que foi ruim, pela pressão, pela raiva de todos os pontos que nos foram roubados e pelos que deram ao adversário, pela diversão de ajudar o Vasco, pela despedida de São Marcos, pelo simples prazer de vencer, ou porque aqui é Palmeiras… seja lá qual for o motivo, escolham qualquer um deles, mas lutem muito e ganhem essa porra de jogo!!!

VOCÊ É MAIS QUE UM TIME, PALMEIRAS! É A NOSSA MAIS LOUCA PAIXÃO!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=RB1y-cAN13g&NR=1[/youtube]

Recadinhos dos #TwitPigs para vocês…

Jorgito Valdivia@el_mago_fake  @TaniaClorofila Nuestra felicidad depende de ti! Los gambas ya estan con miedo .. Emperatriz ya estaba se borrando jaja .. #ACELERAVERDON

Eric A. Delaney@greengodelaney Gamba aqui no trampo; “Tem q quebrar o Valdivia antes dos 15 minutos” … Eeeee a cueca ta borrada viu! Haja medo!

Eric A. Delaney@greengodelaney Conversa aqui, eu só na escuta .. “Medo? É eu também tenho .. aquele cabeça de cone (Assunção), vai ser foda!” HUUHAhuAHUAUH

Raul Bianchi@goleiroverde  @TaniaClorofila meu recado é :”JOGUEM BOLA SEUS PORRAS!”…obrigado.

JUNIOR@Juniorbs @TaniaClorofila Neste último jogo, não joguem por vocês! Joguem pelo Palmeiras!

RaulRicardi@RaulRicardi @TaniaClorofila tem que jogar com raiva dessa PORRA de curintia

Eric A. Delaney@greengodelaney @TaniaClorofila Pra cima dos fedorentos!! Quero ver chororo domingo!!

Cleiton Campos@ccamposjornot @TaniaClorofila Vai uma frase do Raul Seixas:Sonho q se sonha só é só um sonho. Mas sonho q se sonha junto é realidade!
e Vibra@TorcidaQueCanta e Vibra @TaniaClorofila Meu recado é ‘NAUM VAMOS PERDE NEM A PAU JOGUE ATÉ SAIR SANGUE DOS OLHOS ‘
Éder A. エデル@edersep @TaniaClorofila Meu: “GANHEM DESSA PORRA DE CORINTHIANS”
Natália Maróstica@namarostica @TaniaClorofila É pra honrar esse manto que vocês vestem.. ganhar esse jogo e fazer a felicidade da nação alvi-verde!!!!!!!!!!!!!
BrunoBateraSEP@brunobateraSEP @TaniaClorofila Valeu, Tânia! Contando mais do q nunca com o Mago no Domingo!
Glauco Lopes@GlaucoLopes_ @TaniaClorofila Meu recado é: “Joguem pelo orgulho palestrino. A missão foi dada e deverá ser cumprida!”
Carlos Alexandre@CarloAllexandre @TaniaClorofila Palmeiras 3 x 0 Gamba. Detalhe: 2 do Valdiva e 1 do Marcos A.
Carine Carvalho@carvalho_carine @TaniaClorofila manda la /9 letras ,2 cores ,1 sentimento e pouca explicação:Palmeiras♥ |Força verde , a vitoria vai ser nossa tenho certeza

 

“O cão não ladra por valentia e sim por medo” – Provérbio chinês (minha homenagem à ridícula coletiva do técnico Tite)

Eu nem sei dizer com que espírito fui ao Pacaembu para Palmeiras x Bambis. Com tantas coisas em jogo, preferi não investigar o que ia no meu coração. Mas, se o Palmeiras vai jogar, eu vou! A partida que, em relação ao campeonato para nós nada valia, era importantíssima para a nossa auto estima, para o fortalecimento do grupo, para quebrar a sequência de 9 partidas sem vencê-los no Brasileiro, para tirar (who knows?) as gazelas da Libertadores e para umas deliciosas coisinhas mais… E tão certo era isso, que quase 20 mil torcedores estavam no estádio. Fiquei arrepiada e com o coração feliz quando anunciaram a escalação do Palmeiras, e a torcida exultou ao ouvir o nome de Valdivia…

Sem esquecer das nossas deficiências, eu achava que podíamos ganhar, mas não fazia ideia do tipo de espetáculo que encontraria. É claro que, com Valdivia no time (que pavor eu tinha que ele levasse amarelo), o papo é outro. Tinha estado com ele antes do jogo contra o Bahia, e o senti muito disposto a jogar tudo o que sabe. E, só pela maneira que o Mago se cuidou o jogo todo para não levar cartão, a gente sabe QUE ELE ESTÁ DOIDINHO PARA PEGAR OS GAMBÁS! Tirar o título deles então, pode vir a ser a cereja do nosso bolo de Natal.

Eu não sei se era mesmo por causa do Kleber que nos andou faltando aquele algo mais; não sei se é coincidência, ou se aquele episódio serviu para todo mundo colocar as barbas de molho; o fato é que o Palmeiras que vi em campo contra o Bahia, e que vi diante do São Paulo, está cheio de pegada e muito mais unido.

E o jogo diante dos bambis foi sensacional! Foi nervoso, é verdade (eles deram algum trabalho), mas teve momentos deliciosos. Teve o Palmeiras indo pra cima dos bambis, logo de cara. (Aos 2′, Marcos Assunção levantou a bola na área e Henrique deu o primeiro susto em Rogério Ceni); teve Valdivia colocando os companheiros na cara do gol do farsante (Ah, se tivéssemos um Evair no time…) e, contrariando todas as expectativas, espertíssimo para não levar o tão temido amarelo. Infelizmente, teve o juiz, ‘Oliveirando’, como sempre (Ô família desgraçada essa, de juízes gatunos). Mas a tarde era nossa, e teve Assunção, que fez uma partidaça, utilizando com muito mais propriedade a nossa única jogada; teve Leandro Amaro, Henrique, Cicinho e Gerley jogando muito; teve o Palmeiras esbanjando garra e vontade de vencer; teve o time abraçado comemorando gol; teve a torcida cantando, sem medo de ser feliz…

Os bambis faziam muitas faltas; Fernandinho no Cicinho, no Mago; Dagoberto em Henrique… cada hora um, mas, para o juiz Metralha, que amarelava os palmeirenses por qualquer motivo, errado era o Felipão por reclamar. O tal Luís Flávio de Oliveira, tão criterioso com o Palmeiras, “esquecia” de amarelar os bambis em muitas das faltas duras que cometiam.

