Eu teria feito mais gols se não fosse o tanto de defesas que o Marcos fez nos meus chutes, ele sempre estava bem posicionado.”  – Romário

Carismático, falando sempre direto ao coração dos torcedores, seja no exercício da sua profissão, concedendo uma entrevista ou contando um de seus muitos “causos”, dificilmente existiu ou existirá um jogador que seja adorado não só pela torcida do seu time, mas por todas as torcidas do Brasil.

De quem estou falando? De São Marcos, é claro. E os seus feitos em campo, as suas conquistas, os seus milagres – que lhe valeram a ‘canonização’ por parte dos brasileiros -, a adoração dos torcedores, o respeito que grandes ídolos do futebol lhe dedicam, a importância da família na sua trajetória, tinham que ser imortalizados num filme.

Estreia nos cinemas na sexta-feira, 22 de Novembro, “Santo Marcos”, documentário que conta a história do ídolo Marcos, como goleiro do Palmeiras e da Seleção Brasileira. Produzido pela Contém Conteúdo, o filme entra em circuito, inicialmente, no Espaço Itaú de Cinema – Pompéia – do Shopping Bourbon, de São Paulo; na cidade de Ribeirão Preto e Campinas, com exibição exclusiva nos cinemas da Cinépolis; em Londrina e Maringá, no Paraná, reduto de palmeirenses, nas salas da rede Cineflix.

No dia 23/11, sábado, haverá uma exibição exclusiva às 12h12, nas salas do Shopping Higienópolis, Santa Cruz, Eldorado e Moóca, em alusão à camisa 12 que consagrou São Marcos.

E na manhã de ontem (12), às 10h30, no Espaço Itaú de Cinema do Shopping Bourbon, aconteceu a coletiva do lançamento oficial do documentário “Santo Marcos”.

Na hora em que, carregando nossos baldes (do Palmeiras!) de pipoca, começavamos a nos dirigir para a sala de exibição, demos de cara com o protagonista do filme que íamos assistir. São Marcos e o seu “anjinho” apareceram na entrada. De verdade, deu até vontade de ajoelhar diante dele. Mas ele sorri e brinca o tempo todo e a gente acaba rindo também.

Mal a exibição começou e eu já me sentia bastante emocionada com as imagens na tela. Umas duas fileiras à minha frente estava Marcos com sua esposa e filho. Eu olhava aquela careca, tão amada por todos nós,  tão familiar a todos nós, e sentia vontade de ir lá dar um beijo nela, em agradecimento a todas as imensas alegrias que ele nos fez sentir enquanto defendeu o nosso gol.

O documentário é delicioso, cheio de depoimentos, da mãe dele, do filho mais velho, do Ademir da Guia, Oberdan Cattani, Edmundo, Evair, César Sampaio, Felipão, Luxemburgo, Pracidelli, Sérgio, Velloso, Romário, Cafu, Jaqueline, Magic Paula, Ronaldo, Vampeta… e, acredite, até do Marcelinho Carioca! Momentos de emoção se alternam com outros bem divertidos. A cara do Marcão!

Mas, pra mim, rever as defesas do Marcos – todas as suas fantásticas defesas e milagres – de uma tacada só, foi impactante. Não que a gente se esqueça delas, mas nos esquecemos de como nos custou acreditar, na hora em que elas aconteceram, que aquilo foi de verdade, que não foi mágica, nem ilusão de ótica.

Já sabemos que ele defendeu, já sabemos o resultado dos jogos em que aquelas defesas foram feitas, mas sentimos de novo o frio na barriga que o ataque adversário nos fez sentir na ocasião, sentimos de novo o impacto, o arrepio na espinha e a emoção que elas nos causaram e, de novo, dizemos para nós mesmos: Milagre! E nenhum outro fez tantos, num mesmo jogo ou numa mesma competição…

E lá no escurinho do cinema, pertinho do Santo da minha devoção, agarrada ao meu baldinho do Palmeiras, me vi transportada para dentro da tela e mergulhada em saudade, orgulho, gratidão, muitas lágrimas, risos e pipocas…

E ao sair do cinema, uma ‘musiquinha’, tão conhecida nossa, ia tocando na minha cabeça…

PUTA QUE PARIU, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL (DO MUNDO), MARCOS!!

Eu não gosto mais do Palmeiras quando ele está numa fase boa, e nem gosto menos quando ele está numa fase ruim. Muito pelo contrário, meu amor pelo Verdão aumenta gigantescamente quando ele mais precisa da minha ajuda pra caminhar. E o respeito que sinto por ele é o mesmo em qualquer uma das situações. Não teria cabimento eu estar sempre pedindo para que respeitem o Palmeiras e eu mesma não respeitá-lo. É assim, buscando ser coerente (nem sempre consigo), que procuro me conduzir em relação ao Palmeiras e em relação a todos os outros setores da minha vida também.

Além do mais, a fase do Verdão é boa, a campanha idem, só o campeonato que ele disputa, herança da gestão passada, é que não é nada bom. E nem tão fácil de ser disputado como imaginam alguns. Principalmente, quando se é o Palmeiras, o maior vencedor nacional. Gramados horríveis, esburacados; times que fazem cera durante um jogo todo, desde o apito inicial até depois do apito final; botinadas até não querer mais, simulação de faltas, de agressões a cada esbarrão; faltas violentas sofridas e não marcadas, faltas normais, assinaladas como se fossem jogadas violentas (a impressão é a de que o Palmeiras tem que dar o exemplo e seguir as regras à risca, mas os outros não), até bandeirinha desmarcando pênalti a gente viu… e todo mundo quer fazer o “jogo da vida” diante do Campeão do Século.

Foi uma cansativa ‘volta ao mundo’ para que o Palmeiras reencontrasse a Série A. Ele teve que se reinventar e aprender a “pegada” desse tipo de torneio. Algo parecido com pegar um carro bacaninha e o colocar numa pista de milhares e milhares de quilômetros, cheia de pedras, buracos, atoleiros… se o carro não for de rally, não alcança a linha de chegada. E quantos torcedores querendo um time Ferrari para essa via-crucis toda.

