SporTV-entrevista

Eu não poderia deixar de registrar aqui, algo que aconteceu na quinta-feira, quando o Palmeiras enfrentou o São Bernardo.

Após o final da partida, com tanta coisa bacana que aconteceu com o Palmeiras em campo, com a vitória – quase a classificação -, com dois gols lindos (Kardec e Valdivia), com uma apresentação brilhante do Mago, do time, o repórter André Hernan, do SporTV (tinha que ser do SporTV), foi perguntar ao Mago sobre o cartão amarelo, o terceiro, que ele tomara nos útimos minutos da partida, depois de cometer uma falta.

Já não bastava ter sido  iniciativa do SporTV, aquela presepada armada para Valdivia ser punido em 2013 (o único jogador na história do futebol brasileiro a pegar um gancho, graças à colaboração de um programa de TV, por forçar um cartão amarelo), e, agora, seus repórteres farão marcação cerrada a cada vez que ele (e só ele) tomar um terceiro cartão? Isso já é perseguição.

Mas o Mago, na quinta-feira, estava num dia de muita inspiração fora de campo também…

Repórter: Valdivia, qual o tamanho do alívio de saber que você vai voltar e não vai estar mais pendurado?

Valdivia: Você pensou quanto essa pergunta? (Essa é a pergunta perfeita para ser feita para um bom número de profissionais de imprensa)

Repórter: Tô perguntando porque você foi lá, fez a falta no jogador, faltando poucos minutos pra terminar (Será que tem alguma regra ditando que só se pode cometer uma infração se faltar bastante tempo para acabar o jogo?)

Valdivia: Não pode fazer falta?

O repórter, que talvez tenha imaginado que o Mago acabasse confirmando o que ele parecia querer que fosse confirmado, ficou meio sem graça com a resposta, deu um tempinho, mas pareceu tentar “pegar o Mago de calça-curta” numa segunda pergunta:

Repórter: O Palmeiras está na frente dos adversários? (e nada sobre a partida, sobre como a vitória foi construída…) 

Valdivia: Sim, nós estamos em primeiro e eles não.

‘HAT-TRICK’ DO MAGO! E assunto encerrado!

Assunto encerrado? Que nada. Mais tarde, quando Valdivia saía do vestiário para ir embora do Pacaembu, lá estava o repórter do SporTV, de novo querendo saber sobre o terceiro cartão (e nada de perguntar sobre a partida, sobre a boa atuação de Valdivia…). Estranho que o tal repórter, e todos os outros, não se preocupem com terceiros cartões de mais nenhum jogador, não é mesmo?

Repórter: Deixa eu só voltar num lance, que eu te perguntei lá no gramado, e você ficou até um pouco irritado (mesmo assim, ele foi perguntar outra vez. Será que ele queria irritar o jogador? Não, Sim ou Com certeza?), essa questão de cartão, aquilo que aconteceu no STJD, isso acaba te irritando? É isso? Me fala um pouco do lance em si (o cara parecia querer que o Mago falasse que forçara o cartão, tal qual ele, repórter, imaginava que tivesse sido).

Valdivia: Bom, primeiro, eu não fiquei irritado pela pergunta. Só achei estranho que a primeira pergunta fosse direcionada ao cartão. (eu também achei, viu Mago?). Eu tinha feito gol, a gente tinha ganho, depois de uma derrota, acho estranho que, vocês, na primeira pergunta que seja feita, é relacionada ao cartão (Né?)… o cartão foi lance normal.

Mas o moço não se dava por vencido e insistia (se está entrevistando o jogador, fez a pergunta, ele respondeu que não, é não)…

Repórter: Gostaria de perguntar… desculpa, até vou te perguntar, porque eu fiz a pergunta, né? Perguntei pela proximidade do lance, que aconteceu no finzinho de jogo… eu queria que você falasse do lance…

Valdivia: Bom, da próxima vez, eu vou fazer (a falta) no minuto um… tomara que eu faça um gol, e tenho certeza que a primeira pergunta de você vai ser a mesma.

Bingo, Mago! O problema é a intenção que está por trás da pergunta, da insistência toda, e também a incapacidade da maioria desses repórteres para fazer perguntas e pautas melhores. O problema é tentarem sempre te complicar (pelo menos, é a impressão que dá), e fazer parecer malandragem sua, o que é malandragem no futebol brasileiro desde sempre. Sem contar que você, com a sua enorme visibilidade, dá uma audiência e tanto.

Fica esperto com esses caras da Press, Mago! Estamos todos de olho neles. A maioria é gambá e ainda não esqueceu o chororô…  😉

http://globotv.globo.com/sportv/futebol-nacional/v/valdivia-ironiza-possivel-malandragem-em-cartao-amarelo-nao-pode-fazer-falta/3179602/

http://globotv.globo.com/sportv/redacao-sportv/v/valdivia-se-irrita-com-pergunta-quando-falo-de-stjd-unico-a-ser-punido-sempre-sou-eu/3180443/

“Quanto riso, oh, quanta alegria…”

Na véspera do carnaval, o Palmeiras foi a campo e voltou à sua rotina. Rotina de vitórias, a oitava em onze jogos, nesse Paulistão. Depois de um (único) tropeço, de um dia pra lá de infeliz e um juizinho mequetrefe, o Verdão voltou ao Pacaembu para enfrentar o São Bernardo,  jogou um bolão – com direito à magia de um “falso 9”-,  e venceu por 2 x 0.

Antes do jogo, a Press fazia questão de lembrar que o Palmeiras iria enfrentar um time que tinha a melhor defesa do Paulistão, que parara outros grandes (esse São Bernardo é o mesmo que venceu os “itaqueras” e empatou com os bambis, viu?)  – mas, depois do final da partida, a imprensa tratou rapidinho de esquecer o assunto.

Eu não estava nem um pouco preocupada com o adversário, afinal, o time do Palmeiras é muito bom, o Prass estaria no gol, o Lúcio na zaga, “Lã” Kardec, estava de volta, Wesley também, Valdivia estaria em campo  – quando ele está em campo, a minha confiança é redobrada, triplicada.

Entrei no Pacaembu quando o hino já estava sendo cantado e me espantei ao ver que o Palmeiras ia enfrentar um time de… “árbitros”! O uniforme era praticamente igual, naquele amarelo e preto que até nos embrulha o estômago, por nos fazer lembrar as presepadas  que os homens do apito fizeram (e continuam fazendo) com o Palmeiras (deve ter sido por isso que o juiz da partida foi tão ‘simpático’ com eles e os deixou baterem bastante no Mago, no Kardec… deve ter sido por isso que não viu a posição legal do Mendieta, quando o safardana do bandeirinha marcou impedimento). Era mais um motivo pra o Palmeiras bater o time do São Bernardo.

Mas o São Bernardo, que está entre os oito melhores times deste paulistão, e veio pro jogo com a melhor defesa do campeonato (era a melhor até enfrentar o Parmera), é um time acertadinho, mas que não fica lá atrás retrancado, muito pelo contrário, sai pro jogo e deixa jogar também.

E o Palmeiras, de Prass, Wendel, Lúcio, Marcelo Oliveira, Juninho, Eguren, Wesley, Valdivia, Marquinhos Gabriel, Vinicius e Alan Kardec, com muito mais qualidade no elenco, desde o primeiro minuto, se impôs na partida. As jogadas no ataque eram sucessivas, com Kardec, com Wendel, Eguren, Vinícius, Wesley (cobrando falta), Valdivia, Wesley de novo, Wendel e Eguren…  até o Lúcio, recebendo aplausos da torcida, deu uma arrancada pro ataque, saiu fazendo fila… coisa linda! E não tínhamos nem quinze minutos de jogo ainda. Valdivia (joga muito o meu craque favorito) enfiou uma bola para Marquinhos Gabriel chutar cruzado e ela passar pertinho… Huuu!

Só aos 18′, o São Bernardo botou o Prass pra trabalhar; no chute de Careca, o goleirão foi no cantinho e espalmou pra fazer a defesa. No minuto seguinte, em novo ataque, Careca chutou cruzado, ‘Van Der’ Prass defendeu com o pé. Aplausos pra ele!

Mas quem era perigoso no jogo era o Palmeiras. Marquinhos Gabriel cruzou na área e Kardec cabeceou pro gol. O goleiro deu um baita salto pro lado e conseguiu mandar pra fora… quase! O Palmeiras queria o gol. A bancada se inflamava.