O Verdão continuava assustando o eterno terceiro reserva do Marcão, que passava apertado e fazia boas defesas. Luís Fabiano, Fernandinho e Dagoberto levavam perigo, é verdade, e as chances se sucediam para ambos os times, mas o domínio de jogo era nosso. O Mago, que deve ser de titânio, apanhava como sempre. Nas cobranças das faltas, Assunção dava uma dor de cabeça danada para os bambis. Ora Rodolfo aliviava, ora o cara de rato tirava de soco…

O tempo passava e nada do nosso gol sair. Aos 38′, Valdivia (como eu gritava pra ele sair de perto do juiz, para não bater em ninguém, não reclamar…) fez uma bela jogada individual e chutou forte de fora da área, mas a borboleta mor defendeu no canto. Aos 46′, a jogada mais sensacional da primeira etapa; Luan recebeu na esquerda, cruzou fechado e o goleiro espalmou; na sobra, Assunção chutou pro gol e o goleiro tocou na bola mandando-a na trave; ela foi parar com Valdivia que, numa quase bicicleta, mandou pro gol. Ela passou pertinho… Se sai aquele gol do meu ídolo, eu teria ido parar no Incor. Então, o juiz apitou o final da primeira etapa. O goleiro de hóquei, que já dá na cara essa paixão que tem pelo Mago, foi provocá-lo, foi dizer para ele parar de encenar, foi empurrá-lo… QUEM É VOCÊ SEU FARSANTE, INVENTOR DE PROPOSTA DE TIME INGLÊS, PARA COBRAR QUALQUER COISA DE UM JOGADOR DO PALMEIRAS? Vá cobrar isso do seu time, do Dagoberto, seu frangueiro, e deixe as suas mãos bem longe do Mago!

Na segunda etapa o Palmeiras já chegou, chegando. Nosso ataque, com velocidade, ia encontrando espaços. Marcos Assunção achou Luan na área, mas ele tocou por cima do gol. Depois foi a vez de Luan achar o Mago, que bateu colocado e a bola, caprichosa, passou perto. A gente com o coração e olhos no Pacaembu, mas de antena ligada  nas outras partidas. Meu medo de o Mago tomar um cartão amarelo era cada vez maior. Mas ele conduzia a situação admiravelmente.

Aos 10′, o momento de catarse… Marcos Assunção, pela esquerda, e muito longe da área, cobrou falta. Ela foi em direção ao gol, quicou na frente de Rogério e entrou  (ainda tenho a sensação que Luan desviou)! O Pacaembu explodiu no grito de gol! Que felicidade enorme eu sentia naquele momento! O Palmeiras, ainda que tardiamente, mostrava a sua força. O Palmeiras, finalmente, compreendia que, ao invés de temer os adversários, pode ser um dos seus maiores pesadelos. Como se estivéssemos ligados por fios invisíveis, todos nós torcedores sentíamos a mesma coisa, todos passávamos a ter a  mesma venenosa intuição…

O jogo ficou aberto, mas tivemos muitas oportunidades. Gerley quase marcou de fora da área. Rogério teve que trabalhar. Assunção levantou na área para Henrique cabecear por cima; Assunção (que partidaça) da entrada da área, chutou muito forte e a bola passou raspando a trave… Aos 24′, Felipão tirou Patrik e colocou Chico. Achei que era muito cedo. Sorte que as coisas deram certo pra gente…

Felipão sacou Ricardo Bueno e Cicinho para as entradas de Fernandão e João Vítor. Perdemos muito da nossa ofensividade, mas João Vítor até que corrigiu os erros que, naquele momento, aconteciam lá pros lados do Cicinho. Eu quase morria de nervoso… Com as três substituições, Valdivia, que estava jogando muito, diga-se de passagem, não poderia ser sacado para ser preservado para o Derby. Os bambis se aventuravam mais ao ataque e davam trabalho. Só que foi o Palmeiras, com Fernandão, que desperdiçou o gol mais feito da partida. Luan avançou pelo lado esquerdo, tocou para Valdivia que deu passe perfeito deixando Fernandão na cara do goleiro bambi. Mas ele desperdiçou a chance… Até agora não entendo como ele perdeu aquele gol, que eu podia jurar que tinha entrado.

Enquanto isso, os gambás ganhavam a sua partida e o Vasco empatava a dele. Enquanto isso, Emerson, dos gambás, ainda não foi julgado (acho que o tribunal espera o campeonato acabar). Finalzinho de jogo… Os palestrinos esperavam o apito final para comemorar a vitória do Verdão… Finalzinho de jogo no Rio… vascaínos, palestrinos e todas as pessoas de bem do Brasil, contrárias às mutretas da CBF com o dirigente gambá, contrárias aos 88% de chance de titulo para a bandidagem, esperavam um gol do Vasco…

De repente, sem mais, o Pacaembu explodiu de vez! Enquanto os gambás davam volta olímpica em SC, no Rio de Janeiro o Vasco marcava o seu segundo gol e deixava a decisão do título para a última rodada. Quem é que diz que campeonatos de pontos corridos não têm final? TÊM SIM! E SERÁ ENTRE PALMEIRAS X GAMBÁS!!!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=gf8o-9ZibD4&feature=player_embedded#![/youtube]

Não falei que íamos nos transformar no maior pesadelo gambá? No seu medo de se transformar na segunda maior piada do ano (ser desclassificado na pré Libertadores, foi a maior piada de todas)?

E você vê que o futebol está uma m… e as pessoas sem caráter, quando Valdivia diz que quer vencer por honra, e isso vira polêmica, causa o maior escarcéu. Mas se disser que é pelo “prêmio”, aí tá certo?

Como podem ver, a “reclamabilidade” e a “chorabilidade” já começaram! E olha que o empate é deles. Mas a “paurabilidade” é tanta que nem se lembram disso. E afinal, não eram os jogadores, não era o Tite, que diziam que tínhamos que ganhar do Vasco, pelo profissionalismo? Então… vamos ser profissionais.

Vamos lá Tirone, Palmeiras de camisa listrada e meião branco para o jogo de domingo! E, se for possível, coloca o Evair no banco, para assistir a partida ao lado do Marcão. É FATALITY NA GALINHADA!

