zebraVerdeBlog

Dizem que só aqueles que trabalham têm sorte…

Uns probleminhas domésticos me permitiram assistir ao jogo do Palmeiras na quinta-feira, somente depois dos dez minutos do segundo tempo. E estava 1 x 0 pro Crystal… Custei a acreditar! Pelos comentários dos amigos nas minhas postagens do Facebook e nos tweets que eu recebia, o Palmeiras não estava jogando nada de nada.

E quando comecei a assistir, vi que não tava mesmo; além disso, aquela pegada usual tinha ficado aqui em São Paulo. Pra piorar, o Libertad estava levando 3 do Tigre (um resultado totalmente inesperado); se os argentinos fizessem mais um gol o Palmeiras perderia o primeiro lugar no grupo. O jeito era torcer e rezar pro Palmeiras marcar um gol no Cristal (tava difícil), ou pro Tigre não marcar mais nenhum, ou ainda, pro Libertad criar vergonha na cara, fazer valer a fama de bicho papão (bicho-papão paraguaio dá nisso) e marcar uns golzinhos. Eu já estava torcendo e rezando. Por pior que seja o time que o Palmeiras mande a campo, por pior que seja o futebol que ele apresente, eu não consigo não torcer, e sempre vou querer que aconteça o melhor para o meu time. Se o melhor era ficar em primeiro, então, valia torcer por qualquer uma das possibilidades. Mas como tem gente que torce contra!! Só para poder fazer valer os argumentos que sempre usa para criticar esse ou aquele! Difícil acreditar que alguns sejam torcedores do mesmo time. Difícil não perceber em alguns os verdadeiros interesses que acabam ficando escancarados…

Mas, que nenhum torcedor gosta de ver o time jogar tão mal, é fato! Mesmo com o time todo desfigurado, acho que dava pra jogar mais bola, dava para se insinuar lá na área adversária, dava para não perder. Nós até ficamos mais ofensivos  e criamos algumas situações de gol depois de algumas alterações que Gilson Kleina fez, mas na hora da finalização, foi um desastre!

Vida dura essa nossa… Depois daquela boa sequência, tava difícil mesmo ver o Palmeiras jogar lá no Peru, difícil de engolir o festival de erros de passe, de desarmes bestas que sofríamos, de bolas que dávamos de graça pros peruanos, difícil de digerir o chute de longe que foi parar na gaveta do Prass (isso eu vi depois). Mas ainda não dá para exigirmos regularidade de relógio suíço ao time do Palmeiras, ainda mais quando ele entra em campo tão desfalcado. Além do mais, nós somos a zebra, esqueceram? Já saímos de 2012 como a maior e mais provável zebra nesses dois campeonatos que disputamos. E como qualquer zebra que se preze, tudo o que vier de bom é lucro! Afinal, saímos da gestão de Tirone  e Frizzo, rebaixados, desmoralizados e sem perspectiva de ir bem em nenhum campeonato desse primeiro semestre. Todo mundo sabia, e não compreendo qual é a parte disso que muita gente não entendeu ou esqueceu.

Não compreendo também porque uma partida ruim fora de casa, uma derrota por 1 x 0 lá no Peru, com o time já classificado, vale mais que cinco vitórias consecutivas, vale mais do que ter quebrado a invencibilidade da Ponte Preta – nenhum outro time paulista conseguiu -, vale mais que uma classificação épica na Libertadores… é gostar mesmo de detonar o próprio time.

E se já tava complicado, o Tigre fez mais um gol e passou para primeiro do grupo. As cornetas viraram as trombetas do Apocalipse (ô gente doida!)! O jogo do Palmeiras terminou mesmo com o placar de 1 x 0 pro Crystal. E aí, a TV foi mostrar o último minutinho do jogo do Tigre contra o Libertad. Brincando eu disse: Vai Libertad, seu fdp, marca um gol aí! Quando fui prestar atenção no jogo, só vi o jogador paraguaio cabeceando e a bola entrando no gol… Gritei, pulei, comemorei, mas tive medo que, por algum motivo, o gol não tivesse sido validado (é tão difícil a sorte nos sorrir), mas que nada, foi legalíssimo, e em seguida, o jogo deles também acabou! O primeiro lugar do grupo voltava para o Palmeiras! Que maravilha!

