diabinho-anjinho-a-dúvida-do-palmeirense

Tá difícil o início do nosso 2016… estamos todos confusos…

Pra mim, futebol é emoção… mas, ontem, no Allianz, na partida diante da Ferroviária, pelo Paulistão, o futebol do Palmeiras, à exceção do gol de Cristaldo, não me fez sentir emoção alguma. Tem jogos em que você mal pode piscar, porque corre o risco de perder algum lance importante, alguma jogada linda, um gol… Mas, ultimamente, tanto faz se a gente pisca, se olha pro campo, pro lado, pro celular… Não acontece nada mesmo.

Não sabemos o que passa com o nosso time, com o futebol do Palmeiras, que anda sumidão… só podemos achar… achar que seja “isso”, “aquilo”, ou “aquela outra coisa lá”…

O fato é que o nosso treinador parece  estar perdido; o fato é que o P-a-l-m-e-i-r-a-s  p-e-r-d-e-u  d-a  F-e-r-r-o-v-i-á-r-i-a (!?!); o fato é que a Ferroviária jogou muito bem; o fato é que o Palmeiras não jogou nada.

Pior do que o Palmeiras perder, foi a derrota ser merecida. Isso chateou demais o torcedor, e o deixou na bronca. E, com a Libertadores apenas em seu início, e sabendo que nosso time pode jogar bem mais do que temos visto, todos nos perguntamos: “O que está acontecendo?”.

A torcida se divide entre os que acham que MO deve sair, e os que acham que ele deve ficar. E o surreal é que existem argumentos significativos para as duas possibilidades, que justificam as duas coisas. Todo mundo tem um pouco de razão.

Porém,  além dos argumentos significativos, tem sempre as teorias, que negam o óbvio – o futebol está ruim porque técnico e jogadores encontram dificuldades para fazê-lo fluir em campo – que preferem acreditar que o futebol mixuruca que vemos em campo está ligado ao caráter “desse” ou “daquele”, de “todos”, à raivinha, birra de um, de todos…

“Os jogadores são uns vagabundos e estão entregando, querendo fritar o técnico” – E eu me pergunto: Esses “vagabundos” (eu não acho nada disso) são os mesmos, que, há três meses,  se superaram, superaram adversários difíceis, e se doaram em campo para sermos campeões?

Os que “estão entregando, fritando” esqueceram de entregar na goleada diante do XV? Esqueceram de fritar o técnico?

E, seguindo essa “lógica”, temos 11 picaretas em campo então – fora os suplentes? Se um time inteiro não vai bem e a há os que acham que os jogadores fazem de propósito, então, podemos concluir que estão todos os jogadores nessa vibe? Caso contrário, quem não compactuao com isso já teria aberto a boca e já teria tentado dar um basta na “fritura de técnico” dos demais, não é?

Sem contar que os jogadores teriam que ser muito burros para jogarem no lixo o status conquistado aqui, o carinho, os aplausos, a visibilidade, a possibilidade de ganharem outros títulos… Que no futebol exista um ou outro tapado para agir assim, tudo bem; que talvez tivesse algum assim no nosso time, eu até poderia acreditar,  mas, um time inteiro, e que acabou de ganhar um título de maneira épica?

Você agiria assim, amigo palestrino? Eu não. E, sinceramente, não acredito em nada disso. Não dá pra ser guerreiro, herói, e, dois meses depois, ser um tremendo de um fdp que “faz corpo-mole”.

“Mas o MO ganhou dois brasileiros e uma Copa do Brasil seguidos, não pode ser que ele seja o problema” – Pode ser que não seja ele mesmo… mas também pode ser que seja sim… 

Eu me pergunto (encontro muitas respostas fazendo perguntas pra eu mesma responder): Um técnico, que ganhou 3 títulos nacionais seguidos, não saberia identificar o “corpo-mole” – caso existisse/exista corpo-mole -, e não teria ele, comandante que é, fritado meio mundo lá ao invés dele próprio ser jogado na frigideira? A diretoria também não teria identificado isso?

Além do mais, um técnico que ganhou 3 títulos seguidos não saberia identificar os erros básicos que o time comete em campo?

Nada bate… nada faz sentido… então, ficamos com as nossas teorias sobre aquilo que vemos no campo, o que é real, o que sentimos do que vimos, e não o que imaginamos sobre o que o “Fulano”, “Sicrano” e “Beltrano” pensam… nunca poderemos ter certeza sobre o que uma outra pessoa pensa.

Existem outras teorias e todas elas fogem do óbvio: o futebol está ruim porque, do jeito que ele está sendo pensado/planejado, não está dando certo.

Ontem, a coisa  ficou estranha… mas também expôs muito claramente o nosso problema. A Ferroviária, time pequeno, jogando certinho, com a bola no chão… sem chutões, com toques mais curtos, bem mais precisos, aproveitando os espaços que encontrava, jogadores parecendo muito próximos uns dos outros. Mágica? Claro que não! É treino!

E tá na cara que os seus jogadores não resolveram jogar daquele jeito lá na hora. Estão acostumados a jogar dessa maneira, certamente treinam assim todos os dias, dava pra gente perceber, o time era todo organizadinho. Por isso, a Ferroviária teve mais posse de bola – 59% -, dentro da nossa casa; por isso, jogou melhor e sabia o que estava fazendo em campo;  por isso, seu goleiro mal sujou o uniforme… por isso, tirou os nossos espaços para jogar, e, por isso também, não fossem as apitadas pró “Sport Club Caiu é Pênalti”, ela seria líder na classificação geral. O técnico da Ferroviária faz um belo trabalho.

E do nosso lado, onde estão os jogadores de melhores condições técnicas… quanta coisa errada. O time parece/é mal posicionado, e isso deixa vários buracos para o adversário jogar. Nossos jogadores parecem muito distantes uns dos outros e, sem criatividade (que saudade do Mago), quando o adversário, bem posicionado em campo, fecha as “passagens”, a única iniciativa que eles têm são os famigerados, os detestados chutões…  que não dão em nada. Uma vez ou outra, quando um companheiro aparece lá na frente, sozinho, em condições de surpreender, vá lá arriscar um “chutão”, um lançamento longo. Mas sempre? Até na saída de bola? E para qualquer jogador, até mesmo os adversários? Não dá.

Não sou grande entendida no assunto, mas uma outra coisa que eu também acho, é que tem jogador fora de posição. Dudu, por exemplo, que é veloz, driblador, está no meio – um desperdício. Alguém lá no meio é que deveria lançar o Dudu, aproveitar a sua velocidade, os seus dribles (onde está o meia, que faz muita falta em nosso time?). Jogador em posição errada dificilmente vai render o que pode.

