Ao mesmo tempo que ficamos sabendo que a Caixa Econômica Federal aumentou as prestações do “Minha Casa” em 160%, ficamos sabendo também que ela aumentou o patrocínio dos clubes de futebol que são sustentados pelo dinheiro público – ‘dinheiro público’ é só uma maneira de chamarmos o dinheiro que é tirado dos bolsos e da mesa dos cidadãos do país.

Como você pode observar, falta dinheiro para as casas populares, mas dinheiro pra sustentar o futebol não falta, e ele tem que sair do bolso de alguém, né?

 

E, vendo essa farra com o dinheiro do povo, a gente pensa no Gabriel, um garotinho, de 12 anos, o primeiro na fila de trasplantes, que morreu na última semana, na UTI de um hospital de Brasília, porque não havia um avião da FAB disponível para buscar um coração que havia sido doado pra ele (pra políticos assistirem jogos da Copa, para filhas de políticos irem à praia com as amigas, tem avião da FAB à disposição; pra salvar uma vida, não tem. Pobre povo brasileiro…).

Mas, voltemos ao futebol…

Você viu a “listinha” de clubes que a Caixa sustenta com o nosso dinheiro? E viu lá que apenas Palmeiras, São Paulo, Inter e Grêmio caminham com as próprias pernas?

Então… Um chargista, provavelmente aborrecido com esse abuso no uso do dinheiro do povo, fez uma charge criticando o fato da Caixa não ter dinheiro para as casas, mas ter milhões para distribuir para os clubes (uma vergonha utilizarem o dinheiro público dessa maneira), um jornal  do nordeste também publicou a charge.

No entanto, o chargista se equivocou e, usando o distintivo do Palmeiras, numa das pessoas que carregavam um montão de dinheiro,  o colocou como mais um clube sustentado pelo governo…

Na na ni na não!! Claro que o Verdão não é sustentado pelo dinheiro público, claro que o Verdão caminha com as suas próprias pernas. Nossos patrocinadores não são estatais. Aqui é Palmeiras, p@$%rra!

A parmerada, claro, reclamou um bocado do engano, e o chargista, percebendo o erro,  refez a charge e se desculpou com os torcedores.  charge-caixa

O jornal também se retratou e se desculpou:

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Agora sim! No Palmeiras não tem nada disso, não tem maracutaias com dinheiro do povo, e esse é um – mais um – dos motivos pelos quais sentimos tanto orgulho do nosso clube.

E é por isso, também, que estamos sempre de olho no que falam do Verdão por aí…  😉

Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

 

A temporada 2016 logo vai começar e o elenco do Palmeiras, tricampeão da Copa do Brasil em 2015, se reapresentou no dia de ontem, quarta-feira (6), na Academia de Futebol  e, com ele, várias novidades.

Sim, amigo palestrino, enquanto alguns clubes sofrem desmanches terríveis (más administrações são um problema sério, não é? Sofremos muito com isso em outros tempos) o Palmeiras reforça o seu time tricampeão.

Chegaram o goleiro Vagner, os zagueiros Edu Dracena e Roger Carvalho, o volante Rodrigo,  o meia Régis, o meia/volante Moisés e o atacante Erik.

O zagueiro Edu Dracena foi apresentado ontem, quarta-feira. E ele chegou feliz e satisfeito ao Verdão:

“Estou muito feliz e contente por vestir esta camisa, e a expectativa é muito grande. Estou me sentindo como se fosse o primeiro contrato que assinei, estou muito motivado”

“Chego para fazer uma história dentro do clube, pois foi assim em todos os clubes pelos quais passei. Não será diferente no Palmeiras”

“A torcida é impressionante. Eu passei pelo Allianz Parque e vi que a torcida joga com o time, e a gente teve dificuldades para jogar contra o Palmeiras aqui. Agora, eu estou do lado do Palmeiras e espero contar com os torcedores para nos apoiar o ano todo e fazer uma grande temporada porque o Palmeiras está merecendo”

E mandou um recadinho à Que Canta e Vibra:

E hoje, teve mais uma  apresentação oficial, a do atacante Erik.

Sorrindo até com os olhos, Erik não escondia a felicidade de vestir a camisa do Palmeiras.

“Estou muito feliz por estar vestindo a camisa deste clube. Sei que sou uma contratação importante para um clube gigante como este. O projeto é belíssimo, e eu não pensei duas vezes”

“Fiquei muito feliz com o interesse do Palmeiras. Quando eu recebi a notícia (da proposta), eu estava no interior do Pará, e, quando a ficha caiu, agradeci a Deus por tudo o que vem acontecendo em minha vida. Tenho certeza de que conseguiremos grandes títulos aqui”

“É o maior clube no futebol brasileiro em termos de títulos nacionais, e eu sempre quero mais em minha carreira”

E o time tricampeão, ao qual se juntaram Thiago Martins e Victor Luís, mais os recém chegados Edu Dracena, Erik, Vagner, Rodrigo, Régis, Moisés e Roger Carvalho, passaram por exames cardiológicos, responderam a um questionário técnico(anamnese) feito pela nutricionista, fizeram algumas avaliações,  como, por exemplo, nas articulações e na dinâmica dos movimentos dos jogadores. Tudo com a intenção de detectar deficiências a serem corrigidas na pré-temporada que se inicia. O elenco seguiu hoje (07) para Itu-SP,  onde ficará em regime de concentração até o dia 16.

Durante a pré-temporada, o Palmeiras participará de um Torneio Quadrangular no Uruguai, que acontecerá entre os dias 19 e 24 de Janeiro. O Verdão fará a sua estreia no dia 20/01, diante do Libertad.

http://www.palmeiras.com.br/noticias/ler/36912-palmeiras-disputara-torneio-quadrangular-no-uruguai-durante-a-pre-temporada#.Vo7QpvkrLIV

E, por aqui, a temporada se iniciará para o Palmeiras no dia 31/01, pelo Campeonato Paulista, diante do Botafogo-SP, em Ribeirão Preto.

A estreia na Libertadores será em 16/02, às 20:45 (horário local) quando o Verdão enfrentará o vencedor de River Plate-URU x Universidad de Chile-CHI, que disputam a pré-Libertadores.

Ainda bem que vai começar tudo outra vez. Estamos morrendo de saudade do Palmeiras em campo, não é mesmo?

Capricha na pré-temporada aí, Verdão, e muito boa sorte em 2016! Temos grandes títulos a conquistar neste ano!

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Os melhores patrocínios… o programa de Sócio-Torcedor (Avanti) mais organizado e rentável… as melhores rendas… bons jogadores revelados na base, subindo para o profissional… a arena (com contrato de naming rights fechado) mais linda e mais bem localizada… salários em dia… gestão nota mil…

A torcida mais apaixonada… gols de cobertura… muita raça… empenho… bicicleta… golaços… dribles maravilhosos(né, Jesus?)… pênaltis defendidos… eliminação de rivais… choro de alegria… goleadas inquestionáveis… viradas sensacionais… mais raça… mais choro de emoção… mais pênaltis defendidos… e título… e supremacia no futebol nacional… e festa no Chiqueiro…e Palmeiras de volta!!

Nosso tempo de alegria chegou!

Que 2016 seja exatamente assim, um atropelo de maravilhosas, verdes e palestrinas emoções!

FELIZ ANO NOVO, PARMERADA!! 

Paz, saúde, alegrias e muito Palmeiras campeão em 2016!!

 

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Taça-campeão-brilho

Dizem as escrituras, que houve um tempo em que tudo era medo…

E eram tempos bem difíceis para o povo da Palestrina… O rei e a rainha da Brasileia,  aves de rapina que eram, consumiam todas as economias do povo em impostos… o dinheiro da população mal dava para o sal, o pão e para as lamparinas…

Há muitos anos, o povo palestrino não tinha uma alegria genuína… Sem o seu templo, e por culpa dos péssimos governadores que tivera, a Palestrina enfraqueceu e viu os cofres da cidade serem saqueados…

O novo governador, Paulus Nobrius Salomão, que derrotara Pescachacius, encontrou a Palestrina como terra desolada… e, ele, que desde menino sonhava em governar a Palestrina, teve muito trabalho para reestruturar a cidade, reunir novos guerreiros e fazer a nação alviverde (verde e branco eram as cores da bandeira palestrina) voltar a disputar as batalhas e torneios mais importantes da Brasileia.

No início, o povo, sem entender que Paulus não era o culpado por tanta escassez e dificuldades, reclamava de tudo, não tinha paciência, vilanizava os gladiadores, o governador, e queria soluções imediatas, torneios conquistados pra ontem. Os opositores de Paulus, ladinos, interesseiros, aproveitavam o descontentamento do povo e insuflavam a discórdia ainda mais. A situação era tensa, e só depois de muitas luas cruzarem o céu, as coisas começaram a dar certo.

