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24 de Dezembro…

Embora o país esteja passando por tantas dificuldades… as ruas estão entupidas de pessoas, apressadas, tentando driblar o calor imenso, a falta de dinheiro e emprego, e fazer as suas compras de Natal…

E  no meio desse vai e vem todo, quantas camisas do Palmeiras eu vi…

Pois é… Na contramão da economia arrasada do Brasil, na contramão de tanta coisa errada e triste que anda acontecendo por aí, o Palmeiras vai muito bem, obrigada, e que momento de sonho vivemos nós, palmeirenses… E por mais que sejamos solidários às outras coisas – e somos sim -, não temos como não nos sentirmos felizes pra caramba com o que nos aconteceu neste ano… não tem como não nos lembrarmos das lágrimas de alegria, dos abraços nos amigos… e daquela coisa tão boa que sentimos em nosso coração… não tem como não agradecermos ao espírito maior que veio aqui nos ensinar o amor…

Fomos tão felizes, sentimos tanto amor no coração, neste 2016, que certamente nos tornamos pessoas melhores por isso… como deve ser no Natal, como deveria ser no ano todo.

Depois de tantas tristezas,  e de tantas ‘cartinhas escritas ao ‘Bom Velhinho’ (tantas orações), depois de 22 anos pedindo “aquele” presente…  ele, ansioso, ou, quem sabe, não aguentando mais a nossa insistência, nos trouxe um monte de presentes muito antes da noite de Natal… e cada um mais caro (querido) do que o outro…

Ano passado, ele foi bastante generoso conosco, eu sei, nos deu uma conquista linda, épica, mas este ano ele caprichou… atendeu todos os nossos pedidos, até mesmo aqueles que não fizemos, que só imaginamos… Para este Natal,  não temos nada a pedir, só a agradecer…

“Querido ‘Papai Noel’,

Pra te falar a verdade, a princípio, a gente nem achou que os presentes seriam tão bacanas assim… mas,  mal abríamos um pacote, e lá estava um Moisés, gigante… abríamos outro, e tinha um Tche Tche; um não, meia dúzia deles… tinha um Jean, um Thiago Santos, um Roger Guedes… quantas surpresas! E naquele embrulho lindo que veio da China? Tinha um Cuca de presente pra gente.  Naquela outra caixa – a gente até desconfiou pelo tamanhão dela -, tinha um Mina… que faz gols, e dança também, sem controle remoto – funciona perfeitamente com o Mito ,que você nos deu ano passado.

E se era para sermos surpreendidos,  exatamente no pacote que nos parecia ter um presente mais simples (que doce e maravilhoso engano), aquele de papel crepom verde, e apenas um laço de fita branca, tinha um Jaílsão da Massa espetacular… e com uma bateria que nem precisava recarregar (demoramos para brincar com ele porque nem sabíamos que ele fazia tudo aquilo, que era tão sensacional)… E ele veio justo quando o nosso  “Fernando Prass” tinha ido pro conserto e estávamos tão tristes… Que benção, ‘Papai Noel’! A gente nem desconfiava que receberia essa alegria…

E o que dizer do nosso “novo” soldadinho de chumbo no modelo ‘capitão’? O de 2016 veio com mais gols e assistências  do que o do ano passado – e com a mesma garra. O sonho de qualquer criança da nossa idade…

Recebemos presentes maravilhosos durante o ano todo, para o ano todo… presentes que anunciavam o que estava por vir…

Numa caixa cheia de fitas e com um brilho especial, veio um anjo, dourado (!!), com 12 gols, com dribles e assistências maravilhosas, e com garantia de um ano! Anjo menino, de jeitinho simples, sorriso verdadeiro. Glória, Glória, Aleluia!

Acho que você nem soube, ‘Papai Noel’ (imagina se você não sabe tudo?), mas a gente chorou de emoção, muitas vezes, com as alegrias que esses presentes nos traziam… com esse Natal o ano inteiro… nos sentimos tão amados por você, ‘Papai Noel’…

Pacotes e mais pacotes, caixas e mais caixas… para serem abertos e”saboreados”…  mal podíamos acreditar. Aquela vitória épica em cima do Grêmio, com frio, chuva (com juiz nos roubando muito)… que presente lindo! Pensei que ia morrer de alegria (e de frio) aquele dia. Aquela outra vitória,  diante do Flamengo, com o juiz deixando até de marcar lance de vôlei contra o adversário… que presentão aquele futebol do Palmeiras e os três pontos conquistados. A vitória fácil na casa do maior rival… outro presente…

E os doces? Até disso você se lembrou… A caixa de doces veio repleta de lideranças, fresquinhas, de todos os sabores e aromas, com as quais nos deliciamos durante 29 rodadas. E todo mundo queria tomá-las de nós, mas , crianças que somos, fomos egoístas, eu confesso, e não as dividimos com ninguém…

E sempre que pensávamos que os presentes tinham acabado e que faltaria só “aquele”… aparecia uma outra caixa, com laço de fita brilhante, para nos surpreender…  Numa delas, um aplicativo para o nosso Transformer, Zé Roberto, com a opção  ‘salvar uma bola “insalvável” em cima da linha, em jogo importante e fora de casa’… Ele, que já era ótimo, ficou melhor ainda…

Não tenho coragem de te pedir nada agora, Papai Noel. Recebemos tanto…  Gols maravilhosos (um mais lindo que o outro), enlouquecedores, caixas e caixas repletas de emoção e alegrias… Maior número de vitórias, melhor ataque, melhor defesa, melhor segundo turno da história, melhor jogador do campeonato, melhor técnico, melhor time, Bola de Ouro, de Prata, vários jogadores na seleção do campeonato, a  torcida mais linda, o melhor público, melhor renda (mais do que a soma das rendas dos dois times ditos donos das maiores torcidas do país)…  o Palmeiras de volta… Ganhamos muito mais do que imaginávamos… 

E antes de ganharmos o presente mais sensacional dos último tempos… ainda veio aquela caixinha, pequenina, com o valioso e brilhante gol do Duduzinho, de cabeça… veio aquela pintura do gol de Fabiano, do gol que seria o do título… veio o Prass  voltando ao gol dois minutinhos antes do jogo acabar, para experimentar com Jaílson a mágica e a emoção de ser campeão do Brasil no maior campeão do país, veio o privilégio de podermos ter recebido a Chapecoense em nossa casa, em seu último jogo, antes que você os levasse pra jogar aí com você, ‘no ‘Polo Norte’… veio o eneacampenato, tão lindo, tão imponente, tão desejado…

E enquanto nos embriagávamos no cheirinho… de Palmeiras nove vezes campeão brasileiro, descobrimos uma última caixa… corremos abri-la e lá estavam os nossos verdadeiros presentes… A fé,  a alegria, sem tamanho, a capacidade de nos emocionarmos, de nos conectarmos ao que é divino, a paz no coração,  o orgulho de sermos quem somos, e a esperança renovada…

Muito obrigada, ‘Papai Noel’, pelo carinho e pela generosidade. Pra esse Natal eu não quero te pedir presentes, peço apenas que o seu “ajudante” – que cuidou do Palmeiras esse tempo todo e que foi nosso grande presente há quatro anos-  e os ajudantes que ele escolheu , sejam muito abençoados… e que você, ‘Papai Noel’, continue a proteger e defender o meu Palmeiras das pragas e ervas-daninhas que tentam acabar com as flores em seu jardim, tá? 

Feliz Natal pra você também, ‘Papai Noel’!! Um grande beijo pra você!”

FELIZ NATAL, PARMERADA!!
QUE A ALEGRIA QUE EXPERIMENTAMOS NO DIA 27/11, ESTEJA EM TODOS OS CORAÇÕES E LARES ALVIVERDES!

PAZ, SAÚDE, AMOR E MUITO PALMEIRAS A TODOS!

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O Campeonato Brasileiro 2016 acabou.