A matemática nos diz que falta um ponto… Pra mim, não falta nada, o Palmeiras conquistou o título no sábado, diante do Joinville, diante daqueles que o amam , e diante de meia dúzia de bobocas, que não sabem se casam ou se compram uma bicicleta. Cantam o jogo todo: ÔÔÔ Vamos ganhar, porcooo!! E depois que o porco ganha, ele é insultado, vaiado… Nunca vi nada tão sem noção…

Mas era por isso, pra ver o meu Palmeiras encerrar esse capítulo Série B, da maneira que eu sonhei e desejei no dia em que caímos, que eu queria tanto uma vitória no sábado. Foi com a disposição de ver o meu time colocar a mão no título que eu fui ao Pacaembu. Fui pra comemorar. Sim, eu disse comemorar. A vergonha aconteceu ano passado. Hoje, não há nada do que se envergonhar, muito pelo contrário.

E a partida foi deliciosa! E você pode estar se perguntando: “O que pode ter de delicioso” num jogo da Série B, diante de um Joinville?”. Tudo. Principalmente se o outro time é o Palmeiras, e se ele tem um Mago…

Tão logo o juiz apitou, já percebemos que o Palmeiras ia pra cima do Joinville. Não tinha nem dez minutos de jogo e Leandro saiu driblando todo mundo, fazendo fila e, na frente da área, tocou pro “Caramujo”. Ele chutou, e a bola passou pertinho. Quase!

E o Márcio Araújo tava jogando bem. O time todo estava bem. Fiquei encantada quando vi que o Caramujinho, esperto, roubou uma bola na intermediária, avançou, passou pro Mago, que com um toque rápido, preciso, deixou Leandrinho na cara do gol (Valdivia pensa rápido demais). E o garoto meteu na rede! Pensa num monte de torcedores felizes, se abraçando…

Apesar de o placar não se alterar no restante do primeiro tempo, o Palmeiras continuou sobrando na partida. Valdivia dava uns passes tão lindos, mas a conclusão não saía. O Joinville só assustou uma vez, quando o seu jogador, depois de passar pelo André Luiz, se viu diante do Prass e chutou à queima-roupa. Que susto! Lá, na hora, a gente não conseguia entender como o Prass tinha defendido aquela bola e perguntávamos uns aos outros: “Como ele fez isso?” Que reflexo tem o Prass!

Apesar de estarmos vencendo, a gente queria mais um golzinho, queria uma vitória mais consistente. Ananias tinha entrado no lugar do Vinícius e se movimentava bem. Mas logo aos 9′, Leandro fez uma falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso (merece um puxão de orelhas do Kleina). Tava na cara que o Joinville ia querer se aproveitar.

Mas quem tem um Mago, tem o inesperado, tem o sortilégio, o encantamento… E o Mago recebeu pelo meio e deu um passe de gênio para Juninho, ou seria o Gênio recebeu pelo meio e deu um passe de mago para o Juninho? Tanto faz… foi lindo demais! Foi o futebol na sua melhor expressão: arte! Aquelas coisas que só poucos e bons conseguem fazer (Ah, se fosse o Neymar fazendo isso, né Press?). E Juninho, com a maior responsa de ter feito parte daquele momento mágico, não deixou por menos e, de primeira, estufou as redes. Coisa linda! Que alegria no Pacaembu! Que bonito ver o Palmeiras fazendo gol com uma categoria dessa!

Não sei se tocada pela magia, pelo gol, mas, de repente me dei conta de que o que pedi pro Papai do Céu para 2013, estava acontecendo diante dos meus olhos. Eu queria muito que o Palmeiras fosse campeão. Muito! Subir, sem o título, não seria o Palmeiras… e tava ali, era o Palmeiras, sim. Eu não conseguia segurar as lágrimas. Alegria, alívio se misturavam em meu coração e eu já não conseguia assimilar todos os lances do jogo.

O Palmeiras e o Mago sobravam em campo. Valdivia era o maestro do time, com assistências perfeitas – uma delas, genial – com dribles, entortadas no adversário, e quando ficamos com um jogador a menos, foi ele quem chamou o jogo, quem prendeu a bola quando tinha que prender,  que comandou o Palmeiras em campo. E ele continuava fazendo das suas, mas o terceiro gol não saía.

Até que, os 42′, Valdivia lançou Ananias pela direita, ele driblou o adversário, avançou com a bola dominada e cruzou pra área. Henrique fez a proteção e o Renatinho mandou pro gol, mas a bola, que tinha endereço certo, bateu num jogador do Joinville. Só que ela sobrou para Serginho e ele, iluminado (sempre deixa o dele) mandou pro gol e explodiu de alegria. Saiu correndo, alucinado, tirou a camisa e levou amarelo. Que regra idiota essa. Quantas botinadas passam impunes e uma explosão de alegria, do cara que sai do banco e marca um gol, é punida com cartão.

Eu não via mais nada… mal percebi que o juiz apitava o final de jogo, Valdivia, merecidamente, saía aplaudido e tinha seu nome gritado pela torcida. Meu coração gritava feliz: É Campeão! É Campeão! E eu não ousava duvidar dele.

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Missão cumprida, meu mágico Palmeiras… Eu sei que faltava um ponto, mas, aqui comigo, que se dane a matemática… eu sei que o título é seu.

Comemoro hoje, e vou comemorar de novo quando esse pontinho chegar. Fui pra comemorar. Sim, eu disse comemorar. A vergonha aconteceu ano passado. Hoje, não há nada do que se envergonhar, muito pelo contrário. Não foi fácil chegarmos aqui (não tínhamos nem elenco suficiente para um coletivo quando 2013 começou). Vou comemorar termos feito as coisas da maneira certa, termos superado as dificuldades que encontramos; vou comemorar termos nos mostrado Palmeiras apesar de tudo o que nos aconteceu ano passado. Vou comemorar mais um título do meu time – comemoraria mesmo que fosse o de campeão de “Par ou Ímpar”, o de “campeão de Catar Conchinhas na Praia”…

Esse é apenas o começo do caminho de volta em busca dos títulos e dos momentos de glória!  E vamos fazer esse caminho juntos, Palmeiras! E de cabeça erguida, como deve ser.

E você, Série B, aproveita essas rodadas que faltam, pra ver de perto o maior campeão do Brasil, viu ? Olha bem direitinho, porque ele nunca mais vai voltar!

Booooora, Gigante! Pega logo essa taça, que temos um centenário pra planejar e festejar!!