Maravilha? Alguns torcedores ficaram  bravos, acredita? É surreal, mas diziam que na sorte não vale… Que absurdo! Imagina você assistindo uma corrida de F1, seu corredor favorito não tá num bom dia, você está torcendo para ele passar quatro carros que estão à frente dele, e nada! De repente, os quatro da frente batem e ele passa para o primeiro lugar. E você não vai comemorar? Vai solicitar à FIA que não valide a colocação dele porque na sorte não vale? Totalmente sem noção, não é mesmo?

Tive um revival de um gambá que encontrei no dia seguinte à conquista do Palmeiras na Libertadores 99. Muito contrariado e despeitado, ele me dizia que assim não valia, que pênalti era loteria e tinha sido na sorte, e título na sorte não tem valor; que Zapata é que tinha chutado pra fora… e assim como o gambá esqueceu todas as partidas que o Palmeiras fez durante o campeonato, esqueceu os gols e as defesas do time, esqueceu o que ele tinha feito naquela partida final, para chegar até a “loteria” dos pênaltis, esses palmeirenses, de quinta-feira, também esqueceram que o Palmeiras só pode se valer da sorte, porque já estava classificado antes, porque já chegara naquela última partida como primeiro do grupo, classificado com uma rodada de antecedência, porque tinha superado uma tonelada de problemas para estar nessa situação mais tranquila, não é mesmo?

E ainda por cima, vem a despeitada GambambiPress dizer: “O Palmeiras é o pior primeiro lugar de grupos na Libertadores”. E ela não diz que o time do Jardim Leonor é o pior segundo lugar, não é mesmo? Não diz que o pior entre os primeiros é sempre melhor do que qualquer dos segundos colocados, até mesmo o melhor deles. E fica a pergunta: Se cada grupo classificava dois times, ser o pior dos segundos lugares, é o mesmo que ser o pior da competição? É isso gente?

Ah, mas o Palmeiras foi na sorte…

Sorte… O dia que a sorte não influenciar o futebol de alguma maneira, o futebol deixará de ser futebol.

O fato é que a zebra (verde e branca), que está com sorte, GRAÇAS A DEUS, que já está classificada no Paulistão, também já está na próxima fase da Libertadores.

E segurem a zebra, porque ela está de malas prontas para a próxima fase, e nós também! Mas, antes, pelo Paulistão, ela vai dar uma passadinha em Itu…

BOOOORA ENTRAR NO G4, SUA ZEBRA, LINDA, QUE EU TANTO AMO!

VAMOS GANHAR PORCOOOO!!

 

PalmeirasxLibertad-final-de-jogo-Blog1

Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certo que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver O que é amar (Gonzaguinha)

A lógica às vezes nos impede de vivenciar milagres em nossas vidas… A razão às vezes nos impede de ser feliz…

Fomos para o estádio ansiosos. De um lado, nossa parte racional, envenenada por todos os achismos dos ‘doutores’ do jornalismo esportivo, e dos pseudo comentaristas dos programinhas vagabundos de TV, nos dizendo que era muito difícil, que o Palmeiras não tem time, que era o clube paulista que ia dar vexame na competição; que o Libertad, invicto, já participou de 654.789.039 Libertadores… Nossa razão confundida por alguns torcedores, que acham que é politicamente correto diminuir o próprio time, e que afirmavam que o Palmeiras seria rebaixado no Paulistão e não passaria da primeira fase na Libertadores (onde estão vocês agora?), que o Palmeiras tinha vendido a competição sul-americana quando negociou um jogador que não queria mais vestir a nossa camisa…

Do outro lado, o coração, ah, o coração… muito mais sábio do que a razão, pois já vivenciou e sentiu em cada uma de suas fibras que ninguém ganha ou perde um jogo de futebol antes que o juiz apite o final da partida; esse coração ia pulando pelo caminho, feito criança cheia de esperança, sem se deixar atingir pelo veneno despejado sobre ele dia após dia.

