Desde a hora em que acordei eu já estava na pilha… Não que eu tivesse medo dos poodles (Atl-PR), mas, sempre que se decide algo, é impossível ficar imune àquela ansiedade, àquele friozinho na barriga, àquelas coisas todas que o torcedor conhece muito bem. E estava valendo vaga na semifinal da Copa do Brasil.

Jogo na Arena Barueri… o estádio até que é legalzinho, mas como pode o Palmeiras decidir vaga num estádio onde só cabem 18 mil torcedores, onde é complicado para o torcedor chegar e, ainda por cima, no horário das 19h30? Só a nossa diretoria mesmo para dar uma dessa.

O dia custou a passar… se arrastou, longa e ansiosamente…

Alguns amigos e eu, tínhamos comprado cadeiras numeradas no setor C1 S4 -(inferior) bem pertinho do campo. Não queríamos perder nenhum detalhe… A caminho do estádio íamos  acompanhando a escalação do time. Felipão escalara Betinho!! Se ele não tinha gostado nada da contratação, me parecia estranho que escalasse o cara num jogo decisivo. Por que então, não testou o sujeito na primeira partida do Brasileiro? Vai saber… Mas, quem sabe, Betinho não se sairia bem e marcaria o gol, ou os gols (a gente sonha mesmo) que selariam o Palmeiras nas semis?

O trânsito era caótico e já nos deixava em cima da hora. No mesmo horário em que milhares de carros estão levando seus donos de volta pra casa, outros milhares de carros estão tentando acompanhar o time de coração… são os palestrinos na estrada… e que aventura!

Quando saímos da Castelo e pegamos o acesso para Barueri, já tivemos certeza que não ouviríamos o Hino Nacional. Uma baderna! A rua, cheia de caminhões estacionados por todo o seu lado esquerdo, estava parada! O Palmeiras ia entrar em campo e o desespero começava a tomar conta dos torcedores, que iam deixando seus carros na rua mesmo, e saíam correndo… Homens, mulheres, crianças, gente de todas as idades, uma correria só! O apaixonado torcedor correndo atrás do seu amor.

E os carros andavam à velocidade de conta gotas… Se antes estávamos ansiosos pelo confronto, agora já estávamos nervosos com o Palmeiras em campo e a gente ali, andando “meio metro” a cada 5 minutos e sem poder fazer nada. Não havia mais vagas para estacionar na rua. Quando chegamos na avenida do estádio (o Verdão já estava jogando, claro), havia uma fila de carros estacionados à direita e, à esquerda, barracas de comida, o que fazia com que o espaço destinado à passagem dos veículos, se afunilasse bastante.  A falta de preparo do pessoal que cuidava do trânsito era total. As luzes do estádio, logo ali à nossa frente, e não podíamos estar lá dentro. O jeito era ouvir no rádio (Betinho estava sendo acionado algumas vezes, e nada!). Que desespero!! Será que alguém vai ressarcir o torcedor, que paga por um espetáculo e não tem o direito de assisti-lo na íntegra, mesmo tendo saído de casa ou do trabalho com tempo suficiente para chegar?

Alguém nos avisou que o estacionamento do estádio estava cheio mas tinham aberto um outro naquele momento. Conseguimos estacionar e saímos correndo! Agora, de língua de fora, era só entrar e sentar nos lugares que tínhamos comprado. Setor C1 – S-4 – Fila G, assentos 195, 196…

Mas foi aí que o caos, que começara no trânsito, tomou forma! Filas imensas para entrar e funcionários perdidos, desinformados, uma confusão só! A torcida gritava lá dentro e a gente lá fora, sem saber porquê…  Nossa entrada era outra e corremos pra lá (já tínhamos nos sentado no mesmo setor antes), mas A ENTRADA ESTAVA FECHADA PARA AQUELE JOGO, nos disse um funcionário que parecia ter acabado de descer de um disco voador, tão perdido estava. Para o jogo em que teriam mais público, eles fecharam uma das entradas!

Indignados e revoltados, ouvimos ele nos dizer também, que o nosso setor, C1, já estava cheio! Como assim, cheio? Os lugares não são marcados? Uma discussão desgraçada, pessoas exaltadas, muito descaso, algum deboche e bastante má vontade dos funcionários com os torcedores, um stress FDP para quem pagou para se divertir! Os policiais diziam que nada podiam fazer. Perguntamos pelo ouvidor e nos disseram para entrar e procurar um “tal Davi”. Pegamos (furamos) a fila absurda, passamos pelas catracas e revista, mas não nos deixaram nem mesmo entrar no setor para o qual compramos ingressos. Nos mandaram para o Setor C – Superior, que nem tinha sido disponibilizado quando as vendas começaram pelo Futebol Card.

E eu não conseguia entender como um local que vende um número “X” de ingressos, pode estar lotado, se pessoas que compraram cadeiras ali, ainda estão do lado de fora. Os quatro lugares que compramos (um outro amigo, tinha comprado mais dois) tinham que estar sobrando! Perguntei para duas funcionárias, como fazer para conseguir entrar e sentar no bendito C1. Uma delas me respondeu: “iiiiiiii, fia… não vai dar não”. Xinguei, reclamei e elas me disseram que não podiam fazer nada. Perguntei pelo “tal Davi” e me disseram que “não sabiam, não”, “não conheciam”…

Naquela baderna chamada Arena Barueri, era mais fácil encontrar o Rei David reencarnado, vestindo a camisa do Parmera, do que o “tal Davi” que nos mandaram procurar. Como a prioridade era ver o Palmeiras, saímos correndo pelos corredores, subimos as escadas e chegamos na boca do túnel de acesso. E ela estava entupida!

 

Que dificuldade para atravessarmos a parede de gente! Quando nós “achamos” uns lugares (Fila C-060 – SetorC) e olhamos pro campo, o juiz apitou o final do primeiro tempo. “Taqueo…”

E o Setor C1 – Inferior, onde nos vetaram a entrada, estava cheio de lugares vagos…

Essa é a visão lá de cima, do local lá embaixo, que nos disseram que estava lotado. Filhadaputice e falta de respeito no mais alto grau com o torcedor, não é mesmo? Com que direito nos fazem isso? QUERO MEU DINHEIRO DE VOLTA!

Graças a Deus veio o segundo tempo! Estava nervosa, envenenada por toda raiva que tinha sentido até ali, mas o Palmeiras me faz um bem danado… E, torcendo, cantando, vendo o meu bem amado Palmeiras, de camisa nova (linda), em campo, aquela revolta começou a se diluir… O f@*#da era ouvir três torcedores ao meu lado (que queriam o Patrik no lugar do Mago rsrs), cantando o hino: “Torcida que ninguém passa”… “quem sabe ser brasileiro…” Tava explicado porque preferiam o Patrik…

Em campo, já nos primeiros minutos tivemos três chances. Uma com Betinho que, dentro da área, não conseguiu dominar; outra, num chute forte de Assunção, e mais uma, com o Mago lançando a bola dentro da área, mas que Leandro Amaro cabeceou pra fora. Barcos fazia muita falta. Betinho não me agradava! Intimidade zero com a bola! Não entendia porque continuava no time e o Maikon Leite no banco. Vai ver, Felipão queria ver se ele sabia marcar…  Mas o Palmeiras estava melhor na partida.

Valdivia metia umas bolas boas e nada do pessoal aproveitar. Eu não tava gostando muito do juiz, não. Fazia que não via umas faltas a nosso favor, deixou de marcar até um pênalti em Juninho. Tudo bem que ele enfeitou, mas que foi puxado, foi!

Felipão tirou Betinho e colocou Luan. Passamos, então, a ter 11 jogadores. Logo depois, Mazinho (não gostei que fosse ele a sair) deu lugar a Maikon Leite! Aí sim!  O garoto é abusado e já deu outra dinâmica à partida. Com dois minutos em campo, Maikon Leite fez uma jogada linda pela direita, deu uma meia lua e achou o Mago de frente pro gol. Quando todo mundo pensou que Valdivia fosse estufar as redes, ele tocou para Luan, na esquerda, só completar. A Arena Barueri explodiu de alegria! FESTA DA QUE CANTA E VIBRA!

(Mago, me emocionei um bocado vendo você renunciar àquele gol para servir o seu companheiro… Chorei, vendo você nos “desenhar” a Família Palmeiras… Você tem vivido tempos tão difíceis, tem sido tão cobrado que, qualquer outro em seu lugar, teria escolhido fazer o gol. Grande, Mago! Você é o cara!)

Com 1 x 0 no placar a gente tava sossegado. Aí, eu vi Felipão chamar Patrik… Me lembrei do jogo contra o Goiás e deu um medão. Mas o segundo gol saiu antes mesmo dele entrar. Depois de um chute de Luan, que o goleiro espalmou, Maikon Leite cobrou escanteio, Valdivia deu uma casquinha pra perto da primeira trave e Henrique guardou de cabeça!! GOOOOOOOOOOL DO PALMEIRAS!! Gol do time que se classificava para a semifinal da Copa do Brasil DEPOIS DE 13 ANOS!!!