Arena Palestra Allianz Parque (Foto: Divulgação / WTorre)

Nas últimas semanas, enquanto acompanhávamos o Palmeiras voltando à Série A e se encaminhando para a conquista do título (falta só um pouquinho, e vamos comemorar SIM), também passamos a acompanhar mais atentamente o impasse entre o clube e a empresa responsável pela construção do Allianz Parque, a construtora WTorre. O grande problema está na comercialização das cadeiras da arena. A WTorre, através de Walter Torre Junior, alega ter direito a negociar todos os assentos, e se vale de um contrato que diz ter sido assinado nessas condições, enquanto o Palmeiras, através do seu presidente, Paulo Nobre, discorda da construtora e diz que a parceira só pode ter 10 mil (dos cerca de 45 mil), conforme proposta apresentada em várias reuniões e acordada entre as partes.

Eu não sei se pra você é assim também, amigo leitor, mas, embora não tenhamos lido o contrato e nem participado das reuniões, durante esse tempo todo em que a arena vem sendo construída, não me lembro de ter ouvido nada sobre a construtora ter todas as cadeiras. Pra mim, isso é novidade, e só estou ouvindo essa conversa agora. Eu sempre entendi que eles teriam direito a negociar as cadeiras cativas (cadeiras especiais) e os camarotes. Pelo menos, era isso o que o Sr. Walter Torre Jr. afirmava para os torcedores em suas postagens no Twitter:

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Mas aí a gente pensa: “Essa é uma questão entre clube e construtora e quem tiver razão vai provar. Isso é coisa pra ser resolvida entre eles. Simples assim”. Que engano o nosso…

Há duas semanas, o Sr. Walter Torre Jr., desprovido de argumentos que justifiquem e sustentem a sua posição na tal questão das cadeiras e contrariando a polidez e o bom-senso exigidos para quem vai ser parceiro do Palmeiras e dos palmeirenses nos próximos 30 anos  (eles é que vão comprar o que for vendido lá, viu Sr. Walter? A torcida palmeirense é o seu público-alvo; milhões de pessoas que, aborrecidas com a postura da empresa e com o prejuízo ao Palmeiras,  poderão boicotar totalmente tudo o que for comercializado pela empresa dentro do Allianz Parque),  foi à imprensa para, pasmem, atacar a pessoa do presidente Paulo Nobre e até o time de futebol do Palmeiras. Esquecendo-se de sua condição de representante/dono de uma grande empresa do ramo imobiliário, e, principalmente, esquecendo que não tem nada que misturar os assuntos das cadeiras da arena com o futebol do Palmeiras – não são assuntos equivalentes -, ele perdeu a classe e foi grosseiro ao declarar:

“Não tenho culpa se o Paulo (Nobre, presidente) não consegue melhorar o time com novos jogadores. Por isso, ele foca a critica em nós. Como ele não tem dinheiro para o time, busca sucesso batendo em nós.”

Uma coisa a se repudiar e lamentar. Qual será que foi a parte do “a administração do futebol do Palmeiras não lhe diz respeito” que esse senhor não entendeu?

Mas, antes, o discurso dele era outro, e favorável aos interesses dos palmeirenses, interesses que agora ele esquece, e com os quais se aborrece.

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E não bastasse aquela primeira declaração desastrosa, ao rebater o que foi dito pelo presidente Paulo Nobre, de que o acordo sempre foi o de 10 mil cadeiras para a construtora e de que o Palmeiras, em atas, e-mails e documentos tem provas de que a empresa aceitou essas condições, ele saiu com essa:

“É mentira. Eles estão mentindo. Pode escrever isso no jornal. O documento é o mesmo que foi assinado no Conselho (Deliberativo). A arena é inteira nossa.

Deselegante e equivocado. A arena é do Palmeiras, Sr. Walter. Não é sua, nãoO senhor era tão simpático, educado e “palmeirense” antes, o que aconteceu?

Claro que depois dessas declarações tão “amistosas” se fazia necessário que o Palmeiras respondesse, e o presidente o fez:

“Não aceitamos em hipótese alguma ser ferida a soberania do clube. Queremos deixar muito claro que ninguém vai passar o Palmeiras para trás e nós vamos defender até última instância o interesse da nossa sociedade”.

“Me surpreende que uma obra já atrasada, o responsável pela construtora admita publicamente que está desacelerando. Isso me preocupa até juridicamente. Mas o Palmeiras não tem a menor preocupação sobre parar a obra”.

Custei a acreditar que a construtora pudesse, propositalmente, atrasar a obra. Mas o próprio Walter Torre Jr. admitiu que a construtora está, sim, diminuindo o ritmo de trabalho:

“Agora eu não sei mais, porque estamos reduzindo o ritmo dos trabalhos até que tenhamos um acordo com o Palmeiras”.

Esse “… até que tenhamos um acordo…” fica com uma cara de ameaça de paralisação. Depois disso, fico imaginando a confiança que possíveis futuros clientes terão na construtora… quantos deles irão querer se tornar clientes mesmo. E atrasar a obra não combina nem um pouco com o que antes era alardeado pelo empresário para os torcedores:

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Lendo as declarações dos representantes do Palmeiras e da construtora, acho que quem tem razão é o Palmeiras, e que o Sr. Walter Torre Jr. não está convicto do que afirma, pois, por falta de argumentos, ele atacou  presidente do Palmeiras e até o time de futebol. E por quê ele agiria assim, se está seguro de ter razão? Quem tem razão fica tranquilo e não “desce a ladeira” da polidez e da gentileza. Talvez essa grosseria/ofensa se deva exatamente ao fato de que ele não se sinta com tanta razão assim… Talvez ele saiba que as provas que o Palmeiras tem vão bater o martelo sobre a questão. Afinal, ele não agiu dessa maneira rude e deselegante nem mesmo quando a administração anterior se recusava a assinar o contrato, nem quando vivia sendo atacado por alguns ‘palestrinos’ opositores da arena, nem quando o MP e a prefeitura causaram um monte de problemas e fizeram com que a obra atrasasse.

E é difícil de entender como, durante todo esse tempo, as negociações foram tratadas com base nos 10 mil assentos (cadeiras) para a construtora e o contrato, aparentemente (só aparentemente), não trazer essa informação e aparecer um monte de palmeirenses defendendo a construtora. Difícil acreditarmos que no meio desse monte de gente envolvida, e que sabia dos acordos feitos, ninguém perceberia que uma questão tão importante não estava claramente definida ou que estivesse em desacordo com o que fora combinado em mais de uma reunião. Deu até para pensarmos que, deixar uma brecha para a construtora pleitear algo diferente do que foi acordado, poderia ter sido proposital.
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Acontece, que é baseada no próprio contrato assinado pelo Palmeiras, que a diretoria interpreta que a WTorre tem direito às 10 mil cadeiras especiais e às cadeiras dos camarotes e sai em defesa dos interesses do clube. É no contrato mesmo que estão algumas das provas de que o Palmeiras fala a verdade. Provas que passaram “despercebidas” por todos os que defendiam a construtora até agora – palmeirenses têm de defender o Palmeiras. Supondo que isso pudesse ter sido feito, de propósito, concluiríamos que não foram muito inteligentes e esqueceram de que no contrato sobraram provas de que o Palmeiras tem razão.
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Segundo foi publicado pela Folha de São Paulo,  que teve acesso à escritura da Arena, embora o contrato não faça menção ao número de cadeiras a serem exploradas por cada parte (esse ponto é que eu acho que foi “esquecimento” demais), a escritura de direito de superfície obtida pela Folha dá margem à interpretação feita pelo Palmeiras de que cabem apenas 10 mil lugares para a empreiteira.

No capítulo II da concessão da superfície, o texto afirma: “O projeto prevê capacidade mínima para 40.000 torcedores sentados em lugares numerados, com previsão mínima de 200 camarotes e 10.000 cadeiras especiais.”

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O texto separa lugares numerados de cadeiras especiais, você percebe? Lembram o que Walter Torre Jr. disse e que foi printado no começo desse post? “… a principal renda vem das cativas e dos camarotes…”. Fica bem evidente que as tais cadeiras especiais, são mesmo as cadeiras cativas.

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E mais, no capítulo IV, sobre a exploração comercial da arena, o documento diz que, como parte do pagamento, o clube terá participação sobre as receitas pela exploração da arena pela WTorre. Ao detalhar essas receitas, a escritura menciona receitas advindas de locação de cadeiras e camarotes.
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Os documentos comprovam que o Palmeiras está com a razão. E tanto é verdade, que no Conselho NINGUÉM da oposição foi contra a apresentação feita pela diretoria da Arena, que comprovou, mostrando a própria escritura de superfície e demais documentos, que a WTorre tem direito às 10 mil cadeiras e às cadeiras dos camarotes. Os que criticavam antes e defendiam a construtora, mudaram de opinião depois da apresentação, e isso agora está registrado em ata do CD.
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Porém, a construtora continuava insistindo e, segundo li, pretendia comercializar todos os lugares  e dar ao clube a parte que lhe caberia nos ingressos (quer implodir o programa de sócio-torcedor do Palmeiras, Sr. Walter?). Mudou o discurso de novo, porque o seu representante falava outra coisa antes:
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Quantas contradições… quanta coisa que foi dita e depois “desdita”…
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O impasse continua, ainda sem solução. O Palmeiras foi comunicado da decisão da empresa de acionar a mediação, recurso previsto na escritura do estádio para resolver impasses. A construtora indicou como mediador o advogado Braz Martins Neto; o Palmeiras, por sua vez, indicou o mediador  Kazuo Watanabe, professor doutor da Universidade de São Paulo e especialista em mediação. As partes indicarão um terceiro mediador e, então, os três indicados analisarão o contrato e proporão uma solução. A escritura diz que a conclusão sai em até 15 dias após a definição do terceiro nome, mas pode demorar mais caso o clube e a empresa não concordem com a solução encontrada pelos mediadores. Nesse caso, o impasse irá para a arbitragem.
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Vamos acompanhar o desenrolar de mais essa etapa, mas, diante de todas essas informações, vai ser difícil o Palmeiras não levar a melhor, está bastante evidente que ele tem razão.

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“… Felice di stare lassù…” ♫♪

Para nós, palmeirenses, só agora acabou 2012!

Estamos de volta! O Palmeiras está de volta! Um “novo ano” se inicia.

Graças a Deus, está desfeita a presepada de Tirone, Frizzo, Piraci e Cia. Nos impuseram uma obrigação e aí está, obrigação cumprida!

Uma campanha tranquila, sem sustos, acesso conseguido com seis rodadas de antecedência, com 21 vitórias, 6 empates, 5 derrotas (duas delas, contra Sport e ABC, fabricadas pelo apito), 60 gols marcados, 24 gols sofridos e aproveitamento, até aqui, de 71,9%. São 69 pontos em 32 jogos, 9 a mais do que o segundo colocado, 19 a mais do que o quinto (havia os que diziam que ficaríamos na série B) e 37 pontos a mais do que o primeiro na zona de rebaixamento (houve quem ousasse dizer que o Palmeiras poderia cair nesse campeonato). Se as coisas continuarem seguindo o seu curso, mais umas duas rodadas e o título também terá sido conquistado.

Ficamos numa ansiedade imensa esperando a partida do acesso e, no sábado, num dia lindo de sol, o Pacaembu estava lotado, torcida cantando… 20 milhões de corações palestrinos estavam ali, junto aos 37 mil torcedores que tiveram o privilégio de ir ao Pacaembu (sim é apenas privilégio, sorte, e nada mais do que isso, podermos estar ao lado do Palmeiras, quando tantos outros que gostariam de estar, infelizmente, não podem) e todo mundo esperando o time que iria entrar em campo, esperando pra ver a nova camisa verde e amarela, esperando pra ver a chuteira nova e exclusiva do Mago e, principalmente, esperando pra ver o Palmeiras carimbar o visto de volta à série A e acabar com o pesadelo…

Quando entrei no Pacaembu, os alto-falantes anunciavam os jogadores de outros tempos, aqueles que trazemos guardados no coração e que estariam ali naquela tarde. Entrei na hora em que ele anunciava Edmundo, amado Animal… todo mundo aplaudia, gritava o nome dele. Naquele calorão, nossa pele transpirava alegria.

Vários torcedores tinham seus cabelos pintados de verde, tinha gente com máscara de porco, uma quantidade enorme de bandeiras, de crianças, de sorrisos (e quantos outros torcedores mais,  com seus olhos grudados diante das TVs pelo Brasil e pelo mundo afora, tinham os seus corações ali no Pacaembu). Quem foi que disse que não iríamos comemorar o acesso, quem disse que não iríamos ficar felizes com ele? Qual o sentido de estarmos ali, cantando, de termos ido até o Pacaembu, senão pela felicidade de ver desfeito o mal que nos fizeram?

Para lembrar 1965, quando o Palmeiras, de ponta a ponta, representou a seleção brasileira e venceu o temido Uruguai por 3 x 0, vestindo agasalhos do Verdão e tendo por baixo a nova camisa entraram em campo Ademir da Guia -O Divino, Dudu, Evair, Edmundo, César Maluco, Rosemiro, Alfredo Mostarda, Amaral, Edu Bala, Valdir Joaquim de Moraes,  São Marcos (qual é o time que tem tantos ídolos desse quilate?). Eles foram saudados pela torcida e homenageados pelo presidente Paulo Nobre. Emocionante.

Não vi na hora, mas vi depois em imagens a cena maravilhosa do presidente Paulo Nobre ajoelhado aos pés de Ademir da Guia, o Divino, numa reverência ao fantástico ídolo palmeirense – olha a cara do Edmundo e a do Marcão. Não precisa nem ser palmeirense para que se possa sentir a grandeza desse momento, imagina para um palmeirense então… Realmente D I V I N O !! Paulo Nobre me representa!

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O time atual entrou vestido de verde, posou para foto com o time do passado – lado a lado estavam Valdivia e Ademir, Kardec e Evair, Valdir e Prass, Marcos e Bruno, Dudu e Márcio Araújo, Edmundo e Ananias, Leivinha e Wesley, César e Vinícius… olhos e coração ficavam confusos… surreal!

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Mas de matar a gente de emoção mesmo – eu chorei – foi ver a troca de camisas entre eles. As camisas amarelas foram passadas para os que iam pro jogo e as verdes ficariam para os que iam assistir à partida. Um momento mágico, de arrepiar! Quase morro do coração vendo o Divino entregar a camisa pro Mago (e o Maguinho olhando os dois), o Evair pro Kardec, Edmundo pro Ananias, Leivinha pro Wesley, César pro Vinícius… Pátria Amada Palmeiras!

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Era a deixa para que o futebol fizesse jus àquela festa toda. Só que a coisa não saiu como a gente esperava…

Quando o jogo começou, o Palmeiras até foi pra cima querendo o gol; Vinícius recebeu pelo meio, viu o espaço e chutou, mas o goleiro defendeu. Porém, a ansiedade do time era visível. E ela começou a fazer com que os jogadores errassem muitos passes, perdessem algumas bolas bobas, se precipitassem. O São Caetano começou a arriscar. Prass estava esperto. Valdivia metia umas bolas lindas, mas na hora “h”, ou a finalização não saía direito ou o goleiro pegava. Em algumas vezes, a pessoa melhor colocada não era percebida e não recebia a bola… As 37′, a bola sobrou pra Henrique, que, dentro da área, e com uma categoria de atacante, dominou, deu um corte em seu marcador e chutou pro gol. A maledeta da bola passou raspando… A torcida se inflamava.

Um minuto depois, Kardec recebeu na área e foi derrubado pelo goleiro, a bola sobrou para Wesley, que ia pro gol,  mas o juiz apitou e marcou pênalti. O Pacaembu comemorava. Kardec pegou a bola e foi pra área, mas o juiz, que tinha sido avisado pelo bandeira (!!?!!), voltou atrás e desmarcou o pênalti. É mole? Desde quando bandeirinha assinala ou “desassinala” penalidade? E sem ser com o Palmeiras, quando mais você vê/viu um juiz voltar atrás numa marcação de pênalti ou um bandeira desmarcar uma penalidade?

Virou uma confusão danada, os jogadores reclamaram um bocado. Mais uma vez, o Palmeiras, e só o Palmeiras, tinha um lance anulado por interferência externa – como aconteceu com aquele gol do Barcos, quando a interferência externa viu a mão na bola, mas não viu o pênalti que ele sofrera no lance. É pro bandeira (quarto árbitro, delegado) interferir só se for para o Palmeiras não marcar? Deve ser, porque no jogo do São Paulo, no dia seguinte, um gol tricolor em impedimento (esse sim é lance pro bandeira), uma agressão praticada por Ganso e não punida pelo árbitro,  e um pênalti claro a favor do Inter, que no apito virou falta fora da área (três lances favorecendo o São Paulo – que luta para não ser rebaixado), não receberam a interferência de bandeirinha nenhum (assim é fácil escapar, né?).

E a imprensa, que achou tão correto o bandeirinha do jogo do Palmeiras, não disse nada sobre os dois auxiliares do jogo dos bambis, que deixaram o juiz “errar” quanto quis, e não interferiram em nada – ou será que nos outros jogos eles não precisam interferir? Faltou um dirigente palmeirense na CBF em 2012. Não para que fossemos favorecidos e ajudados a escapar como alguns estão sendo agora, mas apenas para que não tivéssemos sido tão roubados e, por isso, mandados para a série B.

Se o experiente Seneme apitou é porque viu a penalidade, e bastou o bandeira falar com ele que ele “desviu”? Se não foi pênalti, a jogada do Wesley tinha que continuar – o goleiro e o Kardec estavam no chão. Para não prejudicarem o São Caetano prejudicaram o Palmeiras, duas vezes!! Uma, quando o juiz parou a jogada, no momento em que Wesley ia pro gol; e a outra, quando ele desmarcou o pênalti, marcado na hora em que Wesley ia pro gol.

O fato é que se os jogadores já estavam ansiosos, com essa lambança toda ficaram nervosos também. E aí é que não saiu nada mesmo. No segundo tempo o futebol nossas deficiências (eu sei que temos muitas) estavam mais evidentes e futebol ficou muito feio… alguns jogadores tentavam resolver sozinhos, mas nada deu certo e o jogo terminou sem que conseguíssemos marcar um único gol.

Mas o grande mal estava desfeito, e era isso o que mais desejávamos desde Novembro de 2012. A torcida, apesar da brochante falta de gols, respirava aliviada, se sentia feliz com o fim do pesadelo; as pessoas se cumprimentavam e aplaudiam o Palmeiras que voltara à Série A. Então, uma pequena parte da torcida resolveu vaiar e xingar o próprio time (imagine o Pacaembu dividido em 4, menos de 1/4 do público foi a parte descontente). Mas ela foi prontamente vaiada de volta pelo restante de pessoas no estádio, pelos outros 3/4 do público, que se ofendeu com os xingamentos ao time, saiu em defesa dele e passou a gritar: Palmeiras! Palmeiras! Sensacional! O Palmeiras realmente pertence àqueles que o amam!

Missão cumprida, parmerada! Foi quase um ano de calvário e aprendizado mas o pesadelo acabou! Boora buscar o título, virar essa página, dar tchauzinho pra 2013 e entrar de cabeça erguida em 2014.

Nosso “novo ano” vai começar agora. E que ele traga muitas alegrias pra todos nós!

“Você vai ficar na saudade, minha senhora, ah… eu vou embora…”

Deus, muito obrigada pela alegria que sinto hoje… obrigada também, pelas lições aprendidas durante esse tempo.

Eu esperei, pacientemente, durante 11 meses… durante longos 342 dias… E, agora, com a alma em desassossego, não sou capaz de esperar algumas horas… Se eu pudesse, teria ido dormir no Pacaembu de ontem pra hoje.

A sensação que eu tenho é a de ter atravessado um portal no tempo; ontem, eu estava lá, triste, naquele lugar distante, sentindo frio, usando todas as minhas reservas de esperança e boas energias, sonhando com o dia de hoje; hoje, me sentindo plena, estou onde queria estar esse tempo todo, no meio da Luz, do calor no coração, do sonho que sonhei por 342 dias.

Me lembro dos primeiros cálculos… “Quem fizer uns 71 pontos garante o acesso”. E eu pensava: Putz, 71 pontos… vai levar um tempão… Meu coração me dizia: Que nada. Relaxa, sua boba, que vai ser num piscar de olhos, você nem vai perceber. E eu dizia pra ele: Mas e se nos roubarem de novo? Ele me respondia: Nada vai segurar o Palmeiras lá, nem mesmo árbitros pilantras,e você sabe disso. Pelo simples fato de que lá não é o lugar do Palmeiras. Ele é uma azeitona numa salada de frutas. Não tem razão alguma ele estar ali.

Agora, meu coração, todo feliz, sabichão e metido a besta carrega uma plaquinha com os dizeres: Eu sabia!

E ele sempre tem razão. Hoje, com 7 rodadas de antecedência, 71 pontos é questão de horas (temos 7 partidas para fazer os 3 pontinhos que faltam), é questão de dribles e passes mágicos em pés de leão, é questão das cabeçadas certeiras de um cerebral atacante, de defesas precisas, de zaga valente, de desarmes na raça, é questão de abraços, de aplausos, é questão de torcida cantando, feliz… é questão dessa vontade tamanho XGG que todos nós – time, torcida, comissão técnica e dirigentes – trazemos dentro do peito.

O nosso amanhã chegou, Palmeiras! E você não imagina o tamanho da minha (nossa) felicidade. Ninguém imagina…

Eu sempre apostei em você (você sempre é a melhor das minhas apostas), nunca duvidei que passaríamos pela série B com o ‘pé nas costas’… mas, como é você, estava na cara que seria de maneira grandiosa, com uma campanha brilhante. Afinal, por mais que tivéssemos feito muito mal as nossas lições de casa no ano passado, não teríamos ido parar na série B se não fosse um esquema sacana para nos colocar lá – esquema que não existe para os times que hoje estão capengando na série A.

Eles até que tentaram nos atrapalhar nesse campeonato também, mas não conseguiram. Somos vencedores outra vez. Outra vez, como fazemos desde 1914, damos a volta por cima, vencemos as adversidades, as tramoias que nos fazem.

Agora, o pesadelo chegou ao fim! Aquele desconforto que nos acompanhou nesses 11 meses, não existe mais. A “viagem” acabou, estamos em casa outra vez!

E pode morrer de saudade do Palmeiras, série B, porque ele nunca mais vai voltar aí!

E não nos perguntem se vamos comemorar… porque É CLARO QUE VAMOS COMEMORAR! Esse amor não tem “se”, “senão”, “divisão” e nem “porque”. Comemoramos qualquer conquista do Palmeiras, mesmo que seja o título do campeonato de Candy Crush da quinta divisão!!

Hoje, eu e o meu coração vamos festejar! 37 mil pessoas e vinte milhões de corações vão festejar, vão estar no Pacaembu! É mais do que apenas voltar… é provar ao mundo que no Palmeiras tudo é diferente, tudo é mais bonito e verdadeiro. É provar que somos dignos da nossa digna história… e, de novo, escrevemos um capítulo sem mácula, de novo teremos uma conquista legítima, como é a  nossa tradição.

TANTI AUGURI, PALMEIRAS! ORGULHO IMENSO DE VOCÊ!!

O PACAEMBU VAI TREMER!!! O GIGANTE VOLTOU!

“O amor é verde, branca a razão, eu plantei Palmeiras no coração…”♫♪

“Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto, eu tô voltando. Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama, eu tô voltando…”
(Simone)

AlanKardec-Bragantino1

Falta uma partida…

Nosso pesadelo está no fim. Aquela sombra que pairou sobre nossas cabeças no segundo semestre de 2012, e que esmagou o nosso coração ao final dele, se desfez…

Já não há mais aquele punhal atravessado em nosso peito. Não! Nosso mundo está cheio de luz e calor, está cheio de sorrisos outra vez!

O Palmeiras foi jogar contra o Bragantino, lá na casa dele, e o estádio se coloriu em verde e branco. Coisa linda essa parmerada, essa torcida que “está diminuindo” (continuam insistindo nisso)! Parecia até que o visitante era o Bragantino. O Verdão, “em casa”, mandou no primeiro tempo. Prass só viu a cor da bola em cobranças de tiro-de-meta; “Lã” Kardec sobrou em campo, jogou muito. Deu passe, tabelou, fez pivô, fez café, trocou lâmpada e fez gol! Um golaço! Aos 27′ do primeiro tempo, ele recebeu de costas na intermediária, girou, e entre dois marcadores mandou um chutão, meio rasteiro, que foi morrer no canto esquerdo do goleiro. GOOOOOOOL, “LÔ KARDEC, SEU LINDOOOOO!! (sonha que você vai voltar, Tamoxunto. A camisa 9 mais linda do mundo já tem dono)!

Eu não imaginei que teria a reação que tive… Assim que a bola tocou a rede, uma emoção enorme, incontrolável, tomou conta de mim; eu nem sabia que ela estava ali, espiando, esperando o momento de se mostrar. As lágrimas, inúmeras, pareciam brigar para saírem todas de uma vez. Uma sensação maravilhosa. Abençoado “Lã” Kardec…

Tivemos outras oportunidades de marcar, mas o primeiro tempo acabou assim. Aí, logo no começo da segunda etapa, Leandro foi expulso infantilmente (é preciso ter mais paciência e inteligência, Leandro, sua boa fase vai voltar) e então, a dinâmica do jogo mudou. Com um a mais o Bragantino veio pra cima e o Palmeiras teve que ficar mais defensivo e se aventurar no contra-ataque; Prass, que estava de uniforme limpinho, passou a ter que trabalhar. O Palmeiras defendia com uma bravura danada. Kleina colocou Eguren no time (aleluia) para fechar os espaços no meio, e aí, Wesley, que tava armando o jogo e fazendo uma bela partida, pareceu ficar mais solto.