Ontem, tivemos a última rodada, quando o Palmeiras, campeoníssimo, com reservas – 14 jogadores já estavam de férias -, e, solto, sem pressão, jogando bem pra caramba, venceu o Vitória por 2 x 1, com gols de Gabriel e Alecsandro (acredite, foi prejudicado pelo árbitro Dewson Freitas, o tal “c%ralho ruim” – acho que não tinham contado pra ele que o Palmeiras já era campeão).

O campeão brasileiro 2016 e o Vitória entraram em campo homenageando a Chapecoense com mensagens de solidariedade. Na parte de trás da camisa, o Verdão trazia o nome dos jogadores vitimados na tragédia na Bolívia. Emocionante… A camisa com o nome de Bruno Rangel – que faria aniversário hoje – fez um gol lindo…

O Palmeiras já tinha sido campeão na rodada anterior, três clubes já haviam caído para a segundona e praticamente cinco deles já tinham garantido vaga na Libertadores e pré-Libertadores… e aconteceu o que mais ou menos todo mundo sabia que aconteceria. O Inter, mesmo com todas as vergonhosas tentativas de se safar fora das quatro linhas, caiu para a Série B; o cheirinho não deu nem pro cheiro de ser vice do Palmeiras; o nosso vice favorito, Santos, é que ficou com a posição, e o time da “lava-jato”, derrotado pelo Cruzeiro, mesmo com as seis (eu disse SEIS) vagas que a Conmebol dá para os clubes brasileiros agora, não conseguiu se classificar.

E o que apreendemos de tudo isso, além da alegria de vermos o Palmeiras nove vezes campeão brasileiro? A quais conclusões chegamos?

A primeira, eu diria, é sabermos que não podemos mesmo confiar em boa parte dos profissionais de imprensa, em boa parte dos veículos de comunicação. São torcedores com microfones nas mãos e mais nada:

Ainnn, o Palmeiras vai cair na tabela na 12ª rodada…

Ainnn, sem o Prass o Palmeiras não manterá seu rendimento…

Ainnn, com o Conca dando sopa, o Palmeiras resolve contratar Moisés, que jogou na A-2 com a Lusa e veio agora da Croácia…

Ainnn, o cheirinho de campeão do “fulano”…

Ainnn, o Palmeiras fez um gol sem ser de cabeça. É um progresso…

Ainnn, os torcedores vão ao Allianz só para fazer selfies e tomar café…

Ainnn, o Palmeiras joga feio,  o esquema de jogo é o Cucabol…

Ainnn, Dudu não decide e só reclama…

Ainnn, mas (Tche Tche) jogar no Audax não é a mesma coisa que jogar no Palmeiras…

Ainnn, o Palmeiras usa a perna direita só para entrar no ônibus…

Ainnn, o “Rafael Marques falou pro Cuca que ele comeu muita salada no almoço” e o Palmeiras entrou em crise…

Ainnn, o ‘Flamengo joga o futebol mais objetivo do país…

Ainnn, o Palmeiras está se borrando de medo do Flamengo…

Ainnn, o Pai de Santo ‘X’ disse que o Palmeiras não vai ser campeão…

Ainnn, quando o Flamengo voltar a jogar no Maracanã, vai tomar a primeira colocação do Palmeiras…

Ainnn, a tabela é mais fácil para o Palmeiras…

Ainnn, o Palmeiras pode se tornar campeão sem convencer…

Então, né? Falaram tantas ‘abobrinhas, fizeram de tudo para parecer que o Palmeiras não conseguiria (será que esperavam minar a vontade do nosso time?), e o Palmeiras, do Cucabol (tão poderoso), mesmo com todas as sacanagens das arbitragens (postei aqui as imagens e vídeos), foi melhor em tudo. Terminou o campeonato com 80 pontos, 24 vitórias, o menor número de derrotas (6), o melhor ataque (62 gols), a melhor defesa (32 gols), o melhor saldo de gols (30), não levou nenhum cartão vermelho na competição,  fez o melhor segundo turno na história do campeonato de pontos corridos (44 pontos e uma única derrota), teve o melhor público, a melhor arrecadação… teve/tem uma torcida maravilhosa, que encheu o Allianz e ajudou a fazer a diferença…

O Palmeiras foi líder desde a 9ª rodada até a última… terminou o campeonato 9 pontos à frente do segundo e terceiro colocados… 23 pontos à frente do sexto colocado, que ficou com a última vaga na Libertadores… o futebol “mais objetivo do país” não conseguiu nem a segunda colocação… o time que “levava vantagem nos critérios de desempate” foi vice do Palmeiras, de novo, 9 pontos (três partidas) atrás…

7 jogadores do Palmeiras – Jaílson, Jean, Yerri Mina, Tche Tche, Moisés, Dudu e Jesus estão na seleção do campeonato, Jesus foi eleito o craque do Brasileirão, Cuca foi o melhor técnico…  e, assim como o Palmeiras, a tabela previa que todo mundo jogasse contra todo mundo, uma vez fora e outra em casa…

Ainda bem que o Palmeiras poderia se tornar o campeão ‘sem convencer’, não é mesmo?

Mentiram um bocado para o torcedor durante esse tempo… Tentaram fazê-lo acreditar  no “Coelho Branco”… no “cheirinho de nada”… no que era apenas desejo de alguns “torcedores jornalistas”, no que era fruto apenas do despeito, e que nada tinha a ver com jornalismo… mas, de um jeito ou de outro, a vida sempre acaba desmascarando os farsantes.

Outra coisa que apreendemos, observando os fatos, é que não há mais boa vida para clubes administrados amadoramente, por dirigentes que só pensam em se favorecer dos clubes, está ficando complicada a situação de muitos desses clubes por aqui, e eles quase não conseguem mais andar com as próprias pernas – não fosse o patrocínio estatal, a grande maioria estaria sem patrocinador máster. Por causa de algumas coisas desse tipo, o Palmeiras passou alguns anos quase na seca, ganhando poucos títulos; estava falido no início de 2013 (sem dinheiro e sem receitas – que haviam sido recebidas em adiantamento) … mas o Palmeiras tinha acordado, e Paulo Nobre foi eleito, e  mudou tudo por lá – a mentalidade do clube, principalmente (grazie, presidente).

No entanto, como pudemos observar nesse brasileirão, tem clube que, mesmo recebendo há tempos a melhor quota de TV no país (ainda que não tenha sempre a melhor audiência), mesmo tendo ajuda de gordo patrocínio estatal  – que acabou se estendendo a quase todos os clubes do país -, mesmo sendo tido e havido como ‘poderoso’, tá numa pindaíba, atrasa salários, tem que se desfazer de jogadores importantes por não ter dinheiro para segurá-los, ou pagá-los, é recusado por 9 entre 10 técnicos do país – até mesmo técnicos de times mais modestos -, e não tem  dinheiro para pagar as prestações de uma arena (construída com dinheiro do povo, e em troca de muitas propinas), que lhe foi passada num negocinho de ‘amigo pra amigo’ (o “amigo tá enroscado com a federal agora). E o clube zerou em todos os campeonatos que disputou no ano, não chegou perto de nada, não conseguiu nem mesmo uma vaga na Libertadores, e justo quando o Brasil passou a ter direito a seis delas. E ele não foi o único grande nessa situação.

A coisa é séria no país, a coisa tá feia para o futebol brasileiro, para os clubes,  e um monte de gente faz que não percebe… e ainda tenta desvalorizar quem faz o caminho contrário e é bem sucedido… quem mostra o caminho das pedras para os demais.

Outra coisa importante para observarmos é que não existe mais esse clichê de que “time grande não cai”… Cai sim. Mesmo porque, ir parar na segunda divisão tem a ver com um campeonato mal jogado, com futebol e rendimento ruim em determinada competição, e não com a grandeza de um clube. Está aí, por exemplo, a Juventus, de Turim (rebaixada por ouros motivos, mas sem perder o status de grande time italiano) que não me deixa mentir.