Na jogada seguinte, aos 24′, a superioridade verde ganharia número. Wendel cruzou pelo alto, Valdivia deu uma escoradinha, de leve, e a bola foi encontrar  “Lã” Kardec, matador, de frente pro gol. Ele só desviou de direita e meteu na rede. (Você vai se arrepender de não o ter levado, Felipão. Escreve aí.) GOOOOOOOOL, ‘LÃ’ KARDEC, SEU LINDOOO !!!! A classificação chegando…

Lúcio quase deixou o dele (a torcida está ansiosa por esse gol). Numa jogada pelo alto, ele mandou de cabeça, e o filho-da-mãe do goleiro espalmou, no rebote, Kardec cabeceou também, mas a defesa tirou. A torcida já estava toda de pé…

Valdívia,  peça fundamental do time, ora estava na meia articulando o jogo, metendo bolas açucaradas pros companheiros, dando passes lindos, dribles, ora era atacante, puxava contra-ataques, dava arrancadas… e em muitas ocasiões ajudava a marcar, gritava com os companheiros. A presença de Vinícius no time me agradava bastante; na defesa, Lúcio batia um bolão (e eu que achei que o Palmeiras não deveria contratá-lo, me enganei redondamente).

O jogo até que estava fácil, mas jogar com aquele calorão parecia bem difícil. Os jogadores dos dois times se mostravam bastante extenuados. Na bancada, os torcedores bebiam muita água, refrigerante, compravam sorvetes…

Na segunda etapa, os jogadores do Palmeiras voltaram com uma faixa de apoio para o menino Lucas, que precisa de um transplante de pulmão. Família que se ajuda… lindo!

O São Bernardo voltou querendo descontar. Deu umas aparecidas na área, sem muito perigo, mas, numa delas, Careca bateu forte, e Prass fez uma boa defesa. A vida do tal Careca não estava fácil com o Prass pela frente.

Aos 10′, mais magia no jogo… Wesley tocou pra Vinícius, que mandou a bola na área; o”falso 9″ estava por lá… o Mago recebeu, dominou, olhou onde queria guardar e guardou, do jeito que quis, sem chance alguma pro goleiro. GOOOOOOL, MAGO, SEU LINDOO! Que festa na bancada! Meu coração também pulava de alegria. O Palmeiras, praticamente garantia a sua classificação e ia poder descansar tranquilo no carnaval (Descansar? O time está treinou até no sábado, e Valdivia está com a seleção chilena).

Podíamos ter feito mais gols na partida, as chances foram muitas. Podíamos ter feito o terceiro quando Mendieta, em posição legal, se dirigia em direção ao gol, sozinho, e o bandeirinha assinalou impedimento (o juiz não viu que não foi?),  mas já estava garantido, o carnaval palestrino seria de festa, seria de tranquilidade, liderança no campeonato…. seria do Mago comandando o time; seria do matador Kardec rondando a área adversária; seria de Wesley, Juninho, Wendel, Marcelo Oliveira, Vinícius, Mendieta, Marquinhos Gabriel, Eguren, fazendo boa partida; seria de Lúcio, sensacional, chapelando o adversário no último minuto do jogo, e arrancando aplausos e gritos da galera; seria de Kleina, enfiando muito técnico renomado no bolso; seria da amizade, determinação e companheirismo que existe na equipe; seria daquela gente de verde, de branco e de amarelo, que não parava de sorrir e de cantar…

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Com dez pontos a mais que o terceiro do seu grupo, e doze pontos em disputa, o Palmeiras, jogando o que tem jogado, já pode se considerar classificado (pra mim, já está), mas dizem que falta uma vitória… pois então, vamos buscá-la. Vai ser na quinta-feira, no Pacaembu, diante da Lusa. Mais uma vitória a caminho do título. Eu acredito.

E SE O PALMEIRAS VAI JOGAR, NÓS VAMOS!!

ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOO!!

 

Nós, torcedores, sabemos que a média de público do futebol brasileiro têm deixado a desejar e, até agora, quase na metade das primeiras fases dos campeonatos estaduais, o número de torcedores que acompanham os seus times são reduzidos. Poucos times têm se salvado, mas levando-se em conta os  públicos dos campeonatos Paulista, Mineiro, Carioca e Gaúcho, os clubes que têm melhores médias de público são: Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio e Atlético-MG.

Mas você sabia que, dentre os clubes que têm melhor média nos principais campeonatos estaduais do Brasil, o Verdão é o que vem em primeiro? Isso mesmo, palestrino! O nosso “Parmera”, no ano do seu centenário, tem colocado, em média, 14.549 pessoas no Pacaembu, deixando os “canpiaum mundiau” e seus fiéis(??) que não vivem de títulos(??) em segundo, com 13.942 torcedores por jogo. Em seguida vêm Cruzeiro (10.836), Grêmio (10.742) e Atlético-MG (10.075). Esses, são os únicos com médias de público acima de 10.000.

Ah, essa torcida palmeirense, que as pesquisas (compradas) teimam em dizer que está encolhendo…

Dentre os clubes não considerados “grandes” quem está melhor no quesito “média de público” é o São Bernardo, que tem a oitava melhor média de público dentre os quatro maiores estaduais, com 8.356 torcedores por jogo, e está à frente de times como o São Paulo (7.412), Santos (7.198), Inter (3.813), Vasco (8.252), Botafogo-RJ (1.255).

E como você viu no parágrafo anterior, alguns times andam amargando médias de público baixíssimas, e, consequentemente, rendas insignificantes, como é o caso do Inter, 15º da lista, com média de 3.813 torcedores por jogo, e do Botafogo, 33º, com 1.255 torcedores por jogo (quase a torcida inteira deles). E, acredite, eles não estão atrás só do São Bernardo. Clubes como Pelotas-RS, Friburguense-RJ, URT-MG e Audax Osasco-SP, levam mais público aos estádios.

E se formos comparar os campeonatos estaduais entre si, o Paulistão é o que tem melhor média, com 4.398 torcedores por jogo, seguido pelo campeonato mineiro, carioca e gaúcho (xiiii, Tamoxunto, o campeonato gaúcho é o que tem menos público. E a visibilidade?). Confira os times melhores colocados nos quatro campeonatos com melhores médias de público do país (presta atenção no time lindo que está em primeiro):

 Melhores públicos nos quatro estaduais
(Melhores Públicos nos quatro estaduais. Crédito: Revista Placar)

E segundo a Placar, se levarmos em conta os públicos em outros estaduais, o do Palmeiras ainda é o melhor.  A equipe que chega mais perto do líder de público Palmeiras,  é o Remo (Pará), que tem média de 12.549 torcedores por jogo. Depois vem o Criciúma (SC), que  coloca 7.757 torcedores por jogo.

Paysandu (Pará), Central, Salgueiro e Santa Cruz (Pernambuco), Maringá e Coritiba (Paraná), e ABC (Rio Grande do Norte), aparecem bem na lista, com números que se aproximam dos melhores colocados dos quatro estados com melhores médias de público.

Confira os 29 melhores públicos dos estaduais dos outros estados (Pernambuco, Ceará, Pará, Bahia, Goiás, Brasília, Santa Catarina, R.G.Norte):

Públicos superiores a 3 mil torcedores em outros estaduais

(Fonte: http://placar.abril.com.br/materia/palmeiras-tem-melhor-media-de-publico-dentre-os-grandes-estaduais)

Como você pode ver, amigo palestrino, ainda que possamos colocar muitos torcedores mais no estádio (nossos números costumam ser ainda melhores do que esses), o Palmeiras, da torcida que está “diminuindo” (e teve quem acreditasse nisso) é o clube que mais torcedores leva aos estádios.

E a gente sabe, aqui não tem “modinhas”, não tem “fiéis” e nem bando de louco… aqui tem uma torcida perdidamente apaixonada pelo seu clube, pelo seu time…

E amanhã tem Verdão, lindo, no Pacaembu!! Vamos aumentar a nossa média e mostrar para o Brasil que AQUI É PALMEIRAS, P%$@RRA!!

Na sexta feira (21), no Museu do Futebol, no Pacaembu, foi realizado um talk-show com o ex-goleiro Marcos e o escritor Nicholas Vital, para jornalistas e convidados. A ação fez parte do lançamento do livro “Libertadores – paixão que nos une”. Patrocinado pela Bridgestone, este é o primeiro livro, em português, que retrata a história completa do mais importante torneio de futebol interclubes das Américas – a Copa Bridgestone Libertadores.

