Mago-campeão

“Não tem palavras pra explicar o q este clube representa na minha vida,e não falo de futebol. falo de vida, de aprendizado, de 6 anos q me entregue bem ou mau, mas fiquei diante de todas as adversidades, sequestro, agressão. tudo isso me fez querer mais ainda o clube. Sou e por sempre serei agradecido da torcida, do clube, das pessoas q sempre me apoiaram em todos os momentos. fui mto feliz disputando uma segunda divisão pelo clube q amo, voltando o clube onde nunca jamais deverá sair.meu futuro está num outro clube a partir de agora.mas minha adoração por este clube será por toda a vida.goataria muito de ter ficado até velho por aqui mas o clube precisa dessa grana , espero q vcs entendam e vejam q sou um aternamente agradecido por vcs …por sempre agradecido e por sempre porco.” Despedida de Valdivia, via Instagram.

Eu não queria ter que escrever sobre isso, na verdade, não queria que estivesse acontecendo isso, mas, antes da Copa, quando me disseram que o Palmeiras “estava doido para vender o Mago”, meio que me preparei para esse momento – mas de nada adiantou…

E Valdivia vai/foi embora… e até já se despediu da gente… que difícil… perder o cara que é o diferencial do time, ver as esperanças de conquistarmos algo no centenário do clube diminuírem um bocado, e, pra mim, com o agravante de perder também o meu ídolo, que eu adoro e, mais do que isso, que admiro e respeito demais… Como diria Camões: “Num é fácio”…

O tempo dirá se isso foi uma negociação inteligente, se o Palmeiras ganhou com ela e se haverá reposição à altura… mas, penso, que perdemos todos, Palmeiras, Valdivia, futebol e torcida – principalmente as crianças, que adoram o Mago.

Sabe, Mago, pra nós também é difícil encontrar palavras para dizer o que você representa. As pessoas tentam traduzir o que você significa e, observando a variedade de significados que ‘Valdivia’ tem para a maioria dos torcedores, compreendemos o muito de ausência que você vai deixar aqui.

Nos divertimos juntos, sofremos juntos também, e aprendemos a ser mais fortes a superar os momentos difíceis. Foram 3 títulos e um bocado de emoção, unhas roídas, lágrimas de alegria, dribles e passes maravilhosos. Um Paulistão inesquecível, que caiu como chuva farta na terra árida e infértil de uma década, até aquele momento, maldita… Uma Copa do Brasil, conquistada na raça, na fibra, na superação de tantos obstáculos e problemas – até mesmo de um sequestro (e quantos apostaram que você não ficaria depois disso)… e aquele gol mágico diante do Grêmio, que aqueceu o nosso coração e os nossos corpos naquela noite de chuva e frio… gol que nos colocou na final, com a certeza que poderíamos superar qualquer adversidade que surgisse dali pra frente, e, quase sem acreditar naquela felicidade gigante, conquistamos a  Copa do Brasil, que sacramentou o Palmeiras no posto de maior campeão nacional. E teve a famigerada segundona (ela quase nos pegou em 2011, mas você nos salvou), da qual saímos pelas portas da frente, honrados, dignos e campeões (e quantos juraram que você não disputaria a série B). As alegrias que você nos deu, Mago, são pra sempre, ajudaram a escrever algumas páginas da história do Palmeiras e jamais serão esquecidas.

O Paulistão de 2008 não foi o primeiro título que vi o Palmeiras conquistar, mas foi deliciosamente redentor, a Copa do Brasil também não foi a primeira –  foi a mais eletrizante -, portanto, Valdivia, você não foi o meu primeiro ídolo, quero crer que não será o último, mas você é especial, único e muito amado. E sabe  o quanto te respeito e admiro.

Foi um prazer e um privilégio imenso ver, mais uma vez em ação, esse seu talento raro a serviço do meu/nosso Palmeiras. Você é o grande namorado da bola, que se encanta e se rende a você, enquanto tantos outros jogadores não conseguem conquistá-la de jeito nenhum…  Você brinca, faz poesia no gramado, e nunca entrou em campo para não jogar sério, nunca fugiu do pau… e, por isso mesmo, foi tão caçado em campo defendendo as cores do Palmeiras.