 

SE SEGURA, GAMBAZADA! O SEU PESADELO COMEÇA AGORA!!!!! Mas vocês não vivem de títulos mesmo, né? hahahahahah

Felipão havia dito que não temos nada na Base (voltou atrás ontem e disse que sempre elogiou os garotos), e não é que a molecada resolveu contrariar o comandante palestrino?

No sábado (26) pela manhã, no estádio municipal Carlos Ferracini, em Caieiras, o time Sub-17 do Palmeiras, enfrentou o time do Santos pela segunda partida da final do Campeonato Paulista 2011. Mesmo tendo perdido por 2 x 1, o Palmeiras, que havia vencido a primeira partida pelo mesmo placar, e foi o time de melhor campanha, ficou com o caneco.

PALMEIRAS, CAMPEÃO PAULISTA 2011 NA CATEGORIA SUB-17. E foi merecido! Eu estive no jogo e, debaixo de um sol escaldante, vi uma garotada boa de bola, cheia de vontade, jogando num time arrumadinho.

No primeiro tempo, o Palmeiras foi para cima e, aos 9′, de lateral para lateral o gol palestrino aconteceu. Cesar, o lateral-direito, puxou contra-golpe em velocidade e cruzou para o lateral-esquerdo Lima que, livre de marcação (e pedindo desesperadamente a bola), dominou e bateu cruzado para colocar o Palmeiras em vantagem.

O Santos, que já tinha perdido em casa e perdia também na segunda partida, passou a ser um franco atirador e foi pra cima do Palmeiras. Num dos lances, a arbitragem assinalou pênalti para o time praiano. Vítor Hugo foi para a cobrança, Vinícius se esticou todo e com um leve toque mandou a bola na trave.

Na segunda etapa, o Santos veio decidido a conquistar o título. Em dez minutos se colocou à frente no placar. E então, para nós torcedores, a partida ficou nervosa. Mas tenho que ressaltar que, embora a partida estivesse aberta aos dois times, foi o Palmeiras foi quem teve as melhores oportunidades de marcar. Talvez o fator psicológico de se estar tão próximo de uma conquista tenha influenciado na hora de finalizar.

Mas foi lindo ver o Palmeiras jogando com tanta raça, foi emocionante ver aqueles garotos honrando a camisa com tanta determinação e superação. Porque foi um sufoco nos minutos finais. O desgraçado do juiz não apitava nunca! A torcida gritando que já tinha acabado, e ele deu mais 3 minutos, depois mais um… A nossa parte da bancada parecia estar em campo, jogando junto.

E a cada investida do Santos, aparecia alguém de verde para rebater. O goleiro Vinícius fazia boas defesas. E então… o juiz apitou o final da partida! Que maravilha! PALMEIRAS CAMPEÃO! Festa dentro de campo, festa na arquibancada!! E foi de arrepiar! De dar aquele nó na garganta ao comemorarmos o título, aos gritos de “É CAMPEÃO!”. Tão lindo ver a alegria daqueles garotos…

Com uma campanha belíssima (32 jogos / 25 V / 3 E / 4 D / 86 GP / 26 GC / 60 SD) esta foi a nossa 12ª conquista estadual na categoria. Ganhamos em 1926, 1927, 1937, 1941, 1944, 1952, 1955, 1960, 1961, 1966 e 1972. Fazia tempo, né?

PARABÉNS PALMEIRAS SUB-17, de Vinícius, Cesar, Mendes (Vinícius Andrade), Luiz Gustavo, Gabriel,  Lima, Bruno Sabiá (Juninho), João Denoni (Hugo), Lucas Taylor,  Bruno Dybal, Matheus, e do técnico Márcio Vicente Rodrigues. VOCÊS NOS ENCHERAM DE ORGULHO!!

E que nunca lhes faltem oportunidades, apoio e reconhecimento por parte do Palmeiras.


Nem eu mesma sabia o tamanho do medo que trazia no peito…

Oficialmente, o jogo contra o Bahia lá em Salvador, seria o último jogo “fácil” para o Palmeiras. Depois dele, nos sobrariam dois clássicos, daqueles em que tudo pode acontecer, inclusive o juiz nos meter a mão descaradamente. Mas, jogo fácil era maneira de dizer, né? Porque jogar contra o Bahia, na sua casa, quando ele também luta para se manter longe da zona de degola, de fácil não tinha nada. Ainda mais depois de termos nos enroscado em tudo quanto é jogo fácil que jogamos neste segundo turno.

Famintos de vitórias, amargando um jejum doído e incômodo, fomos todos lá para o Pituaçu – sim, além do bom número de palestrinos que se encontravam no estádio, de alguma maneira toda a Nação Alviverde estava lá, com o coração esperando por um gol para poder voltar a bater, tensos e olhos grudados no que acontecia em campo.

Eu estava muito nervosa. A minha esperança, brigando com o medo que eu sentia de não vencermos a partida, queria um gol do Palmeiras de qualquer jeito, fosse do craque ou do perna de pau, com jogada linda ou com chute de canela, de bico, sem querer, contra… mas tinha que sair um gol. Como ele aconteceria, era algo totalmente irrelevante.

Mesmo tendo trancado a sete chaves o meu senso crítico e analítico, mesmo fazendo um esforço danado para não tentar entender porque Carmona não estava em campo ao lado de Valdivia, mesmo tendo me preparado apenas para torcer muito, eu achei que o Palmeiras marcava bem, estava mais arrumado em campo, mais organizado taticamente. Também, com Valdivia (e seus belos passes) no time, o papo é outro, as jogadas deixam de ser previsíveis, os avanços da equipe ficam mais interessantes e, os adversários, preocupados com quem pode desequilibrar, passam a te respeitar mais. Não era a toa que Fael não desgrudava do Mago que, mesmo muito marcado, e apanhando um bocado, dava um jeitinho de servir seus companheiros.

O Bahia tentava com Lulinha (aquele que os gambás juravam que tinha proposta européia de 30 milhões de euros) e com Camacho. Já o Palmeiras, além das bolas paradas do Assunção, apostava na visão de jogo do Mago, nos seus passes inteligentes, e na velocidade de Cicinho, Gerley, Luan e Ricardo Bueno.

