“Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vêem. Cegos que, vendo, não vêem”  – José Saramago

A gente bem que avisou… sem “parmera”, seleção brasileira nenhuma ganha título…

Eu nunca fui favorável à realização de uma Copa do Mundo no Brasil. Por mais divertida e bem sucedida que ela pudesse ser, eu sabia que isso ia custar os olhos da cara… do povo! E custou, muitos bilhões!! Para um país que tem tantas necessidades pra ontem, não dá para achar legal gastar essa grana toda com diversão, esquecendo, entre outras coisas, a Saúde e a Educação. É o mesmo que você torrar seu salário na gandaia e ficar sem luz e água em casa,  sem comida…

E, pra piorar,  superfaturaram tudo, nem todas as obras ficaram 100% prontas, muitas delas, de mobilidade urbana, acabaram sendo esquecidas… teve gente que ameaçou com o #NãoVaiTerCopa, a polícia sentou a borracha nos descontentes, e teve Copa sim.

Mas é futebol, a alegria dos brasileiros! E foi esse o ‘espelhinho’ com que cegaram boa parte do povo, com que tiraram a atenção dele do que era realmente importante para o país, espelho com o qual fizeram as pessoas só enxergarem a seleção e até acreditarem que ela podia ganhar a Copa.

E aquela parte da população que é patriota apenas de quatro em quatro anos, que confunde patriotismo com torcer pela seleção – e não percebe que a seleção é da CBF, da emissora de TV e da patrocinadora, menos do povo -, ficou encantada com a chegada das seleções, com os jogos, os turistas, e, induzida e manipulada, passou a pensar que a prioridade para o Brasil era ganhar o “équiça”, esquecendo da conta que vamos ter que pagar durante um bom tempo, e de quão mais difíceis as coisas ficarão por aqui depois da Copa, e por causa da Copa.

“Pão e Circo” pra ninguém botar defeito, mesmo que o pão não esteja tão acessível, já que a inflação está aí, de volta. Era esse mesmo o interesse dos governantes, o de fazer com que a população esqueça o que não tem, não se dê conta do que lhe foi tirado, e, temporariamente feliz, vote de novo nos mesmos que torraram a sua grana – mal sabiam todos quão doloroso seria o “despertar do transe”…

E embora a maioria da população não tivesse acesso aos estádios e jogos (sim, fizeram a Copa para a elite, para os que podiam pagar, e o povão… ficou de fora), os brasileiros, loucos por futebol, esqueceram todo o resto e acabaram seduzidos pela presença dos maiores e mais badalados jogadores do planeta, e dos muitos torcedores que vieram atrás deles.

Messi, Cristiano Ronaldo, Schweinsteiger, Piquet, Casillas, Aguero, Pirlo, Balotelli, Klose, Neuer, Buffon, Rooney, Benzema, Alexis Sanches, Vidal, Valdivia, Campbel, James, Ochoa, Eto’o, Drogba, Robben, Van Persie, Sjneider, Daniel Alves, David Luiz, Neymar (um ótimo jogador, que a imprensa esportiva do Brasil faz questão de colocar ao nível de um extraterrestre)…

A primeira fase foi deliciosa. Altas doses de futebol na veia, duas vezes por dia – até três vezes, em algumas ocasiões -, para ficarmos felizes da vida. As prostitutas, que ganharam cursos de inglês do governo, reclamavam que os negócios iam mal, mas o povo estava enlouquecido com tanto futebol. Sem contar a interação dos povos, e as imagens, inúmeras e memoráveis, de momentos que nunca passaram por nossa imaginação antes… E os destaques começaram a surgir… Robben, Neymar, Neuer, Uchoa, Pirlo, Benzema, James, Howard…

E porque alguns dos bichos papões do futebol mundial não mostraram muita bala na agulha – o Brasil, inclusive -,e porque as seleções consideradas coadjuvantes trouxeram um futebol melhor do que o esperado, os jogos foram ainda mais disputados. E os que mais brilharam foram os goleiros. Mesmo sem muitos gols o torcedor se maravilhou e surpreendeu com a Argélia,  com a Nigéria, com a Costa Rica (que atrapalhou a vida da Itália);  encantado, viu a Colômbia jogar um futebol lindo e alegre;  viu um México com futebol de gente grande;  viu o Chile fazer bonito, despachar a Espanha e dar um trabalhão na fase seguinte para a temida, e pentacampeã mundial, seleção brasileira – com chance até de matar o jogo no finalzinho da prorrogação; viu a Espanha levar uma surra da Holanda; viu Portugal, do melhor do mundo, dar adeus à Copa na primeira fase, enquanto os Estados Unidos ficavam com uma das vagas no grupo…

Mas algumas arbitragens, horrorosas, acabaram decidindo alguns jogos e até mesmo a posição no grupo em que algumas seleções se classificaram, o Brasil em primeiro no grupo A, por exemplo. Uma Copa do Mundo no Brasil e com cara de campeonato Brasileiro. Faltas violentas sem punição; outras, menos violentas que resultaram em expulsão; pênaltis legítimos não marcados, e outros, inexistentes, assinalados; gols legítimos anulados (só o México, teve dois numa mesma partida). Uma absurda falta de critério.