O livro,  publicado também em espanhol, mostra de uma forma bem abrangente, a história do campeonato, os grandes craques, infográficos, dados detalhados de tudo o que o apaixonado por futebol gostaria de saber sobre a competição, além de várias imagens inéditas, depoimentos marcantes de jogadores, técnicos, dirigentes e jornalistas, que revelam os bastidores, mitos e curiosidades da Copa Bridgestone Libertadores, desconhecidos pelos torcedores.

O melhor, mais famoso e querido goleiro deste país, o nosso São Marcos, ao lado de Nicholas Vital, o escritor do livro,  foi a estrela da noite, que contou com a presença de grande número de jornalistas e convidados.

Certamente não havia só palmeirenses ali, mas você não imagina o frisson que a presença de Marcos causou.  Era visível o quanto as pessoas que estavam ali o admiravam. Senti um orgulho tão grande, sem contar aquela sensação de “posse”,  que nós, palmeirenses, sentimos em relação ao Santo. Algo do tipo: “ele é nosso!”.

Antes que ele subisse ao palco, foram mostrados trechos do filme “Santo Marcos 12”. Cada vez que revejo as defesas do Marcão, uma atrás da outra, de uma vez, sinto de novo o impacto que elas tiveram em mim na ocasião em que aconteceram, fico sem fôlego e, mesmo tendo visto, ao vivo, e comemorado cada uma delas, custo a acreditar que elas  aconteceram. Tive que brigar com o meu sangue verde para não chorar ali. Marcão tira a gente do normal, mexe com todas as nossas melhores emoções.

Marcos e o escritor, sentados no palco, respondiam as perguntas dos jornalistas, dos convidados, e é claro, que a maioria delas eram dirigidas ao ídolo do Palmeiras e do Brasil, o goleiro pentacampeão do mundo, o goleiro que, na Libertadores de 1999 (nas duas seguintes também), conquistou o Brasil e ganhou morada definitiva nos corações palmeirenses.

E como era Marcos o entrevistado, era óbvio que as respostas seriam agradáveis divertidas, e fariam a platéia rir várias vezes. Naquele seu jeitão simples, bonachão, de quem não precisa fazer pose para ser notado,  para ser tão grande como é, Marcos respondia a todos com tranquilidade e simpatia, até mesmo a um antipático jornalista, que fez a indelicadeza de lhe perguntar sobre o jogo contra o Manchester (eu achei a pergunta indelicada, desnecessária e fora do assunto “Libertadores”, a pauta da noite).

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E no Museu do Futebol, o ídolo, que foi e ainda é o melhor goleiro do país, lembrava as marcantes vitórias sobre o Corinthians na campanha de 1999:

“Os dois times já tinham algumas participações na Libertadores, mas nunca haviam conquistado o título. Esse tipo de partida é legal para quem torce, mas péssimo para os jogadores, porque a pressão da imprensa e da torcida é imensa. Tivemos a felicidade de vencer, mas a pressão foi absurda, maior até do que na final”, disse Marcos.

No ano seguinte, o Palmeiras voltaria a eliminar o Corinthians nos pênaltis, desta vez na semifinal da Copa Libertadores. “Isso mostra que os times naquela época eram muito parecidos”, recordou Marcos, responsável por defender a cobrança de Marcelinho Carioca (qual palmeirense se esquece desse momento?) .

Em 2001, o Palmeiras estaria mais uma vez na final, não fosse a calamitosa arbitragem (assalto) de Ubaldo Aquino na primeira partida – na segunda partida,  o Boca ficaria com a vaga nos pênaltis. Marcos lembrou a pressão que era, naquele tempo, jogar em La Bombonera:

“A Bombonera é um estádio de muita pressão. A torcida fica em cima e você não consegue se comunicar. Além disso, o Boca catimba muito. É um time especializado em te deixar nervoso, e muitas vezes o árbitro acaba deixando isso acontecer”.

Perguntado sobre como foi sair do banco e substituir Velloso durante a competição, a resposta veio sincera e divertida:

“Na época, foi terrível. O Velloso era experiente e estava bem na competição, enquanto eu tinha poucas partidas como titular do Palmeiras. Foi uma semana de muita oração, mas no final deu certo. Antes de um jogo como esse, você torce até para se machucar nos treinamentos durante a semana”, disse Marcos, arrancando risos da platéia.

Poderíamos ter ficado um tempão ali, ouvindo o Marcos responder às perguntas, contar suas histórias. Mas ele e o escritor ainda teriam muito o que fazer. Do lado de fora do auditório, numa continuação do coquetel do início da noite, haveria uma sessão de autógrafos e fotos com o ídolo e com o autor do livro. E a fila era grande, assim como era grande a alegria dos que ganhavam autógrafos e tiravam fotos com o maior goleiro do Brasil que, para mim, é muito mais do que isso, é o santo da minha devoção.

Marcos-autógrafos

E os que as conseguiam fotos, orgulhosos, mostravam as imagens para os que ainda estavam na fila. Não preciso nem falar que eu também entrei na fila, né?

Agora, vou ler o livro que ganhei. Vou ler as histórias dos campeonatos da América e reviver uma Libertadores que me fez tão feliz. Vou guardar com carinho o autógrafo e a foto do mais maravilhoso goleiro que vi jogar, cujas mãos escreveram a história de uma Libertadores que trago escrita na alma.

Até a próxima postagem, amigo leitor. E vamos torcer pelo Verdão na partida diante do Botafogo!

Na noite dessa quarta-feira (19), o Palmeiras enfrentou o Ituano no Pacaembu para defender a sua invencibilidade, a liderança do Paulistão e para colocar mais três pontinhos em sua conta.

Jogo às 22h00 é de uma falta de bom-senso e lógica absurdas. Um descaso com o torcedor! Não há motivo algum para que uma partida seja realizada nesse horário – a não ser o interesse da TV (para não perder a audiência da novela e do BBB) e a conivência da FPF -, ainda mais durante a semana. Os torcedores, que se utilizam de transporte público, têm sérios problemas para voltar pra casa, uma vez que, depois da meia-noite, não há mais trens circulando e, dificilmente, dará tempo para pegar o último metrô. E, seja de transporte público ou particular, os torcedores trabalham no dia seguinte, não é mesmo?

Nem sei pra que existe o tal “Estatuto do Torcedor”, já que os torcedores são tão desrespeitados.

Em campo, sem Valdivia, Leandro (suspenso), Wesley (com um desgaste muscular) e Wellington, Gilson Kleina escalou Mendieta, Diogo, França e o estreante Josimar.

É claro que, sem entrosamento das novas peças palestrinas, com os times fazendo muitas faltas e com o Ituano na retranca, o futebol ficaria comprometido. Tirando alguns poucos lances, como a cobrança de falta de Juninho, que Lucio, vindo de trás da defesa do Ituano, cabeceou forte pro gol, obrigando o goleiro a fazer grande defesa e, no rebote, o próprio Lucio quase guardou na rede, ou a jogada de Mazinho, que pegou a bola na intermediária, arriscou de longe e ela passou pertinho do gol, e uma boa defesa de Prass, o primeiro tempo foi meio sem graça, sem emoção, apático.

No segundo tempo, “seo Girso” sacou Mazinho e chamou Marquinhos Gabriel. O Palmeiras foi com tudo pra cima do Ituano. Não tinha nem um minuto de jogo ainda, ‘Lã’ Kardec avançou pela esquerda e passou para Juninho dentro da área. Juninho chutou no ângulo, mas o maledeto do goleiro  mandou para escanteio. Na cobrança, a zaga desviou, Lucio apareceu e bateu forte, o goleiro defendeu com os pés…

O Ituano abusava do direito de fazer faltas no Palmeiras, além disso, fazia uma cera desgraçada e revoltante, que Seneme (árbitro Fifa???) deixava impune. A torcida ficava enlouquecida com a displicência do árbitro.

O Palmeiras tentava… Juninho, se aproveitando de saída errada do goleiro do Ituano, meteu um chute cruzado e quase abriu o placar. E nada do Kleina colocar o Bruno César…

Por incrível que pareça, fazia frio. Enrolada na bandeira pra me aquecer, eu esperava pelo gol que derreteria o “gelo” do Pacaembu… esperava pelo gol do ‘Lã” Kardec Seleção (mas podia ser gol de qualquer outro parmera)… os ‘itaquera’ deviam estar acendendo velas pro Verdão marcar…

Na cobrança de falta, Mendieta rolou para Lúcio, que soltou uma bomba, mas o goleiro espalmou para longe. Tudo quanto é goleiro quer fazer o nome em cima do Palmeiras (Campeão do Século, né?), e esse, do Ituano, tava pegando o que podia e o que não podia também.

