No momento em que escrevo essa postagem, está a todo vapor o julgamento de Palmeiras e Corinthians no famigerado Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a nossa conhecida “Capitania Hereditária” (quando você me ler, por certo já existirá uma punição para o Palmeiras, e só pra ele), por conta das 258 cadeiras do Itaquerão que a torcida do Palmeiras danificou. Os clubes (os? Tem certeza, Ximit?), pasmem, correm o risco de perder até 10 mandos de campo (Oi?? Esperar o quê de um julgamento, quando o promotor já ameaça o time ao fazer a denúncia?) e ainda receber uma multa que pode chegar a R$ 100 mil.

Os dois clubes foram enquadrados no artigo 213 do CBJD, por “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto”. Porém, o primeiro parágrafo do mesmo artigo prevê que, preste atenção nisso, “caso a desordem seja feita pela torcida da entidade adversária, tanto a entidade mandante como a entidade adversária serão puníveis, mas somente quando comprovado que também contribuíram para o fato” (“enrolation”, para muito provavelmente punir só o Palmeiras, como sempre, e, como sempre também, por coisas que as torcidas de todos os outros times fazem, inclusive a do Corinthians, e que não servem de motivo de punição para os seus clubes).

Como não houve gravidade na ocorrência, e, segundo o promotor que adora encher o saco do Palmeiras, é provável que a punição seja apenas uma multa (o que não teria cabimento, uma vez que não houve contribuição alguma dos clubes, principalmente do clube visitante, para que as cadeiras fossem quebradas). Eu não questiono haver punição para o absurdo que é torcedores quebrarem cadeiras, depredarem arenas, sejam elas de adversários ou dos seus próprios clubes. No entanto, como não houve grande desordem, violência, e a depredação de algumas cadeiras não interferiu no andamento da partida, penso que a punição deveria ser para as torcidas responsáveis pela infração (a torcida do “dono” também danificou cadeiras no estádio).

Também não vou questionar a quantidade de cadeiras danificadas… as imagens mostram um número pequeno; logo após a partida disseram que eram 25 cadeiras danificadas, e, de repente, viraram 258. Imagino que o Palmeiras tenha ido lá conferir se foram 258 mesmo – eu teria ido -, que tenha visto as imagens das câmeras de segurança do Itaquerão mostrando o vandalismo…

Outra coisa que nem vou questionar também é a péssima qualidade das tais cadeiras. A arena, construída com 1, 2 bi de dinheiro público, foi inaugurada em Junho, e até hoje, menos de dois meses depois, já foram danificadas mais de 800 cadeiras por lá. A própria torcida do “dono” do Itaquerão danificou cadeiras na partida de estreia da arena, e também na partida diante do Palmeiras. Parecem cadeiras feitas de papelão ou isopor – um amigo que esteve lá, durante a Copa, me disse que elas são muito frágeis e de qualidade bem inferior.

Também não vou questionar o fato de que a torcida do “dono” do Itaquerão já danificou cadeiras de vários estádios, botou abaixo as grades do Pacaembu, fez arruaça e depredação em aeroporto, meteu fogo em carro alegórico de escola de samba… e eu nunca soube que o Corinthians tenha pagado coisa alguma, tenha ressarcido os muitos prejuízos causados por seus “fiéis”. Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço, não é mesmo?

Nem vou dar muito destaque ao fato de que o “Cara de Areia” cantou a bola sobre cadeiras quebradas durante toda a semana que antecedeu o Derby. Já falava em cobrar o prejuízo (que ele nunca pagou quando foi a sua torcida a depredar patrimônio alheio) antes mesmo dele existir, e, ainda assim, nossos “muy espertos” torcedores fizeram exatamente o que ele esperava (queria?) que fosse feito.

O que questiono aqui, e que precisa ser questionado sempre, é a maneira dúbia de se fazer justiça no STJD. O Palmeiras se encarregou de cobrir os prejuízos no Itaquerão e mesmo assim ainda vai ser julgado. Se há regras para se denunciar, julgar e punir os clubes, quando os seus torcedores brigam, depredam… como é que não me lembro de ver outros clubes ressarcindo prejuízos alheios? Também não me lembro de ver seus atos de vandalismo e violência serem denunciados multados e punidos pelo tribunal, por promoverem desordens, depredações e até mesmo incêndios como esses, mostrados nas imagens abaixo (existem muitos outros casos, inclusive com torcedores feridos gravemente)?

Para não cometer nenhuma injustiça, já que não me lembro muito bem se houve ou não denúncia e punição para alguns casos, vou passar a bola pra você, amigo leitor. Por favor, me ajude a lembrar, quais foram as punições para os clubes dessas torcidas cujo vandalismo e violência causaram o que as imagens mostram? Quanto eles pagaram de multa, quanto pagaram para ressarcir os clubes prejudicados, e quantos mandos perderam?

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Tão logo fiz essa postagem, a “Capitania Hereditária” já tinha dado o seu veredito: Corinthians, o responsável pela segurança do/no estádio, absolvido, e multa no valor de R$ 50 mil para o Palmeiras. O Verdão concordou em pagar o prejuízo, e, ainda assim, foi multado?

Estou começando a achar que precisamos de uma Justiça Desportiva com promotores que venham da Alemanha… Afinal, lá, o futebol é conduzido com muito mais seriedade do que aqui.

“Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr’uma outra hora…

… Se alguém disser pra você não dançar
E que nessa festa você tá de fora…

Não acredite, grite, sem demora…

Eu quero ser feliz agora!”  –  Oswaldo Montenegro

Por mais que nós soubéssemos que o Palmeiras precisava começar a ser reconstruído em seus alicerces – sei que essa é a lógica -, por mais que tenhamos conhecimento de que nos próximos dois anos, seja quem for o presidente, ele vai encontrar a instituição muito mais saudável, sem as sangrias de dinheiro palestrino que havia por todos os lados (dependendo de quem assumir, o clube vai sangrar tudo outra vez), sem  a falência, constatada em Abril de 2013; por mais que tivéssemos tido/tenhamos paciência, não dá para ficarmos inertes diante do que estamos vendo, não dá para não ouvirmos o nosso coração que quer apenas ser feliz…

As sirenes de alerta do futebol do Palmeiras estão “berrando”… A venda de Valdivia, o único craque diferenciado que tínhamos pra “pegar pelo rabo”, expôs a ferida da qual tanto nos horrorizamos agora. Era ele a “usina geradora de qualidade” que alimentava de bom futebol diversos setores do time.

Eu sei que vender e comprar jogadores é rotina de todos os clubes, mas sei também que um bom planejamento prevê que um craque nunca irá embora antes do seu substituto chegar. Todo mundo está vendo a ruindade que o time do Palmeiras ficou sem ele – e justo quando temos um bom técnico. E onde está o substituto de Valdivia? Onde está o novo camisa 10 diferenciado? E como podem os nossos dirigentes acreditar que o time sobreviverá sem ter alguém para criar as jogadas? E como podem não se incomodar que o time do Palmeiras não sobreviva – é essa a impressão que tenho – e despenque na tabela por causa disso, em pleno centenário do clube?

NÃO! MIL VEZES, NÃO! EM TEMPO ALGUM, AINDA MAIS EM NOSSO CENTENÁRIO!

Diante do Bahia, do fraco Bahia, que serviu de sparring pra todo mundo, nosso time só foi capaz de empatar. O primeiro tempo foi de doer. O time corria, tentava buscar, mas o nível técnico era sofrível. Do lado do Bahia, era pior. E o time baiano ficava inteirinho no campo de defesa, e fazia cera de montão.