Custo a crer que o MO não esteja vendo isso tudo,  que não veja que perdemos a posse de bola o tempo todo, custo a crer que no Depto de Futebol ninguém veja isso também.

Pra mim,  o problema está com o MO, mas não quero a sua saída (ainda não),  e acho que ele pode resolvê-lo, tem como fazer isso. Não me parece tão difícil a tarefa. Não sei se ele se sente mais pressionado no Palmeiras, pelo tamanho do clube e da torcida, pelo tamanho da exigência diária e ininterrupta, e, por causa disso e por medo de errar, de fazer algo diferente, acabe insistindo sempre na mesma coisa.

Mas o fato é que se você faz uma coisa e ela não dá certo; faz de novo, do mesmo jeito, e não dá certo de novo; tenta mais uma vez, fazendo igual às vezes anteriores, e não dá certo outra vez, você precisa se tocar que tem que mudar o jeito que faz, não é? Senão, vai continuar a obter sempre o mesmo resultado. Até criança aprende dessa maneira.

Coragem, MO! Estamos do seu lado, mas as coisas precisam mudar. Basta querer, basta não ter medo de sair do lugar comum, basta ousar. Presta atenção no que outras pessoas estão fazendo, repara onde elas acertam, amplia as suas possibilidades, a sua “visão periférica”.

Se continuarmos jogando dessa maneira, se o time continuar a não apresentar evolução alguma, as coisas acabarão se complicando. E isso seria um pecado. Nosso time é bom sim, pode jogar bem mais do que isso sim, e tem tudo para ter um ano maravilhoso, tem tudo pra ser campeão sim.

Booooora, MO! Acertar esse time aí, e vamos buscar mais um título. Quinta-feira será um dia ótimo para começarmos a acertar tudo dentro de campo.

E nós estaremos lá com você, com o nosso time, com o nosso Verdão.

O ALLIANZ VAI TREMER! E VAMOS GANHAR, PORCOOOO!!

Quando uma confederação de futebol, seja ela a Conmebol, a CBF, a FPF, ou qualquer outra, tenta impedir que, num determinado torneio, um clube mande seus jogos em sua arena – arena padrão Fifa -, certamente essa federação está pensando em qualquer outra coisa, menos em futebol.

Quando essa federação exige que o clube esconda a marca do patrocinador que comprou os naming-rights da sua arena, ela não se importa se prejudica esse clube com o seu patrocinador, se o prejudica financeiramente, ou numa eventual renovação de contrato;  no popular: ela quer mais é que esse clube se dane.

Na América do Sul, os clubes de futebol andam passando por várias dificuldades financeiras. Os clubes pequenos estão fechando as portas, ou em vias de; já os  grandes, estão quase todos com a corda no pescoço.

No Brasil, é de conhecimento geral da nação que o último campeão brasileiro – o clube que mais recebe dinheiro em cotas televisivas e foi sustentado com patrocínio do governo até alguns dias atrás -, deve 5 anos em impostos; devia, ou ainda deve, salários; não conseguiu ainda pagar aos seus atletas a premiação pelo título de 2015 e, sem dinheiro, não conseguiu segurar no clube vários dos seus jogadores (só conseguiu manter os árbitros, que estão “jogando um bolão” no Paulistão 2016).

E não é só ele,  tem clube onde vários jogadores tiveram que entrar na Justiça por causa dos salários atrasados – muitos clubes atrasam salários; tem clube (a maioria deles) com dívidas altíssimas… tem clube (a maioria, de novo) que, uma vez que as empresas não andam querendo investir em futebol, só tem patrocínio máster porque é do governo federal (governo, que deixa a população sem recursos, tira até o fígado dos cidadãos em impostos, mas investe loucamente em futebol)… tem clube que ganha estádio – que já está caindo -, construído com dinheiro tomado dos cofres públicos e não consegue vender os naming-rights de jeito nenhum… tem clube que anuncia patrocínio, anuncia investimento de muitos milhões, de empresa que não tem nem CNPJ… tem clube com patrocínio de empresa panamenha, totalmente desconhecida, que na verdade é um site de apostas em futebol (quer coisa mais digna de suspeita do que um clube de futebol ser patrocinado por um site de apostas … em futebol?)… tem clube que anda com medo da Operação Lava Jato da PF…

A coisa tá feia… É uma dificuldade para se conseguir manter um clube de futebol hoje em dia. Uns, trilham os caminhos corretos; outros tentam pagar qualquer atalho, ainda que possam ser atalhos suspeitos…

E então, esquecendo o profissionalismo, vêm as federações – as televisões também -, preocupadas apenas com as suas contas bancárias, com os investimentos de seus patrocinadores, querer atrapalhar os clubes e seus parceiros. Parece mentira, mas confederações e televisão estão prejudicando a maioria dos clubes.

Ninguém se dá conta, mas poucos sobreviverão…

Já cansamos de ver o que acontece, por exemplo, em relação ao nome da arena do Palmeiras, o Allianz Parque. Os profissionais da emissora que detém os direitos de transmissão dos campeonatos não falam o nome “Allianz Parque” de jeito nenhum, seja nas transmissões ou mesmo nos programas esportivos – outras emissoras também se recusam a fazê-lo. Nas transmissões – a TV aberta transmite pouquíssimos jogos do Palmeiras -, mostrar as placas com o nome Allianz Parque então, nem pensar. As câmeras parecem “treinadinhas”.

E qual a vantagem de um clube ter um patrocinador cuja marca não é exposta ? Um patrocinador investe 300 milhões na arena de um clube, mas a CBF, Globo e quase toda a imprensa esportiva escondem a marca? O que eles esperam que aconteça, que o patrocinador desista e não renove o contrato? E o clube que se dane? Como os clubes vão sobreviver se os patrocínios sumirem de vez – sobrarão só os dois que a CBF e Globo querem que sobre? Como vão viver os anunciantes das TVs, se muitos clubes fecharem as suas portas e os torcedores desistirem do futebol? Como viverão os profissionais de imprensa, das notícias polêmicas e distorcidas, ávidas por cliques e acessos?

Por causa dos patrocinadores do campeonato brasileiro e da Rede Globo, e sem que houvesse qualquer regulamento que justificasse a atitude, CBF e emissora fizeram o Palmeiras cobrir as placas com o nome da Allianz, no último Brasileirão (será que acham que a Allianz tem que dar dinheiro para eles também?). A coisa só não deu certo porque torcedores do Palmeiras, revoltados com o abuso, retiraram as faixas que cobriam as placas. E após mais umas duas tentativas sem sucesso, a CBF e a emissora desistiram da “empreitada”.