Foi nesse período que o templo da Palestrina, o Allianza, tão querido pelo povo, ficou pronto, reformado e grandioso. Era mais que um templo, era um “coliseu”… Era ali que o coração da Palestrina pulsava… A mais bela construção da Brasiléia e de todo o território – diziam mesmo que era mais bonito e imponente do que o Coliseu Romano.

Ao contrário dos templos de outros povos, o dos corintios, por exemplo,  o da Palestrina  não usara nenhuma moeda do povo em sua construção. Fora ele a primeira alegria do povo palestrino depois de muitos anos, e houve uma grande festa para a sua (re)inauguração.

É verdade que, em terras do Sul, diante dos “curitibenses”, num tempo não muito distante, os palestrinos haviam ganhado um torneio importante, e de maneira espetacular, porém, logo depois de tanta alegria, Bananás, o desmiolado e irresponsável governador, antecessor de Paulus, deixou que a Palestrina caísse em desgraça…

As coisas melhoraram muito com Paulus,  mas o grupo de gladiadores da Palestrina ainda não tinha poderio para as batalhas e torneios da época. E, por muito, pouco os palestrinos não caíram em desgraça mais uma vez…

Na última prova do Grande Torneio da Brasiléia, disputada no templo palestrino, quase foram derrotados pela tribo dos Poodles, mas, graças ao esforço de Valdivius, um dos reis Magos – mesmo machucado, foi o mais valoroso gladiador na arena -, e à proteção de São Marcos e do Divino espírito Da Guia conseguiram manter a soberania palestrina.

Preocupado, Paulus consultou os sacerdotes, e eles lhe disseram que uma estrela, tão grande quanto a estrela de David, voltaria a brilhar no céu palestrino e traria muita alegria a todos; e que o grupo de Gladiadores (das) Palmeiras (tinham esse nome porque, essas árvores, imponentes, eram vistas por toda Palestrina) seria festejado com júbilo em sua nova casa. Mas só depois que ele, Palmeiras (os palestrinos o chamavam só assim), se lançasse no caminho dos torneios, e enfrentasse os obstáculos das mais duras provas, diante dos mais sórdidos e desleais adversários… depois que todos os palestrinos se unissem, sem jamais macular a sua fé, a alegria e o amor em seu corações. Fosse assim, Deus estaria com eles…

Paulus, então, contratou Tibério Mattus para montar a legião de guerreiros que peregrinaria por todo o território, e tentaria trazer de volta à Palestrina a estrela(alegria) tão sonhada.

E foi assim que chegou o comandante Oswaldo, chegaram José, experiente, vencedor, conhecidíssimo; os jovens Lucas, Gabriel e Davitor Hugo, chegaram Rafael, Egídio, Andrei, Isaqueson, Amaral, Ramos, Leandro de Arimatéia; chegou Marcos (do povoado de Arouca), Robson, Eduardo, chamado Dudu – gentil, bondoso, Dudu chegara distribuindo chapéus – uma nova moda do Ocidente – para o governantes morumbídeos e coríntios…

Foi assim que o menino Jesus também se juntou ao grupo que já tinha Valdivius, o mago, tinha o Gigante Prass, João Pedro, Nathan e os guerreiros Pablo, Fernando, Allione de Sião e Isaías Cristaldo, vindos de terras distantes… outros chegariam depois, mas esses iniciariam a missão… por sorte, Judas, o traidor, havia deixado a Palestrina nos tempos de Bananás.

A caminhada começou… Comandados por Oswaldo saíram pra dizer a todos que encontrassem pelo caminho, que aquele era o Palmeiras, e que ele servia sob a bandeira palestrina.

E em cada lugar que chegavam, liderados por José, que agora, todos chamavam de Zé, eles, orgulhosos, altivos, destemidos, batiam no peito uns dos outros e diziam antes de cada combate: O Palmeiras é grande! 

Então,  num dia em que os palestrinos se reuniam no templo, um sinal foi visto no céu… um grande e brilhante arco-íris… Um sinal divino, a resposta de Deus ao trabalho de todos, o prenúncio da luz depois do período de escuridão e lágrimas… e todo mundo respirou esperança e voltou a sonhar… era o renascimento da Palestrina… Deus avisava a todos que os dias de alegria voltariam.

Arco-íris

As provas, as batalhas, se sucediam…

O primeiro grande teste para esse Palmeiras foi em seu templo, diante dos morumbídeos, e os palestrinos compareceram aos milhares. As batalhas, com 11 guerreiros de cada lado, costumavam ser provas duríssimas, de talento, habilidade, mescladas com provas de forças e luta propriamente dita.

Inimigos antigos, os desleais morumbídeos já tinham tentado em outros tempos tomar dos palestrinos o seu templo. O legendário Oberdan, de mãos colossais, liderou os palestrinos à vitória naquela vez e os morumbídeos até fugiram da batalha.

Metade homens, metade cervos, os morumbídeos originavam-se de um casal de animais que sobreviveu ao Dilúvio na Arca de Noé. O Palmeiras, comandado por José, e contando com a destreza de Rafael e Robson (agora Robinho) derrotou espetacularmente os morumbídeos.

Robinho humilhara Micus Papillon, o mais festejado gladiador morumbídeo. É certo que Papillon já tinha reumatismo e um pouco de catarata, mas continuava prestigiado pelos morumbídeos e, com sua armadura cheia de brilhos, era o mais festejado dos seus gladiadores.

A multidão palestrina exultava pela vitória, pela supremacia palestrina diante dos morumbídeos… ainda mais, porque, dois traidores da Palestrina, Juda Travecus e Ueslei Sonolentus agora defendiam os morumbídeos.

20 luas tinham se passado, quando os palestrinos tiveram que enfrentar os coríntios, em Corinto, numa prova decisiva da Batalha das Cidades.  Assim como os morumbídeos, os coríntios – os maiores rivais dos palestrinos -, eram perigosos, roubavam qualquer um que pudessem, e era desse modo que ganhavam os torneios e conquistavam algumas coisas, inclusive o templo que possuíam agora, construído com dinheiro tirado do povo de toda a Brasileia.

A luta foi dura e o exército Palmeiras saiu vitorioso. Ramos e Rafael tiveram participação determinante, mas, quando o Gigante Prass, depois de desfechar golpe fatal em Elias, bradou: “Acabou, Petros! Acabou!” os coríntios foram eliminados pelo Palmeiras. As escrituras sagradas contam isso em Corintios 2, 2 – 5, 6.

Os palestrinos saboreavam cada vitória importante como se fosse néctar… E só não ganharam o Torneio das Cidades, disputado contra os gladiadores das Sereias, do povoado junto ao mar, porque, Barrabás Sereta,  que mediava a contenda, roubou o quanto pôde para ajudar o seu exército preferido.

Os guerreiros palestrinos seguiam o seu caminho… as notícias das disputas realizadas em terras estrangeiras, eram trazidas por mensageiros, e deixavam a Palestrina em festa.

As disputas se davam ora em terras inimigas, ora no “coliseu” palestrino. E foi na Palestrina  que o Palmeiras venceu, de novo, os morumbídeos. Impuseram aos inimigos uma derrota vergonhosa.  Dentro de seus domínios, em sua casa, iam se tornando imbatíveis. Essa batalha também está nas escrituras sagradas, em São Paulo 0; 4

E novamente um torneio, a disputa do Território da Brasileia, os levava a Corinto… o Palmeiras, comandado por Valdivius, José e Rafael venceu brilhantemente. A casa  do inimigo se tornava a casa de banhos e do Palmeiras. A superioridade dos guerreiros palestrinos tinha sido total. E as escrituras iam escrevendo novas páginas… Coríntios 0; 2…

O Palmeiras seguia o seu caminho… passando por cima dos adversários das terras do Corcovado. Porém, desfalcado de alguns dos seus gladiadores, gravemente feridos nas batalhas; sem o mago Valdivius, que fora para uma cidade distante, o Palmeiras encontraria muitas dificuldades pela frente. Um novo comandante chegara, era Marcelo, do Monte das Oliveiras, e ele, depois de alguns revezes, acabaria optando por colocar os seus melhores homens num único torneio, o da Copa da Brasileia, abdicando da outra competição,  que, graças aos muitos ladrões, escolhidos para intermediar as contendas, ia sendo doado para os coríntios.

Embora os escribas do território, simpatizantes de outros grupos de gladiadores, e despeitados pela prosperidade que voltava à Palestrina, tentassem enganar o povo com pergaminhos que traziam notícias mentirosas, distorcidas…  todo mundo sabia que a Palestrina era próspera,  que o Palmeiras era o único exército a receber o soldo em dia. Paulus Nobrius Salomão governava a Palestrina de maneira brilhante, como  sonhara em menino.