Eu continuava chorando, e tive vontade de dar um abraço gigante no Prass, quando ele, com um reflexo extraordinário, defendeu uma cabeçada do jogador do Bragantino e colocou a bola pra fora. Ufffa! Com jogador a mais e tudo, o Bragantino, que batia um bocado (e só o Verdão teve jogador expulso) não ia balançar a nossa rede, não.

O Palmeiras tentava na bola parada; Henrique, olha só que atrevido, cobrou uma falta e ela passou raspando; depois, novamente em cobrança de falta, foi a vez de Kardec acertar o travessão. Trave maledeta!

E o jogo, nervoso, caminhava para o final. O zagueiro Guilherme, pilantra que só ele, recebia atendimento fora de campo e rolou para dentro do gramado para paralisar a jogada. Xerifão Henrique ficou uma fera (aqui é Palmeiras, p@#&rra!) e os jogadores dos dois times se estranharam. E o vigarista, que arranjou a confusão, deitado no gramado, mascava chicletes numa boa, parecendo um camelo.

Aos 42′, quase que o Bragantino marca, Prass, ligado, espalmou pra fora. O juiz avisou que daria mais 3 minutos. Força, Verdão! E aos 47, assim, como quem não queria nada, Wesley, rápido, invadiu a área, deu um corte no zagueiro e mandou no ângulo! GOOOOOOOOOLAÇO, WESLEY, SEU LINDOOOOOO! Matou o jogo e matou a parmerada de alegria!

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Eu, que tinha trancado a sete chaves a dor de ver o meu time na segundona, de vê-lo jogando naqueles gramados horrorosos, contra alguns times que só têm como tática as faltas violentas e jogadores simulando contusões e agressões o tempo todo, podia, finalmente, escancarar as gavetas.

Eu, que escondi a minha dor, para dar ao Palmeiras os meus melhores sorrisos, para dar o meu otimismo, a minha fé e paciência, o meu amor, os meus aplausos, mesmo quando isso pareceu difícil, chorava, copiosamente, as lágrimas deliciosas de poder entrar no dia 26 no Pacaembu, orgulhosa, de cabeça erguida, porque o Palmeiras, mais uma vez, caminhou sem muletas, com suas próprias pernas, e fez uma campanha brilhante!

E das gavetas saíam as lembranças…

E me dei conta que não esqueci que o nosso técnico nos deixou na mão, ano passado, e que nenhum outro queria dirigir o Palmeiras na ocasião. Me lembrei das recusas – até o Falcão, técnico tão inexpressivo, se recusou. Por isso, todo o meu carinho, um enorme respeito e gratidão a Gilson Keina…

Não esqueci dos jogadores que não quiseram vir, e dos outros, que se achando muito importantes para jogar a série B, trataram de se mandar… Por isso, o meu carinho, o meu respeito e a minha gratidão, aos que ficaram e aos que chegaram para lutar as 38 batalhas da mais indesejada das guerras, da “volta ao mundo” para se jogar a série B, dos gramados horríveis e das botinadas o tempo todo…

Não me esqueci dos jogos em que fomos escandalosamente roubados em 2012, dos pontos que nos foram tirados no apito e que pesaram tanto na balança para que fossemos rebaixados… Não me esqueço das palhaçadas encenadas pelo tribunal… Não me esqueço da conivência e omissão da imprensa, que ajudou a esconder os prejuízos que sofremos, que sumiu com as imagens e deixou que gritássemos sozinhos e parecêssemos lunáticos, a cada vez que sofríamos uma derrota fabricada. Por isso, o meu enorme desprezo aos “profissionais” do apito, aos torcedores da justiça desportiva e aos torcedores profissionais de imprensa.

Não me esqueci do desprezo de alguns “palmeirenses”, das suas previsões de descenso no Paulistão, de humilhação na Libertadores, de surras memoráveis diante dos grandes paulistas, de o Palmeiras não voltar da série B. Vocês erraram feio! Por isso, o meu respeito e o meu carinho aos verdadeiros torcedores, que lutaram COM o Palmeiras e PELO Palmeiras. Aos que o apoiaram mesmo que, apesar de, até mesmo se, muito embora… sem impor condições, sem denegri-lo; a todos os irmãos dessa grande família de sangue esmeralda, que fizeram uma festa para receber o Palmeiras pelo Brasil afora; aos que incentivaram os jogadores, mesmo aqueles dos quais não gostavam, mas o fizeram porque eles vestiam a nossa camisa e ela precisa ser respeitada pelo seu torcedor.

Não me esqueço da bagunça generalizada da gestão anterior, das entrevistas desastrosas menosprezando patrimônio do clube, da falta de respostas para as matérias mentirosas de alguns veículos de imprensa, do vazamento de notícias, do CT que parecia a casa da Mãe Joana, dos jogadores que não queriam ficar no clube, das brigas, do presidente, tranquilão, pegando uma praia no RJ, no dia seguinte ao rebaixamento…

Por isso, o meu carinho, meu respeito e admiração ao presidente Paulo Nobre, ao vice-presidente Genaro Marino (membro da Chapa Academia, da qual faço parte com orgulho),  à toda a diretoria executiva e a todos os que trabalharam pelo Palmeiras e foram mudando tantas coisas nesses meses mais escuros.

Nós conseguimos! Estamos de volta! E vamos buscar o título!!

Foi mais que uma simples vitória no sábado, foi a senha para a festa do dia 26, para a volta à série A. Sim, amigo leitor, desmarque os seus compromissos, anota aí na sua agenda, prepara o seu coração, o seu melhor sorriso, a sua bandeira e o seu manto sagrado. Dia 26 tem festa no Pacaembu! O Palmeiras depende só dele e, com todo respeito ao São Caetano,  no dia 26, o Palmeiras (Mago e Vilson de volta!), que hoje já olha nos olhos da série A, vai poder lhe dar um grande abraço e dizer: Estou de volta, cara mia! Sentiu muito a minha falta? Eu não disse que não me demoraria lá?