Como disse Armando Nogueira, num bilhete que te escreveu, “os medíocres é que detestam o drible” (eles é que o confundem com provocação, deboche), mas, “assim como o sol, ele – o drible – não nasceu pra todos. O drible é um privilégio, e só os eleitos merecem o dom que, por sinal, os deuses te concederam. O drible é invenção que nasce do coração. O driblador é um poeta… e pertence à uma dinastia que foi canonizada pelas canelas de Stanley Mattews, de Garrincha, de Zico, de Júlio Botelho, de Maradona e de tantos outros apóstolos do evangelho do drible”

Você é um poeta, é um Mago sim, na acepção da palavra; quantas vezes lá na arquibancada, nós, torcedores, boquiabertos, olhamos um para a cara do outro e nos perguntamos: “Como foi que ele fez aquilo”? E, rindo, encantados, não sabemos responder, e esperamos chegar em casa para ver o replay. Sim, seus dribles e passes muitas vezes parecem magia…

Você sempre foi o diferencial do nosso time, aquele toque de categoria e inteligência, de futebol arte, que anda tão raro por aqui. Num país com uma escassez tão grande de bons jogadores na sua posição (a selenike, na Copa, não tinha um nesse nível), era você quem nos mostrava que o futebol arte ainda existe, e é muito difícil aceitar que vamos ficar sem nostro Mago agora, que o “nosso futebol arte” vai brilhar em outro clube, que voltaremos à mesmice de um futebol sem magia, que venderam “o melhor 10 do país”, “o cara” do time, tão identificado com o Palmeiras. E como será possível trazer um outro lá de fora, com a mesma competência futebolística sua, sem gastar muito mais do que o Palmeiras recebe agora? Essas coisas são tão difíceis de entender e aceitar. E em pleno ano do nosso centenário, quando, teimosos que somos, sonhamos tão alto…

Ah, você vai fazer muita falta, Mago… e nem imagina quanta; vai fazer falta em todos os jogos, porque, agora, vamos perder até a costumeira esperança de uma jogada mágica  e inesperada, e do gol que surge depois dela. Você vai fazer falta para os atacantes palmeirenses lá na área, porque a bola, na maioria das vezes, não vai chegar mais tão redondinha e açucarada. Só os adversários se contentarão com a sua ausência.

Vão fazer falta as entrevistas com as suas míticas e divertidas declarações, vão fazer falta as suas comemorações, a sua alegria, a sua marra o seu sorriso franco…

Eu sei que nenhum jogador é maior do que o clube. Mas também sei que são os jogadores que ajudam a construir a grandeza de um clube ao conquistarem os títulos e as glórias. Sem eles, a mágica não acontece! Não se conta a história do Palmeiras sem citar seus jogadores e seus feitos pelos gramados. E você escreveu seu nome na história da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Boa sorte, Jorgito! Que você seja muito feliz em seu novo clube. Que Deus te abençoe e que a Virgem Del Carmen te ilumine (leva a medalhinha com você). Avisa lá os caras ‘de vestido’, que eles ganharam uma torcedora e vão ganhar muitos torcedores mais (vou comprar uma burca pra ir aí te ver jogar).

Muito obrigada, El Mago,  por todas as alegrias, por ter honrado a camisa do Palmeiras e tê-la vestido com tanta raça. Obrigada por ter aprendido a amar o Palmeiras – eu sei que você o ama sim.

Foi um presente de Deus poder te conhecer, viu?

Eu e a camisa 10 do Palmeiras estamos muito tristes, e vamos morrer de saudade do seu futebol e de você, Mago. Mas não somos as suas únicas admiradoras (você tem milhões de fãs palestrinos), e fazemos nossas as palavras desse santo aqui:

Marcos-msg

Até breve, Mago! Nunca se esqueça de voltar pra casa! #PraSemprePorco

“Há estrelas que não se apagam; apenas saem de nosso campo de visão. Mas continuam ali, eternas, no firmamento.”

– Você precisava ver um goleiro que tinha no meu tempo, filha. Nossa Senhora! Era bom pra caramba. Não usava luvas e pegava a bola com uma mão só. Nunca vi outro igual. Jogou no Palestra Italia e no Palmeiras.

