“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo” – Mateus 6:34

O barulho dos facões e das serras chegava até o meu quarto naquela manhã…

Quando desci, fui olhar na janela da sala e vi que alguns homens podavam algumas árvores à frente da minha casa, do outro lado da rua. Uma quantidade infinita de galhos amontoados, que, minutos atrás, estavam plenos, viçosos, já pareciam meio murchos, enquanto eram colocados num caminhão. A vida é mesmo tão tênue, tão frágil…

Duas árvores, tão lindas no dia anterior, e que me pareciam tão felizes, estavam agora quase destruídas. E justo quando queriam tanto aproveitar o verão, de muito sol e calor, de chuvas deliciosas, refrescantes, de pássaros saltitando pelos seus galhos… Resolveram podá-las justo agora? E era mais que uma poda, era uma aniquilação! Eu tinha a impressão que as próprias árvores se sentiam mutiladas, tendo partes de si arrancadas contra a sua vontade. Depois de terem se coberto de flores, há alguns meses atrás, recebiam agora esse “castigo”. Será que elas sentiriam vergonha diante das outras que ainda estavam cheias de folhas? Será que elas iriam sentir falta dos pássaros que as usavam como abrigo? Talvez, as outras árvores da rua agora zombassem delas, pelos galhos perdidos, enquanto se vangloriavam pelas novas folhas que tinham ganhado com as últimas chuvas, pelos pássaros que vinham cantar em seus galhos. O fato é que as árvores podadas me pareciam, mesmo, muito tristes e, como se estivessem nuas, se encolhiam com as poucas folhas que lhes sobravam.

E enquanto os humanos brincavam com a ‘chegada do fim do mundo’ anunciada pelos Maias, as pobres árvores conheciam o seu apocalipse particular…

Pensei sobre o milagre da vida, que fará essas árvores renascerem mais fortes, e ganharem novos galhos e folhas, e flores; que trará de volta os pássaros… Será que elas sabem que isso vai acontecer ou apenas imaginam que estão acabadas? Será que já aprenderam, por algum tipo de ‘instinto vegetal’, que sempre poderão florir mais uma vez? Ou apenas sofrem sem se darem conta de que tudo irá renascer, recomeçar?

Me lembrei de uma outra árvore que eu vira no final do mês de novembro…

Eu tinha ido à uma certa Academia de Futebol, poucos dias depois de uma imensa tristeza… Os campos de treinamento estavam vazios, não tinha aquele vai e vem da imprensa e seus cinegrafistas, não tinha time treinando, não se ouviam os costumeiros gritos dados dentro de campo… nada. Triste…

E então, com uma vontade imensa de chorar eu olhei à minha frente. E lá estava ela! A palmeira plantada em frente ao campo de treinamento, entre a Sala de Imprensa e a arquibancada. Ficamos olhando uma pra outra… Ela também estava triste, por certo sentia falta dos dias comuns, da rotina dos treinamentos, da alegria… Ela, de certa maneira, tinha sido “podada” também, assim como eu.

Não sei se me tornei vegetal, ou ela humana, mas o fato é que nós nos entendemos e consolamos uma à outra. E mesmo com lágrimas nos olhos eu pude ver como ela se mantinha altaneira; suas folhas recebiam os raios de sol, se moviam ao vento, em direção ao céu, enquanto ela me parecia serena, confiante… Talvez ela tenha a sabedoria que aquelas duas arvorezinhas ainda não têm, e que eu, até aquele momento em que uma palmeira me ensinava, talvez ainda não tivesse…

E então, hoje, olhando as arvorezinhas podadas, me lembrando da palmeira na Academia, me dei conta de que nós somos árvores também… Somos Palmeiras!! Nos podaram quando ainda nos inebriávamos com o perfume maravilhoso das ‘flores de Julho’ (as flores permanecem conosco e o perfume também)… E tal como as arvorezinhas, nós nos sentimos “árvores mutiladas”, com partes arrancadas de nós.

Sim, mas nós somos Palmeiras! E é Natal! Comemoramos o nascimento daquele que veio nos ensinar o amor, que veio nos mostrar como podemos, sim, renascer no amor.

Somos Palmeiras! E a seiva corre febrilmente em nós. Haveremos de renascer mais uma vez e quantas outras forem necessárias! Renasceremos muito mais fortes, com raízes mais profundas, com galhos maiores, mais frondosos, com lindas e novas flores e cores! E vamos encher de verde o mundo à nossa volta e todos os olhos que nos olharem.

Nosso ano novo (re)começará com “primaveras”; começará com um novo presidente (Deus permita, e os conselheiros também, que ele seja o Paulo Nobre); começará com as flores da profissionalização do futebol e dos demais departamentos do clube; começará com uma nova mentalidade, com torcedores tendo “voz”; começará com Libertadores, Campeonato Paulista, Copa do Brasil…

2013 começará com palmeiras altaneiras, serenas, mais fortes e mais sábias… Começará com o nosso Palmeiras de volta ao caminho certo. Começará com o nosso coração cheio de esperança…

Vamos nos deliciar com as nossas “primaveras”! Chegamos à elas por merecimento, pelo nosso esforço, apesar de todos os obstáculos que as “forças ocultas” nos criaram.

O “inverno” ainda está longe. Não vamos nos preocupar com isso agora. Mas, ele que se prepare, porque, a nossa casa, o nosso lar, que, grandiosamente, renascerá Arena Palestra em 2013, será motivo de muito orgulho e alegrias, e aquecerá o mais rigoroso dos invernos!

Que os nossos corações estejam abertos para todas as mudanças que virão!Para as alegrias que virão! A força que nos fará renascer, nos foi ensinada há mais de dois mil anos, e está dentro de cada um de nós.

FELIZ NATAL, AMIGO PALESTRINO! SAÚDE E PAZ PARA TODOS!

QUE 2013 SEJA DE RENASCIMENTO E ALEGRIAS! O Palmeiras, que plantamos em nossos corações, só não é maior do que ele mesmo, e a sua estrela jamais deixará de brilhar!

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Hoje, eu acordei de ressaca… Ressaca de emoção.

Ainda estou tocada por tudo o que vivenciei na noite de ontem…

Cheguei no Pacaembu quando ainda faltavam umas duas horas para a partida começar. As pessoas não paravam de chegar; as camisas com o número 12 às costas se multiplicavam, os sorrisos nos rostos das pessoas eram maiores do que nos dias normais, a quantidade de crianças também. Os nossos corações se preparavam para um encontro… e que encontro!

Amigos de perto, amigos de longe, amigos  que ainda não conhecíamos pessoalmente… tinha vindo todo mundo! Abraços, beijos, muita conversa, muitas recordações e uma quantidade imensa de orgulho estavam em todas as rodas. E no escuro da noite, o palco da última apresentação do melhor goleiro do Brasil, o melhor que eu já vi na minha vida, se acendia em verde…

Foto: O Pacaembu está verde!