O Palmeiras teve muito mais posse de bola na partida, o que foi uma inutilidade, já que eram poucos os que a punham no chão para tentar construir uma boa jogada. Ciscava, ciscava, e nada! Tinha posse, mas não tinha ‘munição’ para os ‘atiradores’ lá da frente. E, para alguns, fica tão mais fácil culpar os ‘atiradores’; para outros, fica fácil culpar o técnico…

Não acho que falta vontade aos jogadores como dizem alguns, nem que tenha jogador querendo sabotar o técnico como fantasiam outros. O que acontece é que falta qualidade no time, e, em várias situações de jogo, não se sabe como chegar ao gol adversário, por mais que se tente, por mais que Gareca procure acertar o time. Aquele malfadado “último passe” não acontece como deveria, e aí a finalização sai pior ainda. E isso é quase matemático, né? Sem uma boa assistência = ataque zerado, exceção feita apenas para jogadas individuais e cheias de talento, e algumas outras, de pura sorte. E estamos numa falta tremenda dessas jogadas…

A carência no setor é tanta, que estávamos todos lamentando a ausência do garoto Allione, recém contratado, e que tinha feito até então apenas uma partida – está na cara que a pressão e a cobrança em cima dele, acabarão sendo muito maiores do que deveriam ser. Ele terá que dar certo pra ontem, tadinho, e não deveria ser desse jeito, não é mesmo?

Ainda assim, precisamos de um 10, e dificilmente um substituto à altura do Mago poderá ser comprado pelo dinheiro que se conseguiu com a sua venda; precisamos de um lateral direito também, ainda que Weldinho se saia melhor do que Wendel; precisamos de mais um atacante, bom – vem chegando  Willian José, que estava emprestado ao Barcelona B  (será que é o irmão do Louro José?) Que seja uma grata surpresa, assim como aconteceu quando chegou Kardec, que estava encostado lá no Benfica… Não temos muito tempo para apostas, precisamos de gente pra chegar e resolver.

Mas, no Pacaembu, no nosso compromisso diante do Bahia, quando encarávamos os nossos problemas, a única bola redonda que chegou no ataque foi um cruzamento de Victor Luís (está se saindo bem o garoto), na medida, que Henrique guardou de cabeça aos 15′ do segundo tempo. Nas outras oportunidades criadas, no jogo todo, como a bola não chegava redondinha, era preciso que nossos atacantes tivessem boas doses de criatividade e talento para finalizar com acerto, e, por isso mesmo, nada acontecia.

Era triste ver o nosso futebol tão magrinho… Era doloroso ver o Palmeiras, às vésperas de seu aniversário de 100 anos, não conseguir se impor diante de um time da zona de rebaixamento. O Bahia, tão mixuruca, quando viu que o dono da casa não assustava, tratou ele de tentar. Ficamos tão felizes e aliviados com o gol de Henrique, mas não conseguimos nem comemorar direito, porque o Bahia logo empatou – muita gente não conseguiu ver o gol adversário, por estar, contrariadamente, embaixo de uma bandeira de torcida. Se, por acaso, tivesse sido um gol do Palmeiras, não teríamos visto também.

E se o Bahia já fazia cera antes do seu gol, imagine depois dele… E o Palmeiras sem cacife para detonar um adversário desse naipe. Pobre Palmeiras…

O juiz deu 4 minutos de acréscimo, mas podia ter dado 40… muito provavelmente o placar continuaria inalterado.

Olhávamos um pra cara do outro e nem sabíamos o que dizer, nem sabíamos o que pensar… o coração estragado por vermos o nosso amor tão enfraquecido dentro de campo.

A poucos dias de uma data que deveria ser memorável, pela qual tanto ansiamos, estamos nós aqui, esperando a entrega do Allianz Parque (que não fica pronto nunca, porque tem gente esquecendo que ele É do Palmeiras), com a tabela de classificação na mão, fazendo contas, e rezando para não entrarmos na zona de rebaixamento. Quem diria?

Que “presentão” de aniversário para aqueles que carregam o Palmeiras nas costas… e para a história do Palmeiras principalmente… Faz tempo que estamos só no #AmorModeOn da torcida.

Eu  me recuso a acreditar que Paulo Nobre e os responsáveis pelo Departamento de Futebol não estão vendo o perigo rondando… que o Departamento de Marketing não esteja sendo capaz de gerar receita para que seguremos alguns jogadores e compremos outros;  não consigo nem conceber a ideia de que o coração dos palmeirenses administradores não esteja doendo como dói o nosso… que eles não se sintam miseravelmente tristes e amargurados, como nos sentimos agora…

Não posso admitir que o futebol, a razão do Palmeiras existir, seja deixado de lado dessa maneira, assim como estão sendo deixados de lado os seus torcedores. Não posso esquecer que tínhamos um time bem melhor no ano passado, e no começo deste ano também… não vou subestimar a capacidade dos dirigentes, achando que só nós, torcedores, sabíamos que quebrar a espinha do time, perdendo Kardec, vendendo o Mago, e sem contratar à altura, ia nos deixar mancos, sem condições de caminhar…

Não quero só ter que entender – e olha que sou boa nisso -, não quero só ter que esperar, que aceitar, que ser racional… Quero poder enlouquecer de alegria, quero perder a razão… É aniversário do Palmeiras, e eu quero ser feliz com ele, agora!

E se não puderem, se não vão me fazer feliz, por favor, só não me façam infeliz… de novo.

 

Quando fico aborrecida ou desapontada, procuro escrever um ou dois dias depois, quando já pensei e pesei melhor os acontecimentos… quando a poeira já baixou…

Perder o Derby não foi a pior coisa que nos aconteceu em campo na tarde do último domingo. Não. Afinal, em clássicos, e todo mundo sabe disso, qualquer resultado é possível. O problema foi o Palmeiras não ter  jogado nada, ter deixado a alma no vestiário, ou em qualquer outro lugar. Muito pior do que a derrota, foi a ausência… de futebol, de Palmeiras… e nenhum de nós esperava por isso…

Acho que foi o pior Derby dos últimos anos. O primeiro tempo foi amarrado; o Palmeiras, justiça seja feita, marcava bem e não deixava o Corinthians achar um espaço sequer. Gareca tinha escalado o time mais ofensivo, mas isso acabou sendo inútil, uma vez que o Palmeiras nada criava. E porque não criava, o ataque era pouco e mal acionado, uma vez que as tentativas de ligação com os homens da frente eram feitas diretamente da defesa; e porque o ataque não era acionado, a bola acabava sendo perdida nos muitos erros de passe, e voltando mais vezes para os adversários; e porque a bola voltava mais vezes para os adversários, a defesa acabava sendo muito mais acionada… então, o Palmeiras tratava de se fechar, e tentar os contra ataques. Uma dinâmica nada satisfatória,  e com cara que ia acabar dando errado…  Com um técnico tão bom quanto Gareca, que falta o time sentia do Mago, ou de alguém como ele.

O árbitro era daqueles que, jogada de ombro em que a bola sobrava para um palmeirense, era falta do palmeirense; se quem ficava com a bola era o corintiano, seguia o jogo. Além disso, marcava faltas o tempo todo, e conseguia irritar os vinte e dois jogadores em campo.

Embora tivessem disponibilizado apenas dois mil e poucos ingressos para os palmeirenses, o restante da “Arena dos 4 Tobogãs”  estava com muitos setores vazios. O time arrendatário do estádio (dono, só quando pagar), com aquela “grandeza” que lhe é peculiar, se recusou a colocar o distintivo do Palmeiras no placar eletrônico, e só depois dos 20 minutos (quase 30) do primeiro tempo é que resolveram consertar o deslize (mas pedir carona no jatinho do presidente do Palmeiras, pode, né Andrés?). Ainda bem que a PM achou que só as máscaras cirúrgicas usadas pela torcida do Palmeiras serviam como provocação…

O jogo se arrastou, chato pra caramba, com muitos erros de passes, do Palmeiras principalmente,  com os dois times jogando um futebol bem mixuruca e nada aconteceu na primeira etapa. Foi até um alívio quando o juiz apitou.

No começo do segundo tempo, numa vacilada da nossa defesa (desfalcada de Lúcio), o atacante corintiano, livre, sem marcação alguma, recebeu a bola de frente para o Fábio, e tomamos um gol. Se a coisa já estava difícil, porque o time não conseguia ir à frente, ar algum trabalho para o espectador goleiro adversário, ficaria mais difícil ainda tendo que sair pro jogo de qualquer maneira. Gareca sacou Mendieta e colocou Leandro.

As bolas não chegavam com qualidade nos atacantes palestrinos. Algumas poucas chances apareciam, mas não acontecia nada. Guerrero disputou uma bola com Wendel, deu um chega pra lá nele, e, quando viu que o juiz apitou, interrompendo o lance, deu um “migué”, meteu a mão no peito do parmera e começou a gesticular, cobrando Wendel, como se ele tivesse feito algo escabroso. Wesley ficou uma fera, Felipe Menezes também, foram lá pra cima do Guerrero, e aí os ânimos ficaram todos exaltados. O juiz deu cartão amarelo para o Wendel e pro Guerrero, que quase causara uma confusão à toa.

De jogo mesmo… nada! Assim como no primeiro tempo, o Palmeiras tinha menos posse de bola. A falta de volume de jogo do Palmeiras, que nada tinha a ver com o bom trabalho de Gareca, criava a falsa sensação de que o adversário jogava melhor na segunda etapa; mas era o Palmeiras mesmo que facilitava a vida deles. E porque nada funcionava para o nosso time, os jogadores pareciam perdidos, apáticos em campo.

Ficava claro que o que comprometia o bom trabalho de nosso técnico, era  a falta de algumas peças no time, um armador criativo e inteligente principalmente. Não dá para se fazer um bolo sem fermento, na verdade, até dá, mas vai ovo pra caramba…

A torcida, brava, com razão,  escrachava o time inteiro nas mídias sociais, mas, se colocarmos as peças certas onde falta qualidade (um meia, um lateral direito…), muita gente do time pode subir de produção.

O jogo estava nos acréscimos, quando o adversário fez mais um gol, num lance em que o espaço dado pelos palmeirenses foi determinante para a realização da jogada. Fábio foi na bola, mas ela bateu na trave, depois nas suas costas, e entrou. E o jogo logo acabou.

Não chutamos a gol, não criamos nada, não podemos nem reclamar do resultado ou do juiz. E o pior é que o adversário jogou bem pouco…

Eu sei que existem mil motivos, anteriores à essa gestão, que nos atrapalham agora, que nos fazem ter que dar um passo atrás algumas vezes, quando queremos andar pra frente. Sei que muita gente responsável por ter contribuído para essa situação, hoje, livre, leve e solta, se faz de besta, faz ‘cara de paisagem’ e ataca quem está na administração tentando consertar as picaretagens que esses mesmos espertalhões deixaram pelo caminho.

Mas, de alguma maneira, o futebol tem que caminhar, afinal, ele é o motivo disso tudo, é a razão de existir do Palmeiras, e de milhões de pessoas que vivem pelo Palmeiras, a razão de estarmos aqui; eu, escrevendo, e você, me lendo. Podemos até não conquistar um título, mas temos que ter pelo menos condições de sonhar com ele.

O fato é que perdemos 7 partidas, e isso deve servir de alerta, deve servir para que todos os olhos fiquem bem abertos, para que todas as providências sejam tomadas, para que todos os telefones verdes toquem, para que todos os departamentos se mexam. Uma coisa é você não ganhar títulos enquanto reconstrói o clube (aceito isso numa boa, embora queira ardentemente ver o Palmeiras campeão), outra coisa é você ter um prejuízo histórico e moral imenso por conta disso. 

É óbvio que esperamos e queremos que alguém dê jeito nisso (calma, Gareca, vamos chegar lá), afinal, sabemos que temos pessoas mais capacitadas cuidando do Palmeiras, e, por isso mesmo, é delas que esperamos/cobramos o coelho saindo da cartola. São elas que têm que fazer a diferença e encontrar a fórmula para reconstruir a instituição Palmeiras, sem deixar que o seu futebol seja destruído, sem esquecer dos milhões de corações que batem mais forte pelo Verdão, que morrem por ele.

É ano do centenário, presidente! Só queremos ver o Palmeiras jogar futebol, de verdade! Ajuda a gente aí!

Essa postagem já havia sido publicada há uns anos atrás e, agora, neste Brasileirão-2014, ela foi atualizada. 

O campeonato Brasileiro, ‘palco’ onde se apresentam os maiores clubes do Brasil, está em andamento mais uma vez. Os confrontos entre esses grandes clubes levam milhares de torcedores aos estádios do país e dão pontos preciosos no IBOPE para as emissoras que transmitem os chamados “clássicos”.

Pelo que representam, pelos títulos brasileiros conquistados, pelos grandes e inúmeros craques que já defenderam as suas cores, podemos considerar que são 12 os maiores times do Brasil: Palmeiras, Santos, Flamengo, Corinthians, Fluminense, São Paulo, Inter, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Botafogo e Vasco (4 de São Paulo, 4 do Rio de Janeiro, 2 de Minas Gerais e 2 do Rio Grande do Sul). Atlético-PR, Coritiba, Sport e Guarani, embora não façam parte do grupo mais seleto, também já foram campeões brasileiros uma vez cada um, sem contar que os três primeiros são as grandes forças de seus respectivos estados.

E você sabia que no histórico dos confrontos entre esses grandes clubes do Brasil, desde 1942, o Palmeiras leva a vantagem diante de 8 deles? Sabia que dentre os 16 clubes que conseguiram ser campeões nacionais, o Palmeiras leva vantagem no confronto direto com 12 deles? Uma marca bastante significativa, não é verdade? Ainda mais se considerarmos que, durante muitos anos, o Palmeiras foi vítima de péssimas e desastrosas administrações, que acabaram interferindo dentro de campo, e, por consequência, o Verdão fez alguns campeonatos bastante ruins, deixando de participar de duas edições do Brasileirão da Série A. Consideremos também os grandes danos causados por arbitragens mandrakes e nocivas, que lhe prejudicaram bastante em vários campeonatos, e, ainda assim, o Palmeiras, octocampeão brasileiro, se mantém soberano no confronto direto diante de 8 dos seus 11 maiores rivais no Brasil, e, dentre os 19 clubes que, além do Palmeiras, disputam a edição 2014 do campeonato nacional, o Verdão tem o melhor histórico diante de 15 deles. Nada mau, não é mesmo?

E como no próximo domingo teremos Palmeiras x Corinthians, o clássico de maior rivalidade e visibilidade do país, ganham destaque as estatísticas sobre “quem leva vantagem sobre quem”, “qual dos clubes marcou mais gols”… essas coisas…

Até falaram sobre isso, hoje, no programa Jogo Aberto, da Band,  citaram a vantagem do Palmeiras no Derby nacional, mas colocaram no vídeo uma imagem com os números invertidos e uma vantagem para o time alvinegro. Como assim, Dona Band? NA, NA, NI, NA, NÃO!

Confira o histórico dos confrontos do Palmeiras, em campeonatos brasileiros, diante dos grandes clubes do país e dos demais que disputam o Brasileirão 2014. Contra os números não há argumentos:

histórico-PalxGambás

A maior invencibilidade entre Palmeiras e Corinthians, no campeonato brasileiro, é do Palmeiras, que ficou 8 jogos seguidos sem perder.

O maior jejum entre as duas equipes é do Corinthians, que ficou 4 partidas seguidas sem marcar gol. 

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Fonte: http://futpedia.globo.com/palmeiras

O Palmeiras jogou com o Cruzeiro, perdeu o jogo, mas não mereceu a derrota. Na maior parte do tempo, jogou muito mais bola do que o líder do campeonato.

Gareca, arrojado, meteu três atacantes no time, Henrique, Diogo e Leandro – Mouche, relacionado pela primeira vez, ficou no banco. E o Palmeiras começou o jogo correndo bastante, o Cruzeiro também. Não tinha nem um minuto ainda e Renato arriscou uma bomba de fora da área, mas errou o alvo; o Cruzeiro tentou na cabeçada de Egídio, e Fábio foi buscar no cantinho; Diogo cruzou com perigo na área, mas o zagueiro cortou. E o relógio ainda marcava dois minutos de jogo…

Foi então que aconteceu o que a gente não esperava… O Cruzeiro se aproveitou de 8 minutos de apagão do Palmeiras e de uma falta não marcada pelo juiz – facilitadora do primeiro gol -, e colocou 2 x 0 no placar. Um gol aos 7′, e outro aos 10′ (e uma baita defesa do Fábio aos 18′), e não teve quem não se lembrasse do Brasil e da sacolada de gols que ele levou da Alemanha…

Embora o Palmeiras tivesse três atacantes, o time sentia muita falta de alguém para armar o jogo e municiar esses atacantes. Mendieta, que é bom jogador, parece se sentir tímido com a tarefa de ser o responsável pela criação, agora que Valdivia não está mais, e não tem jogado como esperamos e como ele pode (vamos ter que dar um tempo para ver como renderão os jogadores sob o comando de Gareca). Por isso, tínhamos dificuldade para atacar e, até os 30′, mais ou menos, o Cruzeiro dominava o meio de campo e a partida. E fazia muitas faltas duras também.

O Palmeiras começou então a dar pequenas mostras que saía do estado letárgico que o deixara em desvantagem. Mendieta fez uma boa jogada e tocou para Leandro, ele chutou, e o goleiro fez uma bela defesa; no rebote, com o gol escancarado, e sem goleiro, Henrique, num dia pra lá de infeliz, conseguiu fazer o mais difícil e chutou por cima. Não dava pra acreditar que aquele gol tivesse sido desperdiçado.

Eguren, machucado, foi substituído por Felipe Menezes, e então, com o “Özil” palestrino, o Palmeiras começou a se acertar ainda mais em campo e passou a pressionar o Cruzeiro. Leandro foi para o ataque, mas chutou em cima da marcação; após cobrança de escanteio, bola perigosa na área e Henrique (o deles),  de cabeça, mandou na trave e quase fez contra.

O Verdão estava esperto e desperto, e as chances iam surgindo. O Palmeiras já era outro; Diogo, raçudo, se movimentava bastante, tentava do jeito que podia. Leandro, teve oportunidade de invadir a área, mas chutou pela linha de fundo.

E assim fomos para o intervalo com o jogo equilibrado, mas com a desvantagem e aquele “quase” gol de Henrique para lamentarmos.

O Palmeiras voltou pressionando… Falta em Diogo, “Özil” mandou pra área, mas Fábio (o deles) deu um soco na bola e afastou o perigo; Lúcio fez jogada individual, avançou, acabou desarmado, foi lá e roubou a bola de novo, e, sob aplausos, ouviu a torcida gritar o seu nome (a gente quer ver isso em campo, raça, vontade, determinação). E a galera, que tava quietinha, se inflamou. Leandro foi parado com falta, Felipe “Özil” Menezes cobrou, e quase que o Tobio alcançou…

O Palmeiras jogava certinho e o Cruzeiro, priorizando a marcação, descia o sarrafo. Erra difícil acreditar que o time mineiro tinha ficado as 3 partidas anteriores sem tomar um amarelo, porque seus jogadores batiam um bocado. Achei que o juiz, pra variar,  estava sendo muito camarada com eles, porque várias faltas cruzeirenses foram bem duras (algumas nem sequer foram marcadas), e ter tomado  só três cartões amarelos até aquele momento deixava o time mineiro no lucro.

Então, teve mais uma falta em Leandro; “Özil” cobrou lá pra área, e a bola, boazinha e obediente, foi procurar o pé do… Tobio! E, de pé direito, com muita tranquilidade, ele guardou no canto esquerdo do goleiro,  e saiu comemorando o seu primeiro gol no Palmeiras, o primeiro gol da Era Gareca  – ela vai dar frutos – um gol argentino. Festa na arquibancada. Que delícia! Eu estava morrendo de saudade de gritar um gol do Palmeiras.

O Verdão fazia de tudo pra empatar; Felipe Menezes cruzou na área e Tobio quase alcançou de cabeça… jogada rápida de Leandro e William Matheus, que tocou na área pra Henrique sair na cara do goleiro, e o goleiro deu uma esticada no braço e fez a defesa. Meu Deus, podíamos ter empatado!

Gareca sacou Leandro e promoveu a entrada de Pablo Mouche.

O Palmeiras dominava o jogo. O Cruzeiro, me lembrando dos adversários que enfrentáramos na segundona, fazia cera e mais cera.

Era inacreditável, o Palmeiras encurralava o líder do campeonato – parecia que era ele o líder da competição -, a torcida empurrava, mas o gol não saía… Lúcio, do campo de defesa, lançou a bola lá na frente para Mouche, que a recebeu dentro da área, dominou, chutou e quase empatou o jogo. Passou pertinho…

Pra você ter uma ideia de como o Cruzeiro batia, ele, que recebera 14 cartões amarelos em 10 partidas, já tinha recebido 5 no jogo, e estava muito barato. Eu já estava rouca de tanto xingar o juiz, que deixava de ver umas faltas a nosso favor, e via, com lentes de aumento, tudo o que o Palmeiras fazia.

O gol não saía, mas a torcida gostava do Palmeiras que via em campo, que jogava certinho, com vontade, e que deixava o líder do campeonato fazendo hora e gastando tempo na linha de fundo a cada vez que podia cobrar um tiro de meta.

O jogo acabou, e, enquanto os (aliviados) mineiros comemoravam não terem sofrido o empate e, quem sabe, a virada, os palmeirenses saíam com a sensação de que uma grande injustiça acontecera na tarde de domingo. O Palmeiras, tinha jogado muito bem (era o que todo mundo falava ao final) e não merecera perder… mesmo!

Os deuses do futebol por certo não estavam inspirados… mas eles que se preparem, porque, pelo que estamos percebendo no trabalho de Gareca, que já imprime o seu estilo ao Palmeiras, esse time vai dar… tango!

Na primeira rodada do campeonato, o Palmeiras jogou contra o Criciúma em SC, e o juiz deixou de assinalar uma penalidade cometida por Tiago Alves do Palmeiras. (Mas deixou também de assinalar uma penalidade cometida pelo Escudero, do Criciúma).

E o que aconteceu?? A JUSTIÇA DESPORTIVA (Justiça? Faz-me rir), BASEADA EM IMAGENS, PUNIU O JOGADOR DO PALMEIRAS!!

Sim, meu amigo, o tribunal anda apitando os jogos, mas só os que lhe convém, ou seja, os do Palmeiras. “Corretíssimos” esses “torcedores promotores” do tribunal, não é mesmo? Fosse o Brasil um país sério, que primasse pelo cumprimento da Justiça, em qualquer instância, esse tribunaleco, essa “Capitania Hereditária da Justiça Desportiva”, esse amontoado de torcedores, travestidos de promotores, há muito tempo teria deixado de existir, porque, na melhor das hipóteses, é todo mundo cego por lá, e por serem “cegos” não conseguem agir com lisura, correção e justiça. E a cegueira que acomete os promotores é a pior que existe: a cegueira seletiva e conveniente!

Vejam a falta cometida pelo jogador do Palmeiras (ele foi mais estabanado do que agressor), que Ximit e sua turma viram, enquadraram o jogador em “jogada violenta”, e resolveram puni-lo:

tiago-alves

O jogador foi estabanado na jogada, não teve a intenção de quebrar o adversário, mas fez a falta, dura, não é mesmo? Mas a falta é da competência do árbitro. E se ele deixa de marcar uma coisa dessa, quem tem que ser punido é ele, O ÁRBITRO. Afinal, é pago para apitar os jogos e coibir coisas assim.

MAS, SE O STJD SE ACHA NO DIREITO DE FAZER O QUE OS ÁRBITROS NÃO FAZEM… vá lá. Assim os jogadores aprendem a ser menos violentos, não é mesmo?

Só que tem um probleminha… na verdade, um problemão! Do tamanho da perseguição que esse tribunaleco, essa Arquibancada Organizada da Justiça Desportiva faz com o Palmeiras (Acorda, diretoria!!!) POR QUE É QUE XIMIT E SUA CURRIOLA NÃO FIZERAM ABSOLUTAMENTE NADA NESSES CASOS ABAIXO (e olha que isso é só uma pequena amostra, tenho uma tonelada de outras imagens aqui)??

Final da Copa do Brasil… Esse chute, ou jogada violenta, ou agressão, nenhum promotor do STJD quis ver…

STJD-WilliamAgrideValdivia

Essa tentativa de quebrar o tornozelo de Henrique, a curriola também não viu…

pênalti-em-henrique

E o que dizer dessa cotovelada aqui??? A Capitania Hereditária da Justiça Desportiva também não viu…

Cotovelada-em-Eguren

Dessa cotovelada em Valdivia, a Arquibancada Organizada da Justiça Desportiva “nem ficou sabendo”…

AgressãoAoMago

Desse tapa na cara do Marcelo Oliveira, também não…

Christian-mão-na-cara

Quando Kardec sofreu essa agressão, Ximit e amigos estavam em Marte…

Alemão-agride-Kardec1

Nessa outra agressão aqui, também…

Kardec-agredido1A

E essa falta de Escudero, na área, portanto, pênalti, seguida de um chute no jogador Bruno César que está caído, também não foi vista… No vídeo que o tribunal usou para ver a falta do Tiago Gomes, certamente não deve ter essa imagem, não é mesmo? Afinal, seria muita picaretagem do Ximit e “colégas” terem visto uma e deixado de ver a outra…

falta-Escudero-em-BrunoCesar

E se a do Tiago foi uma voadora, o que foi essa aqui, do Liedson em Deola?

E a pisada do Wallace no Barcos?

E o carrinho criminoso de Danilo em Valdivia?

E o Chicão, na tentativa de quebrar a perna de Barcos?

Liedson-Wallace-Danilo-Chicão

A “Arquibancada Organizada da Justiça Desportiva” devia estar passeando no Cristo Redentor, no bondinho do Pão de Açúcar… talvez estivesse na Lua, ou numa função de um circo qualquer, quando isso tudo aconteceu… mas o fato, é que nenhum promotor viu essas agressões, essas faltas violentas (que os árbitros deixaram passar), e, se viu, fingiu que não viu, e nada aconteceu para nenhum desses jogadores.

E o que essas imagens, dos lances que o tribunal não quis ver, têm em comum? Tcha ram…. Os agredidos são jogadores do Palmeiras!! Aí, pode!

Eu poderia colocar uma tonelada de outras imagens aqui, mas nem precisa. Todo mundo sabe, até a minha cachorra sabe, que, de Justiça, esse tribunal não tem nada, que ele favorece alguns clubes (olha o FluminenC, rebaixado e içado para a série A, que não me deixa mentir) que falta muita vergonha na cara das pessoas que o representam, e que o Palmeiras vem sendo perseguido sistemática e pontualmente pelo tribunal.

Vir a público pra “encher linguiça” é fácil, né Ximit? Quero ver vir explicar porque, pra um, as imagens são pegas,  os jogadores são denunciados e punidos, e, pra outros, vocês se fingem de cegos, surdos e mudos,  e não punem ninguém. Quero ver vir explicar essas regras e punições inventadas para o Palmeiras, e só para o Palmeiras…

Na boa,  torcedor, é “sem-vergonhice” e cara de pau demais para um tribunal só, né?

O FUTEBOL BRASILEIRO É A CARA DO PAÍS: SEM MORAL, SEM-VERGONHA, SEM CREDIBILIDADE E ENTUPIDO DE PICARETAS!!

E é tão escancarada a pilantragem, que até na TV já estão achando que é um abuso… menos o Arnaldo, que, nesse vídeo, além de nos fazer sentir vergonha alheia, demonstra estar apto para fazer parte da Justiça Desportiva dos “dois-pesos-e-duas-medidas”…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=OAxjA5ND41I[/youtube]

……

Circo-STJD1

“Brasil, corrupto pela própria natureza…” ♪ ♫ ♩ ♬

16 de Dezembro de 2013… Dia em que a CBF e o STJD decretaram a morte do futebol brasileiro e consolidaram a máxima de que o imoral “jeitinho brasileiro” dá jeito em qualquer coisa.

O futebol, que já estava podre, agonizante, acabou morrendo por falência de órgãos (CBF e STJD). E nada se pôde fazer. Moral e decência poderiam tê-lo salvo, mas essas coisas estão escassas no Brasil, e nas prateleiras da CBF e do STJD elas não são mais encontradas.

São tantos escândalos envolvendo a CBF e os seus dirigentes… Campeonatos e rebaixamentos sendo determinados pelas ações, sem critério algum, do seu tribunal… Clubes sendo favorecidos, descaradamente… O Fluminense já coleciona 3 rebaixamentos e nenhuma passagem pela série B (ainda foi salvo no apito, do que seria mais um descenso em 2009).

Não é de hoje que acontece um monte de coisa errada nos campeonatos brasileiros, mas as armações sempre foram meio disfarçadas. Porém, depois de 2005, quando o STJD legitimou um verdadeiro esquema para tirar o título do Inter, e entregá-lo à MSI/Corinthians, que lavava dinheiro de crimes da máfia russa (a imprensinha finge não lembrar disso), que ninguém mais se dá ao trabalho de esconder nada. Na ocasião, um árbitro se prestou a ajudar a armar o circo,  o STJD colocou o espetáculo no picadeiro e encenou o teatro “da moralidade”, e depois que o fato estava consumado, foi só as personagens principais saírem de cena. Edilson Perereira de Carvalho, Szveiter Pai, Aragão, o árbitro Márcio Resende de Freitas (que foi trabalhar numa afiliada da Globo)…

Ano passado, rebaixaram o Palmeiras, subtraindo dele 12 pontos no apito (três vezes os 4 pontos que afanaram da Lusa). E, agora, em 2013, o STJD, resolveu que a Lusa, que não caiu, seria rebaixada, e o FluminenC que foi rebaixado, permaneceria na série A, na vaga que a Lusa, forçadamente, deixou (por que não subiram o Icasa?). Palhaçada! Se o Palmeiras, muito maior que o FluminenC, se Botafogo, Grêmio, Vasco (que agora até tentou voltar pelos fundos) e Corinthians já jogaram a B e voltaram na bola, por que o time carioca não tem a dignidade de fazer o mesmo?

O que o STJD fez foi ignominioso. Um desrespeito a todos os clubes que já disputaram a segunda divisão, um tapa na cara dos torcedores desses times. Um bando de ‘promoatores’ e alguns advogados (amigos pessoais dos ‘promoatores’), que se prestaram a encenar uma farsa.  Todo mundo viu que foi um teatro, já ensaiado desde o momento em que o FluminenC caiu. Sabíamos que dariam um jeito de subir esse timeco no tapetão. Coisa de time pequeno. Coisa de rato, que se move sorrateiramente pelos caminhos do esgoto. E a CBF e o STJD foram o esgoto pelo qual o FluminenC, mais uma vez, se colocou de volta na série A.

E quem não sabia que o “Rei dos Tapetes” tinha certeza de que não cairia, mesmo se caísse? Alguém já viu um time que está na zona de rebaixamento, arriscar a fazer uma contratação milionária (Conca), pra ter que pagar um salário milionário?

E ainda tiveram a coragem de televisionar o “circo”. Quem ouvia o advogado do Fluminense, tão cara-de-pau, falar em moralidade, em história (que história tem esse clube?) ficava se perguntando se ele não sabia do time que voltara da série C diretamente pra série A, se ele não sabia que o FluminenC é dono do tapetão por uso-capião.

Quem ouviu o advogado Zanforlin, defensor da Lusa, fazer uma defesa tão insubstancial (comparou o jogador do time paulista com um chuchu !?!, não citou os casos, idênticos, ocorridos com outros clubes…  não citou o próprio Fluminense, absolvido em 2010), ficou com a impressão  que tudo direcionava o caso para a “execução” do time paulista.

Só que  a questão não era a Portuguesa ter ou não escalado um jogador irregular. Ela fez isso (a CBF não fez o comunicado oficial dessa suspensão em tempo hábil). A questão, e isso o advogado não disse, era a Portuguesa ter o direito à mesma punição de outros clubes, ter também o direito à multa, ou então a perder os pontos no próximo campeonato. Era perguntar para os ‘promoatores’, por que foi considerado imoral tirar pontos e o título do Fluminense em 2010,  e a gora não foi considerado imoral tirar o direito da Lusa disputar a série A? Que tipo de moral é essa que só serve de retórica? Quem assistia à pataquada tinha certeza que as cartas já estavam marcadas muito antes do julgamento começar…

Mostrar a farsa na TV serviu apenas para tapear a massa,  para parte da imprensa ajudar a legitimar  como justiça, a sacanagem que faziam com a Lusa (e olha que não ponho a minha mão no fogo pelos dirigentes lusitanos). As comparações com os outros casos, idênticos, foram “esquecidas” para que  não se chegasse à conclusão de que aquilo tudo era um “desculpe Lusa, não temos nada contra você, mas precisamos fazer esse tapetão e, se não tem tu, vai tu mesmo”.

Foi um insulto à verdadeira Justiça, uma vergonha digna de tribunais de países subdesenvolvidos e de times de várzea, um caso que deveria ter ido parar na polícia, um caso com a grife do STJD e as cores do tricolor carioca, que teve perpetuado a partir de então, o seu rebaixamento moral. E esses “pontos” ele jamais vai recuperar.

E aí, a gente se pergunta: Por que, dos rebaixados, só o Fluminense não pode ir jogar a B? (A FPF e os demais clubes, inclusive, o Palmeiras, que acabou de voltar da segundona, pra onde foi mandado pelo apito, tinham que ter se voltado contra essa sujeira toda. O clube que deixa a Lusa gritar sozinha hoje, certamente estará gritando sozinho amanhã.)

POR QUE O STJD PASSOU A SER DONO DAS REGRAS QUE CONDUZEM O FUTEBOL? Com que direito ele julga com dois tipos de moral? Qual a legitimidade desse tribunal, que nada tem a ver com o Poder Judiciário Brasileiro? Como esses promotores conquistam os cargos, uma vez que na “Capitania Hereditária da Justiça Desportiva” não há concursos, não é levado em conta o mérito para escolha dos seus membros? Por que esse tribunal, ilegitimo, à serviço dos interesses da CBF e não da Justiça Desportiva, fica no RJ? Por que na Europa, onde o futebol é muito melhor organizado e conduzido, não há nada nos moldes dessa “Capitania Hereditária”?

E então, nos damos conta que esse mesmo tribunal é sustentado pela CBF, que, por sua vez, recebe dinheiro da TV para fazer um campeonato. E a TV, todo mundo sabe, quer o retorno em pontos no Ibope. Sendo assim, como deixar o RJ, os “cariocaish”  – era esse o sotaque predominante no “julgamento” -, com apenas dois representantes no próximo campeonato, se até SC tem três?

A Lusa não teve chances de escapar da armadilha…

E do lado de fora do “circo”, a torcida do FluminenC, indecorosamente, comemorava o tapetão, zombando dos espoliados torcedores da Lusa. E pensar que a torcida do Palmeiras ficou sem jeito de comemorar o título da série A, conquistado de maneira brilhante e digna DENTRO DE CAMPO… Dignidade é para poucos e bons.

E depois dessa patifaria toda, para jogar mais lama no caixão do morto, anunciaram que o patrocinador do FluminenC, a Unimed, é o novo patrocinador da CBF. Ora viva! Se o anúncio foi no dia seguinte, podemos imaginar que o acordo fora feito muito antes, não é mesmo? E então, muitas das nossas perguntas foram subitamente respondidas…

R.I.P FUTEBOL BRASILEIRO, você foi uma vítima da imoralidade, da ganância e falta de decência.

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No “País do Futebol” e da Copa do Mundo, as mesmas regras que valem para alguns clubes não valem pra outros… e quem decide isso é a ‘capitania hereditária’ do STJD… o discurso de seus promotores, diante de uma mesma situação muda drasticamente, dependendo do clube que vá ser prejudicado ou beneficiado.

Cansados dessa politicagem, reclamamos o ano inteiro da justiça, altamente duvidosa, que é praticada no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. E não é que o tribunal acabou fechando o ano com “chave de ouro”, ou melhor, com “tapete de ouro”? Como se não bastasse tudo de incoerente que já fez neste ano (e em todos os outros), o STJD conseguiu ressuscitar uma prática, antigamente comum, mas bastante ilícita: O TAPETÃO! Sim, “Ximit” e seus amigos trouxeram de volta ao cenário futebolístico, o “jeitinho (indecente) brasileiro”, maquiado de cumprimento de regras, de beneficiar e trazer determinados clubes de volta à série A, sem passar pela segundona.

Já vimos muitas equipes voltarem sorrateiramente pela porta dos fundos da série A. No futebol brasilis, que posa de desenvolvido, mas é administrado por mentes subdesenvolvidas (assim como acontece com o país), isso costumava ser comum. A CBF + tribunal + dirigentes safados + a ‘cartola do Mandrake’ + desculpas esfarrapadas + um monte de otários para acreditar – vergonha na cara de clubes e tribunal = times rebaixados (cariocaish, principalmente), voltando pra série A sem jogar a série B. Que o diga o FluminenC, que já caiu três vezes (1996, 2000, 2013), foi salvo em algumas outras, e que já cometeu a indignidade de estar na série C e voltar direto à série A, sem conquistar isso dentro de campo.

Porém, depois que Palmeiras e Botafogo caíram em 2002, e, sem tapetão, disputaram a série B e voltaram na bola, pareceu que as viradas de mesa não teriam mais vez. Os times rebaixados iam sim para a série B – como aconteceu também com o Corinthians em 2007.

E porque as “viradas de mesa” não aconteciam mais, muita mutreta passou a ser feita para evitar que alguns clubes fossem rebaixados. O Flamengo, por exemplo, graças às arbitragens, tem sido salvo do descenso em várias edições do campeonato; em 2009, o Fluminense (olha ele de novo), jogando contra o Palmeiras, foi salvo da degola pelo apito de Carlos Eugênio Simon, que meteu o garfo no time paulista, lhe tirou a liderança da competição – quiçá o título -, e salvou o time do Havelange, sogro de Ricardo Teixeira.

Os casos são muitos… Como o do Botafogo, em 1999,  goleado pelo São Paulo,  quefoi à Justiça Desportiva reclamar que o jogador são-paulino, Sandro Hiroshi, teria sido escalado irregularmente no jogo entre as equipes. O STJD, então, puniu o clube paulista e deu ao Botafogo os pontos, que foram suficientes para salvar o time carioca da Série B. Mas, em 2009, o atacante Jobson, do mesmo Botafogo, foi pego no anti-doping duas vezes por uso de cocaína e, apesar de ser uma situação pra lá de irregular, os pontos dessas partidas não foram tirados do time carioca e repassados aos seus adversários. ‘Legal’, não? Ficou uma impressão de: “cocaína, pode; jogador irregular, não pode”. O tribunal atua como um Papai Noel, distribuindo para alguns clubes os pontos tomados de outros Tenho que fazer um esforço muito grande para achar que é apenas clubismo…

E neste Brasileirão, que “acabou de acabar” (acabou mesmo?), a maioria dos clubes passaram o campeonato todo ‘namorando’ a zona de rebaixamento, e muitos deles foram ajudados pelas arbitragens para escapar da degola. E com tantos clubes em risco, não teve jeito de salvar todo mundo, e dois cariocas, Vasco e FluminenC, acabaram caindo. E o futebol “maracutaia’ brasileiro, que não trilha caminhos lá muito corretos (você viu o ‘truque de mágica’ do Valcke no ‘sorteio’ da Copa? Viu como foi “sorteado” o Chile?), ressuscitou o vergonhoso tapetão!!

O Vasco, rebaixado, resolveu entrar com um recurso para ganhar os pontos da partida em que fora goleado pelo Atlético-PR. Por causa do tempo excessivo de paralisação do jogo, devido a uma briga de torcedores (das duas equipes) na arquibancada, o Vasco se viu no direito de pedir a ajuda do STJD para dar um jeitinho de não cair e ganhar os pontos de uma partidas em que foi goleado! Como dizia a minha avó: Veja se no céu tem festa! Tomou 5 gols dentro de campo, perdeu na bola,  e quer entrar com recurso pra ganhar os pontos do Atlético, porque uns bandidos se pegaram de pau na bancada? Toma vergonha na cara, Dinamite!

E enquanto o Vasco tentava a ‘tapetada’, apareceu a “novidade” que todo mundo sabia que aconteceria, desde o momento em que o FluminenC caiu: pela terceira vez, o tribunal faria uma mutreta para subir o time carioca. Descobriram (armaram?) um jogador da Lusa escalado de maneira irregular num jogo diante do Grêmio, o que, segundo as regras, faria a Lusa perder 4 pontos. E, perdendo 4 pontos, ela seria rebaixada e em seu lugar quem ressuscitaria do mundo tenebroso da série B? Quem? Ele mesmo, o FluminenC!! Que coisa, não?

A Lusa alegou que não sabia que a punição era de dois jogos, e, pelo contrário, afirmou que tinha sido avisada pelo advogado Osvaldo Sestário, que a suspensão era de um jogo, que o atleta já tinha cumprido. Por isso, ele foi escalado. O advogado desmentiu os dirigentes da Lusa, e disse que tinha feito, por telefone, o comunicado sobre os dois jogos de suspensão. Mas, segundo o que disse o próprio vice-presidente do tribunal, o resultado do julgamento com a punição tem que estar documentado. Mas o resultado só foi documentado na segunda-feira.

De acordo com o artigo 43 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) em seu artigo 2º: “Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o início ou vencimento cair em sábado, domingo, feriado ou em dia em que não houver expediente normal na sede do órgão judicante”. O julgamento foi na sexta-feira e o dia seguinte era um sábado, portanto, a punição começaria na segunda-feira.

E o tal Osvaldo Sestário (advogado que a CBF remunera e colocou à disposição do time paulista) parece gostar bastante do time que quer rebaixar a Lusa, não é mesmo? Que-cara-de-pau!

Mas o tribunal faz de conta que não sabe disso e quer tirar os pontos da Portuguesa de qualquer jeito. Paulo Schmitt (aquele que tem sempre a sentença pronta, na primeira entrevista concedida, quando é o Palmeiras o envolvido), falando sobre a provável punição à Lusa, disse:

“Essas expressões passam a ideia de canetada na calada da noite. Estamos falando em julgamento, processo. A lei é para todos, e não só para Flamengo ou Portuguesa. Se a legislação não for aplicada, é um desrespeito com dezenas de clubes e jogadores que cumprem suas obrigações nos campeonatos. Se todos os jogadores que tinham suspensões para cumprir na última rodada entrassem em campo, os resultados dos jogos poderiam ser outros.”

A lei é para todos, Schmitt? Tem certeza? O tribunal a aplica mesmo? Lindo o seu discurso! Pena que seja só embromation… pra variar. Nem vou falar aqui do Nacional de Uberaba, que escalou jogador de maneira irregular e foi absolvido pelo tribunal, ganhando vaga na segunda fase do campeonato.

http://globoesporte.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2012/09/nacional-de-uberaba-e-absolvido-pelo-tjd-por-escalar-jogador-suspenso.html

JogadorIrregular-NacionalUberaba

Nem vou falar do Flamengo, que utilizou um jogador irregular no dia 27/11 e nem denunciado tinha sido, ao contrário da Lusa, que, 3 dias depois da partida, já tinha sido denunciada.

JogadorIrregular-Flamengo

http://globoesporte.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2012/09/nacional-de-uberaba-e-absolvido-pelo-tjd-por-escalar-jogador-suspenso.html

Nem vou falar do Cruzeiro, que foi mais um clube a escalar jogador irregular e não perder pontos como punição…

JogadorIrregular-Cruzeiro

Não vou falar deles porque isso é café pequeno, “Ximit”, diante de uma outra situação, uma outra declaração sua.

Você diz que, ‘a lei é para todos, e não só para Flamengo ou Portuguesa. Se a legislação não for aplicada, é um desrespeito com dezenas de clubes e jogadores que cumprem suas obrigações nos campeonatos.” 

Você vai ficar com vergonha agora, “Ximit”…  “CÊ” jura que não lembra mais desse caso aqui?

Fluminense-perder-o-titulo

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=eU5s6T2a5lA&sns=tw[/youtube]

“Cê” jura que nao lembra o que disse quando o Fluminense TERIA QUE PERDER OS PONTOS E, CONSEQUENTEMENTE, O CAMPEONATO DE 2010?? Ou será que você estava apostando que nós esqueceríamos disso?

Vou ajudar você a se lembrar do que disse…

“Não acredito que haja condição moral, disciplinar, até (de tirar os pontos do Fluminense). Pode ter (condição) técnica. Técnica, jurídica, com base em uma jurisprudência. Mas moralidade… rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo (a Lusa também escapou no campo assim como o Fluminense caiu no campo, promotor) , da forma como foi, agora (ao final do campeonato), abrindo um precedente… Essa decisão poderia ser em algum momento revista, mas isso seria um caos”. 

Podemos então concluir, Sr. Paulo Schmitt, que há três anos atrás, quando o Fluminense poderia perder o título, o critério técnico deveria ser ignorado em nome da moralidade? Hoje, contudo, para que o mesmo Fluminense não seja rebaixado, a moralidade é ignorar critério técnico, o que foi feito no campo?

Sem mais perguntas, meritíssimo.

O Brasileirão 2013 acabou…  Ponte e Náutico já tinham sido rebaixados nas rodadas anteriores, hoje, “Vaixco” e “FuminenC”  completaram a tabela de times da série B 2014 (a série B tava morrendo de saudade do Flu. Em 2000, ele disse que ia só comprar cigarros, fugiu, e não voltou mais. Já o Vasco, como é de praxe, vai ser vice-campeão da série B).

E depois de tanto ouvir alguns palmeirenses reclamarem das vitórias do Verdão, de minimizá-las por causa do baixo nível da série B, resolvi prestar atenção em alguns detalhes do “fortíssimo” Brasileirão da série A-2013. Vejamos…

Com 114 pontos em disputa, só os 6 primeiros colocados conseguiram fazer mais do que a metade dos pontos (57). Os outros 14 clubes pontuaram de 57 pontos pra baixo.

Cruzeiro (76), Grêmio (65), Atlético-PR (64), Botafogo (61), Vitória e Goiás (59), já Santos e Atlético-MG, fizeram exatamente a metade dos pontos (57).

Os dois clubes com os piores ataques do campeonato foram o Náutico, com 22 gols marcados,  e o Corinthians, que mesmo tendo um ataque milionário – só o Pato custou 40 milhões – marcou apenas 27 gols , e ficou com a péssima média de 0,7 gols por partida.

O Náutico, diga-se de passagem, tinha a pior campanha da era dos pontos corridos, e só passou a ter a segunda pior campanha porque ganhou do Corinthians na última rodada (mas vergonha mesmo, segundo a imprensa, foi o Palmeiras ter sido desclassificado na Copa do Brasil pelo Atlético-PR, vice-campeão do torneio, e que terminou como terceiro colocado no Brasileirão 2013).

No saldo de gols, 5 clubes tiveram bons números: Cruzeiro, que esnobou nesse quesito (40 gols), Atlético-PR (16), Botafogo (14), Santos (13) e Atlético-MG (11). Os outros 15 clubes foram de ruim para lamentável: Grêmio (7), Vitória (6), Corinthians (5), Goiás e Portuguesa (4), São Paulo e Inter (-1), Famengo e Coritiba (-3), Fluminense (-4), Bahia (-8), Vasco (-11), Criciúma (-14), Ponte Preta (-18) e, pasmem, Náutico (-57) – como é que o time do Corinthians conseguiu não fazer gols num time, que tomou 79 gols? Como conseguiu empatar sem gols no primeiro turno e perder no segundo (Mas, segundo a imprensa, é o Palmeiras que não tem time para disputar a série A em 2014. E tem torcedor, que deixa o cérebro desligado e sai repetindo essa asneira)?

E é claro que, com esses números tão ruins, a média de aproveitamento dos clubes também não seria grande  coisa e só 6 deles ultrapassariam os 50%. Pra se ter uma ideia, o campeão Cruzeiro teve 66,7% e o Grêmio, que ficou em segundo, 57%. São Paulo, Corinthians e Flamengo, tão badaladinhos pela imprensa, ficaram na casa dos 43% (SPO e COR – 43,9 e FLA 43).

Mas teve algo que me chamou bastante a atenção, e do qual muita gente não se deu conta… algo que escancara o péssimo nível da competição.

Os “canpiaum mundiau” e os bambis, com seus elencos caríssimos, acabaram o campeonato a 4 pontos da série B.

O “Flameingo”, a 3 pontos.

O Internacional, Choritiba, Portuguesa e Bahia, a 2 pontos.

O Criciúma, terminou o campeonato com os mesmos 46 pontos que rebaixaram o Fluminense.

Moral da história: DO 9º AO 19º COLOCADO FICOU TODO MUNDO EMBOLADO (o Náutico, 20º colocado, fez só 20 pontos e nem conta)! DO 9º AO 17º (o primeiro dos 4 rebaixados)  EXISTIAM APENAS 4 PONTOS DE DIFERENÇA!! É mole?

Dos 20 clubes, 14 passaram em algum momento pela zona de rebaixamento.

E vale lembrar que alguns desses grandes, da “fortíssima” série A, que terminaram o campeonato meio embolados com os times rebaixados, precisaram receber ajuda pelo caminho… senão, muito provavelmente, estariam na série B em 2014.

Que “nível altíssimo” teve a série A, não é mesmo? Só o Palmeiras, segundo as bocas e teclados que adoram esculhambar o próprio time, e cujos cérebros se recusam a trabalhar, é que disputou um campeonato de m….  Nada como se observar os detalhes, o que dizem os números, não é mesmo?

Ah, e não vamos esquecer de observar mais uma coisa. Cair, o Flu caiu… vamos ver se vai virar o ano caído, ou se vão escancarar as portas dos fundos do Brasileirão pra ele (para o Vasco também), OUTRA VEZ.

Orgulho-Octo

Semana de estreia na famigerada Série B.

Semana importante. Na segunda-feira, o Palmeiras anunciou o patrocínio da Meltex para o basquete masculino; na terça, tivemos o lançamento das novas camisas.

O evento de lançamento foi no Pacaembu. A imprensa toda estava lá para ver os nossos novos mantos. Mantos, que são sempre motivo de muito orgulho para os milhões de palestrinos, que o aguardavam com muita ansiedade. E a diretoria sabe disso.

LançamentoCamisa-Orgulho

E eles são lindos – não sabemos nem qual comprar primeiro! Remetem à gloriosa camisa de 73, da segunda Academia. E, para nos matar de emoção, Ademir da Guia, o Divino, e César Maluco entraram vestidos com elas. Vilson e Patrick Vieira também. Tão bonito ver os jogadores do time atual ao lado dos maravilhosos ídolos da Academia, os craques que escreveram páginas lindas da nossa história. Tão bonito ver seis felicíssimos  torcedores, sócios-torcedores Avanti, contemplados com a oportunidade de participar do lançamento das camisas do time de coração, de vesti-las, e de entrar com os jogadores – foi uma surpresa da qual eles tomaram conhecimento só na hora. Quantos aplausos receberam todos eles! Quantos aplausos receberam os novos mantos do Verdão.

LançamentoCamisa-Cesar-DivinoLançamentoCamisa-Patrick-Vilson1

Palmeiras e Adidas resgataram a nossa camisa e inovaram usando a tradição. Show de bola!

A torcida do Palmeiras ficou tão feliz com as novas camisas que, no dia seguinte, quando as vendas tiveram início, ela acabou com os estoques das lojas. Torcida “pequena” e que “diminui a cada ano” é assim mesmo… E, ainda por cima, com o time na segunda divisão, sendo depreciado incansável e incessantemente pela imprensinha.

As adesões ao Avanti já passam de 24 mil (‘Flameingo’ e bambis ficaram pra trás). Paulo Nobre vai realizando as coisas com as quais se comprometeu. Fazer os esportes do clube caminharem com as suas próprias pernas, como acontece agora com o basquete, é uma delas; alavancar o programa de sócio-torcedor e transformá-lo numa nova, e boa, fonte de receita, é outra. E isso já se deve ao trabalho dos profissionais que ele também se comprometeu a trazer para vários departamentos do clube. Estamos na trilha… Como diz no site a Fifa, somos um gigante em reconstrução.

Mas esse gigante ainda tem muito caminho pela frente. Existe um provérbio que diz: “O plantio é opcional, a colheita é obrigatória”. A administração passada poderia não ter plantado a erva daninha da segundona nos jardins do Palestra. Tirone e Frizzo poderiam ter cuidado melhor do Palmeiras… mas não o fizeram; deixaram que o Palmeiras virasse uma bagunça imensa, permitiram que as arbitragens nos surrupiassem pontos importantíssimos.  Por mais que tenhamos nos apresentado muito abaixo do que seria razoável, a falta dos pontos que nos foram tirados pelos árbitros – e ignorados pela imprensa -, das maneiras mais absurdas possíveis, nos levaram à segunda divisão. E é essa “colheita” que teremos pela frente nos próximos meses.

E aqui estamos nós! Essa é a viagem que vamos iniciar hoje. De cabeça erguida, como é usual aos que vestem e respeitam essa camisa. Orgulhosos de não haver atalhos escusos na vida do Palmeiras (tá aí a nossa arena, sem dinheiro público, que não nos deixa mentir), de arcarmos com todas as nossas responsabilidades. Quantos outros clubes, ao longo da história dos brasileirões e campeonatos estaduais, já não terminaram uma competição ocupando as últimas colocações, não é mesmo? E quantos deles não se valeram de jeitinhos, mutretas e armações para permanecer na série principal… quantos deles já não voltaram pelas portas dos fundos?

Nós não! Vamos voltar, sim, e pelas portas da frente! Vamos encher a segundona do brilho e carisma do gigante Palmeiras. Vamos dar uma ‘volta ao mundo’, de 36.500 km, por esse Brasil afora; vamos mostrar ao mundo e, principalmente, aos nossos filhos, a força dessa camisa, o amor e orgulho imenso que sentimos por ela.

Você pode ficar feliz com a passagem do Palmeiras em seus domínios, viu Segundona? Aproveite bem para se fazer importante, enquanto ele aí estiver, porque vai ser rápido. Ele está só de passagem, não se esqueça. Tire todas as fotos que puder, pegue todos os autógrafos que conseguir e guarde todo o brilho e destaque que ganhar, com muito carinho, porque o time mais vencedor do Brasil, o Campeão do Século, que tem a mais linda história dentre os clubes, não vai se demorar aí. Ele tem um novo século a conquistar.

O Palmeiras vai mesmo dar uma volta ao mundo… vai voltar ao mundo ao qual pertence. E nós vamos acompanhá-lo e trazê-lo de volta!

BOA SORTE, PALMEIRAS, SEU LINDO!!

QUE NOSSA ‘VIAGEM’ SEJA COM MUITA BOLA NO PÉ E SANGUE NA VEIA!