E aqui, vale lembrar, a mesma Globo que esconde o nome do Allianz Parque – na TV aberta e na TV paga também – por causa dos seus patrocinadores, já tinha prometido a Andrés Sanchez falar o nome do estádio doado ao Corinthians, caso ele vendesse os naming-rights da arena, e não importando para quem vendesse (segundo a imprensa, que faz um lobby desgraçado pra isso, ele está “quase fechando” um contrato de naming-rights, desde 2013″)

E então, em 2016, entra em cena a Conmebol! Aquela mesma, que não puniu  o clube brasileiro cuja torcida foi responsável pela morte de um garotinho, um torcedor boliviano, atingido por sinalizadores adversários (um jogo com portões fechados – e 3 torcedores burlando a proibição – não pode ter sido uma punição para uma morte, não é mesmo?) , mas que eliminou de uma competição um clube argentino cuja torcida usou gás de pimenta em jogadores rivais, e deu a ele uma suspensão de 8 jogos, que logo foi diminuída para 2.

Com morte em estádio, gás pimenta em jogadores, a Conmebol é bastante condescendente (segundo as punições dadas por ela, a morte foi menos grave do que o uso do gás pimenta), mas em relação à grana a coisa parece mudar de figura. Pra não mostrar o patrocinador da arena palmeirense, para não mostrar o nome “Allianz”, a inflexível Conmebol, queria proibir o Palmeiras de mandar seus jogos da Libertadores 2016 no Allianz Parque, caso ele não cobrisse as placas na sua arena. Então, segundo as notícias de hoje, ficou decidido que as placas serão cobertas. Tá bom pra você, palestrino?

“Não está certo, mas é o regulamento da competição”, dirão alguns.

Vejamos o que diz o regulamento…

18.2 Derechos de Patrocinio y Publicidad Estática

c) Los clubes que oficien de locales en partidos oficiales de la Copa Bridgestone Libertadores, conforme al Manual Técnico: Derechos de Patrocinio, tienen la obligación de entregar para sus respectivos juegos el estadio libre de todo tipo de publicidad, inclusive institucional y/o nombres y símbolos de clubes y/o asociaciones que no participan en la edición actual del Torneo, con la responsabilidad intransferible de retirar o cubrir la exposición comercial de las marcas que estén allí presentes. Este compromiso también aplica para aquellos casos en los que el equipo, por decisión propia o por circunstancias especiales, debe jugar en un estadio diferente al que habitualmente utiliza para sus partidos de local.

Nem precisamos entender muito de espanhol para compreendermos que “os clubes têm a obrigação de entregar para os seus jogos o estádio livre de todo tipo de publicidade, inclusive institucional e/ou nomes e símbolos de clubes e/ou associações que não participam na edição atual do torneio, com a responsabilidade intransferível de retirar ou cobrir a exposição comercial das marcas que estejam ali presentes…”

http://www.conmebol.com/sites/default/files/reglamento_copa_libertadores_2016_-_edicion_final.pdf

Mas será que é assim mesmo que acontece?

O Toluca não precisou esconder placas de publicidade com a marca da cerveja “Corona” de seu estádio, tampouco foi ameaçado de mandar seus jogos em outro local. Jogou numa boa e sem problema ou encheção de saco alguma.

patrocínio-Toluca

O símbolo do América-MG, dono do estádio Independência, que não participa da edição atual do torneio e, portanto, não poderia aparecer de jeito nenhum, não precisou ser coberto, como prevê o regulamento, e isso já aconteceu em mais de uma edição da competição. Será que  o América-MG anda disputando a Libertadores, será que ele está nessa edição atual e a gente não sabe, dona Conmebol?

estádioIndependencia

Na verdade, e estou editando o texto com mais um parágrafo e essa outra informação, o América peitou a Conmebol, se recusou a aceitar que a identidade visual do seu estádio fosse alterada e a Conmebol esqueceu o regulamento e liberou o símbolo do América.

Conmebol-regulamento-América

Conmebol-regulamento-América2

Conmebol-regulamento-América1

Como você pode observar meu caro leitor, assim como no “livro de regras” das arbitragens, ou no “livro de regras” dos jornalistas – no qual eles se baseiam para falar de maneiras diferentes , de times diferentes em situações semelhantes -, o regulamento da Conmebol também é dúbio, camarada com alguns e rigoroso com outros e pode ser “esquecido”, “deixado de lado” dependendo da conveniência ou do tamanho da encrenca (se está no regulamento tem de ser cumprido, não é mesmo? Qual a finalidade de um regulamento que uns cumprem e outros não?).

E a imprensinha, que fez um escarcéu danado pelo possível veto ao Allianz Parque, não falou, não lembrou do regulamento, que foi deixado de lado, quando o América peitou a Conmebol.

E ficamos pensando… que cazzo de federação é essa, que não exige que todos os clubes cumpram o regulamento igualmente? É só o Palmeiras que precisa cumpri-lo à risca?

Não sei se é a Conmebol mesmo que faz questão disso, ou se é a parceira da Conmebol, a dona dos direitos televisivos, que nunca diz o nome “Allianz Parque” que está mais interessada em esconder o “Allianz”. Fico na dúvida (acerta com o EI, Palmeiras, e já começa a dar um pé no traseiro de quem tanto esconde os seus jogos, as marcas dos seus patrocinadores e, por causa disso, o prejudica)…

Eles podem proibir, podem atrapalhar o Palmeiras e demais clubes com essa proibição, e o Palmeiras certamente não irá contra o regulamento, nem poderia – a WTorre já anunciou que retirará as placas.

No entanto, nós, torcedores, poderemos escrever “ALLIANZ” na testa, nas bandeiras… e onde mais /e do jeito que a nossa imaginação mandar.

Poderemos gritar “Allianz” durante a transmissão, como se gritássemos o nome de um jogador. A acústica do Allianz Parque é excelente.

E já pensou que legal, na hora do hino, a Que Canta e Vibra resolver entoar um: “PALMEIRAS, MEU PALMEIRAS, DO ALLIANZ PAAARQUE…” ?

A nossa torcida é muito inteligente e criativa. Vai ser um jogão… 😈

Corre comprar o seu ingresso, amigo palestrino! Quase 30 mil já foram vendidos – o meu tá garantido.

O Caldeirão Verde vai ferver!! E o Porco vai pegar!!

♪ ♫”PQP, é o melhor naming-rights do Brasil… Allianz!!”♫ ♪

 

P.S -Meus agradecimentos ao Arthur Carvalho pela inestimável ajuda nas pesquisas.