Quem achou que depois do Brasileiro essa festa perderia brilho, perderia vibração, se enganou redondamente. Vendo aquela multidão que continuava a chegar, eu me perguntava: Que gente é essa, que se supera e se transforma a cada revés? Que se deixa levar só pelo amor? O nó na minha garganta era constante. O melhor mesmo era só falar “abobrinhas” e nem pensar muito sobre o que aconteceria lá dentro do estádio.

E ele estava lindo quando entrei. Lotado! Os quase 40 mil pagantes foram recorde de público do Pacaembu no ano. Tinha que ser o Marcos! E a gente na maior ansiedade esperando o Palmeiras entrar em campo. E quando ele entrou, o estádio explodiu e foi impossível não se emocionar. Quanta saudade daquele Palmeiras… O telão mostrava Marcos, que ainda não entrara, e que estava vindo com o filhinho recém-nascido nos braços.  O mosaico da Mancha reproduzia o gesto que Marcão eternizou.

“PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, MARCOS!”, gritavam os 40 mil, quando Marcos Roberto Silveira Reis, o nosso São Marcos, subiu ao gramado. Os milhares de flashes dos que queriam capturar todos os momentos da última partida do Santo, deixavam o Pacaembu mágico! As lágrimas que derramávamos sem pudor algum, também.

E os corações palestrinos enlouqueciam diante de tantos ídolos do Palmeiras em campo. AU, AU, AU EDMUNDO É ANIMAL!! O Pacaembu ensurdecia! Que emoção eu senti ao ouvir isso e vê-lo responder lá em campo! EÔ EÔ EVAIR É UM TERROR!! A saudade explodia na arquibancada! Meu coração, em pedaços, se espalhava pelo gramado. Esses pedaços de coração vestiam camisas do Palmeiras e, alguns, as da seleção. Olhava no campo e ali estavam Marcos, Edmundo, Evair, Cleber (o nosso Clebão), César Sampaio, Alex, Paulo Nunes, Tonhão, Amaral, Asprilla, Oséas, Junior, Euller, Sérgio… Ademir da Guia!!! Meeeeu Deeeeus! Era bom demais pra ser verdade! Do lado da seleção, mais um monte de ídolos palestrinos: Cafu, Rivaldo, Antonio Carlos, Roberto Carlos, Velloso, Djalminha (você não, Edílson!)… no comando da equipe, César Maluco e Leivinha, Dudu estava no banco. Só o Palmeiras consegue montar dois times e uma comissão técnica de craques, de ídolos!! E ainda deixar alguns no banco. E Felipão comandava a seleção.

Quando o Palmeiras se perfilou para o hino nacional, eu fui sugada por uma máquina do tempo invisível e meu coração passou a bater num outro tempo, numa outra época. Ouvir o hino do Palmeiras no estádio, logo após ter ouvido o do Brasil, foi surreal. Olhar aquela fileira de craques em campo era algo de outro mundo.

A partida era uma festa! Nossa alma estava em festa! Marcos estava no gol em frente às arquibancadas, e  isso era delicioso. Eu me sentia como se nunca tivesse deixado de ver o Marcão ali, como se nunca tivesse deixado de ver aqueles craques todos jogarem. Era tudo tão familiar, que parecia ter sido na semana passada a última vez que eu os vira em campo.

Edmundo jogava fácil, naquele seu jeito Animal de ser… Clebão, impressionante,  parecia o mesmo de sempre… Paulo Nunes e Amaral também estavam jogando direitinho.  Rivaldo queria marcar gol no Santo de qualquer jeito;  levantou na área, tentou por cobertura do meio de campo (senta lá Rivaldo), bateu falta… mas Marcos estava Marcos, como sempre, e pegou tudo.

A árbitra, que entrou acenando para a torcida, como se fosse uma miss num concurso, teve a cara de pau de garfar o Palmeiras num jogo amistoso, de festa. Fez que não viu o pênalti de Cafu em Paulo Nunes.  Mas não teve o que fazer quando o Animal (contrata ele Tirone!) foi derrubado na área… PÊNALTI!!! Todo mundo pensou a mesma coisa. O Pacaembu era um grito só: Marcos, Marcos, Marcos… os amigos no campo também. Ele hesitava,  não queria ir. Diria mais tarde que achou que a torcida estava com saudade de ver o Evair bater pênalti. hahaha E então, os jogadores vieram buscá-lo. Evair o chamava de longe, Edmundo o empurrava… E nós enlouquecíamos na bancada com a possibilidade de ver o nosso amado Santo fazer um gol, justo no dia em que se despedia do futebol.

Quatro insistentes minutos depois, lá estava o Marcão na área, com o Ronaldo, brincalhão, dizendo em seu ouvido que ele ia errar… Os torcedores, de olhos grudados no campo, não conseguiam conter a ansiedade. Até as crianças estavam nervosas. NÓS ÍAMOS VER UM GOL DO MARCOS! O Dida que ousasse pegar, que eu matava ele! A respiração estava suspensa e o grito já estava na garganta, pronto! Roberto Carlos já comemorava, antes mesmo da cobrança.

E então, a juíza apitou, e o Santo cobrou com a maior categoria! Dida escolheu o canto e Marcão mandou no meio e no alto.

GOOOOOOOOOOL DO PALMEIRAS! GOOOOOOOOOOOOOOL DE MARCOS!! O Pacaembu veio abaixo! Os torcedores se olhavam incrédulos! Todo mundo se abraçava! Marcão pegando tudo e nos dando um gol de presente! Eu não sabia se estava chorando pela alegria de ter visto um gol do Santo ou por imaginar a felicidade dele, enquanto ele corria comemorando. Seus amigos em campo também estavam tão felizes quanto a gente e fizeram ele sumir num abraço gigante. E nós agradecíamos a São Marcos por mais uma graça recebida. Que festa linda! Digna da carreira e da pessoa de Marcos. Digna da Nação Alviverde que chorava de emoção.

Mas tinha mais! Edílson, Rivaldo, Ronaldo… todo mundo tentando, e o Marcão pegando tudo. A galera delirava! Edmundo fez jogada individual e bateu, Dida mandou pra escanteio, Cleber, na zaga, tirava todas (ele ainda cabe no nosso time, viu?)! Tudo como nos velhos tempos. E a máquina do tempo misturou 93 com 99 e nos presenteou com uma outra maravilha: Evair fez uma linda jogada, tocou pro Alex, que passou pra Edmundo; o Animal driblou o Cafu e achou Paulo Nunes na cara de Dida. E ele só teve o trabalho de mandar na rede! Coisa linda!! O coração, velho de guerra, se esparramava no peito, feliz…

No segundo tempo, Rivaldo continuava tentando, mas o Marcão nem aí, se esticava todo e mandava pra fora. E a gente matava a saudade do nosso baita goleiro e de todos os nossos craques. Euller, que continua o mesmo, invadiu a área e quase que Oséas marcou… Que coisa boa a gente poder ver tudo isso. E aí, o Marcão foi jogar de centroavante, e o Sérgio entrou em seu lugar.