E aí, para desespero de Felipão, que tirou João Vítor (aleluia) para entrar Patrik (fazer o quê?), a galera começou a gritar “Olé”, “Olé”…… E o nosso técnico ficou bravo. Eu até entendo o ponto de vista dele, mas com a torcida o papo é outro. Deixa a gente ser feliz, Scolari! Temos tido tão raras oportunidades…

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O jogo acabou… Saímos, sorrindo, leves, felizes demais! O “bigode mágico” do Mago continuou invicto, a confiança, aninhada em nosso coração, repousava tranquila, as imagens em nossos sonhos começaram a SE TORNAR mais nítidas, palpáveis…   Só o “tal Davi”, o time do Atlético e o respeito ao torcedor é que devem ter ficado invisíveis, pois ninguém conseguiu achá-los na Arena Barueri…

E QUE VENHA O PRÓXIMO!! O VERDÃO ESTARÁ PRONTO PARA MAIS UMA BATALHA!

“Não acho cedo [a vaia]. Eles tinham de começar a ensaiar ontem [sexta] de manhã, para fazer um corinho mais legal. Eles pagam ingresso, se não pagam, aí é chato. Mas se pagam, xinguem, gritem, têm direito. Nós que temos de fazer o trabalho”  Felipão,  na coletiva, após o jogo diante da Portuguesa.

Teve sabor de derrota o empate com a Lusa. No estádio, os torcedores  estavam vendo que isso ia acontecer. O Palmeiras vencia por 1 x 0 (com uma jogada linda de Daniel Carvalho e Barcos, que Luan chutou e… acertou!), mas não jogava bem. No segundo tempo, pedia pelo gol de empate, deixando a Lusa chegar e, aos 41′, não deu outra. Ficamos muito frustrados. E com razão, né Felipão?

Acho que enquanto você insistir com esses ‘favoritos’, que você cisma que são bons jogadores, vai ser essa nhaca e essa reclamação toda. São dois anos repetindo as mesmas atitudes, o mesmo esquema e, como não poderia deixar de ser, obtendo os mesmos resultados. E você se acha no direito de ironizar a torcida, o maior patrimônio que o Palmeiras possui, você se incomoda com a decepção do torcedor, com o desapontamento que o palestrino sente ao ver seu time nivelado com times sem expressão alguma.

Por mais teimosa (e burra) que uma pessoa possa ser, ela perceberia que Patrik, por exemplo, não joga p@#*rra nenhuma e não merece estar no time, enquanto Mazinho e Maikon Leite não merecem estar no banco, e sim no campo. Felipe,   após a contusão de Daniel Carvalho, merecia uma chance; se ele não tem condição de entrar no jogo, por que foi relacionado?

Eu gostaria de entender as razões que o faz preferir determinados jogadores, uma vez que, futebol, eles não têm. Tudo bem que você não recebe os jogadores que pede, mas, ruim por ruim, troca, faz diferente, experimenta outras possibilidades, ousa e vê no que vai dar. Não tentar é que é imperdoável! Não há justificativas para se valorizar quem não joga nada e nem para que esses caras sejam titulares em  partidas em que se tenha outras opções. É óbvio que QUALQUER TORCIDA, DE QUALQUER TIME, ficará muito brava, vendo em campo, e por 90 minutos, um ‘Patrik’, por exemplo, totalmente sem função, fazendo nada.

Gostaria também, que você nos contasse porque não dá chance alguma para a Base, mas dá infinitas oportunidades à jogadores, de  pouco futebol, que vêm de outros clubes. O que te custa tentar a garotada? Só depois disso é que se pode dizer que não tem ninguém que presta na Base. O Palmeiras precisa, necessita revelar jogadores, para conquistar títulos e para ganhar dinheiro também, em futuras transações. Mas você parece não se importar com isso. Logo você que diz que é mais palmeirense do que muitos…

Sei que a nossa diretoria é pavorosa, que te atazanam, que o CT virou a casa da “mãe Joana”, e deve ser um pé no saco trabalhar com esses caras e nessas condições! Sei que nossos ‘dirigentes de lanchonete’, são totalmente incapazes de administrar o clube (quando é que você viu o presidente de algum dos nossos rivais se declarar torcedor de um outro time, vestir a camisa desse outro time e viajar para vê-lo jogar?); Sei que eles estão adorando ter você de “escudo”, uma vez que se escondem atrás das críticas (merecidas) que a torcida te faz e se livram de receberem a “parte que lhes cabe nesse latifúndio”; sei que esses dirigentes, células vitais da doença degenerativa que assola o Palmeiras, não conseguem nem mais ser elegantes e cordiais com os patrocinadores do clube, e só sabem fomentar intrigas, fofocas, como se fossem comadres; sei que todas essas coisas devem te deixar possesso e com vontade de esmurrar um; sei também que os dirigentes não têm comprometimento algum em formar um time vencedor, campeão, e contratam qualquer coisa, desde que seja barato ou “di grátis”… Agora, até mesmo quem bater na porta e pedir uma chance, ganha um contrato. Nem na várzea a gente vê uma coisa dessa! Mas Henrique, Wesley, Barcos, Juninho, Mazinho, Román, contratados pra o time, não são abacaxis, não são “Juquinhas”. Felipe, que estava no Mogi e voltou, também não é.  ENTÃO, POR QUE CAZZO, FELIPÃO, VOCÊ NÃO CONSEGUE FAZER ESSE TIME JOGAR E INSISTE EM COLOCAR EM CAMPO OS MENOS PROVIDOS EM INTELIGÊNCIA E TALENTO? POR QUE TEMOS QUE TER TROCENTOS VOLANTES NO TIME, ATÉ PARA JOGAR CONTRA UMA INOFENSIVA “MOSCA”, QUE NOSSO (SEU) MEDO TRANSFORMA NUMA AVE DE RAPINA? POR QUE NUNCA TEMOS UM PLANO “B”?

Você está tendo uma maneira até meio maníaca, ao meu ver, de trabalhar. Montou um time campeão em 98/99 e agora, em 2012, quer que as peças que tem à disposição sejam iguais às que tinha na ocasião. NÃO DÁ, FELIPÃO! É material humano, cada qual com suas peculiaridades e você não encontrará cópias daqueles jogadores. O tempo passou! Impossível que não tenha percebido isso ainda. Você é que tem que achar o esquema, um outro esquema, onde as peças de agora se encaixem, foi para isso, para  ajustar essas peças, para criar a estratégia que as farão funcionar, que você foi contratado.

Já não deu certo em oito campeonatos! Foram 18 empates no Brasileiro de 2011 e a corda no pescoço um tempão. E VOCÊ SE RECUSA A MUDAR! E fica bravo quando saímos em defesa do Palmeiras e reclamamos!  O Palmeiras é nosso, Felipão! É da Família de sangue esmeralda! Grande parte da nossa gente já não aguenta mais ver o Palmeiras achincalhado, levando sufoco de qualquer timinho. A outra parte, ainda se ilude e aceita ver o Palmeiras jogando como time pequeno, e continua defendendo você, porque, um dia, você ganhou um dos mais importantes campeonatos da história do clube (por teimosia perdeu um maior ainda) e eu te sou eternamente grata por isso. Mas lá se vão dois anos de vexames inimagináveis…

Não quero sentir raiva de jogador “A”, “B” ou “C”, eles fazem o que podem e se esforçam pra isso, só não os quero no meu time. Não quero sentir raiva de você, Felipão.  Só queria que você pensasse mais na equipe e menos na guerrinha que tem com “Fulano” ou “Beltrano”. Queria que pensasse mais em fazer o time ser perigoso e vencedor, do que no cara que você imagina que quer lhe puxar o tapete, ou que falou “isso”, que falou “aquilo”. A sua guerra é no campo, Felipão! E o elenco do Palmeiras é o seu exército! Se você não colocar os seus ‘canhões’, as suas ‘minas’ e tropas no lugar certo, se não usar a melhor munição que tiver, é claro que  não vai superar o inimigo.

Se empatamos ou perdemos, diante de um timinho qualquer, ouvimos depois você dizer que foi justo.  Eu me sinto ofendida quando o ouço dizer isso, PORQUE NÃO TINHA QUE SER JUSTO! É o mesmo que dizer, não temos competência e nem condições de fazer melhor diante de um time fraco e estamos conformados com isso. E como é que outros técnicos, com elencos menos gabaritados, conseguem melhores classificações do que a gente?  Deveria ser ao contrário,  afinal, o técnico “bicho papão” é você!

Tá na hora de se repensar tudo, de se rever antigos conceitos. Basta de invenções que vestem um santo e desvestem outro. Querer transformar o Henrique em volante até poderia ser bom, numa outra situação, mas desfalcar a nossa zaga do seu melhor zagueiro, não dá. Bastaria ter ficado com Pierre. Já basta um “Chelsea” na sua vida, né? Faça diferente desta vez e ouse!