– Quem era ele, pai?

– Oberdan Cattani.

Foi assim que Oberdan Cattani passou a fazer parte do meu mundo palestrino e do meu imaginário. Um goleiro que pegava a bola com uma mão só deveria ser um gigante… A julgar pela cara do meu pai, e do olhar dele viajando em suas memórias, me contando sobre os títulos conquistados com Oberdan, eu podia imaginar as defesas que ele havia feito e as emoções que fizera o meu pai sentir.

Muito tempo depois, quis a vida, assim como quem não quer nada,  me conceder o privilégio e a honra de conhecer Oberdan Cattani, um dos maiores jogadores da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, que fez parte da “Arrancada Heroica”, de 1942, que fez parte do time campeão da Copa Rio, o Mundial de Clubes, em 1951.

Tinha me tornado amiga de uma de suas filhas, a Mônica, que ao saber do meu amor pelo Palmeiras me disse que o pai havia sido jogador do Verdão. Mas ela acrescentou que eu não o conhecia, porque ele tinha jogado há muito tempo.

Num instantinho, o meu cérebro fez a ligação com o sobrenome da minha amiga…

-Você é filha do Oberdan Cattani?

– Você conhece meu pai?

– Mas é claro que conheço! Um dos maiores jogadores que o Palmeiras já teve!

Cinco minutos depois, minha amiga me colocava ao telefone com a lenda do gol do Verdão. Eu nem sabia o que dizer, mas aquele vozeirão do outro lado da linha era tão simpático, transmitia tanta bondade e humildade que a conversa fluiu normalmente. Eu, ao telefone com Oberdan Cattani, “A Muralha Verde”, quem haveria de imaginar? Meu pai mal acreditou quando contei pra ele.

Semanas depois, eu estaria diante de Oberdan, em sua festa de aniversário. Ele já tinha mais de setenta anos, mas continuava muito grande, de porte ereto, altivo, imponente… como o Palmeiras. Que emoção eu senti ao conhecê-lo e abraçá-lo.

Não me fiz de rogada e fui logo medir a minha mão com a dele. Deus do céu! Ela era imensa! Ele, de uma simplicidade adorável, se divertia com o meu assombro e a minha empolgação, e ríamos os dois.

Naquele mesmo dia, Oberdan me mostraria o seu “museu”, o seu quarto no andar de cima da casa, onde a história do Palmeiras transbordava em faixas de campeão, medalhas, troféus, jornais, revistas, flâmulas, bandeiras, chaveiros, desenhos, cartões de prata, quadros, camisas, e tudo mais que se pudesse imaginar. Quantos tesouros! Quantas homenagens e honrarias ele recebera ao longo da carreira e da vida. E ele ia me contando a história do Palmeiras, apenas relembrando as suas memórias de jogador… Eu me deliciava com aquelas preciosidades todas, com aquelas histórias. Oberdan fazia a ponte entre o Palestra Italia/Palmeiras que não vivi com o Palmeiras de agora… .

Poder tocar aquelas faixas, de títulos conquistados pelo Palmeiras quando eu ainda nem tinha nascido, era algo surreal, era como entrar numa máquina do tempo… Minha sensibilidade quase me transportava para aquele tempo que não conheci, quase me permitia ver as imagens de jogos que não assisti… As faixas não pareciam guardadas há tanto tempo, pelo contrário, pareciam novas!

E ele me deixava tocá-las, beijá-las, colocá-las, com aquela bondade que tinha na voz, no jeito de chamar a gente de “filha”. Tirei uma foto com a faixa do Palmeiras campeão de 42… meu pai era menino nesse tempo, deve ter ficado tão feliz com aquela conquista do Verdão…  a ‘menina’, feliz, agora era eu; Oberdan se divertia com isso.  E a “menina” entendia que não seria possível contar a história do Palmeiras sem falar de Oberdan Cattani, tampouco se poderia falar sobre Oberdan Cattani sem falar sobre o Palmeiras. As histórias dos dois se misturavam.