“Seo Girso” chamou Bruno César para o lugar de Josimar. Até que enfim ele ia estrear. E “mi” gostei dele. Se movimentava bem, tava solto, desenvolto, e, numa boa jogada que fez, foi parado com falta pelo jogador Dener, que foi expulso.  Até que enfim, o Seneme (árbitro Fifa??) resolveu punir o time que abusava das faltas. Mal sabia eu o que ele iria aprontar mais tarde…

Eguren entrou no lugar de França.

Jean Carlos ficou na cara com Fernando Prass e tentou dar uma cavadinha (cavadinha no Prass? Tolinho…), o goleirão deve ter pensado: “Aqui, não! Aqui é Palmeiras”, e fez a defesa. Dois minutos depois, Rafael Silva bateu de fora da área com perigo e Prass defendeu!

A torcida cantava, chamava o gol… Bruno César cobrou falta e bola passou pertinho. Conforme o tempo passava, o Ituano fazia mais cera, com a permissão do Seneme. Rafael Silva se jogou no gramado, e o árbitro Fifa, aos 40′, parou o jogo para atender o jogador que apenas procurava ganhar tempo. A torcida xingou ele até não querer mais.

O jogo se encaminhava para o final… O Pacaembu, como se pressentisse, começava a se inflamar por inteiro… cantava, empurrava o time.

E então… ‘ele’, que passara o jogo todo ajudando o time a armar, procurando abrir espaços… ele, que é o matador do Verdão… ‘ele’, que vai jogar na seleção, se Deus quiser… ‘ele’ ia matar a partida…

42’… Diogo, no meio, recebeu de Bruno César, abriu pra Juninho na esquerda, ele fez um cruzamento preciso, que foi achar Kardec livre na área, lá do outro lado… e quem é matador, não perdoa… ele ajeitou e fuzilou o goleiro! GOOOOOOOOOOOL, ‘LÃ’ KARDEC, SEU LINDOOOOO!! Que festa na bancada, que gol delicioso! Faz cera agora, Ituano!

A temperatura no Pacaembu esquentou, ninguém mais sentia frio, a alegria aquecia a nossa alma…

Mas o árbitro (Fifa??) não deve ter gostado muito do gol do Kardec, porque resolveu expulsá-lo de campo sem que ele fizesse algo para isso. O jogador do Ituano meteu a mão na bola, e o árbitro deu a posse para o… Ituano!

Kardec tentou atrasar a cobrança, mas nada fez de errado, foi chutado, foi seguro e, quando se desvencilhou de quem o segurava… foi expulso pelo exagerado árbitro (Fifa???). Não acredita? Então confira…

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Seneme deu posse de bola para o ‘jogador de queimada’… e então, Kardec foi até onde estava a bola e foi atacado por dois jogadores do Ituano. Repare que Kardec (está onde a flecha mostra) é chutado pelo jogador que chega empurrando o palmeirense… O árbitro (Fifa???), Seneme, está vendo…

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Os jogadores empurram Kardec, que nada faz de errado, e Seneme (Fifa???) continua vendo

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Kardec se dirige em direção à bola (isso não é proibido, a menos que ele faça algo com ela), é agarrado por dois jogadores do Ituano (um deles, é o que chutara Kardec momentos antes) , e o árbitro continua vendo…

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Kardec se desvencilha do “abraço dos ursos” (os pés dele não saíram do chão em nenhum momento, ele não acertou ninguém, ao contrário dos adversários) e o jogador do Ituano, o time que fez cera o jogo todo, se joga no chão (olha o joelhinho do moço onde está)…

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O outro jogador do Ituano continua agarrado ao Kardec, que, como mostram as imagens, não faz nada para ser expulso.  O árbitro (Fifa???) pôde acompanhar bem todo o lance e constatar isso.

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Quando viram o árbitro, os jogadores do Ituano foram pra cima do Kardec, veio um outro, meteu as mãos nas costas do palmeirense e o empurrou longe e o juiz… tirou o vermelho pro… KARDEC!!

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O ‘criativo’ árbitro (Fifa???), que expulsou um do Ituano também, inventou a expulsão espírita e prejudicou o Palmeiras e seu jogador. Lamentável, seu Seneme! Ainda bem que você é da Fifa. Imagina se não fosse.

E vai anotando aí, torcedor, a cada jogo tem uma presepada diferente. E começou com aquela banderinha (lembra dela?) que anulou um gol legítimo do Serginho.

VAMOS FICAR DE OLHO!

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Depois dos últimos acontecimentos, quando torcedores do Corinthians invadiram o CT alvinegro, ameaçaram jogadores,  agrediram o jogador Guerrero e uma funcionária do clube, roubaram celulares e danificaram carros de alguns atletas, no estacionamento, Palmeiras e Corinthians, numa iniciativa inédita, se juntaram para uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, no Salão Nobre do Pacaembu, visando promover a paz às vésperas do dérbi, que será realizado no estádio municipal, neste domingo, pelo Paulistão.

Mário Gobbi e Paulo Nobre, presidentes de Corinthians e Palmeiras, trocaram elogios :

Estamos aqui reunidos com a única mensagem de dizer que Palmeiras e Corinthians são apenas, e nada mais do que apenas, adversários durante 90 minutos da partida. Atitudes como a de hoje contribuem com certeza para a diminuição da violência – disse Mário Gobbi, elogiando, na sequência, Paulo Nobre como “uma das boas novidades do meio do futebol, com ideias novas”.

Somos amigos, adversários, mas não inimigos. Em campo, vou fazer de tudo para ver meu time ganhar. Depois, nada impede que eu saia com o Mário Gobbi para comermos uma pizza – emendou Paulo Nobre.

Odiar o torcedor adversário é insano – completou.

Muito legal tudo isso, e os clubes deveriam se unir para combater a violência de parte das suas torcidas. Ser torcedor não é isso. É apoiar e jogar com o seu time, nos bons e, principalmente, nos maus momentos.

Acontece que o presidente corintiano, que por acaso também é delegado (licenciado) de polícia, não parece estar (não pode??) muito (nada) interessado na punição de seus torcedores organizados (isso sim contribuiria para a diminuição da violência), pelos atos de violência, terrorismo e desordem:

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O presidente do rival do Palmeiras,  esteve no Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo, que investiga a invasão), viu fotos de suspeitos e disse não ter identificado nenhum dos invasores do CT (em outra oportunidade ele afirmou que não houve invasão!?! Foi invasão ou não foi?), negou também que o clube dê benefícios para as organizadas (vamos fingir que acreditamos…).

– Dentro das organizadas tem muita gente boa, que vai torcer e não tem nada a ver com meia dúzia que não sabe se comportar (meia dúzia que, mesmo com a PM no CT, não foi presa e nem ao menos colocada pra fora, para preservar a segurança e a integridade de atletas e funcionários do clube). Eles fazem uma festa muito bonita. E continuamos abertos ao diálogo.  Não cabe ao Corinthians finalizar isso (Cuma, seu delegado licenciado? O interesse maior não é do seu clube? As iniciativas não devem partir dele?). O limite é o diálogo. Eles têm a gestão deles, nós não nos metemos lá, assim como eles não têm que interferir nos atos de gestão do clube (não interferem, mas o Pato foi vazado rapidinho, né?).

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O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez (aquele mesmo que era o braço direito do Kia, que usava o Corinthians para lavar dinheiro de crimes da máfia russa; aquele que, quando estava na CBF, declarou que queria que o Palmeiras caísse para a segunda divisão – ‘coincidentemente’ o time foi prejudicado inúmeras vezes pelas arbitragens e rebaixado naquele mesmo ano), aparentemente ironizou a coletiva dos dirigentes de Palmeiras e Corinthians. Em seu perfil no Twitter, o ex-dirigente (seria o Gobbi o “Haddad” deles?) riu da declaração de Paulo Nobre, mandatário do Palmeiras, que sugeriu uma pizza com Mário Gobbi, atual presidente alvinegro, após o clássico do próximo domingo.

