Nem ia escrever sobre o jogo diante do Grêmio, mas não tive como não o fazer. Além de ser a estreia da camisa comemorativa do Santo, primeiro jogo do Henrique (que foi muito bem) em “casa”, não saía da minha cabeça a conversa e o entusiasmo do Gílson, um torcedor, portador de necessidades especiais, que acompanhei da estação Tietê até o Canindé. Enquanto íamos conversando, eu ficava pensando qual seria a razão de uma pessoa que não pode enxergar querer ir ao estádio… Saiu do trabalho lá na Freguesia do Ó, e veio “ver”, com os olhos do coração, o Palmeiras jogar. Enquanto íamos conversando, o Gílson ia me falando sobre todas as coisas que pode fazer, sobre a limitação estar apenas em nossas cabeças, e eu ia entendendo os motivos e confirmando algo em que sempre acreditei: a vontade do homem é soberana!

Imagino que a  emoção dele foi tão grande quanto a minha, quando Marcos entrou em campo. Sei que ele o viu, todo de branco, como um santo de verdade, com os olhos da alma… Aposto que gritou o nome dele também… Sei que você vai me ‘ouvir’ aqui, Gilson (combinamos isso), e quero que saiba que foi um prazer conhecê-lo. Pena que nosso time não correspondeu, pena que, se você se aborrecer, por não ter ouvido a torcida gritar gol, será taxado de torcedor limão…

Mas a verdade é que já tá ficando chato… Quantos pontos mais vamos perder de bobeira? Quando o jogo é fora, mesmo que tenha sido mais favorável ao Palmeiras, fingimos que nos contentamos com um mísero empate por não termos jogado em casa. Quando não fazemos a lição de casa, colocamos a culpa em algum jogador ou nos juízes (que andam mesmo afanando o Palmeiras) e fica tudo certo. HELOOO, FELIPÃO! Estamos disputando um campeonato de pontos corridos. Quem fizer mais, leva! Será que dá para deixar de ser teimoso enquanto temos ainda muitas rodadas pela frente? Será que dá para parar de querer converter todos os nossos jogadores em potenciais marcadores, sacrificando as suas qualidades naturais?

Que jogo feio fizemos diante do Grêmio que, é lógico, veio mais retrancado… Aos Palmeiras cabia a ousadia de, em seus domínios, agredir ao adversário. E tentamos, tramamos algumas boas jogadas, que más finalizações e passes errados, fizeram com que dessem em nada. E dá-lhe chutão! Poucos eram os jogadores que botavam a bola no chão e tentavam sair jogando. Valdivia, Henrique (!), Assunção, Kleber e M.Leite. As jogadas saíam, mas faltava alguém… Precisamos de um centroavante, prá anteontem! W.Paulista não teve oportunidade de jogar na posição. Mas Felipão cisma que Kleber (que tá jogando uma bolinha murchinha) pode fazer isso. E ele não faz, claro! Afinal, não é centroavante!

Maikon Leite se cansava de marcar e depois ficava sem perna para ir ao ataque. Valdivia, que fazia uma boa partida, quando tentava fazer a jogada, não encontrava um companheiro para passar a bola. Cansamos de vê-lo pedindo isso em campo. E ainda por cima, tomou amarelo, por ter reclamado de falta não marcada pelo juiz, enquanto ajudava na lateral… Felipão, que o elogia por estar marcando muito, se esquece que essa não é a sua função. Eu posso não entender nada de esquemas, mas tem coisa errada aí! Assunção é outro que não pode mais ficar correndo atrás de adversário.

Seria tão difícil colocar Márcio Araújo e Pierre, Assunção e Valdivia ali no meio? Mas nosso técnico nem relaciona o Guerreiro. Duro entender porque o técnico, QUE QUER O TIME GUERREIRO, não quer o jogador raçudo, que foi o melhor desarme do brasileiro por dois anos seguidos, e prefere Chico e João Vítor…

Eu sei que Felipão têm sido por demais importante nos bastidores palestrinos, que ele tem segurado uma bucha e tanto, de coisas que nem deveriam ser de sua alçada, e das quais ele cuida por amor ao Palmeiras. Sei que é uma pessoa bem intencionada, que trabalha sério, que fez Márcio Araújo jogar um bolão, que já montou times campeões com alguns cabeças de bagre, com alguns jogadores inventados, mas querer fazer igualzinho, em todas as oportunidades, é esperar demais da sorte.  Algumas decisões, mantidas por teimosia, têm nos custado alguns pontos importantes.

Não quero que ele saia do Palmeiras, nada disso, mas espero e quero que ele faça o melhor para o time, para o rendimento do futebol que apresentamos dentro das 4 linhas. Não adianta ele entrar em rota de colisão com o torcedor, que agora chama de “Limão”. Sei que muitos exageram nas críticas, mas a torcida está no seu direito de reclamar. Ela paga para assistir aos jogos, ela toma chuva, passa frio, engole sapos de montão… e ama esse time com loucura. A última boa partida nossa, com o time mordendo o adversário, foi diante do Santos, e até metade do segundo tempo. De lá prá cá, mesmo com as vitórias, a bola sofreu um bocado. É muito pouco para o Palmeiras! Queremos ver bom futebol, cáspita! Que mal há nisso?

Diante do Grêmio, do Mago para trás o time estava certo, mas achei que Cicinho e Gerley não precisariam ter ficado tão presos na marcação. Marcos fez apenas duas boas defesas. Mas lá na frente, apesar do nosso maior domínio de bola,  à exceção de um chute de Cicinho, que recebeu um belo passe do Mago e de uma falta cobrada por Assunção, o ataque não funcionava. Kleber, não conseguia se desvencilhar da marcação cerrada que sofria; Patrik “olhava os refletores”; Maikon Leite, ainda desentrosado com o Mago, não conseguia reeditar o bom futebol das primeiras partidas. O menino é bom, veloz, tem vontade, mas a torcida já coloca aspas quando o chama de craque, assim como faz com o Mago, que, diferente daqui,  no Chile joga solto pelo meio.