Quando o metrô chegou na estação, tive a impressão que tínhamos descido dentro do estádio. Ela estava entupida de palmeirenses. E, como se estivessem na arquibancada, eles cantavam a plenos pulmões na estação, e a gente, sentindo aquele arrepio gostoso, ia respirando Palmeiras enquanto subia as escadas.

Tava uma chuva danada lá fora, mas ninguém aguentava esperar. Inúmeros vendedores subiam e desciam as escadas, vendendo capas de chuva no meio daquelas centenas de palmeirenses. Já na calçada, eu observava que a alegria dos torcedores era contagiante! Tão contagiante que até a chuva perdeu o rebolado e, bastante sem graça, foi saindo de fininho e desapareceu. E eu pensei com meus botões: Hoje, não tem pra ninguém…

Quando chegamos, a praça em frente aos portões principais estava cheia de gente. E diferente de muitas outras vezes, as pessoas pareciam confiantes, ansiando pelo que ocorreria lá dentro. Era como se todo mundo tivesse olhado os seus medos de frente e dito: HOJE, NÃO! Agora é a minha vez de ser feliz (fiz isso na Copa do Brasil).

O Pacaembu estava lotado, mas naquele horário sem noção, ainda havia muita gente pelo caminho – quem é o “inteligente” que marca uma partida, num dia de semana, às 19h15? E por que só o Palmeiras joga nesses horários estapafúrdios?! Mas o fato é que o time, que está TEMPORARIAMENTE na segunda divisão, e que a TV Globo jura que teve a sua torcida diminuída, colocava mais de 35.500 pessoas no estádio, batendo o recorde de público do Pacaembu na Libertadores, para ver jogar um Palmeiras cheio de desfalques, no time já desfalcado de sempre. Que coisa, né?

Quando esse Palmeiras, tão amado, entrou em campo, recebeu um aconchegante “abraço” da sua gente. Era como se ela lhe dissesse: Olha, estamos aqui, vamos jogar com você e, juntos, seremos imbatíveis.

Kleina tinha armado uma defesa forte, mas o time não jogou atrás, não. As chances iam surgindo… com Ayrton, Henrique, Vinícius (fazendo fila num monte de paraguaios), Charles… A torcida queria o gol e não parava de cantar. O Libertad, que achava o Palmeiras tão fraquinho, metia os 11 dentro da área a cada vez que o “fraquinho” ia pro ataque.

A partida era pegada pra caramba, tinha a tônica da Libertadores. A inexperiência da maioria de nossos jogadores nessa competição, era compensada por valentia e garra, diante dos tão catimbeiros adversários. Guiñazu batia o tempo todo e o juiz deixava passar. No entanto, qualquer esbarrão que um palmeirense desse num paraguaio era falta, passível de cartão (o Libertad é o time do presidente da Conmebol, né?). A torcida, que aplaudia cada lance do Verdão, marcava forte os paraguaios e o juiz. EI, JUIZ, VAI ….. .. ..!!!

O primeiro tempo acabou e o gol não saiu.

Na volta do intervalo, a faísca elétrica que liga time e torcida, incendiou o jogo e o Pacaembu de vez! ♫ Ê PALMEIRAS MINHA VIDA É VOCÊ!! ♫♪ O Palmeiras veio disposto a pagar o preço que aquela vitória exigia. Paulo Nobre tem razão quando diz que é sangue na veia. A gente sentia o sangue correr mais quente, mais forte.

No primeiro minuto, Juninho quase fez de cabeça; depois, foi a vez de Vinícius fazer uma jogada linda e acionar Marcelo Oliveira, que tocou de calcanhar pro gol e quase pegou o goleiro de surpresa.

E o torcedor palestrino, numa sintonia surreal com o time, abriu o peito, colocou seu coração e o seu amor no gramado, e o time defendeu esse coração e esse amor com uma grandeza que há muito não se via…

O Pacaembu tinha alma, tinha voz! O Pacaembu tinha o perfume do Palmeiras gigante… Arquibancadas, numeradas e tobogã fundiam-se num espaço só; todas as vozes soavam como se fossem uma só; 35.511 torcedores tornavam-se um só: o poderoso 12º jogador do Palmeiras, que renascia com o time para buscar a vitória a todo custo.