Mas não costumava ser assim aqui no Brasil, não é mesmo? Era virada de mesa sempre. Hoje em dia, com exceção da mutreta com a Lusa, em 2013, arquitetada para salvar Flamengo e Fluminense do descenso (para salvar o futebol do RJ), não se vira mais a mesa. Nem o Corinthians, que adora uma ajudazinha, tentou se safar em 2007 através de trambique. Foi lá, jogou a B, foi campeão e voltou pela porta da frente. Como tem que ser.

Como me disse um amigo ontem: “Os grandes exemplos e as grandes mudanças só podem ser feitas pelo maior. Quem moralizou essa p%rra foi o Palmeiras. PONTO! 2002 é emblemático. O título da série B em 2003 é demonstração de grandeza. Depois do Maior Campeão mostrar o caminho, não se vira mais a mesa.”

Não é a toa que o Palmeiras é o Alviverde Imponente… o maior campeão do Brasil.

Orgulho desse meu Verdão, eneacampeão brasileiro! E, agora, já que ele está no caminho certo, que venham outros títulos em 2017!!

“Far vincere una squadra non è questione de quanto grande sia il giocatore, o i giocatori. Devono tutti essere disposti a sacrificarsi e a dare qualcosa di se stessi, pur di diventare campioni”

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A cidade fervilhava de verde…  respirava Palmeiras, naquele dia tão quente e ensolarado…

Como se fossem peregrinos em direção à uma “Meca” dos sonhos, palmeirenses apareciam de todos os cantos se dirigindo ao Allianz Parque e arredores (nem todos assistiriam ao jogo na arena)… a ansiedade era trazida a tiracolo…

A cidade estava uma loucura. Aquela gente de verde e branco, com um grande “P” no coração, que desembarcava dos metrôs, trens, ônibus, as que estavam nos carros que passavam – e cumprimentavam as que estavam a pé… essa gente toda, se mantinha numa movimentação acelerada. Camelôs, aos gritos, anunciavam as suas mercadorias… eram gorros de porco, faixas de incentivo, de campeão, bandeiras, camisas, cervejas, água… Se podia ouvir, mais ao longe, os cantos de torcedores que acabavam de desembarcar, e cujo volume ia aumentando  à medida em que eles subiam as escadas…

Quantos sonhos povoavam a nossa imaginação… Quantas imagens surgiam das nossas lembranças e dançavam diante de nossos olhos… E tudo se misturava… o ontem, o hoje e o “amanhã” das horas que se aproximavam… Eu olhava aquelas pessoas, olhos vidrados, e concluía que, assim como eu, elas deveriam estar meio anestesiadas; a ficha delas, assim como a minha, talvez não tivesse caído ainda…

Ou, então, era porque a gente já sabia… nossos olhos, vidrados, já podiam ver o que tanto queríamos… já estavam lá no momento maior…

Bandeiras às costas, rostos pintados, cabelos verdes, barbas e bigodes também verdes, chapéus, bonés, perucas, máscaras e narizes de porco, toucas de porco, gestos… códigos e símbolos de uma mesma família. Pessoas e mais pessoas que tomavam as calçadas, as ruas… indo todos para a mesma festa, com o mesmo ar de júbilo, como se fosse um grande e maravilhoso carnaval fora de época…

Todo mundo indo – ainda que, para alguns, fosse um ir apenas  em pensamento – e todo mundo lá, antes mesmo de chegar… O movimento nas ruas era frenético, incontrolável… o ‘rio’ seguindo seu curso…  Não é só futebol… nunca foi… Ser Palmeiras vai muito além de apenas gostar de um esporte…

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Palmeiras na final (a segunda em menos de um ano)…  e sobrando… foi caçado por vários times, o campeonato todo e desde a 9ª rodada; foi prejudicado, muitas vezes, pelas arbitragens; teve o seu trabalho, a sua campanha, diminuídos e menosprezados pelos torcedores rivais de imprensa dos programinhas esportivos; teve um lobby contrário, orquestrado pela mídia, durante dois turnos inteiros… e permaneceu imune e líder, até o final… com o “Cucabol”, do melhor ataque, melhor defesa, melhor saldo de gols, maior número de vitórias… 98% de chances de ser campeão (faltava só um pontinho em dois jogos – isso, se o Santos vencesse as suas duas partidas, o que eu tinha certeza, absoluta, que não aconteceria)… Fez gol de pé, gol de cabeça, fez jogadas de todos os tipos, ensaiada, no improviso,  de cruzamento, entrando pelo meio, com atacante, zagueiro, lateral, volante, meia…deu cambalhota, dançou em campo, pulou, socou o ar, se abraçou, se emocionou… e a torcida… ah, a torcida… encheu a arena o ano inteiro… cantou, vibrou, jogou com o seu time o campeonato todo, desde a primeira partida.

A PM proibira a entrada dos ‘peregrinos’ na Palestra Italia/Turiaçu, e  então, eles se fizeram mar nas ruas paralelas e nas transversais… Era impossível andar ali, e era delicioso também, o ar impregnado de Palmeiras satisfazia todos os meus sentidos.

Embora eu estivesse aflita pelo desfecho do jogo e do campeonato, não me percebia temerosa, era só aquele “não ver a hora de chegar a hora”…  Na entrada do Allianz, segurei a mão dos meus amigos e, disse que entraríamos com oito títulos brasileiros ali e sairíamos com nove. A garganta embolou…

Mas, de maneira totalmente inesperada, quando entreguei meu cartão Avanti para o moço da catraca, quando olhei o cartão trocando de mãos, me emocionei tanto, mas tanto, que, com as lágrimas quase caindo, mal consegui balbuciar um “obrigada” ao “bom jogo” que ele me desejara. O inconsciente fazia contato com o consciente… Sim, era verdade, eu estava entrando no Allianz para ver o meu Palmeiras ser campeão brasileiro… a ficha estava louca para cair…

Lá dentro, podia perceber que as pessoas à minha volta, apesar de muito ansiosas, pareciam extremamente felizes (na rua tive a mesma impressão). Todo mundo sorria, confiante, o tempo todo. Meu terço benzido estava na bolsa…

Olhávamos uns para os outros e nossos olhos se diziam: Você já se deu conta que o Palmeiras vai ser campeão brasileiro hoje? Muito louco isso…

Jaílson entrou pra aquecer… e Fernando Prass entrou também! Alegria e muita emoção no Allianz. “P#ta que pariu, é o melhor goleiro do Brasil, Fernando Prass!”… “Jaílson, Jaílson, Jaílson!”… Nossos dois goleiraços em campo… haja coração!

O time do Palmeiras veio para o aquecimento… muitos aplausos! A Chape também entrou em campo. Por motivos diferentes, dois times felizes estavam em campo… O de Cuca, porque, muito provavelmente, se sagraria campeão brasileiro naquela tarde; o de Caio Junior, porque ia disputar a final – inédita pra eles – da sul-americana dali a três dias.

Não saía da minha cabeça a “promessa” de Cuca, logo que chegou: “Nós vamos ser campeões brasileiros”. Eu, que em 1992 sonhara em vê-lo campeão pelo Palmeiras, tinha achado essa “promessa” de uma ousadia tão grande, e agora, a promessa se cumpria.   Meu Deus, o Palmeiras vai ser campeão brasileiro… é verdade, o enea vem aí. A “ficha” fazia contato no meu cérebro…

Times a postos, chegara a hora da execução do hino, do nosso hino… cantaríamos para o novo campeão brasileiro. Uma emoção tão grande, misturada com um orgulho maior ainda… A sensação dentro do peito era deliciosa… E o som?  “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras…” O som reverberava pelas paredes do Allianz e subia aos céus…

Os nomes de nossos jogadores passaram a ser gritados pela torcida… “Glória, glória, aleluia…. é Gabriel Jesus”… última partida do nosso menino em nossa casa, última vez que cantaríamos pra ele… a saudade já doía na gente.

Confesso que, mesmo o Palmeiras sendo inconfundível pra mim, a camisa branca e calções verdes da Chapecoense, às vezes, e por uma fração de segundo, me atrapalhavam…

Quando o árbitro apitou o início de jogo, atravessamos um portal para uma outra dimensão… Eu apenas me perguntava: quem será que vai fazer o gol do título?