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Abre o olho, presidente Paulo Nobre! Essas cobras não tem a mesma índole, boa vontade e seriedade que você. Você quer mesmo combater a violência, mas o outro lado está fazendo teatrinho. Como diz um amigo meu, “boa vontade, harmonia e cordialidade não podem existir somente de um lado ou quando alguém está fragilizado” (eles ficam bonzinhos apenas quando estão por baixo). Essa boa-vontade entre  rivais não pode caminhar numa via de mão única.

Conceitos como esses devem prevalecer sempre e não apenas para atender interesses de uma única parte, quando é conveniente apenas para a parte “mais esperta” (o adjetivo, na verdade, não seria “esperta”). As declarações do ex-presidente gambá (ex??), nas redes sociais, mostram a verdadeira face do outro lado”, o sentimento de “amizade” que impera por lá.

Os palmeirenses não esquecem a total falta de cordialidade em 2011, na disputa das semifinais do Paulistão, com árbitro escolhido para o jogo, cujo nome já tinha sido divulgado antes mesmo do sorteio (baita mutreta) e que depois operou o Palmeiras em campo, expulsou nosso técnico e o jogador Danilo, conduzindo a partida para a disputa de pênaltis.

Não houve cordialidade também, e nem respeito ao Palmeiras, em 2012, ano em que fomos derrubados para a série B, ou nas vezes em que o Palmeiras enfrentou vários problemas com parte da nossa torcida. O Palmeiras, seus atletas e torcedores, em muitas situações, eram alvos de ironia e escárnio, por parte da imprensa gambá, dos diretores corintianos e até mesmo de alguns jogadores alvinegros, quando a fase lhes era favorável, ao contrário do que acontece agora. Em nenhum momento, nem mesmo quando Fernando Prass teve a cabeça rachada por um copo, atirado por torcedores, no aeroporto da Argentina, se articulou uma greve ou qualquer tipo de movimento para defender a integridade dos profissionais palmeirenses, para defender o Palmeiras. Não houve um ato sequer de solidariedade. Nem mesmo quando, depois desse lamentável episódio, o presidente Paulo Nobre rompeu com as organizadas e solicitou o apoio e trabalho conjunto dos demais clubes para se combater a violência desses torcedores.

Agora, quando estão sendo picados pelas cobras que criaram, e que fazem questão de continuar criando (vide a declaração do Gobbi), quando eles estão mergulhados até o pescoço em problemas criados por eles mesmos, quando se negam a tomar medidas fortes, e necessárias, para resolver esses problemas, eles querem que se faça greve? E são simpáticos a participarem de ações de amizade?

Ah, presidente Paulo Nobre, eu não acredito nesses caras, não! E acho que você também não deveria acreditar… Não sei se você conhece a fábula do escorpião e do sapo, mas vou te contar:

Um certo dia, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava à beira do rio. Como não sabia nadar, e se afogaria caso tentasse chegar ao outro lado, pediu uma carona ao sapo para chegar à outra margem. Desconfiado, o sapo respondeu: “Ora, escorpião, só se eu fosse tolo demais! Você é traiçoeiro, vai me picar, me envenenar e eu vou morrer.”

Mas o escorpião insistiu, com o argumento lógico de que se picasse o sapo ambos morreriam: “Imagina se eu faria uma coisa dessas com você, sapo! Só se eu fosse burro. Se eu te picar e você morrer, morro também. Estamos juntos nisso”. Com promessas de que poderia ficar tranquilo, o sapo, que por ser correto, imaginava que o escorpião também o seria, concordou,  Acomodou o escorpião em suas costas e começou a nadar.

E o escorpião se comportava maravilhosamente bem. Só que, ao final da travessia, quando já tinha conseguido o seu objetivo de atravessar o rio e os dois se aproximavam da margem, o escorpião cravou o seu ferrão mortal no sapo e saltou ileso em terra firme.

Atingido pelo veneno mortal e já começando a afundar, o sapo desesperado quis saber o porquê de tamanha crueldade, porquê  o escorpião tinha a necessidade de matá-lo. E o escorpião respondeu friamente:

– Porque essa é a minha natureza!

E é assim que a coisa funciona. Eles são do jeito que são e se valem de qualquer expediente, principalmente, dos árbitros “sorteados”, para levarem vantagem – conhecemos isso tão bem.

Respeito e esportividade fazem parte da maneira como o Palmeiras tem se conduzido ao longo desses cem anos de existência, mas, presidente Paulo Nobre, todo cuidado é pouco para que não façamos o papel do sapo da fábula, né?

O jogo de amanhã vai ter influência no restante do ano para os dois clubes. O vencedor vai ganhar força, vai se encher de moral e confiança, o perdedor vai ganhar muitos problemas, enfraquecer, e ter que conviver com mais pressão e desconfiança, principalmente, se ele for o time que já está com a corda no pescoço. Todo cuidado é sempre pouco.

Que fora de campo, essa partida seja vista apenas como uma competição esportiva, que os torcedores dos dois clubes deixem a disputa para quem entrar nas quatro linhas, mas, que o Palmeiras tome muito cuidado com a arbitragem e, dentro de campo, respeitando as regras do jogo, que nossos jogadores saibam que é guerra, sim, é final de Copa do Mundo, sim. 

É HORA DO DERBY, PALMEIRAS!! PRA CIMA DELES!!!
  
E TEM QUE TER RAIVA DESSA PORRA DE CU RINTIA!

Palmeiras, aquele time que não teria condições de disputar campeonatos com os times da série A…

Se não estou enganada, Santos, São Paulo e Corinthians, que disputam o mesmo Paulistão que o Palmeiras, são times da série A (ainda que os dois ultimos não pareçam), correto?

Então vejamos:

PALMEIRAS: 19 pontos, 7 J, 14 GP, 4 GC, 10 SG, 90.5% 

Santos: 16 pontos, 6J, 15 GP, 4 GC, 11 SG, 88.9%

São Paulo: 12 pontos, 7J, 15 GP, 10 GC, 5 SG, 57.1%

Corinthians: 7 pontos, 7J, 6 GP, 12 GC, 33.3%

O Palmeiras, invicto e líder com folga em seu grupo, empatou na última rodada com o Audax (que também havia empatado com o Santos, na segunda rodada). E empatou jogando bem, fazendo uma de suas melhores partidas. Valdivia jogou demais, e, se dependesse do futebol que ele mostrou em campo, o Verdão teria goleado ainda no primeiro tempo.

Mas, um vacilo nosso na jogada que originou o gol do adversário, o preciosismo por parte de Leandro na hora de concluir e a afobação de chutar a gol, quando deveria ter assistido um companheiro melhor colocado (calma, garoto, faça o arroz-com-feijão); a infelicidade de Kardec na cobrança do pênalti (ele acerta muito mais do que erra), a demora de Kleina para substituir Mazinho e Wesley que não rendiam naquela tarde (Mendieta entrou muito bem e empatou a partida), somados às defesas do goleiro do Audax, não permitiram que o Palmeiras vencesse, e de goleada, mesmo tendo jogado muito mais que o adversário.

Ruim? De jeito nenhum! Só para a nossa soberba de perdermos o tal 100% de aproveitamento, mas, certamente, iríamos perdê-lo em algum momento do campeonato. Ainda bem que foi contra o Audax, quando não nos trouxe nenhum real prejuízo. Ninguém sabe o que se dará no restante do Paulistão, mas, neste momento, o Palmeiras está sossegado, nadando em águas calmas e límpidas. Bem ao contrário de dois dos nossos adversários ‘de série A’, que a imprensinha tanto empurra e para quem faz o favor de minimizar as más atuações e problemas…

Eles vão mal das pernas e estão até fazendo troca-troca de jogadores, já que não têm dinheiro e as suas grandes contratações dos últimos tempos não funcionam. Imagina o Palmeiras comprar um atleta por 40 milhões, ele não render p…orcaria nenhuma e entrar numa troca com outro, que também não estava rendendo em seu clube? Imagina as manchetes sobre o ‘mico’ de ter gastado os tubos em nada? Imagina o “custo x benefício” alardeado pelas mais parciais e torcedoras bocas e pelos parciais e torcedores notebooks da imprensinha? E se fosse o Verdão a receber tal jogador, imagina as manchetes sobre tudo de errado que aconteceu com ele? Você viu, recentemente, como foi a chegada de Lúcio aos bambis (“A volta do pentacampeão”) e como foi quando ele veio ao Palmeiras (“Lúcio quer esquecer fracassos”). E o jogador é o mesmo.