Uma das melhores coisas que aconteceu ao Palmeiras nos últimos tempos, além do título da Copa do Brasil 2015, claro, foi o crescimento do “Avanti Palmeiras”, o programa de Sócio Torcedor do Verdão. Ele cresceu tanto, que virou um “patrocínio”, e dos bons.

Por melhores que fossem os prognósticos para o programa, o resultado foi muito além, foi surpreendente. A torcida entendeu a importância de se associar ao futebol do clube, de ajudar a fazer o Palmeiras mais forte, e o Avanti explodiu: 126 mil adesões, 126 mil apaixonados – na última contagem. E isso porque, ao contrário da maioria dos clubes, o Palmeiras só contabiliza os associados adimplentes.

Com várias opções de planos e descontos, em vários setores da arena, o Avanti tem planos que cabem em todos os bolsos. O meu, por exemplo, o Plano Ouro, cuja mensalidade é de R$ 109,90, me dá 100% de desconto no ingresso para o Gol Norte e tenho descontos também, de diferentes porcentagens, para outros setores da arena – nunca paguei tão barato por ingressos.

Some a isso os muitos parceiros do Avanti, que oferecem descontos para os associados em vários tipos de serviços – lojas, bares, restaurantes, pizzarias, óticas, estacionamentos, hotéis, escola, faculdade… Além disso, o associado ganha pontos quando compra ingresso, quando vai aos jogos, quando se utiliza dos serviços de algum dos parceiros, quando compra produtos nas lojas, e pode trocar esses pontos por várias coisas, como, por exemplo, tomar o café da manhã com o time, ou assistir à coletiva de apresentação de algum novo contratado, pode jogar na Academia… são inúmeras as opções para o associado.

Mas, dentre todas as coisas, o que mais acaba atraindo o torcedor é a facilidade para comprar ingressos via internet, para escolher a cadeira que quiser, e ter apenas o seu cartão avanti para passar nas catracas. Penso – pra mim, é assim – que a certeza de ter o seu ingresso facilmente (comprei o da final da Copa do Brasil em 2 minutos, sem transtorno algum), de não perder o jogo do Verdão e poder fortalecer o clube do coração é o que mais motiva o torcedor. Eu faria uma adesão ao Avanti ainda que não morasse em São Paulo. E sei de torcedores do Acre, Rondônia, Pernambuco, Mato Grosso, Piauí… do Brasil inteiro, que pagam apenas para ajudar a fazer o Palmeiras mais forte.

O sistema nunca foi perfeito, sei que algumas pessoas (não eram muitas), às vezes, tinham alguns probleminhas para comprar; havia também alguns desacertos com quem já tinha pagado a mensalidade, mas não tinha o seu pagamento computado; jogos aos quais o associado tinha ido, mas que não tinham sido computados, causando problema no rating, que, por causa disso, caía… coisas corriqueiras e que seriam fáceis de resolver se a comunicação entre associado e Avanti fosse fácil. Mas sempre que um associado tentava ligar, era quase impossível ele ser atendido, sempre que ele enviava mensagens era difícil ser respondido. No entanto, como, no geral, não se tinha muitos problemas, a convivência entre associado e Avanti era tranquila, e,  com boa vontade, seriam de fácil resolução as poucas insatisfações que apareciam.

Mas – como seria boa a vida sem os muitos “mas” que encontramos no caminho -,  neste ano de 2016, algo que era muito bom, ficou muito ruim: a venda de ingressos.

Desde o primeiro jogo deste ano tem sido um transtorno comprá-los. Um aborrecimento só, porque é tudo muito demorado. Pra se ter uma ideia, para o primeiro jogo do Paulistão, contra o São Bento de Sorocaba, eu fiquei 9 horas e meia no computador tentando comprar, e não  fui a única. O site simplesmente não funciona, não carrega. Quando chega na tela pra comprar, então, aí é um Deus nos acuda.

A culpa é do Futebolcard e não do Palmeiras? Que seja. Mas o Palmeiras precisa tomar uma providência a esse respeito. Os associados/consumidores estão bastante insatisfeitos com o serviço.

Na verdade, está demorando um bocado para o Palmeiras mudar essa empresa que vende os ingressos. Em pleno século XXI e ela não consegue atender à demanda? E uma demanda que nem é tão grande assim – na primeira venda, o que é o meu caso, só os avantis 5 estrelas podem comprar, e, se não estou enganada, eles chegam a 10 mil associados, no máximo. Não era para termos problemas, não é mesmo?

Nas últimas duas partidas – uma delas, a primeira da Libertadores no Allianz – uma “novidade” nos apareceu na hora da compra: uma tela de fila virtual. Só que, na verdade, não é fila coisa nenhuma. Não tem numeração,  tampouco indica o tempo restante de “fila”. É “na sorte” que se consegue efetuar a compra. E muita gente que “pegou a fila” depois, acaba conseguindo comprar primeiro do que quem “pegou a fila” antes. Eu fiquei 2 horas e meia na fila e não saí dela; em nenhum momento me apareceu a tela de compra, portanto, não consegui comprar; pessoas que entraram ao mesmo tempo que eu, conseguiram; outras, que entraram depois, também conseguiram. Mas, assim como eu, um número imenso de outros continuou na “fila”. Isso não está certo, e é um desrespeito ao torcedor do Palmeiras, ao consumidor associado ao Avanti.

E não é porque saímos do “tempo das cavernas”, do tempo  em que comprávamos nas bilheterias, dormíamos na rua para conseguir comprar ingresso em final, tempo em que as filas eram invadidas durante a noite, e ficávamos horas na chuva, no sol, que temos que achar bacana e dar graças a Deus ficarmos agora grudados a um computador (pelo celular não se pode nem escolher a cadeira) olhando durante horas para uma tela de “fila” virtual, cuja página muitas vezes cai, nos fazendo ter que começar tudo de novo.

E, não nos esqueçamos, quando comprávamos nas bilheterias, e tomávamos sol e chuva, não pagávamos um plano de sócio-torcedor, não é mesmo? Pagamos agora para termos a facilidade de comprar pela internet, sem filas e sem problemas. E não está certo que tenhamos que contar apenas com a sorte a cada venda de ingressos.

E se fosse assim, como pensam alguns, ninguém poderia mais reclamar de um problema em seu carro, uma vez que as pessoas se utilizavam de carroças em outros tempos, não é mesmo? Não poderíamos reclamar de um atendimento ruim num supermercado, porque antes comprávamos na vendinha da esquina.  Esse argumento das filas nas bilheterias, sob sol e chuva, é simplesmente ridículo. Não é porque antes era ruim, que hoje está bom, que está satisfatório do jeito que está.