A gente sabia que não ia demorar muito… Tratei de vestir a minha invicta camisa da sorte (limão, Valdivia 10), que eu usava sobre as costas. No mesmo instante (acredite), Wesley chutou meio esquisito de fora da área, a bola encontrou Charles que só teve  trabalho de dominar e mandar por entre as pernas do goleiro. E o Pacaembu explodiu na alegria do gol tão desejado, tão esperado! Explodiu em gritos, lágrimas, sorrisos, abraços e um orgulho do tamanho do mundo. Explodiu com o tapa na cara que time e torcida deram nos profetas do apocalipse, dos que rotularam o Palmeiras como time limitado… dos que subestimaram a nossa mítica camisa… Ainda consigo ouvir o grito de gol do 12º jogador do Palmeiras…

O juiz, que deixou Guiñazu bater o jogo inteiro, expulsou Wesley, injustamente, aos 16′. E o Libertad veio pra cima. Vinícius saiu com câimbras. Tudo ficava mais difícil… Mas a superação entrou em campo! A torcida enfrentava a cara feia do adversário cantando o hino do time. Mágico! E o que se viu foi a fibra de um gigante, de um time que se doou e ultrapassou os próprios limites. Os espaços se confundiram e estávamos todos dentro de campo. Éramos todos jogadores num espetáculo maravilhoso, numa apresentação épica! Com um a menos, o jeito era dar de bico para qualquer lado, era segurar a bola, cair para esfriar o jogo e irritar o adversário, fazer cera, catimbar. Os jovens jogadores do Palmeiras pareciam veteranos. Prass operou um milagre, defendendo uma cabeçada com  pé, ou melhor, com mais 35.511 pés. Ali, ao lado dele, quase morremos de susto. Mas já tínhamos dito ao nosso medo: Hoje, não!

O meu Palmeiras parecia que jogava Libertadores três vezes por semana. O tão tarimbado Guiñazu, e o seu invicto time, foram engolidos pelo gigante com o qual se defrontaram. E a torcida “em campo” ajudava a tirar de cabeça, a dar bicão, carrinho, torcia e jogava com o time, fazia falta, cobrava o final de jogo com o juiz, discutia com o adversário… e cantava!!! Nada e ninguém poderia segurar o Palmeiras nessa noite! Nada poderia deter o Gigante que ressurgia diante de nossos olhos. Encantada, orgulhosa, eu me dava conta de que jamais havia visto algo parecido.

O estádio respirava forte esperando o final de jogo. E quando o juiz apitou, e a alegria dos palmeirenses inundou o Pacaembu, time e torcida sabiam que dali por diante, ficaria cada vez mais difícil vencer o Palmeiras, que esse time estava crescendo na hora certa, da maneira certa… Sabiam que as portas de todas as chances estão abertas… Sabiam que o Gigante estava de volta…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=-gReIKAPYGk[/youtube]

E deve ter sido por isso, pela luta de todos, pela alegria conquistada com tanta bravura, pela felicidade de ver que o Palmeiras renasceu, que mesmo depois do apito final, a torcida continuou cantando o hino do time, aplaudindo seus extenuados guerreiros, de pé…  Foi tão lindo, fez com que nos sentíssemos tão plenos, tão vivos, que o tempo poderia ter parado ali…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=OomdgqYoEds[/youtube]

Não temos e nunca tivemos muletas, nem padrinhos ou favores… SÓ TEMOS A NOSSA GRANDEZA!  E, por isso mesmo, só os palmeirenses sabem o que veio de brinde com essa vitória, nessa noite… só eles entendem porque se comemorou tanto… porque ao invés de ir para os portões de saída, a torcida correu para o alambrado… porque, minutos depois, todo mundo continuava dentro do estádio pulando e cantando… Foi mais que uma vitória e uma classificação. Nessa noite ganhamos mais que um título…

O Pacaembu nunca mais será o mesmo, ele viu ressurgir o seu maior campeão!

TANTI AUGURI, PALESTRA!


Leandro-gol-na-Ponte

“Atacantes podem se encontrados em todos os times, mas, atacante que faz gol em dois dias seguidos, jogando por dois times diferentes, e em países diferentes, é só no Parmera  mesmo!”