Mas de brilhante mesmo,  todo e qualquer palestrino queria a estrela… era preciso enfrentar as batalhas para se conseguir a paz…

Novos gladiadores chegavam… Lucas, um especialista de ataque, vinha de uma terra distante… Matheus, um menino ainda, se juntava ao grupo…

Jesus já mostrava os seus dons… a legião palestrina ia superando os primeiros adversários, inclusive,  a legião dos Espíritos de Arapiraca, que nunca mais assombrariam o Palmeiras outra vez. Os palestrinos avançavam nas provas da Copa da Brasileia…

O adversário agora era o exército das Marias, vencedor dos dois últimos Torneios da Brasileia. Seriam duas perigosas disputas… o Palmeiras o bateu no templo Allianza, depois, quando foram disputar as provas em Minas de Jericó, Jesus brilhou, fez um milagre na arena… sem tocar o adversário o deixou no chão, dançou na frente do arqueiro que saía na sua direção, o enganou, e derrubou a fortaleza inimiga; todos os que acompanhavam a disputa ficaram maravilhados diante de Jesus… e, graças a ele, o Palmeiras avançaria para a próxima disputa e adversário. Essa façanha seria contada em São Marcos 2,1 – 2,3.

Faltavam poucos adversários, mesmo assim o caminho ainda era longo… quase imperceptível, uma claridade diferente, que não era da lua, iluminava mais as noites da Palestrina…

As provas seriam agora diante do povo de “Ximarrão”, na arena do sul… O Palmeiras, graças à valentia de Rafael, conseguiu equilibrar a disputa, quando os ximarrenses venciam.

Na disputa seguinte, na casa palestrina, as coisas não foram fáceis para os ximarrenses… O Palmeiras vencia com folga, Davitor Hugo e José brilharam no ataque, mas, o mediador da disputa, deixando que os ximarrenses infringissem as regras, permitiu que as provas ficassem empatadas… Mas, quando tudo parecia perdido para os palestrinos, Andrei avançou armas ao ataque e desferiu o golpe que deu a vitória ao Palmeiras.

A gente palestrina, que tanto pedira aos céus uma  vitória, chorava de alegria… E o céu palestrino ia adquirindo novas cores e brilho…

Vieram, então,  os tapetenses… Não eram perigosos, porém, se utilizando de um tapete “mágico”, sempre que estavam em perigo, e contando com a ajuda do tribunal dos Anciões e a dos mediadores das disputas,  conseguiam reverter qualquer derrota, ganhavam mesmo quando perdiam…

Lucas, o de terras distantes, colocou o Palmeiras em boa vantagem, enquanto o gigante Prass segurava a ofensiva tapetense. E foi o gigante arqueiro e  Allione de Sião  quem decidiram nos ataques finais.

O “coliseu” quase veio abaixo mas comemorações…  Faltava só o adversário final…  e ele não seria outro, senão aquele mesmo que, graças a Barrabás Sereta, derrotara o Palmeiras no Torneio das Cidades:  o exército das Sereias…

A primeira disputa entre eles foi em Villa Belmirus, arena pequena e lúgubre das Sereias. Mais uma vez, graças a Coríntios de Oliveiras,  a um mediador muito desonesto,  o Palmeiras saiu derrotado de lá. E foi zombado e escarnecido pelo pastor, Retardo Oliveiras.

Os escribas todos escreviam em seus pergaminhos que o Palmeiras seria dizimado em sua própria casa, que envergonharia o seu povo… todos davam o exército das Sereias por vencedor…

E chegou o dia da disputa, a noite da disputa… os palestrinos eram milhares em volta do templo da Allianza… carregando lamparinas, queimando incensos, iluminavam a escuridão deixando o céu verde e sob uma névoa…

Paulus Nobrius Salomão mandara trazer os gladiadores numa biga… e, enquanto a biga os transportava pela Via Turiaçu, os gladiadores ficaram maravilhados com as milhares de lamparinas, com os gritos do povo palestrino. Entraram no coliseu palestrino assim… O povo todo vestia verde e branco, e se ungira com óleos sagrados… Jesus, que havia sido ferido, ia pra batalha… o menino Matheus teria a missão de parar um habilidoso gladiador rival…

Os palestrinos sabiam, e só eles sabiam, que mal nenhum os alcançaria em sua casa. Confiantes, pensavam: Em nossa casa, não! O Palmeiras seria o vencedor, e seria sobre o seu “coliseu” que brilharia a grande estrela…

E nunca se viu uma batalha  como aquela… nunca se viu tanta bravura de um povo e seu exército… nunca se viu um adversário tão encolhido, temeroso, nem se ouviu um canto com a força do canto dos palestrinos…

Jesus saiu machucado… tensão… o menino Matheus lutava como um gladiador experiente…   Lucas, das terras distantes, levava o Palmeiras à frente… Arouca, Davitor Hugo, Isaqueson, destruíam as investidas das sereias, o gigante Prass protegia a fortaleza palestrina  como nunca… Robinho ia à frente com Lucas e Eduardo… José liderava os gladiadores na arena…

E foi o pequenino Eduardo, quem acabou com “Golias”, desferiu dois golpes certeiros, fatais, mas, infelizmente, Retardo Oliveira, quase ao final da disputa, acertou uma flechada no gigante Prass… e novamente, tiros diretos de bolas incandescentes seriam disputados… Deus queria premiar o gigante…

E Prass, o gigante, assustou o primeiro inimigo e ele errou o alvo…

Prass, o gigante, defendeu o segundo disparo…

José, Isaqueson, Isaías Cristaldo acertaram os seus alvos… a vantagem era do Palmeiras… faltava um último disparo…  e seria de Prass…

Milhares de olhos olhavam o gigante… milhares de corações paravam um instante de bater…

E então, o gigante, que parecia maior ainda, disparou e acertou as Sereias… a luta estava acabada. A multidão, enlouquecida, gritava, e chorava. e  sorria, se ajoelhava…

A estrela mais linda e mais brilhante surgiu no céu da Palestrina… Deus os recompensara por tanta dedicação… e não existia no mundo uma gente mais feliz do que aquela…

Felizes como nunca, batiam no peito e diziam: O Palmeiras é gigante! Em nossa casa… não!!

O Palmeiras, outra vez, era o vencedor de um torneio da Brasileia. O maior vencedor de todos.  Era dele a estrela mais brilhante da Palestrina, era ele a estrela mais brilhante de todas…

Dizem as escrituras que nunca houve um vencedor como ele… que não haverá outro igual… e que a sua estrela nunca deixará de brilhar…

VIDA LONGA AO PALMEIRAS E AOS PALESTRINOS!

Natal é tempo de comemorar a vida, é tempo de comemorar o amor… é tempo de refletir… de agradecer…

Neste ano, estamos com os nossos verdes e apaixonados corações em paz e temos muito pra agradecer e muito pra comemorar!

Valeu toda a nossa paciência, valeu todo o nosso entendimento… mas valeu ainda mais todo o amor que demos…  ele voltou pra nós da maneira mais maravilhosa possível.

Feliz Natal, amigo palestrino!  Prass, saúde, alegrias e muito amor em seu lar!

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SEGUNDA PARTE – “Edilsão 2015”

Nunca as arbitragens “erraram” tanto na história do futebol como no Brasileirão 2015… Mas a imprensinha jura – e vai repetir isso até que vire verdade – que foi na bola…

O modus-operandi mudou, mas o absurdo de se dar um campeonato de presente, tirando dos demais clubes as chances de realmente disputá-lo, foi o mesmo do Brasileiro 2005 e de outros tantos. Ainda faltavam três rodadas, e o título do “Edilsão, versão 2015” já tinha sido entregue, e da maneira mais descarada possível.

Sabe aquela criança, que você pega pela mão para ela aprender a andar, e fica por perto pra ela não cair quando se desequilibrar, até que ela, sabendo que tem alguém para ampará-la, caso necessite, consiga caminhar sozinha? Assim fizeram com o S.C.Itaquera.

Depois que o ajudaram a ganhar confiança,  a “andar” (rapidinho) no campeonato, e o colocaram na primeira colocação, ele foi sozinho, ou quase, quando ia dar uma escorregada, a mão generosa do apito estava lá para ampará-lo. Aí apareceu o trabalho do técnico, o futebol bacana, o time sem pressão… Saber, por antecipação, que vai “dar certo” é uma tranquilidade…

Pra se ter uma ideia, foram 35 rodadas, sem que nenhum, eu disse NENHUM, pênalti fosse marcado contra o S.C.Itaquera, mesmo ele tendo cometido vários (isso é muito revelador), alguns deles, verdadeiras jogadas de vôlei. E nenhum dos árbitros que apitaram seus jogos viu qualquer coisa – fizeram o oposto com o Palmeiras, não marcando nenhum dos muitos pênaltis que ele sofreu em casa, nem muitos dos que ele sofreu fora, mas assinalando outros tantos contra ele, que nem aconteceram de fato…

Edilsão2015-pênaltis-cometidos-e-sofridos

Só na 36ª rodada, quando o título já tinha  sido “conquistado”, marcaram uma penalidade contra o time de Itaquera. E uma penalidade inventada, diga-se de passagem, com cara e pinta de ter sido arranjada para mascarar a vergonha de 35 rodadas sem um mísero pênalti contra e de ter sido beneficiado o campeonato todo.