Edílson, que cometeu o sacrilégio de tentar dar uma caneta no Divino Ademir da Guia (uma atitude vergonhosa e desrespeitosa como essa tinha que partir dele), sem respeito algum à grandeza de um jogador do quilate de Ademir, chamado de DIVINO, sem respeito algum aos bons anos a mais que ele tem,  diminuiu o placar. Euller quase fez o terceiro, mas Velloso, no lugar de Dida, fez uma baita defesa. Era parmera pra todo lado! E parmerada da mais alta qualidade! Aos 24′, Luizão empatou a partida.

E quem disse que não comemoraríamos a despedida do Santo no dia certo? Depois de uma contagem regressiva no telão, exatamente à meia noite, as luzes se apagaram, o telão nos avisou que era dia 12/12/2012, e Marcos foi para o meio do campo discursar e agradecer.

Confesso, esse momento foi difícil.  Ele agradeceu a Deus, aos seus pais, à sua família, aos seus treinadores e aos jogadores que estavam ali… e nos agradeceu também. Pediu para que a gente não se esqueça dele… como se isso fosse possível. Uns choravam disfarçadamente, outros choravam descaradamente. As lágrimas estavam nos olhos e nas faces da maioria das pessoas. Depois de um ano tão triste, tinha que ser o Santo para nos fazer chorar de emoção e alegria.

Marcos foi dar a sua última volta olímpica diante da Que Canta e Vibra junto com os filhos, num carrinho. E aí, meu coração se partiu de vez. Nem eu imaginei que fosse doer tanto vê-lo acenando em despedida e, como dizem por aí, chorei largada, copiosamente…  Um momento tão lindo e tão doído…

Mas, em meio àquela festa inesquecível, observando o Pacaembu lotado, observando aquela torcida linda, emocionada e tão orgulhosa, sentindo a energia tão intensa que havia no Pacaembu, eu tive certeza absoluta  que pode acontecer o que for ao Palmeiras, ele não perderá a sua grandeza jamais!

E na madrugada de 12/12/2012, a Nação, orgulhosa, foi dormir de olhos molhados e coração feliz…

E, hoje, me lembrando do pedido de Marcos para não nos esquecermos dele, eu o respondo: Isso só vai acontecer Marcão, no dia em que nos esquecermos de respirar.

PUTA QUE PARIU, É O MAIOR GOLEIRO DO BRASIL, MARCOS!

“Eu tenho tanto pra te falar
Mas com palavras não sei dizer
como é grande o meu amor por você…”

Certa vez, alguém me disse que há beleza na tristeza… Deve ser por isso que hoje, o Pacaembu, em Noite Santa, vai ver uma festa linda… feita por milhões de devotos (sim, de alguma maneira, vamos todos ao Pacaembu) que estarão cantando, aplaudindo, sorrindo, mas com o coração em pedaços.

Vamos nos despedir de Marcos… nosso goleiro, nosso amigo, nosso careca, nosso “parente”, nosso contador de causos, nosso ídolo, nosso santo tão amado… e desta vez é pra valer. Que difícil Marcão! Sei que você vai se emocionar, e nós também vamos, muito. Depois desses meses todos de saudade, como num passe de mágica, você vai estar lá no gol  do Palmeiras outra vez. Vamos estar juntos, de novo! Como se nunca tivéssemos deixado de estar. E isso será uma festa para os nossos sentidos! Será música para o nosso coração! Mal podemos esperar para encontrar você de novo,  para te “abraçar”.

Hoje, vamos nos embriagar da alegria de ter você de volta;  da felicidade de podermos olhar a sua mítica figura de braços abertos em direção ao céu, de vê-lo vestindo o uniforme mais lindo do mundo; vamos beber da alegria da tua presença, do prazer de vê-lo jogar; ébrios, emocionados e egoístas, vamos ter você só pra nós… vamos olhá-lo em companhia de Evair, César Sampaio, Euller, Paulo Nunes, Oséas, Asprilla… e nos deixar transportar para 1999… ainda que seja só por 90, minutos…

Hoje, vamos comemorar o privilégio de sermos Palmeiras e termos você, Marcão. Hoje, vamos agradecer a Deus por todas as dádivas que juntos recebemos. Vamos agradecer à vida que o fez fugir da Marginal sem nº e escolher o Palmeiras para ser a sua casa,  enquanto, sem saber, você escolhia o caminho da canonização.

Deus o escolheu para ser Marcos, e você nos escolheu…

Como podemos lhe agradecer? Obrigado parece tão pouco…

Quando eu me lembro de suas defesas maravilhosas, eu quero algo mais que obrigado…

Quando eu me lembro dos seus milagres… a palavra obrigado é pequena demais para tudo o que quero expressar…

Quando eu penso em todas as suas dores, em todo o seu sacrifício… eu sei que obrigado é quase nada…

Quando eu me lembro de todas as vezes que você nos fez gargalhar com os seus causos, as suas declarações, até a minha tristeza dá risada… e  ‘obrigado’ continua a não servir…

Quando eu me lembro de você ter recusado um clube europeu, para ajudar o Palmeiras num momento difícil, eu tenho certeza que não existe uma palavra que expresse o nosso agradecimento.

Todos sempre se lembram da Libertadores, do pênalti do Marcelinho que você defendeu… Eu me lembro daquele cafezinho; me lembro de você ir lá na área tentar nos defender de um resultado adverso, me lembro do Paulistão 2008; me lembro de você ser defendido no tribunal pelo jogador que o juiz alegou que você agredira;  me lembro das suas declarações contundentes, fruto do seu amor pelo Palmeiras; me lembro da segundona, que fizemos mais badalada e mais assistida do que a série A; me lembro de tantas coisas… Me lembro da foto que um amigo e eu tiramos ao seu lado, e você, santamente, nos colocou chifrinhos; me lembro de você ter escolhido a camisa 12 quando todos o queriam com a 1; me lembro de estar de joelhos no chão da cozinha, diante do rádio, tremendo, chorando e agradecendo a Deus e a você, depois daquelas suas defesas diante do Sport… me lembro das suas lágrimas no final do campeonato deste ano… me lembro daquelas dezenas de crianças à sua volta, a cada vez que você entrava em campo… eu me lembro de tudo, de todos esses 20 anos que, graças a Deus, eu pude viver e acompanhar. Obrigado é mesmo muito pouco, Marcos.

Como explicar o que você significa e o tamanho desse amor que sentimos?

Também não somos capazes de explicar esse misto de alegria e tristeza,  de orgulho e saudade… Estamos sonhando com esse encontro de hoje, estamos  contando as horas pra ele chegar, mesmo sabendo que nosso coração vai doer um bocado. E e só pra  te dizer, mais uma vez,  Marcos, como é grande o nosso amor por você.

Estamos muito, mas muito mais felizes e orgulhosos do que tristes. Felizes porque você existe, porque defendeu, honrou e amou a nossa camisa; orgulhosos porque nenhum outro time teve esse gostinho. Felizes porque você  é do Palmeiras;  orgulhosos porque um goleiro do Palmeiras foi pra seleção, fechou o gol e voltou campeão… Felizes e orgulhosos porque o nosso caipira de Oriente, o nosso careca tomador de cafés e contador de causos, botou o bicho papão, Oliver Khan, no chinelo! E foi o melhor goleiro da Copa! Sim, você foi o melhor de todos. O mundo o aclamou! Sempre nos sentiremos felizes e orgulhosos ao lembrar de você, Marcão. Você nos ensinou que o amor e a história dinheiro nenhum pode comprar. Essa é uma bela parte do seu legado a todos nós.