E como o Palmeiras, tranquilo, que joga um bom futebol, não é um dos que a imprensinha tanto blinda e empurra aqui em Sampa, como é semana em que ele joga um clássico contra o time que deve salários, que não vence há cinco partidas, que teve o seu CT invadido por torcedores, que teve jogador agredido, que está em crise (ninguém usa essa palavra pra eles), você imagina quais foram as manchetes da segunda-feira após a 7ª rodada?

Na página do Globoesporte.com 

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Olha que Press boazinha! “Evolução”… “esperança”… Nada de “5 partidas sem conseguir vencer”, nada de fracassos, tropeço, pontaria ruim, nada de crise, nada sobre salários atrasados… nenhuma desconfiança sobre o time que vai disputar um clássico com o líder do campeonato… nenhuma preocupação com o Derby!?!?… (Seria assim, se o time lanterna fosse o seu, leitor palestrino?)

Só coisas positivas, palavras escolhidas “a dedo”… para tapear os torcedores, para que eles não vejam o que está na cara. Seria até legal, se fosse assim para todos os clubes.

“Mano vê evolução… criamos mais” (Pode até ter tido alguma evolução, mas é a  típica manchete para tapar o sol com a peneira)

“Edenilson VOLTOU!” (Messi, é você?)

Danilo – que foi o melhor (olha o adjetivo aí, gente) do time para o Noriega – determina: “Vencer o clássico é obrigação”. Por certo imaginam que vão jogar contra o vento (concorda com isso, Mago?) ou com o PCO “sorteado”.

 No UOL:

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“Corinthians (4 derrotas e 1 empate em 7 jogos) e São Paulo (3 derrotas em 7 jogos) pareciam em greve nesse domingo”. (Ainda bem que foi só no domingo)

Juca Kfouri: “Três grandes da capital paulista se deram mal”. (empate para time que está na lanterna do grupo, precisando ganhar ou ganhar para não ser desclassificado, é a mesma coisa que o empate do líder, né Juca? E a derrota dos bambis também? 😯 )

“Denilson diz que o Corinthians está com problemas nas laterais”. (ah, esses laterais corintianos que não fazem gols e que deixam os adversários balançarem as redes…).

E você não lê nada sobre “crise”… nada sobre não vencer há 5 partidas, nada de clima ruim no clube…  nada de preocupação com um tropeço no próximo clássico (já levou de 5 no primeiro)… nada sobre o temor de uma possível desclassificação no Paulistão…

E aí, por curiosidade, vamos dar uma lida nas manchetes do São Paulo, que perdeu da Ponte Preta (de novo?!), depois de ter perdido para o Palmeiras no outro final de semana.

  

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“Muricy ainda está ajustando a equipe e projeta evolução”

“Muricy volta a cobrar mais presença de Ganso na área” O problema do São Paulo, que tomou dois gols da Ponte, é só do Ganso que não entra na área. (Ele não está jogando mal, só não entra na área)

Do Luís Fabiano, chamado de pipoqueiro pela sua torcida, nenhum jornalista calcula o  “custo x benefício”, calcula os prejuízos que o clube possa ter tido desde a sua contratação (não tem cálculo de custo x benefício para o Ganso também). A manchete para mostrá-lo como o cara que tá trabalhando sério (acredito que esteja mesmo),  é uma clara tentativa da imprensa em fazer a sua torcida vê-lo com outros olhos.

“Defesa tira o sono do Muricy” (pensei que fosse o Ganso que não entra na área).

“Ceni salva com a mão e com o pé, mas amarga revés”. Nenhuma palavra sobre a performance do goleiro de hóquei, que, ultimamente, anda falhando mais que o sinal da TIM (E nenhuma lembrança ou entrevista sobre a sua tentativa de agressão ao Valdivia, no final de semana anterior).

E aí, vamos comparar com as notícias sobre o Palmeiras, líder  com folga do seu grupo no Paulistão e o melhor classificado dentre os participantes do campeonato, com 90.5 % DE APROVEITAMENTO. Que ‘crise’, hein Verdão?

 

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“Sem pontaria… um festival de gols perdidos” (bambis e gambás, que perderam e empataram seus jogos, não desperdiçaram gols. Será que foi porque nem chutaram?)

“Kleina critica falha nas finalizações” (será que o Mano não criticou nada??)

“Alan Kardec não se abala com pênalti perdido”

“Kleina diz que Palmeiras pecou nas finalizações”

“Prass e Mago alertam para Derby de risco” (só o Palmeiras se preocupa com o clássico, né?)

“Sem pontaria”, “festival de gols perdidos”, “pecou”, “critica”, “falha”, “Derby de risco”, “não se abala”, “desperdiça”… tudo isso nas chamadas das notícias do Palmeiras (nada sobre a partidaça do Mago, nem sobre a ótima partida do Prass).

Um contraste com a “evolução”, “esperança”, “ainda está ajustando”, “projeta evolução”, “criamos mais” (para o Palmeiras, “criamos mais” se transformou em “festival de gols perdidos”, né Globo?) nas notícias dos outros clubes.

E haviam manchetes como essas em outros sites:

“Palmeiras foi dominado pelo Audax e empata por pouco”

“Corinthians luta e arranca empate na raça”

E, para finalizar, uma mostra de (in)competência jornalística, vinda diretamente do mundinho fantástico dos estagiários torcedores travestidos de ‘profissionais de imprensa’…

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Veja só, leitor, o time lanterna, que não vence há 5 jogos, ‘empatou’… o que foi derrotado pelo time da segunda divisão, ‘projeta evolução’… e o Palmeiras, líder, que jogou bem e empatou, ‘tropeça’…

Não preciso falar mais nada, né?

O Bom-Senso F.C. que me desculpe, mas, por melhores que sejam as suas intenções(?), não dá para engolirmos uma paralisação do campeonato, por um problema que pertence a apenas um clube e à sua torcida.

Eu sei que é a segurança dos jogadores (de todos os clubes) que está em jogo, mas, quando o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre,  pediu ajuda aos demais clubes para combater os abusos e violência das organizadas, violência que os jogadores do Palmeiras tinham sentido na pele, nenhum clube foi solidário, todos os clubes se recusaram, deixando o Palmeiras sozinho, inclusive, o Corinthians. A mesma coisa se deu quando se pensou em estabelecer regras para que os clubes não dessem mais dinheiro para as suas torcidas organizadas.

Além do mais, dentre os vândalos (destruíram instalações e carros dos jogadores), agressores (funcionários e jogadores foram agredidos) e ladrões (celulares foram roubados) que haviam no CT gambá, tinha gente do grupo que ficou preso na Bolívia, pelo assassinato do garotinho no estádio. Presos, que a diretoria corintiana (seus jogadores e técnico também) fez de tudo para libertar (arranjou até um menor para assumir a culpa); presos, que fizeram com que políticos brasileiros se deslocassem até a Bolívia para tentar negociar a libertação; presos, que a Rede Globo em incansável campanha, vendeu  como “apóstolos”, inocentes e  injustamente presos; presos, que o ex-presidente do Brasil tentou libertar usando a sua influência política; presos, que, segundo os jornais, pertenceriam à uma facção criminosa; presos, que depois de soltos, continuariam a se envolver em episódios de violência e crimes – um, foi preso assaltando na Bahia; outro(s), estava(m) na briga, dentro do estádio, com torcedores vascaínos, outro(s) na invasão do CT corintiano…

E se a diretoria corintiana protege e acoberta esses torcedores e essa torcida (o MP, a Justiça Desportiva e a PM também protegem), por que cazzo o campeonato tem que ser paralisado agora? Não faz sentido algum. Todos os clubes pagarão pela relação de camaradagem, financiamento e acobertamento dos delitos que existe entre o Corinthians e as suas organizadas? 

O Corinthians, além de ter muito interesse na paralisação do campeonato, uma vez que vai muito mal das pernas e das finanças (né, Paulo André?), é o único responsável pelo que aconteceu em seu CT. Foi picado pelas cobras que cria e sustenta (os defendeu até quando mataram um garotinho boliviano). Será que Vicente Matheus incorporou Mario Gobbi e estão tentando fazer um revival de 1979?

Será que é por isso que a maioria da imprensa esportiva (a parte corintiana dela) quer tanto a paralisação? Defendem tanto que isso aconteça? Será por isso que ela não pede a extinção da torcida (isso sim, serviria como parte da solução) como aconteceria se fosse com a torcida de outro clube?