E assim, nossa amizade nasceu… Amizade que me permitiu conseguir comprar ingressos para a final de 1993, e viver uma das maiores alegrias da minha vida – no dia do aniversário de Oberdan. Mesmo tendo chegado cedinho ao Palestra, e ficado horas na fila das bilheterias, fui informada que os ingressos haviam acabado, tão logo a fila começara a andar – ela tinha andado apenas alguns metros desde o momento que as bilheterias abriram. Não fosse Oberdan, mesmo eu tendo assistido a todos os jogos do campeonato, não teria visto o título do Paulistão 93… E passei na casa dele depois do jogo, para agradecer o favor, lhe desejar feliz aniversário e comemorar a conquista (e logo fui para a Paulista).

E através dele pude conhecer Valdemar Fiume, Servílio, Fabio Crippa, Dudu, Turcão… e todas as vezes que nos encontrávamos nas festas de aniversário de Oberdan, nos divertíamos com a famosa “história da geladeira” (uma loja havia oferecido uma geladeira para quem conseguisse fazer um gol em Oberdan, e Turcão marcara contra. A brincadeira é que, dizem – Oberdan dizia rindo -,  ele fez de propósito…)

E assim,  eu pude conhecer o pai e avô amoroso, o amigo (suas amizades eram de longa data) por trás daquela lenda, pude conhecer a pessoa íntegra, simples, divertida, e conheci o torcedor, apaixonadíssimo pelo Palmeiras. E assim, eu conheci também muitas histórias… como a de um certo jogo contra um certo maior inimigo…

“… o atacante deles (ele me disse o nome do jogador, mas eu não me lembro) veio pra cima de mim e meteu as travas da chuteira na minha perna. Me rasgou a coxa. Continuei no jogo e pensei, na próxima, eu pego esse f… d… p…. 
Ah, quando ele veio pra cima, eu também fui… quebrei quatro costelas dele…”. E era só risada, da ouvinte e do narrador…

Conheci o homem vaidoso, de cabelo e bigode impecáveis, sempre elegante em suas festas, que mesmo com “uma dorzinha no joelho” se levantava para cumprimentar cada um de seus convidados.

– Mas o senhor tá bonito hoje, hein?

– Você acha, filha? Muito obrigado. – ele me dizia sorrindo.

Conheci o ídolo, atencioso com os fãs, que ajudava muita gente jovem a fazer os seus TCCs, contando, com riqueza de detalhes, a história do Palestra Italia que passou a se chamar Palmeiras; e ele, um dos personagens principais dessa parte de nossa história, se lembrava de tudo.

Fosse pelo ídolo, fosse pela pessoa dele (a pessoa e o torcedor que ele foi o fez ser mais ídolo ainda), não tinha como não amar Oberdan Cattani… não tinha como não achar que ele era um “parente”…

Mas o tempo, ah, esse malvado, tão apressado quando a gente não quer, foi passando rápido… e meu ídolo foi ficando quase centenário. Por isso, todas as vezes em que eu tinha o privilégio de estar diante de Oberdan, principalmente, em suas festas de aniversário, ciente da maravilha de estar diante de alguém que fez parte do Palestra Italia (o seu último representante), e ajudou o Palmeiras a nascer campeão, que conquistou o nosso Mundial,  que fazia a ponte entre o passado e o presente do Palmeiras, eu fazia questão de beijar as suas bochechas, de segurar as suas mãos e dizer pra ele o quanto nós, palestrinos, o amávamos; mandava os recados dos torcedores, os votos de feliz aniversário… e ele sempre dizia: “Obrigado, filha. Fala pra eles que eu agradeço.”

Uma insuficiência respiratória o levou de nós na sexta-feira (20), e ainda não consigo acreditar que tivemos que nos despedir dele… Oberdan ‘dormiu’ numa cama de hospital – uma toalha do Palmeiras, por cima do cobertor, cobria o seu peito – para acordar no Olimpo Palestrino, onde estão Turcão, Echevarrieta, Fabio Crippa, Junqueira, Servílio, Valdemar Fiume…

As despedidas aconteceram no Palmeiras, o lugar que ele mais amava… uma bandeira do Palmeiras e outra do Brasil cobriam o seu caixão…