E eu ficava pensando no Gilson, que deu um duro danado, venceu tantas barreiras para estar ali “vendo” aquela falta de alegria da torcida e também dos jogadores em campo, e que podia apenas ouvir os “ahs”, “uhs” a cada passe errado, a cada finalização defeituosa…

Quando o juiz apitou o final da primeira etapa, estávamos confiantes na vitória. Apesar dos erros, o jogo estava mais pro Palmeiras. E foi com esse coração tranquilo, que vimos uma das cenas mais lindas que o futebol já nos proporcionou… Marcos, atravessando o campo vazio para se dirigir aos vestiários… O estádio inteiro aplaudia o goleiro pentacampeão do mundo, o nosso São Marcos de Palestra Itália; uma parte, cantava “Parabéns a Você”, outra, gritava seu nome. Os aplausos não cessavam… Lindo! De arrepiar! Eu ficava pensando em como alguém tão desprovido de vaidade, tão simples, tão de verdade, pode ter se tornado esse mito? A pergunta é a resposta. São essas qualidades, além do talento indiscutível,  que lhe dão tamanha grandeza.

Comecinho da segunda etapa e Valdivia quase marcou. O goleiro se enrolou com a bola que ele tocou no cantinho. O Grêmio batia, o juiz dava mole, o Palmeiras batia e levava cartão. Eu tinha a impressão que o gol não demoraria a sair… O Mago, caçado, participava de quase todas as boas jogadas do Verdão, entortava meio mundo, mas lá na frente faltava alguém, faltavam boas finalizações. Sobravam então, as bolas paradas de Assunção. Mas “sempre não é todo dia”, né? Elas funcionam ocasionalmente. E, como elas não funcionavam, o time vivia de chutões…

Felipão tirou M.Leite (achei que Patrik era quem deveria ter saído) e colocou Dinei. A coisa até melhorou. E ele teve a chance mais perigosa. Com uma referência na área o Palmeiras pressionava mais mas, querendo marcar de qualquer jeito, pecava nas finalizações.

E, se não pudemos gritar gol, Marcos nos ajudou a comemorar algo. Fez uma baita defesa quando Leandro tentou encobri-lo (imagina!) e o Canindé delirou. O Santo cresceu prá cima dele e interceptou a bola que subia. Foi um delírio! Felipão ainda trocou Patrik por Vinícius, mas o jogo terminou mesmo num brochante 0 x 0.

Próximo jogo é pela Sulamericana, diante do Vasco, no RJ!

CHEGA DE DAR MOLE, VERDÃO! TEM QUE TER BOLA NA REDE!

 

Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.”
( Shakespeare )

Algumas pessoas, mais do que outras, nos ensinam a sonhar; dentre essas, uma ou outra transforma nossos sonhos em realidade…

Obrigada Marcos…

Você nem imagina quantas vezes me fez sonhar… Sonhei, de olhos abertos, e fechados também, o sonho de milhões de palestrinos. Sonhei que conquistaria a América; sonhei que um coração palestrino pulsaria em gramados estrangeiros, vestindo a camisa da seleção brasileira; sonhei que esse coração palestrino voltaria pra casa campeão; sonhei que torcedores de todos os times se curvariam diante do talento e da grandeza do Palmeiras; sonhei que nossos rivais sucumbiriam diante das nossas cores… Sonhei que, mesmo numa época de escassez de títulos, te veria dar a volta olímpica no Palestra Itália, outra vez…

Foi impossível não sonhar com defesas fantásticas e momentos de puro êxtase; com aquele nó na garganta, tão delicioso; sonhei que lágrimas escorriam quentes por minha face, enquanto as minhas mãos tremiam, geladas; sonhei, tanto, com aquele grito que explode na garganta e alivia o coração, depois de momentos de extrema aflição…

Eu sonhei muito com aquela defesa de pênalti em 2000…

Eu sonhei com um guerreiro, que amasse o Palmeiras como eu amo…

Você realizou todos os meus sonhos…

Mas eu juro que não tinha sonhado que você ficaria aqui para jogar a segunda divisão. Ainda que me doesse, achava justo que você aproveitasse o seu momento…

E naquele jogo em que perdíamos para o Grêmio, com o nosso coração morrendo de vergonha e tristeza pela apatia do time, e por mais um campeonato que ia pelo ralo, eu não sonhei que você se dirigiria, com passos firme até a área, para tentar, você goleiro, fazer o que os outros jogadores não faziam. Foi a nossa única alegria naquela noite. Você nem imagina o orgulho que o nosso coração amargurado sentiu…

Eu não sonhei que você abandonaria as declarações engessadas comum aos demais jogadores e, tantas vezes, e por amor, cobrasse os seus companheiros para que defendessem as nossas cores com mais profissionalismo e respeito… Não sonhei com um jogador que tivesse a humildade de admitir os próprios erros… Não sonhei com aquela “conversa” com os seus companheiros minutos antes de subirem ao gramado para a final com a Ponte Preta…

Não sonhei com um pentacampeão, voltando pra casa, vestindo o manto sagrado…

Não, eu não sonhei que você se lesionaria tanto, que se quebrasse todo (como você mesmo já disse) e ainda assim, e a despeito de todas as dores, tratamentos, remédios e cirurgias, continuasse embaixo das nossas traves, honrando aquela camisa como nenhum outro…

Eu que sempre aprendi que ídolos existem para serem amados e respeitados, não sonhei com um ídolo que nos amasse e respeitasse também…

Não sonhei com as lições de grandeza que você nos deu… Não sonhei com aquele momento histórico que você se recusou a viver, ao não cobrar um pênalti, apenas para respeitar o companheiro que estava começando a carreira…

Não imaginei que haveriam os “milagres”…

Não sonhei com o privilégio de acompanhar a carreira do maior jogador da Sociedade Esportiva Palmeiras… o melhor goleiro do Brasil…

Não sonhei com a imagem, hoje impressa em nossa alma, do anjo embaixo das traves,  braços abertos em direção ao céus…

Nem me atrevi a sonhar com um Santo no gol… Nunca sequer imaginei que o “sol” que nasceria em Oriente, brilharia dentro do meu peito pro resto da vida…

Eu não sonhei nada disso, Marcos, mas você foi além, e realizou tudo que eu não ousei sonhar…

Hoje, você comemora seu 38º aniversário. Nem nos demos conta de que o tempo passava tão rápido… Mas agora, eu quero que você saiba que eu tenho ainda mais um sonho, guardadinho no fundo do meu coração, compartilhado com 20 milhões de palestrinos e sabe-se lá com quantos não palestrinos também. Eu sonho em fazer o tempo se esticar devagar, muito devagar, para que os minutos se transformem em horas; as horas em dias, os dias em meses, os meses em anos… Sonho em parar o tempo, se preciso for, para você continuar jogando. E, quando esse tempo, para nossa infinita tristeza, inexoravelmente se cumprir, que você leve a camisa 12 com você, para que nenhum outro jamais a vista.