Tenho certeza absoluta que o mundo nunca mais verá um outro Marcos!

Saiba que hoje, nós vamos esquecer todo o resto que nos afligiu neste ano e vamos sonhar! Sonhar que você está de volta; sonhar que vamos conquistar muitos outros campeonatos juntos; sonhar que não carregamos no peito essa saudade tão doída… Sonhar que o tempo vai parar nessa noite de 11/12/2012… e que esse sorriso lindo vai estar nas entrevistas de pós jogo por muito tempo.

Hoje, São Marcos, nós vamos sonhar, mas de olhos bem abertos, para não perdermos nada, para podermos “fotografar” todos os momentos, e registrarmos cada gesto seu, com os olhos da alma, e te levar conosco pra sempre. Para contarmos aos palmeirenses que virão, o que fazia em campo aquele goleiro, aquele homem, aquele anjo,  querido e respeitado por torcedores e jogadores de todos os times; o goleiro que se tornou uma lenda, um santo; vamos contar os teu feitos, os teus milagres, os teus causos (até o do Opala) e eles irão atravessar gerações.

Foi bom demais, Marcão! Fomos felizes até não poder mais e amamos você imensamente por isso. Você foi o grande presente que recebemos de Deus.  E agradecemos a Ele por termos estado na bancada, tomando sol, tomando chuva, durante esses 20 anos, vendo essa página linda da nossa história ser escrita, palavra por palavra, defesa por defesa, milagre por milagre…

Hoje, a nossa alegria, o nosso respeito, o nosso orgulho e o nosso imenso amor estarão no Pacaembu para te aplaudir! Do lado de fora nos esperará  a saudade… Saudade que vamos sentir enquanto vivermos, saudade que a camisa 12  e o futebol sentirão pra sempre…

E como obrigado é muito pouco, nós, os seus devotos, lhe entregamos o nosso coração e o nosso amor. Fica com eles, São Marcos,  porque eles são seus!

PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL  (E DO MUNDO), MARCOS!!

“Se você deixar a sua casa aberta e um sujeito qualquer levar todos os seus pertences, ele não vai deixar de ser culpado por você ter sido relapso, e nem você perderá o direito de ir à delegacia mais próxima denunciar o ocorrido…”

O ano está acabando… o Palmeiras está imerso em problemas que, às vezes, nos parecem insolúveis… A gente não sabe se reclama ‘disso’ ou ‘daquilo’, se xinga ‘esse’ ou ‘aquele’… se culpa o ‘Fulano’ ou o ‘Sicrano’…

O torcedor, de tão desorientado, vai perdendo a “visão periférica”… Foca a sua revolta numa determinada coisa e não enxerga mais o que está à sua volta, não enxerga mais o todo com todas as suas cores.  Foi assim o ano inteiro. Alguns jornalistas, palmeirenses(?) dizem que o torcedor do Palmeiras não pode reclamar das arbitragens em 2012. CUMA? Já tentou imaginar como reagiriam os jornalistas gambás e bambis se os seus clubes tivessem sido prejudicados, como foi o Palmeiras, neste Brasileirão que acabou de acabar? Se eles tivessem sido empurrados para a segundona? Tivemos uma boa mostra disso num gol de Neymar, com alguns centímetros em impedimento, lembra? Algumas cabeças foram cortadas e até os jornalistas “palmeirenses” se revoltaram contra o prejuízo ao pobre Corinthians…

E, baseados em coisas assim, dando ouvidos a comentários como esses, passamos a sofrer da “síndrome de corno manso”; aceitamos (eu não!) passivamente que prejudiquem o Palmeiras em outras instâncias, porque a diretoria do clube é péssima, amadora, incapaz, desinteressada e faz o maior estrago no Palmeiras; porque Mustafá fez escola e espalhou crias no Palestra; por que o jogador “X” não é bom, o jogador “Y” também não; porque o treinador escolheu o “Zezinho” e deixou o “Luisinho” no banco; porque algumas contratações nos pareceram meio suspeitas… Peraí, eu sei de tudo isso, mas arbitragens decidirem partidas não é lícito em situação alguma! E eu não vou fingir que não vi isso acontecer inúmeras vezes! Como diria o ‘filósofo’ Avallone, “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”!

A diretoria, se Deus quiser, vamos trocar por uma bem melhor, né Paulo Nobre?  (Sim, eu torço que seja ele o futuro presidente). A profissionalização, a ética e a decência vão deixar de ser apenas palavras jogadas ao vento, vão deixar de ser clichê dos que não querem que nada mude, e vão, sim,  chegar ao Palmeiras; os favorecimentos vão acabar; os aproveitadores vão perder espaço; vamos pegar o caminho certo e, por certo, o caminho certo não será muito curto. Infelizmente. Afinal, o estrago que fizeram ao Palmeiras foi muito grande. O prejuízo ao seu futebol e à sua marca foi imenso… Mas isso virá só depois da eleição.

Por enquanto, o que temos é o Tirone fazendo das suas. Vendo que o tempo do “bem bom” está acabando, ele anda preocupadíssimo em vender e comprar atletas, sem respeito nenhum ao próximo presidente que será eleito em Janeiro; e, com o seu mandato acabando, ele inventou de contratar (com multa  em caso de demissão) um novo diretor de marketing, impondo ao próximo presidente um profissional que ele, Tirone, escolheu.  Uma surra de gato morto, interrompida apenas quando o gato cantasse o hino do Palmeiras em esperanto, seria perfeita para o nosso dirigente.

Mas, voltando ao futebol propriamente dito… Ah, o futebol… Chegamos ao final do Brasileiro 2012 e, assim como tenho me perguntado em outros anos, foi legítimo o seu campeão? Foram legítimos os resultados das suas partidas? Mais uma vez, parece que não… O Atlético-MG, que deveria ter sido o campeão, que o diga… o Palmeiras, empurrado para a segundona, também! E ainda tem o Flamengo,  mais um clube pessimamente administrado que, não fossem as arbitragens, teria sido rebaixado por seus próprios méritos…

Mas as muitas lambanças desse Brasileirão 2012, aquelas coisas todas que percebemos como verdadeiras armações, diluídas ao longo de 38 rodadas, acabam sendo logo esquecidas…  Esse é o grande dolo dos tais pontos corridos: a sujeira em doses homeopáticas.