35 rodadas podendo  cometer pênaltis impunemente…  Como esse de Uendel, por exemplo. Tão “discreto”, tão “difícil” para a arbitragem marcar, não é mesmo?

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Mas essa bola na mão, com  braço junto ao corpo, e que veio de um chute muito próximo, eles marcaram. Ah, mas era contra o Palmeiras…

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Ficou parecendo que a “ajeitada” dada na regra sobre o toque de mão na bola foi feita para facilitar o trabalho das “forças ocultas”. E, levando-se em conta que já tinham determinado antes que as arbitragens tivessem mais rigor com as reclamações dos jogadores, ficou meio estabelecido que, levar porrada e ser garfado podia/pode, mas reclamar disso, não.

A juizada fez a festa com essa nova possibilidade de interpretação… Inventou pênalti onde não tinha, ignorou os que não queria (não podia?) ver… e ai daquele que reclamasse. E a imprensinha, com bem raras exceções, disse amém às apitadas. Tinha sempre um “eu também marcaria”, “eu também não daria”, “os árbitros erram com todos os times”…

E todo mundo se perguntava: quem será que banca a “cegueira” das arbitragens? Por que a regra não legitima essas “apitadas” não. Pela regra, nas imagens postadas acima, aquele toque de mão do Uendel, não assinalado, foi muuuito pênalti; o pênalti de Victor Ramos, o juiz só marcou porque estava com vontade de marcar…

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Não bastasse isso, ainda teve um extra, o de se fazer todos os times, menos um (a princípio, dois) jogarem às 11h00 da manhã, aos domingos, no “calorzinho básico” que faz aqui e que mina o rendimento da maioria dos jogadores.

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Segundo as notícias, Corinthians e Flamengo seriam poupados da experiência a pedido da Globo, por causa da audiência. E já estamos carecas de saber que esse papo de audiência é só papo mesmo, não é?
https://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2014/12/15/quem-e-que-da-mais-audiencia-mesmo-dona-platinada/

O experimento teve início na primeira rodada do Brasileiro, em 10/05/2015.  E até Setembro, só um time ainda não tinha jogado às 11h00 – o Palmeiras já tinha feito 3 partidas nesse horário, outros clubes tinham feito 5  (Flamengo, FluminenC e SPFW, que sempre recebem agradinhos da CBF, também eram poupados, e tinham feito só 1):

Roubo-Brasileiro-20015-jogos às 11-1

Então, porque estava dando muito na cara, marcaram – às pressas – um jogo do time de Itaquera para uma manhã de domingo, contra o Joinville, último colocado na tabela. Tudo no “disfarcetion”. Fariam depois uma segunda partida de manhã, mas a pedido da diretoria do Santos, o adversário, que pensava apenas na renda.

A imprensinha noticiaria ao final do campeonato: “Números do Timão impressionam”. E ela tinha razão, o número de pênaltis cometidos por seus jogadores e não marcados pelas arbitragens, os dos gols irregulares e validados, os dos gols legítimos dos adversários, que foram anulados… o número de pontos que lhe foram “doados,” os que foram tirados de seus concorrentes diretos (o Galo, por exemplo), eram, e ainda são, impressionantes.

E sem contar aquelas coisas que as arbitragens brasileiras sabem fazer tão bem… amarrar o jogo de um time e liberar o jogo de outro, aplicando cartões amarelos e vermelhos à conveniência de alguns, deixando de marcar algumas faltas, inventando outras… dando licença para alguns times baterem à vontade… mudando resultados de partidas… Tudo muito impressionante mesmo.

E foi assim, com muitas reclamações de torcedores, clubes, jogadores, e até mesmo de alguns (poucos) jornalistas,  que o time que pouco aspirava na competição (perdera jogadores importantes por não ter dinheiro nem para pagar os salários), pulou da 7ª colocação (16 pontos) para a 1ª . Arrancaram do Atlético-MG – prejudicado quando “foi necessário” – a liderança do campeonato. E tudo com o “selo de qualidade” da arbitragem brasileira, e do Chefe de Arbitragem, o Sr. Sérgio Corrêa, aquele mesmo, que o ex-árbitro Gutemberg acusara de fazer pressão nos árbitros que iam apitar jogos do S.C.Itaquera.

Gutemberg

É muito provável que eu tenha me esquecido de algum “erro” de arbitragem dentre os inúmeros erros que fizeram o campeão de 2015, porém, acredito que os mais relevantes estejam aqui.


9ª rodada – Corinthians 2 x 1 Figueirense

Uma penalidade “mandrake” marcada contra o Figueirense, e a expulsão do zagueiro Thiago Heleno, por causa do pênalti, que não existiu.

https://youtu.be/aBpRsgaBl_8


11ª rodada – Goiás 0 x 0 Corinthians

O juiz não viu, porque não quis, nada errado nessa “faltinha” de Gil no atacante do Goiás. Pênalti, e muito pênalti, aliás.

Edilsão2015-Goiás


17ª rodada – São Paulo 1 x 1 Corinthians

Pênalti escandaloso, cometido por Uendel e não marcado pela arbitragem. Muito provavelmente, seria uma derrota na conta do “S.C.Ajudado Paulista”…

Edilsão2015-Bambis1


18ª rodada – Corinthians 4 x 3 Sport

Pênalti inventado por Luís Flávio de Oliveira. Veja só, a Comissão de Arbitragem “sorteia” um árbitro paulista, e corintiano, para apitar uma partida entre Corinthians e Sport. E no finalzinho da partida, o árbitro paulista e corintiano,  faz essa presepada a favor do time paulista, e quando o placar era de 3 x 3. O jogador está caindo – ninguém cai com o braço colado ao corpo – a bola toca em seu braço e ele marca a penalidade máxima.

Edilsão2015-Sport

OK, poderíamos até acreditar que foi apenas uma questão de má interpretação da regra, de critério do tal Luís Flávio, mas, acontece,  que o mesmo Luís Flávio , que assinalou a penalidade contra o Sport, não assinalou essa penalidade aqui contra o Cruzeiro:

Roubo-Brasileiro-20015-Gambá-Oliveira-Cruzeiro-pênalti-cometido

Dois critérios diferentes, “dois pesos e duas medidas” do gambá Oliveira, para “errar” , “coincidentemente”, a favor do seu time de coração – o “liMdo” também operou o Palmeiras, rival figadal do time dele, na primeira final da Copa do Brasil.

A Comissão de Arbitragem não é fraca nos “sorteios” não…

Roubo-Brasileiro-20015-Gambá-Oliveira-dois-pesos-e-duas-medidas

Depois desse jogo, a opinião pública caiu de pau – mais ainda – nos benefícios do apito para o time de Itaquera. O jogador Diego Souza, do Sport, disse publicamente que o Corinthians era beneficiado pelas arbitragens. Em todas as bocas se falava tanto do “Apito Amigo”, que o jogador corintiano, Elias, saiu com essa:

Edilsão2015-DeclaraçãoElias1

Então, né? Parecia até um pedido…  E não demoraria nadinha para que ele fosse atendido e as arbitragens colocassem o time do Elias na liderança.


19ª rodada – Avaí 1 x 2 Corinthians

Um gol do Avaí mal anulado pela arbitragem, e mais uma vitória na conta do apito.

Edilsão2015-Avaí


22ª rodada – Corinthians 2 x 0 FluminenC

Gol legítimo do FluminenC anulado pela arbitragem quando o placar era 1 x 0 para os paulistas e o time carioca estava muito melhor na partida do que o dono da casa, o que poderia desencadear uma reação do visitante. Mas, imagina se a arbitragem ia deixar o time Itaquera correr esse risco… Olha o “impedimento” que foi marcado:

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23ª rodada – Palmeiras 3 x 3 Corinthians

Pênalti de Cássio sobre Gabriel Jesus, que a arbitragem ignorou. A imprensinha tratou logo de dizer que “eles dividiram a bola, que Cássio foi na bola”… A imagem (abaixo) mostra que o goleiro foi pra cima do jogador palmeirense e o derrubou (veja onde Jesus estava no início e onde estava quando foi atingido. Veja que o goleiro é que foi em sua direção, e de pé direito levantado). A bola, inclusive, já tinha passado, como mostra uma das imagens. E tanto houve o contato violento, que o goleiro teve até um corte na perna e precisou ser atendido.

Se o goleiro não foi na bola, se houve o contato violento com o atacante, se ele derrubou o jogador que ia  pro gol… como é que chama isso?

Um pênalti – a possibilidade do Palmeiras fazer um gol -, mais a expulsão do goleiro, que o juiz não deixou acontecer… O Palmeiras deixou de ganhar 2 pontos, e o Corinthians ganhou 1, de presente da arbitragem.

Roubo-no-derby-pênalti-em-Jesus

Roubo-no-derby-pênalti-em-Jesus1

Foi na bola sim… Deus tá vendo.  E Jesus também.