Eu queria tanto que ele tivesse tido mais tempo… queria tanto que ele pudesse ter recebido o busto em sua homenagem na sua festa de aniversário, marcada para o dia 19… que pudesse ter sido homenageado na festa do centenário do Palmeiras… queria ter podido ligar mais uma vez e ter ouvido aquele vozeirão me dizendo: “Alôôôô!”, queria ter podido lhe dar mais um abraço… mas a vida tinha outros planos…

Acho que Valdemar Fiume, Junqueira, Turcão e o narrador Fiori Gigliotti… estavam com saudade do amigo e precisando de um goleiro… Fabio Crippa devia estar pendurado por cartão…

Ídolos são pra sempre, “seo” Oberdan. Você viverá em nossos corações e em nossas lembranças. Jamais se poderá falar do Palmeiras e do futebol brasileiro sem que você seja lembrado. Sua passagem por aqui foi sensacional.

Você agora é eterno, é a nossa ponte para o sempre.

Obrigada por tanto.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=aIG7c8NyJHw[/youtube]

Há uns dias, surgiram rumores de que o Palmeiras estaria negociando a volta do lateral Cicinho.

Muitos torcedores – eu, inclusive – ficaram contentes. Seria uma boa termos a volta do lateral.

No dia seguinte ao início dos rumores (há uns 4 ou 5 dias atrás), surgiu uma matéria com a informação de  que é difícil a negociação, uma vez que Cicinho prioriza ficar na Europa, e que uma volta ao Palmeiras só acontecerá caso ele não encontre nenhum clube que o queira por lá (a leitura é: Palmeiras é a últimas das opções e, como “salvação da pátria”, só no caso do jogador ficar desempregado).

Cicinho-Globo1

 

Então, quer dizer que o Cicinho acha que não é hora de voltar, e a sua prioridade é a de se manter na Europa? Pôxa…

Mas SERÁ que é assim mesmo?????

Vamos fazer uma visitinha à conta do Cicinho no Instagram…

Instagram-Cicinho1

 

Não é preciso acrescentar mais nada, não é mesmo?

A única coisa que se faz necessária é descobrirmos qual(is) o(s) motivo(s) desse ranço todo com o Palmeiras e a quem ele interessa.

Vamos continuar de olho, uma hora a gente descobre…

Saudações clorofiláticas!

(Devido a um probleminha ocorrido no blog, essa postagem, publicada há uns dias atrás, só poderá ser visualizada agora, depois que a Copa do Mundo já começou)

Desde que entramos em Junho, o mês da Copa, que não se fala em outra coisa nos programas esportivos, nos jornais… Apesar de os brasileiros não estarem 100% empolgados com esse campeonato mundial em terra brasilis – por causa dos bilhões em dinheiro público que foram gastos no país que tem outras e urgentes necessidades -, é Copa (leia-se seleção brasileira) pra lá, Copa pra cá… Copa no café da manhã, no almoço, no jantar… no programa de esportes, no de receitas culinárias… Jogador “X” fez isso, jogador “Y” comeu aquilo… “Bom dia, Neymar”, “Neymar e Você”, “Neymar Esporte”, “Neymar Espetacular”… tudo isso salpicado de algumas notícias sobre a chegada das seleções estrangeiras.

Que a imprensa esportiva de um país onde vai se realizar uma Copa do Mundo fique empolgadíssima e capriche na overdose de seleção brasileira, que ela toque só o lado A do disco (isso é antigo, hein?), esquecendo o lado B (o dinheiro gasto irresponsavelmente, os estádios inacabados, o superfaturamento da Copa, a isenção de impostos para a Fifa, as vergonhas advindas da arena de Itaquera), é um tanto quanto compreensível…

O que não é compreensível é que até nessa ocasião, de se falar da Copa, e só dela, a imprensa dê um jeitinho de “sacanear” o Palmeiras (como é ruim ficar sem Palmeiras em campo)…

Num programa esportivo da TV, levado ao ar dias antes da Copa se iniciar, falou-se sobre os times para os quais torcem os jogadores da seleção brasileira. No dia seguinte, a matéria foi publicada. Publicação com cara de matéria paga na intenção de se promover dois times, tidos como populares (todos são populares, não é mesmo?), mas que, na verdade, é promoção gratuita, levada a cabo por uma emissora que parece sonhar dia e noite com a “espanholização” do futebol brasileiro. Os dois times que ela quer como protagonistas da “espanholização”, são mostrados como os que têm mais torcedores entre os jogadores da seleção.

times jogadores (Foto: arte esporte)

Eu sei que isso não tem importância alguma, nao vai fazer a inflação sumir (tá cada vez mais alta), não vai fazer a gente esquecer os estádios superfaturados, construídos com nosso dinheiro, nem vai interferir no prazer de acompanharmos os jogos entre as maiores seleções do planeta… Mas, a tal matéria, traz algumas coisas que não são coerentes, e o STJCLO não poderia deixar passar.