Acredito que o Palmeiras queira oferecer ao seu associado o melhor serviço possível, um serviço à altura do clube e do seu muito bem sucedido programa de Sócio-Torcedor. Por isso, penso que o Palmeiras deve prestar bastante atenção a esse problema, e resolvê-lo o mais rapidamente possível. Temos muitos campeonatos pra conquistar  e é só alegria o que queremos. Que o aborrecimento e a raiva sejam apenas lembranças de anos passados, e e que o stress seja apenas aquele que sentimos às vésperas de disputarmos um título.

 

O Palmeiras estreou na Libertadores com um 2 x 2 diante do River-URU. Um resultado ruim? Não. Em Libertadores, um empate fora de casa não é um mau resultado, porém, porque o time do River é um time fraco, e porque poderíamos tê-lo vencido – estivemos à frente do placar por duas vezes -, porque demos mole no gols que eles fizeram, acabamos achando bem ruim o placar final.

Isso é normal, e as críticas e cobranças que vieram depois são justas – não confunda esculhambar o time com cobrar um futebol melhor -, e fazem parte da relação time-torcedor.

Mas, para que sejamos justos também, é preciso admitir que o Palmeiras se apresentou melhor do que nas últimas três partidas, com uma postura melhor, só que ainda errando muitas coisas, ainda desorganizado coletivamente (força, MO, muda esse esquema aí. Coragem!). Falta um camisa 10 no time, e falta muito,  daquele, que sabe das coisas, que veja os espaços escondidos – a diretoria esqueceu dessa contratação quando dispensou Valdivia; falta também um companheiro para Vitor Hugo na zaga, um xerifão – Roger começa a agradar a torcida.

No entanto, tivemos bons momentos na partida, daqueles de pular do sofá. Que passe bonito do Dudu pro gol do Jean, e que conclusão certeira, de bico, de quem sabe quando o óbvio é a melhor opção pra se balançar a rede. Que jogada linda, no chão, no gol do Jesus, que passe maravilhoso, de peito(!!!), do Alecsandro. Tivemos outras oportunidades em que a bola passou pertinho.

Vale lembrarmos que o Palmeiras foi ao Uruguai com o seu cartão “Roubocard Internacional”, e foi roubado fora de seu país também. Erik sofreu pênalti e o juiz não viu nada demais, mas, em compensação, qualquer encostada nos uruguaios, que “apitavam a partida”, era falta, e muitas delas ainda eram desnecessariamente punidas com cartão. E os jogadores do River não se faziam de rogados, qualquer encostada parecia facada, tiro, dengue, zika, chikungunya…

A rigidez da arbitragem era via de mão única. O juiz deixava de marcar muitas faltas duras sofridas pelos palmeirenses e, quando marcava, deixava de amarelar os atletas que mereciam cartão – mas amarelou meio time do Palmeiras. E eu ficava pensando por quais motivos um time tão sem expressão como o River tinha essa moral toda com a arbitragem…

Mas, depois que o jogo acabou, parecia que o Palmeiras tinha sido eliminado da competição – na primeira partida da Fase de Grupos -, e “levando 7 x 1 da Alemanha”. Um escarcéu! A imprensinha aproveitou a brecha, tentando fazer o início do voo 2016 do Palmeiras atravessar uma grande turbulência …

Juca KPTfuro, aquele, que faz vistas grossas pras mazelas do seu time (e do seu partido), que nada fala dos patrocinadores sem CNPJ, ou do panamenho site de apostas, mas que aponta qualquer cisco no olho do vizinho, tratou logo de publicar: “Empate complica o Palmeiras”. Oi?? Se complica o Palmeiras, visitante, o que dizer do dono da casa então? Já está eliminado? E os outros dois do grupo, que ainda vão jogar, só têm duas possibilidades de resultado: empate, ou a vitória de um deles. E se empatar, os dois estarão complicados também? E, no caso de vitória de um deles, o que perder, já se estrepou?

É “boa vontade” demais do jornaleiro “complicar” o Palmeiras na primeira partida da Fase de Grupos, você não acha? Mesmo porque, ninguém pode afirmar quem vai ganhar de quem antes dos jogos acontecerem; ninguém pode garantir que Nacional e Rosario, do grupo do Palmeiras, vão fazer 6 pontos diante do River por mais que isso pareça provável. Será que ele, jornaleiro, já esqueceu “daquele” time brasileiro que escolheu o Guarani-PAR, numa outra Libertadores, por esse time ser o mais fraco do grupo, e que acabou sendo eliminado por ele? Já esqueceu do Tolima?

Esqueceram que o campeão da Copa do Brasil 2015 tinha empatado com o Sampaio Correia, fora, e  com o Asa, no Allianz Parque, no início da competição? As pessoas parecem “esquecer” certas coisas de propósito.

O SPFW , há poucos dias, pela Pré-Libertadores, empatou lá no Peru com o “poderoso” Cesar Vallejo.

Mas as notícias… como elas são diferentes para times diferentes e resultados semelhantes (a imprensa é descaradamente parcial). Para o SPFW, mesmo jogando um mata-mata, ninguém achou ruim, nem mesmo preocupante, ele ter empatado com o fraquíssimo Cesar Vallejo.

Numa análise do jogo, encontrada num blog, na página do SporTV, tem até uma explicação para ninguém achar nada sobre esse empate:

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Porque é início de ano, não dá mesmo para comentaristas, blogueiros e palpiteiros tentarem adivinhar o futuro dos times. Isso é verdade e me parece bastante sensato. Ninguém pode adivinhar, ainda mais em começo de temporada (pena que com um outro empate em início de temporada o jornalista mude o seu tão sensato e condescendente critério).

A análise continua…

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“Mas tem que separar o resultado do desempenho” (só quando convém?), “É muito melhor empatar jogando bem do que ganhar sem convencer”. Oi?? Melhor empatar do que ganhar?? Em mata-mata de Libertadores? Aham… ( ah, se o Brasil tivesse ganhado da Alemanha jogando mal, né? D-u-v-i-d-o que teria um jornaleiro sequer para reclamar disso).

E todas as notícias foram boazinhas com o empate leonor no Peru – empatar fora só passa a ser ruim, só vai complicar mesmo, se o time jogar de verde e morar nas Perdizes…

empate-bambiempate-bambi1empate-bambi2No jogo da volta, o São Paulo não jogou bem e ganhou por 1 x 0, gol marcado  aos 43 do segundo tempo. Mas quem lê…

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E qual foi a pauta da análise do “jornalista sensato”? Preferiu encher a bola do jogador que fez o gol e, do time mesmo, só falou isso:

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Justiça? Mas não era ruim ganhar sem convencer? Então, né?