Embora errássemos muitos passes, o Bahia errava mais. Isso me pareceu de bom agouro. Normalmente, somos nós quem erramos mais passes. O Palmeiras me parecia mais vibrante, confiante, sei lá… Éramos superiores na partida.Parece que a chegada do César Sampaio deu uma melhorada no astral da equipe.

E aos 20′, o grito de gol  explodiu entre os palestrinos! Assunção cobrou escanteio, Luan, de cabeça, mandou na trave. No rebote, Ricardo Bueno (que foi quem deu o último toque), Thiago Heleno e a bola foram todos parar dentro do gol. Graças a Deus o Palmeiras saía na frente! Eu tremia de emoção e alegria…

Com o Mago, ainda que bem marcado, as jogadas começaram a aparecer. Ora ele lançava Cicinho, ora tabelava com Luan. A mesmice dava lugar à criatividade. O Bahia levava perigo com Lulinha, mas Deola e a zaga tratavam de destruir as tentativas do adversário.

Assim que começou a segunda etapa Luan invadiu a área, chutou forte e quase fez o segundo. Patrik pegou o rebote e mandou por cima do gol. E foi então Valdivia apareceu, de vez!! O nosso Mago, de sempre, meteu um axé chileno pra cima dos desnorteados defensores do Bahia, e começou a deitar e rolar em campo. Isso fez o Palmeiras mais forte e me quase me mata de alegria.

E o Palmeiras começou a martelar o Bahia (que trazia perigo também). Aos 7′, Valdivia, do meio da rua soltou uma bomba. O filho da mãe do goleiro mandou pela linha de fundo; aos 8′, o Mago deu um passe lindo para Patrik, que dominou e bateu cruzado, o goleiro defendeu. As jogadas se sucediam… Luan com Valdivia, Valdivia com Cicinho… com Gerley, que recebeu um passe espetacular do Mago, pelo meio da zaga, que o deixou na cara do goleiro; ele bateu cruzado e Lomba salvou. Eu tava quase tendo um infarto… Acho que poucas vezes na vida eu desejei tanto um gol como aquele segundo, que não vinha nunca para acalmar meu coração…

Valdivia tocou na área com Ricardo Bueno, ele driblou pra lá, driblou pra cá, e a bola atravessou a área sem ninguém para empurrar. O gol palestrino parecia amadurecer, mas e o medo do Bahia empatar? Eu tremia…

Aos 27′, Cicinho cruzou e Valdivia apareceu livre na área para guardar; antes que eu caísse dura de alegria pelo gol do meu ídolo (com quem eu tinha estado na sexta feira e para quem eu tinha pedido ajuda para nos livrar da segundona), o desgraçado do juiz, assinalando impedimento, anulou o gol do Mago. No minuto seguinte, após cobrança de falta e um desvio de cabeça, Junior tocou para o gol de Deola. Antes que eu pudesse compreender que o gol tinha sido anulado, senti meu coração gelar. Já não conseguia mais assistir ao jogo normalmente. Até mesmo respirar ficava mais difícil…

O relógio parecia parado… não andava nunca! O Bahia pressionava, mas o Palmeiras segurava a bola e o jogo. “Acaba juiz!!” Com a adrenalina a milhão, eu até sentia tonturas.

Ainda era 37′ (maldito relógio preguiçoso), quando Valdivia dominou, girou e cruzou buscando Dinei, a zaga cortou e Luan emendou de primeira. O goleiro salvou. Felipão tirou Valdivia, o melhor jogador em campo, e colocou Chico. Imagina se ele não ia querer segurar o 1 x 0? Achei tão arriscado…  Eu já nem tava vendo mais nada direito, só queria mais um golzinho, de qualquer maneira, e pedia a Deus que ele saísse quando o Palmeiras teve uma falta a seu favor. Assunção foi para a cobrança e guardou!! Meeeu Deeeus!

Foi só então que eu me dei conta do peso que tinha o medo que eu sentia, só quando ele saiu de dentro do meu peito com o grito de gol, só quando a sensação de relaxamento invadiu o meu corpo e as lágrimas começaram a cair… Eu me sentia cada vez mais leve e, quanto mais leve me sentia, mais vontade de chorar eu tinha… Um estranho tipo de felicidade… Estávamos livres daquele fantasma horroroso! O ano já podia acabar…

Ooops! Talvez nosso ano não tenha acabado ainda… Na última rodada enfrentaremos a gambazada que disputa o título com o Vasco. Sabemos das maracutaias todas. Conhecemos o que vem com o “Bolsa Istádio”…

Mas, livres do fantasma da Segundona, podemos nos transformar no fantasma do pior pesadelo deles… E agora, leves, sem pressão, acho que dá para ajudarmos os amigos cariocas, hein? Seria simplesmente sensacional!

Vamos lá, Vascão! Faça a sua parte! O PARMERA VAI TIRAR O DOCE DA BOCA DOS GAMBÁS!!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Dqz6tVLlBA4[/youtube]

O Palmeiras vai de mal a pior. Brigas (vou falar disso em outro post), um “disse me disse” danado e um futebol horroroso. Contrariando tudo o que o palestrino sonhou e imaginou para este ano, o time de Felipão (ele disse que poderíamos cobrá-lo em 2011) briga para não cair. Quem diria, hein?

Na partida anterior, diante do Coritiba, o time já tinha sido pavoroso. Uma bagunça tática, nos dando a impressão de cada jogador nosso passou a partida toda procurando o seu lugar em campo. Ninguém sabia onde jogar, falei sobre isso no post anterior e, agora, trago os números da partida passada. Os dados em verde são do Palmeiras:

FALTAS COMETIDAS: Marcos Assunção (03) e Thiago Heleno (0

PASSES ERRADOS: Luan (12), Assunção (5) e Tinga (5)

OS IMPEDIDOS: Thiago Heleno (01)

OS LADRÕES DE BOLAS: João Vítor (03), Henrique (02) e Luan (02)

FINALIZAÇÕES DEFENDIDAS PELO GOLEIRO DO CORITIBA: João Vítor (02) Thiago Heleno, Luan e Maikon Leite (01 finalização cada)

FINALIZAÇÕES ERRADAS: Cicinho (03), Luan, Maikon Leite e Ricardo Bueno (02 cada um)

Os números não mentem. Fica explicado porque o time perdeu e não teve poder de reação nenhum. Não jogou nada! E, na partida seguinte, o Palmeiras ia jogar com o Grêmio no Olímpico. Não ia ser fácil.