E quando se fala em armação no Campeonato Brasileiro, quando se fala em sujeira, todo mundo lembra logo de 2005 e da lavagem de dinheiro, e todo mundo acha que aquele campeonato foi comprado. E acha também, que a ‘descoberta’ do tal esquema do apito, e só a descoberta, foi meio inventada (ninguém foi preso!!?!), para legitimar a entrega do título ao seu suposto comprador (suposto? hahaha). E, de lá pará cá, com a associação CBF, TV, empresários , empresas e sabe-se lá mais quem ou o quê (que fizeram da seleção brasileira um balcão de negócios), o futebol brasileiro parece estar cada vez mais pobre e cada vez mais podre e o seu maior campeonato também; as coisas estão cada vez mais descaradas. Se é que algo pode ser mais podre e descarado que 2005…

Em 2012, foi um vale tudo!   Valeu tudo para fazer o Fluminense campeão, valeu tudo para empurrar o Palmeiras para a segundona, valeu tudo para o Flamengo não cair… A criatividade e cara de pau de árbitros e bandeiras foi de uma competência ímpar; os julgamentos de dois pesos e duas medidas do STJD foram fundamentais, e o comportamento da mídia esportiva omitindo imagens e informações sobre os absurdos erros, acabaram legitimando os imensos prejuízos impostos pelos homens do apito a alguns clubes. Com novos dirigentes na CBF (um deles disse que queria que o Palmeiras caísse, lembra?), pudemos perceber que nada mudou, que eram apenas “farinha do mesmo saco”. Na verdade, a “farinha” agora, parece ter qualidade inferior.

Apesar de sabermos que o Palmeiras foi parar na beira do precipício com as suas próprias pernas, fomos testemunhas oculares dos inúmeros e escabrosos “erros” do apito que o empurraram para a série B, principalmente, os ocorridos no primeiro turno. Reagir foi ficando cada vez mais difícil. Cansei de publicar as imagens e vídeos sobre os “erros” sofridos ao longo desse Brasileiro (os da Copa do Brasil também) de pontos subtraídos e manipulados. O ex-árbitro, Gutemberg, fez denúncias gravíssimas sobre favorecimentos das arbitragens para determinados clubes, que, segundo ele, eram induzidas/sugeridas pela própria Comissão de Arbitragem. Um escândalo, que todo mundo deixou pra lá, inclusive a imprensa… WHY?

E aí, essa ”gente lunática, que gosta de ver má intenção e armação em tudo, essa gente com mania de perseguição, que imagina que os árbitros brasileiros decidem partidas”, se pergunta: Será que no “país do futebol” a CBF  permite (faz?) essas lambanças com os campeonatos só de 2005 pra cá? Tire as suas próprias conclusões…

CBF(CBD) E CAMPEONATO BRASILEIRO – CREDIBILIDADE 0% – Parte I

1971 – Foi a partir desse ano que a CBD (hoje CBF), resolveu “estruturar” a competição nacional, mais ou menos aos moldes dos ‘brasileirões’ de hoje. Mas, para variar, o regulamento era uma ‘coisa’! Duas vagas seriam dadas aos times com a maiores rendas. Foi um caos. Rendas maravilhosas em jogos de estádios praticamente vazios; diretorias de clubes comprando todos os ingressos das partidas; clubes colocando à venda muito mais ingressos do que os estádios comportavam… trapaças mil. Teve até um motim dos jogadores do Flamengo, que tinha que perder um jogo diante do Santos, vejam só, para poder se classificar. Os dirigentes brasileiros sempre foram “jênios”…

1974 – A vergonhosa mudança de mando 

01/08/1974 – A CBD se apoiou em uma brecha do regulamento (que não usava para punir outros clubes, inclusive o próprio Vasco, cujo dirigente tinha invadido o campo para agredir o juiz) para mudar o local da partida decisiva do torneio. Por ter melhor campanha, o Cruzeiro deveria jogar em casa, no Mineirão, contra o Vasco. Mas devido a uma “tentativa de agressão de um dirigente”, o mando de campo foi invertido (Na verdade, a “tentativa de agressão”, de agressão mesmo, não teve nada. O Vasco alegou que o dirigente cruzeirense Carmine Furletti e o treinador Hilton Chaves haviam invadido o gramado do Mineirão no jogo entre os dois clubes no quadrangular final. Então, o Cruzeiro perdeu o mando de campo,  e a CBD o deu para o adversário!!). Vale dizer que a invasão se deu depois de Palhinha do Cruzeiro ter sofrido um pênalti escandaloso e ignorado pelo árbitro (essa tática, tão manjada, é usada até hoje). Depois de ter conseguido o adiamento da partida, misteriosamente, a diretoria do Cruzeiro concordou em levar a  partida para o Maracanã e,  com uma arbitragem polêmica e tendenciosa, o juiz Armando Marques prejudicou o Cruzeiro, anulando um gol legítimo no fim do jogo que daria o título aos mineiros. Assim,  o Vasco foi o primeiro time carioca a conquistar o campeonato brasileiro.

 

1977 – A suspensão com data planejada  e conveniente

05/03/1978- Decisão do Campeonato Brasileiro de 1977- Reinaldo, artilheiro do campeonato de 1977 com 28 gols, deveria cumprir suspensão de um jogo e a CBD decidiu que seria somente no jogo final contra o São Paulo (A CBD escolhendo a data para o jogador cumprir suspensão… Não é preciso que se diga mais nada, não é mesmo? Reinaldo tinha sido expulso quase um ano antes, na primeira fase do campeonato, mas guardaram o julgamento!! Na final, ele já tinha trocado de roupa no vestiário quando veio a ordem [para não jogar]. Uma vergonha!). No fim, o Atlético-MG, invicto, com 10 pontos a mais que o clube do Morumbi, amargou o vice-campeonato.

Teve mais coisa na partida. Uma dividida entre Neca (SPO) e Ângelo (ATL). Como vocês podem ver na imagem abaixo, o jogador do São Paulo, criminosamente, levantou o pé e pegou o joelho do adversário. Resultado: Ângelo saiu do gramado do Mineirão com ruptura completa do ligamento colateral externo; ruptura do bíceps femural; ruptura da clápsula externa (na informação encontrada é “clápsula” mesmo) e do tracto íliotibial. Uma cirurgia teve que ser  feita imediatamente: a plástica da clápsula do ligamento do tracto íliotibial e uma reinserção dos músculos do bíceps na cabeça do perônio. O Neca arrebentou o cara, de propósito, tinha que ter sido expulso e… só levou um amarelo! Não bastasse isso, enquanto Ângelo estava caído, morrendo de dor, pelo estrago todo que o são paulino lhe fizera, um outro adversário, Chicão, pisou o seu joelho. E o juiz nada fez. Quem era o juiz? Arnaldo César Coelho!!

As imagens são claras, e só o Arnaldo não viu… E deixou o São Paulo jogar o resto da partida com dois jogadores a mais. Uma ajuda e tanto, não é mesmo? As imagens lembram até a pegada do gambá Chicão no Barcos, em 2012, né? Aquela, que o juiz também fez que não viu…

E a covardia dos atletas(?) são paulinos foi tanta, que o seu próprio técnico, Rubens Minelli, declarou na época:

“Eu sou treinador há vários anos, e nunca pedi a qualquer atleta ou equipe que eu comandei jogar dessa maneira!”