Roubo-no-derby-Cássio-esquece-a-bola

E não foi só isso, teve também a falta não marcada em Arouca na ocasião do terceiro gol “itakera”. Bola em jogo, e o Arouca sendo puxado na área (imagem abaixo)… a arbitragem nada marcou.

Edilsão2015-Palmeiras-Arouca


26ª rodada – Inter 2 x 1 Corinthians

De novo, Uendel, o “goleiro de linha” itakera, meteu a mão na bola e arbitragem nada marcou. O Inter ganhou (no sufoco), é verdade, mas o jogo estava 0 x 0, era praticamente o primeiro lance da partida, quando a arbitragem, beneficiando o time do Apito Amigo, ignorou a penalidade máxima cometida por Uendel (vida mansa a do time cujos jogadores de linha podem meter a mão na bola à vontade).

Edilsão2015-Inter


27ª rodada – Corinthians 2  x 0 Santos

A arbitragem marcou uma penalidade em Vagner Love, quando a partida estava 0 x 0 – ajudinha boa. A penalidade existiu mesmo, mas, antes dela, teve uma solada do atacante corintiano, teve uma mão na bola do mesmo Vagner Love e, só depois, é que ele sofreu a penalidade. O juiz “ficou cego” por uns momentos e “não viu nada” do que aconteceu antes,  assinalando só o que ele quis…

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Uma solada digna de cartão vermelho, que o juiz fez de conta que não  viu, na sequência, V.Love ajeita a bola com a mão, e só depois disso tudo recebe a falta… Mais uma vez, um árbitro “segurava a mão da criança” mais favorecida desse “Edilsão, edição 2015″…

Edilsão2015-Santos


34ª rodada – Corinthians 2 x 1 Coritiba

Pênalti contra o time itakera no primeiro tempo, não marcado pelo juiz.

Edilsão2015-Coritiba

O benefício maior na partida, um absurdo, foi a marcação de impedimento em uma jogada totalmente legal do Coxa (ele lutava contra o rebaixamento, e precisou ser garfado em benefício do time itakera). O bandeira tinha condições totais de observar a legalidade da jogada, e o juiz também. E era jogo em que o Galo poderia encostar… Mais uma vez, “seguraram a criancinha pela mão”

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Um descaramento marcar impedimento nessa jogada, não é mesmo? Na sequência, Cássio cometeu pênalti (esqueceu a bola e foi no jogador), e poderia/deveria ter sido expulso, mas como juiz e bandeira já tinham dado uma apitada amiga pro “Curintia”, invalidando a jogada legal  do Coxa… ficou por isso mesmo.

Edilsão2015-Coritiba-impedimento

Uma vergonha esse campeonato. Uma vergonha o que as arbitragens fizeram. Uma vergonha a imprensa legitimar tantos “erros”…

Teríamos que ser muito inocentes para imaginarmos que os árbitros todos “resolveram  ajudar um mesmo time  a conquistar o campeonato”, assim, sem mais, nem menos… porque, talvez, “eles sejam todos corintianos e, na dúvida, apitaram em favor do time de coração”… Aham…

Os 7 x 1 na Copa não foram acidente de percurso. Hoje, há um abismo entre o futebol europeu, a sua organização e estrutura, e o que chamamos de futebol aqui.

Não somos mais o País do Futebol…

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Somos o país da corrupção e maracutaia no futebol – e não só no futebol -, o país dos dirigentes corruptos, dos resultados arranjados, da televisão que manda no esporte, da mutreta no tribunal, da imprensa omissa e covarde.

O esporte mais querido dos brasileiros (será que ainda é?) agoniza… A CBF, mergulhada em corrupção, conseguiu esculhambar e enlamear o futebol brasileiro… Pra se ganhar um título legitimamente hoje em dia, é preciso ganhar das arbitragens também, dos “sorteios” de árbitros, como o Palmeiras precisou fazer na Copa do Brasil…

Passa da hora de acabarem com a CBF. Passa da hora de acabarem com o  tribunal de promotores/torcedores, que julgam de acordo com a “cor das trancinhas”… tá na hora de acabar com essa tentativa canalha de espanholização do futebol brasileiro…

Agora é a hora de virar essa grande lata de lixo de cabeça pra baixo, “queimar todo o lixo” e começar tudo outra vez.

No Brasil a corrupção é motivo de orgulho. Não a escondem mais, pelo contrário, os corruptos gabam-se dela e a usam para ironizar os demais.

PRIMEIRA PARTE – 

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Essa notícia é de várias semanas atrás…  Depois disso, ele já negociou a sua saída da entidade máxima do futebol, mas sem abrir mão de comandar a  “Confederação Brasileira dos Ovos de Ouro” (imagina se alguém ia querer largar um ossão desse?), no entanto, acusado pela Justiça americana de fazer parte do esquema de corrupção da Fifa, anunciou seu afastamento do cargo de presidente da CBF (nem esquentou muito a cadeira), podendo renunciar a qualquer momento, podendo também ser preso a qualquer momento.

Vai bem a CBF – o futebol brasileiro -, não é mesmo? Um ex-presidente, José Maria Marin, – no poder até o ano passado -, foi preso na Suíça por corrupção, depois de ter sido pego pelo FBI quando estava na Europa numa reunião da entidade, foi extraditado para os EUA e pagou uma fiança de US$ 15 milhões(!!!!!) para esperar o julgamento em prisão domiciliar, ou seja, no seu apartamento na 5ª Avenida. Tá podendo o Marin, hein? -; o outro, Marco Polo Del Nero – o presidente atual -, tem medo de sair do país para não ser preso também (por isso não ia às reuniões da Fifa), tentou, sem sucesso, arranjar um habeas-corpus para não ser preso em razão das investigações da CPI do Futebol, e para ter o direito de se manter calado quando interrogado (bobo ele, né?), e, agora, acusado pela Justiça americana, está prestes a renunciar e a ser preso aqui também; e há ainda Ricardo Teixeira, genro de João Havelange, ex-presidente da Fifa, à frente da entidade máxima do futebol durante o período de 1989 à 2012, que também está com medo de ficar zanzando pelo planeta e tem seu nome envolvido em escândalos e mais escândalos de corrupção – Andrew Jennings, o jornalista inglês, e suas denúncias que o digam.

Não foi à toa que, para o futebol brasileiro, a Copa do Mundo de 2014 tenha sido o maior fracasso da história, e o maior vexame também. Com essa picaretagem toda, o futebol tupiniquim, da seleção nacional, de zagueiros chorões – que virou um balcão de negócios e uma grande piada -, que toma de 7 x 1 em Copa do Mundo no Brasil, ficou em segundo plano e agoniza…

Se as acusações e suspeitas sobre os dirigentes da entidade máxima estão nesse nível, se eles estão envolvidos em tantos trambiques, qual a credibilidade do campeonato nacional, o mais importante e longo do país (e por ser longo, ele “rende”…),  que esta entidade organiza? Faz tempo que esses campeonatos brasileiros estão pra lá de suspeitos…

A Copa do Brasil não ficou atrás também, o Palmeiras precisou vencer as arbitragens nas quartas de final, nas semifinais e nas finais, nas partidas de ida e de volta também. Gols legítimos anulados, pênaltis não marcados, gols irregulares dos adversários… (o quarto árbitro da primeira partida final, em que o Palmeiras foi garfado por Luís Flávio Oliveira, fez declarações importantes no programa “Bate Bola”, de 08/12,da ESPN, sobre o pênalti não marcado em Barrios. Pena que não se encontre nada disso no site do canal de TV).

As queixas são inúmeras, e os absurdos das armações também. A cada ano temos um modus-operandi diferente, mas sempre contando com os “estimados serviços” das arbitragens e seus incontáveis “erros”. Tudo sempre, e de certa forma, legitimado pelos “braços-direitos” da CBF.

Um deles, é o famigerado STJD – do promotor falastrão, que teve seu nome envolvido na Máfia dos ingressos da Copa – que denuncia, julga e pune os jogadores dos clubes de acordo com a “cor das suas trancinhas”, que promove os julgamentos mais incoerentes e descabidos, que inventa penas e ganchos exclusivos para alguns jogadores, por infrações que não punem nenhum outro jogador do país e do mundo. E tudo isso sempre favorecendo os mesmos clubes, e desfavorecendo os de sempre (quem não se lembra como o FluminenC voltou da segundona em 2013, no mesmo mês em que caiu, e de como “caíram” a Lusa para que ele voltasse e o Flamengo não caísse, não é mesmo? As investigações concluíram que a Lusa vendeu a vaga, só não “conseguiram concluir” quem as comprou. “Difícil” concluir isso, né? Parece até piada).