O alto-falante anunciou que o Santos perdia (ah, vá)… Mas o Palmeiras não estava nem aí para esse jogo, ia pra cima do seu adversário. A Chape –  finalista da sul-americana e querendo vaga na Libertadores -, não se fazia de rogada, tentava desarmar nossas jogadas e ia pro ataque também. O jogo era muito pegado, com jogadas duras. Mas, mesmo com toda a disposição do adversário, o Palmeiras tinha controle do jogo, parecia tranquilo, marcava firme e trocava passes lindos.

Jesus passou por três adversários e achou Moisés lá na área, na hora em que ele ia chutar pro gol, foi travado. O Allianz se arrepiava esperando o gol do Palmeiras, esperando o gol campeão – estava na cara que ele não demoraria a sair… a torcida cantava sem parar.

Brinquei com meus amigos: “Gol de título sempre sai dos pés mais improváveis… Vai, Fabiano chuta pro gol aí!”.

Um minutinho depois… na cobrança de falta, na jogada ensaiada, Duduzinho deu só uma roladinha pro Zé, que tocou rasteiro pra área; Jesus fez o corta luz, Moisés deu um toque de letra e o Fabiano, meio de lado, deu um toque perfeito, por cima, encobriu Danilo e botou na rede. Que golaço! Na pintura de gol, o campeão assinava a escritura do Brasileirão 2016, do seu eneacampeonato – nenhum outro clube conquistou um campeonato brasileiro por 9 vezes.

O Allianz enlouqueceu no gol de Fabiano… Gritos, lágrimas, muitas lágrimas, abraços… era impossível pensar ali, só conseguíamos sentir… e a emoção, impossível de ser contida, nos levava à loucura… Fabiano, alucinado, correu para os amigos no banco, os jogadores todos se deram um “abraço” gigante. Os 40 mil parmeras do Allianz se juntaram ao abraço, 20 milhões de parmeras, espalhados pelo mundo, foram abraçar o Fabiano também.

A ficha caiu… O Palmeiras era, SIM, campeão brasileiro. A Chape não ia virar o jogo e sabíamos disso…

E só deu Palmeiras depois disso, o goleiro Danilo ia salvando a Chapecoense de tomar mais gols… Dracena, Tche Tche, Mito, Zé, Jesus, Guedes, Jean, Fabiano, Jailsão da Massa… tava todo mundo batendo um bolão. Duduzinho e Moisés jogavam muito. Cabia ao Palmeiras apenas administrar. E por pouco Jesus não fez o segundo no finalzinho do primeiro tempo. O goleiro da Chape uma grande defesa e impediu o gol.

No começo do ano, quando pensávamos em título, parecia tão distante, uma caminhada complicada; durante o campeonato, pareceu tão difícil, mas, na verdade, nunca foi tão fácil… tão seguro, sem instabilidades no percurso, sem sermos ultrapassados…

E, agora, em pleno intervalo de uma final, nem nervosa eu estava…  só queria saber mesmo à que horas poderíamos soltar o grito de campeão.

Veio o segundo tempo, na outra dimensão onde nos encontrávamos, víamos o Palmeiras, muito superior, muito campeão, ir pra cima da Chape tentando matar logo o jogo e ela defendia de todo jeito. Guedes, Tche Tche, Dudu, Jesus… cada hora era um levando perigo…Tche Tche dando chapéu… o enea chegando… a torcida cantava cada vez mais forte… e o Zé Roberto, nossa revelação, ainda acenava para cantarmos mais. Time e torcida numa sintonia maravilhosa.

“Eu vou beber, beber até cair, o enea vem aí”…  

Passava dos 35′ quando, finalmente, o Allianz decidiu soltar o grito aprisionado por 37 rodadas… “É campeão!! É campeão!! É campeão!! Os “peregrinos” tinham encontrado a sua Meca de sonhos… a dimensão onde nos encontrávamos era o Nirvana… ninguém mais ia mudar isso… a felicidade não cabia em nosso peito…

Na lateral do campo, Barrios, Rafa, Arouca e os reservas todos já comemoravam o título… e então, Prass foi chamado para entrar em campo… Os torcedores choravam de emoção, as lágrimas escorriam no meu rosto… Os jogadores correram abraçar o Jaílson lá no gol. Ele fora fundamental na nossa conquista. Não conhecemos uma derrota sequer com ele no gol… Abençoado Jailsão da Massa, tão amado, que daria lugar para o Prass, que nós amamos tanto… era justo que Prass sentisse o gostinho de voltar nessa ‘final’.

Prass defendeu um cruzamento e o Allianz comemorou muito… “É campeão! É Campeão!”…

O juiz apitou o final da partida e a festa teve início no Allianz…  PALMEIRAS, 9 VEZES CAMPEÃO BRASILEIRO!! Não conseguíamos olhar tudo ao mesmo tempo, o telão, o gramado, os jogadores que choravam, nosso menino Jesus que desabara no gramado chorando muito, Cuca emocionado, o cavalinho parmera lá com os jogadores, Prass carregando Jesus nos ombros, Jesus nos pedindo para não esquecermos dele (não vamos esquecer de você nunca), Prass puxando o coro de “é campeão”…

Fogos de artifício cortavam os céus… Chuva de papel picado, Duduzinho e Paulo Nobre (muito obrigada, presidente!) levantavam a taça tão desejada… a volta olímpica… o rosto dos palmeirenses que choravam de alegria… 22 anos que terminavam ali…

Nos embriagamos dessa felicidade, de imagens felizes, sons maravilhosos, que vamos guardar pra sempre no coração…

Foi contra tudo e contra todos, na capacidade e fibra da nossa gente e na força da nossa camisa e da nossa torcida… O gigante voltou, grazie Dio!

E que o mundo todo saiba, o nome desse gigante é PALMEIRAS, mas pode chamá-lo de ENEA!

https://www.youtube.com/watch?v=bQu-ih4PJmw

Eu ia postar hoje sobre o campeonato conquistado pelo Palmeiras, sobre o inédito e épico eneacampeonato… Mas, infelizmente, hoje – nos próximos dias também – não tem lugar para a alegria… acordamos todos de luto…

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“O mistério do amor é maior que o mistério da morte” – Paulo Coelho

A vida está sempre nos mostrando que dor e alegria caminham pertinho uma da outra… Mas não tem como deletar essa terça-feira e voltar pra ontem?  

Logo cedo, a notícia: O avião que levava a Chapecoense para Medellin  – para fazer a sua primeira final internacional em 43 anos de clube – caiu.  Foi um choque. Que triste…  de 77 pessoas à bordo, foram 6 os sobreviventes. Da delegação da Chape, 3 jogadores sobreviveram; dos 21 profissionais de imprensa , apenas um radialista de Chapecó sobreviveu, dois tripulantes também conseguiram sair com vida.

Com exceção de 3 pessoas, toda a delegação da Chapecoense morreu ali, no momento mais feliz de suas vidas… Deveria ser proibido que as pessoas morressem quando estão se sentindo tão felizes.

Quando me dei conta que Caio Junior também estava naquele avião, não consegui mais parar de chorar. O ex-técnico do Palmeiras, de quem eu aprendi a gostar bastante e de quem continuei gostando mesmo depois da sua saída, também tinha morrido. E pensar que ele e o time da Chape estiveram no Allianz, dois dias antes, jogando contra o Palmeiras.

Nós, palmeirenses, no domingo, estávamos explodindo de felicidade pelo iminente título do Palmeiras, e, ao mesmo tempo, nos entristecia o fato de ser a última partida que veríamos de Gabriel Jesus com a nossa camisa, e em nossa casa. Mas nunca seríamos capazes de imaginar que estávamos assistindo à última partida da vida daqueles jogadores da Chape, do Caio Junior… Estávamos todos tão felizes. Nós, pelo título que disputávamos naquela partida, e eles, pelo título que disputariam na quarta-feira seguinte, na Colômbia…

A gente fica muito triste pelas vidas que são perdidas, e nada é mais importante do que a vida… a gente fica triste porque o sonho, tão grande, tão histórico, de time, torcida, comissão técnica – de uma cidade -, que estava tão perto de ser alcançado, foi interrompido drasticamente… a gente fica triste pelos profissionais da imprensa que estavam naquele avião a trabalho (Mário Sérgio, um cracaço – eu vi jogar -, Deva Pascovicci, Paulo Júlio Clemente, Victorino Chermont e outros tantos profissionais)… a gente fica triste pelos que um dia vestiram a camisa do Palmeiras (Caio Junior, Mário Sérgio, Ananias, Josimar)…

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Ficamos tristes pelas famílias que estão sofrendo agora a terrível e implacável dor da perda… a gente fica triste por saber que eles estavam aguardando autorização para aterrissar e, se ela tivesse vindo, teriam conseguido pousar em segurança… a gente fica triste, e revoltado, pelo descaso criminoso dos que não abasteceram a aeronave em quantidade segura e suficiente de combustível – que acabou antes que pudessem pousar em segurança… a gente fica triste pela tragédia, inesperada, cruel, assustadora, inexorável, que não deixou que ninguém tivesse oportunidade de lutar pela sua vida, ou que pudesse ter tentado se proteger… a gente fica triste porque toma ciência de que a vida é apenas um sopro, é tão efêmera (sempre nos esquecemos disso) e não temos controle sobre nada… a gente fica triste porque o que era só alegria, expectativa e entusiasmo, o que era festa, virou horror, desespero e dor…

Quem não vive o futebol se chocou com a tragédia de  acidente de avião, mas, para nós, que fazemos do futebol o tempero e recheio dos nossos dias, foi como se tivéssemos perdido pessoas da família. E, nessa hora, não tem essa de time adversário, de eu sou Palmeiras, você não é… eu sou Corinthians, você não é… Sentindo um pesar imenso passamos a ser todos Chapecoense (e quem aqui no Brasil não iria torcer pela Chape nessa final?)…  É tão difícil lidar com essa tristeza, com esse pesar tão profundo, que, frágeis na dor imensa que estamos sentindo – sim, dói na gente também -, acabamos nos unindo…

O planeta futebol se comoveu, se solidarizou… E, através das mídias sociais, a Chape  começou a receber carinho e mensagens de clubes de todos os lugares do mundo, de torcedores de todos os lugares do mundo… Pequenos gestos de solidariedade e amor, pequenos “abraços” de todos os cantos do planeta,  e o mesmo recado: #ForçaChape, estamos com você.

Milhares de torcedores colocaram o distintivo da Chapecoense em seus perfis… Torcedores de outros clubes começaram a comprar camisas da Chape para ajudar, milhares de torcedores aderiram ai programa de sócio-torcedor do clube…

Palmeiras, Corinthians, Flamengo e outros clubes do país decidiram que emprestarão jogadores, sem custo, ao time catarinense e enviaram à CBF um pedido para que, durante três temporadas, a Chapecoense não possa ser rebaixada.

O Libertad-PAR ofereceu seu time titular para jogar pela Chapecoense em qualquer evento esportivo, o Benfica-POR fez o mesmo.

O Atlético Nacional, que seria o adversário  na final da Sul-Americana, abriu mão do título e solicitou à Conmebol que ele seja entregue à Chapecoense.

Barça e Real querem ajudar, parece que doarão a renda do clássico para a Chape… a Portuguesa, cheia de dificuldades financeiras, também quer ajudar

Os clubes de futebol do mundo todo (até da NFL e do basquete da NBA), estão prestando homenagens, fazendo um minuto de silêncio antes das partidas… Jogadores de várias partes do planeta fazem homenagens também…Torcidas de vários times (do Liverpool, PSG…), de vários países (até da Dinamarca), declarando apoio à Chapecoense…

O Guns N’ Roses fundiu a sua marca ao distintivo da Chape…

O Palmeiras pediu autorização à CBF para jogar a última rodada do campeonato com a camisa da Chape… O Corinthians, deixando de lado o veto costumeiro, colocou verde em seus perfis…

Racing e Huracán usarão escudo da Chapecoense no campeonato argentino; Colo-Colo, Audax italiano, Saint Etiene entrarão em campo com o escudo da Chape no peito…

Vigílias em Bogotá, em Chapecó, aos pés do Cristo Redentor-RJ, orações, missas, velas, flores… torcedores do Atlético Nacional, emocionados, se dizendo “irmãos dos chapecoenses”…

Monumentos famosos do Brasil e do mundo – até a Torre Eiffel – ficaram verdes para homenagear aquele time valente, de guerreiros, que saiu da série D e começou a sua escalada para a série A para, em 2016, chegar à sua primeira final internacional… Os estádios do Grêmio, Inter, Arena da Baixada, Mineirão, a Allianz Arena, do Bayern, se acenderam em verde, o lendário estádio de Wembley com um #ForçaChape também se iluminou com as cores do clube brasileiro.

Homenagens à memória de todos os que não puderam voltar daquela viagem, à memória dos guerreiros da Chapecoense, lindas, tocantes, de lágrimas e sentimentos verdadeiros,  de quem não pode minimizar as perdas dos chapecoenses, mas, por empatia, pode (apenas) avaliar o tamanho da dor que familiares e amigos dos jogadores e das demais pessoas que estavam a bordo, que os torcedores da Chape estão sentindo agora ; dor de quem não pode sequer imaginar como seria se acontecesse com seu próprio time, com seu familiar, com seu amigo; dor de quem quer sair para o trabalho e quer poder voltar pra casa, como, infelizmente não puderam voltar os profissionais de imprensa, os jogadores e nenhuma daquelas pessoas que perderam a vida no acidente…

O futebol recebeu um golpe extremamente doloroso, ficamos todos desorientados sem querer acreditar (eles estavam domingo no Allianz!) mas a Chape, no momento da sua maior dor, da sua maior perda, conseguiu a façanha mais admirável, a de sensibilizar e unir o mundo do futebol, de unir torcedores de todos os clubes, de promover uma onda de paz, solidariedade e amor… conseguiu fazer todo mundo parar pra pensar no que realmente é importante na vida, no que faz um clube ser verdadeiramente grande…

Eu ia torcer pela Chapecoense nessa final que não haverá, ia torcer por você Caio Junior e para o seu time ser campeão… mas vocês já eram campeões antes de partirem, vocês são campeões… pra sempre.

Obrigada por terem nos mostrado que um time mais modesto também chega lá;  por terem nos  encantado e nos feito ser Chapecoense nessa Sul-Americana; obrigada por fazerem parte do jogo do título do Palmeiras, e por terem jogado domingo com tanta garra, valentia e lealdade.

Obrigada por mostrarem ao mundo que  é muito mais do que apenas futebol…

Descansem em paz, campeões… e que Deus os abençoe no outro plano.   #ForçaChape

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“Amanhã, será um lindo dia, da mais louca alegria que se possa imaginar…” – Guilherme Arantes
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É, amigo palestrino… parece mentira, mas chegou a hora. É de verdade… faltam duas partidas, duas “finais” para entrarmos no paraíso… E uma dessas “finais”, a de amanhã, será em nossa casa…

Amanhã é o dia…

E hoje – se Deus quiser, e Jailsão da Massa confirmar a sua  invencibilidade no campeonato -, é a véspera do fim de um campeonato que durou 22  anos…

Hoje,  nossos corações escancaram todas as portas para receber o enea, tão desejado, tão sonhado…

Hoje, reconfiguramos o nosso cérebro para vitórias do Palmeiras sempre, para Palmeiras disputando títulos sempre… para conquistas do Palmeiras sempre… voltamos a ser protagonistas.

Hoje, falta 1 dia…  falta 1 Allianz Parque Lotado…  falta 1 time de guerreiros em campo… falta 1 promessa ser cumprida (né, Cuca?)…  falta 1 torcida linda, apaixonada, fazendo uma festa de arrepiar… falta 1 partida… falta 1 ponto (sabemos que ainda falta)…  falta 1 apito final…  falta 1 grito sair da nossa garganta e ganhar os ares… Falta o Palmeiras 9 vezes campeão brasileiro…

O mais difícil já fizemos… Foram 36 rodadas até aqui, 27 delas em que defendemos bravamente a liderança do campeonato… Pois agora, tenho certeza, os jogadores do Palmeiras vão dar o sangue em campo por esse ponto que falta, vão lutar mais do que já lutaram até aqui… eles também querem viver a magia de fazer o Palmeiras  campeão do Brasil.

Nós confiamos muito nos “torcedores” que temos em campo, nos guerreiros que nos representam em campo…

E é porque confiamos no Palmeiras, que estamos todos esperando por você, ENEA!  As bandeiras com as quais te damos as boas-vindas estão espalhadas pela cidade, pelo país e pelo mundo também… nas janelas, nos telhados, nas sacadas, nos carros, nos almoços, nos jantares, nos muros que foram pintados, no encontro com amigos, no sorriso das crianças… Sonhamos com você todos os dias, de olhos fechados e de olhos abertos também… Estamos com as janelas do coração e da alma escancaradas… pra você. Pode chegar, estamos prontos! E não precisa vir de mansinho, não… Pode chegar correndo, fazendo barulho, atropelando tudo, fazendo explodir o grito que o Allianz tem guardado, entorpecendo os nossos sentidos, pode nos enlouquecer, nos deixar sem conseguir respirar de emoção, pode nos fazer chorar de alegria… pode chegar do jeito que você quiser… mas venha!

E não importa onde cada um de nós estará amanhã… De alguma maneira estaremos todos juntos – sempre estamos juntos… 20 milhões de corações batendo no mesmo ritmo dos nossos guerreiros em campo, vibrando na mesma energia da Que Canta e Vibra… Porque é assim que sabemos ser, é dessa maneira que jogamos também… Somos todos Palmeiras, somos irmãos, somos uma família.

É tempo dessa gente que veste verde e branco, com um grande P no coração, ser feliz! Falta só um ponto…  e nós vamos buscá-lo, com o nosso time!! Amanhã!

À LUTA, PALMEIRAS!! BOOOOOOOOORA SER CAMPEÃO, SEU LINDO!!

#AjudaNoixDeus #AjudaNoixSanGenaro #VeeeeeeeeemENEA

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Com o Palmeiras na iminência de conquistar um campeonato brasileiro – tem 98% de chances; falta só 1 ponto, que precisa ser conquistado para o Verdão ser campeão -, o pessoal perde um pouco a noção do que escrever nas redações por aí. O braço fica pesado por causa do cotovelo inchado, a articulação fica travada, e a escrita fica um tanto quanto comprometida…

A (falta de) pauta da vez é saber como era o mundo em 1994, ou o que mudou de 94 pra cá, é falar em “fila”… Por um acaso você leu algo parecido com isso em 1990, por exemplo, quando um time conseguiu conquistar um campeonato nacional pela primeira vez, 31 anos depois do campeonato começar a ser disputado? Leu algo parecido quando o Galo – sem ganhar o campeonato há 45 anos –  liderava o Brasileirão ano passado (antes de ser tirado da liderança no apito), ou quando o Santos ganhou o Brasileiro em 2002, depois de 34 anos da sua última conquista na competição? Não, né? Então…

E teve muito clube aí com jejuns consideráveis de campeonatos brasileiros…

Santos – 34 anos – de 1968 à 2002
Corinthians – 31 anos –  de 1959 à 1990 (quando conquistou seu primeiro título nacional)
São Paulo – 18 anos – de 1959 à 1977
Flamengo – 21 anos – de 1959 à 1980
Fluminense – 17 anos – de 1992 à 2009
Vasco – 16 anos – a última conquista foi em 2000
Botafogo – 27 anos – de 1968 à 1995
Inter – 37 anos – a última conquista foi em 1979
Grêmio – 22 anos – de 1959 à 1981 (atualmente, está há 20 anos sem conquistar o campeonato)
Cruzeiro – 37 anos – de 1966 à 2003
Atlético-MG – 45 anos – ganhou seu único título em 1971

No entanto, ‘estar na fila’ é outra coisa, é estar na seca, sem conquistar nada, nem um par ou ímpar. Não tem fila nenhuma para o Palmeiras, afinal, nesses 22 anos, ele conquistou 9 títulos: 1996 (Paulistão), 1998 (Copa do Brasil), 1998 (Copa Mercosul), 1999 (Libertadores), 2000 (Copa dos Campeões), 2000 (Copa Rio-SP), 2008 (Paulistão), 2012 (Copa do Brasil), 2015 (Copa do Brasil).

Mas ele ficou 22 anos sem conquistar um campeonato brasileiro, é verdade, e a press quer saber o que mudou nesses 22 anos…

Embora muita coisa tenha mudado no mundo desde o último campeonato brasileiro conquistado pelo Palmeiras em 1994, no futebol algumas coisas parecem estar exatamente iguais hoje, em 2016…

– Em 1994, o clube mais bem estruturado e mais bem administrado do Brasil era o Palmeiras. Em 2016, o clube mais bem estruturado e mais bem administrado do Brasil é o… Palmeiras.

– Em 1994, o clube que tinha mais receitas, o que faturava mais, era o Palmeiras. Em 2016…… é o Palmeiras também.

– Em 1994, a camisa de time mais valiosa do país era a do Palmeiras; em 2016, a camisa mais valiosa do Brasil é a do Palmeiras.

– Em 1994, o clube onde os jogadores todos preferiam jogar era o Palmeiras. Em 2016, eles continuam preferindo jogar no Palmeiras.

– Em 1994, o clube com mais títulos nacionais era o Palmeiras; em 2016, o clube com mais títulos nacionais continua sendo o Palmeiras (nenhum clube conseguiu a façanha de ultrapassá-lo nesses 22 anos).

– Em 1994, o grande freguês do Palmeiras era o ‘Cu rintia’; em 2016, o freguês continua o mesmo.

– Em 94, a torcida mais apaixonada e diferenciada do Brasil era a do Palmeiras; em 2016, continua sendo a do Palmeiras.

Agora, tem uma coisinha que não mudou, mas aumentou assustadoramente… a inveja dos rivais, principalmente os da imprensinha – que pareciam mais profissionais e isentos em 1994. Não tem jeito, gente. Entra pra seita… a “seita” que dói menos!

Dia de jogo do Palmeiras no Allianz Parque…  Palmeiras x Botafogo, 36ª rodada de um campeonato que já dura 22 anos…

Os palmeirenses, ansiosos, ávidos, famintos – e nem poderia ser diferente -, esgotaram todos os ingressos no dia seguinte ao início das vendas. Os palmeirenses, do time que lidera o campeonato há 27 rodadas, já guardam o mesmo segredo no coração, mas, apenas por uma certa prudência, ainda não ousam expressá-lo.

Saí de casa e fui observando  as muitas camisas do Palmeiras que encontrava pelo caminho; assim como os seus donos, as camisas pareciam sorrir orgulhosas umas para as outras… e todos esses parmeras tinham aquele olhar de quem se prepara para uma grande festa…

Quantos caminhos percorremos até aqui… Meu Deus! Só nós sabemos. Parece mentira que a hora é agora, mas é verdade, a hora é agora. E que momento maravilhoso é esse.

Na minha cabeça, há muito tempo, o jogo decisivo seria o de hoje… Ao contrário do que a mídia escrota tenta fazer parecer, não dependemos de um único resultado dos adversários. O Palmeiras, desde a 9ª rodada, depende só dele, e basta que ele vença os seus jogos, que administre a vantagem que tem, que pouco nos importarão os resultados dos outros times. Eles podem ganhar todas as partidas, até as do campeonato de Júpiter, que nada mudará. Queremos que eles percam pontos, claro, mas é apenas para ficarmos mais confortáveis.