E lá foi o Verdão pro sul enfrentar o Grêmio, em busca dos assustadores 3 pontos que nos faltam. Felipão, que tinha treinado uma formação a semana inteira, colocou outra em campo. Comecei a assistir o jogo com alguns minutos de seu início. Sem saber a escalação e quem estava no banco, eu me ressentia de não termos em campo Maikon Leite (que não havia sido relacionado) e Carmona. Mas, ainda que tivesse sido relacionado, ele fatalmente estaria na suplência.

Eu mal podia acreditar no que via na tela da TV, ou melhor, no futebol que não via. A bola, como se fosse o coração do torcedor, era maltratada como nunca, passes errados aos montes davam o tom da partida. Os jogadores do Palmeiras, corriam, buscavam, se enroscavam uns com os outros e tentavam ir do jeito que dava. Era um sofrimento para o torcedor, dos dois times, diga-se de passagem. O Palmeiras finalizava mais, e errava todas as conclusões. Luan matava a gente de desgosto. Mas, sem que esperássemos, aos 25′, Cicinho fez uma boa jogada na direita, tocou para Tinga que, com um passe lindo (SIM, EU VIVI PARA VER O TINGA DAR UM LINDO PASSE) foi achar Ricardo Bueno na cara do goleiro. Ele cabeceou à queima roupa mas, Victor, espantosamente, conseguiu tirar; Cicinho, que acompanhava o lance, pegou a sobra e estufou as redes. No meio de um futebolzinho mixuruca, como se fosse uma flor no meio do pântano, uma jogada linda, trabalhada, colocava o Palmeiras em vantagem. Que grata surpresa… Nem acreditamos quando fomos para o intervalo vencendo a partida. Fazia tanto tempo que isso não acontecia.

Na segunda etapa, O Grêmio, que se atrapalhava um pouco, vinha atrás do seu gol, enquanto o Palmeiras tentava controlar o jogo. E, ainda que o futebol palestrino continuasse cheio de erros, o Palmeiras conseguia o seu intento de manter um certo domínio (se garantia na base do chutão, enquanto o Grêmio fazia de tudo para empatar) na partida. Aos 14′, Ricardo Bueno sofreu falta pelo lado esquerdo, Assunção foi para a cobrança e… guardou! A bola deu uma desviadinha na barreira e, não querendo nem saber do Victor, se jogou lá dentro do gol! Eu mal podia acreditar que estávamos vencendo o Grêmio, no Olímpico, por 2 x 0!! Era bom demais para ser verdade! Senti um calor (real) no peito, uma reação física para aquela sensação, já quase esquecida de estar vencendo uma partida que nunca costuma ser fácil.

Mas o Grêmio, que várias vezes já tinha levado perigo ao gol do Palmeiras, reagiu. Leandro, saindo do campo de defesa, fez boa jogada, passou por todo mundo como bem quis, invadiu a área e tocou para Brandão vencer Deola e guardar. Ainda bem que tínhamos feito dois.  E já que Luan, Ricardo Bueno e Patrik, pareciam ter encontrado uma maneira de abrir a defesa do Grêmio, com as suas jogadas rápidas (pena que a finalização era ruim), o jeito seria redobrar a atenção, a marcação, o desarme e tentar buscar mais um para garantir, sem atropelos, a tão desejada vitória. Buscar mais um? Xiiii…

Felipão resolveu tirar Ricardo Bueno para colocar Fernandão. Se, por um lado, levaríamos mais perigo em jogadas aéreas (o que Felipão tem contra bola tocada no chão, em velocidade?), por outro, perderíamos a velocidade…

Eu sei que a sorte é aliada da competência, mas o que acontece ao Palmeiras não é fácil… Estávamos tão felizes, já comemorando a vitória que há tanto tempo não tínhamos quando, Fernando, quase lá do meio de campo arriscou o chute. Sei lá o que acontece com Deola… Suas pontes, seus voos, são tão baixos… Seu tempo de bola me parece errado, sei lá… O fato é que tomamos o gol de empate (deu a impressão que o bandeira invalidaria o lance – com visitas em casa eu acreditei nisso), no melhor estilo ‘Jumar’ de ser. E o empate com um sabor muito amargo de derrota, fez com que o nosso coração fosse dormir sem vitória… em 14º lugar no campeonato, na última colocação do segundo turno…

Tivemos um desempenho meio parelho ao do Grêmio, como mostram os números, mas, com dois gols de vantagem, não ter conseguido manter o resultado (pelo menos isso) e, ainda por cima, tomar gol do meio de campo, nos acréscimos é pra acabar. Junte-se a isso o fato de que esse foi o primeiro gol do Fernando pelo Grêmio, o segundo em sua carreira. E tinha que ser contra o Palmeiras!

Que fase a nossa…


FALTAS COMETIDAS: Ricardo Bueno (06) e Luan (04)

PASSES ERRADOS: Luan (05), Assunção, Cicinho e Gerley (04 cada)

OS IMPEDIDOS: Luan e Ricardo Bueno (01 vez cada)

OS LADRÕES DE BOLA: Márcio Araújo, Tinga e Patrik (03 cada um)

FINALIZAÇÕES DEFENDIDAS PELO GOLEIRO DO GRÊMIO:  Tinga e Ricardo Bueno (01 cada)

FINALIZAÇÕES ERRADAS: Luan (04), Assunção e Thiago Heleno (01 cada)



Eu já me cansei de dizer aqui que os nossos maiores problemas não estão dentro de campo. Eles são administrativos e fruto da inoperância de dirigentes que não estiveram e não estão nem aí com o Palmeiras. Mas, ainda que quisessem, nossos dirigentes não podem, diretamente, fazer o time ganhar ou perder. Tem mais gente ajudando a coisa a desandar de vez, e é preciso que se fale a respeito. Diante do Coritiba, foi para matar a gente de vergonha e medo! Levei uns dias para assimilar e poder escrever.