Outro “braço-direito” é a imprensa esportiva, ou melhor, uma boa parte dela, na qual está incluída a emissora de TV, a rgt, que parece dona do futebol brasileiro; que coloca áudio gravado, em jogo ao vivo, para fazer parecer que uma determinada torcida é maior e mais barulhenta em determinados jogos (fez isso há alguns anos lá em Recife, e a torcida do Sport chiou um bocado depois, revelando a prática até então desconhecida do público); que já editou até tira-teima, para legitimar uma garfada do apito em favor desse mesmo time – e da selenike também – dessa mesma torcida (a imagem, mostrada no tira-teima para legitimar a anulação de um gol legítimo do Vasco, na Libertadores 2012, era completamente diferente da imagem da Fox no mesmo lance. A da rgt, além de editada, espertamente mostrava a posição do jogador no momento em que a bola já estava no ar, e não no momento do toque, que seria o correto); que tem sempre por comentaristas de arbitragens ex-árbitros que, quando na ativa, promoveram os maiores absurdos com o apito, favorecendo os mesmos favorecidos de sempre; emissora, que o jogador Alex acusou de ser a grande mandante do futebol brasileiro e de usar a CBF como seu escritório.

É essa emissora, e a CBF, que a opinião pública acusa de tentarem promover a espanholização do futebol brasileiro (uma boa parte da imprensa tupiniquim, omissa que é, parece ajudá-los nessa tarefa), empurrando, fortalecendo e tentando fazer protagonistas apenas dois times (Corinthians e Flamengo), e mais uns dois como coadjuvantes, enquanto o resto se afunda; emissora que transmite inúmeros jogos de apenas dois clubes, enquanto esconde outros – o Palmeiras, principalmente – , e que paga cotas de TV de valores altíssimos apenas para esses dois mesmos clubes – alguns outros recebem quase a metade -, justificando essa diferença com índices de audiência, que, se analisados, não comprovam o parcelamento das cotas que ela faz – no futebol alemão, campeão do mundo, pra se ter uma ideia, as cotas de TV são praticamente iguais entre os clubes, para que todos se fortaleçam e o futebol do país se desenvolva…

Em 2005, o campeonato brasileiro, que deveria ter sido conquistado pelo Internacional, foi colocado no colo do Corinthians. Todo mundo viu o que aconteceu… todo mundo viu o “boi de piranha” – Edilson, o árbitro –  que arranjaram para legitimar a anulação de 11 partidas do campeonato (a única maneira de impedir que o Inter fosse campeão), sendo que em muitas dessas 11 partidas não tinha havido nada que pudesse sugerir uma tramoia da arbitragem; e todo mundo viu também como foi que mesmo nos jogos “rejogados” meteram a mão para que o Corinthians ficasse com os pontos (e o título)… contra o Santos, por exemplo.

Todo mundo viu o seu Márcio Resende de Freitas operar o Inter diante do Corinthians  e depois, se aposentar e  virar comentarista de arbitragem numa afiliada da rgt; todo mundo ouviu as escutas telefônicas da Polícia Federal sobre a lavagem de dinheiro praticada pela MSI através do Corinthians, o clube que ela patrocinava; todo mundo ficou sabendo das contas no exterior, para onde enviavam parte dos “salários” de alguns atletas do clube; todo mundo ficou sabendo dos mandados de prisão, até mesmo para Dualibi, o presidente corintiano, e a declaração, via telefone, desse mesmo Dualibi, afirmando que o campeão de 2005 deveria ter sido mesmo o Internacional (dá um Google que você encontra tudo isso)… todo mundo ouviu falar de um certo relógio de ouro que o presidente da CBF teria recebido ao final do campeonato do representante da MSI (cujo endereço na Inglaterra era o de uma academia de ginástica, algo parecido com o patrocinador atual, cuja empresa nem CNPJ possui)…

Uma vergonha, um escândalo, uma maracutaia imensa que, se fosse na Europa, rebaixaria o time favorecido com a mutreta e daria o título ao seu legítimo campeão, que enfiaria muita gente na cadeia, mas que aqui no Brasil, ficou por isso mesmo.

Ninguém foi preso, o ex-árbitro tá por aí, mas ninguém sabe, ninguém viu; Márcio Resende de Freitas – que expulsou o jogador Tinga, do Inter, após ele levar uma voadora do goleiro Fábio Costa, do Corinthians, dentro da área, – se aposentou; Szveiter deixou o STJD e sumiu dos noticiários (mas o filho “herdou” o tribunal), Armando Marques, da Comissão de Arbitragem, também se aposentou e saiu de cena (morreu ano passado)… todo mundo sumiu do mapa…. a imprensinha “esqueceu” e…voilá… foi como se nada tivesse acontecido. Mataram a verdade, e criaram outra realidade.

E já que, à exceção do Inter, os demais clubes se calaram, e a opinião pública se deixou engabelar… entrou em cartaz, para todo o Brasil, e para alguns outros países do planeta, a segunda edição do Edilsão 2005, o nosso Campeonato Brasileiro 2015.

(Continua na Segunda Parte)

“A ignorância é a mãe de todos os males” – François Rabelais

O Palmeiras, o clube Campeão do Século, o maior campeão nacional, merecia ter rivais mais gabaritados. É desconcertante ter rivais tão ignorantes.

Todo mundo sabe que o Palmeiras tem um campeonato mundial, menos aqueles… que não sabem ler (ou será que esse fazer de conta que não sabem é só bronca por terem tido que apagar o “Primeiro Campeão Mundial de Clubes que tinham escrito em letras garrafais lá na beira do rio Tietê?). E o Palmeiras não só tem mundial, como foi o primeiro clube a conquistar um.

A Fifa já tinha homologado o título em 2007, e o oficializou em 2014. Os que não tiveram condições de ler as matérias a respeito do assunto em 2007 e 2014,  por pura ignorância ainda desconhecem essa conquista palestrina (ensino fundamental faz maravilhas, viu gente?).

Hoje, 18 de Dezembro de 2015, a FIFA, atendendo solicitação do “Estadão”, confirmou a oficialização (se a FIFA oficializou o título em 2014, por que será que um veículo de comunicação foi pedir confirmação? Qual a resposta que ele esperava receber?).

Mas vamos lá… Quem não souber ler, pede ajuda, tá? Não é tão difícil assim…

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A resposta da FIFA, que está em inglês, poderia ser traduzida no Google, mas, vou quebrar o galho dos que se mantêm na ignorância e publicar a tradução também.

“At its meeting in Sao Paulo on 7 june 2014 the FIFA Executive Committee agreed to the request presented by CBF to acknowledge to the 1951 tournament between European and South American clubs at the first worldwide club competition and Palmeiras as its winner.”

“Na sua reunião em São Paulo, em 7 de Junho de 2014, o Comitê Executivo da FIFA concordou com o pedido apresentado pela CBF para reconhecer o torneio de 1951, entre clubes europeus e sul-americanos, como a primeira competição mundial de clubes e o Palmeiras como o seu vencedor.

Então, né? O Palmeiras foi o primeiro campeão mundial de clubes. Não há o que discutir a esse respeito, não é mesmo?

 

Não fomos nós, torcedores palestrinos, que escrevemos os jornais da época e aclamamos o Palmeiras como Campeão do Mundo…

Também não fomos nós que consideramos essa conquista – que resgatou o orgulho e o futebol de um país inteiro -, como o maior título do futebol brasileiro…

Além do Palmeiras, qual outro clube brasileiro, entre todos os que você conhece, já foi acolhido por um milhão de pessoas nas ruas após uma conquista?

É fato, é história, é imutável… e nem precisava de reconhecimento algum. Foi o primeiro campeonato mundial de clubes, sim. E o Palmeiras, brilhantemente, o conquistou.

Convivam com isso, rivais.

E agora basta.  Assunto encerrado.

 

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“O amor conquista todas as coisas” – Cícero

Só agora estou voltando ao normal, arrebatada que fui por tanto encantamento… Só agora consigo falar a respeito do sonho, no qual entrei Prass nunca mais sair…

Aqueles que não conhecem os caminhos retos para se conquistar objetivos – campeonatos, por exemplo -, os que não sabem o que é caminhar com as próprias pernas, os que não têm história, jamais entenderão a magnitude desse momento do Palmeiras…

Era mais que um título, era mais que a Copa do Brasil… era mais do que a primeira volta olímpica da história do Allianz Parque… era mais do que ter chegado à final tendo que vencer adversários e arbitragens durante todo o campeonato… era mais do que viver um momento de prosperidade, de salários em dia, de casa sempre cheia… mais do que começar a colher os frutos da reconstrução do Palmeiras… era mais do que calar a empáfia e a dissimulação do adversário final… era mais do que poder desdizer os jornaleiros e seus prognósticos ridículos, mais do que fazer a imprensa engolir as suas chacotas, piadinhas, seu desdém… era mais do que mostrar a força do time que a imprensa insistia em fazer desacreditado…  era mais  do que mudar o fato de que em 40 anos só outros dois técnicos ganharam títulos aqui…  era tudo isso junto, era justiça, era uma questão de ser Palmeiras,  era(é) o resgate de um Gigante, que estava prestes a escrever mais uma linda página da sua gloriosa história…

Como foi difícil atravessar a noite e o dia que antecederam a final da Copa do Brasil…

Um certo passado, ainda recente, nos fazia ficar apreensivos; a razão, no entanto, nos lembrava que o adversário, que só nos vencera na primeira partida com a ajuda do árbitro, não era tudo aquilo que diziam dele; e o coração, ah, o coração… ele, que nunca erra, fazia os palpites palestrinos serem os melhores possíveis…

Por mais que eu tivesse imaginado mil vezes o final da noite do dia 02/12, não pensei que ele seria tão espetacular, tão épico, tão Palmeiras…

Desde que saí da minha casa, os palmeirenses pelo caminho eram incontáveis. Nas proximidades do Allianz, eram milhares, e traziam no rosto aquela ansiedade e  brilho nos olhos de quem está indo para uma grande festa.