E assim vimos, numa mesma partida, um italiano ser rigorosamente expulso, e um uruguaio, que mordeu seu adversário, continuar em campo; vimos um nigeriano ter a pena quebrada, em dois lugares, e o francês que o agrediu não ser expulso… Vimos o Brasil, como o time mais faltoso na fase de “mata-mata”… vimos o Neymar levar uma joelhada desleal nas costas (igual às que Valdivia, no Palmeiras, já levou do Alex Silva, do Jorge Wagner, do Sandro Goiano, e que a imprensa no Brasil achou normal), sofrer uma fratura, ter que se despedir da sua primeira Copa do Mundo, no seu país, e o seu agressor continuar em campo (vimos também o Neymar dar uma cotovelada num croata e continuar no jogo)…

E quanto mais as disputas se acirravam, mais iludidos ficavam os torcedores. A imprensa, promovendo a Copa e a seleção a qualquer custo, obscurecendo as notícias negativas e iluminando qualquer coisa positiva, fazia de conta que não via as deficiências e o fraco futebol que o Brasil apresentava, e, parecendo subestimar o poderio de outras seleções promovia um “oba-oba” contínuo, vendendo confiança e otimismo. Jogadores brasileiros iam sendo alçados à condição de heróis… heróis que, implicitamente, conquistariam o tão sonhado “équiça”…

Brasil na semifinal… #ÉTois! Notícias sobre  Neymar fora da Copa pipocavam a cada cinco minutos nas TVs e rádios, gerando uma comoção, proposital e exagerada, para que o povo abraçasse a seleção, para que a audiência dos programas todos da TV – que só falavam do Neymar – tivesse seus índices elevados. Ninguém mais queria saber do dinheiro público indecentemente gasto pelo governo para fazer essa Copa, e nem questionava a vergonhosa doação do Itaquerão, cheio de goteiras, diga-se de passagem.

Esqueceram também da Alemanha… que teve um único dia de folga, que estava trabalhando sério, há anos, para chegar à uma final e tentar ser campeã do mundo. Alemanha, que construiu o seu CT no Brasil, e que não veio aqui para brincar. E enquanto a Alemanha fazia uso de um estudo acadêmico para enfrentar o Brasil, e treinava forte e sério para o confronto, no lado brasileiro se fazia treinos regenerativos e de precaução…  Felipão  mandou chamar Edílson e Vampeta para motivar o time. Falar o quê disso?

E a tragédia, que estava anunciada desde o princípio… mascarada com uma vitória diante de Camarões (que perdeu de todo mundo), com a vaga diante do Chile (que jogou mais que a seleção brasileira), e com a vaga diante da Colômbia (o jogo mais faltoso da Copa, cujo maior número de faltas foi do Brasil) tomou forma da maneira mais cruel: OBA-OBA 1 x 7 FUTEBOL, em plena semifinal (4 gols alemães aconteceram em 6 minutos!!) fora o baile tático. Nunca antes na história deste país uma seleção brasileira  tinha sido tão humilhada…

E então, o torcedor, que foi catequizado pela mídia para acreditar no hexa, acordou, na marra, e viu que seu “espelhinho” tão valioso era vidro e mais nada, e teve que encarar a realidade da sua fraca e mal preparada seleção… as notícias sobre Neymar sumiram, ninguém estava mais preocupado com ele,  ou rezando por ele… a imprensinha, que vendia confiança, ficou sem saber o que dizer e começou a caça às bruxas…

A Globo, que vendia a ideia de um Brasil campeão, praticamente já abandonou a cobertura da seleção que ainda disputará o terceiro lugar com a Holanda…  na sua coletiva à imprensa, a comissão técnica do Brasil esbanjou arrogância, soberba e falta de humildade, e, enquanto Felipão ‘provava’ que fez tudo certo (Oi?)  Parreira tinha a cara de pau de aparecer com uma carta de uma tal “Dona Lúcia”, que praticamente inocentava os responsáveis por um trabalho tão mal feito e mal planejado e culpava um “acidente” pela vergonhosa desclassificação da seleção brasileira… Patético!! E pensar que há milhões de “Donas Lúcias” espalhadas pelo país; pessoas ingênuas,  que acreditam em qualquer coisa, menos no que está escancarado diante delas…

Ninguém aprendeu nada… Ninguém percebeu como é que a Alemanha se preparou, se planejou, de maneira séria, e virou essa potência futebolística, que hoje vê o Brasil pelo retrovisor… e que dá de 70 x 0 no Brasil em Saúde, Educação e Desenvolvimento também.

E ninguém se deu conta que, além da falta de tática,  humilhação maior que os 7 x 1 foi a Alemanha ter sentido dó, ter ficado constrangida com a fragilidade da seleção, e ter ‘tirado o pé’… para não enfiar uma dúzia de gols no Brasil…

E, sem aprender, vamos continuar trocando de técnicos – deveríamos primeiro trocar os dirigentes -, esquecendo de cuidar dos clubes, das divisões de base, dos campeonatos,  da distribuição de dinheiro (aqui, as cotas de TV que favorecem dois ou três times, com números de audiência inventados, é indecente), da formação de jogadores (onde estão os bons meias deste país? O melhor é o Valdivia, mas ele é chileno) e técnicos (os nossos, moram na filosofia dos anos 70)…

E vamos continuar sem Saúde e Educação, achando que o futebol é a coisa mais importante para o Brasil. Que ser patriota é pintar a cara de verde e amarelo de 4 em 4 anos e cantar: “Ah, eu sou brasileiroooo, com muito orgulho… (e abandonar o estádio e a seleção, ainda no primeiro tempo); achando que os responsáveis por um país tão atrasado, pelo futebol, que hoje é capenga, são vítimas, que tudo de ruim que nos acontece é apenas um acidente.

E, sentadinhos no sofá, veremos a final entre a Argentina e a Alemanha, crentes que, na próxima, se nenhum acidente nos acontecer,  o “équiça” será nosso. Não é mesmo, Dona Lúcia?