O Neymar, que todo mundo sabe que é palmeirense, está lá na lista como santista, e com um “ele torcia para o Palmeiras quando menino, mas agora diz que é santista” entre parênteses.

Difícil ele ter mudado de time, se quando já jogava no Santos, e já estava na adolescência, vestia a camisa do Palmeiras com tanta alegria. Sinal de que torcia muito pelo Verdão, não é mesmo? E torcedores assim, dificilmente mudam de time.

Neymar-palmeirense

Neymar-palmeirense2-adolescência

Neymar-palmeirense1

Até os seus amigos levam camisas do Palmeiras de presente pra ele… por que será?

E, repare, ao contrário do que a Globo tanto quis frisar em todas as notícias, Neymar não torcia para o Palmeiras na infância, as imagens mostram um Neymar adolescente (com 12 anos) vestido com a camisa do Palmeiras – no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei 8.069, de 1990, considera define a adolescência como a faixa etária de 12 a 18 anos de idade (artigo 2o).

Mas façamos de conta que acreditamos que o Neymar mudou de time…

Se o time da “infância” do Neymar não conta, e sim o time para o qual ele passou a torcer depois, como é que o Thiago Silva, que era Vasco na infância e depois virou Fluminense, aparece na matéria da Globo como vascaíno (olha a imagem lá em cima) ??

E como é que o Marcelo, que é palmeirense, assumidíssimo, aparece como Botafoguense? Ah, e segundo reclamações dos baianos, o Daniel é Bahia, e não São Paulo…

Marcelo-palmeirense

Para o Neymar, não vale o time pelo qual torcia na adolescência e sim o time para o qual ele teria “se convertido”, mas para o Thiago Silva e para o Marcelo é o contrário? Como assim? E essa incoerência toda é por acaso, é sem querer? Ah, tá…

Dos torcedores dos times todos aí, só o Hulk torce  – pro Palmeiras – “por revolta” (ô imprensinha mequetrefe!).

Mas, cá entre nós, se fosse a minha família que torcesse para o time do Itaquerão (dos 4 tobogãs), construído com dinheiro público, eu também teria me revoltado.

Hulk-palmeirense

Pode acertar essa lista aí, Dona Globo!! Quer deixar o menino prodígio da Selenike como santista, pode deixar. A gente sabe que ele é palmeirense. Mas coloca o Marcelo entre os palmeirenses, “faizfavor”?

 Marcelo-Hulk-palmeirenses1a

Marcelo-Hulk-palmeirenses

E não tem problema, já que a imprensa adora esconder o Palmeiras, e até mesmo os seus torcedores famosos, a gente mostra a verdade, e aproveita para consertar a lista publicada:

Marcelo-palmeirense1b

OLHO ABERTO, PARMERADA!! Até nas mínimas coisas dão um jeito de esconder o Palmeiras.

E aí, sai a lista da convocação da seleção brasileira…

E aí, na Inglaterra, eles publicam as fotos dos convocados por Felipão…

E aí, na hora de colocar a foto do Henrique, que foi convocado, de qual Henrique eles lembram mesmo?  Daquele, que fez meia dúzia de jogos pelo time “sem visibilidade”, time que “está ficando pequeno”, blá, blá, blá… nhem, nhem, nhem… mimimi…

Presta atenção no Henrique da seleção brasileira, que o jornal inglês “Daily Mail” publicou… Impagável!!!!!

E a “cereja do bolo” é a camisa que ele está usando!!!