VIDA LONGA, SÃO MARCOS DE PALESTRA ITÁLIA!  FELIZES ANIVERSÁRIOS POR TODA A SUA VIDA!!! Que todos os seus dias e noites sejam de sonho!

AMAMOS VOCÊ! Receba a nossa gratidão e o nosso carinho…






1999… Qual o palestrino que não sente um calor no coração quando apenas lê esses 4 números juntinhos?? Qual palestrino se esquece da máquina que Felipão tinha montado para conquistar a América?

Virada de milênio… Nenhum de nós jamais viveria uma outra passagem de ano como essa.  E a Sociedade Esportiva Palmeiras ganhava mais um título, único, que nenhum outro clube poderia possuir: “Campeão do Século”! O melhor time brasileiro em 100 anos.

O novo milênio acenava risonho para o Palmeiras vencedor. Além dos campeonatos dentro de seu país, disputaria a Libertadores, outra vez, e o Mundial Clubes da Fifa. Tudo bem que depois a gente viu que esse “mundial” acabou sendo uma maracutaia só, onde até gol inexistente, e validado pela arbitragem, acabou servindo para a classificar clubes à final.

Mas, na época, ninguém sabia o que seria essa disputa. Sabia-se apenas que seria o primeiro Mundial de Clubes da Fifa, em moldes diferentes dos campeonatos anteriores. E o Palmeiras, tão vencedor, sendo o legítimo representante da América, com o prestígio internacional que sempre possuiu, graças às suas inúmeras conquistas fora do país, tinha tudo para brilhar nas duas competições.

Mas… nosso presidente era Mustafá Contursi… O cara que sempre preferiu piscinas ao futebol, que diz que o clube social é mais importante que o futebol do Palmeiras;  o cara do bom e barato, que iria desmontar o time vencedor de 1999; o cara que deixava o Depto. de Futebol abandonado, sem recursos; o cara que (veríamos mais tarde), estaria no supermercado comprando picanha, enquanto o Palmeiras e a Nação Palestrina viveriam o seu momento mais difícil, mais doloroso; o cara que mandou o Palmeiras à segunda divisão…

E não é que ele nos “presenteou” com uma derrota nos bastidores? E poucos de nós ficaram sabendo disso. Cansamos de culpar apenas a FIFA, mas MUSTAFÁ CEDEU AO VASCO A VAGA QUE, POR DIREITO LEGÍTIMO, DE CAMPEÃO DA AMÉRICA, CABIA AO PALMEIRAS! E consequentemente abriu o caminho para que o Corinthians fosse o convidado paulista, em troca da promessa de que participaria no ano seguinte de uma nova edição do Mundial, que teria lugar na Espanha, mas que nunca aconteceu. E o fato de o Palmeiras, posteriormente, ter sido novamente logrado com a promessa de um outro mundial em 2003, que também não aconteceu, teve relação direta com a falência da ISL, empresa parceira da FIFA, que hoje é citada em meios aos escândalos em que a entidade está metida.

No Blog onde eu encontrei as imagens que uso aqui http://miud.in/SrL , o editor diz que Mustafá e sua diretoria foram ingênuos. Pode até ser… Mas, cá entre nós, algum palestrino, pois só palestrinos conhecem bem o naipe de Mustafá, acredita que ele possa ter sido ingênuo alguma vez na vida? Que foi por ingenuidade que cedeu a vaga do Palmeiras ao Vasco e abriu o caminho para que um outro clube paulista fosse convidado? EU NÃO ACREDITO!

Não se abre mão de um direito adquirido, a troco de nada… Jogadores, técnico e torcida foram logrados pela FIFA, com as bençãos de Mustafá Contursi…

E o Palmeiras, depois de ser ‘embrulhado’ pela entidade máxima do futebol mundial, até pensou em mover uma ação contra a Fifa, por perdas e danos, uma vez que ela não cumpriu o acordo, mas se calou e desistiu  quando recebeu uma indenização de US$ 750 mil… A vaga do Palmeiras no campeonato acabou sendo negociada e, porque não dizer, comprada (Mustafá a vendeu quando aceitou o acordo) por 750 mil dólares. O “cala boca” de mais uma mutreta da FIFA, saiu baratinho, baratinho, para um prejuízo de, no mínimo, US$ 10 milhões que o Palmeiras teve. A impressão que  a gente fica é que muito mais água passou por debaixo dessa ponte…


Jornal da Tarde – 15/06/1999

Mundial de Clubes: Vasco é o indicado COSME RÍMOLI, LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI

A Confederação Sul-Americana surpreendeu ao anunciar, ontem, que o Vasco representantará o continente no Mundial de Clubes , que será disputado no Brasil de 5 a 15 de janeiro de 2000. Francisco Benitez, secretário-executivo da Conmebol, comunicou à Fifa que o clube carioca foi escolhido por ter sido campeão da Libertadores da América em 1998.