TEMOS UMA CLASSIFICAÇÃO A CONQUISTAR NA QUARTA FEIRA, E ESTAREMOS TODOS LÁ, CANTANDO E APOIANDO O TIME, COMO SEMPRE.

Apesar de todas as broncas e desconfiança, nunca lhe negaremos apoio. Lhe daremos o que temos de melhor e vamos empurrar o time, de todas as maneiras possíveis. Queremos o título da Copa do Brasil, por que não? Gostemos ou não, estamos nisso até o pescoço!

Então, desça do pedestal e nos dê também o que você tem de melhor! Faça isso pelo Palmeiras! Ainda que você não tenha mais “Arces”, “Sampaios” , “Clébers”, “Juniors… escale quem render mais nas partidas, e já será de grande valia. Se você colocar os jogadores nas funções que desempenham melhor, aí estaremos no lucro. Se tratar os jogadores com igualdade e justiça, sem as costumeiras preferências, que não se justificam na bola, aí será quase perfeito.  Ser bonzinho e puxa saco não são as qualidades que um técnico deva valorizar num jogador. Elas não nos levarão a lugar nenhum e, a continuar assim, não demora muito, cada um estará num time diferente, inclusive você.

QUE DEUS O ILUMINE E O AJUDE A AJUDAR O PALMEIRAS…

 

Vocês já imaginaram um show com Andrea Bocelli e Elton John? E que tal imaginar esse mega show na arena mais linda do mundo, a Arena Palestra?

Então, pode começar a se animar e torcer para as negociações darem certo, amigo palestrino!

Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de SP, a W/Torre, que constrói e vai gerenciar o estádio do Palmeiras por 30 anos, negocia com a AEG Live a realização de um festival, já apelidado de “Sampa Rock”, na Copa de 2014. Uma das ideias em curso é trazer Andrea Bocelli e Elton John para cantarem juntos na arena.

O nosso centenário promete!! E em altíssimo estilo!

♫… ti voglio bene assai… ♪

Conseguimos um bom resultado no Paraná, diante do Atlético. Na verdade, bom mesmo, seria termos vencido, mas, um empate lá, depois de termos ficado atrás no placar por duas vezes, depois do juiz ter nos operado sem anestesia, acabou tendo um gosto de vitória. E como a segunda partida é aqui, temos totais condições de passar à próxima fase.

Mas é preciso que se diga que Leandro Amaro no time, não dá! Até Assunção joga melhor na zaga do que ele (e o Thiago Heleno não volta nunca do “Triângulo das Bermudas”). Luan, que consegue a proeza de estragar um contra ataque, em que recebe a bola sozinho, livre, e recua pro goleiro, também não! Maikon Leite, no banco, nem pensar! Ainda bem que a providência divina nos ajudou; quando Felipão ia  tirar Valdivia (que jogou muito bem) e seu “bigode da sorte”, para colocar Patrik, Maurício Ramos pediu substituição!  Uffa! Se fosse para colocar Daniel Carvalho, até ia… mas, Patrik?  Além do mais, tínhamos o João Vítor, que poderia ser substituído sem fazer falta nenhuma. Felipão reclama que não recebe os atletas que pede, e isso é verdade, mas tem uma caída por jogadores com dificuldade para pensar, que vou te contar!

Se a dificuldade fosse só essa, tava bom. Além de termos que ouvir as asneiras do tendencioso, estúpido e falido “pastor comentarista” Muller, do SporTV (será que o Palmeiras ficou devendo algum salário pra ele, quando ele jogou aqui?),  no nosso caminho ainda tinha um gramado pesado (com areia, que atrapalhava o toque e o controle da bola) e um trio de arbitragem pra lá de sem vergonha (o Vasco, lá no RJ, também teria um trio de arbitragem em seu caminho) …

O Palmeiras tinha muita disposição e  demonstrava estar a fim de ganhar o jogo. Valdivia era muito marcado. A zaga palestrina, desatenta, parecia bastante enfraquecida pela ausência de Henrique e pela presença de Leandro Amaro. As jogadas de ataque se alternavam entre as duas equipes. Do lado do Atlético, Guerrón, que Juninho não conseguia marcar, já começava a nos dar trabalho; do lado palestrino, Valdivia tinha que ser parado na falta e Barcos levava perigo muitas vezes.

Aos 16′, um vacilo tamanho GG da nossa defesa, permitiu ao Atlético abrir o placar. A zaga e o goleiro Bruno ficaram olhando a cobrança de falta, o desvio de Renan Foguinho para o meio da área e a conclusão de Bruno Mineiro. Pouco depois, ao dar um carrinho, Maurício Ramos acertou a bola com a mão. Os atleticanos reclamaram.

Para nossa sorte e alegria, cinco minutos depois de tomarmos o gol, Valdivia enfiou uma bola linda, dentro da área, para Barcos. Ele dominou e, com um drible, deixou o marcador no chão e balançou a rede! Sai zica!! E que abraço lindo, de companheiros, o Pirata trocou com o Mago!!

Nem deu tempo da gente comemorar… Um minuto depois, o Atlético marcou o segundo, ou melhor, o árbitro Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)  e o bandeira “marcaram” o segundo. Guerrón recebeu na direita, EM ESCANDALOSO E, MUITO FÁCIL DE SER OBSERVADO, IMPEDIMENTO, tocou para Edigar Junio, que contou com a fase catatônica da defesa palestrina e guardou. Que saco! Na Sportv, o trouxa do Muller quase tinha um chilique, assegurando que Guerrón não estava impedido, aí, viu a imagem e teve que se desdizer… Otário!

Logo em seguida, o Palmeiras cobrou uma falta, o jogador da barreira meteu a mão na bola e o bandeira assinalou… impedimento do Verdão!! Pode uma coisa dessa? Queria saber quem contrata essas “apitadas” pra cima de determinados times…

Valdivia, apesar de muito marcado, jogava bem (enquanto o “pastor comentarista”, tentava de todas as formas plantar a ideia que ele não jogava nada), buscava jogo, municiava os companheiros com belos passes, deixando várias vezes Mazinho e Barcos na cara do gol, sofria muitas faltas, que eram cobradas por Assunção, e levavam muito perigo.  E Assunção quase marcou aos 29′, e mandou uma bola na trave aos 41’… na sequência, Cicinho foi empurrado dentro da área. PÊNALTI, que o juiz fez que não viu.

No segundo tempo, o Palmeiras voltou disposto a sair do prejuízo. Aos 6′, depois de tabelar com Mazinho, Barcos tentou por cobertura. A bola pegou a trave… Que pecado! Seria lindo!

No minuto seguinte, Valdivia, ao buscar uma bola na lateral, foi agredido por Carrasco, técnico do time dos poodles (é assim que eles são conhecidos no Paraná). Esses uruguaios ainda acham que futebol é na porrada? Valdivia ficou muito bravo e o juiz deu cartão pra… ele! E só expulsou o técnico depois, de tanto o Mago reclamar! Segundo o livro de regras da arbitragem brasileira, contra o Palmeiras vale tudo, até mesmo ter jogador agredido pelo técnico adversário. Quero ver o que fará o tribunal!

E o juiz que não viu o pênalti em Cicinho, que não tinha nem visto a agressão em Valdivia, viu a falta que Barcos fez no ataque e deu amarelo pra ele, tirando-o da próxima partida. E voltou a ficar “cego” outra vez! Não tínhamos ainda nem 10 minutos de jogo,  quando João Vítor, que ia sair na cara do goleiro, foi derrubado dentro da pequena área. PÊNALTI, QUE O JUIZ NÃO MARCOU, DE NOVO!

Felipão resolveu fazer duas alterações ao mesmo tempo; Maikon Leite no lugar de Mazinho (João Vítor, perdido no jogo, continuava em campo) e Luan no lugar de Cicinho. Achei ótimo que Maikon Leite fosse chamado pro jogo, mas não gostei nem um pouco que Mazinho tivesse saído e gostei menos ainda que Luan tivesse entrado.

E o nosso garoto Maikon Leite, mais uma vez iluminado, minutos depois de ter entrado, recebeu toque de calcanhar de Barcos, driblou o zagueiro e, de perna esquerda, chutou de fora da área, empatando a partida. Que gol lindo!!

O Palmeiras, que poderia ter saído com a vitória, passou a valorizar mais a bola, a trocar passes, mas, mesmo assim, foi várias vezes ao ataque; Maikon Leite estava esperto e levava perigo aos atleticanos, faltou pouco para a virada palestrina. Luan desperdiçou uma chance da maneira mais bizarra possível. Recebeu uma bola pela esquerda, sozinho, livre, avançou e… atrasou pro goleiro!  Deus me livre!

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E o jogo terminou assim… A torcida dos poodles ficou brava, xingou seus jogadores e a do Palmeiras, aplaudiu a luta do seu time e saiu muito brava com o juiz. Não fosse ele, pra variar, teríamos saído com uma boa vantagem.

E, por falar em juiz…

Depois do jogo do Palmeiras, a Globo transmitiu Vasco e Gambazada. Um jogo que terminou 0 x 0, graças ao juiz e ao bandeirinha! Anularam um gol legítimo do Vasco, alegando impedimento.