A Ponte Preta recebeu o Palmeiras nesse domingo com pose de bicho papão. Segundo lugar na tabela de classificação do Paulistão, invicta há 19 jogos, 16 deles no campeonato estadual – a única equipe que ainda não havia sido batida, nem mesmo pelos badalados times da Série A -, e  há oito meses sem perder em seu estádio.

Mas isso tudo porque ela ainda não havia trombado com um certo time das Perdizes, também conhecido como “O Campeão do Século”, time que a imprensinha (e alguns de seus torcedores também) vive tentando diminuir. Aquele time que estará na série B do Brasileiro neste ano, aquele time “medíocre” (cornetas adoram esse adjetivo), que tem o “pior elenco de todos”, “sem comprometimento”, do “técnico burro”, o time “que ia perder de todo mundo em 2013”, que “ia dar vexame nos clássicos”, blá, blá, blá… nhe, nhe, nhe… mimimi…

Então… esse time, que jamais pode ser subestimado, que anda jogando desfalcadíssimo (todo mundo faz que esquece esse detalhe), não deu nem bola para a pose do adversário, para a sua invencibilidade, sua colocação no campeonato, para a torcida adversária “bravinha” com o técnico palestrino, não deu bola para os próprios desfalques e derrubou a Macaca do galho! Só podia ser o Palmeiras pra fazer isso (espero que o Ibama não cisme de processar o Palmeiras… um Tigre na quinta, uma Macaca no domingo…).

Quando o jogo teve início, por mais que eu esperasse uma vitória verde, não imaginava que ela ia começar a ser construída tão rápido. Logo aos 3′, em boa troca de passes, Wendel recebeu de Caio e cruzou na medida para Tiago Real marcar de cabeça – ele precisou se abaixar para desviar a bola. Que surpresa maravilhosa! Coisa linda esse Parmera!

A Ponte assustou com o gol tomado e até tentou pressionar, mas o seu jogador exagerou e acertou o poste atrás do gol. O Palmeiras me pareceu meio estabanado depois de estar em vantagem (fazia algumas faltas bobas e desnecessárias, errava passes), mas não deixava de jogar com determinação, disputando todas as bolas com muita vontade; os jogadores corriam o campo todo e, como aconteceu no jogo diante do Tigre, não tinha bola perdida. A Ponte tentava  se aventurar, mas tinha dificuldade em passar pelo esquema armado por Kleina. Ramírez ficava irritado com a marcação recebida.

E Ayrton quase marcou aos 28′; Caio  levou perigo ao gol adversário aos 31′; aos 37′, o goleiro da Ponte pegou firme uma cobrança de falta de Ayrton; mas, aos 42′, num ataque da Ponte, Uendel cruzou rasteiro para Ramírez entrar de carrinho, Prass saiu na bola e foi atingido pelo jogador campineiro (ficou com um galo na testa); na “dividida” (falta no goleiro que o juiz não marcou) a bola acabou entrando e a Ponte empatou a partida. Aos 48′, o juiz apitou o final da primeira etapa.

Querendo a vitória, Kleina voltou com Vinícius no lugar de Caio, talvez pensando em se utilizar da maior velocidade dele (como é bom ter um técnico que busca a vitória e faz o time honrar a camisa mesmo sem ter camarão). Já no primeiro lance, uma tabela entre Tiago Real e Ayrton obrigou o goleiro da Ponte a mandar a bola em escanteio. O Palmeiras mostrava que tinha voltado pra vencer.

Eu queria um gol do Leandro, só que ele me parecia meio esquisito. Mas também pudera, ele tinha jogado pela seleção brasileira na tarde anterior (e marcado gol), e o jogo tinha sido na Bolívia. Mas, para nossa sorte, e para que ele se desgastasse menos, Paulo Nobre, o trouxera de carona em seu avião particular, e assim, Leandro (que mal deve ter dormido) pode estar mais descansado para jogar a sua segunda partida em 24 horas.

Sorte nossa, mesmo…

O tempo passava, e nada do gol sair. A parmerada estava lá cantando na bancada, mas a torcida adversária, em maior número, empurrava o time local como podia, fazendo um escarcéu e pedindo cartão a cada pequena falta,  mas eram os jogadores da Ponte que estavam mais nervosos, fazendo faltas mais duras. Tinha um “irmão do Tinga” lá, que só faltava bater no juiz.