A expectativa era pela participação do campeão sul-americano de 99, título que será decidido entre Palmeiras e Deportivo Cali, amanhã, no Parque Antártica. Com a opção pelo Vasco , a Conmebol resolveu um problema da CBF, que havia escolhido São Paulo e Rio como as duas sedes do torneio. “Até eu fiquei surpreso com a indicação do Vasco , não tive participação nenhuma na escolha. A Sul-Americana seguiu critério da Fifa , que havia indicado o Real Madrid como campeão da Copa Toyota de 98”, comentou Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

Com um time carioca garantido no Mundial , não será surpresa se Teixeira optar por um clube paulista como representante do Brasil, que tem direito a uma vaga por ser o país-sede do evento. “Tenho até outubro para definir o clube que representará o Brasil. Quero analisar com calma. Não haverá um torneio específico para isso. Antecipo que não será o campeão brasileiro ou o campeão da Copa do Brasil. O critério é da CBF.” Teixeira tem um bom argumento para escolher um time paulista: um jogo extra entre Corinthians, campeão brasileiro de 98, e Palmeiras , campeão da Copa do Brasil de 98. A chance de a vaga ficar com um time paulista é muito grande. Não por acaso, o presidente da CBF conseguiu, ontem, o apoio do governador Mário Covas para a realização do torneio. Teixeira teve uma audiência com Covas, às 10h, quando expôs o projeto da CBF e as exigências da Fifa para o Brasil organizar o torneio.

“O governador ficou entusiasmado com o torneio, principalmente quando soube que mais de 2 bilhões de pessoas acompanharão os jogos pela televisão. Será uma propaganda de São Paulo para o mundo. Do governo paulista nós só precisaremos de segurança para as equipes.”

Com o respaldo de Covas, Teixeira cumpriu com uma das exigências da Fifa , que só autoriza um país a organizar o Mundial desde que tenha apoio oficial das autoridades locais. Anthony Garotinho, governador do Rio, havia garantido que o Estado daria total respaldo à CBF. Garotinho também anunciou um investimento de US$ 60 milhões para reformar o Maracanã. A Fifa prometeu vistoriar o estádio carioca e o Morumbi a partir de quinta-feira. Cosme Rímoli e Luiz Antônio Prósperi A escolha veio da Confederação Sul-Americana, que se decidiu pelo clube carioca por causa do título da Libertadores/98.O outro indicado do Brasil será privilégio da CBF

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O Estado de S.Paulo – 26/05/2001  – Fifa promete indenizar o clube

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Jornal da Tarde – 25/05/2001

Revoltado com o acordo COSME RÍMOLI

Scolari havia avisado para não aceitarem acordo que dava a vaga para o Mundial de 2000 ao Vasco. ‘Eu me sinto roubado’

“ Não se abre mão de um direito adquirido em nome de nada (desistência do Palmeiras do Mundial em favor do Vasco) ” (Luiz Felipe Scolari)

… Ele tentou de todas as maneiras evitar que aceitassem adiar a participação do Mundial de 2000 e deixar a vaga para o Vasco. “Era um assunto interno, na época. Eles me disseram que o Palmeiras iria abrir mão porque teria assegurado a participação no Mundial de 2001. O Vasco ficaria com a nossa vaga porque interessava para a realização do campeonato ter um time do Rio de Janeiro. A desculpa que convenceu os dirigentes foi que se ganhássemos o Mundial do Japão em dezembro de 1999 só teríamos um mês para desfrutá-lo, já que o Mundial do Rio seria em janeiro de 2000. E além do mais a Fifa garantia que estaríamos no de 2001 na Europa. Fui contrário desde o início. Não se abre mão de um direito adquirido em nome de nada. Mas fui voto vencido. E sou homem que respeita a hierarquia. Quem manda no clube já havia aceito”, revela, irritado.

O tempo haver passado e provado que estava certo não acalma Luiz Felipe. Pelo contrário. “Tenho uma ligação de coração com o Palmeiras . Carrego a carteirinha do clube para onde vou. Fico muito mais do que triste com tudo que deixaram de ganhar no Parque Antártica com o cancelamento do Mundial .” Revolta Quando pensa na luta que foi para vencer a Libertadores da América e que vários jogadores que participaram da campanha como Marcos, Alex e Arce ficaram no Palmeiras esperando pelo Mundial da Espanha, Felipe se revolta de vez: “Sei que estão se sentindo como eu. Estou me sentindo roubado. Em futebol não se confia em ninguém. Falaram para deixar o Vasco disputar o Mundial de 2000 que o Palmeiras estaria no de 2001. Eu avisei. E agora? Cadê a competição? Sinto raiva, bronca, vergonha. Por mim, pelos atletas e pelos torcedores. No futebol as oportunidades são únicas.” 

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O Estado de S.Paulo – 18/06/2001 – Palmeiras faz as contas e conclui: ‘Que prejuízo!’

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O Estado de S.Paulo – 07/07/2001 Palmeiras recebe US$ 750 mil da Fifa e desiste de entrar na Justiça

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As imagens e as declarações não negam. Clube e torcida perderam um bocado. O dirigente que, desde que deixou o poder palestrino, vive vociferando bobagens contra quem quer que esteja administrando o clube (como ele ousa?), tem mais esse desserviço prestado contra o Palmeiras em seu curriculum.

Que o nome de Mustafá Contursi sirva apenas para adjetivar administrações nefastas; sirva apenas para não esquecermos do dirigente negligente, sem capacidade de comandar um clube com a grandeza do Palmeiras; um dirigente que nomeou “trocentos” conselheiros vitalícios, à sua conveniência, e com os quais costumava se agarrar ao poder; o dirigente que por descaso e, sabe-se lá mais o quê, manchou a história do clube, conduzindo-o à segunda divisão;  e que, no caso deste torneio específico, não fez valer os direitos do clube; dirigente que deixou de cumprir o primeiro e único mandamento palestrino: AMAR E SERVIR AO PALMEIRAS ACIMA DE TODAS AS COISAS… No mais, que este seja um nome riscado da história de glórias da Sociedade Esportiva Palmeiras!

(Fonte: http://blogs.estadao.com.br/edmundo-leite )

 

 

 

 

 

Glórias e conquistas marcam a celebração

O Palmeiras vai homenagear Marcos, um dos principais atletas da sua história, pelos 15 anos da sua estréia no clube, completados neste ano – uma carreira de glórias e conquistas. Para celebrar a data, o Palmeiras fez um pedido especial à adidas, fornecedora de materiais esportivos do clube.