Aprendeu, Tamoxunto? AQUI É PALMEIRAS, P#@&RRA!!

print Henrique seleção

 

Fifa-inocente

Como você pode ver, amigo leitor, a FIFA teme que haja manipulação no resultado da Copa aqui no Brasil, que os jogos sejam decididos por jogadores comprados, que entregarão o jogo (Salve, Ruy Rey, o pai de todas as entregadas!), teme que o resultado das partidas possa ser feito pelas arbitragens…

SabeNadaInocente

O BRASIL É PHD NESSAS COISAS, DONA FIFA!!

Inventar penalidades, ignorar as que são legítimas; permitir que jogadores sejam agredidos, que façam gols de mão (privilégio concedido só para alguns times), inventar impedimentos mandrakes, não enxergar posições de impedimento quilométricas, marcar pênaltis de faltas ocorridas fora da área, fazer o resultado de partidas, dar classificações e títulos de ‘presente’ para determinados clubes, rebaixar outros… é com a arbitragem ‘brazuca’ mesmo… e não tem esquema gringo que nos passe a perna, Dona Fifa. Pode ficar sossegada!

Essa é só uma pequenina amostra da “qualidade” do apito brasileiro:

Penalidade não marcada a favor do Atlético-PR

Penalidade não marcada a favor do Atlético-PR

Gol de mão de Luís Fabiano,validado pelo árbitro.

Gol de mão de Luís Fabiano,validado pelo árbitro.

Gol de mão de Luís Fabiano, validado pelo árbitro

Outro ângulo do gol de mão de Luís Fabiano, validado pela arbitragem

Gol de Diogo, anulado por impedimento INEXISTENTE

Gol de Diogo, anulado por impedimento INEXISTENTE

Penalidade ignorada pela arbitragem

 

Gol de mão validado pela arbitragem

Gol de mão validado pela arbitragem

Pênalti ignorado pela arbitragem

Jogador usa o cotovelo para desviar a bola e a arbitragem ignora a penalidade

Eguren sofre agressão e o árbitro nada marca

Jogador sofre agressão e o árbitro não marca nem falta

 

Jogador dá joelhada no adversário e não leva nem amarelo

Jogador agride o adversário, na frente do bandeira, e não leva nem amarelo

Juiz "acha" penalidade nessa jogada

Penalidade inventada pela arbitragem

Penalidade ignorada pela arbitragem

Penalidade ignorada pela arbitragem

"Golpe de luta" ignorado pela arbitragem

“Golpe de judô” ignorado pela arbitragem

Pênalti, ignorado pela arbitragem, na final da Copa do Brasil

Pênalti, ignorado pela arbitragem, na final da Copa do Brasil 2012

Falta ignorada pela arbitragem,  que resultou em gol do time infrator

Falta ignorada pela arbitragem, que resultou em gol do time infrator

Penalidade ignorada pela arbitragem

Penalidade ignorada pela arbitragem

Impedimento-Flamengo1

Impedimento, ignorado pela arbitragem, ocorrido no último minuto da final do Campeonato Carioca 2014, originando o gol que deu o título ao Flamengo

 

As arbitragens brasileiras são “hors concours”, Dona Fifa!  E fica tudo com cara de “erro” depois que alguns narradores e comentaristas legitimam as “apitadas”…

… e, se tudo isso não for suficiente, dizem que tem até quem edite o tira-teima!!!

Gol anulado na semifinal da Libertadores 2012, graças à marcação de um impedimento inexistente (reprodução da imagem da Fox Sports)

O mesmo gol anulado na semifinal da Libertadores 2012, na “visão” do tira-teima da TV.

 

Pode ficar sossegada, Dona Fifa, a Copa será um sucesso!  Afinal, diante de todo o nosso “know-how”, qualquer esquema gringo é fichinha!

Alguns fãs chilenos de Valdivia, fizeram uma música em homenagem ao craque que vai disputar a sua segunda Copa do Mundo defendendo La Roja, a seleção chilena.

E o “nostro” Mago merece! Além de ser dono de um talento raro, mágico, que encanta seus fãs e mata de raiva os rivais, talento, que nós palmeirenses conhecemos tão bem, ele foi o cara que ajudou o Chile a carimbar o passaporte para a Copa 2014. Diante da Colômbia, quando o Chile perdia por 1 x 0, El Mago botou fogo na partida, cobrou uma falta na cabeça do atacante e o Chile empatou, fez uma jogada linda, que foi o início do segundo gol, marcou o terceiro, deu o passe para o quarto gol… e, de goleada, colocou o Chile no Mundial.