E então, aos 27′, aquele artilheiro menino, palmeirense desde criancinha, que saiu da reserva do Grêmio e veio para o Palmeiras com a responsabilidade de substituir o goleador do time; que chegou sob a desconfiança da torcida,  mas que bastou vestir a camisa de um gigante para desandar a fazer gols, pra começar a brilhar, para ser convocado para a seleção  brasileira (Tchuuupa, Tamoxunto!)… aquele menino, que já marcou mais gols que o Duck, o André, o Guerrero… que já marcou mais gols aqui, do que o argentino marcou lá no Sul (e o menino joga só o Paulistão); que já tem o nome falado por milhões de torcedores, que diz estar vivendo uma fase maravilhosa na vida…… Aquele menino, que vai crescer muito no Palmeiras, recebeu um belo cruzamento de Juninho e, dentro da área,  chutou por entre as pernas do goleiro,  marcando o gol da vitória do Verdão!

Leandro ‘derrubou a Macaca do galho’ e, com duas rodadas de antecedência, classificou o Palmeiras às quartas de final do Paulistão. Leandro, ontem, pintou o nosso céu de verde e branco, e, assim como quem não quer nada, vai entrando em nossos corações sem precisar bater na porta…

[youtube]www.youtube.com/watch?v=eAOz09OWzwo[/youtube]

O Palmeiras ainda teria outras chances, mas tratou de tocar a bola, e com muita garra e determinação segurar a bronca da esperneante Ponte Preta, que perdia, dentro de seus domínios, a sua tão decantada invencibilidade. E perdia a cabeça também; Cleber deu uma cabeçada em Ronny, e foi expulso.

Quando o jogo acabou, a torcida do Palmeiras, que no final do ano passado, viu lhe subtraírem o direito de sonhar, se sentindo mais confiante agora, mais feliz, já fazia planos, já falava sobre os ingressos para o jogo contra o Libertad, já apostava numa classificação, já sonhava até com a primeira colocação no grupo… Quem diria…

Mas eu confesso, também estou sonhando acordada com tudo isso e mais algumas coisinhas… Meu ingresso já está comprado há um tempão, e eu espero que você também tenha comprado o seu, porque, mais uma vez, o Palmeiras vai precisar entrar em campo e ver que seu 12º jogador está lá, no lugar de sempre, com a alegria de sempre, com a força e o amor de sempre…

É QUINTA FEIRA, PARMERADA! NÓS VAMOS JOGAR COM O VERDÃO!

Ôôô Vamos ganhar, porcooo!!! ♫♪♫

Foi uma semana tão atribulada pra mim, que quase deixei de fazer a postagem sobre a deliciosa partida do Palmeiras contra o Tigre-ARG.
Torcida-PAL-Tig
“When I give my heart
It will be completely
Or I’ll never give my heart
And the moment
I can feel that
You feel that way too
Is when I fall in love with you” ♫♪

Por que não pode ser assim sempre? A torcida fazendo a gente se arrepiar, e sendo o motor que empurra o time? FOI LINDOOOO!!! 

Era surreal a energia que havia no Pacaembu na noite de terça-feira. Deve ser muito ruim para uma equipe adversária ter de enfrentar um time que tem um 12º jogador tão poderoso. Por outro lado, deve ser maravilhoso entrar em campo  sabendo/sentindo que aquela energia toda, aquele amor todo é pra você; sabendo que aquelas milhares de pessoas estão do seu lado, que você pode contar com elas. E é isso que esse 12º jogador (torcedores comuns + torcedores organizados), na maioria das vezes, não entende; ele só é poderoso, essencial, e determinante, quando abraça o seu time, quando o pega no colo.

Eu, que posso ficar triste, desapontada, brava, mas jamais fico de mal do meu time, passei o jogo todo arrepiada, literalmente! E emocionada, claro! Uma festa para os sentidos e para o coração. Tão bonito de se ver, tão eletrizante ao ouvir, tão delicioso de sentir…

Eu sei que os jogadores, antes de entrarem em campo, já sabem se vai estar cheio ou não, já ouvem a torcida cantando; mas deve ser uma baita injeção de ânimo subir as escadas e encontrar aquela recepção, aquela festa! Não foi à toa que o Palmeiras estava tão valente; não foi à toa que, durante a partida, não tinha bola perdida, de jeito nenhum.