Foi criada, então, uma camisa na cor branca, com todos os detalhes em dourado, trazendo um escudo com a letra M do lado direito, além do escudo tradicional do Palmeiras, que permanece do lado esquerdo. O novo uniforme também conta com a tecnologia ClimaCool®.

A apresentação oficial acontecerá no próximo jogo do goleiro Marcos na cidade de São Paulo,  pelo Campeonato Brasileiro.

O novo uniforme de goleiro do Palmeiras estará à venda a partir do dia 08/08 nas lojas adidas, lojas oficiais do Palmeiras e lojas de varejo esportivo. A camisa custará R$ 249,90 (com número) e a infantil R$ 169,90 (com número).

Tecnologia
A tecnologia ClimaCool® considera como e onde o corpo produz mais calor e suor, e coloca tecidos específicos nessas áreas para melhorar a ventilação do corpo e permitir que o atleta permaneça com a temperatura ideal do seu corpo.

Assessoria de Imprensa S.E.PALMEIRAS

Sábado à noite, e a ‘balada’ era no Canindé… Só a CBF mesmo para marcar um jogo no sábado, às 21h00, quando não existe nenhum motivo, além do interesse da televisão, para que a partida não seja mais cedo.

Chuva fina, que molhava demais, e a torcida chegando… Nosso time bipolar, que alterna partidas muito boas, com outras em que parece que algum fio se solta e o time inteiro fica de bobeira,vinha a campo com algumas ausências importantes: Márcio Araújo e Kleber. Sem contar W.Paulista que, de última hora, disseram estar se transferindo para o Grêmio.

O Canindé, onde o Palmeiras vinha defender seu 100% de aproveitamento e a permanência no G-4, tinha um bom público. Fiquei na bancada de sempre, atrás do banco do Palmeiras. E ela estava infestada de corneteiros. Deus me livre!! Cada um cismava com um jogador. E deveriam ser “greemlins”. Porque, com a água da chuva, pareciam se multiplicar. Cada hora aparecia um diferente. Ao meu lado esquerdo, greemlin pai e greemlin filho, dois marmanjos descontrolados que não viam nenhum jogador em campo, à exceção de Valdivia. E ai dele se fosse desarmado alguma vez. Tinha um outro que gritava o tempo todo, incansavelmente: “Abre, Gerley!” e, nas vezes em que Gerley, em sua opinião, abria, ele mudava de ideia:”Não abre, Gerley!”. Pobre Gerley… e pobres de nós que éramos obrigados a ouvir xingamentos até para Márcio Araújo, que nem estava jogando.

15′ de jogo, nossos corações ainda estavam distraídos quando Dinei recebeu falta de Leonardo Silva. Assunção foi para a cobrança e fez um golaço! Nos portais alguns dizem que foi na sorte, na transmissão Muller diz que o goleiro é que falhou, por estar adiantado. UMA OVA! Seja de propósito ou intencional, foi um golaço! Semelhante ao que Ronaldinho Gaúcho fez na Inglaterra na Copa de 2002. Um cala boca àqueles poucos que vivem pedindo a saída de Assunção e que, em meio à torcida, comemoraram sem pudor algum, a beleza de gol e a vantagem do Palmeiras na partida.

Estávamos comemorando quando Luan voltou a bola para um companheiro, mas errou o passe. Os jogadores do Galo aproveitaram o vacilo de Luan e o da zaga, pega de surpresa, e Michel Bastos, girando à frente de Cicinho, empatou a partida. Que bobeada a nossa! Os “greemlins” foram à loucura!! E cada um deles xingava um jogador diferente… Luan porque errou o passe, Gerley porque não pegou o passe do Luan; Cicinho porque estava na frente do Michel Bastos, Valdivia porque olhou, Deola porque respirou… Só por Deus!

Eu me mantinha tranquila, apesar da vontade de desintegrar os greemlins pai e filho. As oportunidades iam surgindo. Numa delas, Valdivia recebeu de Luan e chutou de fora da área, o goleiro bateu roupa, mas não apareceu ninguém de verde… Maikon Leite se enroscou com o jogador do Atlético, ambos caíram, nosso garoto levantou e chutou pro gol. A bola entrou, mas o árbitro assinalou falta de Maikon Leite. Deola, por sua vez, parava as investidas do time mineiro. Numa cabeçada quase à queima-roupa, ele fez uma defesa perfeita! Digna de São Marcos, e da escola de goleiros que ele representa.

Já nem chovia mais quando o Mago “dançou” à frente de Richarlyson e quase guardou o dele. A bola desviou e, mesmo assim, passou pertinho. Os dribles e os passes de Valdivia começavam a aparecer… A magia já se deixava antever… Não tenho como ver o Mago em campo e deixar de lembrar que, em muito boa parte, foram por seus pés, que veio o único título que comemorei nos últimos 11 anos; não posso deixar de lembrar que vieram dele as comemorações mais felizes, mais divertidas, o meu peito inflado de orgulho; que foi por causa de seu empenho e talento que nossos rivais se curvaram, forçadamente, diante do Palmeiras. Algumas pessoas se esquecem; eu jamais me esquecerei…

No intervalo, Pierre, que é banco, passava em frente à torcida, e ela, com saudade, começou a gritar o seu nome. Tão bonito… Felipão fica bravo com as reclamações, mas deixar Pierre como terceira opção, perdendo até para Chico, não dá para entender.

Na segunda etapa, o Palmeiras continuava esbarrando nas finalizações. Luan, ora mandava a bola na Marginal, ora na Porky’s… Ele lutava, aparecia em quase todos os setores do campo, mas fazia cada coisa feia! Maikon Leite não repetia a atuação das suas duas primeiras partidas. Além disso, escorregava muitas vezes. Me parecia que estava precisando de “pneus de chuva”. Mas, aos 16′, Assunção (ele de novo) levantou na área, a zaga rebateu e sobrou para Luan fuzilar o goleiro do Galo. O Canindé explodiu! Que maravilha! Fiquei feliz por Luan poder se redimir com o gol. Não demorou nadinha e Felipão sacou Maikon Leite e colocou Patrik em campo, avançando Valdivia para jogar mais à frente com Dinei que, apesar não ter ido mal no jogo, parecia um clone de si mesmo. Meio robotizado, sem vibração e, às vezes, alheio ao ‘pega prá capar’ da partida.