“Há estrelas que não se apagam; apenas saem de nosso campo de visão. Mas continuam ali, eternas, no firmamento.”

– Você precisava ver um goleiro que tinha no meu tempo, filha. Nossa Senhora! Era bom pra caramba. Não usava luvas e pegava a bola com uma mão só. Nunca vi outro igual. Jogou no Palestra Italia e no Palmeiras.

– Quem era ele, pai?

– Oberdan Cattani.

Foi assim que Oberdan Cattani passou a fazer parte do meu mundo palestrino e do meu imaginário. Um goleiro que pegava a bola com uma mão só deveria ser um gigante… A julgar pela cara do meu pai, e do olhar dele viajando em suas memórias, me contando sobre os títulos conquistados com Oberdan, eu podia imaginar as defesas que ele havia feito e as emoções que fizera o meu pai sentir.

Muito tempo depois, quis a vida, assim como quem não quer nada,  me conceder o privilégio e a honra de conhecer Oberdan Cattani, um dos maiores jogadores da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, que fez parte da “Arrancada Heroica”, de 1942, que fez parte do time campeão da Copa Rio, o Mundial de Clubes, em 1951.

Tinha me tornado amiga de uma de suas filhas, a Mônica, que ao saber do meu amor pelo Palmeiras me disse que o pai havia sido jogador do Verdão. Mas ela acrescentou que eu não o conhecia, porque ele tinha jogado há muito tempo.

Num instantinho, o meu cérebro fez a ligação com o sobrenome da minha amiga…

-Você é filha do Oberdan Cattani?

– Você conhece meu pai?

– Mas é claro que conheço! Um dos maiores jogadores que o Palmeiras já teve!

Cinco minutos depois, minha amiga me colocava ao telefone com a lenda do gol do Verdão. Eu nem sabia o que dizer, mas aquele vozeirão do outro lado da linha era tão simpático, transmitia tanta bondade e humildade que a conversa fluiu normalmente. Eu, ao telefone com Oberdan Cattani, “A Muralha Verde”, quem haveria de imaginar? Meu pai mal acreditou quando contei pra ele.

Semanas depois, eu estaria diante de Oberdan, em sua festa de aniversário. Ele já tinha mais de setenta anos, mas continuava muito grande, de porte ereto, altivo, imponente… como o Palmeiras. Que emoção eu senti ao conhecê-lo e abraçá-lo.

Não me fiz de rogada e fui logo medir a minha mão com a dele. Deus do céu! Ela era imensa! Ele, de uma simplicidade adorável, se divertia com o meu assombro e a minha empolgação, e ríamos os dois.

Naquele mesmo dia, Oberdan me mostraria o seu “museu”, o seu quarto no andar de cima da casa, onde a história do Palmeiras transbordava em faixas de campeão, medalhas, troféus, jornais, revistas, flâmulas, bandeiras, chaveiros, desenhos, cartões de prata, quadros, camisas, e tudo mais que se pudesse imaginar. Quantos tesouros! Quantas homenagens e honrarias ele recebera ao longo da carreira e da vida. E ele ia me contando a história do Palmeiras, apenas relembrando as suas memórias de jogador… Eu me deliciava com aquelas preciosidades todas, com aquelas histórias. Oberdan fazia a ponte entre o Palestra Italia/Palmeiras que não vivi com o Palmeiras de agora… .

Poder tocar aquelas faixas, de títulos conquistados pelo Palmeiras quando eu ainda nem tinha nascido, era algo surreal, era como entrar numa máquina do tempo… Minha sensibilidade quase me transportava para aquele tempo que não conheci, quase me permitia ver as imagens de jogos que não assisti… As faixas não pareciam guardadas há tanto tempo, pelo contrário, pareciam novas!

E ele me deixava tocá-las, beijá-las, colocá-las, com aquela bondade que tinha na voz, no jeito de chamar a gente de “filha”. Tirei uma foto com a faixa do Palmeiras campeão de 42… meu pai era menino nesse tempo, deve ter ficado tão feliz com aquela conquista do Verdão…  a ‘menina’, feliz, agora era eu; Oberdan se divertia com isso.  E a “menina” entendia que não seria possível contar a história do Palmeiras sem falar de Oberdan Cattani, tampouco se poderia falar sobre Oberdan Cattani sem falar sobre o Palmeiras. As histórias dos dois se misturavam.

E assim, nossa amizade nasceu… Amizade que me permitiu conseguir comprar ingressos para a final de 1993, e viver uma das maiores alegrias da minha vida – no dia do aniversário de Oberdan. Mesmo tendo chegado cedinho ao Palestra, e ficado horas na fila das bilheterias, fui informada que os ingressos haviam acabado, tão logo a fila começara a andar – ela tinha andado apenas alguns metros desde o momento que as bilheterias abriram. Não fosse Oberdan, mesmo eu tendo assistido a todos os jogos do campeonato, não teria visto o título do Paulistão 93… E passei na casa dele depois do jogo, para agradecer o favor, lhe desejar feliz aniversário e comemorar a conquista (e logo fui para a Paulista).