Ângelo, a vítima, diria no hospital:

“O Neca foi desleal, sabe? O Chicão também… Quando Chicão me pisou, me disse  uma coisa  que não consigo entender: -Tome, isto é pra você aprender a ser covarde!-. Covarde, Eu? Por quê? O que é que eu fiz de errado naquele jogo? O que fiz contra ele? Eles estavam totalmente errados.”

http://webgalo.comze.com/caso_angelo.php

1978 – A expulsão de Leão

10/08/1978 – No primeiro jogo da final entre Palmeiras e Guarani, o goleiro Leão foi expulso por supostamente ter acertado um soco em Careca, do Guarani. Leão sempre negou a agressão, versão que foi confirmada posteriormente pelo atacante. No lance do pênalti, o Guarani fez o gol da vitória por 1 a 0.

1980 – O craque Reinaldo, ex-jogador do Galo e da Seleção Brasileira, é quem nos conta o que aconteceu nesse campeonato. Veja se o “modus operandi” não te parece familiar…

“Em 80 foi outra articulação. O Flamengo nunca havia conquistado um título brasileiro. O Maracanã estava lotado na final, tinha “nego” pendurado no lustre. Me lançaram uma bola no segundo tempo, eu corri e senti a fisgada. Aí veio o massacre da multidão. Duzentas mil pessoas gritando, em coro: “Bichado, bichado!” Eu queria enfiar a cabeça no gramado. Estava sem condições. Aquilo esmagou minha mente. Mas tive a oportunidade de empatar o jogo e calar o Maracanã. Senti o sabor do silêncio, flutuei, foi um prazer. Quando eu sofri a distensão, o Carlos Alberto, que era reserva do Toninho Baiano, gritou: “Calma! Ele se machucou, mas ainda está em campo.” Faltava me tirar. E o juiz me deu um amarelo seguido de vermelho, de graça“. Veja o motivo do cartão vermelho do Reinaldo…

http://www.youtube.com/watch?v=vNwfrmugTv0

http://placar.abril.com.br/brasileiro/atletico-mg/reinaldo/entrevistas/sem-meias-palavras-reinaldo-revela-magoa-o-atletico-so-me-explorou.html?print=true&post_id=192410

Reinaldo, atribui essas articulações à ditadura militar que vivíamos na época, e acredito que ele tenha razão. Mas a ditadura acabou faz tempo e as articulações continuam, e cada vez mais descaradas. Parece que o pessoal tomou gosto pela coisa…

(E, apesar de eu estar listando aqui apenas campeonatos brasileiros, vai de brinde  o vídeo que perpetuou o que o juiz, conhecidamente flamenguista, José Roberto Wright, fez na partida entre Atl-MG e Flamengo, pela Libertadores de 81. Expulsou nada mais, nada menos, que 8 jogadores atleticanos. Não era fraco o homem, né? E pessoas assim viram comentaristas de arbitragem na TV…

http://www.youtube.com/watch?v=EGJBO7yNsZw  )

1981 – Agressão no vestiário

26/04/1981 –  Semifinal do campeonato brasileiro entre Botafogo e São Paulo. No intervalo, o árbitro Braulio Zannoto foi agredido covardemente por seguranças são-paulinos. O time carioca, que ganhou o primeiro jogo por 1 a 0 e jogava o segundo por empate, ganhava por 2 a 0 em pleno Morumbi, mas perdeu por 3 a 2 e foi eliminado.  (Coisa de time de primeiro mundo, né? A farsa do gás foi muito mais engenhosa). O São Paulo virou o jogo no segundo tempo e, anos depois, Zannoto disse que foi agredido por homens armados e que errou em não paralisar o jogo e nem relatar o ocorrido na súmula.

1982

Na partida final do brasileirão de 1982, o Flamengo saiu na frente, mas, o Grêmio dava trabalho, atacava forte, e queria o gol de empate  que lhe daria o título. No lance decisivo da partida  o centroavante Baltazar cabeceou no alto do gol flamenguista e, para impedir o gol, o volante Andrade defendeu com a mão. Pênalti? O árbitro, Oscar Scolfaro, disse que não. Ele mandou o jogo seguir, afirmando que a defesa fora feita pelo goleiro Raul. Goleiro que usava camisa amarela, enquanto Andrade usava a rubro-negra.

E ninguém chamou o Flamengo, nem o Andrade, de imorais, por se valerem do toque de mão para ganhar um título…

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=68peqVs3XzA

1983

Os oito primeiro colocados do campeonato paulista disputavam a Taça de Ouro. O Santos termina em nono no estadual, mas a CBF o convida para a disputa. O Santos terminaria vice-campeão, sendo derrotado pelo Flamengo por 3 x 0,  no Maracanã. O Vasco também não atinge o índice mas permanece na Taça de Ouro.

1986

20 clubes deveriam ter sido rebaixados para a Taça de Prata após o torneio de 1986, mas isso foi desconsiderado depois de uma virada de mesa (29/01/87). Com a organização do Clube dos 13, todos foram convidados a participar do campeonato seguinte e divididos em módulos, sem ser respeitado nenhum critério técnico.

Vasco e Botafogo novamente não atingem o índice da Taça de Ouro mas continuam participando do campeonato.

E o Guarani, vice campeão, só não levou o título de 86, deixando o São Paulo como vice, graças à interferência do árbitro José de Assis Aragão, que não marcou uma penalidade clara sobre o jogador João Paulo, no segundo tempo da partida final, e ainda expulsou o jogador Vagner, de maneira bastante questionável.

Ao final da partida, ele teria declarado para a imprensa: “Essa arbitragem é para o Leonel!”, referindo-se à Leonel Martins de Oliveira, presidente do Guarani na época, gerando ainda mais polêmica, já que Leonel havia disparado abertamente contra a escolha de Assis para apitar a final, pelo passado problemático do árbitro que quase sempre favorecia os times conforme o peso da camisa, especialmente, o do Morumbi, onde Aragão acabou indo trabalhar mais tarde.

1987 – Dois campeões

13/12/1987 – Com problemas financeiros e administrativos, a CBF havia anunciado que não organizaria o torneio daquele ano. Coube ao recém-formado Clube dos 13 fazê-lo. Mas a Confederação voltou atrás e foi criada a Copa União,  em dois módulos, que previa um quadrangular com os dois melhores de cada módulo. Flamengo e Internacional, campeão e vice do Módulo Verde, se recusaram a participar do cruzamento. Sport e Guarani venceram os jogos por W.O. e, na final, o time pernambucano ficou com o título. O Corinthians ficou em último lugar. A baderna desse campeonato merece ser melhor contada, numa postagem à parte)

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=vZg_fGD_LWI

1989 – Tribunal de “Injustiça”

22/10/1989 – O Coritiba queria disputar sua partida decisiva do primeiro turno no mesmo horário que seus adversários diretos, algo que o Vasco havia pedido e conseguido. Mas a CBF, que atendeu o Vasco, rejeitou o pedido o time paranaense (não é justíssima a CBF?). Em protesto, o clube deixou o Santos esperando no gramado e não apareceu para jogar. Como punição, foi suspenso por um ano das competições e rebaixado à Série B. (O time foi sacaneado pela CBF e ainda foi punido por ter se recusado a jogar. O mesmo não aconteceu   com Flamengo e Inter em 87, né?)