O Galo tentava e levava perigo, o Verdão também. Valdivia chutou de fora da área e o goleiro espalmou. Aos 33′, em outra tentativa verde, a zaga tirou de chutão e a bola foi cair com Gerley que, de costas, num passe lindo, lançou Luan. Ele avançou, entrou na área e cruzou rasteiro, para trás, na direção do Mago que entrava pelo meio. Dois defensores impediram o domínio de Valdivia e a bola sobrou para Patrik, que chutou no cantinho e guardou! Que festa!

De novo, nem deu tempo de comemorar… No minuto seguinte, numa vacilada nossa, os mineiros diminuíram com um gol de cabeça de Wesley. Momentos depois, reclamando de falta cometida sobre Dinei, Felipão acabou sendo expulso pelo nosso “velho conhecido”, o assistente Roberto Braatz, que tá sempre prestando “serviço” contra o Palmeiras. O futebol ainda vai acabar morrendo com tanta viadagem…

A partir daí, as coisas ficaram tensas. Com o jogo terminando, o juiz acrescentou mais 4 minutos. Ficamos “comendo as unhas”, mas o Palmeiras defendeu, desarmou, atacou, foi na garra e na vontade de seus jogadores. Cicinho e Assunção, ambos com febre de 40 graus, Valdivia que ainda não está totalmente recuperado, a zaga, e todo o time (à exceção do apático Dinei), redobraram a garra e fizeram o Palmeiras sair do Canindé (cada vez mais ‘nosso’) com mais uma vitória, encostando um pouco mais nos líderes.

Eu saí duplamente feliz da “balada”! Pela bela vitória do meu Palmeiras e por ver o Mago, jogar os 90 minutos, como há muito eu não via. E feliz também, saiu aquele bigodudo teimoso, turrão, briguento, lindo, que a gente adora, e que assistiu aos minutos finais pela janelinha do vestiário…

PODE COMEMORAR, FELIPÃO! O NOSSO PALMEIRAS GANHOU!

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Durante a entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira (26), na Academia de Futebol, o técnico Luiz Felipe Scolari foi homenageado com o lançamento de um boneco personalizado com sua imagem. O produto começa a ser vendido neste sábado e estará disponível na loja oficial ‘Forza Verde’ do estádio Palestra Itália e também no site oficial do Palmeiras, pelo valor de R$ 349,90. 

A iniciativa partiu dos departamentos de marketing, comunicação e licenciamento do clube, e a ideia é explorar a imagem que os principais ídolos palmeirenses possuem junto aos torcedores. No ano passado, já haviam sido lançados os bonecos dos atletas Marcos, Kleber e Valdivia.

Kleber está vestido com uma roupa de Gladiador, apelido que ele ganhou em sua primeira passagem pelo Verdão, em 2008. Valdivia também está caracterizado pelo seu apelido, com uma roupa de Mago. Já o goleiro Marcos aparece de joelhos com os dedos apontados para cima, cena peculiar após as defesas em cobranças de pênalti do Santo. Já Felipão aparece com o agasalho do clube e com o dedo apontado como se estivesse orientando algum jogador junto ao gramado.

Defesa recebe elogios – Na entrevista que durou aproximadamente 30 minutos, Felipão fez questão de elogiar as boas atuações de seus defensores durante toda a temporada.

“Isso é mérito do nosso trabalho, mas também deles, que se dedicam e se doam ao máximo nos treinos e nos jogos. Estamos muito bem servidos para essa posição”, comentou o treinador, que destacou o ótimo retorno de Maurício Ramos ao time titular após a saída de Danilo.

“Ele está jogando muito bem, pois nunca desistiu e sempre manteve o interesse em voltar a jogar, e bem. O Maurício sempre foi um grande jogador, se encaixou muito bem ao lado do Heleno e é bom saber que ele está motivado”, analisou o comandante palmeirense, não descartando utilizar a equipe no sistema com três zagueiros quando Henrique estiver em condições. O novo reforço deverá ser relacionado pela primeira vez na próxima semana.

“O Henrique não joga há dois meses e vem treinando forte. Nessa semana, ele sentiu um pouco de dores musculares, normal para quem não treinava com tanta intensidade. Pode ser que tenha uma pequena possibilidade de viajar para Curitiba (para o jogo de quarta-feira, contra o Coritiba). Mas, se não der, vai para a partida do final de semana (sábado, contra o Grêmio, no Pacaembu).”

Os números defensivos do Palmeiras estão entre os melhores do Brasil em 2011, com apenas 28 gols em 41 jogos, média de 0,68 gol por jogo. O time tem a 2a. defesa menos vazada do Brasileiro, com 7 gols. E em 22 partidas -metade dos jogos na temporada, o time saiu de campo sem sofrer gols.

Pierre – Felipão também foi perguntado sobre os motivos de não estar utilizando o volante Pierre, um dos ídolos da torcida palmeirense, e afirmou que só não o coloca em campo em razão de suas características, mas que conta com ele para a sequência da temporada.

“Eu gosto do Pierre e conto com ele. Mas as características dele são diferentes dos outros volantes. O Márcio e o Assunção estão jogando juntos há tempos e possuem um estilo diferente. O João Vitor sai mais para o jogo, enquanto a opção pelo Chico é por ele ser mais alto, de ter a opção de segurar um jogo na bola aérea ou até ter uma opção nas jogadas ofensivas. É só isso, não tenho nada contra o Pierre, pelo contrário.”

Agência Palmeiras
Fábio Finelli

Nosso Santo vai parar de jogar… Eu sei que você, assim como eu, não pode nem pensar sobre isso, sem que faça aquele bolo na garganta, sem que dê aquela dor, de verdade, no coração, e sem conseguir segurar as lágrimas…

Difícil…

E já que teremos que passar por isso, já que teremos que sofrer a ausência do nosso ídolo, que seja com comemorações dignas da grandeza de Marcos.