E através dele pude conhecer Valdemar Fiume, Servílio, Fabio Crippa, Dudu, Turcão… e todas as vezes que nos encontrávamos nas festas de aniversário de Oberdan, nos divertíamos com a famosa “história da geladeira” (uma loja havia oferecido uma geladeira para quem conseguisse fazer um gol em Oberdan, e Turcão marcara contra. A brincadeira é que, dizem – Oberdan dizia rindo -,  ele fez de propósito…)

E assim,  eu pude conhecer o pai e avô amoroso, o amigo (suas amizades eram de longa data) por trás daquela lenda, pude conhecer a pessoa íntegra, simples, divertida, e conheci o torcedor, apaixonadíssimo pelo Palmeiras. E assim, eu conheci também muitas histórias… como a de um certo jogo contra um certo maior inimigo…

“… o atacante deles (ele me disse o nome do jogador, mas eu não me lembro) veio pra cima de mim e meteu as travas da chuteira na minha perna. Me rasgou a coxa. Continuei no jogo e pensei, na próxima, eu pego esse f… d… p…. 
Ah, quando ele veio pra cima, eu também fui… quebrei quatro costelas dele…”. E era só risada, da ouvinte e do narrador…

Conheci o homem vaidoso, de cabelo e bigode impecáveis, sempre elegante em suas festas, que mesmo com “uma dorzinha no joelho” se levantava para cumprimentar cada um de seus convidados.

– Mas o senhor tá bonito hoje, hein?

– Você acha, filha? Muito obrigado. – ele me dizia sorrindo.

Conheci o ídolo, atencioso com os fãs, que ajudava muita gente jovem a fazer os seus TCCs, contando, com riqueza de detalhes, a história do Palestra Italia que passou a se chamar Palmeiras; e ele, um dos personagens principais dessa parte de nossa história, se lembrava de tudo.

Fosse pelo ídolo, fosse pela pessoa dele (a pessoa e o torcedor que ele foi o fez ser mais ídolo ainda), não tinha como não amar Oberdan Cattani… não tinha como não achar que ele era um “parente”…

Mas o tempo, ah, esse malvado, tão apressado quando a gente não quer, foi passando rápido… e meu ídolo foi ficando quase centenário. Por isso, todas as vezes em que eu tinha o privilégio de estar diante de Oberdan, principalmente, em suas festas de aniversário, ciente da maravilha de estar diante de alguém que fez parte do Palestra Italia (o seu último representante), e ajudou o Palmeiras a nascer campeão, que conquistou o nosso Mundial,  que fazia a ponte entre o passado e o presente do Palmeiras, eu fazia questão de beijar as suas bochechas, de segurar as suas mãos e dizer pra ele o quanto nós, palestrinos, o amávamos; mandava os recados dos torcedores, os votos de feliz aniversário… e ele sempre dizia: “Obrigado, filha. Fala pra eles que eu agradeço.”

Uma insuficiência respiratória o levou de nós na sexta-feira (20), e ainda não consigo acreditar que tivemos que nos despedir dele… Oberdan ‘dormiu’ numa cama de hospital – uma toalha do Palmeiras, por cima do cobertor, cobria o seu peito – para acordar no Olimpo Palestrino, onde estão Turcão, Echevarrieta, Fabio Crippa, Junqueira, Servílio, Valdemar Fiume…

As despedidas aconteceram no Palmeiras, o lugar que ele mais amava… uma bandeira do Palmeiras e outra do Brasil cobriam o seu caixão…

Eu queria tanto que ele tivesse tido mais tempo… queria tanto que ele pudesse ter recebido o busto em sua homenagem na sua festa de aniversário, marcada para o dia 19… que pudesse ter sido homenageado na festa do centenário do Palmeiras… queria ter podido ligar mais uma vez e ter ouvido aquele vozeirão me dizendo: “Alôôôô!”, queria ter podido lhe dar mais um abraço… mas a vida tinha outros planos…

Acho que Valdemar Fiume, Junqueira, Turcão e o narrador Fiori Gigliotti… estavam com saudade do amigo e precisando de um goleiro… Fabio Crippa devia estar pendurado por cartão…

Ídolos são pra sempre, “seo” Oberdan. Você viverá em nossos corações e em nossas lembranças. Jamais se poderá falar do Palmeiras e do futebol brasileiro sem que você seja lembrado. Sua passagem por aqui foi sensacional.

Você agora é eterno, é a nossa ponte para o sempre.

Obrigada por tanto.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=aIG7c8NyJHw[/youtube]

Há uns dias, surgiram rumores de que o Palmeiras estaria negociando a volta do lateral Cicinho.

Muitos torcedores – eu, inclusive – ficaram contentes. Seria uma boa termos a volta do lateral.

No dia seguinte ao início dos rumores (há uns 4 ou 5 dias atrás), surgiu uma matéria com a informação de  que é difícil a negociação, uma vez que Cicinho prioriza ficar na Europa, e que uma volta ao Palmeiras só acontecerá caso ele não encontre nenhum clube que o queira por lá (a leitura é: Palmeiras é a últimas das opções e, como “salvação da pátria”, só no caso do jogador ficar desempregado).

Cicinho-Globo1

 

Então, quer dizer que o Cicinho acha que não é hora de voltar, e a sua prioridade é a de se manter na Europa? Pôxa…

Mas SERÁ que é assim mesmo?????

Vamos fazer uma visitinha à conta do Cicinho no Instagram…

Instagram-Cicinho1

 

Não é preciso acrescentar mais nada, não é mesmo?

A única coisa que se faz necessária é descobrirmos qual(is) o(s) motivo(s) desse ranço todo com o Palmeiras e a quem ele interessa.

Vamos continuar de olho, uma hora a gente descobre…

Saudações clorofiláticas!

E aí, sai a lista da convocação da seleção brasileira…

E aí, na Inglaterra, eles publicam as fotos dos convocados por Felipão…

E aí, na hora de colocar a foto do Henrique, que foi convocado, de qual Henrique eles lembram mesmo?  Daquele, que fez meia dúzia de jogos pelo time “sem visibilidade”, time que “está ficando pequeno”, blá, blá, blá… nhem, nhem, nhem… mimimi…

Presta atenção no Henrique da seleção brasileira, que o jornal inglês “Daily Mail” publicou… Impagável!!!!!

E a “cereja do bolo” é a camisa que ele está usando!!!

Aprendeu, Tamoxunto? AQUI É PALMEIRAS, P#@&RRA!!

print Henrique seleção

Alguns fãs chilenos de Valdivia, fizeram uma música em homenagem ao craque que vai disputar a sua segunda Copa do Mundo defendendo La Roja, a seleção chilena.

E o “nostro” Mago merece! Além de ser dono de um talento raro, mágico, que encanta seus fãs e mata de raiva os rivais, talento, que nós palmeirenses conhecemos tão bem, ele foi o cara que ajudou o Chile a carimbar o passaporte para a Copa 2014. Diante da Colômbia, quando o Chile perdia por 1 x 0, El Mago botou fogo na partida, cobrou uma falta na cabeça do atacante e o Chile empatou, fez uma jogada linda, que foi o início do segundo gol, marcou o terceiro, deu o passe para o quarto gol… e, de goleada, colocou o Chile no Mundial.

E se essa homenagem já é muito legal, recheada com lances que o Mago protagonizou vestindo a camisa do Palmeiras, ela fica melhor ainda.

Vendo o vídeo, eu fico com a impressão (certeza) de que os chilenos, por causa de Valdivia, acompanham e torcem pelo Verdão, porque, as imagens escolhidas por eles, são algumas  das que nós, palmeirenses, levados pelo coração e pela rivalidade com alguns times, certamente escolheríamos também!!

BOA SORTE NO MUNDIAL, MAGO! MAGIA Y LOCURA NELES!

Nessa Copa, yo soy chilena desde criancinha!!

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=n-tCPVzm1Bw[/youtube]

A vergonha é sua, a vergonha é nossa, é de quem quiser, quem vier…♫

Estamos às vésperas da Copa do Mundo, às vésperas de vermos serem usados os caríssimos estádios que foram construídos com o nosso dinheiro, sem que tivéssemos sido consultados a respeito do uso que fariam dele, e tampouco permitido que o que pagamos em impostos deixasse de ser usado em nosso favor, para ser usado em favor da Fifa e de mais “meia dúzia” de espertalhões (o dinheiro público nunca é usado em favor do povo, com Copa ou sem ela).

E não bastasse usarem o dinheiro público nessa sandice “lulesca” de querer mostrar ao mundo um Brasil que não existe (o mundo acabou vendo o verdadeiro Brasil antes mesmo do Mundial começar), de se fazer uma Copa do Mundo num país de população tão carente, onde não há escolas suficientes e decentes, nem ensino de qualidade; onde uma boa quantidade de cidades do país não tem nem mesmo saneamento básico; num país onde há mulheres que dão à luz nas calçadas, em frente à maternidades, porque essas se recusam a atendê-las; onde centenas de pacientes são atendidos no chão dos hospitais; onde o respeito ao cidadão e ao ser humano desaparece a cada dia…

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… não bastasse usarem tão irresponsavelmente o nosso dinheiro, os valores dos estádios construídos para a Copa do Mundo foram ‘ultrasupermegahiperfaturados’. No popular: fizeram a maior farra com a nossa grana.

E nesse último domingo, tivemos a oportunidade de ver mais um ‘momento ostentação com o dinheiro alheio’ do governo brasileiro (a população continua miserável),  a inauguração oficial da ‘ultramegasuperhiperfaturada’ arena construída em Itaquera, que, por não ter um nome, tem uma tonelada de apelidos: Itaquerão, Esmolão, Entulhão, Roubalhão, Impressora… E já que ‘a primeira impressão é a que fica’, ficamos com a impressão de que jogaram mesmo o nosso dinheiro no lixo.

E como os palmeirenses também pagaram a doação desse estádio (vão ficar nos devendo essa, hein ‘itakeras’?), e como o Allianz Parque – a arena do Palmeiras -, não custou um centavo aos cofres públicos, e não recebeu nenhum tipo de isenção fiscal da prefeitura de SP, ao contrário do Itaquerão, e porque, mesmo sendo muito mais funcional moderna e espetacular, a arena palestrina,  tenha custado 500 milhões – menos do que a metade do que foi desperdiçado de dinheiro público em Itaquera-, me sinto bastante à vontade para falar sobre o tal estádio aqui.

No domingo,  a TV mostrou Corinthians 0 x 1 Figueirense, e pudemos ver o “sucesso” que foi a inauguração oficial de um dos estádios, padrão Fifa, que o governo nos ‘obrigou’ a pagar (alguns jornais nos mostrariam detalhes depois).

Foi tudo padrão “PHIPHA” … torcedores tomando chuva, até mesmo na área VIP (na parte nobre da arena, os torcedores precisaram usar capas de chuva),  goteiras em alguns outros setores, ingressos vendidos para setores que ainda não estão acabados, vidros que faltam em algumas áreas, e que só serão colocados depois da Copa, som ruim, ponto cego, fotógrafo que teve equipamentos furtados dentro da sala de imprensa (e ninguém sabe, ninguém viu quem foi),  74 cadeiras quebradas – 55 delas no setor da torcida organizada -, falta de iluminação no entorno do estádio (o jornal francês L’Équipe publicaria que os torcedores saíram do estádio iluminando as ruas, totalmente escuras, com a lanterna do celular), ambulantes vendendo camisas piratas, com varais improvisados e pendurados dentro da área do estádio (!?!?); centenas de torcedores sem ingresso, que ultrapassaram a área dos portões para “assistir” pelo vão dos prédios; serviços de telecomunicações deficientes, que foram criticados até mesmo na mídia internacional (periódicos esportivos na França apontaram que era impossível fazer ligações dentro do estádio. Os celulares não funcionavam na bancada).

Além disso, dois dos quatro elevadores não estavam funcionando. Os pisos das lanchonetes ainda são de cimento aparente, os de vários corredores também, o mesmo com a estrutura de parte das arquibancadas. Caixas d’água  estão à mostra…

Houve desrespeito ao torcedor também… Cadeirantes, crianças menores de 12 anos e pessoas com mais de 60 anos, que não costumam pagar ingressos nos estádios municipais, tiveram que pagar no Itaquerão (o “dono” diria que, como o estádio é privado – PRIVADO? E CONSTRUÍDO COM DINHEIRO PÚBLICO?? -, pode cobrar por todos os ingressos). O problema é que só disponibilizaram um setor pra eles, o dos ingressos a R$ 180,00 reais (esse papo de “time do povo” é só clichê) e como não houve tempo hábil para que cadeirantes, crianças e idosos se tornassem sócios-torcedores, não puderam comprar mesmo.
http://www.elhombre.com.br/o-corinthians-esqueceu-que-ha -cadeirantes-em-sua-torcida/

E a Lei Federal 12933/13, que EXIGE meia entrada pra deficiente físico e seu acompanhante legal em eventos de locais privados, parece que foi esquecida pelos “donos” do estádio privado da Copa…

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As capas de chuva fizeram sucesso na área VIP…

Os ambulantes vendiam camisas piratas dentro do estádio…

No domingo (18), dia do jogo, o entorno do estádio estava assim…

Obras ao redor do estádio Itaquerão, em São Paulo, neste domingo (18).

E como é que um estádio, que nem mesmo terá todas as suas áreas cobertas, que não tem som de qualidade e nem segurança eficaz (um jornalista teve seu equipamento furtado lá), que tem ponto cego,  goteiras, pode custar 1,2 bi?

Como é que um estádio, cuja construção objetiva ser o palco da abertura da Copa do Mundo, não estará totalmente pronto na Copa do Mundo? Segundo a Veja, boa parte dos 89 camarotes da arena ainda não está concluída, bem como um grande setor das arquibancadas superiores do prédio oeste, que ainda está sem cadeiras instaladas. As arquibancadas provisórias, localizadas atrás de cada gol, também não foram finalizadas. O setor que elevará a capacidade do estádio de 48 mil para 67,8 mil espectadores durante a Copa será usado pela primeira vez justamente na abertura da Copa.

Se o objetivo primeiro da construção, e do uso da verba pública, era o Mundial e não a doação do estádio, como é que o clube que vai ser dono do estádio só daqui a 40 anos – depois que pagar o custo – pôde vetar a colocação de vidros nas áreas nobres, porque eles ficavam “palmeirensemente” esverdeados ao sol (e a Nike teve a cara de pau de rotular as outras torcidas e clubes de “antis”)? O que a Copa do Mundo tem com isso? Como puderam decidir que isso seja feito só depois da Copa, se a razão de se gastar tanto dinheiro do povo na construção desse estádio era unicamente… a Copa do Mundo? Se chover durante as partidas do Mundial, 30 mil torcedores ficarão encharcados lá no Esmolão.

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Um abuso, não é mesmo? E com o meu e o seu dinheiro… que foi irresponsavelmente gasto no Itaquerão, Arena São Paulo, Arena Corinthians, Arena PCO (ninguém sabe como chama), para, muito provavelmente, dar um vexame na Copa do Mundo. Desculpinha esfarrafada essa de fazer estádio para a Copa em São Paulo, né? E ficam cada vez mais claras quais eram as reais e ‘moluscas’ intenções…

Mas o responsável pelo estádio que o clube recebeu “de grátis”, diz que vai pagá-lo, diz que “prevê sete anos de bilheteria para pagar dívidas do Itaquerão”.

Você acredita que eles vão pagar? Eu não. E se formos nos basear nas contas do cidadão “pagador de dívidas”, aí é que não vamos poder acreditar mesmo.

Vejamos…

Os “proprietários” dizem que o estádio custou 750 milhões, há quem diga que custou 950 milhões, mas, na verdade, a conta já passou de 1,2 bi (são mestres em aumentar números para se valorizarem, mas, na hora de pagar dívidas, diminuem os valores quase pela metade).

Para quitar a dívida em 7 anos, como um dos responsáveis pela construção diz que fará, o clube teria que pagar mais ou menos 107 milhões por ano, para totalizar os tais 750 milhões (isso nas contas dele), ou 135,7 milhões por ano, caso o estádio tenha custado 950 milhões, ou ainda, 185,7 milhões por ano, para totalizar o custo de 1,2 bi, que parece que é o que foi gasto mesmo.

Um clube faz uma média de 4 partidas por mês em seu estádio (2 por semana, 1 fora e 1 em casa), o que daria 48 partidas em casa no ano (nas partidas em casa é que os clubes ficam com a maior parte das rendas). Vamos arredondar para 60 partidas, e façamos as contas de quanto seria necessário de renda por jogo para pagar essa dívida. Mas não nos esqueçamos que a renda bruta é uma coisa e a renda líquida é outra.