1991 – Eliminação extra-campo

26/05/1991 – O Corinthians havia se classificado para disputar a semifinal da competição, mas a CBF decidiu dar ao Fluminense (como ajudam esse Fluminense, hein?) os pontos do jogo contra o Botafogo, que, interrompido por uma invasão da torcida botafoguense, acabou 0 a 0. O time carioca passou o paulista na classificação e jogou o mata-mata contra o Bragantino.

Informações sobre os campeonatos: esporte.ig.com.br

A continuação será publicada em uma outra postagem.

 

Embaixador do programa de relacionamento Clube Amigo Suvinil, “São Marcos” se despede oficialmente dos campos na próxima terça-feira (11).

A Suvinil será uma das patrocinadoras do jogo de despedida do Santo, que acontece na próxima terça-feira (11), no estádio do Pacaembu. Na ocasião, “São Marcos”, ao lado de grandes craques da história do Palmeiras e da seleção brasileira 2002 (Arce, Alex, Djalminha, Paulo Nunes, Ronaldo, Cafu, Roberto Carlos…), aposentará a camisa 12 de goleiro, que eternizou em mais de 500 jogos disputados pelo Palmeiras e nos 12 títulos conquistados com o time.

A Suvinil, apoiadora do evento, que realizou ações de incentivo com balconistas, donos de lojas e integrantes do Clube Amigo para a distribuição de alguns ingressos desse jogo histórico, tem uma surpresa: irá presentear dois sortudos com um par de ingressos para o jogo. Isso mesmo! A Suvinil vai levar dois torcedores ao jogo mais importante do ano! Ao jogo que marca a despedida do maior, melhor e mais querido goleiro do Brasil!! E você pode ser um deles!

Para participar do concurso cultural e concorrer aos ingressos, basta seguir o perfil da Suvinil no Twitter (@suvinil_tintas) e enviar, do dia 07 ao dia 09 de dezembro, uma frase de até 140 caracteres homenageando o ídolo com a hashtag #valeusaomarcos. Os dois ganhadores serão anunciados nos perfis do Facebook e Twitter da marca no dia 10 de dezembro de 2012, às 14h00.

Boa sorte, amigo! Nos encontraremos no dia 11/12/202, lá no Pacaembu!

João Raposo / Divulgação

Palmeirense declarado, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo,  ao lado do presidente do conselho de administração da WTORRE, o empresário Walter Torre, e do presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, visitou na manhã desta terça-feira (04) as obras da Nova Arena do Palmeiras e conheceu as instalações do clube, entregues pela WTORRE em junho.

Perguntado sobre qual será a arena mais bonita do país, o ministro foi categórico: “Eu sempre disse que a (arena) do Palmeiras é a mais bonita de São Paulo, do Brasil e do mundo”.

Os ex-jogadores Dudu e César Maluco também compareceram ao evento, convidados pelo próprio ministro. Dudu presenteou Rebelo com uma camisa do Palmeiras autografada por ele, Ademir da Guia e outros grandes ídolos de décadas passadas. O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, também o presenteou com uma camisa. O novo modelo que São Marcos vai usar em sua despedida.

João Raposo / Divulgação

E o ministro, incentivado por Walter Torre e Rogério Dezembro, até arriscou umas embaixadinhas.

João Raposo / Divulgação

Nossa arena, que já vai começar a ser coberta, está quase pronta, amigo palestrino. E, a partir do segundo semestre de 2013, quando começar a funcionar, ela vai abalar as estruturas da cidade. Nos padrões FIFA, será uma das melhores do mundo. A primeira arena multiuso de São Paulo, com excelente localização, um local com elevado nível de conforto e segurança, com mais de 45 mil lugares cobertos nos jogos de futebol, anfiteatro com até 15 mil lugares, espaço para shows com até 60 mil espectadores, centro de convenções, restaurante panorâmico, memorial do clube, lojas e lanchonetes.

A inclinação das arquibancadas vai garantir que todo mundo tenha visão perfeita do gramado. Além disso, dois grandes telões vão permitir que todos os lances dentro de campo sejam acompanhados por todos os espectadores (será que as arbitragens vão parar de roubar o Palmeiras?).

E você lembra que contei aqui, a WTorre firmou parceria com a gigante AEG, empresa que realiza cerca de sete mil shows por ano e gere mais de 100 arenas nos cinco continentes. Ela mantém vínculo com artistas como Beyoncé, U2, Paul McCartney e Justin Bieber, entre outros. As noites de São Paulo nunca mais serão as mesmas! Elas serão muito melhores!

E segundo estudos da WTORRE, o Palmeiras deve receber durante os 30 anos da parceria cerca de R$ 2 bilhões — isso sem contar a bilheteria dos jogos de futebol, que é 100% do time (o negrito é para os que ainda acham que o Palmeiras vai ter que pagar para usar o estádio).  Nada mau, hein? Fora a renda dos jogos, o Palmeiras ainda terá cerca de 60 milhões/ano!! E não há riscos. A participação é sobre a receita do empreendimento, e não sobre o lucro.

E a arena não estará ociosa nos dias sem futebol. A WTORRE já comercializou seis das 14 cotas de patrocínio. Prestou atenção nisso? A nova arena do Palmeiras está gerando negócios um ano antes da sua inauguração! “Os parceiros deste projeto sabem o tamanho e a importância do negócio, e de estarem presentes nos maiores eventos que serão realizados em São Paulo, e sabem também que, para isso, precisam estar aqui, junto com o Palmeiras e com a WTORRE. “Traremos para o Brasil os maiores espetáculos do mundo. Estamos criando um novo modelo de negócio no país, a maior casa de entretenimento brasileira”, diz o diretor de novos negócios da WTORRE, Rogério Dezembro.

Alegre-se palestrino! Orgulhe-se e encante-se com a sua nova casa, como se encantou o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. Ela  será um espetáculo!

E só para lembrar… Essa maravilha palestrina não saqueou um cofre público sequer!!

 

 


Os 28 gols marcados nesta temporada já colocam o atacante Hernán Barcos em posição de destaque na lista dos maiores artilheiros estrangeiros da história do Palmeiras. O argentino fecha o ano em 8º lugar, empatado com o compatriota Alfredo Gonzalez (campeão paulista em 1944) e à frente de nomes como do também argentino Ponce de León (27 gols e campeão mundial em 1951), do peruano Alberto Gallardo (21 gols e campeão paulista em 1966) e do colombiano Freddy Rincón (21 gols e campeão paulista em 1994).

Se consideradas as médias de gols dos dez primeiros colocados, Barcos pula para o quarto lugar com índice de 0,50 (28 gols em 55 partidas), atrás apenas do maior artilheiro estrangeiro de todos os tempos, o argentino Echevarrieta (114 gols em 127 jogos, média de 0,89), e dos também argentinos Artime (48 gols em 57 jogos, média de 0,84) e Bóvio (56 gols em 73 jogos, média de 0,76).