A Rua Palestra Itália estava uma loucura! Entupida de gente… Muitas luzes de sinalizadores,  fogos, que espocavam sem parar… risos, alegria, ansiedade… todo mundo sabendo que a realização do nosso sonho já tivera o seu início…

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No entorno do Allianz, o ambiente era mágico, surreal. Nunca tinha visto nada igual, não daquele jeito. Era como se estivéssemos dentro de um sonho, numa outra dimensão, de luzes e névoa…

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40 mil pessoas no Allianz… Do lado de fora, na Palestra Italia/Turiaçu e arredores, outras 40 mil, se não mais, acompanhariam nos televisores dos bares..

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E tanto dentro do Allianz como fora dele havia uma energia única, arrebatadora, que deixava a gente tonto, como se tivéssemos ingerido alguma droga, cujo efeito colateral fosse a felicidade.

Eu olhava aquele gramado e me lembrava de outros momentos, sentia o Palestra Italia  vivo ali, sabia que um pedaço da antiga ferradura dormia embaixo das arquibancadas… passado e presente misturados…

Eram muitas risadas, conversas e corações a mil quando Prass entrou pra se aquecer, seguido pelos companheiros… A recepção a eles foi eletrizante. “O Palmeiras é o time da virada, o Palmeiras é o time do amor”. E quanto amor estava envolvido naquela final…

A nossa “droga da felicidade” ia fazendo efeito. A conexão entre o que se via e ouvia era feita diretamente na nossa pele, no sangue nas nossas veias… Os sons e imagens pareciam atravessar a nossa pele e tomar conta do nosso corpo. O cérebro, atordoado, tentava assimilar, classificar, entender aquele mundo mágico, de sonho, mas era impossível, só podíamos sentir…

A última batalha ia começar… Corações a postos, orações,  alguns olhos grudados no céu,  outros fechados, mãos que seguravam terços… nossa energia se tornando uma só. O lindo mosaico da torcida, que, com muita justiça, trazia Prass, apareceu no momento em que nosso “hino nacional” ganhou os ares… e ele nunca foi tão lindo, tão tocante…

“Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras”… era emoção demais…  As lágrimas nublavam os meus olhos e, muitas vezes, eu só mexia a boca, porque a voz não saía…

O juiz mal acabara de apitar o início e, com uns 10 segundos de jogo, Arouca achou Barrios lá na frente, ele deu um passe lindo para Gabriel Jesus sair na cara do goleiro e chutar pro gol, mas Vanderlei conseguiu salvar com os pés e tirar a bola por cima… Uhhhhh!

Era o Palmeiras mostrando que era o dono da casa, que ali a conversa seria outra; o Santos parecia assustado, mas foi pro ataque, Prass fez uma defesaça e, no rebote, a bola foi chutada na trave. Que susto!

O Palmeiras procurava não dar espaços para o Santos, desarmava, defendia, e era mais ofensivo, mais objetivo. O time tinha velocidade e uma vontade enorme. Do jeito que a gente queria, do jeito que as sardinhas e a imprensinha não contavam que  seria…

Mergulhada na “outra dimensão”, nervosa, eu enxergava diferente, como se tudo à minha volta tivesse uma outra luz, uma outra perspectiva… a respiração era curta, mais difícil… assistia com o coração…

Chance com Dudu… Chance com Zé Roberto, que recebeu carga do defensor do Santos e caiu na área… Chance com Barrios, de cabeça, e o goleiro defendeu de mão trocada pra evitar o gol certo…

Vaaaamos, Palmeiras! A Que Canta e Vibra dava um show e esperava pelo momento de gritar gol… a energia nas cadeiras do Allianz era absurda. O som era impressionante… “Eu sempre te amarei e te apoiarei, eu canto ao Palmeiras”… Time e torcida dando tudo e o melhor de si…

O Santos fazia muita cera, e o seu goleiro inventava mil e uma para parar o jogo. Com as bençãos do juiz, que fazia muito jogo de cena para parecer aborrecido, mas amarelo que é bom…

Jesus invadiu a área e David Braz meteu o cotovelo na bola, pra evitar que ela sobrasse pro palmeirense. Braço afastado do corpo, braço que desceu para acertar a bola com o cotovelo… E o juiz… nada! Que raiva! Não tinha sido suficiente o gambá Oliveira nos garfar e nos fazer sair em desvantagem na primeira partida?

Sentindo dores no ombro, Jesus, que fazia uma bela partida, saiu de campo aos 40′ para a entrada de Rafael Marques. Que triste perder nosso Menino Jesus e vê-lo  sair chorando…

O grito de gol se torcia em nossas gargantas, querendo escapar…. mas o primeiro tempo acabou 0 x 0.

E veio a segunda etapa… a decisão se aproximava do final…

O Santos, que tanto se gaba de um dia ter parado uma guerra, iniciara uma guerra estúpida e imbecil contra o Palmeiras – logo contra o Palmeiras, que parava até o Santos de Pelé – e se dera muito mal, porque não tinha bala na agulha para enfrentar o Palmeiras em seus domínios. E tremia na base… amarelava… se encolhia…

O falastrão David Braz já tinha saído machucado; Lucas Lima, das risadinhas irônicas, era engolido pelo brilhante futebol de Matheus Salles; Ricardo Oliveira, o imbecil “Viola da vez”, não conseguia fazer nenhum palmeirense entrar na sua pilha…

Por outro lado, Dudu e Barrios jogavam muito…  na verdade, o time todo do Palmeiras jogava muito e era bem melhor que o seu adversário. Seria só questão de ter paciência e sangue-frio. Mas sangue-frio só se fosse o das sardinhas amarelentas… porque o sangue verde pegava fogo e fazia o Caldeirão do Porco ferver.

Eu não vi como a jogada foi feita,  só vi a bola morrer na rede lá do outro lado e o grito de gol de 20 milhões de palestrinos (estavam todos lá) se livrar das amarras e explodir no Allianz. Eu me perdi no amontoado de abraços e lágrimas, e gritos de alegria…

Duduzinho, lindoooooo!! Dudu vibrava muito, aliás, vibração foi a palavra dessa noite épica… Com 11′, conseguíamos tirar a vantagem que Luís Flávio de Oliveira, o árbitro da primeira partida, dera ao Santos. E íamos buscar o título…

O Palmeiras jogava muito mais (que partida de Barrios!), merecia a vantagem, e com uma garra do tamanho da nossa vontade de gritar “É campeão”, ia pra cima das sardinhas falastronas…

O tempo passava… A tensão aumentava. Eu sentia tonturas… Barrios sentiu a coxa e deu lugar para Cristaldo. Minutos depois, Lucas Taylor entrou no lugar de João Pedro…

O jogo ia se aproximando dos 40′, e nós íamos ficando cada vez mais nervosos. Eu já não via mais o jogo direito… estava inquieta, rezava… a cabeça voava mentalizando o final de jogo, a festa da torcida.

E então, uma falta para o Palmeiras… Rafa, um amigo, me pergunta: Você lembra da falta em 98? Presta atenção. Sim, eu me lembrava…

Dito e feito! Robinho cobrou lá na esquerda, Vítor Hugo desviou de cabeça, Rafa Marques deu um toquinho e mandou pra área. Com três santistas ali, Duduzinho apareceu como um raio e guardou.

E o Allianz enlouqueceu e se abraçou com o Palestra Italia. Duduzinho, herói do jogo, emocionado, nos emocionava ainda mais na comemoração…  Nossa camisa 7,  finalmente podia sorrir orgulhosa e feliz…

Palmeiras x Santos Dudu (Foto: Marcos Ribolli)

Mas a vida queria fazer mais um herói…

Não entendemos isso na hora em que o Santos marcou  o seu gol, justo quando faltavam poucos minutos para gritarmos o tão sonhado “É campeão”… Não entendemos porque a sorte madrasta tinha levado a decisão para as famigeradas cobranças de pênalti…

Tinha que ser épico, tinha que ser no jeito Palmeiras de ser, e logo compreenderíamos isso…

Eu, que nunca tinha visto nada igual a esse jogo, à essa vibração, à essa  conexão time e torcida, à festa na entrada, olhava a torcida palestrina no Allianz e pensava comigo “não existe outro final pra essa história. O Palmeiras vai ser campeão”… “Prass vai pegar”… Nem Deus, nem Allah, Jeová, a sorte, o destino, o acaso… ou seja lá o que for, seriam tão cruéis com essa torcida tão linda e tão apaixonada…

E me enchi de coragem pra assistir… Ninguém nos tomaria esse título… Em nossa casa mandamos nós!