Encontrei os amigos nos arredores do Allianz para nos prepararmos para o jogo. E quanta alegria! Eu tive a sorte de ver o Palmeiras ser campeão brasileiro em 93,  94…  fui aos jogos, ao Palestra depois do título, fui na Paulista, vivi tudo aquilo, mas a maioria dos amigos que estavam comigo a caminho do Allianz eram crianças na época, e apenas lembram um pouco do que foram as nossas conquistas no campeonato brasileiro. E, hoje, enquanto nos preparávamos para essa “final”, eu os observava… eram todos crianças de novo, felizes, brincando com as tintas com que pintavam os cabelos (também pintei os meus), os rostos, as barbas… vivendo a magia de um campeonato maravilhoso do Palmeiras…

Entramos num Allianz  ainda meio deserto…  e os pontos vazios nas cadeiras, como se fossem lâmpadas se acendendo, iam sendo coloridos por muito verde e branco,  azul, amarelo… Os camarotes estavam acesos… O mascote periquito apareceu; Gobatto, nosso porco mascote, também… o barulho aumentava em nossa casa…

Jailsão da Massa entrou em campo para se aquecer… aplausos, assobios, gritos pro nosso goleiro (que bom que Deus nos mandou você, Jaílson). O time também veio se aquecer… Dudu, G.Jesus, Moisés, Mito, Zé Roberto,  Tche Tche, Mina, Jean, Guedes, CX… e mais aplausos da torcida. O Caldeirão do Porco começava a entrar em ebulição…

Os minutos se passaram, a ansiedade era névoa densa no Allianz, e chegou a hora do jogo. Nosso time em campo… a torcida pronta, com periquitos no estômago (palmeirenses não têm borboletas no estômago), nosso hino sendo cantado… “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras”, o Palmeiras que é só nosso. Haja emoção… Parece meio clichê repetir que o torcedor sente orgulho do seu time, do seu hino… mas é de verdade, que orgulho imenso sentimos do Palmeiras.  E como explicar o amor que trazemos dentro do peito, e que escapa por todos os poros? Joelmir tinha  razão, ninguém além de nós mesmos pode entender.

Exceto pela saída de Mina, que sentiu dores musculares antes dos primeiros quinze minutos de jogo, e parecia chorar no banco de reservas (meu coração rachou), o primeiro tempo tinha a cara que a gente queria, era tudo o que esperávamos: o Palmeiras no ataque – segundo as estatísticas, o Verdão teve 71% de posse de bola no primeiro tempo. O Botafogo se defendia e esperava apenas pelas oportunidades de contra atacar.

Cabeçada de Moisés… quase!

A torcida se agitou, e o telão confirmou… tinha gol do Cruzeiro em cima das sardinhas! O Caldeirão do Porco fervia…

Era como um filme se desenrolando à minha frente… Dudu jogando com Moisés, que chamou Guedes, que mandou de cabeça pra Jesus, na área, na cara do gol… a bola bateu na perna do nosso menino e foi pra fora… Uhhhhhhhhhh! Cuca, com sua calça “Restart”, lamentava a oportunidade perdida… e haja unha pra ele roer… Meu coração fazia um barulho imenso…

Moisés chapelou o botafoguense (e que chapéu!), avançou e tocou pro Dudu; nosso soldadinho de chumbo cortou para o meio, e chutou pro gol, Sidão se esticou todo e caiu no canto para espalmar.

Dudu recebeu desceu em velocidade pela esquerda e tocou lá pro meio, Moisés apareceu e, de primeira, mandou um balaço pro gol, mas a bola foi pra fora. Que chute do Moisés!

E o grito de gol arranhava a nossa garganta, louquinho para sair… Mas o que gritávamos mesmo eram  broncas no juiz, que deixava de amarelar jogadores, deixava de marcar faltas na área…

A torcida do Palmeiras incendiava o Allianz e cantava sem parar.  Só dava Verdão! Mas, embora o Botafogo não levasse perigo, o jogo era bastante pegado, disputado, brigado… os jogadores se estranhavam o tempo todo.

Dudu deixava a defesa do Botafogo perdida, e sofria muitas faltas. Gabriel Jesus também, e pra variar, levava muitas botinadas. Moisés estava jogando muito (que contratação mais certeira), Tche Tche, como sempre, estava com seus clones todos em campo (parece que temos meias dúzia de “Tche Tches”), Zé Roberto – nossa “revelação” -, imprescindível. Já o Botafogo, atazanado pelos jogadores de verde, pela velocidade e dribles de Dudu, Moisés, Guedes, Jesus… e aproveitando que fazia sol, batia até na sombra dos parmeras, com as bençãos do juiz. Um absurdo.

Teve muitos “erros de arbitragem” no primeiro tempo (não poderia deixar de falar deles). Nós ficávamos divididos entre aquele frio na barriga a cada lance ofensivo do Verdão, a cada quase gol, e a raiva que sentíamos do juiz por ignorar algumas faltas importantes cometidas pelos cariocas.

Jesus levou uma cotovelada, e o juiz deu vantagem para o Palmeiras. Ok, está na regra. Mas não é porque deu vantagem que, depois, tem que deixar de punir o jogador que faz uma coisa assim…

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Repara, depois que Jesus está no chão, e a bola está bem à frente, o jogador adversário – a não ser que eu esteja louca – está pisando/tentando pisar no jogador do Palmeiras.

Mina é empurrado na área…  (no vídeo, que está na postagem, apesar de a TV não aproximar a imagem  – ela só faz isso quando a infração é do Palmeiras -, dá pra ver o empurrão)…

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Falta – para amarelo  em Zé Roberto, mas, como 4 minutos antes dessa botinada,  Emerson Silva já havia levado cartão por uma falta desleal em Gabriel Jesus, o árbitro resolveu aliviar para o Botafoguense e não mostrar o segundo cartão. As arbitragens adoram “ajudar” o Palmeiras, não é mesmo?

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Ataque do Verdão, Vítor Hugo – que é sempre um perigo na área inimiga – vai pra bola e é empurrado (está no vídeo também)…

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Falta dura de Dudu cearense no Dudu do Palmeiras… Ele vai de sola na coxa de Dudu, e de braço aberto na cara dele… o homem de vermelho está pertinho do lance… e cadê a punição para o jogador?

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https://www.youtube.com/watch?v=92zvkuk3UK0

Ainda bem que dizem (aquele carioca flamenguista diz – e não prova) que Marco Polo Del Nero pressiona as arbitragens para não errarem contra o Palmeiras, né? Imagina como seria se fosse ao contrário?

A torcida incentivava o time, e o time ia pra cima do Botafogo. No entanto, mesmo com toda a disposição do Verdão em buscar o gol, fomos para o intervalo no 0 x 0.

Na segunda etapa, logo de cara, quase abrimos o placar. Jean fez a jogada pra Dudu, nosso baixinho mandou pro gol, o goleiro defendeu e CX, no rebote, mandou pra fora. Em Minas, o Cruzeiro sofria o empate…

O Botafogo tentou se acertar em campo,  e começou a fazer umas investidas mais perigosas, daquelas que a gente, só por causa da tensão, acaba achando ainda mais perigosas do que foram… Mas a defesa estava bem, Jailsão da Massa também. E o Palmeiras estava determinado a vencer…

Cuca sacou CX e colocou Alecsandro. O Botafogo continuava levando perigo ao nosso gol, o Palmeiras dava uma segurada no ímpeto inimigo,  se fechava e saía no contra ataque.

Tão logo ficamos sabendo que o Santos virara pra cima do Cruzeiro, Moisés mandou a bola pra frente, Alecsandro ajeitou pra Dudu, que desceu em velocidade e cruzou pra Gabriel Jesus que entrava do outro lado; Gabriel Jesus não conseguiu finalizar, correu atrás da bola, dominou, girou e cruzou na medida para Duduzinho, nosso pequeno gigante, subir e cabecear pro gol…

O Allianz explodiu no gol de Dudu!  o banco e o time do Palmeiras explodiram no gol de Dudu… O Palmeiras fazendo a sua parte para ser campeão… e a gente já não sabia mais o que fazer com aquele menino, de 22 anos, que estava louco pra participar da festa também… Emocionados, tremendo, tínhamos  que ralhar com ele: Espera um pouquinho “É campeão brasileiro”, logo você estará livre.