E se essa homenagem já é muito legal, recheada com lances que o Mago protagonizou vestindo a camisa do Palmeiras, ela fica melhor ainda.

Vendo o vídeo, eu fico com a impressão (certeza) de que os chilenos, por causa de Valdivia, acompanham e torcem pelo Verdão, porque, as imagens escolhidas por eles, são algumas  das que nós, palmeirenses, levados pelo coração e pela rivalidade com alguns times, certamente escolheríamos também!!

BOA SORTE NO MUNDIAL, MAGO! MAGIA Y LOCURA NELES!

Nessa Copa, yo soy chilena desde criancinha!!

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=n-tCPVzm1Bw[/youtube]

Sabe aquele clube “sem visibilidade”, que “está se apequenando”, que tem um time “muito ruim”, “candidato ao rebaixamento” e cuja torcida está “diminuindo”, se “tornando insignificante”?

Ele trocou de técnico. Contratou o argentino Ricardo Gareca… e clube e técnico viraram notícia no Peru, na Argentina, no Chile, na Espanha, França… e até no Brasil (se o time tá ficando pequeno, vai ser rebaixado e a sua torcida diminui consideravelmente, noticiar por quê, pra quê, pra quem, “Press”?)

Gareca-notíciaPeruGareca-JornalEspanhol

gareca-JornalChilegareca-JornalFrancês

gareca-JornalArgentinaCapa do jornal Lance SP

E você lembra quando o treinador do time “que vai ser rebaixado” (vão virar a tabela do campeonato de cabeça pra baixo?) chegou ao Brasil?

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Cada passo do técnico do time sem visibilidade era iluminado por uma ‘tonelada’ de flashes (aprendeu agora, Tamoxunto?)…

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Calma, gente! Tem Gareca pra todo mundo!

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O segurança deve ter imaginado que era o Messi quem tinha desembarcado…

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E todo mundo atrás do  hermano…

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Fico me perguntando qual será o motivo de tantas fotos, filmagens  e gravações… Se o time que Gareca escolheu (ele tinha outras propostas) “não tem chances no campeonato”, tem “torcida que encolhe a cada dia”, quem irá ler e ouvir as notícias, quem assistirá  às matérias? Os rivais?

É como eu sempre digo, meu amigo palestrino, não se deixe enganar, não compre gato por lebre… basta observar… e se orgulhar…

AQUI É PALMEIRAS, P@#%& !!

Fumaça-verde-chaminé1

O Palmeiras acertou na noite desta quarta-feira (21) a contratação do argentino Ricardo Gareca,  para comandar o time até o dia 30 de junho de 2015. O treinador, que será o 6º treinador argentino a comandar o Palmeiras, deve ser apresentado ainda nesta semana e trará consigo outros dois profissionais: Sergio Santín (auxiliar técnico) e Néstor Bonillo (preparador físico).

Gareca, como jogador, teve passagens pelo Boca Juniors, River Plate, Velez Sarsfield e a seleção argentina; como treinador, trabalhou na Argentina (Talleres, Independiente, Colón, Quilmes, Argentinos Juniors e Velez Sarsfield), na Colômbia (América de Cáli e Santa Fé) e no Peru (Universitario)

No Velez, seu último clube, conquistou os principais títulos da carreira – foi tricampeão argentino (Clausura 2009 e 2011 e Apertura 2012) e venceu a Super Final 2012/13 contra o Newell’s Old Boys (disputa entre o campeão do Apertura e o vencedor do Clausura). Tem no currículo ainda a Copa Conmebol de 1999 pelo Talleres-ARG e o Campeonato Peruano (Apertura) de 2008 defendendo o Universitário.

SEJA MUITO BEM-VINDO, GARECA! ESTAMOS FELIZES PORQUE VOCÊ CHEGOU!

gareca

QUE A SUA PASSAGEM PELO CLUBE MAIS VENCEDOR DO BRASIL SEJA COROADA DE SUCESSO, GOLS E TÍTULOS!!

E vai decorando aí… ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOOO!