Jornalismo de informação é para “os fracos”, a moda agora é jornalismo de alienação… com boas doses de meias verdades, informações distorcidas, para, nas entrelinhas, levar o leitor à comprar uma ideia que, algumas pessoas, em algumas redações, querem vender.

O Palmeiras perdeu do Coritiba, o Santos perdeu do Vasco…

Os dois com os seus times reservas, e, claro, os dois de olho na final da Copa do Brasil, que acontecerá na próxima quarta-feira no Allianz Parque. Mas com uma diferençazinha: enquanto o Palmeiras nada mais aspira no Brasileiro, o Santos ainda brigava pelo G4… e acabou com as suas chances de classificação.

Mas olha só como a rgt, tendenciosa x 1000, publicou a derrota de um e de outro.

O Palmeiras, “travado”; para o Santos, “É quarta-feira”; o Palmeiras, “sem vencer”, e com “pior público” (19 mil pessoas, mais do que cabe na Vila Belmiro); o Santos, “com reservas, concentrado na final da Copa do Brasil”… Como se o Palmeiras também não tivesse jogado com reservas, e como se ele também não estivesse concentrado e de olho na final da Copa do Brasil.

Pra um, uma derrota é significado de time que vai muito mal; pra outro, uma derrota, e o adeus ao G4, é como se fosse nada, e a notícia ruim é minimizada pela lembrança da final próxima…

Isso não é por acaso… Quem escreve sabe escolher as palavras, cirurgicamente. Está clara a preferência da rgt, não é mesmo? E, com tanta preferência (a gente sabe bem o que acontece com os preferidos da platinada), o Palmeiras que abra o olho com o árbitro que for “sorteado”.

No entanto, a rgt e mais um monte de gente por aí, fazem que esquecem de um detalhe: o Santos precisou que, entre outras coisas, o juiz garfasse o Palmeiras, lhe subtraísse uma penalidade máxima e a consequente expulsão do zagueiro santista, para que ele o vencesse pelo placar mínimo. E isso porque o Palmeiras jogou mal, senão, nem com juiz tinha dado…

Todas essas bobagens que estão sendo ditas por alguns jogadores do Santos, por alguns de seus torcedores jornaleiros deixam claro que eles têm medo do Palmeiras sim.

Fosse o contrário, nem se dariam ao trabalho…

Não vai ser mole no Allianz, como pensam alguns… mas não vai mesmo.

Prepare-se, rgt, preparem-se haters, o Caldeirão do Porco vai ferver!!

MOSTRA PRA ELES, VERDÃO!

“Todo e qualquer time tem o direito de ganhar, perder ou empatar os seus jogos pelos seus próprios méritos, ou deméritos. Um árbitro não pode interferir nisso, ainda mais em uma final… isso seria como um assalto, cuja arma seria o apito”  – Tânia Clorofila

A PF deveria fazer uma limpa no futebol brasileiro. Uma Operação “Apito a Jato” cairia bem por aqui… porque a coisa tá feia… as arbitragens acabaram de fazer o campeão do “Edilsão 2015” e está parecendo que querem fazer o da Copa do Brasil também.

O Palmeiras conseguiu o feito inédito – ou será que foram as arbitragens mandrakes que se superaram? – de ser garfado por dois árbitros diferentes numa mesma partida. Luís Flávio de Oliveira, nosso velho “conhecido”, operou o Palmeiras, sem anestesia, e numa final de campeonato – passou mal depois (aposto que não foi de remorso), foi substituído, e o seu substituto, Marcelo Aparecido de Souza, terminou de fazer a lambança. Foi a primeira vez  que um “jogador itakera” foi substituído num Palmeiras x Santos.

Entre outras coisas (falta violenta em Jesus, sem nenhuma punição para o agressor; cartões amarelos para o Palmeiras por qualquer motivo; Ricardo Oliveira apitando a partida (será que é parente?), Lucas(PAL) expulso – pelo árbitro substituto -, mas Lucas Lima(SAN) que acertou a cara do nosso Lucas antes, continuou em campo e nem amarelo levou), “Mr.Magoo” Oliveira deixou de marcar um pênalti absurdo e escancarado em Barrios, e de expulsar o zagueiro do Santos pelo pênalti cometido. Isso mudaria completamente a partida, não é mesmo? É assim que fazem o resultado de muitas partidas. Por causa disso, e só por causa disso,  o Palmeiras saiu derrotado da Vila Belmiro pelo placar de 1 x 0.

Foi tão escandaloso o pênalti que praticamente toda a imprensa esportiva – até a rgt –  confirmou que Barrios fora mesmo tocado por trás pelo zagueiro santista, quando entrava na área com clara chance de gol. Na Band, até o Neto confirmou o pênalti. E quando até o Neto afirma que foi pênalti para o Palmeiras, é sinal  que o lance teve até “tiro” e “facada”…

Porém, apareceram alguns legitimadores do erro do árbitro – o que acabou servindo de senha para que boa parte da opinião pública desse o veredito de lance normal, e as reclamações dos palmeirenses parecessem infundadas – é sempre assim.

Na Fox, foram dois jornalistas “destemidos” e familiares e um ex-árbitro a contestar o lance. Um dos jornalistas, diria que “houve o atropelamento, mas não houve o pênalti” (Santa falta de senso, Batman); o outro, depois de ser muito contestado por torcedores, por ter afirmado que não havia sido pênalti, acabou dizendo que o lance foi polêmico e, portanto, não se poderia culpar o árbitro (tô bem na fita com todo mundo, benhê! E em cima do muro!).

MuroBeting

Já o ex-árbitro, Simon – aquele, que operou o Brasiliense diante do S.C.Itaquera, numa final de Copa do Brasil, e que também operou o Palmeiras num campeonato brasileiro, diante do Fluminense, invalidando um gol de Obina, porque ele “teria cometido pênalti” (no jogador que o agarrava por trás) – afirmou com todas as letras que Barrios tropeçara em sua própria perna.

Apareceu até o Chefe da Arbitragem, Sérgio Correia, para, baseado em uma imagem(!?!?), dizer que o lance fora legal e que Barrios tropeçara. Ele declarou: “Por essa foto dá pra ver claramente que Barrios tropeçou”. Por essa foto? Como assim? Tem que ver o vídeo! Se a avaliação do Chefe de Arbitragem é nesse nível tão “profissional”… imagina a arbitragem como é, né?

Roubo-CopadoBrasil-SergioCorreia

Quantas afirmações equivocadas, equivocadamente formando opiniões…

Vejamos o quanto Barrios “tropeçou”, o quanto “foi polêmico” o lance, o quanto esse “atropelamento não foi pênalti”, o quanto ele “foi Pelé em chutar a própria perna”… Vamos ver o vídeo que o Sérgio Correia tinha por obrigação ver, mas parece não ter visto…

A penalidade é incontestável e, depois desse vídeo, só continuarão a negá-la os que forem deficientes visuais, intelectuais ou muito mal intencionados…

Precisa desenhar?

https://www.youtube.com/watch?v=XKukmaIrWOM

Barrios foi tocado em seu pé direito, depois, em sua perna esquerda e, pra arrematar, foi pisado em seu pé esquerdo… um pênalti três em um… e o corintiano Oliveira não viu, o bandeira também não, nem o quarto-árbitro (que sempre costuma “apitar” em nossos jogos), não apareceu nem um delegado “baluta”, ninguém se valeu de imagens externas para “soprar” para o juiz…

Como se já não bastasse o que o Ceretta fizera na final do Paulistão (na mesma Vila Belmiro, diante do mesmo Santos)… O PALMEIRAS FOI GARFADO NA FINAL DA COPA DO BRASIL TAMBÉM!

Na conta de quem vai ficar isso, eu não sei. Mas sei que tinha que ter punição, e severa, para um árbitro que faz um resultado de partida, com o agravante  de ser uma final. O Palmeiras tem que processar os responsáveis por isso, não pode aceitar isso passivamente. É muito fácil prejudicar um time e ficar tudo por isso mesmo… ficar tudo na conta do erro. Depois, basta aparecer um torcedor profissional de imprensa e sair com essa pérola:

https://www.youtube.com/watch?v=-brhqsQWELM&feature=youtu.be

“O Palmeiras não tem o direito de colocar a conta do resultado no erro da arbitragem, porque não jogou nada” – Carlos Cereto

Veja só…  se um time não jogar bem, não pode reclamar de ter sido prejudicado pelo árbitro? De onde essa pessoa tirou essa pérola? É a “legitimação do estupro”…

Uma mulher não pode reclamar de ser estuprada porque saiu na rua de saia curta e blusa decotada, e o Palmeiras não pode reclamar de ser roubado, NUMA FINAL, porque jogou mal…

Jogou mal sim, mas só saiu derrotado por causa do árbitro.

As arbitragens, são péssimas, horríveis, tendenciosas; a imprensinha, parece que vai pelo mesmo caminho…

E O PALMEIRAS… FOI GARFADO NA VILA BELMIRO, DE NOVO!

“Depois de tudo o que passamos, não vamos deixar ninguém nos tomar esse título, esse sonho. NEM A PAU!” – São Marcos

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Há 15 anos não sabíamos o que era fazer duas finais no mesmo ano…  Mas os tempos mudaram.

Fomos trocando de caminho, saindo daquela estrada errada, que não nos levava a lugar algum… e quantas pedras encontramos… como foi difícil ter paciência para trocarmos de caminho… quanta turbulência nos chacoalhou quando tentamos sair do chão e voar…

Mas, entre caminhadas, algumas tímidas tentativas de voo, gols maravilhosos, dribles, Allianz Parque sempre lotado, muita vontade, disposição e alegria (sim, tivemos muitas alegrias), aqui estamos nós! Na segunda final de 2015.

Chegou o hoje… Um hoje de 20 títulos nacionais em campo (11 deles do Palmeiras)… Um hoje, como todos os outros “hojes” em que fomos felizes, construído a duras penas, passando por cima de todas as adversidades possíveis e imagináveis…

Torcedores, jogadores, comissão técnica e dirigentes sabem como foi duro vencer adversários difíceis, vencer as arbitragens tendenciosas, os pênaltis não marcados, vencer as inesperadas lesões, os desfalques, as cirurgias, as dores, a pressão… as notícias, propositadamente turbulentas e venenosas… o deboche de alguns adversários, que, em fim de carreira, vão confundindo talento com polêmica, provocação e falta de fair play…

Mas sabemos também como ficamos mais fortes quando nos colocaram à prova, quando duvidaram da nossa capacidade; como ficamos insuperáveis quando estivemos unidos e nos mantivemos alegres, e como essa força nos empurrou pra frente, mesmo quando até pareceu que não ia dar…

“Ah, do Cruzeiro o Palmeiras não vai passar”“O Inter tem mais time do que o Palmeiras e tem todas as chances de passar à semifinal”… “O FluminenC leva uma boa vantagem para a segunda partida e tem mais chances de chegar à final”… “A final será entre FluminenC e Santos”… blá blá blá… mimimi…

As  fichas dos “eshpecialishtaish de futebol” eram/são todas apostadas em nossos adversários… sempre.

E olha a gente aqui. Contrariando a “lógica torcedora rival” de alguns “jornaleiros”, e a “bundamolice” de outros tantos, estamos a um punhado de horas de realizarmos um sonho… Não dormimos direito essa noite, não conseguimos comer direito, os batimentos do coração já tem ritmos de arquibancada, e não conseguimos deixar de pensar no jogo, de imaginar lances, jogadas, dribles e gols…e camisas verdes se abraçando, e bandeiras verdes sendo agitadas… e lágrimas verdes de felicidade… vitória do Verdão…

Não vemos a hora da hora chegar…

Mas, de novo, eles dizem que não podemos… de novo eles nos subestimam, de novo eles esquecem a força dessa camisa e dessa gente verde-esmeralda. De novo eles minimizam a garra de nossos jogadores. De novo ignoram os méritos  que nos trouxeram até aqui…

Vamos mostrar que podemos sim, e podemos muito. Temos time, torcida, uma vontade do c……. de conquistar esse título…  temos tudo o que precisamos.

A sorte está lançada. Eu boto a maior fé no Verdão, e é claro que esse título foi, e é sonhado, mentalizado, desejado, rezado, esculpido e desenhado… Claro que eu quero essa Copa.

Mas eu sempre disse nos meus textos, e repito agora, durante todo esse tempo – que ficou pra trás graças a Deus – o que eu queria mesmo era isso: poder sonhar com um título, disputar um título… Tinham tirado o meu direito de sonhar.

E então, eu só sonhava que sonhava…

Sonhava que sonhava com esse frio na barriga e esse nó na garganta…

Sonhava  com essa ansiedade e esse sorriso besta que fica na cara da gente o tempo todo…

Sonhava em contar os dias, as horas, os minutos pra chegar a hora de um jogo…

Sonhava em ficar um tempão decidindo qual seria a “camisa da sorte” que eu deveria vestir… e quais as superstições que eu teria que alimentar…

Sonhava com poder comprar o ingresso pra final…

Sonhava em estar sonhando, como estou agora, com gols do Palmeiras, e dribles, e comemorações em campo… e abraços e gritos… lágrimas de alegria…

Sonhava com a Que Canta e Vibra cantando muito alto, feliz, altiva…

Sonhava em ver meu Palmeiras de volta ao seu lugar… nas finais.

Sonhava com as lágrimas que correm no meu rosto agora…

Posso estar apreensiva, ansiosa, insone, com borboletas no estômago, rezando, mentalizando, sonhando, desejando, chorando emocionada… mas, de verdade, estou com o coração em paz… com a alma plena, orgulhosa do Palmeiras e muito feliz!

E aos que não acreditam no Palmeiras, só digo uma coisa: Segurem-se nas cadeiras, porque o Verdão vai buscar! E a sua fantástica torcida vai com ele.

E que assim seja.

BOOOOOORA, PALMEIRAS!

Que não nos faltem os lindos dribles e passes de Dudu, nem as jogadas do Menino Jesus… que não nos falte a garra do Prass, do Rafa, do Cristaldo, do Zé, do Mouche, do Amaral… que não faltem as cabeçadas certeiras de Vitor Hugo, Barrios, Jackson e Rafa Marques… que não nos faltem as pinturas em forma de gol de Robinho, nem os desarmes de Arouca, Lucas e Egídio… que não nos faltem a fibra e a experiência de Zé Roberto, nem a segurança de Vitor Hugo… que não nos faltem as maravilhosas mãos e defesas de Prass…

E que não nos falte sabedoria pra discernir entre esperar e avançar…  nem calma e paciência pra lembrar que a decisão será no Allianz Parque… que não falte “jogar com a alma e o  coração” a nenhum palmeirense em campo… e, claro, que não nos faltem gols, muitos deles, na rede adversária.

Alegre-se palestrino, torça muito, o nosso Palmeiras está de volta… e quer ser campeão.

À luta, Verdão,  que o amor imenso da sua gente, amor que nunca está em falta, te conduza.

VAMOS BUSCAR A COPA!

 

 

 

Haja serenidade e paciência para aguentar o despreparo de alguns dos policiais que trabalham no Allianz Parque em dias de jogos.

Intransigentes, arrogantes, prepotentes, despreparados…

Objetos cuja entrada é permitida por alguns policiais, em vários jogos, viram “armas letais” para outros, donos da verdade. Se nem a PM sabe o que é permitido e o que não é (se uns permitem e outros não, é sinal que não há consenso, e vai do gosto e bom ou mau humor do policial), o torcedor não é obrigado a adivinhar, e também não é obrigado a se desfazer dos seus pertences, jogá-los fora, apenas porque um(a) policial, arbitrariamente, assim decidiu.

Perguntei para o policial porque algumas coisas que são proibidas no Allianz, aquelas faixinhas que vendem na porta do estádio, por exemplo, são permitidas em Itaquera. Balbuciou, enrolou, e, sem resposta pra dar, me disse: Aqui é o Allianz Parque, não é Itaquera. Eu disse: Mas a polícia é a mesma, o estado é o mesmo, e por que a diferença? Nenhuma resposta eu recebi…

Proíbem crianças, de 6, 7 anos , eu  já presenciei isso, de entrar com a cara pintada – não existe nada mais sem noção do que isso. O que uma garotinha de 6, 7 anos (havia uma outra, a irmãzinha, que não tinha mais do que 4 e elas foram proibidas de pintar o rosto antes de entrar) vai fazer com a cara pintada? Cometer um crime e depois se esconder graças à pintura do rosto? No entanto, torcedores adversários, bem crescidinhos, já picharam os banheiros do Allianz, com pincéis atômicos,  e não teve polícia nenhuma que os impediu de entrar no estádio com eles, e nem os impediu de vandalizar as dependências da arena.

E pensar que policiais proíbem criancinhas de fazer uns riscos em verde e branco no rosto, porque não é permitido…

PM-incoerência-abuso-de-autoridade -CaraPintada

Tudo é inflamável e proibido, até mesmo um caderno de alguém que tenha vindo pro jogo direto da faculdade. Mas isqueiros, que são inflamáveis também, e com os quais se poderia colocar fogo em Roma e até nas cadeiras, de plástico, entram aos milhares.

É preciso mais bom senso. O  futebol deveria ser uma festa, mas a PM, ao implicar com coisas sem importância alguma faz com que ele seja exatamente o contrário.

Não permitem (apenas alguns policiais não permitem) que eu entre com uma touca de porco (“Cristaldo”) – com a qual sempre entrei no Pacaembu, sem problema algum -, porque, segundo dois policiais – a policial da revista e o seu superior -, que trabalharam na partida Palmeiras x Cruzeiro, eu posso esconder o rosto com ela (isso não é verdade, não dá para esconder o rosto nem que eu queira, e mostrei isso ao policial). Mas, ao que parece, proíbem só a mim, porque um monte de outras pessoas entram no Allianz Parque com toucas de porco – algumas, iguaizinhas à minha -, toucas sem porco, toucas de todo jeito, e ninguém barra… e é nessa proibição seletiva, nesse constrangimento sem motivo, que se encontra o problema maior.

Basta que vejamos imagens de vários jogos para constatarmos como a implicância com uma touca com um nariz de porco, que não oferece nenhum perigo aos demais torcedores, é apenas isso: implicância. O policial cisma de implicar com um torcedor; é apenas um momento em que ele parece ter necessidade de mostrar que tem poder e autoridade (se precisa tanto mostrar poder e autoridade, é porque não é bem preparado para a função).

Essa touca, de porco, na imagem abaixo, pode entrar no estádio, assim como pode entrar a peruca verde da pessoa que está ao lado da moça…

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Essa outra também pode (e bastaria puxá-la um pouco para esconder o rosto, algo que a polícia quer tanto evitar)…

PM-incoerência-abuso-de-autoridade1

Esse chapéu entra no Allianz sem problema algum… assim como o boneco  na mão do torcedor.

Resultado de imagem para Palmeiras x Fluminense Copa do Brasil 2015

Esse chapelão aqui (visto na mesma partida em que eu fui barrada), também entra numa boa…

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Assim como entra essa touca… de porco também! Só o “Cristaldo” não pode…

PM-incoerência-abuso-de-autoridade -ToucaPorco

Entram até em pares…

Esses são só alguns exemplos. Existem inúmeros outros modelos de chapéus e toucas, de vários tamanhos, que são vistos dentro dos estádios, permitidos pela PM, mas não tenho imagens de todos eles.

Na imagem abaixo está “Cristaldo”, a minha “famigerada” touca, a “arma letal” que eu levo para o estádio e que, segundo a PM, servirá para eu esconder o rosto – caso eu cometa algum delito lá. A parte do “caso eu cometa algum delito” fica subentendida, fica implícita na proibição da polícia, não é mesmo? Por que outro motivo uma pessoa tentaria esconder o rosto da polícia? A touca não chega nem até a minha testa, imagina como eu posso puxá-la e cobrir o rosto com ela (nesse dia, da imagem na TV, “Cristaldo” pôde entrar sem problemas).

PM-incoerência-abuso-de-autoridade -ToucaPorco1

E, pasmem… essa touca da imagem abaixo, de modelo idêntico à minha, porém maior, entra sem constrangimento algum para a sua dona (várias outras, idênticas, também entram). Essa imagem é da partida Palmeiras 3 x 2 Inter.

Touca-porco-rosa

Não tem como não achar que é arbitrariedade pura e simples. Se a minha touca pode esconder o rosto, então, pode-se fazer o mesmo com todas essas outras toucas e chapéus que você viu acima, não é mesmo?

Se muitas outras pessoas entram com toucas idênticas à minha, por que elas podem e eu não? Por que só eu tive que ser constrangida (ser barrada é sim um constrangimento), hostilizada? Por que só eu tive que sair do estádio e ficar tentando encontrar alguém que tivesse um carro por perto para eu guardar a minha touca? Por que só eu teria que jogá-la no lixo, ou então não assistir à partida, porque “com ela eu não iria entrar de jeito nenhum”? Isso é abuso de autoridade, e o pior, sem motivação alguma. Meus direitos de cidadã, e também de torcedora, sendo violados…

Além disso, a falta de coerência na argumentação desses policiais é absurda, porque pode-se esconder o rosto também com os cachecóis do time, por exemplo, ou com as abas dos bonés,  com camisetas, com bandeiras, perucas, e, principalmente, com os capuzes dos moletons (e tudo isso é permitido no estádio)… então, o problema não é a possibilidade de se esconder o rosto, não é mesmo? É o “porco”, ou então é só o exagero na demonstração de autoridade e a vontade de tratar mal uma torcedora. Vontade de constranger, hostilizar, aborrecer, atrasar, e de causar um problema para quem não foi de carro e não tem onde guardar seu objeto “proibido”…  E imagino que não seja pra esse tipo de coisa que a polícia está nos estádios, não é mesmo?

A policial que me revistou, e de maneira grosseira, ríspida, e com um certo deboche diante das minhas argumentações, barrou a minha  touca, afirmou ao seu oficial que a touca era uma máscara.

Máscara, pra mim, é isso que você vê na imagem abaixo, retirada da Revista Palmeiras, edição de Julho.

Touca-porco-Máscara

E essa máscara também pôde entrar no Allianz… e não há nada errado nisso. Não há nada errado em toucas, chapéus, perucas… Não somos criminosos que precisam se esconder da polícia. Errado é entrar com armas, com drogas… errado é achar que todo mundo é bandido e barrar/proibir o torcedor de fazer do futebol uma festa.

Mas eles são inflexíveis (só com alguns torcedores) e pra lá de ríspidos na maneira de falar conosco: “Com isso você não entra e pronto”!! E se você não quiser jogar fora, tem que então voltar pra casa e perder o jogo e o dinheiro gasto com o ingresso. Arbitrariedade pura e simples.

Arbitrariedade aleatória, diga-se de passagem, porque a proibição vai depender de quem estiver trabalhando no dia, de quem revistar você. Arbitrariedade, que já me fez jogar fora até um batom… vê se pode – qual a mulher que não tem um mísero batom na bolsa?  E isso acontece com outras mulheres também que são “sorteadas” ao acaso a jogarem seus batons no lixo. Nego entra com maconha e outras “cositas”mais no estádio e a PM está extremamente preocupada com nossos batons e toucas.

E aí nos lembramos que as mulheres não têm histórico de causar confusão em estádios, nem de brigar, de matar, de serem mortas, de vandalizar patrimônio alheio… Não há nenhuma fugitiva que tenha se escondido com uma touca… Então, porque tanta rigidez e truculência conosco?

A lei diz que TODO MUNDO É INOCENTE ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO, mas, para alguns dos policiais militares do Estado de São Paulo, parece que a lei é diferente, e todo mundo é culpado, é bandido, até que eles decidam o contrário.

Que eu saiba, a polícia existe (pagamos impostos para que ela exista), para servir à população, e não para tratar todo cidadão como se ele fosse um bandido prestes a cometer um crime, apenas para facilitar o trabalho dela.

Muitas outras pessoas reclamam dos maus tratos por parte dos policiais. Recebi várias reclamações de torcedores palmeirenses e selecionei algumas:

José Roberto Shimazaki Me proibiram de entrar com uma faixa porque estava escrito o nome da minha cidade.

Viviane G. Vaccari Me fizeram jogar fora os folders das promoções do Burger King

Fabricio Peres A verdade é que policiais odeiam torcedores, não interessa pra eles se vc é de alguma torcida organizada ou se vc é torcedor comum. Como não sou de SP, fui apenas uma vez ao Allianz Parque e senti na pele essa ignorância desses policiais.

José Roberto Shimazaki No palestra Itália me proibiram de entrar com um cartaz de papelão, alegando que era produto inflamável, mas plástico e faixa (tecido) podia, incoerência total!

Paulo Rogério Almeida Uma vez não me deixaram entrar com um jornal, falaram que era inflamável. Eu disse: “meu corpo também é inflamável, minhas roupas também são, e aí?” Baldeou e disse pra jogar fora.
Isso sem contar um PM que quis que eu pegasse fila (deficiente, por lei federal, não é obrigado a pegar), falou que minha deficiência era na mão e não nas pernas. Esperei o fiscal da federação aparecer, entrei na fila e saí olhando pra esse mesmo policial. Esses caras que ficam enchendo o saco, normalmente são torcedores de outros times do estado. É muita falta de coerência!

Lohany Galeno Lepinski Tânia, passei por você na hora que vi o policial “debatendo” com você (pois pra mim ele só queria realmente te impedir, não ouvi nada coerente enquanto estava por perto). E eu tinha acabado de praticamente ser agredida por uma policial DESPREPARADA que estava nos revistando.
Primeiro, que fila para revista era aquela? Em anos de estádio, clássicos e jogos com mais de 30 mil torcedores, nunca vi tanta mulher naquelas filas. E olha que eram 19 mil pessoas no jogo, nem todas mulheres, e faltavam VINTE E CINCO MINUTOS para o início do jogo. Segundo: Eu estava sem mochila, sem carteira, sem nada (até pq odeio enrolar na revista), apenas com meu agasalho já estendido e aberto na mão para que fosse verificado. E o que acontece? simplesmente ela me socou pra frente e gritou: “SAI!”. O que está acontecendo? Meu ombro ficou muito dolorido, pois não foi um toque pra eu ir andando, somente um soco completamente desnecessário. Que coisa ridícula! Apenas lamentável como somos tratados por quem deveria nos defender! Espero que isso jamais se repita, me senti uma delinquente. Entrei no jogo muito revoltada.

Lamentável…  E ficamos nos perguntando: O que podemos fazer quanto a isso?

Podemos denunciar!! De agora em diante, celular na mão, torcedor palmeirense. Vamos  filmar os abusos que sofrermos, e os que acontecerem com pessoas à nossa volta também. Vamos registrar a truculência, a arbitrariedade, a maneira como somos mal tratados, vamos tirar fotos dentro e fora do estádio, gravar as conversas ríspidas e denunciar. Vamos postar as imagens e os filmes e áudios que fizermos, espalhá-los por aí. Quem sabe alguma “boa alma” resolva tomar providências, não é mesmo?

E, claro, vamos nos queixar à Ouvidoria da Polícia Militar também.

Você lembra que escrevi aqui, há uns dias, sobre algumas notícias inverídicas, algumas informações distorcidas, que, repetidas à exaustão fazem com que verdades virem mentiras e mentiras virem verdades, não é mesmo? Como aconteceram com os “erros” de arbitragem contra o Palmeiras, nas partidas diante de Inter e FluminenC, que a imprensa, distorcendo tudo e negando o óbvio das imagens, fez parecerem benefícios ao Palmeiras.

Lá vamos nós, outra vez…

No domingo passado, na zona Leste, região de Itaquera, dois homens – um deles, com a camisa do Santos – foram covarde e brutalmente agredidos por dois indivíduos. Infelizmente, em decorrência dos ferimentos, um dos agredidos, que estava internado no Hospital Santa Marcelina, na região de Itaquera, morreu nessa quinta-feira.

As agressões foram filmadas por uma câmera de segurança de um posto de gasolina onde a selvageria ocorreu.

Os motivos eram desconhecidos (até hoje), mas, uma vez que um dos agredidos usava uma camisa do Santos, algumas pessoas trataram logo de classificar o ataque como briga de torcedores. Pode até ser que fosse mesmo, esse tipo de coisa costuma acontecer, e até com uma certa frequência, mas também podia ter sido uma coisa totalmente diferente, afinal, ninguém sabia nada sobre o caso, os agressores não tinham sido identificados e tudo estava no campo das hipóteses.

Mas claro que a “imprensinha”, caçadora de cliques e acessos, fez questão de, leviana e maldosamente, associar o Palmeiras à esse assassinato… Inventou mesmo. Uma camisa verde, usada por um deles, que nada tinha a ver com o Palmeiras, serviu para o imbróglio. Um, na base do “achômetro”, escreveu a asneira, a adivinhação; os outros todos, a repetiram na base do “Control+C e Control+V”.

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Olha só o vidente global: “a PM informou que era um grupo de oito palmeirenses“… O nariz dele deve ter crescido um bocado depois disso…

https://www.youtube.com/watch?v=b1aWt9Cs67U

Lamentável… pessoas que deveriam trabalhar com a informação limpa, contando ao telespectador o que aconteceu, e só o que aconteceu, acabam acrescentando detalhes por conta própria, distorcendo a notícia e trazendo ao telespectador uma “verdade” inventada… Atitude leviana, maldosa e irresponsável. E que, depois, fica por isso mesmo.

E a notícia, com o “detalhe” inventado, se espalhou até para outros países: Palmeirenses haviam matado um santista. Olha só a responsabilidade de uma informação assim. Olha só a exposição negativa à instituição Palmeiras, cujo nome e torcida – tem até fotos da Mancha(!!) – foram enfiados, graças à “boa vontade” da imprensa, numa notícia de agressão e assassinato.

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Uma brutalidade absurda, um crime, e cabia à polícia desvendar o ocorrido, caçando os assassinos e colocando-os na cadeia.

Porém, à imprensa, a esportiva especialmente, cabia apenas noticiar os fatos, como eles ocorreram, sem adicionar nenhum “extra” por conta própria. Por mais que ela queira apimentar a final da Copa do Brasil, que acontecerá entre Palmeiras e Santos, não dá pra se colocar uma camisa do Palmeiras numa imagem onde não há uma camisa do Palmeiras, não é mesmo? Só se usarem Photoshop.

Agressão-aos-torcedores-do-Santos Agressão-aos-torcedores-do-Santos1 Agressão-aos-torcedores-do-Santos3 Agressão-aos-torcedores-do-Santos-tela-maior

Os agressores podem ser torcedores de qualquer time, até mesmo do Palmeiras, mas é preciso ter muuuuuito “boa vontade” e “estar muito disposto” a ver uma camisa do Palmeiras onde não tem uma camisa do Palmeiras.

Nem o camelô vende camisas do Palmeiras sem as listras da Adidas no local dos ombros e sem o distintivo do clube na parte da frente… por mais marreta que ele as faça. E se não tem as listras, se não tem o distintivo, se não tem p#@&rra nenhuma relacionada ao Palmeiras na camisa, esses “jornaleiros”  todos tiraram de onde que um dos assassinos é palmeirense? Viram na borra do café servido nas redações?

Um dos agressores está de camiseta verde e bermuda listrada de vermelho e branco. Seguindo a lógica torta da imprensinha, e a grande vontade de fazer o sujeito ser torcedor, eu diria que da cintura para baixo, por causa das cores da sua bermuda, o time dele poderia ser outro, não é mesmo? E o que dá as pauladas nas vítimas, qual a cor da roupa dele? São cores que podem ser associadas a algum outro time também? E por que só a camiseta verde caiu nas garras do ‘achismo’ da imprensa?

“Ah, mas um crime aconteceu e tem gente preocupada com o time?”, disseram alguns. Nos preocupamos, e muito, mas é com a irresponsabilidade, e as consequências, de uma afirmação baseada em “achismo”. Principalmente porque, como torcedores que somos, estaremos à mercê do “troco” de quem foi envenenado com a informação leviana, sem confirmação alguma , de que palmeirenses mataram um santista (como a imprensa noticia  fatos e detalhes sem a confirmação dos mesmos?)

Se são bandidos, se mataram um homem, não importa se torcem pro Palmeiras, pro Barcelona ou pro Ipatinga, da mesma  forma que não importa se a vítima era santista, cruzeirense ou ponte pretana… Não importa se foi assalto, vingança, rixa antiga, briga de torcedores, briga no trânsito, ou se um mexeu com a mulher do outro…  O que importa é que uma pessoa perdeu a vida porque foi atacada brutalmente por dois covardes, que precisam estar na cadeia.

Mas a imprensa não tem o direito de instituir que os assassinos sejam “palmeirenses”, se nenhum deles vestiam a camisa do Palmeiras, se eles nem  tinham sido  presos e identificados ainda. Digo “eles”, porque alguns veículos, além de nomearem o sujeito de verde como torcedor palmeirense, fizeram pior, nomearam palestrino o outro agressor também… “palmeirenses seriam os agressores”. Os ponteiros do “achômetro” dando voltas sem parar… E os níveis do profissionalismo e isenção… na reserva.

Que coisa irresponsável, não é mesmo? As torcidas de Palmeiras e Santos vão se “encontrar” em duas finais daqui a alguns dias. E nego dando um jeito de “incrementar” a rivalidade. E o pior, usando de poderes mediúnicos.  Jornalistas instigando duas torcidas rivais, com suposições, com informações não verificadas e não confirmadas. E depois ficam fazendo campanhas de “Paz nos Estádios”. Hipocrisia pura.

Mas, tem um agravante nesse achismo,  tem um detalhe nessa história que os “imprenseiros esportivos” mal

contaram pra você… Enquanto culpavam palmeirenses, pelo simples prazer de culpar palmeirenses, sem terem recebido informação alguma que confirmasse essa culpa, eles não divulgavam algo que foi dito na quinta-feira (12/11) no programa “Brasil Urgente”, na Band. Segundo o que foi dito no programa, testemunhas afirmaram que havia um outro elemento além dos dois agressores, e ele estaria num carro – que não aparece nas imagens – esperando os “amigos”. Esse outro elemento estaria usando a camiseta de uma organizada do Corinthians.

http://www.televideoteca.com.br/rede-band/brasil-urgente/homem-e-morto-a-pauladas-em-sp-172676

E a imprensa, por conta e achismo próprio, culpou torcedores do Palmeiras… que coisa, não? E isso se espalhou por aí e até em outros países noticiaram que “um santista foi morto por palmeirenses”.

Mas… eis que a polícia prendeu os assassinos… eis que a tal camisa verde apareceu… e… surpresa! A camisa era a do Brasil! E o motivo do assassinato foi uma briga de trânsito!

Agressão-ao-torcedor-Santos-camisaBrasil

https://youtu.be/nL1ezUhmyiw

Coisa feia o que fez a imprensinha, não é mesmo?

Vamos acionar os cronômetros para marcar quanto tempo a imprensinha vai levar para se retratar com o Palmeiras e com a torcida do Palmeiras – a Mancha Alviverde, especialmente… Se ela, “imprensinha” (a mesma, que fez inocentes os comprovadamente assassinos de Kevin, o torcedor boliviano), vai ser tão rápida para se desculpar, quanto foi para “supostamente” acusar…

Eu acho que vai demorar um bocado, tipo umas duas encarnações. E você, palmeirense, o que acha?

“Se em 2012 nós fomos a Curitiba para encerrar uma noite de 2011, agora chegou a vez de acabar com aquela maldita tarde de 2009 no Macaranã” –  by @forzapalestra

Em 2012, diziam que a gente “não ia ganhar do Grêmio no Olímpico”… que “não íamos conseguir segurar o time de Luxemburgo aqui em Barueri”…

Diziam que o Coritiba estava melhor… que “não ganharíamos no Horto”… pintaram até uma certa estrela de campeão  numa certa parede…

Todos desconfiavam do nosso time… colocavam mil senões nas nossas chances… Todos – rivais, imprensa – nos davam por derrotados…

Mas nós nunca deixamos de acreditar… abraçamos o nosso time, fomos abraçados por ele e, juntos, encaramos os nossos problemas e fomos à luta… remendados, desacreditados, roubados na semifinal e nas duas finais…

E o que aconteceu ficou na história… na nossa história…

Conquistamos a vaga pra final e fomos campeões depois! Mesmo com desconfianças e desfalques, deu Verdão!  Com sequestro e apendicite, deu Verdão! Com juiz roubando, com pênaltis não marcados e expulsões injustas, deu Verdão! Com pancadaria, com soco na cara, com chute no saco, deu Verdão!

Deu Verdão… na força da nossa gente! Na raça e na fibra de nossos jogadores… no maravilhoso Corredor Alviverde… no frio e na chuva… nos aplausos, nos gritos, nas orações, nos risos e lágrimas de alegria… nas mãos apertadas, nervosas; na respiração suspensa… nos milhões de corações palestrinos que “entraram em campo”… na valentia de nossos heróis (sim, eles foram nossos heróis)… na fé do sangue verde-esmeralda…  e sabe por que?  Porque aqui é Palmeiras, porra!

VAMOS BUSCAR A VAGA, PALMEIRAS!!!! RUMO AO TRI !!!

E não esqueça que hoje é dia de obrigação. Sim, obrigação.

A OBRIGAÇÃO HOJE É A DE LUTAR! É obrigação honrar a camisa verde-esmeralda mais linda do mundo! É obrigação correr, e correr muito dentro de campo! É obrigação se entregar  de corpo e alma! É obrigação não temer o adversário! É obrigação “dar o sangue” e brigar por cada centímetro do gramado do Allianz Parque! É obrigação ir pra cima do inimigo! É obrigação aliar talento e malícia, muita vontade e sabedoria, sangue nos olhos e muita calma…

É obrigação ter a responsabilidade que o momento exige e ter muito cuidado com a arbitragem também… É obrigação não desistir nunca, um segundo sequer, até o apito final… É obrigação jogar no  ritmo do coração da Que Canta e Vibra…

É obrigação bater no peito e dizer “Eu tenho orgulho de ser Palmeiras”!

Tudo o que nós, torcida, jogadores, comissão técnica e diretoria, queríamos é que chegasse esse momento, era estar nesta batalha. Sonhamos com ela, lutamos para estar aqui. E queremos mais, queremos estar na final. Então… Booora, Palmeiras! Vamos buscar!

Nós confiamos em vocês. E faremos a nossa obrigação também. Vamos cantar e torcer, vamos fazer tremer o Allianz Parque, apoiar e empurrar o nosso time os 90 minutos e além deles, carregar nosso time nas costas se preciso for, vamos “entrar em campo e jogar também”…

Tamojunto, Verdão!! É PRA  JOGAR COM A ALMA E O CORAÇÃO!! E VAMOS GANHAR, PORCOOOO!!

….

Eu não assisti ao jogo do Palmeiras contra o SPFW, exceto os 3 minutos finais (pé-quente eu? Maaagina)… Ia assistir pela internet, mas não consegui achar um link que funcionasse (depois do jogo eu veria os vídeos). Então, acompanhava os comentários de alguns amigos com os quais eu conversava via whatsapp, acompanhava o Twitter, o Facebook… Que difícil não poder assistir.

Um amigo da Itália me dizia que num canal de lá, que transmite jogos do Brasileiro e  que ia transmitir o Palmeiras, Altafini Mazzola – que sempre torce para o Verdão nas transmissões (claro) – , seria o comentarista.

Em jogo, na tarde desse último domingo, estava o lugar do Palmeiras no G4, que os leonores, com dois pontos a menos, estavam louquinhos para ocupar.

A partida começou e, uns dez/quinze minutos depois, parmera nenhum estava gostando do que via/ouvia/lia… todo mundo já reclamava que o Palmeiras estava deixando o SPFW jogar. Lá na Itália, Mazzolla, enfurecido dizia: “Isso não pode ser o Palmeiras”, “Será que entramos só com 9 jogadores?”. Ah, Mazzolla, meu caro, esse ‘nosso’ time anda tão bipolar. Tem dia que joga certinho, e tem dia que parece não saber como fazer a bola rolar em campo.

O SPFW arriscava de longe muitas vezes, e nossos defensores deixavam que eles continuassem arriscando. Nas maioria das vezes, os leonores finalizavam muito mal; nas outras, Prass segurava a bronca fazendo boas defesas.

O nosso time não estava jogando nada, essa era a verdade, nada criava também (e o meia lá no banco, né MO?), e ia tentando viver dos chutões à frente. Segundo me diziam, Gabriel Jesus estava num dia bem ruim, Robinho estava numa inércia irritante… ninguém estava bem. Só um time jogava, e, para nosso desgosto, era o time adversário…

“Assistindo” à partida através dos comentários de muitas pessoas, eu concluía que esse “só um time joga” demonstrava que os leonores também tinham suas deficiências e não estavam aproveitando o apagão do Palmeiras… Afinal, se só um time joga, por que é que ele não está ganhando, e de goleada? Aí eu ficava mais desgostosa ainda, porque, se o Palmeiras estivesse num dia bom, venceria os bambis “facinho” outra vez.

De qualquer forma, eu não gostava nadinha de saber que o Palmeiras, totalmente apagado, abdicava de jogar e deixava o time leonor vir pra cima numa boa. É como dizem…”Deixa o adversário chutar uma, chutar duas, chutar três… e uma hora ela entra”. Ai, ai, ai.

Numa das tentativas tricolores, Prass saiu saiu do gol para se antecipar ao jogador leonor que vinha em direção à área, mas se atrapalhou e, tentando evitar que a bola passasse por ele e sobrasse para o jogador adversário, tocou a bola com a mão quando estava fora da área. O juiz nada marcou, a jogada seguiu e o jogador do SPFW chutou pra fora.

Na TV – me contavam -, todo mundo se apressou em pedir até a expulsão de Prass, mas acontece que o Prass estava fora da área mesmo, mas a bola não estava toda fora. Todos sabemos que num lateral, por exemplo, a bola tem que ter saído inteira para que se considere que ela saiu mesmo, não é assim?A risca da área é considerada “dentro” na marcação de penalidades. Então… por sorte de Prass ou por ele saber muito bem o que estava fazendo (who knows?), a bola não saiu inteira, e a não marcação acabou sendo correta – opinião que se dividiu entre os especialistas televisivos tendo o “bola dentro da área” ganhado do “bola fora da área”.

Prass está fora da área, mas se inclina bastante, para trás, em direção à ela, como podemos ver na imagem abaixo:

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Na outra imagem, vista do alto, a risca do campo nos mostra direitinho que, no momento do toque, a bola não tinha saído completamente. Infelizmente, mesmo a TV tendo “trocentas” câmeras em diversos locais do estádio, só esses dois ângulos foram disponibilizados.

Prass-defesa-bola-dentro-da-área1

As tentativas leonores continuavam, assim como os seus erros de finalização.

Garimpar as notícias, ainda mais quando os informantes estão todos nervosos, era um sofrimento. Eu não via o que estava acontecendo e ficava mais nervosa ainda. O Palmeiras não tinha finalizado ainda uma única vez (?!?!).

As opiniões dos amigos eram unânimes: sofríamos com a falta de criação, com erros de posicionamento também. E o Allione lá no banco.

A coisa não mudava, e  o Palmeiras continuava não jogando nada. E pelo que eu podia concluir das coisas que lia, apesar da má jornada de Gabriel Jesus, era ele o nosso mais perigoso e veloz jogador, e o Prass ia segurando o rojão lá atrás também.. O Palmeiras, bem marcado nos seus cruzamentos, ficava sem alternativas para chegar ao gol leonor. Que saudade de um certo meia…

Não era possível que o Palmeiras não fosse acordar e jogar.. alguma coisa tinha que acontecer…

Nossa primeira finalização acontecia aos 29′ (!?!?), mas a bola de Robinho carimbou a trave. Ai, meu San Genaro…

Rafael Marques levou uma traulitada de Bruno, por trás,  e o juiz marcou falta do… Rafael Marques! É mole? Como ele poderia ter visto cometer falta alguém que levou um desleal carrinho por trás? Tudo bem que ele consertou e desmarcou a falta do Rafa e marcou falta do Bruno, mas o cartão que o Bruno deveria ter tomado… ficou na “conta do Abreu”, o juiz não deu e nem eu.

O jogo continuou igual. Porém, aos 47′, a arbitragem aprontou conosco. Ataque do Palmeiras e a bola foi lançada à frente. Gabriel Jesus foi puxado pelo jogador são paulino, mas a bola sobrou para Rafael Marques, que ia sair na cara do “goleiro do sorvete com cobertura”… E o que Anderson Daronco, o árbitro, fez?? Beneficiou o SPFW, o infrator, e parou a jogada para marcar falta em Jesus e dar cartão para o jogador tricolor, quando Rafael Marques sairia na cara de Rogério Ceni.

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Tá brincando, seu Daronco?? O senhor também não fez o “Ensino Fundamental” da Arbitragem? Até lá na Itália, narrador e comentaristas acharam ridículo o árbitro não dar vantagem ao Palmeiras na jogada. O juiz tirou do Palmeiras a chance de tentar marcar um gol. Esse Brasileirão é uma maracutaia só.

Na segunda etapa, entrou João Pedro e saiu o Girotto, e o Palmeiras parecia estar mais veloz e mais acordado nos primeiros minutos, e mostrava que queria jogo. Barrios teve uma oportunidade,  mas finalizou em cima dos marcadores.

Não deu nem tempo de reclamar do Barrios e meus amigos me deram a notícia… gol do SPFW. Um chute de fora da área. Água mole em pedra dura… e nossa pedra nem estava tão dura assim… A superstição “conversava comigo” e me fazia acreditar que se eu estivesse assistindo à partida, o Palmeiras não estaria perdendo. E nada daqueles malditos links funcionarem.

MO, queria o lugar no G4 de volta e colocou o Palmeiras mais pra frente; Alecsandro e Kelvin entraram nos lugares de Barrios e Lucas. Osorio, por sua vez, chamou o Wesley… Aeeeeeee, Osorio!!  😈

O SPFW fazia o tempo  passar… a torcida purpurina comemorava o G4… e o Palmeiras tentava… Gabriel Jesus pisou na bola e caiu. Que dia infeliz, tudo nos acontecia…

Aos 44′, achei um link que funcionava… minha esperança não morria…

Estávamos nos acréscimos,  Kelvin recebeu de Jesus e mandou pra fora… VAAAAMOS, PALMEIRAS!!

E foi então, que, aos 47′, em meio às comemorações leonores, o SPFW deixou a meta aberta e o Robinho foi lá e dobrou a meta!

Isso mesmo. Presepada do Rogério Ceni, que quis sair jogando dentro da área, o Alecsandro apertou, ele se apavorou, tocou errado e deu de presente pro… Robinho. Podia ter dado a bola pro Jesus, pro Rafa, pro Alecsandro, pro bandeira, pro Osorio, pra qualquer um… mas não, tinha que ser para o Robinho. Risos eternos! Robinho não se fez de rogado e meteu por cima, por cobertura… de novo!!   Que golaaaaaaço!! Gol de placa! Gol de “Dá licença, bambi, esse lugar no G4 é meu”.

A cara do Ceni de “f………, de novo” enquanto ele olhava a bola entrar, não tinha dinheiro que pagasse… Se nos tivesse sido dado o poder de escrevermos o “roteiro” dessa partida, jamais faríamos melhor, estamos rindo até agora. O M1CO está tão acostumado a levar gols por cobertura dos parmeras, que agora ele já está dando até assistência. hahaha  Se demorar muito pra aposentar vai virar ídolo da parmerada. Aposenta não, Ceni!! (Lá nos Emirados, o Mago deve ter curtido à beça esse gol)

https://www.youtube.com/watch?v=4oYATotxcSE

E ainda bem que aquela vidente purpurina,  “Mãe Fabulosa dos Gols Fantasmas”, tinha vaticinado que o Robinho nunca mais faria um gol como o que ele havia feito  no Allianz… Ele não só fez de novo, como foi diante do mesmo time, no mesmo goleiro e na casa deles. Tchuuupem, leonores!

E na saída do Panetone – me contaram -, enquanto a parmerada comemorava o gol de placa,  um sorveteiro solitário e sorridente gritava pelas ruas:

-Olha o sorveeeeete de uva verde!! Quem vai querer? Tem duas coberturas!! 😈

……..

Quando a gente pensa que a bandalheira das arbitragens acontecem só no campeonato Brasileiro – campeonato, que a CBF parece ter decidido que seria disputado por um time só (se ela não concordasse com árbitros decidindo partidas para favorecer um único time, se não tivesse interesse nisso, certamente já teria punido esses apitadores e auxiliares todos, e até o tal do Sérgio Correa) -, eis que a gente vê a mesma coisa acontecer na Copa do Brasil.

Fase de mata-mata, onde um erro capital pode decidir uma classificação,  e nos vemos às voltas com alguns “erros” capitais cometidos pela arbitragem. Claro que o jogo ao qual  me refiro é o do Palmeiras.

O Verdão, brigando pela vaga na semifinal da Copa do Brasil, foi ao sul enfrentar o Internacional na primeira partida do mata-mata. E, muito embora, o Palmeiras, no primeiro tempo, tenha deixado o (ruinzinho) time do Inter jogar mais do que eu gostaria que ele jogasse – Prass teve que fazer uma defesa importante num chute de Alex, Valdivia genérico errou feio numa chance que teve para marcar -, muito embora o Barrios tenha perdido um gol feito na cara do goleiro (na segunda etapa, Jesus também perderia um gol), foi o Palmeiras quem jogou melhor e quem teve a chance de ouro para abrir o placar.

Pênalti em Dudu – uma paulada/rasteira por trás -, que a arbitragem milagrosamente marcou (acho que na Copa do Brasil pode) e que Barrios foi cobrar. O goleiro conseguiu rebater a bola, um jogador do Inter chegou a tempo e colocou-a pra fora.

Isso é o que você lê na maioria dos portais. E aconteceu mesmo, mas não foi exatamente assim… ou melhor, não foi só isso, estão faltando algumas informações.

Lembra daquela cobrança de pênalti do Henrique, num Palmeiras x Galo de 2014, que o árbitro, aplicando a regra, de maneira extremamente rigorosa, fez voltar porque tinha havido invasão?

penalidade-invasão-de--campo

Lembra que, na segunda cobrança, houve invasão de novo, mas, curiosamente, o “tão rigoroso” juiz, abdicando de ser rigoroso dessa vez, não mandou voltar (vai ver, foi porque o Henrique já tinha perdido mesmo)?

penalidade-invasão-segunda-cobrança

Então… lá no sul, não só teve invasão, como teve o invasor se favorecendo com a invasão e mandando pra fora a bola que o goleiro do Inter rebateu, e que ia ficar “vivinha” para Barrios não fosse o invasor estar ali . Confira nas imagens abaixo:

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O Inter, o time infrator, se beneficiou muito com a invasão, não é mesmo? E o juiz, Sandro Meira Ricci, que precisava/deveria ter determinado que fosse feita uma nova cobrança nada fez  (Barrios já tinha perdido na primeira mesmo, né?). Qualquer juiz que tenha feito o “Ensino Fundamental da Arbitragem” deveria saber isso. Não precisa ser universitário do apito ou PHD pra saber essas coisas, tão básicas. Pisou na bola o juizão, não é mesmo?

O jogo ficou mais ou menos equilbrado, mas os chutões do Palmeiras o deixavam menos perigoso – o time funciona melhor se toca a bola. E o primeiro tempo acabou assim, com o Palmeiras melhor que o Inter apesar dos  dois gols desperdiçados..

Na segunda etapa, o Palmeiras voltou sem mudanças, e o Rafa Marques e o Allione, que eu achava que deveriam ter entrado jogando, continuavam lá no banco…

O Verdão dava umas cutucadas no Inter, mas  foi o Inter quem abriu o placar. Oito minutos de jogo,  e  Alex arriscou um senhor chute de fora da área e guardou. Prass nada pôde fazer… Ele estava adiantado, eu achei, mas achei também que o chute seria indefensável mesmo se ele estivesse mais atrás.

O Palmeiras, que voltara melhor na segunda etapa, mas ainda deixara uns buracos na defesa – por pouco não se complicou em alguns lances -, tinha que correr atrás do prejuízo. Jesus tentou, mas a bola parou no travessão. O Palmeiras, buscando a reação, tinha mais posse de bola, mas ainda sofria por não criar.

O Inter, temendo a reação do Palmeiras, recuava e dava claras mostras que a sua maior preocupação era não tomar gol.

MO, tentando pressionar mais o Inter, chamou Rafael Marques e Cristaldo para os lugares de Arouca e Barrios (só não entendi porque foi o Arouca quem saiu e não o Amaral).

Dois minutos depois das alterações, Jesus desceu pela esquerda e tocou rasteiro pelo meio da zaga inimiga para encontrar Lucas, que descia pela direita. Lucas levantou pra área e o iluminado Rafael Marques (15 gols na temporada, que acabara de entrar no jogo), aparecendo entre os zagueiros e subindo lá no terceiro andar, meteu uma cabeçada certeira na rede do Inter. Um gol lindo, que fez o Rafa Marques e a torcida do Palmeiras comemorarem muito, e que me fez pular feito louca diante da TV. Bendito sejam os gols que o Palmeiras faz na casa dos adversários!

O Inter sentiu o gol tomado, e o Verdão, que estava bem mais ofensivo depois das alterações, foi pra cima.

Quatro minutos depois do gol de Rafa Marques, Dudu deixou a bola passar, Gabriel Jesus dominou, ia pro gol, com todas as chances de virar a partida, e foi derrubado na área pelo goleiro Alisson, do Inter, mas a arbitragem, assim como já tinha acontecido no derby, quando Cássio fez pênalti em Jesus,  nada marcou – assim é fácil para alguns, né? Se o árbitro ajuda um time a se defender, como é que o outro terá condições de virar uma partida? No “Ensino Fundamental” da Arbitragem o Sandro Meira Ricci não aprendeu que isso é pênalti??

Inter-pênalti-em-GabrielJesus

Para o Palmeiras, essas coisas são sempre “o jogador do Palmeiras disputou a bola com o goleiro”, “o goleiro saiu na bola”, “é discutível”, “precisamos ver melhor o lance”, o árbitro não tinha condição de ver” (olha a carona de tacho do bandeira lá atrás)… e é assim que a roubalheira corre solta nos gramados do Brasil Brasil, que, pelo visto, só vai voltar a ganhar uma Copa do Mundo quando conseguir fazer tramoia na arbitragem do mundial também.

Com o jogo em seus minutos finais – e esperto com o juizão mandrake – , o Palmeiras ficou mais atrás esperando o contra-ataque do Inter. E segurou o resultado, trazendo a vantagem de jogar por uma vitória simples ou, até mesmo, por um empate de 0 x 0.

O resultado foi bom pra gente, claro, mas, por ter jogado mais do que o Inter, teria sido justo se o Palmeiras tivesse saído com a vitória. E só não saiu porque Sandro Meira Ricci, o árbitro da partida, não deixou.

Quarta-feira tem a segunda partida.

BOOOORA LÁ, PARMERADA!! VAMOS LOTAR O ALLIANZ E AJUDAR O VERDÃO A SE CLASSIFICAR.

Meu ingresso já está comprado, e o seu?

Depois da vitória em cima do Cruzeiro, na quarta-feira, assegurando a vaga à próxima fase da Copa do Brasil, o Palmeiras, de olho no G4, receberia o Joinville, no domingo, pelo campeonato brasileiro.

A rua Palestra Italia/Turiaçu estava repleta de torcedores. Os vendedores ambulantes não davam conta de vender água, cerveja, refrigerantes… fazia muito calor e o sol forte demais estava duro de aguentar – e pensar que a CBF pretende continuar com essa ideia infeliz de jogos às 11 da manhã. Se às 16h00 já estava difícil, imagina como serão os jogos das 11h00 daqui pra frente? E sem contar que, enquanto tem time que já fez até cinco partidas nesse horário – o Palmeiras já fez três – o time que está sendo ajudadíssimo pelas arbitragens ainda não fez nenhuma. Pilantragem da CBF? Maaaaagina…

O Allianz Parque estava cheio, quase 30 mil pessoas foram pro jogo – a Torcida Cappuccino é um espetáculo. E todo mundo apostando numa vitória sem sustos; todo mundo ainda falando do bolão que Jesus tinha jogado no meio da semana.

Parmerada feliz…

Na entrada do Allianz, eram distribuídos corações infláveis, em homenagem aos 101 anos do Palmeiras… <3

Na entrada do time, a nova camisa prateada, em homenagem à primeira taça do Palestra…

Na hora do hino, o som que ganhava o infinito… “Meu Palmeiras, meu Palmeiras” – impossível medir o tamanho desse amor… impossível não se emocionar…

Quando o juiz apitou o início da partida, nossos corações, que se emocionaram com a entrada do time em campo, com a execução do “nosso hino” particular, ainda estavam desavisados…

Victor Ramos fez um longo lançamento lá pra frente. Do lado esquerdo, Jesus, numa aparição súbita (esse Jesus e suas aparições…) avançou por trás da zaga, ficou com a bola e, com uma baita categoria, com um toque perfeito, guardou no canto de Agenor.

Sabe quanto tempo tinha de jogo? Quarenta e nove segundos!

Delírio na bancada! Palmeiras na frente, e com gol do nosso menino Jesus.

Egídio roubou uma bola, avançou com ela, cruzou na direção de Barrios e ele quase faz o segundo…

Dudu roubou uma bola no meio de campo e, de chaleira(!!!!), lançou Gabriel Jesus, colocando-o na cara do goleiro – que passe lindo. Pena que o zagueiro conseguiu salvar antes que Jesus chutasse.

O Palmeiras era o Senhor do Jogo, só dava ele rondando a área inimiga, ora aparecia Barrios por lá, ora Jesus… o JEC não conseguia passar pela nossa marcação.

Aos 23′, Robinho cobrou escanteio, a zaga aliviou, e Zé Roberto pegou a sobra, mandando uma bomba de fora da área; o goleiro rebateu, só que Dudu estava esperto no lance e mandou pra rede. Palmeiras avassalador! E festa da Que Canta e Vibra.

Mas, então, “o sol se escondeu”, e “nuvens escuras apareceram”…

Victor Ramos falhou ao tentar interceptar uma bola; na sequência, Vitor Hugo não conseguiu evitar o cruzamento, e Marcelinho Paraíba, na cara de Prass descontou… E isso, apenas três minutos depois do nosso gol… que vacilo!

No minuto seguinte, um lance bisonho, na verdade, um lance bastante infeliz… ataque do JEC, João Pedro foi aliviar e chutou em cima de Zé Roberto, a bola bateu no palmeirense e voltou, sobrando para Marcelinho Paraíba empatar a partida.

Que balde de água fria na parmerada… Como assim, Palmeiras, tomar dois gols em pouco mais de um minuto? Erros e falhas acontecem, mas time que quer brigar por títulos, que quer entrar no G4, não pode vacilar assim, nunca.

O pior é que o Palmeiras estava bem na partida, estava tranquilo, tudo certinho, ganhando por 2 x 0, e aí, acontece essas coisas… A gente nem sabia o que pensar, e, bastante contrariados, continuávamos torcendo.

Ataque do Verdão, Dudu enfiou uma bola na medida para Barrios, na cara do goleiro. Muito marcado, ele mandou pro gol e a bola, maledeta, bateu na trave, ficou viva na área, mas o goleiro ficou com ela.

O Palmeiras buscava a vitória, ia pro ataque, mas nada do gol sair. Uma tentativa com Barrios; outra com Vítor Hugo, de cabeça; uma rápida troca de passes entre Dudu e Zé, lançamento para Egídio; ele entra na área e chuta forte, com endereço no canto do gol, mas o goleiro consegue se esticar todo e espalmar… João Pedro, recebe na direita, dá um corte no jogador do JEC, deixa ele no chão e cruza, buscando Zé Roberto, por muito pouco ele não alcança a bola…

Mas o gol não saiu (cadê o meia pra criar as jogadas, MO? Cadê o Allione?), e fomos para o intervalo com esse empate duro de digerir.

A torcida vaiou o time… eu não costumo vaiar o Palmeiras, mas não posso condenar quem vaiou, a torcida tinha toda razão em estar muito aborrecida.

Mas eu sabia (acho que, no fundo, todo palmeirense sabia), iríamos ganhar de 3 x 2, na bacia das almas, mas sairíamos com a vitória. Comentei isso com um amigo.

O Palmeiras voltou do intervalo com Alecsandro no lugar de Barrios. Achei justa a substituição, mas queria também o Allione no lugar do Robinho, que não estava bem na partida. O MO não pensava como eu e deixou o Robinho lá.

O Verdão começou a visitar mais a área inimiga… Mo chamou Rafael Marques para o lugar de Egídio, que também não estava  bem no jogo.

Uns minutinhos depois de entrar, Rafael Marques fez jogada com Gabriel Jesus e sofreu falta. Robinho cobrou a falta direto pro gol, o goleiro do JEC rebateu, Jesus pegou a sobra, chutou forte e quase fez o terceiro.  Não era possível que o nosso gol não saísse…

Alecsandro entrara bem na partida, pena que o nosso meio de campo ande acionando tão pouco os atacantes. Ainda bem que temos o Dudu e seus cruzamentos e passes lindos (tá jogando um bolão e merecendo musiquinha especial também).

22’… Ataque do Palmeiras… Robinho toca para Alecsandro que, inteligentemente, deixa a bola passar pra Dudu, ele desce até a linha de fundo e cruza na área… e quem aparece pra mandar a bola pro gol? Quem? Ele mesmo! Jesuuuuuuuus, lindooooooo!

E ele corre feliz, sorrindo como menino, esbanjando alegria de menino,  que faz gols de gente grande…

Festa no Chiqueiro! O Allianz transbordava alegria. E ela era maior ainda porque fora nosso menino Jesus, iluminado, quem marcara o gol. Acho que até os anjos no céu estavam comemorando…

Não tinha mais nuvem escura… não tinha mais coração pesado… a Luz era nossa outra vez. Pena que Jesus, com câimbras, teve que deixar o jogo – Thiago Santos entrou e foi muito bem.

Na playlist da parmerada, uma nova música… e ela ganhava os ares e o coração da torcida – nova morada do menino Jesus: “GLÓRIA, GLÓRIA, ALELUIA… É GABRIEL JESUS!!”. Que lindo! Ele merece!

Pra falar a verdade, nem vi o resto do jogo direito. Sei que tivemos algumas chances de ampliar, sei que o juiz nos surrupiou um escanteio, sei que cantamos muito… e sei que ele apitou o final, aos 49′.

Ainda nos sentíamos um pouquinho afetados pela contrariedade dos dois gols que tínhamos tomado de bobeira, é verdade. Mas o Palmeiras consertara a bobagem feita, e isso era o mais importante.

Saímos do Allianz sorrindo, com o coração em paz, nos sentindo mais uma vez abençoados…

“Glória, glória, aleluia…  É GABRIEL JESUS!”

“Jesus é o caminho…a  assistência e o gol” – Amém!

 

Confesso que estava um tanto preocupada com o jogo da Copa do Brasil, lá em Minas. Primeiro, por ser aniversário de 101 anos do Palmeiras – não dava nem para imaginar ficarmos sem a vaga numa data daquela. Segundo, porque, mesmo sabendo que temos time para encarar qualquer adversário – e o Cruzeiro nem era tão perigoso assim -, as nossas últimas partidas tinham sido bastante irregulares e tínhamos apresentado um futebol muito aquém do que poderíamos apresentar.

Na primeira partida, no Allianz Parque, o Palmeiras deu uma vacilada e deixou que as “marias” fizessem um gol.  Se, por um lado, a vitória do Palmeiras botava no Cruzeiro a pressão de ter que vencer; por outro, o resultado de 2 x 1, com um gol marcado em nossa casa casa, fazia com que eles precisassem de um mero 1 x 0 para ficarem com a vaga.

Teríamos que ‘achar’ um gol de qualquer jeito… e era isso o que eu pensava quando a partida começou… “o Palmeiras tem que marcar um gol. E aí toca o terror em cima dos smurfs, que precisarão de três gols para ficar com a vaga”. 

Eu esperava, sim, que o Palmeiras “achasse o seu gol”, claro, mas, confesso, não esperava que ele “achasse” logo três, e todos no primeiro tempo. Não esperava também que eles fossem tão sensacionais, tão cheios de talento, tão de acordo com a data de aniversário do clube mais campeão do país, e que tivessem como protagonista um menino, que me fez chorar de emoção…

O time estava cheio de desfalques – Cristaldo tinha sido mais um, meio em cima da hora. MO chamou o Menino Jesus pro jogo. E o nosso menino, iluminado, abençoado… fez a multiplicação dos gols, e decidiu a partida em trinta e dois minutos.

Eu ainda estava me ajeitando no sofá, quando João Pedro foi disputar uma bola com o jogador do Cruzeiro e, sem querer, acabou dando uma “voadora” no bandeira – Luxa, de mão quebrada, deve ter ficado até com calafrios;  se já estava esperto com Dudu,  ia ter que tomar cuidado com João Pedro também.

Uns dois minutos depois, aos 8′, Dudu deu um passe lindo para Gabriel Jesus, que entrava na área, e ele, com o zagueiro na sua cola, de calcanhar, matou o seu marcador e deu um passe redondíssimo para Barrios,  que avançou e tocou na saída de Fábio.  Que gol lindo! De ‘achado’ ele não tinha nada. A jogada toda foi uma beleza.

Quase morri de alegria. Um gol do Palmeiras, e logo de cara. Era tudo o que eu mais queria no nosso aniversário: o Palmeiras podendo jogar tranquilo e ficando com a vaga, que, para mim, a já estava no papo.

O Cruzeiro, depois do gol, apesar de preocupado em se fechar para não tomar mais nenhum, até tentou ir pra cima, e quase marcou – em completo impedimento, que o bandeira até agora não assinalou -, Prass estava esperto e fez uma bela defesa. Depois, nosso adversário tentou com uma bomba de Fabrício, que Prass espalmou. Uns minutos depois, Leandro Damião, que entrava na área, tentou encobrir Prass, que saía na jogada. O goleirão do Palmeiras, como se falasse “aqui, não”, ficou com a bola.

João Pedro fez jogada pela direita e tocou pra Barrios chutar pro gol, e foi a vez de Fábio espalmar.

Meu coração estava tranquilo, e eu ainda falava, encantada, sobre o passe de Jesus pra Barrios, mas achando que o jogo ia ficar assim, meio amarrado… um tenta aqui, sem se abrir; o outro tenta ali, sem se abrir também.

O Cruzeiro fazia faltas,  em Jesus principalmente – durante o jogo ficaríamos com a impressão que a tática de Luxemburgo era quebrar a “espinha” dos parmeras, porque foram várias as joelhadas que eles levaram nas costas.

E como gostavam de bater em nosso garoto, numa jogada rápida do Palmeiras, em que Jesus recebeu na meia lua e ia sair na cara do Fábio, Bruno Rodrigo deu uma sarrafada nele (por pouco não foi pênalti). Claro que o ‘smurf’ foi expulso,  mas deveria ter sido excomungado também. Onde já se viu esse herege fazer uma falta tão feia em Jesus?

Egídio cobrou a falta e mandou na trave, quase o segundo…

No minuto seguinte, aos 27′, Egídio recebeu na esquerda, desceu até a linha de fundo e cruzou na área. Eu estava até pensando que a bola ia pro Dudu, mas Jesus fez uma aparição súbita – coisas de Jesus mesmo -, e de primeira, com a bola meio alta, estufou a rede do Fábio. Que golaço do nosso menino Jesus! Daqueles da gente ficar rindo sozinho.

Eu, que queria um golzinho, já tinha recebido dois, e lindos. A parmerada fazia a festa no Mineirão – eu estava maravilhada diante da TV -, enquanto as ‘marias’ xingavam o técnico, os jogadores…

Aos 32′, Dudu lançou Gabriel Jesus na entrada da área. Nosso garoto deixou Paulo André no chão (ele tá procurando Jesus até agora), invadiu a área e, na frente de Fábio, que saía para tirar a bola dele, Jesus, abusadíssimo, tocou pra um lado, tocou pro outro, deu uma sambadinha, matou o Fábio (ele também tá procurando Jesus até agora, junto com Paulo André) e mandou na rede do Cruzeiro.

Vou te contar, eu me emocionei um bocado vendo esse menino fazendo coisas de gente grande, de craque…

Jesus deu uma assistência, causou uma expulsão e fez dois gols. Matou o jogo e classificou o Palmeiras. Transformou a “vantagem” das marias, de poderem ganhar só por 1 x 0, em uma obrigação de fazer cinco gols . Só ficou faltando ele transformar a água do Mineirão em vinho…

O Palmeiras quase marcou mais um com Barrios, mas foi o Cruzeiro que acabou descontando, aos 38′.

Na segunda etapa, com uma senhora vantagem, era óbvio que o Palmeiras ia tirar o pé, e, por isso, o jogo acabou ficando mais equilibrado.  Aos 30′, João Pedro cometeu pênalti em Arrascaeta, Alisson cobrou e fez o segundo do Cruzeiro.

https://www.youtube.com/watch?v=laIXKL1dhxc

Eu continuava tranquila, não iríamos tomar mais três gols, eu tinha certeza disso. O estrago que Jesus fizera no primeiro tempo, não tinha como ser consertado.  O Palmeiras, que esperava o final do jogo desde que a segunda etapa tivera início, estava todo na defesa, e seguro na sua missão de sair de MG com a vaga, mas ainda assim, aparecia com perigo na área mineira algumas vezes, em busca do quarto gol – Leandro desperdiçou gol feito aos 43′.

Aos 45′, o juiz encerrou a partida. A parmerada, feliz, comemorava o aniversário do Verdão,  a classificação e a partida linda do nosso menino – comemorava também a performance 100% dos entulhos do Palestra no Itaquerão. Terceira desclassificação seguida.

É isso, amigo leitor. Na próxima fase da Copa do Brasil tem Palmeiras sim!! E JESUS ESTÁ COM ELE!