O Palmeiras veio a campo com muitos desfalques: Valdivia, Henrique, André Luiz, Leandro, Vílson, Kleber, Léo Gago, Rondinelly, Maikon Leite… e, na última hora, Wesley. Doze desfalques ao todo, no time de elenco já tão limitado. Kleina teve então que improvisar. E vai improvisar bem assim lá no Verdão! Marcelo Oliveira, por exemplo, fez uma partidaça com zagueiro!

Logo no começo de jogo, Patrick Vieira deu um chute de longe e sentiu a perna. Tentou ficar em campo, se arrastou por um tempinho, mas não deu. Minha nossa! Mais um desfalque! (Brunoro, tem que ver o Triângulo das Bermudas que existe entre o DM  a preparação física). Kleina chamou Vinícius, para descontentamento da maioria (me inclua nisso) que queria Tiago Real. Só que, ao contrário de nós,  Kleina  estava pensando em velocidade, estava pensando em mudar o jogo… E MUDOU!

Baixou um Messi tupiniquim no Vinícius (fez umas jogadas tão bonitas) e ele fez a sua melhor partida no Palmeiras.  Tão logo entrou em campo, acho que uns dois minutos depois, Caio recuperou uma bola na meia-lua, ela sobrou para Juninho, que tocou rápido para Vinícius, ele recebeu na esquerda e cruzou para Caio desviar com o pé direito e guardar! Aquela energia toda que havia no Pacaembu, explodiu assim que a bola tocou a rede.

Que momento glorioso é aquele em que você grita o gol do seu time… Faz um bem tão grande pra alma da gente. Não há nada que pague a sensação maravilhosa que se apodera de você; não há nada que pague a alegria que você vê no rosto dos seus amigos, no rosto daqueles outros todos que são seus ‘parentes’ por afinidade!  Foi uma festa na bancada! Festa de abraços e beijos. Festa dentro de campo. Festa no camarote, de onde o Mago, meu ídolo, torcia pelo Palmeiras. Festa nos corações palestrinos!

Aos 24 min, Caio fez bela jogada pela direita e tocou para Vinícius. O atacante limpou dois marcadores e chutou muito perto da trave esquerda do gol de Javier García. Quaaase! Quinze minutos depois, novamente a nossa dupla de ataque levou perigo para os argentinos. Caio ganhou do zagueiro do Tigre no meio campo e lançou Vinícius na esquerda. Ele cortou o marcador e chutou, mas chute foi amortecido e acabou ficando nas mãos do goleiro do Tigre.

A vibração e a demonstração de amor na bancada eram contagiantes, e o Palmeiras em campo dava um show de raça! Cada pedacinho do gramado era disputado com muita vontade, não havia bola perdida. Eu sentia um orgulho tão grande de ver meu time jogando assim. Sentia um orgulho tão grande de ver que a torcida compreendeu de que lado ela joga, e o quanto ela pode ser importante, pode ajudar. E ela, linda, não parava de cantar e de pular (o pessoal da cadeira laranja estava em pé!), e aplaudia os lances bonitos, as bolas roubadas, os desarmes, as defesas, os ataques do Palmeiras. De A-R-R-E-P-I-A-R!

Os ‘argh entinos’, por sua vez, sentiam a disposição do time alviverde e faziam faltas duras, provocavam, mas o Palmeiras não entrava na deles. E assim terminou o primeiro tempo.

Na segunda etapa, os argentinos levaram perigo ao Verdão. Aos 4′, Botta, desceu pela esquerda, cortou Márcio Araújo e chutou; Prass fez uma bela defesa, mas a bola foi espalmada para o meio da área; Ayrton, esperto, tirou de bicicleta. Ufa!