Palmeiras e Adidas vão lançar uma camisa comemorativa à despedida do Santo. Uma camisa para guardamos com as lembranças de tudo o que ele nos deu em alegrias, em respeito, profissionalismo e, sobretudo, em amor. Uma camisa que vamos vestir com o peito inflado de orgulho, de gratidão…

Alguns detalhes da camisa já estão vazando por aí. A camisa de Marcos será em branco e dourado, do jeitinho que merecem os santos. Do jeitinho que merece o nosso amigo que vale ouro! E, no peito, do lado direito, ela trará um “M” dourado… Linda demais!

Encontrei as imagens no PalmeirasOnline e não poderia deixar de trazê-las para os leitores do blog. Vejam se não tenho razão, quando digo que ela será maravilhosa…

 

 




 

 

“O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”  (Shakespeare)

O clima era quase o de uma guerra. Palmeiras e Flamengo, graças às atitudes pouco éticas de Patrícia Amorim, nunca estiveram tão rivais. O time rubro negro, que jurou ter contratado Felipão 99,9%, enquanto esse assinava com o Palmeiras; que ia contratar Valdivia (que nunca quis ir prá lá); que levou Ronaldinho Gaúcho (graças a Deus) quando o Palmeiras estava perto de trazê-lo, agora tinha tentado contratar Kleber. E causou um baita rebuliço no clube e nas estruturas de amor que mantinham a relação Kleber x Torcida. Por esse motivo as duas últimas semanas tinham sido de decepção para muitos e de apreensão para todos.

E a grande incógnita era se Kleber entraria em campo. Ele estava concentrado e relacionado, mas no dia anterior à partida, o Flamengo acenara com mais uma proposta. Não sei se é verdade, mas dizem que Tirone foi até o CT levá-la ao jogador. Caso isso tenha mesmo ocorrido, vou continuar acreditando que a nossa diretoria está louca para vender os caros jogadores do elenco. E, cá entre nós, no dia de hoje em que os “arautos da ética e far play” vomitam sandices na imprensa, é lícito que um clube faça uma proposta para um jogador de um outro clube, que será o seu próximo adversário,  e às vésperas da partida?

O Pacaembu estava praticamente lotado! 35 mil torcedores compareceram à “guerra”. O Flamengo estava recheado de desafetos palestrinos (R.Gaúcho, David ex gambá, David zagueiro, T. Neves, Luxa, Felipe, Mortícia Amorim) A Que Canta e Vibra fazia a festa, quando a escalação do Palmeiras começou a ser dada pelo auto-falante. Tinha chegado a hora de sabermos qual teria sido a escolha de Kleber… Todo mundo parou para prestar atenção. Enquanto uns tinham certeza de que ele estaria ali, outros duvidavam. Os nomes eram ditos uma a um… Marcos… Maikon Leite e… KLEBER! Ainda que uma boa parte da torcida esteja desapontada com ele, o Pacaembu comemorou muito! Kleber, finalmente, fizera a sua escolha!

O Palmeiras começou o jogo com bastante atitude. Ronaldinho Gaúcho (que graças a Deus preferiu o Flamengo) não teve vida fácil na partida. Cicinho, o melhor lateral direito do campeonato brasileiro, infernizou o ex-melhor do mundo que estava muito mais preocupado em fazer firulas do que jogar. O rubro-negro carioca muito pouco fazia em campo e vivia apenas de contra ataques. Mas, embora o Palmeiras dominasse a partida e chegasse algumas vezes ao gol do time carioca, não conseguia oportunidades reais de gol, exceção feita à uma bela jogada de Maikon Leite que Luan, quase embaixo de trave, deixou escapar; à uma cobrança de falta de Thiago Heleno que raspou a trave e tocou a rede pelo lado de fora; e ao pênalti sofrido por Kleber, que Leandro Pedro Vuaden, o árbitro, deixou de marcar. Jogo difícil, um clássico do futebol brasileiro, o time com dificuldades para criar, aí o juiz deixa de apontar uma penalidade…

E ele também deixou de dar cartão amarelo para Ronaldinho quando, com a jogada já paralisada, ele esqueceu o fair play e tentou encobrir o pentacampeão Marcos. Mas o Santo, claro, fez uma baita defesa, como a dizer: AQUI NÃO, MEU FILHO! E tivesse tomado esse amarelo, teria sido expulso depois, quando tomou, o que deveria ter sido, seu segundo cartão amarelo.

Eu achei que o Palmeiras respeitou o Flamengo muito mais do que ele mereceu. Pelo futebol apresentado pelo time de Luxemburgo, não era necessário que o Palmeiras rifasse tanto a bola. Tinha que colocar no chão e trabalhar a jogada. O Verdão tinha força, determinação, vontade, estava atento na marcação, nossos jogadores, brilhantemente, desarmavam quase todas as jogadas do Flamengo, mas faltava um cérebro. Faltava alguém para pensar o jogo e armar a equipe. Com Patrik não criávamos nada. E o “cérebro”, aflito, atento, acompanhava o jogo feio, de muita marcação. Eu não vi, me contaram, que o nosso Mago assistia à partida da cabine.

Na segunda etapa, o jogo ficou chato, monótono. O Palmeiras perdeu um pouco da posse de bola e o Flamengo até tentou vir prá cima. Ainda bem que Ronaldinho tentava as suas firulas sem sucesso, e também era desarmado com muita facilidade, na maioria das vezes. Do outro lado, A “Daiane dos Santos Gigante” que o Flamengo tem no gol, se pudesse faria um duplo twist carpado até em bola atrasada por seus companheiros. Patético…

Felipão tentou mudar o time. Tirou Patrik, que nada fez, para colocar Tinga que nada faz. E embora Kleber, que foi o Gladiador que esperávamos (marcou, correu, trombou, buscou…), e Maikon Leite parecessem entrosados, Felipão, resolveu tirar o garoto, o melhor atacante em campo e colocar Dinei. Juro que não entendi. Tirasse então o Luan! Já não tinha entendido ele ter levado o Chico e deixado o Pierre e saí do jogo sem entender porque ele não levara W.Paulista.