Não sei se era eu que não via mais o jogo direito, ou se era o Botafogo que sentiu o gol e murchou em campo (continuou batendo bastante), mas não sentia mais perigo, o Palmeiras estava seguro, o Palmeiras era o senhor da partida… a vitória seria nossa, sabíamos disso; nossos jogadores transbordavam garra e vontade em campo… Que interação deliciosa essa entre time e torcida… era como se um se alimentasse da energia do outro.

O Cruzeiro empatou em Minas… e a torcida aumentou o barulho e a festa…

O Allianz tremia e se tornava pequeno para tanta energia e vibração… “Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, porco… seremos campeões, mais uma vez”…

O jogo se aproximava do seu final… Mais três minutos… E então, o apito final.

“Ai, ai, ai, ai… ai, ai, ai… está chegando a hora…”, a Que Canta e Vibra cantava e vibrava como nunca… ela já sabia, ela sempre soube…

Nosso jogadores, ajoelhados e abraçados no centro do campo, certamente faziam uma oração, agradeciam, renovavam a vontade de serem campeões brasileiros pelo Palmeiras…

Os torcedores se abraçavam, choravam, aplaudiam seus guerreiros… Falta um ponto… Nunca, nesses 22 anos, esteve tão perto… o segredo que guardamos no coração está prestes a ser revelado…

ESTÁ CHEGANDO A HORA, PALMEIRAS… A HORA DE SERMOS FELIZES…

FORZA, VERDÃO, E VAMOS BUSCAR O ENEA!!!

 

 

 

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Muita gente que não acompanha o Palmeiras pela internet, ou que não acompanha tão atentamente as notícias de alguns programas esportivos, talvez não tenha entendido muito bem a cobrada, a “chamada na chincha” que o Moisés deu no repórter da Fox Sports, na entrevista ao final da partida diante do Galo – quando o Palmeiras, pra “variar”, foi muito assaltado pela arbitragem – talvez não tenha entendido a cara sem graça das pessoas no estúdio…

Na publicação anterior, mostrei um pouco do que foi o embarque do Palmeiras para MG, mostrei um pouquinho da festa, maravilhosa, que a Que Canta e Vibra fez para o Verdão.

Foi tudo muito lindo e emocionante… a ponto de deixar os torcedores profissionais de imprensa com uma baita dor de cotovelo, e com amnésia também, afinal, eles até esqueceram que, semanas antes, eles acharam lindo uma torcida tomar as dependências de um aeroporto para apoiar o seu time.

Mas a Nossa Senhora do Print, que tudo vê, não esqueceu o dois pesos e duas medidas da Fox Sports (dos profissionais da Fox Sports), por exemplo…

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Vê como funciona? O modus operandi é esse…

Para o time que querem dar uma força, eles fazem parecer que a ida da torcida ao aeroporto é algo bastante positivo (e é mesmo), que é “o time nos braços da torcida”, “é a invasão histórica”; a ideia a passar é a de força, energia, poder… Já no caso da nossa torcida ir para o aeroporto, ficou parecendo que a intenção de quem escreveu era exatamente a de passar a ideia de algo negativo, algo ilícito (eles estão sempre procurando ilegalidade nas coisas do Palmeiras), “torcida de clube pode fechar aeroportos para fazer festa?”… quem lê, já torce o nariz de cara para a presença dos palmeirenses em Congonhas.  No entanto, ninguém questionou isso – a Fox não questionou isso –  em outras oportunidades, não é mesmo? O que é “lindo” pra um, é “ilícito” para o outro? Ah, tá…

Houve ainda quem ficasse indignado com os sinalizadores. João Canalha, da ESPN (aquele mesmo babaca que chamou o Vitor Hugo de vice-campeão da Copa do Brasil, antes das finais), ficou tendo chiliques por isso,  s sinalizadores “poderiam queimar alguém” . Será que ele acha que só os sinalizadores verdes podem queimar alguém, porque não me lembro de ele, e qualquer outro ‘jornaleiro’, ter reclamado desses sinalizadores aqui:

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Você vê? É errado só para a torcida do Palmeiras… Como podemos confiar nas notícias, opiniões e análises de profissionais desse “quilate”? Como podemos levar a sério o que nos dizem e nos contam sobre o Palmeiras?

Fox, ESPN, SporTV… é tudo a mesma mer… cadoria!!  Estamos de olho, e a Nossa Senhora do Print também! 😉

Parabéns, Moisesão da Massa! A sintonia entre time e torcida está perfeita. Aplausos pra você, seu lindo!

E BOOOOOOORA SER CAMPEÃO!!  #VeeeeeeeeemENEA

O campeonato brasileiro 2016 está a quatro rodadas de terminar… Daqui a quatro rodadas – quem sabe até antes – o Brasil conhecerá o seu novo campeão…

Não sabemos quem conquistará esse título, uma vez que as chances ainda estão matematicamente abertas para quatro times. No entanto, sabemos muito bem que o Palmeiras, com  91% de chances, líder do campeonato há 25 rodadas, com uma partida a menos e 4 pontos à frente do segundo colocado, é quem está mais próximo dessa conquista.

E, por sabermos disso, por sabermos que o Palmeiras depende só dele mesmo, é que, no Aeroporto de Congonhas, antes do embarque da delegação para MG, onde enfrentará o Galo – que está há 10 pontos do líder Palmeiras – a torcida palestrina deu um show… de amor ao time, de alegria, de emoção à flor da pele… um show de “Palmeiras, jogo  junto com você”…

Foi uma festa impressionante…Resultado de imagem para torcida palmeiras aeroporto

As dependências do aeroporCo tomadas por palmeirenses…

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Os jogadores passaram por um corredor de parmeras… um corredor de corações pulsando em verde e branco…

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Ao chegarem à escada, os jogadores pararam para aplaudir os torcedores, enquanto eram aplaudidos por eles também…

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Foi um momento mágico, emocionante, uma demonstração de amor… explícita…sem pudor algum. Torcedores da Mancha Verde,  torcedores não organizados, jogadores, técnico, integrantes do Departamento de futebol, unidos numa troca de energia incrível. Que lindo… Um show essa torcida, não? De arrepiar! Uma atitude tão importante quanto marcar um gol… É por isso que ela não pode esquecer nunca de onde vem o seu grande poder, a sua força maior…   ELA É MUUUITO MELHOR, É INCOMPARÁVEL FAZENDO ASSIM! ELA É FODÁSTICA FAZENDO FESTA!! #NãoTemPraNinguém#NenhumaOutraSeCompara

https://www.youtube.com/watch?v=iQuXsq_T3Rs

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Emocionante… só quem é parmera sabe. A hora é agora, o campeonato se encaminha para o seu final e, nesses últimos anos, nunca estivemos tão perto de conquistar um título…

O futuro a Deus pertence… mas temos que fazer a nossa parte e merecer o que almejamos. Temos que correr atrás do nosso sonho… temos que entregar a alma e o coração em campo e na arquibancada… Nossa torcida deu um gás a mais para o time – e que gás -, motivou nossos jogadores… Paulo Nobre mandou o Air Pork One, seu avião, para buscar Gabriel Jesus em Lima… nosso técnico faz um trabalho excelente… nossos jogadores estão encarando as partidas que faltam como finais – e são mesmo – querem escrever seus nomes na história do maior campeão do Brasil… e o Palmeiras só depende dele…

https://www.youtube.com/watch?v=1W34XeUbbu4

O cenário está pronto! Faltam quatro rodadas. Que Deus nos permita essa imensa alegria, que Ele nos ajude e o espetáculo seja em verde e branco!! Nós merecemos, Paulo Nobre merece… O PALMEIRAS MERECE!

FORZA, PALMEIRAS!! VAI NA FÉ… COM O AMOR DA SUA GENTE!! FALTA POUCO… E VAMOS CONSEGUIR!!