Tá todo mundo fazendo de conta que não está vendo o que acontece no futebol brasileiro, tem muita gente fingindo não perceber as maquiavélicas ligações e manobras entre a CBF, STJD, arbitragens e TV, os favorecimentos “eternos” pra uns, os prejuízos pra outros… Todo mundo deixa pra lá as mutretas e armações que estão sendo levadas a cabo de maneira cada vez mais descarada…

Com raríssimas e profissionalíssimas exceções, a imprensa se finge de morta, e obscenamente legitima as armações, com notícias que blindam e valorizam determinados clubes e jogadores, ou que atacam/denigrem outros determinados clubes e jogadores; somem  com imagens, legitimam “erros” do apito, do tribunal, com comentários ridículos, idiotas e sem noção, nos programas de TV e nas transmissões dos jogos, como aconteceu  no SporTV, no jogo entre FluminenC e Palmeiras. De maneira nojenta, narrador e comentarista – ex-jogador do FluminenC – só enxergavam aquilo que o árbitro marcava, desmentiam o óbvio das imagens e só viam o que lhes era conveniente ver. O juiz garfando o Palmeiras na cara dura, e “osh cariocaish” avalizando o seu serviço. E assim faz a maioria dos tais profissionais de imprensa…

E o futebol brasileiro mergulha numa lata de lixo sem fim, comandado pelo  cartel dos “donos da bola”, e com a ajuda de uma boa parte da mídia, que nunca mostra o que realmente acontece em campo e nos bastidores do futebol, vai se atolando na sujeira. A imoralidade é muito grande e está além dos limites aceitáveis – se é que há algum limite aceitável para a imoralidade.

O árbitro de FluminenC x Palmeiras, inventou essa penalidade abaixo, fez 2 x 0 para o time da casa, e praticamente matou as chances do Palmeiras reagir, ainda mais na difícil situação em que ele se encontra. O jogador já está caindo, de braços abertos – ninguém consegue cair com os braços colados ao corpo – antes mesmo do adversário chutar a bola; na sequência, a bola é chutada em sua direção. E isso é pênalti??

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O árbitro marcou? Então, “osh cariocaish” afirmam que é pênalti sim.

E uma arbitragem que considera pênalti o que você viu nas imagens acima, não reconhece a penalidade nesse lance abaixo? (Repare que ele tem sim a mão aberta, carregando a bola) Estranhíssimo, não é mesmo?

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A mesma arbitragem (fizeram curso de árbitro onde? Nas Laranjeiras?) também não é capaz de identificar essa penalidade em Cristaldo? Olha só a pinta do árbitro e do auxiliar de linha de fundo…

Cristaldo-camisapuxada

“Osh cariocaish” não viram esses lances (vai ver tinham ido ao banheiro ou dormiam), também não viram as inúmeras vezes em que a arbitragem invertia faltas, marcava outras inexistentes, nem os impedimentos mandrakes marcados em ataques do Palmeiras, nem as “providenciais” paralisações de lances que poderiam originar ataques ou contra-ataques do time “paulishta”…

Com todas as suas falhas, com dois gols que deu de presente ao adversário, com todos os gols que perdeu, o Palmeiras, que não jogou bem – o FluminenC jogou pior ainda – jamais sairia derrotado do RJ se a arbitragem tivesse sido imparcial (falarei sobre o jogo ruim do Palmeiras em outra postagem).

E a “cariocada” é contínua – como são contínuos os favorecimentos ao time paulista do “istádio” doado pelo governo federal às custas de 1,2 bi do dinheiro público.

O Flamengo consegue passar de fase na Copa do Brasil 2014, graças à duas penalidades inventadas pela arbitragem – ganhou o campeonato carioca no apito também -, e a imprensa faz que não viu o que aconteceu, e, no dia seguinte, noticia que houve “um milagre” em campo. Uma garfada master do apito vira “milagre”, e o outro clube que se dane, não é mesmo? Um viva para os “amigos do rei”!

Flamengo-milagre

Mas o “milagre”, tinha um único “santo”:

Flamengo-milagre1

 

 

Será que o mesmo aconteceu para que ele saísse da zona de rebaixamento?

Mutreta-Flamengo

O link original dessa postagem está aqui:

https://www.facebook.com/leonardo.ribeiro.3363334/posts/733959486670085

Por coisas assim, os resultados de jogos, as arbitragens, os julgamentos e punições do futebol brasileiro, os campeonatos, parecem cada vez mais suspeitos…

Eles (CBF, STJD, Comissão de Arbitragem, TV, parte da Mídia e os clubes “amigos do rei”, os sempre favorecidos) pensam que são os “espeRtoish” e que todo o resto do país é idiota…

O futebol brasileiro sempre foi cheio de maracutaias e de armações, mas, desde 2005, a coisa está escancarada. 2005 foi o ano em que o Corinthians lavou dinheiro da Máfia Russa no Brasil (e não foi punido por isso), crime devidamente comprovado em escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal. Ano em que Márcio Resende de Freitas expulsou Tinga (Inter) de campo porque ele sofrera um pênalti de Fábio Costa (Cor); ano em que o título do campeonato brasileiro foi tirado do Inter e “coincidentemente” caiu no colo do time da “lavanderia”, graças à uma manobra pra lá de suspeita.

Até mesmo o presidente alvinegro na época, Alberto Dualibi, confirmaria isso num telefonema, cuja escuta foi amplamente divulgada. Em suas próprias palavras, eles “ganharam o título ROUBADO, porque o campeão deveria ter sido o Inter”, “se não tivesse a anulação, o Corinthians não teria sido campeão”, “porque campeão de fato e de direito teria sido o Internacional”. Ele mesmo confirma que foi roubado, e o que fizeram os responsáveis pelo futebol brasileiro? Nada! Que vergonha, não? Se houve manipulação dos resultados – esse foi o “motivo” alegado (inventado?) pelo tribunal para fazer voltar 11 partidas que beneficiavam o Corinthians -, porque o agora ex-árbitro e demais responsáveis não foram presos?

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Hqk3_oTiLG0[/youtube]

CBF e STJD – quiçá patrocinadores de alguns clubes também – promovem o acesso e o descenso das equipes que bem entenderem. Rebaixaram a Portuguesa em 2013, pelo uso de um jogador irregular, e, com a perda de pontos da Lusa, como prevê a regra em caso de jogadores irregulares, salvaram o Fluminense (time do coração de João Havelange), que havia caído para a segunda divisão (todas as vezes que esse time é rebaixado, ele volta à série A sem jogar a série B).

No entanto, a mesma CBF e STJD, não fazem absolutamente nada a respeito do Corinthians, que neste brasileirão, colocou Petros em campo em situação irregular. Ele jogou seis partidas (continua jogando) de maneira irregular! Os clubes são os responsáveis por colocar os jogadores em campo (a CBF e STJD afirmaram isso quando da punição da Lusa), e a regra que prevê que o Corinthians, por se utilizar de um jogador irregular, deva perder 21 pontos no campeonato e a vaga na Copa do Brasil, é completamente ignorada agora. E como é que a regra pode valer só para alguns clubes, Sr. Paulo Schmitt? 

O promotor alega que é preciso haver uma denúncia para que o tribunal possa agir no caso do Corinthians (o que os demais clubes estão esperando?), que se utilizou de um jogador irregular, igualzinho fez a Lusa. E perguntamos: QUEM DENUNCIOU A LUSA EM 2013? A CBF? E POR QUE ELA NÃO FAZ O MESMO AGORA? E SE NÃO HOUVE DENÚNCIA NO CASO DA LUSA, SE O STJD FOI QUEM DENUNCIOU, POR QUE ELE SE RECUSA A DENUNCIAR O CORINTHIANS AGORA ? Onde estão a ética e os escrúpulos desse tribunal? Os “homens” do tribunal, serviçais que são da CBF, utilizam as regras, as distorcem, de acordo com as suas conveniências. Quem é da “tchurma dos amigos do rei” está livre de ser punido, faça o que fizer. E livrar um clube de uma punição, pela mesma irregularidade que serviu de punição a outro, é trambique, é armação.

Os torcedores pagam para assistir jogos de campeonatos com cartas marcadas.

Advogado-BlogDoPaulinho

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2014/09/03/caso-petros-stjd-nao-julga-a-culpa-mas-a-irregularidade-corinthians-tem-que-ser-punido-diz-advogado/

 

Rebaixaram o Palmeiras em 2012, com mais de 12 pontos subtraídos por erros absurdos de arbitragem – de tão absurdos, não poderiam ser erros -, e se valendo de recursos inéditos, inclusive de imagens de TV, utilizadas durante uma partida (RECURSO PROIBIDO PELA FIFA), para anular um gol do Palmeiras num lance em que seu jogador cometera uma irregularidade, que ninguém da arbitragem vira; lance onde o jogador também havia sofrido uma penalidade e, por isso, acabara se utilizando da mão para marcar o gol (nas imagens da TV, ilicitamente utilizadas durante a partida, a mão na bola – que aconteceu depois e por causa da penalidade -, todo mundo viu; a penalidade claríssima em Barcos, foi ignorada). Na ocasião, a jornalista, que confirmara ter havido a consulta das imagens, foi proibida por sua emissora de testemunhar no caso. A TV compactuando com a ilegalidade na anulação de um gol… E, novamente, uma maneira inédita de se prejudicar um mesmo clube.

PenaltiIndio-BlogClorofila

E os gols de mão continuam a acontecer impunemente no futebol, sem que sejam anulados por imagens de TV, sem que apareçam “delegados balutas” :

Gol de mão de Luís Fabiano, validado pelo árbitro

Um jogador agride um árbitro durante uma partida (a imprensa transforma a agressão em “trombada – importante o “serviço” que ela presta, não é? ) e ele é absolvido, como aconteceu com Guerrero, do Corinthians; outro, pela mesma infração (que a imprensa também transformou em “trombada”), pega seis meses de gancho, e depois, magicamente, os mesmos promotores que acharam um horror a agressão e lhe deram a severa punição, mudam de ideia, e, com suas varinhas mágicas, fazem “plim-plim” e transformam a punição em apenas três partidas de suspensão, como fizeram com Petros, do mesmo Corinthians (interessante esse detalhe, né?).

Veja o vídeo e repare como Petros muda até de direção para ir ao encontro do árbitro e lhe dar uma “trombada”:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=lT5Z4EAuOZ8[/youtube]

Até na terra do Guerrero o pessoal achou que ele receberia uma dura punição pela agressão ao árbitro (repare, ele dá uma cotovelada, usa força, sabendo que vai atingir alguém, né?). Mas o “corretíssimo” STJD o absolveu.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=HgLoRxKa-xM[/youtube]

Teve também uma agressão de Renato Augusto, do Corinthians (olha o Curintia de novo), que também ficou por isso mesmo; o juiz não expulsou o jogador, e o STJD não o pegou pelas imagens, como costuma fazer com jogadores de outros clubes, os do Palmeiras, por exemplo.

Renato Augusto-agride

No entanto, um jogador força um terceiro cartão amarelo para poder servir a seleção do seu país – como fazem jogadores do mundo todo -, e o tribunal, como se ele fosse um bandido infrator, o pune, de maneira inédita, com dois jogos de gancho, porque ele sorriu, como aconteceu com Valdivia, do Palmeiras. NUNCA, ANTES OU DEPOIS DISSO, UM JOGADOR NO BRASIL FOI PUNIDO POR FORÇAR UM TERCEIRO CARTÃO OU POR TER SORRIDO – nem existe uma regra para isso. Para o STJD, dependendo das cores da camisa do jogador, forçar um terceiro cartão e sorrir é praticamente a mesma coisa que agredir um árbitro pelas costas.

O TRIBUNAL NÃO TEM O DIREITO DE FAZER AS SUAS PRÓPRIAS REGRAS, OU DE USAR AS QUE EXISTEM À SUA CONVENIÊNCIA OU À CONVENIÊNCIA DOS “AMIGOS DO REI”!!  Mas ele faz isso…

Thiago Alves, do Palmeiras, agrediu um adversário, e, graças ao uso das imagens, foi denunciado e punido pelo STJD com dois jogos de suspensão.

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Mas esse jogador do FluminenC aqui, o STJD não quis denunciar e nem punir. E esse é só um exemplo, dos muitos outros que ficaram e ficam sem punição alguma.

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E, assim,  vamos chegando à conclusão que o tribunal trabalha apenas pelos interesses de alguns clubes, que são interesses da CBF – a famigerada entidade, mergulhada em corrupção até o pescoço. Seu presidente anterior,  investigado por lavagem de dinheiro, por recebimento de propinas (até a Globo é citada nisso) – tinha até mudado do país por isso -, é suspeito de participar de várias falcatruas, inclusive a de fazer parte do grupo que vendeu ao Qtar o direito de sediar uma Copa.

Em sua gestão na CBF, parte do dinheiro de amistosos da seleção brasileira ia parar na conta de Sandro Rosell, na época presidente do Barcelona,  que, “por acaso” tinha sido o representante da Nike no Brasil que, por acaso, é patrocinadora da seleção, do Corinthians, do Neymar… O mesmo Rosell que teve que renunciar à presidência do Barcelona, depois do escândalo dos milhões “desaparecidos” na contratação de Neymar. Sujeira… sujeira… sujeira… Um polvo de tentáculos imensos a tomar conta do futebol brasileiro.

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O João Havelange, sogro de Ricardo Teixeira, e citado na notícia acima, é um “ilustre” torcedor do FluminenC,  o time que vive se servindo da “bondade” da CBF de não deixá-lo jogar a segundona todas as vezes em que é rebaixado.

http://limpinhoecheiroso.com/2013/07/03/a-globo-esta-envolvida-no-suborno-de-havelange-e-ricardo-teixeira/ As suspeitas estão em todos “os cantinhos” do futebol brasileiro…

Mas o que seria do futebol  brasileiro e suas armações não fossem os “erros” das arbitragens? Pênaltis inexistentes assinalados, pênaltis legítimos não marcados, impedimentos mandrakes, gols irregulares validados, gols legítimos anulados, expulsões e cartões intimidatórios pra uns, benevolência com as infrações de outros, conivência com a caçada a determinados jogadores, campeonatos decididos no apito…

A comissão de arbitragem, agora/outra vez capitaneada por Sérgio Correa, que, segundo dizem, foi trazido de volta por Marco Polo del Nero, manda a campo árbitros que mais parecem vassalos de alguns clubes, apitando em seu benefício e em prejuízo aos seus adversários, e das maneiras mais inimagináveis possíveis.

E aí a gente lembra do ex-árbitro Gutemberg, que acusou a Comissão de Arbitragem de telefonar para os árbitros antes das partidas (você vai apitar o jogo do timão, hein?), para lembrá-los do clube que estaria jogando sob a sua arbitragem. Num claro “olha lá o que você vai fazer, hein?”. Acusação que foi ignorada e “esquecida” pelo tribunal e pela imprensa, o que fez que a opinião pública também esquecesse…

Depois da volta desse senhor ao posto, as arbitragens passaram a “errar” ainda mais…

Há algumas rodadas, o Palmeiras abriu o placar diante do Atlético-MG, com uma cobrança de pênalti, mas o árbitro fez voltar a cobrança, alegando invasão na área. Antes e depois desse jogo, todas as cobranças de penalidades do país foram/são feitas com invasão de jogadores e os gols são validados. Como aconteceu ontem mesmo, na partida do Palmeiras diante do FluminenC (que se não fosse a CBF e o STJD estaria disputando a série B e não a série A). As regras continuam valendo só para um, ou, na melhor das hipóteses, para alguns poucos.

Veja outras imagens de penalidades validadas, mesmo com invasão de jogadores:

https://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2014/08/29/se-e-jogo-palmeiras-quem-joga-e-o-juiz/

Diante do Coritiba, o Palmeiras teve uma penalidade marcada pelo árbitro, e desmarcada depois, sob a alegação que o bandeira vira impedimento de Lúcio. O bandeira nada viu ou assinalou, e as imagens são claras. Então, de onde veio a “instrução” para desmarcar a penalidade? Por que os árbitros não foram avisados para desmarcarem as penalidades que não existiram em tantos outros jogos – o do Flamengo, por exemplo? Por que nunca desmarcam penalidades de outros clubes, mesmo quando elas foram marcadas equivocadamente? As regras existem sim, mas apenas para alguns…

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Eu poderia escrever mil páginas, poderia printar mil imagens, citar centenas de outros exemplos e ainda assim ficaria muita coisa por dizer, por mostrar…

Está tudo aí, o tempo todo batendo na cara da gente…

O futebol brasileiro, do fundo da lata de lixo onde se encontra,  vai perdendo o seu restinho de brilho e encantamento, vai morrendo; os clubes, perdem a capacidade de tomar providências; os jogadores, a de se indignar…  e os torcedores… esses, já mal percebem o dolo ao seu clube de coração.

Quando todo mundo acordar, poderá ser tarde demais…

VAMOS BOTAR A BOCA NO TROMBONE AÍ, FAZ FAVOR? (Você também, Palmeiras. Todo clube tem que ter o direito de ganhar, empatar e perder  por seus próprios méritos. Não há futebol ruim que justifique que um time seja prejudicado pela arbitragem e aceite isso.)

“Oh, as long as I know how to love
I know I’ll stay alive!
And I’ve got all my life to live.
And I’ve got all my love to give.
And I’ll survive. I will survive!” 

Cristaldo, gol Palmeiras x Criciúma (Foto: Marcos Ribolli)

Era jogo de seis pontos!! Grazie Dio que ganhamos. 

Ah, mas o Criciúma é fraco”. É benhê, mas teve time “badalado”, eternamente beneficiado pelo Apito Amigo – nesta mesma rodada, por exemplo -, que não ganhou do Criciúma, né?”.

O Pacaembu não lotou, mas tinha um público considerável para uma partida realizada numa quarta-feira, às 19h30, e na cidade de São Paulo: quase 19 mil torcedores estavam lá – o terceiro melhor público de todos os jogos realizados na quarta.

Por causa do horário, havia grandes filas para entrar – até mesmo na entrada dos avantis -, e tinha tanta gente, que conseguimos chegar na bancada quando o jogo já tinha começado.

Até a lua, brilhante, maravilhosa, espiava o Palmeiras lá do alto…

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A torcida, plenamente consciente da importância do seu apoio neste momento do time, não parava de cantar… Linda!

E o Criciúma veio de João Victor (aquele), Paulo Baier, o “presente de Natal” que Palaia nos deu um dia, e Luís Felipe, o ‘moço do Benfica’ – fez tudo aquilo para ir parar, com todo o respeito, no Criciúma? Que coisa! E não tá jogando nada.

Muito embora os dois times disputassem bravamente os espaços, as jogadas, o jogo em si era mixuruca, muitos erros de passes, muitas jogadas que não davam em nada… a parte técnica era sofrível. Mas o Palmeiras fez uma jogada linda com Juninho e Diogo, que entrou na área e tocou no meio para Leandro, na cara do goleiro, chutar… fraquinho (precisamos encontrar uma forma de ajudar Leandro a reagir também, saber jogar ele sabe, já nos mostrou isso).

E cisca daqui, cisca dali (o Palmeiras sofre com a falta de um bom armador), e nada acontecia; o Criciúma, por sua vez, fazia cera, enrolava, esperando uma oportunidade de um contra ataque. E foi numa cobrança de falta que eles nos assustaram, mas o Fábio voou na bola e fez uma defesa espetacular.

E então…  com dores na coxa, Tobio deixou o jogo. Ô fase madrasta! Com Lúcio e Wellington no DM, Dorival mandou Marcelo Oliveira pra zaga e chamou Eguren para o seu lugar.

O Criciúma queria se defender, o Palmeiras queria ganhar, e até conseguia fazer algumas jogadas, mas faltava alguém acertar aquela última bola. Leandro, que não se saía nada bem na cara do gol, fazia uns cruzamentos interessantes, mas lá na área alguém sempre os desperdiçava.

A torcida não parava de cantar, mas estava impaciente com o jogo fraco, com tantos “quases” que não davam em nada, com tanta bola que ia pro ataque e que acabava voltando para a defesa,  com tanta vontade de ver o time vencer…

Eu não gostava nada do jogo, mas meu coração estava tranquilo… eu acreditava que iríamos vencer. Não sei porque, olhava o Dorival lá na frente do banco, de azul, e pensava: Ele vai sair com a vitória daqui.

Veio a segunda etapa, e tinha que ser naqueles 45 minutos ou nunca. Dorival sacou o contestado Leandro e colocou Felipe Menezes. Eu preferiria o Cristaldo, mas até entendi a intenção de Dorival de ter alguém que pudesse armar o jogo (pena que ele não fez isso em campo).

O Criciúma, vendo que o Palmeiras não chegava mesmo com grande perigo, começou a se atrever um pouco mais; o Palmeiras, por sua vez, parecendo pressionado pelo gol que não saía, e pelo adversário mais presente em seus domínios, errava ainda mais passes, perdia mais vezes a bola – temos que ter muita paciência, a fase é ingrata e, por mais que queiramos ver o time jogando bem, temos que “contar as nossas bençãos” e todo e qualquer pontinho que pudermos fazer.

No meio daquele nada que nos irritava, a boa atuação de Victorino não passava despercebida, nem a de Diogo, que quase fez um gol, nem as importantes defesas do Fábio… apesar de nossos maiores problemas esbarrarem na falta de criação, a finalização também nos incomoda muito e, talvez por isso, nós estávamos doidos para ver Cristaldo em campo. E Dorival atendeu as nossas preces, chamou o argentino para o lugar de Juninho.

O Criciúma enrolava como ele só… E eu queria só ver os seus jogadores começarem a correr feitos uns desesperados quando o Palmeiras marcasse. E ele ia marcar!

Eguren, parecendo atacante, chutou da entrada da área e a bola passou perto… pouco depois, Weldinho cruzou para a área e Eguren quase fez de cabeça… a bola passou perto de novo e Eguren  se desesperava em campo por não ter guardado…

Corríamos contra o tempo… o nervosismo do Palmeiras  era visível, a impaciência da torcida também. Mas, nem por isso ela deixava de cantar. O coração palestrino só em compasso de espera… o grito na garganta, só esperando para ganhar os ares… FORÇA, VERDÃO!

O Coritiba ganhava o seu jogo, o Palmeiras tinha que ganhar o dele de qualquer jeito para não ser ultrapassado na tabela. A angústia no peito do torcedor fazia “arder” o Pacaembu, que pegava fogo, de novo… “Porco, e dá-lhe, dá-lhe Porcoooo, e dá-lhe, dá-lhe Porcoooo, razão da minha vida”, a todo volume.  A torcida chamava o gol. Emocionante! A lua, como se torcesse também, brilhava ainda mais…

E então, aos 36′, a bola saiu da nossa defesa e encontrou Diogo; ele, de cabeça, mandou a bola pra frente para Henrique; ela pingou no chão, Henrique, vendo Cristaldo no lance, deu uma protegida… quase vinte mil pares de olhos grudados em campo, quase vinte milhões de corações batendo no peito de Cristaldo quando ele, rápido, ganhou a bola do zagueiro, girou para encontrá-la à sua frente, e, de pé direito,  fazê-la morrer nas redes do Criciúma. O Pacaembu explodiu no grito de gol, o gol argentino do Palmeiras!

E com que emoção CR9 comemorou! E que lindo foi ver o “racha” que há os entre brasileiros e estrangeiros do time…  eu chorava de emoção na bancada…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=hhvFJaw45N8[/youtube]

Marcelo Oliveira, sem poder ser substituído, jogava machucado, o Palmeiras fechava todas as portas para o time que tanta cera fizera durante o jogo – depois do gol eles resolveram correr.  E, ainda assim, fechadinho, poderia ter marcado o segundo com Henrique, que recebeu cruzamento de Cristaldo, mas chutou por cima do gol escancarado, e com o próprio Cristaldo, que recebeu um passe na medida, mas mandou pra fora.

Mas nada mais importava… A vitória, tão importante neste momento, e tão desejada por nós, tinha chegado (esse sangue de Dudu tem poder). A torcida, que gritara o nome do nosso camisa 9, saía do estádio mais leve, mais feliz… e a lua, que agora era de “cristal… do” , estava ainda mais linda no céu…

Estamos vivos! Muchas Gracias, Cristaldo!

Jogando fora, e melhor do que o dono da casa, com um jogador a menos, um pênalti em Marcelo Oliveira, não marcado por Leandro Vuaden, e outro em Henrique, também não marcado pela arbitragem – é brincadeira (sacanagem?) o que fazem as arbitragens nos jogos do Verdão -, e o Palmeiras não perdeu!!!! GLÓRIA A DEUS!!!

Parece que Dorival vai conseguir dar mais tranquilidade ao elenco  parece que, com um esquema mais defensivo, os jogadores se sentem mais seguros e o time fica menos desarvorado (custava Gareca ter sido menos cabeçudo e ter montado o time mais defensivo, pelo menos, até ‘desafogar’?).

Mas não foi fácil conseguir trazer um ponto pra Sampa. O time já foi pra lá sem Prass, Valdivia, Lúcio, Allione, Wesley (com “gastrite” na coxa), entre outros, e, nem bem o jogo começou, nos primeiros minutos, já perdeu o zagueiro Wellington, que sentiu o tendão de Aquiles. Foi exatamente esse, o momento em que comecei assistir à partida (soube depois que Leandro já tinha obrigado o goleiro a espalmar uma bola); Wellington saía chorando de campo, dando lugar a Victorino. Tem momentos que parece que tudo conspira contra você…

E a “conspiração” continuava… Fábio saiu (muito bem) numa bola no alto e foi atingido por uma cabeçada do adversário, e ficou lá no chão com a cabeça rachada, sangrando… Mais um?

Depois dos atendimentos, Fábio continuou no gol, mas com uma touca por causa do ferimento, e o jogador do Atlético, que acabou permanecendo em campo por quase 10 minutos mais, deixou a partida com o rosto inchado e meio arroxeado.

Fábio-cabeçadaFábio-cabeçada1

Bastante diferente da rodada anterior, o Palmeiras se portava direitinho na partida, se movimentava bem, dificultando a vida do Atlético, e tinha mais chances de gol. E eu pensava – você também pensava, aposto -: “Será que hoje quebraremos a maldita sequência de derrotas”?

Mas as oportunidades (o árbitro também) ainda conspiravam contra nós… Leandro saiu na cara do gol, chutou tentando tirar do goleiro, mas parou na trave. Na continuação da jogada, Juninho ajeitou pra Henrique, que foi derrubado na área pelo jogador atleticano. Você lerá nos portais (vai lá na Globo ver) que Henrique escorregou (são tão convenientemente cegos os narradores, comentaristas e “jornaleiros”), mas passaram o pé nele e o derrubaram, e as imagens são claras:

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No vídeo abaixo, aos 2:40, você pode conferir a penalidade cometida em Henrique. E os caras de pau da transmissão e dos portais “juram” que ele escorregou… estranho que ninguém, além dos palmeirenses, tenha visto que  “escorregaram ele”.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=GxV296iF5tA[/youtube]

Assim é difícil mesmo sair da parte de baixo da tabela… Ainda mais quando tudo, até o juiz, conspira contra você…

Depois do pênalti não marcado em Henrique, o Atlético foi ao ataque, Fábio espalmou direitinho, para o lado, o chute de Marcos Guilherme, mas,  na sequência, Delatorre, de calcanhar (mais um que nunca mais repetirá a façanha), mandou pro gol.

Que raiva! O Palmeiras jogando melhor, na casa do adversário, o juiz mete a mão no pênalti que talvez pudesse colocá-lo à frente do placar, e, pra piorar, quem acaba fazendo gol é o Atlético…

Mas, ao contrário do que temos visto acontecer em muitas partidas,  o Palmeiras foi à luta, jogando direito, querendo empatar, e sem aquelas bizarrices (só algumas) de outras oportunidades. Ah, e sem deixar de se defender também (Victorino tava jogando um bolão).

Eu torcia para que os jogadores tivessem paciência, não se desesperassem… Não me conformava que o Palmeiras estivesse atrás no placar, sem merecer estar.

E embora tivesse criado mais algumas chances, o Palmeiras foi para o intervalo com a sombra da derrota a lhe amendrontar… e nós, torcedores, imersos na bipolaridade da situação que vivemos atualmente, mesmo percebendo que o Palmeiras já tinha uma outra cara, mesmo acreditando que o nosso gol iria sair, nos sentíamos um pouquinho ameaçados pela “escuridão” de mais um resultado negativo… Claro e escuro dentro de um mesmo coração… Difícil…

O Palmeiras “chegou chegando” no segundo tempo. O goleiro adversário tirou uma, a defesa tirou outra… A torcida se animava. O coração esperava…

Cobrança de falta para o Palmeiras, a bola ficou com Diogo na área, ele deu uma pedalada e o jogador do Atlético o derrubou. Pênalti! Esse, o juiz marcou. Restava saber se ele não iria inventar uma nova cobrança, caso o Palmeiras convertesse…

Eu nem consegui olhar. Nem vi com que categoria o Henrique cobrou… só esperei os meus fones de ouvido serem invadidos pelo grito da torcida… E, finalmente, a escuridão perdia para a luz que invadia o meu (nosso) coração…

Há quanto tempo não víamos o Palmeiras reagir depois de tomar um gol… era pra glorificarmos de pé! O oitavo gol de Henrique, lindo, no campeonato, o décimo na temporada – já alcançou o “Travec”.

O dia parecia mesmo diferente. E então, Josimar, que tinha entrado no lugar de Weldinho no segundo tempo, cometeu uma falta violenta – sem intenção, diga-se de passagem, uma vez que visava/olhava apenas a bola – e foi expulso. Tá certo ele ter sido expulso, quer dizer, estaria certo se os todos os árbitros apitassem todos os jogos com o mesmo livro de regras, com o mesmo critério.

Repare bem na falta – violenta, eu sei -, que Josimar, com a intenção ou sem, cometeu:

Josimar-lance-expulsão

 

E me diga, em quê ela é diferente dessa falta em Mouche, cometida pelo jogador do Inter, que nem amarelo levou?

Mouche-atingido

Em quê ela é diferente dessa outra aqui, ainda mais violenta, cometida pelo jogador Cícero, do FluminenC (aquele mesmo FluminenC que voltou à série A, graças à punição dada à Lusa pelo uso de um jogador irregular. Punição dada pelo mesmo STJD, que agora ignora – tá com rabo preso/faz que não sabe – o jogador irregular do Corinthians)?

Cícero-voadora1

Cícero

Viu só? O jogador do FluminenC não tem nem a desculpa de que “visava a bola”.

Você se lembra dessa outra falta aqui? Por causa dela, e com o uso das imagens, Thiago Alves, do Palmeiras, foi denunciado e punido pelo STJD. Vamos ver se o STJD vai fazer com o Cícero(FLU) o mesmo que  fez com o palmeirense.

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Aos amigos do rei, tudo (impunidade, favores, benefícios); aos demais, as leis, as regras.

Difícil disputar campeonatos nessas condições… Revoltante perceber que as arbitragens parecem prestar serviços para determinados clubes – de onde viriam essas instruções, no caso disso ser verdade? Do mesmo lugar denunciado pelo ex-árbitro Gutemberg? Complicado imaginarmos – e temos imaginado cada vez mais – que talvez o STJD aja em função de outros interesses que não os da Justiça Desportiva…

A cada partida, o Palmeiras tem que lutar contra os adversários que vê e os que não vê…

E lá íamos nós lutar para não perder o jogo, na casa do adversário, com um jogador a menos, com um juiz “meio cego”, com todos os nossos receios… e por trinta longos minutos restantes.

Eu esperava apenas que o Palmeiras lutasse dali pra frente, e que não tomasse gol de jeito nenhum. A cada tentativa do Atlético, mesmo aquelas quase sem perigo, a espinha gelava. Era  como estar numa montanha-russa…

Mas a “sorte”, tendo como instrumento o árbitro da partida, ainda queria conspirar contra o Palmeiras.

Marcelo Oliveira sofreu penalidade clara, indiscutível – o jogador do Atlético deixa a perna para derrubar o palmeirense -, e Leandro Vuaden mandou o jogo seguir.

MarceloOliveira-pênalti1

 

Até a imprensa, que sempre ignora os prejuízos sofridos pelo Palmeiras, que fez que nem viu a penalidade sofrida por Henrique, concordou:

MarceloOliveira-pênalti2

O Palmeiras sofre três penalidades, e o árbitro, que está em campo para marcar todas as que forem cometidas, marca uma só. Acho que, para o Palmeiras,  de cada duas ou três penalidades sofridas, a arbitragem pode marcar só uma. Deve ser por cota. E a cota do Palmeiras diante do Atlético foi de 1/3.

Por nossos méritos, poderíamos ter saído com a vitória, mas por méritos do apito, tivemos que dar graças a Deus por sairmos com o empate. Na conta de quem fica isso?

Os guerreiros palestrinos – sim, eles foram guerreiros -, mais equilibrados psicologicamente, seguraram o seu pontinho, não deixaram que o adversário e nem o juiz o tomassem, e o trouxeram para casa.

E é assim que tem que ser de hoje em diante, Verdão, na raça!

Valeu, Dorival! Quebramos a maldita sequência de derrotas! Esse “sangue de Dudu” tem poder!!

100Anos-Brasão

Você se lembra da Lusa, que, no final de 2013, foi punida pelo STJD, por colocar em campo um jogador em situação irregular?

Lembra que ela foi rebaixada à segunda divisão por causa dos pontos perdidos com essa punição? E que essa punição serviu para que o FluminenC, REBAIXADO mais uma vez, voltasse à série A, e, mais uma vez também, usando as portas dos fundos?

Lembra do circo armado pelo STJD para julgar a Lusa, que alegava não saber que o jogador ainda estava sem condição de jogo quando o mandou a campo, porque no site da CBF nada havia sido publicado? E que mesmo com a falha da/na CBF, a Lusa foi punida, porque, segundo o tribunal, cabe ao clube a responsabilidade por colocar em campo um jogador irregular?

Jogador-irregular-LusaPunição1

Na ocasião, Paulo Schmidt, o procurador-geral do STJD, afirmou que a CBF havia denunciado a Lusa para o tribunal (devia estar bem intere$$ada nisso a dona CBF, não é mesmo?), mas, oficialmente, a CBF preferiu se manter distante do problema, por entender que o caso era uma tarefa que cabia única e exclusivamente ao STJD (preste atenção à essa informação) .

Jogador-irregular-CBF

Todo mundo achou um horror que a punição à Lusa servisse para içar o Fluminense à série A; todo mundo se perguntava por que não davam o acesso ao Icasa; todo mundo ficou suspeitando que o dirigente da Lusa tivesse vendido para a CBF – supostamente intermediária do FluminenC e de seu patrocinador – a vaga do time na primeira divisão;  todo mundo imaginou que haviam outros interesses nessa história. Mas estava/está na regra, jogador irregular não pode entrar em campo, e o clube que colocar um jogador irregular em campo tinha/tem que ser punido, e isso era/é irrefutável.

O STJD, representado pelo seu procurador, Paulo Schmitt dizia:

“Se clubes não puderem perder pontos quando culpados, passa a ideia de que se faz julgamento político, e não técnico. Se houver interesses clubísticos em julgamentos e as normas não forem aplicadas de acordo com o Direito, é a falência das nossas instituições.” (Será que ele ainda pensa assim, ou já mudou de ideia? Esse, muda de discurso como quem muda de roupa).

Jogador-irregular-LusaPunição2

E não foi só a Lusa que foi punida pela ‘objetiva’ Justiça Desportiva (que tem de prezar pela efetividade da pena) por usar um jogador irregular:

Em 2010, o Prudente perdeu pontos em situação parecida com a da Lusa.

Também em 2010, o Joinville herdou vaga do suspenso América-AM (que utilizou um jogador irregular por apenas 5 minutos na partida)

http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2013/12/portuguesa-escala-jogador-irregular-e-pode-ser-rebaixada-no-brasileirao.html http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2013/12/portuguesa-perde-quatro-pontos-e-rebaixada-e-fluminense-se-salva.html

E então, depois da polêmica toda, depois da punição para a Lusa, depois de se aproveitar a punição da Lusa para o FluminenC voltar, depois da “moralização do futebol e do cumprimento das regras, sem politicagem”, como afirmavam os “arautos da justiça” do STJD, e como afirmava a imprensa também… depois de alguns meses da ocorrência desses fatos… eis que surge um outro caso de atleta irregular, e muito irregular, diga-se de passagem:

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Olha só! A CBF dando condição de jogo para um jogador que ainda não assinou o seu contrato. E o jogador entra no BID  da CBF, sem ter assinado o contrato e não há nada errado nisso, “itakeras”? Que o futebol brasileiro é a “Casa da Mãe Joana”, a gente sabe (a Alemanha também), mas estão exagerando nos favores pros “amigos do rei”. Não demora muito vão começar a aceitar contratos assinados em guardanapos de papel…

Nós, palmeirenses, por tantas vezes, ficamos esperando um tempão pela regularização de novos atletas do Verdão, para que seus nomes apareçam no BID, e a CBF regulariza um jogador do Corinthians, antes mesmo dele assinar o contrato? Hmmmm… Mas que “parceria” boa essa do clube com a manda-chuva do futebol brasileiro, hein?

E com a imprensa também parece haver uma parceria, afinal, ela até se finge de morta agora e mal fala sobre o caso do Petros, e, quando fala, é para fazer parecer vítima o clube infrator – os corintianos das bancadas televisivas tentam defender o seu time de coração, e o profissionalismo que se dane -, no Globo Esporte, por exemplo, continua parecendo que desconhecem esse caso.

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Mas que embrulhada, não? A inscrição não poderia ter sido feita nem no dia 2, porque era um sábado. E, uma vez que apareceu no BID um contrato que não estava em vigor – não tinha sido assinado, não existia, juridicamente falando -, a operação ficou invalidada, e, por isso, Petros atuou de maneira irregular em seis partidas. E isso é fato.

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http://www.lancenet.com.br/corinthians/Registro-controverso-Petros-problema-STJD_0_1204079761.html

Essa é a imprensa, querendo fazer parecer que não é, o que, na verdade, é… “Se” o Corinthians for considerado responsável… SE?? Não eram responsáveis  os outros clubes punidos por se utilizaram de jogadores irregulares? Não foi dito que os clubes são responsáveis pelos atletas que colocam em campo? Por que seria diferente agora? Ou está todo mundo achando/imaginando/tendo certeza que o STJD vai “esquecer” a regra, a lisura e a honestidade e dar um jeitinho?Hmmmmm…

A regra é clara, e não fui eu que a elaborei:

Jogador-irregular-Regra

Ta aí… Agora, vamos ver se a Capitania Hereditária tem rabo preso ou não; se é vendida, como suspeitam alguns, ou não.

E a CBF não faz a denúncia, como fez no caso da Lusa, como não fez no caso do Figueirense com o Icasa (ela só denuncia quando é do seu interesse)… E o STJD afirma que é preciso que a CBF faça a denúncia (quando puniram Valdivia por forçar o terceiro cartão amarelo, além do “jornaleiro telefonista”, que não tem autonomia para denunciar nada, quem mais fez a denúncia, STJD?)…

O promotor, que muda de discurso como quem muda de roupa, falando sobre o caso de Petros, disse: “vou esperar que a CBF ou um clube interessado envie uma notícia de infração para me posicionar”.  Repare, ele já “mudou de roupa”.

O fato é que está todo mundo “mudando de roupa” e discurso, “fazendo a egípcia”, “empurrando o ‘caso Petros’ com a barriga”, para não ter que fazer o que deve ser feito, que a regra seja cumprida, para não ter que punir o clube que nunca querem (não podem?) punir.

A Gazeta não apresenta matérias a respeito do assunto… o blog do Godói tenta transformar o clube infrator em vítima… Na Globo, GloboEsporte.com, SporTV, o caso não merece destaque (why?)… os clubes, que deveriam estar muito interessados, parecem paralisados (medo de represálias?)… os torcedores, de maneira geral, parecem conformados com o destino, com o fato de que alguns clubes recebem proteção, descarada, da CBF, do STJD e da mídia, e, por isso, podem burlar o regulamento da maneira que desejarem… os palmeirenses da imprensa, que não perdem uma chance de menosprezar o próprio clube por qualquer motivo, palmeirenses, que deveriam estar carecas de ver o quanto as regras são usadas de maneira rígida, e até mesmo distorcida, apenas contra o Palmeiras, e que deveriam se indignar com essa situação, parecem até que saíram de férias agora…

E, peneirando tudo isso, a gente fica com a nítida impressão que o STJD, com a colaboração de um monte de gente, só existe para trabalhar em favor dos interesses da CBF e de alguns clubes,  nada mais.

E ficamos nós com a lembrança do ilustre advogado do FluminenC no julgamento do caso da Lusa, ao citar “O Pequeno Príncipe”, de Saint-Exupéry: CUMPRA-SE O REGULAMENTO!

Ainda bem que existem as noites, para desligarem momentaneamente a nossa angústia… Ainda bem que existem os dias seguintes, para nos fazerem acreditar de novo…  Mas isso não muda a realidade… 

Sábado, no Pacaembu, foi um desperdício… de torcida.

Time em situação muito ruim no campeonato, lá embaixo na tabela,  sábado à noite… e 34 mil pessoas estavam no Pacaembu para jogar com o Palmeiras. Uma coisa linda! 

A energia que emanava da nossa torcida era literalmente arrepiante!

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Mas deu tudo errado… pra nós.

A começar pela escalação do time. Gareca errou, levou o Palmeiras a campo com uma formação que, como diria o capitão Lúcio depois, deixou o time exposto, e justo contra um time como o Inter. Nosso técnico sempre diz: “Eu jogo pra ganhar. O Palmeiras é um time grande, não tem que se defender” –  quanto sonhamos com um técnico com essa filosofia. É verdade, Gareca, você tem razão, mas, no momento atual, é preciso se defender sim. Você não está vendo como o time se abate a cada vez que toma um gol?

Mal tinha começado a partida, aos dois minutos, Rafael Moura ajeitou a bola com a mão e o juiz, que viu e marcou a falta, esqueceu o cartão. Como assim, seu juiz? Uns minutinhos depois, Mouche foi atingido por Cláudio Winck. Um pontapé na cabeça, que derrubou o atacante do Palmeiras. Repare que ele está fora do chão, e, ainda assim, é atingido. E, normalmente, “pé alto” costuma ser punido, não é mesmo? O juiz nem amarelo deu… Imagine um palmeirense fazendo o mesmo…

Mouche-atingido

Aos 9′, chutão lá para frente, Rafael Moura ajeitou com a mão para Jorge Henrique marcar (mão, de novo? É vôlei, meu filho?). O juiz anulou o gol e Rafael Moura foi advertido com um cartão amarelo, que já deveria ter sido o segundo.

Durante os primeiros vinte minutos, o Palmeiras até fazia jus à sua formação tática mais ofensiva, e estava em cima do Inter, no entanto, numa jogada idêntica à jogada do gol que havia sido anulado, e numa falha absurda de Fábio (o que acontece com ele, que faz ótimas defesas, mas dá umas entregadas bisonhas?), o Inter abriu o placar – de novo, três toques; chutão lá pra frente, e alguém ajeita para o atacante marcar.

E aí, já viu… desfalcado de vários titulares (suplentes também), desfalcado de confiança, de auto-estima, a bola começou a bater na canela, a não parar no pé… Não faltava vontade, não. Eles corriam, se esforçavam, mas produziam pouco, faltava inteligência, faltava pensar com clareza – vai ficando cada vez mais difícil pensar com clareza.

A torcida, linda, cantava, torcia, marcava o juiz em cima; uma mão gaúcha na bola,  dentro da área do Inter, passou batido… A torcida chiou um bocado. Não é porque estamos numa situação difícil, porque o time não anda jogando bem, que um pênalti pode ficar na “conta do Abreu”. Numa hora dessa é que cada falta invertida, cada cartão deixado de dar para o adversário, cada penalidade ignorada, ou desmarcada, cada invasão de área que faz voltar um pênalti batido com sucesso (e não faz voltar todas as outras cobranças, invadidas, do país), faz uma falta monstra… Aquele pênalti em Henrique contra o Bahia, por exemplo, poderia ter significado mais dois pontos nessa luta que travamos.

Estava escrevendo essa postagem quando soube que Gareca havia sido demitido… que cacetada! Chorei… pela saída dele, ocasionada por essa derrota diante do Inter, e pela fatalidade de termos contratado um técnico como ele (com a mentalidade diferente da mentalidade dos retranqueiros daqui), com o qual tanto sonháramos, mas justo quando o time atravessa um período difícil e a sua filosofia de trabalho não consegue apresentar resultados. Que pena… Gareca não merecia essa má sorte, e nem nós.

Ele queria ver o Palmeiras jogando como Palmeiras, mas tinha que ter tido jogo de cintura para adiar isso um pouquinho e fazer o time jogar mais fechado agora. Se continuasse insistindo em jogar do mesmo jeito – o que, em outra situação, seria a maneira perfeita de se fazer um time jogar -, certamente iríamos colecionar mais derrotas.

Que difícil… sonhamos tanto com o sucesso dele, antevimos tantas vitórias… e aconteceu tudo ao contrário, e, por estarmos na metade do campeonato, a sua saída acabou sendo inevitável… mas era agora ou nunca… O Palmeiras precisa de uma chacoalhada, de um choque de 220V, já. Não dá para esperar mais algumas rodadas e depois tentar mudar tudo. Pode ser tarde demais…

Nosso tango com Gareca foi interrompido… mas, outras músicas virão, e o Palmeiras e nós – a sua torcida – sempre estaremos aqui.

Valeu, Gareca! E boa sorte, porque você merece! Quem sabe um dia não nos encontremos de novo…

E, seja lá quem for que vá substituir Gareca, que seja muito bem-vindo, que conquiste muitas vitórias, e  tenha muita sorte e muita Luz em seu caminho!!

BOOOOORA REAGIR, VERDÃO!!

Não entendi a ideia de se poupar jogadores para o confronto com o Atlético-MG, pela Copa do Brasil. Ainda mais para um jogo em casa.

Caso não houvesse rodada da Copa do Brasil no meio de semana, o time não estaria jogando pelo Brasileirão? Não daria na mesma? Tinha que entrar com o time titular, sim. E poderíamos até ter vencido o Galo, que, apesar de ter chegado com perigo algumas vezes na nossa área, e o Fábio ter feito umas três importantíssimas defesas, não era tudo isso, não.

Desde o início do jogo, o misto do Palmeiras parecia “bem” diante do time titular do Galo, sexto colocado no campeonato brasileiro. Voluntarioso, correndo, com mais posse de bola, mas, conforme os minutos iam passando, íamos percebendo que nossos jogadores não sabiam como entrar efetivamente na área inimiga. Ciscavam, ciscavam, sempre pelas beiradas, e nada de sair a jogada principal, a que leva o atacante para o gol…

Toca aqui, toca lá, volta mais um pouco, dá um drible (foram poucos), volta outra vez, avança, toca de novo e, quando a gente ia pro “quase”, naquele momento em que todo mundo vai levantar da cadeira, da arquibancada, do sofá… nem o “quase” saía…

Se não conseguíamos criar, deveríamos tentar de fora da área, não é mesmo? Mas as tentativas eram bem poucas e ninguém conseguia acertar o gol – tão grandão, paradão no mesmo lugar o tempo todo -, e se uma chance surgia de perto, na cara do goleiro, a visível falta de tranquilidade e de qualidade para concluir  produzia cenas bizarras. Henrique tava de doer… Que difícil…

O juiz, ah, o juiz (aquele mesmo quarto árbitro, que fez o juiz anular um gol do Barcos em 2012,  avisado pelo “além”, lembra? Aquele, que “viu” Barcos fazer um gol com a mão, mas não “viu” o pênalti que Barcos sofreu no mesmo lance)… o Sr. Jean Pierre Gonçalves Lima deixava de marcar inúmeras faltas que o Palmeiras sofria, mas não deixava passar uma sequer a favor do Galo. Renato sofreu umas três faltas nas proximidades da área,  e ele não marcou nenhuma, bastou o Palmeiras fazer uma igual contra o Galo, e o apito não titubeou. A torcida se mostrava bastante irritada com ele: Ei, juiz, vai…..!!!

Depois do que vimos acontecer diante do Coritiba, quando o juiz marcou um pênalti a favor do Palmeiras e o desmarcou logo em seguida, – alegando um impedimento que nem ele e tampouco os seus auxiliares viram (será que a TV tem “auxiliares de arbitragem” do lado de fora do campo?), já ficávamos ressabiados com esse tal Jean “quarto árbitro que sacaneou o Palmeiras em 2012” Pierre…

E quando a sua intuição o avisa de algo, ela nunca está enganada…

No finalzinho do primeiro tempo, Mazinho recebeu a bola na entrada da área, avançou e foi derrubado pelo jogador do Atlético, que lhe fez uma carga com o braço. O juiz marcou pênalti, que maravilha (quase nunca marcam as penalidades a favor do Palmeiras)! E não desmarcou! Pra glorificarmos de pé!

Henrique colocou a bola na marca da cal, cobrou e guardou! Mas o Jean “quarto árbitro que sacaneou o Palmeiras em 2012” Pierre mandou voltar a cobrança alegando que tinha havido invasão. Sorte do goleiro do time infrator, que já sabia o lado que o atacante costuma bater, e azar do atacante, que ia ter que mudar de lado.

Henrique colocou a bola na marca da cal pela segunda vez e cobrou… pra fora!

E o juiz “não viu” que teve invasão de novo, e o Palmeiras ficou sem o seu gol e sem a vantagem na partida… Mas que juiz filho da p$#@%uta! A torcida enlouqueceu!

O primeiro tempo acabou, veio a segunda etapa, e o Palmeiras encontrava as mesmas dificuldades de antes, e mal chegava no goleiro mineiro. O Galo, nas tentativas que fazia, parava em um inspiradíssimo Fábio. Mas, aos 25′, após um cruzamento atleticano pela esquerda, Luan, que tinha entrado uns minutos antes, guardou de cabeça.

Adivinha se o Palmeiras, intranquilo como anda, não levou um tempão para assimilar esse gol? O jogo ficou uma dureza de assistir… Só lá pelos 40′ é o Palmeiras pareceu se dar conta que estava no prejuízo e tinha que buscar. O juiz deu quatro minutos de acréscimo. Aos 46′, um belo passe, que saiu do meio de campo, achou Mouche lá na frente, ele entrou na área, mas, acabou perdendo uma boa chance de empatar.

No finalzinho, Felipe Menezes quase marcou, Victor conseguiu espalmar e salvou. Mas não teve jeito e  o jogo acabou assim.

E então, a torcida correu para os celulares (dentro do estádio, a maioria dos aparelhos fica sem sinal), para os rádios dos carros, na tentativa de entender o que tinha acontecido lá na penalidade guardada por Henrique, que o juiz fizera voltar a cobrança.

A imprensa não viu nada de errado no que fizera o árbitro (ela nunca vê quando quem vai ser prejudicado é o Palmeiras), afirmou que estava certo o juiz fazer voltar porque tinha havido invasão, isso está na regra… blá, blá, blá… Teve muita gente dizendo que nem pênalti tinha sido mesmo – o que não entra na pauta da discussão, uma vez que o árbitro o havia marcado.

Me contaram que até o Simon, na TV, afirmou que não foi pênalti, e que, no entanto, durante a transmissão, quando o árbitro marcou uma falta cometida por Lúcio de maneira semelhante (braço do defensor empurrando o pescoço do atacante) o tal do Simon não achou que a marcação do árbitro estivesse errada, nem disse não houve a falta… Mas que credibilidade tem esse senhor, que garfou um gol legítimo de Obina em 2009; que operou o Brasiliense numa final de Copa do Brasil, para comentar sobre arbitragem? É quase a mesma coisa que Mário Sérgio comentar sobre disciplina e comportamento dos jogadores… não pode!

Me diga, leitor, se trocarmos as camisas dos dois jogadores abaixo, a “press” vai achar que foi pênalti, não vai? E se para o Palmeiras esse tipo de falta não é permitida,  por que deveria ser, e é,  permitida para outros times?

Penalidade-Mazinho2

Mas o problema foi que o árbitro mandou voltar a cobrança porque houve invasão, e houve mesmo. E aí, a gente supõe que todas as vezes que acontece invasão em uma cobrança de pênalti, a cobrança será repetida. Certo?

Errado! A não ser que as regras tenham mudado antes do jogo do Palmeiras… A regra diz que em caso de invasão dupla (jogadores das duas equipes) tem que voltar a cobrança. Mas não é isso que tem sido feito pelas arbitragens (essa postagem será editada durante o campeonato, para que sejam acrescentadas novas imagens de cobranças de penalidades, com invasão permitida pelos árbitros):

Fluminense x Palmeiras – Brasileirão 2014 – 21ª rodada

 

Flamengo x Coritiba – Copa do Brasil-2014

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Pênalti-RCeni

 

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Pênalti-LocoAbreu-Cavadinha

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penalidade-Cruzeiro-contra-Figueira

penalidade-Cruzeiro-contra-Gambás

penalidade-Fla-contra-Galo

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Como você pode ver, a regra existe, mas não vale pra todo mundo, só vale para o Palmeiras. Tem time fazendo gol de pênalti, com invasão e tudo; tem goleiro defendendo, com invasão e tudo… E nada da juizada fazer cumprir a tal regra. Essa rigidez toda, da arbitragem e da imprensa esportiva, é só com o Palmeiras.

James “quarto árbitro que sacaneou o Palmeiras em 2012” Pierre fez voltar a cobrança porque houve invasão dupla (teria mandado voltar, caso a primeira cobrança fosse mal sucedida?). OK.  Mas por quê, na segunda cobrança, com dupla invasão, de novo, com goleiro adiantado (dois pés à frente da risca, não pode) ele não fez voltar também? A “graça” já tinha sido alcançada?

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penalidade-invasão-de--campo

 

penalidade-invasão-segunda-cobrança

Terá tido ele um “surto de amnésia repentino” e esquecido a regra que o fizera voltar a primeira cobrança um minuto antes? Ou será que já que o Henrique errou mesmo, não precisava mais fazer voltar?

Esse “é só com/para o Palmeiras” já está ficando pra lá de esquisito e manjado…

O Palmeiras que abra o olho e tome providências… senão, vai ficar cada vez pior.

Na noite de sábado, o Palmeiras venceu o Coritiba por 1 x 0, saindo da indesejada posição em que se encontrava na tabela. Os alviverdes jogaram bem mais que o time de “mecânicos” do Coritiba. Leandro e Allione fizeram uma grande partida, Wesley também jogou um bom futebol, Marcelo Oliveira foi bem e deu uma de Messi na jogada que construiu o gol do Palmeiras, e o Juninho, que marcou o belo gol da vitória palestrina, fez uma partidaça. Sem contar o Lúcio, que é o “senhor” capitão!! Tem uma garra sem limites! Adoro ele (acho que a chacoalhada que ele deu no time foi providencial. Ninguém queria ser o “cara que não corre” do time).

Que noite! O Palmeiras voltando a apresentar um bom futebol, saindo do Z4, Leandro, Wesley e Juninho batendo um bolão, e o sinal da TIM… funcionando! Mal dava para acreditar.

E a torcida… ah, a torcida… quando ela quer ser apenas linda, ela consegue ser maravilhosa! Deixou as broncas em casa, entrou em campo e jogou com o time, e o time sentiu a força e a energia que vinha da bancada! Mesmo quando, no segundo tempo, o emocional da equipe a deixou meio insegura, a força que vinha da torcida lhe dava a segurança que faltava. Podíamos sentir isso.

Era a-r-r-e-p-i-a-n-t-e ouvir o Pacaembu cantar a plenos pulmões “EU SEMPRE TE AMAREI E TE APOIAREI, EU CANTO AO PALMEIRAS”… O nó na garganta era imenso, os olhos brilhando, o peito inchado de orgulho por sermos palestrinos, palmeirenses, alviverdes; por estarmos vivendo o centenário – que dádiva -, DO CAMPEÃO DO SÉCULO, DO TIME BRASILEIRO QUE MAIS TÍTULOS CONQUISTOU (tchuuupem essa manga) o time pelo qual a gente morre de paixão, e não importa a fase que ele atravesse, o orgulho e o amor permanecem intactos. Foi mágico… Saímos leves do Pacaembu, nos sentindo passarinhos com vontade de voar…

Mas nem por isso, vamos fazer de conta que não aconteceu nada errado na partida, porque aconteceu. Jogo contra o Coritiba é sempre a mesma coisa. O Palmeiras sendo prejudicado pela arbitragem, eles batendo um bocado e, depois, para justificar a derrota, vem um mané qualquer falar em “armação”… uma cara de pau do tamanho do mundo tem esses coxinhas. “Cê” concorda, Celso Roth?

A mesma coisa que aconteceu na final da Copa do Brasil 2012, e é sempre bom lembrar isso. Valdivia foi expulso por ter feito uma falta em Wiiliam, que o agredira com um chute no s#@%aco um minuto antes, sem que o juiz marcasse qualquer coisa (ele faz uma falta e é expulso, o jogador William, que o agride com um pontapé, continua em campo, e o “prejudicado” é o Coritiba. Ah, tá! – o STJD até hoje “não viu” essas imagens), pênalti em Valdivia no primeiro jogo, que o juiz não marcou; pênalti em Betinho, também na primeira partida, marcado pelo árbitro, mas sem a expulsão do infrator. O árbitro Wilton Pereira Sampaio, tirou Valdivia da segunda partida da final, mas não tirou o jogador do Coritiba, que agrediu o Mago, e tampouco o jogador Jonas, que cometeu o pênalti em Betinho quando ele ia marcar um gol, e que deveria ter sido expulso, sim! E o beneficiado foi quem mesmo?

Na segunda final, a arbitragem também fez que não viu a penalidade em Henrique… e o Coritiba, cara de pau que só ele, ajudado pela “press”, posou de prejudicado, falou em esquema, tentou desmerecer o título legítimo do Verdão, quando, na verdade, ele, Coritiba, foi pra lá de ajudado.

E não foi diferente no último sábado, o Palmeiras jogou bem mais que o time paranaense, e ficou com os três pontos na raça, mesmo apanhando um bocado dos botinudos adversários, mesmo o juiz deixando de amarelar muitas faltas violentas dos coxinhas, que mereciam cartão (Leandro levou entrada dura por trás, e quem tomou amarelo foi ele, a vítima. Para o infrator, nada), mesmo com o juiz deixando de marcar algumas faltas a favor do Palmeiras, mesmo com o juiz deixando de expulsar uns três jogadores do Coritiba que mereciam ter sido expulsos (só expulsou um)… e… mesmo tendo um pênalti em Lúcio, marcado pelo árbitro, e desmarcado (vê se pode) por sabe-se lá quem (o nosso terceiro pênalti desmarcado em dois anos). Vai ver, apareceu um “delegado Baluta” e “soprou” algo no ouvido do juiz, do bandeira…

Na hora, vendo que a penalidade tinha sido desmarcada – só com o Palmeiras acontece isso – eu, que estava no Pacaembu, não entendi nada, uma vez que tinha certeza  que o bandeira nada marcara.

Mas imagina se a “press” iria questionar isso?  Muito pelo contrário, ela só se preocupou em veicular a choradeira do técnico Celso Roth, dizendo que estava tudo armado para ajudar o Verdão – Roth deveria ser chamado a se explicar no STJD por isso, não é? Deola, por muito menos, foi chamado na “Capitania Hereditária da Justiça Desportiva”, Felipão também.  E se “estava armado” como Celso Roth dizia,  por que será que ele perdeu o emprego depois? Que pateta!

E a “press” não só não questionou a desmarcação da penalidade que o Palmeiras iria cobrar, como a legitimou. Nas notícias que foram publicadas após a partida – nos comentários dos vídeos de melhores momentos também -, a informação que tínhamos era a de que o bandeira tinha visto e assinalado o impedimento…

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Mas será que o bandeira viu Lúcio em posição de impedimento mesmo, “Press”? Quem publicou isso, jura sobre a Bíblia que o bandeira viu e assinalou impedimento quando o lance ocorreu? Se jurar, vai jurar em falso…

No momento em que Lúcio é derrubado, a bandeira do bandeira está abaixada, como você pode observar na imagem abaixo:

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Quando Lúcio está se levantando, depois de ter sofrido pênalti, a bandeira do bandeira continua abaixada. A imagem não mente. Se ele viu algum impedimento, ele viu depois que o lance ocorreu, ou depois que o “além” o avisou?

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E quando o juiz, avisado pelo auxiliar de linha de fundo, marca a penalidade, a bandeira do bandeira continua abaixada… repare que, pela posição das pessoas em campo, levou um tempinho para marcação. Parece que O BANDEIRA NÃO VIU IMPEDIMENTO ALGUM…

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Que coisa, não? Tem sempre uma “força oculta” em linha direta com as arbitragens dos jogos do Palmeiras… e a imprensa sempre a reforçar isso.  A questão nem é se Lúcio estava ou não impedido. As imagens são claras, o juiz assinala a penalidade, e nem bandeira ou auxiliar de linha de fundo assinalam qualquer coisa que fosse contrária à essa marcação. Então, quem viu o impedimento? O bandeira é que não foi…

E é muito esquisito o bandeira “ter visto” irregularidade só depois que o Lúcio foi derrubado, levantou, deu alguns passos,  e depois que  o juiz assinalou o pênalti. O auxiliar não tem que levantar a bandeira tão logo veja a infração? Se não o fez, é  porque não tinha visto nada. E se não viu nada na hora, como viu depois?

Metem a mão no Palmeiras à vontade, sem medo de serem felizes. O pênalti não nos fez falta dessa vez, mas poderia ter feito… como fez falta a penalidade sofrida por Henrique, e não marcada pelo árbitro carioca no empate diante do Bahia (e o Flamengo, que precisava escapar do Z4 na ocasião, foi quem acabou se beneficiando com algumas arbitragens cariocas em jogos palestrinos – 3 seguidas).

O futebol brasileiro não toma vergonha na cara mesmo. De nada adiantou o vexame dos 7 x 1 que o Brasil sofreu diante da Alemanha. Essa mutreta toda, que rola por aqui, está do tamanho certo para os interessados na “espanholização do futebol brasileiro”, principalmente, quando um dos clubes “hispano tupiniquim”, e de trancinhas rubro-negras, está na zona de rebaixamento ou muito próximo dela.

E o Palmeiras é o time favorito para ser prejudicado… Abre o olho palmeirense, em campeonatos brasileiros todo cuidado é pouco!

100Anos-Brasão

#Palmeiras100Anos

Faz muito tempo que eu digo que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva julga clubes e jogadores com as regras que melhor lhe convier… algumas vezes, com regras próprias, ou distorções das regras  existentes, que parecem novas regras, recém inventadas pelos famigerados torcedores promotores da nossa detestável “Capitania Hereditária” – quem não se lembra da pena exclusiva para Valdivia, por forçar um terceiro cartão? Quem não se lembra do jogador do Flamengo forçando um cartão também, e admitindo isso logo depois da punição do Mago, sem receber pena alguma? Quem não se lembra do Se Vagner Love tivesse as trancinhas rubronegras…”?

Faz tempo também, que reclamo da conivência da imprensa esportiva, e dos servicinhos prestados por alguns de seus veículos e profissionais, para legitimar esse dois-pesos-e-duas-medidas do tribunal – das arbitragens também -, sempre em favorecimento de 2 ou 3 clubes. Punições descabidas e inventadas para o Palmeiras e para os jogadores do Palmeiras, a imprensa faz parecer que foram merecidíssimas, enquanto que punições para outros clubes e seus jogadores, pelas mesmas infrações, a imprensa faz parecer  que são crimes contra a humanidade.

Na Copa do Mundo, a mordida(agressão) que Suárez deu no jogador italiano foi considerada crime por aqui e rendeu os mais condenáveis comentários. E foi uma coisa condenável mesmo. No entanto, Emerson Sheik ter mordido um jogador do Boca Juniors na Libertadores de 2012, mereceu o comentário de que “ele sabe jogar contra argentinos” (que liMdo, não?). A hipocrisia é imensa.

“Trocentas” garfadas do apito no Palmeiras – como aconteceu escandalosa e obscenamente em 2012 – são apenas erros de arbitragem nas profissionais bocas da imprensa, e a maioria das imagens desses “erros” somem dos vídeos de melhores momentos; um raríssimo erro de arbitragem beneficiando o Palmeiras, mesmo que seja numa partida em que ele é prejudicado em vários outros lances, é um absurdo inaceitável, condenado, mostrado,  e comentado à exaustão em todos os programas esportivos.

Como aconteceu diante do Criciúma em 2013. Bruno César sofreu pênalti de Escudero, que o juiz não marcou, e, quando ele estava no chão, foi chutado com bola e tudo pelo mesmo Escudero. O juiz, de novo, nada marcou, a imprensa fez que não viu, o STJD nem “tchum”.

pênalti-em-Bruno-Cesar

Mas essa penalidade, a favor do Criciúma e não assinalada pelo árbitro, foi o ‘apocalipse’; fizeram um escarcéu imenso e o STJD não perdeu tempo em denunciar, julgar e punir o jogador palmeirense. Dois-pesos-e-duas-medidas na sua versão clássica.

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Essa cotovelada abaixo, que ocorreu numa outra partida (eu poderia mostrar inúmeras outras imagens de agressões e lances violentos sofridos por jogadores do Palmeiras, e que não foram marcados pelas arbitragens, mas nem precisa), também foi ignorada nos programas esportivos e nas pautas do tribunal:

Eguren sofre agressão e o árbitro nada marca

Eguren sofre agressão e o árbitro nada marca

 

Valdivia é expulso num Derby por deixar a mão na cara do adversário. E a imprensa, justificando o cartão vermelho dado a ele, o “frita”… ele é o “esquentadinho”, “prejudica o time”, “irresponsável”…

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Mas, numa partida mais recente, o “esquentadinho” leva uma cotovelada,  o juiz nada marca, e a mesma imprensa diz que ele é “cai-cai”, que ele “provoca”, e o tribunal… nem aí, se faz de ceguinho da silva.

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Um “trabalho” tão bem feito, que tem até palmeirenses aceitando a lavagem cerebral de que os árbitros erram para todos os times, tem palmeirenses culpando seus jogadores quando eles tomam cartões, ou achando correto que o Palmeiras seja prejudicado pelas arbitragens caso não tenha jogado bem, como se uma coisa legitimasse a outra. E nem se dão conta que, na nossa balança, o prato dos benefícios está praticamente vazio, enquanto que o dos prejuízos, repleto, arrasta no chão.

O mesmo acontece com o tribunal em relação às infrações cometidas por jogadores. Se são jogadores do Palmeiras os infratores, eles são denunciados e julgados por imagens, são punidos – até mesmo por sorrisos -, e muitas vezes são julgados de novo pela mesma infração – Diego Souza era uma grande vítima de rejulgamentos quando estava no Palmeiras. O juiz pune em campo, o tribunal resolve punir um pouco mais; o juiz não pune em campo, vem o tribunal fazer “justiça”. Só que o mesmo não acontece com vários outros jogadores e clubes.

E nos perguntamos: por que alguns são denunciados e punidos e outros não? Por que para uns servem as imagens para se fazer a denúncia, e,  para outros, a infração tem que estar relatada na súmula? A mando de quem se utilizam desse “método” tão discrepante? Qual o livro de regras que usam para o Palmeiras, que nunca é igual ao que usam para os outros clubes?

O “dois-pesos-e-duas-medidas” é jogado na nossa cara todos os dias. Depois de todo blá bla blá da Copa por causa da agressão do Suárez, que o juiz não viu, e a sua consequente e pesada punição, aconteceu algo meio inédito aqui no campeonato brasileiro; o jogador Petros, do Corinthians, agrediu o árbitro Raphael Claus durante a partida entre Santos e Corinthians. E não foi por acaso, não foi sem querer, foi de propósito mesmo. Acompanhe…

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=1P893FtDp-k[/youtube]

Fica tão claro que ele muda até de direção para ir de encontro ao árbitro e atingi-lo, não é mesmo? Mas teve gente que fez de conta que não viu isso, e a parte muito/bastante/tremendamente cara-de-pau da imprensa saiu em defesa do… jogador?? Teve quem dissesse que ele deu uma trombada no árbitro, que não o viu, que foi sem querer… (??) Qual a possibilidade de um jogador do Palmeiras, Valdivia por exemplo, agredir um árbitro e não pegar “duzentos” jogos de gancho? Quais as chances de vermos profissionais de imprensa e ex-árbitros saírem em sua defesa?

O árbitro nada marcou na súmula, mesmo tendo levado uma pancada nas costas que quase o derrubou,  mesmo tendo visto as imagens depois do jogo. E porque nada havia na súmula, alguns “imprenseiros” diziam que o STJD não poderia denunciá-lo (mas quando denunciou o jogador do Palmeiras só pelas imagens podia?). Arnaldo César Coelho gastou o seu latim na defesa do jogador (por que o defendem se ele está errado?)

Só que, na terça-feira, dois dias depois da partida, o árbitro foi obrigado a fazer um adendo na súmula e relatar a ocorrência, sob o risco de ser ele o punido (não fosse isso, ele não relataria?).

raphael-claus-agressão-súmula

E então, o STJD resolveu denunciar o jogador – teria sido inaceitável ele não ser denunciado -, e aí surgiu mais polêmica…

Arnaldo César Coelho (é advogado de defesa do Petros?) declarou no programa “Bem Amigos” que vê o adendo à súmula como precedente perigoso…

Leonardo, no mesmo  programa, defendeu o direito que o árbitro tem de escrever na súmula no dia seguinte…

Por que tanta falação, tanta polêmica para se punir, ou deixar de punir – como querem muitos –  um jogador que merece ser punido por agressão? Agressão é agressão, e não importa a “cor das trancinhas” dele.

Petros agrediu o árbitro, sim, e o árbitro, atingido pelas costas, não viu o lance, portanto o STJD pode agir à vontade, sem precisar do adendo na súmula. Afinal, a regra deve ser a que a Fifa estabelece, não é mesmo?

E se deve, vejamos o que declarou o presidente da Comissão Disciplinar da Fifa, durante a Copa do Mundo no Brasil (preste atenção a isso palestrino, e faça um “remember” das inúmeras vezes que o tribunal descumpriu essa norma para punir jogadores do Palmeiras):

Comitê-Disciplinar-Fifa1Se a Comissão Disciplinar  só pode agir em caso de expulsão ou em caso de o árbitro aparentemente não ter visto o lance, então, não precisava de súmula e tampouco de adendo para se denunciar o Petros , não é mesmo? O árbitro não viu nada na hora e tampouco puniu o jogador… portanto, o caso é todo do STJD! O julgamento será nessa segunda (amanhã), e o tribunal só não vai aplicar as regras e dar um belo gancho para o jogador que agrediu o árbitro (como faria se o jogador, por acaso, fosse do Palmeiras), se ele não quiser, ou se alguns dos promotores gostarem da cor das trancinhas do Petros… Vamos observar…

 

Parece até aquela história infantil em que todo mundo sabe que o rei está nu, mas finge que ele está vestido. E então, quando a garotinha vê o rei passar e grita: “Olhem, o rei está nu”, a verdade, absoluta, da qual todo mundo tinha conhecimento, mas fazia de conta que não tinha, cai sobre as suas cabeças e todos exprimem um: Oh!

“Blatter confirma que o Palmeiras foi campeão do mundo em 1951”

OOOOOOH!!!

Sim, amigo palestrino, no sábado, 09 de Agosto de 2014, o “Estado de São Paulo”, através do seu correspondente na Suíça, Jamil Chade, publicou que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou que vai reconhecer o título do Palmeiras de Campeão do Mundo de 1951. Blatter ainda adiantou que o Palmeiras receberá um certificado que chancela o título. Título, que na ocasião de sua conquista, foi considerado o maior feito do futebol brasileiro.

Finalmente alguém teve a coragem de dizer “que o rei está nu”, não é mesmo? Todo mundo sabia que o Palmeiras era campeão mundial; todo mundo sabia (bastava ler sobre o assunto) que Jules Rimet, presidente da Fifa na época, nomeara Ottorino Barassi, secretário geral da entidade (Fifa), para o Comitê Organizador do “Campeonato Mundial de Clubes Campeões” (olha só  o nome que o a Fifa dava para a disputa), mas, até Blatter dar essa declaração, muita gente fingia que não sabia, inclusive “algumas gentes” da imprensa esportiva.

A maioria da nossa torcida já nasceu sabendo que era campeã do mundo, e nós, palestrinos, nunca precisamos do reconhecimento de ninguém para nos sabermos campeões mundiais – muito menos de quem reconhece título de clube que “entrou na faculdade sem ter concluído o segundo grau”. Afinal, essa maravilhosa conquista do Palmeiras faz parte da história do clube e da história do futebol brasileiro e mundial. Ficou escrita, pra sempre, em letras verde-esmeralda.

No entanto, reconhecer e legitimar essa conquista é uma questão de se fazer justiça . E é por isso, que a Fifa, através de seu presidente, Joseph Blatter, não faz mais do que a obrigação ao acabar com o teatrinho do “não sei que o Palmeiras foi campeão mundial em 51”.

O Palmeiras foi campeão, na raça, dentro de campo, ganhou do bicho-papão europeu, o mundo o festejou e o aclamou campeão mundial,  o Brasil inteiro torceu por ele e se emocionou com a sua conquista, os jornais contaram a façanha e estamparam “campeão mundial” em suas páginas… Um milhão de pessoas recebeu o Palmeiras em sua chegada a São Paulo (você já viu isso acontecer com algum outro clube em alguma ocasião?)…

Eu já contei essa história aqui no blog, com imagens da conquista, fotos dos jornais da época, foto de documento emitido pela Fifa em 2007 reconhecendo o Palmeiras Campeão.
https://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2013/07/22/o-que-o-tempo-guardou-nada-pode-apagar/#comments 

Não dava mais para tentarem mascarar os fatos, não dava mais para esconderem o título, cujo maravilhoso troféu dorme no Palestra.

O mundo do futebol fica menos hipócrita a partir de agora.

PARABÉNS, PALMEIRAS! Ter sido o primeiro campeão mundial de clubes, ter resgatado o orgulho de uma nação e a dignidade do futebol brasileiro, foi um feito tão espetacular, que, mesmo depois de 63 anos, está todo mundo falando sobre isso. O mundo jamais esquecerá essa conquista.

TANTI AUGURI, SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, CAMPEÃ MUNDIAL DE 1951!

 

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Na quinta-feira (07), na Academia de Futebol, Valdivia, de volta ao Palmeiras, concedeu entrevista coletiva à imprensa. Coletiva pedida por ele, para abrir o jogo e esclarecer todo o “disse-me-disse” envolvendo o seu nome e a má sucedida transferência para o Al Fujairah FC, dos Emirados Árabes.

Como algumas pessoas me disseram que não puderam acompanhar a entrevista toda, que durou mais de uma hora, e não conseguiram encontrar o conteúdo todo nos portais, resolvi postar aqui as anotações que fiz, enquanto assistia à entrevista.

O Mago, tão logo chegou à Sala de Imprensa, se dispôs a ficar o tempo que fosse necessário para que todas as dúvidas fossem esclarecidas e para que fossem feitas todas as perguntas que os jornalistas tivessem a respeito do assunto.

E Valdivia explicou o que aconteceu desde a sua ida aos Emirados. Acompanhe as declarações, que estão redigidas mais ou menos na mesma sequência em que elas foram sendo feitas. Alguns assuntos se repetem porque os jornalistas perguntavam sobre eles novamente.

A explicação

“Viajei na quarta-feira de madrugada. Fui recebido por torcedores, dirigentes do clube e imprensa. Fui levado até a cidade da equipe, fui recebido na sala do sheik. Ele subiu a foto no facebook dele falando que estava apresentando o novo camisa 10 do clube.”

“Tem vínculo, sim. Fiquei lá e fiz exames médicos. A gente esperou o dia da assinatura do contrato. Foi aceito o meu pedido de 10 dias de férias. O clube disse que não teria problema e era só apresentar para a pré-temporada no dia 5, na Alemanha. Até então estava tudo certo. Eu tinha de voltar no domingo (04).”

Pela internet, eu acompanhei a chegada do Mago lá no novo clube, e foi isso mesmo, ele foi apresentado como o novo camisa 10 do Al Fujairah:

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Sobre a assinatura do contrato

“Não assinamos o contrato, infelizmente, porque era Ramadã. É algo totalmente diferente de nós. O que foi passado para as pessoas do meu lado que não teria problema e era só apresentar no dia 5, na Alemanha. Quando fui para o Al-Ain, foi a mesma coisa. Fui vendido, aceitei os valores e assinei um documento em que dizia isso. Tudo o que foi feito na primeira transferência foi realizado nesta. Agora estava igual.

Peguei os dias de férias do meu suposto novo clube. Quando voltei fiquei sabendo que tinha sido cancelado. O motivo desse cancelamento era que eu não tinha acertado os valores, o que é mentira. Tem documento com carimbo e assinatura do clube, do sheik. Fiquei muito surpreso na minha volta ao Chile, porque na minha cabeça estava tudo certo.

Tudo isso trouxe uma complicação grande. Tive de tirar meus filhos da escola, meu cunhado veio para arrumar a mudança. Estava tudo assinado para tirar mudança, imobiliária, carro, enfim… e significou uma mudança muito grande.

A pessoa que estava negociando pelo meu lado disse que o pai do sheik teria tirado o apoio do filho, porque era muita grana. E essa grana poderia ser usada para construir hospitais, escola, e deixou o filho sozinho na negociação. Isso foi passado para mim, quando cheguei. Mas para o Palmeiras foi dito que eu não tinha aceitado os valores. Eu desminto isso, e já mostrei para o Palmeiras. E o Palmeiras me deu a razão. Tenho os documentos.

Fui liberado pelo Palmeiras no sábado, 12 de julho, então fiquei muito surpreso. Acredito que vocês também. Agora vamos ver com o departamento jurídico qual é o próximo passo.”

Sobre a possibilidade de “haver um clima ruim para ficar no Palmeiras”

“Clima para ficar no Palmeiras não vejo porque ser ruim. O que aconteceu comigo… Estava tudo certo. Não tinha a mínima dúvida de que não seria mais jogador do Palmeiras. Agora eu volto com a mesma motivação que sempre tive aqui. Conheço os jogadores, conversei com eles e com o treinador. O clima nunca mudou aqui dentro do clube.

Nem quando a Copa acabou pensava em sair do Palmeiras, nem agora. A torcida e vocês têm de saber que o Palmeiras sempre foi claro em dizer que não há jogador inegociável. Se chegar uma proposta, o clube vai analisar primeiro. Depois, vão falar comigo. Mas minha cabeça é a mesma. A mesma motivação e já falei com o treinador ontem, quando voltei a treinar. Não tem essa de ficar pensando.

Claro que penso no que aconteceu, mas voltar desmotivado, não. Muito pelo contrário. Sempre digo que devo muito a esse clube. A história mais bonita da minha carreira foi aqui. Vou continuar honrando e respeitando a camisa do Palmeiras.

Sobre o acordo para as férias e o salário de Julho

Não era jogador do Palmeiras. Era jogador do Al Fujairah. Eles mostraram ao mundo que me contrataram. Levaram torcida, imprensa no aeroporto. Cheguei em Dubai 0h, e no hotel 4h da manhã. Fui apresentado ao sheik, diretor, presidente, jogadores, e fui dormir 4h ou 5h da manhã. Concordamos em me liberar 10 dias para férias, porque depois da Copa não tive.

Assim que acabou a Copa, fiquei dois dias aqui e no terceiro dia vim treinar. O Mena (Santos) e o Aránguiz (Internacional) tiveram sete ou dez dias de férias. Eu não. Como eu não era mais jogador do Palmeiras, fui liberado 12 de julho. E aproveito para esclarecer: não recebi mais salários do clube neste momento. Foi pago até sábado, em um jogo-treino que joguei.

Sobre o “sumiço”, e o porquê de ter se mantido incomunicável durante as férias

Eu não sumi. Estava na Disney, com a minha família. Se tivesse sumido, a minha mulher não postaria fotos. Antes de ir a Dubai, tuitei que não jogaria mais pela seleção. Na minha volta de Dubai para o Chile, não tenho telefone chileno, só do Brasil. Na volta, num domingo, passei aqui e fui embora. Deixei avisado com quem trabalha comigo para bloquear meus números, para tirar as crianças da escola.

A minha família ainda está no Chile. Fui para o Chile e parecia que estava chegando o presidente do país. Tinha muita imprensa querendo falar comigo, para esclarecer os motivos de não atuar mais pela seleção. Depois saíram notícias de briga, e a imprensa chilena me envolveu. Então, ganhei essas férias do clube e fui embora sem preocupação. Não queria mais saber de telefone e mensagem.

A minha casa foi invadida por gente querendo saber porque não atuaria mais pela seleção, se houve indisciplina ou briga. Curtir e desfrutar meus filhos foi sagrado. Desliguei tudo porque não queria ver internet. Saía 8h do hotel e voltava meia-noite para dormir. Aproveitei bem os dias de férias do meu novo suposto clube.

Os motivos são esses. Não estava escondido. A prova mais clara é que a minha mulher postava as fotos, mostrando que estávamos de férias.

A saída do Palmeiras

“O que falei é verdade (se referindo à despedida que deixara para a torcida em uma rede social): o Palmeiras precisa de dinheiro. O presidente disse muitas vezes que ninguém é inegociável. O clube recebeu uma proposta e assinou todos os documentos, que garantiam a minha saída do clube.

O que escrevi no momento foi a verdade: o Palmeiras precisava de grana, chegou uma grana que o clube aceitou. Abri mão de 10% para ajudar o clube. Concordamos em todos os termos e fui vendido. Se vier mais uma proposta, quem decide primeiro é o clube. Se decidirem se é boa, ou não, eu sou chamado. Esse é o procedimento normal.”

A volta aos gramados e a conversa com a comissão técnica no retorno ao clube

“Por mim, ontem (estaria pronto para jogar). Mas neste momento iria mais atrapalhar do que ajudar. Neste momento, e em todos, tem de respeitar meus companheiros. Quando fui perguntado se devo jogar com algum ou outro atleta, disse que todos merecem atuar. O técnico decide. E há jogadores atuando e se doando pelo time.

Já conversei com a comissão técnica e montaram um planejamento. Começamos treinamentos em dois períodos e vamos acelerar o máximo possível. Mas a minha vontade é recuperar os dias que fiquei sem treinar, desde o sábado do jogo-treino contra o Red Bull. Agora, iria mais atrapalhar.

Não posso dar uma data para voltar, porque temos de ir conversando com a comissão técnica. Não posso esperar muito tempo e por isso vamos treinar em dois períodos.”

As férias e a falta de notícias nesse período

“As férias foram dadas pelo clube. É difícil vocês acreditarem. O direito de vocês é perguntar e duvidar um pouco, mas quando você está sempre sob pressão, e pode ter um descanso com a família, meus números são do Brasil. Minha mulher não tinha telefone e postamos as fotos pelo telefone da minha cunhada, que tinha telefone do Chile.

É difícil de acreditar, mas não ficamos lendo notícias, mensagens sobre o negócio não ter dado certo. Para mim estava tudo certo.

Tinha as provas suficientes de que estava tudo certo. Saíamos do hotel 8h ou 9h para passear e voltávamos muito tarde, para dormir. A minha mulher publicou fotos pelo celular da irmã dela. Tinha internet, sim, é difícil não ter internet na Disney, mas eu não entrei em momento nenhum. Fui para descansar e para me apresentar no dia 5 no Al Fujairah.

Motivação para atuar pelo Palmeiras

“Um dos motivos pelo que pedi essa coletiva foi para esclarecer as dúvidas que vocês e a torcida têm. E não contar a minha verdade, e sim os fatos como aconteceram. Motivação tem todo dia. Claro que disputar uma Copa do Mundo não é todo dia, mas sempre estou motivado de representar essa equipe.

É uma instituição que me deu tudo. Tenho cinco anos aqui no clube e nunca fiquei em lugar algum tanto tempo. A motivação é a mesma de querer jogar. O Palmeiras vive um momento complicado, mas tenho certeza que sairemos dessa. A motivação existe sempre. Se não tiver motivação de treinar, é melhor ficar em casa deitado.

A mensagem que passo é: da minha parte não muda nada. Desde ontem voltei a ser jogador do Palmeiras. Quero conquistar coisas e disputar um jogo no nosso novo estádio. A minha motivação não muda nada.”

Repórter chileno pergunta se Valdivia poderia voltar à seleção

“Minha decisão não muda. Sou agradecido à comissão técnica, mas a minha volta ao Palmeiras não muda nada. Bem ou mal, com coisas negativas que a seleção passou, agradeço à seleção e à torcida. Representar meu país é o mais importante.”

“Tudo o que me colocaram envolvido não estou (polêmicas na seleção). É fácil apontar o dedo para mim por todo o passado. Quando falam de indisciplina ou briga citam meu nome, mas não estou envolvido em nada. Mas repito: não muda minha decisão. E desejo o melhor aos meus companheiros.”

Sobre avisar aos pais da viagem de férias

Não, tenho 30 anos. Já fiz tudo pelos meus pais, sou agradecido a eles. Quando assinei com o Colo-Colo comprei uma casa para eles. Tenho 30 anos. Formei minha própria família e acho que pelo que falei não tenho motivo para estar sempre avisando o que farei ou não. Seus pais te chamam para saber como estão, saúde, ok. Mas ligar para avisar que vou sair de férias, não teria motivo para ter feito.

Entrar na Justiça contra o Al Fujairah

Conheci o Wagner Ribeiro (empresário), mas nessa negociação ele não estava por dentro. Mas ele está certo em uma coisa: estava tudo assinado, menos o contrato. Tanto que o Palmeiras vai se manifestar juridicamente. O Palmeiras assinou a venda, o Al Fujairah assinou que compra o jogador, e eu assinei que aceito tudo. Tem carimbo do clube, do sheik, enfim, tudo certo.

A única coisa que não estava acordada são os termos de pagamento: luva, adiantamento… Mas valores econômicos, que é o motivo apontado por eles para o negócio cancelar, não. O documento que o Palmeiras tem mostra o contrário. O Brunoro acredita no que expliquei a eles anteontem, que de fato aconteceu.

O Palmeiras está há um bom tempo tentando se comunicar com o Al Fujairah. O que se vive lá é diferente do nosso comum, ainda mais com Ramadã. Da primeira vez que fui foi igual: Palmeiras aceitou valores, assinamos documento aceitando tudo, mas faltava exame médico e assinatura do contrato. Desta vez também fiz exames médicos.

A pergunta é difícil responder: o que aconteceu. O Palmeiras assinou documento de transferência. Tanto é que não treinei mais no Palmeiras. Segunda, terça e quarta não me viram mais aqui. Já era jogador do Al Fujairah. É difícil responder o que aconteceu realmente.

Quando voltei dos Estados Unidos, fiquei em choque e surpreso. Não sabia o que tinha acontecido. A pessoa do Chile que viajou comigo, disse que tentou entrar em contato e não teve resposta. Ninguém apareceu. Só informaram ao Palmeiras que o negócio não aconteceu por minha causa. Mas o documento que o Palmeiras tem prova o contrário. O Palmeiras está há quatro dias tentando entrar em contato com o Al Fujairah e não consegue.

Quando voltei, eles tinham conversado com advogado que mexe com coisas do futebol. Ele disse que temos tudo para entrar na Justiça contra o clube. O Wagner Ribeiro também me disse isso.

Se quem entende do caso e trabalha com isso, o que tenho de fazer é isso. Eu fui enganado. O Palmeiras foi enganado. Fui tratado como um jogador novo. Deixei de treinar muito tempo. São muitas coisas envolvidas para entrar na Justiça.

Sobre a relação com Wagner Ribeiro

Não sabia que eu tinha fechado com o Wagner (risos). Ele não é meu empresário. É uma relação muito próxima, mas como você diz que tem algo assinado, não tem nada assinado. É uma pessoa muito próxima.

O Wagner não estava no meio desta negociação. Se fosse, estaria por dentro. É uma pessoa que conversei, saí para almoçar e tiramos fotos. Mas não assinamos. Mostra que meu desejo não é sair embora.

Luvas e adiantamento prejudicaram o acerto?

Juridicamente, não. O motivo que eles alegam são valores econômicos, que estavam acertados e assinados.

E a forma física?

Já conversei francamente com o treinador. O planejamento foi montado. Se jogar domingo, atrapalho mais do que ajudo. Vamos trabalhar duro e fazer o possível para voltar logo. Não posso passar por cima de quem está treinando e jogando. Preciso respeitar a decisão do técnico, como sempre fiz.

Encerrar a carreira no Palmeiras?

Sempre falei antes de sair: sou muito grato ao clube e pelo carinho da torcida. Quando caímos, eu caí junto. Jogamos a Série B juntos. A Série B poderia colocar em dúvida a minha convocação para a seleção, mas mesmo assim fiquei. É difícil usar os argumentos, porque parece que estou chorando.

Sofri sequestro, agressão, mas mesmo assim fiquei, porque gosto muito do clube. Sofremos juntos, e tivemos alegrias juntos. Fiz grande parte da minha carreira aqui e vou continuar do mesmo jeito. Se for para encerrar aqui, o único cara que ficará triste é o Osório Furlan (conselheiro e dono de 36% dos direitos econômicos).

A relação com o elenco

A disputa sempre teve. Não só no Palmeiras, mas em todas. É saudável. Tenho sorte que seja com os argentinos, paraguaio, porque nos damos muito bem e temos a mesma língua, falamos o mesmo idioma. Os brasileiros que jogam na mesma posição eu conheço. Não muda nada. É totalmente normal. Nos damos muito bem. Temos amizade no grupo.

Tem de respeitar a todos. Sempre que me colocaram jogando com Mendieta, Marquinhos Gabriel, sempre falei do Felipe Menezes e do Wesley. Sempre fui respeitoso e agora não será diferente.

Sobre jogar no Allianz Parque

“Totalmente diferente. Quando era o antigo Palestra, o time que vinha jogar contra nós sentia pressão e diferença já quando entrava na (Avenida) Francisco Matarazzo. Tem muito torcedor palmeirense na região. E vai ser muito diferente. Espero que a Arena fique pronta logo e nos traga alegrias, felicidades e muitas vitórias.

Sobre ter sido negociado e sobre Brunoro ter declarado que o clube não precisa de dinheiro

O Palmeiras sempre declarou que não há jogador inegociável. Negociou Barcos, Henrique, que era o capitão, e mais alguns que estavam para se tornar referência no clube. E foram vendidos. Abrir mão de jogadores importantes não é comum. Isso quer dizer que precisa da grana. Se o Palmeiras não quisesse vender, teria rejeitado a proposta do clube árabe. Agora quando senta para conversar que tem proposta, que agrada ao clube, você tem uma brecha para negociar.

Os valores eram bons e aceitei. A necessidade do clube no momento era de vender, porque o pessoal do Palmeiras sempre disse que não tem jogador inegociável. Era bom para o clube e para mim. Decidimos em comum acordo para fechar a negociação.

O que foi aprovado é uma proposta boa para todos os clubes.

Por que Emirados de novo?

Quando vai ser vendido, tem de pensar em ganhar mais do que onde está. Isso passa com você, ninguém é feliz toda a vida com a grana que ganha. Tem de pensar no futuro. No meu caso estava melhorando. Se quer chegar no ponto de mercenário, não teve nada disso. A proposta foi boa para todos. Quando você sai é para ganhar mais.

Polêmicas com Valdivia

Porque não falo muito e não venho desmentir. Foi dito que meu pai atrapalhou, que tinha uma proposta de clube melhor. Na seleção inventaram que teve indisciplina com o Medel. Sempre que há algo de suspeito meu nome é o primeiro.

Valdivia teria culpa nas polêmicas?

Sim, mas viver só sentindo culpa seria melhor jogar em um time sem tanta expressão e que a pressão não seja como é aqui. Sentir culpa sempre é tipo o cara alcoólatra. Ele quer se recuperar e tem direito, melhorar a vida e uma família. Tenho direito de passar a mensagem que mudei, não sou a mesma pessoa. O mesmo direito do cara que tem de se recuperar de um problema, é o meu direito.

Não posso ser julgado pelo que fiz. O que fiz já paguei e fui punido, criticado. Mas quando quer melhorar, tem o direito de melhorar. Esse é o meu direito. Tenho melhorado e mostrado isso. Viver de culpa é melhor não ter vida, porque se não já acorda pensando nos problemas.

Sempre que houve problemas esclareci e fui bem homem. Alguns falam que não sou comprometido. Tem de ter parcela de comprometimento, mas não é tudo no futebol: caráter, qualidade, personalidade, vontade, fome e perseverança. Não é tudo comprometimento.

Sobre os estrangeiros no Palmeiras

O Mago brincou sobre o grande número de estrangeiros que há no elenco do Palmeiras e a permissão da CBF para que os clubes tenham apenas cinco estrangeiros em campo atuando nas partidas nacionais (o Palmeiras tem sete):  “No ano que vem serão só cinco brasileiros”, disse ele.

É legal que tenha mais estrangeiros. Você dá chance de trabalho, de viver em um país 100% futebol, de criar filhos aqui, como no meu caso. Faltam poucos dias para fechar a janela e eu nem sabia. Se o Palmeiras concordar e aquele personagem (Osório Furlan) também, e para mim for o melhor, ok. Não dá para sair sendo pior ou igual. Vamos esperar o que o Palmeiras decidir. Voltei a ser funcionário. Quem decide é o clube.

De novo, repito: o clube sempre disse que não tem jogador inegociável. Depois será perguntado a mim e vamos decidir juntos. Mas o meu desejo sempre foi voltar ao Palmeiras. Na primeira vez que saí, voltei para o clube feliz. Tivemos problemas, sou feliz aqui e grato. Espero que a torcida entenda a sinceridade com a qual estou me expressando hoje. Estou abrindo tudo, não tem porque me esconder.

Ganhei folga do clube que iria me contratar. Agora, meu antigo e novo clube é o Palmeiras. Devo satisfação ao Palmeiras hoje. A vida continua como sempre foi: treinando e jogando sempre que for possível. Meu carinho pelo clube não muda. Tanto que no meu Instagram só tem foto do Palmeiras, e o gol na Copa foi dedicado aos torcedores do Palmeiras. Tenho muito a agradecer.”

Sobre entrar na justiça junto com o Palmeiras

“Acho que sim, ganhar é mais fácil. Mas também vou entrar com meu estafe de advogados, porque são coisas diferentes. As duas partes foram enganadas. Eu fui exposto ridiculamente, posando com camisa do clube, falando com a imprensa e submetido a exames médicos. Tive de tirar meus filhos da escola. Passei para minha mulher que iríamos morar em Dubai. Até postou uma foto de Dubai.”

 Palmeiras quer o Mago fora?

“Só falei que o Palmeiras diz que não há jogador inegociável. Amanhã é outra diretoria, outro ponto de vista. Mas nunca falei que o Palmeiras não me quer. O que disse é que eles sempre deixam claro que não há jogador inegociável, e não me devo ao Osório Furlan. Se ele ajudou a trazer de volta, problema dele. Não me devo a cigano, fulano e sim ao Palmeiras. O dono do meu futebol é o Palmeiras.”

Sobre Osório Furlan  (ajudou o Palmeiras a contratar Valdivia em 2010)

Se ele me quer fora, cuida da vida dele e eu cuido da minha. Não tem porque ficar respondendo sempre. Quando há matérias falando de mim não tem motivo para responder, porque ele não significa nada para mim. Para o Palmeiras ele significa, porque ajudou o clube, mas ele não me ajudou.

Declaração/brincadeira(?) de Vampeta sobre muitos estrangeiros juntos

Acho que foi de brincadeira. Não tenho nada a dizer sobre isso. É falado no futebol isso, mas nem tudo que é dito necessariamente é verdade. É uma opinião dele, tem de ser respeitada, mas discordo. Cada um sabe o que diz.

A assessoria de Valdivia avisou então que seria a última pergunta, mas o jogador novamente se disse mostrou à disposição de todos: “Não, pô, podem perguntar e vamos falar”. E a entrevista continuou.

Valdivia tem regalias no Palmeiras?

“Quem fala isso são vocês (jornalistas). Acho que o meu direito é o mesmo de todos.  Tenho a mesma vaga no estacionamento. É sério, é verdade. A minha vaga é do lado do Juninho. O café da manhã é o mesmo. Quando o Palmeiras paga o salário é no mesmo dia. Não sei quantas camisas vendem com o meu nome. Meu horário e dos outros é 9h30. Quando tem coletiva venho contra a minha vontade. Essa não, eu que pedi. Mas direitos são os mesmos.

Polêmicas, de novo

Como tive muitos problemas aqui, com lesão, sequestro, e que acharam estranho eu ter ido embora, já vira polêmica. Teve a agressão na Argentina (Libertadores de 2013). Qualquer lugar do mundo isso é imperdoável. Não vi acontecer algo diferente. Se o Paulo (Nobre, presidente) vetou coisas das organizadas, é normal, o Cruzeiro também fez.

Se falam de eu ter mais direitos por ter ido embora desde sábado, é porque não era mais jogador do Palmeiras. O Palmeiras não me pagou mais e me liberou a não vir mais.

“Falam que não vou para o treino, mas muitos não vêm e vocês não olham. “Ah, ele chegou no departamento médico 9h40″, mas outros também. Mas chama atenção porque sou mais polêmico e venho para falar a verdade. Não digo nada para agradar. Sou sincero. Quando aconteceu o problema da minha mulher pedi desculpas. Direito diferente eu não tenho. Mas quando eu faço parece que é diferente.”

“Quando eu disse que o Felipão tinha falado uma coisa e depois aconteceu outra, aconteceu. E vocês sabem o que aconteceu. Não venho aqui para mentir. Não falo com maldade, falo a verdade porque sou sincero. Quando fiquei machucado é porque eu tinha alguma coisa mesmo.”

“Todas as vezes que fiquei machucado, não era mentira. Já falei também que o José Amador (preparador físico) me ajudou e tratou. Há muito tempo não me machuco. Falam que não tenho comprometimento, mas venho para os treinos e jogo. Tenho minha vida pessoal. Cada um é dono da sua. O mais simples é falar que não tenho comprometimento. Quem sabe disso é quem está aqui dentro. O resto é especulação. Eu venho para o treino, jogo, bem ou mal. 

Valdivia aceitaria contrato por produtividade?

“Nesse momento não pode, porque tenho contrato fixo. Quando esse contrato acabar, você pergunta de novo. Esse contrato vai até agosto de 2015. É fixo e não pode ser modificado. Se quiser renovar, claro que vamos conversar”

Conversa com Gareca

No pouco tempo com o treinador, falamos muito e com os auxiliares. Esse Campeonato, tirando Itália, Inglaterra e Espanha, é o quarto mais difícil do mundo. Tem clássico todos os dias, e falei ao treinador. São jogos difíceis e várias partidas no ano. Clássico toda semana. Quando não é clássico, joga contra o melhor de Porto Alegre, Minas Gerais. Não tem time ruim ou pequeno. O Brasileiro é um dos mais difíceis.

A mensagem que passo a ele (Gareca) é trabalhar. Qualquer técnico estrangeiro vê que aqui se faz coisas diferentes. A pressão da imprensa é grande. E o Palmeiras é muito grande. O clássico é contra o Corinthians, e ultimamente o Corinthians tem ganhado coisas importantes. E exigem o dobro de jogadores e treinadores diferentes.

Mando mensagem de tranquilidade, confiança e que o time está 100% fechado com o que ele faz. Conversei com os jogadores e disseram que são trabalhos excelentes. É uma pessoa excelente. Cumprimenta a todos sem exceção. Chego com muita vontade de mudar os resultados negativos recentes.”

Renovação do futebol brasileiro

“Acredito que uma renovação é necessário. Hoje o Brasil não tem o poder de antigamente, quando tinha Rivaldo, Ronaldinho, Kaká, e mais atrás também tinham. Hoje, o único diferenciado que a imprensa e a torcida destacam, é o Neymar. Antigamente eram sete extraterrestres. O Brasil necessita dessa renovação. Espero que, por ser o país onde trabalho e sou respeitado, que aconteça.”

E, assim, a entrevista se encerrou na Academia de Futebol.