A questão/solução passa muito longe da paralisação do campeonato – em que isso ajudaria os atletas e clubes?

A questão, e isso o Bom-Senso esqueceu, é cobrar do Corinthians, e da PM, os motivos que fizeram com que jogadores tivessem que ficar por 3 horas escondidos numa sala, e a comissão técnica em outra, fazendo barricada com armários, e a PM que estava no local não ter prendido ninguém, não ter sequer os colocado pra fora. Só eu achei  isso muito estranho, mas muito estranho mesmo?

O Bom-Senso, se tem mesmo bom-senso, vai perceber, “facinho”, que se as prisões não aconteceram, foi porque a diretoria do clube não quis que acontecessem. O presidente gambá teve a cara-de-pau (rabo preso?) de dizer que não houve invasão.

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Estava a PM no local enquanto agressões, roubos e vandalismos aconteciam e só agora é que vão analisar as imagens para tentar encontrar os culpados?

E se o Corinthians permitiu que os torcedores entrassem no CT, colocando em risco a segurança de seus atletas e funcionários, se o Corinthians não quis que os seus torcedores fossem presos, para que não levassem o longo rabo do clube junto, porque cargas d’água o movimento de jogadores (liderado por um jogador do… Corinthians), vai tirar da cartola uma paralisação, ao invés de cobrar, forte, uma atitude por parte do clube e  do MP?

Não tá certo isso, não, viu ‘seu’ Paulo André? Viu, Bom-Senso F.C.? É em cima do clube facilitador da violência e da PM inoperante que vocês devem ir.

Os jogadores dos demais clubes, principalmente os do Palmeiras, precisam tomar muito cuidado para que o seu movimento, que é muito justo, não seja usado para outros e escusos fins, como, por exemplo, aliviar e ajudar na má fase do Corinthians no campeonato, ou para um fim ainda pior, servir de trampolim para que Andrés Sanchez vá parar  na CBF (abram bem os olhos).

Muito cuidado, boleirada! E muito bom-senso também!

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Ingresso Avanti… 16,50
Água… 3,00
Cerveja… 5,00

Refrigerante… 4,00
Juiz encomendado pela FPF… não sei quanto custa

Ver o Palmeiras ganhar com gol do Mago, f@%dástico, e a tia bambi, aposentada e recalcada, tentar agredi-lo e ser driblada por ele… NÃO TEM PREÇO!!

Foi uma tarde sensacional!

Estava cheio de parmeras na praça em frente ao estádio. Um calor insuportável, que não havia água, cerveja, refrigerante e sorvete que desse jeito.

Mesmo sabendo que o juiz , Luís Flávio de Oliveira (irmão do PCO), fora sorteado de mentirinha pelas forças ocultas da FPF, e que, muito provavelmente, iria querer complicar a nossa vida, estávamos levando fé no Verdão. Nervosos, claro, porque era um clássico e por todos os trambiques que os bambis e a juizada são useiros e vezeiros em nos aprontar, porém confiantes, no time e no futebol do Palmeiras.

Durante a semana, muita gente andou dizendo (palmeirenses, inclusive) que ganhar de time pequeno não quer dizer nada (senão ganhar deles nenhum time não chega)… que o Palmeiras não tem time para enfrentar os grandes (que asneira)… blá, blá, blá… mimimi… Triste constatar que algumas pessoas sabem, mas se recusam a admitir, que o time está arrumadinho, que temos bons jogadores, que podemos brigar por títulos, sim,  e que nosso centenário parece auspicioso.

Torcida em festa no Pacaembu, cantando… os nomes dos jogadores sendo gritados… até que 1/4 da torcida resolveu pular o nome do craque do time. Que deselegante! Que feio! Mas os outros 3/4 do estádio não deixaram por menos e aplaudiram e gritaram: EÔ EÔ O VALDIVIA É UM TERROR!! Justíssimo.

Já na bancada, eu rezei muito antes do jogo começar. Pedi a Deus, ao Plano Astral, para que os jogadores do Palmeiras tivessem tranquilidade e sabedoria para se conduzir na partida; pedi para que intuíssem o Mago de que ele é o jogador que todos os adversários e árbitros “sorteados” (torcedores profissionais de imprensa também) querem fora do jogo, e, como tal, que ele se lembrasse a todo momento de não fazer o ‘jogo do bandido’. Eu acabaria recebendo muito mais do que havia pedido…

Como era até de se esperar, no início da partida, as equipes se empenhavam mais em desarmar, em fechar os espaços. Só que era o Palmeiras, que mesmo errando passes, estava acertadinho na defesa, no desarme. Os bambis não conseguiam encontrar espaço para chegar até o Prass e nem pra chutar de longe. Toca aqui, toca ali e nada de encontrar uma brechinha. Determinação total do Verdão. E eu que achei que sentiria falta de Henrique no clássico, constatava, feliz, que Lúcio e Wellington estavam jogando muito e com uma raça do tamanho do gigante que estavam defendendo.

E o gigante foi se acertando em campo e passou a dominar as ações. Aí, a vida do goleiro bambi começou a se complicar… Precisou fazer defesas importantes, tirou uma de cabeça, para evitar que Leandro ficasse com a chance de marcar o primeiro. O Palmeiras chegava, se infiltrava por todos os espaços…

O árbitro, sorteado no trambique, deixava de ver as muitas e duras faltas sofridas pelo Palmeiras. Valdivia foi levantado pelo adversário, na cara dele, e ele nada marcou. Em contrapartida marcava qualquer coisinha para os bambis. Mas nem isso adiantava. Luís Fabiano, Osvaldo, Jadson e Ganso pareciam nem estar em campo. Ganso, na verdade, só foi notado por quem estava no Pacaembu, aos 30′ da segunda etapa, quando foi substituído (Ah, esse custo x benefício…).

E pensar que Bambi Ceni, ‘the retired’, tinha dito, provocando,  que seria interessante um duelo entre Luís Fabiano e Lúcio. Foi mesmo, muito interessante, viu ‘retired’? A parmerada adorou o duelo!

O Palmeiras, perigoso, se insinuava no ataque. Aos 16′, uma jogada linda, uma triangulação de Valdivia, “Lã” kardec e Leandro. Valdivia, naquele seu jeitinho Mago de ser, deixou o Leandro na cara do “Dissimulério” Ceni. Ele invadiu a área, bateu no canto; o M1CO tocou pra escanteio. Quase… O gol do Palmeiras estava chegando… eu sabia. A torcida toda também sabia…

23’… Valdivia foi derrubado em falta dura – não era a primeira -,  e fora do lance de bola (e o “sorteado” nada de dar cartão). Na cobrança de Mazinho, os bambis, preocupados com Lúcio e com Kardec, não acompanharam a movimentação do Mago que, se livrou dos marcadores e se posicionou na área para receber, livre, e. de cabeça, mandar nas redes do terceiro reserva de São Marcos.

O PACAEMBU EXPLODIU NO GOL DO MAGO! Impossível traduzir a alegria que sentíamos. Não conseguia segurar as lágrimas. Era alegria demais. O coração, velho de guerra, sorria.

Com o gol aos 23′, os bambis teriam o seu minuto favorito, o 24º, para causarem o maior bafo na partida. O Mago passou comemorando na frente do goleiro são-paulino e ele, que não sabe perder, se sentiu provocado, e surtou! Tentou agredir Valdivia com um chute. O Mago nem tomou conhecimento dele, mas, esperto, atrasou a passada e driblou o agressor. Foi a primeira agressão no vácuo, do futebol brasileiro. Não satisfeito, na sequência, e pelas costas, Rogério Ceni deu uma cotovelada em Kardec.

Foram, no mínimo, dois atos desleais, e seguidos. Juiz e bandeiras fizeram que nem viram (Gambazek não ligou para o Ximit depois). Vamos ver o que fará o STJD. (Se o goleiro não for denunciado, se ficar sem  punição, vai ficar esquisito. Afinal, qual a chance de um jogador palmeirense fazer o mesmo e não pegar um belo gancho?).

Mazinho quase marcou o segundo, numa bomba de fora da área, que o ‘retired’ leonor (#RenovaRogério) conseguiu colocar pra fora. A bancada queria mais um.

O Palmeiras era superior em campo, era mais organizado, mais tranquilo e disciplinado taticamente, errava pouco e ia pra cima. Os leonores só conseguiram um único chute a gol no primeiro tempo. A defesa que ninguém passa, não deixava passar mesmo. Foram 104 desarmes, 18 só do Lúcio, viu Juju?