Vejamos o que disse a imprensinha sobre o empate do Palmeiras…

Antes mesmo da partida, já éramos brindados com notícias sem noção e essencialmente venenosas:

Rival da estreia na Libertadores gasta em um mês o que Palmeiras

ESPN.com.br – ‎16 de fev de 2016‎
De acordo com o jornal uruguaio El País, o custo mensal do River é de US$ 150 mil (cerca de R$ 600 mil), enquanto o custo anual é de US$ 1,8 milhões (R$ 7,2 milhões). … O Palmeiras, por sua vez, trabalha com gastos de R$ 330 milhões para 2016.
Veneno puro… O que se apreende das entrelinhas é: “torcedor palmeirense, o seu time tem a obrigação de ganhar”(só o meu?). Não teria outro motivo para que se comparassem os gastos mensais dos clubes. Mesmo porque, o que o Palmeiras tem a ver com os gastos do  adversário? E o que a imprensa tem a ver com os gastos do Palmeiras? É o Palmeiras, e demais clubes, que abrem a possibilidade dos jornaleiros esportivos estarem empregados e não o contrário.
(Será que a ESPN calculou quanto gastava o Corinthians quando foi eliminado pelo Guarani-PAR, ou pelo Tolima? Calculou a diferença de gastos com o Cobresal, de quem só conseguiram ganhar, com um gol contra, aos 47′ do segundo tempo? Comparou a folha dos bambis com a do Cesar Vallejo? Com a do Strongest? Com a da Ponte Preta, quando essa eliminou o time leonor de uma outra competição?).
As palavras são escolhidas “a dedo”…”bobeia”, “tropeça”, “velhos erros”, “desperdiça”, “tem que vencer”…
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E, veja na imagem abaixo, o mesmo jornalista, tão sensato e condescendente com o SPFW, pareceu mudar de ideia sobre times em início de temporada quando se referiu  ao Palmeiras : “Time grande TEM QUE atacar, ter volume de jogo E, NATURALMENTE, VENCER NA SUA ESTREIA“. Só vale pro Palmeiras esse “tem que, naturalmente, vencer na sua estreia”?

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Ele afirma que “o resultado foi péssimo”. E coloca nas linhas e entrelinhas que Marcelo Oliveira, que acabou de nos dar um título nacional, será demitido se o Palmeiras não ganhar do Santos. A imprensinha parece fazer de tudo para fritar o MO. Pra jogar a torcida contra time, técnico e diretoria. É turbulência no Verdão o que ela quer.

Mas aí… o dia amanheceu, a tarde passou e chegou a noite do dia seguinte… E o SPFW, jogando aqui em SP, perdeu do Strongest, que não vencia uma partida de Libertadores fora de casa há 34 anos.

Imagina se fosse com o Palmeiras? Mas pra eles não tem tropeço, não tem resultado péssimo… não tem gasto mensal  dos dois clubes, o jornalista que acha que time grande tem que vencer, o que tem que fazer valer a folha salarial mais alta do que a do adversário, no final do dia seguinte ainda não tinha escrito nada sobre esse jogo. Os demais, além de algumas poucas manchetes falando em vexame, foram na mesma alisada de sempre:

São Paulo pressiona, cai em ‘pegadinha’ do Strongest e perde na
ESPN.com.br

Pegadinha? O que a ESPN chama de “pegadinha” é uma jogada ensaiada, trabalho de técnico e time.

São Paulo abre a Libertadores com derrota para Strongest

Terra Brasil
Yahoo Esportes
ESPN.com.br
SPNet
Compare duas notícias juntinhas… de um empate fora e uma derrota em casa. Parece até que, pra ESPN,  uma derrota é melhor do que um empate.
O Palmeiras empata, fora de casa, e é tropeço. O SPFW perde, em casa, mas “liderou em passes e pecou na pontaria” .
Passes e posse de bola dá ponto para o clube que perdeu a partida? Classifica times?  A ESPN estava só tentando fazer parecer menos horrível o fato de o SPFW ter perdido em casa para um time mixuruca, e de folha mensal menor do que a dele (ela não falou nada sobre isso também). E por que  alivia pra um  e bate no outro, né? Raivinha desse outro? Que coisa “profiçionau”.
E se para o Palmeiras, que empatou fora, a imprensinha diminui as chances de classificação, se para o Palmeiras “complicou”, foi tropeço, para quem perdeu em casa não foi quase nada:

Acredita, São Paulo! Bauza classificou San Lorenzo campeão com 8 pontos

Patón conseguiu classificar time argentino com duas vitórias e dois empates na fase de grupos da Libertadores de 2014. Vice, Nacional teve o mesmo desempenho

(Só o Palmeiras é que não pode se sair bem tendo empatado a primeira, não é?)

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2016/02/acredita-sao-paulo-bauza-classificou-san-lorenzo-campeao-com-8-pontos.html
E o mesmo se deu em relação ao S.C.Itaquera. Quem assistiu ao jogo na TV, viu que ele não jogou nada, que teve apenas sorte de o adversário ter marcado contra, aos 47′ do segundo tempo. Quem assistiu na TV, ouviu Galvão Bueno dizer que o jogo era ruim, que o time de Itaquera não jogava bem. Ouviu também ele perguntar ao Casagrande: Você acha que foi merecida a vitória? E o Casagrande responder que não, não tinha sido merecida.
Mas, nas notícias da mesma emissora onde ouvimos essas coisas, aquele time que não jogou nada diante de um fraco Cobresal, virou time firme e competitivo. E o técnico que não  conseguiu que seu time produzisse nada, nem balançasse a rede, “vai conseguindo reconstruir a equipe” (a juizada ajuda a reconstruir a equipe, né?), mesmo tendo vencido depois de um cruzamento mixuruca, que não ia dar em nada, ter sido colocado dentro do gol por um adversário meio desastrado.
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Cadê o “gol contra” no título? Não tem!
www.lance.com.br/corinthians/libertadores-timao-sofre-chile-mas-marca-…
Aqui, também não tem nada de gol contra.
noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/…/cobresalxcorinthians.htm
Nem aqui…
novojornal.jor.br/…/no-apagar-das-luzes-corinthians-arranca-vitoria-cont…
Ou aqui… A imprensinha torna fácil a vida de alguns times, não?
O autor do tweet que você vai ler abaixo, parece até que desabilitou até o cérebro pra escrever:

Gol do Corinthians no finalzinho. Estratégico, cirúrgico, no estilo Tite. Meu palpite.