O PACAEMBU VAI TREMER!! O GIGANTE ESTÁ DE VOLTA!! GRAZIE, DIO!!

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Como é bom quando o Palmeiras vence, quando não é assaltado pelos árbitros, quando a gente fica feliz depois de um jogo… Obrigada, Senhor!

Dia de jogo do Palmeiras é também dia dele ser roubado no apito… E, pra piorar, como ele perdera mandos de jogos por causa da briga de suas torcidas, na terça-feira o jogo era em Londrina, com transmissão só no PFC (não foi isso que a Globo fez em 2008, né?). O jeito era apelar para a NetCat (o gato na net) e assistir no “Premiau FC”.

Um pouco antes do jogo, tomei um banho, fiz um cafezinho e fui ouvir um pouco de música, tentando preparar o espírito para a roubalheira que viria e para todo aborrecimento que ela traria. Sim, somos a única torcida do país que já espera pelo prejuízo, uma vez que, “jogo sim e outro também”, a CBF “sorteia” um pau-mandado para apitar as partidas do Verdão. E parece que, quanto mais prejudicado o Palmeiras for, mais a CBF gosta do “pau-mandado”, porque o sujeito apita “que nem o nariz dele”, e é recompensado com arbitragens na série A, na rodada seguinte.

Ah, esse ‘país do futebol’… Parece até piada! Os péssimos árbitros dos jogos contra Avaí e ABC foram promovidos pra apitar na série A. Como pode, um árbitro que faz o resultado de uma partida, merecer que a CBF o recompense? Se  depois de um desastroso desempenho, ele recebe um prêmio, e não uma punição, posso concluir que foi por mérito, foi porque a entidade que cuida (?!) do futebol ficou plenamente satisfeita com o seu desempenho. Vergonhoso!

Mas a partida diante do Figueirense acabou sendo uma baita surpresa. Não pela deliciosa goleada que o Palmeiras aplicou no adversário e pelo estádio cheio de palmeirenses, e sim pela atuação quase imparcial do árbitro. Não fosse um mesmo jogador do Figueirense cometer dois pênaltis – um deles quando  Ananias ia pro gol – sem levar vermelho; não fosse uma pisada no pescoço de Serginho, uma voadora de William em Ananias, e o tal Artur, que acertou o Leandro (quando a bola estava fora de jogo), ficarem impunes, e poderíamos dizer que o juiz, Edivaldo Elias da Silva (PR), apitara corretamente. Mas, diante da roubalheira da qual o Palmeiras tem sido a vítima favorita e frequente, o fato de não termos tido um resultado fabricado pelo árbitro já foi uma dádiva dos céus. Acho que a CBF, que premia com a série A quem prejudica o Palmeiras, vai colocar de castigo esse aí e mandá-lo apitar a série D ou o campeonato de Sub-12.

Quando a partida começou, o Palmeiras, que ainda devia estar muito engasgado com a garfada que levou do tal Marcos André Gomes da Penha, árbitro da partida anterior,  estava bem mais acertadinho e determinado. Leandro recebeu pela esquerda, driblou três adversários e foi derrubado dentro da área. O juiz marcou o pênalti!!! Milagre!!! Quem podia imaginar… Temos penalidades, escandalosas e não marcadas, em quase todas as partidas, que eu pensei que os árbitros estivessem sendo proibidos por alguém de apitar pênaltis pro Palmeiras. Não dava nem pra acreditar que o juiz tivesse apitado! E com apenas 5′ de jogo, o lindo do “Lã” Kardec, tranquilo, foi lá e guardou. Que maravilha!

Eu estava assistindo no “Premiau” e o Chrome resolveu travar justo na hora do gol… mal sabia eu que ele não ia me deixar ver quase nada do jogo dali pra frente. Foi um sacrifício para acompanhar a delícia de goleada do Verdão (assisti ao VT depois).

O gramado era muito ruim e, talvez por isso, os erros de passe eram inúmeros, nas duas equipes. Prass fez umas duas defesas, o Palmeiras tentou numa jogada de Mendieta e Leandro, mas nada aconteceu. Já no finalzinho do primeiro tempo, Wendel saiu machucado e Ananias o substituiu.

O Palmeiras voltou do intervalo com Serginho no lugar de Leandro, que sentira o tornozelo; e não era pra menos, ele levou tanta botinada. E já aos 3′, tivemos um revival do início do primeiro tempo. Ananias invadiu a área, ia pro gol, mas foi derrubado por Douglas Marques (fez dois pênaltis no mesmo jogo e não tomou cartão vermelho).  E o juiz, milagrosamente, não assaltou o Palmeiras e assinalou a penalidade!! Tchuuupa, CBF!! Mendieta, com categoria, foi lá e guardou o segundo.

E o Palmeiras não deu mole. 4 minutos depois, Ananias (olha ele de novo), que tava liso como ele só, fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Alan Kardec. “Lã” Kardec nem fez força, cabeceou de levinho, de mansinho, a bola desviou no zagueiro e entrou. Se com 1 x 0 já não dava pro Figueirense, imagina com 3 x 0…

O adversário entregou os pontos de vez… Coube ao Palmeiras administrar o resultado, segurar mais a bola. Eu, que não tinha conseguido ver nenhum dos gols, tava rezando para o Palmeiras marcar mais um e eu poder ver. E não é que ele marcou mesmo?

Aos 38′, numa jogada linda, Juninho tocou pra Kardec e correu na frente pra receber. “Lã” Kardec enfiou a bola de volta pro Juninho, que entrou na área com o marcador em seu encalço e o goleiro já se posicionando à sua frente, mas ele deu uma paradinha esperta, goleiro e marcador se enroscaram e ficaram no chão, e então, Juninho rolou pra Serginho que estava livrinho, com o gol escancarado à sua frente e implorando para a bola entrar. Golaço!

Palmeiras 4 x 0 Figueirense.

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O Figueirense – o goleiro, principalmente – reclamou da posição de Serginho no lance. Mas olha só como o palmeirense tava ‘impedido’, enquanto o goleiro e o zagueiro faziam o “quadradinho de 4”.

Serginho-posição-legal

Coisa linda a jogada. Coisa linda o meu Palmeiras, que vai voltar à Série A esbanjando competência e  com mais de 100 gols na temporada – já temos 99. Coisa linda a torcida gritando “Olé” no restante da partida…

Subir, a gente sabe que já subiu… Mas precisa ser na tal da matemática, né? Pois então vamos pra próxima… “tamo” subindooooo!!