Até aí, nem seria novidade, o “apito amigo gambá” é conhecido de todos e, não fosse ele, o time da Marginal não duraria muito tempo em determinados campeonatos.

Mas, o surreal, o inimaginável, ficou por conta da Rede Globo e seu tira teima. Já começou que ela não colocou o tira teima no ar logo após a anulação do gol do Vasco. Se é tira teima, porque esperaram até o final do jogo para mostrá-lo?

Claro que acharam “um pé” que justificava a anulação do gol. Claro que ninguém acreditou e achou que a imagem teria sido editada. E não é que a Globo, que costuma colocar o áudio da torcida dos gambás cantando, para dar a impressão que são a maior voz nos estádios (até o dia em que, na Ilha do Retiro, ficou clara a armação), manipulou o tira teima (não seria a primeira vez)? MAS QUE VERGONHA! QUESITO CREDIBILIDADE: NOTA ZERO!

Veja a imagem da Fox, no momento em que Diego Souza cabeceia a bola:

E agora a da Globo, onde a imagem parece ter sido congelada, após a bola já ter saído da cabeça de Diego Souza. Uma fraçãozinha de segundo que faz uma diferença enorme, favorecendo um clube e desfavorecendo outro. Muita “coincidência” que o clube a ser favorecido seja o mesmo de sempre:

E agora, a imagem com marcações, publicadas pelo site vascaíno:

Parece que as “forças ocultas” que querem atrapalhar o Palmeiras na Copa do Brasil, estão querendo, desesperadamente, que os gambás mudem de fase na Libertadores. E o que chama mais a atenção é a Rede Globo estar na “brincadeirinha” também. Afinal, se manipula até o tira teima, o que mais não poderá fazer para ajudar o time do Andrés (aquele mesmo, que afirmou que na emissora carioca só tinha bandido)?

Vamos ficar de olho nas próximas partidas…

Quando a esmola é demais, o santo desconfia…

O diretor jurídico do Palmeiras, está propondo reunir um grupo palestrinos, para que se faça a mudança no estatuto.

A ideia é muito boa, se verdadeira e bem intencionada, e vem de encontro aos anseios da torcida, mas vamos acompanhar isso muito bem, para que as mudanças sejam benéficas ao Palmeiras, e só a ele.

Tem lobo oferecendo presente pra ovelha… Mas vamos ter que ir lá ver qual é a deles. Se estão propondo mudanças mesmo, ou se será só embromation, para retardar ainda mais as nossas tão sonhadas diretas.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=3PtZAY9uekU#![/youtube]

” Podrán cortar todas las flores pero no podrán detener la primavera” Pablo Neruda

Fomos a Barueri, buscar a classificação diante do Paraná…

Eu tinha uma única expectativa: a de ver o Palmeiras ganhar e se classificar, fosse como fosse. Jogando bonito ou feio, com Felipão fazendo a coisa certa ou não… Ultimamente, ando até abdicando de ver um bom futebol, quero ver meu time ganhar, se classificar, do jeito que der.

Quando o Palmeiras entrou em campo, tive a primeira emoção da noite: a torcida gritando os nomes dos jogadores. Senti tanto quando ela parou de fazer isso que, agora, me emociono a cada vez que ouço.

Público bom, num estádio até adequado para aquele confronto, mas jamais um estádio para o Palmeiras mandar clássicos como decidiram os nossos dirigentes que andam tendo uma dificuldade absurda para usar os neurônios (será que eles têm algum em bom estado?). Parecem uns mendigos, só ficam choramigando a falta de dinheiro, mas permitem que o Palmeiras jogue num estádio pequeno e numa quarta feira às 10h00. E querem ganhar dinheiro? Ah, tá…

O Mazinho, fazia a sua segunda partida e eu estava gostando muito dele em campo. Tinha boa movimentação e, às vezes pelo meio, às vezes pela esquerda, levava perigo ao adversário. Achei que a camisa caiu bem nele e ficou levinha.

O Palmeiras, apesar de errar lá na frente, pressionava o Paraná. Mazinho e Valdivia, que, supersticiosamente, usava bigode e cavanhaque, começavam a arriscar de longe, Barcos também tentava à cada oportunidade. E, de tão ansioso para voltar a marcar, acabava se atrapalhando algumas vezes.

A torcida estava feliz! Ficar longe do Palmeiras, por duas semanas, não fora nada agradável. E então, diante do seu amor, ela cantava, contente, esperando pelo momento maior… E ele chegou! Aos 25′, Assunção cobrou uma falta e colocou a bola quase na frente do goleiro do Paraná; Mazinho apareceu com velocidade, por trás do zagueiro (deve ter levado um baita susto com ele) e abriu o placar! Festa em Barueri! E com que alegria Mazinho comemorava!

Mas, minutos depois, após um empurrão de Douglas Tanque, Henrique foi tirar satisfações e simulou dar uma cabeçada no jogador paranista. O juiz, Péricles Bassols, que poderia muito bem  tê-los advertido ou amarelado, nem piscou e botou os dois na rua. Filho da mãe! Nossos jogadores reclamaram bastante. Fiquei preocupadíssima! Nosso melhor zagueiro estava fora.

Na mesma hora, Román foi chamado (ficou mais de 15 minutos se aquecendo). Era só tirar um volante pra por o zagueiro, que nem dava nada. Mas imagina se ele faria isso… entrou na do Assunção de que ele ficaria ‘quebrando o galho’ na posição até o intervalo. Tivemos sorte, porque Assunção, por mais boa vontade que possa ter, não dá para jogar de zagueiro.

Mas vou confessar, a vantagem por um gol, me fazia lembrar de um jogo perdido em 2010…

Na volta do intervalo, Barcos não estava mais no time. Felipão alegou que ele já tinha dois amarelos e ele não tem reservas para a posição. Ainda que eu não concorde em ver o técnico tirar um atacante para colocar um zagueiro , quando tem volantes em campo que não farão falta nenhuma (típico de Felipão fazer isso), a explicação que ele deu depois, me pareceu fazer sentido.

E nem deu muito tempo de eu ficar pensando a respeito, porque o Palmeiras voltou com o pé no acelerador. Numa jogada de velocidade, Mazinho recebeu a bola, driblou o adversário e, de fora da área, tocou rasteiro no cantinho direito do goleiro. Uffa! O medo que tava escondidinho no peito, bateu asas e voou!!! E viva o Messi Black! A camisa do Verdão vestiu muito bem nele, e lhe parece levíssima.

Aí o time ficou mais tranquilo; ainda que o futebol do Palmeiras não fosse brilhante, a classificação estava assegurada. Era só não vacilar. Mazinho estava iluminado! Aos 17′, numa outra jogada perigosa, ele errou o chute, mas a bola sobrou para o Mago que chegava lá na direita. E então, o que era alegria, explodiu em emoção… Valdivia mandou pra rede e marcou o terceiro gol. E enlouqueceu de alegria, nos deixando perplexos e emocionados. Saiu comemorando feito um louco, alucinado,  gritando palavrões, puxando a camisa e beijando o distintivo do Palmeiras… chorando de alegria e alívio de se ver livre das lesões madrastas que tanto têm atrapalhado a sua vida, que tanto o têm impedido de jogar o futebol que sabe. Foi o momento mais lindo do jogo…

Eu sei o quanto ele quer jogar bem e posso imaginar o que tem sido essa fase pra ele. Eu gritei muito, o estádio inteiro gritou muito. Todos nós queremos o Mago jogando o que sabe. Foi um sacrifício danado eu conseguir chorar disfarçadamente.

O gol nem era tão importante assim, uma vez que tínhamos a classificação assegurada. Mas, para Valdivia, ele foi importantíssimo. E foi tão sincera a sua comemoração, tão sentido o seu desabafo, foi com tanto carinho que ele beijou o escudo do Palmeiras, que a torcida se comoveu. Tenha força, Mago! Que momento lindo você nos deu…

A noite ainda me traria mais uma alegria… Felipão chamou Maikon Leite, mas fez a burrada de tirar o astro da noite, fez a burrada de sacar Mazinho. Com João Vítor, Márcio Araujo que poderiam sair sem fazer falta ao time, ele me tira o cara que decidiu a partida. Haja paciência… Mas, de novo, nem deu tempo de a gente reclamar.

Tão logo Maikon Leite entrou em campo (ele vinha correndo para se posicionar), ele achou uma sobra lá na intermediária, dominou, partiu em velocidade, entrou na área e fuzilou pro gol! Goleada do Verdão!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=PIL3zN767Gw[/youtube]

É… o cavanhaque do Mago deu certo e, assim como o bigode mexicano, nos trouxe sorte. Quando o juiz apitou, saímos todos felizes, mais leves, classificados (uffa!)…

Todos nós, não. Felipão, na coletiva, nervoso, de saco cheio (?) chutou o pau da barraca, detonou a diretoria e as contratações que ela pensa em fazer e ofuscou o brilho da goleada verde. Ainda que ele tenha razão em detonar esses dirigentes bananas e incapazes, que administram o Campeão do Século como quem administra uma lanchonete; por toda a sua experiência e curriculum, Felipão deveria saber que aquele não era o momento, que estamos disputando o único campeonato que nos sobrou no semestre e que, atitudes como essa, não vão ajudar o time a engrenar, muito pelo contrário. Foi um tiro no pé…

E, por achar que ele sabe disso muito bem, eu me pergunto: Estaria ele querendo ser demitido, para poder sair do Palmeiras sem ter que pagar a multa rescisória? Sei, não… mas tá parecendo.

Além do mais, na mesma entrevista, Felipão afirmou que, mesmo com Mazinho se saindo tão bem, o lugar é do Luan. Se sentar o Mazinho, que tá batendo um bolão, para colocar o Luan,  não vai ter respaldo para reclamar das escolhas dos dirigentes, né Felipão?

E assim vamos nós… sem conseguir ter sossego; quando não é um, é outro!

 

“Se ficarmos neutros perante uma injustiça, escolhemos o lado do opressor.” – Desmond Tutu
  • 30g de fermento biológico fresco
  • 1 colher (sobremesa) de açúcar
  • 1 colher (sobremesa) de sal
  • 2 ovos
  • ¾ xícara (chá) de óleo
  • 1 xícara (chá) de leite
  • 4 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • Para o recheio:
  • 200g de presunto ou peito de peru
  • 300g de queijo mussarela ralada grossa
  • cebola
  • tomates
  • orégano
  • 2 gemas (para pincelar)
  • Modo de preparo

    Num bowl, dissolva o fermento no açúcar e junte os ovos. Acrescente o óleo e o leite e misture bem. Adicione a farinha de trigo aos poucos até obter uma massa uniforme, que solte das mãos. Se necessário, acrescente um pouco mais de farinha para dar ponto. Faça uma bola grande, cubra com um pano e espere crescer até dobrar de volume. Divida a massa em pequenas porções. Abra com a ajuda de um rolo. Recheie, enrole e acomode em uma assadeira untada e enfarinhada. Pincele com a gema e eve ao forno pré-aquecido a 180°C e asse por aproximadamente 40 minutos.

    Rendimento: 2 porções

     

Você, por certo,  deve pensar que pizza a gente faz como descrito aí em cima, não é mesmo? Na, na, ni, na, não!!! Essa receita aí está ultrapassada! Pizza mesmo, quem sabe fazer é o Conselho Deliberativo do Palmeiras!! E com ingredientes totalmente diferentes.

Ingredientes:

– Ratos (a gosto, para a massa, molho e cobertura)

– bananas (duas, no mínimo)

– algumas garrafas de café

– R$ 290 mil que não entraram nos cofres do Palmeiras, mas deveriam ter entrado (o clube ganhou uma causa na justiça em Setembro de 2010 e o dinheiro pegou um caminho diferente dos cofres palestrinos em Outubro de 2010)

–  3 investigados sobre o sumiço do dinheiro

– Um presidente de Conselho Deliberativo totalmente atrapalhado

– Mais ou menos uns 183 conselheiros. Mas preste atenção, conselheiros costumam ser encontrados de boa e má qualidade.  Use só os de má qualidade. Caso não seja possível, assegure-se de usar dois terços deles, pelo menos. Eles não estão nem aí para o clube e são ótimos para pizzas. Cuidado com os conselheiros de boa qualidade. Eles costumam ser éticos, sérios e têm por regra de conduta defender os interesses do Palmeiras. Use bem poucos, e só se não tiver outra opção, porque eles não servem para fazer pizza.

– Tenha à mão uma boa quantidade de ingredientes neutros, mais conhecidos como “muretas” (pessoas ou grupos que vivem em cima do muro. Se posicionam contra qualquer coisa, menos contra a corrupção que assola o clube).

– Acrescente uma dose generosa de rabos presos (ingrediente importante, senão a massa não dá liga)

– Caso você tenha na despensa, pode usar também um ex presidente interino e um ex diretor de futebol que não sejam cobrados e, nem ao menos, perguntados, por algo que aconteceu no período em que administravam o clube.

Deixe o forno pré aquecido com uma punição/exclusão de um sócio, para disfarçar o início do preparo da pizza (Segundo o Conselho palestrino, um sócio contar “podres” de outros sócios, numa lista de e-mails do Palmeiras, ainda que seja passível de punição, é mais grave do que R$ 290 mil que se desviaram do caminho dos cofres.  Que “maravilha”, não é mesmo?).

Como preparar:

Pra começar, coloque os conselheiros numa sala de reuniões. Ao contá-los,  não se esqueça de levar em conta o número de omissos que sempre somem nessas ocasiões. Adicione os ratos e as bananas (separe alguns para o molho e para o recheio. São importantíssimos) As bananas servem para incorporar os ratos, responsáveis pela fermentação, à massa. Misture bem e pode abrir a massa.

Feito isso, vamos tratar do recheio e do molho. Utilize o presidente atrapalhado do CD, para ler o relatório de sindicância, enquanto a maioria dos conselheiros não presta a mínima atenção. Certifique-se que esses conselheiros que não prestam atenção, receberam cópias do tal relatório anteriormente, e que a maioria deles não as tenha lido. Mergulhe-os em café. Eles adoram!

Se o molho estiver morno, peça para que alguém afirme que há documentos falsos apresentados pelos investigados. O molho aquecerá rapidamente. Feito isso, peça a punição para os investigados. Eles vão querer se defender com as desculpas mais esfarrapadas possíveis ” deve ser levado em consideração o tempo em que servi ao clube… “eu assinei em confiança, estava com um familiar enfermo…”.

Quando um dos investigados estiver no ponto, ele dirá que todo mundo sabe o que ele fez com o dinheiro e ninguém fará com que ele diga o que é que todo mundo sabe… E nem quem é esse “todo mundo”.

Nessa hora, os rabos presos vão estar prontinhos para serem colocados no molho. São eles que darão consistência ao recheio da pizza. O molho já pode ser colocado na massa. Por cima espalhe uma boa quantidade daqueles que ficam em cima do muro, só servem para decoração mesmo.

Quando alguém pedir o arquivamento do processo contra os Conselheiros, alegando possibilidade de ações indenizatórias contra a SEP, a pizza já estará praticamente pronta para ir ao forno.

Muito cuidado com os conselheiros de boa qualidade que você escolheu para a sua receita. Pode ser que algum deles tenha informações que possam azedar a pizza. Ele vai solicitar esclarecimentos vai pedir que seja montada comissão jurídica, despida de grupos políticos para apuração desse e de outros fatos similares. Vai colocar o dedo na ferida e vai criticar o amadorismo da gestão.

Nessa hora, o presidente atrapalhado tem que dar um jeito de tentar cassar a sua palavra… Não deixe que isso atrapalhe, espalhe mais alguns ratos sobre o molho, coloque as bananas que estavam reservadas, e polvilhe com o resto dos “muretas”. Nesse momento a pizza já pode ir ao forno.

Dentro do forno os ingredientes da pizza vão se homogenizar, vão tentar reprovar o relatório de sindicância (que não prevê nenhuma punição exemplar aos responsáveis, apenas os restringe de ocupar cargos diretivos), vão fazer uma bagunça danada, vão votar de novo e, finalmente, a maioria, vai decidir reabrir a sindicância (o que acabou evitando que a pizza fosse maior ainda)  e fazer  uma ‘análise aprofundada’ do caso!

E então, estará pronta uma autêntica pizza palestrina, sabor “Análise Aprofundada”, com molho italiano de ratos e bananas. E pela bagatela de R$ 290 mil.

E nós, torcedores, que amamos o Palmeiras, somos obrigados a engoli-la, na marra! Até quando??

É uma discussão sem fim entre palmeirenses e corintianos, é uma rivalidade de 95 anos, mas os números não mentem; na disputa entre Palmeiras e Corinthians, quem tem a vantagem é o Verdão! Mais vitórias, mais gols, a maior goleada… Freguesia centenária!!!

O site oficial do Palmeiras publicou a história do maior clássico do Brasil:

Há exatos 95 anos Palmeiras e Corinthians realizavam o primeiro de muitos confrontos deste duelo repleto de história. Para que se compreenda melhor a importância deste clássico tão tradicional que hoje gera um impacto gigantesco, é preciso analisar mais profundamente o cenário esportivo do período.

É importante ressaltar que ao longo da história do futebol no Brasil, times como Palestra Italia e Corinthians tiveram um papel imprescindível no episódio da popularização do futebol, pois, no início do século XX, a principal liga de futebol era a Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA), atual FPF, que se restringia exclusivamente para clubes da elite, como por exemplo, o C.A. Paulistano. A insistência de idealizadores dos clubes populares, que eram prestigiados por um público economicamente defasado, compostos em sua maioria por operários e imigrantes (classes que aos olhos da elite paulistana não poderiam se misturar no esporte), contribuiu de maneira extensiva para a evolução do futebol brasileiro. Então, em 1917, uma liga secundária independente, a Liga Paulista de Futebol (LPF), que inclusive abrangia clubes que não se encaixavam nos padrões da elite, deixou de existir para integrar-se efetivamente a maior entidade futebolística do estado, a APEA (o que sem dúvidas deixou o futebol local muito mais competitivo). Foi exatamente aí que os caminhos de Palmeiras e Corinthians se cruzaram pela primeira vez.

No ano do primeiro Derby Paulista (como foi apelidado o clássico anos depois pelo saudoso jornalista Thomaz Mazzoni, que fazia referência a corrida de cavalos mais importante do mundo, o Derby de Epsom), o Verdão ainda era o Palestra Italia, um clube recém fundado que dava seus primeiros passos no futebol. Por sua vez, o Corinthians, fundado em 1910, já era um time experiente na disputa de campeonatos oficiais, bem como a Liga Paulista de Futebol (LPF), no qual sagrou-se campeão paulista em duas ocasiões, 1914 e 1916.

A primeira partida entre as duas equipes, que foi válida pelo campeonato paulista, aconteceu há exatos 95 anos, em 6 de maio de 1917. O bom retrospecto do rival Corinthians, que estava invicto em campeonatos havia três anos (um total de 25 jogos), não foi suficiente para abalar o “onze” Palestrino. O elenco esmeraldino se mostrou muito frio e ousado ao partir para o ataque, garantindo com tranqüilidade uma vitória por 3 a 0. É impossível negar que as duas equipes estavam muito bem preparadas tecnicamente, pois, de um lado, o Palestra Italia tinha no elenco o artilheiro Heitor, o capitão Bianco (aquele que fez o primeiro gol da história do Palestra), além de outros nomes prestigiados no período, como Picagli, Ministro, Fabbi, entre outros. Em contrapartida, o Corinthians contava também com uma ótima linha de ataque, formada por Amílcar, Aparício e Neco. Um fato que não se pode deixar de mencionar, é que apesar de todo estrelismo dos jogadores em campo, naquela tarde de domingo, a estrela brilhou para apenas uma pessoa: Caetano Izzo. O ponta-direita do Palestra Italia não só teve a honra de marcar o primeiro gol do clássico, como também conseguiu a façanha de assinalar todos os gols da partida. A partir daquele dia, através dos três gols de Caetano, nascia uma rivalidade esportiva, um Derby que se mantêm vivo e se renova a cada ano que passa, até os dias atuais. (Confira aqui a ficha técnica da partida)

Os números revelam a tradição deste clássico paulista ao longo dos anos. No total, Palmeiras e Corinthians se enfrentaram 348 vezes, os confrontos renderam 125 vitórias para o Palmeiras, 118 vitórias para o Corinthians e 105 empates. O Corinthians soma um número de 456 gols no clássico, enquanto o Palmeiras acumula incríveis 502 gols.

Perfil de Caetano Izzo

Prova de raça e pioneirismo, Caetano Izzo, ponta descoberto no Ruggerone, time de várzea do bairro da Lapa, foi o primeiro carrasco do rival alvinegro Corinthians, teve a honra de marcar todos os gols do primeiro Derby Paulista. Caetano jogava na ponta direita, no entanto, era muito eficiente em outros setores do campo. Outro grande triunfo em sua passagem pelo Palestra Italia, foi a conquista do campeonato paulista em 1920 (o primeiro titulo do Palmeiras), no qual ajudou o time a quebrar a hegemonia do C.A. Paulistano (Campeão Paulista em 1916, 1917, 1918, 1919), impedindo assim que o time da elite conquistasse seu pentacampeonato. O primeiro gol marcado na casa do Palmeiras, no Parque Antártica, foi também da autoria de Caetano Izzo. Pelo Palestra Italia (Palmeiras), Caetano atuou em 115 partidas, acumulando 83 vitórias, 17 derrotas e 15 empates; o ponta direita do Palestra Italia balançou as redes adversárias 45 vezes.

Curiosidades

Números do clássico
* Os números abaixo incluem 9 partidas do Torneio Início (4 vitórias do Palmeiras, 2 vitórias do Corinthians e 3 empates)

Confrontos: 384
Vitórias do Palmeiras: 125
Vitórias do Corinthians: 118
Empates: 105
Gols do Palmeiras: 502
Gols do Corinthians: 456

Árbitros que mais apitaram o derby

Armando Marques: 14
Dulcídio Wanderley Boschilla: 14
José de Assis Aragão: 13
José Favilli Neto: 12

Quem mais jogou: Ademir da Guia (57 partidas)

Maior goleada: 03/11/1933 (Palestra Italia 8×0 Corinthians)

Jogadores do Palmeiras que marcaram, em uma única partida, 3 ou mais gols

3 gols

06/05/1917 – Caetano
05/11/1933 – Imparato III
10/03/1946 – Lima
18/01/1953 – Odair
21/08/1958 – Paulinho
29/11/1964 – Servílio
04/04/1970 – César Maluco
13/11/1994 – Evair
21/05/1995 – Magrão
09/02/2000 – Alex
26/07/2009 – Obina

4 gols: 05/11/1933 – Romeu Pellicciari

Títulos que o Palmeiras conquistou diante do rival

Campeonato Paulista (1936)

Campeonato Paulista Extra (1938)

Rio São Paulo (1951)

Campeonato Paulista (1974)

Campeonato Paulista (1993)

Rio São Paulo (1993)

Campeonato Brasileiro (1994)

Cláudio Christovam Pinho, maior artilheiro do Corinthians – com 306 gols – revelação do Santos, jogou no Palestra/Palmeiras antes de atuar pelo Corinthians. Em sua curta passagem pelo Palestra/Palmeiras – 1942 –  teve grande importância histórica, pois foi o jogador que fez o primeiro gol (de pênalti) com o nome de S. E. Palmeiras, na final de 1942 contra o São Paulo.

Agência Palmeiras
Departamento de História
06/05/2012 12h00

Nada é tão admirável em política e futebol* quanto uma memória curta. – John Galbraith  (*acrescentado por mim)

E não é que após o empate diante do Emelec, os gambás, sem razão, foram dormir e amanheceram reclamando da arbitragem? hahahaha É mais ou menos a mesma coisa que o Netinho querer reclamar de apanhar da mulher… Muita cara de pau! Não bastasse isso, o dirigente corintiano, Mário Gobbi, está dizendo que o Paulistão é maior que a Libertadores… O Santos deve até estar treinando o time reserva para jogar as partidas que restam desse campeonatinho mixuruca… hahahaha Parte II.

Os erros de arbitragem acontecem, mas nem sempre são sem querer. Algumas pessoas defendem o uso de tecnologia  para elucidar os lances mais   polêmicos, outras, defendem a ideia de que os ‘erros’ do apito são um ingrediente que dá mais sabor ao futebol e que os árbitros erram para todos os times.  Mas, se tem algo em que todos concordam, é que a juizada tem metido a mão descaradamente, tem decidido partidas e até mesmo campeonatos, impunemente, principalmente nos últimos 10 anos. E todos concordam também (menos a galinhada, claro), que o Corinthians é o time mais ajudado pela arbitragem, é o que mais se sustenta às custas do apito. Até o Google sabe disso.  O time da marginal é o que mais tem seus favorecimentos omitidos e amenizados pela imprensa esportiva, que vende aos seus leitores e telespectadores, vitórias e empates conseguidos no apito, como se fossem produtos da ‘fibra’, ‘garra’, ‘superação’ do time. Ah, tá…

Eles têm uma memória tão curta…

Castrilli, Stefano Braschi, Dulcídio, Ulisses Tavares da Silva, Simon, Sandro Meira Ricci, Godoy, Márcio Rezende de Freitas, Paulo César Oliveira… Zveiter, Aragão…

1977 – Paulistão – O caso Ruy Rey, que possibilitou aos gambás saírem de uma fila de 23 anos, embora já se distancie no tempo, é do conhecimento de todos.

1992 – Derby – Gol legítimo de Tonhão, de cabeça, anulado por Ulisses Tavares da Silva, no finalzinho de jogo, quando o placar estava em 2 x 2.

1999 – Final do Paulistão – Vampeta quebra o jogador Taddei do Palmeiras, que teve que ir para o hospital, e o árbitro não marca nada; Galeano mexe na bola que Marcelinho posicionava para cobrança de falta e é expulso de campo.

2002 – Final da Copa do Brasil – Simon opera o Brasiliense sem anestesia, nas duas partidas (gol legítimo anulado, pênalti claro não marcado) e dá o título da competição ao Corinthians. Depois disso, o árbitro foi afastado, pela CBF, das competições por ela administradas.

2009 – Final do Brasileiro – Diante do Inter, o segundo gol do Corinthians, validado pela arbitragem, saiu de uma falta cobrada,  com a bola em movimento há 8m do local, e no mesmo instante em que o juiz apitou a infração.

2010 – Cruzeiro x Corinthians – Entre outros erros, favoráveis ao time gambá, o juiz assinala/inventa um pênalti escandaloso em Ronaldo. Em 2010, em muitas outras rodadas o apito amigo gambá atuou.

2011 – Semifinal do Paulistão – Paulo Cesar Oliveira meteu a mão no Palmeiras! Expulsou Danilo por carrinho em Liedson (Lacraia), mas não expulsou a Lacraia por, propositalmente, abrir um rasgo na coxa do zagueiro palestrino com as travas da chuteira. Expulsou Felipão, por discutir com Tite, mas não expulsou Tite, que foi quem começou a discussão.

2011 – Brasileirão -Grêmio vencia por 1 x 0, Nielson Nogueira Dias, o juiz, assinalou pênalti inexistente de Lúcio em Liedson.

2011 – Brasileirão – Contra o Botafogo, Marcelo Mattos fez logo no início para o time carioca, mas o árbitro marcou um impedimento inexistente

2012 – Paulistão – O Linense, jogando contra os gambás, tem um gol legítimo de cabeça, anulado pelo juiz. Com a anulação o resultado foi um empate.

2012 – Paulistão – Expulsão mandrake do jogador do Mirassol, quando o Corinthians perdia por 1 x 0.

2012 – Paulistão – Um sem número de pênaltis inventados pró gambás, em um sem número de partidas, além de um monte de expulsões de adversários, arranjadas.

2012 – Libertadores – Gol legal do Táchira anulado, e falta, inexistente, marcada a favor do Corinthians, aos 48′ do segundo tempo, originando o gol de empate.

2012 – Paulistão – No Derby  Liedson deu uma solada no peito de Deola e nem cartão levou; Chicão deu entrada criminosa em Barcos e o juiz só o amarelou. Valdivia sofreu pênalti, não marcado.

 pic.twitter.com/hcq7a80L

As ‘apitadas’ mais famosas:

1998 – Corinthians x Portuguesa semifinal do Campeonato Paulista. A Lusa vencia por 2 x 1 quando, nos acréscimos do 2° tempo, César, o zagueiro da Portuguesa, interceptou COM O PEITO, uma bola dentro da grande área. Javier Castrili marcou pênalti, alegando toque de mão do jogador da Lusa. Rincou cobrou, marcou e, com o juiz, colocou o Corinthians na final. Foi um escândalo na época!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=sz2Z9Sr0nQc#t=0s[/youtube]

2000 – “Mundiau” de clubes da Fifa  O convidado Corinthians (claro que ele só poderia participar como convidado), classificou-se à final no saldo de gols, pois tinha um a mais que o Real Madrid. O gol era esse aqui, que só o árbitro Stefano Braschi “viu”…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=3qZtRJNZwys[/youtube]

Não dá para listar todos os favorecimentos no apito (o Inter fez até um DVD); ao longo dos 101 anos de existência dos gambás, teve apito amigo que não foi mole para o time que acha o Paulistão maior que a Libertadores. hahahaha Parte III

No Brasileiro 2005, o Brasil inteiro viu que o campeonato foi comprado. O Brasil inteiro viu que apenas 3 jogos estiveram sob suspeita no caso chamado de Máfia do Apito e que, surpreendentemente, o presidente do STJD Luiz Zveiter anulou 11 partidas, decisão não prevista na legislação esportiva, e que foi clara e intencionalmente favorável ao time que acha o Paulistão maior que a Libertadores… hahahaha Parte IV

E, depois que o título foi para quem o comprou, depois que um certo relógio de ouro, e sabe-se lá mais o quê, foi dado, pela MSI, de presente a um figurão da CBF, saiu todo mundo de cena… Zveiter, Aragão, o árbitro Márcio Resende de Freitas, o juiz vendido e o empresário metido no escândalo, não foram presos, sumiram dos noticiários, ninguém sabe, ninguém viu… A lavagem de dinheiro da MSI, as provas todas, as gravações telefônicas, foram “esquecidas”, Dualibi “cumpriu” pena em liberdade,  o então braço direito de Kia, agora é o presidente gambá, está na CBF… vão ter estádio construído com dinheiro público, roubado dos impostos pagos pela população…

E essa gente ainda tem a cara de pau de reclamar de arbitragem? E nem sei porque estão reclamando agora, afinal, o Paulistão (que acabou de acabar pra eles) é maior que a Libertadores… hahaha Parte V

Ainda bem que existe o Youtube:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=hQW3bwcjaC0[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ljCcptbBJJU&feature=related[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=te1Hlkg6FFQ&feature=player_embedded#t=0s[/youtube] [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=859FIfI3DIs[/youtube]

 


Há dois dias, lemos a notícia sobre o resultado da biópsia feita em Valdívia. Os jornais estamparam a manchete: “Médicos descobrem que Valdivia não tem musculatura de atleta”. Como assim? Que peso tem uma afirmação como essa, não é mesmo? Disseram ainda que a biópsia mostrou que o meia tem um tipo de fibra muscular  conhecida como 2b, que não é apropriado para pessoas que praticam atividades físicas intensas (isso já bem é diferente de “não tem musculatura de atleta”, não é verdade?). Um atleta tem uma predominância do tipo fibra 1 (aeróbica). O Valdivia é forte e seus músculos são do tipo 2 (anaeróbica)” dizia a notícia.

E nós ficamos nos perguntando, será que é mesmo assim? Será que alguém com a musculatura formada por uma quantidade maior de fibras do tipo 2b (e não músculos do tipo 2, como diz a notícia. Até eu sei que existem outros tipos de fibra num músculo) não pode ser atleta? Achei estranho esse “veredito”, porque, sendo assim, quantos outros atletas não deveriam estar na mesma situação, já que a causa é genética, não é mesmo? E se isso acontecesse dessa maneira, deveria ser de praxe nos clubes, fazerem exames desse tipo na garotada que está começando a carreira, assim saberiam se os garotos têm a musculatura ideal e, caso não tenham, se poderiam trabalhá-la em proveito do futebol, não é verdade? Além disso, me perguntei aqui, como é que, em 2008, com a mesma musculatura, as tais fibras 2b não atrapalharam em nada, e ele jogava de boa? Também achei estranho que, perguntados sobre isso, os médicos não tivessem uma resposta convincente. Vai ver que em 2008, a formação tática e o posicionamento em campo, o tipo de treinamento que recebia, favoreciam a formação muscular de Valdivia e o seu bom desempenho. Sei lá… Felipão e o Dr. Anselmo Sbragia afirmam que o jogador tem feito de tudo para se recuperar… Conversando com outros torcedores, percebi que, assim como eu, muitos deles ficaram cheios de questionamentos em relação ao assunto…

Fui bailarina, tive distensões várias e até mesmo uma séria ruptura muscular, que me fez visitar um sem número de médicos e fisioterapeutas durante três anos, e, mesmo assim, não entendo nadinha sobre isso. Mas, ainda que eu seja leiga, fiquei curiosa e intrigada a respeito… Não estou escrevendo para questionar o laudo, aliás, não poderia nem se quisesse, porque não tenho um pingo de competência para isso. Mas questionei o que li por aí, (mas quero salientar que achei a declaração do médico do Palmeiras, no dia de hoje (1/05), tão “deixa eu tirar o meu da reta”, quando deveria ser apenas esclarecedora), e fiquei com vontade de saber um pouco mais sobre o assunto. Então, como deve ser, quando se quer tentar entender algo que ninguém explica, quando se quer falar a respeito, fui me informar. Consultei um monte de fontes diferentes e vejamos o que encontrei, vejamos se consegui juntar as informações de maneira correta e satisfatória:

“Cada parte do nosso organismo tem a sua particularidade com a sua função específica para o desempenho perfeito do conjunto. Os músculos estão presentes no corpo inteiro fazendo a ligação do sistema nervoso com os ossos para assim capacitar os seres humanos nos movimentos. A atividade física somente pode ser conseguida por meio da força muscular e nosso esqueleto de pouco serviria se não fosse acionado pela musculatura que o envolve. A célula muscular obedece a chamada lei do tudo ou nada, ou seja, ou está completamente contraída ou está totalmente relaxada. (Moral da história: Precisamos usar os músculos o tempo todo, seja para correr ou para piscar um olho. Todos os nossos movimentos dependem do funcionamento muscular.) 

E, como qualquer outra parte do corpo, se não levarmos a sério a funcionalidade dessas cartilagens e tecidos musculares é possível nos deparararmos com lesões ou inflamações de variados níveis. (Os jogadores do Palmeiras que o digam, o DM tá sempre cheio de gente)

São diversos os mecanismos que propiciam as lesões musculares, seja por trauma direto, laceração ou isquemia (falta de fluxo sanguíneo adequado). As principais causas de lesão são o treinamento físico inadequado, a retração muscular acentuada, desidratação, nutrição inadequada e a temperatura ambiente desfavorável (Achei essa informação interessante porque nós torcedores, parecemos sempre ter dúvidas quanto às causas de lesões, e sempre responsabilizamos os atletas quando se machucam).

O músculo esquelético (chamamos assim aos músculos fixados ao esqueleto) é um tecido maleável capaz de alterar o tipo e montante de proteína em resposta ao rompimento do equilíbrio mantido pelos processos fisiológicos -mecanismos internos de regulação- de modo a proporcionar às células um meio interno constante. Complicado isso, né? Mas não precisamos entender tudo, não vamos tratar ninguém! O processo de adaptação induzido pelo exercício físico ou pelo desuso envolve uma série de mecanismos celulares e moleculares que culminam em modificação do seu desempenho funcional (Taí uma coisa que nos interessa, e que parece mais fácil de entender! Os músculos podem ser trabalhados/exercitados para que se obtenha o desempenho desejado. E isso, penso eu, é tarefa dos profissionais da área médica e da preparação física dos clubes).

A capacidade de adaptação muscular está relacionada às características contráteis (de propiciar a contração muscular) de seus diferentes tipos de fibras e à capacidade genética. Cada músculo é constituído por fibras musculares de dois tipos principais: as de contração rápida, que facilitam a execução dos movimentos explosivos – tipo 2, e as de contração lenta, úteis nas atividades de resistência – tipo 1 (existem os dois tipos de fibras nos músculos, e em todas as pessoas é assim.  E existem músculos com mais fibras do tipo 2, ou com mais fibras do tipo 1). No músculo esquelético adulto encontramos pelo menos quatro tipos específicos delas: lento-tipo 1 (fibras de contração lenta, baixa produção de força, resistência à fadiga e metabolismo oxidativo), rápido tipo 2a (possuem rápida velocidade de contração ou encurtamento, moderada produção de força, relativa resistência à fadiga devido às vias aeróbias e anaeróbias), rápido tipo 2b – as que dizem que o Mago possui em maior quantidade – (possuem rápida velocidade de contração, alta produção de força, sensibilidade à fadiga e metabolismo anaeróbio, ou seja, produz energia sem a utilização de oxigênio) e rápido tipo 2c (São mais raras e, segundo McArdle, podem participar da reinervação ou da transformação das unidades motoras). Algumas pessoas têm mais fibras lentas que rápidas. Em outras, ocorre o contrário.

Um exemplo nos faz entender melhor essa história de fibras rápidas e lentas. Em aves, há músculos com forte predomínio de um dos tipos de fibra, o que é relacionado à função. Por exemplo, a carne do peito de algumas aves é branca porque tem grande predomínio de fibras do tipo 2. Esta musculatura é usada para bater as asas, um movimento rápido e de duração curta. Já a carne das coxas e sobrecoxas é vermelha porque aí predominam fibras do tipo 1. Esta musculatura tem função postural, é usada para manter a ave em pé, portanto exige contração durante períodos prolongados.

Em seres humanos, essas diferenças musculares podem indicar certa predisposição para realizarmos certos exercícios ou nos sobressairmos em um dado esporte:  pessoas com mais fibras rápidas (as do tipo 2) se destacam nas provas de salto e nas corridas de 100m, por exemplo, ao passo que os mais ricos em fibras lentas (as do tipo 1) tendem a vencer as maratonas.  Outro exemplo: numa pessoa normal, a proporção média entre fibras rápidas e lentas no quadríceps (músculo da parte anterior da coxa) é de 55 para 45%; num corredor de maratona, de 18 para 82%; num velocista ou saltador, de 63 para 37%. (Embora um velocista tenha muito mais fibras do tipo 2 do que um maratonista, tanto um quanto o outro são atletas. Ou alguém vai me dizer que Usain Bolt, por exemplo, não tem musculatura de atleta apenas pelo fato de possuir mais fibras rápidas em seus músculos? O que acontece é que as potencialidades musculares de uns e outros são diferentes. Então, não há nada errado com quem possui músculos que propiciam ter mais velocidade, como é o caso de Valdivia. Estamos cansados de ver essas diferenças pelos campos de futebol deste país. Ou estou enganada?)

Se compararmos os atletas do nosso exemplo, veremos que o corredor de 100m percorre uma curta distância e muito rápido, o corredor de maratona corre mais lento e por várias horas (Não há dúvidas que, em ambos os casos, o indivíduo pode, sim, ser um atleta. Se necessário, sua musculatura será desenvolvida, trabalhada, para esse fim e alguns serão mais velozes – talvez, e isso é só um “chute” meu, seja esse o motivo de dribles mais fáceis, de movimentos rápidos e imprevisíveis -; outros, serão mais resistentes, apenas isso)

Mas, e no futebol? Sabemos que existem muitas outras modalidades esportivas e que elas têm características diferentes no que se refere à solicitação motora. Se, na corrida e na maratona essas diferenças são fáceis de se perceber, em  outras modalidades como o futebol (que nos interessa), o tênis, o vôlei entre outros, elas são difíceis de se notar e até de se definir. São esportes rápidos? A princípio sim. Entretanto, o nível de competitividade e a especialização a que chegaram, inclusive durando horas uma grande decisão de prova, como ocorre no vôlei e no tênis, levaram os especialistas a repensarem e a buscarem respostas. As fibras musculares poderiam transformar suas características?  Ou seja, um maratonista pode se transformar num velocista e vice e versa? As pesquisas até agora dão conta que não é possível uma fibra vermelha (lenta), como num passe de mágica, virar branca (rápida) mas, é muito mais ‘fácil’ que um velocista (com fibras rápidas como é o caso do Valdivia) se transforme num maratonista do que o contrário. E é importante sabermos também que as fibras musculares são extremamente plásticas e, embora o tipo de distribuição da fibra (mais do tipo 1 ou mais do tipo 2, por exemplo) seja geneticamente determinado e não facilmente alterado, um programa de treinamento adequado terá um efeito maior no potencial do músculo, independentemente dos tipos de fibras presentes.

Deve ser por isso que os atletas acabam adquirindo o “físico” típico da modalidade que praticam, acabam desenvolvendo a musculatura de acordo com as exigências dessas modalidade… nadadores com músculos de nadadores, corredores com músculos de corredores, jogadores  com músculos de jogadores… Suas musculaturas são trabalhadas, exercitadas, para que funcionem adequadamente dentro das exigências da modalidade esportiva em que esses atletas atuam.  Imagino que se isso não acontecer da maneira adequada, muitos problemas poderão aparecer. E aí, nos lembramos que Valdivia (cuja genética, que não pode ser mudada, é a mesma de 2008) está há quase dois anos no Palmeiras e já deveria estar sendo trabalhado da maneira mais adequada à sua constituição muscular.  E não só ele, é óbvio. Todos os atletas! E cada um de acordo com a potencialidade e características de suas musculaturas, em proveito do time e também para que se evitem lesões desnecessárias…

Parece simples, mas não é… Parece complicado, e também não é… Basta um pouco de boa vontade e a gente querer entender…

Hoje, 02/05/2012, contradizendo a informação de que Valdivia não tem musculatura de atleta (informação essa que foi dada, há três dias, por um outro veículo de imprensa), o UOL publicou declarações de um gabaritadíssimo profissional da área médica. Entre outras coisas ele afirma:

“O Valdivia tem de transformar os músculos dele. Ele precisa ter o treinamento aeróbico e transformar a fibra do 2B para 2A. Isso significa que ele tem uma predominância de uma fibra que não é comum em atleta, mas, mesmo assim, ele é um super-atleta. Ele é privilegiado” – Beny Schmidt

(Beny Schmidt – Formado em 1979 pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP, ele é o doutorado em Anatomie Pathologique Neuropathologiqe e fundador do Reffis do São Paulo, em 1986. É também fundador do Laboratório do Setor de Patologia Neuromuscular da UNIFESP e fez mais de 10 mil biópsias em músculos)

BIBLIOGRAFIA:

http://www.icb.ufmg.br/mor/anatoenf/sistema_muscular.htm
– Universidade Federal de Minas gerais

http://anatpat.unicamp.br/musnormal.html

http://informaunb.blogspot.com.br/2011/12/metabolismo-anaeribio-x-aerobio.html
– Universidade de Brasília – Faculdade de Nutrição

http://www.crosstrainer.com.br/index_limpa.asp?bm=m&ed=1&s=3&ma=4&c=0&m=0
(Referências bibliográficas::
Tim D. Noakes – Lore of Running – 4 th ed.
Dantas; Estélio H. M. – A Prática da Preparação Física – 3ª ed.
Maughan R., Gleeson M., Greenhaff P. L. – Bioquímica do Exercício e Treinamento – 1ª ed.)

http://www.copacabanarunners.net/lesoes-musculares.html –
(Referências Bibliográficas:
Noonan T.J., Garrett, W.E.: Muscle Strain Injury: Diagnosis and Treatment. J Am Acad Orthop Surg 1999; 7:262-269.

Créditos:
Texto copyright © 2004 por site medicinadoesporte.com)

http://www.totalsport.com.br/colunas/moraes/ed2901.htm *
Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529

http://super.abril.com.br/saude/forca-musculos-ossos-446375.shtml
Revista Superinteressante