Os 10 maiores artilheiros estrangeiros

Col. Jogador Gols Jogos Média País Período
Echevarrieta 114 127 0,89 Argentina 1939 a 42
Arce 57 242 0,23 Paraguai 1998 a 02
Bóvio 56 73 0,76 Argentina 1947 a 49
Villadoniga 50 134 0,37 Uruguai 1942 a 46
Artime 48 57 0,84 Argentina 1968 a 69
Valdivia 33 175 0,18 Chile 2006 a 09 e 2012
Barcos 28 55 0,50 Argentina desde 2012
González 28 69 0,40 Argentina 1943 a 46
10º Ponce de León 27 64 0,42 Argentina 1951 a 53

Agência Palmeiras
Marcelo Cazavia

Imagine quantos gols teria o Pirata se os árbitros, neste brasileirão de 2012, tivessem marcado todos os pênaltis que sofremos e não tivessem assinalado um monte de impedimentos mandrakes, como aquele do próprio Barcos, 3 metros atrás do adversário, no jogo contra o Botafogo…

Você pode ler a notícia completa e ver o vídeo com os gols, no site oficial: http://www.palmeiras.com.br/noticias/2012/12/04/09h00-id8438-barcos+e+o+8+entre+os+maiores+goleadores+estrangeiros+da+historia.shtml#.UL5x3uTAdp5

 

Você se lembra, amigo palestrino, que há um ano atrás, nossos “jeniais” dirigentes demitiram o gerente administrativo, o advogado e toda a assessoria de imprensa do Palmeiras? Se lembra também que boa parte da mídia palestrina e da torcida pedia para que os assessores continuassem no clube?

Não sei se foi pela pressão, ou porque os dirigentes se deram conta da estupidez tamanha que tinha sido demitir os profissionais sem motivo algum, e sem nem mesmo ter substitutos para as suas funções, mas o fato é que depois de uns dias meio indefinidos, alguns dos profissionais demitidos foram mantidos nos cargos.

E então, o quadro no clube, que precisa tanto ser profissionalizado, ficou assim: tudo o que era profissional no Palmeiras foi tirado pela gestão atual, menos parte da assessoria de imprensa. E, ”por coincidência”, o único trabalho profissional, com o qual a gestão atual não acabou, foi o que ganhou destaque e foi reconhecido pelo seu trabalho.

É… um ano depois, a Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp) premiou os melhores jornalistas do ano em evento realizado na noite da última sexta-feira (30), no Clube Sírio, e adivinhe com quem ficou o troféu de melhor Assessoria de Imprensa de 2012? Isso mesmo que você pensou! A assessoria do Palmeiras!!

A equipe formada por Fábio Finelli, Marcelo Cazavia, Fernando Galuppo e Carlos Lia superou, na final, as assessorias de São Paulo e Corinthians (que maravilha!) e ficou com o caneco, que lhes foi entregue pelo treinador da seleção brasileira de basquete, Rubén Magnano. Show de bola!

E ainda tivemos o querido Alex Muller (Narrador/Rádio BandNews FM), que, em seu primeiro ano como narrador, ficou com o primeiro lugar na categoria REVELAÇÃO!

E  na categoria “INTERNET – Melhor Rádio”, deu Parmera de novo!! A Web Rádio Verdão, tão querida pela torcida palestrina, ficou com o primeiro lugar, seguida pela Web Rádio Lusa e Web Rádio Coringão (mas que beleza!)

Parabéns Fábio Finelli, Marcelo Cazavia, Fernando Galuppo, Carlos Lia, Alex Muller e Web Rádio Verdão!! Vocês mereceram!!

Cesar Greco/Ag Palmeiras

Uma comitiva com dez integrantes da Federazione Italiana Giuoco Calcio (FIGC) visitou a Academia de Futebol na noite desta quarta-feira 28 e na manhã desta quinta (29) para conhecer as instalações do local visando a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014.

O grupo foi recebido pelo vice-presidente Roberto Frizzo e por membros do departamento de marketing alviverde, que fizeram apresentações em vídeos sobre a história palmeirense e sobre estrutura do centro de treinamento e distribuíram kits com produtos do clube, incluindo camisas personalizadas.

A confederação italiana ainda não decidiu em qual local a seleção ficará instalada, mas, se depender do técnico Cesare Prandelli, a Academia está aprovada. “É uma estrutura muito bonita, de vanguarda. Percebemos que aqui há muito profissionalismo, existe uma preocupação com os detalhes, e tudo isso permite que se desenvolva um ótimo trabalho. O Palmeiras está de parabéns”, comentou o treinador.

No fim do ano passado, a seleção feminina da Itália treinou na Academia de Futebol durante uma semana em meio à disputa do III Torneio Internacional Cidade de São Paulo.

Agência Palmeiras
Marcelo Cazavia

Cesar Greco/Ag Palmeiras

Show de bola, né gente?

O Frizzo, pelo que podemos acompanhar nas fotos, deve ter sido o “tradutor intérprete”, por ocasião da visita. E me pareceu bem bonito e de muito bom gosto o kit que o Palmeiras deu de presente para os italianos. Acho que eles gostaram bastante do que viram, e dos presentes também.

Enquanto a Federazione Italiana Giuoco Calcio analisa tudo o que viu aqui, as nossas camisas, lindas, vão passear na Itália!! Espero que os italianos escolham a Academia de Futebol do Palmeiras, e que as camisas palestrinas, que foram com eles, convençam o Cannavaro a vir também em 2014…

Serão todos muito bem recebidos pela Que Canta e Vibra!!

Cesar Greco/Ag Palmeiras

“Já estamos na terceira geração da família e todas elas são alviverdes. Por enquanto, ninguém descambou para outro lado” – Joelmir Beting

O relógio ainda nem havia completado a volta da primeira hora, desta manhã de quinta feira, quando o dia se fez triste, e mais uma dor veio morar em nosso coração…

Já sabíamos que era irreversível, mas a tristeza, imensa, é inevitável.

O Brasil perdeu uma grande pessoa e um grande jornalista… a família perdeu o grande pai, o grande amigo e companheiro, o grande avô… o futebol perdeu  o criador da expressão “gol de placa”… nós, palmeirenses, perdemos a grande pessoa, o jornalista tão admirado e o amigo palestrino. Sim, era dessa maneira que víamos Joelmir Beting, como se ele fosse um grande amigo, que, por força das circunstâncias, a gente via só pela TV.

Amigo de fé, camarada… que sabia muito bem ser jornalista e palmeirense, sem que isso comprometesse qualquer uma das duas coisas, sem perder o respeito e a admiração de todos.

Amigo sim, senão, como poderia ele nos definir tão bem? Como poderia ele traduzir aquilo que todos sentíamos e não conseguíamos expressar em palavras?

“Explicar a emoção de SER PALMEIRENSE, a um Palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é Palmeirense… é simplesmente impossível!!”

Que palmeirense não conhece essa frase de Joelmir e não a usa com um baita orgulho? Qual o torcedor que não sabe que ela esteve escrita nos vestiários do Palestra, desde 2008, até a reforma da nossa casa? Qual de nós não a tem guardada, e ao seu autor, no fundo do coração?

Sim, Joelmir, não precisamos explicar nada a ninguém… somos cúmplices do mesmo segredo, do mesmo sentimento…

E também não somos capazes de explicar o tamanho da nossa saudade…

Esteja em paz no outro plano, e que Deus o abençoe.