Jogo na Arena Barueri, contra o Coritiba. Finalmente, Felipão iria colocar em campo os jogadores que fez tanta questão de ter no elenco para a temporada de 2011. Jogando com aqueles que privilegiou durante o ano todo, jogando com os bem comportados (nem todos que jogaram são comportados como pensa o torcedor), parecia que seria mais fácil conquistarmos a tão sonhada vitória, que nos deixaria dormir mais tranquilos pelo resto do ano. Afinal, o técnico é ótimo, alguns jogadores é que o estavam atrapalhando…

E lá fomos nós… com Luan, que Felipão, ameaçando até deixar o clube, fez o Palmeiras comprar – pena que compraram a versão sem cérebro; Tinga, que não joga nada, mas nunca foi escalado na posição que o fez ser revelação na Ponte Preta; Rivaldo, que Felipão faz questão de dizer que é ótimo jogador – só se for para os adversários, e que também joga fora de sua posição; Ricardo Bueno, motivo de birra do nosso técnico com a diretoria; Chico, que foi menos ruim que os demais, mas não é melhor que Pierre, DISPENSADO POR FELIPÃO, NEM AQUI E NEM NA CHINA (quem obrigou a diretoria a comprar Luan poderia ter ficado com Pierre se quisesse, mas não quis); João Vítor, Gerley (que estava à sua disposição)… E Maikon Leite no banco (POR QUÊ?), Carmona nem relacionado para a partida (POR QUÊ X 2)… Assim não dá, né Felipão? 42 pontos disputados, o time ganhou só 9, e você não muda nada, nunca? Não dá para por todas as culpas no episódio da “transferência” do Kleber. Não dá para você tirar o seu da reta. Olha só a tabela do segundo turno:

O Coritiba, de técnico e jogadores comuns (tinha até o Jeci, lembra dele?), estava bem mais arrumado em campo que o Palmeiras. Quando um jogador deles descia pelo meio, até eu que não entendo nada de esquemas e táticas, já percebia o desenho do ataque se formando. Todo mundo sabendo como fazer. E o Palmeiras? Parecia um catado! Não temos padrão de jogo, não temos jogadas ensaiadas… a não ser a bola parada de Assunção, que só dá certo em anos bissextos e quando há a passagem do cometa Halley por aqui. MAIS NADA! Cadê o Felipão? Vou reclamar no PORCON! Até agora, ele nada fez para melhorar esse time. Nem mesmo foi alguma vez olhar a molecada lá na Base. Não merece mais essa blindagem toda que lhe damos, há quase um ano e meio. Sua teimosia, que antes nos parecia interessante, peculiar, agora virou burrice extrema. Ele castiga o Palmeiras e a torcida… POR BIRRA? Qual a vantagem de atitudes assim?

Aos jogadores não falta vontade.  Mas falta “T” de jogar. Nós os vimos correndo em campo, tentando fazer faltas (nem isso fizemos mais que o Coritiba), tentando achar um caminho. MAS ELES NÃO SABEM COMO FAZÊ-LO! A falta de qualidade da maioria (e eles não são culpados por não terem qualidade), aliada à falta de um esquema que lhes dê confiança, à falta de confiança no esquema utilizado, são as maiores responsáveis, DEPOIS DESSA DIRETORIA ESCROTA, INOPERANTE, – QUE SÓ PENSA EM CONTAS NO AZUL E TIME NO CHÃO, pelos vexames seguidos que temos passado. É uma bola de neve, que vai crescendo no decorrer da partida. Se a gente, que acredita até em Papai Noel e mula sem cabeça, já percebe depois de alguns minutos de jogo, que a coisa não vai, imaginem quem está dentro de campo?

Foi uma das partidas mais lamentáveis à que eu assisti. No começo do primeiro tempo deu até a impressão que o Palmeiras poderia conseguir algo. Mas, desorganizado, dando chutões (qual a vantagem de se jogar assim?), sem criar nada, a única coisa que conseguiu mesmo foi tomar um gol do Coritiba. Aos 23′, Everton Costa desceu pela direita, Henrique falhou na marcação, o jogador invadiu a área, passou por Deola (que não parou a bola e nem o atacante), e tocou para Davi estufar as redes. Ao Palmeiras sobrou apenas a correria, sem propósito, fruto do desespero de não se sentir em condições de reverter o placar.

Na segunda etapa, Rivaldo deu lugar à Maikon Leite. O Palmeiras parecia determinado a buscar o empate. O Coritiba ficava todinho em seu campo de defesa e a gente até se animou lá na bancada. Bobagem… O coração que não bate mais, só apanha, de olhos arregalados via as finalizações horrendas destruírem qualquer possibilidade de gol.  Via o delírio insano de jogador bater no peito pelo gol perdido, como se tivesse feito gol de placa…

Eu não conseguia sentir toda a dor daquele espetáculo de horrores. Não… Meu coração era uma placa de gelo. Mas, aos 11′, a placa de gelo trincou e começou a sangrar. O Coritiba, que estava todo atrás, desceu num contra ataque e, com três toques, a bola chegou para Leonardo fuzilar Deola. O sangue foi derretendo a superfície gelada do meu coração e a dor  apareceu… Do técnico aos 11 em campo, a impressão que eu tinha era a de que aquelas pessoas estranhas roubaram as camisas do Palmeiras e as vestiram para entrar em campo no lugar do meu time… Aquilo não era e não podia ser o Palmeiras! ISTO, QUE TEMOS VISTO EM CAMPO, NÃO É O PALMEIRAS!

Felipão colocou Fernandão no lugar de Tinga, mas nada mudou. Perdemos dois gols feitos. Um com Ricardo Bueno (será que obedecia ao empresário?) e outro com Fernandão. Eles devem ter faltado ao treino específico para atacantes que Felipão tinha dado durante a semana. O coração sangrava e doía cada vez mais…  E, com o time precisando desesperadamente marcar gols, Felipão tirou Ricardo Bueno e colocou… Márcio Araújo!  Tirar um atacante, por pior que ele seja, e colocar um volante é pedir para perder mesmo, né? E foi o que aconteceu! O jogo acabou, os seres estranhos que se faziam passar pelo Palmeiras foram embora…

A torcida vaiou, xingou e saiu… Caminhava apática pelas ruas, sem protestos, sem revolta, sem choro, sem graça… Parecendo alheia à dor que rasgava o seu peito, conversava e discutia normalmente os erros do Palmeiras, os erros de Felipão e de todos os demais envolvidos, como se eles não fossem do nosso time, como se eles não estivessem nos levando à Segundona, como se milhares de lágrimas não estivessem querendo brotar de todos os olhos, como se não doesse muito a cada vez que respirássemos, como se eles não fossem os responsáveis pelo medo gelado, viscoso, definitivamente misturado ao nosso sangue…

Os 7 pontos que nos separam da zona de degola, e a desilusão de mal poder acreditar numa reação, pesavam sobre as nossas costas, fazendo com que caminhássemos devagar. Longe do título, e das classificações que o campeonato possibilita, longe das alegrias e comemorações do final de temporada, nossos desejos de torcedor se reduzem a um só: uma mísera vitória para não cair. Com um desempenho horrível neste segundo turno, obter uma única vitória já está quase na cota dos milagres… Já vimos esse filme. É difícil (pelos adversários que temos à frente), mas ainda não é impossível.