Custo do estádio 750 milhões – 107/60 = 1,783 mi por partida

Custo do estádio: 950 milhões – 135,7/60 = 2,295 mi por partida

Custo do estádio 1,2 bilhão – 171,4/60 =  2,85 mi por partida

Difícil, hein? Se na estreia do estádio, com ingressos a preços exorbitantes (a torcida reclamou um bocado dos valores cobrados) e 36 mil pagantes, a renda, bruta, foi na casa dos 3 milhões, imagine no restante do ano… No Paulistão 2014, por exemplo, a média de público corintiana foi de 14.978. muito abaixo do que seria necessário para pagar a dívida. O que nos leva a pensar que vai ser bem difícil os cofres públicos serem ressarcidos com as rendas do estádio de Itaquera, não é mesmo?

Ainda mais se levarmos em conta que o clube, que deveria pagar essa dívida, está sem dinheiro, tem dívidas fiscais no valor de 120 milhões, tem bonificações e direitos de imagem atrasados, e vai fazer um empréstimo de 70 milhões, dos quais, descontadas as taxas de juros, sobrará ao clube 53 mi (um time com problemas financeiros vai mesmo abrir mão das rendas dos jogos, durante sete anos? Me engana que eu gosto!).

O estádio, que o povo brasileiro pagou contra a sua vontade, não vai ter o seu valor ressarcido aos cofres públicos, também não vai ser entregue 100% para a Copa do Mundo, os turistas e torcedores terão que rezar pra não chover…

Parece que nessa Copa, o Esmolão só vai ser bom mesmo para os vendedores de capas de chuva, churrasquinho, camisas piratas… para os que se gabam de ter algo que foi comprado com o dinheiro alheio, e para os que se favoreceram com o superfaturamento no valor dessa construção.

Pros demais, vai sobrar aborrecimento e vergonha….

Mas o que importam esses “detalhezinhos”, não é mesmo? Afinal, a Copa do Mundo é nossa.

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O Palmeiras acertou na noite desta quarta-feira (21) a contratação do argentino Ricardo Gareca,  para comandar o time até o dia 30 de junho de 2015. O treinador, que será o 6º treinador argentino a comandar o Palmeiras, deve ser apresentado ainda nesta semana e trará consigo outros dois profissionais: Sergio Santín (auxiliar técnico) e Néstor Bonillo (preparador físico).

Gareca, como jogador, teve passagens pelo Boca Juniors, River Plate, Velez Sarsfield e a seleção argentina; como treinador, trabalhou na Argentina (Talleres, Independiente, Colón, Quilmes, Argentinos Juniors e Velez Sarsfield), na Colômbia (América de Cáli e Santa Fé) e no Peru (Universitario)

No Velez, seu último clube, conquistou os principais títulos da carreira – foi tricampeão argentino (Clausura 2009 e 2011 e Apertura 2012) e venceu a Super Final 2012/13 contra o Newell’s Old Boys (disputa entre o campeão do Apertura e o vencedor do Clausura). Tem no currículo ainda a Copa Conmebol de 1999 pelo Talleres-ARG e o Campeonato Peruano (Apertura) de 2008 defendendo o Universitário.

SEJA MUITO BEM-VINDO, GARECA! ESTAMOS FELIZES PORQUE VOCÊ CHEGOU!

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QUE A SUA PASSAGEM PELO CLUBE MAIS VENCEDOR DO BRASIL SEJA COROADA DE SUCESSO, GOLS E TÍTULOS!!

E vai decorando aí… ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOOO!

Na sexta-feira, na companhia de alguns amigos, fui visitar o Allianz Parque, cuja obra está mais ou menos próxima da sua conclusão.

Sabia que iria me emocionar – eu me conheço – mas não pensei que fosse algo tão arrebatador!

Quando chegamos lá, depois de calçarmos os sapatos adequados à visita, de colocarmos os capacetes, óculos de proteção, e vestirmos os coletes, começamos o  nosso trajeto pelos corredores que ficam embaixo das arquibancadas.

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Logo adiante, nos deparamos com o pedaço de arquibancada que sobrara do Palestra, aquele, que a prefeitura não deixou a WTorre demolir. Ele está lá, intacto, fazendo a ponte no tempo entre o Palestra Italia e o Allianz Parque; aquele pedaço de bancada – que não ficou ali por acaso – ainda guarda os nossos segredos, as nossas orações, nossas superstições, nossos cantos e gritos de gol… Quantas vezes eu me sentei ali… quantas lágrimas de alegria derramei naqueles degraus… Ali, assisti à final do Paulistão 2008, o último título conquistado no Palestra… Sim, essa visita teria altas doses de emoção.

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Íamos conversando, fotografando, ouvindo atentamente as informações que a Karina, da assessoria da WTorre, e nossa guia, nos dava… de repente, por uma das aberturas que levam ao campo, eu vi o gigante!! Meeeeu Deeeus! Pela abertura, eu vi parte dos dois anéis que foram construídos para acomodar os torcedores, vi o campo, ainda sem grama… me aproximei mais da “janela” aberta diante de mim e meu coração até perdeu o ritmo. Fiquei muito emocionada, mas segurei a onda e seguimos em frente.

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Numa outra “janela”, mais um pedaço do ‘salão de festas’ da nossa casa…

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Encontrávamos operários por todos os lugares onde passávamos, e eles estavam também em todos as direções que olhássemos.