Na segunda etapa, para manter a vantagem, o Palmeiras, marcando muito bem, passou a valorizar mais a posse de bola, mas, nem por isso, o ataque palmeirense parou. As chances a conteciam, , ora com Leandro, com mazinho, Mago, Kardec… mas a bola não entrava.

O juizão “sorteado” resolveu aparecer mais. Ignorava as faltas que o Palmeiras sofria, os cartões que os bambis deveriam levar e marcava tudo a favor deles. Sabe aquela tática de arbitragem, que irrita os jogadores, deixando-os nervosos? Então… o irmão do PCO (ô família…) colocava-a em prática no Pacaembu. Na bancada, ficávamos roucos de tanto xingar o filho-da… mãe.

Muricy vendo os bambis acuados no seu esqueminha mequetrefe, colocou em campo o uruguaio Álvaro Pereira, para catimbar. E ele empurrou Kardec pra fora de campo, quando ele estava caído na linha de fundo. Wesley foi tirar satisfação. Depois, Leandro fez falta no catimbeiro e levou amarelo (pro Palmeiras o juiz dava). O uruguaio, achando que estava o máximo, olhou para Muricy e piscou. Dançaram os dois.

Kleina sacou Leandro e colocou Marquinhos Gabriel; minutos depois, sentindo dores, Wellington, que fez um partidão, foi substituído por França.

O Parmera, tranquilo, sobrando, não deixava os bambis nem chegarem perto do Prass. E a torcida, vendo a garra do Xerife,  gritava: “Lúcio! Lúcio!”. O Verdão ia pra cima, dava trabalho, Valdivia tinha sempre três na sua marcação. O “sorteado” já tinha deixado de marcar dois pênaltis para o Palmeiras. E deve ter sido por isso que se viu obrigado a marcar o terceiro. Alan Kardec invadiu a área pela esquerda e foi derrubado por Rodrigo Caio, que dois minutos antes, cometera pênalti (não marcado) em Marquinhos Gabriel (o bambi, que já tinha amarelo, se beneficiou do fato de o juiz não lhe dar o segundo cartão no lance do pênalti). E numa cobrança perfeita, enquanto o ‘retired’ olhava com aquela cara de “me ferrei”, o lindo do “Lã” Kardec, fez o segundo do Verdão. 

Loucura na bancada do Paca. Fatura liquidada. O Palmeiras, imbatível, com 5 vitórias em 5 jogos, tocava a bola, e a torcida gritava “olé”! Não sei se foi por estar incomodado com o “olé”, ou se foi porque ele marcou um pênalti pro Palmeiras e isso não tava no contrato do “sorteio”, o fato é que o juiz, chinelinho, alegou contusão e foi substituído. Praga de Parmera é f…ogo!

Os bambis não tinham mais nada pra fazer em campo, a muralha verde e o comprometimento dos jogadores palmeirenses com o esquema tático, acabaram com eles.

Os nossos lindos só precisaram administrar, tocar a bola e esperar o tempo passar.

Palmeiras + torcida + San Genaro 2 x 0 SPFW + “Sorteado” + FPF… e ficou barato!

Até a próxima ‘bvambvis’! E segura o recalque!

 

Parece mentira, mas, mesmo depois de todo o escândalo e mutreta para trazer o FluminenC para a primeira divisão, mesmo depois de toda a vergonha da sujeira que veio a público por conta disso, a Federação Paulista de Futebol, cujo presidente é também vice-presidente da CBF, arma uma presepada para “sortear” o árbitro de Palmeiras x São Paulo, no Paulistão 2014.

O “sorteado” foi  Luís Flávio de Oliveira, irmão do Paulo César de Oliveira, que, em 2011, todo mundo sabia que seria o árbitro de Palmeiras x Corinthians, antes mesmo do sorteio acontecer (seria paranormalidade?). Lembra disso?

https://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2011/04/27/chama-o-camburao-felipao/ . Lembra disso?

E você lembra também, como, naquela ocasião, o tal PCO garfou o Palmeiras e levou o Corinthians à final do Paulistão? Lembra do Danilo expulso? Lembra do Liedson, que abriu a coxa do Danilo com uma solada, no mesmo lance da expulsão, e nem amarelo levou? Lembra do Tite provocando Felipão, falando um monte de coisas pra ele, e só Felipão ter sido expulso quando respondeu às provocações? Lembra do juiz ter alegado que Felipão fizera gestos, e até mesmo os profissionais de imprensa que estavam em campo dizerem que não viram gesto algum?

Então… parece que, mais uma vez, teremos um árbitro encomendado, a serviço de não sei quem (FPF??), um árbitro que já está escalado antes mesmo do sorteio… um árbitro da famigerada quadr… ooops, família Oliveira, useiros e vezeiros em prejudicar o Palmeiras…

A FPF fazia o sorteio(??) de árbitro para Palmeiras x São Paulo (Paulistão 2014), e o nome do “ganhador do sorteio” foi anunciado no gerador de caracteres, antes mesmo da bolinha ser sorteada, escancarando a farsa do “sorteio” – mais ou menos o mesmo embuste utilizado no sorteio da Copa, ao “sortearem o Chile (que Felipão tanto teme) no grupo da Morte.

Mais uma tramoia pra cima do Verdão, amigo palestrino, e com o selo de qualidade da Federação Paulista de Futebol. É inaceitável a desfaçatez desses homens que fazem dos campeonatos Brasil afora um joguinho sujo de cartas marcadas, e fazem os torcedores de palhaços.

Assista o vídeo e veja que absurdo esse sorteio, que coisa mais ‘mandrake’. Quão imoral é/está o futebol brasileiro. Fico imaginando quanta coisa, ainda mais podre, não deve acontecer sem que o gerador de caracteres denuncie…

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=wZzhlRY7VyI&feature=youtube_gdata_player[/youtube]

Depois que o vídeo do sorteio de mentirinha se espalhou por aí, apesar de tão clara a tramoia, a armação, a FPF tentou se explicar:

De acordo com a FPF, ocorreu um erro por parte do operador de GC (gerador de caracteres) da tevê, que, naquele momento, deveria colocar uma arte referente à partida. A entidade explica que a imagem era a primeira da lista de jogos. O primeiro nome da lista de árbitros também era o de Luiz Flávio. “Como o primeiro jogo sorteado é sempre o clássico da rodada, o mesmo fica no topo da coluna de jogos do programa de GC. Acima fica a lista dos árbitros que poderão ser sorteados”, diz a nota.

http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,fpf-explica-erro-no-sorteio-do-arbitro-que-apita-palmeiras-e-sao-paulo,1125278,0.htm

Tá de brincation with me, FPF? Acha que vou acreditar nesse papo-furado?

Se foi um erro do operador de GC (mas que coincidência, não?) eu sou a Angelina Jolie, tá? Muito antes dos ingressos do show da Madonna, “generosamente” distribuídos para o árbitro que ia apitar o jogo do time do Jd. Leonor, que eu deixei de acreditar nessas justificativas (desculpas esfarrapadas) que não justificam nada.

Se a FPF fosse mesmo séria, se não quisesse prejudicar ninguém, depois dessa presepada toda, depois das enormes suspeitas geradas (com razão), o árbitro da partida entre Palmeiras x São Paulo teria sido sorteado de novo. E sorteado de verdade, sem embuste e sem o nome do ‘dito cujo de Oliveira’ na lista (quer apostar que o irmão mais velho será “sorteado” para o Derby?).

Amanhã, no clássico, nós saberemos para qual finalidade e serviço esse moço da conhecida família Oliveira, que tanto prejudica o Palmeiras, foi “sorteado”…

Se o Palmeiras for assaltado de novo, e pela 987.876.564ª vez, nós teremos certeza que isso foi premeditado… e pela FPF e pela Comissão de Arbitragem, do coronel ‘Armarinho’ , responsáveis pelo sorteio mandrake.

E espero que não tentem fazer o contrário agora, só para disfarçar. Que nem pensem em  favorecer o Verdão. O Palmeiras não precisa, não quer e não está acostumado a se valer da muleta e da sujeira do apito-amigo.

Se o juiz não fizer o resultado do jogo, o Palmeiras tem todas as condições de vencer a partida por seus próprios méritos.

Vamos acompanhar, parmerada…
AMANHÃ, TODO MUNDO DE OLHO NO ÁRBITRO!!