1999 já passou (não volta mais), e 2012 tá logo ali… Será que o nosso coração aguenta?

Na primeira que vez que ele chegou ao Palestra, estávamos vivendo momentos tão difíceis, de tanta desesperança… Mas ele tinha vindo para ser campeão aqui, e,  acabou ganhando alguns dos nossos mais deliciosos títulos. Levantou a taça do Paulistão/93, quando saímos daquela fila horrorosa, esbanjando futebol e competência; levantou a a taça da Libertadores/99…

Pelo talento e profissionalismo com que envergou a camisa do Palmeiras, ele virou o “Monstro Sagrado do Palestra”… e ganhou cadeira cativa no coração da gente de sangue esmeralda. Que tempos maravilhosos!

Depois de encerrar a carreira, ele se especializou em gestão, trabalhou em alguns clubes e, agora, está de volta ao Palmeiras. E, de novo, quando estamos vivendo momentos tão difíceis, quando a desesperança ronda as nossas cabeças e corações… Quando tanto necessitamos de seriedade e boa vontade… quando precisamos tanto de competência e paz…

Tirone, nosso presidente, tão merecidamente criticado por mim algumas vezes, agora merece o reconhecimento de ter dado um passo importante em favor do futebol palestrino. Finalmente, o Palmeiras terá um gestor para o futebol. Só espero que não o tenham trazido apenas para ser um estimadíssimo enfeite, que tenha autonomia para trabalhar. Que não tenha que ficar do lado “desse” ou “daquele”.  E, mais que tudo, que se as coisas não derem certo agora, que a torcida saiba preservar e respeitar o ídolo que veio para tentar nos ajudar.

Sampaio merece brilhar mais uma vez aqui, e nós merecemos tudo de bom que ele vem nos trazer.

BOA SORTE, CÉSAR!

Quando a gente acha que já levou todas as invertidas possíveis, em relação ao Palmeiras; quando pensamos que já passamos todas as vergonhas imagináveis, já sentimos todo o desgosto cabível no nosso peito estraçalhado, descobrimos que ainda há possibilidade para muito mais… Este Brasileirão, não me deixa mentir.

Passamos o ano quase todo dizendo: “Ainda bem que temos Felipão, senão iríamos brigar para não cair no Brasileiro”… Não preciso falar nada, né? 13º lugar no campeonato, uma única vitória em 15 rodadas deste segundo turno, uma campanha vergonhosa, um esquema bem ruinzinho, escalações equivocadas, substituições ineficientes, alguns jogadores que não rendem a contento, falta de qualidade nos restantes, uma diretoria capenga, time e torcida com os nervos à flor da pele, e um medão danado de ir parar na segunda divisão outra vez.

Eu não acho que vai acontecer, não mesmo. Mas a possibilidade existe, e não deveria existir! Não para o Palmeiras!

Com uma necessidade tamanha de vitória, fomos para MG, enfrentar o time do Atlético. O Galo, com a “água batendo na bunda”, anda nadando um bocado, e eu sabia que não seria diferente, diante do Palmeiras. Mas, confesso, esperava que o Palmeiras também começasse a nadar antes de começar a se afogar. Mas, já na escalação, percebi que a coisa não iria ser tão fácil. Felipão, precisando muito ganhar, escalou os ‘craques’ Tinga e Rivaldo. Assim, nem Deus ajuda.

O jogo foi movimentado, com as duas equipes procurando o gol. Logo nos primeiros minutos, Leonardo Silva desviou com perigo, uma bola levantada na nossa área; depois foi Valdivia, que da intermediária, faz cruzamento para a área, o defensor do Galo afastou de qualquer jeito, mas a bola sobrou para o goleiro Renan; e assim foi… Uma oportunidade cá, duas lá…

O Galo pressionava, era mais perigoso. Atacava pelos lados do campo; já o Palmeiras tentava deter o adversário e aproveitar os contra ataques. Por reclamação, Valdivia, marcadíssimo por Pierre (que Felipão não quis aqui), nervoso, levou um desnecessário e inoportuno cartão amarelo, aos 14′. Não pode vacilar assim, Mago! Não é por estar com a faixa de capitão que você tem que reclamar o tempo todo. Mesmo porque, já deveria saber que, desde a sua outra passagem aqui, você sempre toma amarelo na primeira reclamação. Tem que ficar ligado nisso, e de boca fechada. Teve neguinho que meteu o dedo na cara do juiz e ficou por isso mesmo. Difícil…

Jogo nervoso, cheio de erros dos dois lados, muitas faltas. Cheios de finalizações também, mas sabe como é, né? Aquele malfadado último passe… A falta de qualidade de alguns de nossos jogadores era gritante. Mas ainda que uns tenham qualidade e outros não, todos lutavam em campo. Mas foi Neto Berola quem meteu uma bola na trave de Deola. Ai, meu coração…

Aos 35′, nossa melhor oportunidade de gol. Um passe espetacular do Mago, achou Luan, que fez uma linda jogada e meteu a bola para Fernandão na área, livre de marcação. Aquele que devia ser o nosso “matador”, matou a gente de raiva e perdeu o gol feito. Em seguida, como se fosse um castigo pelo desperdício, o Galo desceu e Neto Berola, IMPEDIDO, não desperdiçou a sua chance, matando no peito e guardando. Ai meu Deus do céu… que ducha de água fria no time e na torcida! Tem horas que chego a pensar que o Palmeiras é vítima de alguma bruxaria.  Além da falta de qualidade nossa, parece que tudo dá certo para os outros, menos pra gente…