Fico imaginando como poderia um gol contra ser estratégico e cirúrgico… E ao estilo Tite… Será que o Tite combinou a estratégia com o adversário no vestiário? E aos 47, no “momento cirúrgico”, avisou ao seu time – que não jogou nada a partida toda – pra chutar em cima do adversário que ele ia colocar a bola pra dentro, porque estava combinado? Por que ele tinha montado essa estratégia? Que vergonha dessa imprensa! Que nível rastaquera.

E vai ser assim em todos os jogos, amigo palestrino, em todos os campeonatos… vai ser assim o ano todo, como tem sido em todos os anos  – segundo a imprensa toda, não íamos ganhar a Copa do Brasil, seríamos goleados pelo Santos nas duas partidas, lembra? E muita gente caiu nessa…

E é por isso que temos que defender o Verdão e ficar de olhos bem abertos… sempre.

Quando começou o ano de 2015,  tudo o que nós queríamos era conquistar uma vaga na Libertadores 2016.

Conquistamos muito mais coisas ao longo de 2015… Um vice-campeonato paulista, um título maravilhoso da Copa do Brasil… conquistamos, ou melhor, ratificamos a soberania do Palmeiras em disputas nacionais. Sim, o nosso Palmeiras, com 12 conquistas nacionais,  é o maior campeão do Brasil.

E de quebra vieram os aperitivos… desclassificamos os gambás lá na impressora, ganhamos de novo deles, e de novo no Esmolão…

Demos uns sacodes nos bambis, com gosto de chocolate e coberturas de requintes de crueldade (né, Robinho?)… ganhamos um “Rio-São Paulo” quando batemos todos os grandes times dos dois estados… vibramos com gols maravilhosos… vimos nosso time com garra… voltamos a ter o nosso caldeirão, o Allianz Parque, onde o Santos, e a empáfia de alguns de seus jogadores, amarelaram na final…

E bebemos a alegria de ver jogadores guerreiros em nosso time, e vimos que as suas lágrimas de alegria eram iguais às nossas… Conquistamos um título com um gol de Prass e canonizamos mais um goleiro… e celebramos o primeiro título do Allianz Parque.

E, o melhor de tudo, recuperamos o respeito de todos.

Aqui estamos nós, começando 2016… e hoje é o primeiro jogo da Libertadores, com a qual tanto sonhamos em 2015. O Verdão vai estrear diante do River-URU, lá no Uruguai. Goleamos eles na pré-temporada, lembra?

E sobre esse jogo,  baseada no futebol que tenho visto nessas três primeiras rodadas de Paulistão, eu diria que qualquer resultado é possível nessa partida. No entanto, meu coração já gritou aqui, e ele diz que tem vitória do Parmera hoje!

Se o Palmeiras jogar direitinho, não dá mesmo pros uruguaios. O maior adversário do nosso time, nesse comecinho de ano,  é (tem sido) ele mesmo.

Nós sabemos que qualquer campeonato que o Palmeiras dispute é importante, pode ser até de botão. No entanto,  teríamos que ser muito dissimulados pra fazer de conta que não damos “A” importância pra Copa Libertadores.

Não a disputamos todo ano; conquistá-la, dá vaga para o mundial de clubes (tem quem pule o “vestibular” pra “entrar na faculdade”)… conquistá-la, faz o clube ser o Campeão da América, e é claro que nossos olhos crescem, e muito, para essa competição. Ganhá-la depende de um monte de coisas e circunstâncias, mas, querê-la, depende só da nossa vontade, da vontade dos jogadores, técnico e diretoria. Não tem um torcedor que a descarte… não tem um jogador e técnico, da América do Sul, que a menospreze.

E é por isso mesmo, porque nós queremos essa Copa também, que o apoio ao Palmeiras deve ser total, sem  “terrorismo amigo” com o nosso time.  SÓ APOIO, E COM MUITO ALTO ASTRAL! Vai dar certo!

Nossa maravilhosa torcida fez magia na Copa do Brasil, e, aposto, vai fazer de novo.

Ah, e tem mais uma coisa… desejo toda a sorte do mundo pro MO! Não quero que ele se saia mal para que tenha força alguma crítica que tenho feito a ele, para que eu tenha razão. Nada disso, e muito pelo contrário!

QUERO QUE O MO MANDE MUITO BEM! E que Deus o abençoe e ilumine – abençoe e ilumine nossos jogadores também -, e que ele inicie hoje a conquista de mais um título no Verdão!!

Força na peruca, MO!! TAMOJUNTO! FORÇA, PALMEIRAS!!

América, aí vamos nós!!

Depois de termos visto o Brasileiro 2015 ter sido um campeonato de cartas marcadas, onde só um time teve a possibilidade de disputá-lo; depois de termos assistido a um abuso de “erros” das arbitragens em favor de um mesmo time; depois de nos lembramos da lambança no Brasileiro 2005, e da lavagem de dinheiro do time  que “conquistou” (através da lambança) o campeonato na época; depois de um estádio ter sido doado, com dinheiro público, para esse mesmo clube… temos que ficar espertos com tudo o que lemos e tudo o que acontece por aí…

Há algumas semanas, o SC Itaquera anunciou um patrocinador novo, a Klar, empresa totalmente desconhecida, que ia, inclusive, comprar os naming-rights da arena que foi construída com o nosso dinheiro.

Bastou que chegasse à opinião pública algumas imagens, que provavam que a tal empresa, que ia investir centenas de milhões nos ‘itakeras’, não tinha nem CNPJ, que todo mundo se apressou a dizer que não era bem assim, que o dono da empresa tinha falado demais… blá blá blá, nhem nhem nhem… e a empresa sumiu dos noticiários, não virou patrocinadora de clube nenhum, e todo mundo fez que esqueceu…

No entanto, no mesmo dia em que o Palmeiras anuncia o maior patrocínio da história do futebol brasileiro, ou seja, hoje, o time ‘itakera’ anuncia um patrocinador que poderá pagar dezenas de milhões para estampar a marca em sua camisa.

Até aí, tudo bem, é assunto deles e não temos nada com isso. Ou, melhor, não teríamos, se uma grande e gorda pulga não estivesse a picar as orelhas de todo mundo…

A imprensa anuncia:

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E aí, as pessoas vão dar uma pesquisada (obrigada, Arthur Carvalho) e encontram umas coisas meio estranhas…

Uma empresa do Panamá, totalmente desconhecida – na verdade, um site de apostas (eles negam isso e se dizem parte de um grupo internacional de investidores que está lançando hoje suas operações no Brasil. Também não dizem o nome do grupo) -, que dispõe de dezenas de milhões para usar em patrocínio no futebol, e não tinha sequer um domínio antes do dia 28/12/2015…

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E o site de aposta não tinha uma página no Facebook antes de JAN/2016 (?!?!)…

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Que coisa, não? Será que é mais uma Klar, ou as nossas impressões estão totalmente equivocadas?