3 minutinhos depois, Vinícius recebeu pela esquerda, cortou para o meio, invadiu a área e rolou para Charles bater de primeira e marcar o segundo gol do Verdão. O Pacaembu explodiu de alegria! O Palmeiras provava que a derrota na Argentina tinha sido mesmo uma fatalidade. E provava também que aqueles jornalistas todos, que profetizavam um paulista dando vexame na primeira fase da Libertadores, estavam certos. Acertaram até o endereço do CT do tal time, pena que erraram o número…

Mas, enquanto o Palmeiras jogava, os argh entinos, perdendo por 2 x 0, perdidos diante dos 12 guerreiros palestrinos, atordoados pela vontade que o time do Palmeiras demonstrava, desciam o sarrafo sem dó! M…  Orban subiu para cabecear e mandou uma baita cotovelada na boca de Ronny. O árbitro, Patricio Polic, que poderia ter dado cartão vermelho pro moço, deu só amarelo.

Com 2 x 0 no placar, o Palmeiras deu uma puxada no freio, e o Tigre, que  temendo o Palmeiras, atacava deixando sempre três jogadores na defesa, passou a se arriscar mais, a ficar mais abusado. Mas a defesa, com um Marcelo Oliveira improvisado e jogando muito, dava conta do recado, e quando passavam por ela, Prass (gosto muito dele) resolvia o problema.

E o negócio dos argh entinos era mesmo a violência – vai ver, queriam descontar no Palmeiras, a violência sofrida no Morumbi, quando jogaram contra os bambis  e apanharam dos seguranças deles, dentro do vestiário. O tal do Orban, fez uma falta dura em Marcelo Oliveira, mas o juiz deixou barato (só quando é contra o Palmeiras que eles agem assim).

Ao Palmeiras coube, após a metade da segunda etapa, tocar mais a bola, e Vinícius, que fazia uma ótima partida, era bastante acionado. E foi ele mesmo que, no último minuto, quase fez o terceiro (ele merecia). Recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu no canto, mas o maledeto do goleiro espalmou para escanteio. Que pena! Esse gol teria sido um prêmio para Vinícius por ter seguido direitinho a recomendação de Kleina ao colocá-lo em campo: Vai lá e muda o jogo pra gente! E ele mudou mesmo!

Logo depois desse lance o juiz apitou o final da partida.

Foi uma vitória da raça, foi uma vitória da união entre time e torcida, foi uma vitória do amor ao time! Vitória que mudou a situação do Palmeiras na Libertadores, que nos deu a segunda posição do grupo, com totais chances de classificação, até mesmo como primeiro do grupo. Basta só manter a pegada. Basta só o Palmeiras poder contar com o seu 12º jogador… Essa tarefa é de todos nós!

Quinta-feira receberemos  o Libertad pela Libertadores. Vamos lotar o Pacaembu, repetir a dose em busca da classificação, parmerada. A nossa arma é o amor. E o amor é verde!

Mas antes disso, tem jogo contra a Ponte em Campinas, pelo Paulistão… e é hoje!

BOOORA BUSCAR ESSA CLASSIFICAÇÃO TAMBÉM, VERDÃO! COM MUITO AMOR!

Talentosíssimo, de toque refinado, elegante. Era tão fora-de-série que não cabia em nenhum outro adjetivo, nenhum apelido lhe servia, por isso, o chamaram Divino…

Quis Deus que o Palestra Italia fosse a morada do Divino, quiseram os deuses do futebol que lá ele escrevesse uma das páginas mais lindas da história do Palmeiras e do futebol brasileiro…

Quis a predestinação, a sorte, a genética,  o acaso, a vontade dos que assim escolheram, que fossemos palmeirenses…

E por sermos palmeirenses, por torcermos para o time que, dentre todos os clubes, é o que tem a mais linda história, hoje, com muita alegria e gratidão, nós festejamos um dia DIVINO!

PARABÉNS, ADEMIR DA GUIA! Que Deus lhe devolva em bençãos, saúde, paz,  alegrias e uma vida longa, todas as maravilhas que você deu ao Palmeiras, todo o orgulho que você nos faz sentir. Te agradecemos por todas as vezes que você vestiu a camisa do Palmeiras, por todos os minutos que você defendeu e honrou  as nossas cores. A história dos seus feitos continuará a ser transmitida de pai para filho, atravessará o tempo, e você será eterno nos corações de todos os palmeirenses de hoje, e dos que ainda vão nascer.

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