Nada que não pudéssemos mudar. E mudamos mesmo, para pior…

Na segunda etapa o Palmeiras parecia disposto a reagir. As jogadas começaram a aparecer pelo lado esquerdo. Luan tentava buscar, mas sem muita qualidade, a coisa ficava difícil de acontecer. Felipão então, sacou Fernandão para a entrada de Vinícius. No minuto seguinte, Luan se atrapalhou todo, perdeu a bola e ajudou a desencadear um contra ataque fulminante do Galo. Levamos um golaço, com direito a passe de calcanhar. Que raiva! Que desgosto! Com 2 x 0 nas costas, e os atacantes que temos, seria muito difícil até mesmo empatarmos. Horrorizado, o palestrino via seu “Dia das Bruxas” começar na véspera…

Felipão tirou Tinga (queria saber porque ele foi escalado e Carmona ficou no banco) para a entrada de Maikon Leite. O Galo continuava atacando. O Palmeiras parecia ainda mais nervoso em campo. Márcio Araújo deu lugar a João Vítor. A bruxa continuava à solta. No mesmo minuto, numa disputa de bola, Maurício Ramos deu uma tesoura em Daniel Carvalho e foi expulso. Se com a zaga completa já tava difícil segurar o Atlético, perder um zagueiro nos aterrorizava. Por mais que tentássemos acreditar, nosso coração já nos avisava do desastre. Mais um…

Com o Galo atacando muito, aos 28′, Valdivia foi expulso. A entrada, na disputa de bola era pra amarelo, mas como ele já tinha tomado um, desnecessário, no primeiro tempo, acabou levando o vermelho. Meu Deus! Agora era atacar ou levar mais.

Eu ficava pensando que esse time todo (e sempre) desarrumado, não poderia ser um time daquele Felipão que costumávamos conhecer, de um Felipão que, desde que chegou, sejam quais forem as desculpas que arranjemos pra ele, nada fez do que esperávamos. Tanto técnico aí, sem expressão, com jogadores idem, têm times muito mais bem arrumados em campo. Não consigo entender… Fico achando que essa falta de arranjo, aliada à falta de qualidade de muitos dos nossos atletas, é que deixa os jogadores ainda mais desnorteados, sem saber o que fazer em campo e, por isso, tantos erros, tantas bolas desperdiçadas, tantas jogadas desfeitas… Porque, ao contrário do que falam, eu não vejo faltar luta e empenho, vejo faltar qualidade, vejo faltar saber o que fazer, saber como chegar…

Dava tudo errado para o Palmeiras, mas o Galo, confiando nos dois jogadores que tinha a mais, começou a tocar a bola. Queria que eles tivessem começado a nos subestimar mais cedo… Aos 38′, a bruxa se distraiu, Maikon Leite fez boa jogada e cruzou na cabeça de Luan, que diminuiu o placar. O Palmeiras, que lutou a partida toda, ainda tentou buscar o empate, a gente até acreditou que podia, mas o Verdão não conseguiu fazer mais nada de bom e saiu de Minas com mais uma derrota, matando o torcedor de desgosto e provando que os problemas com o nosso futebol estão muito além do que andam dizendo por aí.

E, se no dia seguinte teríamos que escolher entre “gostosuras ou travessuras”, Felipão, seus comandados e os palermas que administram o Palmeiras, se anteciparam e nos obrigaram a ficar com as “travessuras”.

Foi mais uma noite de horror, de bocas sem sorrisos, de olhos vazios querendo chorar… de coração sangrando, escondidinho lá no fundo do peito, sem alegria, sem esperanças… morrendo de vergonha e tristeza…

REAGE, PALMEIRAS! APESAR DE TODAS AS DORES, NÃO VAMOS LHE VOLTAR AS COSTAS QUANDO VOCÊ MAIS PRECISA DE NÓS.

Pois é, amigo palestrino. Tem torcedor querendo trocar o Kleber pelo Douglas? Vamos mesmo fazer isso? Vamos colocar no Palmeiras, um jogador cujo empresário é este FDP, que faz comentários jocosos sobre o Palmeiras  em seu Facebook? Que desrespeita o o Verdão numa rede social? E não nos esqueçamos que essa ‘maravilha’ de empresário, esse ‘profissional sério’, é empresário do Ricardo Bueno, aquele “crack” que joga no nosso ataque, e que por mim, pode fazer as malas e zarpar!
.
(Existe a possibilidade de o perfil não ser verdadeiro. De alguém estar se fazendo passar por ele. Mas, caso seja, o empresário verdadeiro está demorando um pouquinho para vir a público desmentir, né?) Precisei editar este post para dizer que obtive a confirmação de que o perfil era verdadeiro. E de tão verdadeiro o perfil, e de tão covarde o seu dono, o perfil acabou sendo excluído.
.
Vejam que maravilha…
.
Por partes: primeiro de tudo, longe de mim boicotar o Palmeiras. Descartei o Douglas lá, porque tenho outros projetos pra carreira dele. A idéia, por enquanto, é mantê-lo em um clube grande. Quando ele chegar aos 35, 36 anos, aí sim, começo a pensar em algo como Guarani, Palmeiras, Noroeste e etc. E quanto a você, Roger, meus planos também são outros. Já ouço a fanática torcida do Dailan nos recebendo aos gritos de “1, 2, 3, o Roger é Chinês”. Por fim, com relação ao Ricardo Bueno, posso te garantir que ele é o menos culpado nessa crise toda, Nigri. Acontece que quando o Palmeiras me procurou, umas das condições que impus ao Ricardo pra fechar o negócio, foi que gol ele só poderia fazer nos acréscimos e quando a outra equipe estivesse ganhando por, no mínimo, 2 gols de diferença. Tudo pra não atrapalhar as derrotas do seu time.  Se ainda assim, você e o Flavinho quiserem almoçar com a gente, estão convidadíssimos. Vou confiar que não se trata de uma emboscada.
.
Marcelo Goldfarb

Esqueçam o almoço! E não é só isso. Gol não permitirei nem nos acréscimos mais, a partir de agora. Ou melhor, todos que ele faria nos acréscimos, mandarei guardar pra Palmeiras x Vasco. Em outras palavras, vocês não apenas perderam nossa ilustre companhia no almoço, como serão responsáveis pelo título do Corinthians. PS- E por falar em Corinthians… Roger, depois Douglas, agora o Tirone sonha com o Liedson… vocês querem montar o time pra 2012 só com jogadores meus ou é impressão???
.