Vamos observar… Afinal, queremos campeonatos mais transparentes, limpos e bem apitados por aqui, e na América do Sul também. E se o futebol, e alguns clubes, continuarem a “tocar a mesma música de sempre”, já saberemos como terminarão os “espetáculos”, não é mesmo?

O maior contrato de patrocínio da história do futebol brasileiro…

A camisa mais valiosa do Brasil…

Você sabe de qual time estou falando?

Não vá se basear nas informações da imprensa, nos clubes que ela vende como os maiores e mais valiosos, porque, se fizer isso, certamente você vai errar.

Mas eu sei que você sabe qual é o time, e como sabe.

É claro que estou falando do Palmeiras!

Sim, o Palmeiras renovou o contrato de patrocínio com a Crefisa/FAM  – a mesma Crefisa, que teve dirigente leonor dizendo que tinha recusado porque a camisa purpurina valia mais, e que o Palmeiras só aceitou porque ninguém queria patrociná-lo). Saíram Prevent Senior e Tim, e as marcas Crefisa/FAM agora têm exclusividade na camisa, calção e meias do Verdão.

Em 2015, a camisa, que já era a mais valiosa do país, com as 4 marcas, rendia ao clube R$ 50 milhões. Agora, com duas marcas, na camisa, renderá R$ 58 milhões (ainda bem que eles “estavam brigados”. Imagina se não estivessem?). Junte a isso mais R$ 8 milhões pelos calções e meias do Verdão. São R$ 66 milhões de patrocínio no uniforme palestrino. É mole? Não tem crise para quem investe no Parmera!

Sorry, sociedade, mas o Palmeiras tem o maior contrato de patrocínio da história do futebol – 66 milhões de reais -, tem a camisa mais valiosa do país, paga salários em dia, contrata jogadores (vai buscar até na China) não tem receitas antecipadas… e tudo isso, sem uso de dinheiro público, sem “mentirinhas” da imprensinha…

E nem poderia ser diferente, não é mesmo? Ele é o Maior Campeão do Brasil!

Simples assim.

O Palmeiras vai disputar a Libertadores 2016. Mas isso não é nenhuma novidade, como alguns tentam fazer parecer.

O Palmeiras – ao lado do Grêmio – é o segundo clube brasileiro com mais participações em Libertadores. São 16 participações da Sociedade Esportiva Palmeiras no torneio: 1961, 1968, 1971, 1973, 1974, 1979, 1994, 1995, 1999, 2000, 2001, 2005, 2006, 2009 e 2013, 2016.

O Palmeiras tem um título conquistado (1999), três vice-campeonatos (1961, 1968, 2000), dois terceiros lugares (1971 e 2001) e uma quinta colocação (1995). Só não disputou mais um título, o da Libertadores 2001, porque o famigerado Ubaldo Aquino não deixou. Ele assaltou o Palmeiras na primeira partida da semifinal, na Argentina, lembra?

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E tem mais, o Palmeiras, que já desclassificou do torneio continental o seu grande rival, SC Itaquera, por duas vezes (1999 e 2000), marcou história ao ser o primeiro clube brasileiro a chegar em uma decisão de Libertadores. O fato ocorreu em 1961, logo na segunda edição do torneio.

E o Verdão, que ganhou a vaga para a Libertadores 2016 na raça, conquistando a Copa do Brasil, mesmo tendo sido garfado em quase todas as partidas importantes – inclusive, na final -, fez placares memoráveis ao longo de suas participações na Libertadores, em casa e como visitante também:

Universitário 2 x 5 Palmeiras – 1979
Palmeiras 6 x 1 Boca Juniors – 1994 (Meteu uma sonora goleada no bicho papão da competição, que tem 6 títulos em 10 finais. E isso no tempo em que o Boca jogava muito, corria em campo, catimbava, batia, não fazia corpo mole)
Palmeiras 4 x 1 Velez – 1994
Palmeiras 7 x 0 El Nacional – 1995
Palmeiras 5 x 1 Grêmio – 1995
Cerro Porteño 2 x 5 Palmeiras – 1999
Palmeiras 3 x 0 River Plate – 1999
Sport Boys Callao 1 x 4 Palmeiras – 2001

Sabe nada de Libertadores o Verdão, né? Mas, porque o Zé Roberto teria dito que o quadrangular que o Palmeiras foi disputar no Uruguai – ele vai fazer a final hoje – durante a pré-temporada “servirá de aprendizado, uma vez que tem equipes no torneio que o Palmeiras enfrentará na Libertadores 2016, e também porque, jogando juntos, agora o Palmeiras vai poder ter um time-base antes de começar o Paulista”

… a rgt aproveitou a deixa, deu uma distorcidinha básica, e jura que ele foi disputar o quadrangular no Uruguai, durante a sua pré-temporada, pra “aprender Libertadores”. Aham.

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É muita vontade de querer colocar um título “mandrake” em uma notícia do Palmeiras, não é mesmo? Muita vontade de querer fazer parecer que o Palmeiras é novato na competição e precisa aprender sobre ela…

O Palmeiras que trate de se precaver contra as forças ocultas… Elas querem a “espanholização” do futebol brasileiro… e o Verdão atual, bem administrado, próspero, com time bom, boas contratações, anda atrapalhando um bocado.

O Palmeiras está fazendo a pré-temporada, acertando o time para os campeonatos de 2016. E, enquanto nossos guerreiros preparam as “armaduras” e “armas”, enquanto o Palmeiras se prepara para a Libertadores – a principal disputa do continente -, ele aproveita para ir até o Uruguai disputar uma competição amistosa, um quadrangular, que contará com a participação de Libertad, do Paraguai, Peñarol e Nacional, ambos do Uruguai.

A disputa acontecerá entre os dias 19 e 24 de janeiro. O Palmeiras fará a sua estreia no dia 20 (quarta-feira), contra o Libertad. Caso o Palmeiras saia vitorioso dessa partida, ele fará a decisão do torneio no dia 23, contra o vencedor de Peñarol x Nacional (olho nele. É da chave do Verdão na Libertadores).

Com 29 atletas relacionados por Marcelo Oliveira, a delegação do Palmeiras embarcou hoje de manhã para Montevideu, Uruguai. E nós vamos ficar aqui, só na torcida…

BOA SORTE, VERDÃO!!
(Pay attention no avião… ♡)