E foi então, que entramos no estádio, propriamente dito… E ao dar de cara com o “objeto de desejo” do qual estamos “grávidos” há tanto tempo, ao me deparar com a transformação assombrosa que o Palestra Italia sofrera, fiquei arrepiada, e o coração, velho de guerra, até parou de bater por um momento. O Allianz Parque é imponente, e faz jus ao seu dono.

Eu mal sabia para onde olhar e, ao mesmo tempo, devorando as imagens do local. E, confesso, a grandiosidade da nossa casa foi impactante pra mim… as palavras me faltavam. Se eu tinha conseguido driblar a emoção lá atrás, agora ela destruía a minha defesa, fazia um chute no vácuo, me dava um chapéu e fazia um golaço…

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Tão logo coloquei os meus pés lá dentro, eu pedi a Deus que abençoasse a nossa casa, que abençoasse o Palmeiras e seus jogadores, para que mais 100 anos de glórias pudessem ser escritos ali. Pedi ao Alto para que os palmeirenses de agora, e os que virão depois de nós, fossem muito felizes naquele lugar. As lágrimas, na maior cara de pau, nem faziam mais cerimônia para aparecer…

Um dos dois telões, que já está colocado, nos olhava imponente lá do alto…

Você sabia que os  telões do Allianz, serão os maiores da América Latina, com cerca de oito toneladas e com área de 103 metros quadrados?E que são necessárias 200 televisões de 42 polegadas lado a lado para igualar ao tamanho dos gigantes da arena palmeirense?

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Foto: Que Deus te abençoe Allianz Parque , e vc seja o palco de muitas conquistas do Palmeiras. Que a sua gente seja sempre feliz...(Chorando litros)

Minha cabeça dava voltas… Ali, naquele lugar, era o Palestra Itália, dá para acreditar? Ali, vi Evair e Edmundo enlouquecerem uma Nação… Ali, o mundo conheceu o Divino; Ali, jogaram Leão, Leivinha, Luisão Pereira, Oberdan, Turcão, Jorge Mendonça, Junqueira, Valdemar Fiúme, Arce, Sampaio, Clebão… Ali nos encantaram Alex, Rivaldo… Ali, Mago Valdivia bailou e nos levou ao delírio… Ali,  Marcos se tornou São Marcos…

E eu ficava me perguntando como é que o nosso Palestra ficou daquele ‘tamanhão’ todo? Acredite, ele é gigantesco! A gente vê as fotos e não faz ideia da grandiosidade do Allianz Parque. Nossa casa é um espetáculo! E, tenho certeza, será a melhor e a mais bonita do Brasil.

E nunca mais vamos assistir partida alguma tomando chuva…

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Eu, que tinha lido há um tempo atrás que a grama seria colocada logo, fiquei pasma de saber o motivo pelo qual ainda não o fizeram. Como estamos numa época do ano em que o dia tem menos luz, e como o estádio tem uma parte coberta, e a grama precisa de luz, seria necessário usar um tipo de lâmpada para que a grama se mantivesse bem cuidada e não perecesse. As tais lâmpadas já foram compradas, mas estão lá na alfândega esperando a liberação, que nunca acontece. E, enquanto não acontece, o gramado não pode ser colocado. ‘Legal’ esse país, que faz vistas grossas para as irregularidades dos estádios da Copa, mas atrapalha o quanto pode a construção do Allianz Parque (será que é porque no Allianz, não há uso de dinheiro público, e não dá para a “tchurminha” brincar de superfaturar?)

Mas, sigamos com o nosso passeio pelo Allianz…

Nesse espaço, bem próximo da cobertura, será o restaurante panorâmico. Nada mau poder almoçar ou jantar no Allianz, não é mesmo? “Nóis é chique, benhê!!” Eu aproximei a foto, mas ele fica bem lá no alto.

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Nas imagens abaixo, a preparação da área destinada aos atletas, com banheiras, vestiários, chuveiros…  e as imagens de como ficará cada área ao final da construção. Não pude deixar de imaginar o time do Palmeiras ali, jogadores abraçados (com Valdivia, claro), fazendo os seus gritos de guerra e suas orações, antes de entrar em campo, numa final de campeonato. Fiquei arrepiada só de imaginar… E não deixei de rezar ali, de mentalizar uma monte de coisas boas pro meu bem amado Verdão…

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Vimos os vestiários dos árbitros também. Não tirei foto, mas deixei uma Praga de Parmera lá, of course, para todos aqueles homens e mulheres do apito e das bandeiras que ousarem garfar o Palmeiras em sua casa nova.

E então fomos conhecer o anel superior. Lá do alto, aproveitei para dar uma espiadinha na Rua Turiaçu e arredores. Olha o Bar Alviverde ali, de toldo verde e amarelo.

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A visão de lá do anel superior, onde estarão os lugares mais populares, é excelente. E não há pontos cegos no Allianz Parque.

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Essas são as armações onde serão colocadas as cadeiras.

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Entre os anéis superior e inferior estão os camarotes, que, segundo a nossa guia, já foram quase todos vendidos.

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Essa é a visão da área dos camarotes. Que “chato”, né?

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O camarote visto do lado de dentro e do lado de fora…

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E, para terminar, a fachada do Allianz Parque, lindo… Imagina quando essa fachada tiver luzes, acesas?

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Falta pouco agora… Se Deus quiser, não demora muito e voltaremos pra casa… nossa casa nova e espetacular, como o Palmeiras merece, como merecemos nós… Uma casa digna do Campeão do Século e clube mais vencedor do Brasil.

Que Deus te abençoe Allianz Parque, e você seja o bem aventurado palco de muitas conquistas do Palmeiras! Que a sua gente seja sempre feliz e nunca pare de cantar!

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