O jogo, que se arrastava monótono, à exceção das arquibancadas que não paravam de cantar, estava quase para terminar quando, num momento em que a bola estava parada entre um jogador do Palmeiras e outro do Flamengo, porque um atleta carioca estava no chão (por que não colocaram a bola prá fora?) Kleber, saiu com a bola dominada, correu em direção ao gol e chutou. A bola não entrou, mas os jogadores do Flamengo partiram prá cima de Kleber e tivemos momentos de confusão. Os ânimos foram acalmados, parte da torcida gritou o nome de Kleber e o jogo terminou do jeito que começou… num brochante 0 x 0. Confesso que esperava mais dessa partida.

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Mas após o apito final e, durante todo o dia de hoje, não se falou em outra coisa: FAIR PLAY. No fair-play que teria faltado a Kleber, e que a maioria dos flamenguistas e dos “pais” da ética e da boa conduta já nomearam falta de caráter. No Brasil todo mundo acha que fair play é só um time colocar a bola prá fora, de novo, quando o seu adversário já o fez anteriormente, para que um jogador machucado seja atendido. E a ideia de bom caráter anda um tanto quanto equivocada.

Vejamos:

O Código de Ética Esportiva, elaborado pelo Conselho da Europa (1996), ressalta que o fair play está além de um simples comportamento: O fair play significa muito mais do que o simples respeito às regras; cobre as noções de amizade, de respeito pelo outro, e de espírito esportivo, representa um modo de pensar, e não simplesmente um comportamento. O conceito abrange a problemática da luta contra batota, a arte de usar a astúcia dentro do respeito às regras, o doping, a violência (tanto física quanto verbal), a desigualdade de oportunidades, a comercialização excessiva e a corrupção.

Partindo daí, quem é que pode atirar a primeira pedra? Como é que um time que tem o “exemplo de ética” Luxemburgo, no comando, vem falar de ética e caráter? Como é que o clube que envia proposta para jogador de outro clube, na véspera de enfrentá-lo, tem coragem de falar em ética? Luxemburgo, Patrícia Amorim, alguns jogadores do Flamengo, e outros tantos aí, falando em ética, fair play e falta de caráter, é o mesmo que um Idi Amin Dada cobrar democracia de um Hugo Chavez. É o mesmo que o goleiro Bruno, ou o Netinho de Paula querer defender os direitos da Mulher. Podem  falar que a atitude de Kleber não foi bacana, mas é só!

Ronaldinho ter tentado encobrir Marcos e marcar um gol, quando a jogada já tinha sido parada, foi de um fair play admirável, não é mesmo? Ele quis, ou não levar vantagem de maneira idêntica à de Kleber? Felipe sair em qualquer defesa, mesmo as mais fáceis, com a perna levantada pronto a atingir o adversário, é coisa de gente de caráter, é uma atitude totalmente baseada em fair play? Kleber sofrer pênalti (pasmem! Até a Globo concordou!), o juiz não marcar, e o jogador do Flamengo pedir amarelo prá ele é fair play? Poderia escrever um livro aqui…

Mas, o supra sumo de tudo isso, é a cena em que os jogadores do Flamengo partem prá cima de Kleber… FAIR PLAY PARA INGLÊS NENHUM BOTAR DEFEITO!!

Enquanto isso, a hipocrisia, livre leve e solta, dá risada…

O Corinthians perdeu (mais uma vez) uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo, para o Palmeiras, e deve pagar R$ 34.367.870,93 – valores corrigidos) pela aquisição do ex-lateral direito Rogério.

Rogério teria assinado com o Corinthians, por orientação da advogada Gislaine Nunes, sem pagar o valor de seu passe, que era de R$ 8 milhões.

O TJ entendeu que o contrato do atleta vigorava ainda pela antiga lei do passe.

O que aconteceu, na verdade, é que o Corinthians tentou, com a ajuda do atleta e da advogada Gislaine Nunes (aquela que tentou vender São Marcos para os gambás, lembram?) , pressionar o Palmeiras a liberar o jogador, valendo-se da Justiça do Trabalho, que permitiu a inscrição do jogador no clube rival, levando em consideração o preceito de que ninguém pode ser impedido de trabalhar.

Mas os advogados do Corinthians não perceberam que o contrato de Rogério era submetido, ainda, à antiga lei do passe, que escravizava o jogador, e protegia o clube. Ele não poderia ter se utilizado desse expediente para forçar a sua transferência para o time da Marginal.

Então, os advogados do Palmeiras entraram com recurso fora do âmbito trabalhista. Manobra muito inteligente, diga-se de passagem. Afinal, o jogador era do Palmeiras, forçou a saída, aliciado pelo rival e com a ajuda da advogada, sem que o Palmeiras recebesse nada por isso.

O processo, por “danos morais e materiais”, foi acatado por unanimidade (três a zero), e teve como relator o juiz Natan Zelinschi de Arruda.

A votação teve a participação de Enio Santarelli Guliani, presidente da câmara, e de Fernando Antonio da Cunha e Carlos Antonio Teixeira Leite Filho.

Os advogados do Corinthians foram o Dr. Diogenes Mello Pimenta e Sergio Dante Grassini.

Dr. Heraldo Panhoca defendeu o atleta Rogério.

Pelo Palmeiras, advogaram os Drs. Daniel Grandesso dos Santos, Cid Flaquer Sacartezzini e Luis Carlos Moro.

O Corinthians recorreu, mais de uma vez e, de R$ 8,6 milhões, a dívida passou para exatos R$ 34.367.870,93.

Uma parte cabe ao clube formador do atleta, o União São João de Araras, outra ao Palmeiras e também servirá para pagar os honorários dos advogados. Ao Palmeiras caberá uma quantia  entre 16  e 20 milhões de reais.

No dia de hoje, foi publicada a sentença que dá ao Corinthians 15 dias para pagar a dívida.

Leia o documento oficial: http://miud.in/Qrn

E já que, pelo visto, a ‘lavanderia’ nunca saiu do SCCP – Small Club Corinthians Paulista ( achou estranho o nome? http://miud.in/QsX ), e eles tiram dinheiro, à vontade, não se sabe de onde; que sejam dignos, uma vez na vida, e honrem os seus compromissos.

Estamos esperando…