Com meus terços nas mãos, eu chamava até Oberdan para ajudar Prass, mas acho que ele já estava ali mesmo… eu pensava que todos os heróis palestrinos, até mesmo os que já se foram, estavam no Allianz naquele momento…

Marquinhos Gabriel foi cobrar (“ajuda o Prass, Oberdan”)… e chutou pra fora! O Allianz explodia em alegria…

Zé Roberto foi para a nossa primeira cobrança… e guardou!!! O sangue esquentava na veia. Estávamos em vantagem…

Meu coração estava lá dentro do campo…

Gustavo Henrique foi pra cobrança (“Pega, Prass! Pega, Prass! Você vai pegar!” Eu quase perdia a voz de tanto gritar)… e Prass , maravilhoso, monstro, defendeu! Os palestrinos pareciam em transe de tanta felicidade…

Eu era a criança que encontrara a bicicleta embaixo da árvore de Natal… Meu Deus que felicidade! Chorava, ria e morria de nervoso ao mesmo tempo.

Rafa Marques cobrou e o goleiro do Santos defendeu… Isso fazia parte dos planos da vida para fazer um outro herói…

A tensão era palpável… qualquer erro agora poderia ser fatal… Mas continuávamos em vantagem… era só acertar as próximas cobranças… Alguns torcedores choravam copiosamente…

Geuvânio cobrou e fez para o Santos…

Jackson, com muita competência, guardou para o Palmeiras… Bendito seja o zagueiro que cobra como atacante…

Lucas Lima fez para o Santos…

Cristaldo,  cobrando lindamente, fez para o Palmeiras… raça gringa no Allianz em homenagem ao técnico adversário…

O “rei da farsa e pastor nas horas vagas” fez o terceiro  do Santos, e por muito pouco o Prass não defendeu…

Faltava uma cobrança… se guardássemos essa, o Palmeiras seria campeão… Um chute a gol nos separava de um sonho… um chute a gol… só um…

A cobrança era de Prass, cobrança  do nosso goleiro; aquele, que, profeticamente, a Mancha Verde trouxe em seu mosaico… aquele, que a vida, merecidamente, queria brindar agora com uma página especial em nossa história…

As mãos santas de Prass tinham nos empurrado à final… e, agora, pelos seus pés poderíamos conquistar o título. Prass nos colocaria uma faixa no peito…

Eu não tive coragem de ver… Olhei para o céu, pedi a Deus, lembrei de Evair, que assistia à partida, imaginei que a sua energia estaria com Prass naquele momento… a minha energia toda estava com Prass…

Fernando Prass bate pênalti (Foto: Marcos Ribolli)

Olhando pro céu, prendi a respiração e  esperei o grito da nossa torcida… e nunca mais vou me esquecer da força com que ele ganhou os ares…

https://www.youtube.com/watch?v=RNEYMB3HNyE

Aquela camisa, metade Oberdan, metade São Marcos, com recheio de Prass, corria pelo gramado, enlouquecida de alegria. Prass entrava pra história do Palmeiras, e a gente soltava o grito guardado… É Campeão! É Campeão! Tricampeão!

O mundo ficou mais bonito, o mundo ficou todo verde…

O Gigante Palmeiras estava de pé! Tricampeão da Copa do Brasil, 12 títulos nacionais, o maior campeão do Brasil… E o Gigante batia no peito dizendo: Na minha casa não!

PARABÉNS, PALMEIRAS! PARABÉNS, TORCIDA QUE CANTA E VIBRA!! Foi limpo, legítimo e muito merecido! ¯\_(ツ)_/¯

 

Que dia!

Eu contei os anos, os meses, as semanas, as horas – ainda as estou contando – para chegar esse momento…

Eu sonhei tanto com esse dia, com esse “não conseguir dormir, nem comer”, “não conseguir respirar direito”,  “com esse ser incapaz pensar em outra coisa que não fosse o Palmeiras, o jogo de hoje”, com esse coração apertado, inquieto, louco pra dar uma espiadinha no futuro… eu sonhei com essa ansiedade, esse frio na barriga, que só as lágrimas aliviam… sonhei com todas as imagens que povoam a minha mente agora, e que, aposto, povoam a sua também…

A gente estava sempre deixando pro ano que vem, e depois vinha outro “ano que vem”, e mais outro… e não batíamos nem na trave…

E aqui estou eu, aqui estamos nós, amigo palmeirense, o ano que vem é agora , estamos no dia mais importante do nosso “ano que vem”, a poucas horas da finalíssima da Copa do Brasil… É o Palmeiras em busca do seu 12º título nacional, no mês 12 da graça de São Marcos.

Atravessamos “desertos” imensos, que nos mostravam sempre o mesmo horizonte, a mesma perspectiva… a mesma miragem… “escalamos montanhas”, que pareciam cada vez mais altas e íngremes à medida em que tentávamos subir… e quase nos afogamos algumas vezes também, nos muitos pântanos onde nos atiraram contra a nossa vontade…

Não, não foi fácil chegar aqui – nunca é fácil para quem tem que lutar contra tudo e contra todos, para quem tem que jogar sempre contra 16 adversários (eles são 16 agora)… para quem tem quem enfrentar o fogo amigo… as péssimas administrações… para quem parece ter todos os “escribas” contra si… pra quem é assaltado durante um campeonato todo, até mesmo na primeira partida da final…

Mas somos Palmeiras, e não nos curvamos  às adversidades. Nos fazemos mais fortes com elas. Nós as enfrentamos e as ultrapassamos. E agora tudo está mudado.

Agora, é chegada a última batalha.  Agora, não é mais a hora de “desse jogador eu gosto; desse, não gosto”” esse jogador é ruim, esse é bom”“o técnico fez assim, mas não fez assado”“o presidente isso, o presidente aquilo”… Não, nada disso. Nós, eles… somos todos Palmeiras, e lutamos a mesma luta. E é assim que vamos para a partida final: unidos e mais fortes!

Seja quem for escalado, seja qual for a tática de Marcelo Oliveira… estamos juntos nisso, até o pescoço. Se o MO resolver escalar o massagista e o roupeiro, vamos gritar muito: Ah, é o massagista! Ah, é o roupeiro! É hora de apoio total e irrestrito ao Palmeiras, o nosso Palmeiras.

E é assim que vamos jogar com o nosso time. Vamos fazê-lo sentir que pode contar conosco pro que der e vier, vamos dar a ele a nossa voz, a nossa alma, o nosso amor… e vamos incendiar o Allianz, fazer dele um vulcão, que vai explodir em alegria verde por todos os cantos da cidade, do país, do mundo…

Ninguém vai poder nos deter agora; não, se a nossa vontade for maior que a vontade dos que querem nos deter… ninguém vai poder nos atrapalhar, se a nossa determinação for do tamanho do orgulho de vestirmos a nossa camisa… nada vai ser maior do que a força do Gigante Palmeiras.

Esse sentimento que antecede uma final é do c…… É por causa dele que ficamos arrepiados o dia todo, é por causa dele que choramos a cada cinco minutos… E só quem chega à final sabe como é…

Se queremos a Copa, temos que buscá-la, temos que merecê-la. Agora é em nossa casa, com a nossa gente… é a nossa hora, a nossa vez.

Força, Palmeiras! É a última batalha, guerreiros! Sintam a energia das arquibancadas, se deixem guiar por ela… joguem no ritmo dos vinte milhões de corações que estarão batendo no peito de cada um de vocês…

Não foi ontem, não é amanhã… O ano que vem é agora! Vai Palmeiras… Se joga!!!

TextoFinal-Prass-defende

Abre os braços pra felicidade de ser campeão…

TextoFinal-Allione TextoFinal-RobinhoTextoFinal-Cristaldo

E pode gritar, mas grita muito… Nós queremos ouvir lá da bancada…

TextoFinal-VH-JacksonTextoFinal-RafaelMarques-AroucaTextoFinal-ZéTextoFinal-CristaldoGrita

E, depois, é só correr pro abraço…

TextoFinal-Barrios

E dançar para exorcizar os fantasmas…

TextoFinal-Barrios1

É só comemorar…

TextoFinal-Prass-elenco

É ganhar os ares…

TextoFinal-Cambalhota

É ganhar os céus, e voar…

TextoFinal-Prass-no-ar

E aí vale chorar de emoção… vale chorar de alegria…

TextoFinal-Dudu-PrassTextoFinal-RafaelMarques-PN

Vale agradecer a felicidade, o talento…

TextoFinal-Jesus1

Porque ser Palmeiras é amar…sem medidas…

TextoFinal-ZéRoberto

O PALMEIRAS É GRANDE, E NASCEU PRA SER CAMPEÃO!!

VAMOS BUSCAR, PORCOOOO!!!